sexta-feira, 20 de outubro de 2017

"Chega de falar dos Knicks"

Melo não quer mais falar sobre o Knicks

   Ontem notamos as grandes diferenças existentes entre Oklahoma City Thunder e New York Knicks, comparando as cidades são absurdas e entre as equipes pior ainda. Melo, o ex-Knicks e atual membro do Thunder não parece estar torcendo para as luzes da cidade brilharem sobre sua antiga equipe.
   "Esse capítulo está encerrado. Chega de falar dos Knicks. Nós podemos apenas nos concentrar no Thunder, continuar progredindo, e no que precisamos fazer como equipe e organização". - disse Melo após a vitória do OKC sobre sua antiga equipe, os Knicks, segundo Frank Isola do Daily News.
   Algumas horas antes da partida, o ala do Thunder tweetou um texto não muito sútil, sobre o "inferno" que ele tinha passado. Sua estreia foi uma via de mão dupla, começou perdendo sete arremessos consecutivos, incluindo uma enterrada, mas se recuperou e terminou a partida com 22 pontos, acertando 8 arremessos em 20 tentados (40% de aproveitamento).
   Melo sempre destacou-se por sua habilidade de receber e chutar, e agora esse deve ser o papel lógico que vai assumir como a 3° opção do ataque atrás de PG e West. A primeira impressão da equipe foi promissora, claro contra o fraco Knicks era de se esperar a vitória, mas deve-se destacar que o trio anotou um total de 71 pontos, 28 de PG, 22 de Melo e 21 de West, um ataque invejável que se mantiverem as médias. 
   A próxima partida do Thunder é sábado contra o Utah Jazz em Salt Lake City, um jogo mais difícil mas um bom teste para o novo trio de Oklahoma.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Boas notícias

Recuperação é o mais importante

   A cerca de meia hora saiu uma notícia no The Score, a esposa e o agente de Gordon Hayward comemoram a cirurgia bem sucedida e sem complicações adicionais.
   O jogador foi submetido ontem a uma cirurgia por conta da fratura no tornozelo esquerdo sofrida na estreia da NBA. De acordo com Mark Murphy, do Boston Herald, o agente de Hayward, Mark Bartelstein disse sobre a cirurgia: "As coisas ocorreram perfeitamente na cirurgia. A boa notícia, contudo, é que não descobriram nada que não fosse esperado".
   Os exames haviam confirmado uma "lesão limpa", com um mínimo de danos fora da perna de Hayward, mesmo com a grave lesão e a fratura. Embora não se tenha uma previsão de volta para o atleta, o agente acha improvável que ele retorne ainda nessa temporada, dizendo que o foco agora a recuperação do atleta.
   "É um processo longo. Ele se sente muito bem com a cirurgia bem sucedida". 
   A esposa de Hayward colocou sua alegria e alívio no instagram. 



   Mesmo que fique fora dessa temporada, os fãs do basquete torcem pela recuperação desse grande jogador!

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Uma triste lesão

Camisa 20 de Boston sofre uma triste lesão

   A temporada mal começou e já deu um susto nos amantes do basquete, Gordon Hayward recém chegado no Boston Celtics sofreu uma lesão muito feia na noite de estréia da temporada. O jogador deslocou o tornozelo esquerdo e fraturou a tíbia, como reportou o treinador Brad Stevens, de acordo com CLNS Media Network.
   Com seis minutos de jogo Hayward saltou para receber uma ponte aérea de Kyrie Irving, mas caiu sobre sua perna esquerda e sofrendo uma lesão horrível, que deixou todos os atletas e torcedores aterrorizados com a situação. Logo em seguida a lesão o ala foi colocado em uma ambulância e foi para o aeroporto, onde voltou para Boston para fazer uma avaliação.
   Infelizmente os planos dos Celtics para temporada devem ser alterados, Hayward e Irving são as peças chave para o sucesso da franquia, duas contratações de peso que deixaram a equipe mais forte para conseguir ser o campeão do lado Leste. Ontem mostraram ter possibilidades de bater os Cavaliers, estavam jogando muito bem e chegaram a liderar a partida, a saída de Hayward foi um divisor de águas.
   Os planos de Brad Stevens agora mudam um pouco, Irving terá de pontuar ainda mais e ser o principal jogador da equipe, os jogadores novos terão de adaptar-se ainda mais e jogar de forma coletiva. Ontem Jaylen Brown anotou 25 pontos, Tatum teve um duplo-duplo de 14 pontos e 10 rebotes e Marcus Smart anotou 12 pontos e pegou 4 rebotes vindo do banco. Se esses jogadores conseguirem ajudar no ataque e na defesa, Tatum se desenvolver como novato, Irving conseguir pontuar, os Celtics tem boas chances de chegarem longe.
   A princípio a lesão de Hayward possuí um tempo de recuperação de 3 a 6 meses, o que significa que ele poderia retornar a tempo dos Playoffs. Ainda há esperança para a temporada do Boston Celtics, a lesão de Hayward pode ser apenas um grande desafio, vamos torcer muito pela recuperação do ala, pelo bem do basquete.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Heróis do passado: Joe Dumars

Um dos grandes da história da NCAA
   Fãs do Detroit Pistons, o texto de hoje é para matar a saudade dos Bad Boys. Relembramos hoje a carreira de Joe Dumars, que ajudou Isiah Thomas e os Bad Boys a vencer dois títulos da NBA nos anos 90 e era o mais tranquilo dos atletas da conhecida equipe violenta.
   Joe Dumars teve uma excelente carreira universitária, atuou por quatro anos pela Universidade Estadual de McNeese onde conseguiu médias de 22.5 pontos, 4.2 rebotes e 2.8 assistências. Na sua última temporada teve médias de 25.8 pontos, sexta melhor marca do país e de quebra terminou sua caminhada pela universidade como o 11° maior cestinha da história da NCAA com um total de 2612 pontos. 
   Sua carreira na NBA começou no Draft de 1985 quando foi a 18° escolha, draftado pelo Detroit Pistons por quem atuou em toda a sua carreira. Dumars teve uma primeira temporada discreta, anotou médias de apenas 9.4 pontos e 4.8 assistências, sendo titular em 45 dos 82 jogos que participou. Dumars despontou na liga realmente na temporada 1988/89 onde suas médias foram de 17.2 pontos, 5.7 assistências e 2.5 rebotes, mas o seu papel mais importante foi nas finais contra o Lakers, onde teve médias de 27.3 pontos na série final e foi eleito o MVP das finais. 
MVP das Finais de 1989
   Na temporada seguinte, mais uma vez foi fundamental em momentos decisivos, juntamente com Dennis Rodman foi peça chave na defesa de Chuck Daly conhecida como "Jordan Rules" que forçava o Bulls a jogar mais com os outros jogadores, isolando ou dificultando a vida de Jordan. Segundo o próprio Michael Jordan, Joe Dumars foi o melhor defensor que enfrentou em sua carreira. Chegaram as finais e bateram o Detroit Pistons para seu segundo título seguido.
   Apesar de ser membro dos Bad Boys como ficaram conhecidos pelo jogo duro e na maioria das vezes sujo, Joe Dumars era reconhecido por seu comportamento quieto e correto. Foi o primeiro atleta a ganhar o prêmio NBA Sportsmanship nomeado posteriormente de Joe Dumars Trophy.  Por tudo que fez para os Pistons teve o seu número (4) aposentado pela franquia, foi o único atleta a utilizar esse número na história da franquia. 
Executivo do ano em 2003
   Teve uma carreira brilhante, foi 6 x All-Star, 2 x Campeão da NBA, 1 x MVP das Finais, 1 x All-NBA Segundo Time, 2 x All-NBA Segundo Time, 4 x All-NBA Primeiro Time de Defesa, 1 x All-NBA Segundo Time de Defesa, NBA Primeiro Time de Novatos, como executivo ainda foi campeão da NBA em 2004 e eleito o Executivo do Ano em 2003. Teve médias de 15.6 pontos, 4.6 assistências e 2.3 rebotes por partida. 


sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Carmelo Anthony rejuvenescido

Big three promete

   Mudanças muitas vezes fazem bem para a nossa vida, trocar de carro, de casa, celular, cortar o cabelo que seja pode fazer muita diferença. Imagina então trocar de uma equipe fraca para um contender na NBA, é alegria instantânea.
   Mesmo que Melo fosse feliz em New York, sua cidade natal, tenha alcançado grandes marcas na carreira, as últimas três temporadas sem chegar aos Playoffs e as constantes turbulências da franquia estavam afetando o ala. Agora aos 33 anos, membro do Thunder o ala parece muito mais feliz como o próprio jogador disse à Michael Lee do The Vertical.
   "Esse sou apenas eu. Esse é Melo se divertindo novamente. Este é Melo motivado novamente. Esse é Melo tendo peças em volta dele, para quem possa jogar e para que jogar pra ele".
   O único ponto que Melo tem de ponderar ainda é se conseguirá encaixar seu jogo ofensivo, o OKC conta com dois atletas que demandam da bola para jogar, Paul George e Russell Westbrook. Com o que tem vivenciado nos treinamentos, ele não está preparado em não ter a bola nas mão por tanto tempo.
   "Tudo isso vai se juntar. Nós vemos isso nos treinos quando Russ está conosco. Nós vemos o potencial do que essa equipe será capaz de ser. Ele (Russ) tirou um fardo de mim. E tenho certeza que é o mesmo para Paul e Russ. Nós conversamos sobre essas coisas. Nós não queremos ter de fazer todas as noites, todas as jogadas, mas sabemos que precisamos trazer o nosso jogo todas as noites para sermos bem sucedidos".
   Juntar-se com o OKC para jogar com outras estrelas foi finalmente a escolha de Melo, já que estava exercendo a clausula de não ser negociado. Sendo a principal arma do Knicks por anos e sem conseguir o sucesso que sempre almejou, certamente poder fazer parte de um elenco mais forte no papel já é motivo de felicidade. 
   "Isso é algo que sempre quis. No final do dia, é basquete para mim. Com basquete, você faz ajustes".
   Nessa temporada OKC é uma das equipes que se têm mais expectativas, esse trio de PG, Russ e Melo vai ser empolgante, se o elenco em torno ajudar podem ir longe. Vale muito a pena acompanhar o Thunder esse ano. 

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Rir pra não chorar



   Como torcedor do Bulls o máximo que posso fazer esse ano é rir, pra não chorar. O elenco chora de ruim e ontem já demonstrou o que nos aguarda, pré-temporada é tempo de treino para começar bem a temporada e mostrar do que a equipe vai ser capaz, nesse caso tankar.
   Basta olhar o elenco e sabemos os objetivos da franquia nessa temporda, ou se preferirem deem uma olhada nesse vídeo e tirem suas conclusões:


   A equipe não conta mais com Michael Jordan, nem Scottie Pippen, muito menos Jimmy Butler, agora nos resta o astro Cameron Payne. 

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Zero

Fultz é esquecido em enquete para novato do ano

   Esse foi o número de votos que Markelle Fultz recebeu em uma enquete com os GM's da liga ao prêmio de novato do ano. Aparentemente ser a primeira escolha do Draft não basta para receber votos, nenhum dos 30 gerentes lembrou do jovem armador.
   O jogador de 19 anos não foi lembrado por ninguém, acredito que tenha relação com sua entorse no tornozelo durante a Summer League, deixando-o de fora da competição e sem poder mostrar seu potencial. O armador de Washington teve médias de 23.2 pontos, 5.9 assistências e 5.7 rebotes com 47,6 % de aproveitamento dos arremessos de quadra e 41,3% das bolas de três.
   Os jogadores mais votados foram:

   Lonzo Ball com 19 
   Ben Simmons com 7
   Dennis Smith Jr. com 2
   De'Aron Fox com 1 
   Jayson Tatum com 1. 

   Fultz disse à Kyle Neubeck do Phily Voice's: "Realmente não me incomoda. Sei do que sou capaz, eu sei quais são os meus objetivos. Eu realmente não me importo com isso, é o que eles pensam, essa é a opinião deles. No final do dia vou trabalhar para atingir meus objetivos e os objetivos da minha equipe".
   Enquanto para os GM's Fultz não aparece como favorito ao novato do ano, foi um dos mais votados para ser um dos melhores jogadores em cinco anos. O armador recebeu 21% dos votos junto com Jason Tatum, e Josh Jackson liderou com 24%. No mês de agosto já tinham feito uma pesquisa similar, Fultz aparecia como terceiro na corrida de novato atrás de Ball e Smith Jr. e em sexto para melhor carreira.
   Na minha opinião se tivesse que apontar hoje o novato do ano seria Ben Simmons, é um jogador diferenciado, muito parecido com Lebron James, um cara de 2,08 m que joga de armador a ala com muita facilidade. Têm uma visão de jogo absurda, bom arremesso, bom passe, explosivo e rápido, é um cara a ser batido, mas que já ficou uma temporada fora por conta de lesão no pé. Ainda assim, no quesito carreira, todos (Fultz, Ball, Simmons, Jackson) aparentam ter um futuro brilhante pela frente, mas é algo incerto, basta algumas lesões e acabam virando um Derrick Rose.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Heróis do passado: Chuck Daly

