sexta-feira, 30 de setembro de 2016

A maldição da Philadelhpia

Primeira escolha do Draft sofreu entorse em jogo treino

   Parece que o Philadelphia 76ers têm uma maldição sobre as costas. Um problema com as escolhas de primeira rodada, as lesões.
   Joel Embiid, que antes mesmo do Draft passou por uma cirurgia no pé direito, perdeu toda a sua temporada de novato. A 3° escolha do Draft de 2014 se preparava para estrear no ano seguinte, mas não aconteceu, após uma tomografia do seu pé e um processo de cura insatisfatório o pivô camaronês passou por mais uma cirurgia. E, mais um ano fora das quadras, nessa que seria a sua terceira temporada, Embiid vai finalmente defender os Sixers.
   Mas porque falo em maldição? Agora a pouco foi noticiado no site The Score que Ben Simmons, a primeira escolha do Draft, o cara que todos querem ver, sofreu uma entorse no tornozelo direito durante um amistoso e vai passar por um exame para averiguar a intensidade da lesão.
   Como foi recente nada foi noticiado, a reportagem foi postada agora as 14:01, mas imaginem que por ventura o jogador tenha quebrado o pé, rompido ligamento ou tenha uma lesão mais severa. O jovem que chega para ser o dono do time se machuca no treino, e tomara que não aconteça, perde a temporada assim como Embiid. Acho que está na hora dos Sixers colocarem sal grosso na quadra e benzerem os jogadores, uma maldição para estar a solta.
Quando tivermos mais informações noticiaremos aqui.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Rondo é o melhor armador com quem já joguei

Wade rasga elogios para Rondo

   Com o devido respeito a Goran Dragic, Gary Payton e Mario Chlamers, o três vezes campeão da NBA Dwyane Wade acredita que o melhor armador com quem já atuou, tecnicamente, é alguém com quem não jogou ainda.
   Wade disse aos repórteres hoje que Rajon Rondo é "o melhor armador com quem já joguei", apesar dos novos companheiros de Chicago Bulls ainda não terem dividido a quadra por uma partida da NBA.
   Rondo chegou a Cidade dos Ventos para um contrato de dois anos por U$ 28 milhões, vindo do Sacramento Kings onde teve médias de duplo-duplo na temporada passada, com 11.9 pontos e 11.7 assistências por partida. 
   "Ele (Rondo) tem a melhor voz da equipe. Quando você tem um armador na quadra, que você pode obter alguma coisa e falar da maneira como ele fala, define o tom para todo mundo." - disse Fred Hoiberg depois do primeiro dia do acampamento de treinos.
  A capacidade de Rondo em conduzir um ataque e distribuir as jogadas tem sido o seu cartão de visitas, tendo liderado a NBA em três temporadas (2012, 2013 e 2016). Rondo também liderou a liga em passes por jogo na última temporada, com um total de 74,2 o que deve facilitar a adaptação de Wade na sua cidade natal.
   Essa dupla tem tudo pra dar certo no Bulls, apesar de muita rivalidade quando jogando em Boston e Heat, Rondo e Wade parecem admirar um ao outro e ter um respeito mútuo, perfeito para a equipe. Se eles conseguirem se adaptar rapidamente a equipe, aliado ao excelente Jimmy Butler os Bulls vem fortes para a temporada, para no mínimo chegar as semifinais de conferência.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Noah: "Vamos bater o Lebron nos Playoffs"

Noah com metas altas para a temporada

   O New York Knicks espera que suas movimentações na offseason lhe impulsionem para os Playoffs, no topo da Conferência Leste. Joakim Noah, que assinou os Knicks na agência livre, tem seu olhar voltado para destronar seu rival de longa data Lebron James e o Clevland Cavaliers atual campeão da NBA.
   "Isso definitivamente é a meta. Definitivamente não é uma tarefa fácil, mas essa tem que ser a mentalidade. Nós sabemos que agora tudo passa por Lebron, tudo passa por ele. E para chegarmos onde queremos chegar, temos que vencer esse cara." - disse hoje aos repórteres no campo de treinamento.
   Noah sabe melhor do que ninguém como essa tarefa é difícil. Ele nunca derrotou uma equipe liderada por Lebron James nos Playoffs, perdendo na primeira rodada de 2010, nas finais de conferência de 2011, e nas semifinais de 2013 e 2015 como atleta do Chicago Bulls.
   No único confronto de pós-temporada com Lebron, que terminou no topo da temporada seis temporadas consecutiva, os Knicks caíram para o Miami Heat na primeira rodada de 2012. Carmelo Anthony, que experimentou em primeira mão a eliminação, pensa que o ex-jogador de defesa do ano traz algo que está faltando para a equipe.
   "Noah traz uma dinâmica diferente na quadra. Mentalmente, ele te obriga a competir em alto nível todas vezes em que está fora da quadra. Ele te empurra a competir em cada jogada, o tempo todo. Senão você vai ouvir sobre isso. E acho que isso é algo que estava faltando. Nós precisamos dele, essa organização precisa dele. Eu gosto disso, nós gostamos disso". - disse Melo.
   Melo está animado para ver o renovado elenco junto em ação, e insiste que estarão prontos dia 25 de outubro, quando enfrentam os atuais campeões da NBA na rodada de abertura. "Eu acho que é um grande teste para nós, para ver onde estamos como equipe. Eu sei que é apenas um jogo na noite de abertura, mas vai ser uma boa noite para nós".
   Teoricamente, se analisarmos no papel os Knicks são bem melhores que ano passado, devem voltar aos Playoffs com certeza. Mas, acreditar que podem desbancar os Cavaliers é demais, por mais que lutem acho difícil qualquer equipe do leste tirá-los da final da NBA, quem tem mais condições para isso são os Celtics ou Pacers. Do jeito que Lebron tem jogado, com Irving voando baixo e com Love tendo jogos bons, nenhuma equipe do leste fará frente, mas vamos ficar de olho nessa temporada.




terça-feira, 27 de setembro de 2016

Lebron preocupado com sua geração

Geração 2000 perto do fim?

