quinta-feira, 30 de abril de 2015

Olho nele

Super Estrela do futuro
   O futuro da NCAA e da NBA passa por esse cara, Ben Simmons, ranqueado como o melhor jogador do High School de 2014, foi convidado a ingressar na LSU e em Kansas, assinando com a primeira universidade. Tem um futuro promissor e deve ser o melhor jogador universitário desse ano, é um prospecto para o Draf da NBA de 2016 como primeira escolha, quem não conhece a fera eu apresento.
   Natural de Melbourne na Austrália, o basquete faz parte de sua vida desde pequeno, pois seu pai jogou e treinou basquete em Newcastle. Começou a jogar basquete aos sete anos na equipe sub-12 do Newcastle Hunter's, depois jogou mais dois anos por Lake Mcquaire antes de voltar para Melbourne aos 10 anos. Jogou futebol australiano e rugby, se destacando e ganhando prêmios antes de decidir se concentrar apenas no basquetebol, aos 15 anos. Em seu 9° ano jogou pela Box Hill Senior Secondary College no Campeonato das Escolas Australianas em 2011, antes de assumir uma bolsa de estudos no Instituto Australiano de Esportes no ano seguinte. Depois atuou seis jogos pelo Knox Raiders da Basketball Victoria D-League e ajudou a Austrália a conquistar a medalha de prata no Campeonato Mundial FIBA Sub-17 na Lituânia.
Australiano pode dominar na NCAA
   Em janeiro de 2013, Simmons se mudou para Florida, para jogar pela Montverde Academy, onde logo virou o dono do time. Em seu primeiro ano, ajudou a equipe a tirar 16 pontos de diferença para vencer o Torneio Nacional do Ensino Médio. Participou do Jordan Brand Classic e retornou a Austrália para jogar pelo Boomers Bulleen, onde teve em seis jogos médias de 12.3 pontos, 8.5 rebotes, 2.5 assistências, 1.3 roubos de bola e 2.3 tocos por partida. Seu segundo ano do ensino médio foi ainda melhor, obteve médias de 18.5 pontos, 9.8 rebotes e 2.7 assistências por jogo, com média de 69% de aproveitamento dos arremessos de quadra e 77% dos lances livres. Monteverde terminou a temporada com recorde de 28-0 e venceu novamente o Torneio Nacional contra Oak Hill no Madison Square Garden, e o destaque foi Simmons com 24 pontos e 12 rebotes, sendo nomeado o MVP. 
   Seu último ano foi perfeito, sua constante evolução chegou ao ápice, em novembro do ano passado assinou com a LSU para estudar e jogar a NCAA, foi eleito para a equipe leste do All American 2015, venceu o prêmio Morgan Wootten concedido ao melhor jogador All-American que exemplifica caráter excepcional, liderança e encara os valores de ser estudante-atleta em sala de aula e na comunidade. Tornou-se assim apenas o segundo jogador de uma escola da Florida a ganhar essa premiação. Ele foi nomeado Prep Naismith Player of the year e Gatorade National Player of the year, tudo isso por levar sua escola para o Torneio Nacional do Ensino Médio pelo terceiro ano consecutivo, com um recorde de 28-1, tendo médias de 28 pontos, 11.9 rebotes, 4.0 assistências e 2.6 roubos de bola, com 70.7 % de aproveitamento dos arremessos de quadra e 24 duplos-duplos. Foi novamente para a final do Campeonato Nacional do Ensino Médio, foi eleito MVP e campeão do torneio. Depois participou do Nike Hoop Summit 2015 pela Equipe Mundial, vencendo os Estados Unidos por 103 a 101.
   Ben Simmons tem um futuro promissor no basquetebol, é um ala/pivô de muita qualidade, com 2,08 m e 108 kg, é forte e atlético com muita facilidade em driblar e passar, qualidades que o diferenciam e o credenciam como o melhor atleta do ensino médio. Assinou com a LSU e vem para ser a o astro da NCAA, provavelmente será a primeira escolha da NBA em 2016, vamos ficar de olho na fera. Ao lado um vídeo de suas habilidades.
   

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Maverciks procura DeAndre Jordan

   
2.2 tocos por jogo, líder da liga
Os Clippers seguem vivos nos playoffs e sem tempo para se preocupar com a pós temporada, mas isso não significa que algumas coisas não possam acontecer e abalar sua line up. O Dallas Mavericks foi eliminado na segunda-feira e um boato tem aquecido as coisas na Conferência Oeste.
   Além de seu interesse, aparentemente mútuo com Lamarcus Aldridge, estrela do Portland Trail Blazzers, os Mavs estão interessados em atrair DeAndre Jordan, o especialista em defesa do Los Angeles Clippers. Além do mais, de acordo com Tim MacMahon da ESPN Dallas, Jordan já demonstrou interesse pela franquia do Texas. O pivô será agente livre na pós-temporada, tendo assinado um contrato de quatro anos com o Golden State Warriors em 2011 que o Clippers correspondeu. Isso pode ter sido uma ação para maximizar sua renda, mas também pode ser um sinal de sua disposição em jogar fora de LA se lhe for interessante. O Mavs tem Tyson Chandler como pivô, mas ele também é agente livre irrestrito nesse verão.
Suas enterradas são seu forte
no ataque
   De sua parte, Jordan disse que não vai ser ganancioso e assinar um contrato de um ano, a fim de ganhar dinheiro quando o teto salarial explode em 2016, provavelmente vai a procura de um contrato máximo de cinco anos. Sob o atual acordo coletivo , um contrato máximo de cinco anos poderia pagar a Jordan 106,7 milhões de dólares, números que apenas o Clippers pode pagar, a menos que concordem em um sign-and-trade.
   Assim como acontece com todos os agentes livres de alto preço, é mais provável que Jordan permaneça nos Clippers por razões financeiras, e não há indicações de que a equipe de Los Angeles não queira manter o jogador. Mas sempre existem exceções e surpresas.
   DeAndre Jordan foi candidato a jogador defensivo do ano, com média de 11.5 pontos por jogo com 71% de aproveitamento dos arremessos, líder da liga em rebotes (15 por partida) e tocos (2.2 por partida). Vamos ficar de olho.

Jogo 5: Bulls x Bucks

Armadores decidiram, um jogou mal e o outro acabou com a partida

   O que parecia impossível aconteceu, Chicago Bulls perdeu em casa para o Milwaukee Bucks e agora deu chances aos rivais. 
   Mesmo jogando em casa o Bulls não soube usar o fator casa, perdeu o jogo e atuando muito mal, esteve praticamente todo o tempo atrás do placar e não conseguiu acertar a sua defesa. Derrick Rose jogou muito mal, desperdiçou muitas bolas e um fato foi levantado, quando Rose atua com apenas um dia de descanso tem médias de 14 pontos e 4 assistências, já com um intervalo maior tem médias de 28 pontos e 8 assistências, suas médias dobram. Isso deve-se a sua lesão e ao tempo de quadra, nos últimos dois jogos ele jogou muito tempo, já que Aaron Brooks teve atuações irregulares.
   No primeiro período, como todos da série, muito pegado com forte marcação e placar apertado, com Khris Middleton inspirado e acertando tudo o Bucks fechou o primeiro período a frente 23 a 22. No segundo período o Bucks continuou em cima, jogando muito bem na defesa e marcando forte Butler e Rose, fazendo Pau Gasol ser muito utilizado. Com Michael Carter-Williams jogando muito, com 14 pontos no primeiro tempo da partida, o Bucks terminou vencendo no intervalo por 52 a 49.
   Na volta para o segundo tempo o armador do Bucks, MCW, torceu o tornozelo na disputa pelo rebote e saiu de quadra por um tempo, o jogador quis retornar por conta própria para o jogo e voltou a quadra a pouco mais de cinco minutos do fim do terceiro período. Aliás, nesse período o Bulls jogou melhor e chegou a encostar no placar, com Pau Gasol muito bem ofensivamente, ninguém conseguia marcá-lo. No último período o Bucks abriu oito pontos, mas rapidamente os donos da casa correram atrás do prejuízo e encostaram no placar, ficando atrás por apenas três pontos. Foi aí que o Bucks mostrou seu poder de defesa, distribuindo 8 tocos no último período o que foi fundamental para a vitória.
   Dois pontos foram fundamentais para o resultado, o primeiro foi a atuação ruim de Rose, desperdiçando 6 bolas, com apenas 13 pontos e 25% de aproveitamento dos arremessos. Enquanto isso, MCW quase anotou um triplo-duplo, com 22 pontos, 9 assistências e 8 rebotes, distribuindo bem a bola e liderando a equipe em pontuação. Os destaques do Bulls foram Pau Gasol com 25 pontos e 10 rebotes e Jimmy Butler com 20 pontos, 10 rebotes e 6 assistências, pelo Bucks os destaques foram MCW e Khris Middleton com 21 pontos e 4 roubos de bola.
   As equipes voltam a se enfrentar hoje a noite, no United Center, o Bulls continua com a vantagem, se vencer fecha a série, caso o Bucks vença o sétimo jogo será realizado em Milwaukee. 
   