Chuck Daly: a lenda
   O texto de hoje não é sobre um jogador espetacular, falamos hoje de um treinador bem sucedido e que foi importantíssimo para o Detroit Pistons, tanto que possuí um número aposentado em sua homenagem. Vamos falar sobre Chuck Daly um treinador linha dura que primava pelo jogo físico, o chefe dos Bad Boys.
   Daly nasceu em Kane na Pensilvânia, onde fez seu ensino médio. Foi fazer universidade em St. Bonaventure por um ano, depois foi transferido para Universidade Bloomsburg na Pensilvânia. Sua carreira como treinador começou em 1955 quando voltou depois de servir dois anos no exército, foi treinar o Punxsutawney Area High School na Pensilvânia.
   Em oito anos com a escola conseguiu um recorde de 111 vitórias e 70 derrotas, partindo então para a carreira universitária em 1963 como assistente técnico de Vic Bubas na Universidade de Duke. Em suas seis temporadas em Duke, os Blue Devils ganharam a Conferência da Costa Atlântica e chegaram ao Final Four em 1964 e 1966. Depois disso em 1969 foi substituir Bob Cousy como treinador em Boston College com um recorde de 11-13 em seu primeiro ano e 15-11 no segundo.
   Em 1971 tornou-se treinador da Universidade da Pensilvânia, com 20 ou mais vitórias e o título da divisão nas suas primeiras quatro temporadas. Sua melhor temporada foi em 1972 quando conseguiu 25 vitórias e 3 derrotas, chegando a final  Regional da NCAA Leste, perdendo para a Carolina do Norte. Seu histórico final como treinador universitário foi de 125 vitórias e apenas 38 derrotas e na Ivy League foram 74 vitórias e somente 10 derrotas.
Com os Pistons viveu seu melhor momento
   Sua carreira na NBA começou em 1978 quando juntou-se ao Philadelphia 76ers como assistente técnico. Não demorou muito e conseguiu sua primeira chance como treinador principal em 1981 com os Cavaliers, na época fora o terceiro comandante da franquia, mas foi demitido antes da temporada acabar com um recorde de 9 vitórias e 32 derrotas. Em 1983 foi contratado pelo Detroit Pistons e ele mudou a cara da franquia, antes de sua chegada a equipe nunca tinha chego aos Playoffs, e com Daly foi para a pós-temporada em todos seus anos como treinador (1983-1992). Além disso, chegou a três finais de NBA consecutivas e venceu duas, batendo os Lakers de Magic, o Celtics de Bird e o Bulls de Michael Jordan.
   A equipe dos Pistons ficou conhecida como os Bad Boys, contando com uma defesa muito física e muitas vezes suja conquistaram a liga duas vezes, e foram uma das mais odiadas, senão a mais odiada, equipe da história do basquete.  Suas campanhas bem sucedidas lhe renderam a vaga no Dream Team, Daly foi o responsável por treinar e montar aquela equipe fantástica que marcou a história do basquete mundial. Com o fim da série de finais e títulos dos Pistons, na temporada de 1992/93 Daly foi treinar o New Jersey Nets por duas temporadas e teve a sua primeira aposentadoria. Em 1997/98 voltou para treinar o Orlando Magic por duas temporadas e retirou-se em definitivo.
Comando as lendas do Dream Team
   Daly é considerado um dos 10 melhores treinadores da história, é membro do Hall da Fama duas vezes, uma por sua carreira em 1994 e outra pelo Dream Team em 2010. Possuí na carreira 1075 partidas, 638 vitórias, 437 derrotas e 59,3% de aproveitamento. Seus melhores anos foram com os Pistons, em nove temporadas teve 467 vitórias e 271 derrotas com um aproveitamento de 63,3%.
   Seus feitos no basquete lhe renderam dois títulos da NBA, duas indicações no Hall da Fama, ser um dos treinadores TOP 10 da história e ter o número 2 aposentado em sua homenagem no Palace of Auburn Hills. Fica aqui nossa pequena lembrança por essa carreira espetacular.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Humorista do ano

Ari Toledo que se cuide

   LaVar Ball vai com certeza ganhar o prêmio de humorista do ano, deve fazer parceria com o pessoal da ESPN americana que fez a lista dos 100 melhores da temporada e o sucesso está garantido. 
   O papai mais falastrão da história da NBA fez sua previsão mais ousada (infundada) do ano. Para o patriarca da família Ball, com seu filho Lonzo liderando, ele acredita que os Lakers não apenas cheguem aos Playoffs da temporada 2017/18, mas vão bater o Golden State Warriors no que seria o primeiro título da franquia desde 2010.
   No podcast de hoje "Flagrant Two" da CBS Sports disse: "Eu tenho uma previsão para esse ano. Os Lakers irão ganhar 50 jogos, vão entrar nos Playoffs, e a história sera para Los Angeles, é Steve Kerr contra Luke Walton. Essa será uma história infernal para Los Angeles, porque eles não querem esse matchup. Luke sabe as tendências deles, para esse tipo de equipe. Ele os conhece. [...] Se eles os pegarem nas finais da Conferência Oeste, os Lakers vão pegá-los. E quando chegarem a final, meu filho não vai perder".
   Mas de todas essas previsões e histórias a mais interessante é essa, o senhor falador disse que seu filho caçula é melhor que Stephen Curry, e fala isso desde os tempos de UCLA. Enquanto os Lakers tiveram apenas 26 vitórias na última temporada os Warriors venceram mais uma final em três anos e são favoritos a mais um título.
   LaVar Ball é um poeta calado, dizer que seu filho é melhor que Curry sem nunca ter jogado na NBA é no mínimo engraçado, mas acreditar que os Lakers vão ser campeões é a piada do século.

Silver espera que os atletas respeitem o hino

Comissário acredita que atletas irão respeitar o hino

   Segundo John Chick do The Score, o comissário da NBA, Adam Silver, posicionou-se hoje como há um ano atrás. Disse que espera que os atletas da NBA respeitem o hino nacional, conforme as regras vigentes da liga.
   "Minha expectativa é que nossos jogadores continuem a se manter em pé no hino"- disse o comissário após uma reunião no Conselho dos Governadores, de acordo com Scott Cacciola do New york Times. Quando questionado se algum atleta que não respeite o hino seria punido, Silver disse que seria tratado de acordo.
   A NBA exige que os jogadores, treinadores e assistentes respeitem o hino nacional dos Estados Unidos e Canadá há décadas. As regras incluem também mascar chiclete ou ficar com as mãos no bolso à medida em que os hinos são tocados. 
   Na última temporada uma onda de protestos começou a emergir, depois que o quarterback da NFL, Colin Kapernick ficou ajoelhado durante a execução do hino americano. Na NBA alguns atletas encontraram uma lacuna na regra e mantiveram-se de braços dados durante o hino, mostrando sua união, algo que até então não parecia ser um problema pra liga.
   No ano passado Silver comentou sobre os hinos que manter-se em pé: "é o adequado a se fazer". As regras sobre o hino já foram testadas uma vez, em 1996, em um momento menos turbulento politicamente o armador Mahmoud Abdul-Rauf do Denver Nuggets ficou sentado em um jogo e ficou suspenso um jogo. Na época disse que o protesto era contra a tirania do governo norte-americano.
   O momento agora é muito mas delicado, o presidente Donald Trump deu declarações infelizes com relação a Kapernick e gerou uma onda imensa de protestos. Atualmente nos jogos da NFL raras pessoas respeitam o hino, os atletas, treinadores e outros membros da comissão técnica mantem-se de braços dados, ajoelhados ou sequer entram no campo durante a execução do hino como protesto pelo racismo que tornou-se recorrente nos EUA. Nessa semana o Golden State Warriors confirmou que não irá a Casa Branca fazer a tradicional visita dos campeões da NBA ao presidente, e provavelmente veremos muitos protestos, Popovich já se posicionou contrário ao presidente, Lebron é um dos líderes em defesa dos protestos, entre outros. Então podemos sim esperar muitas discussões, protestos, mas será que a NBA terá coragem de cumprir a regrar e punir seus atletas? Se isso acontecer e for realmente um jogo de suspensão e todas as equipes fizerem podemos ter rodadas que não vão acontecer, apenas uma suposição.
   Esse debate vai muito além do esporte e a atitude que esses atletas têm é fantástica, mostram o descontentamento com o governo e contra todos os preconceitos. No mínimo é um dos momentos mais fervorosos politicamente falando, vamos ficar de olho no desenrolar da história, mas ela está longe do final.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Heróis do passado: Dan Issel