   Lebron James tem apenas 31 anos, mas já jogou mais minutos totais que 26 jogadores na história da NBA. Querendo ou não, ele está mais perto do final de sua carreira do que do começo, e nada deixa isso mais claro que as recentes aposentadorias de Kobe Bryant, Tim Duncan e Kevin Garnett.
   Lebron disse hoje a alguns repórteres que a sua geração de estrelas, composta em boa parte por amigos próximos Dwyane Wade, Carmelo Anthony e Chris Paul, são os próximos a se despedirem da liga. "Estamos no convés". - disse o astro.
   Isso não significa necessariamente que eles estarão se despedindo tão cedo. Lebron estendeu indiscutivelmente seu alto nível de jogo nos últimos quatro meses, CP3 é um All-NBA Segundo Time e All-NBA Primeiro Time de Defesa, e Melo e Wade foram All-Stars com temporadas com PER maior de 20. Eles podem estar na liga a mais de 10 anos, mas ainda tem um bom caminho pela frente.
   Mas, com certeza a saída de uma série de estrelas dos anos 90 fez Lebron sentir a idade. Há um pequeno número de estrelas que chegaram a NBA antes do Draft de 2003, Dirk, Paul Pierce e Vince Carter, por exemplo. Alguns outros estão entre Lebron e os mais velhos, entre ele e o vazio da aposentadoria. O tempo não poupa ninguém.
   Nem quero pensar ainda quando essa geração de 2000 se aposentar, Lebron, Wade, Melo e cia, vai ser mais um duro baque aos fãs da NBA que já sentiram a saída da geração de 1990. Ambas gerações maravilhosas, com mitos, lendas do esporte e que nos transformam em saudosistas, nos resta aproveitar ao máximo a carreira de cada um desses nomes e torcer muito para que eles joguem o máximo possível. Pelo bem do basquete e do nosso coração.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Heróis do passado: Dolph Schayes

Fazendo história por onde passou
   Hoje em nossa série relembraremos a carreira de Dolph Schayes, um dos grandes nomes do basquete dos anos 50 e 60, fez seu nome jogando pelo Syracuse Nationals e Philadelphia 76ers. Depois de atleta ainda atuou como treinador de sucesso, para quem não conhece essa lenda vale a leitura.
   Nascido no Bronx, Nova Iorque, filho de imigrantes Romenos começou a jogar basquete na escola por Creston Junior High School 79 e posteriormente por DeWitt Clinton High School, no Bronx em Nova Iorque onde foi campeão municipal. Na universidade jogou basquete por NYU, de 1944 a 1948, quando calouro tinha 16 anos e ajudou a equipe a chegar a final da NCAA. Ele concluiu o curso de engenharia aeronáutica, foi All-American e venceu o Prêmio Haggerty para o melhor jogador de basquete universitário de Nova Iorque do Ano. Seu treinador de NYU disse que era preciso tirá-lo do ginásio, pois em todo tempo livre que tinha ia para lá treinar.
Um dos melhores da história
   Sua carreira profissional começou em 1948 quando foi a 4° escolha do Draft da BAA pelo New York Knicks, e também pelo Tri-Cities Blackhawks da NBL. Os Blackkawks negociaram os direitos com o Syracuse Nationals, que lhe ofereceram um contrato de 7500 dólares (atuais 73900), o dobro que tinha sido oferecido pelos Knicks, o que influenciou sua ida para Syracuse.
   Já na sua primeira temporada foi eleito o Novato do Ano, com médias de 16.8 pontos, 4 assistências, na época os rebotes não eram contabilizados. Em sua segunda temporada os Nationals mudaram-se para a NBA, pela fusão de BAA e NBL. Nessa temporada teve média de duplo-duplo, algo muito constante em sua carreira, só não acontecendo nas suas duas últimas temporadas, ele teve médias de 17 pontos e 16.4 rebotes. Seus 2,03 m eram muito favoráveis, e lhe davam grande vantagem na época como pivô/ala-pivô, associados ao seu arremesso com um grande arco que era imparável, de sua infiltração e arremesso de longa distância. Sua maneira de jogar modificou a NBA, começando assim a surgir os jumpshots.
   Curiosamente ele quebrou seu braço direito lhe deixando uma temporada engessado. Porém, essa lesão melhorou seu jogo, pois ele aprendeu a arremessar com a mão não dominante, tornando-o um dos melhores e últimos arremessadores com ambas as mãos, o que lhe tornava extremamente difícil de ser marcado. Seu jogo sempre evoluiu e na temporada de 1954/55 foi campeão da liga com médias de 18.5 pontos e 12.3 rebotes na temporada regular e de 19 pontos e 12.8 rebotes nos Playoffs, sendo decisivo para o título.
   Seus feitos na NBA são inúmeros, foi o primeiro atleta a ultrapassar os 15000 pontos, foi o primeiro a acumular 30000 pontos+rebotes+assistências, jogou 706 partidas consecutivas, detêm o recorde de lances-livres consecutivos em uma partida (18) e liderou a liga três vezes em percentual dos lances-livres. Na carreira foi 12 x All-Star, 6 x All-NBA Primeiro Time, 6 x All-NBA Segundo Time, 1 x Líder em rebotes, por três vezes ficou perto de ser o MVP da liga, quando se aposentou em 1964 liderava a NBA em jogos (996), lances-livres convertidos (6712), lances-livres tentados (7904), faltas pessoais (3432), segundo em pontos (18438) e terceiro em rebotes (11256). Foi selecionado para a equipe da NBA 25 Anos como um dos 12 melhores da história, e é um dos 50 melhores jogadores de todos os tempos, membro do Hall da Fama e tem o número 4 aposentado pelo Philadelphia 76ers.
Cerimônia de aposentadoria de seu número
   Após a carreira como atleta tornou-se treinador, ainda como atleta em 1963 ocupou as duas funções até 1964. Depois de deixar as quadras como jogador seguiu mais três anos como técnico, em 1966 foi o treinador do Ano. De 1966 a 1970 trabalhou como supervisor de arbitragem da NBA. Podemos dizer de Schayes fez de tudo na carreira, desde ser um exímio atleta que mudou a forma de jogar até supervisor de arbitragem, e com uma trajetória tão brilhante e interessante, não poderia ficar de fora da nossa série.



sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Valeu Big Ticket!