segunda-feira, 27 de abril de 2015

NCAA e as promessas de 2016


   Após um mês da final da NCAA, já sabemos os nomes mais cotados para ingressar no basquetebol universitário, apresento um TOP 20 da ESPN dos Estados Unidos.
   1° Jayson Tatum: jogou por Chaminade College Prep, é um ala (SF) ágil e versátil, que consegue chegar com facilidade até a cesta. É um finalizador com grande habilidade de finalizar sofrendo carga, com bom controle do corpo e qualidade no arremesso. Possuí um bom QI de basquete e briga por todas as posses de bola. Já foi procurado por Duke, Kentucky, North Carolina e Saint Louis. 

   2° Harry Giles: jogou por Wesleyan Christian Academy, é um ala/pivô (PF), parece estar recuperado totalmente de uma grave lesão em seu joelho em 2013. É explosivo perto da cesta e enterra com força em todas oportunidades que tem, é um monstro perto da cesta, principalmente de forma ofensiva onde é uma ameaça se não for marcado com muita força. Foi procurado por Duke, Kansas, Kentucky, North Carolina, Ohio State, Syracuse, UNLV e Wake Forest.

   3° Josh Jackson: jogou por Prolific Prep, é um ala (SF) forte e atlético, com um ótimo QI de basquete e que sente as brechas do jogo, sabendo se posicionar. Também sabe jogar muito bem pressionado e é um finalizador acrobático em contra-ataques. Foi procurado por Arizona, Duke, Kansas, Kentucky, Louisville, Michigan State, North Carolina, North Carolina State e UCLA.

   4° Dennis Smith Jr.: jogou por Trinity Christian School, é um armador (PG) alto, forte e atlético, com um excelente controle de bola e drible, conseguindo chegar aonde quer independente de quem o marcar. É um armador forte em contra-ataques e no jogo de meia quadra ofensivo, com visão para encontrar os companheiros livres ou proporcionar arremessos livres. Foi procurado por Charlote, Duke, Florida, Kansas, Miami, North Carolina, North Carolina State, Virginia Commonwealth e Wake Forest.

   5° Kobi Simmons: jogou por St Francis High Scholl, é um armado (PG) com uma combinação perfeita de ataque e defesa, podendo pontuar e distribuir o jogo. Possuí um excelente drible em hesitação que facilita sua penetração no garrafão, dribla para chutar de três, pode entrar em um bom ritmo de pontuação, dominando ações na transição e na meia quadra. Foi procurado por Arizona, Auburn, Connecticut, Florida State, Georgia, Georgia Tech, Kansas, Kentucky, LSU, Memphis, Missouri, North Carolina, North Carolina State, Ohio State, Providence, Tennessee, Texas, USC e Virginia. 

6° Malik Monk
7° Miles Bridges
8° Edrice Adebayo
9° Terrance Fergunson
10° Udoka Azubuike
11° Lonzo Ball
12° De'Aron Fox
13° Josh Langford
14° Tyus Battle
15° T. J. Leaf
16° Omari Spellman
17° Dewan Huell
18° V. J. King
19° Marques Bolden
20° Abdulhakim Ado
O futuro da NCAA e da NBA passa por aqui, os cinco primeiros possuem vídeos para serem visualizados. Olho neles.

domingo, 26 de abril de 2015

Heróis do passado: Dennis Rodman

O começo
   Hoje nosso blog fala sobre um Bad Boy, meio louco, mas que é um dos meus jogadores favoritos, sabia cavar faltas de ataque como ninguém e na minha opinião é o melhor reboteiro da história da NBA, era um ala/pivô pequeno e que sabia como ganhar dos gigantes do garrafão. Falo hoje sobre Dennis Rodman , The Worm.
   Rodman nasceu e foi criado em uma das piores regiões de Dallas, na Oak Cliff, seu pai veterano de guerra já abandonou ele, sua mãe e mais duas irmãs. Suas irmãs eram talentosas no basquete, mais do que ele mesmo e ambas foram All-Americans, Rodman por sua vez não era considerado um jogador promissor. Ou era cortado das equipes ou ficava no banco de reservas, após concluir o ensino médio tornou-se zelador do Aeroporto Internacional de Dallas e quando teve mais um estirão de crescimento resolveu tentar o basquete de novo.
   Um amigo da família de Rodman falou com o técnico da Cooke County College, em seu único semestre por lá teve médias de 17.6 pontos e 13.3 rebotes, antes de ser reprovado devido ao baixo desempenho escolar. Depois desse período, transferiu-se para Southeastern Oklahoma State, onde jogou por três temporadas no torneio NAIA. Por lá foi três vezes All-American e três vezes líder em rebotes da liga, tendo como médias 25.7 pontos e 15.7 rebotes. Em um campo de pré-draft, para aspirantes a NBA, foi o MVP e chamou a atenção do Detroit Pistons.
Monstro dos rebotes
   Em 1986, ele foi selecionado pelo Detroit Pistons na 27° posição do draft, foi integrante dos Bad Boys, a equipe intransigente e violenta que foi bi-campeã da NBA. Em sua primeira temporada, jogando apenas 15 minutos, teve médias de 6.5 pontos, 4.7 rebotes e era muito importante na defesa. Nas temporadas seguintes melhorou sua pontuação e número de rebotes, em sua terceira temporada (1988-1989), foi eleito para o Time de defesa da NBA, pela primeira vez em sua carreira. Rodman sempre foi um monstro defensivamente, e na temporada de 1989-1990 foi eleito o Jogador de Defesa do Ano, e sendo bi-campeão da NBA. As coisas continuaram a melhorar, em 1991 foi novamente o Jogador de Defesa do Ano e tornou-se titular nos Pistons, anotando 8.2 pontos e pegando 12.5 rebotes por partida. Na temporada seguinte, 1991-1992 melhorou ainda mais seu jogo defensivo, pegando um total de 1530 rebotes, uma média de 18.7 por jogo e foi pela primeira vez Time All-NBA. Essa marca de Rodman é a segunda melhor da história, só perdendo para Wilt Chamberlain (1572), e a marca de Rodman nunca foi alcançada. Ainda na temporada de 1992, pegou a sua melhor marca da carreira de rebotes com 34. Com a saída de Chuck Daly, Rodman surtou, passava por dificuldades por seu divórcio e pensou em se matar, depois disso decidiu sair do Pistons mesmo com três anos de contrato ainda e pediu para ser trocado.
   Na temporada de 1993-1994 foi negociado para o San Antonio Spurs, lá foi terceira vez na carreira o líder da liga em rebotes e mais uma vez do Time de defesa da NBA. Foi também quando realmente "matou" o homem que era antes, começou a pintar o cabelo diversas vezes, a ir em boates gay, dar cabeçadas em adversários. Na temporada seguinte começou de forma complicada, Rodman foi suspenso pelos três primeiros jogos, depois tirou uma licença em novembro, foi suspenso novamente em dezembro, nessas idas e vindas perdeu 19 partidas. Mesmo jogando apenas 49 partidas, devido a um acidente de moto em que tirou o ombro do lugar, foi novamente o reboteiro da liga (16.8 de média) e Time All-NBA. Após cair para os Rockets aqui se encerrou a história com os Spurs.
Rodman e a raça de sempre
   Então chegou o ápice de sua carreira, o Bulls o contrataram, na época por sua idade (34) e temperamento foi considerado como um jogo de azar, que deu muito certo. Com o Bulls fez história, conseguiu seu primeiro triplo-duplo na carreira em 1996 contra os Sixers (10 pontos, 21 rebotes e 10 assistências), ainda nessa temporada pegou 20 rebotes em 11 partidas, e anotou o recorde da história em finais com 11 rebotes ofensivos, marca que não foi quebrada ainda. Juntou-se a Jordan e Pippen no Time de Defesa da NBA, e integrou a equipe mais vitoriosa da história (72-10). Nas finais contra os SuperSonics em 1996 pegou 11 rebotes ofensivos em dois jogos, igualando a marca de Elvin Hayes. Na temporada de 1997 ganho seu sexto título de reboteiro da liga, em 1998 o sétimo título consecutivo de rebotes (15.0 por partida).
   Depois disso sua carreira praticamente terminou, o Bulls o liberou em 1999 juntamente com vários jogadores (Jordan, Pippen) e Phil Jackson. Ele foi para o Lakers, jogou 23 partidas e foi liberado. Em 2000 jogou pelo Dallas Mavericks, atuou em 12 partidas, foi duas vezes expulso e depois foi mandado embora. The Worm (O Verme), como é apelidado foi 5x Campeão da NBA, 2x All Star, 2x All NBA 3° Team, 2x Jogador de defesa do ano, 7x Time de defesa da liga, 7 x consecutivas o reboteiro liga, teve o número 10 aposentado pelo Pistons, é membro dos 50 melhores jogadores de todos os tempos e membro do Hall da Fama do Basquete. Teve na carreira médias de 7.3 pontos e 13.1 rebotes.
   Rodman era o mestre em pegar rebotes, ninguém o parava e mesmo sendo menor que a maioria dos seus adversários, ele marcava qualquer um, para mim foi o melhor defensor da história da liga. Duas coisas eu admiro nele, a primeira que ele tinha transtorno de atenção, dificuldades de concentração e Phil Jackson conta em seu livro Cestas Sagradas, que Rodman estudava muito sobre cada jogador e seu arremesso, sabendo onde a bola ia cair dependendo de onde tocasse o aro ou a tabela. E segundo, com certeza foi o jogador mais raçudo da liga, brigava por cada posse de bola e era o cara que intimidava qualquer um.
   

