terça-feira, 29 de novembro de 2016

Força Chape



   Meu texto hoje não é sobre basquete nem esporte, é sobre algo muito maior. Sobre a vida, e como as coisas não fazem sentido muitas vezes. Nada faz sentido quando se vê um avião cair e muitas vidas serem interrompidas prematuramente. Nada faz sentido quando um clube em ascensão passa por uma tragédia. Nada faz sentido quando pensamos nos familiares que perderam seus entes queridos. Nada faz sentido quando a vida se acaba.
   O esporte é como a vida, sempre existem os altos e baixos, os momentos difíceis, as alegrias, as tristezas. Acordar pela manhã e ver tudo isso que aconteceu me comoveu muito, por vários motivos, por ter vivido em minha cidade algo parecido com a tragédia do Brasil de Pelotas e o acidente do ônibus, naquela noite que não acabou. Por ser amante dos esportes e professor de Educação Física e torcedor, amar isso, viver isso. E principalmente pelos familiares, o mais difícil é sempre pra quem ficou aqui, eles necessitam de todo o apoio possível.
   Todas as ações que estão sendo promovidas, do Palmeiras poder jogar com a camisa da Chape na última rodada, do movimento para que não possam ser rebaixados por três temporadas, do possível empréstimo de atletas sem custeio. Tudo isso é apenas um conforto, uma maneira de amenizar a dor, uma forma de tentar aclamar os corações de todos que se solidarizaram com a tragédia. Sinceramente espero que tudo isso seja feito, apesar de serem apenas medidas simples, representam como o esporte e a vida se parecem, o quanto o apoio é importante. Não importa que time você torce, se gosta ou não de esporte, se acha que jogadores de futebol ganham muito pra correr atrás da bola, nada importa. O importante é que se lembrem dos grandes momentos que cada uma das pessoas dentro do avão passou, sempre os bons momentos, isso que realmente importa, o amor que sempre existiu e sempre vai existir. 
   #ForçaChape deixo aqui minhas palavras de solidariedade com todos e meus sentimentos a todos amigos e familiares, que a força que vocês têm lhes ajude a passar por esse momento difícil. 

Heróis do passado: Rashard Lewis

Começo da carreira
   Para os saudosistas dos anos 90, trago aqui um texto sobre um dos bons nomes do final da década de 90 e dos anos 2000. Um ala de enorme potencial, que teve uma carreira de sucesso mas que poderia ter sido melhor, se não fosse por conta das lesões. Vamos relembrar hoje Rashard Lewis, um dos grandes nomes dos SuperSonics e Orlando Magic.
   Vindo diretamente do ensino médio após dominar o Texas na liga das escolas públicas, postando médias de 28.2 pontos, 12.4 rebotes e 5.4 tocos por partida, médias que lhe renderam o prêmio de USA Mr. Basketball em 98. O ala chegou a NBA no Draft de 1998, depois de negar as bolsas de Florida State, Kansas e Houston, foi a 32° escolha do Draft, escolhido pelo Seatle SuperSonics. Na época em que foi escolhido, era o último atleta a permanecer na "sala verde", onde os 15 melhores prospectos do Draft ficam até sua seleção. 
   Lewis teve uma temporada discreta, com apenas 2.4 pontos, 1.3 rebotes e 0.1 tocos por partida. Ele levou duas temporadas para se adequar a liga, mas depois disso decolou. Juntamente com Ray Alles tornaram os SuperSonics um contender durante os anos 2000. Com os Sonics foi  All-Star em 2004/05, anotou em 2003 contra os Clippers 50 pontos, e de quebra foi o maior cestinha da história da franquia em bolas de três com 918 arremessos convertidos.
Fnais da NBA pela primeira vez
   Depois de nove anos em Seatle com médias de 16.6 pontos e 5.8 rebotes, foi jogar pelo Orlando Magic, assinando um contrato em 2007 por seis anos no valor de 118 milhões de dólares. Em sua primeira temporada foi trocado de posição, deixando de ser ala e jogando como ala/pivô. A mudança foi boa, Lewis rendeu bem, tanto que anotou sua pontuação mais alta da carreira como ala/pivô, fez 53 pontos. Nos Palyoffs conseguiu levar o Magic a segunda rodada, e mesmo sendo o cestinha da equipe e anotando seus recordes pessoais em pontos, rebotes e assistências, o Magic só venceu uma partida contra o Piston.
   Na temporada 2008/09 foi o segundo cestinha da equipe com 17.7 pontos, o que lhe rendeu uma vaga no All-Star game. Essa deve ter sido a melhor temporada de sua carreira, nesse ano ganhou um jogo contra os Cavs no primeiro jogo da série final de conferência, que ele disse ser o arremesso mais importante de sua carreira. Nas finais da NBA sucumbiram ao Los Angeles Lakers em cinco jogos. 
O título da NBA e o fim da carreira
   No começo da temporada 2009/10 foi suspenso por 10 dias sem salário por após testar positivo para uma substância proibida. Em dezembro de 2010 foi trocado para o Washington Wizards em troca por Gilbert Arenas. Pelo Wizards atuou por 60 jogos em duas temporadas, com médias de 9.7 pontos e 4.9 rebotes. Em 2012 foi trocado para o New Orleans Hornets e depois aceitaram um acordo e renunciaram o contrato. Depois disso, assinou por dois anos com o Miami Heat e voltou a jogar com seu ex-companheiro Ray Allen, conquistando seu único título da NBA nessa temporada (2012/13). Em julho de 2014 assinou um contrato com o Dallas Mavericks, mas seu contrato foi revogado apenas 4 dias depois após descobrirem que seu joelho direito precisava de uma cirurgia.
   Rashard Lewis foi um daqueles caras que dava vontade de ver jogar, habilidoso, forte, dominante, com um estilo de jogo interessante. Teve uma boa carreira, e foi mais um daqueles atletas que marcaram uma geração. Deixou a liga com médias de 14.9 pontos e 5.2 rebotes, foi 2 x All-Star e 1 x Campeão da NBA. 



sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Lebron James e seus 1000 jogos

Lebron James e sua carreira absurda

   Beirando os 32 anos a pouco mais de um mês, o ala do Cleveland Cavaliers, Lebron James, já alcançou marcas e elogios suficientes para ser considerado um dos melhores de todos os tempos e não mostra nenhum sinal de desaceleração.
   No jogo de logo mais a noite, Lebron vai entrar em quadra pela milésima vez na Quicken Loans Arena, quando os atuais campeões e anfitriões recebem o Dallas Mavericks. Lebron já é comparado com outros astros da NBA na sua milésima partida, com marcas tão boas ou melhores que muitos deles, como KG, Michael Jordan, Vince Carter.
   Durante suas 14 temporadas na NBA com os Cavaliers e o Heat, as equipes lideradas por Lebron possuem um recorde geral de 671-328 (67,2% de aproveitamento), com Lebron possuindo 194.7 do total de vitórias (uma estimativa do número de vitórias contribuídas por um jogador).
   Os números não contam a história inteira, no entanto, como a lista de realizações de Lebron desde ser a primeira escolha do Draft de 2003 para o time da sua cidade natal, que lhe ajudou a aparecer como uma força imparável do basquete e um talento extraordinário, tornando-se um rosto provável para Springfield no final da carreira.
   Da maneira que têm jogado Lebron deve quebrar mais alguns recordes na liga, provavelmente ganhe mais alguns anéis e o mais impressionante, deva passar Jordan no ranking de pontuação e talvez alcance ainda mais. 

Anthony Davis, o cara que manda em New Orleans


Sobrancelha manda na equipe de acordo com os colegas

   Desde o retorno de Jrue Holiday os Pelicans venceram quatro partidas em sequência, por uma margem de 13.5 pontos. Holiday é um dos motivos, mas o catalisador, obviamente, é Anthony Davis.
   O desempenho de 45 pontos do sobrancelha na quarta-feira contra o Minnesota Timberwolves foi a terça na temporada de 40 pontos ou mais, e AD está com médias de 33 pontos, 9.5 rebotes e quase 3 tocos por jogo durante essa série de vitórias.
   Quando perguntado se esse é o melhor que viu Davis jogar, Holiday concordou que seu companheiro de equipe chegou a essa zona rara.  "Todo mundo poderia dizer isso, meu cara pode pontuar em 10 pessoas". - disse Holiday de acordo com Justin Verrier da ESPN.
   Enquanto Holiday retorna após uma situação médica com sua esposa, Tyreke Evans é o próximo retorno esperado, uma grande adição a equipe, mas ainda assim, os Pelicans só vão longe quando carregados por AD. 
   Davis está carregando os Pelicans no momento. Depois de um tempo sem jogar na temporada, ele está de volta com uma produção ao nível de 2014/15, quando terminou em 12° em eficiência com 30.8. Agora com a liga de folga para o thanksgiving, é o segundo colocado em pontuação na liga.
   "Estou espantado a cada momento pelos arremessos que ele consegue fazer através de marcações duplas e triplas. É um desempenho de MVP". - disse Tim Fraizer, armador. 
   Ainda assim, há um longo caminho a percorrer, e Davis ainda tem que jogar mais do que 68 partidas em uma temporada, algo que não aconteceu nesses seus cinco anos de carreira. Os Pelicans tem um recorde de 6-10, mas contam com Mavericks e Blazers mal, o que da uma esperança de conseguir algo bom esse ano. O que realmente se vê é que AD estava jogando sozinho, mas a volta de Holiday e Evans vai melhorar a equipe e a série de vitórias pode continuar.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Love mitando

Love mitando

   Kevin Love estava pronto para os seus arremessos, ele que é a terceira opção do ataque do Cleveland Cavaliers teve 34 pontos no primeiro período contra o Portland Trail Blazers. Em apenas 12 minutos acertou 11 de 14, sendo oito bolas de três e quatro lances-livre.

   Suas marcas quebraram facilmente os recordes da franquia para pontos  (24) e bolas de três (5) em um período. Com essa pontuação alcançou a segunda maior marca da NBA em pontos em um período. A história pode ser feita hoje em Cleveland.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Vida longa aos pivôs

