quinta-feira, 26 de março de 2009

Wlamir, desculpa...

Eu cheguei a iniciar uma postagem criticando a atitude da Globo de prometer a transmissão dos Torneios de Enterrada e de Três Pontos. Resolvi ser mais apaziguador como dizem ser necessário para ver o basquete brasileiro deslanchar. Mas a globo só transmitiu o final do evento que foi preterido pelo amistoso de futsal – poder de disputa entre uma confederação que recentemente conquistou um título mundial e uma Liga prostituta, que aceita qualquer oferta. tudo bem, deixa pra lá, pensei, na manhã de domingo. Afinal, vi o futsal com meu filho e a parceria foi legal.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Flamengo vence; Wlamir implora

Flamengo vence o jogo. É o quarto título brasileiro em 13 edições. E a Argentina? Tem 8 títulos!!! Mas e o jogo, como foi? Dizer que Marcelinho fez 41 pontos, sendo 30 no primeiro tempo, não resume o que foi o jogo. Vou deixar a análise tática para o Paulo Murilo (Basquete Brasil – http://blog.paulomurilo.com/), que as realiza com muita propriedade e nos coloca a pensar.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Jogo das Estrelas

Desde o primeiro All Star Game que eu vi, lá em 1989, fico sonhando com o dia que vamos conseguir realizar o mesmo no Brasil – já tentei localmente, já sugeri a FGB, mesmo com as limitações existentes... Por enquanto ainda não saiu, mas está perto de acontecer em âmbito estadual. Agora a LNB, em sua primeira edição, compreendeu a importância de realizar tal evento como divulgação do basquete brasileiro – mesmo com todos os problemas, com os atrasos de salários de atletas, o marketing tem de ser – e está sendo – a arma para massificar e trazer patrocinadores para o basquete. Fico feliz e torço para que o evento seja um sucesso.

A própria Liga Nacional de Basquete criou um sistema adaptado e divulgou uma listagem de atletas, via Globo Esporte, para serem eleitos via site. O site está su-pim-pa!!! Nem lembra as primeiras informações divulgadas. Melhor que isso: a LNB tem um blog, o Território LNB (http://www.lnb.blog.br/) que achei sensacional, bem humorado e com muita informação de basquete. Nesse contexto, minha contribuição é simples: divulgar o evento e disponibilizar, aqui, a lista de atletas e a votação inicial, realizada pelos técnicos. Analisem e escolham os seus atletas e técnicos que serão auxiliares dos técnicos principais, hélio Rubens e Cláudio Mortari.

De hoje, 12/03 até domingo, 16/3, serão realizadas eliminatórias que escolherão os participantes do torneio de 3 Pontos. Serão 20 arremessos, sem tempo de execução, que classificarão os arremessadores para 22/03, o dia do jogo das estrelas.

terça-feira, 10 de março de 2009

Mudanças nos processos eleitorais das Federações e Confederações

Primeiro devo dizer que penso mais nos atletas do que nos cartolas com essa minha posição. Não quero ser visto com antipatia por aqueles que conquistam as glórias no esporte. Dito isso, acrescento: atleta não tem que votar, mesmo tendo capacidade para isso. Atleta tem que treinar, competir e ganhar – conquistar tudo que puderem sabendo que a paixão amadora transformou-se em profissão e, portanto, exige coerência e um pé-de-meia para o futuro. Do jeito que andam as coisas, se os atletas adquirirem direito ao voto, serão massacrados pelas federações locais.

Minha proposta vai em outro sentido. Adquirindo experiência em competições nacionais e internacionais, os atletas poderão contribuir com as federações e com as confederações através da integração ao que chamo de Conselho do Atleta, que será um apêndice da federação (Conselho do Atleta do Basquete Gaúcho, por exemplo) e da confederação (Conselho do Atleta do Basquete Brasileiro). Estes serão compostos por atletas que encerraram a carreira. Dessa maneira, teremos o Conselho do Atleta do Basquete Gaúcho e dois representantes deste no Conselho do Atleta do Basquete Brasileiro. Estes conselheiros serão escolhidos pelos atletas em atividade e vinculados aos clubes filiados (em atividade ou não), pelas ligas registradas das modalidades e por aqueles que se aposentaram. Somente os atletas vinculados aos clubes filiados poderão eleger o Conselho do Atleta do Basquete Gaúcho e todos escolherão os conselheiros do Conselho do Atleta do Basquete Brasileiro. A partir deles, teremos uma visão independente, participativa e coerente das necessidades de melhoria em nosso basquete e nos demais esportes do sistema desportivo nacional.

