quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Confronto épico


Duelo de gigantes, melhor para KD
   Ontem a noite em um grande jogo, podemos ver quem realmente vem com força para ser o MVP na temporada. Em um confronto de gigantes, Kevin Durant levou a melhor e levou sua equipe a vitória contra o Heat em Miami.
   O jogo foi épico, primeiro pelo fato do líder do oeste e do vice-líder do leste se encontrarem, reviver uma final de NBA e ser o assunto do momento as atuações de seus astros (mais especificamente KD). Segundo, o jogo pode ter sacramentado quem merece ser o MVP esse ano, pra mim é o Durant sem dúvidas, ainda mais com os lances contra o Lebron, com cestas na cara e dribles impressionantes. Além disso, KD segue sua sequência de jogos com 30 pontos ou mais, atrás apenas de Kobe e McGrady, e do jeito que vem jogando fácil, não é de se duvidar que supere os 17 jogos de Kobe.
   Mas vamos falar do jogo, o começo foi frenético para o Heat que já de cara abriu 18 a 2 em 5 minutos jogados. A partir daí, o que se viu foi um duelo entre os astros da liga e uma vontade tremenda do Thunder de voltar ao jogo, apertando a marcação e usando muito bem o banco, o que mudou o andamento da partida. Os reservas de OKC entraram e marcaram demais, além de estarem calibrados no ataque e jogando com muita inteligência, chegando a anotar 23 pontos contra apenas 1 dos reservas de Miami. Isso fez diferença e o primeiro tempo terminou com a virada do Thunder, 55 a 50.
   O destemperamento do Heat foi percebido, em um momento em que acabavam de tomar a virada, em um pedido de tempo, Chalmers emburrou Jackson e o técnico Scott Brooks foi reclamar com os árbitros, nesse momento Lebron começou a discutir com ele. Sempre que um jogo está complicado ou desfavorável, o atletas do Heat de modo geral, se perdem e ficam irritados facilmente, como nesse episódio. Nada aconteceu, nem falta, nem briga e nem punição. Voltando a partida, logo no começo do terceiro período, o thunder conseguiu uma sequência de 3 bolas de três e abriu uma boa vantagem, a qual chegou a 25 pontos no último período. 
Passando o bastão o MVP Lebron e o futuro MVP KD
   Pelo Thunder o destaque, obviamente, foi Durant, com 33 pontos, 7 rebotes e 5 assistências, mas além dele deve-se ressaltar Ibaka com uma excelente performance ofensiva de 22 pontos e 8 rebotes, lamb que veio do banco e anotou 18 pontos e 5 assistências, e o veterano Derek Fisher com 15 pontos, acertando 5/5 dos três pontos. Os destaques do Heat foram o seu trio, que combinado anotou 67 pontos, sendo que Lebron anotou 34,  Bosh 18 e mais 9 rebotes e Wade 15 pontos. Outra coisa que sempre é perceptível nos jogos do Heat é a torcida, mas não de forma positiva, no terceiro período quando estavam bem atrás no placar algumas pessoas deixavam o estádio e a 4 minutos do final o estádio estava praticamente vazio, algo que é inimaginável em algumas arenas.
   O jogo de ontem mostrou duas coisas, a primeira que Durant merece muito o MVP nessa temporada e provou isso acabando com Lebron ontem, e segundo, o Miami Heat provavelmente não irá chegar ao three-peat, pois contra adversários prováveis ao título tem sofrido derrotas. Vamos acompanhar a liga e ver se minhas previsões se concretizam.


terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Um esporte completo

Homenagem feita por um site a Kevin Garnett e Paul Pierce

   Mais uma vez o basquete mostrou porque é especial e sensacional, na partida entre Nets e Celtics, a gratidão e a paixão falam mais alto que a troca de seus astros para outras franquias.
   Imaginem que em uma partida seus dois ídolos, do último campeonato de sua equipe fossem transferidos e voltassem a jogar contra seu time em casa. Qual seria a sua reação? Lógico, chamar de mercenário, traidor, xingar e vaiar até ficar rouco. Porém isso não aconteceu, no jogo entre Nets e Celtics, Paul Pierce (que jogou 15 temporadas pelos Celtics) e Kevin Garnett (que foi campeão da NBA com a franquia) foram homenageados e ovacionados pela torcida que acompanhava a partida.
   Não foi a primeira vez que algo assim aconteceu. Há alguns anos atrás quando Kevin Garnett se transferiu dos Timberwolves para os Celtics, no jogo em que retornou ao seu antigo ginásio, KG foi ovacionado e saudado por sua franquia. Lógico que vão falar da história do Lebron, dos torcedores indignados com a sua saída e com sua transferência para o Heat. Mas as circunstâncias eram outras e realmente saiu com uma imagem péssima perante os fãs dos Cavs.
   O que importa aqui é exaltar o amor pelo esporte e pelo seu ídolo, independente de qual time ele vier a defender. No futebol por exemplo isso não acontece, lembro-me da saída de Figo do Barcelona para o Real Madrid, e em um jogo no Camp Nou ele foi impedido de bater um escanteio devido a quantidade de garrafas e objetos atirados em sua direção. Eu sou amante dos esportes em geral, mas o basquete e o futebol acompanho mais de perto, e acredito que o basquete é mais "inteligente", é mais fácil aceitar que seu ídolo foi embora e que foi melhor pra ele, do que no futebol onde se pensa muito mais no ponto de vista do dinheiro.
   Independente do que se pensa, o basquete é incrível por esse tipo de coisa, os atletas vão e vem de franquias e continuam como ídolos (na maioria das vezes), sempre reconhecidos e exaltados por isso. Fica aqui a mensagem que poderia servir para outros esportes: "ame e reconheça seus ídolos independente do time que ele jogue".

domingo, 26 de janeiro de 2014

Batendo recordes

62 pontos e novos recordes para Melo
   Nessa última semana a NBA nos provou que é verdade seu slogan: "Where amazing happens" (onde o incrivel acontece), com duas atuações impressionantes de Terrence Ross e Carmelo Anthony, enquanto o primeiro igualou o recorde da franquia, o segundo conseguiu criar o novo recorde da franquia e do Madson Square Garden.
   Primeiro na sexta-feira dia 24, Carmelo Anthony teve uma atuação monstruosa e conseguiu ultrapassar o recorde de pontos de sua franquia que pertencia a Bernard King que, no natal de 1984 havia anotado 60 pontos. Além disso, Melo passou Kobe como o maior pontuador em uma partida no Madison Square Garden, Kobe em 2007 anotou 61 pontos. Na partida de sexta-feira Melo conseguiu um aproveitamento de 65,7 % dos arremessos (23/35), acertou 6/11 de três e ainda obteve 100% de aproveitamento dos lances livres (10/10). Para um atleta que na outra semana teve um aproveitamento de 4/28 em uma partida, melo calou a boca de muita gente, inclusive eu, que conversava com um amigo essa semana e falava sobre sua instabilidade nas partidas. O jogo em si foi sensacional, somente Melo jogou pelos Knicks, os demais colegas não atuaram como normalmente e após a partida Anthony disse que, espera que a sua atuação e a vitória dispertem os Knicks para uma boa sequência de vitórias.
51 pontos, igualando um astro e entrando para história
   Outro atleta que vem comprovar o slogan da NBA é T-Ross, o jovem segundo anista igualou o recorde da franquia, que pertencia a ninguém mais, ninguém menos que o Air-Canada, Vince Carter. Na partida disputada ontem a noite, na Air Canada Centre, o jovem ala anotou 51 pontos, convertendo 16/29 (55%) dos arremessos de quadra e 10/17 (59%) de três pontos, além de 9 rebotes e duas enterradas monstruosas. Longe de ser uma super estrela como Carter, o garoto igualou o astro tornou-se o primeiro atleta da história a ter médias de menos de 10 pontos a conseguir 50 pontos ou mais em uma partida. 
   Agora, vamos combinar, isso não é incrível? 

