sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Esqueceram de mim

Esqueceram de mim 2, o tema de Damian Lillard no All-Star Game

   Assim como em todos os anos, pelo menos um jogador que merecia fica de fora do All-Star Game, e nessa edição em Toronto não será diferente. O mais interessante nesse ano será um cara que foi esnobado no ano passado. Trago aqui uma lista com cinco dos principais nomes elencados por John Chick, do site The Score.
   Damian Lillard do Portland Trail Blazers foi esquecido novamente, ele que joga em uma equipe em reconstrução, mas que mesmo assim está chegando aos Playoffs. Na temporada passada Lillard ficou de fora do All-Star Game, mas com a lesão de Blake Griffin foi chamado para ocupar a vaga na equipe do Oeste.
Dirk Nowitzki, o futuro Hall da Fama nascido na década de 1970 é mais uma vez o melhor jogador do Dallas Mavericks. Aos 37 anos ele é o líder do surpreendente Maverciks, em algumas de suas estatísticas nessa temporada superam os números de 2014-15.
   DeAndre Jordan, o pivô do Los Angeles Clippers lidera a liga em aproveitamento nos arremessos, é o segundo em rebotes por jogo e porcentagem de rebotes, e é o terceiro da liga em tocos. Após todo o fiasco da agência livre, onde os Mavericks tentaram fazer dele a primeira opção, o grandalhão nunca foi um All-Star. Para um jogador com 70% de aproveitamento dos arremessos, com médias de 10 pontos e 14 rebotes de uma equipe contender nos últimos três anos, ele se destaca.
   Reggie Jackson, o armador do Detroit Pistons é um dos desprezos que não são comentados na Conferência Leste, já que para a maioria dos esquecidos dessa conferência se comentam. Depois de problemas iniciais na chegada em Detroit, o armador floresceu em uma estrela para a franquia colocando a equipe na sexta posição da conferência.
   Kemba Walker, o único jogador constante no terrível Charlote Hornets, o jogador está tendo números impressionantes, anotando nesse mês partidas de 52 e 40 pontos, ainda assim foi esquecido.
   Votação é votação, é isso ai, as vezes quem tem mais popularidade na liga consegue mais destaque.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Kerr elogia Kawhi Leonard: o melhor nos dois lados da quadra

Elogiado por Kerr
   Mesmo com um elenco cheio de bons jogadores nos dois lados da quadra (ataque e defesa), motivo pelo qual os Warriors são o primeiro em ataque e terceiro em defesa.
   Kerr possui em seu elenco Draymond Green, um cara que sabe fazer triplos-duplos e equiparou suas habilidades defensivas e ofensivas. Mas mesmo assim, Kerr disse que Kawhi Leonard é provavelmente o melhor da liga nesse sentido. 
   "Falamos sobre jogadores bidirecionais e como são importantes, especialmente na NBA moderna, onde você não pode esconder um cara em uma das extremidades. Ele é provavelmente o melhor jogador de duas vias da liga".-  disse Kerr a CSN Bay Area.
   É complicado debater quem é melhor, se Green ou Leonard, para Kerr o ala dos Spurs é um jogador difícil de ser parado. "Você tem que lidar com ele de todas as maneiras possíveis. Ele é um terror na quadra de defesa, e ofensivamente ele está ficando cada vez melhor. Seu arremesso de três é muito, muito bom. Ele é tão forte que pode pontuar perto da cesta. Ele é um grande jogador, e de forma lenta seguramente vai ajudar sua equipe de muitas maneiras".
   Mas isso pode ser dito de Green também, ele é um terror na defesa e melhorou a ponto de ter 41% de aproveitamento das bolas de 3, e Kawhi que tinha um arremesso tuim tem 48% de aproveitamento. Kawhi tem médias de 22 pontos, 7.5 rebotes, 3.8 assistências, 2.1 roubos de bola e 1 toco, enquanto Green tem médias de 15.3 pontos, 9.9 rebotes, 7.6 assistências, 1.4 roubos de bola e 1.4 tocos. 
   De qualquer forma, ambos tem uma temporada excelente e ajudam muito suas equipes, eu gosto dos dois jogadores e teriam ambos em minha equipe se fosse GM.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Heróis do passado: Gary Payton

