segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Um Bad Boy surge na NBA?

Será que Okafor vai ser um problema fora das quadras?

   Muitas notícias sobre Okafor vieram a tona. O novato do Philadelphia 76ers teria apresentado uma identidade falsa em um bar, Misconduct Tavern, em Outubro de acordo com Philly John Gonzales da CSN.
   O jogador de 19 anos, teve o serviço no bar recusado, uma fonte disse a Philly que ficou surpreso porque Okafor é um cara grande, famoso e muito fácil de reconhecer. Essa notícia vem há apenas dois dias de relatos sobre o pivô sendo abordado por excesso de velocidade, na ponte Ben Franklin a 173,8 Km/H e pouco depois da briga que teve com uma torcedor do Boston Celtics.
Boatos dizem que durante uma briga em Outubro, ele esteve sobre a mira de um revolver fora de uma boate. Estaria surgindo aqui um novo Bad Boy? Vários astros tiveram problemas fora das quadras, Jordan com jogo, Kobe com acusação de estupro, Rodman com suas noitadas, Copeland foi esfaqueado, Odom agrediu repórteres, entre tantos outros. Mas porque um jovem atleta, no começo de sua carreira já passa por problemas assim?
   Um dos principais motivos, penso eu, seja a sua frustração com a franquia, notoriamente ele não quer estar na Philadelphia. No dia de sua apresentação ele esboçava o semblante de decepção, teve toda a história de desrespeito por atirar a camiseta na mesa, a equipe não ganha de ninguém, tem um recorde de 0-18 e ele é um potencial no pior lugar possível. O pivô tem médias de 17.5 pontos e 8.2 rebotes por partida, se destacando nessa loucura, mas a sua frustração é refletida nas atitudes fora da quadra.
   Até onde ele vai conseguir sustentar esse temperamento não se sabe, mas podemos estar presenciado o surgimento de um Bad Boy na NBA, não em quadra como os Pistons, mas problemático e polêmico fora dela. 

Heróis do passado: Muggsy Bogues

Fazendo história desde a NCAA
   Nossa série vai relembrar a história de Muggsy Bogues, o atleta mais baixo da história da NBA, com 1,60 m. Ele foi um armador extremamente habilidoso, que compensava sua baixa estatura com muita qualidade técnica e visão de jogo.
   Bogues nasceu e foi criado em Baltimore, por sua mãe já que seu pai estava preso. Ele começou a jogar basquete em Dunbar High School, juntamente com outros atletas que entraram na NBA, como David Wingate, Reggie Williams e Reggie Lewis. A equipe terminou a temporada 1981-82 com recorde de 29-0 e a temporada seguinte com 31-0, se tornando a equipe número um do país.
   Depois de terminar o ensino médio foi jogar na Universidade de Wake Forest, onde teve médias de 11.3 pontos, 8.4 assistências e 3.1 roubos de bola por jogo. Ao terminar sua carreira universitária, era o líder da ACC na história em roubos de bola e assistências. O seu bom desempenho lhe rendeu uma vaga na seleção, em 1986 foi campeão mundial com o time americano.
O mais alto e o mais baixo da história
   Após um período jogando por Rhode Island Gulls na USBL, ele foi selecionado como na 12° posição do Draft de 1987 pelo Washington Bullets e fez parte de uma das mais talentosas classes do Draft, que incluía Reggie Miller, David Robinson, Scottie Pippen e Kevin Johnson. Em sua primeira temporada foi companheiro de equipe de Manute Bol (2,31 m), formando assim uma dupla com o mais alto e o mais baixo jogadores da história, tendo 71 cm de diferença entre os dois.
   Apesar de sua pequena estatura, bloqueou 39 arremessos na carreira, incluindo um toco em Patrick Ewing que tinha 2,13 m. Ele saltava 1,10 metros mas tinha as mãos muito pequenas para segurar a bola com apenas uma mão e enterrar. Na temporada de 1988-89, Bogues não tinha proposta de renovação dos Bullets, e Miami Heat e Charlotte Hornets eram novas franquias recém criadas, os Hornets contrataram o baixinho armador. Com a equipe de Charlotte se estabeleceu como um grande passador, um grande ladrão de bolas, e um dos mais rápidos jogadores da história. 
Hornets foi o ápice de sua carreira
   Bogues jogou 10 anos pelos Hornets, e liderados por Alonzo Mouring e Larry Johnson, a franquia tornou-se uma das mais famosas da história e um contender de Playoff. Bogues foi um dos jogadores mais populares dos Hornets, apesar de ter médias de 11.2 pontos por jogo. Ele é o líder da franquia em minutos, assistências, roubos de bola, turnovers e assistências por 48 minutos.
   Na temporada 1997/98 jogou duas partidas e foi trocado, indo jogar pelo Golden State Warriors por duas temporadas, e em seguida como agente livre assinou com o Toronto Raptors, onde terminou a sua carreira. Embora tenha sido negociado para os Knicks e os Mavs, mas onde nem chegou a atuar.
   Mesmo terminando a carreira com médias de 7.7 pontos, 7.6 assistências e 1.5 roubos de bola, o estilo de jogo e a estatura de Bogues o tornaram uma lenda da NBA. E óbvio que não poderia ficar sem essa homenagem.
   Abaixo um vídeo da fera:

