terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Heróis do passado: Roger Brown

Começo de carreira aos 25 anos
   Hoje nosso texto vai relembrar a carreira da um dos grandes nomes da ABA, mas que quase teve sua carreira interrompida antes de começar por conta de seu envolvimento com um apostador. Roger Brown é uma das lendas do Indiana Pacers, não conhece a fera? Vale a pena a leitura.
   Brown uma ala de 1,96 m foi a estrela do basquete no ensino médio, jogando por George W. Wingate High School, do Brooklyn e conseguiu uma bolsa de estudos na Universidade de Dayton. Infelizmente, ele foi banido da NCAA e da NBA por ser revelado que enquanto ainda estava no ensino médio ele e seu amigo Connie Hawkins, tinham relação com Jack Molinas, um apostador que estava envolvido em jogos ilegais.
Foi um dos melhores atletas da história da ABA
   Essa proibição vetou sua participação na NCAA e uma carreira profissional na NBA, o jovem atleta continuou jogando basquete nas ligas amadoras de Dayton até 1967 quando assinou com o Indiana Pacers da ABA. Brown foi o primeiro atleta contratado da franquia recém criada e chegou com tudo, aos 25 anos na sua temporada de novato teve médias de 19.6 pontos, 8.5 rebotes e 4.3 assistências com 42,3% de aproveitamento dos arremessos. 
   Atuou com o Indiana Pacers por oito temporadas, sempre chegando aos Playoffs e sempre melhorando suas médias na reta final do campeonato. Graças a sua ajuda, os Pacers foram três vezes campeões da ABA, Brown teve 5 temporadas com médias superiores a 20 pontos nos Playoffs, sendo a melhor delas a temporada do primeiro título (1969/70) com médias de 28.5 pontos, 10.1 rebotes e 5.6 assistências. Suas médias nos Playoffs são superiores a de sua carreira, são 18.7 pontos, 6.4 rebotes e 3.7 assistências por partida. 
   Jogou ainda pelo Utah Stars e pelo Memphis Sounds, onde teve médias razoáveis, mas nunca alcançou o mesmo sucesso dos Pacers. Brown foi ainda quatro vezes All-Star e anotou na carreira 10498 pontos, em 1997 foi um dos sete jogadores escolhidos por unanimidade para o Time de todos os tempos da ABA. Em 2013 tronou-se membro do Hall da Fama e é um dos quatro atletas que têm seu número aposentado pela franquia de Indiana (#35). A fera merecia essa lembrança, Roger Brown faleceu em 1997.


segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Oladipo cansado de comparações

Oladipo voando na temporada e cansado de comparações 

  Victor Oladipo está voando nessa temporada, com toda certeza ele é a cara da franquia do Pacers e está pedindo para não ser mais comparado com a ex-estrela da franquia Paul George. 
   "Estou ficando doente e cansado das comparações minhas com Paul George. Ele mudou-se. Eu mudei da situação em que estava. A vida toma seu curso, as coisas acontecem. Estou feliz aqui, ele está feliz lá. Desejo-lhe o melhor. Estou com dó aqui como um Pacer. Eu não sinto desrespeito nenhum por ele, ou o que aconteceu, estou apenas agradecido e honrado de colocar essa camiseta todas as noites." - disse o ala armador em entrevista de acordo com Clifton Brown, da Indy Star.
   No princípio quando a troca envolvendo Pacers e Thunder ocorreu, enviando Domantas Sabonis e Victor Oladipo em troca do All-Star Paul George, tudo indicava que era uma troca de mão única. Todos viam PG como um All-Star consolidado e Oladipo como uma atleta de rotação que não servia nem para amarrar os tênis do antigo Pacer.
   Depois de alguns meses Oladipo vive seu melhor momento na carreira, ao passo que PG parece ainda encontrar dificuldades para se acostumar com seu papel reduzido em Oklahoma. Oladipo têm médias de 24.5 pontos, 5.3 rebotes e 4 assistências e 56% de aproveitamento dos arremessos, enquanto Paul George têm 20.7 pontos, 5.8 rebotes e 3.3 assistências com 50,4% de aproveitamento dos arremessos.
   

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Boa notícia para o Sixers

Fultz perto de sua reestreia

   O ala armador dos Sixers, primeira escolha do Draft pode estar muito perto de retornar as quadras. Segundo Bryan Colangelo, o jogador esta progredindo muito bem no seu tratamento, seu afastamento foi por conta de dores no ombro e um desequilíbrio no músculo escapular do ombro direito, seu braço de arremesso.
   "A boa notícia é que a dor sumiu e o desequilíbrio muscular desapareceu". Disse Colangelo na quinta-feira para Jessica Camerato da NBC Sports. 
   Fultz está fora das quadras desde outubro, o problema estava afetando diretamente o seu arremesso. Muito se especulou se a lesão afetou sua mecânica de arremesso ou se ele teria modificado-a para tentar manter-se ativo. De qualquer maneira, agora o objetivo principal é treinar os músculos afetados
   O jovem atleta voltou aos Sixers nessa semana após passar por fisioterapia em Kentucky, mas ainda não treinou, não há um cronograma para seu retorno mas na próxima sexta sairá mais uma atualização médica.
   Fultz teve médias de 6 pontos, 2.3 rebotes e 1.8 assistências em suas únicas quatro partidas. É esperado que ele retorne e jogue, mas dificilmente terá uma grande temporada como novato, muito em função da lesão. Mas de qualquer maneira, tomara que ele recupere-se logo e volte a jogar saudável, será uma grande peça para os Sixers.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

60 pontos em 29 minutos

Uma noite inesquecível

   Hoje faz exatamente um ano que Klay Thompson teve a melhor performance de sua carreira e uma das melhores da história da NBA.
   No dia 5 de dezembro de 2016, o ala do Golden State Warriors anotou 60 pontos em apenas 29 minutos contra o Indiana Pacers. Klay teve algumas marcas históricas atreladas a sua performance, sendo elas:
   - Thompson tornou-se o primeiro atleta na era do cronometro de arremesso a marcar 60 pontos em menos de 30 minutos e o mais rápido desde 2005, quando Kobe anotou 62 pontos em 33 minutos. 
   - O primeiro atleta dos Warriors a atingir a casa dos 60 pontos em mais de quarenta anos, o último havia sido Rick Barry em 1964.
   - Mostrou ser o rei do catch-and-shoot, ficou com a bola nas mão por apenas 80 segundos e driblou apenas 11 vezes.
   - Sua média de 2,07 pontos por minuto só foi mais baixa que a de Wilt Chamberlain e seus 2,08 no dia em que anotou 100 pontos.
   Talvez o ala pudesse chegar perto dos 100 pontos com essas médias, mas foi retirado da partida com 1:22 minutos para o final do terceiro período e não retornou, afinal o jogo já estava ganho.
   Suas médias nesse dia foram de 60 pontos com 63,6% de aproveitamento dos arremessos, convertendo 21 dos 33 arremessos que tentou, 57,1% dos arremessos de três convertendo 8 dos 14 que arremessou e 90,9% de aproveitamento, acertando 10 de 11 tentados.
   Os números são impressionantes, talvez Thompson teve a chance mais real de alcançar os 100 pontos de Chamberlain, mas foi retirado do jogo e nunca vamos saber o quanto ele poderia pontuar, ou se manteria seu aproveitamento. De qualquer forma hoje faz um ano desse jogo espetacular.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Heróis do passado: George McGinnis