Um dos grandes da história
   Hoje os fãs do saudoso Seatle SuperSonics ficarão felizes, vamos relembrar a carreira do  The Glove, Gary Payton um dos grandes armadores e defensores da história da NBA.
   Nascido em Oakland, Califórnia, Payton jogou basquete universitário no Skyline High School, juntamente com outro ex-jogador da NBA, Greg Foster. Depois disso foi jogar por Oregon State na universidade, mas infelizmente em seu segundo ano suas anotas despencaram e ele se tornou inelegível. Depois que seu pai lhe aconselhou afocar nos estudos, ele conseguiu se recuperar e voltar a jogar, e em seus quatro anos de OSU foi um dos jogadores mais condecorados da história. Em 1990 foi capa da Sports Illustrated como o melhor jogador universitário do ano, foi três vezes consecutivas All-American, três vezes All-Pac-10 e nomeado o novato do ano na conferência Pac-10. 
   Sua passagem universitária foi tão boa que foi nomeado para o Time da Década da Conferência Pac-10, quando se formou detinha os recordes de pontos, arremessos, bolas de três, assistências e roubos de bola, com exceção das bolas de três, atualmente os recordes persistem. Ele levou a equipe a três torneios da NCAA, e entrou no Hall da Fama da OSU em 1996 com médias de 18.1 pontos, 4 rebotes e 7.8 assistências.
   Sua carreira na NBA começou no Draft de 1990 onde foi a segunda escolha pelo Seatle SuperSonics, na sua chegada teve de lutar por espaço com muitas estrelas, com duas temporadas com 8.2 pontos de média. Mas não demorou para provar que era um dos melhores armadores da liga, juntamente com Shawn Kemp formaram a dupla "Sonic Boom",  uma das mais empolgantes da história. Suas qualidades o fizeram nove vezes consecutivas All-Star, sendo votado como titular em 1997 e 1998, além de ser um monstro na defesa e ter um recorde de ser nove vezes seguidas eleito para o All-NBA Primeiro Time de Defesa, sendo o Jogador de Defesa do Ano em 1996. 
Trash-talkers
   Payotn possuía uma defesa tão boa que Jordan o considera como um dos melhores jogadores a marcá-lo, e sua melhor temporada com os SuperSonics foi a de 1996, onde venceram 64 partidas na temporada regular e foram as finais contra o Bulls de Jordan, perdendo em seis partidas. Sua trajetória com o SuperSonics durou até a temporada de 2002/03 quando foi negociado juntamente com Dasmond Mason, por Ray Allen, Kevin Ollie e Ronald Murray para o Milwaukee Bucks. O armador atuou nos 28 jogos restantes da temporada, com médias de 19.6 pontos e 7.4 assistências, os Bucks chegaram aos Playoffs mas perderam em seis jogos para os Nets. 
   Como agente livre irrestrito assinou com os Lakers, juntamente Karl Malone em busca de um título da NBA. Em 82 partidas que atuou e começou, teve médias de 14.6 pontos, 5.5 assistências e 1.2 roubos de bola, mas teve de se adaptar ao triângulo ofensivo, o que limitou sua posse de bola e seu jogo post-up. Payton conseguia segurar as pontas em partidas sem Kobe ou Shaq, mas nos Playoffs teve médias de apenas 7.8 pontos e lutou para tentar marcar Chauncey Billups nas finais da NBA que perderam para os Pistons. 
Heat e o título
   Na temporada seguinte foi negociado para o Boston Celtics, e ficou desapontado com o negócio. Ele foi trocado juntamente com Rick Fox, por Chris Mihm, Jumaine Jones e Chucky Atkins. Em fevereiro foi negociado para os Hawks em troca de Antoine Walker, e em seguida foi renunciado seu contrato, voltando assim como agente livre para os Celtics. Payton começou todos os 77 jogos que atuou nos Celtics, com médias de 11.3 pontos e 6.1 assistências, sendo campeão da Divisão do Pacífico, mas caindo para os Pacers na primeira rodada dos Playoffs.
   Em setembro de 2005 assinou um contrato com o Heat, atuando junto com Walker e Shaq antigos companheiros de equipe. Payton serviu como backup para Jason Williams, com 7.7 pontos de média e jogando 25 partidas como titular. Com o Heat conseguiu vencer o seu único título, sendo fundamental em muitas partidas com arremessos nos momentos finais das partidas, e isso o fez renovar por mais um ano com a franquia de Miami. Na temporada 2006/07, que foi sua última, tornou-se o 8° jogador que mais atuou na NBA, o 7° em minutos jogados e o 21° maior cestinha da história.
   Com uma carreira tão brilhante não poderia ficar de fora da nossa série, ele foi 1 x Campeão da NBA, 9 x All-Star, 9 x All-NBA Primeiro Time de Defesa, 1 x Jogador Defensivo do Ano, 1 x Líder em roubos de bola, Líder de todos os tempos em pontos do Seatle SuperSonics, tem o número 20 aposentado pela Universidade de Oregon State.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

O mal dos "homens grandes"

