segunda-feira, 22 de março de 2010

A Façanha de Vitória

Recebi, minutos atrás, o RSS do Blog do Paulo Murilo e tinha recebido o da Liga,mas não abri o e-mail por questão de tempo. Como a mídia não comentou o feito do Saldanha da Gama e o jogo não foi transmitido, não sabia da Façanha de Vitória. Com o elenco que possui Brasília não é possível o placar, quarto a quarto, ser tão próximo. E o resultado foi o que li e vi no site da Liga, pois não tenho uma imagem sequer desse jogo: 76x 75 para o Saldanha da Gama.

Disso tudo me alegra a novidade de uma nova filosofia de jogo, há muito divulgada na internet e olhada com desdém pelos profetas do basquete nacional - confesso que eu acompanho as idéias, mas não as coloco em prática. Leia o que Paulo Murilo disse após o jogo:

Foi um jogo bem jogado. Decidido no último segundo. Poderia ter sido vitória deles ou nossa. Felizmente foi a nossa”, afirmou o técnico Paulo Murilo. “Nós impedimos os chutes de 3 pontos e marcamos os pivôs deles pela frente. Estamos trabalhando bastante e temos potencial para conseguir essa vitória. Não fizemos nada de diferente. Estamos jogando dessa maneira há sete jogos. Hoje foi nosso ápice”, completou. Liga nacional de basquete, em 22/mar/2010>

Sendo assim, fiquemos de olho no que o Saldanha da Gama vai aprontar de agora em diante.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Um pouco sobre a NCAA e as loucuras de março

E hoje começa a fase final da NCAA. São 64 universidades disputando quatro vagas para o Final Four, que será realizado de 3 a 5 de abril, em Indianópolis.
Eu não falo muito do basquete da NCAA, pois o esporte universitário americano - e o escolar - é o cerne do esporte americano e ele é uma incógnita que começa a ser desvendado e decifrado no Brasil com as transmissões da BandSports e da ESPN, assim como a Bandeirantes começou a massificar a NBA entre nós na segunda metade dos anos 1980. Apesar de tê-lo como um modelo que deveria ser seguido po nossas universidades, o basquete universitário não era difundidido por aqui como deveria. Agora, com a visibilidade e a presença de alguns brasileiros no mais alto nível, podemos acompanhar o funcionamento da NCAA e o desempenho de nossos atletas - em outro momento falarei deles.
A NCAA é composta por 1.281 universidades e o seu basquete é distribuído em três divisões (DI - DII - DIII), sendo que a mais charmosa - a Divisão I - é disputada por 347 universidades, dispostas em 32 conferências, espalhadas por todo o território americano. São dessas conferências que saem as 64 universidades que irão disputar o chamado march madness (algo como loucuras de março), sendo que existe o jogo de abertura entre duas equipes, totalizando 65, ou seja, a perdedora será classificada como 65a. da temporada 2009/2010 e a vencedora será a 16o. da Região Sul - este jogo ocorreu dia 16/3 e foi entre Arkansas Pine Bluff 61 x 44 Winthorp. Bom, aí o cruzamento é o tradicional: o 1o. x 16o, o 2o. x 15o e por aí vai o mata-mata até as finais de cada região e o final four.
Álias, isso é importante: as 64 universidades são divididas em quatro regiões: Midwest (meio-oeste), West (oeste), East (leste) e South (sul) que terão suas finais em St. Louis, Salt Lake City, Syracuse e Houston, respectivamente. Essas duas finais definem o campeão do leste e o do oeste e as quatro equipes disputarão o final four.
Como tudo que é show nos EUA, o Final Four Universitário não é composto apenas dos jogos entre as quatro equipes, mas de alguns eventos paralelos, como torneio de enterradas, hall da fama do basquete universitário e outros eventos. Veja a programação completa em http://www.ncaa.com/sports/m-baskbl/champpage/m-baskbl-ffevents-index.html.
Em relação as divisões II e III, posso dizer que na DII temos 8 conferências com 10 universidades em cada e na DIII temos também oito conferências e outras 62 universidades envolvidas - há conferência com 11 universidades e até uma com 6 universidades. No total, portanto, o basquete universitário nos Estados Unidos envolve 489 universidades, ou seja, algo como 7.824 atletas (cálculo com 16 por universidade) vinculados ao campeonato e sonhando com NBA - os destaques da NCAA são os que mais tarde (em junho ou julho) participarão do draft da National Basketball Association. Detalhe: falamos apenas do masculino.
A BandSports e a ESPN transmitirão alguns jogos. A NCAA transmitirá, on line, todos os jogos e podemos escolher através do link a seguir: http://mmod.ncaa.com/?ttag=MMOD10_on_all_ncaa_300_60_ot_0002.
Então, para quem gosta de basquete, temos muitos jogos pela frente. Veja como é competitivo: nesse momento esta encerrando a segunda prorrogação do jogo entre BYU (7o.) e Florida (10o.) da Regional Oeste, e a Florida State, campeã de 2008, perdeu o jogo por 99 a 92 na primeira rodada. Em outra Regional, a Sul, Villanova (2o.) e Robert Morris (15o.) também entraram em prorrogação. E, ainda, a North Caroline University esta de fora do torneio, sendo que é a atual campeã de 2008/2009.
Imaginem se nossas universidades resolvem investir no esporte universitário... Quantos jovens teriam a oportunidade de praticar o basquete e cursarem a universidade?

terça-feira, 16 de março de 2010

Em defesa do Brasil!