Embiid ressalta a posição 

   Já fazem quatro anos que a NBA eliminou a posição de pivô da votação para All-Star, optando por três jogadores de frontcourt ao invés de dois alas e um tradicional cinco.
   O novato Joel Embiid, dos Sixers, é um legítimo pivô com aspirações de chegar ao espetáculo de fevereiro algum dia. Ele vê a jovem safra de jovens com pivôs altamente talentosos estabelecendo-se na liga, esperando que algum dia a posição voltar a se destacar durante uma era em que as equipes procuram por um grupo de atletas mais baixos.
   "Você tem KAT (Karl-Anthony Towns), você tem Myles Turner, Kristaps (Porzingis), então, muitos caras jovens, muitos pivôs dominantes, Andre Drummond. Eu espero que eles tragam de volta a posição de pivô para o All-Star. Por toda a liga há um monte de jovens pivôs, eu acho que estamos fazendo um retorno". - disse Embiid após a vitória contra o Heat na segunda-feira, de acordo com Jessica Camerato do CSN Philly.
   No momento em que a posição foi retirada, Stu Jackson, que era o presidente de operações, afirmou que o jogo estava evoluindo e se afastando dos pivôs tradicionais, e isso desempenhou um papel forte para a retirada da posição da votação.  Embiid tem apenas 10 jogos de experiência na NBA, mas parece que vai ser um All-Star nos próximos anos se continuar jogando assim. Ele gera muita mídia com seus tweets e posts engraçados, ao mesmo passo que vem destruindo nas quadras com os Sixers.
   Embiid está com médias de 18.4 pontos, 7.3 rebotes, 2.3 tocos e com 49,2% de aproveitamento, isso tudo em apenas 22,2 minutos por partida. 
Concordo com o Embiid em tudo. Primeiro a alguns anos a liga já não possui um pivô que domine o jogo e consiga carregar uma franquia nas costas. Segundo, acho que a ação de tirar o pivô da votação pela justificativa do papel dele no jogo ter diminuído até válida, porém, analisando os pivôs que jogam hoje na NBA, a posição tem que ser aberta a votação novamente. Embiid, Towns, Porzingis, Turner, são exemplos de pivôs versáteis, que adequaram-se ao jogo, chutam bem de todos lugares da quadra, driblam bem, passam, pegam rebotes e são ágeis demais pro seu tamanho.
   O ponto que quero chegar é, a votação deve voltar a ser por posição como antigamente, e os pivôs novos justificam isso. Me preocuparia muito mais em marca um cara de 2,21 m que chuta de três, pega rebote e dribla do que marcar um cara que chuta muitas bolas de três. Simplesmente porque o cara que chutar bem de três se marcado sobre pressão, vai errar, agora um cara de mais de 2,10 m que tem muitos recursos é um monstro quase imparável. 
   Como amante dos anos 90 e saudosista desse tempo, fico feliz com essa nova geração de pivôs porque, mesmo com novos recursos, vejo um pessoal que pode dominar uma equipe como outrora Shaq, The Drem, Patrick Ewing faziam.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Heróis do passado: Desmond Mason

Um monstro nas enterradas
   Hoje nossa série vai relembrar a carreira de um jogador extremamente atlético, para quem acompanhou a NBA nos anos 2000 com certeza irá lembrar de Desmond Mason. O ala campeão de enterradas em 2001, cravou na cabeça de muita gente na liga e fez a sua história, que com certeza merece ser relembrada.
   Dasmond Mason jogou por quatro anos na Universidade de Oklahoma State, onde teve médias sempre melhores a cada temporada. Começou discretamente com 4.5 pontos e 2.5 rebotes por jogo e chegou ao seu último ano com médias de 18 pontos e 6.6 rebotes. 
   Sua boa campanha universitária lhe rendeu um lugar na NBA. Em 2000 foi selecionado na 17° posição do Draft pelo Seatle SuperSonics. Sua primeira temporada foi de adaptação e com médias discretas de 5.9 pontos e 3.2 rebotes, lhe rendendo uma vaga na no All-Rookie Segundo Time. Ainda assim, todo seu atleticismo e habilidades com jumps e bolas de três lhe tornavam um atleta promissor e que dava vontade de ver jogar.
   No ano seguinte tornou-se o primeiro atleta da franquia a ser campeão do campeonato de enterradas. E em 2003 terminou em segundo lugar, atrás de Jason Richardson em uma das melhores competições da história. No mesmo ano, ele e Gary Payton foram trocados para o Milwaukee Bucks em troca de Ray Allen e Ronald Murray. Nos Bucks viveu seus melhores momentos, antes de ser trocado em 2005 para o New Orleans Hornets junto com uma escolha de primeira rodada e por Jamaal Magloire. Em 2007 assinou novamente com os Bucks, depois de dois anos de inatividade ele que inicialmente ficou zangado com Larry Harris, o gerente geral da franquia por tê-lo negociado, disse estar feliz em voltar aos Bucks.
   Em 2008 foi envolvido em uma troca entre Cavs, Wolves e OKC, indo parar no Thunder onde ficou por apenas um ano. No ano seguinte assinou um contrato com o Sacramento Kings onde jogou apenas 5 partidas, sendo titular em 4, e foi dispensado pela equipe, pondo assim um ponto final em sua carreira.
   Mason pode não ter sido o melhor jogador da história, mas nos tempos de Bucks foi muito bom, uma pena não ter sido All-Star. De qualquer forma o seu estilo de jogo agressivo e suas enterradas na cabeça dos adversários são sua marca, fica aqui nossa homenagem a esse monstro das enterradas. Sua carreira se encerrou com médias de 12.1 pontos e 4.5 rebotes, abaixo um vídeo sobre a carreira do atleta:

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Jabari Parker sobre Trump: "ele atacou tudo que sou e acredito"

Parker se mostra muito contrário a eleição de Trump

   Conte Jabari Parker como mais um entre as dezenas de jogadores e treinadores da NBA que ficaram desapontados com a eleição de Donald Trump. Parker compartilhou seu relato severo de como a presidência de Donald Trump afetaria ele e outras minorias em uma entrevista com o The Sport News. 
   "Estou preocupado com a minha segurança e a de muitas pessoas. Há uma série de ameaças sobre os atletas e cidadãos normais. Já vimos um amento nos crimes de ódio e em apenas uma semana. Sua eleição fez as pessoas sentir como se fosse legal ser abertamente e violentamente racista. Eu recebi ameaças e sei de outros que também receberam. Eu tenho que estar mais cauteloso dos ambientes. Eu realmente me sinto mal pelas pessoas que não têm muitas maneiras de se proteger como eu". 
   Parker tem sido sonoro em seus esforços para afetar uma mudança social positiva, e sua equipe seguiu o exemplo. O Milwaukee Bucks é uma das várias equipes que irão evitar os hotéis de Trump daqui para frente. 
   "Estou orgulhoso de não ficar em hotéis de Trump. Não apoio ninguém que endossa o ódio sobre outras pessoas. Ele conduziu sua campanha em ódio. Ele atacou tudo que eu sou e acredito. Eu fui nomeado por um homem muçulmano. Minha mãe não obteve a sua cidadania até muito tarde na vida. Ela é basicamente uma imigrante porque veio de Tonga, ela foi paga menos porque era uma mulher".
   "Sou negro, e ele disse algumas coisas controversas sobre os negros. Quando se trata de eu não apoiar Donald Trump, é correlacionado com as coisas que ele disse. Tenho um tio gay. Todas as coisas que ele falou em sua campanha são coisas com as quais não posso me associar".
   Pelo jeito a eleição de Trump terá muitos capítulos ainda no esporte americano, na NBA parece que muitas equipes e profissionais não concordam com a sua vitória e são contrário as suas ideias. Pessoalmente eu não gosto da eleição dele, nem por questões políticas mas pela maneira como Trump é como pessoa, suas formas de falar e agir contra as minorias é absurda. Para quem não conhece, tem um filme chamado Road to Glory ou Estrada para a Glória, nele temos um retrato dos anos 60 e do racismo forte no país, e esse pode ser um quadro que voltaremos a viver pelos relatos de Parker. Sinceramente espero que não.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Mentalidade de melhor do mundo

