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segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Rosa Branca diz: "Tony se candatará a presidente da CBB"

LEIA TAMBÉM EM HTTP://MAISBASQUETE.WORDPRESS.COM, POIS ESTOU FAZENDO A TRANSIÇÃO DESSE BLOG.

Durante minhas leituras, encontrei a excelente entrevista do Rosa Branca, concedida ao Basket Brasil. Lá, de repente, ele dispara: "O Tony se candidatará a presidente da CBB e eu tenho certeza de que se ele for eleito o basquetebol brasileiro terá uma nova cara. Eu acho que está na hora de mudar, não sei o que está acontecendo com a CBB, está deixando as seleções muito de lado. O basquete precisa ser bem administrado e São Paulo sabe fazer isso" [grifo e destaque nosso].

Isso é muito importante, pois saímos do campo imaginário e partimos para o real; saímos das especulações e chegamos a um fato concreto, dito por uma das lendas do nosso basquete.: chakmati é/será candidato à presidência da CBB. Agora Grego tem um adversário qualificado e com experiência na condução adminsitrativa do nosso basquete - referência a competentíssima administração que possui o basquete paulista e a possibilidade de transformar o Brasil a partir da experiência de São Paulo. É um desafio e tanto. Coadunar os grandes nomes de nosso esporte em torno de sua candidatura é uma das tantas missões que terá nesses 6 meses que antecedem a eleição na CBB.

Entretanto, ainda paira o temor em relação ao seu vice: quem será? A transparência, honestidade e ética proposta em toda a entrevista por Rosa Branca nunca se concretizará se o vice for Carlinhos Nunes. É fato: ele persegue e diz que foi decisão dos clubes; ele crê que os clubes lhe devem reverência e é ao contrário, pois a Federação só existe por causa dos clubes que são, em primeiríssima análise, os desenvolvedores e multiplicadores do basquete. Nesse aspecto, Rosa Branca disse:
"Há divergências entre os clubes e a CBB, os clubes estão discordando de algumas coisas e a CBB, ao que parece, não os ouve e é fundamental que os clubes sejam ouvidos, afinal são eles que comandam o basquete brasileiro".

Me sinto contemplado com essa frase, pois é o que tenho dito: apesar da autonomia administrat
iva, Carlos Nunes é nosso empregado, sem salário (????), mas nosso empregado. Onde já se viu um funcionário não prestar contas ao patrão? Onde já se viu um subordinado não ouvir os empregadores durante todo o ano (ele faz que ouve na prestação de contas e nas reuniões técnicas)?

Assim como precisamos mudar na CBB, não podemos deixar se repetir essa adminsitração desastrosa por mais 4 anos ou mesmo ser substituído por um dos tantos que apóiam incondicionalmente Carlos Nunes na FGB, permitindo que seja turista no RS e residente no Rio de Janeiro, onde é Assessor do Grego na CBB, ou seja, seu vice (quem é?), o diretor técnico ou mesmo a secretária geral ou ainda o presidente da AGOB, que concorda com essas aberrações (pois se cala), como a intervenção branca na Associação Gaúcha de Oficiais de Basquete, criada para gerar autonomia e garantir os pagamentos das taxas sem os atrasos que Carlinhos promoveu na FGB logo após a primeira eleição e que se estendeu por anos. Limpeza total na CBB e na FGB. Vou plagiar Janio Quadros: "varre, varre, vassourinha!".

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Chakmati: "A Federação Paulista exige respeito".

Leitores e amigos do basquete e do esporte brasileiro:

dias atrás publiquei uma mensagem sobre a união entre Toni Chakmati e Carlos Nunes e me desmentiram, dizendo que os dois se odeiam. Eu continuo em dúvida, mas é o ônus do processo, depois de anos de manobras nada nobres por parte da CBB. Por outro lado, não conheço o Sr. toni Chakmati, apesar de chamá-lo asism, como se íntimo fôssemos. Creio que o Sr. Chakmati, para conquistar apoios, além da veroz carta que reproduzo com muita felicidade abaixo, deveria lançar sua candidatura à Presidência da CBB, pois ele representa o principal estado o basquete brasileiro e pode administrar o Brasil da mesma forma e ter melhores resultados que Grego e Cia Ltda. Não pode exigir respeito só em textos, mas na prática nào pode se juntar a gente do Cia Ltda que quer ficar alimentado-se da CBB sem nada produzir pelo basquete brasileiro. Fazendo isso, lançando-se candidato a CBB, deve divulgar seu vice-presidente também. Assim saberemos quem o acompanhará e poderemos apoiá-lo virtualmente, solicitando uma relfexão ao norte e ao nordeste e que estas regiões dêem um adeus a essa parceria com a CBB que não coloca as equipes dessa magnífica e bela região do país no mapa do basquete - não enchê-los de clínicas técnicas e de arbitragem se não são oportunizadas interações com os demais estados do país. Há verba pública nas mãos da CBB para isso: lembrem, foram 6, 5 milhões ede reais entre 2006, 2007 e 2008 e só da Lei Piva. Sem o norte e o nordeste, Grego não é nada; com o Grego, o norte e o nordeste não vão a lugar algum; sem o norte e o nordeste, o campeonato Brasileiro não passa de um campeonato do centro-oeste/sudeste/sul; onde já se viu um brasileiro sem ter representatividade de todo o país? Ainda não deu pra perceber isso, que Grego se dá por contente com Copas Norte, nordeste e não necessitando subsidiar o transporte de clubes tão distantes de São Paulo e RS, por exemplo? 12 anos basquetebolistas, 12 anos... Vamos mudar, vamos adiante. O basquete brasileiro merece políticas verdadeiras e que atinjam todos os brasileiros. Lembrem: agora, com verba federal, eles não vão largar o osso e vão continuar fazendo o de sempre: NADA e rindo de nós.
Leiam Antonio Chakmati, se ele pode chutar o balde, sendo um único estado, quiçá o norte e o nordeste juntos. A carta dele está abaixo ou vocês podem ler direto no site da Paulista clicando nesse link.