Um dos piores aproveitamentos em lances-livres e o 4° jogador que mais arremesso

   Não é de hoje que os pivôs e ala/pivôs, homens grandes da liga, tem sérias dificuldades em cobrar um simples arremesso, desmarcado e próximo a cesta (4,57 m), conhecido como lance-livre, mas para muitos jogadores poderia se chamar pesadelo.
   O site PointAfter postou uma lista com os 25 piores aproveitamentos em lances-livres da história da NBA, e como esperado a maioria dos nomes presentes na lista eram de homens grandes. Entre os 10 primeiros colocados da lista, sete são pivôs (Olden Olynice 10°, Larry Smith 9°, Shaq 6°, Wilt Chamberlain 4°, Chris Dudley 3°, DeAndre Jordan 2° e Ben Wallace 1°) e um ala/pivô (Reggie Evans 7°).  Os outros dois são alas, que nunca nem tinha ouvido falar na vida. Pra se ter uma ideia, Ben Wallace teve na carreira 41,4%  de aproveitamento em lances livres, DeAndre Jordan tem 41,7%, o se demais citados tem um pouco mais que 50%, algo muito ruim para um arremesso tão simples.
   Teoricamente, se formos pensar no tamanho e na envergadura do jogador, quanto mais alto for, mais fácil será o arremesso a uma pequena distância, mas incrivelmente não é. Existe uma dificuldade absurda para esses caras grandes, não sei se por falta de treino, mecânica incorreta ou por serem realmente ruins nisso, mas existem exceções, KAT tem 88% de aproveitamento, Prozingis com 2,21 m tem 86%. Talvez as gerações atuais os pivôs tenham treinado mais pra isso, talvez o  hack-a-Shaq esteja surtindo efeito e os grandalhões procuram se aperfeiçoar para fugir dessa idiotice. 
   Ontem, Andre Drummond chutou 36 lances-livres e converteu apenas 13, um aproveitamento ridículo e pior que isso, só a estratégia dos Rockets em fazer faltas seguidas no pivô enquanto a bola nem estava sobre a posse do mesmo. É impressionante como isso muda o jogo, a partida fica chata, sem graça nenhuma, o tempo não passa e ficamos ali vendo um gigante amassando o aro.    O treinador dos Pistons, Stan Van Gundy chegou a comentar que esse é o tipo de jogo que a liga quer, mas eu não posso acreditar nisso, é um tiro no pé, simples e puramente um assassinato. A regra até se alterou, se for feito nos 2 minutos finais é falta técnica, mas ainda assim os caras tem 10 minutos pra ficar nessas faltinhas idiotas pra recuperar a bola no erro de um atleta que não acerta lances-livres. 
   Na atual temporada dos dez piores aproveitamentos, oito são de pivôs, Kendrick Perkins é o pior com 25%, seguido de Andre Drummont com 35%. O pivô dos Pistons e DeAndre Jordan, que também tem um aproveitamento horroroso estão entre os dez atletas que mais tentaram lances-livres nessa temporada, o 4° é Drummond e o 9° DeAndre Jordan. Se os caras não melhorarem seus arremessos livres e se a regra não for alterada, o jogo vai cair numa monotonia sem fim, somente com esses hack a isso, hack aquilo, e cansando os espectadores que querem ação. Vejo como melhor solução acabar com essas faltas sem bola, se fez a falta e foi notado ser intencional é técnica, garanto que rapidinho se resolveriam essas palhaçadas.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Mordidos

Curry falou e os Cavaliers se morderam

   Hoje a noite temos a reedição das finais da temporada passada, os Cavaliers vão receber na Quicken Loans Arena Stephen Curry e o Golden State Warriors. A rivalidade já é acirrada por conta das finais passadas, mas alguns comentários do "Chef" relacionados a partida deram um tempero extra para o jogo.
   "Obviamente, andando no vestiário, teremos boas lembranças. Esperamos que ele ainda cheire um pouco como champagne."- disse Curry ao Bay Area New's Group Diamond Leung ontem. Os jogadores dos Cavs ficaram sabendo e disseram que foi desrespeitoso, de acordo com Chris Haynes do Cleveland Plain Dealer.
   Aparentemente Lebron tinha uma resposta pronta sobre os comentários de Curry, mas ninguém lhe entrevistou sobre o assunto hoje pela manhã no treino de arremessos. O clima hoje vai ser tenso, os Warriors vem de duas derrotas nas últimas três partidas, incluindo um 113 a 98 para o Detroit Pistons no sábado, a pior derrota nas últimas duas temporadas com Curry em quadra. Em contrapartida o Cavaliers vem de um 10-2 desde o retorno de Irving, depois da cirurgia na rótula quebrada do joelho esquerdo. 
   Na última vez em que se encontraram, no Natal desse ano, em Oakland, os Warriors ganharam por 89 a 83. E no momento em que escrevia esta matéria, o jogo estava no começo do último período e o placar era de 104 a 67 para os Warriors, parece que o trash talk  matou os Cavaliers !