   Hoje relembramos a carreira de um grande atleta por onde passou, em especial no Denver Nuggets onde teve seu número aposentado, depois de aposentado foi um dos treinadores da liga. Vamos contar a história de Dan Issel, um dos grande ala/pivôs, pivôs da liga, não conhece ele? Chega junto!
Fez sucesso em Kentucky, um dos melhores da história
   Issel jogou basquete universitário pela tradicional Universidade de Kentucky, onde foi treinado pelo lendário técnico Adolph Rupp. O jogador atuou por quatro temporadas com a UK, de 1966 até 1970, onde teve médias incríveis, em seu primeiro ano teve médias de 20.8 pontos e 17.8 rebotes, mantendo médias de duplo-duplo em todas temporadas. Em seu último ano teve médias de 33.9 pontos e 13.2 rebotes, e saiu da NCAA com médias de 25.8 pontos e 13 rebotes, anotando um total de 2138 pontos e 1078 rebotes. 
Começou a carreira na ABA
   Em seu período em Kentucky foi titular por três temporadas e liderou a equipe a três títulos da Conferência Sudeste e estabeleceu 23 recordes. Um dos mais marcantes perdurou por 39 anos, o recorde de pontos em uma partida que foi estabelecido em 1970 ao anotar 53 pontos contra Mississippi que só foi batido em 2009. Ele foi duas vezes All-American em três possibilidades e teve seu número 44 aposentado pela Universidade de Kentucky.
   Sua carreira profissional começou em 1970 quando foi selecionado pelo Kentucky Colonels da ABA e pelo Detroit Pistons da NBA, na oitava rodada na 122° posição. O atleta optou jogar na ABA e já começou dominando a liga, em sua temporada de novato teve médias de 29.9 pontoa e 13.2 rebotes, liderando a liga nas duas estatísticas. Ele foi o novato do ano juntamente com Charlie Scott, foi selecionado para o All-Star Game e All-ABA Segundo Time.
   Na temporada seguinte ficou ainda melhor, melhorou sua média de pontos para 30.6, foi novamente All-Star e MVP do All-Star Game com 21 pontos e 9 rebotes, e de quebra foi All-ABA Primeiro Time. Na temporada de 1974/75 os Colonels conquistaram a ABA, contando com Artis Gilmore extremamente dominante e com apoio de Dan Issel e suas médias de 17.7 pontos e 8.6 rebotes fundamentais para a conquista.
   Issel jogou seis temporadas  com os Colonels sendo o cestinha da liga em três delas, com o recorde de pontos em uma temporada (2538) e sendo All-Star em todas elas. Na temporada 1975/76 foi trocado para o Baltimore Claws e em seguida negociado para o Denver Nuggets. Com a equipe de Denver foi mais uma vez All-Star e manteve-se sempre produtivo, com médias de 20 pontos em cinco das oito temporadas em que atuou. O atleta aposentou-se na temporada 1984/85 recebendo o Prêmio de Cidadania J. Walter Kennedy por seu excelente serviço comunitário. 
   Ele teve seu número 44 aposentado pelo Denver Nuggets, marcou na carreira 27000 mil pontos e quando aposentou-se ficava atrás apenas de Abdul-Jabbar, Doctor J e Chamberlain nesse quesito. Em suas 15 temporadas perdeu apenas 24 partidas, sendo conhecido como Cavalo pela saúde forte. Em 1993 tornou-se membro do Hall da Fama.
Um dos grandes nomes da história
   Depois de um tempo como comentarista dos jogos de Kentucky e posteriormente dos Nuggets, foi convidado para ser treinador do Denver em 1992. Dois anos depois levava a franquia aos Playoffs e fazia história, naquele ano os Nuggets tornaram-se a primeira equipe classificada na oitava posição a eliminar o primeiro colocado, Seatle SuperSonics em cinco jogos. Na temporada 1994/95 após ser criticado por seu estilo de treino, dizendo ter se tornado uma pessoa que não queria renunciou o cargo. Em 1998 retornou como presidente e gerente geral dos Nuggets, mas voltou as quadras em 1999 com inúmeras dificuldades, por conta de dificuldades para conseguir um novo dono e admitiu que isso estava atrapalhando seu trabalho como treinador.
   Em 2000 sofre um motim após criticar sua equipe em uma série de derrotas, os atletas simplesmente boicotaram o treino no dia seguinte a sua declaração. A equipe se encontrou mas terminou a temporada com um recorde de 40-42. Sua carreira como treinador acabou de maneira infeliz, em 2001 após uma derrota, um fã lhe criticou e Issel respondeu: "Vá beber outra cerveja, mexicano de merda". O incidente foi gravado por uma filial da NBC, ele foi suspenso por quatro jogos e se retratou no dia seguinte, mas a comunidade hispânica de Denver achava pouco a punição e pedia a sua demissão. Horas antes de retornar ao cargo, ele tirou uma licença para decidir sua situação e pediu demissão dia 26 de dezembro de 2000.
   Como treinador teve médias de 180 vitórias e 208 derrotas, com 46,4% de aproveitamento. Com exceção da vitória de 1993/94 sobre a equipe número de conferência, a carreira de Issel como treinador não teve muito brilho. Em contra partida como atleta, teve médias de 22.6 pontos, 9.1 rebotes e 2.4 assistências, foi 1 x Campeão da ABA, 7 x All-Star, 1 x MVP do All-Star Game, 4 x All-ABA Segundo Time, 1 x All-ABA  Primeiro Time, Novato do Ano, ABA-All Time de Todos os tempos, tem o número 44 aposentado pelos Nuggets.
   Com uma carreira tão boa essa homenagem é mais que merecida, abaixo um vídeo da carreira de Issel:

   

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Anthony Bennett tenta voltar a NBA

Bennett tenta voltar a NBA agora pelo Suns

   A primeira escolha do Draft de 2013, Anthony Bennet, está novamente tentando retornar para a NBA, mais uma vez. 
   Nessa sexta-feira o Phoenix Suns anunciaram a contratação do ex-jogador da UNLV, que é considerado por muitos como um dos maiores busts da história da NBA. Ele assina um contratado não garantido com os Suns, de acordo com Shams Charania do The Vertical, citando fontes da liga.
  A última vez que o ala jogou na NBA foi na temporada passada, autando pelo Brooklyn Nets participou de 23 partidas antes de ser trocado em janeiro com médias de 5 pontos e 3.4 rebotes em 11.5 minutos por jogo. Depois disso, atuou um total de 64 minutos em dez torneios diferentes com o Fenerbache da Turquia.
   Bennet não conseguiu cumprir o que era esperado dele, primeiro que sua escolha como 1° do Draft de 2013 foi inesperada, depois disso a sua classe teve um grupo de talentos que ninguém esperava (Antetokounmpo, Noel, Oladipo, C. J. McCollum, Dennis Schroder), e principalmente preocupações com sua saúde. Desde uma ruptura no manguito rotador, passando por apneia do sono e asma, o que efetivamente prejudicou seu condicionamento físico e afundou sua temporada de novato.
   Em suas quatro temporadas, todas por equipes diferentes e sem jogar mais que 57 partidas, Bennet tem médias de 4.4 pontos e 3.1 rebotes em uma média de 12.7 minutos em quadra. Números muito baixos para uma primeira escolha do Draft, pode ser que agora mais maduro e rodado em outra liga consiga jogar mais tempo na NBA e se manter em alguma franquia.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Sempre um Trail Blazer