Um ano de universidade e postando recordes
   Nossa série hoje vai relembrar a carreira de um dos melhores atletas, senão o melhor, da história da ABA. Brilhou também nos tempos de NBA, mas suas melhores marcas foram antes das ligas juntarem-se, ainda assim sempre teve boas marcas por onde passou. Vamos falar de George McGinnis um dos grandes nomes da história do Indiana Pacers, ainda não conhece a fera? Vem conferir.
   McGinnis jogou basquete no ensino médio por Washington High School em Indianápolis, onde em seu último ano (1969) ajudou sua equipe a ser campeã estadual invicta e ainda estabeleceu um recorde. Anotou o recorde de pontos do torneio, sendo 148 deles nos últimos quatro jogos, culminando assim na sua eleição de Mr. Basketball do estado de Indiana em 1969.
   No ano de 1970/71 jogou basquete pela Universidade de Indiana por apenas uma temporada e tronou-se o primeiro novato a liderar a Big Ten em pontos e rebotes. Ele teve médias de 30 pontos e 14.7 rebotes, foi All-American e All-Big Ten.
Lenda dos Pacers
   Sua carreira profissional começou na ABA em 1971 com o Indiana Pacers, chegou demonstrando que tinha um futuro promissor. Sua primeira temporada foi com médias de 16.9 pontos e 9.7 rebotes, sendo fundamental nas próximas duas temporadas em que a franquia foi campeã da ABA. No segundo título em 1973, foi eleito o MVP dos Playoffs com médias de 23.9 pontos e 12.3 rebotes, na temporada anterior foram 15.5 pontos e 11.4 rebotes, colaborando muito.
   Mas o melhor estava por vir, na temporada 1974/75 McGinnis teve sua melhor marca na carreira, foram médias de 29.8 pontos e 14.3 rebotes com 46,7% de aproveitamento dos arremessos lhe garantindo o título de MVP da ABA. Nos Playoffs foi ainda melhor, teve médias próximas de triplos-duplos com 32.3 pontos, 15.9 rebotes e 8.2 assistências, mas infelizmente não conseguiram bater o Kentucky Colonels nas finais. 
Chegou nos Sixers e manteve o alto nível 
   Na NBA começou sua carreira como a 22° escolha da segunda rodada pelo Philadelphia 76ers em 1973, mas somente foi atuar na temporada 1975/76. Chegou já postando média de duplo-duplo com 23 pontos e 12.6 rebotes e sendo eleito para o All-NBA Primeiro Time, junto com Doctor J e Caldwell Jones, ajudou a liderar os Sixers até as finais de 1977. Em 1978 foi trocado para o Denver Nuggets e continuo voando com média de 22.6 pontos e 11.4 rebotes, no ano seguinte foi novamente negociado, dessa vez para o Pacers novamente por Alex English.
   Essa troca entre English e McGinnis é considerada uma das piores da história, porque English tornou-se um dos maiores cestinhas da história da liga e McGinnis não conseguiu ser o jogador que fora na primeira passagem com os Pacers. Suas últimas três temporadas com a equipe de Indiana foram as piores marcas de sua carreira, mesmo assim foi um dos grandes nomes da franquia, tanto que têm o número 30 aposentado em sua homenagem.
   O ala/pivô aposentou-se do basquete com médias de 20.2 pontos e 11 rebotes, tendo média de duplo-duplo em 8 das 12 temporadas que atuou. Foi 2 x Campeão da ABA, 1 x MVP das Finais, 1 x MVP da ABA, 6 x All-Star, 3 x All-NBA-ABA Primeiro Time, 2 x All-NBA-ABA Segundo Time, All-ABA Time de todos os tempos e membro do Hall da Fama do Basquete. NO mínimo uma carreira brilhante, merece a nossa lembrança!

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Mais uma lesão

Mais uma lesão para Griffin na carreira

   Blake Griffin, ala-pivô do Los Angeles Clippers foi diagnosticado com uma lesão no ligamento colateral medial do joelho esquerdo, que foi anunciado hoje pela equipe segundo David Aldridge.
   Embora não tenham ocorridos danos estruturais no joelho, foi noticiado que o atleta pode perder até oito semanas. A lesão aconteceu ontem durante um confronto contra o Los Angeles Lakers, no quarto período seu companheiro de equipe, Austin Rivers, acabou sentando sobre a perna de Griffin enquanto disputavam por uma bola perdida.
   Pelo vídeo a lesão parecia ser muito mais grave:

   Embora Griffin tenha escapado de uma lesão mais grave o jovem de apenas 28 anos, que joga sua oitava temporada tem uma longa lista de problemas. Dedo quebrado, cirurgia no joelho direito, lesão no quadríceps esquerdo, infecção por estafilococos e fratura na patela esquerda, que lhe tirou de sua primeira temporada antes mesmo de começar.
   Tomara que Griffin consiga se recuperar e se manter saudável, senão será mais um jogador de grande potencial encerrando cedo a carreira por conta de lesões.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Heróis do passado: Rudy Tomjanovich

Lenda de Michigan
   Nossa série hoje relembra a carreira de um grande nome do Houston Rockets, atleta de sucesso no basquete e que também foi um grande treinador. Estamos falando de Rudy Tomjanovich, um dos grandes alas da história que teve médias incríveis na NCAA. Não conhece a fera? Vem ler o texto então!
   Rudy Tomjanovich é nascido Hamtramck, Michigan, de uma família com ascendência croata, começou a jogar basquete na escola que levava o nome da cidade. Mais tarde jogou basquete na Universidade de Michigan, onde teve grande destaque, foi All-American e All-Big Ten Segundo Time, além de estabelecer o recorde de rebotes da Universidade de Michigan que continua intocável (1039 rebotes). Na carreira universitária teve médias de 25.1 pontos e 14.4 rebotes com 48,1% de aproveitamento.
   Sua carreira na NBA começou em 1970 quando foi a segunda escolha do Draft, selecionado pelo San Diego Rockets, também foi selecionado pelo Utah Stars da ABA em 1971 e 1974. Tomjanovich atuou toda a carreira pela equipe dos Rockets, teve uma primeira temporada bem complicada, com pouco tempo de quadra, apenas 13 minutos e médias de 5.3 pontos e 4.9 rebotes. Mas depois disso foi uma carreira sempre em ascensão, foi 5 x All-Star, é o terceiro cestinha da história da franquia, teve na carreira médias de 17.4 pontos e 8.1 rebotes e um aproveitamento de 50,1% dos arremessos.
   Infelizmente a maior lembrança de sua carreira foi a grave lesão que sofreu em 1977, quando Kermit Washington lhe deu um soco que quebrou seu maxiliar, rosto e causou lesões na cabeça com risco de morte. O golpe lhe rendeu cinco meses de afastamento das quadras, mas essa lesão acabou acarretando uma aposentadoria precoce aos 30 anos. 