CARTA ABERTA AO PRESIDENTE DA CBB

Em 21/10/2008São Paulo, 21 de Outubro de 2008

Sr. Presidente
A Diretoria desta Federação foi surpreendida pela notícia da realização de uma clínica para árbitros internacionais no Uruguai. Ficou mais surpreendida ainda, quando soube que 06 (seis) candidatos, do Brasil, se apresentaram.
A surpresa não foi o número de candidatos ou os nomes escolhidos. Nada temos contra. A surpresa foi alijar São Paulo do processo. Nem consulta houve, como regem as boas condutas entre agremiações, apesar das diferenças políticas.
Nos Jogos Panamericanos do ano passado, outra represália, ao não convocarem oficiais de mesa de São Paulo.
O vosso instrutor é vezeiro em ameaçar os árbitros de São Paulo.
A Diretoria desta Federação não pode ficar ausente diante desta política vingativa e decide:
  • A partir da próxima escala do campeonato feminino, a Federação Paulista não fornecerá árbitros nem mesários;
  • se os árbitros da F.P.B. não servem para participar de uma clínica internacional;
  • se os mesários da F.P.B. não servem para trabalhar num evento internacional, não servem também para o vosso campeonato nacional.
Se a política de V.S. é colocar o Departamento de Oficiais contra a pessoa do Presidente com intenções políticas, ledo engano.
Esta presidência não se curva diante de atos vingativos e degradantes.
A Federação Paulista exige respeito.
Misturar interesses pessoais com interesses do basquete, tornou-se moeda corrente na Confederação e nós não compartilhamos do processo.
Atenciosamente

ANTONIO CHAKMATI, Presidente


Á
CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE BASKETBALL
SR. GERASIME NICOLAS BOZIKIS

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Carlinhos, meu "amigo" de tantas jornadas...

