quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Pra que sair?

Sir Barkley crítica Kyrie Irving

   Charles Barkley falou hoje sobre Kyrie Irving e sua vontade de sair dos Cavaliers, e os comentários foram no mínimo fortes.
   O ala/pivô e ex-astro da NBA é sabidamente contra as formações de super-times (panelas) com a ida de Lebron pro Heat e de Kevin Durant para os Warriors. Mas acabou se contradizendo sobre a situação de Irving e seu pedido de troca, em uma entrevista para NBA TV, Barkley explanou: "Você quer estar em uma boa equipe, quer jogar com outros grande jogadores. Esta noção de que você quer ser o cara, eu acho que é tão estúpido. Se eu tiver uma chance de jogar com outro grande jogador, eu quero fazer isso. O objetivo é ganhar".
   "Quando estava em uma equipe ruim ele era o cara, mas garanto que não era muito divertido pra ele. E agora você quer deixar o melhor jogador do mundo. E ouça, escuto tudo isso sobre Lebron lançar uma grande sombra. Ele deve criar uma grande sombra".
   Sir Charles completou dizendo que outros atletas lendários como Michael Jordan, Shaquille O'Neal, Larry Bird, criavam sombras substanciais, mas os que estavam a sua volta estavam dispostos a sacrificar algumas coisas para serem campeões. "Você quer compartilhar a glória. Você quer ganhar. Agora há apenas, três, quatro equipes legítimas na NBA. Se você não está em uma dessas quatro ou cinco equipes, você realmente está perdendo o seu tempo por sete meses. Então não entendo porque você não quer jogar com Lebron. Escuta, eu quero jogar com o Lebron agora".
   Irving parece que realmente cansou de ser a sombra de Lebron e procura uma equipe para ser "o cara", mas não entendo o porque disso. Se especula uma possível saída de Lebron na próxima temporada, talvez o armador estivesse tentando evitar ser o último a sair e não querer participar de um desmanche. A quem diga que é apenas uma questão de ego, mas ainda assim nada se confirma e fica uma situação no mínimo complicada para se controlar nos vestiários para essa temporada. Vamos ficar ligados nessa novela.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Lebron, atleta, treinador e general manager?

Lebron "treinando" seus companheiros

   Há alguns anos percebemos uma situação um tanto quanto peculiar em Cleveland, Lebron James, melhor jogador de basquete da atualidade atua dentro e fora das quadras, dando pitacos em jogos como treinador e em torcas como um manager. Será mesmo?
   Embora se tenha percepção de que o três vezes campeão foi o responsável por muitas das aquisições e movimentações da franquia nas últimas temporadas, as falas do ex-Gm dos Cavaliers nos mostram um outro lado.
   Em entrevista ao The Jump da ESPN, como Kevin Spain replicou depois no USA Today Sports, David Griffin explicou a relação de Lebron com os managers: "Para ser claro, ele (Lebron) não quer ser treinador, não quer ser o GM. É um cara tentado ganhar campeonatos. Ser um jogador do calibre de MVP em tempo integral já é um trabalho por si só. Penso que é mais a percepção do que a realidade".
   Griffin admitiu que o front-office de Cleveland constantemente consulta Lebron antes de fazer grandes movimentações, e completou dizendo que o astro de 32 anos nunca lhe pressionou como gerente geral.
   "Lebron é um sábio do basquete e você não estará fazendo o seu trabalho se não falar com ele sobre jogadores. Você tem que fazer isso, porque ele sabe mais do que a maioria de nós. Então, desse ponto de vista, ele era um excelente parceiro. Lebron não trouxe mais pressão para a situação do que a própria situação real, do que o nosso conjunto de metas fez. Ele não queria fazer parte de mais pressão ainda sobre isso".
   Os Cavaliers demitiram Griffin nessa temporada, substituindo-o pelo seu ex-assistente Koby Altman.
   Podemos perceber que Lebron realmente influencia em algumas decisões dentro da franquia, mas aparentemente, pelo relato de Griffin não é tão incisivo como vemos de fora, ou como a mídia transmite. Ainda assim, até que ponto é bom ter um atleta desse calão dando aval ou opinando em algumas ações dos gerentes da franquia? Não seria esse um dos motivos de Kyrie Irving  pedir para ser trocado? Na minha opinião os atletas devem ir pra quadra e jogar, deixar os negócios para os managers, mas entendo a postura de Griffin em pediropinião do melhor jogador do mundo. Mesmo assim, acredito que esse tipo de ação pode enfraquecer o grupo de jogadores e as relações entre os gerentes, pois transcende papéis pré-determinados e gera um certo desconforto. 
   Para vocês esse tipo de ação, de consultar o astro da franquia em movimentações pode ser favorável ou prejudicial ao futuro da franquia? 

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Heróis do passado: Rolando Blackman

Brilhando na NCAA
   História é o que nos move nessa série, hoje é dia de relembrarmos Rolando Blackman, um dos grandes nomes da história do Dallas Mavericks e do basquete universitário. O ala/armador fez sucesso por onde passou, até mesmo na Europa depois de deixar a NBA, onde atuou por duas equipes, na França e Itália.
   Blackman nasceu no Panama e foi criado no Brooklyn, em Nova Iorque, depois foi jogar por Kansas State, onde fez sucesso imediato e com médias consistentes. Durante os quatro anos que atuou em Kansas teve médias de 15.2 pontos, 5 rebotes e 2.7 assistências, sempre melhorando as médias por temporada e seu aproveitamento dos arremessos e lance-livre. Foi nomeado o Jogador do Ano da Conferência Big Eight, All-American, três vezes unânimes indicado para All-Big Eight Time, três vezes o jogador de defesa do ano da Conferência Big Eight, com 1844 pontos é o segundo maior cestinha da universidade, foi selecionado para os Jogos Olímpicos de 1980 como titular, mas não participou devido ao boicote dos EUA. Por conta desses feitos teve o número 25 aposentado por Kansas State e é membro do Hall da Fama do Basquete Universitário.
Panamenho foi um dos grandes alas da história
   Na NBA sua carreira começou em 1981, quando foi a 9° escolha do Draft pelo Dallas Mavericks, tornando-se assim o primeiro jogador nascido no Panamá a entrar na liga. Com o Dallas Mavericks jogou por 11 temporadas, jogou seis Playoffs com os Mavs tendo médias de 21.6 pontos, melhor que sua média na carreira, mas sem obter grandes resultados. Com os Mavs foi o cestinha da história da franquia com seus 16643 pontos, até ser batido por Dirk Nowitzki, detalhe que Blackman nunca perdeu uma partida pela franquia de Dallas, jogando 865 partidas.