Jogo 4: Bulls x Bucks

Duelo decidido pelo camisa 19 do Bucks
   A vassoura foi guardada, mas a vantagem ainda é do Bulls, infelizmente perderam um jogo atípico ontem e com um erro bizarro de Derrick Rose.
   Em mais um jogo equilibrado na noite passada, o Chicago Bulls foi a Milwaukee e perdeu o primeiro jogo da série, perdendo também a chance de eliminar o Bucks. Jogando com muita força e vontade de fechar a série, o Chicago Bulls dominou o primeiro período e jogou demais, abrindo vantagem de quatro pontos ao fim desse período, 23 a 19. No segundo período os comandados de Jason Kidd conseguiram emparelhar o jogo e chegaram a liderar o placar, mas contando com um Jimmy Butler inspirado os Bulls conseguiram ira para o intervalo igualados no placar, 50 a 50. O detalhe é que Butler havia anotado até o momento 23 pontos, quase o mesmo que toda a equipe de Chicago.
   No segundo tempo as coisas esquentaram, Bucks entraram forte e como em jogos anteriores uma pequena confusão aconteceu. Desta vez foi entre Aaron Brooks e Jerryd Bayless, em um lance fora da bola, Brooks deu uma cotovelada no peito de Bayless que revidou com um empurrão e partindo para cima do armador do Bulls, o clima esquentou e os árbitros e demais atletas interviram. Pouco antes, O. J. Mayo havia feito uma falta antidesportiva de grau 1 em Taj Gibson, empurrando o ala/pivô enquanto tentava enterrar, o mesmo caiu de mal jeito mas não passou do susto. A partir desses momentos o jogo ficou tenso, com muita força na marcação e muitos erros dos dois lados, Bulls desperdiçaram 26 bolas o dobro do Bucks com 13. Além disso, nesse jogo Bucks aproveitou melhor as segundas chances de arremessos, o que fez diferença no final. 
Pegado como todos jogos
   O jogo foi se mantendo parelho até 1.3 segundos do final, quando Bucks tinha um lateral no ataque a cobrar e num erro ridículo de Rose na marcação que não viu Bayless passar por suas costas, deixou o armador do Bucks receber e converter a cesta da vitória, final 92 a 90 para os donos da casa. Os Bucks tem chance? Claro que não, venceram um jogo e se escaparam da varrida mas não deve passar disso, mas para os Bulls esse jogo faz falta já que seu adversário das semifinais, Cleveland Cavaliers terá mais tempo para descansar.
   Os destaques foram, pelo Bulls, Jimmy Butler que quebrou o seu recorde de pontos em playoffs anotando 33 pontos e 7 rebotes e Pau Gasol com mais um duplo-duplo de 16 pontos e 10 rebotes. Pelo Bucks o destaque principal foi Jerryd Bayless com a cesta da vitória, e O. J. Mayo com 18 pontos e 4 assistências.
   Agora as equipes voltam a se enfrentar segunda (27), em Chicago com jogo transmitido as 21:00 pela ESPN, é jogo para encerrar a série e o Bulls confirmar o favoritismo, não percam.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Jogo 3: Bulls x Bucks

   
O nome do jogo, Rose e seus 38 pontos
   Em um jogo bem disputado, até mais que o previsto, o Chicago Bulls chegou a sua terceira vitória na série e está a um passo de varrer o Milwaukee Bucks. 
   Com um começo de jogo com muitas alternâncias no placar, o Milwaukee Bucks começou jogando com muita força e com o apoio da torcida, que em muitos momento pareceu fazer a diferença e forçar o Bulls em erros incomuns. O primeiro período terminou empatado em 27 pontos. Já no segundo período o Bucks voltou jogando com uma defesa muito sólida e velocidade no ataque, o que confundiu o Bulls, nesse período os donos da casa chegaram a abrir 18 pontos, mas liderados por Derrick Rose a equipe de Chicago buscou o jogo e terminou o primeiro tempo perdendo por apenas quatro pontos, 53 a 49 Bucks.
   Na volta dos vestiários o Bulls entrou jogando mais força e dominando o jogo, vencendo o terceiro período por 25 a 18 e parecendo encaminhar a sua vitória. Mas com muitos erros e apagões, por assim dizer, com apenas três minutos para o fim a vitória parecia certa para o Bulls com doze pontos de liderança, mas o Bucks reagiu e anotou oito pontos em sequência, e a segundos do fim anotou duas bolas de três o que forçou a prorrogação.
   Na primeira prorrogação foi um jogo muito parelho, com erros de arbitragem para os dois lados e terminando empatado com seis pontos para cada equipe. A segunda prorrogação foi um apagão do Bucks, com o Bulls pressionando muito na defesa e com Rose chamando toda a responsabilidade do jogo para si e provando estar curado das lesões, os Bulls anotaram dez pontos consecutivos e venceram o período por 12 a 5, fechando a partida em 113 a 106. Eu esperava um jogo mais fácil para o Bulls, mas com muitos erros (18) a equipe do Bucks conseguiu dificultar a partida.
   Os destaques pelo Bulls foram Rose com 34 pontos e 8 assistências, Jimmy Buttler com 24 pontos, Tony Snell que veio do banco e colaborou com 16 pontos e Pau Gasol que mesmo não jogando muito bem anotou um duplo-duplo de 17 pontos e 14 rebotes, curioso que em todos os confrontos entre essas equipes Gasol saiu de quadra com um duplo-duplo. Pelo lado do Bucks os destaques foram Giannis Antetokounmpo com 25 pontos e 12 rebotes sendo 6 ofensivos, Michael Carter-Williams com 19 pontos e 9 assistências, Middleton com 18 pontos e 7 assistências e John Henson que vindo do banco anotou 15 e pegou 14 rebotes.
   Para os Bucks só resta um milagre, pois nunca na história uma equipe depois de abrir 3 a 0 na série foi eliminada, e para não serem varridos precisam vencer sábado em casa e forçar um quinto jogo.