Futuro Hall da Fama aposentou-se da liga hoje

   Dizer adeus é sempre difícil, pra um dos meus jogadores favoritos pior ainda. Ano passado perdemos Kobe e Duncan, ícones do basquete, hoje perdemos KG um dos melhores alas/pivôs da história, um cara que dominava o garrafão e que era um exímio defensor. 
   Garnett chegou a liga em 1995 como a quinta escolha do Draft, vindo diretamente do Ensino Médio. Chegava a NBA como o Mr.Basketball de Illinois e o Jogador do Ano do Ensino Médio, com médias de 25.2 pontos, 17.9 rebotes, 6.7 assistências, 6.5 tocos e 66,8% de aproveitamento dos arremessos de quadra. No jogo do All-American foi o MOP com 18 pontos, 11 rebotes, 4 assistências e 3 tocos, impressionando muito antes do Draft, posteriormente KG foi eleito um dos 35 melhores All-Americans da história.
   Sua primeira temporada não foi muita expressiva, mas foi boa o suficiente para ser membro do Segundo Time dos Novatos com médias de 10.4 pontos e 6.3 rebotes, jogando 80 partidas, sendo 43 como titular. Mas a partir daí foi apenas evolução de uma carreira impecável, em 1997, na sua terceira temporada já foi selecionado para o All-Star Game, algo que se repetiria por mais 14 oportunidades.  Da sua segunda temporada para frente sempre foi titular, em qualquer equipe que atuou, mesmo que jogasse apenas 5 partidas como na temporada 2014-15. 
   Da temporada 1998-99 até a temporada 2006-07, todas pelo Minnesota Timberwolves, teve médias de duplo-duplo, pelo menos 20 pontos e pelo menos 10 rebotes. Sendo que na temporada 2003-04 foi o MVP com médias de 24.2 pontos, 13.9 rebotes, 5 assistências, 2.2 tocos e 50,2% de aproveitamento. Com os Timberwolves foi aos Playoffs, de forma consecutiva, de 1996 até 2004, sempre sendo o destaque da equipe, com médias de 22.3 pontos e 13.4 rebotes, infelizmente sem ser campeão.
   Mas chegou o Boston em sua vida, de 2007 a 2013 Garnett foi um dos comandantes dos Celtics, jogando muita bola por lá também. Ao lado de Paul Pierce e Ray Allen formaram um big three invejável, muito eficiente e que já em seu primeiro ano de formação conseguiu ser campeão da NBA, único título da carreira de KG. Na temporada 2009-10 voltaram as finais, mas perderam para o Lakers em sete jogos, como deve ser para a maior rivalidade da NBA, uma série memorável. 
   Saindo de Boston foi para o Brooklyn, onde jogou por mais duas temporadas, com um time bem fraco mas que ainda assim foi uma vez aos Playoffs. A partir daqui foram suas pores médias na carreira, e o indício de que seus anos estavam perto do fim. Já com 38 anos voltou para sua casa, ao Minnesota, de onde se despediu hoje aos 40 anos. Garnett deixa o basquete com médias de 17.8 pontos, 10 rebotes, 3.7 assistências e 50,1% de aproveitamento dos arremessos. Foi 1 x Campeão da NBA, 1 x MVP, 1 x MVP All-Star Game, 4 x All-NBA Primeiro Time, 3 x All-NBA Segundo Time, 1 x Jogador Defensivo do Ano, 9 x All-NBA Primeiro Time de Defesa, 4 x Reboteiro da Liga, Líder de todos os tempos do Timberwolves em pontos.
   Glen Taylor, proprietário dos Wolves disse em comunicado oficial da equipe: "Foi uma verdadeira alegria ver KG entrar na liga como um jovem e vê-lo desenvolver suas habilidades para se tornar um dos melhores na NBA. Eu tenho valorizado a oportunidade de vê-lo crescer como um líder. Desejo-lhe que continue com sucesso no próximo capítulo de sua vida. Seus fãs de Minnesota sempre vão valorizar as memórias que proporcionou".
   Garnett ocupa o 5° lugar na história em jogos, 9° lugar em total de rebotes, 17° em tocos e 20° em pontos. Ele era  jogador ativo a mais tempo na NBA, com 21 temporadas. Agora resta a nós fãs de basquete olhar muitos vídeos de KG no youtube e ficar com as boas lembranças de uma brilhante carreira, Big Ticket certamente será um Hall da Fama e merece muito. Obrigado KG! 

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Ex treinador da NBA e NCAA perto do High Shcool

Treinador de carreira brilhante perto de East Hampton

   Aos 76 anos de idade, Larry Brown pode continuar sua carreira de treinador no nível de Ensino Médio. O membro do Hall da Fama está considerando treinar East Hampton High nessa temporada, em New York de acordo com C.L. Brown da ESPN nesta terça-feira. Brown tem uma casa de verão não muito longe da escola e recentemente soube da vaga.
   "Esta noite eu vou à escola ver as crianças e falar com o diretor de esportes. Eu gostaria de poder dizer-lhe quando vou tomar uma decisão. Estou esperançoso, é muito perto." - disse Brown. 
   O treinador deixou a SMU neste verão depois de não chegar a um acordo sobre a extensão do contrato. Os Mustangs lhe ofereceram um contrato até 2020, mas Brown queria um contrato mais longo.
O ex-campeão da NBA e NCAA sente que tem muito a trazer para o jogo do Ensino Médio. 
   "Quando você trabalha para as pessoas que eu trabalhei, e tinha as pessoas sentadas ao seu lado como tive, não parece certo se eu não compartilhar tudo que aprendi. Sei que eu tenho esse dom que posso ensinar. Eu só quero ajudar o jogo que está me dando muitas oportunidades incríveis, eu quero devolver."
   A atitude de Brown me parece incrível, um cara que já venceu na NBA e na NCAA  e quer trabalhar com o High School, ensinar tudo o que aprendeu e retribuir a sociedade o lhe foi dado. Imaginem para um atleta da escola ter Brown como treinador, os ensinamentos e tudo que pode aprender sobre o jogo? É simplesmente incrível, com certeza se ele ficar nessa escola, os atletas dele terão uma bagagem monstruosa de basquete, e isso pode decretar o futuro deles. O que vejo aqui, é um treinador que ama o jogo e que isso é o que move, não importa onde. 

