domingo, 31 de maio de 2015

Heróis do passado: Jerry West

O começo da lenda
   A nossa série lembra a história de um Laker,  o The Logo, Jerry West um dos melhores jogadores da história da NBA e de feitos absurdos, de um começo de vida difícil a uma lenda, essa é a vida de West.
   Quinto filho de uma família de seis irmãos, foi um menino introvertido e tímido, tão pequeno e fraco que necessitou de injeções de seu médico e ser banido das atividades físicas na escola. Ao crescer, caçava e pescava com frequência, mas seu principal passatempo era arremessar em uma cesta de basquete da casa de seu vizinho, de todos os ângulos possíveis, não importando-se com lama, neve ou em apanhar de sua mãe por chegar horas atrasado para jantar, ele jogava com tanta vontade que a NBA o reconheceu como obsessivo.
   West cursou o ensino médio na East Bank, West Virginia, entre 1952 e 1956, onde começou no basquete como um atleta vindo do banco em seu primeiro ano, muito em função de sua falta de altura. O técnico Duke Shaver enfatizou a importância da defesa e do condicionamento, o que inspirou West, que na temporada seguinte já tornou-se titular com suas melhoras e seu estirão de crescimento chegando a 1,83 m, rapidamente estabeleceu-se como um dos melhores jogadores da West Virginia de sua geração. Foi nomeado All-State consecutivamente entre 1953 e 1956, All-American em 1956, quando foi o Jogador do Ano da West Virginia, tornando-se o primeiro jogador do ensino médio a marcar 900 pontos em uma temporada, com média de 32.2 pontos por jogo. Seu arremesso de meia distância tornou-se sua marca registrada, muitas vezes utilizada para pontuar quando sobre pressão adversária. West levou a East Bank ao título Estadual, e seu feito fez a escola mudar de nome para West Bank High School a cada aniversário do título, até seu fechamento em 1999.
Mr. Clutch, Mr. Outside e The logo, as faces da lenda
   Após o ensino médio, West tinha mais de 60 universidades lhe querendo, mas ele escolheu West Virginia. Em sua primeira temporada liderou um esquadrão de calouros até um recorde perfeito de 17-0, com médias de 17.8 pontos e 11.1 rebotes, com 49.6% de aproveitamento dos arremessos de quadra e com 73.2% dos lances-livres, ganhando inúmeros prêmios, sua equipe terminou com recorde de 26-2 perdendo para Manhattan na pós-temporada. No ano seguinte, como Junior, aumentou suas médias para 26.6 pontos e 12.3 rebotes por jogo, obteve o recorde da NCAA em pontos com 160 em 5 partidas (32.0 pontos de média) e liderou em pontos e rebotes todas as partidas da temporada pela West Virginia. Na última temporada conseguiu melhorar ainda mais, com 29.3 pontos e 16.5 rebotes por jogo, tendo nesse ano 30 duplos-duplos e 15 partidas de 30 pontos ou mais. Em sua carreira universitária, totalizou 2309 pontos e 1240 rebotes, ele obteve médias de 24.8 pontos e 13.3 rebotes, detém 12 recordes de todos os tempos da WVU. Ainda nesse ano, junto com Oscar Robertson, foi co-capitão e campeão olímpico em Roma.
   A carreira da NBA começou em 1960, quando foi a segunda escolha do draft do Minneapolis Lakers, pouco antes da franquia se mudar para Los Angeles. Seu técnico universitário foi contratado para treinar o Lakers, que o colocou como armador, diferente dos anos de universitário em que era um ala. West começou com problemas para se adaptar a função, mas com sua dedicação e trabalho logo ganhou a confiança de todos, obtendo médias de 17.6 pontos, 7.7 rebotes e 4.2 assistências por jogo em 35 minutos por partida, sendo a segunda opção do ataque. Na época a NBA comentou que o Lakers possuía o Mr. Inside (Elgin Baylor, o cestinha do low post) e o Mr. Outside (Jerry West, o atirador de longa distância). Em sua primeira temporada já foi nomeado All-Star, mas sua franquia sucumbiu na segunda rodada dos playoffs. No ano seguinte West assumiu as pontas no Lakers, já que Baylor teria de servir o exército e só jogaria 48 partidas, o armador botou a bola embaixo do braço e resolveu, com médias de 30.8 pontos, 7.9 rebotes e 5.4 assistências, sendo All-NBA First Team, ficando conhecido por arremessos decisivos, recebendo o apelido de Mr. Clutch, que lhe acompanhou até o fim de sua carreira. West conduziu o Lakers até as finais, perdendo no jogo 7 para o Boston Celtics, iniciando aqui a maior rivalidade da história da NBA. 
   O Boston continuou como uma pedra no calcanhar de West, que perdeu em 1962/63, 1963/64, 1964/65, 1965/66 e 1967/68, sempre jogando muito nos playoffs, tendo uma média de 40.6 pontos por jogo em 1964/65. As finais da NBA de 1969 foram de marcas inéditas, era a sexta final entre Lakers e Celtics em oito anos, West fez jogos absurdos, anotando 53, 41, 39, 26 pontos e no jogo 7, anotou um triplo-duplo com 43 pontos, 13 rebotes e 12 assistências e tornou-se o único MVP das finais de uma equipe que perdeu o título. Na temporada de 1969/70 perderam nas finais para o Knicks de Willis Reed, depois em 1970/71 perderam as finais de conferência para o Milwaukee Bucks de Robertson e Abdul-Jabbar e finalmente venceu o seu primeiro título da NBA na temporada 1971/72, ano em que foi líder da NBA em assistências, All-Star, All-NBA, All-Defensive First Team e MVP do All Star Game. Nesse ano no jogo 3 das finais tornou-se o jogador que mais pontos fez nos playoffs, e os Lakers obtinham o melhor recorde da história da liga com 69 vitórias, West finalmente foi campeão da liga. Na temporada seguinte foi novamente as finais e perdeu para os Knicks, e a temporada de 1973/74 marcou sua despedida, já com 36 anos, se aposentou por não conseguir fazer um acordo contratual e no momento de sua saída era o maior cestinha da história da franquia. 
Homenagem mais que merecida
   Após sair das quadras, foi técnico dos Lakers entre 1976 e 1979, levando a franquia as finais da conferência oeste de 1977. Depois trabalhou com scouts por três anos, antes de tornar-se gerente geral dos Lakers, na temporada 1982/83, sendo o responsável pela dinastia dos anos 80 que rendeu 5 campeonatos para a franquia (1980, 1982, 1985, 1987 e 1988). Também foi o responsável por reconstruir os Lakers nos anos 90, e por montar o time que levou o three-peat  dos anos 2000, com Kobe, Shaq e Phil Jackson. Depois trabalhou com o Memphis Grizzlies como gerente geral, se aposentando em 2011 e indo para o Golden State Warriors como consultor cabeça. 
   West teve seu número aposentado pela WVU, pelo Lakers e possuí uma estátua em sua homenagem no Staples Center, e claro, o logotipo da NBA é feito a partir de sua silhueta. Aposentou-se com médias de 27 pontos, 5.8 rebotes e 7.6 assistências, 1x Campeão da NBA, 1x MVP das finais, 1x MVP do All Star Game, 10x All NBA First Team, 2x All NBA Second Team, 4x All NBA Defensive First Team, 6x Campeão da NBA como executivo e 2x Executivo do ano e é um dos 50 melhores jogadores de todos os tempos. 
The Logo
   A carreira de West foi brilhante, e todos os apelidos que lhe deram fazem jus ao jogador que foi, aplicado e competitivo, de qualidade absurda e que soube como se manter entre os melhores por 14 anos. Um dos melhores armadores e arremessadores da história, West não poderia ficar de fora da nossa série, The Logo, merece todas as honras possíveis.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Frank Kaminsky: o pivô que sabe arremessar