Voando baixo e com muita confiança

   Sendo tão dominante no começo da temporada, fica difícil culpar Jimmy Butler por pensar tanto assim sobre suas habilidades.
   O ala de 2,01 m deixou claro onde acredita estara na elite do basquete, dizendo repetidamente aos seus colegas de equipe que é "o melhor jogador do mundo", de acordo com Vincent Goodwill da CSN Chicago. 
   "Eu não vou dizer exatamente o que eu digo, mas acho que você sabe do que estou falando. Não falo sobre isso em público, mas entre esses caras, eles sabem como me sinto, eles sabem como vou pro jogo e como eu amo, e como amo ser melhor. Me coloco no lugar que quero estar e espero que meu jogo continue a falar por mim".
   Depois de fazer aparições consecutivas no All-Star Game, Butler vem sendo ainda melhor na temporada 2016-17 com médias de 24.5 pontos, 6.1 rebotes, 48,8% de aproveitamento e 44,7% de aproveitamento das bolas de três. As estatísticas avançadas do atleta de 27 anos são ainda mais impressionantes, ocupa o terceiro lugar na liga em vitórias e o quarto no valor em relação a seu substituto (VORP) e ranking ofensivo.
   "Se eu for a todo jogo com a mesma mentalidade, como Dwyane me disse, toda vez que você pisar na quadra, você tem que ter a mentalidade de ser o melhor jogador lá fora. Você tem que estar lá fora para provar isso todas as noites, cada dia nos treinos. É isso que trabalho para ser. Quero ser o primeiro cara no ginásio, o último cara a sair, estudar os vídeos e ter uma mentalidade assassina".
   Butler tem tido a melhor temporada de sua curta carreira, que está sempre em evolução, chegando as suas melhores médias de pontos, rebotes, percentual de arremessos de quadra e de bolas de três. Treinando do jeito que treina e jogando com a mentalidade que aparenta ter, Butler certamente será um dos grandes nomes do Bulls e quem sabe do basquete, tomara que se mantenha sempre focado e saudável. Pode não ser o melhor do mundo no momento, mas a mentalidade pra isso ele já tem.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Favors sofre com lesão

Síndrome de Banda Iliotibial incomoda na temporada

   O ala/pivô do Utah Jazz, Derrick Favors vai perder um jogo e provavelmente mais, depois de uma ressonância magnética ter revelado uma lesão no joelho esquerdo hoje.
   Para o jogo de hoje contra o Chicago Bulls ele foi descartado e será avaliado com o passar dos dias. O joelho de Favors já vinha incomodando a algum tempo, ele começou a temporada lutando contra a Síndrome da Banda Iliotibial, onde o ligamento da pélvis até a tíbia fica tão rígido que começa a raspar no fêmur, causando muita dor e desconforto. Por conta desse problema, o ala/pivô jogou apenas uma partida na pré-temporada e o manteve fora do começo da temporada. Seus minutos são cuidados de perto e ele esteve limitado a apenas 24 minutos por partida.
   Na sexta-feira passada conseguiu jogar por 36 minutos contra o Orlando Magic, mas teve de sair mais cedo dos próximos dois jogos devido à dor. Ele jogou 6 minutos contra o Heat no sábado e 21 minutos contra os Grizzlies na segunda-feira, ficando todo o último período de fora.
   O jogador de 25 anos está com sua mobilidade muito prejudicada, refletindo-se nas suas médias esse ano de 10.5 pontos e 6.6 rebotes, enquanto no ano passado teve médias de 16.4 pontos e 8.1 rebotes. Difícil a situação de um jovem atleta que viveu sua melhor temporada no ano passado e agora luta contra uma lesão complicada, tomara que consiga manter-se saudável, os fãs do Jazz agradecem.

Show de um homem só

Harden considera Russ como um lobo solitário

   James Harden não estranha quando se fala em um lobo-solitário como superestrela carregando uma equipe, e é isso exatamente que ele vê em sua antiga equipe.
   Quando perguntado como o Oklahoma City Thunder é diferente sem o Kevin Durant, Harden disse de acordo com Calvin Watkins da ESPN:
   "É o Russ. É o Russ e é o show de um homem só". 
   E Harden, que passa pela mesma situação com os Rockets não está exagerando com seu comentário. Em três semanas de temporada regular, Westbrook já lidera a liga em taxa de produção de 40,8%, o que faria Kobe sentir-se uma criança que tinha média de 38,7%, ou seja, Russ produz 54,9 pontos por partida entre cestas e assistências. Além disso, com Russ em quadra a equipe anota 26,2 pontos por 100 posses a mais, enquanto tem um ranking negativo de - 20,2 pontos sem ele, seis pontos pior que a média dos Sixers.
   O Thunder teve uma geração muito talentosa junta, com Harden, Russ, Durant e Ibaka. Aos poucos a franquia viu o grupo se desfazer, em 2012 Harden foi para os Rockets, em 2016 Durant juntou-se ao Golden State Warriors e Ibaka foi parar no Orlando Magic. Infelizmente, já vimos que nos últimos anos equipes carregadas por apenas um atleta, por mais incrível que seja (Cavaliers de 2007 por exemplo) não resiste a equipes onde a responsabilidade de ganhar o jogo é mais bem distribuída. Para o Thunder esse ano chegar aos Playoffs já será uma grande conquista.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Heróis do passado: World B. Free