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Heróis do passado: Earl Monroe

Winston Salem e o começo do sucesso
   Hoje nossa série relembra a carreira de Earl Monroe, astro da NBA que brilhou por onde passou, desde os parques da Philadelphia até o Baltimore Bullets e New York Knicks. Pra quem não conhece o cara, vem dar uma conferida.
   Nascido na Philadelphia, Monroe foi uma lenda dos parques desde muito jovem, seus companheiros de ensino médio lhe chamavam de Thomas Edison, pela quantidade de movimentos que criou. 
   Teve fama nacional ao jogar na Divisão II pela Winston-Salem State University, localizada na Carolina do Norte. Treinado pelo membro do Hall da Fama, Clarence "Big House" Gaines, teve uma brilhante carreira universitária, sempre em constante evolução. Suas médias foram de 7.1 pontos, 23.2 pontos e 7 rebotes, 29.8 pontos e 6.7 rebotes, e incríveis 41.5 pontos e 6.8 rebotes por jogo no seu último ano. Em 1967, seu último ano, ganhou o título de Jogador do Ano da NCAA e levou sua equipe ao título da Divisão da NCAA, além de ser nomeado All-American duas vezes.
Deixando marcas desde a primeira temporada
   Sua carreira profissional começou em 1967, quando foi a segunda escolha do Draft pelo Baltimore Bullets, atual Washington Wizards. Logo em sua primeira temporada foi o Novato do Ano com médias de 24.3 pontos, 5.7 rebotes e 4.3 assistências. Além disso, em um jogo contra o Lakers anotou 56 pontos, a terceira maior pontuação da história para um novato e na época o recorde de pontos da franquia. Juntamente com Wes Unseld formara uma dupla formidável em Washington, Monroe era um ícone com sua habilidade de pontuar em contra-ataques e arremessos acrobáticos, sobre isso ele disse: "A coisa é, eu não sei o que vou fazer com a bola, e se eu não sei, tenho certeza que o cara que está me marcando também não sabe". Ele estabeleceu o recorde da NBA para prorrogação, com 13 pontos anotados, marca superada por Gilbert Arenas. 
   Com exceção da sua primeira temporada, Monroe conseguiu levar os Bullets aos Playoffs em todas temporadas que atuou. Em 1971, seu agente anunciou que ele tinha intenção de sair para Bulls, Lakers ou Sixers, depois de quatroi jogos na temporada foi negociar com os Pacers e acabou parando no Knicks. Pelos Bullets, em cinco temporadas teve médias de 23.7 pontos, 3.7 rebotes e 4.6 assistências.
Knicks e seu anel de campeão
   Sua chegada em New York era uma aposta, não sabiam se ele e Walt Frazier poderiam jogar juntos. A dupla formada ficou conhecida como Rolls Royce Backourt, tornando-se uma das duplas mais eficazes da história, levando os Knicks ao título da NBA em 1973, onde Monroe teve médias de 16.1 pontos, 3.2 rebotes e 3.2 assistências. Pra se ter uma ideia do nível da dupla, é uma das poucas da NBA a ter ambos atletas entre os 50 melhores jogadores da história e no Hall da Fama. 
   Earl Monroe se aposentou na temporada 1979/80, aos 35 anos devido as graves lesões sofridas no joelho, mesmo assim teve médias de 18.8 pontos, 3 rebotes e 3.9 assistências, 1 x Campeão da NBA, 4 x All-Star, 1 x All-NBA Primeiro Time, um dos 50 melhores jogadores da história, membro do Hall da Fama do Basquete e do Basquete Universitário, tem o número 15 aposentado pelo Knicks e o número 10 aposentado pelo Wizards. Mais do que merecida essa lembrança.
   

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Obrigado Miami

Homem de caráter

   Pela primeira vez desde 2002, o Miami Heat vai começar a temporada regular sem Dwyane Wade na equipe, após o ala de 34 anos assinar um contrato de dois anos com o Chicago Bulls por 47,5 milhões de dólares.
   Sem dúvida o jogador mais influente na história da franquia, Wade agradeceu seus fãs do sul da Flórida, com uma foto e sua assinatura entre as interestaduais 95 e 395, dizendo "obrigado Miami".


   Wade foi a quinta escolha do Draft de 2003 pelo Miami Heat, jogou todas as suas 13 temporadas pela franquia e foi três vezes campeão da NBA, 12 vezes All-Star e foi All-NBA Primeiro Time em duas oportunidades. Uma vez que suas negociações com a diretoria do Heat falharam, ele optou por levar seu talento para casa, de volta a Cidade dos ventos.
   O Bulls vão a Miami no dia 10 de Novembro, na única visita que Wade fará a sua antiga franquia nessa temporada. Por tudo que fez, e pelo exemplo de atleta que é, com certeza será ovacionado pelos fãs do Heat. Aliás, Wade tem demonstrado ser um jogador acima da média, e provou todo seu respeito para os fãs que tanto lhe apoiaram e acreditaram nele.
   Profissionais como Wade são raros, em todos os campos de atuação, no esporte então pior ainda, muitos nem querem saber ou lembrar de onde vieram, ou pelo menos agradecer o que aprenderam por onde passaram. Ele demonstra todo o seu apreço pela franquia e pela cidade que lhe recebeu de braços abertos, torceu por ele, sofreu, ficou triste, ficou feliz, tudo com ele. Parabéns pela atitude Wade, um jogador com seu caráter é muito bem vindo ao meu amado Bulls.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