Pivô arremessador
   Há Dirk Nowitzki, há Andrea Bargnani, se você estiver sendo liberal com a definição, temos Spencer Hawes ou Kelly Olynyk. Essa é uma lista curta de 7 footers que podem arremessar bolas de 3 na NBA, uma lista que está pronta para crescer na temporada 2015/16.
   O atleta senior de Winsconsin, Frank Kaminsky tem 2,16 metros e 2,80 metros de envergadura, com todo respeito a Devin Booker e Michael Frazier, e os demais especialistas em draft, mas ele pode ser o melhor arremessador a ser selecionado no dia 25 de junho. Essa reputação talvez faça dele o melhor arremessador da classe, e por isso Kaminsky não quer ser pensado como um pivô que arremessa de três, mas como um arremessador.
   Em entrevista a Chad Ford da ESPN, Kaminsky disse: "Eu ouço 'cara seu tamanho', e isso não significa nada para mim. Eu só jogo de uma maneira. Conto comigo para fazer cada arremesso". Segundo Ford, Kaminsky continua encantando os executivos nos treinamentos, como se a marca de 40% de aproveitamento em 119 tentativas nas últimas duas temporadas não fosse suficiente. 
   Kaminsky tem um jogo fora do garrafão bem desenvolvido, em parte por ter jogado no perímetro até seu penúltimo ano do ensino médio, quando teve um estirão de crescimento o forçando para a posição de pivô. Isso pode ter retardado seu desenvolvimento, como Kaminsky foi uma opção em seus anos de calouro e sophmore, e novamente teve uma evolução nos anos de junior e sênior. 
   Ainda apenas com 22 anos, Kaminsky disse a Ford que fica frustrado por ser menosprezado por sua idade, mas entende o argumento que outros jogadores estão a sua frente. Ele está previsto para aterrar no Draft, Ford o classificou como 14° escolha, DraftExpress o coloca como 12° e ele foi o 13° na primeira rodada de simulação do site The Score, e equipe que o selecionar deve ficar relativamente segura, ao menos na parte ofensiva.
Inspiração de Kaminsky
   Apesar das comparações de altura não serem significativas para ele, Kaminsky admite querer ser o próximo Dirk Nowitzki. "Eu vou tentar. Me vejo jogando na 4. Pelo menos no começo da minha carreira, enquanto posso me movimentar o máximo possível. Eu me sinto arremessando bem e me movimentando bem e acho que essas coisas se traduzem na forma como a NBA atua, com pick-and-rolls, pick and fades, pick and pops ... Há muito espaço para atuar. É a tendência, e é uma sorte para mim atuar dessa maneira".
   Se ele puder arremessar bolas de três como fez na faculdade e nos treinamentos, tem um caminho fácil para ser o 2° pivô com mais bolas de três convertidas, atrás de Nowitzki. Abaixo a lista com os três 7 footers em arremessos de três.

7 footers            3fgm     3fg%
D.Nowitzki         1575      38,3%
A. Bargnani         624      35,6%
S. Hawes            296      35,1%
   

terça-feira, 26 de maio de 2015

Paul Pierce deve jogar mais uma temporada

The Truth pode jogar mais um ano
   A aposentadoria passou pela cabeça do veterano Paul Pierce, após 17 temporadas, após a derrota no jogo 6 de 94 a 91 para o Atlanta Hawks na segunda rodada dos Playoffs. Depois que seu arremesso não foi validado por milésimos de segundo, uma NBA sem The Truth se tornou uma realidade.
   Talvez mais um arremesso a tempo e um segundo troféu Larry O'Bryen seriam suficientes para manter Pierce por mais uma temporada. Essa oportunidade talvez não aconteça no Wizzards, e Pierce pode optar sair de seu contrato e assinar com o Clippers nesse verão, de acordo com David Aldridge da NBA.com. Aldridge relata "que muitos na liga" esperam que Pierce se desligue de mais um ano de contrato por US $ 5 milhões, e se junte a seu ex-técnico do Boston Celtics, Doc Rivers, na Cidade dos Anjos. 
   Pierce ganhou o seu único título da carreira em 2008 treinado por Rivers, ajudando o Boston a vencer seu primeiro título em mais de 20 anos. Aldridge escreveu: "O Wizzards precisa de uma solução de longo prazo como ala de força para ir com sua cobertura elétrica para Wall e Beal, e o emergente Porter, um cara fantástico nos arrmessos de 3 durante os playoffs e pronto para reclamar o posto de ala." 
Aos 37 anos ainda tem muito basquete para jogar
   Apesar de encontrar sucesso com Pierce jogando como 4 na série contra o Toronto Raptors, na rodada de abertura dos Playoffs, seria sensato para o Wizzards pensar em uma opção mais nova para substituir o veterano de 37 anos nesse verão. Pierce teve uma média respeitável de 14.6 pontos e 4.2 rebotes durante os playoffs, apesar de ser um dos jogadores mais velhos da liga.
   Um cenário dos sonhos para o Clippers seria assinar com Pierce com a exceção do veterano de apenas US $ 1,5 milhões, embora a exceção do contribuinte de 3,7 milhões seria muito mais atraente. Esse é o máximo que o Clippers pode oferecer se eles assinarem com DeAndre Jordan iminente agente livre. Pierce estaria sofrendo um corte no seu pagamento, portanto a possibilidade de um outro anel e encerrar a carreira na sua cidade natal teria que ter precedência sobre o ganho monetário.

   