sábado, 28 de novembro de 2015

O pior da história

Inesplicável

   Os Sixers estão a uma derrota de terem o pior começo de temporada da história da NBA, mas sua ineficácia vai mais além. Com a derrota de ontem para o Houston Rockets, foi a 27° consecutiva juntamente com as do final da temporada passada, um recorde da NBA.
   Mas não apenas no basquete. A derrota superou o Tampa Bay Buccaneers de 1976-77 e 2013-14 que tinham um recorde de 26 derrotas consecutivas, o que torna os Sixers o detentor da maior série de derrotas da história dos esportes profissionais dos Estados Unidos.
   No domingo os Sixers enfrentam o Memphis Grizzlies fora de casa, podendo empatar com o New Jersey Nets para o pior início de temporada com 18 derrotas e nenhuma vitória. Vale lembrar que os Sixers já terminaram a temporada com o pior recorde da história, foi em 1972/73, com apenas 9 vitórias e 73 derrotas, sendo a primeira equipe da história a perder 70 jogos e ter menos de 10 vitórias em uma temporada.
   Parece que essa fase ruim dos Sixers não tem fim. Me dói ver uma franquia histórica, que já teve Dr. J, Allen Iverson, Moses Malone, desmoronar com bons jovens atletas, como Noel, Okafor e Stauskas. Uma franquia que seleciona bons jovens jogadores mas não sabe trabalhar com eles, falta um bom jogador que ajude a reerguer a franquia, aquele veterano que sabe ensinar os jovens a jogar e melhor o seu jogo. 
   Sinceramente, me parece que a administração é o ponto mais fraco dos Sixers, e um time que só perde não atrai ninguém, quem vai querer jogar numa franquia assim? Espero que os Sixers deem a volta por cima, o lugar deles é nos Playoffs.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Kobe: "Eu poderia ter marcado 80 pontos hoje. Não teria feito a mínima diferença".

Não tá fácil pros Lakers

   Kobe bem que tentou, mas o veterano com 20 temporadas jogadas não foi páreo para os Warriors. O ala veterano acertou 1 de seus 14 arremessos tentados, anotando apenas 4 pontos na derrota humilhante por 34 pontos na noite de ontem. 
   Após o jogo disse que um melhor desempenho não faria a menor diferença. "Eu realmente não estou preocupado com isso, honestamente. Meu arremesso está melhor. Eu poderia ter marcado 80 pontos hoje. Não teria feito a mínima diferença. Nós temos problemas maiores. Eu poderia estar lá com média de 35 pontos, nós seriamos o que, 3-11? Nós temos que descobrir como jogar sistematicamente em uma posição que vá nos manter no jogo."- disse a Baxter Holmes da ESPN.
   Kobe estava frustrado com a derrota (a 12° dessa temporada), mas ele falou a verdade sobre a sua equipe: os Lakers, francamente, não são muito talentosos. Ele não é isento, tampouco. Kobe tem médias de 15.2 pontos por jogo, com 31,1% de aproveitamento dos arremessos de quadra e 19,5% das bolas de três. Sua PER é de 10.2 e ainda assim, ele utiliza 29,5% das posses de bola dos Lakers quando está em quadra.
   Desde que a linha de três pontos foi implantada em 1984, houveram 844 jogadores com média de mais de 16 arremessos tentados por jogo. Kobe é o último colocado no percentual real de arremessos, o que faz dele um dos cestinhas menos eficientes da história. Ele é cúmplice no péssimo desempenho do Lakers. 
   Kobe atribui a sua baixa produtividade no jogo de ontem a falta de ajuda:
"Honestamente, foi difícil, os arremessos que tentei, pullup e jumpers, jumpers contestados, são difíceis de acertar aos 27. É muito difícil aos 37. Eu tenho que fazer um trabalho melhor, exigir uma ajuda da bola, obter alguns arremessos mais fáceis. Pin-downs, receber e arremessar, coisas do tipo. Esta noite apenas foi muito frustrante. É o tipo de coisa que leva o melhor de mim".
   Claro, se Kobe tem uma noite ruim dos arremessos (ele ainda arremessa 50% das bolas em todos os jogos dos Lakers nessa temporada), ele poderia simplesmente passar para seus companheiros de equipe. A maioria de sues companheiros não são campeões, e isso não importa contra equipes como o Warriors, mas ninguém está tão perto de ter a pior temporada da história em arremessos que Kobe Bryant.
   Uma inovação do treinador poderia ajudar, mas os Lakers em Byron Scott no comando que não parece estar interessado em para com as isolações de Kobe. Fato que, na segunda-feira disse que devido a experiência de Kobe: "Basicamente, ele tem esse privilégio". 
   Do jeito que andam as coisas, Kobe terá sua pior temporada da carreira, Scott vai ser demitido e os Lakers terão uma escolha de TOP 5 da primeira rodada do Draft de 2016.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Heróis do passado: James Worthy