Lillard fala sobre a fomração de super times e diz que não quer participar 

   Hoje em entrevista no programa Complex's Everyday Struggle o armador do Portland Trail Blazers, Damian Lillard, quando foi perguntado sobre Kevin Durant ter ido para o Golden State Warriors após ter 73 vitórias na temporada anterior, disse que não pessoalmente era um rumo que ele não tomaria.
   "Eu não teria feito isso. Por mim, não vou me juntar a ninguém". 
   O apresentador pergunta nem mesmo com Lebron James?
   "Como eu disse, não vou me juntar a ninguém. Eu não iria antes de ganhar um campeonato, de fazer a equipe e tudo isso. A menos que fosse como algo que não conseguisse controlar. Mas eu não teria feito isso".
   O anfitrião continuo insistindo para ver a postura do All-Star, se talvez ao envelhecer, mas Lillard se manteve firme. "Estou dizendo isso porque é assim que eu sinto, não como me sinto no momento". E acrescentou que não tem nenhum problema com quem persegue anéis. "Acho que se é isso que alguém quer fazer, não estou bravo com ele por isso. Estou apenas dizendo que não vou fazer".
   Essa não foi a primeira vez que o nativo de Oakland expressou seus sentimentos sobre o assunto. No ano passado, disse que tem muito orgulho de não se juntar a um super time e prefere fazer dos Blazers uma equipe competitiva. Ele foi aberto sobre o recrutamento de Anthony Davis, Carmelo Anthony e Paul George para Portland. Mas eles não conseguiram nada.
   Lillard teve médias de 27 pontos, 5.9 assistências e 4.9 rebotes por jogo e tem contrato até 2021 em Rip City. O armador parece determinado a passar toda sua carreira em Portland, seguindo os passos de Kobe, Duncan, Nowitzki. Torço sinceramente para que isso ocorra, mas sabemos como são os negócios na NBA, que o diga Isaiah Thomas.
   Abaixo segui o vídeo do programa que Lillard participou:


terça-feira, 19 de setembro de 2017

Uma velha história, uma nova versão

D12 e seus relacionamentos

   De acordo com Patrick Britton do The Score, Dwight Howard trouxe uma nova versão dos fatos ocorridos em 2012 e sua influência na demissão de Stan Van Gundy do Orlando Magic. 
   Segundo o pivô do Charlotte Hornets, o seu papel na demissão do treinador não foi o que todos acreditam. D12 admitiu que contou ao front office que o treinador não estava engajado com alguns atletas, mas revelou que o Magic que aproximava-se dele para procurar um novo treinador.
   "No verão anterior, o front office me perguntou sobre Stan, e disse a eles que achava que ele estava perdendo a voz sobre a equipe. Mas foram eles que disseram que deveriam começar a procurar por um novo treinador". - disse Howard à Lee Jenkins do Sports Illustrated.
   A versão de Howard é diferente da que Van Gundy revelou a mídia em 2012, quando falou aos jornalistas que seu pivô titular estava pressionando a direção do Magic para que ele fosse demitido. Van Gundy foi mandado embora após a eliminação na primeira rodada dos Playoffs de 2012, mas Howard não durou muito mais e foi trocado para o Lakers no fim do ano. 
   Howard é um jogador excelente, um pivô dominante e atlético como poucos na história, mas esses pequenos "problemas" extra quadras lhe acompanham. Ele é conhecido por ser um atleta complicado nos bastidores, sua saída dos Rockets têm muita relação com isso e seu relacionamento com Harden. No Lakers teve problemas com Kobe, vamos ver agora jogando com os Hornets se vai durar mais tempo. 

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Heróis do passado: Byron Beck

Byron Beck sempre aguerrido na quadra
   Hoje nossa série vai falar sobre um atleta do passado da NBA, antes ainda da ABA, um ala/pivô de sucesso na liga que atuou toda sua carreira pelo Denver Rockets e sucessivamente Denver Nuggets. Falamos da carreira de Byron Beck, um dos únicos atletas que atuou em todas as temporadas da ABA.
   Byron Beck começou jogando basquete por Kittitas High School de Washington, depois jogou basquete universitário pela Universidade de Denver, onde atuou por duas temporadas e manteve médias de 15.4 pontos e 10.5 rebotes com 55% de aproveitamento nos arremessos. 
   Começou a sua carreira profissional na ABA em 1967, quando foi a 3° escolha da segunda rodada pelo Chicago Bulls e depois parando no Denver Rockets, onde jogou por toda a sua carreira. Beck nunca foi um jogador muito atlético, mas foi um jogador que sempre trabalhou duro e era um reboteiro obstinado e eficiente, com os Nuggets participou de dois All-Star Games.
   Beck é um dos únicos seis atletas que jogou todas as nove temporadas da ABA, onde manteve médias de 12 pontos e 7.4 rebotes, levando os Nuggets aos Playoffs em todas as temporadas com médias ainda melhores de 13.8 pontos e 7.9 rebotes. Ainda atuou uma única temporada na NBA com médias bem baixas de apenas 4.7 pontos e 1.8 rebotes, sendo sua última temporada profissional.
Camisa 40 imortalizada pelos Nuggets
   Ele foi um dos jogadores que mais atuou na ABA, segundo da história no total de jogos disputados, top 20 em cestas tentadas, cestas convertidas, minutos jogados, 8° em total de rebotes. Apesar de não ter sido um dos grandes nomes da história, foi um atleta determinado e consistente, extremamente funcional para sua equipe, sempre chegando aos Playoffs e por conta disso foi o primeiro atleta dos Nuggets a ter seu número aposentado. Vale a recordação desse ícone da ABA e da franquia de Denver.


sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Nowitzki fala sobre a lealdade na NBA


   Muito se falou em lealdade após a troca que enviou Isaiah Thomas, Jae Crowder, Ante Zizic, a escolha de primeira rodada do Draft de 2018 e uma de segunda rodada de 2020 para os Cavs em troca de Kyrie Irving. Muitos apoiaram Irving por sua opção de ser trocado, querer mostrar sua capacidade e fugir da sombra de Lebron James. 
   Enquanto Kyrie foi elogiado, e criticado por alguns, os Celtics receberam inumeras críticas pela maneira como trataram Isaiah Thomas. Muitos atletas já demonstraram frustração com a franquia de Boston, mas eles trocaram um cara que fez tudo pela franquia, principalmente, ano passado após a trágica morte da sua irmã. 
   Sempre que falamos em lealdade nos esportes sabemos que é um assunto polêmico, que divide opiniões e debates. Atualmente quando entramos nesse assunto, quando um atleta resolve deixar uma equipe e as equipes fazem movimentações, geralmente é chamado de negócios (business), esse argumento ficou muito mais forte depois da saída de Lebron dos Cavaliers em 2010. Esse ponto, das trocas e "negócios" pode tornar-se algo rotineiro e até mesmo normal na NBA, mas não para alguém como Dirk Nowitzki que atuou e por uma única franquia, ele não se encontra totalmente confortável com essa nova NBA. Em entrevista na Rádio Sirius XM NBA disse:
   "Eu acho que sou da velha escola. Alguns desses caras que agora são estrelas são obviamente mais jovens e os negócios mudaram um pouco. Você sabe, eu não sabia o que esperar quando vim para Dallas, mas tudo acabou funcionando aqui. O caminho para chegar aqui, a comunidade me abraçou e queria que eu conseguisse, Cuban comprou a equipe no final da minha segunda temporada, foi uma grande parte do porque continuei aqui por toda minha carreira. Ele era um grande defensor meu. Ele é meu amigo e sempre me apoiou durante toda a minha carreira. Então estava aqui, eu pertenço a essa comunidade e sempre foi fácil pra mim ser leal. Mas eu entendo. A nova NBA é um pouco diferente. Trata-se de fazer dinheiro e ganhar e não mais sobre ser leal".
   O alemão sabe que vive uma situação única em Dallas e provavelmente somente ele vive isso, já que Duncan e Kobe aposentaram-se. Poucos proprietários da NBA têm o tipo de relacionamento que Dirk e Cuban possuem, e essa capacidade de trazer um lado pessoal para o nível comercial permitiu que ambos fizessem concessões em algumas negociações durante esse tempo. Em outros lugares não se tem esse tipo de relação, cito aqui o exemplo do Chicago Bulls que tentou trocar Scottie Pippen algumas vezes, que não soube cuidar de Jordan e nenhuma outra estrela como Rose e Butler. A relação de Dirk e Cuban é rara, o alemão se diz da velha escola, mas muito provavelmente sua relação com o dirigente foi o fator para ficar em Dallas.
   Muitos atletas pretendem ficar em uma franquia mas acabam sendo trocados, devido a disputas contratuais ou porque sentem que não estão recebendo as melhores oportunidades de competir como Lebron em 2010. De qualquer maneira, a lealdade na NBA realmente parece ser algo old school, os negócios falam mais alto uma hora ou outra e dificilmente outros Dirk Nowitzki apareçam. Jimmy Butler e Derrick Rose pra mim iriam ficar sempre em Chicago, nunca imaginei Isaiah Thomas e Kyrie Irving em outras franquias, são apenas negócios, infelizmente.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Wade não se importa com ranking da ESPN