Pra guardar na retina

É fácil falar de quem tá vencendo. Todos querem saber o que o jogador realiza a cada jogo. Isto me lembra os jogos do Chicago Bulls, nos anos 1990, quando acordávamos querendo saber o que o Jordan tinha "aprontado" na noite anterior - afinal, não tínhamos essa enxurrada de jogos diariamente na TV (agradeço ao desenvolvimento tecnológico!). Ou tentávamos observar os raros lances do Drazen Petrovic, um grande armador - dos que vi, se não existisse Magic Johnson, seria o melhor. 
Nos últimos meses venho observando com atenção este jovem do Golden State Warrions: Stephen Curry. O motivo é simples: sempre buscamos um grande líder, um organizador da equipe, James Harden (Houston Rockets)  também é talentoso, mas perdeu a chance de ser grande no Hornets. Antes eu acreditava que Rick Rubio seria a grande revelação da NBA como o armador, com a leveza de quem corre, usa de dribles desconcertantes e dá assistências como fazia na Espanha. Não o é e, principalmente, após as lesões de temporada passada. A fábrica de jogadores, a NCAA, não pára nunca!
Portanto, falar de Curry é pela curiosidade que tem me despertado: o que este guri fez ontem? A última, meus filhos nem deixaram eu despertar direito e já vieram me contar: errou arremesso, correu para a zona morta e chutou marcado. Eram três em cima dele! Então, tenho que ver o lance. Vou narrar? Não, olhem o vídeo (https://youtu.be/PxAeWZ5u1EE) e percebam que restam 8,9 segundos e o Golden State perde de 3 pontos.
Curry joga leve. Parece que está no playground, divertindo-se a tarde toda... E tem passes mágicos, que me lembram Magic Johnson. Então, sempre há uma expectativa de que jogo teremos acesso. Todos vimos o lance com o Chris Paul, há duas ou três semanas:  colocou no chão o CP4 com um movimento de pura habilidade com a bola - que deveria ser treino cotidiano de todo jovem jogador.

No caso, torna-se um detalhe a parte: Leandrinho entra e joga bola. Voltou e está tendo visibilidade no Golden State. É mais um brasileiro conquistando seu espaço e já não está mais naquela de é só um brasileiro a mais. é um carinha da terra, disputando play-off com grande chance de chegar na final da conferência e na final da NBA - três brasileiros nesta condição. 
Não é impressionante? E por aqui, como está o basquete? O basquete universitário vai aprender com a NBA e estruturar-se de verdade ou continuar com suas manobras nas matrículas dos escolhidos?


quarta-feira, 22 de abril de 2015

Porque não Steve Kerr?

O novato do ano
   Ontem foi anunciado o prêmio de técnico do ano e para minha surpresa o vencedor foi Mike Budenholzer, do Atlanta Hawks. Mas porque não Steve Kerr?
   Meu questionamento deve-se ao fato de Kerr ter conseguido o melhor recorde da liga, a maior sequência de vitórias da história do Golden State Warriors, o melhor recorde da história da franquia e ter o time que lidera a liga em assistências e percentual de arremessos. Ficou em segundo na eleição de técnico do ano com 56 votos, contra  67 de Budenholzer, mas não concordo com esse prêmio.
   Para mim Kerr merecia, primeiramente por estar em sua primeira temporada como técnico, segundo por treinar a equipe que tem o melhor recorde da liga com 67 vitórias, terceiro por ter vencido a divisão pacífico. Todas essas ações o credenciariam como melhor, mas o que mais me apego é o fato de ser novato, enquanto Mike Budenholzer já trabalhou com assistente técnico de Popovich de 1996 até 2013, o que lhe garante muito mais experiência que Kerr e vejo que foi aqui onde decidiram por Budenholzer. O técnico do Atlanta Hawks esta em sua terceira temporada com a equipe e mais uma vez os fez chegar aos playoffs, outro fator que deve ter pesado no momento da escolha.
Técnico do ano
   Budenholzer e Kerr utilizam-se do mesmo sistema de jogo, por assim dizer, são técnicos que procuram usar as habilidades aprendidas com Greg Popovich, visando um jogo coletivo e sempre a melhor opção de arremesso. Nesse ponto ambos são bons, mas ainda acho que Kerr merecia o prêmio, talvez pelo Hawks não ter nenhum jogador como Stephen Curry ou Klay Thompson, o feito de Budenholzer parece ser mais importante, mas quem você acha que tem mais chances de ser campeão da NBA? Com certeza é Kerr, mesmo "inexperiente", tem muito mais chances de vencer a liga e na minha opinião era o merecedor do prêmio de técnico do ano, pois fazer tudo que conseguiu em sua temporada de estréia o credencia como um dos grandes da liga.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Jogo 2: Bulls x Bucks

Mitando no jogo 2, Butler e seus 31 pontos
   Como esperado no jogo de ontem o Chicago Bulls abriu 2 a 0 na série, dominando o jogo e fazendo valer o mando de quadra. Em um jogo com nervos a flor da pele melhor para os donos da casa.
   Com um começo de jogo ruim de ambas as equipes, errando muitos arremessos e forçando jogadas desorganizadas. Em um primeiro período fraco, melhor para os Bucks 16 a 11. No segundo período com Mirotic vindo muito bem do banco e Jimmy Buttler chamando a responsabilidade, já que Rose jogava mal, os Bulls assumiram a liderança do placar. Porém o que chamou a atenção no primeiro tempo não foi o jogo em si, e sim uma confusão iniciada por Aaron Brooks e John Henson que se estranharam em um choque fora do lance de bola, ambos se empurraram e a confusão se generalizou, onde Buttler e O. J. Mayo quase chegaram a se pegar. Depois a encrenca foram dadas cinco faltas técnicas, nunca tinha visto tantas em um mesmo lance, e ninguém foi expulso. 
Confusão
   Na volta para o segundo tempo, Derrick Rose assumiu a responsabilidade do jogo auxiliado por Buttler, ambos impondo seu basquete arrojado, atacando a cesta e arremessando muito bem. Rose no 3° e 4° períodos, contando ambos os jogos, arremessou 18 bolas e converteu 16, somando 36 pontos, provando que surge nos momentos de decisão. Destacaram-se pelo Bulls, Rose com 15 pontos, 9 assistências e 7 rebotes, Buttler com incríveis 31 pontos e 9 rebotes e Pau Gasol com mais um duplo-duplo de 11 pontos e 16 rebotes, ressaltando Joakim Noah com impressionantes 19 rebotes. Mais uma vez Bulls dominou o garrafão, o que foi fundamental para a vitória.
   Pelo Bucks o destaque foi Khris Middleton que anotou 22 pontos e pegou 6 rebotes, devemos destacar a exclusão de Zaza Pachulia, após uma cotovelada em Mirotic levou uma falta técnica e logo em seguida ambos trocaram empurrões após uma bola presa, onde Pachulia foi ejetado e Mirotic saiu de quadra aparentemente lesionado.
   Agora a série vai para Milwaukee com o primeiro jogo na próxima quinta-feira (23) as 21:00.