Teve uma boa carreira com os Rockets
   Com uma carreira tão consistente por onde passou teve seu número 45 aposentado pelos Rockets e pela Universidade de Michigan. Depois de largar a bola começou a usar a prancheta, e teve ainda mais sucesso, começou como scouteiro dos Rockets por dois anos, em 1983 tornou-se auxiliar técnico. Foi assistente de Bill Fitch e Don Chaney, assumiu como treinador em 1992 quando Chaney renunciou o cargo. Tomjanovich quase levou a equipe aos Playoffs e por conta do bom trabalho foi efetivado.
   Na temporada seguinte tornou-se o primeiro treinador a levar uma equipe da loteria para um título de divisão em seu primeiro ano no cargo. Consequentemente nas duas temporadas seguintes foi campeão da NBA (1994-1995), ele tornou os Rockets a única equipe além dos Bulls a ver mais de um campeonato na década de 90. No seu segundo título os Rockets foram a primeira equipe a vencer as quatro equipes com melhor recorde da temporada, sendo eles os sextos colocados. 
   Rudy T. atuou por onze anos como treinador dos Rockets, é o recordista em vitórias (503) e percentual de vitórias da franquia (56,7%). Treinou a equipe dos EUA no mundial de 1998 sem contar com estrelas da NBA e foi o terceiro colocado, garimpando assim seu lugar como treinador da equipe campeã dos Jogos Olímpicos de Sidney em 2000. Deixou a profissão por conta de um câncer na temporada 2003/03, retornou para os Lakers em 2004 mas só ficou 41 jogos e saiu por conta do desgaste físico e mental.
   Tomjanovich era um treinador de estilo instintivo e intensidade no banco, sempre teve ótima relação com os jogadores e todos veteranos queriam jogar com ele como fizeram Charles Barkley, Scottie Pippen e Clyde Drexler. Ele com toda certeza foi um dos grandes nomes da liga dentro e fora das quaras e merece ser lembrado!

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

"Sou o melhor defensor da liga"

Embiid se diz o melhor defensor da liga

   Embiid ainda não está 100% recuperado, joga com minutos reduzidos mas está muito feliz com o seu nível de defesa. "Não sendo arrogante, mas acho que sou o melhor jogador defensivo da liga agora". - disse o jovem pivô dos Sixers para Jessica Camerato da NBC Sports. 
   O pivô de 23 anos é a ancora da defesa dos Sixers, que no momento é a sétima melhor da liga permitindo 101.8 pontos por 100 posses. A equipe possuí um ranking defensivo de 96.6 em 439 minutos com Embiid na quadra nesta temporada e sofreu 11 pontos por cada 100 posses  sem ele. Apenas o Boston Celtics conseguiu pontuar mais com o pivô na quadra.
   The Process não só é o líder da equipe em pontos com 22.7 por partida, como é um monstro no garrafão, com médias de 9.1 rebotes defensivos por jogo a quarta melhor média da liga nesse estatística, sem falar que é um dos melhores defensores da cesta com 1.9 tocos por jogo, quinto na liga.
   O mais impressionante é que o pivô é o quarto da liga no ranking defensivo com um plus/minus de 2,74, melhor que o jogador de defesa do último ano, Draymond Green. Os Sixers estão com um recorde 10-7 atualmente e garantindo uma vaga nos Playoffs pela primeira vez em seis anos, Embiid e seu jogo nos dois lados da quadra estão sendo fundamentais nesse processo.
   Pode ser cedo, mas o jovem pivô deve ser um dos melhores defensores da liga rapidamente, até mesmo nessa temporada se mantiver essas médias. Ao que tudo indica ele pode ser o próximo Olajuwon, defendendo muito bem, atacando com maestria e chutando bolas de três, apenas acreditem no processo.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Sentindo-se em casa

Nurkic encontrou alegria em Portland

   O pivô do Portland Trail Blazers, Jusuf Nurkic já passou por muitos altos e baixos em suas quatro temporadas na liga, mas agora ele está muito feliz onde está.
   Nurkic chegou ano passado nos Blazers depois de duas temporadas com o Denver Nuggets. O bósnio chegou a liga como um pivô de alto nível, com uma grande expectativa, mas depois de algumas lesões e falta de comunicação com o técnico Mike Malone, Nurkic sabia que hora mudar.
   O jogador disse em entrevista a Ben Golliver, do Sport Illustrated: "Eu precisava  de uma mudança de cenário. Ambos lados precisavam disso. Agradeço a Denver por me deixar ir para onde eu queria. Se eu tivesse fazendo todas as coisas ruins que as pessoas falaram, os Nuggets não teria me trocado para onde eu queria, e com certeza eles teriam conseguido um acordo melhor do que eles conseguiram". 
   A troca foi boa para ambos os lados, já que os Nuggets conseguiram utilizar mais Nikola Jokic e os Blazers podem ter encontrado uma alicerce sólido para ajudar Lillard e McCollum.
   "Portland me deu o que eu sempre quis: os fãs, a cidade, os companheiros de equipe e dois armadores que pontuem realmente pontuar. Parece perfeito pra mim. Não quero que isso termine. Eu quero estar aqui".
   Com o Denver Nuggets o pivô teve médias de 7.5 pontos, 5.9 rebotes e 1.1 assistências, marcas bem melhores foram alcançadas com os Blazers até o momento com 14.8 pontos, 8.9 rebotes e 2.5 assistências. Parece que realmente os ares de Portland fizeram muito bem para o bósnio.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Heróis do passado: Calvin Murphy

Calvin Murphy sempre teve sucesso
   Hoje nossa série vai relembrar a carreira de um baixinho da NBA, um grande armador de apenas 1,75 m que fez história na liga e que era um grande atleta do beisebol. Falamos hoje de Calvin Murphy, ídolo do Houston Rockets franquia que defendeu por 13 temporadas, fãs do basquete se liguem nessa história.
   Calvin Murphy antes de começar a jogar basquete era um grande fenômeno em girar o bastão, tipo baliza de banda marcial, mas sentiu-se intimidado por sua mãe e suas seis irmãs que também eram balizas. Quando estava se formando na oitava série foi campeão nacional de girar bastão, participou de grandes eventos, e no auge do seu basquete em 1977, já na NCAA foi campeão Estadual (Texas). Abaixo um vídeo que demonstra melhor o que falo:

   O basquete entrou em sua vida no ensino médio, quando começou a jogar para Norwalk High School, onde conseguiu ser três vezes All-State e duas vezes All-American. Com um futuro promissor no basquete foi jogar na Universidade de Niagara, onde foi três vezes All-American, com médias impressionantes de 33.1 pontos por jogo em 77 partidas disputadas, num total de 2548 pontos na universidade. 
   Ele teve como sua melhor partida um jogo contra Syracause onde anotou 68 pontos, em 1970 levou a sua universidade para o torneio da NCAA mas infelizmente perdeu na segunda rodada para Villanova. Ele foi conhecido como um dos "Três M's", junto com Pete Maravich e Rick Mount pois sempre eram All-American juntos. Sua carreira na NBA começou em 1970 quando foi a primeira escolha da segunda rodada, 18° no ranking geral, selecionado pelo San Diego Rockets. Em sua temporada de novato foi eleito para o Primeiro Time dos Novatos com médias de 15.8 pontos, 4 rebotes e 3 assistências, mostrando muita agilidade, velocidade e capacidade defensiva.
   Murphy foi um dos melhores cobradores de lances-livres da história, chegando até 95,8% de aproveitamento em uma temporada. Ele teve dois recordes da NBA com os lances-livres, maior percentual de lance-livre para uma temporada (95,8% em 1980/81) e maior número de lances-livres consecutivos convertidos. Com os Rockets estabeleceu uma série de recordes, inclusive de líder de pontos da franquia, até a chegada de Hakeem Olajuwon. Jogou as finais da NBA de 1981, mas perderam para o Boston Celtics em seis jogos, aposentou-se em 1983 sem ganhar nenhum título.
   Ele aposentou-se como atleta com 34 anos, sendo 1 x All-Star, tendo médias de 17.9 pontos, 4.4 assistências e 2.1 rebotes, teve 11 temporadas de 1000 pontos ou mais e em 1993 teve entrou no Hall da Fama do Basquete. Também é membro do Hall da Fama da Associação de Treinadores de Conneticut. Depois de aposentado foi trabalhar para os Rockets como analista na televisão nos jogos da equipe, atualmente nas partidas locais dos Rockets é analista no intervalo e pós-jogo. 
   Foi um bom jogador, fiel a sua franquia até hoje e com certeza um dos melhores baixinhos que jogou na NBA. Merece nossa recordação.
   

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Novas regras para o Draft

Mudanças para o Draft podem ocorrer para a classe de 2018


   O comissário da NBA, Adam Silver e o diretor da Associação Nacional de Jogadores de Basquete, Michele Roberts, reuniram-se com a nova Comissão de Basquete Universitário na quinta-feira, como foi noticiado por Adrian Wojnarowski.
   Durante a reunião em Washington, Silver e Roberts apresentaram questões que eles acreditam estar enfrentando com relação ao esporte, para a recém criada comissão (um mês), depois da investigação do FBI sobre corrupção e suborno no basquete universitário. 
   Entre as questões apontadas está a regra one-and-done, que exige que os jogadores estabelecidos nos Estados Unidos, só possam se candidatar ao Draft após um ano de conclusão do Ensino Médio. A nova comissão, presidida pela ex-secretária de estado, Condoleezza Rice, afirma que essa regra deve ser alterada, no entanto, ela deve ser coletivamente negociada entre a NBA e a associação de jogadores.
   Em maio Silver disse que estava repensando sua posição sobre a regra. Como fã do basquete universitário, o comissário está preocupado com o fato dos jogadores permanecerem apenas um ano na universidade e não terem uma experiência acadêmica adequada, já que a maioria tem aspirações a NBA e normalmente deixa a faculdade quando sua equipe é eliminada da NCAA.
   Para que a regra seja alterada, o sindicato teria de concordar com a alteração para permanência de dois anos na faculdade antes de ser elegível para o Draft. O CBA de 2006 proibiu que jogadores saíssem diretamente do ensino médio para a NBA, o último atleta que fez isso foi Amir Johnson, atualmente nos Sixers, foi selecionado na 56° posição em 2005.
   É uma pequena alteração que pode fazer muita diferença, por um lado pode ser ruim pros atletas que querem entrar logo na liga, novos (19,20 anos) e que não tem muitas pretensões na vida além de serem atletas profissionais. Por outro pode ser ainda melhor para os mesmos, se aplicada a alteração eles teriam mais um ano de preparação para entrar mais bem treinados e maduros na liga. Vamos ficar de olho nas próximas movimentações.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Simmons levou Ball para escola

Dominante

   Quando jogamos basquete e dominamos alguém, ou somos dominados, dizemos que levamos ou nos levaram para escola. Foi exatamente isso que aconteceu no jogo de ontem entre Sixers e Lakers, Lonzo Ball foi levado para escola por Ben Simmons.
   Esse foi o primeiro confronto entre os novatos, e o provável novato do ano, Ben Simmons jantou Lonzo Ball com farofa. Olhando o jogo víamos um novato totalmente cru, sem conseguir arremessar e um novato que parecia mais um veterano, dominando as ações e terminando o jogo perto de um triplo-duplo.
   Simmons teve 18 pontos, 9 rebotes, 10 assistências e 5 roubos de bola com um plus + 19 enquanto jogou seus 39 minutos, enquanto Ball anotou dois pontos acertando apenas 1 dos 9 arremessos que tentou e com um plus -18. Foi mais um jogo desagradável para Ball, muito em função do seu arremesso mecanicamente estranho e ineficaz. A estratégia dos Sixers era deixá-lo arremessar, quando ele conseguia se esquivar do desafio passava a bola, de resto parecia que estava atirando tijolos na cesta.
   Nitidamente a sua confiança desapareceu no segundo tempo, Ball relaxou na defesa e permitiu que Simmons pontuasse facilmente. No último período a jóia do Lakers foi sacada do jogo e não jogou o último período. Enquanto isso, Simmons jogou demais, dominou na quadra, marcou com maestria e conseguiu deixar os colegas livres para pontuar.
   O novato do Sixers foi a primeira escolha de 2016, mas ficou fora de toda a temporada por conta de uma lesão no pé. Ball foi a segunda escolha desse ano depois de uma campanha maravilhosa com a UCLA, dominou na Summer League. Ambos eram os favoritos no começo do ano para ser o novato do ano, mas na quadra a diferença entre os dois é absurda.
   Ball tem médias de 9 pontos, 6.6 rebotes e 6.9 assistências com um aproveitamento de 35,1% de aproveitamento dos arremessos, mostrando muita dificuldade em arremessar. Enquanto Simmons têm médias de 17.8 pontos, 9.2 rebotes e 7.7 assistências com 50,5% de aproveitamento dos arremessos, domina as ações e já se fala na possibilidade de ser um All-Star em sua primeira temporada.
   Não duvido das habilidades de Ball, acredito que ele possa ter sucesso na NBA mas precisa realmente melhor seu arremesso e ser mais confiante, um armador que não pontua nos dias de hoje é pouco usável. Talvez seu maior problema seja a expectativa que foi gerada ao seu redor, graças ao papai tagarela. Foram poucos jogos para dizer que ele é um bust ou algo do tipo, vamos esperar até o final da temporada e aí sim podemos fazer uma avaliação preliminar. Basta lembrar que Kobe teve médias de 7.6 pontos, 1.9 rebotes e 1.3 assistências e foi um dos melhores da história, vamos dar um tempo para Ball e ver o que acontece, mas o cheiro atualmente é mais para bust do que para lenda.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Lebron x Kanter

