quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Greg Oden dá adeus as quadras

Fim da linha

   Greg Oden será conhecido eternamente como um dos maiores busts da história da NBA. O jogador que foi primeira escolha do Draft de 2007, pode não ter tido uma vida justa, mas sempre há esperança. Oden retornou para o lugar onde teve mais sucesso, Ohio State Universuty, aos 28 anos como aluno do segundo ano matriculado no programa indústria do esporte.
   Além disso, nessa temporada ele está ajudado o Treinador Thad Matta como assistente de alunos. Isso é o mais longe que ele vai com o basquete.
   "Acabou. Eu queria ficar em torno do basquete e o treinador me deu a salvação para estar aqui, para me dar algo para fazer com minhas tardes." - disse Oden à Indianapolis Star's Dana Hunsinger Benbow, sobre seu desejo de continuar a carreira profissional.
   Sua história continua sendo um conto cauteloso. A mesma franquia que selecionou Sam Bowie na frente de Michael Jordan em 1984, selecionou Greg Odem na frente de Kevin Durant em 2007, o Portland Trail Blazzers e suas boas escolhas. Depois de lesões no joelho que lhe custaram 82 jogos em duas temporadas, Oden estava fora da NBA até seu breve retorno em 2013/14 com o Miami Heat. Ele jogou na China no ano passado, mas em janeiro foi liberado pela sua equipe.
   Fora das quadras incidentes, incluindo uma fuga bizarra de fotos nuas, e muito mais sério, abuso de álcool e uma bateria carregada, também seguiu um nativo de Indianapolis. Oden disse que mudou-se para um caminho diferente, e está aconselhando os jogadores atuais sobre as armadilhas da vida na NBA.
   "Eu falei com eles sobre a situação e ir para os profissionais e o que é esperado."
   "Eu ainda estou tentando descobrir a minha vida. Desde que estive na quarta-série, tudo o que conheço foi o basquete. Estou apenas tentando trabalhar melhor na minha situação e definir alguma coisa para o futuro da minha família."
   Assim se encerra a carreira de um jovem, que está com apenas 28 anos, mas que não correspondeu as expectativas e sofreu com as lesões. Em Ohio State tinha médias de 15.7 pontos e 9.6 rebotes, mas na NBA em apenas 3 temporadas que realmente jogou teve médias de 8 pontos e 6.2 rebotes. Muito pouco para a primeira escolha do Draft, que tinha um potencial absurdo mas que foi apenas um jogador que passou pela NBA.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

"Um tapa na cara"

KD começa a temporada jogando bem, mas Warriors são atropelados em casa

   A era de Kevin Durant com o Golden State Warriors não começou como planejado.
   Na noite de abertura jogando em casa, o "super time" foi atropelado pelo San Antonio Spurs, por 129 a 100. KD anotou um duplo-duplo de 27 pontos e 10 rebotes, mas o dono do jogo foi Kawhi Leonard com 35 pontos e 5 rebotes. O astro disse depois da partida que o jogo foi um recado para sua equipe acordar.
   "É um tapa na cara. Nos acordou um pouco" - disse Duarnt aos repórteres, de acordo com Tim Bontemps do Washington Post.
   Mesmo com Durant liderando a equipe em pontos, e sendo o segundo em rebotes, atrás apenas de Draymond Green (12), o Warriors simplesmente não conseguia parar os Spurs. Durante o jogo todo não conseguiram conter as ações ofensivas, nem no garrafão nem no perímetro.
   "Eu acho que nossos rapazes ficaram envergonhados hoje. Eu sei que foi." - disse o treinador Steve Kerr após a derrota, segundo Marc Stein da ESPN. 
Pela primeira vez desde que Kerr assumiu como treinador, o Warriors estão abaixo de 50% de aproveitamento nos arremessos de quadra. O jogo de ontem pode ser apenas um susto, mas é bom os fãs ficarem ligados, de repente pode ter sido o primeiro aviso de uma temporada não tão doce e fácil como esperado, principalmente para KD.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Lebron James enaltece os fãs: "Vocês merecem tudo isso"

Lebron James se mostrou estar muito feliz pelo feio e pela noite de abertura

   Durante os preparativos para receber os anéis na cerimônia de abertura hoje a noite, ninguém foi mais assediado do que o cara que efetivamente encerrou o jejum de 52 anos sem títulos da cidade.
   Nos momentos que antecederam a cerimônia na Quicken Loans Arena, o nativo de Ohio, Lebron James twittou aos fãs de Cleveland:

   "Que dia para essa cidade! Eu estou tão humilde e honrado de poder trazer toda alegria e felicidade! Vocês merecem ... tudo isso! Leve tudo em consideração é tudo para vocês! Não poderia pensar em um lugar melhor para estar nesse momento hoje a noite!"
   Como Lebron disse em sua fala aos torcedores que essa noite jamais será esquecida para quem mora em Clveland, ou é de Ohio. The King tem razão, o que eles fizeram para a cidade e a virada que conseguiram são momentos que nunca serão esquecidos por nenhum fã de basquete. Parabéns aos Cavaliers!

Heróis do passado: Sam Cassell

Histórico em Florida State
   Vamos relembrar hoje a carreira de um dos grandes armadores dos anos 90 e 2000, jogador versátil e de grande qualidade defensiva. Ao lado de KG tornou o Tiberwolves uma equipe competitiva, hoje iremos falar sobre Sam Cassell.
   Cassell começo sua vida no basquete ainda jovem, jogando no ensino médio por Paul Lawrence Dunbar Comunnity High School, no leste de Baltimore em Maryland. Depois de formado passou um ano no Instituto Central Mayne em Pittsfield, dali foi recrutado pela Universidade de DePaul, mas foi declarado academicamente inelegível pelas normas da NCAA, acabando em San Jacinto College, em Houston no Texas, onde era conhecido como grande cestinha.
   Nas suas temporadas como junior e senior mudou-se para Florida State, sua última temporada foi a melhor, com médias de 18.3 pontos, 4.3 rebotes e 4.9 assistências além de liderar a Conferência ACC em roubos de bola. Florida State chegou até o Elite Eight com um recorde de 25-10, mas foram eliminados por Kentucky.
   Mesmo com o razoável sucesso que teve na NCAA, foi selecionado na 24° posição do Draft de 1993, pelo Houston Rockets. Ele jogou como backup para Kenny Smith, desenvolvendo uma reputação clutch, geralmente estava em quadra no último período de jogos apertados. Nos Playoffs ele foi uma pessoa importante, nas semifinais da Conferência Oeste, no jogo 7 contra os Suns anotou 22 pontos e pegou 7 assistências, e com 7 pontos anotados nos últimos 32 segundos em uma vitória contra os Knicks no jogo 3 das finais.
Duas temporadas, dois anéis
   Em sua segunda temporada recebeu mais minutos, atuando em todos os 82 jogos, e mais uma vez ajudou a equipe a conquistar outro título da NBA, anotando 31 pontos contra o Magic no jogo 3 das finais. Nos seus dois primeiros anos de liga, dois títulos. Na sua terceira temporada foram varridos na segunda rodada dos Playoffs, e Cassell foi trocado pela diretoria que procurava uma estrela para jogar com Olajuwon, Drexler e Smith.
   Cassell foi trocado com mais três jogadores por Charles Barkley, indo jogar pelo Phoenix Suns. O armador chegou e melhorou a equipe, mas com apenas uma temporada e mais 22 jogos foi para o Dallas Mavericks em uma troca por Jason Kidd. Novamente, no meio da temporada, mais uma troca, dessa vez indo para no New Jersey Nets. No final dessa temporada de muitas trocas, Cassell reassinou com os Nets, onde teve médias de 19.5 pontos, 7.6 assistências e 3.1 rebotes.
   Em 1999 foi novamente negociado, dessa vez chegando ao Milwaukee Bucks, onde foi comandado por George Karl e formou um big three com Ray Allen e Glenn Robinson. Em 2001 anotou 40 pontos contra o Bulls, a melhor marca de sua carreira, nessa mesma temporada caiu no jogo 7 das finais da conferência leste contra os Sixers. Com os Bucks atuou por quatro temporadas, depois foi trocado para o Minnesota Timberwolves, chegando em 2003 para viver a sua melhor temporada individual com médias de 19.8 pontos, 7.3 assistências e 3.3 rebotes. Ao lado de Kevin Garnett e Latrell Sprewell formaram o melhor trio da liga, chegando ao melhor recorde da franquia e da Conferência Oeste com 58-24. Na estreia dos Playoffs com os Wolves anotou o recorde de pontos da franquia (40), ele foi fundamental até machucar as costas e ter minutos limitados nas finais de conferência contra os Lakers, culminando na eliminação dos Wolves.
Talvez melhor época da carreira
   Na temporada 2004/05 os Wolves trocaram Cassell por Marko Jaric e Lionel Chalmers, considerada a troca mais desigual da história. Chalmers nunca mais jogou e Jaric foi trocado três temporadas improdutivas. Desde essa troca os Wolves não conseguiram voltar aos Playoffs. O armador teve sucesso nos Clippers, levando a franquia a seu melhor recorde 47-35, chegando aos Playoffs pela primeira vez desde 1997 e chegaram as semifinais de conferência, perdendo no jogo 7 para o Suns. 
   Em 2008 , tornou-se um agente livre irrestrito e apesar de propostas de Mavs, Nuggets e Suns, assinou com o Boston Celtics. Ele reencontrou velhos companheiros de equipe, Ray Allen e Kevin Garnett, e foi parte da equipe como membro do banco de reservas, o mais forte da NBA. Ele foi novamente campeão da NBA, seu terceiro anel e sua última partida como jogador profissional.
Assistente técnico desde 2009
   Na temporada seguinte, Cassell trabalhou como assistente de Doc Rivers, de forma não oficial, ainda elegível como atleta e sendo trocado para os Kings. Em 2009 começou a trabalhar como assistente técnico Flip Saunders no Washington Wizards, e John Wall credita a ele suas habilidades já que foi selecionado em 2010. A partir de 2014, Cassell começou a trabalhar no Clippers como assistente de Doc Rivers.
   Cassell teve uma memorável carreira na NBA, sempre sendo um diferencial nas franquias em que atuou. Ele marcou sua passagem na NBA como um jogador decisivo e um armador excelente, merecendo nossa recordação. Foi 3 x Campeão da NBA, 1 x All-Star e 1 x All-NBA Segundo Time, terminando a carreira com médias de 15.7 pontos, 6 assistências e 3.2 rebotes.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Retorno de Ben Simmons já está marcado

Janeiro será ano novo e vida nova para Ben Simmons

   De acordo com o treinador do Philadelphia 76ers, Bett Brown em entrevista hoje, o novato Ben Simmons estará de volta as quadras no ano que vem.
"Ben estará de volta em janeiro. Não é desgraça e pessimismo." - disse Brown, de acordo com o repórter do Philadelphia, Keith Pompeu.
   Simmons se lesionou no dia 4 de outubro, e nenhum calendário oficial foi informado, mas o tempo de recuperação esperado era de três meses, que mais ou menos combina com a declaração de Brown. O treinador estava em uma seção na quadra com os repórteres hoje, em relação a onda de lesões nos Sixers. Além de Simmons que está de molho, Jahlil Okafor está lidando com dores no joelho direito e Jerryd Bayless tem uma lesão no pulso.
   A primeira escolha do Draft e novato sensação, machucou o pé direito no começo do campo de treinamento, quando pisou no pé de um companheiro de equipe. Era mais uma amarga sensação para os fãs dos Sixers, já que viram por duas temporadas Joel Embiid sentado por conta de problemas nos pés.
   A ausência de Simmons por dois meses da temporada já surtiu efeito, os estatísticos já prevem Buddy Hield, Jamal Murray e até mesmo Joel Embiid como o Novato do Ano. Para Simmons esse período parado deve ser difícil, recuperando-se de lesão com a pressão de ser a primeira escolha e comparado a Lebron, e tendo de voltar voando para comprovar todo o seu potencial. Não queria estar na pele dele.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Dúvida

Entorse no tornozelo gera dúvidas para estreia

   O presidente do Boston Celtics, Danny Ainge disse hoje que o armador Marcus Smart não está descartado para a abertura da temporada na próxima quarta-feira (26) contra o Brooklyn Nets.
   "Nós não sabemos o suficiente para determinar se ele vai estar pronto para jogar na noite de abertura ou o quanto de tempo ele vai ficar fora. Obviamente vamos ter muito cuidado com ele ... nos próximos dias vamos ter uma indicação um pouco melhor sobre o tornozelo do Marcus, e saber o quanto inchou". - disse Ainge ao 98.5 do Hub'S Toucher and Rich.
   Smart deixou a quadra ontem a noite ainda no segundo período, quando sofreu uma entorse no tornozelo após um passe. O relatório inicial disse que ele poderia perder algumas semanas, mas Ainge não confirmou. "Não parecia ser tão terrível, mas ele estava com alguma dor por isso é um pouco preocupante".
   Smart está com um pouco de azar nessa temporada, indo para seu terceiro ano como jogador profissional o armador já havia perdido um tempo por conta do tornozelo esquerdo e lesões na perna esquerda. Os fãs de Boston esperam que não seja nada demais, afinal Smart é uma peça valiosa desse elenco, sempre colaborando com assistências, boa defesa e excelente visão de jogo.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Tyus Jones pode estar de saída

Tyus Jones sobre a mira de Pelicans e Sixers

   De acordo com Adrian Wojnarowski do The Vertical, Philadelphia 76ers e New Orleans Pelicans demonstraram interesse no armador reserva do Minnesota Timberwolves, Tyus Jones. 
   Os Wolves estão abertos para trocar Jones por um curto período, ao mesmo tempo em que resistem a propostas para o armador titular, Ricky Rubio. Minnesota selecionou Jones, natural de Minnesota, na 24° posição do Draft de 2015 depois de uma temporada de destaque em Duke. Jones teve média de 4.2 pontos em 37 partidas como novato, acertando apenas 35,9% dos arremessos de quadra. Porém, ser o MVP da Summer League ajudou o jovem de 20 anos a melhorar sua imagem para outras equipes da liga.
   Os Timberwolves comandados por Tom Thibodeau pretendem manter Rubio, no momento eles tem Kris Dunn, 5° escolha do Draft como o armador reserva, o que deixa Jones com pouco tempo de jogo. Para o ex-armador de Duke, uma troca pode ser o que falta para deslanchar a carreira, encontrar uma equipe que lhe de mais espaço e lhe possibilite uma evolução rápida, o jovem tem potencial e demonstrou na Summer League, vamos ficar de olho no que pode acontecer.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Vince Carter pode voltar ao Slam Dunk Contest

Air Canada pode participar do Torneio de Enterradas depois de 16 anos

   Quem está pronto para ver um veterano de 39 anos contra dois jovens de 21?
   O ex-campeão de enterradas, e provavelmente maior dunker de todos os tempos Vince Carter, não está pronto para descartar um potencial retorno ao campeonato de enterradas, mesmo beirando os 40 anos.
   "É possível. Não sei se eu poderia ganhar, mas gostaria de torná-lo interessante, para dizer no mínimo." - disse Carter recentemente aos repórteres.
   Mais do que apenas as dificuldades da idade avançada, Carter iria enfrentar dois jovens viciados em enterradas no auge da carreira, Zach LaVine (bicampeão) e Aaron Gordon que mostrou ser um monstro. Suas performances no último Slam Dunk Contest foram comparadas a de Vince Carter em 2000, tamanha qualidade e imponência de suas enterradas.
   Além disso, Carter é louco o suficiente para encarar os dois numa competição de enterradas. Ele teria o público todo em nostalgia torcendo e já provou no Acampamento de Treino que pode enterrar, cravando um windmill com muita facilidade para um senhor de 39 anos.
  Ele não seria o favorito, mas sua lendária trajetória lhe impulsionaria. Carter pode não ser mais Half-man, Half-amazing, mas com certeza ele tem lenha para queimar. Isso sim, com certeza, poderia ser o maio torneio de enterradas da história. Tomara que realmente aconteça.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Heróis do passado: Dave Cowens

Cowens teve uma carreira brilhante
   Hoje nossa série vai lembrar a carreira do Hall da Fama, Dave Cowens, atleta de uma carreira brilhante com o Boston Celtics como atleta, e de um breve período como treinador da NBA e WNBA. Fãs dos basquete, principalmente do Celtics, venham conferir esse post.
   Cowens começou sua carreira no basquete jogando em Newport Catholic High, em sua cidade natal, antes de jogar na Universidade de Florida State. Por Florida atuou por quatro temporadas, com números impressionantes, ele teve médias de 19 pontos, 17.2 rebotes e 51,9% de aproveitamento dos arremessos, terminando sua carreira universitária entre os 10 maiores cestinhas de Florida State. Ele é o líder de todos os tempos em rebotes da universidade com um total de 1340, detêm o recorde da equipe de melhor média de rebotes com 17.5 por jogo, e a segunda melhor marca de Florida com 31 rebotes contra a LSU. Em 1970 foi All-American Segundo Time e tem o seu número aposentado pela universidade.
   Com uma carreira universitária tão boa esperava-se que fosse bem selecionado, mesmo com alguns críticos dizendo que era muito pequeno para jogar como pivô (2,06 m). Cowens foi escolhido na quarta posição do Draft de 1970, muito por conta de recomendações de Bill Russell. Na chegada já mostrou serviço, foi All-Rookie Primeiro Time e dividiu o prêmio de Novato do Ano com Geoff Petrie, postando médias de 17 pontos e 15 rebotes.
Jogador All-Around de muita qualidade
   Sua constante evolução lhe rendaram o título de MVP da NBA e do All-Star Game de 1973, quando teve médias de 20.5 pontos e 16.2 rebotes, melhores marcas de sua carreira. Ainda assim, juntou-se a Bill Russell como MVP de uma temporada sem ser eleito para a Primeira Equipe do torneio. Conseguiu dois títulos da NBA com os Celtics, em 1973/74 e 1975/76 dominando o garrafão nas duas oportunidades, com médias, sucessivamente de 20.5 pontos e 13.3 rebotes e 21 pontos e 16.4 rebotes. 
   Em 1980 se aposentou das quadras, mas retornou em 1982, por pressão de Don Nelson seu ex-companheiro de equipe que treinava o Milwaukee Bucks. Ele atuou uma única temporada, e aposentou-se de vez. Depois da era como atleta começou a caminhada como treinador, ainda em 1978/79 atuou como treinador e jogador no Boston Celtics. Depois disso, treinou o Bay State Bombardiers da CBA em 1984/85, voltou a NBA como assistente dos Spurs entre 1994 e 96, foi treinador principal do Charlotte Hornets entre 1996/99 onde teve a melhor fase da carreira de técnico, e treinou o Golden State Warriors entre 1999/01. Ele foi o primeiro treinador do Chicago Sky da WNBA, antes de juntar-se a comissão técnica do Detroit Pistons em 2006.
Carreira de treinador durou até 2009
   Na sua carreira teve médias de 17.6 pontos e 13.6 rebotes, foi 2 x Campeão da NBA, 1 x MVP da NBA, 1 x MVP do All-Star Game, 3 x All-NBA Segundo Time, 1 x All-NBA Primeiro Time de Defesa, 2 x All-NBA Segundo Time de Defesa, Novato do Ano, eleito um dos 50 melhores jogadores da história, e tem o seu número 18 aposentado pelos Celtics. Seu estilo de jogo All-Around lhe renderam muitos bons frutos em sua trajetória, prova disso é que é um dos únicos quatro jogadores (junto com Pippen, Lebron e Garnett) a liderar a sua franquia em pontos, rebotes, assistências, tocos e roubos de bola, em uma temporada, em 1977/78. Com essa carreira brilhante não poderia ficar sem ser homenageado.

   

Como funciona o triângulo ofensivo?

Onze títulos, seis com o Bulls e cinco com o Lakers, todos com o mesmo sistema

   A poucos dias fiz um texto sobre mestre Zen, nosso amado treinador dizia que, o triângulo ofensivo não funciona hoje em dia por que as habilidades básicas necessárias do basquete não são mais ensinadas. Hoje compartilho com vocês um texto que escrevi para o NBA da Massa, explicando como funciona o sistema ofensivo mais conhecido e vitorioso do basquete.
   Quanto a esse ponto, não sei bem o que dizer, mas que realmente os atletas de antigamente eram mais completos isso é verdade. Porém, meu ponto aqui é de explicar o tão famoso triângulo ofensivo e mostrar o quanto ele é eficaz, da mesma forma que Phil fez com os 11 anéis que venceu.
   A jogada começa quando o armador passa para o ala e corre para o lado forte. O triângulo é criado pelo jogador no post do lado forte, no canto do lado forte, e o ala abre bem no lado forte, recebendo o primeiro passe. A opção inicial desejada é passar para o jogador no post do lado forte no bloqueio que está em boa posição de arremessar. Ele tem a opção de arremessar para a cesta ou passar para um dos dois jogadores no perímetro que estão trocando de lado, um corte para o fundo, ou para o ala oposto na cabeça do garrafão, para começar uma segunda opção.
   A segunda opção é um passe para o ala do lado fraco que instantaneamente passa para o topo do garrafão ou para a ala do lado forte. Se passado para ala as opções são arremessar, passar para o bloqueio do lado forte ou fazer um pick and pop com o ala. Existe ainda uma terceira opção para o ala do lado fraco, passar para o ala do lado forte, esse recebe o passe, corta para a cesta no backdoor. Enquanto isso, os alas trocam em um corta luz. O atleta com a bola pode passar para o ala do corta luz ou o ala saindo do corta luz, se eles estiverem marcados a opção é o arremesso.
   Descrito assim parece complexo, mas o sistema possuí variações ainda para marcação mais pressionada da defesa, ele é praticamente perfeito. As ideias básicas foram feitas por Sam Barry, treinador da Universidade de Southern California e desenvolvida por Tex Winter, ex-treinador do Houston Rockets e de Kansas State. Wnter foi auxiliar de Phil Jackson no Bulls entre 80 e 90, e nos Lakers nos anos 2000. Basicamente cada corta luz e passe tem um motivo e é ditado pela defesa, os atletas devem saber ler o jogo, passar bem, ter boa visão, poder de reação e movimentação boa.
   Nenhum sistema é mais eficaz que esse. Abaixo coloco um vídeo para entenderem melhor:


sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Para Kerr, na era das mídias sociais, Jordan seria ainda melhor

Kerr exalta Jordan na era digital

   Depois de ganhar três títulos com o Chicago Bulls em meados dos anos 90, o treinador do Golden State Warriors, Steve Kerr sabe que Jordan foi melhor que qualquer outro jogador naquela década.
   Kerr reconhece a brilhante carreira de Jordan, e acredita que se The GOAT jogasse na era das mídias sociais ele teria ganho mais do que seis títulos. "Teria existido tanto mais desrespeito. Ele poderia ter ganho mais títulos." - disse Kerr aos repórteres mais cedo.
   Não é nenhum segredo que Jordan utilizava a negatividade dos outros como combustível durante sua carreira, dessa forma, ele seria muito mais motivado se tivesse uma quantidade grande de tweets depreciativos, ou comentários desrespeitosos. Na era digital Jordan seria melhor ainda, além de ser muito superior a qualquer atleta na liga atualmente, ele ainda teria muito combustível para usar. 

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

O bom filho a casa torna

De volta a Boston

   Assim será encerrada a carreira de Paul Pierce, o ala de 38 anos, que atualmente joga pelo Los Angeles Clippers, anunciou hoje que sua intenção é de aposentar-se como um membro do Boston Celtics.
   The Truth disse na rádio SiriusXM NBA que tem planos de assinar um contrato de um dia em Beantown antes de aposentar-se oficialmente.  Pierce tornou-se sinônimo nos Celtics pouco depois de ser selecionado na 10° posição do Draft de 1999. Em 15 anos com os Celtics foi 10 x All-Star e 4 x All-NBA. Em 2008 foi campeão da NBA e MVP das finais.
   Em 2013/14 foi negociado para o Brooklyn Nets, onde ficou por uma temporada antes de rodar por Washington Wizards e Los Angeles Clippers.  O futuro Hall da Fama já havia anunciado que vai se aposentar esse ano, ele é o 4° em bolas de três, 8° em lances-livres e 16° em pontos na história da liga. É mais um brilhante atleta, de uma das gerações mais brilhantes da história que se aposentará e vai deixar o seu legado na liga, será doido ver mais um astro deixar as quadras. Já estamos com saudades The Truth.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

O triângulo ofensivo funciona

Phil Jackson ganhou onze anéis com o triângulo ofensivo

   O presidente do New York Knicks, Phil Jackson, continua defendendo o precioso triângulo ofensivo contra todos os críticos.
   Visto que os Knicks possuem um recorde de 49-115 com Phil Jackson coordenando, a equipe vai optar por um olhar diferente que não seja o famoso triângulo ofensivo. O recém contratado, Jeff Hornacek, novo treinador terá a permissão de organizar o ataque dos Knicks da maneira que quiser.
   No entanto, isso não quer dizer que o triângulo ofensivo falhou. Em vez disso, Phil Jackson culpa a falta de fundamentos no jogo de hoje para a falta de sucesso nos últimos anos.
   "O triângulo é uma história diferente. Como você ensina um sistema que requer tantas habilidades fundamentais para jogadores que realmente não foram ensinados algumas dessas coisas básicas, como trabalho de pés, passe, e todo aquele tipo de habilidade rudimentares que são aprendidas, que deveriam, o que mudou ao longo dos anos?" - disse Phil Jackson em um Podcast com Shaquille O'Neal, retransmitido por Stefan Brondy do New York Daily News.
   "É um jogo diferente". - acrescentou.
   O famoso mestre zen executou o triângulo ofensivo com sucesso na sua rota para onze anéis de campeão. Ele frequentemente aponta para os seus anéis quando o seu sistema favorito tem sido alvo de perguntas. No entanto, muitas vezes se argumenta que os jogadores de Phil Jackson eram a chave para o sucesso, não o sistema. O triângulo ofensivo não tem obtido resultados expressivos depois que as lendas, Michael Jordan, Scottie Pippen, Shaquille O'Neal e Kobe Bryant deixaram as quadras.
   Mas concordo o mestre zen, realmente as habilidades requeridas para o triângulo são básicas e muitos atletas bons não a tinham. Em seus livros "Onze Anéis" e "Cestas Sagradas" ele conta que Jordan e Kobe demoraram um pouco a se adaptar, e que alguns jogadores nunca executaram-no de forma correta, no Bulls alguns atletas foram trocados por esse motivo. Eu acredito no sistema de Tex Winter, ganhar 11 anéis com ele significa muito, provavelmente o sistema mais efetivo já criado para se conduzir uma equipe. Basta pensar nisso, Dennis Rodman conseguiu adaptar-se ao sistema e saber usá-lo, um cara que era problemático e muitas vezes de emoções fortes, encrenqueiro e que tinha as habilidades para isso. 
   Podemos pensar, talvez com Lebron, KD, CP3, Uncle Drew esse sistema funcione, atletas que aparentam ter as habilidades básicas para isso. O sistema consiste basicamente em isolar um triângulo no ataque, e deixar dois atletas abertos para necessidade de começar a jogada do outro lado ou finaliza-lá, não parece ser complicado, mas os Knicks não conseguiram colocá-lo em prática com Melo, Rose, Pornzingis e Noah, nem antes com Fisher. Para mim é o melhor sistema de ataque possível, foi o mais efetivo com certeza, e concordo com Phil Jackson que as habilidades básicas do basquete não são mais trabalhadas.

NBA Playbook e a Revista Mais Basquete

Anos atrás busquei construir uma revista de basquete. Alguns profissionais da área entenderam o objetivo: fortalecer o nosso basquete. Então, contribuíram e ainda indicaram pessoas capacitadas e dispostas a dedicar algum tempo em prol da divulgação do conhecimento e crescimento de todos - até mesmo o próprio ao mostrarem-se desprovidos de vaidade.

Hoje, pesquisando alguns temas de saúde e atividade física, encontrei este livro. É da NBA!!! Um livro de técnicos, para técnicos, com aspectos técnicos e táticos sendo analisados. Exatamente como a Revista Mais Basquete, que você pode baixar o número 1 e o número 2 nos links disponibilizados no final.

Não quero parecer mais do que sou: apenas um apaixonado pelo basquete. E nem bancar o pioneiro: NCAA e NBA fazem isto há décadas. Apenas reproduzi a grande ideia. Também quero apenas somar. Seja quando critico e aponto caminhos ou quando desenvolvo ações que julgo significativas para o crescimento do basquete. 

É fundamental que tenhamos em mente que ações como a que desenvolvi ocorrem por todo o país, com claro objetivo de desenvolver e fazer o basquete brasileiro grande. Resta perguntar: se temos objetivos comuns, como não conseguimos mudar nossa realidade?

Estamos na fase de estruturação de um novo ciclo olímpico e, quem sabe, recomeçamos a construir o basquete brasileiro com a contribuição de todos, cada qual colocando no cesto aquilo que pode doar?


                     





segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Heróis do passado: Lenny Wilkens

Lennu Wilkins, mito por onde passou
   Hoje nossa série relembra Lenny Wilkens, um dos grandes nomes da história do basquete, três vezes membro do Hall da Fama, e que fez muito sucesso como jogador e treinador. 
   Wilkens nasceu e foi criado em Bedford-Stuyvesant, um bairro do Brooklyn. No ensino médio estudou e jogou por Boys High School, jogando basquete com um futuro astro da MLB, Tommy Davis. Na universidade jogou basquete por Providence College, levando a equipe para a NIT e as finais da NIT pela primeira vez. Foi duas vezes All-American, e quando se formou deixou a equipe como o segundo maior cestinha da história com 1193 pontos, durante sua trajetória de três anos teve médias de 14.9 pontos e 7.3 rebotes, tendo o seu número 14 aposentado em 1996, o primeiro aluno da história a ter essa honra.
   Sua carreira na NBA começou em 1960, quando foi a 6° escolha do Draft pelo St. Louis Hawks, que perdeu a final da NBA para o Boston Celtics. Com Wilkens a equipe chegou constantemente aos Playoffs, em todas as temporadas em que esteve com franquia, mas nunca conseguiu vencer um título. Na temporada de 1967/68 ficou em segundo lugar na votação de MVP, perdendo para Wilt Chamberlain, quando teve médias de 20 pontos, 8.3 assistências e 5.3 rebotes. 
Última parada
   Ele foi trocado por Walt Hazzard e foi jogar no Seatle SuperSonics, onde passou quatro temporadas e foi All-Star em três delas. Em sua chegada já marcou boas médias, 22.4 pontos, 8.2 assistências e 6.2 rebotes, na sua segunda temporada com a equipe foi nomeado treinador principal e atleta. Mesmo sem chegar aos Playoffs enquanto Wilkens tinha um papel duplo na franquia, as médias melhoravam a cada temporada, chegando a 47 vitórias em sua última temporada com a equipe (1971-72), na temporada seguinte foi trocado de forma inesperada para o Cleveland Cavaliers, e a equipe dos SuperSonics caiu para um recorde de 26-56 sem o armador.
   Pelos Cavaliers atuou por duas temporadas, onde teve médias de 18.5 pontos e 7.7 assistências, depois foi para o Portland Trail Blazers onde terminou a carreira e teve as suas piores médias, 6.5 pontos e 3.6 assistências aos 37 anos. Deixou as quadras como jogador mas continuo como treinador, de 1969 a 1972 foi treinador dos SuperSonics, no Portland também foi técnico e atleta ao mesmo tempo. Quando se aposentou foi treinador em tempo integral de Portland, depois de uma temporada voltou aos SuperSonics para substituir Bob Hopkins, ele chegou e ganhou 11 dos primeiros 12 jogos, levando a equipe as finais e perdendo para o Washington Bullets em sete jogos.
   Como treinador levou os SuperSonics ao seu único título da NBA em 1979, passou por Cavaliers, Atlanta, Toronto e New York em 2005, onde se aposentou do esporte. 
Brilhante como treinador
   A brilhante carreira no esporte o tornou três vezes membro do Hall da Fama, como atleta, como treinador e como membro do Dream Team onde era o auxiliar técnico. Como treinador foi ouro em Atlanta 1996, é membro do Hall da Fama de Providence e do Hall da Fama Universitário. Deixou o basquete, como atleta, com médias de 16.5 pontos e 6.7 assistências, aposentou-se como o segundo maior passador da história, foi 9 x All-Star, 1 X MVP do All-Star Game, teve o número 19 aposentado por Seatle e é um dos maiores jogadores da história, como treinador foi 1 x Campeão da NBA, 1 x Treinador do Ano, 4 x Treinador do All-Star Game e um dos 10 melhores treinadores da história. 
   Fica aqui a nossa singela homenagem a esse multitarefas do esporte, parabéns pela brilhante carreira.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Basquete em cadeira de rodas, entrevista com o treinador da seleção Tiago Frank

Tiago Frank, gaúcho treinador da seleção de basquete em cadeira de rodas
Hoje trago aqui uma entrevista com Tiago Frank, gaúcho treinador da Seleção Brasileira de Basquetebol em cadeira de rodas, que fez uma brilhante trajetória nas Paraolimpíadas e segue em evolução. Tiago respondeu algumas questões sobre o esporte e sobre a emoção de participar das Paraolimpíadas em casa.

1. Como foi poder participar de uma Paraolimpíada em casa?

A atmosfera era incrível. O carinho da torcida com todos os membros da equipe, a energia na arena e parque paraolímpico, contagiou o grupo positivamente. Sem dúvidas, uma experiência única na vida dos atletas e dos membros da comissão técnica. Particularmente, fiquei feliz em presenciar esse clima de prestígio, aceitação e apoio para com o esporte paraolímpico. O espetáculo do basquete em cadeira de rodas surpreendeu o público. As arenas estiveram lotadas e a modalidade foi a mais procurada nos jogos.

2. Como foi controlar as emoções de estar jogando em sua casa? Sentiram muita pressão?

Atuar em um ginásio diante da torcida brasileira exigiu um elevado nível de concentração a fim de controlar as cargas emocionais. Acredito que todos os membros da equipe estavam muito envolvidos com o evento. É claro que no universo do alto rendimento a emoção em excesso atrapalha, pois dificulta uma tomada de decisão racionalizada. Por este motivo, trabalhamos constantemente o fortalecimento mental dos atletas. Porém, confesso que principalmente na estreia contra os EUA foi difícil manter o controle. Isso pesou e refletiu no jogo. Agora, foi sensacional o apoio da torcida durante todos os jogos, independente do placar ou resultado. Ter um grande público tão próximo e envolvido foi uma experiência nova, diferente do que estamos acostumados em partidas de campeonatos estaduais, nacionais e até mesmo no cenário internacional. Como isso se repetiu da primeira para as demais partidas, passou a se tornar natural e aprendemos a lidar com a situação, até mesmo, em usar a nosso favor.

3. Durante a preparação para os jogos como estava a motivação dos atletas? E a tua?

A motivação do grupo era alta. A expectativa de muitos em estrear em uma Paraolimpíada era grande. Por isso a necessidade em encontrar um ponto de equilíbrio a fim de utilizar o máximo de nossas potencialidades.

4. Como avalias a participação do Basquete em cadeira de rodas? Atingiram as metas planejadas?

Acredito que tivemos altos e baixos durante a competição. Como ponto alto, destaco a partida diante da equipe da Austrália, atual campeã Mundial. Enfrentamos os australianos na disputa do 5° lugar e saímos com um resultado positivo em uma partida bem equilibrada (70 x 69). Equipes como Austrália, Estados Unidos, Grã Bretanha, Espanha, entre outras, exigem um nível de excelência com alto padrão de jogo. Em alguns momentos pecamos em detalhes, o que comprometeu resultados, como o que ocorreu com a Turquia nas quartas de final por exemplo. Também penso, que este ponto alto em nossa última partida da jornada ocorreu , principalmente, por dois fatores: o amadurecimento da equipe e a capacidade de união do grupo. Todos acreditavam na força, o espírito de equipe, do início ao fim. Nosso objetivo era a inédita classificação para as quartas de final, algo que conquistamos com propriedade, pois classificamos em 3° no grupo. Atingir a 5° colocação foi um resultado positivo. Evidentemente que, observando a partida contra os Turcos em comparação com o que apresentamos com a Austrália, o "sentimento" é de que poderíamos ir mais além. Mas estamos satisfeitos por atingir nossos objetivos em termos de resultados, consequência do esforço e dedicação de todos os membros da equipe e também da diretoria do CBBC que proporcionou as condições necessárias, dentro das possibilidades, para a preparação da equipe.

5. Como avalias a diferença que a televisão deu aos jogos paraolímpicos, na aberta nem se transmitiu nada e na fechada com uma redução grande nas grades de programação? 

Espero que os Jogos Paralímpicos no Brasil tenham ajudado a impulsionar a conquista de um maior espaço na mídia. Se comparar com edições anteriores, houve avanços nesse aspecto. É evidente que minha expectativa é de que haja o mesmo reconhecimento dos Jogos Olímpicos, mas isso é um processo. Penso que o fato das arenas lotarem e da grande massa acompanhar os Jogos Paralímpicos impulsionará cada vez mais uma mídia especializada no segmento e uma ampla cobertura, afinal de contas, trata-se de um espetáculo e quem esteve nessa atmosfera percebeu o quão grandioso é o movimento Paralímpico. Praticamente todos os jogos de basquete em cadeira de rodas foram transmitidos, porém, a internet é um meio que também pode auxiliar nessa ampla difusão do paradesporto em todos seus níveis.

6. O Brasil superou suas expectativas nesses jogos?
Acredito que tenha contemplado a tua pergunta falando especificamente do BCR.

7. Como vês o futuro da modalidade? Acredita num crescimento de praticantes?

Sim, inclusive já existem fatos que comprovam esse aumento. Um exemplo disso é a ADD/SP que antes das Paralimpíadas recebia 5 pedidos por mês para participar das atividades, depois dos Jogos, em duas semanas, recebeu 53 pedidos. (fonte:
http://g1.globo.com/jornal-nacional/videos/t/edicoes/v/legado-da-paralimpiada-aumenta-o-interesse-pelo-esporte-adaptado/5341640/).
O basquete em cadeira de rodas é uma modalidade com grande procura entre os sujeitos com deficiência física elegíveis para a modalidade e existem diversas equipes distribuídas pelo Brasil. Porém é um esporte que exige um alto nível de comprometimento e dedicação para que o atleta venha a se desenvolver com uma elevada técnica, caso seja o desejo de representar uma Seleção Brasileira.
Também, devemos pensar nas categorias de base e a inserção da modalidade de basquete em cadeira de rodas nas Paralimpíadas Escolares, evento organizado pelo CPB. Esta ação poderia ajudar a alavancar novos adeptos, crianças e jovens com idade escolar. Uma ferramenta para viabilizar essa promoção seria por meio do basquete 3x3, pois seria mais fácil encontrar 3 alunos elegíveis em um único estado.

8. Qual o momento mais emocionante que vivesses nesses jogos?

As arenas lotadas e o carinho do público com os atletas. Além, é claro, dos últimos 21 segundos da partida entre Brasil e Austrália na disputa de 5º lugar.

9. Acreditas que temos chances de ser uma potência no esporte paraolímpico?

Sim, podemos considerar que já somos.

10. Deixe um recado aos leitores.

Com frequência, utilizava na preparação dos atletas passagens de livros de renomados técnicos de basquetebol, e essa frase de John Wooden sintetiza a concepção que tivemos de resultado no decorrer das Paralimpíadas:
"O sucesso é a paz de espírito proveniente da consciência de que você fez o maior esforço possível para se tornar o melhor dentro do seu potencial."

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Tim Duncan fazendo falta

Dupla pode se juntar, agora com ambos fora de quadra

   Kawhi Leonard não é o único Spur que está sentindo falta de Timmy.
   O treinador Greg Popovich disse aos repórteres antes da abertura da pré-temporada do San Antonio Spurs que ele estava se sentindo "um pouco solitário", sem seu discípulo de longa data e franchise player. Os dois alimentaram uma relação impecável entre jogador-treinador, por mais de 19 temporadas impecáveis, e o jogo de segunda-feira foi o primeiro de Pop sem Timmy desde 1996.
   "Você não vai treinar alguém por 20 anos. Isso é um longo, longo tempo." - disse Popovich sobre seu pupilo.
   Esse sentimento é aparentemente mútuo, já que Duncan começou sua aposentadoria na semana passada, porque participou do campo de treinamento dos Spurs. Os Spurs, por sua vez, esperam que Duncan junte-se a equipe para alguma posição, e Popovich tem insinuado que ele pode ser "treinador do que ele quiser", se ele desejar.
   "Se ele quiser fazer scout um pouco ou realizar um treino um dia, ou fazer uma viagem na estrada com a equipe durante a semana, estamos abertos ao que ele quiser. Estamos esperando contagiá-lo um pouco e ele vai querer fazer mais". - disse Pop aos repórteres ontem.
   Se Timmy aceitar qualquer cargo com os Spurs será incrível, um cara que jogou como ele, que sabe os atalhos da quadra e tem inteligência suficiente para ensinar os demais, é perfeito para ajudar Pop. Tomará que ele aceite algum cargo, ou queira participar, pro basquete seria maravilhoso, pros fãs dos Spurs nostalgia.

Heróis do passado: Bill Sharman

Um bom atleta na universidade
   Hoje vamos relembrar a brilhante carreira de Bill Sharman, jogador do Boston Celtics de muito sucesso dentro e fora das quadras, conquistando títulos como treinador e dirigente. Para quem não conhece essa lenda do basquete, da uma lida aqui.
   Bill Sharman, era um ala de 1,85 m que começou sua carreira como atleta após servir na Segunda Guerra Mundial como marinheiro, graduado pela Universidade de Southern California. Jogou beisebol e foi campeão em 1948 como 1° base, ao mesmo tempo em que jogava basquete e vinha em evolução constante. Sua primeira temporada teve médias discretas de 4.1 pontos, que evoluíram para 18.6 na sua última temporada, números que lhe fizeram ser All-American.
   De 1950 a 1955 jogou beisebol em uma liga menor, pelo Brooklyn Dodgers. Na verdade, ele foi chamado em 1951 para a equipe mas nunca se apresentou, o que lhe torna o único atleta da história a ser expulso de um jogo sem nem ter participado, quando o banco dos Dodgers foi expulso em uma partida. 
   Sharman foi a 17° escolha do Draft de 1950, selecionado pelo Washington Capitols, que após acabar foi para o Fort Wayne Pistons no Draft de dispersão, posteriormente negociado para o Boston Celtics. Na sua temporada de estreia atuou em 31 partidas, anotando 12.2 pontos, 1.3 assistências e 3.5 rebotes, médias que melhoraram com as temporadas. O ala foi um dos primeiros atletas de sua posição a ter 40% de aproveitamento de seus arremessos, ele liderou a NBA percentual de lances livres por sete temporadas (recorde da liga), sendo cinco consecutivas (recorde da liga). Ele ainda detêm o recorde de lances-livres consecutivos nos Playoffs, com 56. 
Ícone nos Celtics
   Sharman jogou por 11 temporadas na NBA, sendo 10 delas com os Celtics, foi o cestinha da equipe em duas oportunidades e teve média de mais 20 pontos em três temporadas. Foi 4 x Campeão da NBA, 8 x All-Star, 1 x MVP do All-Star Game anotando dez de seus quinze pontos no último período, 4 x All-NBA Primeiro Time, 3 x All-NBA Segundo Time. Aposentou-se aos 34 anos com médias de 17.8 pontos, 3 assistências e 3.9 rebotes, é um dos 50 melhores jogadores da história, membro do Hall da Fama como atleta e treinador, membro do Hall da Fama Universitário, tem seu número 11 aposentado pela USC e o número 21 pelos Celtics.
Brilhante carreira como treinador e dirigente
   Após um brilhante carreira como atleta, começou outra caminhada majestosa como treinador. Em 1962 foi campeão da ABL com o Cleveland Pipers. Em seguida foi treinar o Los Angeles State. Em 1970/71 foi treinador do Utah Stars, levando a equipe ao título, e sendo eleito treinador do ano. No ano seguinte renunciou seu contrato com os Stars e assinou com o Lakers, guiando Jerry West e Wilt Chamberlain, que conseguiram um recorde de 33 vitórias consecutivas e um recorde de 69-13, culminando no primeiro título dos Lakers em Los Angeles e o primeiro da equipe em uma década.
   Nessa temporada com o Lakers, ele foi eleito o treinador do ano, tornando-se assim um dos dois a conseguir ser campeão da ABA e NBA como treinador. Ele foi o treinador que criou o shootaround nas manhãs de jogo, para eliminar a tensão da partida, após o título do Lakers em 1972 todos adotaram seu método que já era utilizado desde o começo da carreira como treinador. Ele é apenas um de quatro membros do Hall da Fama como atleta e jogador. Como gerente geral dos Lakers foi responsável pela construção das equipes campeãs de 1980 e 1982, e como presidente supervisionou as equipes de 1985, 1987 e 1988, todas vencedoras.
   Sua trajetória no basquete é simplesmente absurda, ganhou títulos em todos os níveis que atuou, de atleta, treinador a dirigente, e mudou a forma de treinar atletas e aumentou o nível do jogo com sua qualidade de arremesso. Uma história que precisava ser relembrada, e apresentada.