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Rumores e mais rumores

Um dos melhores armadores da liga e centro de muitos rumores
   No começo da semana um rumor de trocas envolvendo Celtics, Rockets, Suns e Timberwolves surgiu na liga, até que ponto isso é verdade não se sabe, mas foi noticiado por comentaristas de Boston que afirmaram que a proposta existiu.
   A troca envolveria Rondo, que segundo alguns jornalistas de Boston, disse que não quer ser o craque de uma franquia em renovação, além de o mesmo ser uma moeda forte de troca para os Celtics. No caso, Rondo iria para os Rockets, que enviariam Jeremy Lin, Omer Asik e uma escolha de primeira rodada do próximo draft. Se formos analisar, a proposta do Houston é boa para os Celtics que buscam renovação e é melhor ainda para si.
   Os Celtics receberiam um bom armador (Lyn, Lynsanit com 13.5 pontos e 4.5 assistências) e um bom pivô (Asik, que está sem espaço e tempo de jogo, com médias de 18 mintuos, 4 pontos e 6.8 rebotes), e são exatamente duas peças importantes para uma boa equipe, ainda mais os Celtics que querem remontar uma franquia vencedora. Além disso, os Celtics conseguiriam mais uma escolha de primeira rodada, e se forem coesos o suficiente, conseguirão formar uma equipe de calouros fenomenais e que podem reerguer o clube.
Troca poderia ser boa para ambas as partes
   Para os Rockets a troca, se formalizada, será um passo para se aproximar do título ou pelo menos brigar com mais qualidade por ele. A aquisição de Rondo formaria um "big three" potente, com Howard um dos melhores, e considerado por muitos o melhor pivô da liga, Harden que é considerado por Durant o melhor em sua posição e Rondo que é um dos cinco melhores armadores da liga. Sendo assim uma potência ainda maior, com chances de brigar por um título.
   Mas outras franquias querem fazer negócio, uma delas é o Phoenix Suns que estaria interessada em um armador, já que Bledsoe com uma lesão no joelho é desfalque e por tempo indeterminado. Obviamente que a troca para Phoenix é a menos provável. Em contrapartida, o Minnesota Timberwolves ofereceu Rubio e mais algumas escolhas do draft para ter Rondo, muito em função de Kevin Love, vir em grande fase e ter dito que já é hora de vencerem alguma coisa, a diretoria quer o armador dos Celtics para ser a dupla que carregará os Wolves.
   Até hoje, nenhuma dessas propostas foi efetivada, existem sim todos os rumores apontados, porém nada se confirmou. Acredito que os Rockets são quem tem mais chances, visto que para os Celtics seria a oportunidade de agregar dois bons jogadores e ainda ter mais uma escolha de primeira rodada. Vamos esperar e ver quem leva o armador.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Jogo feio todos os dias não dá

Ainda me lembro da final em que o RS era representado pela Pitt/Corinthians... Esperávamos que a Band transmitisse, mas não ocorreu. Como apaixonado, me serviu ouvir a transmissão via rádio e assim acompanhei o sucesso de Santa Cruz do Sul e de Ary Vidal.
Anos depois surge tv a cabo e com ela a ESPN e o SPORTV. Passamos a ter acesso a jogos de São Paulo, Rio de Janeiro e alguma coisa do campeonato brasileiro. Estava ali, grudado na tela, mesmo que assinar TV a cabo nessa época era caro, muito caro. Ter os dois canais da ESPN exigia um conjunto de canais que encareciam o pacote. Mas o que não fazemos pelo amor ao basquete?
Acontece que, hoje, não corro mais do trabalho para casa para ver jogos do NBB. Seria pela concentração de jogos dos mesmos times? Creio que não era esse o motivo... E quando é NBA, na ESPN ou no Space, chego a assistir um pouco, mas sem a mesma paixão de outrora, mesmo que as movimentações e disputas da NBA me satisfaçam mais que as do basquete brasileiro. Deixo para o Chico Assis ver com olhos de analista e vejo com alegria alguns lances, junto com o caçula, outro apaixonado pelo basquete – e sinceramente rogo que ele veja um basquete melhor do que esse que temos.