Primeiro Round foi segunda-feira

   Um pouco do espírito dos anos 90 pairou sobre o Madson Square Garden na noite de segunda. Durante a partida entre os donos da casa, o New York Knicks e o time do King, Cleveland Cavaliers, Lebron James e Enes Kanter começaram uma discussão bem acirrada, quase culminando em uma briga.
   Depois do jogo dessa segunda-feira, Kanter falou algumas coisas sobre Lebron James para o jornal Newsday's Al lannazzone: "Eu não me importo com quem você é. Do que você se chama? Rei, rainha, princesa. Seja lá o que for. Nós vamos brigar. Ninguém lá fora vai falar mal de nós".
   Kanter e Lebron receberam uma falta técnica por sua alteração no segundo período, depois que Frank Ntilikina empurrou Lebron por estar invadindo seu espaço, basicamente provocando-o. O ícone dos Cavs rebateu as falas de Kanter dizendo: "Enes Kanter ... sempre tem algo a dizer. Eu não sei o que há de errado com ele".
   Lebron estava na estrada quando soube das palavras de Kanter e completou: "Eu sou o rei, minha esposa a rainha, e minha filha a princesa, então nós conseguimos todos esses títulos". Quando perguntado sobre a briga, Lebron disse: "Nada. Conseguimos a vitória".
   Claramente Lebron provocou o novato dos Knicks e Kanter tirou as dores pelo colega, obviamente o clima esquentou e Kanter perece querer a cabeça de Lebron assim que possível. Vamos ficar de olho no próximo jogo entre Knicks e Cavs, podemos reviver os anos 90. 

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Heróis do passado: Al Attles

Um jogador fundamental
   Hoje nossa série relembra a carreira de Al Attles, um dos grandes nomes do basquete nos anos 60, fazendo história no Philadelphia Warriors sendo parceiro de Wilt Chamberlain e jogando toda a carreira pela franquia. Vem saber mais sobre essa fera do basquete que é membro do Hall da Fama.
   Attles começou a jogar basquete no ensino médio, pela Weequahic High School em Newark, depois de foramdo foi jogar basquete em North Carolina A&T State. Apesar de ser um ótimo jogador e ter boas médias, ele queria apenas pegar o seu diploma de Bacharel em Educação Física e História e voltar para sua cidade e treinar a equipe da escola. Teve médias de 13.1 pontos e 3.3 rebotes nos seus três anos de North Carolina A&T State, sendo um dos destaques da franquia. 
   Ele foi selecionado na quinta rodada do Draft, na 39° posição pelo Philadelphia Warriors em 1960, mas ele não aceitou primeiramente, queria seguir os planos de de ser treinador na escola. Mas depois de alguns dias aceitou e foi participar dos treinamentos com a equipe, foi o armador dos Warriors por 11 temporadas, sempre muito conhecido por sua excelência defensiva, por conta disso era chamado de Destroyer, também relacionado a um soco que deu em um adversário certa vez.
Fez história como treinador
   Era um role player que executava muito bem o seu papel e ajudou os Warriors a chegarem em duas finais, infelizmente sem sucesso. Ele aposentou-se após 11 temporadas com médias de 8.9 pontos, 3.5 rebotes e 3.5 assistências e teve sue número 16 aposentado pelos Warriors.
   Após a carreira de jogador tornou-se treinador ainda quando jogador, na temporada 1969/70, sendo um dos primeiros negros treinadores da história. Em 1975 guiou os Warriors ao título da NBA de 1975 contra o Washington Bullets, tornando-se o segundo treinador negro a ser campeão da NBA. Na temporada seguinte chegaram as finais de conferência e acabaram perdendo dos Phoenix Suns. Ele saiu no final da temporada 1979/80, sendo o treinador que mais treinou os Warriors de 1969 até 1979, conquistando dois títulos.
   Attles vai a todos os jogos do Warriors em seus domínios, atua atualmente omo embaixador da equipe. Em 2015 teve o seu número #22 aposentado por North Carolina A&T State, o primeiro da história da universidade. Outro fato interessante é que Attles trabalhou por mais de 50 anos para os Warriors, o mais longo período para qualquer equipe. Sua carreira como atleta foi singela, mas sua lealdade lhe renderam uma homenagem eterna, seu número (16) aposentado, merecendo nossa lembrança.


quinta-feira, 9 de novembro de 2017

A saga continua

Rose mais uma vez fora do jogo

   Realmente parece que a saga continua para Derrick Rose, o armador parece mesmo ser propenso as lesões. O armador que é o mais jovem MVP da história da NBA vai ficar fora do jogo de hoje a noite.
   Segundo Dave McMenamin da ESPN, Rose não irá jogar hoje por conta das persistentes dores no tornozelo esquerdo. Esse é o mesmo tornozelo que lhe deixou fora de 4 jogos nessa temporada, no dia 29 do mês passado o jogador sofreu um entorse na segunda partida da temporada.
   O MVP de 2011 está com médias de 14.3 pontos, 2.6 rebotes e 1.7 assistências em 26,9 minutos por jogo. Quando Rose atua a equipe tem um aproveitamento melhor, foram 4 vitórias e 3 derrotas com ele e 1 vitória e 3 derrotas sem ele. Mesmo que sua contribuição não seja mais a mesma daquele Rose explosivo e decisivo, ele consegue ajudar os Cavaliers e sua ausência é sentida.
   Hoje quem deve substituí-lo é Iman Shumpert.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Bledsoe no Bucks

Armador foi trocado para o Bucks

   Notícia fresquinha, agora a pouco o Phoenix Suns finalizaram uma troca para enviar o armador Eric Bledsoe para o Milwaukee Bucks. Em troca a equipe de Phoenix recebeu Greg Monroe, uma escolha de primeira rodada e uma escolha de segunda rodada.
   Na noite de ontem as equipes chegaram a um acordo, na manhã de hoje fizeram avaliações médicas nos atletas envolvidos na troca e formalizaram a movimentação. Segunda algumas fontes da liga, haveria uma proteção na escolha de primeira rodada.
   Bledsoe teve a média mais alta de sua carreira em pontos na última temporada, com 21.1 pontos, distribuindo 6.3 assistências e pegando 4.8 rebotes. Nesse ano têm médias de 15.7 pontos, 3 assistências e 2.3 rebotes, o armador não joga desde 23 de outubro quando foi afastado pelo gerente geral da franquia Ryan McDonough, por conta de um twitter postado no dia anterior que dizia que não queria estar com a equipe.
   No momento do ocorrido o gerente já havia dito que o jogador em breve não faria mais parte da franquia, mas essa vontade já havia sido demonstrada na pré-temporada, segundo fontes da liga. Bledsoe havia se encontrado com McDonough e Robert Sarver dono da franquia, solicitou a troca e foi informado que a equipe estava pior desde que ele havia se tornado o armador titular.
   Bledsoe teve sua melhor marca de pontos (21.1) na última temporada mas de nada adiantou, a equipe terminou com um recorde de 24-58, a pior equipe da Conferência Oeste. O armador de 27 anos é um bom jogador e com certeza a troca vai beneficiar muito ele e sua nova equipe os Bucks, se ele mantiver-se saudável vai ajudar muito Antetokounmpo a pontuar e deixar a equipe mais poderosa ofensivamente.
   Para os Suns a troca valeu mais pela oportunidade de conseguir duas escolhas do Draft sendo uma de primeira rodada, e pela chegada de um bom pivô, para tentar reforçar a defesa da equipe.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Heróis do passado: Tom Meschery