Fim da carreira perto do título da NBA de 93
   Suas duas últimas temporadas foram com o New York Knicks, em seu último ano de NBA jogou junto com Derek Harper ex-companheiro de Mavs, chegando até as finais da NBA de 1993 onde perderam para  os Rockets em sete jogos. Quando se aposentou da NBA tinha o maior número de pontos entre jogadores hispânicos, latinos, até que pau Gasol lhe ultrapassou em 2015. Deixou a NBA com médias de 18 pontos, 3.3 rebotes e 3 assistências por partida, foi 4 x All-Star e teve o seu número 22 aposentado pela franquia de Dallas em 2000.  
   Depois da NBA foi jogar na Grécia onde não teve muito sucesso, migrou para Itália onde jogou na Inter de Milão, foi campeão italiano e da Copa da Itália com média de 15.3 pontos, sendo o MVP do torneio. Com a Inter chegou as finais da Copa Korag mas perdeu para o Efes Pilsen Stanbul. 
   Fica aqui nossa homenagem para esse ícone do basquete, um dos bons estrangeiros que brilharam na NBA.


   

sábado, 5 de agosto de 2017

LaVar Ball convida Lebron para jogar no Lakers

Lonzo Ball e Lebron James juntos?

   O senhor Ball, maior falastrão da história do esporte e olha que nem atleta profissional foi, não demorou muito tempo para querer recrutar Lebron James para jogar ao lado de Lonzo na franquia amarela e roxa.
   Para LaVar, o astro da NBA seria muito inteligente se assinasse um contrato com a franquia de Los Angeles. Em entrevista à ESPN de Cleveland ele disse sobre o quatro vezes MVP da liga:
   "Se Lebron quiser ganhar mais campeonatos, ele deve ir para Los Angeles e jogar com meu garoto".
   O papai Ball pode ver seu sonho tornar-se realidade, já que se especula e há uma crença generalizada de uma saída de Lebron aos 32 anos, na temporada seguinte para assinar os Lakers. Mas com certeza se Lerbon assinar com os Lakers não será por causa de LaVar, com quem no mês passado trocou farpas publicamente por conta de seus filhos (Lebron x LaVar).
   Pode ser apenas mais uma idiotice do senhor Ball, porém a possibilidade existe e é comentada nos EUA. Lonzo ainda nem jogou na NBA, mas teve uma Summer League bem produtiva e com marcas históricas, suas médias de 16.3 pontos, 7.7 rebotes e 9.3 assistências se mantidas na NBA somadas a Lebron e as médias de 26.4 pontos, 8.7 assistências e 8.6 rebotes seriam uma dupla bem forte ofensivamente. Se pensarmos que Lonzo tem muito o que evoluir e pode ter uma temporada com essas marcas, ao lado do King na temporada seguinte pode ser um mentor perfeito para lhe tornar um astro da liga, porque sabemos que Lebron é o melhor atleta da NBA.
   Não digo que Lebron saí ou fica, no esporte nunca temos certeza de nada, mas se essa dupla for criada pode vir a ser um duo bem forte e interessante. Você acha que eles dariam certos juntos?

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Deus falou


   De acordo com Victoria Nguyen do The Score, Jordan hoje foi convidado a falar sobre dois atletas que sempre são comparados com ele, Kobe e Lebron. O Deus do basquete disse: "Kobe é melhor que Lebron, eu sou melhor que os dois.", para mim uma coisa óbvia, mas que gera uma boa análise.
   Em seu campo de treinos em Santa Barbara na Califórnia, Jordan foi questionado por um menino sobre Kobe e Lebron e respondeu com muita clareza e certeza: 
   "Eu classificaria Lebron acima de Kobe como o melhor de todos os tempos? Não. Existe algo sobre cinco bater três ... Kobe ganhou cinco campeonatos. Lebron ganhou três". Em seguida foi perguntado onde ele estaria em relação a dupla: "Eu acho que sou melhor que Kobe? Ele é como um irmãozinho. Você tem um irmãozinho? Você tem um irmão mais velho. Você acha que é melhor que seu irmão mais velho? Viu? Acho que sou melhor do que ele (Kobe).
   Anéis contam na comparação de Jordan, portanto seus seis anéis lhe garantem o posto de melhor atleta entre os três. Mas sabemos que não é somente isso, Jordan é incomparável, o que fez pelo basquete e a forma como jogou, tendo 100% de aproveitamento nas finais da NBA, sendo 6 x MVP das finais, tendo a maior média de pontos da história da NBA (30.1) e líder em PER de todos os tempos 27.9. Se fossem apenas os títulos Bill Russell era o melhor da história, mas isso não é tudo.
   Na minha humilde opinião vejo Jordan como o melhor da história intocável, seguido por Kobe, Magic, Kareem Abdul-Jabbar, Tim Duncan, Oscar Robertson e depois Lebron James. Mas penso que, caso Lebron iguale-se a Kobe em anéis, ele passaria o atleta que chegou mais perto de Jordan. Na tabela abaixo uma pequena comparação de números das estrelas.

JogadorAnosJogosPPJRPJAPJPER
Jordan15107230.16.25.327.9
Kobe201346255.24.722.9
Lebron14106127.17.3727.6
   Podemos notar que Lebron ainda tem tempo de jogo, está ativo a 14 anos, mas joga em altíssimo nível e pode ultrapassar as médias de Kobe e Jordan. Nota-se ainda que Jordan é superior a Kobe em todas estatísticas e possuí o maior PER da história, uma estatística que mede a performance por minuto baseada em uma série de fundamentos (arremessos, pontos, rebotes, tocos, assistências, roubos, erros, etc.). Lebron vem de uma série de sete finais consecutivas e pode chegar próximo de Jordan com mais algumas conquistas, mas não sei se é capaz de superar His Airness.
   E pra você amigo leitor, qual dos três é o melhor?