Começo de carreira na Philadelphia
   Nossa série hoje vai contar a história de um grande ala da NBA, um atleta que conseguiu fazer parte de um seleto grupo de atletas a conseguir 300 ou mais pontos nos primeiros 9 jogos da temporada. Free rodou por várias franquias durante a carreira, mas manteve médias boas em todas elas, pra quem, assim como eu, não conhecia a carreira do astro, venha dar uma conferida.
   Seu apelido World ganhou nos tempos em que morava no Brooklyn, por conta de seu salto de 1,12 m e enterradas 360 graus, sendo conhecido por tentar arremessos difíceis e forma extravagante de jogar.
   Nascido em Atlanta, Free jogou basquete na Canarsie High School em New York, antes de jogar por Guilford College na Carolina do Norte. Como novato ele liderou a sua equipe ao título nacional da NAIA e foi o MVP do torneio, com médias de 21.1 pontos e 5.8 rebotes. Nos seus três de basquete universitário teve médias de 23.6 pontos e 6.5 rebotes com quase 50% de aproveitamento nos arremessos.
   Com uma boa carreira universitária mas em uma divisão não tão expressiva, sua chegada a NBA foi em 1975 na 23° posição da  segunda rodada do Draft selecionado pelo Sixers. Sua temporada de estreia foi discreta, com médias de 8.3 pontos, 1.8 rebotes e 1.5 assistências por partida em 15.8 minutos jogados. Depois dessa temporada somente evolução em seus minutos e estatísticas, aumentando assim o seu papel na equipe da Philadelphia.
Clippers, melhor temporada da carreira
   Depois de três temporadas nos Sixers, foi jogar no San Diego Clippers, onde viveu os melhores momentos de sua carreira. Em 1979/80 foi um All-Star, sendo essa a temporada em que anotou mais de 300 pontos nos 9 primeiro jogos da temporada. Free teve médias de 30.2 pontos, 4.2 assistências e 3.5 rebotes em 68 jogos. Depois de dois anos com os Clippers foi jogar no Golden State Warriors por três temporadas com boas médias, de 23.4 pontos, 5.4 assistências e 2.8 rebotes, na sequência jogou mais quatro temporadas nos Cavaliers com 23 pontos, 3.9 assistências e 2.9 rebotes de média. Voltou para jogar um ano na Philadelphia e encerrou a sua carreira no Houston Rockets.
   Durante a temporada de 1984/85, quando jogo nos Cavs, tornou-se o 39° atleta a alcançar os 15000 pontos na carreira. Na temporada de 1987/88 jogou basquete na USBL pelo Miami Tropics, após ser dispensado pelos Sixers, sendo eleito o Homem do Ano da USBL e levando o Miami ao título. Ele tinha um estilo de jogo arrojado, adorava ficar mano a mano com um defensor, girar em torno dele ou fazer um jump. Com certeza sua melhor arma foi o seu arremesso, suave, com um arco alto e quando sobre pressão mudava para um arremesso quase reto. 
Boa passagem nos Warriors
   Mesmo rodando por tantas equipes, conseguiu manter uma boa média na carreira, com 20.3 pontos, 3.7 assistências e 2.7 rebotes, com uma fenomenal temporada de 1979/80, deixando seu nome na história. E 2005 foi homenageado como uma lenda do Cleveland Cavaliers. Foi 1 x All-Star e 1 x All-NBA Segundo Time, provavelmente por jogar em uma era repleta de estrelas não conseguiu ser ainda melhor.














   
   

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Paul George lesiona mão e preocupa

Lesão ainda sendo avaliada

   Agora a pouco, Paul George deixou o jogo contra o Philadelphia 76ers após uma torção polegar esquerdo e é questionável para voltar segundo a equipe.
   PG saiu de quadra segurando a mão esquerda no primeiro período, embora não tenha ficado clara a maneira que se machucou. Nos oito minutos em que jogou anotou 4 pontos, 2 rebotes e 2 assistências em oito minutos de partida antes de deixar a quadra.
   George entrou em quadra com médias de 21.4 pontos, 6.4 rebotes e 3.1 assistências e ajudando a equipe a ter um recorde de 4-4. Os fãs dos Pacers devem ficar com o coração na mão toda vez que situações assim acontecem, na última vez em que saiu de quadra ficou fora de uma temporada inteira por uma fratura horrível na perna direita. 
   Vamos ficar atentos a mais informações!