domingo, 19 de abril de 2015

Jogo 1: Bulls x Bucks

Voltando a jogar depois de três anos uma partida dos playoffs
   Como era de se esperar, Chicago Bulls teve vida fácil em casa e venceu o Milwaukee Bucks pelo primeiro jogo dos Playoffs. Destaque para as atuações de Derrick Rose e Jimmy Butler, que combinaram para 48 pontos e foram determinantes para a vitória.
   Deve-se destacar um fato curioso, todos os atletas de ambas as equipes pontuaram na partida, nem que seja pelo menos dois pontos. Pelo lado dos Bucks o destaque foi Middleton com 18 pontos, quem ficou devendo muito foi Michael Carter-Williams com 9 pontos e 3 assistências e O. J. Mayo com 6 pontos e 7 rebotes.  Ambos são esperanças para a equipe, que jogou até bem, conseguiu chegar próxima do placar com uma sequência de cestas no último período, mas foi envolvida pela movimentação de bola do Bulls.
MCW e Mirotic
   Pelos donos da casa, Pau Gasol teve mais um duplo-duplo na temporada com 10 pontos e 13 rebotes, dominando o garrafão e sendo fundamental para as ações do Bulls na zona pintada. Aliás, o Bulls dominou na tábua, pegando 52 rebotes, 20 a mais que os Bucks, além disso, passou mais a bola (30 x 22) e desperdiçou mais bolas (19 x 13). Retornando aos Playoffs , Derrcik Rose foi decisivo, depois de três anos (último jogo havia sido dia 28 de abril de 2012), o armador jogou muito bem, atacou a cesta e foi muito explosivo,  anotou 23 pontos e distribuiu 7 assistências, aliado a Jimmy Butler com 25 pontos e 6 assistências. O Bulls chegou a liderar por 16 pontos e terminou a partida com 12 pontos de vantagem (103 a 91).
   O jogo dois será realizado na segunda-feira (20 de abril) em Chicago, acredito que o Bulls vença mais um jogo e vá para Milwaukee para roubar pelo menos um jogo. 

sábado, 18 de abril de 2015

Heróis do passado: Isiah Thomas

Mr. Wonderful
   Hoje a nossa série vai falar sobre um dos Bad Boys de Detroit, o líder dos Pistons, um exímio armador que marcou a história da NBA com sua forma de jogar. Nosso homenageado é o bicampeão da NBA e membro do Hall da fama, Isiah Thomas.
   O jovem nascido em Chicago, Illinois, é o caçula de nove irmãos, para poder jogar basquete acordava as 5:00 da manhã e ia até o outro lado da cidade, jogava para St. Joseph, uma escola privada. Em seu primeiro ano levou a equipe para as finais estaduais e foi considerado um dos melhores prospectos para o basquetebol universitário.
   Thomas foi recrutado pelo Indiana Hoosiers, por Bob Knight. O armador escolheu jogar em Indiana, pois acreditava que ficar longe de casa e a disciplina de Knight seriam boas. O armador teve de se adaptar ao estilo disciplinador de Knight, sendo expulso de um treino e uma vez ouvindo de Knight que ele devia jogar em DePaul. Porém rapidamente provou suas habilidades como jogador e se tornou o queridinho da torcida, Thomas foi apelidado de "Mr. Wonderful", e por sua altura era chamado de "Pee Wee" por Knight. Em seu primeiro ano levou os Hoosiers ao título da conferência Big Ten e ao Sweet sixteen. No ano seguinte, 1980-1981, Thomas já era o capitão da equipe e tinha uma relação muito próxima a Bob Knight, nessa temporada levou a equipe a mais um título de Big Ten e ao campeonato da NCAA, onde foi eleito o MOP (Most Outstanding Player) e tornou-se elegível para o Draft da NBA.
   No Draft de 1981, o Detroit Pistons o selecionou na 2° posição, e em seu primeiro ano foi eleito para o All-Rookie First Team e para seu primeiro All Star Game. Thomas conseguiu levar os Pistons aos Playoffs, mas sucumbiram aos Knicks de Bernard King. Em 1985 foram aos Playoffs, chegaram até as semifinais de conferência e perderam para o fortíssimo Boston Celtics de Larry Bird. Em 1987 perderam nas finais de conferência para os Celtics. Em 1988 chegaram as finais contra os Lakers, jogando muito Thomas entrou para a história da NBA anotando 25 pontos em um período, além de jogar mancando por uma torção severa em seu tornozelo, porém não foi dessa vez que ele levantou a taça. 
   A redenção chegou na temporada de 1988/1989, quando os Bad Boys começaram a dominar o basquete, jogando com muita força, na maioria das vezes de forma excessiva e desleal, os Pistons chegaram a um recorde de 63 vitórias e 19 derrotas. Bateram os Celtics, bateram os Bulls de Michael Jordan e chegaram as finais contra os Lakers para uma revanche, e levaram a taça de forma invicta, 4 a 0 na série. Na temporada seguinte, com Thomas MVP da temporada (médias de 27.6 pontos, 7.0 assistências e 5.2 rebotes), chegaram mais uma vez as finais e bateram o Portland Trail Blazzers de Clyde Drexler. Os Pistons ainda foram uma equipe competitiva, mas não foram mais páreo para os Bulls, ainda houve um episódio que marcou o fim da era dos Bad Boys, quando saem de quadra com o jogo perdido para o Bulls e com segundos ainda por jogar (assistir o vídeo acima), dizem que devido a essa atitude Thomas ficou de fora do Dream Team de 1992. Com problemas de lesões o armador decidiu aposentar-se em 1994, e mesmo assim parou um mês antes do previsto devido a uma ruptura no tendão de Aquiles. 



Um dos grandes da história
   Isiah Thomas deixou a NBA com 2x Campeão da NBA, 1x MVP das finais, 12x consecutivas All Star, 2x MVP All Star Game, 3x All NBA First Team, Líder da liga em assistências (1985), líder de todos os tempos dos Pistons em pontuação, roubos de bola, jogos e assistências, teve seu número aposentado (#11), eleito um dos 50 melhores jogadores da história da NBA, terminou a carreira com médias de 19.2 pontos, 9.3 assistências e 1.9 roubos de bola por jogo, é o quinto da história em assistências e o nono em roubos de bola.
   Thomas com certeza foi um dos grandes armadores da história, baixinho, ágil, com muita habilidade e facilidade para driblar, com um estilo de jogo refinado e que o facilitava para infiltrar no garrafão e pontuar. Amados por alguns e odiado por outros devido os anos de Bad Boys, foi deixado de lado do Dream Team, mas mesmo assim merece ser lembrado, fez história na liga e é um dos grandes da história, o maior de todos os tempos dos Pistons.
   
   