"Estou feliz que posso terminar minha carreira aqui"

Lenda viva da NBA

   Dirk Nowitzki fechou um contrato com o Dallas Mavericks que pode fazer os fãs vê-lo jogar a sua 19° e 20° temporada pelo mesmo time. O alemão não tem certeza se vai jogar após o seu contrato acabar, com 38 anos ele vai deixar o seu corpo decidir.
   "Eu sempre disse que queria poder levar ano após ano. Mas a assinatura de um contrato de dois anos não significa necessariamente que tem de jogar esses dois anos. Acho que vamos ver como o próximo ano vai ser, como o corpo responde, e depois vamos tomar essa decisão novamente no próximo ano. Mas, obviamente, eu adoraria jogar os próximos dois anos e depois é só ver como vai ser. Nesse ponto eu vou estar perto dos 40, e já estarei na idade para a NBA, por isso vamos ter que esperar e ver como o corpo responde nos próximos dois anos " - disse Nowitzki a Tim MacMahon da ESPN.
   O alemão tem 1485 jogos e mais de 53000 minutos em sua carreira entre a temporada regular e playoffs, tudo para o Mavericks que conseguiram-no por troca no Draft de 1998. Nowitzki é o cestinha da NBA entre os ativos, e o sexto maior cestinha da história com 29491 pontos, sendo leal aos Mavs, aceitando receber menos em seu último contrato. Depois de optar por sair do terceiro ano de contrato, que lhe daria 8,7 milhões, o futuro Hall da Fama foi recompensado.
   Dirk concordou com um acordo de dois anos no valor de 40 milhões, antes de Marc Cuban modificar o valor para 50 milhões no mesmo período. Mas apenas 5 milhões estão garantidos para a temporada 2017/18. Nowitzki liderou os Mavs ao campeonato de 2011, é grato a Cuban e espera terminar a carreira onde começou.
   "Cuban tem sido incrivelmente leal a mim, e eu mostrei, obviamente, que queria estar aqui nos últimos dois anos. E acho que ele queria me recompensar de algum jeito. Isso faz, obviamente, me sentir bem e sentir querido. Estou feliz que posso terminar minha carreira aqui em Dallas, onde eu sempre quis estar, e espero terminar forte os últimos anos." - disse Nowtizki.
   Apesar de sua idade ele provou que ainda pode liderar a equipe, com médias de 18.3 pontos, 6.5 rebotes, 1.8 assistências, com 44,8% de aproveitamento dos arremessos de quadra e 36,8% das bolas três, jogando 31.5 minutos por jogo nas 75 partidas que jogou. Tomara que o alemão possa terminar a carreira ainda em boa forma, mesmo estando mais velho ele ainda consegue ser um jogador bem ativo, capaz de decidir jogos e quem sabe levar os Mavs longe.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Rose acusado de estupro

Nada fácil a vida do astro

   Aparentemente nada é fácil na vida de Derrick Rose. O mais jovem MVP da história que vem a algumas temporadas sofrendo com contusões e mudou-se para New York na tentativa de voltar a ser um All-Star, agora sofre uma ação judicial por estupro em grupo.
   Uma mulher, identificada como Jane Doe, deu uma entrevista a um tablóide, dando detalhes sórdidos sobre sua relação sexual com Rose e outros dois amigos do astro, alegando que foi estuprada enquanto estava desmaiada.
   A mulher de 30 anos é uma universitária que procura manter o anonimato, e por enquanto os advogados do craque disseram: "Este não é um caso de estupro. É extorsão pura e simples por um autor que quer se manter no anonimato, enquanto procura milhões em danos de uma celebridade com quem estava a um longo prazo, em uma relação sexual consensual não exclusiva".
   O início do julgamento está marcado para o dia 4 de outubro, data em que começa a pré-temporada da NBA e que Rose completa 28 anos. Se o caso se manter, os detalhes se publicizados poderiam manchar a sua imagem e sua reputação. Ambos os lados reconhecem que um acordo pode ser uma possibilidade. 
   A mulher alega que Rose e seus dois amigos a estupraram na sua casa no começo da manhã do dia 27 de agosto de 2013, depois dela ter bebido tanto que vomitou e desmaiou. Rose e a defesa alegam que ela deixou eles entrarem e fez sexo de bom grado. 
   Supostamente Rose e a vítima se conhecem desde 2011, em uma festa em Hollywood quando organizou uma festa para comemorar seu título de MVP. Ambos lados concordam que era longo e com sexo consensual envolvido. Ela disse que se importava profundamente com Rose e que mantinham contato pelo Skype ou por telefone, e que se encontravam quando ele foi para Califórnia. Ela também fez uma viagem para vê-lo em Chicago.
   O engraçado da história é que no dia 26 de agosto Rose estava no Sul da Califórnia tratando o joelho e ela trabalhando em Los Angeles. Nessa noite festejaram na casa de aluguel do astro, e em seguida ela foi embora após beber vodka, vinho e tequila. Horas mais tarde os homens apareceram e a estupraram. 
   Porque levar três anos para prestar queixa por um estupro? Dizem os advogados de Rose que ela tentou extorquir dinheiro dele e quando não conseguiu começou com a história de estupro. Não tiro partido por ninguém, mas essa história tá mais para um final com acordo do que com Rose pagando milhões em indenização ou preso.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

"Ele é um jogador tipo Lebron"

Sempre comparado com Lebron, será que a pressão vai atrapalhar?