sábado, 23 de maio de 2015

Heróis do passado: Tim Hardaway

Um dos grandes armadores da liga
   Hoje a série heróis do passado fala sobre o maior Trash Talker da história, Tim Hardaway astro do Warriors e Heat, fez história na liga com seu jeito único de jogar basquete. 
   Hardaway começou sua carreira no mundo do basquete jogando por Carver High School, de Chicago. Em seguida foi para a Universidade do Texas, foi treinado pelo futuro Hall da Fama Don Haskins. Foi nomeado duas vezes MVP do Sun Bowl Invitional Tournement de El Paso, em 1987 e 1988, e jogou em duas equipes que chegaram ao torneio da NCAA em 1988 e 1989. Na UTEP ganhou o prêmio de melhor jogador do país com 6 pés de altura (1,83 m) ou menos, o Naismith Frances Pomeroy.
   Sua carreira na NBA começou em 1989, quando foi selecionado na 14° posição do Draft pelo Golden State Warriors. Com os Warriors fez parte do Run TMC, composto por ele, Mitch Richmond e Chris Mullin, como parte do ataque do Warriors ele foi responsável por acabar com um jejum da franquia, com seus passes excelentes e sua habilidade no um contra um, junto com um arrasador Richmond e os arremessos de Mullin. Os Warriors foram aos Playoffs em 1990, batendo os Spurs na primeira rodada, mas sendo eliminados pelo Lakers de Magic Johnson, nessa série Hardaway teve médias de 26.8 pontos, 12.8 assistências e 3.8 roubos de bola. Ele se tornou o segundo jogador mais rápido da história a alcançar 5000 assistências e 2500 roubos de bola, em 262 jogos, ficando atrás apenas de Oscar Robertson. Hardaway jogou para os Warriors até o meio da temporada 1995/96, quando foi trocado para o Miami Heat juntamente com Chris Gatling em troca de Kevin Willis e Bimbo Coles.
   Em sua primeira temporada pelo Heat, Hardaway jogou apenas 28 partidas, pois começou no meio da temporada, tendo médias de 17.2 pontos por jogo e 10 assistências. A temporada seguinte foi um sucesso, ele terminou em 4° lugar na corrida para MVP, foi eleito para o All NBA First Team e o Miami terminou com o melhor recorde de sua história, 61 vitórias e 21 derrotas. Nessa temporada Hardaway começou 81 partidas, com médias de 20.3 pontos, 8.6 assistências e 4° lugar na liga em bolas de três convertidas (203). Até 2000 Hardaway foi atleta do Heat, tendo temporadas mais produtivas, outras não, é o segundo maior passador da história da franquia, e ainda pelo Heat detêm a segunda maior marca de roubos de bola em uma partida de Playoffs (8).
   Após a temporada de 2001, em declínio de seu basquetebol foi negociado para o Dallas Maverciks, mas era um atleta que vinha apenas do banco para compor o elenco, no meio dessa temporada foi trocado por Nic Van Exel do Denver Nuggets. A franquia de Denver foi sua última, onde jogou e começou as 14 partidas que disputou, antes de sua aposentadoria para se tornar analista da ESPN. No ano de 2014 começou a trabalhar como assistente técnico do Detroit Pistons. 
   Detêm o recorde da NBA de pior desempenho em uma partida, com 0 por 17 dos arremessos contra o Timberwolves em 1991. Foi o 7° jogador da história a atingir a média de 20 pontos e 10 assistências em uma temporada, fazendo isso duas vezes seguidas em 1991/92 e 1992/93. É o líder do Miami Heat em bolas de três convertidas (806), teve seu número (#10) aposentado pela franquia em 2009. Aposentou-se com médias de 17.3 pontos, 8.2 assistências e 1.6 roubos de bola, foi 5x All Star, 1x All NBA First Team, 3x All NBA Second Team, tem sua camiseta aposentada pelo Heat e pela UTEP.
   Hardaway é conhecido como Mr Crossover, por sua incrível habilidade no um contra um, suas assistências precisas, bolas de três e claro, seu trash talk, ele foi o Rei do Trash Talk. Muitos caras sofreram com suas provocações, mas ele sabia jogar bola e foi um monstro das quadras, merece o nosso respeito.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Marc Gasol não definiu seu futuro

Futuro ainda indefinido

   A possibilidade de Marc Gasol ser agente livre irrestrito e assinar com os Spurs nesse verão tem deixado seus companheiros do Memphis Grizzlies preocupados, de acordo com Sam Amick do USA Today.
   Os Grizzlies foram eliminados dos playoffs da NBA na derrota de 108 a 95 para o Golden State Warriors, no jogo 6, no FedExForum na sexta-feira. Gasol levou os Memphis com um double-double de 21 pontos e 15 rebotes, embora precisando de 23 arremessos para obtê-lo. O espanhol de 30 anos passou os sete anos de sua carreira com a franquia. Ele foi selecionado na 48° posição do Draft de 2007 pelo Los Angeles Lakers antes de ser enviado para o Grizzlies, como parte de um pacote por seu irmão Pau Gasol.

   "A cidade de Memphis e a franquia significam muito para mim. Não vai ser fácil para mim sair de um lugar como esse"- disse Gasol para Amick em entrevista no mês de fevereiro. 


   É claro que Gasol tem uma estreita ligação com a organização Grizzlies e seus fãs. Jogando para o treinador Gregg Popovich e potencialmente unindo com o futuro Hall of Famer Tim Duncan no ataque do Spurs, pode ser uma oportunidade muito sedutora para deixar passar. No entanto, Frank Isola do New York Daily News informou em novembro que o Spurs teria Gasol omo alvo para substituir Duncan, veterano com 18 anos de carreira que deveria se aposentar. O New York Knicks e sua enorme quantidade de cap irá alegadamente, fazer uma proposta para Gasol.


   Os Grizzlies estão ao relento sem saber ainda o futuro de Gasol, já que o duas vezes NBA All-Star não fala muito sobre o assunto. Fãs do Memphis só podem esperar que a lealdade e as relações de Gasol com seus companheiros de equipe o impeçam de procurar pastos mais verdes em outros lugares.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Se aposenta ou não?

Tomara que jogue mais uma temporada
   Não se sabe se é certo ou não, mas a carreira de Paul Pierce pode ter acabado a pouco tempo, com o arremesso no estouro do cronômetro contra o Atlanta Hawks, mesmo que não tenha valido. Pierce e o Wizards viram a sua temporada terminar na sexta-feira passada (15), quando seu arremesso entrou mas por um milésimo de segundo ao estouro do cronometro a bola estava em sua mão. O arremesso foi do vintage Pierce: um misto de dificuldade, impossível e imensurável clutch. A razão pela qual ele está aqui e tudo mais.
   E apesar de uma opção de US $ 5,5 milhões para a próxima temporada, sugere que ele jogue até um futuro não muito longe, 2017, essa jogada pode ser a memória final de Pierce no basquetebol e os fãs devem valorizar. Após a eliminação dos Wizards, Pierce disse que não sabe se vai voltar para 2015-2016, dizendo que sua decisão vai depender de conversas com sua família. "Eu não tenho muito mais desses esforços, se for o caso. Esta corrida em toda a temporada da NBA, ao longo dos Playoffs, são muito emocionais. Eles levam um monte, não só de seu corpo, mas sua mente, seu espírito."
   É inteiramente possível que Pierce não queira sair de um jeito ou de outro, após uma derrota comovente, e ele não seria o primeiro jogador a colocar em dúvida essa questão apenas para voltar mais tarde enfaticamente. Porém Pierce disse também que "ele tinha seu tempo", tem 37 anos e ganhou um valor estimado de US $ 190 milhões como profissional, tornando o ano opção muito menos do que estímulo financeiro. A esperança para os fãs é que Pierce retorne, como ele é uma presença icônica e incrivelmente divertido, isso vem em dobro para os fãs do Wizards, Pierce tem sido fundamental para o desenvolvimento de Otto Porter como jogador, Bradley Beal como trash-talker e os assistentes como uma ameça legítima.
   Ele também continua a ser uma via de duas mãos na combinação de alas eficaz. Em 73 jogos teve média de 11.9 pontos, 4 rebotes e 2 assistências, atingindo 38,9% de aproveitamento dos arremessos de três pontos. Os Wizzards anotavam 5.6 pontos por 100 posses de bola com ele na quadra, e isso aumento muito sobre ele para os arremessos finais nos Playoffs.  
   O técnico Randy Wittman parece convencido de que Pierce tem pelo menos mais um ano sobre seu comando. "Eu adoraria telo de volta. Eu acho que ele quer estar de volta. Eu não sei, eu não vou colocar palavras na sua boca, mas eu ficaria surpreso se ele não o fizesse", disse Wittman. "Eu acho que o que ele viu com esses caras e o coração que esta equipe tem. Por que você não jogaria no final de sua carreira com um grupo como esse?"
O, até o momento, último arremesso da carreira
   Pierce é o 16° maior cestinha de todos os tempos da NBA, e está a 50 pontos atrás do ex-companheiro Kevin Garnett e a pouca distância do Top 10 pode fazer ele jogar mais dois anos. "Caras como ele que são Hall of Famers nunca deixam de surpreender você e eu pensei que ele seria bom para nos elevar este ano. Não só o que ele faz quadra, mas sua liderança e direção que deu no vestiário aos caras. Você não pode treinar isso. Isso é algo que você tem ou não. Ele tem isso. Ele nos deu tudo que tinha nessas duas séries. Nós montamos nele.-disse Wittman"
   Se isso for mesmo verdade, é uma pena encerrar a carreira com um último arremesso que não valeu. 

Separados?

