segunda-feira, 29 de junho de 2015

Nuggets cogita trocar suas picks


   O Denver Nuggets está cogitando trocar as suas escolhas do Draft, mas será que valerá a pena? E se os jovens vingarem na liga e elevarem o basquete da equipe?
   Tim Connelly disse: "Queremos ser agressivos. Estamos olhando para tudo e todos os cenários possíveis e nós já fizemos proativamente muitas dessas chamadas. Vamos ver o que podemos fazer para tornar interessante e espero dar ao treinador a melhor equipe possível."
   O Nuggets poderia ter decidido entre vários jogadores na 7° escolha, tais como Justise Winslow, Willie Cauley-Stein, Mario Hezonja, Devin Booker, Cameron Payne e Stanley Johnson. 
"Eu acho que temos feito um bom trabalho no tempo em que estive aqui, tivemos a leitura para o Draft, quem vai para onde e quem vai ficar para nós. Acho que nos sentimos bem sobre o nosso grupo alvo, estamos indo para tentar conseguir um desses caras. Agora só temos que escolher esses três ou quatro caras mais separadamente, e ter certeza que não perdemos nenhum detalhe".
   Não sei qual a intenção real dos Nuggets, ao escolher Emmanuel Mudiay na 7° posição me parecia certa a saída de Ty Lawson, que a algum tempo atrás já era especulado para uma eventual troca. A escolha de número 57 foi um ala, Nikola Radicevic, jogador do Sevilla, bom atleta e que pode vingar na liga, mas é uma aposta. Essa troca pode ser boa para o Nuggets se conseguirem bons jogadores, pois acho que Mudiay se bem treinado será um ótimo armador da liga. Vamos esperar as movimentações.

domingo, 28 de junho de 2015

Heróis do passado: John Stockton

O líder da história em assistências
   Hoje a nossa série vai homenagear um dos melhores armadores da história, o cara é o líder de todos os tempos da NBA em assistências e era o cérebro do Utah Jazz. Vamos relembrar hoje a carreira de John Stockton.
   O armador começou a sua carreira jogando no ensino médio por Gonzaga Prep, onde graduou-se em 1980, após quebrar o recorde de pontuação da cidade. Depois de considerar ofertas de Don Monson de Idaho e Mike Montgomery de Montana, ambos da Conferência Big Sky, Stockton decidiu ficar em Spokane e jogar para Dan Fitzgerald da Universidade de Gonzaga. Ele se tornou o terceiro da geração da sua família a jogar em UG, seu avô Houston Stockton era um jogador de futebol bem conhecido na década de 20. Fitzgerald também foi o diretor de esportes, se afastou por quatro anos dos treinamentos após o primeiro ano de Stockton, promovendo o assistente jay Hillock a treinador principal.
   Durante seu último ano com os Bulldogs, em 1984, John Stockton teve médias de 20.9 pontos, com 57% de aproveitamento dos arremessos. O Zags chegou a um recorde de 17-11, o melhor em 17 anos, e Stockton liderou a Costa Oeste da Conferência Atlética em pontos, assistências e roubos de bola. Ele foi um dos 74 universitários convidados para a seletiva para a seleção olímpica de 1984, treinada por Bob Knight. Stockton passou no primeiro corte, para os 20 finalistas em abril, mas foi cortado em maio (junto com Charles Barkley, Terry Porter e Maurice Martin) no penúltimo corte para 16 jogadores. Mesmo não sendo selecionado para a seleção, foi a primeira vez que teve contado com seu futuro amigo e companheiro de Jazz, Karl Malone.
   A sua carreira na NBA começou em junho de 1984, quando selecionado pelo Utah Jazz na 16° posição do Draft. Desconhecido relativamente durante sua carreira universitária, seu estoque aumento nos meses que antecederam sua escolha. O anúncio de sua seleção para os milhares de fãs reunidos no Salt Palace foi recebido com um silêncio atordoado. 
   Stockton tem na carreira médias de duplo-duplo com 13.1 pontos e 10.5 assistências, detêm o recorde da NBA de todos os tempos em assistências (15806) com uma margem de 3000 para o segundo colocado, assim como o recorde de maior roubos de bola na carreira (3265). É líder de cinco das seis maiores médias de assistências em uma temporada da NBA. Detêm o recorde da NBA para mais temporadas, jogos, e jogos consecutivos com uma equipe e é o terceiro em partidas jogadas. Perdeu apenas 23 jogos em toda sua carreira, sendo 18 deles em uma temporada, e em 38 partidas anotou 20 ou mais assistências. 
   John Stockton foi 10 x All Star, foi o co-MVP de 1993 junto com seu companheiro de equipe Karl Malone. Jogou nas seleções olímpicas de 1992 e 1996, os primeiros esquadrões olímpicos com jogadores da NBA, mantendo a bola em ambos jogos da medalha de ouro. Foi 2 x All NBA First Team, 6 x All NBA Second Team, é um dos cinquenta melhores jogadores da história. Infelizmente nas duas vezes em que chegou as finais da NBA perdeu para o Bulls de Michael Jordan, sendo que na final de 1998 perdeu um arremesso de três a 5.2 segundos do fim que poderia dar a vitória aos Jazz, e após o jogo disse na entrevista que acreditava que aquela bola ia entrar.
   Stockton e Malone atuaram por muitos anos juntos, completando 1412 partidas, muitas das assistências de Stockton foram para Malone. Ele era chamado de old school, pelo seu jogo físico e os fãs o consideravam um dos jogadores mais duros da NBA atrás apenas de Karl Malone. Seu uniforme com shorts curtos é notável, ele foi o último jogador da NBA a usá-los, mesmo quando os demais usavam calções largos. Ele era reservado, em entrevistas e na forma de se vestir, utilizando sempre roupas discretas.
Stockton e sua estátua
   No dia 2 de maio de 2003 anunciou sua aposentadoria com um comunicado. Mais tarde o Jazz realizou uma cerimônia de aposentadoria, e batizou a rua em frente a seu ginásio de John Stcokton Drive. Stockton veio a declarar que mesmo ainda gostando de seu jogo, sua família crescente o fez sentir que enquanto estava sentado no quarto de hotel esperando o jogo, ele estava perdendo o que acontecia em casa. Ele teve o seu número aposentado em 2004, e possuí uma estátua em sua homenagem na frente do estádio do Jazz, juntamente com uma estátua de Karl Malone. Em 2009 entrou para o Hall da Fama do Basquete, e até hoje é considerado como um dos melhores atletas da história a não ter vencido um campeonato da NBA.

Hardaway por Jennings, será?