Uma lenda de North Carolina
   Hoje nossa série vai relembrar um ídolo dos Lakers, um dos grandes alas da história da liga e de renome também nos tempos de universidade, um cara em quem Michael Jordan se espelhava. James Worthy, o ala de 2,06 metros que encantou a liga por anos.
   Nascido em Gastonia, Carolina do Norte, com médias de 21.5 pontos, 12.5 rebotes e 5.5 assistências por partida em seu último ano de Ashbrook High, ele liderou a equipe ao Campeonato Estadual. Ele foi nomeado para o McDonald's All-American de 1979, que contou com Isiah Thomas, Ralph Sampson e Dominique Wilkins.
   Depois de concluir o ensino médio foi jogar pela Universidade da Carolina do Norte, se destacando desde o começo, mas ainda em seu primeiro ano foi cortado por uma fratura no tornozelo. No seu segundo ano, em 1981, foi peça chave da equipe vice-campeã da NCAA, ao lado de Al Wood e Sam Perkins. Como junior foi o cestinha da equipe (15.6 pontos por jogo), um dos líderes da equipe campeã da NCAA, de uma das melhores equipes da história da competição, contando com o calouro Michael Jordan e Sam Perkins. Worhty dividiu o prêmio de jogador do ano com Ralph Sampson, de Virginia Cavalier. Na final contra Georgetown dominou o jogo, anotando 28 pontos, convertendo 13 dos 17 arremessos que tentou, além de 4 rebotes, essa performance lhe rendeu o título de MOP do torneio. 
   Com todo o seu sucesso, ele foi convidado a pular o último de Universidade e se inscrever no Draft da NBA. Ele completou sua licenciatura depois, no curso de verão e tem o seu número aposentado pela UNC. 
Como novato já chegou impondo-se
   O Los Angeles Lakers tinha recebido a escolha de primeira rodada do Cleveland Cavaliers para 1982 em uma troca, por Dan Ford em 1979. O Cavs terminou com o pior registro da temporada de 1981/82, deixando no ar a escolha, que após o sorteio saberiam se seria para os Cavs ou para os Clippers que teve a segunda pior campanha. Os Cavs venceram o sorteio, e os Lakers se tornaram então o primeiro e único time campeão da NBA a ter a primeira escolha geral do Draft, selecionando assim Worthy. O ala chegou com tudo, com médias de 13.4 pontos e postando o recorde para um novato em percentual de aproveitamento, com 57,9%, com sua dinamicidade para pontuar, triangulação e velocidade, foi um elemento indispensável para o ataque Showtime dos Lakers. 
   Ele tinha muita capacidade de jogar e costas para a cesta, com um arremesso com giro mortal, bom jump, dominava a posição. Mas seu ano de estreia acabou em Abril, quando fraturou a perna quando descia de um tapinha em uma partida contra o Phoenix Suns. Ainda assim, foi nomeado para o All-Rookie Primeiro Time, mas perdeu o restante da temporada. No ano seguinte, voltando saudável já tomou o posto de Jamaal Wilkes como titular. Os Lakers dominaram a conferência e chegaram as finais perdendo em sete jogos para os Celtics.
   Em 1985, comandados por Pat Riley mais uma vez enfrentavam os Celtics nas finais, buscando redenção. Por suas atuações no TD Garden, Worthy ficou conhecido como Big Game James, nos Playoffs teve médias de 21.5 pontose 62,2% de aproveitamento e contra os Celtics médias de 23.7 pontos, suas performances o consolidaram como um dos principais nomes da liga. Com isso Worthy se destacou, e atuou por sete All-Star Games consecutivos.
   Em 1986/87 eram só flores, mais um título da NBA e Worthy no auge de sua carreira com médias de 23.6 pontos nos Playoffs. Na temporada seguinte mais um título, o primeiro back-to-back desde os Celtics de 68/69, Worhty teve médias de 19.3 pontos na temporada regular e explodiu nos Playoffs, nas finais contra os Pistons teve médias de 22 pontos, 7.4 rebotes e 4.4 assistências, sendo que no jogo do título anotou 36 pontos, 16 rebotes e 10 assistências, lhe dando o título de MVP das Finais. 
Um dos grandes nomes da história
   Na temporada de 1989/90 os Lakers voltaram com tudo, com um recorde de 63-19 chegaram as finais de conferência e perderam para os Suns. Na temporada seguinte voltaram as finais da NBA, com Worthy anotando 21.4 pontos por jogo e a adição de Sam Perkins, mas não foi o suficiente para bater o Chicago Bulls de Michael Jordan. Essa foi a última chance de Worthy para conseguir o quarto título da NBA, lesões e o tempo de jogo foram o fim do ala, durante o Playoffs de 1991 lesionou feio o tornozelo, em 1992 teve de operar o joelho o tirando da temporada, e lhe tirando boa parte de sua impulsão e velocidade. Depois de lutar contra dores no joelho na pré-temporada de 1994/95 ele anunciou que se aposentaria em novembro de 1994, após 12 temporadas.
   Pelos Lakers ocupa a 6° posição de todos os tempos em pontuação (16320), 3° em roubos de bola (1041) e 7° em percentual de aproveitamento (52,1%), foi introduzido no Hall da Fama em 2003, é um dos 50 melhores jogadores de todos os tempos e tem o seu número 42 aposentado pelos Lakers. Foi 3 x Campeão da NBA, MVP das Finais de 1988, 7 x All-Star, tem seu número aposentado pela Universidade da Carolina do Norte, terminou sua carreira na NBA com médias de 17.6 pontos, 5.1 rebotes e 1.1 roubos de bola. Ele e Jordan foram companheiros de quarto na NCAA e Jordan se inspirava muito em Worthy para melhorar seu jogo, parece que deu certo, e o ala dos Lakers fez história na liga e merece nossa homenagem.
   