Mesmo que na atualidade alguns técnicos busquem o jogo com dois armadores, o jogo está poluído por estrangeiros e, mesmo assim, o basquete brasileiro me parece feio – mesmo com a melhor imagem que a alta definição pode oferecer... Deveria ser ao contrário: os “grandes” jogadores americanos que aportam por aqui, não contribuem em nada ou muito pouco para atrair público. Mostram que possuem mais fundamentos, mais técnica e conhecimento tático que os brasileiros nos primeiros meses e depois... Entram no ritmo local, fazendo um joguinho previsível, mas que mesmo assim lhe dá resultado pessoal, mas agrega quase nada para o basquete brasileiro.
Enfim, o jogo é feio. E é isso que me incomoda. Várias vezes os comentários são horríveis e o som do pedido de tempo debitado é lamentável – não por sua qualidade, mas pela qualidade do que sai da boca de alguns técnicos... Quanto aos comentaristas, vejo que tentam salvar a transmissão e manter a audiência, pois isso garante a manutenção do basquete e contribui para o crescimento. Mas o nível técnico é triste...
Não sei, me parece que temos milhares de coisas para mudar e os artistas que deveriam proporcionar isso estão engessados e sem criatividade. E é uma de armador perder o drible quando atravessa o centro da quadra, pivôs errando embaixo da tabela, a continuidade da jogada França e suas derivações, excessos de bloqueios legais (corta-luzes) na cabeça do garrafão, jogo interno fraco ou exageradamente violento (violência contra o outro jogador) e os arremessos de 3 pontos que levam a médias de acertos abaixo de 30%.
Olha, um parêntese cabe aqui, pois não sou contra o arremesso de 3 pontos, mas o cara tem que treinar duro para ter um índice de acerto satisfatório. Eu sei disso, tinha um percentual de acerto bem grande nesse fundamento pois o treinava insistentemente – e falando sério, mesmo em jogo, achava um lixo ter menos de 60% de acertos e os caras saem felizes de quadra com 35%, 25% de aproveitamento nesse aspecto.
O jogo precisa mudar. Não dá para ver as mesmas coisas por mais tempo. Precisamos de mais liberdade. Precisamos de mais criatividade em nossas quadras, nos dribles e nas movimentações de nossas equipes. É o que tenho refletido muito no último ano...

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Atuações impecáveis


Jogaço com 3 prorrogações
   Em jogaço com três prorrogações, os Bulls conseguiram vencer fora de casa o Orlando Magic, que contou com boas atuaçõs de Oladipo e Nelson, na parida mais disputada que pude acompanhar nesse ano. Pelo Bulls o destaque é de Noah que foi monstruoso no garrafão e no ataque.
   Indiscútivelmente foi o melhor jogo da noite, com atuações monstruosas e que provaram algumas coisas para os críticos. Primeiro, Victor Oladipo é o rookie do ano, sem dúvidas, ontem fez sua melhor partida na liga e anotou a maior pontuação de sua carreira, conseguindo 35 pontos e 8 assistências, com muitas jogadas boas, com bandejas enfrentado caras mais altos e fortes e mesmo assim anotando os pontos, terminando o jogo com 62,5% de aproveitamento dos arremessos de quadra. Infelizmente sua franquia nã venceu, mas jogou bem e quem foi seu parceiro fiel e outro destaque, foi Nelson, o armador acabou a partida com 31 pontos e 10 assistências, sem falar em Tobias Harris com 22 pontos e 16 rebotes, se impondo no garrafão e atacando com muita consciência.
Novato do ano sem sombra de dúvidas
   Segundo, mesmo sem Rose e Deng, os Bulls ainda são os Bulls. Assim, a vitória foi dos Bulls que contou com uma atuação magnífica de Joakim Noah. O pivô anotou 26 pontos e pegou 19 rebotes, sendo o reboteiro do jogo e o principal responsável pela vitória dos Bulls, afinal graças a uma boa marcação sobre Nelson o jogo chegou a segunda prorrogação.  Noah acertou 80% da linha do lance livre e conseguiu 56,2% dos lances de quadra, sendo decisivo para o triunfo. Outro atleta que se destacou foi o novato Tony Snell, anotando 15 pontos e 7 rebotes, com uma enterrada monstruosa na cara de Nelson, que lembrou e muito os aúreos tempos de Pippen nos Bulls. 
   Terceiro, d. J. Augustin deveria ser titular e está merecendo essa posição, pois ontem foi bem demais, tomando sempre decisões corretas e contribuindo com 19 pontos e 9 assistências vindo do banco (e mesmo do banco jogou mais tempo que Hinrich, deixando menos dolorosa a falta de Nate). E por fim, Butler quase quebrou um recorde ontem, tornando-se o segundo jogador a ficar mais tempo em uma partida na história, atuando por incríveis 60 minutos, que pulmão e que atuação, 26 pontos, 6 assistências e 2 roubos de bola.
   Os Bulls se mantém na luta dos playoffs, atualmente na 5° colocação, enquanto os Magics são os penúltimos, na frente apenas dos Bucks. Na próxima rodada os Bulls enfrentam os Wizzards em Washington, enquanto que o Macig recebe os Bobcats no mesmo dia. 