Em relação as eleições nas federações, penso que os clubes devem votar e o estatuto deve definir que mesmo aqueles clubes que só foram atuantes por uma temporada, mas pagaram a referida anuidade no período daquela gestão, possuem o direito de voto – onde já se viu o cidadão não votar por que está no SPC?

Nas confederações, os presidentes das federações devem votar na decisão tomada pelos clubes filiados em seus estados, ou seja, uma assembléia no RS definirá em quem o Presidente da Federação Gaúcha de Basketball deverá votar. Ele, no dia da eleição da CBB, apenas representará os interesses do RS e não os próprios interesses, devendo registrar o mesmo com a entrega de ata registrada em cartório. Duas coisas decorrentes disso: acaba o voto secreto (não é usado mesmo), mas registra-se o que os estados querem e isso fará com que os clubes passem a ter o poder nas confederações. Se o presidente da federação não comparecer ou mandar representante legal (ele pode adoecer, perder um ente querido, etc.) a eleição na confederação perde o mandato. Simples. Aliás, os políticos deveriam fazer isso: votar nos interesses de suas bases para perceberem que lhes damos poder de representação e eles o usam em benefício próprio – sobre isso escrevi quando ainda estava na graduação; o poder da representatividade era o nome do artigo.

Quanto as reconduções, considero inconstitucional impedir a transferência do poder de pai para filho, já que ambos militam na mesma modalidade, mas para evitar impérios como o que houve no Judô, sugiro a criação de um mecanismo que impeça a recondução alternada. Algo assim: se uma entidade tiver o pai eleito e reeleito (já é o máximo por consenso), o filho poderá ser conduzido uma vez, mas não poderá se reeleger, nem o pai ser seu sucessor. Assim, uma família ficará no poder por, no máximo, 12 anos ou 3 mandatos. E aí entra aquela relação de parentes próximos, consangüinidade, etc.

Essa é, no momento, minha contribuição: criação do conselho do atleta e reforço o coro no que diz respeito ao rodízio nas eleições de federações e confederações.

domingo, 8 de março de 2009

FGB faz "Ctrl+C" e "Ctrl+V": muito obrigado!!!

Em 14 de agosto de 2008 eu escrevi sobre O dia do basquete gaúcho, me referindo ao plágio absoluto de evento programado pela AGABAS. Lá relatei a tristeza e o balançar de uma amizade que considerava a mais efetiva que tinha desde os tempos de árbitro. Hoje, quero parabenizar a FGB pelo feito, concretizado na reunião do último dia 06 de março de 2009: a divulgação da reinserção do Torneio Amaro Júnior no calendário oficial do basquete gaúcho, sugestão que venho oferecendo como multiplicadora de jogos há alguns anos, a estruturação regionalizada e o custo da competição – é exatamente igual (R$ 80,00 por jogo), sem a taxa administrativa e impostos (R$ 30,00) da arbitragem que deve ser o que a FGB vai arcar. A FGB deu um Ctrl+C (copiar) e Ctrl+V (colar) nas competições da AGABAS e (re)lançou o Amaro Júnior. Criatividade total na era da informação...

Não creio que seja uma novidade, mas também não me importo com essa ação, pois ela faz exatamente o que queremos: multiplica o número de jogos para os jovens gaúchos dos clubes gaúchos e reduz o custo que, quando falamos do Campeonato Estadual, é assustador. Fico feliz com essa atitude, pois significa que o temos feitos na AGABAS serve de exemplo para começarmos a reestruturar o basquete gaúcho e estamos na época das fraldas na associação, portanto creio que é uma alegria engatinhar e ser copiado nos movimentos que se faz.

De minha parte, vou colocar o PBC pra jogar, pois a FGB considera que se faz basquete mesmo não sendo filiado a entidade (será que se estenderá no Campeonato Estadual?). Recomendo aos clubes e equipes gaúchos que participem. Mais do que isso: também participem da AGABAS, pois serão mais jogos, qualificando o trabalho de formação que realizam com seus atletas. Detalhe importante: em 2008 minha equipe jogou 2 partidas oficiais a mais durante o ano nas duas competições oferecidas pela AGABAS do que se estivesse participando apenas do Campeonato Estadual. Sabem quanto gastamos com arbitragem (incluindo alimentação, deslocamento, premiação decente, taxa administrativa e taxa de arbitragem)? Exatamente R$ 1.339,04 ou R$ 89,27 por jogo.

Espero que o Torneio Preparatório Amaro Júnior seja observado pelas chapas concorrentes ao pleito e seja mantido em 2010, 2011...