Wade não se importa com ranking da ESPN

   O ala do Chicago Bulls não expressou nenhuma mágoa ou rancor sobre a sua posição no Ranking da ESPN para essa temporada. Nas duas últimas temporadas o atleta foi o 40° na temporada 2015/16 e o 46° na última temporada, mas esse ano não está nem entre os 100 melhores.
   Se formos analisar isso é quase um desacato a autoridade, por tudo que viveu na sua carreira e as médias que consegue manter aos 35 anos de 18.3 pontos, 4.5 rebotes e 3.8 assistências em 29 minutos de jogo. Wade deveria estar pelo menos entre os 25 melhores, temos ainda o exemplo de Carmelo Anthony como o 64°, isso colocou os dois atrás de Lonzo Ball que nunca jogou na NBA, de Robert Covington dos Sixers entre outros atletas que na minha opinião não são tão bons assim.
   Wade demonstrou não se importar com o Ranking feito pela ESPN e postou em seu twitter:

   "Os rankings não ganham campeonatos. Rankings não fazem sua camiseta ser aposentada (um dia) e não o colocam no Hall da Fama (um dia)".
   Parte da razão pela qual Wade teve essa colocação foi não ter causado impacto no Bulls que teve apenas 41 vitórias, com suas médias mais baixas da carreira em percentual de arremessos (43,4%) e assistências (3.8), tendo a sua pior média de pontos desde sua temporada de novato (18.3). Ainda assim, colocá-lo em uma posição tão baixa no ranking é absurdo, assim como Carmelo, como atletas que estão atuando na liga a 10, 12 temporadas são menos produtivos que atletas que ainda não estrearam? Parabéns aos envolvidos! ESPN gringa foi bem demais.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Green elogia decisão de Kyrie Irving

Green falou sobre a saída de Irving

   Draymond Green é um cara um tanto quanto polêmico, que costumeiramente fala algumas bobagens e tem opiniões fortes. Dessa vez como apresenta William Lou do The Score, o atleta dos Warriors elogiou Kyrie Irving por sua decisão de juntar-se aos Celtics e querer ser o dono da equipe.
   Green admirava a confiança que Irving tinha na sua saída do Cleveland e o fato de deixar Lebron James. Ambos foram rivais nas últimas três finais da NBA e Green elogiou o ex-Cavalier por ter coragem de assumir a responsabilidade de vencer por conta própria. O ala comentou hoje em uma conferência de imprensa do patrocinador da franquia: "Ele basicamente está dizendo, sim, ok, estou pronto para ganhar. Isso é grande. Isso diz muito. Mas dizendo, mais uma vez, que ele não era agente livre. Ele podia ter ido para qualquer lugar, mas ele disse: muito bem, não importa para onde eu vou, irei fazer acontecer. Isso diz muito sobre como ele é como competidor, seu caráter".
   Essa troca pegou toda a liga de surpresa, quando Irving disse a diretoria que queria sair a liga ficou alvoroçada, mas sua permanência não era mais possível. Os Cavaliers procuraram a saída mais amigável possível, e claro, que pudessem tirar um proveito da mudança. O acordo com Boston trouxe para Irving a realização de seu desejo de ser trocado, mas lhe acarreta uma responsabilidade ainda maior, a de ser o protagonista e jogar longe da sombra de Lebron James. 
   Green completou dizendo que irving tem um novo obstáculo bem grande a sua frente, a pressão para conseguir vencer: "Muitas pessoas diriam que Lebron é o maior jogador do mundo e não digo isso em desrespeito a ele, mas para Kyrie dizer que não quer mais jogar com ele, querer a sua própria equipe ... você tem que absorver isso".
    A opção de Irving foi feita e essa temporada será de provações, se realmente valeu a pena essa troca, se ele conseguirá ser um líder nos Celtics, até onde esse Boston vai, etc. Só o tempo trará as respostas, mas com certeza essa troca fará com que os olhos se voltem para Irving e Lebron.
   