Conheci Carlos Nunes nos jogos de basquete quando eu era guri e jogava contra a SOGIPA . Ele acompanhava a equipe por seu pai de um atleta. Sempre estava pela volta do time, mas eu o cumprimentava como um senhor. Pessoalmente, conheci o Carlinhos quando tentei encaixar meu irmão na SOGIPA no final de 1991. Conversei com ele e depois voltei a falar com ele na época que ele trouxe José Medalha apara ministrar um curso em Porto Alegre. Bateu na minha porta, com cartazes e promessas de repasse de percentual, além de livrar minha inscrição para participar. Mandei seis (06) pessoas e até hoje espero minha porcentagem pelo trabalho realizado.
Depois disso ele me encontrou e falou da eleição para a FGB. Sempre viajei pelo interior como árbitro e falava com os árbitros. Nunca cheguei em um técnico ou dirigente para pedir voto para o Carlinhos ou para o Jairo, mas perguntava a posição deles sobre a eleição. Ele fez o lobby dele e a situação não acreditou que perderia, pela saída tumultuada que foi "largado" do cargo de Diretor de Basquete da SOGIPA . Aliás, esse clube votou contra ele ser o presidente da FGB naquela ocasião, ou seja, tentavam fechar a porta do basquete para um ex-dirigente do clube. Por quê?
Quando ele assumiu a FGB passamos por meses de atraso no pagamento das taxas de arbitragem, sem contar que parou de subsidiar meu deslocameno de Pelotas a Porto Alegre como fazia a adminsitração anterior. Eu estudava e precisava dos recursos. Ele atrasou por meses. Então, quando soube que a FGB recebia dinheiro da Caixa comecei a fazer críticas ao atraso das taxas de arbitragem, que aquilo não acontecia anteriormente. Foi numa dessas ocasiões, quando fui arbitrar em Bagé que, ao pegar o pessoal no hotel, no primeiro contato, com eles que brinquei com um dos árbitros no elevador: “e aí, prazer. Com anda a capital? E a FGB, te devendo muito das taxas? Pra mim está difícil, não entra nunca... O que será que fazem com o dinheiro?”. Algo desse tipo. Quando saíamos do elevador o guri saiu na minha frente e tinha aquele corte de cabelo da juventude, com um nome escrito: TIKATA. Bem, minha pergunta foi: tu és o irmão do do Tikatá? E ele: “sim”. Concluí imediatamente que as portas da FGB estariam fechadas para mim dali em diante e não foi por ele ser irmão do Tikatá, mas por ser... o filho mais novo do Carlinhos. As escalas de arbitragem sumiram pra mim. Não tem, não tem era a resposta semana após semana.
Em 1996 fui o técnico da Seleção Gaúcha Universitária e treinamos em Santa Cruz com a ajuda do Corinthians. Não tínhamos uniforme. Liguei para a FGB e pedi o uniforme emprestado. Ele fez isso. Na volta, após os jogos, o uniforme sumiu. Estava dentro do ônibus e sumiu. Completo: 12 calções e 12 camisetas. Expliquei pra o presidente da FGB e ele me disse que teria que pagar. Arbitrei um mês inteiro e ainda me lembro: paguei, em 1996, R$ 625,00 por um uniforme. Hoje, não sai por R$ 400,00 um bem elaborado. Ainda arbitrei, em duas viagens, pela FGB em 1998, quando trabalhava em Sapucaia do Sul, grande Porto Alegre.
Em 1999 fui para o Governo do Estado do RS e pedi, oficialmente, afastamento da FGB. Mas o motivo não era a incompatibilidade de horários, era uma opção profissional e ética, pois me coube a avaliação do projeto Bolsas Atleta e sobre esse tema ainda contarei para vocês algumas coisinhas, mas todos devem lembrar do processo aberto pela tenista gaúcha contra a federação de tênis que, em 1999, lhe devia 25 mil reais do referido projeto.
Em 2000 teve uma reunião no CEFET, onde ele fez acusações, ofensas por eu ter criticado a ida do filho dele para uma seleção brasileira sem experiência como técnico no RS. Em 2004 fiz novo contato com o Carlinhos, para pedir material para a escola que estava trabalhando e não tinha muitos recursos. Me deu 3 bolas de borracha da penalty. Depois um uniforme para o juvenil, também da penalty, mas que era pequeno demais. A partir dali começamos a “conversar”, pois ele apoiou vários eventos que fiz aqui, dando súmulas para os jogos e eu colocava o logo da FGB nos sites como apoiadora. Trouxemos ele aqui, com a ajuda da Luciana Peil (profª de basquete da UFPel), na tentativa de vitalizar uma Liga Zona Sul de Basquete. A promessa era uma final de várias ligas em Santa Cruz. Nunca ocorreu, apesar de fazermos a nossa parte aqui. Como a premiação que ele prometeu, sucata da CBB. Mandei fazer a premiação e mostrei o que a FGB tinha mandado para as pessoas.
Em 2005 criei, com amigos, o Pelotas Basketball Clube. Precisava do aval da FGB para levar a molecada a jogar o estadual. Jogamos 4 partidas e sumiu o dinheiro. Aqui, corria atrás de patrocínios, enquanto os “medalhões” boicotavam, marcando reunião com o Carlinhos para ele não aceitar minha inscrição. Ele os mandou trabalhar e aí ele não deixaria minha equipe jogar. Então pressionaram as empresas que sabiam que eu procuraria até que uma pessoa do marketing da BrasilTelecom foi a um jogo do PBC, por acaso, e foi interpelado por um dos pais. Ele conseguiu uma verba e me daria mais, mas não consegui remarcar os jogos e perdemos o apoio. Misteriosamente, depois disso, caiu na mão de uma das pessoas que criticavam e ainda hoje boicota meu trabalho, mas usufrui do mesmo. Em 2006 o PBC jogou com duas categorias e, faltando 2 jogos para uma delas, me cobraram valores em atraso. O patrocinador fez, diretamente, depósito de R$ 2 mil reais para cobrir as despesas e restavam R$ 600,00. Só que as contas não batiam. Não jogamos as duas partidas e a dívida é, na realidade, de R$ 160,00, pois a Srª secretária geral da FGB me enviou os cheques referentes aquele depósito e, pasmem, entre eles um no valor de R$ 500,00 que era referente a 2005 e havia sido pago em julho daquele ano. Ou seja, minha queixa desde então é: fui cobrado duas vezes pela mesma taxa. Não adiantou reclamar com o presidente, vice-presidente da AGOB (associação dos árbitros), eles são os responsáveis pela arbitragem, pela assinatura dos cheques, mas quem cuida do dinheiro é a secretária da FGB, braço direito do Carlinhos. Então, não devo, tenho um caixa de R$ 365,00 com a FGB. Tenho TODOS os recibos e cópias dos fax, pois esse é o documento de cobrança enviado pela entidade e que o tempo apaga, por isso faço cópias deles. Para o PBC jogar em 2007 me foi cobrada uma caução de R$ 5.000,00. Um mimo ao presidente que disse que foi determinação dos clubes. Sondei alguns e me foi dito que o Carilinhos disse saber como resolver a situação.
Agora, em 2008, foi elaborado o Campeonato Escolar em Pelotas e Passo Fundo. Minha escola não pôde jogar. O responsável local disse que é ordem do Carlinhos; o Carlinhos diz que é por eu não me entender com os professores das escolas locais que condicionaram suas participações a minha exclusão. Que pena, meus alunos, oriundos de escola pública estadual, não puderam jogar e foram, várias vezes, ver os colegas de PBC jogando – muito humildemente posso dizer que em todas as equipes tivemos atletas que treinam comigo e que estes foram destaques do evento. O que será que os assusta? Ou melhor, “qual teu maior medo”?
Quero deixar claro que não tenho nada contra os filhos do Carlinhos, inclusive compro material esportivo do mais novo e mantemos uma boa relação até hoje. Mesmo depois dos fatos que narrei, ocorridos em 2000, divulguei o trabalho que o mais velho faria a frente da equipe de Pelotas e o assunto dele como auxiliar do clube Municipal do RJ, foi levado a lista que coordeno sobre basquete e mantenho as mensagens dos listeiros na íntegra. Meu problema é, e sempre foi, o Carlinhos como dirigente, a partir do momento que ele passou a trocar favores. S muito, mas isso ocorreu desde a primeira posse, em 1994. Ele afundou o basquete gaúcho. Quero reerguer nosso esporte. E tenho certeza que os clubes gaúchos também. Independe do apoio dele por estar na CBB, pois isso é outra coisa que vai terminar: Grego, Carlinhos e outros estão com os dias contados a nível nacional. E mesmo que vençam, ele tentou me isolar e, em 2007 promovi mais de 30 jogos (muito mais que em algumas categorias oficiais da FGB), fiz o Basquete Solidário (doando alimentos e integrando ex-atletas pelotense com os do PBC) e um circuito envolvendo a gurizada até 20 anos. Esse ano jogamos por uma Associação independente no RS e gastamos, pagando pela premiação e todas as despesas dos árbitros, algo em torno de R$ 100,00 por jogo. Pasmem: nossa taxa é igual a dos árbitros da FGB e os clubes pagam apenas R$ 100,00 por jogo!!!!
Abaixo uma relação de assuntos debatidos na lista de basquete que coordeno há 12 anos, pois lá tem memória e pude pesquisar temas do passado. Se tiver tempo, leia alguns, com destaque aos 4 primeiros e será possível detectar que não sou amigo do Carlinhos, mas aceitei as regras do jogo como os clubes gaúchos e, agora, volto a carga de que temos que realizar as mudanças necessárias na FGB, ou seja, Sr. Carlinhos chegou a hora de dar tchau!!! Portanto, boa leitura e tirem as próprias conclusões.


segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Quem deve ser o presidente da FGB?