domingo, 17 de janeiro de 2016

Heróis do passado: Ben Wallace

Big Ben o ídolo de Detroit
   Hoje nossa série irá homenagear um dos melhores jogadores defensivos que vi jogar, um dos melhores, senão o melhor da história. Um cara que fez o seu jogo defensivo torná-lo um astro, um All-Star e um campeão da NBA, vamos falar de Big Ben Wallace, astro que teve seu número aposentado nessa semana pelos Pistons.
   Wallace naseu em White Hall, Alabama, uma pequena cidade no Lowndes County, sendo o décimo filho da família de onze. No ensino médio frequentou Central High School em Hayneville, onde recebeu todos os prêmios estaduais no basquete, beisebol e futebol americano (linebacker). O ex-jogador Charles Oakley foi seu mentor, tendo descoberto Wallace em um acampamento de basquete em 1991, e depois recomendando-o para sua antiga faculdade, Virginia Union.
   Sua carreira universitária começou em Cuyahoga Community College, em Cleveland, onde começou a demonstrar o seu potencial defensivo, com médias de 17 rebotes e 6.9 tocos por partida. Depois, transferiu-se para Virginia Union da NCAA Divisão II onde teve médias de 13.4 pontos e 10 rebotes, levando a universidade ao Final Four e um recorde de 28-3. Em seu último ano foi nomeado para o primeiro time All-CIAA e All-American (divisão II). Ganhou honras All-State em futebol americano, basquete, beisebol e atletismo. Mesmo com um bom potencial, não foi selecionado para a NBA, indo para a Itália jogar no Viola Reggio Calabria.
Um dos tocos mais impressionantes de sua carreira
sobre Shaq
   Na NBA teve oportunidade em 1996/97 onde jogou pelo Washington Bullets em 34 partidas, mas sem ter muitos minutos. Na temporada seguinte jogou 67 partidas e começou 16, mas com médias baixas 3.1 pontos e 4.8 rebotes. Junto com 1.1 tocos por partida, mas sua defesa se solidificou na temporada de 98/99 ano do lockout, onde começou 16 partidas de 46 com médias de 6 pontos, 8.3 rebotes e 2 tocos por partida. Em agosto de 1999 foi negociado para o Orlando Magic, e se solidificou, iniciando 81 partidas com médias de 4.8 pontos , 8.2 rebotes e 1.6 tocos onde os Magics ganharam 41 partidas. Infelizmente a franquia de Orlando não foi aos Playoffs e negociou Wallace e Chucky Atkins com os Pistons em negociações por Grant Hill.
   A negociação com Grant Hill foi considerada como um negócio unilateral, bom somente para o Magic, mas Big Ben iria provar o contrário. Em duas temporadas seguia em evolução, na sua segunda temporada em Detroit (2001/02) foi líder da liga em rebotes (13) e tocos (3.5) vencendo assim o título de Jogador Defensivo do Ano e nomeado para o All-NBA Primeiro Time de Defesa. Os Pistons venceram 50 partidas e a Divisão Central, chegando as semifinais e perdendo para os Celtics. Nos Playoffs Big Ben teve 3 partidas onde pegou 20 rebotes ou mais.
   Na temporada 2002/03 foi novamente Jogador Defensivo do Ano e Primeiro Time de Defesa, melhorou ainda mais sua defesa com médias de 15.4 rebotes por partida. Mais uma vez os Pistons levaram a divisão com 50 vitórias, mas caíram nas finais de conferência para os Nets, mesmo com Big Ben com médias de 16.3 rebotes e com 4 partidas de 20 ou mais rebotes. A temporada seguinte foi maravilhosa, com a chegada do novo técnico Larry Brown, e com a aquisição de Rasheed Wallace que melhorou a defesa e a pontuação da equipe, levando-os as finais da NBA. Nas finais enfrentaram os Lakers de Kobe e Shaq, e provaram que uma defesa sólida traz campeonatos. No último jogo, o jogo 5 em casa, Big Ben teve 18 pontos e 22 rebotes, sendo o terceiro título da franquia desde 1990. Toda vez que Ben Wallace fazia ponto ou pegava um rebote, emitia-se o som do Big Ben, em alusão ao monumento de Londres. 
Maior briga da história
   A temporada seguinte foi marcada pela maior briga da história entre Wallace e Artest, Big Ben foi suspenso por 6 jogos e seu irmão David Wallace teve um ano de condicional e trabalho comunitário por perfurar jogadores dos Pacers nas arquibancadas. Nesse ano foi novamente o Jogador Defensivo do Ano e Primeiro Time de Defesa, e novamente chegaram até as finais para defender o título, desta vez contra o San Antonio Spurs e sucumbiram a Tim Duncan e o ataque da franquia texana. A temporada seguinte foi a última nos Pistons, ele foi pela quarta vez seguida All-Star, foi novamente Jogador Defensivo do Ano e pela quinta vez consecutiva Primeiro Time de Defesa, além de ser o líder da liga em rebotes ofensivos com 301. Com 64 vitórias e líderes da Conferência Leste chegaram até as finais da NBA contra o Miami Heat, mas desta vez perderam com Big Ben caindo de produção. Ao final da temporada ele testou a agência livre e encerrou uma era, onde era o âncora da defesa e dos rebotes da franquia de Detroit.
   Como agente livre foi jogar no Bulls, onde era o motor defensivo da franquia, e chegando novamente aos Playoffs contra o Heat. Os Bulls surpreenderam e varreram o Heat, pegando em seguida os Pistons, antiga equipe de Wallace. Os Pistons abriram 3-0, os Bulls encostaram mas caíram no jogo 6. Na temporada 2007/08, foi trocado após 50 partidas indo para o Cleveland Cavaliers. Em seus quase dois anos como membro dos Bulls sofreu com lesões no joelho e teve médias de 5.7 pontos, 9.7 rebotes, 1.9 assistências e 2 tocos. Nos Cavaliers atuou como ala/pivô, tendo médias de 4.2 pontos, 7.4 rebotes e 1.7 tocos, chegou até as finais de conferência mas perdeu para os Celtics em 7 jogos. Ele foi negociado para os Suns, onde nem chegou a atuar.
   Em 2009 retornou aos Pistons com um contrato de uma ano, depois reassinou por mais dois anos em 2010 e tornou-se o 34° jogador a alcançar a marca de 10000 rebotes na carreira em uma partida contra o Orlando Magic. Ainda em 2010 atingiu a marca de 1000 partidas, sendo o 95° atleta a alcançar o feito e em 2012 passou Avery Johnson para o maior número de partidas para um atleta não draftado. Ontem teve seu número aposentado pelos Pistons.
   Apesar de seu tamanho para ala/pivô, Big Ben atuou como pivô em toda carreira praticamente, é um dos únicos cinco jogadores a ter mais tocos do que faltas, e o único que tem mais roubos de bola que erros. Ele tem o pior percentual da história de aproveitamento nos lances-livres com 42%, o que o fez ser alvo de faltas no último período (parecido com o hack-a-shaq).
Camiseta aposentada pelos Pistons
   Ele foi 1 x Campeão da NBA, 4 x All-Star, 4 x Jogador Defensivo do Ano, 6 x All-NBA Primeiro Time de Defesa, 5 x All-NBA Segundo Time, 2 x Líder da liga em rebotes, 2 x Líder da liga em rebotes ofensivos, único jogador da história a ter 4 temporadas consecutivas com 1000 rebotes, 100 tocos e 100 roubos de bola, um dos três jogadores a ter 150 tocos e 100 roubos de bola em sete temporadas seguidas, um dos cinco da história a liderar a liga em tocos e rebotes na mesma temporada, um dos três a ter médias de 15 rebotes e 3 tocos em mais de uma temporada, único jogador não selecionado na história a ser votado para ser titular no All-Star Game, um dos dois jogadores a receber quatro vezes o título de Jogador Defensivo do Ano, líder dos Pitons em tocos.
   Para um jogador que não foi selecionado o Big Ben é um mito, jogou realmente muito bem, um dos melhores defensores que atuou na liga e com uma voracidade absurda. Fica aqui nossa singela homenagem e dois vídeos, o primeiro sobre sua carreira e o segundo da cerimônia de ontem da aposentadoria de seu número.









quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Baron Davis de volta a ativa

Voltando a jogar

   De acordo com Marc J. Spears do Yahoo Sports, Baron Davis irá atuar na D-League, era esperado hoje para assinar um contrato segundo Todd Ramasar seu agente. 
   Davis, que está com 36 anos e foi duas vezes All-Star decidiu no último final de semana que irá assinar um contrato para jogar na D-League depois de pensar por dois anos. Ramasar disse que a esposa de Davis recentemente deu a luz seu segundo filho, o que adiou os planos de assinar com a D-League até depois de 20 de janeiro. O Dallas Mavericks, que têm sido conhecido por adicionar veteranos da NBA ao seu time afiliado da D-League, o Texas Legends, que procurou Davis em Los Angeles no domingo passado.
   "Ele está ansioso para jogar na D-League e mostrar as equipes o que ele é capaz de fazer. Ele sente que é o momento certo. Mais do que tudo, Davis tem treinado e está confiante em seu corpo. Ele sente que está pronto para voltar para a NBA". - disse Ramasar.
   Davis jogou pela última vez na NBA durante a temporada de 2011/12 com o New York Knicks antes de romper ligamentos do joelho direito durante os Playoffs. O veterano em 13 anos de NBA tem médias de 16.1 pontos, 7.2 assistências e 3.8 rebotes. Ele tem treinado diariamente com o ex-assistente da NBA e treinador de desenvolvimento  Rico Hines, seu ex-companheiro de UCLA. A última vez que atuou competitivamente foi na Drew League Pro-Am em Los Angeles no último verão.
   "Todo jogador profissional que ser aposentar nos seus termos. Seu último jogo não foi do que jeito que ele queria para sair. Ele está muito animado com a D-League". - disse Ramasar que jogou com Davis na UCLA. 
   Uma vez assinado seu contrato com a D-League, Davis mergulha num piscina de possibilidades. A partir de terça-feira a noite, a ordem de preferência para contratos é Austin (San Antonio Spurs), Delaware (Philadelphia 76ers), Texas (Dallas Mavericks), Fort Wayne (Indiana Pacers) e Westchester (New York Knicks). Ramasar disse que Davis não tem preferência por time na D-League. Ele pode receber no máximo 25000 dólares e no mínimo 13000. Durante sua carreira da NBA recebeu 147 milhões de dólares. Desde que deixou a NBA, Davis está envolvido em atuar e também produzir um documentário sobre a Drew League.
   Sua volta ao basquete já é boa, Davis foi um dos armadores que mais gostei de ver jogar e quem sabe não consegue uma vaga em uma equipe da NBA se estiver em boa forma.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Calipari nos Nets?

Voltando para os Nets?

   120 milhões, essa é a bagatela para que Calipari volte a treinar uma equipe da NBA, segundo Brad Penner do USA Today.
   Como todo ano acontece, mais uma vez se especulou Calipari na NBA. Algumas reportagens ligam o treinador ao Brooklyn Nets, o mais recente rumor sugere que o técnico de Kentucky pediu 120 milhões por 10 anos, de acordo com Adrain Wojnarowski do Yahoo Sports.
   No passado o nome de Calipari já foi alvo de inúmeros rumores sobre ofertas de trabalho na NBA, mas com a demissão de Lionel Helllis dos Nets e com a renovação do GM Billy King, Broklyn está de volta a procura de um treinador. E o melhor, Calipari já treinou os Nets de 1996 a 1999.
   Ele teria recusado uma proposta de 10 anos e 80 milhões para treinar o Cleveland Cavaliers em 2014, o que levou os Cavs a contratarem David Blatt. De acordo com Wojnarowski, ele rejeitou a oferta pois foi apenas um aumento gradual sobre o que ganhava para supervisionar o programa de basquete dos Wildcats. O três vezes treinador do ano também têm sido associado ao Sacramento Kings, onde joga seu ex-pivô DeMarcus Cousins, e que faz muita propaganda para sua contratação. Ele teve algumas conversas com Vivek Ranadive na última primavera, mas o proprietário da equipe não poderia obter apoio dos sócios minoritários para contratá-lo. Posteriormente Calipari declarou que não tinha intenção em deixar Lexington.
   Se falarmos do sucesso em quadra a sua única mancha na carreira é a NBA. Em sua breve experiência no final dos anos 90, em duas temporadas e meia nos Nets conseguiu 72 vitórias e 112 derrotas, levando a franquia a uma série de Playoffs. Calipari é um grande treinador do basquete universitário, junto com Coach K são os melhores disparados, mas não sei se os Nets seriam bons para ele. A equipe é muito fraca e o treinador iria precisar trabalhar muito para melhorar, mas tem o outro lado, um cara com o seu nome pode ser bom para fechar negócios, em trocas ou com agentes livres. É um bom nome, um grande treinador, mas o desafio é enorme.