Heróis do passado: Brad Daugherty

Pivô foi líder de pontos e rebotes dos Cavs
   Continuamos nossa série falando hoje de um pivô que fez história nos Cavaliers, dono de um jogo completo e dominante para a sua época, Brad Daugherty que foi o cara dos Cavs por muito tempo, com marcas que só foram superadas por Lebron James.
   Brad Daugherty começou a jogar basquete no Charles D. Owen High School, em Black Mountain, Carolina do Norte, liderando os Warhorses até as finais estaduais de 1982. Seu sucesso lhe garantiu uma bolsa de estudos na Universidade da Carolina do Norte com o lendário técnico Dean Smith.
   Ele atuou por quatro anos nos Tar Hills, onde teve médias de 14.2 pontos, 7.4 rebotes e 1.6 assistências, notando-se que foi evoluindo cada vez mais a cada temporada indo de 8.2 pontos na primeira para 20.2 na última. Sua qualidade, mesmo muito jovem, 17 anos, lhe rendeu duas vezes Seleção All-ACC e All-American Primeiro Time de 1986, sendo nomeado para o Time ACC 50 anos e membro do Hall da Fama dos Tar Hills. 
Brilhando desde a NCAA
   Com todo esse sucesso na NCAA, chegou a NBA como a primeira escolha no Draft de 1986 selecionado pelo Cleveland Cavaliers, que obteve essa escolha por uma troca com o Sixers por Roy Hinson e dinheiro. No mesmo ano os Cavs escolheram Ron Harper na 8° posição e ainda conseguiram Mark Price em uma troca com o Dallas Mavericks. Os três juntos, mais o novato John Williams imediatamente começaram a mostrar o seu valor, Daugherty, Williams e Harper foram todos selecionados para o All- Rookie Primeiro Time. O pivô teve média de 16.7 pontos e 8.6 rebotes, dominante desde a sua chegada.
   Daugherty atuou apenas pelo Cavs em sua carreira, sendo no momento em que se aposentou o líder de todos os tempos da franquia em pontos (10839) e rebotes (5227). Nas oito temporadas em que atuou na NBA teve médias de 18.7 pontos e 9.4 rebotes, atuou em 41 partidas nos Playoffs e liderou a equipe as finais de conferência de 1992 com médias de 21.5 pontos e 10.2 rebotes. O pivô foi eleito em 2000 para o All-Cleveland Cavaliers Time no aniversário de 30 anos da franquia. Infelizmente teve de se aposentar aos 28 anos, idade em que os atletas chegam ao auge na NBA, por recorrentes problemas nas costas.
   Foi 5 x All-Star, 1 x All-NBA Terceiro Time, All-Rookie Primeiro Time, e teve o número 43 aposentado pelos Cavaliers como reconhecimento por tudo que fez pela franquia. Daugherty foi um grande atleta, que provavelmente teria sido ainda maior se não fossem os problemas nas costas. Deixamos aqui nossa singela homenagem.


   

terça-feira, 25 de julho de 2017

Heróis do passado: Austin Carr

Carreira brilhante no ensino médio e NCAA
   Hoje contamos a trajetória de Austin Carr, a primeira escolha do Draft de 1971, que fez história nos Cavaliers e tem o seu número aposentado pela franquia como homenagem. Pra quem não conhece sobre a fera, se liga no texto.
   Carr é de Washington e jogou basquete por Holy Redeemer School e pela Mackin Catholic High School, onde começou a se destacar, sendo considerado um dos melhores atletas da história da escola. Ele anotou 475 em 24 partidas no seu segundo ano na escola e no último ano anotou 600, conduzindo Mackin ao título do torneio da Liga Católica, sendo nomeado Parade All-American em 1967.
   Foi recrutado pela Universidade de Notre Dame, onde teve mais sucesso ainda. Chegando de uma promissora passagem pelo ensino médio, onde anotou mais de 2000 pontos, ele viu seu jogo melhorar anotando 2560 pontos em seus quatro anos de NCAA. Sua média de 34.5 pontos por jogo é a quinta maior da história do basquete universitário, em seus últimos dois anos anotou mais de 1000 pontos na temporada e juntou-se a Pete Maravich como únicos a alcançarem tal feito. Carr é o recordista da NCAA em pontos em uma partida (61), em arremessos tentados (44) e arremessos convertidos (25), além de ter uma média de 50 pontos por jogo em partidas eliminatórias do torneio da NCAA, marca aparentemente imbatível. 
Fez história com os Cavaliers
   Com uma carreira universitária tão boa não se podia esperar menos que a NBA, ele foi a primeira escolha do Draft de 1971 pelo Cleveland Cavaliers da NBA e pelo Virginia Squires da ABA. Carr começou com problemas na NBA, por conta de uma fratura no pé perdeu o primeiro mês da temporada, ao retornar novamente sofreu outra lesão no pé e perdeu mais sete semanas. Ao regressar mostrou seu potencial e o porque de ter sido a escolha número um e a tempo de ser selecionado para o All-Rookie First Team. No fim da temporada passou por uma cirurgia no pé para resolver seus problemas constantes.
   Na temporada seguinte a chegada de Lenny Wilkens ajudou na defesa dos Cavs, e possibilitou que conseguissem 9 vitórias a mais, mas a melhor temporada de Carr chegou em seu terceiro ano como profissional onde anotou 21.9 pontos, 3.6 rebotes e 3.8 assistências, lhe rendendo uma seleção para o All-Star Game. Infelizmente, dois meses depois de terminar a temporada sofreu uma lesão no joelho que lhe tirou de metade da temporada de 1974/75, sua ausência foi sentida, e sua falta na rotação titular pode ter influenciado a falta de uma vitória para chegar aos Playoffs pela primeira vez.
Levou os Cavs aos Playoffs e final de conferência pela
primeira vez 
   Pelas três temporadas seguintes, Carr ajudou os Cavs a chegarem aos Playoffs de forma consecutiva, perdendo em 1976 as finais de conferência para o Boston Celtics em seis jogos. Carr ainda foi trocado duas vezes, jogando com o Dallas Mavericks e com o Washington Bullets. 
   Carr foi parte importante dos Cavs dos anos 70, conseguindo levar a franquia aos Playoffs e as finais de conferência pela primeira vez na história, deixando assim suas marcas na franquia e tendo o número 34 aposentado em sua homenagem. Ele teve médias na carreira de 15.4 pontos, 2.8 assistências e 2.9 rebotes, sendo um dos grandes nomes da história do Cavs, fica aqui nossa homenagem pra essa lenda.
   Carr foi 1x All-Star, NBA All-Rookie Primeiro Time, eleito como o 22° melhor jogador universitário da história e membro do Hall da Fama do Basquete Universitário.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Ruim com ele, melhor sem ele?

Clippers melhor sem Chris Paul?