   
Gêmeos do time sensação de Kentucky
   Os irmãos Harrison se imaginam mais como Gasol ou Plumlee do que Morris ou Dragic.
   Apesar de jogarem a vida toda juntos, os gêmeos idênticos fora de Kentucky estão conscientes de que suas carreiras como atletas profissionais devem se desviar. Mesmo com os dois sendo selecionados dia 25 de junho (que ainda não é uma certeza), as chances de uma equipe com ambos é escassa.
"Nós realmente não nos importamos muito"- disse Aaron Harrison, "Nós sabemos o que está vindo". "Estamos animados com isso na verdade"- acrescentou Andrew. 
   As mediações do draft apontam que os gêmeos poderiam se encontrar frente a frente nessa temporada, e é provável que as equipes trabalhem assim para ver como defendem fora de posição. Para um, o pré-draft é para solidificar seu basquete e tentar entrar na primeira rodada, enquanto o outro está lutando por sua vida profissional.
Um é certo o outro ainda não
   Andrew Harrison é um armador de 2,01 m que acreditasse ser uma escolha de segunda rodada, mas pode ser selecionado ainda na primeira rodada devido a presença marcante no NBA Draft Combine 2015. Ele é enorme para um armador e tem tudo para ser um grande defensor, capaz de fazer muitas jogadas e pontuar no ataque.  Aaron Harrison é um ala de 2,01 m e seu tamanho não é tanto uma vantagem, e sua performance como arremessador faz sua escolha difícil.  Ele é provável escolha de segunda rodada, tem alguns bons atributos mas sua dificuldade em arremessar no 5 contra 5 o derruba. 
   A realidade dos irmãos pode não ser apenas em franquias separadas, mas talvez em ligas diferentes.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Heróis do passado: Reggie Miller

Tempos de UCLA
   Hoje a nossa série lembra a carreira de um dos melhores arremessadores de bolas de três, Reggie Miller, o 2° da história em arremessos de três convertidos, ídolo do Indiana Pacers e campeão olímpico em Atlanta 96.
   Miller é de uma filha atlética, composta por 5 irmãos, seu irmão Darrell é ex-jogador da MLB, sua irmã Tammy jogou vôlei e sua irmã mais velha Cheryl é do hall da fama do basquetebol feminino. Miller se disse capaz de jogar basquete somente quando conseguiu bloquear um arremesso de Cheryl no 1 contra 1. Jogou basquetebol no ensino médio por Riverside Polytechnic e depois na universidade pela UCLA onde se formou em história. Pela UCLA foi campeão da NIT, foi duas vezes All-PAC-10, campeão da Pacific-10 e campeão da Conferência Pacific-10. É o segundo maior cestinha da história da UCLA, atrás apenas de Kareem Abdul-Jabbar, ele detém ainda os recordes da UCLA de pontos na liga, maior média de pontos e mais lances livres.


Maior pontuador da franquia
   Sua carreira na NBA começou em 1987, quando foi a 11° escolha do Draft pelo Indiana Pacers, no dia de sua seleção a mesma foi muito questionada pelos fãs, pois eles esperavam que fosse draftado Steve Alford, nativo de Indiana. Por conta disso o presidente da franquia foi muito vaiado no momento. Desde o início de sua carreira ele foi líder no Pacers, tornando a franquia uma equipe que sempre chegava aos Playoffs. Em 1992 com a saída de Chuck Persons, ele tornou-se a principal chave do ataque, e no dia 28 de novembro desse ano, anotou sua maior pontuação na carreira contra o Charlote Hornets com 57 pontos. A poucos dias se comemorou o aniversário de 21 anos de um jogo memorável, mais precisamente um final de partida, onde Miller jogando contra o Knciks no Madison Square Garden anotou duas bolas de três, anotando oito pontos em 8.9 segundos, ganhando o jogo e discutindo com Spikee Lee, em um dos jogos mais famosos da história dos Playoffs.
   Depois que Jordan se aposentou, o Pacers de Miller era tido como o favorito para vencer a NBA, na temporada de 1999 que foi encurtada devido ao lockout, chegou as finais de conferência contra os Knicks. Onde foram eliminados, os Knciks eram o oitavo do leste e Miller jogou uma de suas piores partidas na carreira com apenas oito pontos. Em 2000 Reggie Miller entrou para a história dos Palyoffs junto com o companheiro Jalen Rose, quando marcaram 40 pontos cada contra os Sixers, se tornando a maior pontuação de uma dupla na históra da pós-temporada. Nesse mesmo ano foram pela primeira e única vez as finais da NBA, mas perderam por 4 a 2 para o Lakers de Shaq e Kobe. 
2005 a sua última temporada
   Reggie Miller sempre foi um líder na quadra e nos vestiários, e em 2005 passou o papel de capitão da equipe para Jermaine O'Neal, que o respeitava muito e provou isso quando saiu de um jogo a pouco mais de um minuto do fim para não quebrar o recorde da franquia de pontos que é de Miller (57 pontos), no momento O'Neal tinha 55. Sua aposentadoria aconteceu ainda em 2005, no jogo em que os Pacers perderam a série de semifinais de conferência para o Pistons, sendo ovacionado pelo público e pelos jogadores adversários (ver vídeo abaixo). 
   Em sua carreira Reggie Miller atuou por 18 temporadas, 1389 jogos, é um dos seis atletas membros do clube 50-40-90, fez 2560 bolas de três pontos na carreira, a segunda maior marca da liga. Aposentou-se com médias de 18.2 pontos e 3 assistências, 5x All Star, 3x All NBA Third Team, Jogador de basquete do ano em 2002, tem o seu número aposentado pelo Pacers e pela UCLA e é o líder de todos os tempos em pontuação dos Pacers.
   Infelizmente, Reggie Miller é um dos jogadores sensacionais que não tem um anel de campeão, jogo muita bola e foi um dos melhores arremessadores da história, merece nossa homenagem e hoje é um dos comentaristas da TNT e da ESPN.

   

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Fãs sendo fãs

No auge ninguém ganharia de Jordan

   Uma pesquisa recente realizada pela Public Policy Polling provou que mais de um terço dos fãs de NBA podem ter capacidade de tomar decisões questionáveis, devido talvez aos altos níveis de estresse causados pelos Playoffs. 
   Dos 1471 eleitores pesquisados entre 7 e 10 de maio, 34% acreditam que Michael Jordan (que se aposentou em 2003) poderia derrotar a estrela do Cleveland Cavaliers, Lebron James em jogo de mano a mano ... hoje. Não há 15 anos. Não se ambos estivessem no auge de suas carreiras, mas agora, com Jordan tendo 52 anos e Lebron 30.
   A disparidade de idade, aparentemente, não parece ser o suficiente para deter o delírio de escolher a lenda do Chicago Bulls para sair vitorioso em um mano a mano em 2015. James passou Jordan para se tornar o nono de todos os tempos em assistências na pós-temporada, durante o jogo 1 da primeira rodada dos playoffs contra o Boston Celtics. Talvez alguns fãs estejam amargurados por estarem passando Jordan em algumas categorias de estatísticas.
   Em um anuncio do Youtube para o jogo de vídeo game NBA 2K14, Jordan listou uma série de grandes nomes da NBA que poderia derrotar 1 contra 1 em seu auge, incluindo Lebron. No seu auge, claramente não é o caso agora.
   Na minha opinião Jordan é intocável, o que ele fez com a NBA e o basquete ninguém fará, ele tornou o basquete e a NBA do tamanho que são hoje, e foi disparado o melhor de todos os tempos, bateria qualquer jogador no um contra um facilmente.