Heróis do passado: Tracy McGrady

Explosivo
   Hoje nossa série vai homenagear um dos caras mais incríveis que passaram pela liga, ícone dos anos 2000 e mais novo membro do Hall da Fama do Basquete, Tracy McGrady. Saudosistas colem aqui, pessoal que não conhece a fera, vem conferir esse texto.
   T-Mac nasceu em Bartow, Flórida, mas foi criado em Auburndale onde jogou no ensino médio basquete e beisebol por três anos, em seu último ano transferiu-se para Durham, Carolina do Norte, onde atuou por Mount Zion Christian Academy. No começo era um cara desconhecido, mas no campo de treino da Adidas ABCD conseguiu demonstrar todo seu talenteo, subindo no ranking de 175° para número 1 do país. A equipe de Mount Zion tornou-se a número dois do país, McGrady foi nomeado All-American, Jogador do Ano pela USA Today e Mr Basquetebol da Carolina do Norte.
Começo de poucas oportunidades
   Inicialmente ele iria jogar na NCAA pela universidade de Kentucky, mas decidiu tentar a sorte e se inscreveu para o Draft de 1997 saindo direto do ensino médio. Foi a nona escolha do Draft, selecionado pelo Toronto Raptors, onde não teve muito espaço no começo, em seu ano de novato teve médias de 13 minutos por jogo e médias de 7 pontos e 4.2 rebotes. Ele definiu seu ano de novato como um inferno, dizendo que sentia-se solitário e chegava a dormir 20 horas por dia. Com a saída do técnico Butch Carter, ele começou a receber mais tempo de jogo, mas deveria melhor sua ética de trabalho.
   As coisas melhoraram muito antes do lockout da temporada 1998/99, quando os Raptors selecionaram no Draft Vince Carter, primo distante de T-Mac. Ambos tornaram-se inseparáveis e na temporada seguinte impressionaram a liga com seu atletismo, com plasticidade nas enterradas e bandejas, em especial no Slam Dunk Contest. Antes de tornar-se titular, T-Mac foi concorrente ao título de sexto-homem do ano, e com a dupla de primos os Raptors chegaram aos Playoffs pela primeira vez na história da franquia. 
   Após o final da temporada 1999/00, quando tornou-se agente livre assinou um contrato de seis temporadas com o Orlando Magic, por três motivos: primeiro por não gostar de ter um papel secundário na equipe, segundo por poder voltar para a Flórida e terceiro, para ter a chance de jogar junto com Grant Hill. Hill iria jogar apenas 47 partidas em seu tempo com o Magic, o que tornou McGrady o protagonista incontestável.
Magic e temporadas mágicas
   Durante a temporada 2000/01 T-Mac superou todas as expectativas e chegou dominado a liga com médias de 26.8 pontos, 7.5 rebotes e 4.6 assistências, lhe garantindo sua primeira aparição no All-Star Game, primeira aparição em equipes All-NBA e vencendo o prêmio de MIP. Sua temporada foi tão boa que o manager do Bucks disse que T-Mac era um dos cinco melhores talentos na liga. Levou o Magic aos Playoffs mas caíram na primeira rodada para o Bucks em quatro jogos. Na temporada seguinte foi novamente All-NBA mas desta vez Primeiro Time, foi mais uma vez All-Star e fez aquela enterrada que é lembrada até hoje usando a tabela e chegou novamente aos Playoffs perdendo na primeira rodada. A evolução continuava e na temporada 2002/03 foi o cestinha da liga e terminou em quarto na votação para MVP, mas mais uma vez caiu na primeira rodada dos Playoffs por 4 a 3 de virada para o Detroit Pistons. Na temporada seguida, sua última com o Magic muitos atletas se lesionaram e o ala jogou praticamente sozinho, vencendo novamente o prêmio de cestinha da liga e marcando sua maior pontuação da carreira (62 pontos), o Magic terminou o ano com o pior recorde do leste.
Houston a equipe que mais defendeu
   Sua chegada ao Houston Rockets foi através de uma troca que envolveu sete atletas, T-Mac estava feliz e ansioso para jogar ao lado de Yao Ming, e logo depois de chegar assinou uma renovação de contrato de três anos. Os Rockets sofreram para começar a temporada com um recorde 16-17 em 33 partidas, mas com um desempenho dos mais impressionantes da história do basquete de T-Mac, na vitória sobre os Spurs o ala anotou 13 pontos em 35 segundos. A equipe se recuperou e terminou a temporada com 51 vitórias e terceiro melhor recorde do Oeste, perdendo na segunda rodada no jogo sete para o Dallas Mavericks. A temporada seguinte foi decepcionante, em 2005/06 T-Mac jogou apenas em 47 partidas por espasmos nas costas e a equipe nem classificou para os Playoffs.
   A temporada seguinte começou com T-Mac sofrendo com as costas novamente, perdendo sete partidas, mas ele começou um tratamento pois acreditava que estava perdendo velocidade e explosão. Por conta disso, ele tornou-se a segunda opção de pontuação da equipe, e infelizmente foram novamente eliminados na primeira rodada dos Playoffs em sete jogos. Mas a temporada 2007/08 começou com o pé direito, ganhando 22 partidas seguidas, a quarta maior sequência da história e sem Yao Ming, T-Mac se mostrou otimista e disse que não tinha tido esse tipo de confiança em seus companheiros antigos. Nos Playoffs ele estava com lesões no ombro e no joelho, fazendo injeções para dor e drenagem para poder atuar e mesmo assim foram eliminados em seis jogos pelo Jazz. 
Sempre explosivo, até as lesões aparecerem
   Os resquícios dessa temporada se refletiram no começo de 2008/09, quando T-Mac perdeu 18 jogos por conta de uma artroscopia no joelho e no ombro esquerdo. Depois de retornar sofreu mais uma lesão no joelho, fazendo uma cirurgia de microfratura, lhe tirando do resto da temporada. Na temporada seguinte ainda estava se recuperando do joelho, limitado a apenas sete minutos de jogo, depois de seis jogos foi colocado a disposição de trocas.
   Aqui aproximou-se o fim de sua carreira, T-Mac rodou por três equipes em três anos, Knicks, Pistons e Hawks, sempre com médias baixas (menos de 10 pontos, 5 rebotes e 5 assistências) e perdendo muitos jogos. Em 2012 foi jogar na China, na CBA pelo Quingdao DoubleStar Eagles onde teve médias de 25 pontos, 7.2 rebotes e 5.1 assistências, ao final da temporada assinou com os Spurs e jogou as Finais da NBA, mas perdendo para o Miami Heat sua única chance de vencer um campeonato. Em 2013 T-Mac se aposentou.
   T-Mac foi um dos grandes astros dos anos 2000, extremamente explosivo, habilidoso e inteligente, marcou a sua geração como um dos grandes. Deixou a liga com médias de 19.6 pontos, 5.6 rebotes e 4.4 assistências, foi 7 x All-Star, 2 x All-NBA Primeiro Time, 3 x All-NBA Segundo Time, 2 x All-NBA Terceiro Time, 2 x Cestinha da liga e MIP de 2001. Se não fossem as lesões estaria jogando ainda hoje, foi um dos grande atleta e mais um daqueles nome que não vence um título da NBA mas como o próprio T-Mac disse em seu discurso do Hall da Fama: "entrar no Hall da Fama vale muito mais que um anel".


   