A propaganda do Governo do Estado do Rio de Janeiro que colocou uma enorme bandeira pendurado no Cristo Redentor é um grito desesperado para manutenção de privilégios históricos e de recursos que contribuem para que Governo deixe a população morando em favelas, sem saúde, escolas de qualidade, professores bem remunerados, polícia despreparada e polícia militar corrupta ao extremo. Aquela propaganda – denominada de Contra a covardia, em defesa do Rio – é um apoio ao sofrimento do povo carioca/fluminense e do sucateamento do poder público.

A magnitude de 7 bilhões de reais e a declaração de que o estado já fez contas pensando nesses recursos mostra quão desqualificado e irresponsável é governo daquele estado. Responsabilizar uma excelente oportunidade para fazer justiça social e definí-la como prejudicial ao Rio de Janeiro (15 milhões de habitantes) é proselitismo político.

Todos querem beber petróleo, aumentar a renda com os royalties e a “participação especial” na divisão dessa riqueza, mas o Rio de Janeiro faz chantagem emocional e cria um slogan medíocre, leviano e prejudicial ao pacto federativo.

A proposta do deputado Ibsen Pinheiro significa a defesa do referido pacto federativo, utilizando o petróleo existente no mar brasileiro para alavancar as condições sociais de 24 estados e promover a igualdade entre todos os brasileiros.

Hoje o senado tem nas mãos uma importante possibilidade: divisão de nossa riqueza com quase a totalidade da nação – a Emenda Ibsen beneficia 24 dos 27 estados e 5369 município (96,51%) dos 5563 existentes no Brasil. Ou seja, a reação do Governador do Rio de Janeiro é demagógica, eleitoreira e egoísta (mas quando que político é socialista, além do nome de sua sigla?). Alguém pensa que o privilégio de 194 municípios é mais importante que beneficiar quase que a totalidade dos brasileiros?

Sim, alguns pensam que sim. E entre eles os mesmos fisiologistas de plantão e o nosso presidente do COB, sr. Carlos Arthur Nuzman que diz que sem o dinheiro do pré-sal o Rio de Janeiro não poderá cumprir com a maioria das obras necessárias para os Jogos de 2016. Perguntinhas: quando se candidataram já havia estourado a notícia do pré-sal? O medo são a não conclusão das obras ou que o superfaturamento do pan2007 não poderá ocorrer como planejado?

Sejamos todos coerentes: as riquezas de um país existem para qualificar a vida de todos os seus cidadãos e não apenas aqueles que se julgam donos de toda a nossa riqueza – já fomos espoliados durante muitos anos.

sábado, 13 de março de 2010

Técnico do Saldanha da Gama critica arbitragem do NBB

Professor Paulo Murilo, crítico contumaz do sistema de jogo adotado no Brasil, fez duras críticas a arbitragem do NBB em seu blog (Basquete Brasil) após o jogo de sexta-feira com Bauru. Reconhece a superioridade da equipe paulista, mas expõe o que muito se comenta no meio do basquete: a arbitragem é permissiva demais com o contato físico do basquete brasileiro que esta ligado a FIBA - e não a NBA - além de favorecer a equipe mais forte em suas decisões. Eu acrescento que só há dedicação durante a arbitragem quando as equipes são de mesmo nível e o jogo é decisivo. Fora disso comportam-se como superiores e uma equipe a parte quando são, no máximo, os contratados para mediar o confronto esportivo e contribuir para que o mesmo ocorra com lealdade e igualdade de condições. Não é o que esta ocorrendo.
E nós não ficamos apenas no Paulo Murilo. Podemos citar o ex-técnico de Assis, Marco Aga, e todo o estresse de João Marcelo nas semi-finais e finais do último Campeonato Paulista, quando foi claro em relação a tendência da arbitragem e não sua neutralidade. Deu resultado, pois venceu a favorita Franca no Pedrocão.
E assim nós vamos: dependentes da arbitragem mal formada, tendenciosa, equivocada em muitas ações e má-intencionada em outras tantas. Parte significativa dos árbitros imaginam que possuem espaço de destaque no evento esportivo e que são uma terceira equipe. Com o poder que possuem, somado ao despreparo técnico e psicológico, complicam os jogos e vão criando toda essa sorte de animosidades em relação as suas ações e pessoas. O mais fácil é arbitrar com distanciamento emocional e competência técnica.

Assim, as palavras de João Marcelo em janeiro e as de Paulo Murilo no dia de ontem parecem ser um grito de socorro. Mas gritar para quem?

quinta-feira, 4 de março de 2010

O basquete de cadeirantes

Outro dia comentava sobre o basquete em cadeiras de roda. No RS sei que Caxias do Sul desenvolve um trabalho na UCS. Além disso, não sei de mais nada e nenhuma notícia chega na minha caixa postal. Mas não é que o CEPE (Centro Esportivo para Pessoas Especiais – www.cepe.esp.br) de Joinville me achou e eu acredito que devemos divulgar todo e qualquer evento ligado ao basquete, especialmente o de cadeirantes. Então, reproduzo o cartaz que me foi encaminhado e aconselho a quem estiver em Joinville neste próximo final de semana (6 e 7 de março de 2010) passar no ginásio do SESC, no centro de Joinville e prestigiar o evento.
Prestigiem e divulguem este evento.


  
Quem puder deve prestigiar este evento.