   

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Um dos melhores da psoição 5

Forte candidato a MIP, Cousins é um dos melhores de sua posição

    Na atual temporada um jovem pivô tem se destacado e contribuido muito com sua equipe. O pivô DeMarcus Cousins, de apenas 23 anos e em sua terceira temporada, vem demonstrando toda sua qualidade e potencial para ser uma dos melhores da liga. Em minha opinião é o 3° melhor.
   O cara está jogando como nunca em sua carreira, está com a maior média de pontos e rebotes desde que entrou na liga, anotando por noite 23.3 pontos e pegando 11.5 rebotes e com o melhor aproveitamento, 49,4%. Com essas médias, se forem mantidas até o final da temporada, Cousins é forte candidato ao título de MIP, o atleta que mais evoluiu. 
   Digo que ele é o terceiro melhor, pois considero Howard e Hibbert um pouco a frente dele, tanto pela experiência quanto pela história que construíram na liga. Ainda assim, Cousins tem melhor média de pontos que Howard e Hibbert, e só é superado por Howard em rebotes. O pivô é a principal força dos Kings, e vem correspondendo a altura. 
   O que o futuro reserva para Cousins é incerto, só podemos ter a certeza de que ele será um cara que melhora mais e mais, e que é meu candidato a MIP desse ano. Talvez se os Kings conseguirem mais caras bons, ele pode vir a ganhar um título da liga, pois de fato ele luta para ser o melhor. 

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Ascensão

Uma nova força do oeste
   Não sei para vocês, mas uma das franquias que mais me dá gosto de assistir são os Warriors, a franquia que vem em ascenção a algumas temporadas (mais precisamente desde a chegada de Curry) e que com certeza vai incomodar nos playoffs desse ano.
   Para quem, como eu, acompanhava a NBA a 10 anos atrás, lembra dos Warriors unicamente por Jason Richardson e suas dunks magistrais, pois, infelizmente, era apenas isso que a franquia possuía. Com boas contratações e trocas, as coisas começaram a mudar e nos últimos dois, três anos a franquia vem crescendo e incomodando os times mais tradicionais da liga.
   A temporada da equipe comandada pelo pupílo de ouro, Stephen Curry, com o segundo melhor aproveitamento da história da NBA, comanda uma franquia em franca ascenção. Apesar de começar o ano com uma média de 14-13, bem diferente do que esperava-se, conseguiu uma sequência de 10 vitórias que não acontecia a quatro décadas. Muito desse sucesso se deve ao bom trabalho feito pela equipe, os principais atletas são Curry e Lee que possuem médias, respectivamente de 23.1 pontos, 9.4 assistências e 1.97 roubos de bola e 19.1 pontos e 10 rebotes. 
Curry, responsável pela ascenção da franquia
   Nessa temporada, a franquia conseguiu adquirir Andre Iugodala, um ala que dispensa apresentações e que tem ajudado muito, decidindo inclusive o jogo que foi a 10° vitória consecutiva. Iugodala possui médias de 10 pontos, 4.3 rebotes e 4.9 assistências, contribuindo em ambos os lados da quadra com 1.5 roubos de bola e 3.7 rebotes defensivos. Mas, lógicamente que o destaque é Curry, o jovem armador (considerado como um dos possiveís melhores da liga em sua posição no futuro), um dos melhores armadores da liga, com médias monstruosas de aproveitamento, carrega a franquia e mostra que merece ir ao All Star-Game, algo que está ocorrendo, já que nas votações ultrapassou Chris Paul.  Curry vive atualmente a sua melhor temporada na liga, fazendo com que seus companheiros joguem em um nível alto e melhorem a cada dia, e como Phil Jackson escreveu em seu livro: "um bom atleta torna seu companheiros melhores".
   Se conseguirem jogar bem, os Warriors podem sim vir a ser uma força na luta pelo título do oeste e complicar ainda mais a vida dos favoritos Spurs e Thunder. Contando com boas atuações de Curry e Lee, sem contar os demais atletas que jogam demais, os Warriors vem com ainda mais força nessa temporada.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Talvez uma boa troca

 
Uma grande troca que pode melhorar e muito o futuro do Bulls
   
   Como foi anunciado hoje pela manhã, Bulls e Cavaliers realizaram uma troca, que a meu ver, beneficiará apenas o Bulls. Sem mais vontade de defender os Cavs, Bynum foi enviado para o Bulls em troca de Deng que será agente livre irrestrito em 2014, porém em torca foi enviado uma escolha de primeira rodada e duas de segunda do draft de 2014, e mais uma primeira escolha do draft de 2015.
   Se pesarmos as ações, notamos que para o Bulls, existe a possibilidade de em dois anos recrutar 4 atletas de nível bom, dependendo da posição de escolha dos Cavs, que nos últimos anos tem sido boa. Para o Bulls a troca pode ser boa, mesmo perdendo a sua força principal no ataque, já que sem Rose, Deng é o responsável pela maioria das ações ofensivas, o futuro pode vir a beneficiar os Bulls. Além disso, essa ação pode acarretar no anisitiamento de Boozer, abrindo cash suficiente e que coincide com o interesse de Melo em vir para os Bulls, dessa forma a possibilidade de Carmelo Anthony jogar nos Bulls aumenta e muito. Se esse negócio realmente for concretizado ao fim da temporada, a equipe contará com um bom pivô (mesmo demonstrando alguns problemas técnicos nos últimos jogos), um excelente armador (que se voltar da lesão e vir bem, é um dos melhores da liga) e com Melo (uma estrela e que vem como louco atrás de um anel de campeão), dessa forma o Bulls se firmaria como uma potência no leste e com muita chance de disputar o título.
   Pelo lado dos Cavs, acredito que a ação foi meio descabida, mesmo que necessitassem de um ala de expressão e pontuador, trocar Bynum e várias escolhas de draft por Deng, que a meu ver não valia tanto assim, pode tornar os Cavs uma franquia ainda mais fraca. Ainda assim, livraram-se de um "peso morto" já que Bynum não queria mais defender a franquia, sendo afastado do elenco e tendo tido problemas com a diretoria. Infelizmente, vejo que o futuro de Cleveland ainda é tortuoso e duro, ainda mais com uma troca dessas.
   Se formos analisar, o Bulls anistiando Boozer tem a chance de trazer Melo ou Lebron, selecionar Wiggings ou Parker, ter Noah, Bynum e taj Gibson no elenco, sendo uma máquina. Lógico que tudo isso é difícil, mas com essas trocas tornou-se algo possível. Vamos ver o desenrolar da temporada e esperar as movimentações futuras.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Love: reerguendo uma franquia

Franchise player em sua melhor temporada
 Na atual temporada da NBA, um atleta que vem se destacando e muito é Kevin Love. O jovem ala/pivô está em sua melhor temporada da NBA, com médias de  26.3 pontos e 13.5 rebotes por partida, levando sua franquia a disputar uma vaga nos playoffs da liga, sendo um forte candidato a MVP.
   Na noite passada o Minnesota Timberwolves venceu mais uma partida, em casa enfrentando o New Orleans Pelicans pelo placar de 124 a 112. Love foi novamente o destaque de sua franquia ao anotar 21 pontos, pegar 6 rebotes e distribuir 3 assistências. Pekovic anotou 22 pontos e 7 rebotes, Kevin Martin fez 20 pontos e distribuiu 3 asssistências e Rubio anotou 14 pontos, 9 assistências e 8 rebotes. Dominando o garrafão e com um melhor aproveitamento de arremessos de três, lances livres e de quadra a vitória foi confirmada no último período. 
  








Assim como Garnett, Love ja defende a seleção
 O motivo pelo qual escrevo sobre Love, além de admirá-lo como atleta, é o fato de ver em Minnesota um fenômeno acontecendo novamente. Anteriormente um outro Kevin (Garnett), era o "franchise player", responsável por todas as ações, ou quase todas, e o melhor jogador de Minnesota em sua geração. Garnett defendeu a franquia de 1995 até 2007, sendo coroado como MVP em 2004, quando teve médias de 22 pontos e 13.5 rebotes. Comparo os dois Kevin, pelo fato de Love ser o novo "franchise player" e ser tão carismático e importante quanto Garnett fora, e vejam que suas médias são melhores que de Garnett MVP. Acredito que se manter essa média, poderá sim, ser o Most Valious Player da temporada 2013/2014. 
   O que por enquanto diferencia ambos, é que Garnett levou os Timberwolves as finais da conferência na temporada de 2003/2004, por enquanto Love não conseguiu tal feito, mas parece capaz de realizá-lo. Quando Love conseguir uma boa equipe para auxiá-lo, os Wolves podem chegar até as finais e quem sabe Love se tornar maior que Garnett na história da franquia.