Nos tempos de high school
   Hoje nossa série relembra uma história fantástica, de um grande atleta dos Warriors la dá década de 1960, o cara sobreviveu a Segunda Guerra Mundial em um campo de internação japonês e tornou-se um dos nomes da sua geração. Vamos falar hoje sobre Tom Meschery, uma história de vida muito legal, vem com a gente e cola aqui.
   Tom Meschery nasceu em Harbin, Manchukuo na República popular da China, seus pais eram imigrantes russos que fugiam da Revolução de outubro de 1917. Seu nome de batismo era Tomislav Nikolayevich Meshcheryakov, sua família foi mais tarde deslocada para um campo de internação dos japoneses durante a Segunda Guerra Mundial. Sua família foi para os Estados Unidos com o final da guerra, indo morar em San Francisco na Califórnia, com medo de um ataque anticomunista e antisovietico, mudou o nome da família para Meschery, assim Tomislav tornou-se Thomas Nicholas Meschery, Tom.
   Começou então a jogar basquete na Lowell High School e depois foi jogar por Saint Mary's College durante seus quatro anos com a universidade. No seu terceiro ano conseguiu levar Saint Mary's até o Elite Eight da NCAA conquistando o prêmio de Jogador do Ano da Conferência Oeste e eleito All-American, ainda antes de ser profissional recebeu o diploma de Bacharel em Artes em 1961.
Grande carreira com St. Mary's na NCAA
   Sua carreira profissional em 1961 quando foi a 7° escolha do Draft de 1961 pelo Philadelphia Warriors, Tom era um jogador de 1,98 m extremamente habilidoso e que chamava atenção na sua era. Ele foi dupla de garrafão com Wilt Chamberlain e foi o primeiro estrangeiro a participar de um All-Star Game em 1963, chegou as finais da NBA em 1967 junto com Rick Barry, perdendo justamente para os Sixers de Chamberlain. Em sua temporada de novato foi titular e teve médias de 12.1 pontos e 9.1 rebotes, sendo fundamental para equipe como reforço para Chamberlain.
   Em 1967 foi jogar no Seatle SuperSonics quando foi selecionado no Draft de expansão da NBA. Na preimeira temporada com a nova equipe foi o líder da franquia em rebotes, uma média de 10,2 por partida. Jogou por mais três temporadas tendo médias de duplo-duplo em duas delas e aposentou-se do basquete aos 31 anos. 
Tornou-se um grande nome nos Warriors

   Depois do basquete começou a escrever, publicou seu primeiro livro em 1970, fez mestrado em Belas Artes e começou a dar aulas até aposentar-se em 2005 em Reno, Nevada. Em 2002 foi introduzido no Hall da Fama de dos escritores de Nevada. 
   No basquete seus feitos lhe renderam a aposentadoria do número 31 do Saint Mary's College e do número 14 do atual Golden State Warriors. Teve na carreira médias de 12.7 pontos, 8.6 rebotes e 1.7 assistências, foi 1 x All-Star e o primeiro estrangeiro a participar do evento na história. Vale a nossa lembrança essa incrível história de vida.


terça-feira, 31 de outubro de 2017

Heróis do passado: Bob Lanier

Grande nome da história de St. Boaventure
   No texto de hoje vamos relembrar um dos grandes nomes da década de 70 e 80, que fez sucesso nas duas franquias em que atuou, tendo o seu número aposentado por Pistons e Bucks. Pra quem não conhece ou quer relembrar, hoje falamos de Bob Lanier, chega junto pessoal.
   Bob Lanier nasceu em Buffalo, Nova Iorque e começou a jogar basquete em Buffalo Bennett High School, onde se formou em 1966. Ele continuou a jogar basquete por St. Boaventure University e foi simplesmente dominante, conseguiu levar sua universidade para o Final Four, mas infelizmente não pode jogar as semifinais pois se machucou contra Villanova. Consequentemente sua equipe foi eliminada para Universidade de Jacksonville de Artis Gilmore, ainda assim, Lanier foi eleito o jogador do ano pela Coach e Atlete Magazine e jogador do ano da ECAC.
   Em seus quatro anos com St. Boaventure teve médias expressivas, no seu primeiro ano teve média de 30 pontos por partida, e manteve médias de 26.2 pontos e 15.6 rebotes, 27.3 pontos e 15.6 rebotes e 29.1 pontos e 16 rebotes no seu último ano. Teve uma média de 27.6 pontos e 15.7 rebotes, sem dúvidas uma carreira universitária brilhante.
Lenda nos Pistons
   Essa passagem excelente pela universidade lhe rendeu bons frutos, ele foi a primeira escolha do Draft de 1970 selecionado pelo Detroit Pistons e chegou metendo o pé na porta. Logo em seu primeiro ano teve médias de 15.6 pontos, 8.1 rebotes e 1.8 assistências por jogo, lhe rendendo uma vaga na equipe All-Rookie Primeiro Time. Ele foi o cara dos Pistons pelas próximas oito temporadas, mantendo médias de duplo-duplo em sua carreira com Detroit com 22.7 pontos e 11.8 rebotes, atuando em 681 partidas com a equipe.
   Infelizmente, por conta das lesões suas últimas quatro temporadas com os Pistons não lhe permitiram jogar mais do que 64 partidas. Na temporada 1979/80 foi trocado para o Milwaukee Bucks, onde conseguiu contribuir muito para a equipe, ajudando a franquia a ser o Campeão da Divisão em todas as suas cinco temporadas. Com os Bucks teve médias de 13.5 pontos e 5.9 rebotes, sendo uma peça chave para a equipe e aqui temos uma história legal. Segundo Abdull-Jabbar, Lanier costumava fumar no intervalo do jogo e Kareem aproveitava isso para forçar o companheiro a correr mais nos dois últimos períodos.
Ajudou muito o Bucks
   Lanier se aposentou em 1984 e recebeu o prêmio Oscar Robertson Leadership Award. Ele deixou as quadras com uma carreira excelente, tendo médias de 20.1 pontos, 10.1 rebotes e 51,5% de aproveitamento dos arremessos. Foi 8 x All-Star, 1 x MVP do All-Star Game, têm o número 16 aposentado por Bucks e Pistons. Com certeza uma brilhante carreira, atuou ainda um curto tempo como treinador dos Warriors em 1995, quando Don Nelson foi demitido, comandou a equipe por 37 partidas com um recorde 12-25.