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Playoff Preview


   Hoje venho aqui para fazer as minhas previsões para os Playoffs, provavelmente muitos vão descordar de uma outra escolha minha, mas estou levando em consideração que os Playoffs são um novo campeonato e que experiência vale muito, mas sem deixar de lado os confrontos da temporada regular.
   Vou começar pelo lado leste, confronto entre Brooklyn Nets e Atlanta Hawks, o time de Atlanta chega como líder do lado leste com 60 vitórias, batendo equipes fortes e sempre favoritas (Cavaliers, Thunder, Mavericks entre outras) e sendo a primeira equipe na história em que nenhum jogador anotou 30 ou mais pontos na temporada inteira. Isso demonstra a força coletiva dos Hawks, em contrapartida não tem uma defesa muito sólida. Pelos Nets, equipe que melhorou durante a temporada, mas ainda é muito dependente de Deron Williams e Brook Lopez, o ponto forte da equipe é o seu jogo no garrafão com Lopez e Plumlee, mas a equipe é limitada e deve cair nessa primeira rodada.
   Toronto e Washington devem fazer um confronto bem equilibrado, duas boas equipes, com bancos que ajudam a manter o jogo em ritmo alto. Equipes parecidas, com bons armadores, mas com estilos diferentes e é aqui que se definem os jogos, John Wall é mais completo que Kyle Lowry, além de bom em arremessos de três, infiltra bem é um dos melhores passadores da liga. Pelo basquete que foi apresentado por ambas equipes, aposto em uma série longa, e acredito que avancem os Wizzards, tem mais tradição nos Playoffs e podem engrossar com qualquer equipe.
   Chicago e Milwaukee devem ser a série mais desparelha, não acredito em uma varrida, mas vejo os Bulls superiores aos Bucks, perdendo apenas um confronto dos quatro dessa temporada. Com Rose voltando a jogar e bem fisicamente os Bulls são superiores, com uma defesa muito bem organizada e com força, com forte garrafão e com bons alas, Dunleavy e Mirotic jogando muito bem e com Butler voando. Pelos Bucks, do técnico Jason Kidd que é o único da história a chegar a Playoffs com duas equipes diferentes em temporadas seguidas, tem um elenco jovem e que pode ser forte com o tempo, mas deve cair nesse primeira rodada.
   Cleveland e Boston, é uma série de varrida, 4 a 0 Cavaliers, os favoritos a levar o leste na minha opinião, vem jogando demais no final da temporada e provando ser uma equipe muito forte. Os Celtics já fizeram um "milagre" chegando aos Playoffs, com um time limitado e que melhorou com algumas trocas ao final da temporada, mas que não faz frente ao embalados Cavs.
   Sendo assim na segunda rodada dos playoffs os confrontos serão Bulls x Cavs e Hawks x Wizzards. O primeiro confronto promete, duas equipes que tem uma forte rivalidade, mais precisamente com Lebron e que como já publiquei, quer jogar contra os Cavs e acha que pode vencer. Acredito que seja um confronto bem equilibrado com os times que deveriam fazer as finais do Leste, porém os Cavs são melhores e devem chegar as finais. o segundo confronto será de duas equipes boas, parelhas e com um estilo de jogo diferente, os Wizzards dependem de Wall, Pierce e Nenê, enquanto os Hawks tem um jogo coletivo forte e que, para mim, é o diferencial no basquete, cravando aqui Hawks nas finais.
   Em um confronto final de Hawks e Cavs vai ser um jogo duro, disputado e uma série que pode ser longa, mas se pensarmos na temporada em quatro partidas, tivemos três vitórias dos Hawks. Ainda acho que na hora da decisão a experiência conta muito, e por isso acredito nos Cavs avançando paras as finais da NBA, com uma equipe bem montada e com muita experiência em playoffs, mesmo com um técnico novato (na NBA) mas com bagagem internacional, o Cavaliers é meu favorito a ganhar o leste.
   Do outro lado, no Oeste, confronto entre Golden State Warriors e New Orleans Pelicans que chega ao seu primeiro playoff. É um confronto onde os Warriors levam vantagem, venceram três das quatro partidas que disputaram na temporada contra os Pelicans, e detêm o melhor recorde da NBA e com o provável MVP e Técnico do ano. Não podemos negar que os Pelicans mereceram sua vaga e Anthony Davis jogou muito e vai dar trabalho na série, mas ainda assim não avançam.
   Portland e Memphis farão a série mas parelha do Oeste, duas boas equipes que jogam muito no sistema de pick and roll e que já se enfrentaram nos playoffs passados. Nessa temporada os Grizzlies ainda não perderam para os Blazzers, em quatro confrontos foram quatro vitórias. É importante ressaltar o estilo de jogo das equipes é parecido, mas para mim o diferencial está no garrafão dos Grizzlies com Marc Gasol e Zach Randolph, e é aqui que pode se dar a diferença para a equipe de Memphis. Aposto em uma série bem longa e com vitória dos Grizzlies.
   Los Angeles Clippers e San Antonio Spurs tem tudo para trazer bons jogos, Cris Paul está jogando bem, DeAndre Jordan apresentou-se como boa opção para o ataque, mas do outro lado estão os atuais campeões, um time muito experiente e com um big three que faz muita diferença, sabem os atalhos da quadra e como levar uma série de playoffs. Para mim os Spurs levam a série, tem uma equipe com praticamente todos os atletas do título passado, vem com força para o bi-campeonato e sabem o que fazer na hora que as coisas ficam difíceis.
   Houston Rockets e Dallas Mavericks farão um clássico do Oeste, e aposto no time do Barba. Mesmo com Dallas reforçando o banco com Stoudemire, que convenhamos vem rendendo, e com Rondo como armador principal, ainda aposto nos Rockets. Acho a equipe de Houston mais bem organizada e com um banco mais forte, com Brewer, Josh Smith e Montiejunas, que sempre colaboram com pontos e marcam fortemente. 
   Sendo assim, teremos na segunda rodada Warriors x Grizzlies e Spurs x Rockets, sendo que aqui estão para mim três dos quatro favoritos ao título (Warriors, Spurs, Rocktes e Cavaliers). Ambos os confrontos devem ser bem parelhos, mas vejo como favoritos os Warriors e os Spurs, amabas equipes que jogam um basquete mais coletivo e envolvente, com bons arremessadores e com garrafões bem guardados. Especialmente no segundo confronto acredito que a experiência fale mais alto, e que de Spurs.
   A final do Oeste então será entre Warriors e Spurs, aqui um confronto entre o mestre Popovich e um de seus discípulos Steve Kerr, o qual já provou ser um técnico nato e nascido para ser campeão. Nesse confronto, apesar de novos e sem muita experiência nos Playoffs, aposto com certeza em uma vitória dos Warriors, são jovens que jogam um basquete competitivo e que dominou a liga na temporada, pouco provável que sejam batidos pelos Spurs.
   Fechando o preview, a final seria entre Cavaliers de Lebron e Warriors de Curry, seria uma final bem equilibrada, acho que os Cavs tem um big three mais forte com Lebron, Irving e Love. Porém os Warriors contam com Curry, provável MVP e com Steve Kerr, o técnico do ano e que sabe o que fazer e como organizar sua equipe. Aposto nos Warriors pelo estilo de jogo, rodam bem a bola, procuram opções de passe, todos pontuam, pra mim isso é a essência do esporte coletivo, cravo os Warriors como campeões.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Renova ou não?

Renova ou não?
   Segundo Raj Mehta do USA Today Sports, Andre Drummond não está focado em renovar com os Pistons, mas diz "Eu adoraria ser um Piston"
   Uma das melhores fases da carreira do jovem atleta coincidiu com a ausência de seu companheiro de garrafão, Greg Monroe. Nos onze jogos em que o pivô ficou fora, Drummond teve médias de 16.9 pontos e 14.8 rebotes, liderando os Pistons a um recorde de 7-4. Fato que deve ser considerado pelos Pistons, nesse verão Monroe se torna agente livre e Drummond se torna elegível para assinar uma extensão contratual. Monroe é um bom jogador, com a possibilidade de ser muito bom, mas as semelhanças entre ele e Drummond criam algumas redundâncias e problemas de espaço na equipe, o que tem ocorrido principalmente na defesa. 
  O treinador e presidente, Stan Van Gundy, foi inflexível que Drummond será  a peça central da equipe, com a decisão chocante de cortar Josh Smith após pouco mais de um ano de seu contrato lucrativo, mostrou que a franquia está disposta a fazer o necessário para ficar com o pivô e contemplá-lo com bons colegas.  Contudo, Drummond disse que ainda não começou a pensar seriamente na prorrogação.  "Eu realmente não estou focado nisso. Está atrás dos meus pensamentos, eu realmente não estou preocupado com isso ainda, porque ainda há muito tempo para realmente entrar em detalhes. Eu acho que, por hora, só vou continuar a jogar o meu jogo, trabalhar no meu corpo e apenas continuar a jogar duro. Temos até o dia 31 de outubro. Eu adoraria ser um Piston e quando for o tempo certo vou sentar com a minha família e meu agente para conversar sobre isso"  disse Drummond.
Peça central dos Pistons
   Se os Pistons não fecharem com Drummond até dia 31 de outubro, ele vai jogar seu fora seu último ano de contrato como Rookie e se tornar agente livre restrito (ALR). Monroe fez o mesmo, e assinou uma oferta de um ano como ALR, agora será um agente livre irrestrito.  A diferença é que nunca ofereceram um contrato máximo para Monroe, enquanto estão quase certos de fazer o mesmo para estender com Drummond.  "Todo mundo é diferente. Alguns caras querem isso o mais rápido possível, porque isso é provavelmente o melhor negocio que vão conseguir. Outros caras gostam de esperar de fora, porque querem ver suas opções ou simplesmente não estão prontos para decidir ainda. Acho que para mim, quando meu grupo se reunir e decidir, vai ser quando o melhor momento aparecer" disse o pivô.
   Com dois jogos restando na temporada, Drummond tem uma média de 13.6  pontos, 13.5 rebotes e 1.8 tocos, é o líder da liga em percentual de rebotes ofensivos (18%) a 11° melhor marca de todos os tempos.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Heróis do passado: Bill Russell