Sem informações concretas sobre o processo eleitoral no basquete gaúcho, resolvi inovar e lançar uma enquete. Acima tu tens acesso a uma pergunta que confronta a atual administração da FGB (15 anos!!!!) e um jeito novo de mobilizar os clubes e o esporte. Não sei dizer se A e/ou B irão concorrer, mas é certo que ambos têm esse desejo. O primeiro quer mudar a situação do basquete gaúcho e o segundo é retrato da falência de nosso esporte no RS e, para quem não sabe, ele é Assessor do Grego na CBB e tem dito que está brigado com o chefe, em busca de apoio de alguma outra federação estadual para concorrer a CBB. Como a eleição lá é só em maio, é bem provável que concorra no RS em janeiro. Eu tenho meu ponto de vista claro, bem definido e, quiçá, pudesse votar no pleito da FGB.

Então, como estamos em período eleitoral, vamos ver o que pensam as pessoas ligadas ao basquete gaúcho. Lancei dois nomes, mas de repente temos outros possíveis candidatos, mas que não sei a posição, nem ouvi dizer que C e/ou D são candidatos a FGB. então, que fique claro que não se trata de desrespeito a qualquer outra pessoa que também sonhe em mudar o basquete gaúcho. Escolhe teu candidato, teu voto é secreto. Só quero contabilizar o que estão pensando as pessoas envolvidas com o basquete gaúcho.

 

Forte abraço e fico na escuta até domingo, 26/10, quando poderemos ver como pensa o basqueteiro gaúcho...

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Reeleição no COB: Resposta da Ouvidoria do Ministério do Esporte

Já estava preparando um novo texto, onde citaria a Presidência da República, o Ministério Público Federal e o Ministério do Esporte por não terem respondidos ao pedido de intervenção nas eleições do COB. Disseram o óbvio, mas disseram algo e assumiram uma posição. Qual seja? Que todas as confederações podem receber recursos público, não gorjeta, não moedas, mas recursos abundantes e fazerem o que quiserem por que nossa constituição assim determina. Então, mudem a constituição!!! Fazem isso toda hora para tirarem nossos direitos, não custa preservar um pouco dos nossos recursos. Dizem que a conta de Pequim foi de R$ 1,2 bilhão. Leiam a integra da resposta do ME.

Eu sou Carlos Alex Soares, brasileiro, casado, pai, professor de educação física, técnico de basquete e acreditaria em tudo, não fosse o Sr. Alberto Murray Neto, membro do COB, advogado dizer ao contrário: o COB é obrigado a licitar, a prestar contas dos recursos públicos recebidos e perde a condição de entidade esportiva de caráter privado por haver recebido dinheiro oriundo da Lei Federal 5.139 (12/07/2004). Está lá, no o parágrafo 1º do artigo 4º. Será que não leram? Será que desconsideraram tal entendimento legal? Usaram a Constituição e a Lei Federal e nem citam a Lei Piva, que nos leva a sugerir tal intervenção, mas lembram que a responsabilidade é do ministério público federal. Pilatos está no ME.

Fico na escuta... Carlos Alex Soares, Prof. de Educação Física, Pelotas-RS

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De: ouvidoria@esporte.gov.br [mailto:ouvidoria@esporte.gov.br]
Enviada em: quinta-feira, 16 de outubro de 2008 16:31
Para: carlosalexsoares@gmail.com
Assunto: Ouvidoria do Ministério do Esporte

A Ouvidoria do Ministério do Esporte, ao encaminhar sua reclamação ao departamento referido, envia-lhe a resolução tomada com relação à mesma.

Parecer Técnico:Prezado Senhor,


Informamos que, de acordo com o inciso I do Art. 217 da Constituição Federal, as entidades desportivas são autônomas quanto a sua organização e funcionamento, sendo desta forma, um impedimento constitucional do Ministério intervir. O Art. 2°, da Lei 9.615/98, afirma que “ O desporto, como direito individual, tem como base os princípios: II - da autonomia, definido pela faculdade e liberdade de pessoas físicas e jurídicas organizarem-se para a prática desportiva; e em seu Art. 16, afirma que “As entidades de prática desportiva e as entidades nacionais de administração do desporto, bem como as ligas de que trata o Art. 20, são pessoas jurídicas de direito privado, com organização e funcionamento autônomo, e terão as competências definidas em seus estatutos”.
Lembramos a Vossa Senhoria que cabe ao Ministério Público a observância da ordem jurídica, dos interesses sociais e dos interesses individuais, bem como dos princípios constitucionais relativos ao desporto, conforme estabelece o § 2º do art. 4º da Lei nº 9.615/98 – Lei Pelé e Lei Complementar 75/93.


Atenciosamente,

Ouvidoria-Geral
Ministério do Esporte

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O conteúdo dessa mensagem é confidencial, destina-se estritamente à(s) pessoa(s) acima referida(s)

e é legalmente protegido. A retransmissão, divulgação, cópia ou outro uso desta comunicação por
pessoas ou entidades, que não sejam o(s) destinatário(s), constitui obtenção de dados por meio
ilícito e configura ofensa ao Art. 5°, inciso XII, da Constituição Federal. Caso esta mensagem
tenha sido recebida por engano, por favor, inutilize-a e, se possível avise ao remetente por
e-mail.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Dia das Professoras e dos Professores

À:

Minha Mãe-Amiga-Professora, Minha Esposa-Amiga-Professora-Colega, Minhas Professoras e professores do jardim de infância e da 1ª série, da Fundação Bradesco, do Colégio Auxiliadora, das equipes da FUnBa de Basquete, do Colégio Espírito Santo, do Colégio Estadual Carlos Kluwe, do Colégio Municipal Pelotense, da Escola Técnica (hoje CEFETRS), do Michigan/Albert Einstein, da ESEF-UFPel, do Pré-Vestibular Universitário, da pós-graduação da FaE-UFPel, da pós-graduação da FACED-UFRGS (curso interrompido por causa do acidente), dos mestrados (FaE e ESEF da UFPel) e do doutorado (FACED-UFRGS) onde fui aluno especial (curso também interrompido por causa do acidente).