   

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

"Foi lindo"

Cousins volta a Sacramento e domina partida

   Assim DeMarcus Cousins descreveu a ovação dos torcedores do Sacramento Kings em seu retorno a cidade.
   Os tempos de Cousins com os Kings foram no mínimo agitados, em todas as noites podia se esperar que Booge anotaria 40 pontos ou mais, claro se não fosse excluído da partida por conta das faltas técnicas.
   A maioria dos torcedores dos Kings parecem ter perdoado sua excentricidade ocasional e lembrava-se dos bons momentos vividos na noite de ontem, fazendo uma grande ovação no primeiro retorno de Cousins desde que foi trocado para o New Orleans Pelicans em fevereiro.
   Em entrevista a TNT após a partida Cousins disse: "Foi lindo cara. Muitas pessoas que me conhecem sabem que estava nervoso como o inferno. Sou grato pelos anos que vivi nesta cidade. A cidade e os fãs foram ótimos comigo, e amei meu tempo aqui. No final do dia, não era nada além de amor".
   Nas sete temporadas que viveu com os Kings teve médias de 21.3 pontos, 10.8 rebotes, 3 assistências e 1.2 tocos por jogo e 45,9% de aproveitamento nos arremessos. Cousins teve uma excelente passagem nos Kings e foi com toda certeza um dos grandes nome da história da franquia, sempre fez muito com o pouco de ajuda que possuiu. Foi três vezes All-Star pelos Kings mas, infelizmente, nunca conseguiu chegar aos Playoffs.
   Ontem em seu retorno teve de sofrer muito pra vencer o jogo, sem contar com Anthony Davis, Boogie fez tudo sozinho, anotou 41 pontos, pegou 23 rebotes e distribuiu 6 assistências com 56% de aproveitamento dos arremessos (14/25). Com toda certeza os fãs de Sacramento ficaram com mais saudade ainda de Cousins depois dessa derrota.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

LaVar sempre notícia

Ball superou Wall, papai curtiu 

   O patriarca da família Ball continua sendo notícia, ontem antes do jogo entre Lakers e Wizards já tinha gerado muita expectativa quando comentou que a equipe iria se recuperar.
   "Washington vem aqui na quarta-feira, é melhor que se cuidem, porque Lonzo não vai perder de novo. Não na mesma semana". - disse o senhor Ball no domingo depois da derrota contra os Pelicans.
   Realmente Lonzo não perdeu de novo, liderou o Lakers para uma surpreendente vitória contra os Wizards, já que não venciam o time de Washington a sete jogos. Ball anotou 6 pontos, pegou 8 rebotes e distribuiu 10 assistências, mas continua com um baixo aproveitamento dos arremessos de quadra, apenas 18%, 2 cestas em 11 tentativas. Mas teve ajuda dos colegas, Ingram anotou 19 pontos e pegou 10 rebotes, além da cesta que levou o jogo à prorrogação, Larry Nance Jr. anotou 18 pontos e pegou 10 rebotes e Caldwell-Pope anotou 14 pontos, pegou 6 rebotes e distribuiu 5 assistências.
   No pós-jogo, LaVar disse à Jeff Goodman da ESPN: "Eu já disse isso. Eu já vi essa história antes". 
   Mas a história mais legal da noite ficou entre o duelo de Lonzo e Wall, já que o armador de Washington disse que jogaria sem piedade contra o novato dos Lakers. No final das contas Lonzo terminou o jogo com um +13, enquanto Wall terminou com - 14. Wall elogiou o novato no final da partida.
   "Ele é um jovem quieto, não fala muito. Ele está lidando com seu pai por toda a vida. Isso não o incomoda. É apenas novo para todos. Ele pode passar, pode arremessar, apenas não estava acertando essa noite. Ambos queríamos jogar melhor".
   Lonzo tem demonstrado suas habilidades, não é tudo aquilo que pai vendeu, mas é sim um grande jogador. Precisa melhorar seus arremessos, único ponto que está pesando nesse começo de carreira, sua mecânica é um pouco estranha e seu aproveitamento é muito baixo, mas ele é jovem e pode melhorar. 

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Voando

Novato do ano sim ou claro?

   O mínimo que podemos dizer é isso sobre Ben Simmons, o novato que era a sensação para a temporada 2016/17 e não pode jogar por conta de uma lesão mostra que está pronto para ser um astro da liga em pouco tempo.
   O jovem australiano de 21 anos chegou esse ano voando, levou apenas quatro jogos para anotar o seu primeiro triplo-duplo na NBA. Jogando fora de casa contra o Detroit Pistons marcou 21 pontos, pegou 12 rebotes e distribuiu 10 assistências em 33 minutos jogados, com um aproveitamento absurdo dos arremessos 72,7% (converteu 8 de 11 arremessos). 
   Simmons tem demonstrado que é um grande atleta, tem jogado como armador mesmo tendo altura para ser ala, possuí uma visão de jogo absurda e sabe usar o seu tamanho. No jogo de ontem usou seu tamanho e habilidade de driblar para infiltrar no garrafão e conseguir criar espaços para si mesmo e para os companheiros de equipe. 
   Em todos os jogos pegou mais de 10 rebotes em todas as 4 partidas que atuou, está com médias de 17 pontos, 10.8 rebotes e 7 assistências por partida com 59% de aproveitamento, facilmente liderando a corrida para Novato do Ano. Simmons certamente será um dos grandes nomes da liga ainda nessa temporada se continuar jogando nesse nível, é meu favorito ao prêmio de novato do ano com sobras.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Heróis do passado: Vinnie Johnson