Bulls fica no caminho

Lebron jogou mal mas Cavs venceu
   Em dia que nada caiu o Bulls jogou mal e caiu em casa para o Cavaliers. FOi um vexame em casa, parecia que o Bulls ainda sofria com as ações do árbitros nos jogos 6 e 5. Ainda sobre arbitragem, a série foi definida com os erros do jogo 5 e 6, onde os mesmos mudaram o resultado e a favor do Cleveland.
   Em um jogo para ser esquecido, o Bulls foi eliminado pelo Cavaliers e está fora das finais do leste. A equipe de Chicago até começou bem o jogo, abrindo vantagem no primeiro período mas logo cedendo a virada. Depois disso o Bulls não se recuperou mais, perdeu no segundo período por 25 a 13 e no último período anotou apenas 13 pontos. Foi a menor pontuação em período da história da franquia, um número vergonhoso.
   Os destaques do jogo foram, para o Cavaliers, Dellavedova com 19 pontos e Lebron com 15 pontos e 11 assistências, aliás o armador reserva substituiu muito bem Irving que saiu machucado e não jogou mais, e Lebron jogou mal, apesar ter atingido um duplo-duplo. Pelo Bulls só se salvaram Rose com 14 pontos e 6 assistências e Butler com 20 pontos e 5 rebotes. Agora muito se especula sobre uma possível saída de Thibodeau de Chicago, para mim um erro, ele não é o culpado pela eliminação, os culpados foram os árbitros que mudaram a história no jogo 5 com expulsão apenas de Taj Gibson quando o Bulls vinha no seu melhor momento e no jogo 4 ao não darem falta técnica contra David Blatch, que geraria 2 lances e posse de bola para o Bulls, e no momento seria a vitória, pois o jogo estava a 8 segundos do fim.
Jogadores do Bulls abalados com a derrota
   Não acho o time do Cavaliers superior ao do Chicago, nem um pouco, a única coisa que me chateia é ver que a arbitragem será sempre a favor do Lebron, o Cavs já levou o campeonato, esse ano ninguém vai tirar isso deles, só se realmente for muito bom, pois tem que ganhar da arbitragem também. Agora o Cavaliers espera o vencedor da série Atlanta Hawks e Washington Wizzards, a qual encontra-se 3 a 2 para o Hawks e pode ser decidida hoje.  
   

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Nasceu de novo

   
Embolia pulmonar tirou astro de ação
   Chris Bosh está usando seu diagnóstico recente como uma lição de vida.
   Depois de lutar contra dores no peito e falta de ar no início de fevereiro, o pivô do Miami Heat teve sua temporada interrompida depois de ser diagnosticado com coágulos de sangue nos pulmões em fevereiro. Bosh relembrou seus momentos aterrorizantes no programa de rádio Dan Le Batard Show no dia 4 de maio, relembrando que tinha jogado por semanas com coágulos nos pulmões antes de passara por uma cirurgia de emergência.
   Bosh disse: "Em Boston, nós realmente ganhamos aquele jogo, mas eu não conseguia respirar. Eu falava, cara eu não consigo respirar. Tem alguma coisa errada comigo. Eu não posso respirar.", referindo-se ao jogo do dia 1° de fevereiro no TD Garden. "Você tenta respirar mais fundo e não consegue."
   O pivô não seria afastado ainda, participou de mais cinco partidas da temporada regular e do NBA All Star Weekend, antes de ser tirado de ação com risco de vida.  Ele comentou sobre sua decisão de ter continuado a jogar após o dia 1°: "Eu nunca mais vou fazer isso de novo.  Parece loucura né? Eu gostaria de voltar atrás e dizer a mim mesmo para não fazer essas coisas. Eu sou. Eu levei isso como uma lição para parar de tentar ser um cara duro o tempo todo. Isso é meio como estar treinando, apenas falar alguma besteira e voltar lá fora."
   Bosh está pronto para fazer musculação e correr, embora ainda tenha tomado anticoagulantes até o meio de abril. O Heat disse em fevereiro que Bosh não retornaria as atividades completas de basquete até setembro, ou apenas a tempo do Training Camp. Ele teve a sua maior produção ofensiva em seus 5 anos de Miami Heat, com médias de 21.1 pontos em 44 jogos.
   Lamenta não ter procurado ajuda antes. "Nos últimos quatro anos, a forma como fomos competitivos, várias vezes eu tive que fazer isso. Todos nós tivemos que fazer isso. Isso fica impregnado em você, e não queremos admitir que somos frágeis. Nós vestimos essa capa e tudo que vem com ela. Ficamos nesse quadro da mente. Eu deveria ter dito alguma coisa. Mas estou aqui e tranquilo."

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Lebron e arbitragem definem jogo

Lebron dominou a partida e alcançou marca de MJ
   Assim como no jogo 4 onde o técnico do Cavs, David Blatch pediu um tempo que não tinha, o que caracterizaria falta técnica e lances para o Bulls, ontem os árbitros foram muito levianos e expulsaram Taj Gibson por uma reação a uma tesoura de Dellavedova. Porque proteger o Cavaliers? Só porque o Bulls fazia um jogo parelho fora de casa? O pior foram outros lances, onde Lebron fazia e acontecia e nada era marcado, mas contra o mesmo tudo era falta.
   Se a série se complicou sem Pau Gasol, jogando contra ima arbitragem despreparada fica ainda mais difícil. O pior é que os erros são sempre a favor do Cavaliers, estou indignado, pois nunca nenhuma equipe vai ganhar de um time de Lebron, ainda mais quando ele apita jogo. 
   Tirando o desabafo, o jogo foi extremamente disputado novamente, com o Chicago Bulls começando voando, abrindo 8 a 0 no primeiro período parecia que teríamos um jogo igual ao primeiro da série, mas foi bem diferente. Ainda no primeiro período começou a chamar a responsabilidade da torcida e definir o jogo, em uma partida onde igualou-se a Michael Jordan como o atleta com maior número de partidas em jogos de playoffs com pelo menos 30 pontos, 5 rebotes e 5 assistências, o King carregou o Cavaliers a vitória. O Cavs virou o placar no fim do primeiro período e depois disso não ficou mais atrás do placar, mesmo perdendo no terceiro e quarto períodos.
Arbitragem comprometeu a partida
   Pois bem, alguns fatos mancharam o jogo, mas não vou me apegar nisso, somente no fato de achar injusto apenas Taj Gibson ser expulso pela confusão inciada por Dellavedova. Para mim foi o fato que mudou a partida, era o momento em que o Bulls vinha melhor e poderia encostar na partida e talvez até mesmo virar o jogo. Fato é que o Bulls em seguida a essa expulsão, chegou a ficar 15 pontos atrás do placar e ainda assim buscou o jogo e deixou a diferença em 2 pontos a segundos do final. Infelizmente não conseguiu concluir e a partida escapou por entre os dedos. 
   Os destaques foram, pelos donos da casa Lebron com 38 pontos, 12 rebotes e 6 assistências, Kyre Irving que resolveu jogar na série e fez 25 pontos e distribuiu 5 assistências. Pelo Bulls destacaram-se Derrick Rose que começou com 14 pontos no primeiro tempo, mas só anotou 2 nos segundo e aparentava estar muito cansado, terminando a partida com 16, 7 assistências e 9 rebotes, e Jimmy Butler com seu melhor jogo na série, anotando 29 pontos e pegando 9 rebotes.
   Agora a série volta para Chicago amanhã, e com vantagem do Cavs que se ganharem fecham a série, mas acho muito difícil, o Bulls vai jogar muito motivado em casa e mordido com os erros grotescos de arbitragem que prejudicam o Bulls na série. Aposto que a série será decidida ainda no jogo 7 em Cleveland, não percam o jogo 6 amanhã a noite na ESPN.
   