Hoje estou de folga (13/10): anteciparam o dia do professor em minhas escolas e fizemos um feriadão – desde sexta sem ver aluno na minha frente e uma segunda-feira silenciosa... Ao descer as escadas me senti despreocupado, como se um dia de domingo fosse. Tranqüilo, a única tarefa era ajeitar as coisas e mandar dois dos pimpolhos para a aula. Então lembrei de minha primeira professora, não a da escola, mas a de casa que além de minha mãe também é professora. Nessa época do ano, na minha adolescência, sempre aparecia alguém na minha casa, um ex-aluno com a noiva ou com o filho recém nascido; uma ex-aluna que estava na faculdade; enfim, ex-alunos e ex-alunas dela. Sempre levavam um presentinho na mão e palavras que, mesmo que nós fossemos educados para deixar as visitas da mãe e do pai a vontade, percebíamos que traziam lágrimas ao rosto sofrido de minha mãe. Eu pensava: “o que esse cara ta fazendo pra minha mãe chorar?” Mas logo, no ímpeto juvenil de protegê-la, eu a via dando um abraço, recebendo um bem apertado e ficava tudo bem. Sempre nos dizia quem era, lembrava da história da pessoa, as dificuldades para estudar ou o desdém ao esforço dos pais que estudassem. Quase não a vi perguntar qual era o nome da pessoa.

A questão do dia dos professores não são os presentinhos, mas os abraços, os presenciais e os carregados de boas energias que se recebe daquele aluno que está centenas de quilômetros distantes e que, ao perceber que é dia do professor, lembra-se imediatamente daquele que fez diferença em sua vida, uma professora ou professor especial para ele. Esse é o carinho mais representativo do grau de importância que cada mestre teve em nossas vidas e todos nós sempre lembramos de alguém – hoje comecei o dia pensando em minha mãe e em minha esposa, professora e também colega de profissão.

Minha mãe, no fim da carreira, teve um tijolo escondido em sua bolsa, que levava para a aula (nós deixamos guardadas em armários cadeados e bem protegidos), pois o respeito que ela tinha pelo que era dos outros a fazia crer que os outros também tinham entre si – aquela coisa que Paulo Freire chamou de ética universal do ser humano. Pois em um tumulto de sala de aula, saiu com dois alunos, solucionou o problema e voltou a sala. As risadinhas e o silêncio que se seguiu lhe deram a impressão de que algo havia acontecido, mas como ninguém falava, ficou esperta, mas sem se manifestar. Ao terminar a aula, pegar seu material e a bolsa, percebeu que estava pesada. Algum aluno, desses bem engraçadinhos, havia aberto a bolsa e colocado um tijolo dentro da bolsa da professora de quase 60 anos. Foi uma tristeza receber a ligação dela naquela noite me contando o que ocorrera e a sugestão ao final: por que a senhora não se aposenta? Passou 30 anos em escolas, não enriqueceu, viu o salário reduzir desde que ingressou no magistério gaúcho, várias perdas salariais, mas sente-se gratificada por ter exercido a profissão dela com dignidade. Quinze desses trinta anos foram cumpridos viajando pelo interior de Bagé, saindo de casa antes das 6h da manhã e muitos alunos da zona rural foram privilegiados ao tê-la como professora – em conta arredondada feita por mim foram mais de 120 mil quilômetros rodados entre Trigolândia, Candiota e Bagé.

Se hoje, com as novas tecnologias, com a blogmania, eu consigo escrever um parágrafo e gostar dele, devo aos muitos livros que ganhamos para ler – meus irmãos e eu. Quando uma professora me chamou para fazer a leitura de um texto e eu me saí mal, foi à minha mãe que eu recorri. Dali em diante, recebi uma intensiva na leitura que depois, quando muitos livros chegavam e repousavam sobre a estante, ficavam a disposição para pegá-los, manuseá-los e, ao estilo de Rubem Alves, ou seja, antropofagicamente, devorar suas histórias e o saber que neles repousavam, era uma atitude normal. Se eu passar um dia sem escrever, sem juntar palavras e fazer de um amontoado delas uma minúscula sinfonia podes ter certeza, o dia foi incompleto. Não precisa estar concluído, publicável, mas um rascunho já é suficiente. E com a informática, o celular com mensagem, sempre consigo dar o ponta-pé inicial em algo que me chama a atenção.

Então, como mãe é incalculável minha dividia com Dona Maria Luiza; mas também é da professora que foi que me sinto orgulhoso e quero destacar hoje. Também me sinto saudoso das viagens para o interior de Bagé e das aulas que assistia pelas janelas ou escutando da porta sua voz doce e firme ensinando nosso português aos seus alunos. Portanto, ao homenagear, an passant, minha mãe-amiga-professora, quero estender meu abraço a todos os professores que passaram em minha vida e dizer que, sem eles, não seria o que sou. Quiçá a juventude possa ter, como eu tive e ainda tenho, pessoas preocupadas em lhes passar o conhecimento, a ensinar-lhes posturas, a educar-lhes as almas de maneira que além de aprender a ler e a somar, aprendam a conviver em paz, mas com decisões firmes e éticas e, se for preciso, saibam ir a luta contra as injustiças, as manobras dos poderosos, os tijolos colocados nas nossas bolsas... Hoje, pelo menos nessa postagem, vamos deixar de lado os problemas do nosso basquete, do nosso olimpismo, de nossas políticas públicas (ou a falta delas) para a educação e para o esporte e o lazer e vamos nos lembrar de nossos mestres. Todos eles, em especial minha mãe, deixaram marcas no meu coração, no meu jeito de ser, de ver o mundo, de refletir, de educar. Eu creio que é isso que eu faço, EDUCAR. Nada de doutrinar e tornar meus alunos engajados politicamente, mas dar-lhes um arsenal de conhecimentos que os torne capazes de, apropriados do saber de nossa história, escolherem o próprio caminho – não o meu caminho, a minha ideologia –, mas aquele caminho que dá sentido as próprias vidas.

Meu beijo muito especial em minhas professoras e meu quebra costela nos professores. Parabéns pelo nosso dia!!!