   Para Doc Rivers a saída de CP3 para o Houston Rockets pode deixar a equipe melhor na distribuição da bola. O treinador disse em entrevista hoje pela manhã:
   "Bem, teremos movimentação de bola (agora que Chris se foi). Essa é uma das coisas que, na maioria das vezes, sempre preguei. Com a habilidade de Chris, você quer aproveitar o que ele pode fazer. Ele era um cara que precisava da bola para fazer jogadas, e ele fez isso tão bem que você muda para fazer isso. Se você olhar para o meu trabalho historicamente, tem sido muito mais movimentação de bola, corte, trabalho em equipe, e é isso que vamos voltar a fazer". - disse o treinador na conferência de imprensa sobre as movimentações da off-season.
   Mesmo com Paul em quarto lugar no número de assistências (9.2 por jogo), o Clippers foi o 15° em total de assistências (22.5), 13° em passes feitos (301) e recebidos (229.8), e 23° e 25°, respectivamente, em secundárias (4.8) e potenciais assistências (42.1). 
   CP3 foi o principal criador de jogadas dos Clippers, principalmente quando Blake Griffin se machucou faltando um bom pedaço de competição ainda. O ataque estava em suas mãos, sendo o 7° da liga em tempo de posse de bola (7.2 minutos), culminando nos Clippers como a 2° equipe que mais fez jogadas de isolação (929), o que não interferiu muito no ataque visto que foram o 4° melhor da liga com 110.3 pontos por 100 posses.
   Rivers têm uma ideia de como quer os CLippers, espalhando a quadra, não se estagnando e criando o maior número possível de espaços abertos. Lou Williams, Patrick Beverly, Austin Rivers e Milos Teodosic não têm o mesmo currículo que CP3, mas talvez um dos quatro prospere e torne-se o general da quadra que Rivers procura. Desses armadores, quem vejo com mais possibilidades de prosperar é Teodosic, um grande armador, com passe absurdo, inteligência e visão de jogo acima da média, deve ser o titular e quem mais espero ver nesse novo Clippers. 
   Mas não sei se o Clippers fica melhor sem CP3. Qual sua opinião, fica melhor ou pior?

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Heróis do passado: Larry Nance

O primeiro campeão de enterradas
   Na nossa série hoje relembramos a carreira de um grande ala/pivô, que teve boas passagens por Phoenix Suns e Cleveland Cavaliers, sendo muito conhecido por suas enterradas potentes. Hoje quem atua nas quadras é seu filho, mas de longe o talento do basquete da família ficou com o pai.
   Larry Nance jogou basquete pela Universidade de Clemson, onde atuou por quatro anos (1977/78 - 1980/81), onde teve médias de 11.5 ponto, 6.7 rebotes e 1.5 assistências por partida, levando sua equipe ao Elite Eight em seu primeiro ano.
   Nance chegou a NBA em 1981, como a 21° escolha do Draft pelo Phoenix Suns, onde não foi muito aproveitado em sua temporada de estréia. Saindo sempre do banco, atuou em 80 partidas e teve médias de apenas 6.6 pontos e 3.2 rebotes, em 14.8 minutos jogados. No ano seguinte as oportunidades aumentaram consideravelmente, sendo titular em todas as 82 partidas da temporada com médias de 16.7 pontos, 8.7 rebotes e 2.6 tocos, uma evolução absurda. 
Enterrando com potência, como de costume
   Ele foi um jogador constante, das 14 temporadas em que atuou na NBA em 12 delas teve médias de pelo menos 16 pontos e 8 rebotes, as duas exceções foram sua temporada de novato e a última temporada. Sempre teve um arremesso muito bom, na carreira sua média é de 54,6% de aproveitamento e jogava muito bem dentro do garrafão, sua melhor temporada na foi a de 1986/87, quando teve médias de 22.5 pontos e 8.7 rebotes por jogo.
Número 22 aposentado pelos Cavs
   Atuou por apenas duas franquias, os Suns e os Cavaliers, exatamente sete temporadas por cada uma delas. Em 1988 foi negociado para o Cavaliers juntamente com Mike Sanders e a escolha n°1 dos Pistons, por Kevin Johnson, Mark West, Tyrone Carbin, a escolha de primeira e segunda rodada dos Cavs e a escolha de segunda rodada dos Lakers de 1989. 
   Com os Suns foi aos Playoffs em três temporadas consecutivas (1981/82-1983/84) e com os Cavaliers, também de forma consecutiva, da temporada 1987/88 até 1992/93. Registrando médias de 15.7 pontos e 7.9 rebotes por jogo, perdendo para o Bulls nas semifinais de conferência de 1992/93 e, no mais perto que chegou de um título, perdeu para os Lakers nas finais de conferência de 1983/84.
   Além disso, Nance foi o primeiro vencedor do NBA Slam Dunk Contest em 1984, além de ter sido 3 x All-Star, seu jogo defensivo também se destacava, com uma média sólida de rebotes e tocos (2.2 por partida na carreira), o que lhe rendeu 1 x All-NBA Primeiro Time de Defesa e 2 x All-NBA Segundo Time de Defesa. Sua média de tocos é a maior da história para qualquer atleta que não seja um pivô, prova de sua forte defesa. Por conta de tudo que realizou com os Cavaliers teve o número 22 aposentado em sua homenagem, encerrando a carreira com médias de 17.1 pontos, 8.8 rebotes e 2.2 tocos por partida.


quinta-feira, 13 de julho de 2017

Piada boa

Peyton Manning a la Jim Carrey


   Sabe aquela piada que não perde a graça? Tipo o Chaves e um Maluco no Pedaço? Pois então, parece que nos Estados Unidos zoar o Kevin Durant é a piada mais engraçada do momento, talvez da história.
   Ontem a noite, ESPYS rolando, o oscar do esporte, Golden State ganhando alguns prêmios. Eis que Peyton Manning sobe ao palco para anunciar uma premiação, e começa falando que: "o time de ginástica feminino dos Estados Unidos é tão dominante que o Kevin Durant disse que vai se juntar com elas ano que vem".
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   Todos caíram na risada, menos quem? KD que foi filmado e colocado no telão no exato momento com uma cara de brabo das mais engraçadas da história. O fato viralizou pelas redes, Durant comentou apenas com um emoji de rosto indiferente em seu twitter.
   Mas KD tem sido alvo de inúmeras críticas por deixar o Thunder e se juntar a um time já dominante como os Warriors, com muitos especialistas dizendo que isso será para sempre uma mancha em sua carreira. De qualquer forma, KD ganhou o prêmio de melhor performance de título no ano e os Warriors forma eleitos o melhor time em qualquer modalidade.
   Na minha opinião o Kevin Durant tem que ouvir essa zoação pela escolha que fez, escolhas trazem consequências, ele foi campeão mais vai ser sempre zoado pelo que fez para ser campeão. Não julgo a atitude dele como certa ou errada, apenas achei muito engraçada a piada e a reação do ala do Warriors. E pra você essa zoeira com o Duratn é válida ou pessoal tá marcação com ele?