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Heróis do passado: Scottie Pippen

#33 Um herói do Bulls
   Hoje na nossa série vamos falar sobre um dos melhores alas da história, o cara que foi o braço direito de Michael Jordan e formou com ele a melhor dupla da história da NBA, Scottie Pippen que foi o astro do Bulls quando MJ se aposentou e que era um excelente atleta.
   Pippen começou a jogar basquete pela Hamburg High Schol, como armador levou sua equipe até os Playoffs do Estado e ganhou todos os prêmios de sua conferência. Após o ensino médio não recebeu nenhuma oferta de bolsa de estudos, foi descoberto por Don Dyder, técnico da Universidade Central de Arkansas, no começo não tinha muito reconhecimento pois sua Universidade jogava na NAIA e ele tinha 1.86 m. Na sua última temporada teve um estirão de crescimento e chegou 2.03 m, e teve médias de 23.6 pontos, 10 rebotes e 4.3 assistências por partida, foi eleito NAIA All-American e foi um dos jogadores mais dominantes da liga, chamando a atenção dos olheiros da NBA.
   No draft de 1987, Pippen foi a 5° escolha, selecionado pelo Seattle SuperSonics e trocado em seguida por Olden Polynice e escolhas de draft, indo para o Chicago Bulls. Ele se tornou parte de um projeto do Chicago Bulls para melhorar a equipe, mesmo saindo do banco junto com Horace Grant, para substituir Brad Sellers e Charles Oakley. Logo no começo de sua carreira Pippen e Jordan treinavam um contra um, para aprimorarem suas técnicas de ataque e defesa. Já nos playoffs de 1988 Pippen tornou-se titular, e ajudo o Bulls a chegar as semifinais de conferência pela primeira vez em 10 anos. No fim da década de 80, Pippen surgia como um dos principais jovens pontuadores da liga, com médias de 16.5 pontos, 6.7 rebotes, 48,9% dos arremessos de quadra e o 3° maior roubador de bola da liga. Devido a seus feitos foi eleito para seu primeiro All-Star Game em 1990, depois de levar o Bulls a duas finais de conferência sem sucesso contra o Detroit Pistons. No primeiro three-peat do Bulls, Pippen emergia como uma máquina da defesa e um pontuador perigoso, beneficiado pelo triângulo ofensivo de Phil Jackson. Para coroar uma temporada excepcional, onde teve três triplos-duplos, foi o segundo da equipe em pontos (17.8 pj), roubos de bola (2.4 pj), rebotes (7.3 pj), líder da equipe em tocos (1.1 pj) e assistências (6.2 pj), foi o quinto da NBA em roubos de bola e nomeado para All-NBA Segundo Time de defesa, além do título. 
   Foi membro do Dream Team de 1992, foi fundamental para a conquista do título, principalmente na final onde marcou Toni Kukoc, croata que acabará de assinar um contrato com o Bulls, para receber mais que ele, e que segundo Pippen, iria complicar o seu contrato. Pippen teve médias de 9 pontos, 5.9 assistências e 2.1 rebotes por partida nos Jogos Olímpicos. 
   No retorno a Chicago, teve de jogar sem Jordan, foi o momento em que tornou-se o líder da equipe e mostrando todo seu potencial. Nessa temporada foi o MVP do All-Star Game, liderou o Bulls em pontuação, assistências e tocos, sendo o segundo da liga em roubos de bola, tendo médias de 22 pontos, 8.7 rebotes, 5.6 assistências e 2.9 roubos de bola, terminou a temporada sendo eleito para o All-NBA First Team. Mas, nesse mesmo ano passou pelo momento mais controverso de sua carreira, onde em um jogo das semifinais de conferência ao saber que Kukoc iria fazer o arremesso final, recusou-se a voltar para a quadra e ficou sentado no banco. Na temporada de 1994, Pippen seria envolvido em uma troca com o Seattle SuperSonics por Shawn Kemp, mas com o retorno de Jordan, essa movimentação não se concretizou. Mesmo com o retorno de MJ, Pippen foi o líder do Bulls em pontos, rebotes, assistências, roubos de bola e tocos, tornando-se assim o segundo jogador da história a conseguir o feito.
Flu-game a cena mais famosa dos playoffs
   Com Jordan retornando, o Bulls alcançou o melhor recorde da história (72-10), Pippen e Jordan foram eleitos como um dos 50 melhores jogadores da história da NBA, Phil Jackson como um dos 10 melhores técnicos e as equipes do Bulls de 1992 e 1996 como duas das melhores da história. Um outro momento chave da carreira de Pippen aconteceu nas finais de 1996, quando Pippen disse a Karl Malone que tinha dois lances-livres para bater a seguinte frase: "Basta lembrar, o carteiro não entrega aos domingos Karl". Em seguida o Bulls pegou o rebote, pediu tempo e venceu o jogo. Na última temporada de Jordan, Pippen e Jackson o Bulls venceu mais um título, o sexto de sua história.
   Depois do Bulls, Pippen que é o segundo líder de todos os tempos em pontos, assistências e roubos de bola da franquia de Chicago, foi trocado para o Houston Rockets. Mas em uma temporada pediu para sair, dizendo que era devido a sua falta de vontade de vencer e o egoísmo de Charles Barkley. Foi negociado para o Portland Trail Blazers por seis jogadores, lá jogou bem novamente e levou o time as finais de conferência de 2000 perdendo para o Lakers, depois disso jogou mais 3 temporadas pelo Blazers mas sem voltar aos playoffs. No ano seguinte, 2004, retornou para o Bulls, onde era o veterano da equipe e ajudava os jovens atletas, contra o SuperSonics jogou sua última partida, devido a muitas lesões atuou em apenas 23 jogos nessa temporada. Com exceção dessa temporada, Pippen foi a 16 playoffs seguidos, e ele ainda lidera a liga em roubos de bola nos playoffs. Em 2005 teve sua camiseta aposentada pelo Chicago Bulls. Por tudo que fez pelo Bulls em março de 2011, foi anunciado que ele será homenageado com uma estátua de bronze dentro do United Center.
Estátua em homenagem a lenda
   Pippen foi 6x Campeão da NBA, 7x All Star, 1x MVP do All-Star Game, 3x All-NBA First Team, 2x All-NBA Second Team, 2x All-NBA Third Team, 8x All-NBA Defensive First Team, 2 All-NBA Defensive Second Team e 1x Líder da liga em roubos de bola, teve sua camiseta aposentada pelo Bulls e por Central Arkansas. Foi bi-campeão olímpico em 1992 e 1996.  Membro do Hall da fama do basquete.
   Pippen é um dos meus jogadores favoritos, um monstro da liga, jogava muito e é um dos melhores da história, provou que podia carregar uma equipe sozinho quando Jordan ficou de fora da liga, e provou ser ainda melhor com MJ. Com certeza será sempre herói em Chicago, é extremamente leal a equipe e vai a todos os jogos de playoffs da franquia. Pippen tu é um mito.

Quem com ferro fere...