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Chegando ao fim

Três astros, três mitos, três Hall da Fama

   Três astros da NBA e futuros Hall da Fama estão com as carreiras perto do fim, e as oportunidades de vê-los jogando está cada vez menor. Me refiro a Kobe Bryant, Kevin Garnett e Tim Duncan.
   Kobe: o terceiro maior cestinha da história, cinco vezes campeão da NBA com os Lakers e considerado por muitos o melhor Laker da história, com dois títulos de MVP das finais, campeão de enterradas, duas vezes cestinha, uma vez MVP e 17 vezes All-Star. Nada que Kobe faça até o final da temporada irá ferir ou manchar o seu legado como um dos maiores da história, mas alguns momentos estão sendo difíceis de assistir. Kobe perdeu 123 jogos em 2013/14 e 2014/15, e nessa temporada já perdeu três de onze jogos, tomara que as lesões não sejam o ponto final dessa bela carreira.
   Duncan: Poucos, talvez ninguém, consiga igualar as realizações de Tim Duncan na sua carreira de 20 anos, mesmo brilhante, sem nada de alarde. Nunca houve nada chamativo no seu estilo de jogo, mas o "Big Fundamental" foi uma força dominante e silenciosa nos cinco títulos dos Spurs, ajudando a elevar a franquia desde sua escolha em 1997. O astro completará 40 anos nessa pós-temporada e a franquia já trouxe o seu substituto, LaMarcus Aldridge. Mas ainda assim a franquia deve querê-lo na quadra o máximo possível, já que ele é uma máquina ofensiva de elite, mas sua despedida das quadras começa a se aproximar.
   Garnett:Big Ticket viveu um dos melhores momentos da sua carreira com o Minnesota Timberwolves, e eles nunca lhe deram um elenco de apoio que pudesse chegar a um título. O atleta tinha que sair da cidade para ser campeão, mas certamente é muito bom tê-lo de volta onde sua carreira começou a decolar. Suas maiores contribuições para os Wolves em sua segunda passagem é como um mentor para os jovens da equipe, particularmente para a primeira escolha do Draft, Karl-Anthony Towns. KG vai completar 40 anos antes do início da próxima temporada, e quando se aposentar  será como um dos maiores alas/pivôs de todos os tempos da NBA.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Mostrando a que veio

O letão que veio para dominar a NBA

   Os torcedores do New York Knicks devem estar felizes com Porzingis, para quem foi vaiado na noite do Draft, tem mostrado o seu valor e vem sendo o destaque dos novatos nesse começo de temporada.
   O jovem ala/pivô de 2,21 metros, que sabe driblar, arremessa muito bem de qualquer lugar da quadra, incluindo uma mortal bola de três pontos, entrou na liga desacreditado. Todos lembram das vaias que sofreu por ser escolhido, mas ele já vem calando a boca dos torcedores dos Knicks, e Phil Jackson deve rir muito mostrando o quão inteligente foi com a escolha.
   Porzingis esta com médias de 12.8 pontos, 8.6 rebotes e 1.1 tocos por partida, com 43,9% de aproveitamento dos arremessos e 26,5 % de aproveitamento das boas de três. Suas projeções de ser o novo Dirk Nowitzki estavam corretas, ele tem jogado muita bola e vai realmente chegar a esse patamar. Na noite passada anotou 29 pontos, pegou 11 rebotes, acertando 2/2 das bolas de três e 10/17 dos arremessos tentados.
   A chegada do ala/pivô aos Knicks melhorou em muito a franquia, que no ano passado era um saco de pancadas. Nessa temporada tem jogado boas partidas, já venceram seis partidas e tem seis derrotas, se vão aos Playoffs é outra história. O que importa aqui, é que o camisa 6 veio para ser um grande atleta, e para mim já corre na frente dos demais novatos ao prêmio de Novato do Ano. Parabéns Phil Jackson pro sua escolha, parabéns Derek Fisher por treinar bem Porzingis e que bom que ele é um monstro, vai reerguer uma franquia tradicional e pode ser um dos grandes estrangeiros da história da NBA.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Kobe fora de novo

Mais uma partida em que Kobe será desfalque

   Kobe Bryant não viajou e não via jogar a partida de hoje a noite contra o Phoenix Suns. No jogo de ontem, o ala quase alcançou um triplo-duplo com 17 pontos, 9 assistências e 8 rebotes nos 36 minutos em que esteve em quadra. Após a partida disse aos repórteres que suas costas e joelho estavam lhe dando problemas.
   Pelo Twitter, Mike Brensahnan, que escreve sobre os Lakers para o Los Angeles Times twittou:
twitter
   "Kobe diz que suas costas e joelhos estão incomodando: Não estou ansioso para acordar e viajar. Sério. Ele não vai viajar com a equipe para Phoenix".
   Isso chega como uma surpresa, já que Kobe parecia começar o seu retorno as atividades, e o treinador Byron Scott acreditou tanto nisso no domingo. Como resultado o ala de 37 anos vai pular o voo para o deserto e ficar em Los Angeles.  Depois da partida de hoje, os Lakers enfrentam os Raptors em casa na sexta-feira (20). A próxima aparição de Kobe é esperada para os dias 28/29 de deste mês.

