quinta-feira, 28 de abril de 2011

Hoje o dia foi do balanço... O Balanço da CBB...

Carlos Nunes deixou o basquete gaúcho. Pelo menos temos uma chance de reconstruir tudo. Mas Carlos Nunes não deixou a Federação Gaúcha de Basketball (FGB) com o caixa abarrotado. Lembremos:
  • Carlos Nunes vendeu a sede da FGB sem autorização dos clubes;
  • Carlos Nunes deixou um processo judicial onde o Governo do Estado do RS pede devolução de mais de R$ 500.000,00 e Governo conseguiu bloquear as contas da FGB - agora o processo esta suspenso por um ano;
  • Carlos Nunes vendeu ações de telefones que pertenciam a FGB há décadas;
  • Carlos Nunes é bonzinho e paga parte do aluguel da sede da FGB - a mesma que ele vendeu;
  • A sede em tela é uma cobertura no Bairro Bonfim, em Porto Alegre - muito "mal" localizada.
Eu fiz uma série de artigos sobre o que estava ocorrendo no basquete gaúcho. Isso entre setembro/2008 e março/2010. Nada mudou a realidade do basquete. Mas temos outros no comando, presidente e vice-presidente com outra mentalidade.
Quem era o presidente FGB nessa época? É o mesmo Carlos Boaventura Corrêa Nunes, atual presidente da CBB, que nos apresentou o balanço da CBB. Vamos a ele e o amigo leitor pode acessá-lo a seguir, clicando nas imagens/links ou fazendo download (estão em pdf):


O balanço esta publicado em um jornal do RJ e não esta no site da CBB. Por quê? Simplesmente por que o acesso fica restrito aos basqueteiros do RJ e a quem esteve no RJ, no dia da publicação. O basquete brasileiro, que acessa diariamente o site da CBB nem ficará sabendo e nem terá como analisar o mesmo.
A CBB paga parte do aluguel da FGB hoje. Por que será que paga o aluguel da entidade regional? Por que o basquete gaúcho esta tão quebrado que suas seleções – que antes disputavam com SP, RJ, MG o topo do basquete brasileiro – conseguiu perder para o Pará. Nada contra o Pará, estão fazendo um trabalho maravilhoso e aproveitaram a ida de Adriano Geraldes para qualificar suas seleções. Deu certo.
Há, nisso tudo, muito de denúncia e nada de ação por parte dos clubes. Ou por que seus dirigentes são coniventes e “parceiros” ou por que se amedrontam e se encolhem, se escondem. Para ilustrar o que digo, conto uma historinha: outro dia, no facebook, um atleta americano que jogou no Brasil, no RS, mandou um recado de outro atleta americano cobrando o dirigente do clube que eles haviam jogado no RS. Isso há mais de 10 anos!
O que me chama a atenção é o resumo da ópera. Lembro da entrevista do Grego, após a eleição, reforçando que deixava R$ 3 milhões no caixa da CBB. Agora devemos 2,4 milhões, logo, essa gestão, em dois anos, foi negativa em R$ 5.400.000,00. Pois é...
Mas hoje, eu fui leitor, fui espectador e testemunha de algo que não esperava ter ocorrido antes. Juca KfouriJosé Cruz e Fábio Balassiano deram essa notícia o dia todo. Por que será?
Sinceramente, eu não tinha dúvidas que iria acontecer isso na CBB. E que vocês não vão conseguir respostas nenhuma é outra certeza que tenho... Dinheiro, na mão de Carlos Nunes evapora – e na época do RS as federações recebiam repasse de parte do patrocínio da Caixa e depois dos bingos, sendo que aqui eram parceiros de um.
Quem trabalha por algo além da remuneração justa do trabalho, precisa ser extirpado do basquete brasileiro. No Blog do Juca um interlocutor que se identificou como Fred disse:
Só para esclarecer e contrinuir com o post, para quem normalmente não acompanha o basquete brasileiro. O atual presidente da CBB era superintendente da entidade na antiga gestão, do Grego. Foi (ou ainda é) presidente da Federação Gaúcha de Basquete, entidade que hoje está falida [GRIFO NOSSO]. Sua eleição veio através de um “acordo político” entre os insatisfeitos que criaram a NBB (Novo Basquete Brasileiro) e a Confederação. Tenta se passar que essa diretoria é “nova”, mas mantém praticamente as mesmas pessoas da gestão anterior. Só abriu um pouco as portas para alguns insatisfeitos mamarem um pouco nas tetas do dinheiro público.
Finalmente, por que não me processam por difamação e/ou calúnia? Porque não há mentiras aqui. Só divulgação de fatos comprováveis que me permitiriam reconvir qualquer processo que seja aberto contra mim.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Mais um fora do pré-olímpico