Educar é construir pontes


terça-feira, 14 de outubro de 2008

Centro Esportivo Virtual

Tu conheces o Centro Esportivo Virtual? Se não conheces é hora de fazê-lo e se já conheces, uma visita mostrará a nova proposta visual e funcional montada pelo Alexandre Castelani e pelo Laércio Elias Pereira. O endereço é www.cev.org.br. Mas vou te falar um pouquinho do CEV e do Laércio, mesmo que tu possas ter acesso as informações essenciais em http://cev.org.br/sobre/ e http://cev.org.br/qq/laercio/, respectivamente. O CEV é a proposta de doutorado do professor Laércio que desde o início dos anos 80 vem procurando maneiras de interligar o pessoal da educação física – é um dos fundadores do Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte (CBCE). Passou pelo telememo e iniciou o CEV com as Listas de Discussão, unindo o Brasil do Oiapoque ao Chuí.

Eu conheci o CEV no LEPE (Laboratório de Ensino e Pesquisa da ESEF-UFPel) e imediatamente me cadastrei na Lista de Discussão Educação Física e Esporte . Em seguida o Laércio, por intermédio do Giovani Pires da UFSC, me convidou para administrar a lista de discussão do Movimento Estudantil em Educação Física, pois estava vinculado a ExNEEF naquela época. Há 10 anos administro a Lista de Basquete e recentemente acumulei com a de Etnia e Esporte. E assim ele foi criando as listas do CEV, até atingir as 119 disponíveis na página principal e ter 11 mil pessoas interligadas na atualidade – já fomos mais de 20 mil, mas as migrações de sistema e provedores derrubaram muitos e-mails.

Esta postagem é uma campanha para te convidar a participar das Comunidades do CEV. Entra lá, vê se tem algum tópico de teu interesse. Tenho certeza que se tens algum vínculo com a educação física, o esporte e o lazer acharás um tema, uma comunidade onde poderás trocar idéias, contribuindo, construindo e aprendendo com outras pessoas. Tua visita é importante, tua adesão só engrandecerá esse magnífico projeto e tua participação honrará a todos nós.

Eu sou Carlos Alex Soares e fico na escuta...


segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Anulação da Eleição do COB

 

 

De: Carlos Alex Soares [mailto:carlosalexsoares@gmail.com]
Enviada em: segunda-feira, 13 de outubro de 2008 01:34
Para: 'presidencia@presidencia.gov.br'; 'pfdc@pgr.mpf.gov.br'; '1ccr@pgr.mpf.gov.br'; 'esporte@esporte.gov.br'
Cc: 'jcruzz'; (akfouri@lancenet.com.br); 'blogdojuca@uol.com.br'
Assunto: Anulação da eleição do COB

 

Excelentíssimo Presidente, Sr Luís Inácio Lula da Silva;

Digníssimo Ministro do Esporte, Sr. Orlando Silva;

Senhores Procuradores do Ministério Público Federal;

Senhores Jornalistas; e

Senhores leitores do Mais Basquete:

 

Após os jogos olímpicos seria cordial congraçar-me com os destinatários dessa mensagem pelo desempenho do país em Pequim. Ainda que tarde, também seria a oportunidade de destacar o bom desempenho do Pan do Rio-2007. Infelizmente, esse não são os motivos do meu e-mail. Primeiro por que em nenhum dos eventos tivemos o desempenho  esperado, quando relacionado com os valores investidos pelo poder público brasileiro. Segundo que questões mais importantes tem tomado o tempo da nação, como o rombo financeiro que está acabando com economias mundo afora.

O que me trás aos digníssimos destinatários são todos esses fatos e, principalmente, a manobra do Sr. Carlos Arthur Nuzman para reeleger-se presidente do nosso Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Talvez não houvesse rejeições suficientes para não ter seu nome aclamado na assembléia da entidade máxima de nosso olimpismo, mas resolveu jogar com o poder que possui e dar as cartas no momento que lhe pareceu mais propício a não ter fracasso: na ressaca dos jogos olímpicos e no silêncio das autoridades com os acontecimentos amplamente denunciados dos Jogos Pan-Americanos do Rio.

Mas passados dez dias do feito, muitas vozes foram ouvidas e o tom era na mesma direção: absurdo e surpresa. Destaco as de José Trajano (que me “contou” a notícia na sexta-feira pela manhã através da ESPN Brasil), a de Juca Kfouri (novamente pelo seu blog), o Blog do Cruz (jornalista do Correio Braziliense) e a do Dr. Alberto Murray Neto, membro reeleito do COB que manifestava, publicamente, a surpresa por ter sido reeleito para algo que não sabia ser candidato –  membro do COB. É a própria atitude desse senhor que me encorajou a escrever este e-mail, publicá-lo em meu blog e pedir aos leitores e blogueiros que o divulguem, assim como a mídia esportiva de nosso país.

O Sr. Alberto Murray Neto, em fac-símile encaminhado ao COB e publicado no Blog do Juca Kfouri (http://blogdojuca.blog.uol.com.br/index.html), escreveu: “a legalidade da eleição pode ser amplamente debatida em juízo, através das medidas judiciais que, a meu ver, qualquer brasileiro pode tomar. Ou o próprio Ministério Público Federal, de ofício, ou por provocação de terceiros”. O Sr. Alberto Murray Neto ainda argumenta que por receber verbas federais (exemplo explícito da Lei Piva) o COB perde “a condição de entidade de direito esportivo de caráter privado” não podendo livremente se auto-regulamentar, citando como exemplo do que narra o parágrafo 1º do artigo 4º da Lei Federal 5.139 (12/07/2004) que obriga a entidade a licitar seus gastos.

O objetivo do digníssimo senhor é nobre, claro e explicito no próprio texto: como membro do COB solicita ao Senhor Carlos Arthur Nuzman a convocação de novas eleições, que reconheça o “erro” e que estará demonstrando humildade ao fazê-lo. Nuzman deve estar se divertindo com esse documento, mas certamente não seguirá as sugestões nele contidas.