Heróis do passado: Bill Walton

Uma lenda da UCLA e da NCAA
   Hoje nossa série vai contar a história de uma lenda da NBA e da NCAA, um pivô de qualidade absurda e que dominou a NBA por alguns anos. Ídolo no Portalnd Trail Blazers, um dos melhores atletas da história da franquia e ídolo da UCLA, sendo também um dos grandes nomes da história.
   Começou jogando basquete na Helix Liceu High School, e aos 17 anos foi jogar o Campeonato Mundial de Basquete pela equipe dos Estados Unidos em 1970. Dizia-se que o atleta tinha 2,11 metros, mas obviamente tem mais, algo em torno de 2,19 metros, mas Walton nunca gostou de ser chamado de 7 footer.
   Walton jogou basquete para a lenda do basquetebol, John Wooden na UCLA, de 1971 a 1974, ganhando dois títulos nacionais. O time de 1971/72 liderado por Bil Walton chegou a um recorde de 30-0, vencendo por médias de 30 pontos de diferença. O pivô era o pilar das duas temporadas consecutivas de 30-0, e fez parte do time da UCLA que estabeleceu um recorde de 88 vitórias consecutivas. Ele foi o vencedor do prêmio James E. Sullivan eleito o melhor atleta amador dos EUA em 1973, USBWA Jogador Universitário do Ano e o Naismith Jogador Universitário do Ano recebeu três anos consecutivos, juntamente com a seleções para o All-American. Por conta de tais feitos, alguns historiadores o consideram o melhor jogador universitário da história. Em 1972 venceram a NCAA contra Flórida State e em 1974 contra Memphis State, onde Walton anotou 21 dos 22 arremessos que tentou, somando 44 pontos, representando mais da metade dos pontos totais de sua equipe.
Fez história como Blazer
   Ao sair da faculdade foi selecionado pelo San Diego Conquistadors da ABA e também na primeira escolha geral do draft da NBA pelo Portland Trail Blazzers, sendo aclamado como o salvador dos Blazers. Ele assinou com o time de Portland, mas suas duas primeiras temporadas foram marcadas por lesões (nariz, perna, pé e punho), fazendo a franquia perder os Playoffs. Na temporada 1976/77 Walton pode atuar, liderando a NBA em rebotes e tocos, foi selecionado para o All-Star Game mas não jogou por conta de uma lesão, ainda foi escolhido para o Primeiro Time de Defesa e para o Segundo Time da NBA. Nos Playoffs ajudou a varrer os Lakers nas finais de conferência, segurando Kareem Abdul-Jabbar, e logo em seguida vencendo os Sixers nas finais, após perder os dois primeiros jogos da série e Walton foi eleito o MVP das finais.
   Na temporada seguinte os Blazers venceram 50 das 60 partidas que tiveram antes de Walton fraturar o pé, naquela que seria a primeira de inúmeras lesões no pé ou tornozelo que encurtariam a sua carreira. Ainda assim, foi o MVP da temporada e participou do seu único All-Star Game, sendo nomeado para o All-NBA Primeiro Time e All-NBA Primeiro Time de Defesa. Nos Playoffs se machucou novamente, ficando de fora da série contra o SuperSonics, e durante a pós-temporada exigiu ser negociado, reclamando dos tratamentos médicos da franquia, como não foi atendido seu pedido ele ficou de fora da temporada 78/79, assinando com o San Diego Clippers e se tornou agente livre na temporada de 1979. Ele passou mais tempo fora da quadra do que jogando, ele atuou em 14 jogos antes de perder duas temporadas por cirurgias no seu pé direito. Mas deu certo, jogou 14 partidas em 1979-82, 33 em 1982/83 e 55 em 1983/84 e a marca mais alta da carreira, 67 em 1984/85.
Segundo título da NBA, como um Celtic
   Após o final da sua temporada de 19845/85, Lakers e Celtics queriam o astro, e depois de vários jogadores dos Celtics falarem que aceitariam Walton como backup para Robert Parish e Kevin McHale, Red Auerbach fez o negócio. Em troca de Walton os Clippers receberam Cedric Maxwell e uma escolha de primeira rodada, com isso Walton jogou 80 das 82 partidas da temporada, foi campeão da NBA e eleito o Sexto Homem do Ano, tornando-se assim o único jogador a ter vencido MVP da NBA, MVP das Finais e Sexto Homem da liga. Na temporada seguinte sofreu uma lesão e retornou para os Playoffs, na temporada 1987/88 passou o ano fora da liga e em 1990 tentou retornar a jogar mas uma lesão impediu e ele se aposentou.
   Seu legado na NBA e na NCAA lhe renderam a aposentadoria do seu número 32 pelos Blazers e UCLA, eleito um dos 50 melhores jogadores da história da NBA e membro do Hall da Fama. Obteve médias de 13.3 pontos, 10.5 rebotes e 2.2 tocos por jogo, sendo 2 x Campeão da NBA, 1 x MVP das Finais, 1 x MVP da NBA, 2 x All-Star, 1 x All-NBA Primeiro Time, 2 x All-NBA Primeiro Time de Defesa, 1 x Sexto Homem do Ano, 1 x Reboteiro da Liga, 1 x Líder em tocos. Nitidamente ele poderia ter sido ainda mais espetacular, se não fossem as lesões seria com certeza um dos melhores da liga, tem marcas únicas e é uma lenda do basquete, sempre atuando em altíssimo nível, merecia nossa homenagem.

sábado, 14 de novembro de 2015

72-10 em perigo?