Lenda viva dos Celtics
   Nossa série fala hoje sobre um dos melhores pivôs da história, mito dos Celtics, o homem que possuí 11 anéis de campeão da NBA e que dá o nome ao prêmio de MVP das finais, Bill Russell. Um dos poucos atletas da história que possuí média de double-double em sua carreira, e o mais curioso é que têm média de rebotes maior que de pontos.
   No começo de sua vida como jogador, Bill Russell se esforçou para melhorar suas habilidades, mesmo sendo rápido, com um bom arremesso e mãos grandes, foi cortado da equipe de basquete de sua escola no segundo ano. Como calouro na escola McClymonds, quase foi cortado, mas seu técnico George Powles viu potencial atlético em Russell e o instruiu a treinar os fundamentos. Com um treinamento forte e com um estirão de crescimento que lhe ajudarama, Russell começou a se destacar e foi duas vezes campeão nacional no ensino médio, sendo conhecido por se destacar na defesa, pegando muitos rebotes e bloqueando arremessos.
   Quando chegou a universidade foi ignorado, não recebeu nenhuma carta até que Hal DeJulio da Universidade de São Francisco assistiu um jogo seu no ensino médio. Russell viu aqui sua oportunidade de mudar de vida, ele foi selecionado não por sua pontuação, que era baixa, mas sim por seu instinto para o jogo, principalmente na defesa. Na universidade, seu treinador não tinha problemas com racismo e foi o primeiro da história a começar com três negros no time titular (Kc Jones, Russell e Hal Perry), além do mais, o estilo de jogo de Russell era favorecido por seu técnico, já que utilizava muito da defesa e do jogo em meia quadra. O pivô aprimorou sua defesa, e aproveitando ser magro, contestava e pressionava todos os arremessos dos adversários e se movia pelo garrafão dificultando os passes, o que o diferenciava de qualquer pivô da NCAA. Mas o mais difícil não era jogar, e sim o preconceito, os atletas negors foram impedidos de ficar em um hotel na cidade de Oklahoma, e sua equipe o acompanhou, protestaram acampando no gramado da universidade, mas isso foi pouco, Russell era o melhor jogador universitário do país, mas por ser negro o prêmio foi dado para outro atleta, o pivô jogava na equipe campeã nacional, com 28 vitórias em 29 jogos, líder em rebotes, com médias de 20 pontos e 20 rebotes por jogo e ainda assim não levou o prêmio. Ele respondeu em quadra, levando a USF a dois títulos nacionais, uma série de 55 vitórias consecutivas e sendo considerado por John Wooden o melhor atleta defensivo que já tinha visto. Obteve médias em sua carreira universitária de 20.7 pontos e 20.3 rebotes por partida. Ao fim de sua carreira pela USF foi convidado a jogar com os Harleem Globetrotters, mas se recusou devido ao dono do clube ser racista e não negociar diretamente com Russell, que disse: "se Saperstein era inteligente demais para falar comigo, então sou muito inteligente para jogar por Saperstein". Dessa forma tornou-se elegível para o Draft de 1956.
   No Draft de 1956, Russell tinha poucas chances de ir para Boston, mas Auerbach o queria, pensando a frente de seu tempo e querendo um pivô especialista em defesa ao contrário do pensamento da época. Para isso negociou com St Louis Hawks, enviou Ed Macauley (pivô) e Cliff Hagan (na época servindo ao exército), em troca conseguiu Russell. Essa movimentação foi considerada como uma das mais importantes dos esportes americanos, além do que, conseguiram Kc Jones e Heinsohn, todos futuros hall da fama. Antes de estreiar pelos Celtics, Russell e Kc Jones jogaram as Olimpiadas de 1956, ganhando o ouro contra a União Soviética e dominando o torneio, com destaque para ambos, com 14 e 10 pontos de média respectivamente.
   Por conta das Olimpiadas o pivô jogou apenas 48 jogos, mas teve médias de 14.7 pontos e 19.6 rebotes por jogo, liderando a liga no segundo quesito. Nesse mesmo ano os Celtics chegaram as finais do leste da NBA e no primeiro jogo Bill Russell se destacou, com 16 pontos e impressionantes 31 rebotes e 7 tocos. As finais da NBA foram contra o St Louis Hawks e prevaleceu a força dos Celtics, vencendo seu primeiro título da NBA. Em sua segunda temporada foi eleito o MVP da liga com médias de 16.6 pontos e 22.7 rebotes, chegando novamente as finais da NBA, mas sem Russell que havia lesionado o pé, terminando a competição como vice-campeões. Na temporada de 1958-1959 foram as finais e venceram novamente, com Russell tendo médias de 16.7 pontos e 23.0 rebotes por jogo. A temporada de 1959-1960 marcou uma era no basquete, foi quando Chamberlain e Russell passaram a se enfrentar, naquela que era a maior rivalidade da história da NBA até o momento. Era a batalha entre o melhor pivô ofensivo e o melhor pivô defensivo,Chamberlain dominou nos confrontos mas os Celtics foram as finais novamente. No jogo dois Russell estabeleceu o recorde que não foi alcançado, 40 rebotes em um jogo e no sétimo e decisivo confronto, anotou 22 pontos e pegou 35 rebotes.  
   As temporadas mais marcantes estavam por vir, em 1966 Russell tornou-se o primeiro técnico negro da NBA e ainda era atleta da equipe. Foram aos playoffs mas perderam para os Sixers de Wilt Chamberlain nas finais da conferência leste. Na sua penúltima temporada 1967-1968, seus números começaram a cair um pouco, Russell no alto de seus 34 anos atingia 12.5 pontos e 18.6 rebotes por partida, mas ainda era decisivo ajudando seu time a se tornar o primeiro da história a reverter um revés de 3 a 1 na série, parando Chabmberlain e dando o passe para a cesta da vitória. Nesse mesmo ano bateram os Lakers nas finais da NBA, pela quinta vez seguida e de Russell chegou ao décimo título em doze anos de carreira. Sua última temporada foi turbulenta, faltando a reuniões obrigatórias dos técnicos da liga, sofrendo de exaustão aguda e com um recorde de 48-34, o pior dos Celtics desde 1955. Bill Russell renasceu e os Celtics também, conseguindo viradas contra Sixers e Knicks, foram as finais contra os Lakers, e com 21 rebotes de Russell bateram mais uma vez os Lakers. Assim Russell fechou sua carreira, sem voltar a Boston onde 30 mil espectadores esperavam pela equipe, surpreendendo a todos.
11 vezes campeão da NBA
   Após sua carreira da jogador, foi técnico nos Super Sonics e nos Kings, mas sem muito sucesso, teve seu numero aposentado pelos Celtics (#6) e em 2009 o prêmio de MVP das Finais foi batizado com seu nome em homenagem aos 11 títulos da NBA. O pivô possuí feitos históricos, como seus onze anéis, ser um dos quatro atletas da história a vencer a NCAA e NBA em anos consecutivos e ser o responsável por elevar o jogo defensivo da liga. Ele foi 11x Campeão da NBA, 5x MVP, 12x All Star, 3x All NBA First Team, 8x All NBA Second Team, 4x líder em rebotes, eleito um dos 50 melhores da história da NBA, 2x campeão da NBA como técnico (1968/1969 -  ainda sendo jogador). Simplesmente um dos melhores da história, não ficaria de fora da nossa série, terminando a carreira com médias de 15.1 pontos e 22.5 rebotes por partida.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