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Jalen Rose alfineta Donald Trump

Jalen Rose alfineta Donald Trump

   Hoje foi dia da tradicional visita a Casa Branca, o Claveland Cavaliers visitou o ainda presidente Barack Obama, mas o analista da NBA, Jalen Rose, acha que esse tipo de visita deverá ter um número reduzido de pessoas durante o mandato de Donald Trump.
   "Embora a política pessoal em geral possa ser um tema divisor. E para Donald Trump, durante sua candidatura, ele se tornou um candidato polarizado, que incluiu ao longo do caminho, insultos a um monte de gente. Então essas mesmas pessoas hoje como cidadãos americanos têm que digerir que ele vai ser o próximo presidente dos Estados Unidos. Como isso vai afetar os esportes?" - disse Rose, via Sports Illustrated.
   "Ao contrário de Tom Brady, quando sua equipe venceu o campeonato e ele escolheu não ir a Casa Branca, dizendo que era um conflito de agendamento quando Barack Obama estava no escritório. O que vamos ver em esportes profissionais (NBA e NFL), marque minhas palavras, haverá jogadores que recusarão a oportunidade de visitar a Casa Branca sob sua presidência."
   O campeão da Stanley Cup, Pittsburgh Penguins e o campeão do Super Bowl, Denver Broncos aceitaram convites para visitar a Casa Branca. O Chicago Cubs, que acabou de vencer a World Series no início deste mês, não anunciaram planos para fazer a viagem, embora o presidente Obama tenha tuitado um convite.
   A recusa para uma reunião na Casa Branca não seria um fato inédito. Vários atletas e gerentes se recusaram a visita com presidentes anteriores, independente de terem citado ou não diferenças políticas ou "conflitos programados". Em 2011 o diretor do St. Louis Cardinals e Albert Pujols slugger da equipe, não foram a visita por participarem do Tea Party. 
   Provavelmente por todos os ataques que fez durante a sua candidatura, muitos atletas devem ter sentido-se ofendidos e não devem ir a Casa Branca. Não me admiraria se não houvesse ninguém lá para ver o presidente Trump.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

A NBA e suas multas

John Wall foi alvo de multa da liga

   A frustração tomou conta de John Wall na noite de segunda-feira, e em resposta a NBA lhe deu uma considerável aliviada em sua carteira hoje. O armador do Washington Wizards foi multado em 25 mil dólares por uma "interação inadequada" com o árbitro Marc Davis.
   Wall foi expulso nos últimos segundos da derrota de sua equipe para o Houston Rockets na noite de segunda-feira, após receber sua segunda falta técnica. Davis disse que ele emitiu a segunda falta técnica, porque Wall tinha batido nele, então respondeu uma advertência com linguagem vulgar.
   Depois do jogo o árbitro explicou: "Ele já havia recebido sua primeira falta técnica. Depois de conceder um tempo à equipe, eu senti que havia contado e ele bateu em mim.  Eu não estava certo de sua intenção. Eu disse para prestar atenção em si mesmo. Ele olhou por cima do ombro e usou vulgaridade e linguagem inadequada, e foi ejetado como uma segunda falta técnica".
   O que contribuiu para sua multa foi, além da interação com Davis, sua atitude em não deixar a quadra em tempo hábil após sua ejeção.
   Mas convenhamos, a falta foi estúpida demais, abaixo deixo o vídeo para verem, mas o contato com o árbitro é mínimo e não seria motivo para ejeção.


   A NBA anda com umas manias incríveis, primeiro Paul George foi multado por chutar a bola, agora Wall por encostar no árbitro, daqui a pouco se olhar torto tomam técnica. Nos esportes americanos eles estão fazendo coisas absurdas, na NFL por exemplo algumas comemorações são proibidas, gritar para o adversário é proibido, na NBA temos coisas do tipo. Daqui a pouco vão ter que pedir desculpa por dar um toco e dar uma provocadinha no adversário, por isso sinto falta dos anos 90, do trash talking, dos jogos mais físicos, tempos de ouro aqueles!

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Inspirado em Kevin Garnett

Com muita moral, sendo elogiado por KG

   Isaiah Thomas está tentando modelar seu jogo baseado em um Hall da Fama e não é quem você imaginaria.
   Depois de receber elogios do novo apresentador da TNT, Kevin Garnett, na semana passada, o armador do Boston Celtics disse que gostaria de abordar o jogo com a mesma paixão e energia que Garnett fez.
   "Eu sou o Kevin Garnett com 1,75 m. Esse é quem eu quero ser". - disse Thomas a Chris Forsberg da ESPN. "Significa muito. Para um cara que conviveu comigo, que eu sabia que não pareceria nada (tamanho), mas apenas a maneira como ele se preparava, a maneira como nunca recuou para ninguém, e como ele estava tão focado. Foi incrível ver isso de perto, para ele falar isso de mim".
   "Mesmo os caras por aqui, como o nosso treinador de força (Bryan) Doo, ele sempre diz: ' você teria amado KG e ele teria te amado. Ele não gosta de muitos caras, mas ele teria te amado'. E eu teria gostado de jogar com um cara como ele".
   Garnett aplaudiu Thomas como parte de seu novo segmento na NBA on TNT na semana passada, dizendo que ele joga o jogo com tanto coração. Thomas tem tido um bom começo na temporada, principalmente no ataque com médias de 26.2 pontos e 6.8 assistências em 49,5% de aproveitamento.
   Para Thomas um elogio dessa magnitude de KG é uma honra, certamente o ex número 5 de Boston foi um dos atletas mais raçudos que a NBA já viu jogar. Garnett sempre deu o seu melhor em quadra, mesmo como veterano, e vejo Thomas fazendo o mesmo, ainda que mais baixo, mas com a mesma vontade.  