sábado, 9 de setembro de 2017

Muito merecido

Parabéns T-Mac

   Ontem a noite um dos atletas que mais curti ter acompanhado a carreira foi introduzido no Hall da Fama. Um ala explosivo e muito habilidoso, que tinha um arremesso matador e que fazia malabarismos no ar, o cara que anotou 13 pontos em 35 segundos e é reconhecido por isso até hoje. Eu to falando do T-Mac, Tracy McGrady, ala que fez sucesso por onde passou na liga e que mereceu muito esse lugar na meca do basquete mundial.
   T-Mac entrou diretamente do high school para a NBA, foi a nona escolha do Draft de 1997 pelo Toronto Raptors. Teve as duas primeiras temporadas da carreira bem discretas, com médias inferiores a 10 pontos por jogo, mas a partir da temporada 1999/00 tornou-se o T-Mac que todos respeitam e admiram. Ele é um dos melhores atletas dos anos 2000, foi 7 x All-Star de maneira consecutiva entre 2001 e 2007, anos em que teve médias superiores as 24 pontos por jogo, foi o MIP da temporada 2000/01, cestinha em 2003 e 2004 e 7 x All-NBA.
   As melhores médias teve durante suas temporadas com o Orlando Magic, 28.1 pontos, 7 rebotes e 5.2 assistências, jogou três temporadas com o Toronto Raptors com médias de 11.1 pontos, 5.5 rebotes e 2.5 assistências e com o Houston Rockets passou seis temporadas de médias de 22.7 pontos, 5.5 rebotes e 5.6 assistências. Suas médias nos Playoffs são incríveis, apesar de nunca ter ido muito longe como protagonista (jogou as Finais de 2013 com os Spurs, mas , com o Magic tem médias de 32 pontos, 6.5 rebotes e 5.9 assistências e com os Rockets 27.7 pontos, 7.1 rebotes e 7 assistências, literalmente levando os times nas costas, ou sendo o protagonista incontestável.
   Seus feitos são maiores que isso, seu jogo de 13 pontos em 35 segundos garantindo uma vitória do Hockets sobre os Spurs são um dos momentos mais incríveis da história da NBA. Infelizmente T-Mac faz parte da lista de grandes atletas que não ganharam um anel de campeão e as lesões lhe tiraram um pouco de vida útil. Ainda assim, com apenas um ano na CBA (liga Chinesa) teve o seu número 1 aposentado por Qingdao DoubleStar Eagles, mesmo tendo ficado em último na temporada. Aposentou-se da NBA com médias de 19.6 pontos, 5.6 rebotes e 4.4 assistências.
   Ontem na cerimônia da coroação de seu legado T-Mac contou sobre sua aceitação de fazer parte dessa classe: "Comecei a pensar sobre todos os grandes da NBA, que fizeram tantas coisas boas, e então comecei a me comparar com eles, É muito fácil focar no que você não teve e não conseguiu, mas sou grato pelas pessoas que acreditaram em mim, apenas talvez quando nem sempre acreditei em mim". O ala disse também que um lugar no Hall da Fama é bem melhor que um título da NBA e encerrou seu discurso dizendo: "Bem, neste dia, posso orgulhosamente dizer, bem eu mereço isso sim estar aqui. Estou realmente embaraçado, orgulhoso e agradecido de estar na Classe de 2017".
   Parabéns T-Mac e obrigado pela chance de vê-lo jogar!


quarta-feira, 6 de setembro de 2017

É treta!

Isaiah Thomas alfineta sua antiga equipe

   Isaiah Thomas chegou aos Cavaliers e já fez um comentário no mínimo polêmico. Para o ex-armador dos Celtics, a franquia de Boston não vai melhorar em nada com a chegada de Kyrie Irving.
   O armador escreveu hoje no Players Tribune: "Eu não concordo com isso, apenas pessoalmente, eu não acho que o Boston Celtics melhorou fazendo essa troca". Thomas não tem dúvidas de como o gerente geral Danny Ainge agiu, para ele foram apenas negócios. "Mas, no final do dia, esses acordos apenas se deparam com uma coisa: negócios. Portanto não há ressentimentos no final disso. Eu sou um homem crescido, eu sei onde entrei quando me juntei a essa liga, e até agora têm sido mais bençãos que maldições. Não estou sentado aqui escrevendo isso por que sinto que fui injustiçado. Não fiquei ofendido. Era o direito do Boston me trocar".
   Além de Thomas que liderou a franquia em pontos nas últimas três temporadas, a equipe mandou Jae Crowder, Ante Zizic e uma escolha de primeira rodada do Brooklyn Nets de 2018. Sem falar em Avery Bradley um dos melhores defensores da liga que foi trocado para o Detroit Pistons.
   Em contrapartida, chegaram em Boston, Gordon Hayward e Kyrie Irving, renovando totalmente sua estrutura de liderança. Thomas, Bradley e Crowder ajudaram o Boston a criar uma mentalidade de jogo, só resta saber se ela será mantida. Mas tudo isso é passado para o capeta em forma de guri, seu foco agora é conseguir novos fãs com os Cavaliers. Ele deixou o recado:
   "Você não vai querer mexer com os Cavs esse ano. Esse será um ótimo ano para ser fã dos Cavs, um excelente ano. E estou ansioso".
   Essa declaração do Thomas é boa, gera uma discussão bem forte. Mas até que concordo com ele, apesar de achar o Irving melhor armador que o baixinho, a troca foi mais vantajosa para os Cavaliers. Os Cavs receberam uma boa moeda de troca (pick dos Nets), Ante Zizic que é um grande atleta e com um futuro brilhante e Jae Crowder um ótimo defensor e pode deixar Lebron descansar mais, ou até jogar com Lebron e fortalecer a defesa. Os Celtics receberam Hayward que é um bom ala, mas que deixa a desejar muitas vezes, principalmente nos Playoffs, Irving que é um dos melhores armadores da liga, Marcus Morris no lugar de Avery Bradley que é um dos melhores defensores da NBA. Vejo os Celtics mais fracos nessa temporada, a sua defesa enfraqueceu consideravelmente e o ataque não melhorou tanto assim, o Cavaliers deve levar ainda mais facilmente o título da conferência leste e a colocação do Thomas me parece correta. 

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Amar'e Stoudemire deixa o basquete

Stoudemire se aposenta como campeão Israelense

   Amar'e Stoudemire aposentou-se no dia primeiro de setembro, após ser campeão Israelense pelo Hapoel Jerulasém o ex-seis vezes All-Star anunciou a aposentadoria na sua conta do Instagram.


   No seu texto de despedida o ala/pivô disse: "Quando decidi no verão passado me aposentar da NBA e me juntar ao Hapoel Jerusalém, minhas intenções foram de ajudar esta equipe, desta cidade sagrada a ganhar meu primeiro título com a equipe e o segundo da história da franquia. Estou extremamente orgulhoso de que não só conseguimos atingir esse objetivo, mas que essa conquista permitiu, sem dúvida, a melhor temporada que esta equipe já teve. Alcançando três finais nacionais, das quais ganhamos duas, além de uma aparição na semifinal da Eurocopa, conquistando individualmente o MVP do All-Star Game e chegando a um jogo das finais, conquistando uma temporada realmente notável. Foi uma ótima viagem para mim e minha família, nós gostamos da cidade, das pessoas, dos lugares sagrados e, claro, dos fãs de Hapoel. Embora eu gostasse de voltar para outra temporada, a equipe, o treinador e eu não conseguimos encontrar um papel que me permitisse contribuir de maneira significativa, da forma que sempre estive acostumado a jogar, eu sinto que é minha hora agora, de retornar a posição de acionista e fazer essa equipe ainda melhor. Gostaria de agradecer o presidente Ori Allon, e toda a organização do Hapoel por me dar a oportunidade de me aposentar como campeão e fazer isso na cidade mais sagrada tornou ainda mais especial. Desejo aos meus companheiros de equipe, amigos e fãs uma excelente temporada. Yalla Hapoel !!"
   Stoudemire disse que agora aos 34 anos permanecerá como acionista, para tornar a equipe ainda melhor. Na final o jogador anotou 6 pontos e pegou 7 rebotes na vitória de 83-76 sobre o Maccabi Haifa. No último verão Stoudemire se aposentou da NBA após um contrato de um dia com os Knicks, mas em junho sugeriu que um retorno a principal liga de basquete do mundo não estava fora de questão.
   De qualquer maneira Stoudemire foi um dos grandes jogadores que vi, um ala/pivô dominante e que tinha uma explosão absurda. Foi um excelente atleta, rendendo muito no Phoenix Suns onde jogou oito temporadas, por onde foi novato do ano e cinco vezes All-Star (a sexta vez foi com os Knicks). Teve uma boa carreira, foi a 9° escolha do Draft de 2002 pelo Suns vindo diretamente do ensino médio  e terminou a carreira na NBA com médias de 18.9 pontos e 7.8 rebotes , teria sido ainda mais incrível se não fossem as lesões que lhe encurtaram a carreira.