Lenda em Baylor

   Hoje é segunda-feira, dia de heróis do passado, relembrando a carreira de Vinnie Johnson, essa é em especial para os fãs do Detroit Pistons. Quem não conhece a fera cola aí, um dos grandes nomes dos anos 80.
   Johnson começou sua carreira universitária em 1975, atuando por McLennan Comnunity College em Waco no Texas, onde liderou a equipe ao torneio da NJCAA na temporada seguinte (1976/77) com médias de 29 pontos e sendo nomeado All-American. 
   Com seu bom desempenho, Johnson atravessou a cidade para se juntar a Universidade de Baylor jogando por duas temporadas. Johnson tornou-se um dos mais prolíficos pontuadores da história de Baylor, tendo 24.1 pontos de média por partida em suas duas temporadas. Ele foi duas vezes All-American, é o recordista na média de pontos por jogo, 15° em pontos, e 3° na média de assistências da Universidade de Baylor, além disso tem o recorde de pontos marados em uma partida com 50.
   Depois de uma brilhante carreira na NCAA, Johnson foi selecionado para NBA em 1979 na 7° posição, escolhido pelo Seatle SuperSonics onde atuou por duas temporadas. Em seu primeiro ano de liga jogou pouco tempo, apenas 8 minutos por partida e com uma média de 3.2 pontos e 1.4 assistências jogando como ala/armador, na sua segunda temporada atuando de armador foi titular em 81 partidas com médias de 13 pontos e 4.2 assistências.
Vindo do banco sempre ajudou a equipe
   Ele foi trocado para os Pistons em 1981, onde fez um papel fundamental na franquia de Detroit, sem conseguir ser o pontuador que era na NCAA, atuava vindo do banco para substituir Joe Dumars ou Isiah Thomas e cumpria muito bem seu papel. Ele ganhou o apelido de Microondas de Danny Ainge (Celtics) porque conseguia pontuar em pouco tempo e aquecer o ataque dos Pistons. Das temporadas que teve com os Pistons conseguiu ter médias de mais de 10 pontos e 3 assistências em nove delas, sempre contribuindo do banco e sendeo decisivo.
   O momento mais importante de sua carreira certamente foi o jogo 5 das finais de 1990, quando fez a cesta da vitória a 0,7 segundos do fim, garantindo assim o segundo título consecutivo dos Pistons. Esse arremesso lhe rendeu um novo apelido, 007. Depois da temporada 1990/91 ele foi atuar um último ano com o San Antonio Spurs onde teve médias de 8 pontos e 2.4 assistências. Depois de aposentado nas quadras atuou como comentarista de rádio nas partidas dos Pistons.
   Por sua brilhante carreira com os Pistons, em 1994 teve seu número #15 aposentado em sua homenagem no Palace de Auburn Hill. Deixou o basquete com médias de 12 pontos, 3.3 assistências e 3.2 rebotes, com toda certeza um dos grandes atletas que passou pelos Pistons, com o espirito de luta que combina com a organização e lhe rendeu dois campeonatos da NBA.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

"Chega de falar dos Knicks"

Melo não quer mais falar sobre o Knicks

   Ontem notamos as grandes diferenças existentes entre Oklahoma City Thunder e New York Knicks, comparando as cidades são absurdas e entre as equipes pior ainda. Melo, o ex-Knicks e atual membro do Thunder não parece estar torcendo para as luzes da cidade brilharem sobre sua antiga equipe.
   "Esse capítulo está encerrado. Chega de falar dos Knicks. Nós podemos apenas nos concentrar no Thunder, continuar progredindo, e no que precisamos fazer como equipe e organização". - disse Melo após a vitória do OKC sobre sua antiga equipe, os Knicks, segundo Frank Isola do Daily News.
   Algumas horas antes da partida, o ala do Thunder tweetou um texto não muito sútil, sobre o "inferno" que ele tinha passado. Sua estreia foi uma via de mão dupla, começou perdendo sete arremessos consecutivos, incluindo uma enterrada, mas se recuperou e terminou a partida com 22 pontos, acertando 8 arremessos em 20 tentados (40% de aproveitamento).
   Melo sempre destacou-se por sua habilidade de receber e chutar, e agora esse deve ser o papel lógico que vai assumir como a 3° opção do ataque atrás de PG e West. A primeira impressão da equipe foi promissora, claro contra o fraco Knicks era de se esperar a vitória, mas deve-se destacar que o trio anotou um total de 71 pontos, 28 de PG, 22 de Melo e 21 de West, um ataque invejável que se mantiverem as médias. 
   A próxima partida do Thunder é sábado contra o Utah Jazz em Salt Lake City, um jogo mais difícil mas um bom teste para o novo trio de Oklahoma.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Boas notícias

Recuperação é o mais importante

   A cerca de meia hora saiu uma notícia no The Score, a esposa e o agente de Gordon Hayward comemoram a cirurgia bem sucedida e sem complicações adicionais.
   O jogador foi submetido ontem a uma cirurgia por conta da fratura no tornozelo esquerdo sofrida na estreia da NBA. De acordo com Mark Murphy, do Boston Herald, o agente de Hayward, Mark Bartelstein disse sobre a cirurgia: "As coisas ocorreram perfeitamente na cirurgia. A boa notícia, contudo, é que não descobriram nada que não fosse esperado".
   Os exames haviam confirmado uma "lesão limpa", com um mínimo de danos fora da perna de Hayward, mesmo com a grave lesão e a fratura. Embora não se tenha uma previsão de volta para o atleta, o agente acha improvável que ele retorne ainda nessa temporada, dizendo que o foco agora a recuperação do atleta.
   "É um processo longo. Ele se sente muito bem com a cirurgia bem sucedida". 
   A esposa de Hayward colocou sua alegria e alívio no instagram. 



   Mesmo que fique fora dessa temporada, os fãs do basquete torcem pela recuperação desse grande jogador!

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Uma triste lesão

Camisa 20 de Boston sofre uma triste lesão

   A temporada mal começou e já deu um susto nos amantes do basquete, Gordon Hayward recém chegado no Boston Celtics sofreu uma lesão muito feia na noite de estréia da temporada. O jogador deslocou o tornozelo esquerdo e fraturou a tíbia, como reportou o treinador Brad Stevens, de acordo com CLNS Media Network.
   Com seis minutos de jogo Hayward saltou para receber uma ponte aérea de Kyrie Irving, mas caiu sobre sua perna esquerda e sofrendo uma lesão horrível, que deixou todos os atletas e torcedores aterrorizados com a situação. Logo em seguida a lesão o ala foi colocado em uma ambulância e foi para o aeroporto, onde voltou para Boston para fazer uma avaliação.
   Infelizmente os planos dos Celtics para temporada devem ser alterados, Hayward e Irving são as peças chave para o sucesso da franquia, duas contratações de peso que deixaram a equipe mais forte para conseguir ser o campeão do lado Leste. Ontem mostraram ter possibilidades de bater os Cavaliers, estavam jogando muito bem e chegaram a liderar a partida, a saída de Hayward foi um divisor de águas.
   Os planos de Brad Stevens agora mudam um pouco, Irving terá de pontuar ainda mais e ser o principal jogador da equipe, os jogadores novos terão de adaptar-se ainda mais e jogar de forma coletiva. Ontem Jaylen Brown anotou 25 pontos, Tatum teve um duplo-duplo de 14 pontos e 10 rebotes e Marcus Smart anotou 12 pontos e pegou 4 rebotes vindo do banco. Se esses jogadores conseguirem ajudar no ataque e na defesa, Tatum se desenvolver como novato, Irving conseguir pontuar, os Celtics tem boas chances de chegarem longe.
   A princípio a lesão de Hayward possuí um tempo de recuperação de 3 a 6 meses, o que significa que ele poderia retornar a tempo dos Playoffs. Ainda há esperança para a temporada do Boston Celtics, a lesão de Hayward pode ser apenas um grande desafio, vamos torcer muito pela recuperação do ala, pelo bem do basquete.