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Heróis do passado: Ray Allen

Lenda de Uconn
   Hoje nossa série vai relembrar a brilhante carreira de Ray Allen, o ala que anunciou aposentadoria na semana passada e vai deixar muitas saudades no coração dos fãs da NBA. Aos fãs do Boston Celtics e do Miami Heat, equipes onde Ray-Ray foi campeão, fiquem de olho, para quem ama o esporte vale a lembrança desse ícone do esporte.
   Filho de militar, Ray Allen cresceu mudando-se de endereço diversas vezes, nasceu em uma base aérea, morou na Inglaterra, Oklahoma, numa base aérea na Califórnia e na Alemanha. Estudou no ensino médio na Carolina do Sul, em Dalzell, onde liderou Hillcrest High School ao campeonato estadual. 
   Na uniersidade jogou pela Universidade de Connecticut de 1993 a 1996, recrutado por Karl Hobbs. Sua trajetória universitária foi brilhante, em 1995 foi eleito Atleta do Ano, foi All-American e ganhou o prêmio de melhor jogador do ano da conferência Big-East. Suas médias foram de 19 pontos, 6 rebotes e 2.4 assistência por partida, em 28.6 minutos jogados, o suficiente para torná-lo o terceiro maior cestinha da história de UConn com 1922 pontos e colocando o recorde de 115 bolas de três em uma única temporada, 115 em 1995/96. Em 2007 o seu número foi aposentado por UConn.
Chegou por troca aos Bucks e fez históra
   Com uma boa carreira universitária a NBA era uma certeza, em 1996 Ray Allen foi selecionado na quinta posição pelo Minnesota Timberwolves, sendo imediatamente trocado junto com Andrew Lang para o Milwaukee Bucks por Stephon Marbury, quarta escolha. Sua primeira temporada já foi como titular, sendo eleito para o Segundo Time dos Novatos, com médias de 13.4 pontos, 4 rebotes e 2.6 assistências. Duas temporadas depois de sua chegada o Bucks retornou aos Playoffs, sendo varrido na primeira rodada. A sua melhor temporada aconteceu em 2000/01, quando teve médias de 22 pontos, 4.6 assistências e 5.2 rebotes, foi campeão do torneio de três pontos, All-Star, eleito para o All-NBA Terceiro Time, formou um big three com Sam Cassel e Glenn Robinson nos Bucks e liderou-os as finais de conferência contra o Sixers de Allen Iverson que venceu no sétimo jogo. 
Brilhou nos Sonics
   No meio da temporada 2002/03 foi trocado para o Seatle SuperSonics juntamente com dois outros jogadores e uma escolha do Draft por Gary Payton e Desmond Mason. Depois de uma lesão na temporada 2003/04, ele foi nomeado All-NBA Segundo Time, e ao lado de seu companheiro Rashard Lewis liderou os Sonics as semifinais de conferência em 2005. Após a temporada 2004/05 assinou um contrato de 5 anos e 80 milhões com os Sonics, e no ano seguinte teve a melhor temporada da carreira com 26.4 pontos, 4.5 rebotes e 4.1 assistências. Com os Sonics viveu grandes momentos de sua carreira, anotou 15000 pontos, tornou-se o segundo maior cestinha de três da história, quebrou o recorde das bolas de três em um jogo, anotou a sua marca mais alta na carreira de 54 pontos, segunda maior pontuação da história dos Sonics. Logo depois passou por uma cirurgia nos dois tornozelos e perdeu o restante da temporada 2006/07.
Celtics e o primeiro anel
   Em junho de 2007 Allen foi trocado juntamente com Glen Davis, a 35° esclha do Draft, por Delonte West, Wally Szczerbiak e Jeff Green, 5° escolha do Draft. Depois de Allen chegar, os Celtics trouxeram Garnett dos Wolves e formaram um big three vencedor com Paul Pierce. Em 2008 foi ao All-Star Game substituindo Caron Butler que se machucará, e para muitos analistas, inclusive da TNT que narrava o jogo deveria ter sido o MVP, já que anotou 14 dos seus 28 pontos em 2 minutos e meio, no último período para selar a vitória do Leste.
   O Milwaukee Bucks o homenageou em 2008 como um dos 20 melhores atletas da história da franquia. Com os Celtics terminou a temporada com o melhor recorde da liga, mas a pós-temporada foi complicada, vencendo as duas primeiras rodadas por 4 a 3, as finais de conferência por 4 a 2 e as finais da NBA por 4 a 3 contra o Lakers. Os Celtics conseguiram ganhar um jogo após estarem perdendo pela maior diferença na história de uma final, 24 pontos, assumindo a liderança com uma bandeja de Allen a 16 segundos do fim. Nesse jogo Allen anotou 19 pontos e 9 rebotes jogando todos os 48 minutos de partida. No jogo 7 das finais igualou o recorde das finais em bolas de três com sete, conquistando seu primeiro anel da NBA.
   Em 2009 quebrou o recorde dos Celtics em lances-livres consecutivos feitos, 72, o recorde anterior era de Larry Bird. Em 2010, nas finais da NBA quebrou o recorde de bolas de três feitas (8), quebrou o recorde de MJ com 6 bolas de três na metade do jogo (7) e tornou-se o primeiro jogador da história com dois jogos de sete bolas de três nas finais. Em 2010 ele aceitou uma renovação de dois anos com os Celtics por 20 milhões, em 2011 contra o Lakers tornou-se o maior cestinha da história em bolas de três.
Heat e o segundo anel sendo decisivo
   Depois dos Celtics veio o Heat, sua última equipe, em 2012 assinou por três temporadas, onde voltou a ser o número 34 e ainda quebrou outro recorde, tornou-se o cestinha de bolas de três dos Playoffs com 322 cestas. Na temporada 2012/13 foi decisivo no título do Heat, fez uma bola de três a 5.2 segundos do final para levar o jogo a prorrogação que seria vencida pelo Heat., forçando o jogo 7 onde seriam campeões.
   Após a temporada de 2014 tornou-se agente livre, e ficou duas temporadas de fora. Em julho desse ano procurou Celtics e Bucks, mas depois de muita especulação decidiu se aposentar no último dia 1°.
   Allen deixa a carreira como 10 x All-Star, 2 x Campeão da NBA, 1 x All-NBA Segundo Time, 1 x All-NBA Terceiro Time, Líder da NBA de todos os tempos em bolas de três. Com tanto sucesso sua despedida é muita dolorosa, ainda mais pelo fato de ser membro da famosa classe do Draft de 1996, uma das melhores da história e Ray realmente foi um dos melhores.