O melhor continua

O melhor técnico da história do basquete

   Não vai chocar ninguém saber que Coach K vai continuar em Duke, mas vale lembrar que ele está com 68 anos e nem pensa em diminuir o ritmo. Ele têm alguns objetivos com isso.  Não é inédito treinadores de basquetebol universitário continuarem em seus programas aos 70 anos, simplesmente é o que se espera dos grandes técnicos (John Wooden fez isso, e provavelmente Calipari e Pitino farão).
   Na manhã seguinte a mais um título da NCAA, Myke Krzyzewski foi ao programa The Dan Patrick Show, onde ele foi perguntado sobre seu futuro e aposentadoria. "Eu não estou perto (aposentadoria). Eu vou estar de volta no próximo ano e acho que por mais alguns anos. Só porque nós ganhamos eu não vou embora". Coach K, claro, é o homem por trás da Dinastia Duke. Os Blue Devils ganharam cinco campeonatos nacionais com ele no comando, e certamente vai ganhar mais alguns na estrada.
   Apesar de já ter ganho por quatro vezes o March Madness, Krzyzewski disse que desta vez foi especial. "Esta equipe tem sido realmente uma alegria. Eu amei esta equipe, ganhando ou perdendo na noite passada eu amei esse time." disse Coach K. "Essa foi a equipe mais próxima que eu treinei e todos os dias - eu não estou exagerando - eles eram uma alegria para o treinador". Coach K soa como se seu amor e paixão pelo basquete estivesse ainda maior.        Os fãs de Duke podem ficar felizes, pois parece que vão ter um dos melhores de todos os tempos treinando por mais alguns anos. Para mim o melhor técnico da história, três medalhas de ouro olímpico, 12 Final Four, 9 finais e 5 títulos da NCAA o credenciam como o melhor de todos, e sem precisar ir para a NBA para conseguir tal reconhecimento, simplesmente o melhor.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Rivalidade

   Mesmo depois de ser derrotado pelos Cavs no domingo, e praticamente entregar a coroa da Divisão Central, os Bulls estão confiantes de que podem ganhar de Lebron e cia nos Playoffs. 
   Após o jogo o pivô Joakim Noah, disse em entrevista a Nick Fridell da ESPN, que acha que são um grupo confiante e que seria ótimo enfrentar os Cavs, que seria emocionante e que é algo que espera que aconteça. Noah e Lebron tem uma longa história de amor, Noah disse odiar o Heat, e perdeu duas vezes para os mesmos na pós-temporada, aliás todos lembram da celebre discussão entre os dois em um lance-livre do King. Pois bem, no domingo ficou claro que o amor entre os dois permanece mesmo mudando de volta a Cleveland.
   Os companheiros de Noah seguem o seu pensamento, Myke Dunleavy disse em entrevista: "Nós ainda pensamos que podemos melhorar, mas se tivermos a oportunidade de enfrentá-los no caminho, sentimos que podemos jogar com eles". O All-Star Jimmy Butler ressaltou: "Acho que temos que passar por eles de qualquer maneira, eles são provavelmente os favoritos. Por isso, se quisermos mudar isso, nós vamos ter que bate-los".
   Noah esbanja confiança apesar de não, necessariamente, sentir que os Bulls levam vantagem em algum aspecto do jogo. Ele disse: "Se nós temos vantagem? Não tenho certeza, mas se tivermos a oportunidade e jogarmos com Cleveland eu ficaria muito feliz. Ficaríamos muito felizes como equipe para ser capaz de fazer isso". 
A dura marcação sobre Lebron
   Podemos ressaltar um aspecto que os Bulls pode levar vantagem, o físico. Levando em conta a reação que provocou em David Blatt no jogo de domingo, para ser uma boa maneira de equilibrar a série até um sétimo jogo. Blatt reclamou muito das ações dos Bulls contra Lebron, disse: "Você pode encostar em alguém no ar, desde que não o puxe para baixo. Na minha opinião isso é errado, a regra esta incorreta e quando você agarra um cara no ar, você esta colocando esse jogador em risco." Disse ainda: "Não importa o que você fala para alguém no jogo ou o que ele lhe diz. Para mim, e não quero voltar aonde estava antes, isso é falta flagrante, e pensei que em várias ocasiões, isso aconteceu com Lebron. Acho que algumas coisas foram fora do limite, realmente acho".
   Essa rivalidade vem crescendo desde as finais de conferência de 2011, quando os Bulls perderam para o Heat e Lebron era o astro. De lá para cá, muitas partidas bem disputadas e algumas confusões marcam o confronto dos Bulls com Lebron, independente da equipe que defendia, e isso tende a piorar. Se agora a tensão paira o ar imagina quando se enfrentarem nos Playoffs? Até o momento as equipes se encontrariam na segunda rodada, vamos torcer.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

O destino e o esporte

    Por diversas vezes acreditamos que podemos prever os acontecimentos, damos nossos palpites e algumas vezes o esporte quebra a nossa cara, um exemplo puro de sua imprevisibilidade aconteceu no sábado quando Winsconsin bateu a invicta e favorita ao título Kentucky. Mas essa não foi a primeira, e nem será a última vez, que esse tipo de coisa vai acontecer, hoje elenco aqui um top 5 das universidades favoritas ao título e que perderam jogos impensáveis.


Equipe forte que caiu no Sweet 16
   5° Lugar: Kansas Jayhawks, com uma equipe com atletas a nível de NBA, com boa estatura e bons arremessadores, Paul Pierce, Raef LaFrentz, Scot Pollard, Jerod Haase, Billy Thomas, Jacque Vaughn e Ryan Robertson. Uma equipe forte e que chegava aos Sweet 16 com 34 vitórias e apenas 2 derrotas, enfrentando a equipe de Arizona comandada por Mike Bibby e Miles Simon, que posteriormente seria a campeã do torneio.


2015-Cats
Surpresa da temporada
   4° Lugar: Kentucky de 2015, com um recorde perfeito de 38-0, uma equipe poderosa no ataque e na defesa, com sete atletas cotados para o Draft da NBA e que dominava todo e qualquer adversário até sábado, com uma marcação poderosa e com boa movimentação de bola e inteligência para atacar. Porém, perderam de Winconsin, que realmente jogou bem e que chegava ao Final Four novamente, já que haviam perdido nas semifinais do ano anterior. Com o melhor jogador do ano, Frank Kaminsky médias de 18.7 pontos e 8 rebotes na temporada, levando sua universidade .ao segundo Final Four seguido, chutando para quase 55% dos arremessos de quadra, sendo mais de 41% nos tiros de três, percentual altíssimo para um pivô, bateram a impecável Kentucky.


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Mesmo com um futuro astro da NBA a derrota aconteceu
   3° Lugar: A imponente equipe de Georgetown de 1985, comandados por Patrick Ewing, contando com Reggie Williams e David Wingate, haviam sido vice campeões em 1982, campeões em 1984 e caminhavam para mais um título da NCAA, com um recorde de 35-3. Mas em seu caminho estava uma companheira de Big East, a qual já havia perdido duas vezes para Georgetown, a Universidade de Villanova que jogou a partida de sua vida e converteu 22 de seus 28 arremessos, levando o título da NCAA vencendo por 66 a 64.





   2° Lugar: North Carolina de 1984, comandados por Dean Smith, com um elenco composto por Kenny Smith, Sam Perkins, Brad Daugherty e Michael Jordan, vindos de uma temporada perfeita em sua divisão (14-0 na ACC), enfrentaram a equipe de Indiana pelo Sweet 16, e adivinhem? Mesmo tendo o elenco mais talentoso de sua história,o técnico Dean Smith viu seus comandados perderem para Indiana por 72 a 68, que dureza.


Fab Five
As derrotas mais surpreendentes
   1° Lugar: Michigan Wolverines, o Fab Five, para mim a equipe que chegou até as finais e perdeu que tinha tudo para ser campeã, até porque perdeu duas vezes nas finais. Em 1992, na primeira temporada de Jimmy King, Jalen Rose, Chris Webber, Ray Jackson e Juwan Howard, juntos, foram as finais da NCAA e perderam para Duke que era uma equipe bem organizada mas ainda assim foi surpreendente. Em 1993 o Fab Five chegou as finais novamente e sendo os favoritos disparados, com suas marcas seu estilo arrogante, seus calções largos e meias pretas, jogando muito e passando por cima de todos até o título, mas o que ninguém esperava seria a derrota para North Carolina e ainda mais do jeito que foi, com erros bobos nos segundos finais. Com certeza o Fab Five é o time que tinha tudo para vencer, duas vezes e o destino lhes enganou.
   Todos esses acontecimentos nos provam que o esporte é imprevisível, e isso o torna tal espetacular e atrativo, que seja sempre assim.