terça-feira, 11 de julho de 2017

Heróis do passado: Zydrunas Ilgauskas


Uma vida dedicada aos Cavs
   Voltando a escrever a nossa série Heróis do Passado, hoje contando a história de Zydrunas Ilgauskas, o Big Z, um dos grandes pivôs estrangeiros que passaram pela liga que foi um bom jogador, podendo ser ainda melhor se não fossem as lesões constantes.
   Ilgauskas nasceu em Kaunas na Lituânia, onde começou a jogar basquetebol profissional com o clube local, os Atletas em 1993. Na temporada seguinte já tinha médias de 20.3 pontos, 12.8 rebotes e 2.8 tocos por partida.
   Em 1996 começou sua carreira na NBA sendo a 20° escolha pelo Cleveland Cavaliers, mas não jogou sua primeira temporada, passou todo período na lista de contundidos devido a uma fratura no pé direito. Jogando como novato na temporada 1997/98 foi nomeado para o All-Rookie Primeiro Time com médias de 13.9 pontos, 8.8 rebotes e 1.6 tocos por partida.
   Mas as lesões continuavam incomodando, Big Z assinou uma renovação por 6 anos em 1998, mas por conta de uma nova lesão no pé atuou apenas em 5 jogos nos próximos dois anos. Em 2000 passou por uma cirurgia no osso navicular do pé esquerdo, mas retornou ainda na temporada 2000/01 para ser titular, por pouco tempo. Em dezembro de 2000 estava novamente fora da temporada, a lesão no momento abalou os Cavaliers, a franquia foi de 15 vitória nas primeiras 23 partidas com Big Z para um recorde de 30-52.
   Nas duas melhores temporadas que teve na carreira foi All-Star, em 2003 e 2005, na temporada de 2003 teve médias de 17.2 pontos e 7.5 rebotes e ainda assim os Cavs tiveram o terceiro pior recorde da história da franquia (17-65) lhes garantindo a primeira escolha do Draft (Lebron). O Big Z assinou mais uma renovação de contrato em 2005, por mais 5 anos onde foi titular por quatro temporadas consecutivas, jogando as finais da NBA em 2007 e sendo varrido pelos Spurs. Em 2009 atuou vindo do banco com a chegada de Shaq a Cleveland.
   Em 2010 foi envolvido em uma troca entre os Clippers, Cavs e Wizards foi negociado para a equipe de Washington que comprou seu contrato e lhe tornou agente livre, sendo contrato pelos Cavs novamente. A temporada de 2010 marcou a primeira de Ilgauskas vindo do banco nos Playoffs, culminando em apenas 69 minutos jogados e 1.7 pontos e 1.6 rebotes de média, e a franquia foi eliminada nas semifinais pelo Boston Celtics.
Big Z em sua última temporada
   Na temporada seguinte Big Z foi jogar no Heat ao lado de Wade, Bosh e seus ex-colega de time Lebron. Quando jogaram contra o Cavs em Cleveland, o único atleta do Heat ovacionado pela torcida foi o pivô da Lituânia, os demais atletas foram vaiados, principalmente Lebron. Com mais uma chance de ser campeão da NBA, o Big Z bateu na trave e perdeu nas finais para o Dallas Mavericks em seis jogos.
   Ao final de 2011 anunciou sua aposentadoria, com certeza ele foi um dos grandes pivôs estrangeiros da liga, com um bom domínio do garrafão, pontuando bem e defendendo muito. Infelizmente o seu potencial nunca chegou ao máximo devido as constantes lesões, que acabaram prejudicando a sua carreira que ainda assim foi boa. Fica aqui nossa homenagem a essa figura do basquete. Aposentou-se sendo 2 x All-Star, All-Rookie Primeiro Time, MVP do Jogo dos Novatos (1998), número 11 aposentado pelos Cavs com médias de 13 pontos e 7.3 rebotes por jogo.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Sign and trade

Hayward vai para o Boston com um sign and trade

   Essa será a forma de negociação entre Boston Celtics e Utah Jazz para levar Gordon Hayward para o time verde do leste, segundo  Tony Jones do Salt Lake Tribune.
   Ontem o ala decidiu em deixar o Jazz e assinar com os Celtics como agente livre irrestrito, mas precisaria fazer um contrato com a franquia de Utah e em seguida ser trocado para os celtas. O time de Boston precisa abrir espaço no Cap para poder pagar o máximo para Hayward, e notícias de hoje indicam que os Celtics colocaram Marcus Smart, Jae Crowder e Avery Bradley no mercado.
   Hayward precisaria estar disponível para qualquer negociação e de acordo com o que David Locke, comentarista de rádio do Jazz disse a NBA TV, o ala estaria interessado em assinar um contrato de quatro anos com uma opção de sair após três temporadas, invés dos cinco anos e o máximo que somente o Jazz pode oferecer.
   A manobra do Celtics no mercado agora visa abrir espaço no Cap e diminuir a quantidade de alas, além de Hayward que chega os Celtics contam no elenco com Crowder, Jaylen Brown e os novatos Jayson Tatum e Semi Ojeleye. Essa movimentação pode envolver uma troca por algum jogador do garrafão, muito se comenta em uma tentativa de trazer Marc Gasol para jogar junto com Horford e, a meu ver, montar uma equipe competitiva no Leste pensando nos Cavaliers. 
   A troca é certa, agora só espera-se a movimentação que será feita e quem deixa os Celtics para abrir espaço no Cap. Olho nessa offseason alucinante.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Será o fim?

Bosh foi dispensado, terá número aposentado mas não foi confirmada a aposentadoria


  Hoje uma notícia me deixou chateado, após sete anos o Miami Heat dispensou Chris Bosh, um dos atletas que mais gostei de ver atuar na liga. O pior nem é o fato de sua dispensa, o problema é imaginar que esse possa ter sido o final de sua carreira aos 33 anos.
   Bosh chegou em 2010 ao Heat, formou o big three com Lebron e Wade, conquistou dois títulos da NBA com a franquia e sempre foi um dos grandes atletas da liga. Mas infelizmente por conta de coágulos em sua panturrilha, o ala/pivô não entre em quadra desde a temporada 2015/16, quando começou a não ser mais liberado pelos médicos. 
   Pat Riley exaltou a sua passagem pelo Heat, dizendo que Bosh melhorou a franquia como eles nunca tinham imaginado, sendo eternamente gratos pelas quatro finais de NBA e os títulos conquistados. Na última temporada em que atuou  teve médias de 19.1 pontos, 7.4 rebotes e 0.6 tocos por partida, contribuindo muito para a equipe.
  Se realmente for o final de sua carreira será um final precoce de um grande astro, Bosh é com certeza um dos melhores atletas do Draft de 2003, foi 2 x Campeão da NBA, 11 x All-Star de forma consecutiva e medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2008. Teve, ou tem, uma carreira brilhante, tanto que já foi confirmado que o Miami Heat irá aposentar a camisa número 1 em sua homenagem.
   Como torcedor e amante do basquete espero muito que Bosh ainda possa jogar, mesmo que em outra franquia pois não se falou oficialmente em sua aposentadoria. Mas caso seja verdade, provavelmente Bosh será um Hall da Fama e com uma carreira brilhante, sua última partida foi em fevereiro de 2016 contra o Kings. Ele teve médias de 19.2 pontos, 8.5 rebotes e 2 assistências por partida, um dos grandes nomes do basquete a ter a carreira interrompida por conta da saúde. 
   

