quarta-feira, 29 de junho de 2016

Brown uma boa escolha de Boston

Brown é um jovem de potencial, só precisa ser trabalhado

   Confesso que não estava ligado em Jaylen Brown, mas por culpa minha, não acompanhei a NCAA muito bem nessa temporada, mas quando selecionado eu corri para internet para saber mais sobre o armador de 19 anos e 2,01 m. Brown foi um destaque na sua equipe, California, com boas médias, 14.6 pontos, 5.4 rebotes, 2 assistências e 43% de aproveitamento dos arremessos.
   Ele foi o Calouro do Ano da PAC 12, foi nomeado Primeiro Time PAC 12, solidificando-se como uma escolha TOP 10. Brown joga como armador, mas ele tem altura suficiente para ser um small forward e se continuar crescendo, e dependendo da forma como for trabalhado, pode chegar a altura e talvez, jogar como power foward. O armador apresentou muito potencial atacando em transição, consegue criar oportunidades para pontuar, é um jogador muito atlético, tem potencial para ser um bom defensor.
   Em contrapartida, possuí uma mecânica de arremesso contestável, sobre pressão seu arremesso fica ainda pior, executa alguns fade aways em situações desnecessárias, por vezes segura a bola demais. Devido aos problemas com sua mecânica ele acabou com apenas 31% de aproveitamento do perímetro, mas se conseguir aperfeiçoar todos esses aspectos do jogo será um excelente armador.
Brown tem uma boa visão de jogo e deve se encaixar muito bem nos Celtics, tanto como um reserva para Isaiah Thomas, quanto como um ala recebendo para chutar e com espaço para infiltrar no garrafão. Analisando o elenco dos Celtics, na minha opinião, se tiver um bom desenvolvimento, Brown poderia ser o ala titular da rotação por sua altura, atleticismo, mas se melhorar o arremesso, assim contribuindo muito para o ataque da equipe.
   Realmente espero que Brown evolua os seus aspectos ofensivos, ele é um jovem de talento e que pode ajudar muito no processo de renovação do Boston Celtics. Abaixo deixo um vídeo para analisarem e tirarem suas conclusões do atleta.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Ingram = Durant?

18 anos, 2° escolha do Draft e comparado a Kevin Durant

   Ser calouro na NBA nunca é fácil, ainda mais quando se é uma dos primeiras escolhas do Draft. Brandon Ingram chegou a NBA como a 2° escolha, para defender um dos times mais tradicionais, senão o mais tradicional, Los Angeles Lakers e já é comparado a Kevin Durant logo de cara.
   As comparações com KD vão além de sua forma física, as habilidades e estilo de jogo de Ingram lembram muito as de Durant e, se bem trabalhado, tem potencial para ser um grande nome da liga. O jovem de 18 anos, completa 19 em setembro, tem 2,06 m e pesa 86 kg, tem habilidades impressionantes e foi muito tempo cotado para ser a primeira escolha. Ingram jogou em Duke com médias de 17.3 pontos, 6.8 rebotes e 2 assistências por partida, acertando 41% das bolas de três pontos, com 42% de aproveitamento dos arremessos de quadra principalmente com arremessos catch and shoot, com uma mecânica rápida e consistente, muito inteligente em movimentações sem a bola e em encontrar espaços na quadra. Possuí um incrível manejo de bola para altura, um grande potencial como criador de arremessos e bom em arremessar após o drible. 
   Infelizmente ele é muito magro, precisa ganhar massa muscular para tornar-se uma ameaça ainda maior, muitas vezes ele era forçado por jogadores mais fortes para longe de suas zonas de conforto. Precisa melhorar seu arremesso após o drible, que possui um aproveitamento de apenas 32%. Sobre a sua defesa, ele será fundamental para o Lakers, com seu tamanho e sua velocidade em deslocamento lateral, ele é capaz de marcar jogadores das posições 2 a 4 e até mesmo alguns armadores em pressão. Apresenta um grande potencial para rebotes, tanto de ataque como de defesa, sabe posicionar-se e utiliza sua altura e envergadura da melhor maneira possível. Nos tempos de Duke ele melhorou sua consciência defensiva, mas não sabemos a sua capacidade em marcar uma equipe com um ataque melhor, ele é um grande competidor mas não podemos dizer se ele será competente a cada noite.
   Ingram tem um jogo muito bom, suas habilidades e movimentações na quadra são rápidas e sutis, ele realmente pode ser um pilar para reerguer o Lakers. Juntamente com Julius Randle e D'Angelo Russell, o futuro dos Lakers parece ser muito promissor, se conseguirem adicionar ao elenco um bom agente livre, podem pensar em voltar aos Playoffs, talvez ainda esse ano dependendo de como as coisas forem. Não digo que ele vai ser o no novo Kobe, mas apresenta potencial suficiente para tornar o Lakers uma equipe competitiva novamente, pode demorar algumas temporadas, mas não é impossível.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Heróis do passado: Tim Duncan

