Pular para o conteúdo principal

Heróis do passado: Austin Carr

Carreira brilhante no ensino médio e NCAA
   Hoje contamos a trajetória de Austin Carr, a primeira escolha do Draft de 1971, que fez história nos Cavaliers e tem o seu número aposentado pela franquia como homenagem. Pra quem não conhece sobre a fera, se liga no texto.
   Carr é de Washington e jogou basquete por Holy Redeemer School e pela Mackin Catholic High School, onde começou a se destacar, sendo considerado um dos melhores atletas da história da escola. Ele anotou 475 em 24 partidas no seu segundo ano na escola e no último ano anotou 600, conduzindo Mackin ao título do torneio da Liga Católica, sendo nomeado Parade All-American em 1967.
   Foi recrutado pela Universidade de Notre Dame, onde teve mais sucesso ainda. Chegando de uma promissora passagem pelo ensino médio, onde anotou mais de 2000 pontos, ele viu seu jogo melhorar anotando 2560 pontos em seus quatro anos de NCAA. Sua média de 34.5 pontos por jogo é a quinta maior da história do basquete universitário, em seus últimos dois anos anotou mais de 1000 pontos na temporada e juntou-se a Pete Maravich como únicos a alcançarem tal feito. Carr é o recordista da NCAA em pontos em uma partida (61), em arremessos tentados (44) e arremessos convertidos (25), além de ter uma média de 50 pontos por jogo em partidas eliminatórias do torneio da NCAA, marca aparentemente imbatível. 
Fez história com os Cavaliers
   Com uma carreira universitária tão boa não se podia esperar menos que a NBA, ele foi a primeira escolha do Draft de 1971 pelo Cleveland Cavaliers da NBA e pelo Virginia Squires da ABA. Carr começou com problemas na NBA, por conta de uma fratura no pé perdeu o primeiro mês da temporada, ao retornar novamente sofreu outra lesão no pé e perdeu mais sete semanas. Ao regressar mostrou seu potencial e o porque de ter sido a escolha número um e a tempo de ser selecionado para o All-Rookie First Team. No fim da temporada passou por uma cirurgia no pé para resolver seus problemas constantes.
   Na temporada seguinte a chegada de Lenny Wilkens ajudou na defesa dos Cavs, e possibilitou que conseguissem 9 vitórias a mais, mas a melhor temporada de Carr chegou em seu terceiro ano como profissional onde anotou 21.9 pontos, 3.6 rebotes e 3.8 assistências, lhe rendendo uma seleção para o All-Star Game. Infelizmente, dois meses depois de terminar a temporada sofreu uma lesão no joelho que lhe tirou de metade da temporada de 1974/75, sua ausência foi sentida, e sua falta na rotação titular pode ter influenciado a falta de uma vitória para chegar aos Playoffs pela primeira vez.
Levou os Cavs aos Playoffs e final de conferência pela
primeira vez 
   Pelas três temporadas seguintes, Carr ajudou os Cavs a chegarem aos Playoffs de forma consecutiva, perdendo em 1976 as finais de conferência para o Boston Celtics em seis jogos. Carr ainda foi trocado duas vezes, jogando com o Dallas Mavericks e com o Washington Bullets. 
   Carr foi parte importante dos Cavs dos anos 70, conseguindo levar a franquia aos Playoffs e as finais de conferência pela primeira vez na história, deixando assim suas marcas na franquia e tendo o número 34 aposentado em sua homenagem. Ele teve médias na carreira de 15.4 pontos, 2.8 assistências e 2.9 rebotes, sendo um dos grandes nomes da história do Cavs, fica aqui nossa homenagem pra essa lenda.
   Carr foi 1x All-Star, NBA All-Rookie Primeiro Time, eleito como o 22° melhor jogador universitário da história e membro do Hall da Fama do Basquete Universitário.

Comentários

Mais Visitadas

Dikembe Mutombo, o Humanitário

Quem viu a NBA nos anos 1990 lembra de Mutombo, o jogador de 2,28m, pra gonário do África e que foi estudar nos EUA, mas acabou na NBA. Mutombo se aposentou em 2009, mas apenas das quadras.. .  Dikembe Mutombo nasceu em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo, como o sétimo de dez filhos de Samuel e Biamba Marie Mutombo. Em 1987, ele foi para os Estados Unidos com uma bolsa acadêmica para estudar na Georgetown University, em Washington, DC. O objetivo era seguir uma carreira médica, mas seu talento chamou a atenção do treinador John Thompson, que o convidou para fazer parte do time da universidade. Com 2,18 metros de altura, Mutombo logo se destacou, mas concluiu a graduação. Desculpa, graduações - Linguística e Diplomacia - e tornou-se, ao longo do tempo, poliglota, dominando nove idiomas, entre eles cinco africanos. Mutombo ficou na NBA por 18 anos, após ser draftado pelo Denver Nuggets, em 1991, na quarta posição. Sua última temporada foi representando o Houston Roc...

Educação Física e Esporte

 O esporte só atinge a maioria dos adolescentes se a Educação Física Escolar existir com qualidade, infraestrutura, inclusão e equidade. por antoniodivico . De Visualmente .

Lives 13 (Edição 2020)

Apesar do estresse que 2020 gerou, especialmente por causa do SARS-CoV-2 e da COVID-19, pode-se dizer que realizamos algumas coisas que não imaginávamos no final de 2019 ou mesmo nos primeiros dias de 2020. Nossa ação com o Mais Basquete também foi muito diferente. Realizamos uma série de entrevistas, bate-papos que denominamos de  Lives 13 , em alusão ao décimo terceiro aniversário do Blog que criei em 2007 e que já havia gerado a Revista Mais Basquete , o livro Em busca de mais basquete: feedbacks e insights . e a compilação de algumas crônicas que, divertidamente denominamos Calexdoscópio: fragmentos, reflexões e memórias . Os livros foram publicados em parceria com o Centro Esportivo Virtual . As Lives 13 , realizadas e gravadas em vídeo, reuniram personalidades do nosso basquete - ex-atletas, técnicos, professores - em torno de debates diversos sobre a modalidade. Nem haviam sido publicados, pois o objetivo era editar com vinhetas e embelezar o início e o final de cada vídeo. ...

RSS do Mais Basquete