Por isso dou o passo seguinte, sugerido no fac-símile. Como militante do esporte nos últimos 30 anos de minha vida, especificamente no basquete, solicito ao Ministério Público Federal que promova ação judicial pela ilegalidade ocorrida nessa eleição para o COB, com base nos fatos que narro nesse e-mail e em outros que estão a disposição do clique do mouse, ou seja, só não vê quem não quer, destacando (mesmo reconhecendo que desnecessário) que o pedido se baseia na autoridade que a constituição confere ao MPF e que o objetivo de reverter o quadro de total absolutismo que o esporte nacional se encontra, pois a atitude do Sr. Nuzman abre precedentes para que os presidentes das confederações façam o mesmo, sendo que apenas dois deles foram contrários a reeleição e a condução do processo, ou seja, os demais concordaram com aquele “pane et circense” realizado pelo COB com o claro objetivo de manutenção do poder e em usufruir das vantagens do cargo para benefício próprio ou de parentes e amigos. Aproveito a oportunidade para solicitar as medidas cabíveis em função do relatório do Tribunal de Contas da União que explicita os absurdos que essa entidade realizou com verba pública na organização e durante o Pan Rio 2007. O caminho para essas manobras e abusos são ações na justiça e nosso representante é o Ministério Público federal.

Cabe destacar que minha preocupação é maior e ao mesmo tempo pontual: nosso esporte caminha para os mais volumosos investimentos da história e concomitantemente nosso país caminha – com o que podemos ver, ouvir e testemunhar – para um grande fracasso olímpico, pois esses valores não atingem os atletas como alguns medalhistas olímpicos disseram após Pequim. Já investimos quase R$ 4 bilhões, desembolsados para o Pan do Rio (quase 10 vezes mais do que o previsto) e dos quais o Tribunal de Contas da União ainda espera relatórios, apesar de já ter comprovado, in loco, absurdos estrondosos, como equipamentos de ar condicionado armazenados, equipamentos esportivos que foram entregues pelos fornecedores após o evento, instalações não concluídas e tantas outras questões que geram dúvida e ainda precisam de respostas.

Paralelo aos pedidos de esclarecimentos, o COB, através do Sr. Nuzman, já beliscou mais recursos públicos com a justificativa de que temos condições de sermos sede olímpica em 2016. O Ministério do Esporte, na pessoa de seu ministro, Sr. Orlando Silva, sorri e abre o cofre mais ainda: divulgações da imprensa mostram que os valores iniciais em R$ 85 milhões para defesa da candidatura já pularam para R$ 100 milhões, sem falar nas despesas com salários dos funcionários envolvidos na candidatura Rio 2016 que somam R$ 450 mil por mês, pagos pelo Governo Federal e que facilmente chegarão a mais R$ 4,5 milhões de reais nesse período – se o rio for a cidade sede dos Jogos Olímpicos de 2016 é de supor que esses valores serão mais 45 milhões em salários e sem mencionarmos o certo aumento do número de funcionários para manter a estrutura. Os valores iniciais aqui citados foram obtidos através de convênio firmado em agosto, em meio ao tumulto dos jogos olímpicos. Interessante, não acham?

Portanto, uma intervenção do Ministério Público nesse momento se faz necessária para transformar o processo eleitoral do COB transparente, para podermos frear essa avalanche de recursos que saem dos cofres de nosso país para o esporte e não atingem quem de direito deveria ser beneficiado: o jovem esportista e o cidadão brasileiro.

Finalmente, esclareço a todos que estou enviando ao COB, a Presidência da República e divulgando esse documento publicamente. Espero que outras pessoas o copiem e enviem aos mesmos destinatários e outros para que sejamos ouvidos. Diferente dos presidentes de confederações que se omitiram no colegiado do COB, eu não preciso de voto secreto para denunciar as artimanhas e estratégias que esses cartolas utilizam para perpetuarem-se no poder. O que os atrai tanto?

 

Atenciosamente,

 

 

Prof. Carlos Alex Soares

carlosalexsoares@gmail.com

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“Achei que convinha mais correr perigo com o que

era justo do  que, por medo da morte e do cárcere,

concordar com o injusto”. (Sócrates)

sábado, 11 de outubro de 2008

jogada de Nuzman (poder eterno) não é novidade no basquete brasileiro

Pois é, que feio fez seu Carlos Arthur Nuzman, o “cara” que fez o voleibol crescer estratosfericamente até atingir o apogeu nos últimos anos, já sob o comando Ari Graça. Dizendo querer transformar o esporte brasileiro, foi para o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) – ou foi para o COB pelos interesses de aproveitar as mordomias que o olimpismo proporciona aos cartolas? Agora, depois dessa eleição, tudo o que fez ficará sob a sombra da dúvida, somado ao hiper-mega-superfaturamento do Comitê Organizador do Pan Rio 2007 e a eleição na ODEPA.

Infelizmente o esporte nacional passa por esse momento de escândalos, talvez para que os verdadeiros desportistas resolvam assumir o trabalho árduo de comandar com suas experiências e contribuir com a educação dos brasileiros através e pelo esporte e, ao mesmo tempo, compreendendo e dando suporte ao esporte como um caminho alternativo de lazer, prazer e diversão que precisa ser gerenciado com responsabilidade, profissionalismo e ética. Assim, contribuem, passam o bastão e vamos oxigenando o sistema, como sugere o Aurélio Miguel.

Se há um sentimento de violação, de furto, de enganação com a atitude do COB (sim, digamos que só duas confederações votaram contra o absurdo de um edital de oito dias), no basquete brasileiro a coisa não é muito diferente e estamos nos sentindo assim há muito tempo e, parte desse tempo, de mãos amarradas ou silenciosamente acomodados com migalhas e com o papo do “não me atinge”.

Outro papo comum é dizer que o sucessor tem que fazer um trabalho melhor. Balela. Desculpa para não largar o osso. Erros e acertos fazem parte do processo. É melhor um novo errando do que um velho dirigente mantendo os mesmos erros, clientelismos e demais absurdos que se ouve e vê federações e confederações Brasil afora.