Wake Forest o início de tudo
   Hoje nossa série vai contar a história de um futuro Hall da Fama, não sabemos ainda se ele se aposentou ou não, mas merece muito ser lembrado. Para um cara que queria ser nadador profissional nas Ilhas Virgens, sua terra natal, o basquete foi a melhor opção que teve após um furacão. Vamos exaltar hoje a grandeza de Tim Duncan, um veterano da liga que é um mito.
   Duncan nasceu e se criou em Christiansted, Saint Croix, uma das principais ilhas que compõem as Ilhas Virgens. Ele se destacou na natação assim como uma de suas irmãs, Tricia, tendo como objetivo competir nos Jogos Olímpicos de 1992 pela equipe americana. Infelizmente, em 1989 o Furacão Hugo destruiu a única piscina olímpica da região e Duncan teria de treinar no mar, mas seu medo de tubarões o impediram. 
   Aos 14 anos, a mãe de Duncan faleceu lhe fazendo prometer que terminaria os seus estudos, o que explica o porque de entrar na NBA somente após sua graduação. Aconselhado pelo irmão, Timmy começou a jogar basquete como uma forma de aliviar a dor que sentia, no começo teve dificuldades de se adaptar, mas como senior na St. Dunstan Episcopal High School, com médias de 25 pontos por jogo começou a demonstrar potencial. Várias universidades demonstraram interesse, mas posteriormente selecionou Wake Forest, onde o treinador necessitava de um cara alto e físico, e logo percebeu que Duncan seria atleticamente talentoso e um rápido aprendiz. 
   Sua carreira no basquetebol universitário o fez ser eleito como o melhor jogador da história da NCAA, seu começo no entanto foi lento, demorando a se adaptar ao jogo. Na sua primeira partida terminou sem anotar uma cesta, mas sua evolução coincidiu com o recorde da equipe de 20-11. Timmy com seu estilo de jogo simples foi muito eficaz, combinando movimentos de low-post, arremessos de média distância e uma defesa forte. Ao fim de sua primeira temporada já era considerado uma escolha top, mas mesmo assim ele optou por terminar a graduação. Ele liderou a equipe ao título da ACC, chegando as finais da NCAA mas perdendo, ainda assim Duncan anotou 12 pontos, pegou 22 rebotes e deu 8 tocos, terminou o ano com médias de 16.8 pontos, 12.5 rebotes, foi nomeado o Jogador Defensivo do Ano e tornou-se o terceiro melhor bloqueador da história da NCAA com 3,98 tocos por partida. 
   Na temporada 1995/96 com uma equipe inexperiente, liderada por Tim Duncan perdeu apenas quatro partidas, venceu a ACC novamente e chegou a final da NCAA com médias de 19.1 pontos e 12.3 rebotes, mas ficou de fora a partir do Sweet 16 por uma gripe. Foi eleito novamente o Jogador Defensivo do Ano e Jogador do ano da ACC.  A temporada seguinte foi ainda melhor para Duncan com médias de 20.8 pontos, 14.7 rebotes e 3.2 assistências, com 60,6% de aproveitamento, sendo eleito pela terceira vez seguida o defensor do ano, Jogador do ano da ACC, Naismith Jogador do Ano, Prêmio John Wooden. Sua carreira universitária é absurda, sendo que 1996 tornou-se o primeiro jogador da história a liderar a ACC em pontos, rebotes, tocos e aproveitamento, terminou a carreira como reboteiro da história. É um dos apenas 10 atletas com 2000 pontos e 1500 rebotes, foi o primeiro jogador da história a chegar em 1500 pontos, 1000 rebotes, 400 tocos e 200 assistências. Encerrou a era universitária com médias de 19 pontos, 10.8 rebotes e 3 assistências, e finalmente se inscreveu ao Draft.
1997: 1° escolha
   A carreira na NBA começou em 1997, quando foi a primeira escolha pelo San Antonio Spurs. Após uma temporada péssima, a chegada de Duncan associada a David Robinson impulsionou os Spurs , a dupla conhecida como as Torres Gêmeas dominou a liga. Duncan mostrou ao que veio logo em sua chegada, na primeira temporada teve médias de 21.1 pontos, 11.9 rebotes, 2.7 assistências e 2.5 tocos por jogo, sendo eleito para o All-NBA Primeiro Time e sendo o Novato do Ano, sendo o novato do mês durante toda a temporada. Nesse ano foram aos Playoffs mas perderam na segunda rodada para o Utah Jazz.
   Na temporada seguinte, em 1998/99, chegando as finais e levando o título com Duncan sendo o MVP das Finais, com médias de 23.2 pontos e 11.5 rebotes, com atuações decisivas para bater os azarões New York Knicks. Ele continuou evoluindo o seu jogo, amentando suas médias de pontos, rebotes, assistências e tocos, mas dessa vez sendo eliminados na primeira rodada dos Playoffs por 3 a 1 pelos Suns. A temporada 2001/02 marcou o começo da queda de produção de Robinson, e os Spurs foram superados pelo Lakers de Kobe e Shaq pelo segundo ano consecutivo. Na temporada seguinte, mais um título da NBA, mais uma vez como o MVP das finais, após conseguirem passar pelo Lakers em 6 jogos, bateram o Nets nas finais e junto com Robinson foram eleitos os atletas do ano pela Sports Ilustrated.
   A partir da temporada 2003, Duncan tornou-se o líder da equipe, com as chegadas de Manu Ginobili, Tony Parker, Bruce Bohen, Hedo Turkoglu, Hobert Horry, Malik Rose, Kevin Willis e Rasho Nesterovic. Com Duncan aprendendo a ser líder, os Spurs perderam nas semifinais de conferência para os Lakers no jogo 5, com aquele arremesso impressionante de Derek Fisher a quatro décimos do fim do jogo. Na temporada seguinte, Duncan conseguiu assumir o seu papel de liderança, levando os Spurs a 59 vitórias e classificando como segundo lugar na Conferência Oeste para a pós-temporada. Ele foi fundamental na trajetória até as finais contra o Detroit Pistons, onde enfrentou o Jogador de Defesa do Ano, Ben Wallace. Depois de duas vitórias convincentes, os Pistons forçaram Duncan para longe da cesta e empataram a série em 3 a 3, mas no jogo decisivo ele dominou com 25 pontos e 11 rebotes, assim sendo pela terceira vez o MVP das Finais.
   Na temporada 2005/06 sofreu com uma fascite plantar, o que diminuiu suas médias para 18.6 pontos, 11 rebotes, 3.2 assistências e 2 tocos, voltando em forma nos Playoffs. Infelizmente perdendo para o Dallas MAvericks no jogo 7, mesmo anotando 39 pontos. Mas as coisas melhoraram, 2007 veio mais um título da NBA para o currículo, ganhando do Nuggets por 4 a 1, do Suns por 4 a 2, e do Utah Jazz por 4 a 1, enfrentando o Cleveland Cavaliers nas finais e varrendo a equipe. Pelas temporadas seguintes, os Spurs sempre chegaram aos Playoffs e algumas marcas foram alcançadas por Timmy, ele se tornou o maior pontuador  e o atleta que mais atuou pelos Spurs em 2011, em 2012 tornou-se o jogador com o maior número de tocos na história dos Playoffs, passando Abdul-Jabbar. Em julho de 2012 tornou-se o único atleta a ter 500 tocos nos Playoffs, nas finais contra o Miami Heat, quando foram derrotados no jogo 7. Na temporada 2013/2014 foi novamente campeão da NBA, vencendo por 4 a 1, Timmy juntou-se a John Salley como únicos atletas a serem campeões em três décadas diferentes. Em 2015 passou John Stockton e se tornou o atleta com maior número de vitórias com a mesma equipe, tornou-se o terceiro jogador da história com 1000 vitórias na temporada regular, o sexto da história em rebotes, o quinto da história a alcançar 3000 tocos.
2015/16 o fim da carreira?
   Nessa temporada chegou novamente aos Playoffs, onde teve a suas piores médias na história com 5.9 pontos, 4.8 pontos e 1.4 assistências em 10 partidas, sendo muito dominado por pivôs mais jovens e jogo rápido dos Clippers que venceram os Spurs por 4 a 3 na série. Essa temporada foi a de médias mais baixas de sua carreira, com 8.6 pontos, 7.3 rebotes e 2.7 assistências em 61 partidas atuadas. Não se tem uma nota oficial que Duncan irá se aposentar, ele te até o dia 29 de junho para aceitar um contrato de 6,39 milhões para a próxima temporada, até lá somente especulações.
   De qualquer forma, esse mito do basquete merece a homenagem, o cara é um membro certo do Hall da Fama, é um monstro desde os tempos de Wake Forest e entrou na NBA com tudo, sendo sempre constante. Foi 5 x Campeão da NBA, 3 x MVP das Finais, 2 X MVP da NBA, 15 x All-Star, 10 x All-NBA Primeiro Time, 8 x All-NBA Primeiro Time de Defesa, tem o número 21 aposentado por Wake Forest. Na minha opinião foi o melhor ala/pivô da história, com um jogo muito refinado e com uma defesa forte e constante, sua seriedade sempre foi uma marca e Duncan merece todas as honras possíveis.