   Após sua entrada para o Hall da Fama, Shaquille O'Neal volta sua atenção para a temporada da NBA que começa no próximo mês.
   Enquanto Shaq sabe que essa classe de novatos não recebeu o mesmo reconhecimento dos anos anteriores, mas a lenda da LSU tem olhos voltados para um novato de sua antiga Universidade. "Eu não sei sobre todos eles, mas sei que meu garoto vai ser muito bom, Ben Simmons." - disse Shaq à Jessica Camerato do CSNPhilly.com.
   Ao passo que seu arremesso e penetração terão de melhorar, ele já está em um nível de elite como passador, uma habilidade que tem lhe gerado comparações com um dos melhores jogadores da atualidade. 
   "Ele é um jogador tipo Lebron. O que quero dizer com isso, Lebron faz um bom trabalho de fazer todos ao seu redor melhor, passando a bola e fazendo as coisas pequenas, e Ben é esse tipo de jogador". - disse Shaq.
Indiscutivelmente a maior crítica que Simmons sofreu em seu único ano na Louisiana , era a sua tendência a desaparecer em grandes momentos, hábito que Shaq espera que o fenômeno de 20 anos supere para que seu jogo continue a evoluir.
   "Ele recebeu um monte de críticas, principalmente na LSU por não assumir os jogos. Mas ele é jovem. Ele vai adquirir isso. Quando se trata de outros aspectos do jogo, ele é muito, muito inteligente. Ele joga o jogo muito bem."
A estreia de Simmons esta prevista para o dia 26 de outubro contra o Oklahoma City Thunder. 
   Com certeza os olhos de todos estarão voltados para Simmons, primeira escolha do Draft, comparado com Lebron James e que mostrou na Summer League uma visão de jogo e Q.I. acima da média. Acredito que ele vai ser o novato do ano fácil, que vai jogar muito bem e vai justificar tudo que foi dito, inclusive as comparações com Lebron. Se conseguir melhorar seu arremessos e as penetrações, ele será um jovem de 20 anos com 2,08 metros, com muita habilidade e Q.I., quase imparável.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Heróis do passado: Sam Jones

Mr. Clutch
   Hoje vamos relembrar a carreira de Sam Jones, grande nome da década de 1960, fez sucesso pelo Boston Celtics e é o segundo atleta que mais ganhou títulos da NBA. Fãs do basquete, principalmente do Celtão, aproveitem.
   Jones estudou e jogou basquete em North Carolina Central (atual North Carolina College), onde foi o líder da equipe por quatro anos para os treinadores John McLendon e Floyd Brown. Ele anotou 1745 pontos com médias de 17.7 pontos e 9.1 rebotes, segunda maior pontuação da história da Universidade, foi 3 x All-CIAA e teve o seu número, 41, aposentado e pendurado na Eagles Arena.
   Jones tinha 1,93 metros e 97 kg, e um fato engraçado marca o começo de sua carreira com os Celtics. Quando Red Auerbach viaja pelo sul para observar jogadores do North Carolina, que acabara de ser campeão nacional, o ex-treinador de Wake Forest, Bones McKinney disse que ele poderia ir a Chapel Hill mas o melhor jogador estava pertinho dali. Eventualmente, no Draft de 1957, o Philadelphia Warriors selecionou Lennie Rosenbluth de North Carolina na sexta posição, e Sam Jones foi a 8° escolha para o Boston Celtics, e Auerbach nunca tinha lhe visto jogar.
Excelente arremessador
   A sua temporada de estréia foi bem discreta, atuando 10,6 minutos por jogo, ele teve médias de 4.6 pontos e 0.7 assistências nos 56 jogos que participou. Coincidentemente, essa temporada e a de 1966/67 da NBA foram as únicas em que não conquistou o título da liga. Suas médias seguiram em evolução atá a temporada de 1964/65, onde já aos 31 anos começou a decair de produção, mas ainda assim com médias de 20 pontos. 
   Ele é um daqueles atletas de uma franquia apenas, jogou 12 temporadas pelo Boston Celtics e era conhecido por sua execução perfeita do arremesso e por arremessos clutch. Por conta dessas habilidades com o arremesso ele era conhecido como "Mr. Clutch", muito conhecido por usar a tabela em seus arremessos com maestria. Com 1,93 metros, Jones um ala alto e que conseguia correr pela quadra, com um jogo ofensivo refinado. Junto com K. C. Jones formou o "Jones Boys", formando uma dupla defensiva que complicava as ações dos adversários.
   Na sua carreira com os Celtics foi três vezes o cestinha da franquia, teve quatro temporadas com pelo menos 20 pontos de média, tem a quarta maior pontuação da história dos Celtics com 51 pontos e é o 26° cestinha da história dos Palyoffs com média de 18.9 pontos em um total de 2909 pontos. Por seus feitos na carreira em 1962 foi introduzido no NAIA Hall da Fama, foi o primeiro afro-americano a entrar no Hall da Fama dos Esportes de North Carolina, nomeador para o Hall da Fama do Basquete, eleito um dos 50 melhores jogadores da história e que tem o número 24 aposentado pelos Celtics.
Cerimônia de aposentadoria de seu número na Universidade
   Teve médias de 17.7 pontos, 4.9 rebotes e 2.5 assistências na carreira, 10 x Campeão da NBA, 5 x All-Star, 3 x All-NBA Segundo Time. Com certeza um dos grandes nomes do basquete, fica aqui a nossa recordação pela brilhante carreira.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

De Bagé/RS para a LDB

Jovem de Emilio Otte, de Bagé, vai jogar a LDB pelo Flamengo

   Hoje trago aqui uma entrevista com um conterrâneo meu, jogador de basquete que irá participar da próxima edição do LDB pelo Flamengo. Apresento a vocês leitores, Emílio Otte.

1. Nome, idade e posição que joga

Emílio Otte, 19 anos, ala/pivô.

2. Quando começou a jogar basquete e por quê?

Comecei a jogar basquete aos 9 anos no Colégio Gonzaga com o professor Mariozinho. Iniciei a jogar por influência do meu pai que jogou basquete e gosta muito do esporte.