Vou citar um exemplo: no RS, em 3 de abril de 2004 foi realizado um congresso técnico para organizar o campeonato estadual de todas as categorias para aquele ano. Isso foi feito. Entretanto, outro movimento ocorreu na mesma reunião que as pessoas presentes devem se lembrar: foi concretizada a mudança do estatuto da FGB e o mandato do presidente passou dos três anos para quatro, com a justificativa de igualar ao ciclo olímpico – a mesma eleição que ocorreu semana passada no COB começará a ocorrer nas confederações e federações estaduais pois esse ciclo acabou.

A questão que surge disso tudo é que em diálogo com três dos presentes na referida reunião da FGB, eles não lembram da leitura do novo estatuto, artigo por artigo, como deve ser um processo de mudança de regimento. Nem a ata fala desse processo, apenas que foi colocado em votação a alteração no estatuto da FGB. Um dos interlocutores se lembra de falarem em “gestão acompanhando o ciclo olímpico”, mas não da leitura do estatuto. Ou seja, provavelmente reconhecerão as próprias assinaturas em página do documento, mas não se lembram de nada além de falarem do tal ciclo olímpico.

As pessoas e clubes abaixo listadas estão na folha 15 do estatuto, onde constam, APENAS, nome do clube, nome do representante e assinatura do representante e nem data consta, já que as assinaturas ficaram em folha “solitária”. Fato interessante... Na folha 14 temos apenas o Art. 66 e o Art. 67 (sobra muito espaço ali) e, pasmem, o final da Ata 002/2004 da FGB. Ou seja, o estatuto é uma ata de reunião, convocada pela Nota Oficial nº 003/04 de 16/03/2004, conforme consta no próprio documento a folha 4. Novamente na página 14 constam as assinaturas da Secretária Geral, Srª Daniele Borges Hochnadel, do Presidente, Sr. Carlos Nunes, e do Dr. Renato Cardoso, OAB/RS nº 15707. Destaco que este advogado não tem o nome citado no início da referida ata como presente na reunião (folha 4), portanto como a assinou como se presente estivesse? Vejamos quem assinou a página 15 e depois rubricou as anteriores:


Grêmio Atlético Osoriense – Celso Gomes da Silva Assinatura
SRA Galópolis/UCS – Leonardo de Ross Rosa Assinatura
Colégio Sinodal – Ivo Reinhardt Assinatura
Irajá Atlético Clube – Ronaldo Silva Pires Assinatura
Esporte Clube Guanabara – Ricardo Leal Assinatura
Corintians Atlético Clube – Alexandre Dias Lopes Assinatura
SOGIPA – Eurico Armando Moser Júnior Assinatura
Colégio Mauá – Gustavo Dreyer Assinatura
SOGES – Ademir Uebel Assinatura
Projeto Cestinha/Corinthians SC – Fernanda Haas Assinatura
Colégio Marista São Luís – Nei César Morsch Assinatura
Grêmio Náutico União – Ricardo Nunes Gomes Assinatura
Clube Atlético Ubirajá/CEAT – Valmor Spellmeier Assinatura
Sport Club Ulbra – Rodrigo Pinto Barbosa Assinatura
UCS/APABA – Alexandre Pisaroglo Júnior Assinatura

Essas manobras permitem que o atual presidente da FGB tenha, por exemplo, recebido a indenização das ações da CRT (hoje BrasilTelecom) e ingressado na justiça requerendo correção do que recebeu. Não fosse a “necessidade” da FGB, os clubes não saberiam que as ações Das Linhas telefônicas da FGB, há anos em poder com a instituição, foram resgatadas – os números foram trocados por estes [(51) 331-9175 e 3311-4425] quando da saída da FGB do espaço público da FUNDERGS para a sede própria na Fernandes Vieira. As perguntas disso tudo são:
1. os clubes sabem que as ações foram resgatadas?
2. os clubes, donos do patrimônio, autorizaram este resgate?
3. a presidência da FGB apresentou os valores recebidos por cada ação e o destino dado ao mesmo na prestação de contas anual?
4. com anuidade variando entre R$ 2.000,00 (pagamento a vista) e R$ 3.000,00 (parcelado), taxas extras, apoio da CBB (vão me dizer que a CBB não manda um centavo para o desporto no RS?), a presidência da FGB precisava resgatar as ações da CRT?
5. ainda sobre a ata de 3/4/2004: vocês assinaram uma folha de presença ou a mudança de estatuto? Impossível que tantos não lembrem do que ocorreu por lá...

São ações e atitudes desse tipo que me deixam em estado de alerta. Há anos estou assim e cheguei a me calar, pressionado, prejudicado e se disser que não tenho medo de represálias, perseguições e até ameaças mais sérias eu estaria sendo leviano com todos. Os clubes gaúchos precisam ter uma postura e assumir o ônus das ameaças, da possível perda de prestígio no cenário nacional, do boicote a atletas em seleções nacionais e salvar o basquete gaúcho ou os atuais praticantes não querem ver seus filhos, sobrinhos e netos jogando basquete?

O povo gaúcho não se entrega. Não pode entrar no ciclo vicioso do poder, da perpetuação ao estilo Nuzman e outros presidentes de confederações, como o Sr. Ricardo Teixeira e o Sr. Gerasime Nicolas Bozikis. Como diz a música do Leopoldo Rassier (http://br.youtube.com/watch?v=GTJR4JlYuy4):

“não podemos se entregar pros homens
de jeito nenhum,
amigo e companheiro;
não ta morto quem luta, quem peleia
pois lutar é a marca do campeiro...”.

O foco principal deste blog é escrever sobre o basketball, as políticas públicas e o esporte nacional na minha visão e com uns
devaneios eventuais de quem ousa expor as próprias reflexões sobre o seu cotidiano e suas paixões. Claro, quem se posiciona
eventualmente faz alguns escritos sobre tudo e sobre nada. Deguste lentamente...

Quem será o novo presidente da FGB?