Buzzer beater
   Na mesma moeda ontem o Chicago Bulls sofreu uma derrota em casa, com um buzzer beater de Lebron James no último lance do jogo a série fica empatada e volta para Cleveland. Em mais um jogo extremamente disputado, o Chicago Bulls acabou cedendo uma vitória para o Cavaliers, na série mais parelha dessa rodada dos playoffs.
   Como diz o velho ditado: "Quem com ferro fere, com ferro será ferido.", fez todo o sentido ontem a noite, a forma como o jogo se desenrolou foi a mesma da partida anterior, e o desfecho também, mas dessa vez para o Cavaliers. Em uma partida disputada desde o primeiro período, com 6 trocas de liderança e onde por 9 vezes estiveram empatados no placar, um jogador foi fundamental para o rumo do jogo. 
   Nem Lebron, nem Rose, os destaques do jogo, falo de Pau Gasol, a ausência do espanhol no garrafão do Bulls dificultou o jogo, pois a equipe perdeu a referência do garrafão e a força, mesmo com Taj Gibson jogando bem, Gasol possuí uma inteligência absurda e sabe administrar o jogo a favor de sua equipe. Sem ele em quadra, o Bulls perdeu na disputa dos rebotes (40 contra 46 do Cavs) e pontuou pouco dentro do garrafão, apenas 32 dos 84 pontos. 
   Os donos da casa chegaram a liderar por 11 pontos, mas com um aproveitamento de arremessos baixo, deixou o Cavaliers empatar o jogo e virar o placar no terceiro período. Nesse mesmo período Lebron torceu o tornozelo, e seguiu a jogar, errando muito e nesse momento J. R. Smith apareceu, acertando praticamente tudo, com bolas de três em sequência fazendo o Cavs empatar e passar a frente. No último período, a 2 minutos para o fim do jogo o Cavaliers liderava por 6 pontos, e o Bulls entrou em uma sequência de arremessos absurda, contando com erros de Lebron, Rose empatou o jogo faltando 8 segundos para acabar. No ataque seguinte Mirotic bloqueou Lebron e o Cavs teve a posse de bola a 1.5 segundos do fim, Lebron se livrou de Jimmy Butler e matou o jogo com um fadeway. 
Lebron resolveu
   Pelo Bulls quem se destacou foi Rose com mais um jogo sensacional, o MVP mais jovem da história voltou e anotou 31 pontos e 4 assistências e Butler com 19 pontos, Joakim Noah dominou o garrafão com 15 rebotes. Para o Cavaliers os destaques foram Lebron com 25 pontos, 14 rebotes e 8 assistências e J. R. Smith com 13 pontos, mas com 50% de aproveitamento dos arremessos de quadra e das bolas de três pontos, mais uma vez Irving sumiu do jogo.
   Agora o quinto jogo será nessa terça-feira em Cleveland, vantagem agora é dos donos da casa, o Cavs deve vencer a partida, mas como a série tem sido resolvida com buzzer beaters podemos esperar tudo. Como torcedor do Bulls eu acredito na vitória, mas somente se conseguir impor seu jogo desde o começo da partida, será um jogo muito físico, pois agora começam a ser jogos de vida ou morte e uma derrota em casa pode acabar com a série.

sábado, 9 de maio de 2015

Buzzer Beater e que venha o jogo 4

O nome do jogo, vitória a la Jordan
   Em jogo incrível, o melhor a té o momento de todas as séries de playoff, Bulls vence no último arremesso com Derrick Rose e faz o fator casa prevalecer, jogo foi o mais disputado da série até o momento.
   Em um dos melhores jogos dos últimos anos, bem disputado, com muitas trocas de liderança, com algumas confusões e extremamente físico, o Chicago Bulls conseguiu superar o Cleveland Cavaliers e lidera a série por 2 a 1. Muitas coisas aconteceram para a vitória, não foi um jogo fácil, foi um dos jogos mais disputados que já vi, parecia uma final, um jogo 7. Era uma decisão, se o Cavaliers vencesse abria vantagem fora de casa e poderia fechar a série nos seus domínios, ainda no primeiro período uma pequena torção no tornozelo de Kyre Irving em uma infiltração com Derrick Rose marcando-o pode ter definido a partida, já que o armador do Cavaliers jogou muito mal e parecia não estar se forçando, acertando apenas 3 arremessos em 13, com NENHUMA assistência o que é ridículo para quem é o responsável por organizar o time.
   Mas bem, sobre o jogo, foram quatro períodos de muita intensidade, principalmente das defesas, com as duas equipes jogando muito bem na marcação, forçando erros e com muitos tocos. Algumas pequenas confusões também aconteceram, muito por causa da arbitragem que deixou alguns encontrões e trombadas passar em branco, lances que claramente eram faltas, mas que foram ignorados. Nesse ambiente tenso tivemos uma pequena confusão entre Lebron e Noah, após uma enterrada do King e um grito na cara do pivô do Bulls a confusão se instaurou, e um pouco antes Aaron Brooks se estressou com Dellavedova e o jogou longe, outra pequena confusão. Pau Gasol deixou a partida no meio do terceiro período, e o que poderia ser péssimo para o Bulls não aparentou abalar a equipe que seguia sempre na luta pela vitória.
Jogo brigado, o melhor da série
   Como em todo bom jogo que entra para a história, tivemos várias cestas que empataram a partida nos minutos finais, mas destaco aqui o empate da partida em uma bola de três ponto de J. R. Smith a apenas 10 segundos do final. Mas o melhor estava por vir, com 3 segundos no relógio o Chicago Bulls organizou uma jogada e com um corta luz de Taj Gibson, Rose ficou de frente com Tristan Thompson e arremessou de três, a bola bateu na tabela e entrou no estouro do cronômetro para dar a vitória ao Bulls, em um dos jogos mais incríveis dos últimos anos. Os destaques da partida foram, pelo Cavaliers, Lebron James como um Point Forward com 27 pontos, 14 assistências e 8 rebotes, J. R. Smith com 14 pontos vindo do banco e Tristan Thompson com um duplo-duplo de 10 pontos e 13 rebotes. Pelo Chicago Bulls quem se destacou foi, obviamente Derrick Rose com a cesta da vitória e seus 30 pontos, 7 assistências e 6 rebotes, Nikola Mirotic com 12 pontos e 8 rebotes e Jimmy Butler com 20 pontos e 8 rebotes, aliás a dupla Rose e Butler anotaram quase todos os pontos do time no último período.
   Agora para o jogo 4 o Cavaliers vem com tudo para vencer, para tentar salvar a série, mas a vantagem é total do Bulls, que se vencer vai a Cleveland para fechar a série. Não percam a próxima partida, domingo as 16:30, podemos ter um divisor de águas na série, se der Bulls a série praticamente acaba, mas se o Cavaliers vencer fica tudo igual e acredito que se arraste até 7 jogos.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

O futuro de Lawson

Um comentário mal feito e uma troca já é solicitada
   
   Tudo na internet é eterno. Um comentário mal pensado no Instagram pode ter feito o tempo de Ty Lawson no Denver Nuggets acabar.  Na última semana Ty Lawson, dizem, ter respondido a um fã que pedia para que o mesmo fosse jogar pelo Dallas Maverciks, com um "eu desejo", o comentário foi em seguida excluído. Mas não a tempo de evitar problemas em Denver.
   A postagem teria feito as coisas esquentarem em Denver, e segundo Christopher Dempsey do Denver Post, Lawson está disponível para comércio. Já haviam rumores sobre a saída de Lawson, como o confronto com o ex-treinador Brian Shaw, que reclamava que o armador não estava se esforçando o suficiente, fora isso, extra quadra o armador tem vários problemas, por faltar em várias reuniões e treinamentos nos últimos dois anos, e por ser preso por suspeita de dirigir embriagado.
   O Nuggets calmamente testou o mercado antes do prazo fechar, mas sem nenhuma troca se concretizar, o general manager Tim Connelly disse para Lawsons crescer. Se ele está de volta ao mercado, o mesmo pode ser difícil para ele, como resultado para seus problemas extra quadra, e com uma lista cada vez menor de equipes precisando de um armador. Mas, segundo Grantland Zach Lowe um dos analistas mais procurados nessas situações, equipes como o Houston Rockets, Sacramento Kings e Boston Celtics podem ver com bom olhos sua contratação.
   Lawson tem algumas falhas, mas com apenas dois anos e 25.6 milhões de contrato, ele representaria uma opção de compra de baixo custo. Em 75 jogos nessa temporada o armador de 27 anos teve médias de 15.2 pontos, 9.6 assistências e acertou 34.1% dos arremessos das bolas de três. Mesmo com seus pequenos problemas eu o vejo como uma boa opção, armador veloz, inteligente e versátil, ajudaria e muito várias equipes da NBA.