sábado, 5 de novembro de 2016

Uma dupla complicada

Dupla quase funcionou

   James Harden e Dwight Howard tiveram seus momentos de sucesso juntos no Houston Rockets, mas a parceria terminou sem "nem um pouco" de amargor, enquanto os Rockets implodiram na temporada passada.
   Ao longo de sua campanha desanimadora, rumores surgiam a todo momento sobre o relacionamento conturbado da dupla. Houve relatos de Howard estar infeliz em Houston, de que ele e Harden estavam "cordialmente mal" em termos, os Rockets supostamente procuravam uma troca de forma efusiva para Howard, e Harden pressionando para Howard ser negociado, e ambas os atletas manobrando para serem negociados duas temporadas depois.
   Howard agora está em Atlanta, amanhã a noite o seu Hawks enfrenta o Rockets de Harden em Houston. Mas para ele, o reencontro com Harden não será gelado como o que vimos ontem entre Durant e Westbrook. "Sim estamos bem" - disse Howard hoje, segundo Calvin Watkins da ESPN.
   Quanto aos constantes comentários dizendo o contrário, Harden disse que simplesmente bloqueou tudo: "Eu sei o que realmente é verdade, não existe problema, nunca tivemos uma discussão acalorada, simplesmente não deu certo".
   Mas certamente não foi de todo mal. Em três temporadas juntos, Harden e Howard levaram os Rockets a trÊs Playoffs, duas vezes com mais de 54 vitórias e uma vez nas finais da Conferência Oeste. Ainda assim, dadas as habilidades individuais das duas estrelas e o quão bem eles pareciam combinados no papel, é difícil não sentir que deixaram muito a desejar.
   Harden desejava ter uma resposta do porque ambos não funcionaram juntos, mas sua resposta foi: "Confie em mim, se soubéssemos, teria dado tudo certo".
É bem verdade que se esperava mais da dupla, e muito se comentou sobre os problemas de relacionamento dos dois, e que podem ter afetado a parceria.    Ambos desmentem, mas sinceramente, por parte do Howard, acho que devam ter existindo algumas tretas. O pivô teve problemas no Lakers, na sua saída do Maigc, e tem um temperamento complicado, acho que ele sim possa ter sido o motivo dos Rockets não terem ido mais longe. Vamos esperar e ver esse reencontro caloroso amanhã, mas duvido muito que vá haver troca de carinho.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

As maiores suspensões da história da NBA

   
Suspensões pesadas
   Algumas vezes os jogadores se excedem em suas ações, dentro ou fora das quadras, e em algumas ocasiões essas ações são punidas. Abaixo trago uma lista com as 10 maiores suspensões já aplicadas pela a NBA.
   10 - Dennis Rodman: o emblemático ala-pivô do Chicago Bulls, famoso por sua raça na quadra, qualidade nos rebotes e claro temperamento explosivo, teve 11 jogos como punição em 1997 quando chutou uma cameraman após cair sobre o cara durante a disputa de um rebote. Essa suspensão foi maior que a que havia sofrido um ano antes por dar uma cabeçada em um árbitro, ele havia sido suspenso por 6 dias.
   9 - Carmelo Anthony: o ala que atua hoje no New York Knicks foi suspenso exatamente em um jogo contra sua atual equipe. Em 2005, quando ainda jogava pelo Denver Nuggets, Melo foi suspenso por 15 dias após dar um soco em Mardy Collins, jogador do Knicks, durante uma briga entre as equipes. A maior suspensão foi de melo, mas outros 9 atletas também foram punidos, incluindo Nate Robinson e J.R. Smith.
   8 - Jermaine O'Neal: originalmente a suspensão tinha sido de 25 jogos, mas foi reduzida para 15, ele estava envolvido na maior briga da história entre torcedores e atletas, no jogo em Detroit Pistons e Indiana Pacers em 2004.
   7 - Hedo Turkoglu: o ala do Magic foi suspenso por 20 jogos depois de testar positivo para Methenolone, um esteroide anabolizante.
   6 - Kermit Washigton: o atleta foi suspenso por 26 jogos em 1977, quando ainda jogava no Los Angeles Lakers agrediu Rudy Tomjanovich no rosto, um nocaute perfeito.
   5 - Stephen Jackson: estava envolvido na briga entre Indiana Pacers e Detroit Pistons em 2004, ele foi suspenso por subir nas arquibancadas e agredir um torcedor depois que Ron Artest foi atingido por um copo de cerveja. A ação lhe rendeu um gancho de 30 jogos.
   4 - Gilbert Arenas: o armador do Washington Wizards foi suspenso por 50 jogos por ter uma arma guardada em seu armário, e por tê-la apontada para seu companheiro de equipe Javaris Crittenton. O fato aconteceu na temporada 2009/10 quando Arenas já tinha sido suspenso por portar uma arma sem licença.
   3 - Latrell Sprewell: a história mais marcante da carreira de Sprewell, durante um treinamento da equipe, o atleta sufocou, ameaçou e bateu no treinador P.J. Carlesimo. A suspensão originalmente era de 82 jogos, mas foi reduzida após recurso para 68.
   2 - Ron Artest: antes de ser o Metta World Peace, Artest era conhecido por brigar com torcedores. A confusão em Detroit lhe custou uma suspensão de 86 jogos, sendo 73 de temporada regular e 13 de Playoffs.
   1 - O. J. Mayo: o novo Lebron James como foi chamado no começo da carreira, o atleta foi suspenso da NBA por dois anos por violar o programa anti-drogas da liga. A NBA não disse exatamente o que causou a suspensão do atleta, mas os dois anos significam que não foi apenas um esteroide.