terça-feira, 14 de setembro de 2010

Tribunal de Justiça Desportiva do Basquete Gaúcho

Amanhã, 15/9/2010, é um dia histórico. A Federação Gaúcha de Basketball instalará seu Tribunal de Justiça Desportiva como determina a Lei 9.615/1998 (alterada pela Lei nº 9.981/2.000). É a primeira grande mudança oficializada no nosso basquete, saindo das necessárias ações do cotidiano – sabemos que outros projetos estão em processo de elaboração e contribuirão com o crescimento do basquete gaúcho.
Segundo o Sr. Gilson Kroeff, presidente da FGB, o TJD do Basquete Gaúcho surge de uma parceria da FGB com a Faculdade de direito da ESADE e é uma iniciativa pioneira no esporte brasileiro. Esse convênio será vantajosa para ambas as partes: a FGB terá uma estrutura física (cartório, estagiários, material de escritório e etc..), fazendo com que tenhamos um Tribunal bem estruturado e a ESADE possibilitará aos seus alunos o convívio diário com as atividades de um Tribunal Desportivo, incluindo parte das atividades extra-curriculares dos alunos da Faculdade de Direito. Também teremos integrantes da ESADE serão auditores do TJD do Basquete Gaúcho.
Além disso, a isenção e imparcialidade da ESADE dará credibilidade ao TJD do Basquete Gaúcho e fará com que todos os envolvidos na modalidade (clubes, atletas,  árbitros e a própria FGB) tenham uma fiscalização sobre suas atitudes.
O Sr. Gilson concluiu informando que além do Convênio a ser assinado entre as partes no próximo dia 15, outras parcerias estão sendo estudadas no sentido de beneficiarmos os filiados da FGB e os alunos da ESADE.
Tudo isso direciona-se para a legislação brasileira citada no início dessa postagem, já que os órgãos da Justiça Desportiva são autônomos e independentes das entidades de administração do desporto. Dessa maneira, as melancias vão se acomodando na carruagem, cabendo a cada parte a realização do seu trabalho, sem interferência ou poder excessivo sobre o conjunto administrativo do basquete gaúcho.
A administração da FGB deve ser parabenizada pela iniciativa – surgida um ano após assumir a gestão da entidade e 12 anos após a obrigatoriedade de criação de um TJD nas federações estaduais. Deve mais: ser incentivada a buscar outras ações que profissionalizem o basquete gaúcho, pois isso atrairá investimentos e mostrará a seriedade que estão tratando o nosso esporte. Mostram com essa iniciativa, Gilson e Carlos Eduardo Thunm, e com a promessa de que outras projetos estão em desenvolvimento, interesse em resolver as necessidades do basquete gaúcho. Aguardarei notícias dos novos projetos.
Abaixo o convite para a assinatura do convênio FGB/ESADE e a lista inicial de auditores informados pela FGB, sem a identificação do seguimento que cada um representa (FGB, clubes, OAB, árbitros e atletas):

  1. Mauro Pippi da Rosa (ex-jogador e advogado);

  2. Roberto Juchem (ex-jogador, filho de ex-jogador e advogado)

  3. Rafael Maffini (ex-jogador, Advogado e Professor Universitário da PUC, AMAFE, IDC e outras)

  4. Daniel Dáló de Oliveira (ex-jogador, advogado e Professor Universitário da PUC)

  5. Luciano Hocsman (ex-jogador, advogado e Vice-Presidente da Federação Gaúcha de Futebol).

  6. Newton Motta (ex-jogador e advogado)

  7. Daniel Cravo de Souza (advogado, especialista em Direito Desportivo, advogado e Diretor do Sport Club Internacional).

  8. Nei Breitman (ex-jogador e advogado)
TJD_Basq_Gaucho

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Turquia 2010 após a derrota – parte 2

No esporte, respeito se conquista com vitórias. Derrota é sinônimo de fracasso. César Cielo disse isso quando avaliou que os resultados de julho/agosto passado não eram os esperados e que precisa ver o que estava fazendo errado nos treinamentos para obter melhores resultados nas próximas competições. reconheceu que fracassou em seus objetivos.
Portanto, fracassamos na Turquia. Se olharmos pelo lado dos resultados, ó vencemos os fracos e inexpressivos Irã e Tunísia e aquele jogo com a Croácia. O debate público e a avaliação interna precisam ocorrer agora. Na véspera dos jogos, com técnico definido e convocação realizada não é o momento mais correto. Por isso falo agora, dou minhas humildes sugestões no período de (re)construção da equipe, da elaboração do cronograma para 2011. Avaliarei em silêncio durante as competições que vierem e voltarei a me posicionar após a próxima competição. O bombardeio de críticas deve ser feito agora e lembrem-se que só quem se importa faz críticas, põe o dedo na ferida, se expõe. No caso, pelo bem do basquete.
Agora, o que penso do Brasil na Turquia-2010.
Temos seis (06) atletas revelados por Hélio Rubens entre 1999/2002 e ainda tem um que nunca – sim, NUNCA – defendeu o Brasil em um mundial e que qualificaria esse grupo significativamente. O nome dele é Maybyner Rodney Hilário (Nenê). Então, esses sete atletas ainda foram convocados para a Turquia 2010 e podem ir tanto ao Pré-Olímpico de Mar del Plata em 2011 como aos Jogos Olímpicos de Londres-2012, se conquistarem a vaga em 2011.

  • Dois desses atletas estão na NBA e dois na Europa. Na NBA, Varejão e Leandrinho, não são “o cara” em suas equipes, mas são parte significativa da equipe, como titulares ou sexto-homem. Nossos pivôs no mundial (Varejão e Splitter) são ótimos defensores, dominantes nos rebotes e capazes, técnica e fisicamente, de jogar na área restritiva do adversário com êxito. Temos o Nenê, esse sim o pivô (5) típico, junto com o Splitter, mas ele nunca defendeu o Brasil em mundiais e não merece ser esquecido, pois teve coragem de se envolver na politicagem da CBB e se opor a gestão anterior, que não é tão anterior assim, pois parte do pessoal permanece e o assessor do grego é o atual presidente;

  • Leandrinho, um ala-armador (posição 2) com bom arremesso, mas que esta habituado a jogar com movimentações/chaves que o colocam em condições de realizar um backdoor ou um jump equilibrado. O outro ala, membro dessa lista de 2002, é um guerreiro, um dos melhores defensores do nosso basquete, que contribui nos rebotes, na condução de bola… E ainda pontua com qualidade. Teve passagem na NBA, mas lesões o trouxeram de volta para o Brasil;

  • Da Europa veio o nosso armador, Huertas, que é mais um definidor (é o que faz no Caja Laboral) do que um organizador do jogo para a sua equipe. Não é um Teodosic (Sérvia) ou Prigioni (Argentina) que pontuam, mas o mais importante é servir os colegas, elevando a pontuação da equipe. Não é, também, um mal jogador ou o maior destaque dessa equipe. É, sim, um jogador que merece estar na seleção brasileira;

  • Guilherme Giovannoni. Esse ala-pivô é um dos melhores do Brasil. Disciplinado, joga para a equipe o tempo todo e, mesmo quando esta no banco, se dedica ao time. É humilde, um cara de grupo e pontua quando os demais colegas estão em um dia ruim. Vejo como alguém sempre mal aproveitado na seleção;

  • Os reservas… Murilo Becker é um excelente ala-pivô, mas é utilizado como pivô (5) nos seus clubes, dificultando a adaptação. Para mim, desde que começou a ser convocado e mostrou versatilidade, deveria ter sido orientado a jogar aberto ou como pivô móvel;

  • Marquinhos é sensacional. O jogo que ele fez contra os Estados Unidos o credenciaram para ter mais espaço em quadra. Não foi o que ocorreu. Jogou 28 minutos contra EUA e para o jogo seguinte já perdeu 12 minutos. Contra Croácia e Argentina? Só 5 e 9 minutos, respectivamente. Fez 16 pontos contra os EUA, foi mal contra a Eslovênia, então recupera o atleta psicologicamente e o coloca mais tempo contra a Croácia. Não, o atleta foi sendo colocado no fundo do banco, sem espaço em quadra;

  • Armadores reservas: Nezinho nem deveria estar na seleção, por ter se recusado a jogar em 2006. Mas vamos perdoá-lo, pois todos somos humanos. Assim, resta a pergunta: o que ele faz na seleção? Ele é mais definidor do que armador e um péssimo defensor. Precisamos de um armador experiente, para cadenciar o jogo? Helinho (Franca) é o nome. Nem foi cogitado e levaram dois armadores que nào contribuiram no momento de mudar o ritmo e a filosofia do jogo. Raulzinho, não vou nem falar, mas indicar a leitura da minha postagem de 24/8: No lugar do jovem talentoso, a experiência... O guri é dedicado, mas foi uma vaga que poderia ser preenchida por armadores mais velhos ou jovens, mas mais velhos que o Raulzinho, como Jefferson (Paulistano), Ícaro (EUA), Ian (Flamengo, 2,00m, armador!!!). Todos esses – e outros – devem ser considerados e trabalhados para 2012 e 2016;

  • JP Batista. A pior das convocações. Eu penso que os técnicos de base da CBB tiveram influência demais nas indicações da seleção sub-18 no início do ano e usaram isso no adulto. Não tínhamos, no Brasil, alguém que pudesse dar descanso ao Splitter e ao Varejão que não perdesse um passe de peito no meio da quadra? Fala sério… Rídiculo! Temos pivôs na NCAA, como Douglas Kurtz (University of Hawai’i,  tem 2,17m - 122Kg), Renan Leichtweis (Bilbao, Espanha), Luiz Paulo “Lupa” (era atleta do E. C. Pinheiros e hoje estuda/joga Marshalltown Community College, tem 2,10m - 113Kg), entre outros.
Pois bem… É bem possível que cinco dos seis jogadores (incluir Marcelinho Machado) que formam a base dessa equipe adulta (Varejão, Splitter, Leandrinho, Alex e Giovannoni) desde 2002 esteja no pré-olímpico de Mar del Plata em 2011. Ainda temos como certos Huertas, Murilo e, possivelmente, Nenê. Os outros voltam a disputar uma das quatro vagas restantes. Precisamos encontrar um armador capaz de organizar o jogo para a equipe nesse período e a pergunta é se a CBB vai olhar para os muitos atletas brasileiros que estão na Europa e na NCAA e, ainda, se na hora da convocação não vão criar uma briga com a CBDU por causa da Universíade de 2011 (Shenzen, China, de 12 a 23/agosto), como foi em 2009.
Espero que lá eles façam a sua parte e vençam seus jogos sem precisar que outro país o faça por eles – ontem tivemos que torcer pelos EUA quando a Turquia se aproximou do placar e os comentaristas das tv’s voltavam a explicar a importância dos EUA vencerem o campeonato mundial para facilitar o nosso trabalho pela vaga olímpica. Isso é um indicativo que deixa claro que tem algo errado quando torcemos contra os outros para obtenhamos o título, a vaga. Ligar o sinal de alerta, reavaliar tudo – do técnico aos atletas, passando pelo acompanhamento do maior número de atletas com potencial de seleção que estão fora do Brasil – são ações para serem concretizadas agora. Não em abril ou maio de 2011.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

NBB Sub-20 com verbas da Lei de Incentivo ao Esporte

É a melhor notícia que recebi nos último dias: a Liga Nacional de Basquete consegiui aprovar no Ministério do Esporte projeto referente a Lei de Incentivo ao Esporte onde precisará buscar recursos para o NBB Sub-20. Querem iniciar em 29/10/2010, junto com o NBB-3. Sensacional idéia, já debatida aqui no Mais Basquete no post Nacional Sub-20, sub-22 ou sub-23... A hora, é agora! em 04/10/2009 e em outras ocasiões. É o pirmeiro passo, significativo, para a transição da base para o adulto e para a renovação do basquete brasileiro.

A CBB deve ser a primeira a querer repassar recursos que recebe do COB para essa competição, afinal, a LNB esta fazendo uma coisa que deveria ser construída pela CBB. Mais ainda: foi eficiente na aprovação do projeto para captação de verba via Lei de Incentivo ao Esporte.

Sr. Kouros e toda administração da LNB estão de parabéns pela primeira conquista. Agora, tem que conseguir as empresas que queiram participar do projeto NBB Sub-20. O mais importante é que a iniciativa abre espaços para que esses jovens possam ser preparados para a profissionalização ao mesmo tempo que completam seu desenvolvimento.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Turquia 2010 após a derrota – parte 1

“Siempre se disfruta ganarles. Con este equipo somos uma familia
en estos momentos es cuando se Dan los extras de piernas, de corazón, de entrega.
Sabíamos que iba a ser un partido durísimo Pero contestamos como equipo y creo que
hicimos um gran trabajo”
(Site do Carlos Delfino, 7/9/2010, após o jogo como Brasil).
 BRA_ARG_HUERTAS_CRYAcabou. Meu lado de torcedor do basquete brasileiro, que vibra, que sonho, que projeta conquistas e alegrias semelhantes as que vive o nosso voleibol, consequencia da magnífica estrutura criada pela CBV, vai ter que esperar mais algum tempo. O voleibol também arranhou pódios, perdeu nos detalhes até se tornar frio, tático e se tornar vencedor.
Por outro lado, sou um professor de educação física que escolheu a profissão pelo amor ao basquete. Também sou técnico da modalidade. Mas eu sou um cara que se posiciona, não se esconde atrás da mesa ou do nome do clube que dirige para se omitir. Sempre fui assim. Hoje dou opinião, sugiro formas de desenvolver o esporte, arregaço as mangas e vou a luta pelo que defendo. Foi assim em 2007/2008 quando mobilizamos o basquete gaúcho com a criação da AGABAS. Por isso tem quase uma década que estou me posicionando contra a forma administrativa da CBB e da FGB – não pensem que não sofro revés por buscar modificar o status quo vigente que é prejudicial ao nosso basquete. Eu penso que é preciso desconstruir o que temos de estruturação, avaliar as sobras, proveitar o útil e construir um basquete vencedor. Iugoslávia fez isso nos anos 1960 e hoje dissolvida em sete países, por questões políticas, tem três seleções nesse mundial: Croácia, Eslovênia e Sérvia.
A experiência de trinta anos no meio do basquete e querendo vê-lo vencedor me faz um crítico cada vez mais indignado do desenvolvimento do basquete brasileiro. Penso na CBB como fomentadora da modalidade no país, utilizando a estrutura das federações – e até fortalecendo essas estruturas – para desenvolver projetos que massifiquem a prática da modalidade. Mas isso vou procurar falar, nos próximos dias, incluindo a organização do basquete brasileiro, das categorias de base, da constituição das seleções de base, do adulto masculino, do adulto feminino, da formação de técnicos, de Rubén Magnano e da nossa brilhante conquista nesse mundial: cargos administrativos nas comissões da FIBA. Não sou dos que acreditam que reconquistamos o prestígio internacional – éramos favoritos mais pelos nomes que compõem nossa seleção, especialmente do Sr. Rubén Magnano, do que por resultados significativos em quadra.
Sobre nossa campanha na Turquia, vou dizer três coisas hoje:BRA_ARG_SPLITTER_VAREJAO

  1. Esse grupo é qualificadíssimo pelo esforço de cada atleta para terem espaço no basquete brasileiro ou internacional. Nenê, o pioneiro na NBA, não teria saído do Brasil pela CBB e pelo Vasco. Foi na marra atrás do próprio sonho. E assim os demais atletas...

  2. Já era de conhecimento de todos a lesão no tornozelo do Anderson Varejão, que jogou com dores e não fugiu da luta. Hoje foi divulgado que Tiago Splitter também jogou no sacrifício, com problemas musculares na coxa direita (teve na esquerda durante os treinos no Brasil). Como os treinamentos eram secretos, onde ele era preservado e a comissão técnica não divulgou o fato, não sabíamos de nada, permitindo margem para avaliações erradas da participação do Tiago Splitter. Portanto, sobre os atletas brasileiros que integraram a seleção brasileira nesse Campeonato Mundial só quero parabenizá-los. Em especial aos nossos astros da NBA: Anderson Varejão, Leandro Barbosa e o “rookie” Tiago   Splitter. Estes atletas – desde 2002 – estão presentes nos mundiais, nas convocações e sempre que necessário sacrificam-se um pouco em prol de nossa seleção. Eu reconheço isso, pois acompanho o Brasil desde as Filipinas/1978 quando os jogos foram transmitidos ao vivo pela Globo. Tenho certeza que todo brasileiro percebe o mesmo. Não precisavam, pois já conquistaram dinheiro, espaço, respeito e fama internacionais fazendo o que os motiva: jogando basquete. Mas esse amor ao jogo, ao Brasil, os faz sempre presentes. Por isso merece ser reconhecida a dedicação. Se cito os “americanos”, tenho que incluir o Marcelinho Machado, o Alex Garcia e o Guilherme Giovannoni que formam os seis atletas que vem desde a época de Hélio Rubens na lista da seleção. Todos com experiência internacional.

  3. Analisem o quadro comparativo de nossas seleções de 2002, 2006 e 2010 para pensarmos em atletas. Abaixo da listagem, os resultados obtidos em cada campanha.
2002
2006
2010
Marcelinho Machado
Marcelinho Machado
Marcelinho Machado
Alex Garcia
Alex Garcia
Alex Garcia
Tiago Splitter
Tiago Splitter
Tiago Splitter
Anderson Varejão
Anderson Varejão
Anderson Varejão
Guilherme Giovannoni
Guilherme Giovannoni
Guilherme Giovannoni
Leandro Barbosa
Leandro Barbosa
Leandro Barbosa
Sandro Varejão
W. “Nezinho” dos Santos
W. “Nezinho” dos Santos
Vanderlei Mazzuchini Jr.
Murilo Becker
Murilo Becker
Demétrius Ferraciú
Marcelinho Huertas
Marcelinho Huertas
Helio Rubens Filho
Estevan Ferreira
J. P. Batista
Rogério Klafke
Caio Torres
Marquinhos Vinicius
Rafael Baby Araújo
André Bambu
Raul Togni Neto
5 atletas jogaram em 1998
6 atletas jogaram em 2002
9 atletas jogaram em 2006
4 vitórias
5 derrotas
Aproveitamento: 44,4%
1 vitória
4 derrotas
Aproveitamento: 20%
3 vitórias
3 derrotas
Aproveitamento: 50%
Eliminado nas quarta-de-final – na disputa de 5º a 8º lugares perdeu para Espanha e Porto Rico
Eliminados na fase de grupos – pelos critérios da FIBA foi classificado em 19º lugar
Eliminado nas oitavas-de-final - pelos critérios da FIBA foi classificado em 9º lugar



Ah, desculpem, mas faltou falar da citação lá no início dessa postagem: o que esta sublinhado serve, em número, gênero e grau para os atletas que estiveram na Turquia.
BRA_ARG_VAREJAO_DELFINO

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Ainda o tumulto da final do NBB2

Eu fico assustado quando leio a respeito dos acontecimentos do quarto jogo da final do NBB2. O que ameniza a discussão das decisões da NBB foi que Brasília sagrou-se campeã. Foi isso e somente isso. Entretanto, me dou o direito de discordar do Dr. Rubens Calixto em seu artigo Confusão na final do NBB: uma decisão sábia, publicado no site da liga (clique no link e leia na íntegra). Uma decisão pedagógica com a qual concordaria, seria se o ginásio fosse interditado e o responsável pelo início do tumulto, o jogador Wagner, do Flamengo, também tivesse sido suspenso de imediato e os demais como foi posteriormente pela Comissão Disciplinar da liga. Penso que isso teria sido uma tentativa de equilibrar as decisões, pois como ocorreu só Brasília foi prejudicado. Cabe repetir a indignação do Jorge Bastos, diretor da equipe de Brasília depois que a LNB transferiu o jogo para Anapólis: "foi uma sacanagem! Fizeram uma reunião e o único prejudicado foi Brasília". Não creio que tenha sido intencional, apenas uma má decisão.
O único julgamento  que não foi preciptado foi relativo aos jogadores do Flamengo que ocorreu depois da final - se tivesse sido realizado antes do quinto jogo, certamente facilitaria a vitória da equipe de Brasília. Ao mesmo tempo, Brasília perdeu o mando de quadro imediatamente, já nas primeiras declarações da NBB. Quem foi punido, então? Os torcedores que não invadiram a quadra em um ginásio para 25 mil pessoas, foram expulsos da festa final do basquete brasileiro pela decisão da liga, pois em Anapólis o limite de público era de 6 mil pessoas(1). Se a decisão de não julgar os acontecimentos gerados pelos atletas do Flamengo pareceu justa do ponto de vista do espetáculo, também era justo julgar a segurança do ginásio na mesma data. O que ocorreu foi um favorecimento para o Flamengo, pois seus atletas puderam participar da final e Brasília não pode jogar no seu ginásio, no último e decisivo jogo da temporada. Não pode haver dois pesos e duas medidas. É bom a LNB ficar de olho, refletir sobre essa decisão e não prejudicar outros clubes por esse erro, pois os atletas poderão ser induzidos a provocar torcedores nos jogos fora de casa somente para que o adversário perca o mando de quadra.

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(1) Eu publiquei em Final do NBB: quarto jogo que a Arena HSBC comportava 6 mil pessoas. Erro que só percebi agora, escrevendo esta postagem. Corrijo e me desculpo com o leitor pela informação errada. Me apóio no site da Arena HSBC (Rio de Janeiro) para isso: lá cabem até 18 mil pessoas - e pela descrição dos espaços é possível 15 mil lugares em jogos. Vou fazer uma postagem específica dos ginásios do NBB-3 para o leitor saber onde jogam nossas equipes.