72-10 correndo perigo?
   Antes dessa semana começar comecei a pensar em um recorde da liga, pra mim o mais impressionante, poderoso e inquebrável. O Chicago Bulls da temporada de 1995/96, o melhor time de basquete da história assim como dizem os especialistas, que dominaram a NBA de tal maneira que fizeram algo impensável.
   Conseguir 72 vitórias em 82 partidas é um absurdo, os Bulls dominaram a NBA em uma era onde haviam muitas franquias com força, Lakers, Jazz, Spurs, Suns, Knicks, SuperSonics, entre outras, eram recheadas de excelentes jogadores o que tornou o recorde mais incrível. Ainda nesse ano, escrevia um texto sobre Pippen dizendo que os Bulls de 95/96 ganhariam facilmente 75 partidas na liga hoje (http://maisbasquete.blogspot.com.br/2015/05/pippen-tem-razao.html), e eu concordei plenamente e ressalto isso, o Bulls tinha na época o melhor conjunto de técnicos e auxiliares da liga, com Phil Jackson, John Paxon, Tex Winter (o cara do triângulo ofensivo), Jim Cleamons e JimRodgers. Na quadra tinham Ron Harper (PG), Michael Jordan (SG), Scottie Pippen (SF), Dennis Rodman (PF) e Luc Longley (C), no banco Randy Brown (PG), Steve Kerr (PG), Jud Buechler (SF), Toni Kukoc (SF), John Salley (PF), Jack Haley (PF), Jason Caffey (PF), Dickey Simpkins (PF), James Edwards (C) e Bill Wennington. 
Warriors aparecem como o time que pode bater 72-10
   O que mudou, é que agora o Golden State Warriors aparece como uma ameaça a esse recorde, eu não acho que eles possam ganhar mais do que 72 partidas, mas muito se discute sobre isso. O time dos Warriors é uma equipe muito consistente, jogando o fino da bola e com Stephen Curry mitando a cada partida, vindo para dizimar os recordes de aproveitamento e de bolas de três pontos convertidas em uma temporada.
   Com praticamente o mesmo grupo que venceu a liga na temporada passada, começando com 10 vitórias e nenhuma derrota, e jogando em uma era com poucas equipes fortes, as pessoas começam a falar em uma quebra de recorde. Seria algo absurdo se realmente acontecesse, e aparentemente pode acontecer, Curry tem jogado como um monstro e é disparado o favorito a ser o MVP novamente, seu jogo está acima dos demais jogadores da liga, é só vermos ele atuando para constatar isso. E a equipe tem jogado com tanta facilidade, que parece que a todo momento um sabe onde está o outro na quadra, eles jogam fácil e é isso que os torna superiores aos demais, entrosamento, qualidade e inteligência, disparado a equipe mais inteligente da NBA. Sem contar que jogam treinados pelo auxiliar técnico Luke Walton, já que Steve Kerr está fora por problemas de saúde.
   Aqui a parte mais curiosa disso, Kerr era membro da equipe do Bulls que venceu 72 jogos, ele já sabe o caminho para quebrar esse recorde, ou pelo menos parece ter ensinado a trajetória para seus pupilos. Como fã dos Bulls não quero ver esse recorde caindo, mas como amante da NBA fico ansioso para saber se esse Warriors conseguem alcançar aquele Bulls.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Caminhada solitária

Temporada difícil para o Black Mamba

   Ontem mais uma vez Kobe ficou de fora de uma partida pelos Lakers, o atleta de 37 anos ficou de fora do segundo jogo seguido. Na terça-feira não enfrentou o Miami Heat por dores nas costas que o dificultaram de caminhar, e novamente na hoje contra o Orlando Magic.
   Isso é algo que deve acontecer quando se tem 37 anos e mais de 1500 jogos na NBA, jogando sua 20° temporada na liga e voltando de uma lesão séria, Kobe não vai ter vida fácil. Em seis jogos nessa temporada Kobe tem médias de 16.5 pontos, 3.5 rebotes e 2.7 assistências em 29,2 minutos por jogo com 32% de aproveitamento dos arremessos e 20,8% das bolas de três pontos.
   Kobe não tinha médias tão baixas desde suas duas primeiras temporadas na NBA e 2013 quando atuou em apenas seis partidas. O próprio jogador está frustrado com a situação, a algum tempo atrás ele disse: "Eu sou péssimo. Sou 200° melhor jogador da liga". Eu entendo a frustração do cara, depois de Jordan ele é o melhor jogador que já atuou pela NBA e se esse será o seu último ano mesmo, frustrado é o mínimo que pode estar. Não está jogando como sempre, tem ficado de fora por alguns problemas de lesão e ainda tem que jogar em um Lakers muito fraco, que está com apenas uma vitória e sete derrotas.
   Como fã da NBA não queria ver o Kobe parando de jogar assim, espero que ele jogue por mais um tempo ainda, se o corpo dele aguentar é claro, pelo bem do basquete e para que possa ter um final de carreira digno de um multi campeão.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Heróis do passado: David Robinson