De malas prontas?
   No dia 22 de junho o técnico e executivo dos Pistons, Stan Van Gundy afirmou que nunca conversou com  os Knicks sobre o negócio Hardaway-Jennings, tweetou Keith Langlois do Pistons.com. 
Uma pessoa com conhecimento em primeira mão dos Pistons, disse a Vince Ellis do Detroit Free Express, que não há nenhuma conversa envolvendo Hardaway e Jennings. 
   Os Pistons tem conversado com os Knicks sobre uma negociação com Tim Hardaway Jr., fontes da liga, segundo Ian Begley do ESPNNewYork.com, que escreveu bastante sobre Kevon Looney, sugere que os Pistons gostariam de enviar Brendon Jennings, de tal acordo, embora não seja claro se realmente é isso, ou se os Knicks estariam dispostos a assumir o armador que ainda está se recuperando de um tendão de Aquiles rompido, pelo menos, sem receber ninguém ativo de volta. 
   Hardaway tem se mostrado promissor nas últimas duas temporadas desde que os Knicks o selecionou na 24° posição em 2013, com média de 10.8 pontos com 35,3% de aproveitamento em 23.5 minutos por jogo. Ele melhorou ligeiramente na temporada passada, quando começou em 30 dos 70 jogos que participou. Não está claro se os Pistons o vêem como um backup ou um concorrente potencial para Kentavious Caldwell-Pope para ser titular como ala.
Voltando de lesão e trocando de casa?
   A escala de salário de novato de menos de US$ 1.305 milhões de Hardaway vai receber na próxima temporada é quase nada comparado aos US$ 8.345 milhões que Jennings está para ganhar. Os Knicks não tem uma exceção de comércio grande o suficiente para Jennings, então teriam que adicionar outro salário para uma troca Jennings-Hardaway, se ela ocorrer antes de 30 de junho.    No entanto, ambas equipes estão prontas para abrir cap em julho, para poder fazer a troca um por um já que ambas equipes estariam abaixo do cap, sem ter que se preocupar com uma harmonização do salário. Não seria surpreendente se as escolhas dessa semana do Draft fossem envolvidas na troca, os Knicks tem tido muitos rumores de interesse na troca de sua 4° escolha pela 8° dos Pistons. 
   Se realmente as escolhas do Draft forem envolvidas, acho que os Knikcs fariam um excelente negócio, pegando um armador muito bom (Jennings) e um ala de futuro promissor (Stanley Johnson), só nos resta esperar para ver se isso tudo era apenas um rumor

sexta-feira, 26 de junho de 2015

TOP 5: análise das escolhas


   Como a maioria já deve saber, ontem a noite foi o Draft da NBA e nesse post vou dar meus pitacos sobre as cinco primeiras escolhas. Vamos lá.

Pick 1: Karl Anthony Towns para o Minnesota Timberwolves. Foi um escolha segura, nem ótima, nem uma surpresa, é um jovem atleta que tem um potencial enorme para crescer e ser um bom jogador da liga. Não sei se virá a ser um All Star, aparentemente não, mas é o jogador os Wolves necessitava, ao lado de outros bons jovens como Zach LaVine e Andrew Wiggins (Novato do ano), a franquia pode ressurgir nos Playoffs com o tempo. Se Towns vingar, ele pode vir a ser o substituto de Kevin Garnett.

Pick 2: D'Angelo Russell para o Los Angeles Lakers. A princípio esperava-se que Okafor fosse o escolhido, mas foi perfeita a opção por Russell, disparado o melhor armador disponível no Draft, vai melhorar em muito o ataque dos Lakers. Não podemos compará-lo a Magic, mas o último armador selecionado pelos Lakers virou uma lenda. Se conseguirem contratar LaMarcus Aldridge nessa off season, os Lakers já contam com um time titular de qualidade com Russell, Randle, Kobe e Aldridge, já dá para os torcedores ficarem mais alegres. Dos atletas do Draft esse é um dos que acho que vai ter sucesso na liga.

Pick 3: Jahlil Okafor para o Philadelphia 76ers. Uma escolha desnecessária na minha opinião, embora Jahlil Okafor seja um pivô quase perfeito, os Sixers já possuem jogadores para essa função e nos últimos dois Drafts selecionou atletas para a posição 5. Não entendo o porque de mais um pivô, seria melhor ter escolhido um ala ou armador, mas de qualquer forma, Okafor é um jogador pronto para a NBA, só precisa provar que consegue marcar caras maiores do que ele, algo que ainda não enfrentou em sua carreira. 

Pick 4: Kristaps Porzingis para o New York Knicks. A escolha mais surpreendente do Draft, o jovem foi vaiado pelos torcedores do Knicks presentes no Barclays Center. Mas eu acho que é uma aposta, o cara é um bom ala/pivô, arremessa bem, sabe driblar, bom marcador, eu vejo as vaias como uma falta de informação dos torcedores e desrespeito com o atleta, e como uma aposta do Phil Jackson. Porzingis tem tudo para dar certo na NBA, ele deve ser o próximo estrangeiro de sucesso da liga.

Pick 5: Mario Hezonja para o Orlando Magic. Uma ótima escolha, jogador completo, junto com Victor Oladipo tem tudo para reerguer a franquia. Mesmo com uma média baixa de pontos, rebotes e assistências (7.7, 2.0 e 1.0 respectivamente), o ala mostrou ser muito versátil e arremessa bolas de três com extrema facilidade, tem tudo para dar certo. 

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Charlotte 2017

2° vez que a cidade sedia o All Star Weekend
   Um anúncio formal realizado na terça feira (23), com o Comissário da NBA, Adam Silver e o proprietário do Charlotte Hornets, Michael Jordan, durante entrevista coletiva. Dirigentes e organização dos Hornets fizeram uma oferta formal no verão passado. Em comentários durante uma visita a Charlotte no ano passado, Silver disse que certamente Charlotte seria premiada com um All Star Weekend, depois de concordarem com várias melhorias e renovações na Time Warner Cable Arena. 
   Em dezembro Silver disse: "Pessoalmente, eu estou animado em voltar aqui. Eu não acho que há qualquer questão para acontecer. Apenas uma questão de que ano". A cidade concordou no ano passado em pagar 27,5 milhões de dólares para melhorias na arena. A NBA viu essas melhorias como a chave para qualquer ação All Star. O All Star Game é em meados de fevereiro, datas específicas para o evento de 2017 ainda não foram definidas. O All Star Game de 2016 será em Toronto, dia 14 de fevereiro.
Anúncio feito por Adam Silver e Michael Jordan
   Juntamente com o All Star Game de domingo a noite, o All Star Weekend inclui várias competições de habilidade (Campeonato de enterradas e Arremessos de três pontos), mais especificamente um jogo com uma seleção de jogadores do primeiro e segundo ano da NBA e um All Star Game da Liga de Desenvolvimento da NBA. Há também um festival para os fãs, que o Centro de Convenções de Charlotte deve sediar. Entre as estrelas que devem figurar no All Star Game de 2017, está Stephen Curry, armador do Golden State Warriors, MVP da liga, que cresceu em Charlotte e jogou por Davidson. All Star Weekends normalmente trazem milhares de fãs de todo o país. A liga usa o All Star Weekend como seu evento primário para a rede com patrocinadores, que consome muitos dos bilhetes. Mas donos de bilhetes da temporada regular dos Hornets, devem ter acesso a alguns eventos. 
   Os Hornets operam a Time Warner Cable Arena (19.077 lugares) em uma parceira pública-privada com a cidade. A cidade pagou 260 milhões de dólares para a construção da arena em 2005. Desde então já recebeu a Convenção Nacional Democrata, o torneio de basquete masculino da ACC e anualmente hospeda os torneios CIAA. Custos de construção e essas atualizações são pagas fora da taxa de ocupação motel-hotel. O centro da cidade de Charlotte tem 4568 quartos de hotel, de acordo com os parceiros do centro da cidade. Um adicional de 1900 quartos de hotel, ou estão sendo propostos ou estão em construção. Quartos de hotel disponíveis são um fator chave em qualquer ação All Star. Normalmente o evento preenche todos os quartos de hotel no mercado para quatro noites ou mais.
   Charlotte foi premiada anteriormente com o torneio de golfe PGA Championship, para agosto de 2017. A cidade hospedou o All Star Weekend uma vez, em 1991 no então demolido Charlotte Coliseum em Tyvola Road. Charles Barkley foi o MVP daquele jogo, com 17 pontos e 22 rebotes. Barkley foi titular ao lado de Michael Jordan (26 pontos) e o atual treinador adjunto dos Hornets, Patrcik Ewing (18 pontos e 10 rebotes).