sábado, 22 de abril de 2017

Sem Durant, de novo

Durant treina mas não joga
   
   Marc Stein da ESPN acaba de confirmarr a pouco que Kevin Durant está fora da partida, ele até treinou com os Warriors mas não jogará logo mais contra os Trail Blazers. Ainda não foram divulgados os motivos, mas provavelmente ele ainda não se recuperou por completo da lesão sofrida na panturrilha. 

terça-feira, 18 de abril de 2017

500

Armador compra ingressos para torcedores

   Mike Conley provou que realmente gosta muito dos fãs dos Grizzlies, hoje teve um gesto de muito apreço para com os torcedores de Memphis, uma forma de retornar todo o apoio recebido com um grande gesto.
   O homem de 153 milhões de dólares comprou 500 ingressos para o jogo 3 da série contra o San Antonio Spurs em Memphis, que acontecerá amanhã no FedExForum. Aparentemente o próprio Conley estará no Grand Lobby da arena entregando pessoalmente os ingressos após o treino da equipe para os primeiros que chegarem.
   A série está bem complicada para a franquia de Memphis, os Spurs lideram a série por 2-0 após a vitória de ontem a noite por 96 a 82 no AT&T Center. Conley tem médias de 18.5 pontos, 7.5 assistências e 40,6% de aproveitamento nos primeiros dois jogos da série.
   O mais engraçado da ação de Conley é o fato de que a equipe de Memphis foi apenas a 23° em média de público por partida com média de 16519 torcedores por partida. Imagina se fosse a maior média de público da NBA o que ele não faria para os fãs?

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Heróis do passado: Bingo Smith

Camisa 7 aposentada pelo CAVS
   Hoje vamos contar a história de Bingo Smith, jogador que fez história no Cleveland Cavaliers, mesmo sem ter ganho nenhum campeonato teve o seu número aposentado. Apresento para vocês Robert Bingo Smith.
   Primeiramente o porque do apelido, Bingo jogava basquete pela Universidade de Tulsa Golden Hurricane, onde ganhou seu apelido para poder ser diferenciado de outros dois Robert Smith. Atuou por quatro temporadas em Tulsa, onde teve médias de 17.8 pontos e 9.5 rebotes o suficiente para lhe garantir uma vaga na NBA.
   Sua carreira na NBA começou em 1969, quando foi a 6° escolha do Draft selecionado pelo San Diego Rockets. Um ano depois, após obter médias de 7.3 pontos e 4.4 rebotes, foi selecionado pelo Cleveland Cavaliers no Draft de expansão, ano em que a franquia foi criada. Foi o primeiro grande jogador da franquia, em sua estreia anotou 21 pontos e teve médias de 15.2 pontos e 5.6 rebotes na sua primeira temporada. Em 1975 ajudou os Cavaliers a conquistarem o título da Divisão Central e fez parte do Milagre de Richfield, quando ganharam o jogo 2 das semifinais contra o Washington Bullets.
Grande arremessador de longa distância
   Bingo atuou por 11 temporadas com os Cavaliers, atuando em 865 jogos e tendo médias de 13.2 pontos e 4.2 rebotes, sendo conhecido por sua qualidade nos arremessos de longa distância, seus arremessos hoje em dia seriam bolas de três (que somente surgiu em 1980). Seu jumper é conhecido por seu arco elevado, muito semelhante ao de Dirk Nowitzki. Em 1974 teve sua melhor temporada na carreira, com médias de 15.9 pontos, 5.0 rebotes e 48,3% de aproveitamento dos arremesso de quadra.
   Em 1979 foi trocado por uma escolha de terceira rodada para o San Diego Clippers. Curiosamente, um mês depois de deixar os Cavs teve o seu número aposentado, ainda enquanto jogava com os Clippers. Depois de uma temporada com os Clippers, ele foi selecionado pelo Dallas Mavericks no Draft de Expansão de 1980, mas nunca jogou se aposentando aos 34 anos. 
   Bingo é membro do Hall da Fama de Tulsa, e membro do Hall da Fama de Basquete de Ohio. Pelos Cavaliers é o terceiro em jogos disputados, quinto em minutos jogados e sexto em pontos, terceiro em arremessos convertidos e arremessos tentados. Bingo merece nosso respeito.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Será que fica?

Um dos agentes livres mais cobiçados da próxima janela

   Essa é a pergunta que não quer calar quando pensamos no futuro do ala All-Star, Gordon Hayward que será agente livre ao final dessa temporada. 
Seu companheiro de equipe, Rudy Gobert respondeu essa pergunta com outra:
   "Eu só vou perguntar (para Hayward), você quer ganhar um campeonato? Eu sinto pela maneira como nós melhoramos nos últimos anos, desde que o treinador Quin Snyder chegou aqui, acho que não seria uma boa decisão sair agora". - disse o pivô à Alex Kennedy do HoopsHype.
   "Ao mesmo tempo, eu sei que as vezes existem decisões pessoais e realmente não consigo controlar nada disso, mas eu sei que ele gosta de ganhar. Sei que gosta aqui de Utah, e sua esposa e filhos gostam daqui também. Se ele não quer mais morar aqui, ou se existe outra cidade em que ele queira morar, ou ele sente que tem mais chances de ganhar um campeonato em outro lugar, é decisão dele. Mas eu realmente vou lembrá-lo que quero ganhar um campeonato, e acho que podemos fazer isso. Se ele ficar, acho que teremos chances, mas ainda vai ser a decisão dele no final do dia".
   A equipe de Utah ainda não é um contender ao título, mas estão indo no caminho certo para isso. Com Gobert e Hawyard o Jazz chegou a quarta posição do lado oeste, finalmente acabando com uma sequência de quatro anos sem participar dos Playoffs.
   Gobert, que agora têm 24 anos, está a quatro temporadas no Jazz e possuí contrato até a temporada 2020/21. O francês disse que consegue jogando por toda sua carreira em Salt Lake City.
   "Eu, obviamente, amo viver em Utah e quero ganhar, como disse. Então, se o objetivo é vencer um campeonato em breve não há motivo para sair. Eu amo o meu treinador, amo os meus fãs, eu amo a organização. Não tenho nenhuma razão para pensar em sair".
   A esperança de Gobert, e dos fãs do Utah Jazz são de que Hawyard queira permanecer com a franquia, o jogador que está com 26 anos e sempre jogou na cidade têm suas melhores marcas na carreira em pontos (22) e rebotes (5.4) por jogo. Mesmo que para muitos analistas e torcedores não seja um jogador fantástico, é um ótimo agente livre e têm muita bola para jogar, cairia como uma luva em várias franquias. Vamos acompanhar as movimentações, mas acho difícil que consigam segurar Hayward em Utah.