Melhor atleta da história do Academia Naval
   Hoje iremos homenagear um membro das Torres Gêmeas que já deixou as quadras, um dos grandes nomes da história da NBA e um dos atletas mais dominantes que o jogo já viu. Estou falando de David Robinson, o Almirante, um dos grandes nomes da história do San Antonio Spurs.
   David Robinson nasceu em Key West, Florida, como seu pai era marinheiro ele mudou-se constantemente com sua família até se estabelecer em Woodbridge, Virginia, onde se destacou em todos os esportes, menos no basquetebol. Em seu último na escola, com 2.01 metros e 79 quilos, não tinha jogado basquetebol organizado ou participado de treinamentos. Quando foi introduzido por seu treinador, ganhou todas as honras do distrito, anotando 1320 pontos, e optou ir para a Academia Naval dos Estados Unidos, onde se formou em matemática.
   Enquanto servia na Marinha, Robinson tornou-se tenente na categoria junior, e ele é amplamente considerado o melhor jogador de basquete da história da Academia Naval. O número 50 foi escolhido em homenagem a seu ídolo, Ralph Sampson. Ele começou a faculdade sem nenhuma perspectiva de jogar na NBA, mas nos seus dois últimos anos, ele foi por consenso um All-American e vencendo dois do mais prestigiados prêmios de basquete, Naismith e Wooden, sendo o primeiro da Academia Naval a conseguir o feito. Em 1986, Robinson levou a Academia Naval ao Final Four, onde perderam para a Universidade de Duke.
Novato do ano em 1989, dois anos depois de ser selecionado
   Sua carreira na NBA começou em 1987, quando foi selecionado pelo San Antonio Spurs como a primeira escolha, no entanto os Spurs tiveram de esperar dois anos para o atleta completar as obrigações militares. Embora especulassem que o jogador pode-se optar não assinar com os Spurs, Robinson o fez na temporada 1989/90, mas a franquia concordou em pagar-lhe a média de salário dos cinco jogadores mais bem pagos, ou liberá-lo de livre arbítrio. Os Spurs passaram o final da década de 80 na foça, tendo em 1988/89 a sua pior marca da história 21-61. Esperava-se que Robinson muda-se a equipe, mas não da forma como foi feita, levando para a maior reviravolta da história, pulando para um recorde de 56-26 uma melhora de 35 jogos. Chegaram até a segunda rodada dos Playoffs e perderam para os Blazers em sete jogos, ao final da temporada por unanimidade Robinson foi eleito o Novato do ano, com médias de 24.3 pontos, 12 rebotes e 3.8 tocos por jogo.
   Pelos próximos 7 anos consecutivos os Spurs chegaram aos Playoffs, e em 1992 o Almirante Robinson fez parte do Dream Team, a equipe mais famosa da história do basquete. Em 1994 estava empatado com Shaquille O'Neal na disputa de cestinha da NBA, quando anotou 71 pontos contra os Clippers, passou George Gervin com seus 63 pontos como recorde da franquia e levou a taça para casa. Na temporada seguinte (1995), foi eleito o MVP da liga com médias de 25 pontos, 12.2 rebotes e 3.3 tocos, em 1996 foi eleito um dos 50 melhores jogadores da história, mas ainda assim não havia vencido um título da NBA. Pra piorar, em 1997 quando machucou as costas na pré-temporada suas chances pareciam acabar, mas ele voltou em dezembro e seis jogos depois quebrou o pé e ficou de fora do restante da temporada. 
2 títulos da NBA
   Mas isso foi ao mesmo tempo a sorte de Robinson, devido sua lesão e a de outros jogadores chaves, os Spurs tiveram o 3° pior recorde da liga e tiveram a primeira escolha, selecionando Tim Duncan, peça chave para os títulos dos Spurs. Na temporada de 1998/99 marcada pelo Lockout, com apenas 50 partidas foi a derradeira para os Spurs que bateram Wolves, Lakers e Blazers com um recorde de 11-1 para chegar as finais. A combinação Robinson-Duncan provou ser mortal, e venceram os Knicks em cinco jogos para se tornar o primeiro time ex-ABA a vencer a NBA. Duncan foi o MVP das finais. Após essa série os atletas foram apelidados de Torres Gêmeas.
   Na temporada de 2002/03 Robinson disse que seria a última, e novamente foi campeão da NBA, anotando 13 pontos e 17 rebotes no jogo 6 da final contra o New Jersey Nets. Robinson deixou as quadras com médias de 21.1 pontos, 10.7 rebotes e 3 tocos por jogo em 987 partidas, é um dos únicos quatro atletas a anotar um quadruplo-duplo na carreira (34 pts, 10 reb, 10 ast e 10 toc contra os Pistons), foi 2 x Campeão da NBA, 1 x MVP da NBA, 10 x All-Star, 4 x All-NBA Primeiro Time, 1 x Jogador de Defesa do Ano, 4 x All-NBA Primeiro Time de Defesa, 1 x Líder de tocos, 1 x Cestinha e 1 x Líder em rebotes, é um dos 50 melhores da história da NBA e tem o seu número 50 aposentado pelos Spurs.
   David Robinson é um dos grandes nomes da história, muito dominante e com uma carreira brilhante que não poderia ser esquecida, fica aqui nossa singela homenagem a um ícone do esporte.
   

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Jogadores da semana: Andre Drummond e James Harden




  O ala do Houston Rockets, James Harden e o pivô do Detroit Pistons, Andre Drummond foram nomeados Jogadores da Semana da NBA de suas respectivas conferências na segunda-feira.
   Depois de um começo de 0-3 para os Rockets, Harden trouxe para si a responsabilidade de melhorar as coisas. Desde as três derrotas consecutivas da equipe por 20 pontos, os Rockets estão 4-0 e Harden está com médias de 38.5 pontos por jogo, liderando a liga no quesito.  Os seus 43 pontos na sexta-feira contra o Sacramento e 46 no sábado contra os seus rivais da conferência no Playoffs passados, os Clippers, ajudou a assegurar as honras da semana para The Beard.
   Enquanto isso, Drummond postou números ridículos levando sua equipe para 2-1 na semana. O pivô que não é 7 footer, anotou três triplos-duplos, sendo que em dois deles com pelo menos 25 pontos e 25 rebotes. O pivô premiado dos Pistons, anotou 25 pontos e 29 rebotes na derrota para o Indiana Pacers, e 29 pontos e 27 rebotes na vitória contra o Portland Trail Blazers. Na semana passada Drummond teve médias de 22 pontos e 24.3 rebotes.
   Os outros candidatos a jogador da semana foram,, Paul Millsap, Lebron James, Reggie Jackson, Stephen Curry, Paul George, Blake Griffin, Evan Fournier, Jahlil Okafor e Damian Lillard.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Harry Giles vai jogar por Duke

Melhor jogador do High School e possível primeira escolha do Draft de 2017

   Para quem curte NCAA, essa notícia é interessante. O melhor jogador do High School, Harry Giles, que rompeu parcialmente seu ligamento cruzado anterior na terça-feira e vai perder a temporada do High School, anunciou no Sports Center seu compromisso com a Universidade de Duke.
   Giles é um consenso em Duke, muitos atrelam ao prospecto cinco estrelas como um potencial primeira escolha do Draft da NBA em 2017. O ala de 2,08m e 104 kg é conhecido por sua capacidade atlética de elite, bom controle de bola e explosão, que o tornam capaz de abrir espaços para arremessar, também é conhecido por ser muito bom nos rebotes. Mas ele também tem coisas para melhorar, como seu arremesso que pode ser estendido para a linha de três pontos.
   No próximo nível, Giles vai ter que adicionar um pouco mais de volume ao seu jogo, continuar desenvolvendo o seu conteúdo de habilidades, de costas para a cesta e melhorar a sua defesa. Ainda assim, alguns já o comparam ao cinco vezes All-Star, Chris Webber. Giles de Winstom-Salem, Carolina do Norte, mas joga por Oak Hill Academy, na Virginia.
Antes de optar por Duke, o jogador já havia sido procurado por Kansas, Wake Forest, Kansas e Kentucky. Abaixo segue um vídeo com lances do jovem atleta:



quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Mitando

Com a partida de ontem juntou-se a Hakeem Olajuwon a uma marca histórica
   
   Andre Drummond está simplesmente mitando na NBA, ontem a noite anotou sua melhor marca na carreira em rebotes, com um total de 29 e consegue o seu segundo jogo consecutivo com médias de 20-20.
Seus 29 rebotes e sua segunda partida 20-20, são números muito expressivos.      Essa foi a sexta vez na carreira que atingiu essa marca, e também a segunda vez na carreira que chega a 25-25 e sua equipe é derrotada. O pivô dominou o garrafão sozinho, pegando 11 rebotes ofensivos e 18 defensivos, seu total ficou apenas 1 rebote abaixo de toda a equipe do Indiana Pacers, além de anotar 25 pontos.
   O que é mais impressionante, que existe apenas mais um cara que fez isso na história, a 30 anos atrás, ninguém mais, ninguém menos que Hakeem Olajuwon. Será que essa temporada Drummond vai dominar o garrafão e ser o líder em rebotes?

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Lebron James e os 25000 pontos

O mais jovem a chegar a 25000 pontos

   Lebron James continua quebrando recordes em sua brilhante carreira de 12 anos. Ontem a noite, a 58 dias de completar 31 anos, o ala tornou-se o jogador mais jovem da história a chegar a 25000 pontos na carreira em partida disputada contra o Philadelphia 76ers.
   Precisando anotar 21 pontos para bater o recorde, Lebron converteu um alley-up de Matthew Dellavedova a quatro minutos do fim do último período, chegando assim a 22 pontos e 25001 na carreira. Ele terminou a noite com 22 pontos, 11 rebotes, 8 assistências, 4 roubos de bola e 2 tocos em 33 minutos na quadra.
   Ele também passou a casa dos 30000 pontos, contanto com os pontos em Playoffs na sua carreira. Lebron, que estreou na NBA com 18 anos, é também o mais jovem jogador a anotar 1000 pontos, 10000 pontos e 20000 pontos, é o mais jovem a vencer o prêmio de Novato do Ano e também em ser o MVP do All-Star Game.
   Com tudo isso que foi dito, Lebron ainda tem chances de bater recordes mais altos da NBA. O quatro vezes MVP ocupa atualmente a 20° posição na história, e encontra-se a 13408 pontos de Kareem Abdul-Jabbar. Com a sua atual média de 27.3 pontos por jogo, Lebron precisa de mais seis temporadas para passar a marca de 38387 de Abdul-Jabbar e ser o primeiro de todos os tempos. Por hora Lebron está em busca da 19° posição, de Jerry West.
   Abaixo um vídeo sobre a jornada de Lebron até os 25000 pontos:

domingo, 1 de novembro de 2015

Heróis do passado: Mel Daniels

3x Campeão da ABA
   Hoje nossa série fará uma homenagem a Mel Daniels, que faleceu na última quinta-feira dia 30 aos 71 anos. O pivô membro do Hall da Fama fez muito sucesso na liga pelo Indiana Pacers, e hoje vamos contar um pouco mais sobre a sua carreira.
   Daniels estudou e jogou em Pershing High School, em Detroit, Michigan, que também produziu Spencer Haywood, Ralph Simpson, Kevin Willis e Steve Smith. Ele jogou na universidade por New Mexico Lobos, onde teve médias de 20 pontos e 11.1 rebotes por jogo e foi nomeado All-American. 
   Ele foi selecionado na nona posição do Draft da NBA de 1967 pelo Cincinnati Royals, e foi selecionado também pelo Minnestoa Muskies da ABA. No momento ele optou por atuar na ABA. Na temporada de 1967/68 foi eleito o novato do ano com médias de 22.2 pontos e 15.6 rebotes, antes de ser negociado para o Indiana Pacers, e em seguida, a ABA fundir-se com a NBA. Daniels foi o ABA MVP em 1969 e 1971, levando o Indiana Pacers a três títulos da ABA
   Participou de 7 All-Star Games, e foi o MVP do All-Star Game de 1971 quando anotou 29 pontos, pegou 13 rebotes e distribuiu 3 assistências. Liderou a ABA em média de rebotes por três temporadas, e é o líder da ABA em rebotes de todos os tempos com 9494 e em média da carreira com 15.1 rebotes por jogo. Durante a sua carreira na pós-temporada, pegou um total de 1608 rebotes o que o coloca como 12° na história do basquete. Ele ainda jogou a temporada de 1976-77 pelo New York Knicks antes de se aposentar.
Homenageado pelos Pacers
   Depois de se aposentar atuou na equipe técnica de seu treinador da faculdade, Bob King, na Indiana State, onde treinou o futuro Hall da Fama, Larry Bird. Juntou-se ao escritório do Indiana Pacers em 1986 e foi Diretor Pessoal dos Jogadores até outubro de 2009. Em 1997 foi eleito para o ABA Time de Todos os Tempos e em 2012 entrou no Hall da Fama. É um dos quatro jogadores a ter sua camiseta aposentada pelo Indiana Pacers, o número 34 está no teto da Bakers Life 
Fieldhouse.
   Abaixo um vídeo sobre a carreira do craque: