terça-feira, 16 de outubro de 2012

Liga Sul-America 2012



Devagar, volto ao blog, principalmente pelo retorno de nosso basquete em âmbito nacional e internacional. Abstive-me de comentários olímpicos, pois fui mais torcedor do que blogueiro. Esperava mais? Sim, queria mais, mas o resultado foi justo, pela ausência de nossa seleção em edições dos Jogos Olímpicos desde 1996 e pela mudança de filosofia implantada por Rubén Magnano. Só tenho uma crítica que vou manter: esqueçam Larry Taylor! O medíocre jogador americano não cabe em nossa seleção. Provavelmente com o projeto de seleção sub-23 da CBB, possa surgir um ou dois armadores reservas para Huertas que lhe permita descansar e não comprometa o desempenho da equipe. O estilo LT de decidir o jogo, não cabe na seleção.
Bem, mas voltando ao tópico proposto, logo teremos NBB e NBA. Além do Campeonato Paulista, que já esta em sua segunda fase, o basquete brasileiro volta a ativa. Equipes brasileiras participam da LIGA SUL AMERICANA DE CLUBES. Hoje, Brasília começa os jogos de seu grupo, em casa. A SporTV não colocou na grade de programação de hoje e de amanhã (16 e 17/10/2012) os jogos, mas esta lotada de futebol, até eliminatórias da CONCACAF para 2014 que não importa nada para nós. No site da Liga Nacional de Basquete consta que os jogos do Brasília serão transmitidos, mas já começou em Brasília o primeiro e nada, em nenhum canal da SporTV. 
Eles transmitem o que querem, eu sei! Acontece que eu, como assinante/pagante do canal, reclamo da enxurrada de futebol e a ausência do basquete. Quero mais basquete!
Abaixo um resumo da Liga Sul-Americana de Clubes, seu sistema de disputa, equipes brasileiras e datas já definidas. Boa leitura!
GRUPO B
1ª Rodada – Terça-feira (dia 16)
19h10 – Malvin (URU) x Regatas Corrientes (ARG)
21h20 – UniCEUB/BRB/Brasília x Amistad (BOL)
2ª Rodada – Quarta-feira (dia 17)
19h10 – Regatas Corrientes (ARG) x Amistad (BOL)
21h20 – Malvin (URU) x UniCEUB/BRB/Brasília
3ª Rodada – Quinta-feira (dia 18)
19h10 – Amistad (BOL) x Malvin (URU)
21h20 – UniCEUB/BRB/Brasília x Regatas Corrientes (ARG)
OBS: Horário de Brasília.

DEMAIS EQUIPES BRASILEIRAS
Pelo grupo A, o E. C. Pinheiros jogou em Ibarra (Equador) e classificou-se em segundo, atrás do Obras Sanitárias (Argentina).
De 23 a 25/10/2012 será a vez do Flamengo enfrentar, em Mar del Plata (Argentina), pelo grupo C:
·        Peñarol de Mar Del Plata (Argentina),
·        Hebraica Macabi (Uruguai), 
·        Deportes Castro (Chile).
No início de novembro (01 a 03/11/2012) o São José entrará em quadra pelo Grupo D, em La Guaira na Venezuela, para enfrentar:
·        Tiburones de Vargas (Venezuela),
·        El Bosque (Peru) e
·        Libertad Sunchales (Argentina)
Entre 13 e 15/11/2012 jogarão, já pelas quarta-de-final e pelo grupo E, quatro equipes distribuídas de acordo com os interesses da FIBA Américas e dos oito clubes classificados. As outras quatro equipes jogarão, pelo grupo F, de 20 a 22/11/2012. Os dois primeiros de cada grupo classificam-se para o Final Four, de 04 a 06/12/2012.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Em busca de mais basquete: a história de João e o necessário debate sobre formação


Oi meu nome e JOÃO eu e meus outros 2 amigos estamos interessado nesta equipe somos de campinas eu sou sub17 jogo de armador ou ala estava atuando no PR tenho 1,81 de altura, meu outro amigo MARCOS tb mora em campinas e sub17 atuava em XXXXX sao paulo ele tem 1,89 e ala pivo ou ala, o outro e sub16 tem 1,88 atuava na XXXXXX ele tambem e de campinas... estamos parados sem clubes a um mes proximadamente mais estamos treinando e um ritmo e queremos fazer testes pratico para atual ano que vem 
caso tenha interesse mantem contato cel XX XXXX-XXXX tim XX XXXX-XXXX claro nos ajude grato.

Pois é, a situação do basquete brasileiro nos leva a atitudes desesperadas como essa - um guri procura na internet algum clube fora do grande eixo e sai desesperadamente em busca de um espaço nessa equipe. Talvez não seja um expoente na sua categoria, mas se bem trabalhado poderia tornar-se um. No entanto, quer correr para o fim do RS em busca de uma oportunidade. O normal é os gaúchos correrem para SP em busca da tacada final.

O que ocorreu com o basquete nos últimos 20 anos é assustador. Canso de falar disso aqui, partindo de minha experiência no RS, mas tendo oportunidades de conversar e trocar experiências com pessoas qualificadas de SP, RJ, MG, NE e estão todos no mesmo nível: à míngua  SP mantém-se pela força da estrutura que construiu no passado, mas já temos sinal da crise que também o ataca: o feminino já ruiu, a base não é a mesma, várias equipes tradicionais fecharam e os jogadores são cada vez menos preparados - tanto tecnicamente como academicamente (basta ler o e-mail que reproduzi acima).

A responsabilidade disso é de quem? Quem deixou de fazer o que era correto, necessário e prejudicou o desenvolvimento do basquete em cada cidade, em cada Estado? A crise é nacional, mas a base do problema é estadual. Como uma federação esportiva depende somente da confederação para sobreviver? Como a confederação vai injetar milhões nas federações sem prejudicar o trabalho com seleções, nacionais de base e etc.? 

Temos que ter uma política esportiva séria em cada Estado, cuidar dos clubes locais, em cada região de cada Estado e fomentar, com urgência, o desenvolvimento do esporte escolar. Quem sabe assim gurizada como o João e o Marcos (nomes fictícios) conseguem permanecer em seus municípios, estudar e colocar o basquete como plano B e não ao contrário?

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Water Roese: Return to Basketball

Leonardo e Walter Roese
Walter Roese foi fisgado pelo basquete. Não é coisa de hoje, mas uma bagagem de três décadas passadas como atleta de base, torcedor e defensor das cores do GNU, das seleções gaúchas, atleta de alto nível, incluindo seleções brasileiras e técnico de basketball. Assim mesmo, na nomenclatura americana, que é onde ele transita com maior liberdade e possibilidades de êxito, embora queira contribuir com o basquete brasileiro, como fez classificando o sub-18 em 2010 e que foi derrubado como técnico da seleção sub-19 para o mundial da categoria em 2011.
Lembro-me de Walter Roese em Bagé, durante o Campeonato Brasileiro 18 anos, quando eu tinha 13 anos e ele 15 anos. Ele simplesmente percorreu os 360 Km que separam Porto Alegre de Bagé para ver... Basquete! Encontramo-nos anos depois, quando um gaúcho esta fazendo sucesso no basquete universitário americano. Era Walter Roese.
Após o desencontro de interesses para que permanecesse técnico da seleção sub-18, posterior sub-19, Roese entrou em um período sabático: saiu do basquete, largou a planilha, a beira da quadra e foi refletir um pouco sobre seu futuro e de sua família. Mas abandonar o basquete é impossível. Um ano depois, Walter voltará a dirigir uma equipe. E não será qualquer equipe. Será a Seleção da América Latina para o Adidas Nation, que ocorrerá no início de agosto, em Los Angeles. Com certeza são os passos iniciais para uma volta mais valorizada, talvez para dirigir uma equipe universitária e, quiçá, uma seleção brasileira.
Além disso, Walter estará treinando (não estará e não comandará na beira da quadra) a equipe de High School do filho Leonardo e me disse: já tive ofertas este ano, mas vou curtir o filho pois depois ele se vai e não tem dinheiro que pague este tempo junto com o pai”. É a experiência de quem sabe que criamos os filhos para o mundo e de quem perdeu o pai ainda muito jovem.
Este é mais um talento brasileiro que tem que ser aproveitado, seja no comando de seleções, seja como assessor em palestras de formação para os técnicos brasileiros.
O que temos que nos perguntar é: Walter Roese tem algo para contribuir com o crescimento do basquete brasileiro? Se sim, temos de incluí-lo e isso serve para clubes, CBB, LNB, CBDU, enfim, sendo valorizado e respeitado na terra do basquete, penso que há espaço para ter um papel significativo nesse momento de reconstrução do basquete brasileiro. Agora ou no próximo ciclo olímpico.

O que é Adidas Nation?
Adidas Nation 2011
O Adidas Nations é um programa que busca enfatizar e focar que o real sucesso no jogo de basketball vem de jogar como uma equipe. De 12 a 15 jogadores, os melhores jogadores do mundo na faixa etária até 18 anos de cada região (África, Ásia-Pacífico, Canadá, China, Europa, América Latina e Estados Unidos), estarão presentes, compondo equipes regionais que terão treinamentos e atividades educativas regionalizadas, com o objetivo de proporcionar-lhes uma visão para que possam dar o passo correto em direção ao próximo nível de suas carreiras.
Logo após a Adidas levará estes jogadores para uma exposição internacional por seis dias de formação especializada, com treinos, jogos, educação e informações importantes para jogadores de alto nível no âmbito judicial, de contratos, nutrição, treinamento de mídia e sensibilização da comunidade. Isso ocorrerá em agosto, na cidade de Los Angeles, Estados Unidos, onde também competirão e terão orientação de veteranos da NBA, treinadores e jogadores, do passado e do presente. Ex-treinadores da NBA passarão a ser o treinador principal de cada região e jogadores atuais da NBA completarão as equipes, sendo os “NBA Mentor”.
Para a primeira fase, Walter Roese foi escolhido como técnico da América Latina, com o poder de avaliar, fazer contato e convocar de 12 a 15 jogadores do México até Argentina e Chile no final de nosso continente. E os jogadores podem ter origem latina, mas estar morando/jogando em outros países. Em agosto Walter estará compondo a equipe que dirigirá a América Latina e terá mais uma significativa experiência como técnico de basquete o que, provavelmente, o trará de volta para a beira da quadra, comandando equipes universitárias e a disposição para as seleções brasileiras – nessa temporada já recusou alguns convites de universidades (NCAA) e da própria D-League (NBA).

segunda-feira, 14 de maio de 2012

O que é basquete sobre rodas?

Antes de qualquer coisa: superação!

A quadra é a mesma do basquete tradicional. O aro também esta a 3,05m.

Agora imagina um cara sentado em uma cadeira de rodas, tendo que quicar a bolar, rodar a cadeira, arremessar em movimento e desviar de outras nove (09) cadeiras... Sem falarmos a altura que fica o braço, mesmo estendido, de alguém sentado em uma cadeira em um jogo de basquete... A elevação é ao estilo de Dirk Nowitzki e a força de pernas e da impulsão, típica do jump, inexistem...

Esse jogo é só superação e somente uma luta incessante justifica isso - uma luta que vai além do jogo em si e atinge as dificuldades de deslocamento no cotidiano e o enfrentamento do preconceito.

Então, quando tivemos o primeiro jogo de Basquete Sobre Rodas em Pelotas, não pude deixar de prestigiar a luta do atleta que corre em quadra e a visão de quem se propôs a conduzir tal projeto.

Todos estão de parabéns. O resultado? Insignificante se fosse somente o placar de um jogo. gigantesco frente a todas as superações presentes no Ginásio do SESI nesta manhã de sábado (12/05/2011) e magistral pela forma como coroa a equipe e valoriza cada membro da equipe: restando 5 segundo, reposição na lateral e a ESEF-UFPel estava um ponto atrás. Tudo certo e um arremesso certeiro a 1 segundo de estourar o cronômetro.


segunda-feira, 26 de março de 2012

No mesmo lugar


Amigos,
vejo nas estatísticas do blog que alguns fiéis tem retornado diariamente atrás de minhas opiniões. Mas estou em silêncio. Não totalmente afastado do basquete, por que estou buscando formas de manter a Revista Mais Basquete em funcionamento. Entretanto, longe do blog.
A verdade, caríssimos, é que as coisas permanecem da mesma maneira. Tony Chekmati reelegeu-se em SP - alguns dizem que vive do basquete, a exemplo daquele dirigente gaúcho de outrora que agora senta em trono mais espaçoso. Assim, Sr. Tony perpetua-se no cargo como ocorreu no RS e ocorre no COB.
Aliás, o debate tem andado quente no meio esportivo por conta de Fittipaldi buscar na lei de incentivo ao esporte verba para o neto, americano, correr de carrinho... Que bonitinho... Desde quando automobilismo é esporte? Só é considerado assim no Brasil e em função de interesses particulares de quem tem a mídia na mão.
Então, ando com dificuldade para escrever. Falaria bem de Franca, mas o time vive altos e baixos. Reclamaria dos arremessos exagerados de três pontos que o Marcelinho (Flamengo) realiza. Poderia lembrar que o movimento pró-Larry Taylor na seleção esta progredindo silenciosamente enquanto nada fazemos e nem as atuações recentes do Nezinho serviriam de justificativa. Quem surge de novo nesse quadro? E Raulzinho, como esta saindo-se na Europa?
Poderia falar de um árbitro gaúcho que em menos de um ano atuando no interior catarinense já foi alçado a cargo diretivo na associação da região onde vive. É um bom árbitro, idôneo, dedicado, que buscou apoio junto a FGB para mudanças significativas e, consequentemente, positivas para a formação de árbitros no RS. Mas é preterido por um péssimo árbitro (juízo de sua qualidade como árbitro), aquele que foi indenizado por Franca e hoje comanda a arbitragem brasileira. Por quê?
Enfim, tudo continua no mesmo lugar; no ponto que eles querem... Todos nós queremos esse basquete? Essa troca de favores onde a "influência" vale mais que a meritocracia?
Não esqueçam: abril vem aí e com ele o balancete da CBB de 2011. Estaremos, matematicamente, positivos ou negativos?

quarta-feira, 7 de março de 2012

NBB: o Brasil tem o fim de semana das estrelas


Nesse final de semana teremos o Jogo das Estrelas (http://jogodasestrelas.lnb.com.br/). Evento similar ao NBA Weekend, a Liga Nacional de Basquete esta, a cada ano, aprimorando seu evento e quem sai lucro é o torcedor e o basquete brasileiro. Assim, algumas atividades começam já amanhã, quinta-feira, e atendem um público variado, que vai desde entrada livre ao ginásio até ação social em colégio da cidade de Franca.
Nesse sentido, Franca é privilegiada. E isso é mérito de anos de dedicação ao basquete. Segundo ano sediando o evento, s atividades se diversificam e contribuem para resgatar um público já fanático pelo basquete.

Nesta quinta-feira, atletas das equipes do NBB Brasil e NBB Mundo fazem um bate-bola no Ginásio Pedrocão, com entrada gratuita
 




Quinta-feira (08/03/2012) 

Visando proporcionar uma maior interação entre os craques do NBB e os fãs, a Liga Nacional de Basquete (LNB) criou, este ano, um novo evento no final de semana do Jogo das Estrelas. Nesta quinta-feira, às 17h30, no Ginásio Pedrocão, as estrelas do NBB Brasil e do NBB Mundo se reúnem para um bate-bola, com entrada gratuita para o público. 
O bate-bola será bastante descontraído, com a participação de DJ e MC para animar todas as ações dentro de quadra. Além disso, o público terá a oportunidade de ganhar brindes e ingressos para os dois dias de evento do Jogo das Estrelas 2012. 
Após o encontro das estrelas do NBB será realizado também um bate-bola entre os membros da imprensa, às 19h, no Ginásio Pedrocão. 

Sexta-feira (09/03/2012) 
Ação Social 
Na sexta-feira, às 9h30 da manhã, as estrelas do NBB visitarão a Fundação Educandário Pestalozzi, em Franca, e participarão de diversas atividades com a garotada de 8 a 13 anos de idade. 

Coletiva de Imprensa 
Haverá uma coletiva de imprensa, às 13h30min, no Hotel Dan Inn, que terá a participação do presidente da LNB, Kouros Monadjemi, o prefeito da cidade de Franca, Sidnei Rocha, os dois técnicos do Jogo das Estrelas, Guerrinha (NBB Brasil) e Gonzalo Garcia (NBB Mundo) e alguns atletas que participarão do evento. 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Conversa com Kareen Abdul-Jabbar: amanhã (24/01/2012), em Salvador!

 Kareem Abdul-Jabbar (cujo nome, antes de sua conversão ao Islã, era Ferdinand Lewis Alcindor, Jr.) nasceu em Nova York, em 1947.  Seu pai era guarda de trânisto e musicista de jazz, e sua mãe trabalhava numa loja de departamentos.  Criado no Harlem, iniciou sua carreira de basquete cedo, tendo levado sua escola a conquistar três sucessivos Campeonatos Católicos da Cidade de Nova York.
Lew Alcindor estudou História na University of California, Los Angeles (UCLA).  Jogou por três temporadas (1966-69) no time de basquete da universidade, o UCLA Bruins, tendo contrubuído de forma decisiva para o recorde do time de oitenta e oito vitórias e apenas duas derrotas naquela época.  Durante sua carreira universitária, Lew Alcindor foi nomeado Jogador do Ano em 1967 e 1969.  Por três anos consecutivos, foi considerado o Jogador Mais Extraordinário do Campeonato da National Collegiate Athletic Association (NCAA), e Jogador do Ano pela Helms Foundation.  Em 1969, foi o primeiro atleta a obter o prêmio de Jogador do Ano do Naismith College, tendo também conquistado por duas vezes o Troféu de Jogador Universitário do Ano da United States Basketball Writers Association (USBWA).
Em 1968, Alcindor sofreu uma primeira lesão de córnea, o que o levaria mais tarde a jogar com protetores oculares.  Naquele mesmo ano, converteu-se ao Islã e se recusou a participar das Olimpíadas do México como forma de protesto contra o tratamento desigual dado aos afroamericanos na época.
Foi oferecida a soma de um milhão de dólares a Lew Alcindor para ele jogar para os Harlem Globetrotters, logo após a sua formatura, em 1969.  Contudo, ele recusou.  Naquele ano, ingressou no Milwaukee Bucks, time da National Basketball Association (NBA), então apenas na segunda temporada de sua existência.  De imedidato, Alcindor revelou-se uma nova estrela da NBA, levando o Milwaukee Bucks à segunda colocação da Divisão do Leste da NBA e conquistando para si próprio o Prêmio de Revelação do Ano da NBA.  Na temporada subsequente, foi agraciado pela primeira vez com o Most Valuable Player Award da NBA (MVP), a mais alta distinção do basquete americano.  Ao longo de sua carreira, Alcindor conquistaria ainda esse prêmio em outras cinco temporadas, sendo até hoje o atleta da NBA que recebeu o MVP por mais vezes (Bill Russell e Michael Jordan conquistaram-no cinco vezes cada um, uma vez menos que Kareem-Abdul Jabbar).
Em 1971, no dia seguinte à vitória do Milwaukee Bucks no Campeonato da NBA, Lew Alcindor adotou o nome de Kareem Abdul-Jabbar que, numa tradução livre do árabe, significa aproximativamente "generoso, nobre (Kareem), servo (Abdul) do Todo Poderoso (Jabbar)".  Segundo o jogador, ele buscou "algo que fosse parte de minha herança, pois muitos dos escravos que foram trazidos para cá eram muçulmanos".
Em 1974, Kareem Abdul-Jabbar sofreu sua segunda lesão de córnea e passou, então, a jogar com óculos de proteção, uma de suas marcas registradas.  Apesar de sempre ter se referido ao Milwaukee Bucks com carinho, Abdul-Jabbar sentia-se relativamente isolado no Meio-Oeste americano, longe de pessoas que compartilhassem de suas crenças religiosas e culturais.  Em 1975, ingressou no Los Angeles Lakers, onde jogaria até o fim de sua longa carreira, em 1989.
Junto ao Los Angeles Lakers, Kareem Abdul-Jabbar ganhou três Most Valuable Player Awards (1976, 77 e 80), tendo também recebido diversos outros prêmios esportivos e honrarias importantes.  Ao longo de sua extensa carreira na NBA, participou do NBA All-Star Game dezenove vezes, integrou o All-NBA First Team  (honraria concedida aos melhores jogadores de uma temporada) em dez anos, e o All-NBA Second Team, em cinco.  Nos últimos dez anos de sua carreira, os Lakers disputaram nada menos que oito finais, tendo sido os campeões de cinco temporadas da NBA. 
Em 1984, Kareem-Abdul-Jabbar quebrou o recorde de Wilt Chamberlain como o maior pontuador da história da NBA, recorde esse que ele mantém até hoje, com 38.387 pontos.  Em 1976, começou a praticar ioga, para melhorar sua flexibilidade.  Nos últimos anos de sua carreira profissional, praticava também artes marciais, meditava antes dos jogos para reduzir o estresse, e se impôs uma dieta e treinamento diário bastante rígidos. 
Em 1989, aos quarenta e dois anos de idade e após vinte temporadas profissionais da NBA, Kareem Abdul-Jabbar anunciou que se retiraria de cena.  Em seu último jogo para os Lakers, todos os jogadores em campo usaram óculos de proteção em homenagem a ele, tendo todos também tentado pelo menos um “sky-hook” , o popular gancho, lance pela qual Kareem Abdul-Jabbar ficara conhecido.  Na época de sua aposentadoria, Kareem Abdul-Jabbar detinha o recorde do jogador que mais disputou partidas pela NBA, mais tarde quebrado por Robert Parish.
Kareem Abdul-Jabbar ficou conhecido como um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos.  Jogou na posição de centro, sendo implacável tanto no ataque, quanto na defesa.  Muito alto (2,18 m) e esguio, sua atuação combinava destreza, elegância a força física.  O fato de ser ambidestro foi uma vantagem a mais em sua carreira esportiva.  O “sky-hook” (lance no qual ele dobrava seu corpo inteiro, e não apenas o braço, para marcar um cesta) tornou-se sua marca registrada e era praticamente indefensável.
Após o encerramento de sua longa carreira, Kareem-Abdul Jabbar atuou como treinador em diversas equipes.  Em 2005, retornou aos Los Angeles Lakers na qualidade de Treinador Assistente Especial.  Em 1998, atuou também como treinador voluntário da Alchesay High School, na reserva indígena de Whiteriver.  Trabalhou intensamente contra a fome e o analfabetismo e, em 1995, passou a integrar o Naismith Memorial Basketball Hall of Fame.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

A ditadura no COB e a acefalobraquia da CBB

Feliz 2012 para todos os leitores do Mais Basquete. Ando meu afastado. Espero que seja compreensível: trabalho, final de ano, festas, formaturas e uma época que prefiro deixar para reflexão, redução do estresse acumulado para iniciar o ano novo com a corda toda. E esse ano promete...

Então, para começar, reproduzo, ipsis litera, texto de Alberto Murray Neto, na esperança de que, assim como Odair Sabagg em São Paulo, surja alguém nesse basquete capaz de se opor a Carlos Nunes e ao Grego que, dizem, já reuniu a turma de antes e garante 18 votos para a eleição pós-Londres (de novo?). 
O que quero dizer é... a mesma coisa que o Alberto Murray Neto diz no texto abaixo.
Ótima leitura. Magnífico 2012 para todos e para nosso basquete!

A ANTI CANDIDATURA NO COMITÊ OLÍMPICO BRASILEIRO
Em 1.973 o Brasil vivia o auge da ditadura militar. Era uma época de terror, em que qualquer manifestação branda contra o establishment já colocava o sujeito em palpos de aranha. Foi nesse tenebroso cenário político que o líder da oposição, Ulysses Silveira Guimarães, lançou sua candidatura a Presidência da República. Ou melhor, a anti candidatura. A derrota do candidato democrata era certa. As garras da ditadura feroz aplacariam qualquer possibilidade de sucesso. O que mais importava naquele momento não era o resultado ilegítimo que emanaria do colégio eleitoral bastardo. Mas a coragem de um brasileiro que percorreria o Brasil denunciando as chagas e a desonra dos indesejáveis “patetas” que nos enfiavam goela adentro aquele Estado truculento. E assim foi. Ulysses percorreu toda a nação. Levou a palavra de revolta a lugares distantes. Viajou ao longo do Rio Amazonas. Subia em caixotes, engradados, juntava o povo e falava. Se cortavam a luz de onde Ulysses estava, ele não se apequenava. Elevava a voz e seguia seu rumo. A anti candidatura do Senhor Diretas foi tão significativa a ponto de, no ano seguinte, o MDB impor aos governistas da ARENA uma memorável lavada nas eleições municipais. Mostrou, claramente, que o povo rechaçava o regime militar.
Em primeiro de abril deste ano, encerra-se o prazo para inscrição de chapas para as eleições no Comitê Olímpico Brasileiro, que ocorrerão somente em outubro. Por incrível que possa ser, era mais fácil ser candidato de oposição a presidente da república durante a ditadura militar, do que se lançar ao mesmo cargo no nosso Comitê Olímpico. O estatuto do COB, moldado à imagem e semelhança de seu dono prevê uma série de ignomínias jurídicas que tornam praticamente impossível uma chapa de oposição. O estatuto obriga que pata ser candidato a presidente e vice da entidade, o indivíduo tem que estar eleito em algum dos poderes do COB por, pelo menos, cinco anos. Ora, se o sujeito foi eleito para os poderes do COB junto com os atuais mandatários, natural que por favor parte integrante e inseparável da patota, nunca lhe será oposição. Também está escrito que para o lançamento de uma chapa, são necessárias dez assinaturas de Confederações filiadas. Um escárnio.
Ainda assim, será muito importante para o Olimpismo do Brasil se alguém, um grupo, rebelar-se contra isso tudo e articular o registro de chapa de oposição. Mesmo que o registro seja negado (o que poderia facilmente ser contestado na Justiça, uma vez que entidade que vive de dinheiro público não pode cercear o direito de qualquer brasileiro de dirigí-la), o movimento oposionista é fundamental. Ainda que a derrota para os déspotas pudesse ser dada como certa, seria tão bom que alguém de coragem soltasse a voz aos quatro cantos do país, incitando o debate sobre a questão do esporte. Chacoalhando essas estruturas maléficas, velhacas, infectadas, podres e viciadas. Eu tenho certeza de que se surgir alguém com tal destemor, que lute sem medo e levante o tapete para abaixo do qual tem sido varrida a sujidade do esporte nacional, adeptos de bom calibre não lhe faltarão. O receio dos ditadores é que um corajoso comece a gritar. Porque muitos, hoje calados, engrossarão o coro dos descontentes.
Se na ditadura política do Brasil foi possível fazer o que fez Ulysses Guimarães, seguramente deve haver alguma mente destemida no campo esportivo que tenha dignidade e altivez para empunhar a bandeira das mudanças no Olimpismo do Brasil.
Vamos disseminar a idéia democrática da anti candidatura ao Comitê Olímpico Brasileiro. Não é possível que dentre as Confederações filiadas não haja alguém com esse desprendimento. Guardar para si o descontentamento não levará nada a lugar algum. Até porque, se houver algum bravo para assumir esse papel, terá saído na frente para suceder essa gente que está aí, na hora em que caírem como um castelo de cartas.
Pense nisso!

Alberto Murray Neto
Twitter: @albertomurray