Heróis do passado: Phil Jackson

Carreira razoável como jogador
   Hoje vamos relembrar a carreira de um dos nomes mais famosos da história da NBA, talvez não como o jogador que foi, mas pelo treinador brilhante que conseguiu formar dinastias. Falaremos hoje sobre Phil Jackson, na minha opinião o melhor treinador da história.
   Phil Jackson é de Deer Lodge, Montana, e foi criado sobre as regras de seus pais, ambos ministros da Assembléia de Deus. O jovem criado em uma região remota de Montana junto com seus irmãos, somente foi ver filmes no último ano do ensino médio e dançar quando já estava na universidade. No ensino médio jogou basquete por Willinston, Dakota do Norte e levou o time a dois títulos estaduais. Além de jogar futebol americano, era pitcher no baseball, e lançava disco nas competições de atletismo. 
   Quando saiu da escola foi estudar na Universidade de Dakota do Norte, levando a equipe a terceira e quarta posições das finais da NCAA Divisão II. Em seus três anos teve médias de 19.9 pontos e 12.9 rebotes, boas médias que lhe garantiram uma vaga na NBA.
   Jackson foi selecionado pelo New York Knicks na segunda rodada, na 17° posição do Draft de 1967. Phil era um bom atleta all-around com braços excepcionalmente longos, limitado ofensivamente, mas compensando com inteligência tática e uma sólida defesa. Estabeleceu-se como um dos favoritos dos fãs e um dos principais reservas da NBA, embora tivesse pouco tempo de jogo.  Na temporada de 1969-70 não jogou, devido a uma lesão nas costas, na temporada 1972-73 foi campeão da NBA com médias de 8.7 pontos e 4.2 rebotes. 
   Na temporada seguinte ao título, com vários jogadores se aposentando, Phil teve a oportunidade de jogar como titular e teve a sua melhor marca de pontos 11.1 e a segunda melhor em rebotes com 5.8. Em 1978 saiu dos Knicks e foi atuar por dois anos no New Jersey Nets, onde encerrou sua carreira em 1980. Aposentou-se após 12 temporadas como jogador, com médias de 6.7 pontos e 4.3 rebotes e 1.1 assistências, foi 2 x Campeão da NBA, membro do Primeiro Time dos Novatos e atuou quase sempre como reserva.
Dupla de sucesso, seis anéis
   Logo depois de deixar as quadras virou treinador, começando na CBA e depois na Liga de Basquete de Porto Rico, na CBA em 1984 conquistou o primeiro título como treinador, mas sempre buscava uma oportunidade na NBA. Chegou a NBA pelo Bulls em 1987, como auxiliar de Doug Collins, e tornou-se o principal treinador em 1989. Já em 1991 conquistou seu primeiro título da NBA e seu primeiro three-peat. Em 1989 conheceu Tex Winter e aprimorou o melhor sistema de ataque do basquete, o triângulo ofensivo que funcionou bem, com o Bulls foi aos Playoffs em todas as temporadas e conquistou o título em todas as seis finais que disputou. Ele deixou o cargo por problemas com Jerry Krause, que quase desmantelou o Bulls ao longo dos anos, Pippen e Jordan tiveram seus problemas com o gerente. Mesmo com um terceiro three-peat, Phil deixou o Bulls em 1998 e após um ano de folga achou outro lugar para brilhar.
Dupla forte, cinco anéis
   Em 1999 foi para Los Angeles, treinar os Lakers logo de cara embalou uma sequência de três títulos, mas teve problemas com Kobe, que não queria se adequar ao estilo de jogo de Jackson, procurando muitas vezes o confronto de 1 x 1. Phil chegou a pedir a troca de Kobe, obviamente não atendido pela direção dos Lakers. Depois um período chegando perto, Phil saiu e retornou ao Lakers, conquistando 900 vitórias a carreira, o mais jovem da história a atingir o feito, em 2008 tornou-se o sexto treinador da história a atingir 1000 vitórias. Nas temporadas 2009 e 2010 conquistou mais dois títulos da NBA, é o maior vencedor como treinador da franquia, deixou a equipe em 2011 após a derrota nas semifinais para os Mavericks. 
   Como treinador, pra mim o melhor da história é membro do Hall da Fama, único a ter 1000 vitórias em menos de 1900 jogos treinados, tem o maior percentual de vitória entre todos os treinadores do Hall da Fama, tem 70,4% de aproveitamento (1155 V - 485 D), é o único treinador a ganhar 10 títulos em qualquer uma das grandes ligas, é um dos dez melhores treinadores da história e foi o treinador do ano em 1996, sem falar nos 11 títulos da NBA como treinador.
   Depois disso temos o Phil que todos conhecem, ou tem visto, como gerente dos Knicks, algo que começou em 2014 depois de muita negociação e que vai em altos em baixos, mais baixos que altos. Mesmo assim não apaga a estrela que Phil possuí, um dos melhores da história como treinador, senão o melhor.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Superstição

Michael Jordan e sua superstição que funcionou

   Milhares de fãs do basquete viram na noite de ontem a equipe de North Carolina Tar Heels conquistar seu sexto título da NCAA. Mas His Airness, não está incluído nessa lista.
   Por conta de sua presença na temporada passada no jogo da final, terminando com uma derrota no último lance para Villanova, Michael Jordan não aceitou o convite de ir ao jogo por ser supersticioso. De acordo com Roy Williams, treinador dos Tar Heels, ele disse à Kyle Boone da CBS Sports: "Ele é supersticioso como eu, ele veio ano passado e nós perdemos".
Segundo Boone, Williams falou sobre o The Dan Patrick Show, para explicar ainda mais a ausência de Jordan:
   "As pessoas me perguntaram no último dia e meio se ele estava pronto para vir. Eu disse 'ele não ligou, mas rapazes, conhecendo ele, ele vai dizer que veio ano passado e nós perdemos. Então era isso que eu estava pensando. Nosso assistente AD e eu estávamos caminhando para o ônibus na noite passada e eu disse: 'quero apostar um dólar, vou te dar todas as probabilidades que você quiser, eu aposto que há uma mensagem de texto ou correio de voz de Michael e ele vai falar alguma coisa sobre o ano passado. E com certeza, entrei no ônibus, peguei meu celular, tive algumas mensagens e uma delas era do Michael, então eu ganhei algum dinheiro na noite passada".
   Jordan é extremamente supersticioso, mas pelo jeito deu certo e os Tar Heels conseguiram a vitória no minuto final, em uma partida digna de uma final da NCAA. 