Fábio Balassiano (http://balanacesta.blogspot.com) atualiza seu blog sobre basquete muito rápido. Ele é jornalista e acompanha a modalidade desde 1992. Eu estou sempre lá, lendo e postando comentários. E são sempre longos... Então, quando eu pensar em fazer comentários lá, vou postá-los aqui – e citar o link do assunto que levou ao mesmo.
Hoje ele colocou uma citação do Leandrinho na coluna Alto falante de 24/04/2011 (leia em http://balanacesta.blogspot.com/2011/04/alto-falante_24.html) e o problema que surge com seu necessário afastamento.
Eu penso que nosso problema é de gestão e a falta de uma política de desenvolvimento na modalidade. Essa política é questão estatutária da CBB, ou seja, ela deveria estar preocupada com isso, além das seleções. Envolvido com o basquete federativo, vejo e faço parte do sacrifício que fazemos para o basquete andar no RS sem o apoio efetivo ao desenvolvimento do mesmo por parte da CBB.
Mas Leandrinho e os demais são uma questão olímpica. Temos um time lá e pensamos que só eles irão resolver, quando a temporada deles é fisicamente estressante e é óbvio que lesões surgirão no caminho. O que se faz nesse caso? Corre-se atrás de alguém capaz de substituir o lesionado quando se poderia ter um banco de atletas por posição e, melhor ainda, treinando e jogando pela seleção como proposto anteriormente. Não importa que isso qualifique o atleta e ele faça voos mais altos. É bom para ele, para a CBB e para o Brasil.
Gosto demais desses moleques que desbravam os EUA e abrem caminho a fórceps, com sacrifícios que quem não tem contato com um deles, nem imagina. Cobramos demais e somos injustos com eles em muitas ocasiões. Gosto demais do Nenê, pela coragem que teve de enfrentar a CBB no momento exato que precisa de uma postura firme para elevar nosso nível de preparação. Digo isso por que não somos o futebol, que os clubes dispensam durante a temporada para uma semana de treinos e amistosos. Fazer o que Magnano tem feito (acompanha-los, visita-los, etc.) é o correto, mas precisamos fazer a nossa seleção, além dessa de desenvolvimento, que é uma antiga reivindicação, mas específica de base. Precisamos da gurizada abaixo dos 23 anos e um grupo maior de adultos capazes de representar a seleção encontrando-se mensalmente, treinando e jogando. Só quatro dias. Grana pra isso a CBB tem.
Se tivéssemos um grupo treinando aqui, teríamos opções e jogadores adaptando-se para integrarem a seleção, mas focamos sempre neles, "nba-brazilians" – e depois ficamos chorando quando não podem vir por "n" motivos. O mundial foi em setembro/2010 e já são sete meses... ficar viajando, organizando o cronograma, treinamento e etc, é perda é importante, mas ao vez de estar formando a próxima geração em São Sebastião do Paraíso, o técnico do adulto deveria estar organizando um grupo de brasileiros e os reunindo uma vez por mês, como já sugeri aqui e pode ser uma ideia melhorada, acrescida de outras, mas a considero muito boa e viável.
A CBF fez isso: logo após a Copa escolheu o técnico e botou o time em campo. O basquete acha isso "exagero". Eu chamo de planejamento. Penso em quatro dias por semana, uma semana por mês, um amistoso no último dia - contra clubes brasileiros (e argentinos) e outras seleções.
Só para lembrar: alguém ouviu alguma crítica (da imprensa, do povo, da comissão técnica, etc.) quando Ginóbilli disse que não poderia jogar o mundial, que precisava descansar? Não, né!? Ouvi que eles entendiam e que tentariam contar com ele nas próximas competições...