3. Sempre sonhou em jogar basquete de maneira profissional?

Sempre gostei de jogar basquete, amo o que faço e quando as coisas começaram a dar certo fui para Porto Alegre jogar na Sogipa. Comecei a sonhar mais alto, jogar na NBB ou sair do Brasil também.

4. Quais as suas expectativas para a LDB?

A minha expectativa é muito grande, chegaram reforços para o nosso time e treinamos forte. 

5. O que espera da participação na LDB?

Espero que o nosso time ponha em prática o que vinhamos fazendo nos treinamentos, e também que sirva de amadurecimento para mim e para meus colegas jogar no adulto.

6. Como é jogar pelo Flamengo, clube de tanta expressão no basquetebol?

Jogar no Flamengo é diferente de qualquer outro clube, tem cobrança, tem bastante torcida e muita visibilidade também. O Flamengo é um clube muito bom, eles te dão muito incentivo também.

7. Quais os sonhos para o futuro?

Meu sonho para o futuro é me firmar jogando em alguma liga forte de basquete, mas pra isso tenho que treinar muito ainda no dia-a-dia.

8. Tem sonhos de jogar na Seleção Brasileira?

Sim, claro, jogar na seleção é o sonho de cada atleta, mas repito, requer muito treino e isso se busca no dia-a-dia.

9. A NBA é o seu maior desejo?

Não diria que é meu maior desejo, porque acho meio distante ainda, mas com certeza é um sonho.

O jovem tem um futuro bom pela frente, treina sempre com vontade e é um excelente atleta, tomara que todo o seu esforço seja recompensado Emilio e que o basquete ganhe mais um bom jogador.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Iverson sobre Shaq: ele era assustador

Iverson rasgou elogios para Shaq

   Allen Iverson rasgou elogios para Shaquille O'Neal, seu companheiro de Hall da Fama, ambos serão introduzidos na sexta-feira.
   "Eu nunca vi uma pessoa dominar o jogo como Shaquille O'Neal". - disse Iverson à J. A. Adande da ESPN.
   Graças as suas carreiras se sobreporem, Iverson testemunhou Shaq sendo quatro vezes campeão da NBA, se tornar o MVP da liga e participar 15 vezes do All-Star Game. 
   The Answer ainda compartilhou a sua primeira impressão sobre o emblemático pivô, dizendo que ele era "assustador". O que não é uma surpresa, levando-se em conta que Shaquille O'Neal tinha 2,16 m de altura e bem mais do que 136 quilos. Comparado com o relativamente baixinho Iverson, com 1,83 m e 75 quilos, assustador é uma boa definição.
   Ainda assim, Iverson compartilhou sua mentalidade para enfrentar os oponentes muito maiores. "Eu queria que eles soubessem que eu estava chegando".
   Ambos são lendas do basquete, nem vou entrar no mérito das brilhantes carreiras que tiveram. Vou focar na declaração do Answer, e dizer que concordo com ele, o que Shaq fez em quadra foi um absurdo, ninguém podia marcá-lo, era impossível. Com seu tamanho, habilidade, agilidade e força, ele patrolava todos, por exemplo, Jordan dominou o jogo obviamente, mas ele podia ser um pouco pressionado e marcado, Shaq não. O que o pivô de 2,16 m e 156 quilos fazia era absurdo, tanto que foi até proibido de enterrar pois com tanta força andava destruindo tabelas.
   Realmente Iverson está correto, ninguém dominou o jogo como Shaq. Abaixo um vídeo sobre isso:



quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Nada definido

Bosh e Heat ainda não chegaram a um acordo
   A ausência de Chris Bosh ainda aparece como uma sombra sobre Miami.
   Pela segunda temporada consecutiva, o ala encerra sua participação após o intervalo do All-Star Game por conta de coágulos sanguíneos. Aparentemente os indícios de um retorno são claros, mas o Heat ainda tem que fechar um acordo com Bosh, e o training camp está se aproximando.
   No momento os dois lados estão em discussão, de acordo com Barry Jackson do Miami Herald, a franquia de Miami está trabalhando em soluções potenciais que fariam a sua estrela voltar a vestir o uniforme do Heat. A condição de Bosh já estaria melhor, mas no momento, as discussões são basicamente sobre a disponibilidade do Heat permitir que o ala jogue tomando anticoagulantes. O veterano com 13 anos de carreira não poderia jogar sem os medicamentos, a menos que seja liberado pelos médicos do Heat.
   Mesmo assim, Bosh foi para o ginásio treinar por conta própria. Na semana passada ele compartilhou uma foto treinando com seu ex-companheiro D-Wade, e de acordo com os repórteres, espera ser liberado eventualmente. Mas o impasse continua.
   No fim desse enredo acredito que Bosh vai ficar em Miami, ele vai ser o principal nome da franquia e tentará ajudar Dragic a fazer alguma mágica no Heat. Tomara que ele se recupere de vez de seus problemas, pois foram duas temporadas bem conturbadas e aos 32 anos esperasse que o ala tenha um bom tempo de carreira pela frente, e que esses problemas não atrapalhem mais a saúde e o seu jogo.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Heróis do passado: Jerry Lucas

Um dos melhores da história da NCAA
   Hoje vamos relembrar a carreira de Jerry Lucas, um atleta de renome nos 60 e 70, atuando como ala/pivô ou pivô que sempre fez sucesso, desde os tempos de ensino fundamental. Na NBA fez sucesso no Cincinnati Royals, San Francisco Warriors e New York Knicks, vindo de uma passagem fabulosa em Ohio State.
   Lucas nasceu em Middletown, Ohio, um pouco antes da cidade se auto nomear A Capital do Basquete, graças ao sucesso de suas equipes no Ensino Médio. Os Middies já haviam ganho cinco campeonatos estaduais entre 1945/55 antes de Lucas jogar em Middletown High. Jovem de uma família alta, foi incentivado a jogar basquete desde os 12 anos, aos 13 já tinha 1,82 m.
   Além do apoio local a equipe de basquete de Middletown High, a cidade foi palco de um dos grandes momentos do basquete no verão, na Sunset Park. Jogadores da cidade que jogavam na universidade retornaram para jogar, Lucas que estava com 15 anos e 2,01 m jogou contra esses atletas, melhorando muito suas habilidades. Graças a sua boa visão, Lucas desenvolveu a habilidade de poder calcular onde os rebotes cairiam, observando o arco da bola e a velocidade, conseguia se posicionar para o rebote, habilidade que lhe tornou um dos melhores reboteiros da história. 
   Lucas começou a jogar para a equipe da escola em seu segundo ano, na temporada 1955/56 com 15 anos acertando 60% dos arremessos, sendo uma das estrelas da equipe. Terminando invictos a temporada de 55/56, tornaram-se Campeões Estaduais e Co-Campeões Nacionais junto com a equipe de Oscar Robertson o Indianapolis Crispus Attucks. Na temporada de 56/57 foram novamente campeões estaduais invictos e campeões nacionais. Para sua última temporada Lucas era considerado o melhor jogador do país no ensino médio, e detentor de recordes totais pela equipe, de pontos e precisão de arremessos. Com a derrota para Columbus North, a equipe de Lucas teve um recorde de 76-1 com o atleta, e as 76 vitórias consecutivas continuam como o recorde do estado. Nas suas três temporadas no ensino médio foi eleito Jogador do Ano do Ensino Médio e duas vezes Jogador Nacional do Ano no Ensino Médio.
O começo
   Em 1958 foi escolhido pelo Cincinnati Royals, como uma escolha territorial do Draft, graças a sua brilhante carreira no ensino médio, sendo considerado um dos melhores atletas de ensino médio da história. A educação era sua prioridade, assim aceitou uma das 160 bolsas de estudo que recebeu e foi atuar na Universidade de Ohio State. Em sua primeira temporada na NCAA foi campeão, tendo médias de 26.3 pontos, 16.4 rebotes e 63,7% de aproveitamento dos arremessos, na temporada seguinte foram novamente as finais e perderam, onde Lucas tornou-se o único jogador da universidade a anotar um 30-30, com 33 pontos e 30 rebotes. No ano seguinte chegaram novamente as finais, onde Lucas jogou machucado, pois havia dito que não seria profissional, e novamente perdeu a final. 
   Ele foi All-American nos três anos de NCAA, teve o seu número (11) aposentado e ainda hoje é considerado o melhor jogador da história da Conferência Big Ten, sua equipe teve um recorde de 78-6 e ele foi eleito o Atleta Masculino do Ano pela Sports Illustrated de 1961. Seu sucesso lhe rendeu uma vaga na Seleção dos EUA nos Jogos Olímpicos de 1960, sagrando-se medalhista de ouro.
   Sua carreira na NBA começou efetivamente em 1963, quando assinou um contrato com o Cincinnati Royals. Chegou a cidade e fez a venda de ingressos explodirem, juntou-se a Oscar Robertson e levou a franquia ao segundo melhor recorde da liga. Seu papel na equipe era o de pegar rebotes, jogando como ala em sua primeira temporada, teve quatro jogos com 30 rebotes e um jogo de 40 rebotes, maior marca da história para um ala. Foi o novato do ano e liderou a liga em percentual de arremesso, tendo médias de 17.7 pontos, 17.4 rebotes e 52,7% de aproveitamento. Nesse ano perderam nas finais de conferência para os Celtics.
   Nas temporadas seguintes tornou-se o principal nome da equipe, nas temporadas 64/65 4 65/66 teve médias de mais de 20 pontos e mais de 20 rebotes. Na temporada 65/66 teve 21.1 rebotes de média e 1668 no total, recordes de todos os tempos para um ala. As dores no joelho quase acabaram com sua carreira na temporada de 1965/66, mas ele conseguiu um medicamento que permitiu que sua carreira fosse porrogada.
 
Passagem em San Francisco
 Lucas atuou até a temporada 1969/70 pelos Royals, quando teve problemas com Bob Cousy, o treinador da equipe, e utilizou uma clausula de seu contrato que permitia que escolhesse uma franquia para atuar, assim indo para San Francisco. Ele quebrou a mão direita e ficou de fora de boa parte da temporada, recuperando-se no ano seguinte, com médias de 19.2 pontos e 15.9 rebotes, chegando aos playoffs e perdendo para os futuros campeões, Milwaukee Bucks.
Título e ponto final
   Na temporada seguinte, considerado um dos melhores reboteiros e arremessadores da liga foi negociado para os Knicks para fazer backup  de Willis Reed e Dave DeBusschere. Aos 31 anos viveu sua melhor temporada na carreira, liderando os Knicks em rebotes e percentual de arremessos, e em segundo na pontuação. Sua habilidade de arremessar de longe mudou as defesas, na época não havia linha de três, mas se houvesse ele teria tido uma temporada com 51,2% de aproveitamento. Na temporada de 1971/72 foi as finais e perdeu para o Lakers, mas no ano seguinte não deixou o título escapar. Com esse título da NBA, tornou-se o primeiro atleta da história campeão no ensino médio, universidade, Jogos Olímpicos e NBA. No ano seguinte, seu último, chegou as finais de conferência e perdeu para o Boston Celtics.
   Lucas se aposentou da liga como quarto da história em média de rebotes e quinto no total, teve médias de 17 pontos, 15.6 rebotes e 3.3 assistências por jogo, foi 1 x Campeão da NBA, 7 x All-Star, 3 x All-NBA Primeiro Time, Novato do Ano e 1 x MVP do All-Star Game. O pivô marcou época na liga, jogando em uma das décadas mais competitivas (60), conseguindo dominar o jogo em todos os níveis em que disputou e fazendo o seu nome na história, sendo membro do Hall da Fama e um dos 50 melhores jogadores da NBA. Aqui fica registrada nossa singela homenagem.