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Heróis do passado: Len Bias

Futuro promissor
   Len Bias é um dos grandes atletas do basquete no Ensino Médio e no Basquete Universitário, infelizmente sem poder jogar nenhuma partida na NBA, mesmo sendo a segunda escolha do Draft. Entenda o porque.
   Bias nasceu e cresceu nos subúrbios de Maryland, em Washington. Ele era conhecido por seus amigos e familiares por Frosty, por sua atitude fria. Bias concluiu o ensino médio na Northwestern High School, antes de frequentar a Universidade de Maryland.
   Em Maryland, como um calouro era visto como um jogador bruto e indisciplinado, mas que se desenvolveu e tornou-se All-American. Na sua última temporada, liderou a Conferência da Costa Atlântica em pontos e foi nomeado o Jogador do Ano da Conferência. Em sua última temporada teve talvez a sua melhor performance, onde em um jogo contra North Carolina com prorrogação, anotou 35 pontos, sendo 7 nos últimos três minutos do tempo regulamentar e 4 pontos na prorrogação. 
   Em seu período universitário foi 2 x All-American, 2 x ACC Jogador do Ano e 2 x ACC Primeiro Time. Com sua impulsão incrível, sua altura e capacidade de criar jogadas, foi considerado um dos jogadores mais dinâmicos do país. Em seu último ano os escouteiros de vários times da NBA iam ver suas partidas, sendo considerado o melhor ala da classe de 1986. Teve médias de 16.4 pontos, 5.7 rebotes e 1.3 assistências por jogo, com 53,6% de aproveitamento dos arremessos de quadra.
   No dia 17 de junho de 1986, Len Bias era escolhido como a segunda posição geral do Draft pelo Boston Celtics, que havia sido campeão no ano anterior. A escolha foi possível por uma negociação feita em 1984, onde Red Auerbach trocou Gerald Henderson e dinheiro com o Seatle SuperSonics pela escolha. Após ser selecionado no Madison Square Garden, Bias e sua família voltaram para Maryland, o jogador retornou a Universidade de Maryland para algumas reuniões e na madrugada do dia 19 passou a madrugada usando cocaína com alguns amigos da universidade e passou mal no começo da manhã. Após três horas de tentativas de ressuscitação, o jovem foi dado como morto por uma arritmia cardíaca associada ao uso de cocaína, overdose. 
2° escolha do Draft de 1986
   A morte de Bias serviu para mudar a política contra as drogas, com a criação da Lei Len Bias, aprovando uma lei mais rigorosa contra as drogas. A Universidade de Maryland sofreu mudanças em seu programa de atletas, principalmente por algumas fraudes, como Bias que concluirá a graduação com 21 créditos faltando. De acordo com Arthur A. Marshall Jr. disse na época que o treinador de Maryland, Lefty Driesell disse para seus atletas tirarem as drogas do quarto de Bias. Dois dias depois o pai de Bias acusou a Universidade de Maryland, e Driesell mais especificamente, de negligenciar o status acadêmico de seus atletas. 
   Com todo esse turbilhão de acontecimentos, o programa de Maryland sofreu muito, sendo duramente criticado pelo juri do caso de Bias, especificamente  o departamento atlético, o escritório de admissões e a política do campus. Dick Dull, diretor atlético e Driesell que era treinador a 17 anos, rescindiram seus contratos.
   Infelizmente Bias não chegou a atuar na NBA, mas fez muito na NCAA e acabou falecendo antes de fazer história na principal liga de basquete do mundo. Mas, ainda assim, sua morte contribuiu para mudanças nas leis americanas e nas políticas dos esportes universitários, fica aqui nossa recordação.


terça-feira, 28 de março de 2017

"Eu sinto que sou melhor que ele"

Lonzo Ball se diz melhor que Markelle Fultz

   Lonzo Ball esta mostrando que herdou algumas coisas do seu pai, começando pela língua afiada. O jogador que é cotado como TOP 3 para o Draft da NBA de junho, disse hoje que ele é o melhor jogador da classe do Draft, ele disse que por consenso é melhor que Markele Fultz, cotado como a primeira escolha do Draft.
   "Markelle é um grande jogador, mas eu sinto que sou melhor que ele. Acho que posso liderar uma equipe muito melhor do que ele. Obviamente ele é um grande pontuador ... ele é um grande jogador, então eu não estou tirando isso dele". - comentou o jovem de 19 anos à ESPN Rádio 710 LA.
   Os comentários de Lonzo foram mais amáveis que do Ball mais velho: "Se você tivesse um garoto que faz tudo mundo melhor, você quer me dizer que você não iria levá-lo antes de um cara com média de 40 pontos , mas que a equipe está perdendo? Se você quer ser um vencedor, você escolhe meu filho".
   A maioria dos Mocks tem Fultz e Lonzo, ambos armadores, como escolha 1 e 2 respectivamente. Ball e UCLA Bruins ganharam do Washington Huskies de Fultz em dois confrontos diretos, com uma média de 37 pontos de diferença. Os jovens atletas possuem estatísticas similares, apesar de Fultz ter sido o sexto do país em pontuação.
   Markelle Fultz 1,93 m 23.2 pontos, 5.9 assistências e 5.7 rebotes com 47,6% de aproveitamento dos arremessos
   Lonzo Ball 1,98 m 14.6 pontos, 7.6 assistências e 6 rebotes com 55,1% de aproveitamento dos arremessos
   Enquanto nenhuma posição oficial foi definida, o Boston Celtics e o Los Angeles Lakers teriam respectivamente a posição 1 e 2 do Draft. Teoricamente, Fultz e Lonzo, e LaVar Ball já declarou que preferia ver o seu filho jogando pelo Lakers. Dificilmente será selecionado pelos Celtics. Sinceramente não sei dizer quem é o melhor, gosto mais do estilo de jogo do Fultz, mas não sei se ele será bem aproveitado no Boston Celtics, tendo Isaiah Thomas voando, e outros dois armadores no banco, provavelmente teria pouco espaço. No Lakers talvez tenha mais chances de jogar, uma equipe jovem e que poderia aproveitá-lo mais, mas ainda assim tem D'Angelo Russell que está jogando bem, mas poderia sim ajudar a equipe.
   E na sua opinião qual dos dois é melhor, Fultz ou Ball?