   

sábado, 25 de junho de 2016

A esperança da Philadelphia

Escolha número 1 e já comparado com Lebron James

   Bryan Colangelo, presidente de operações do Philadelphia 76ers disse: "Ele é um facilitador, um distribuidor e ele vai ter a bola em suas mãos, muito. Ele vai fazer todos na quadra melhor. Ele vai fazer toda a nossa equipe melhor."
   Essa é a expectativa esperada para uma primeira escolha na Philadelphia, algo que só acontece uma vez por geração. Ele chega a liga com muita expectativa sobre si, nos Estados Unidos, muitos especialistas lhe tratam como a melhor primeira escolha do Draft desde Lebron James em 2003 e o consideram o melhor all-around desde Lebron. 
   A esperança dos Sixers recaí sobre os ombros de um jovem de 20 anos, mesmo com uma coleção de jogadores selecionados nas posições de cima do Draft o foco é todo de Simmons. Brett Brown terá o desafio de guiar e auxiliar o jovem atleta, um ala da LSU de 2,08 que tem um potencial absurdo. Os Sixers possuí muitos jogadores grandes no elenco, pivôs e ala/pivôs, Simmons será mais um jogador alto, mas que não tem muita profundidade na defesa, talvez vindo a jogar de ala apesar de sua elevada estatura. 
   Em sua primeira entrevista coletiva, disse que não necessita de uma posição: "Eu posso jogar em qualquer posição na quadra e contribuir. Você pode me colocar da 1 a 5 no ataque ou na defesa."
Ele possuí muita habilidade driblando a bola para alguém de seu tamanho, além de ser um excelente passador. Pode infiltrar para a cesta e possuí o corpo pronto para jogar na NBA, a única coisa que falta no seu jogo é um jump shot consistente, mas isso é algo que o Sixers pode lhe dar, sem falar que Brown tem um excelente relacionamento com Simmons, o que vem empolgando os dirigentes.
   Brown treinou o pai de Simmons na Austrália durante a década de 90, e conhece o jovem Simmons desde então. Por conta dessa relação pré-existente, Simmons disse que sente-se muito confortável e que não poderia pedir um lugar melhor para começar a sua carreira. Ele disse: "É muito especial. Isso é muito raro, mas era o momento perfeito para mim. Estou definitivamente no lugar certo."
   O australiano é a esperança dos Sixers e a sensação entre os novatos, todo mundo espera muito desse jovem atleta que mostra potencial desde seu ensino médio. Pela LSU teve médias de 19.2 pontos, 11.8 rebotes e 4.8 assistências em 33 partidas, infelizmente não conseguiu levar a equipe até o torneio da NCAA e foi um pouco contestado por isso, mas ainda assim o jovem joga demais e parece estar pronto para ser uma estrela da NBA. 

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Burrice é pouco

Perder um armador como Rose é a maior burrice

   Chicago Bulls é a minha franquia do coração, a equipe para quem torço e perco o sono acompanhando os jogos de madrugada desde os 5 anos de idade. Sou da era Jordan, dos campeonatos, da grandeza e de um jejum absurdo de talentos até a chegada de um jovem nascido e criado em Chicago.
   Derrick Rose fez a esperança de Chicago ressurgir, um excelente armador de potencial absurdo, com bom arremesso, passe, boas infiltrações e com uma explosão invejável. Rose começou um processo de reerguer a franquia, foi o MVP mais jovem da história em 2011, levando o time até as finais de conferência contra os futuros campeões da NBA, Miami Heat de Lebron, Wade e Bosh. 
   Infelizmente vieram as lesões nos joelho, que lhe tiraram sua confiança por um bom tempo, fazendo mudar o seu estilo de jogo e tornando-o apenas um bom armador. Ainda assim, quando longe das lesões e com sua confiança voltando a crescer levou novamente o Bulls as semifinais de conferência, como o segundo melhor da Conferência Leste em 2015, onde teve médias de 21.7 pontos, 6.5 assistências e 5.3 rebotes, na derrota de 4 a 2 na série. Nesse momento, Rose já dividia seu espaço com um colega de equipe, chegado em 2011 o ala Jimmy Butler evoluiu rapidamente, sendo o MIP de 2015, temporada em que sua qualidade de jogou ascendeu absurdamente, fazendo dele uma estrela da equipe, assim como Rose.
   Agora começo a falar das idiotices que os managers  do Bulls fazem, primeira delas foi a demissão de Tom Thibodeau, um dos melhores treinadores da NBA, um mito na questão defensiva, algo que é importante demais para o sucesso de uma equipe. Com Thibodeau o Bulls foram a melhor defesa da liga na temporada de 2011/12 e 2013/14 e ainda assim, mesmo sempre indo aos Playoffs e contestando os campeões foi demitido. Segundo erro, contratação de Fred Hoiberg, o cara é bom, mas só sabe pensar em trabalhar o ataque, que ficou pior nessa temporada com o novo treinador do que havia sido com Thib em 2015, e além disso, conseguiu fazer com que Joakim Noah, um dos grandes pivôs da liga, tivesse vontade de deixar a equipe que defende a nove anos. Terceiro e maior erro, trocar Derrick Rose, o jogador da franquia por jogadores medíocres e uma escolha de segunda rodada, qual a necessidade de se fazer um rebuild agora?
   Como o Bulls vai chegar aos Playoffs tendo como única estrela Jimmy Butler, já que Noah quer sair, Gasol estava descontente com a equipe e sem Rose? Parabéns aos gerentes do Bulls, vão conseguir fazer a franquia regredir ao invés de continuar em uma progressão para voltar as finais da NBA. Acredito que o meu sentimento como torcedor seja o mesmo de muitos outros.

terça-feira, 21 de junho de 2016

O Batman de Cleveland

Desmoralizante

   Assim Lebron James foi definido por toco sobre Andre Iguodala, um daqueles lances memoráveis e inesquecíveis das finais, que irá assombrar para sempre Iguodala e todos os fãs do Golden State Warriors por gerações.
   Até mesmo super estrelas da liga ficaram abismados com a jogada de Lebron, Kevin Durant seu companheiro de seleção disse a Royce Yong da ESPN: "Ele parecia o Batman saindo do nada. Sério, ele todo de preto e saindo do nada." Lebron e os Cavaliers jogaram vestidos totalmente de pretos, com suas camisetas de manga para decidir o título. 
   No momento do lance, Lebron estava no lado direito do ataque, nesse momento Irving perdeu a bola e provocou um contra-ataque do Warriors com Curry e Iguodala, no momento o jogo estava empatado em 89 pontos. Quando Iguodala recebeu o passe de Curry, há 1 minuto e 54 segundos do fim, no momento do passe Lebron estava atrás do meio da quadra, menos de três segundos depois ele estava colando a bola na tabela na badeja de Iggy, quase batendo a cara na tabela.
   O lance foi simplesmente magistral, um dos mais marcantes que presenciei nas finais da liga, desmoralizou totalmente o Warriors e foi um ponto de exclamação na vitória, a cereja no bolo do título muito merecido dos Cavaliers. Com suas atuações gigantescas na série, Lebron realmente pode ser comparado a um super herói, para Akron, Ohio e Cleveland ele realmente é. 

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Heróis do passado: Toni Kukoč

Pippen marcando seu futuro companheiro Kukoc
   Em nossa série hoje relembraremos um dos grandes estrangeiros que passaram pela NBA, um excelente jogador, dono de um arremesso de muita qualidade, membro de uma dinastia do Chicago Bulls e da melhor equipe da história (Bulls 1995/96).
   Kukoc nasceu e cresceu na Croácia, seu pai amava esportes e tinha sido goleiro em um time da sua cidade natal Split. Quando jovem, graças a suas habilidades atléticas, jogou tênis de mesa e futebol, com um bom destaque no primeiro, com inúmeras conquistas, mas logo decidiu jogar basquete. Aos 17 anos começou a jogar pelo clube de sua cidade natal, Jugoplastika Split, onde foi três vezes campeão da Euroliga de forma consecutiva entre 1989 e 1991, sendo o MVP das Finais duas vezes. 
   Depois foi jogar basquete no Benetton Treviso, onde foi campeão italiano, da copa da Itália e novamente da Euroliga, mais uma vez sendo o MVP das finais. Por conta de suas habilidades nos anos 90 ganhou uma série de apelidos: A aranha de Split, o mágico branco, o garçom e o croata sensação. Aqui entra um fato interessante, ele já havia sido selecionado na 29° posição da segunda rodada pelo Chicago Bulls, mas foi jogar apenas em 1993 com a aposentadoria de Michael Jordan.
   Nesse ponto a história se cruza com a final olímpica, em 1992 o Dream Team enfrentou a Croácia, no livro Michael Jordan: a história de um campeão e o mundo que ele criou, tem uma passagem que conta que Jordan e Pippen não queriam saber sobre a Sensação Croata, que os dirigentes do Bulls queriam contratar. Ambos disseram que não iriam deixar o ala jogar, a fim de que não fosse contratado pela equipe de Chicago, mas de nada adiantou o croata jogou bem terminando com 16 pontos, 9 assistências e 5 rebotes.
3 x Campeão da NBA com o Bulls
   Sua estreia na NBA foi em novembro de 1993, vindo do banco como reserva de Pippen e Grant, teve médias de 10.9 pontos, 3.4 assistências e 4 rebotes por partida. O ala poderia fazer várias funções, por conta de seus 2,11 m e sua agilidade poderia atuar como pivô, ala/pivô ou ala armador. Com a saída de Grant na temporada de 1994/95 tornou-se titular, sendo o segundo da equipe em pontos (15.7), rebotes (5.4) e assistências (4.6), onde teve sua melhor média da carreira de aproveitamento 50,4%. O melhor veio na temporada seguinte, quando começando do banco foi o sexto homem do ano e fez parte do melhor time da história com um recorde de 72-10, sendo o terceiro maior cestinha da equipe e de quebra foi o último jogador a vencer o prêmio de Sexto Homem do Ano e o Título da NBA.
 
Bucks foi sua última equipe
 Kukoc continuou no Bulls até a temporada de 1998/99 onde liderou a equipe em pontos, assistências e rebotes, com médias de 18.8 pontos, 7 rebotes e 5.3 assistências. Era o único remanescente da equipe do segundo three-peat do Bulls, então foi trocado para os Sixers, Hawks até chegar o Bucks onde jogou por quatro temporadas. Ele se aposentou em 2006, quando não recebeu propostas nem de Bucks ou Bulls, que eram suas prioridades para jogar por ser perto de sua residência. Ele encerrou a carreira com médias de 11.6 pontos, 4.2 rebotes e 3.7 assistências, na NBA foi 3 x Campeão da NBA, 1 x Sexto Homem do Ano, All-Rookie Segundo Time e no basquete europeu foi 3 x Campeão da Eruoliga, 2 x Campeão do Eurobasket, 4 x Campeão da Liga Iugoslávia, 2 x Campeão da Copa Iugoslávia, 1 x Campeão Italiano, 1 x Campeão da Copa da Itália, 3 x MVP das finais da Euroliga, 4 x Mister Europa Jogador do Ano, 5 x Euroscar Jogador do Ano, 1 x MVP do Eurobasket e eleito um dos 50 melhores jogadores da história da FIBA.
   Com certeza sua carreira é louvável, tendo sucesso na Europa e na NBA, o Croata Sensação deixou sua marca na NBA e faz parte da história do basquete mundial. Fica aqui a nossa singela homenagem.



sexta-feira, 17 de junho de 2016

Não significa nada sem o anel

   
A frustração de Curry reflete o bom momento de Lebron e cia
   O momento agora é de total responsabilidade do Golden State Warriors, não se trata mais das 73 vitórias na temporada regular, mas a temporada 2015/16 será julgada pela capacidade da equipe vencer um campeonato. Ontem a noite Klay Thompson reiterou esse ponto, após a derrota no jogo 6 por uma vantagem de 14 pontos, o ala do Warriors afirmou que o recorde de vitórias na temporada regular será inútil se eles não conseguirem vencer as finais.
   "Esperávamos ganhar o campeonato quando começou a temporada. E ganhar é tudo ou nada para nós. Quero dizer, não é divertido ficar em segundo lugar. Portanto, seria uma grande temporada mas ao mesmo tempo, para nós, os jogadores, que somos tão competitivos, sentiríamos como se tivéssemos falhado". - disse Thompson aos repórteres após o jogo 6.
   Depois de abrir uma vantagem de 3 a 1 na série, os Warriors estão simplesmente perdidos em quadra, errando demais e permitindo que os Cavs conseguissem forçar o jogo 7. Que convenhamos, está com muita moral, agora a vantagem se inverteu, quem toda a pressão de vencer é o Warriors, os Cavaliers já fizeram o que parecia improvável e chegam com a moral extremamente elevada. 
   Ainda assim, Thompson continua confiante em sua equipe: "Vou dizer, é um jogo, o vencedor leva tudo em Oakland. Gosto da posição em que estamos, mas não podemos descreditar o que os Cavaliers fizeram. Eles estão aqui por uma razão cara".
   Lembro-me que quando o Bulls conseguiu a histórica temporada de 72-10, eles fizeram uma camiseta que dizia: "Don't mean a thing without the ring!". Não significa nada sem o anel, que era para nunca esquecerem que o seu recorde de vitórias não era nada comparado ao título da NBA. E aparentemente o espírito do grupo foi esse, tanto que venceram o Seatle SuperSonics por 4 a 2, que era um time muito forte na época. Não sei até que ponto o Warriors não pensou nisso, de repente acharam que seria tudo muito fácil, e se complicaram muito com o Thunder e achavam que estava ganho quando abriram 4 a 1 contra o Cavaliers.
   Infelizmente para a equipe azul e amarela as coisas se complicaram muito, e as chances de não terem o anel em casa, são muito reais, o que pode caracterizar um imenso vexame, uma temporada desperdiçada, de que valem 73 vitórias se um título de campeão? O Warriors está nas cordas, com a torcida pressionando e de frente a um Lebron James empenhado em fazer história e querendo virar uma série que parecia perdida, domingo só uma equipe saí vencedora, teremos uma virada histórica ou um título muito suado.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Noah pode deixar o Bulls

Adeus está próximo

   A última temporada é algo que Joakim Noah quer esquecer, perdeu seu posto de titular da equipe, o Bulls ficou fora dos Playoffs pela primeira vez desde 2008 e ainda lesionaou o ombro esquerdo perdendo 29 partidas na temporada. Esse verão aparece como um novo começo, uma nova oportunidade na vida, quando será agente livre irrestrito pela primeira vez em sua carreira.
   Em entrevista ao site Sportando.com em uma aparição na Eurocamp em Treviso, o pivô disse: "Estou muito focado na agência livre. Passei os últimos 10 anos em Chicago, houveram momentos bons e momentos ruins, mas agora tenho uma oportunidade incrível como jogador, sendo recrutado por outras equipes, eu definitivamente quero viver esse tipo de experiência. É algo novo para mim mas é algo intrigante para um jogador."
   Aos 31 anos o seu papel na equipe foi reduzido com a chegada de Fred Hoiberg, que é apenas uma das várias razões pelas quais ele não quer olhar para trás na temporada 2015/16. Quando perguntado sobre a maior diferença entre o ex-treinador Tom Thibodeau e Hoiberg disse: "Tempo de jogo cara. Não joguei muitos minutos nessa temporada , o que foi uma grande mudança para mim. Foi difícil, houve uma mudança de cultura na equipe e muitas coisas mudaram. Então eu me machuquei e a temporada acabou para mim. Eu fiquei muito decepcionado, cara. Definitivamente uma temporada ruim, mas você sabe, precisamos passar por adversidades para se tornar um jogador melhor."
   Alguns relatos sugerem que Noah teria dito a seus companheiros que ele não vai voltar, citando sua falta fé no escritório em colocar o navio em curso. No entanto, para a equipe reassinar com o pivô deveria ser prioridade, há apenas dois anos Noah era o Jogador Defensivo do Ano e ficou em 4° na votação para MVP. Na temporada teve a média mais baixa da carreira em pontos e aproveitamento dos arremessos, com médias de 4.3 pontos, 8.8 rebotes, 3.8 assistências, 1 toco, 38,3% de aproveitamento em 21.9 minutos.
   Como torcedor do Bulls acho uma baita cagada não assinar com Noah novamente, cometeram um erro gigantesco ao tirá-lo da rotação titular e agora irão perder um excelente jogador. Ele é um monstro na defesa, um guerreiro na quadra que luta por toda e qualquer posse de bola, um jogador que levanta o grupo com sua vontade. Para mim essa é a pior notícia que o Chicago Bulls poderia esperar, saber que Noah não quer mais defender as cores da equipe de Chicago.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Doutrinadores

82 pontos somados e 86,6% dos pontos originados pela dupla

   Ontem tivemos um incrível jogo 5 das finais da NBA, na Oracle Arena vimos a história sendo feita mais uma vez. Comandados por Lebron James e Kyrie Irving, o Cleveland Cavaliers amassou os atuais campeões e agora força o jogo seis nessa quinta feira na Quicken Loans Arena.
   O jogo foi disparado o melhor da série, a dupla dos Cavs atingiu uma marca absurda. Com os 82 pontos somados, são os primeiros companheiros de equipe da história a anotarem juntos 40 ou mais pontos, para se ter uma ideia a marca deles ultrapassou Jerry West e Wilt Chamberlain nos anos 70. Irving teve mais de 75% de aproveitamento nas bolas de três e nos arremessos de quadra, provavelmente o melhor jogo de sua carreira, parecia até o Uncle Drew da propaganda da Pepsi.
   Ainda sobre a dupla, eles anotaram ou passaram para 97 dos 112 pontos dos Cavaliers, ou seja, contribuíram para 86,6% dos pontos da equipe. Chamaram a responsabilidade para si e ganharam o jogo, outro ponto importante foi a saída de Bogut com lesão no joelho no terceiro período, e a superioridade dos Cavaliers no jogo físico. Somasse a isso a defesa dos Cavs no terceiro e quarto períodos, forçando o Warriors a ter 26% de aproveitamento no segundo tempo, anotando apenas 35 pontos e convertendo 3 bolas de três em 21 tentativas.
   Lebron tornou-se o primeiro jogador desde Shaquille O'Neal a anotar pelo menos 40 pontos, 15 rebotes e 5 assistências em um jogo da finais. Só para constar, aos que não viram o jogo, os splash brothers não jogaram mal, combinaram para 62 pontos, 37 de Klay Thompson e 25 de Stephen Curry, mas não conseguiram superar Lebron com 41 pontos, 16 rebotes e 7 assistências e Kyrie Irving com 41 pontos e 6 assistências.
   Essa atuação com certeza, das que eu vi em finais de NBA, foi a melhor disparado se tratando de uma dupla, eles poderiam jogar a noite toda que os Cavaliers iriam ganhar só pelo que Lebron e Irving estavam fazendo. Simplesmente espetacular! Que venha o jogo 6 e o jogo 7!

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Heróis do passado: Nate Robinson

Basquete foi uma opção para Nate
   Hoje nossa série vai contar a história de um baixinho da liga, um cara que impressionava com sua facilidade para enterrar e em jogadas de habilidade, tendo como um dos lances mais memoráveis de sua carreira um toco dado em Lebron James, mesmo com apenas 1, 75 metros. Estamos falando do três vezes campeão de enterradas, Nate Robinson.
   Nate começou sua carreira em Seatle, jogando seus dos primeiros anos pela Rainier Beach High School, antes de mudar-se para Califórnia, onde jogou pela James Logan High School. Depois retornou para a primeira escola, onde jogou seu último ano. Em Rainier Beach foi destaque no basquete, futebol americano e atletismo, em seu último ano foi campeão estadual de basquete, levando a equipe a um recorde de 28-1. Ele teve médias de 17.9 pontos, 7 rebotes, 7 assistências e 3 roubos de bola, sendo eleito o Jogador do Ano do Estado de Washington. A sua escola foi classificada como a 7° melhor do país.




Nate foi um excelente jogador de futebol americano
   Sua carreira universitária começou em Washington, originalmente com uma bolsa para jogar futebol americano, mas optou focar no basquete começando a jogar em seu segundo ano. Em sua temporada de calouro teve médias de 13 pontos, 17° maior marca entre os jogadores da PAC 10, e seus 300 pontos totais é a 4° maior marca para um calouro da UW. Continuou evoluindo, com médias de 13.2 pontos em seu segundo ano e na última temporada liderando a equipe ao Sweet 16 da NCAA com médias de 16.4 pontos. Terminou seu período universitário com médias de 14.4 pontos, 3.9 rebotes e 3.2 assistências.



Knicks foi a equipe em que mais atuou
   Em 2005 tornou-se elegível para o Draft da NBA, sendo escolhido na 21° posição pelo Phoenix Suns. No mesmo dia foi trocado para o New York Knicks. Na sua temporada de estreia teve médias de 9.3 pontos e 2 assistências, atuando em todos os 82 jogos sendo titular em 26 partidas. Nesse mesmo ano foi campeão de enterradas pela primeira vez, quando bateu Iguodala por apenas um ponto. Na temporada seguinte chegou a ser vetado por 10 jogos, por suspeita de alterações físicas.
   Na temporada 2006/07 se envolveu em uma briga com J. R. Smith e foi suspenso por 10 partidas. No All-Star Weekend competiu novamente no torneio de enterradas, mas acabou em segundo lugar, perdendo para Gerald Green. Na temporada 2007/08 teve média de 12.7 pontos por jogo, sendo o cestinha da equipe em 10 jogos, atingindo sua maior marca da carreira, 45 pontos, contra o Portland em uma derrota na prorrogação. Na temporada 2008/09 teve suas melhores médias na carreira com 17.2 pontos e 3.9 rebotes, com o ápice no torneio de enterradas com a vitória contra Dwight Howard após saltar o pivô de 2,11 metros.
   Ele reassinou com o Knicks em 2009 por mais um ano, mas após alguns desentendimentos com Mike D'Antoni foi retirado da rotação titular. Em 2010 foi campeão de enterradas novamente, o primeiro tricampeão da história. Depois disso, foi jogar no Boston Celtics, de fevereiro de 2010 a fevereiro de 2011, ele foi negociado e atuou em 26 partidas sempre vindo do banco. Em fevereiro de 2011 foi negociado para o Oklahoma City Thunder, atuando em apenas quatro jogos antes de ser dispensado.
A jogada mais emblemática da carreira
   Em 2012 foi jogar no Golden State Warriors, onde teve médias de 11.2 pontos e 4.5 assistências em 51 partidas. Depois foi jogar no Chicago Bulls, com médias de 13.1 pontos, jogando muito bem sendo titular em 23 partidas com as lesões de Rose e Hinrich. Nate foi jogar no Denver Nuggets em 2013 assinando um contrato por alguns anos, em junho de 2014 utilizou sua opção de jogador do contrato e foi novamente para o Boston Celtics e foi dispensando sem nem jogar. Em março de 2015 assinou dois contratos de dez dias com o Clippers, e por conta de uma lesão não ficou a equipe após seu segundo contrato, em outubro assinou com os Pelicans mas foi dispensado após duas partidas.
   Nesse ano, em março assinou com Hapoel Tel Aviv do Campeonato Israelense, na estreia anotou 25 pontos e no mês passado anotou 46 pontos em um jogo de Playoff.
   Nate foi um jogador mediano mas marcante, encantou muita gente com seu tamanho e suas enterradas impressionantes, com certeza provou que caras baixinhos poderiam jogar basquete e porque não enterrar. Na NBA teve médias de 11 pontos, 3 assistências e 2.3 rebotes na carreira. Abaixo um mix de sua carreira.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Houston Rockets fora de cogitação

Dupla com Harden discartada

   O Houston Rockets é conhecido por sua abordagem all-out no recrutamento de super estrelas. Com Kevin Durant chegando ao mercado, os Rockets com certeza vão fazer o máximo possível para tentar convencer o camisa 35.
   De acordo com Marc Stein da ESPN, Durant não tem interesse em se juntar com seu ex-companheiro de equipe James Harden em Houston. Os dois jogadores foram vistos circulando juntos em Houston na semana passada, mas a visita não foi nada fora do comum para a dupla. Eles tem uma amizade que remete a quando tornaram-se companheiros de equipe no Oklahoma City Thunder em 2009. 
   Segundo Stein os executivos da liga esperam que Durant tenha reuniões com o Golden State Warriors e o San Antonio Spurs, além de outras equipes.  No entanto espera-se que Durant volte a assinar com o Thunder, pelo menos por mais dois anos e assim, podendo voltar a agência livre com um maior valor aquisitivo. Durant pode ganhar um contrato máximo de 204 milhões de dólares, por cinco anos, mas se voltar ao mercado em 2017, atualmente o máximo que pode conseguir são 146 milhões.
   Tirando essa parte financeira, que obviamente é importante, acredito que Durant fica novamente com o Thunder ao lado de Westbrook, principalmente pelas atuações nas finais de conferência, eles provaram que podem incomodar e quem sabe chegar as finais na temporada 2016/17. Mas nunca devemos dar certeza, imaginem Durant nos Warriors ou no Spurs, seriam duas equipes que praticamente começariam a temporada brigando pelo título da NBA, sem falarmos nos Celtics que tem muito interesse no astro, os Wizards que são de sua terra natal, o Lakers que poderia se remontar em torno do astro. As possibilidades são muitas, mas o final incerto, mas pode-se dizer que o Thunder é a preferência.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Cam Newton disse: Lebron é o melhor

Curry tem jogado mal nas finais

   A NBA e a NFL tem relações de proximidades, muitas vezes com trocas de fãs. Curry é um dos maiores torcedores do Carolina Panthers, ele estava acompanhando cada partida de uma temporada quase perfeita, tocou o tambor para a entrada da equipe no Superbowl e demonstrava total apoio a Cam Newton em sua candidatura a MVP.
   Mas parece que esse amor é platônico. 
   Cam Newton acredita que Curry é o melhor jogador no melhor time do mundo, mas, para melhor jogador da NBA, Newton deixa as honras para Lebron James. O quarterback dos Panthers disse a David Newton da ESPN: "Uma pessoa me perguntou: 'Bem, Curry é o melhor jogador de basquete do planeta? ' Eu disse não, Steph Curry é o melhor jogador na melhor equipe do planeta. Eu ainda acho que Lebron é o melhor. Ele tem 2,03 m, é atlético, pode fazer qualquer coisa na quadra. Mas não está no melhor time. Voltando ao que estava dizendo, o poder da equipe será sempre melhor que o poder da habilidade".
   Segundo Newton as Finais da NBA estão indo de acordo com o esperado. Os Warriors de Curry tem a vantagem de 2 a 1, mas o melhor jogador não tem sido tão bom assim particularmente. Curry está sofrendo para ter 20 pontos de média, enquanto Lebron está com médias próximas de triplo-duplos, pode não significar muito, mas o armador tem demonstrado (pelo segundo ano consecutivo) que só joga na temporada regular e no começo dos Playoffs, nas finais simplesmente some. 
   Ano passado mesmo com médias de 26 pontos e 6.3 assistências na série, em muitas partidas se viu perdido em quadra, muito bem marcado ou simplesmente sumido da partida. Nessa série de finais a mesma coisa, por sorte o banco tem jogado muito bem, ontem mesmo o MVP da temporada anotou 19 pontos e teve 6 turnovers, números bem diferentes das últimas séries de playoff e da temporada regular. E mesmo assim muitos dizem que ele é melhor que caras consagrados, como Lebron James, Kobe Bryant ou Michael Jordan.

terça-feira, 7 de junho de 2016

A esperança é a última que morre?

   
Será que dá?
   Depois de serem massacrados pela maior margem em dois jogos na história da NBA, os Cavaliers retornam para casa para os jogos 3 e 4, onde ainda não conseguiram ser batidos nessa pós-temporada. E acreditem, eles pensam que podem achar uma maneira de transformar a série a seu favor.
   Ontem, o treinador Tyronn Lue disse aos repórteres: "Nós não estamos desanimados. A série não é sobre quem ganha em quatro jogos. A história é feita para ser quebrada."
   Embora o técnico esteja confiante, acredito que os torcedores nem tanto, ainda mais depois de verem como os Warriors conseguem neutralizar Lebron. Ainda assim, mesmo que esse não seja um jogo de eliminação, Lebron disse que está encarando como um "matar ou morrer" para os Cavs.  O treinador Lue disse que entende que algo precisa mudar, não somente o mando de quadra, disse que a equipe técnica está pensando e ajustando a programação para o jogo 3, mas não deu detalhes específicos.
   Os Cavaliers se encontram em uma situação parecida com a dos Raptors nas finais de conferência, onde venceram os jogos em casa com um combinado de 50 pontos de diferença mas viram os adversário se recuperarem perante a torcida. E depois foram espancados por mais 64 pontos de diferença combinados. Infelizmente para os Cavaliers, os Warriors são muito bons, mesmo que Curry e Thompson estejam bem marcados, eles têm Green jogando bem, Leandrinho e Livingston vindo bem do banco e Iggy que dá um nó no Lebron James.
   Até acredito que os Cavaliers vençam amanhã, mas não vejo maneiras de virarem a série e fazerem história, aliás apenas 3 equipes conseguiram virar uma série de 2 a 0 e não sei se Lebron e cia tem cacife para isso. Como espectador quero que tenham sete jogos, pelo menos 6, mas acho que está mais fácil para um 4 a 0 do que um 4 a 3.

Heróis do passado: Larry Johnson

Odessa o começo de uma carreira universitária invejável
   Hoje contaremos a história de um astro do Charlotte Hornets, um jogador extremamente explosivo que dominava a liga, mas que teve de aprender e adaptar seu estilo de jogo após uma lesão nas costas que posteriormente encurtou sua carreira. Vamos falar hoje sobre Larry Johnson, um dos grandes nomes da história dos Hornets.
   Johson jogou no Ensino Médio por Skiyline High School, do Texas, sendo um All-American no seu último ano, em 1987 ao lado de muitos outros jogadores que iriam para a NBA. Ele originalmente fez um acordo verbal com Southern Methodist University, mas começou sua carreira universitária em Odessa College no Texas. No seu primeiro ano teve médias de 22.3 pontos, no segundo médias de 29 pontos, tornando-se assim o primeiro, e até então único, jogador a vencer o prêmio de Jogador Junior do Ano da Divisão 1 da NCAA nos dois anos em que jogou. Alguns analistas do basquete diziam que Johson poderia ter sido uma escolha de primeira rodada já em 1989, caso tivesse se inscrito para o Draft.
   Ele eventualmente se transferiu para a Universidade de Nevada, em Las Vegas (UNLV) onde foi campeão nacional em 1990 contra a equipe de Duke. A partida foi 103 a 73 para UNLV, Johnson anotou 22 pontos e pegou 11 rebotes, e a partida marcava dois recordes, de maior margem de diferença e de maior pontuação atingidas por uma equipe no jogo final. No ano seguinte, após inúmeras acusações de violações de recrutamento e má conduta por UNLV, a defesa do título só foi permitida após um acordo com a NCAA. A equipe da UNLV foi para uma temporada perfeita com 27 vitórias e nenhuma derrota, com médias de 26.7 pontos de vantagem sobre o adversários, mas perderam a final da NCAA para Duke.
   Johnson foi nomeado duas vezes All-American, Jogador do Ano da Conferência Big West, foi o MVP dos dois torneios da NCAA em 1990 e 1991, também venceu o prêmio John Wooden e Naismith Jogador do Ano em 1991. Sua carreira universitária foi incrível, ele jogou apenas duas temporadas e é o 12° cestinha e 7° reboteiro da história da UNLV, ele é membro do Hall da Fama da UNLV juntamente com as equipes de 1990 e 1991, únicas da história a chegarem a duas finais da NCAA consecutivas. 
Grande astro nos Hornets
   Com uma história dessas na NCAA ele era um prospecto excelente para o Draft, sendo a 1° escolha de 1991 pelo Charlotte Hornets. Logo de chegada foi o novato do ano e foi o segundo colocado no campeonato de enterradas, ele teve médias de 19.2 pontos, 11 rebotes e 3.6 assistências. Johsnon foi um dos responsáveis pela popularidade da equipe de Charlotte nos anos 90, em 1993 foi All-Star pela primeira vez, sendo o primeiro Hornet a atingir o feito, quando teve sua melhor temporada na carreira com 22.1 pontos e 10.5 rebotes em 82 jogos, sendo eleito membro do All-NBA Segundo Time. Nos anos 90 Larry Johnson, Alonzo Mourning, Muggsy Bogues e Dell Curry, lideravam a franquia a boas campanhas e aumentavam a popularidade da franquia.
   Em outubro de 1993 ele assinou o, até então, mais lucrativo contrato da história de 84.000.000 de dólares por 12 anos. Porém, perdeu 31 partidas da temporada após uma lesão nas costas, a qual iria limitar a sua carreira. Johnson entrou na liga como um explosivo ala/pivô, mas essa lesão lhe forçou a mudar seu jogo, tornado-o um all-around e melhorando seu arremesso de fora. Prova disso foi a temporada de 1994/95 quando foi novamente All-Star, onde acertou 81 bolas de três, quase 60 a mais do que havia feito em seus três anos anteriores somados. 
Knicks e o fim da carreira
   Por conta de problemas de relação de Johnson e Mourning, ambos foram trocados para outras equipes. Nos Knicks nunca voltou a jogar como um All-Star, mas foi peça chave para o campeonato da Conferência Leste de 1999. Ele teve médias de 11.5 pontos e 4.9 rebotes nos Playoffs e foi fundamental para a vitória contra o Indiana Pacers no jogo 4, quando a poucos segundos do fim fez uma cesta, sofre uma falta e converteu o lance-livre decretando a vitória da equipe que seria batida por 4 a 1 nas Finais pelos Spurs. No ano de 2001, após seu terceiro ano consecutivo com o aproveitamento decaindo, Johnson decidiu aposentar-se pelos problemas crônicos nas costas por conta da lesão de 1993.
   Ainda assim, Johnson foi um dos jogadores mais empolgantes e físicos da liga nos anos 90, dava gosto de vê-lo atuando e isso foi sua marca registrada até o final da carreira. Ele foi 2 x All-Star, 1 x All-NBA Segundo Time, Novato do ano e All-Rookie Primeiro Time, tendo médias de 16.2 pontos, 7.5 rebotes e 3.3 assistências. Fica aqui nossa homenagem ao astro.

sábado, 4 de junho de 2016

Livingston como uma Fênix

Shaun Livingston renasceu para o basquete

   Exitem histórias na NBA que são de superação, seja pela infância, problemas que tiveram fora das quadras, ou por problemas que enfrentaram durante a carreira. Shaun Livingston, o herói do jogo 1 das finais desse ano não é diferente. Quando jovem sofreu uma das piores, se não a pior, lesão possível a ponto de uma amputação ter sido pensada para solucionar os efeitos da mesma. Depois disso, ele ressurgiu, vou contar um pouco da trajetória dele.
   Livingston jogou no ensino fundamental para Concordia Lutheran School, levando a escola a dois campeonatos estaduais consecutivos em 1999 e 2000. No ensino médio jogou por Richwoods por dois anos, depois indo jogar para Peoria Central levando a equipe a dois títulos estaduais em 2003 e 2004, sendo nomeado Illinois Mr. Basketball em 2004. Nesse mesmo ano foi All-American e nomeado Co-MVP da partida.
   Considerado como um jogador cinco-estrelas para o recrutamento, sendo o armador número 1 do país e o jogador número 2 do país. Ele foi convidado para jogar na Universidade de Duke, mas optou por entrar diretamente na NBA. 
   Assim, foi a 4° escolha do Draft de 2004 pelo Los Angeles Clippers, sendo um jogador alto e com uma envergadura elevada para a posição de armador, e com Sam Cassel no elenco acabou sendo o ala da equipe. Nas suas duas primeiras temporadas jogou 91 partidas, com média de 6.3 pontos, antes de se lesionar e perdeu 39 partidas. Infelizmente as lesões marcaram o três primeiros anos de sua carreira, perdendo 101 de 246 jogos.
   Em 2007, numa partida contra o Charlotte Bobcats , ao errar uma bandeja caiu de mal jeito sobre a sua perna esquerda, acarretando em uma lesão em quase todos ligamentos do joelho, rompendo o ligamento cruzado anterior, o cruzado posterior, o menisco lateral, torção severa do ligamento medial colateral, deslocando a patela e a junta tibio-fibular. Supostamente, sua perna poderia ser amputada e sua carreira ter se encerrado.

   Em 2008 seu contrato com o Clippers acabou e como nenhuma oferta foi feita, tornou-se um agente livre irrestrito. Em junho de 2008 foi autorizado a retornar as atividades com basquete, ele assinou um contrato com o Miami Heat. A partir de então começou uma maratona, negociado e dispensado pelo Memphis Grizzlies, foi jogar no 66ers Tulsa da D-League, que era propriedade do Oklahoma City Thunder, assinou posteriormente com o Thunder e foi dispensado. Passou por Wizards, Bobcats, Bucks, Rockets, novamente Wizards, Cavaliers, Nets e finalmente chegou ao Golden State Warriors. 
   Chegou em 2014 aos Warriors, assinando por três anos, vindo do banco foi importante na caminhada rumo ao título da NBA, o primeiro de uma carreira que deveria ser muito promissora, mas que quase acabou. Novamente tem chances de ganhar um anel da NBA, e dessa vez ajudando e muito no primeiro jogo da série, atingindo 20 pontos e nenhum desperdício de bola, marca que somente Jordan, Magic, Bird, Parker e Pippen conseguiram. Já podemos dizer que Livingston é uma Fênix, renascendo das cinzas e alcançando a glória.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Hawks e Sixers podem trocar Teague e Noel

Troca pode envolver Jeff Teague e Nerlens Noel

   O Atlanta Hawks e o Philadelphia 76ers estão conversando  sobre um acordo que envolveria, como centro da movimentação, Jeff Teague e Nerlens Noel, segundo fontes da liga de acordo com Shams  Charania do  The Vertical.
   Teague tem um ano de contrato restante após essa temporada, e tornou-se dispensável com o surgimento do armador de 22 anos, Dennis Schroder. Com os titulares Kent Bazemore e Al Horford prestes a se tornarem agentes livres irrestritos os Hawks poderiam estar de olho no futuro, pensando em reconstruir a equipe na pio hipótese de não conseguir renovar com a dupla.
   Com Jahlil Okafor atuando como ala/pivô titular, e com seus colegas de garrafão Dario Saric e Joel Embiid esperados para estrearem na próxima temporada, o treinador Brett Brown provavelmente terá dificuldade de encontrar minutos para Noel, os quais ele mereceria daqui para frente. Teague iria encaixar bem no Sixers, já que a franquia da Philadelphia procura por um armador titular a algumas temporadas. Em 79 partidas, Teague teve médias de 15.7 pontos e 5.9 assistências, com 43,9% da quadra e 40% das bolas de três.
   Noel teve médias de 11.1 pontos, 8.1 rebotes, 1.8 roubos de bola e 1.5 tocos na sua segunda temporada. A troca é boa para as duas equipes, mas melhor para o Sixers na minha opinião, consegue um armador bom e que pode ajudar a equipe a evoluir. Para os Hawks, é uma troca que pode ser boa, pode pois Noel está indo apenas para a sua terceira temporada, um jovem atleta em evolução, mas nunca se sabe o que pode acontecer.