segunda-feira, 22 de junho de 2015

D'Angelo Russell e o triângulo ofensivo

   D'Angelo Russell não estava familiarizado com o triângulo ofensivo, há algumas semanas, mas ele estudou durante uma sessão de filme com Phil Jackson neste mês. Em uma entrevista na última sexta-feira (19), disse: "Agora quando olho pra ele, Kobe teve grande sucesso com o mesmo. Os arremessos que ele tentou, os arremessos que ele fez fora nas mesmas áreas, tudo do ataque. Então, eu acho definitivamente que eu posso prosperar lá".
   Russell é esperado para ser uma escolha de TOP 3 nessa quinta feira (25). Sobre o treino com os Knicks disse: "Foi ótimo só por estar na Mecca. Foi o meu segundo treino. Só de estar em Nova Iorque foi um grande sentimento, e ter a oportunidade de trabalhar para uma das equipes mais conhecidas da NBA, foi simplesmente uma benção". Russell disse ainda que se reuniu com Phil Jackson e o treinador Derek Fisher durante o treino: "Eles fizeram um grande trabalho, abrindo as portas para mim e me deixando perguntar qualquer coisa que precisasse. Perguntei uma coisa que poderia fazer para me separar, e eles me deram algum grande conhecimento sobre isso. Eles são os maiores dos nomes dessa liga. Então sabem o que é preciso".
   Da maneira pela qual atuava em Ohio State, Russell tem razão em dizer que vai se adaptar ao triângulo, um jogador jovem, ágil, bom passador e arremessador, que sabe o momento certo de fazer determinada jogada. Com sua qualidade técnica é uma ótima escolha para os Knicks, ajudaria muito Carmelo Anthony e tem potencial para ser um nome forte na liga.

domingo, 21 de junho de 2015

Heróis do passado: Karl Malone

Desde o começo mostrou potencial
   A nossa série lembra hoje a trajetória de um dos grandes ala/pivôs da história, Karl Malone, o Mailman (carteiro), um dos grandes jogadores que terminou a carreira sem vencer um título da NBA e marcou os anos 90 com seu estilo de jogo.
   Malone é o nono filho da família, nasceu e foi criado na Louisiana, e trabalhou muito em fazendas quando ainda criança. No ensino médio estudou e jogou basquete em Summerfield, onde liderou a sua equipe a três títulos consecutivos da Louisiana Classe C. Embora tenha sido recrutado por Arkansas, optou por assinar com a Universidade de Louisiana Tech, que era mais perto de sua casa. Ele juntou-se a equipe apenas em seu segundo ano, já que tinha as médias muito baixas para ser elegível como calouro. Em sua segunda temporada, Malone teve médias de 18.7 pontos e 9.3 rebotes, levando a universidade pela primeira vez ao torneio da NCAA, sendo eliminada no Sweet 16. Em todas as suas três temporadas, o ala/pivô foi selecionado All-Southland.
   A carreira da NBA começou em 1985, quando foi selecionado como a 13° escolha do Draft, para a surpresa de Malone que esperava uma seleção pelos Mavericks (8° escolha), e já tinha alugado um apartamento em Dallas. Em sua temporada de estréia, obteve médias de 14.9 pontos e 8.9 rebotes, sendo o terceiro colocado no prêmio de novato do ano e eleito para o All Rookie Team. Já na sua segunda temporada, Malone tornou-se o líder em pontos e rebotes da equipe, com 21.7 pontos e 10.4 rebotes de média, sendo que em 24 dos 29 jogos entre janeiro e fevereiro, foi o cestinha. Na temporada de 1987/88 Malone foi a força ofensiva e John Stockton o general da quadra, nesse mesmo ano Malone foi ao seu primeiro, dos 14 consecutivos, All Star Game e eleito para a All NBA Team e Malone liderou o Jazz até as finais de conferência, quando perderam para o Lakers no jogo 7, em todos os playoffs, Malone registrou médias de 29.7 pontos e 11.8 rebotes. 
Sua força física era absurda
   As duas temporadas seguintes Malone melhorou ainda mais em pontuação, ficando atrás apenas de Michael Jordan em média, infelizmente perdeu na primeira rodada dos Playoffs nesses dois anos. Malone continuo sendo o líder da equipe, e sempre em evolução, e seus colegas seguiram o seu ritmo, tanto que na temporada de 1992 a franquia chegou pela primeira vez na história a uma final de conferência, perdendo para o Portland Trail Blazzers. Através dos anos 90 Malone sempre foi obtendo médias de duplo-duplo e ajudando o Jazz a chegar longe, foi campeão olímpico em 1992 no Dream Team mesmo jogando com Magic Johnson a quem ele se oporá a enfrentar por ter sido diagnosticado com AIDS. Em 1993 jogou e começou todas as 82 partidas da temporada, e ajudou o Jazz a chegar novamente as finais da conferência oeste pela segunda vez, e sendo novamente eliminado, para os Rockets.
   A temporada de 1994/95 marcou a história da franquia, foi a primeira vez que venceram 60 jogos na temporada regular, mas infelizmente perderam novamente para os Rockets nos playoffs. A temporada de 1996 foi uma das melhores de sua carreira, ao retornar de mais uma medalha de ouro olímpico, Malone foi o MVP da temporada e levou o Jazz as finais da NBA, a primeira de duas consecutivas. O único problema é que mesmo com os melhores recordes da liga, e com a vantagem de decidir em casa, enfrentou o Bulls de Michael Jordan nas finais e perdeu as duas. Malone continou no Utah Jazz até a temporada 2002/2003, quando passou Wilt Chamberlain e tornou-se o segundo maior cestinha da história da liga, ao fim da temporada tornou-se agente livre e seu companheiro John Stockton se aposentou. No Jazz, Malone liderou a equipe a várias temporadas com 50 ou mais vitórias (exceto 1992/93) e junto com Stockton formaram um pick and roll perfeito, e formaram uma das combinações mais eficientes entre armador e ala.
Última chance de ganhar um anel
   Em sua última temporada foi para os Lakers, em uma tentativa de vencer um campeonato da NBA, juntamente com Gary Payton com a mesma intenção, Kobe e Shaq, formaram uma equipe favoritíssima a ganhar a NBA. Infelizmente Malone machucou o joelhou e ficou 39 jogos de molho, mesmo assim os Lakers foram aos playoffs e chegaram até as finais, mas surpreendentemente perderam para o Detroit Pistons. Após essa temporada Kobe pediu para que Malone não voltasse, especulou-se uma assinatura com Knicks ou Spurs, mas no dia 13 de fevereiro de 2005 o astro decidiu parar.
   Malone aposentou-se sem vencer a NBA, mas com médias de 25.0 pontos, 10.1 rebotes e 3.5 assistências, 2 x MVP, 14 x All Star, 2 x All Star Game MVP, 11 x All NBA First Team, 3 x All Defensive First Team, líder de todos os tempos do Utah Jazz em pontuação, tem o número 32 aposentado pela franquia e é um dos 50 melhores jogadores de todos os tempos. 
   O ala/pivô faz parte de um seleto grupo, infelizmente, de grandes astros que não foram campeões da NBA, mas isso não muda a sua grandeza, ele é com certeza um dos melhores da história. Dominou a sua posição por anos, se destacou e jogou toda a sua carreira em constante evolução, é um dos meus jogadores favoritos e sua enterrada com a mão na nuca é uma marca inesquecível. 

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Thompson diz que Curry é o melhor do mundo

Splahs Brothers fizeram a NBA tremer essa temporada

   Falar isso sobre alguém que ganhou o troféu Larry O'Brien pode parecer luxúria, mas Klay Thompson foi um pouco irônico sobre Lebron James e seu "melhor jogador do mundo", comentou após o Golden State Warriors venceu o título da NBA na última terça-feira.
   "Ele só se sente bem para dizer que somos o melhor time do mundo, com o melhor jogador do mundo", disse Thomspn acenando com a cabeça para Stephen Curry. Não vai pegar bem para alguns, mas para o vencedor os holofotes. Andre Iguodala foi digno da escolha de MVP das finais como qualquer um, desde que acredite que o MVP da série precisa vir da equipe vencedora.
   O comentário inicial de Lebron não pegou bem com Iguodala, mas isso não significa que ele não concorde com isso. "Quando ele disse que era o melhor jogador do mundo, acho que ele não precisava ter feito isso, porque todos nós sabemos", disse Iguodala aos repórteres. Disse isso antes de tomar o título de alguém que passou marcando nas últimas duas semanas.
   Que Lebron James é o melhor do mundo todos sabem, o que ele precisa parar de fazer é se vangloriar por isso, ele é o melhor. Eu gosto de ver ele jogar, se diferencia de todos, está um degrau acima de qualquer um, só precisa ser um pouco menos falastrão e ganhar mais alguns campeonatos, porque na história ele já está entre os melhores.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Lebron opinará sobre roster dos Cavaliers

The King opinará sobre o futuro de seus atletas e a construção do roster da temporada

   O Cleveland Cavaliers prefere que Lebron James tenha um diálogo franco com escritório principal e expresse suas opiniões, sobre quais jogadores ele gostaria que a equipe mantivesse e quais ele considera negociáveis.
   Anteriormente, Lebron procurou manter uma posição mais distante, mas ao mesmo tempo exercendo sua influência. Especialmente no caso de Kevin Love, o qual Lebron empurrou para a equipe na troca da última offseason. Lebron tem sido um recrutador ativo na agência livre, juntamente com o escritório principal dos Cavs e anteriormente do Heat. Mas destacou-se no verão quando ele foi agente livre.
   Eu não sei até que ponto isso é bom para uma franquia, Lebron é praticamente o dono dos Cavaliers, só não paga o salário dos jogadores. Ele é astro, importante para a franquia, mas acho que esse tipo de ação foge aos limites de um atleta, pra isso existem os dirigentes, para negociar com os jogadores e trazer eles para a franquia. Pedir opinião de um atleta sobre seus companheiros de equipe pode gerar um transtorno, muitos conflitos internos e prejudicar uma equipe.
   Basta lembrarmos que a poucos meses Love disse que não era amigo de Lebron, e provavelmente ele não vai querer jogar em Cleveland por muito tempo, pois se gerou toda uma discussão em torno de tal comentário. Acho que a diretoria do Cavs passa dos limites fazendo isso e ao invés de melhor as coisas, pode criar uma panela de pressão e não aguentar as consequências de uma explosão. 

O MVP improvável

Monstro, mudou o jogo
   Ontem as finais da NBA reservaram uma grande surpresa, já era esperado que o Golden State Warrirors vencessem a partida e levassem o título de campeão da NBA, o que não esperávamos era que Iguodala seria o MVP.
   Foi a primeira vez na história, que o MVP das finais começou todos os jogos da temporada regular no banco e ainda assim foi extremamente decisivo para o rumo que as finais tomaram. Nos três primeiros jogos da série, onde os Warriors tiveram muitas dificuldades e Lebron dominou os jogos, Iguodala começou no banco as partidas e ainda assim, todas as vezes que entrava em quadra era o jogador que melhor marcava o astro dos Cavaliers.
   Quando passou a jogar como titular, a equipe do Warriors conseguiu equilibrar o jogo e se diferenciar, utilizando uma equipe mais baixa, rápida e com jogadores com bom aproveitamento em arremessos do perímetro, o que foi crucial para levar a taça. Contanto com Iggy jogando demais e marcando Lebron muito bem, os Warrirors conseguiram impor o seu ritmo de jogo e merecidamente sagrar-se campeões.
MVP mais do que merecido
   Iguodala alcançou a sua maior glória da carreira, Iggy já havia sido All-Star uma vez ainda quando jogava no Sixers, e foi duas vezes eleito para All Defensive Teams. Ele foi votado por sete dos onze membros da impressa para o prêmio de MVP. O atleta de 31 anos obteve médias de 16.3 pontos, 5.8 rebotes, 4 assistências e 1.3 roubos de bola, assumindo a titularidade a partir do jogo 4. Suas ações defensivas foram tão importantes, que com ele jogando, Lebron teve apenas 38% de aproveitamento de seus arremessos e os Warriors teve a marca de apenas 26.1 pontos por 100 posses de bola.
   Curry era o dono do time, mas quem merece e muito ser reconhecido pela conquista é Iguodala, o homem que mudou o jogo e quebrou um jejum de 40 anos dos Warriors.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Cauley-Stein agrada DeMarcus Cousins

Futuro companheiro de equipe
gosta da ideia de jogar com Stein
   Nos últimos anos o Sacramento Kings tem feito coisas para deixar sua estrela, DeMarcus Cousins infeliz. Demitir Michael Malone foi uma. Aparentemente, uma coisa que poderiam fazer para apaziguar Cousins, é selecionar o pivô de Kentucky, Cauley-Stein na sexta escolha do Draft dia 25 de junho, de acordo com Ryen Russillo da ESPN. 
   Isso pode acontecer para os Kings, de forma agradável na sexta escolha. Sacramento precisa de um defensor para o garrafão, algo que Cauley-Stein oferece sendo, por consenso, o melhor defensor dessa classe do Draft. Cousins passou os últimos anos jogando ao lado de nomes como Jason Thompson e Derrick Williams, e poderia usar alguma ajuda. Russillo acrescenta que essa escolha trabalha para Cousins, assim ele poderia se mover para a posição de ala/pivô e jogar fora do garrafão.
   Do meu ponto de vista seria uma excelente escolha, juntos Cauley-Stein e Cousins poderiam foram uma dupla muito agressiva e dominante no garrafão, o que poderia tornar os Kings uma equipe passível de chegar a pós-temporada.

domingo, 14 de junho de 2015

Heróis do passado: Artis GIlmore

   Hoje nossa série vai contar a história de um pivô membro do Hall da Fama, Artis Gilmore, atleta que fez história jogando por Kentucky Colonels nos tempos de ABA e depois Bulls, Spurs e Celtics.
    Gilmore nasceu em Chipley na Philadelphia, mas foi criado no Alabama. Após o ensino médio começou a jogar basquete por Gardner-Webb Junior College por dois anos, e posteriormente em na Universidade de Jacksonville, por mais dois anos, tornando-se um dos cinco jogadores do basquete universitário que nunca teve médias inferiores a 20 pontos e 20 rebotes. Durante seus dois anos em Jacksonville, levou a equipe as finais em 1970, mas perdendo a final para a UCLA por 80 a 69, também liderou a NCAA em rebotes nessas duas temporadas, tendo na sua carreira médias de 22.7 rebotes por jogo, ainda é o recorde da história da NCAA Division 1.
   Ao sair da universidade foi selecionado como a primeira escolha do draft pelo Kentucky Colonels da ABA, e pelo Chicago Bulls da NBA, em 1971. Gilmore começou a sua carreira profissional com o Colonels, na temporada 1971/72 da ABA, ele era tão dominante que em sua primeira temporada foi escolhido o Novato do Ano e o MVP da liga. Ao longo de suas cinco temporadas na ABA, Gilmore liderou por quatro temporadas em média de rebotes, duas vezes em percentual de arremessos convertidos e tocos, e uma vez em faltas pessoais. Ele foi nomeado para All-ABA First Team cinco temporadas consecutivas, e foi quatro vezes All Defensive. Jogou cinco vezes na ABA All Star Game, sendo o MVP de 1974, mas o ápice de sua carreira foi ao liderar os Colonels para o campeonato de 1975 e foi nomeado o MVP dos Playoffs.

   A ABA terminou após a temporada de 1976, e quatro de suas equipes (Denver Nuggets, Indiana Pacers, New York Nets e San Antonio Spurs) aderiram a NBA na fusão das ligas, e as equipes restantes, incluindo o Kentucky Colonels sobraram. Com sua equipe sobrando, Gilmore entrou no projeto especial do Draft de 1976, e foi selecionado como a primeira escolha pelo Chicago Bulls. Embora não sendo mais a mesma potência dos tempos de ABA, ele foi trocado em 1982 para o San Antonio Spurs, sendo mais duas vezes All Star, depois retornou ao Bulls por parte da temporada de 1988 e encerrou sua carreira com o Boston Celtics. Depois disso foi para a Itália, jogou a temporada 1988-89 com o Arimo Bolonha, onde obteve médias de 12.3 pontos e 11 rebotes, eleito para o European All-Star Team.
   Em sua carreira foi 6x NBA All Star, 5x ABA All Star, Campeão da ABA, ABA MVP dos Playoffs, ABA MVP, ABA All-Star Game MVP, 5x All-ABA First Team, 4x All ABA Defensive Team, ABA All Time Team, membro do Hall da Fama do Basquete, na NBA liderou por quatro temporadas seguidas no percentual de arremessos, detêm a quinta melhor percentagem da história e contínua como o líder da NBA em percentual de arremessos na carreira (59,9%) com no mínimo com pelo menos 2000 arremessos convertidos. Encerrou a carreira na NBA com médias de 17.1 pontos, 10.1 rebotes e 2.0 assistências por partida. 
   Gilmore foi um dos pivôs dominantes que a liga teve, foi um exímio jogador na ABA e não brilhou tanto assim na NBA, mas ainda assim foi um jogador histórico, que marcou seu tempo e deixou marcas ainda não alcançadas por nenhum atleta.

Noah pode estar de saída

Dupla bi-campeã da NBA
   O Thunder teve uma melhor na posição de pivô na temporada passada, quando adquiriram Enes Kanter em uma troca.  No entanto ele já não é mais especulado para permanecer em OKC. Ele era para ser mais um jogador de grande nome, como Brook Lopez do Brooklyn Nets. Enquanto isso não funciona, agora alguns estão dizendo que outro jogador de grande nome pode estar chegando ao Thunder: Joakim Noah do Chicago Bulls.
   Com Tom Tibhodeau demitido do Bulls, é provável que mais mudanças aconteçam em Chicago. Uma dessas mudanças pode ser uma troca por Joakim Noah. Além disso, Noah não jogou muito bem na pós-temporada e está entrando em seu último ano de contrato, o que siginifica que o Bulls está pensando em se livrar dele antes que seu contrato termine.
   Assim o OKC entra no negócio. Segundo Mark Schanowski da CSN de Chicago, seria o negócio mais fácil de acontecer, devido ao fato de Kanter ser agente livre, Serge Ibaka estar se recuperando e Steve Adams ser um jogador ainda em desenvolvimento. E não vamos esquecer que Billy Donovan, o novo técnico do Thuner, foi treinador de Noah durante seus dois títulos da NCAA na Flórida.    Schawonski disse ainda que, para que o negócio funcione exigiria uma escolha
Pivô do Bulls pode estar de malas prontas
de draft para o Bulls em troca de outro jogador do Thunder. Sua sugestão seria a inclusão de Anthony Morrow ou Jeremy Lamb no negócio. No entanto Morrow provou ser um forte sexto homem vindo do banco, e provavelmente seria imprudente enviar um jogador assim numa troca. Lamb por outro lado, praticamente não contribuiu na temporada passada, e seria facilmente adicionado na negociação. 

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Alvin Gentry a mente ofensiva

O cara pra melhora Anthony Davis
   Alvin Gentry foi oficialmente técnico do New Orleans Pelicans por cerca de 12 horas, mas o mundo do basquete já esta alvoroçado para saber como o inovador ofensivo pode tirar proveito do talento bizarro de Anthony Davis. Uma das noticias mais citadas imediatamente após a contratação de Gentry vem da CSN Bay Area Monte Pool, revelando que Gentry apresentou ao  gerente geral dos Pelicans, Dell Demps e o vice-presidente Mickey Loomis tabelas e gráficos ilustrando como a equipe tem subutilizado as habilidades ofensivas de Davis.
   Isso levou muitos a assumir que Davis contará com mais destaque no ataque dos Pelicans na próxima temporada, mas provavelmente será de forma sútil, não muito perceptível aos olhares de fãs comuns. Um olhar sobre as estatísticas avançadas disponíveis, mostram um jogador super estrela capaz de suportar encargos ofensivos pesados
A. DavisATJ (Rank)AT 100 posses de bola (Rank)Uso (%)
2014-1517.6 (6°)25.7 (11°)27.8 (13°)
   A utilização de Davis poderia chegar mais perto dos 30% sob o comando de Gentry, e muitos vão se perguntar porque ele não esta no Top 10 em arremessos tentados por cada 100 posse, mas deve-se salientar que seus 25.7 foi uma taxa de uso maior do que de armadores dominantes, como Stephen Curry e Monta Ellis. Quando uma mente, ofensivamente brilhante, como Gentry diz "subutilizado", não significa necessariamente mais arremessos. Em toda probabilidade, Gentry está pensando mais ao longo das linhas para conseguir para Davis melhores arremessos e fazê-lo mais envolvido no fluxo ofensivo.
   Ao longo de três temporadas, Davis arremessou 11 % em um total de 27 tentativas de bolas de três pontos. Mas ele mostrou que ter calibre com seu jumper, e se Gentry poder ajudá-lo a estender esse calibre para fora do perímetro, vai sobrecarregar ainda mais os adversários indefesos. 28,9 % das tentativas de arremesso nesta temporada vieram de bolas de dois pontos com mais de 4,8 m, e ele converteu 42% dos arremessos desse território (uma excelente maraca para um espaço de jogo menos eficiente). Imagine que alguns dos que arremessam dessa área pontuam e recebem ponto extra, e apenas 1% dos arremessos de Davis foram assim nessa temporada.
   Além de desenvolver um arremesso de três pontos e dando a Davis mais oportunidades fáceis em transição, pode-se ter certeza que o Pelicans de Gentry vai jogar muito mais rápido que o 27° do ranking Monta Ellis, Gentry com certeza terá cuidado para ter Davis mais envolvido de forma geral no ataque. 
   Como coordenador ofensivo de fato do Golden State Warriors, Gentry obteve o melhor de uma equipe do Golden State extremamente talentosa, que nunca foi tão prolífica com Mark Jackson. Um componente chave, de que a melhora ofensiva funcionou, foi a utilização do talento de Andrew Bogut. O pivô é uma força defensiva quando saudável, mas seu passe, organização do jogo e inteligência ofensiva são problemas de seu jogo, e Gentry tirou vantagem disso.    Enquanto ele não estava marcando ou arremessando, estava tocando a bola, o aumento parece mínimo (40 para 41,5), mas considerando que ele jogou quase 200 minutos a menos que na temporada 2013-14, ele aumento seu percentual de toques na bola em 16% da temporada com Mark Jackson.
   Com Davis desenvolvendo as habilidades de passe e armação, ele melhorou seu percentual de assistências enquanto diminuiu os erros por ano sendo utilizado mais a cada ano, Gentry pode certamente encontrar mais passes no ataque para Davis, cujo 71 por jogo o coloca em 5° entre os homens grandes, atrás de Blake Griffin (100,9), Marc Gasol (86,7), Joakim Noah (77,1) e Tim Duncan (71,6).
   As rodas estão rodando na mente ofensiva de Gentry, e é emocionante pensar o que ele pode fazer com um jogador de apenas 22 anos e com o potencial de Davis, mesmo que sejam melhorias modestas em sua utilização, alcance, seleção de arremesso e toques. 

terça-feira, 9 de junho de 2015

Cameron Payne pode ser surpresa do Knicks


   Como se a temporada de 2014/15 já não fosse ruim para o New York Knicks merecer um Top 2 na escolha do Draft, mas as bolinhas do sorteio pensaram o contrário, e os Knicks caíram para a 4° escolha.
   Como esperados para as duas primeiras escolhas Karl Anthony-Towns e Jahlil Okafor ficam efetivamente fora do quadro, o Knciks tem de pensar como maximizar a sua escolha, o que pode envolver a criatividade. De acordo com Ian Begley da ESPN, fontes dizem que os Knicks estão seriamente pensando em selecionar o armador de Murray State, Cameron Payne, o qual está supostamente cotado para trabalhar com a equipe durante a semana de 15 de junho.
   Payne é amplamente cotado para uma escolha mais tardia, Chad Ford da ESPN o colocou como 11° escolha indo para o Indiana Pacers em sua mais recente projeção do draft, enquanto o DraftExpress o coloca na 14° posição indo para o Oklahoma City Thunder. Existem rumores de que o Thunder teria feito uma promessa para selecionar Payne aos 14 anos, mas está parecendo cada vez mais improvável que ele esteja disponível tão tarde.
   Se o Knicks fala sério em selecioná-lo, eles provavelmente não precisam usar a quarta escolha, como aponta Begley, isso aumenta a perspectiva de troca no draft. Isso não é algo novo ou inteiramente surpreendente, desde abriu a loteria do draft, a frente de negócios da equipe fala estar aberta para considerar todas as possibilidades, incluindo a de negociar a escolha. 
   Em sua segunda temporada em Murray State, Payne liderou a Conferência Ohio Valley em pontos por jogo (20.2) e ficou em segundo em assistências (6.0) e roubos de bola (1.9), chutando 45.6% dos arremessos de quadra e 37.7% de três pontos. Possuí como pontos fortes o seu instinto para o jogo, habilidade para pontuar e bons instintos defensivos, passador criativo, muito bom no pick and roll, excelente passador em transição, bom em trocas de velocidade para penetrar o garrafão e para driblar, além de bom arremesso imediato (catch and shoot).

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Lebron: "Queria ser Iverson"

   Ontem Iverson completou 40 anos de idade, e esse marco deve ser celebrado pelos fãs da NBA e o legado que The Answer deixou.
Um certo fã - ninguém menos que Lebron James - compartilhou as suas lembranças do The Answer com Chris Palmer no Bleacher Report's. Relembrando seus dias pré-NBA, James idolatra Iverson. "Eu não queria ser Michael (Jordan) ou Magic (Johnson), eu queria ser Allen Iverson.
   Ano passado quando a camisa de Iverson foi aposentada na Philadelphia, Lebron foi um dos muitos jogadores que foram prestar homenagem, ainda maior que a vida, super estrela. Lebron cita Iverson como sua inspiração no que diz respeito ao seu estilo em quadra. The Answer com certeza inspirou uma geração de jovens atletas a se expressar através de tatuagens, testeira (ou não) e na maneira de se vestir antes dos jogos.
   No dia 16 de maio, Showtime exibiu um documentário intitulado apenas como "Iverson". Para os fãs que eram muito jovens para apreciar os dias de glória de Iverson, o filme explora as suas principais batalhas em sua carreira universitária por Georgetown, e seu impacto cultural na NBA ao longo de suas 14 temporadas.
   Para mim um dos melhores jogadores da história, de estilo agressivo e que quebrava a espinha dos adversários com dribles absurdos, antes de CP3 e Curry era o crossover mais assassino da NBA. É ídolo de todos que viram jogar, mesmo que fosse fominha, ou não, ele era o cara dos Sixers, trouxe de novo a identidade a franquia que era esquecida desde a era Malone, Doctor J. e posteriormente Barkley. Ainda não vi o documentário, porém no youtube tem um intitulado Allen Iverson: The Answer documentary, creio que seja o mesmo e com certeza vale a pena ver e recordar o monstro.

domingo, 7 de junho de 2015

Heróis do passado: Moses Malone

Direto do ensino médio para ABA
   Hoje na nossa série, o homenageado é um dos grandes jogadores da história da NBA, ídolo do Philadelphia 76ers e do Houston Rockets, o ala/pivô e pivô, Moses Malone, destaque da conquista da NBA de 1983.
   Depois de concluir o ensino médio em Petersburg, Malone assinou uma carta de intenção para jogar em Maryland, mas foi selecionado pelo Utah Stars da ABA, tornando-se um dos primeiros atletas da história a ir direto do ensino médio para o basquete profissional. A carreira de Malone começou no Utah Stars e na temporada seguinte foi para o St. Louis Spirits, nas duas temporadas na liga teve médias de 17.2 pontos e 12.9 rebotes, depois disso ABA e NBA se fundiram.
   Os direitos de Malone tinham sido previamente dados para o New Orleans Jazz, mas a NBA permitiu que o jogador fosse colocado na seleção do draft em troca de uma primeira escolha de 1977. Malone então foi selecionado pelo Portland Trail Blazers, na 5° posição, mesmo impressionando na pré-temporada, o pivô foi negociado para o Buffalo Braves, já que o Portland tinha problemas salariais devido ao número de atletas e dispensou Malone. Depois de atuar por duas partidas foi novamente negociado, sendo enviado para o Houston Rockets por duas escolhas de primeira rodada. Em Houston se estabeleceu como um dos melhores reboteiros da liga, principalmente ofensivamente, tendo médias de 13.2 pontos e 13.1 rebotes, ficando atrás apenas de Bill Walton e Kareem Abdul-Jabba, estabelecendo um novo recorde de rebotes ofensivos em uma temporada com 437 (marca que ele mesmo bateu dois anos depois). Ainda nessa temporada, obteve médias de 18.8 pontos e 16.9 rebotes em 12 partidas dos Playoffs e de quebra estabeleceu o recorde de rebotes ofensivos em uma partida de playoff com 15.
   Em sua segunda temporada jogou  69 partidas, e ainda assim foi líder da liga em rebotes ofensivos e segundo da NBA em rebotes. As duas temporadas seguintes foram marcantes, na terceira temporada foi o terceiro cestinha da equipe com 19.4 pontos por jogo e seu primeiro dos doze All-Stars consecutivos. A quarta temporada, que seria a primeira se tivesse sido universitário, foi uma das melhores de sua carreira, com apenas 23 anos foi eleito o MVP com médias de 24.8 pontos e 17.6 rebotes, quebrando o recorde de rebotes ofensivos da liga com 587. Foi All-NBA First Team e All-NBA Defensive Second Team, pegando 37 rebotes em uma partida e nos playoffs em duas partidas anotando 49 pontos e 41 rebotes. Ainda pelos Rockets chegou a duas finais da NBA, e infelizmente foi derrotado pelo Boston Celtics de Larry Bird.
Seu único título veio em 1983
   Quando era agente livre, Malone se permitiu explorar novos ares já que os Rockets estavam em reconstrução, assim, assinou um contrato com o Philadelphia 76ers. O Sixers então inclupia ao seu plantel o MVP de 1982 (Malone), a Doctor J., Andrew Toney, Murice Cheeks e Bobby Jones. O que acabou por selar um título da NBA e um MVP para Malone, tornando-se o único jogador da história a ser MVP de forma consecutiva por equipes diferentes. Os Sixers perderam apenas um jogo na pós-temporada, varrendo os Lakers na final de 1983, com Malone tendo médias de 26 pontos e 15.8 rebotes, sendo o MVP das finais. Nesse mesmo ano começou a ser o tutor de um jovem nigeriano, Hakeem Olajuwon, futuro astro dos Rockets. Na temporada seguinte, 1983/84, Malone jogou 71 partidas, ficando fora de alguns jogos por uma lesão no tornozelo, nesse mesmo ano tornou-se o primeiro jogador da história da NBA a liderar a liga em rebotes por cinco temporadas consecutivas.
   Depois dos Sixers passou pelo Washington Bullets, depois foi para o Atlanta Hawks onde se tornou o líder de todos os tempos da NBA em lances-livres convertidos, depois foi jogar no Milwaukee Bucks, passou uma temporada quase sem jogar por uma cirurgia que fez nas costas e retornou aos Sixers na temporada de 1992/93, sendo assim, nessa temporada era o único jogador ativo remanescente da ABA. Sua última temporada foi em 1994, pelo San Antonio Spurs, atuando como reserva de David Robinson, em seu último jogo acertou uma bola de três no estouro do cronometro do garrafão da sua quadra, a exatos 24,4 metros de distância, atuou por 17 partidas entre novembro e dezembro.
Mito dos Rockets tem seu numero aposentado
   Encerrou a carreira com um título da NBA, 1x MVP das finais, 3x MVP da NBA, 12x NBA All-Star, 2x ABA All-Star, 4x All-NBA First Team, 4x All-NBA Second Team, 1x All Defensive First Team, 6x líder em rebotes, ABA All Time Team e um dos 50 melhores jogadores de todos os tempos. Teve o número 24 aposentado pelo Houston Rockets, aposentou-se com médias de 20.6 pontos, 12.2 rebotes e 1.4 assistências, membro do Hall da fama do basquete. 
   Obviamente um dos melhores reboteiros da história, ajudo Hakeem Olajuwon e Shawn Bradley a melhorarem seu jogo e foi um monstro na liga, ninguém conseguiu pegar mais rebotes no ata que do que Malone, e isso o torna um mito.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Para Shaq, Kobe é melhor que Lebron

   Outra semana, outro debate envolvendo a posição de Lebron James entre os grandes jogadores de todos os tempos. Desta vez a comparação é com outra lenda ainda em atividade, Kobe Bryant. E quem comparou os dois uma vez os chamou de companheiros de equipe.
    Em entrevista no Dan Patrick Show, Shaq disse que Kobe possuí um instinto assassino, e quando questionado se Lebron não tinha esse instinto respondeu: "Ele tem, mas Kobe é mais como Mike, e Lebron parece com Magic, Lebron tem o necessário para vencer o jogo, mas Kobe é inteligente".
    Bryant é uma lenda por seus méritos e um dos competidores mais ferozes da história do basquete, e Shaq tem direito a sua opinião, mas nenhum estudioso do basquete pode realmente acreditar que  Lebron fica aquém do Black Mamba, não mais, não depois de tudo que já foi visto de Lebron.
   Veja como nos números que comparam 12 temporadas (ao longo da temporada 2007/08 de Brynat), a vantagem de campeonatos de Kobe é 3 a 2. 
Temporada 1-12PPJRPJAPJTS%PERMVPSAparição em finais
Lebron James27.37.16.358.127.746
Kobe Bryant255.34.655.723.615
   Lebron no seu melhor, é superior como arremessador, passador, reboteiro e defensor, mesmo ostentando uma vantagem mínima nos arremessos de 3 pontos (34.2 a 34.0) ao longo de 12 temporadas. Fãs raivosos de Kobe, naturalmente, irão argumentar que o seu herói tem algum tipo de gene "clutch" inato, que Lebron James não possuí, quanto a isso, se formos analisar o minuto final do quarto período dos Playoffs/OT, Lebron é 13/27 e Kobe é 10/37, em arremessos para empatar ou passar a frente.
   Muito frequentemente, quando comparamos Kobe e Lebron, temos uma ligeira vantagem para o Mamba. Mas não. Kobe é um dos melhores jogadores de sua geração, porém cada evidência empírica ou numérica sugere que Lebron foi decisivamente melhor. 
   E o instinto assassino, Shaq está certo?
   Acredito que sim, na minha opinião Kobe ainda é mais decisivo que Lebron, se compararmos os jogos de playoffs depois de Jordan, Kobe é o jogador que mais decidiu partidas. Isso é ser clutch, e também é isso que o diferencia de Lebron. Além disso, Kobe possuí um estilo de jogo absurdo, com um uso menor de força do que Lebron, com mais infiltrações e arremessos de longa e média distância, muito parecido com Jordan. Depois de MJ o cara da NBA é Kobe, sem dúvidas, Lebron veio para ser o melhor da sua geração incontestavelmente, o cara da geração de 2000, mas não melhor que Kobe.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Fim da linha para Kirilenko?

Começo da carreira
   O ala de 2,10 m, que jogou a maior parte dos seus 13 anos de carreira na NBA com o Utah Jazz, está se aposentando das quadras com 34 anos de idade, depois de não conseguir um convite para competir na Eurobasket esse verão pela seleção da Rússia.
   Kirilenko jogou pela última vez na NBA em novembro do ano passado como atleta do Brooklyn Nets, antes de deixar a equipe após sete jogos por motivos pessoais não informados. Ele foi enviado para o Philadelphia 76ers em um despejo para aliviar o salário, e imediatamente dispensado. Em seguida, assinou um contrato com o CSKA da Rússia para terminar o ano em casa, equipe para a qual já tinha jogado (e sido eleito o MVP da liga) durante o curto lockout da temporada 2011-2012 da NBA. Ele obteve médias de 8.5 pontos e 5.3 rebotes nos onze jogos que disputou.
   Depois de ter sido a 24° escolha do Draft de 1999 pelo Utah Jazz e rebentado na temporada de 2001, Kirilenko deslanchou durante anos como um hiper-atlético pau para toda obra, capaz de correr no chão, pegar rebotes, passando muito bem na ala e no garrafão, marcando de várias maneiras e guardando todas as posições na quadra de ataque. Ele teve sua primeira e única seleção para o All-Star Game em 2003, liderou a liga em tocos na temporada 2004/05 e foi nomeado para três All-NBA Times Defensivos (incluindo um primeiro time em 2005). Ele tem em sua carreira na NBA médias de  11.8 pontos, 5.5 rebotes, 2.7 assistências, 1.4 roubos de bola e 1.8 tocos em 797 jogos.
Última partida foi em novembro de 2014
   Enquanto sua breve carreira com os Nets foi um fracasso, Kirilenko teve uma boa carreira, e se destaca como um dos jogadores internacionais mais bem sucedidos da NBA até o momento. Por sua parte, ele não esta pronto para anunciar publicamente a aposentadoria, mas soa como se ele estivesse pensando nisso, no mínimo.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Lakers e a 2° escolha

Lakers detêm muitas possibilidades

   O Lakers ainda não ouviu nenhuma proposta interessante para a 2° escolha do Draft de 2015.
   "Teria que ser uma boa oportunidade para nós considerarmos fazer algo assim", disse Kupchak. O Lakers só ouviria uma proposta por um veterano de alto nível, e Kupchak admitiu que eles são "um tanto quanto impacientes". "Se eu me deparar com algo que faça a equipe melhor mais rápido, isso só pode ser um veterano, então isso é algo que consideraria, mas há algo a ser dito sobre a 2° escolha, em termos de construção é andar para frente"- completou Kupchak.
   A última vez que uma equipe negociou uma 2° escolha por um veterano foi em 2001, quando o Los Angeles Clippers negociou os direitos de Tyson Chandler com o Chicago Bulls em troca de Elton Brand.  As duas melhores perspectivas seriam Jahlil Okafor e Karl-Anthony Towns, mas D'Angelo Russell e Emmanuel Mudiay podem entrar na conversa. 
   Segundo Kupchak: "Há a percepção de que existem quatro jogadores (que poderiam ser escolhidos em 2° lugar), eu acho que poderia haver mais". Ele disse que os Lakers vão trabalhar por mais, pelo menos, quatro que poderiam ser uma segunda escolha geral, mas esperando encontrar entre 6 e 8. 
   No lugar deles eu escolheria Jahlil Okafor ou Karl-Anthony Towns, jogadores que dominam o garrafão e podem ser muito úteis para o futuro dos Lakers, ainda mais jogando ao lado de Kobe nessa temporada.