Jogo 3, e agora Bulls?

Lebron voando 
   Como já havia escrito no post anterior, acreditava que o Cavaliers fosse vencer o jogo 2, que jogariam com muito mais vontade, mas não esperava que fosse um jogo tão desparelho assim. Os Cavs não deram chances nenhuma para o Bulls, e o jogo já estava ganho ainda no primeiro período.
   O Chicago Bulls foi totalmente dominado, nem a sua forte defesa compareceu na partida, no garrafão domínio total do Cavs, com 45 contra 37 rebotes, em contra-ataques 10 a 5, errou bem menos com 8 desperdícios apenas, e chegou a liderar por 25 pontos, sem nunca ter ficado atrás do placar. Com atuações ótimas de Lebron James que anotou 33 pontos e pegou 8 rebotes, Kyre Irving com 21 pontos e Iman Shumpert com 15 pontos e 7 rebotes, abriu larga vantagem e dominou o jogo em todos os períodos.
   O Bulls tentou reagir, mas não contou com uma boa atuação de Pau Gasol, ele que tinha sido o diferencial na primeira partida, foi muito bem marcado e não conseguiu impor seu jogo no garrafão, anotou apenas 11 pontos e pegou 4 rebotes. Quem mais se destacou foi Derrick Rose com um duplo-duplo, com 14 pontos e 10 assistências, já que Jimmy Butler teve uma partida apagada, com dificuldades de marcar Lebron e pontuando pouco, acertando 5 arremessos em 14 tentativas para 18 pontos. 
Gasol é a chave para a vitória
   Para a partida de hoje a noite acredito em uma vitória do Bulls, para isso precisam achar uma forma de marcar Lebron, na série passada onde Lebron ainda era do Heat, Butler o marcou muito bem e conseguiu forçá-lo a errar muito. Nessa série ainda não conseguiu repetir isso, e talvez precise de ajuda, acredito que uma marcação dupla no Lebron pode ser a chave para vitória, até porque Iman Shumpert está fora da partida e somente Irving é um arremessador perigoso, Mike Miller e James Jones variam demais. Outro ponto chave é utilizar Pau Gasol, tem que fazer mais jogadas para o pivô espanhol, ele é muito melhor que seus marcadores (Mozgov, Perkins e Thompson) e consegue pontuar sofrendo cargas.
   Hoje será o jogo mais disputado da série até o momento, pois se o Bulls perder algum jogo em casa fica mais difícil de levar na minha opinião, não podemos perder esse jogaço com transmissão da ESPN as 20:30.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Jogo 2 Bulls x Cavs, o que esperar?

Rose decisivo, Lebron abaixo da média
   Como terava que torcedor eu esperava que o Bulls joga-se muito bem contra o Cavs, mas não achava que seria tão "fácil" de vencer. Digo que foi fácil por nunca ter ficado atrás do placar na partida e dominar todas as ações, muito bem na defesa e atacando com precisão.
   O jogo foi um pesadelo para Lebron James e seus colegas, com uma equipe desfalcada, sem Love lesionado e J. R. Smith suspenso, os favoritos do leste não fizeram frente ao Chicago Bulls. A equipe de Chicago entrou no jogo com muita vontade de vencer, com Rose jogando demais e com Myke Dunleavy acertando tudo, abriram 10 pontos de vantagem em poucos minutos de partida. Daí pra frente o jogo foi de altos e baixos, o Cavaliers chegava a 6, 3 pontos e o Bulls abria novamente 10, 12, chegou até 16 e o pior momento da partida foi quando o Cavaliers empatou o jogo no terceiro período.
   Mas foi impressionante o quanto o Bulls soube dominar o jogo, pontuando em todos os momentos em que o adversário queria crescer na partida, mostrando muita frieza. Um fator determinante para a vitória foi o domínio do garrafão, pegando 42 rebotes, sendo que 11 foram ofensivos. Outro fator foi o percentual de aproveitamento dos arremessos, acertando 50% de suas tentativas, 40 cestas em 80 arremessadas. Os destaques do Bulls foram, Rose com 25 pontos e 5 assistências, Myke Dunleavy que acertou 3/4 de três e anotou 14 pontos e 7 rebotes, e claro Pau Gasol com 21 pontos, 10 rebotes e 4 assistências.
Thompson pode ser a chave da vitória
   Aliás, o espaço que foi dado para os jogadores do Bulls arremessar foi incrível, poucas vezes os arremessos foram contestados e isso facilitou para que a diferença se mantivesse. Pelos donos da casa os destaques foram Kyre Irving com 30 pontos e 6 assistências, e Lebron James com 19 pontos e 15 rebotes, o King foi bem marcado e não conseguiu uma boa atuação, acertando apenas 9 de seus 23 arremessos tentados. O Cleveland sentiu muito a falta de Kevin Love e J. R. Smith, mas muito mesmo, jogando com uma formação completamente nova, não se encontraram em quadra e isso facilitou o jogo do Bulls.
   O que esperar para o jogo de hoje? Um Cleveland com muito mais vontade, que vai buscar a vitória a todo custo, pode ser que comece com uma formação diferente, utilizando Tristan Thompson no lugar de Mike Miller, já que o segundo foi titular e não rendeu. Quando Thompson esteve na quadra o jogo no garrafão ficou mais disputado, e dificultou o Bulls. Pelo time de Chicago devemos esperar a mesma pegada, tentando abrir vantagem e jogando em cima do Cavaliers, tentando forçá-los a errar muito. O jogo é hoje na Quicken Loans Arena, em Ohio, e terá transmissão do SporTV.
   

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Calipari não esperava derrota

Grande técnico que sofreu uma derrota inexplicável

   John Calipari que estava em uma reunião com um grupo de técnicos do ensino médio na última sexta-feira (01/05), falou sobre o que pensava durante os momentos da Finalíssima do Final Four com o Wildcats.
   O técnico Hall da Fama, disse aos colegas treinadores do ensino médio que realmente acreditava que sua equipe iria encontrar uma forma de vencer a partida contra o Winsconsin Badgers. Disse a Associated Express: "Você sabe, isso nunca me passou pela cabeça que íamos perder. Quando faltavam quatro, cinco minutos eu pensei que tinha acabado. Mesmo quando Winsconsin fez uma corrida no placar, eu pensei que íamos pará-los".
   Winsconsin fez uma corrida de 15 a 3 nos últimos 4:28 minutos da semifinal, voltando de um placar negativo de 60 a 58 contra os Wildcats.
"Nós nunca, em meu tempo de Kentucky, nós apenas não perderíamos aquele jogo".
   Após a partida os jogadores do Kentucky disseram aos repórteres que a temporada foi imperfeita "para nada", uma ideia que Calipari diz que ele tentou tirar isso da cabeça da sua equipe. "Perguntei-lhes se conversavam sobre 40-0, e eles disseram que falam sobre isso o tempo todo. Eu estava tentando tirar 40-0 da cabeça deles , e o tempo todo, eles estavam falando sobre isso".
   Talvez isso tenha sido determinante naquela partida, ao ver o adversário voltar ao jogo e liderar os jovens atletas devem ter se abalado e visto o 40-0 sair do seu controle, o que culminou com o campeonato da NCAA.