domingo, 10 de janeiro de 2016

Heróis do passado: Alonzo Mourning

Monstro em Georgetown
   Hoje vamos contar a história de um ídolo dos Hornets e Heat, Alonzo Mourning, um dos grandes alas/pivôs e pivôs da história da NBA. Um membro da Hall da Fama, que fez sucesso por onde passou na liga e dominou as quadras enquanto jogava.
   Começou jogando basquete no Ensino Médio, em Indian Ruver, Chesapeake, Virginia, onde em seu primeiro ano levou sua equipe a 51 vitórias consecutivas e um campeonato estadual em 1987. Como senior teve médias de 25 pontos, 15 rebotes e 12 tocos por partida, ele foi nomeado jogador do ano pelo USA Today, Parade, Gatorade e Naismith. Em seguida jogou basquete na Universidade de Georgetown, em seu primeiro ano foi o líder em tocos da NCAA e foi All-American em seu último ano.
Um novato que brilhava
   Sua carreira profissional começou em 1992, quando foi a segunda escolha geral do Draft atrás de Shaquille O'Neal. De cara foi eleito para o All-Rookie Primeiro Time com médias de 21 pontos, 10.3 rebotes e 3.5 tocos, terminando em segundo na eleição de Novato do Ano. Ele teve a maior média de pontuação de um novato dos Hornets, juntamente com Shaq, tornaram-se os primeiros novatos desde David Robinson (89/90) a ter médias de 20 pontos e 10 rebotes em suas primeiras temporadas. Em apenas 49 partidas quebrou o recorde de tocos da franquia, tornando-se o líder de todos os tempos dos Hornets.
   Na temporada 1994/95, Mourning e Larry Johnson lideraram a franquia a 50 vitórias e os Playoffs. Ele liderou a equipe em pontos (21.3), rebotes (9.9), tocos (2.2) e percentual dos arremessos de quadra (51,9%), sendo All-Star na temporada. Ao final da temporada rejeitou um contrato de extensão de 11.200.000 por sete anos, sendo negociado juntamente com mais dois colegas por Glen Rice, Matt Geiger, Khalid Reeves e uma escolha de primeira rodada do Draft de 1996.
Heat, onde chegou ao ápice da carreira
   No Heat foi a peça central da equipe de Pat Riley, tendo médias de 23.2 pontos, 10.4 rebotes e 2.7 tocos em sua temporada de chegada. Na temporada seguinte o Heat chegou a 61 vitórias, o recorde da franquia, ficando em segundo lugar na Conferência Leste atrás do Chicago Bulls e Mourning com médias de 19.8 pontos, 9.9 rebotes e 2.9 tocos. Nos Playoffs chegaram até as finais onde caíram para o Bulls, mas o auge foi contra os Knicks onde no jogo 5 Charles Oakley e Mourning brigaram, após muitas suspensões, no jogo 6 anotou 22 pontos e 12 rebotes e no jogo 7 anotou 28 pontos, sendo crucial para levar o Heat as finais. 
   Na temporada de 1998/99, do lockout, teve médias de 20.1 pontos e as mais altas médias da carreira em rebotes (11) e tocos (3.9), o Heat foi campeão da Divisão Atlântico. Mourning foi o Jogador Defensivo do Ano, All-NBA Primeiro Time e segundo colocado na votação de MVP, atrás de Karl Malone. Mesmo assim forma eliminados pelos Knicks os Playoffs. No ano seguinte foi novamente o Jogador de Defesa do Ano, e novamente enfrentaram os Knicks e mais uma vez foram derrotados. Durante a entressafra, Moruning sofreu com uma esclerose glomerular focal, uma doença renal que lhe tirou de ação por cinco meses, atuando assim em apenas 13 partidas e na primeira rodada dos Playoffs quando foram eliminados pelos Hornets. Na temporada de 2002, mesmo com sua doença renal, atuou por 75 jogos, foi All-Star mas com uma nova eliminação dos Playoffs seu contrato não foi renovado.
   Como agente livre em 2003 assinou com o New Jersey Nets por 4 temporadas, mas em novembro desse ano se aposentou por problemas renais. Em dezembro fez um transplante de rins, e em 2004 voltou a treinar com os Nets, ele não queria ficar no Nets, e foi negociado com os Raptors, mas sem nunca ter atuado. Depois de um período de afastamento e insucesso voltou ao Heat, no dia 1° de março de 2005 assinou como reserva de Shaq, mas em muitos momentos foi um motor para equipe com as lesões do colega. Ainda assim, ambos jogaram juntos algumas vezes, com Mourning atuando como ala/pivô. Seus minutos foram reduzidos devido suas condições físicas, mas mesmo assim sua forte defesa ajudou o Heat a ser o segundo melhor time do Leste, sua intensidade lhe rendeu um apelido para os fãs do Heat: The Ultimate Warrior. Jogando apenas 20 minutos foi o terceiro na liga em tocos com 2.66 por partida. O Heat foi as finais de conferência e caiu para os campeões Detroit Pistons.
   A temporada seguinte foi a mais marcante de sua carreira, foi o ano em que venceu o campeonato. O Heat trouxe Gary Payton e Antoine Walker, veteranos a procura de um título, e com Mourning mais uma vez sendo o terceiro em tocos na liga chegaram até as Finais. Depois de perderem para os Mavericks as duas primeiras partidas, venceram todos os jogos em sequência e conquistaram o título da NBA, liderados por Wade. A temporada de 2006/07 foi sua última, ele voltou a Miami mesmo com propostas melhores e queria defender o título, mas em um jogo contra os Hawks após atuar por 24 jogos, rompeu o tendão patelar do joelho direito no dia em que completava quatro anos de sua operação renal. Não retornando mais a atuar, mesmo com rumores de retorno em 2008/09.
   Em 2007/08 tornou-se o líder de todos os tempos do Heat em pontos (atualmente é o segundo), tem a maior média de tocos por 48 minutos na NBA com 5.46, foi 1 x Campeão da NBA, 1 x All-NBA Primeiro Time, 2 x Jogador de Defesa do Ano, 2 x All-NBA Primeiro Time de Defesa, 7 x All-Star, 1 x Líder da NBA em tocos, teve seu número 33 aposentado pelo Heat, membro do Hall da Fama de Hampton Roads Sports que homenageia atletas, treinadores e administradores que contribuíram para o esporte no sudeste da Virginia, membro do Hall da Fama do Virginia Sports e em 2014 tornou-se membro do Hall da Fama do Basquete.
   Teve uma brilhante carreira e merecia nossa homenagem, se não fosse seu problema renal poderia ter jogado mais algumas temporadas e abrilhantado ainda mais a belíssima carreira. Fica aqui nossa homenagem e abaixo um vídeo da carreira do astro:

sábado, 9 de janeiro de 2016

Interminável

33 mil pontos na carreira, mais uma marca da fera

   Kobe já é considerado um dos melhores jogadores da história da NBA, um jogador diferenciado e um dos melhores arremessadores. Contra o Sacramento Kings atingiu uma marca para poucos, ele juntou-se ao seleto grupo dos 33 mil pontos na carreira, ao lado de dois ex-Lakers: Kareem Abdul-Jabbar e Krl Malone.
   Com o seu arremesso mais tradicional, um fadeway, tornou-se o mais jovem atleta a atingir a marca dos 33 mil pontos. No jogo Kobe teve um excelente primeiro tempo, anotando 18 pontos em 19 minutos. Infelizmente não impediu mais uma derrota dos Lakers, mas mesmo assim vai encerrando a carreira de forma espetacular, provando porque é uma lenda do basquete.
   Mesmo sabendo que essa temporada é a última, podemos pensar se Kobe ainda alcançara Karl Malone. O Black Mamba está a 899 pontos da marca, faltando 44 jogos para acabar a temporada o ala tem médias de 17.6 pontos que se mantida chegará a 774.4 pontos a mais. Para alcançar Malone precisaria de 20.4 pontos por jogo, mas não podemos duvidar dele, se chega a saber dessa contagem é capaz de buscar o recorde. 
   Independentemente do que acontecer até o final da temporada, Kobe será uma lenda e vai saber o que mais de espetacular o astro não consegue, ainda temos o All-Star em que ele é o mais votado e se bobear ele voa para ser o MVP. Vamos aproveitar os últimos jogos de Kobe na liga, as lendas são eternas mas seus jogos não!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Lebron sobre Joey Crawford: "Muito respeito a ele"

O "melhor" da história

   A grande dupla de Lebron James na NBA anunciou que vai se aposentar, não é Wade, nem Irving, falo de Joey Crawford. Brincadeiras a parte, Lebron se manifestou a Chris Haynes do Cleveland.com: "Eu joguei com ele quando era jovem, joguei com ele em jogos finais, em temporadas regulares, e ele nunca vacilou. Ele tem sido o mesmo cara em um jogo de pré-temporada, e todo caminho até as finais, é obviamente sabemos o que vem com isso. Sempre foi uma referência, alguém com quem se pode falar. Muito respeito a ele".
   Lebron ainda salientou a maneira própria como Crawford faz algumas chamadas: "Os Joy-imos, ele tem o seu jeito de fazer algumas chamadas, caminhadas ou bloqueios, coisas do tipo, ele tem seu jeito, mas é sempre bom". Porém a excitabilidade de Crawford ocasionalmente lhe gera problemas, o mais famoso quando ejetou Tim Duncan de um jogo de Playoffs por rir no banco, uma decisão impulsiva que fez Crawford ser suspenso pela liga e levou-o a procura aconselhamento para gestão de raiva. Na final da temporada passada, teve de pedir desculpas a Timofey Mozgov, por tê-lo mandado calar a boca durante uma partida.
   Lebron completou: "Ele foi definitivamente um marco na em nossa liga, e acho que ele está definitivamente deixando uma marca. Ele tem sido um grande árbitro por tantos anos e eu acho que o mais importante, ele fez o seu caminho. Espero vê-lo novamente antes desta temporada, assim que posso parabenizá-lo por uma grande carreira. Ele merece'.
   Crawford começou a trabalhar na NBA em 1977, foi envolvido em problemas de falsificação do imposto de renda em 1998, ele declarou-se culpado e se demitiu da NBA, mas foi recontratado em 1999. Em 2005 tornou-se o sexto árbitro da história a apitar 2000 partidas. No último dia 2 de janeiro, admitiu que essa será sua última temporada, e devido  uma lesão no joelho ficará de fora de boa parte da temporada. Pretende retornar em março, e já é o árbitro que mais apitou partidas de playoffs (313 jogos), e deve aumentar a contagem. 
   Particularmente não gosto dele, e muitos que assistem NBA também não, inúmeras vezes vi erros grotescos de Crawford, andadas, faltas e outras ações que ele deixava passar. Ele é marcante na NBA, mas muito mais por seus erros que acertos. Abaixo uma compilação da carreira de Crawford, tirem suas conclusões:

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Heróis do passado: Christian Laettner

Um dos maiores atletas universitários da história
   Hoje nossa série vai contar a história de um grande jogador do basquete universitário, talvez o melhor de todos, membro do Dream Team, mas que não teve uma carreira brilhante na NBA. Vamos lembrar hoje a história de Christian Laettner.
   Laettner estudou no Ensino Médio em Nichols, uma escola privada, onde teve de trabalhar como zelador para pagar os custos de seu estudo. Jogando basquete pela equipe da escola, foi duas vezes campeão estadual e chegou a uma semifinal, anotando um total de mais de 2000 pontos, estabelecendo um recorde. Devido as suas habilidade, foi muito procurado por Universidades para integrá-las.
   Ele optou por jogar em Duke, atuando de 1988 até 1992, treinado por Mike Kryzewski. Sendo o melhor jogador do torneio nos seus últimos dois anos, levou a Universidade de Duke a seus dois primeiros títulos na história. Sendo titular em seus quatro anos, com suas aparições no Final Four como sophmore e freshman, ele atuou em 23 de 24 jogos possíveis do Final Four, ganhando 21, sendo ambos recordes. Laettner teve médias de 16.6 pontos e 7.8 rebotes, convertendo quase metade dos arremessos de três, em sua última temporada teve média de 21.5 pontos e foi escolhido o jogador do ano. Após sua temporada derradeira Duke aposentou o número 32 que usava, e até hoje é considerado como um dos melhores, senão o melhor jogador universitário da história, e está imortalizado no Hall da Fama do Basquetebol Universitário.
   É detentor de recordes do torneio da NCAA, maior número de pontos marcados (407), maior número de lances livres convertidos (142), maior número de lances livres tentados (167), maior número de jogos ganhos (21) e maior número de jogos disputados (23). Além disso, é conhecido por suas performances clutchs, a mais famosa na final de 1992 contra Kentucky, idêntica a final regional de 1990 contra UConn. Em amas as oportunidades Duke perdia por um ponto a dois segundos do fim da prorrogação, e Laettner converteu um jumper acabando o tempo. 
Único membro do Dream Team que não era profissional
   Ele é especialmente conhecido por seu jogo de costas para cesta, e arremesso com giro na final de 1992, noite em que esteve perfeito, acertando dez por dez dos arremessos de quadra, e dez por dez dos lances livres, terminando a partida com 31 pontos. No ano seguinte foi eleito pela ESPN como Jogador Universitário do Ano e Mais incrível performance sobre pressão, e também recebeu o prêmio de Mais incrível performance universitária do ano. O arremesso da vitória contra Kentucky tornou-se um ícone cultural, frequentemente televisionado em montagens de basquete universitário, e em 2006 foi eleito como o quinto momento mais memorável da história do esporte.
   Como atleta nacional do ano, foi integrante do Dream Team de 1992 que conquistou o ouro olímpico em Barcelona. A equipe é considerada uma das melhores da história e foi introduzida no Hall da Fama Olímpico dos EUA e no Hall da Fama do Basquete.
3° escolha do Draft de 1993
   Sua carreira na NBA não empolgou, ele foi a terceira escolha do Draft de 1993 pelo Minnesota Timberwolves e atuou por 13 anos, anotando 11121 e 5806 rebotes, em suas primeiras seis temporadas, as melhores de sua carreira com 16.6 pontos e 7.9 rebotes por jogo, sendo All-Time dos Novatos e All-Star em 1997. Como membro do Atlanta Hawks, teve seu melhor desempenho chegando duas vezes a segunda rodada dos Playoffs. Mas sua carreira foi marcada pela transitoriedade, atuando no máximo três temporadas em uma mesma equipe, sendo negociado seis vezes. Se aposentou em 2005, jogando pelo Miami Heat, depois jogou uma temporada pelo Jacksonville Giants da ABA e atuou como assistente técnico do Fort Wayne Mad Ants da D-League.
   Deixou a NBA com médias de 12.8 pontos, 6.7 rebotes e 2.6 assistências, sua passagem como profissional nunca atingiu suas atuações universitárias, mas mesmo assim foi membro do Dream Team e é um grande nome da história do basquete. Fica aqui nossa singela homenagem. Abaixo dois vídeos da carreira de Laettner:



sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Dois times em um só


   Como um jogador consegue fazer diferença para sua equipe, na quarta a noite acompanhava a partida entre Warriors e Mavericks, os atuais campeões sem seu principal atleta, e nem pareciam o time que tinha apenas uma derrota no campeonato.
   Sem Curry, quem deveria chamar a responsabilidade era Klay Thompson, mas o ala jogou muito mal, estava completamente perdido em quadra, anotou apenas 10 pontos e acertou 4 em 15 arremessos. Tudo bem que os Warriors também não tinham Harrison Barnes, mas Thompson é um jogador que pode conduzir uma equipe sozinho, com visão de jogo, bom arremessador, sabe cadenciar a bola, e não jogou nada. A falta de Curry foi muito sentida, os Warriors não conseguiam se organizar em quadra, erravam arremessos sempre forçados e não conseguiam parar Zaza Pachulia, que dominou o garrafão.
   Foi uma derrota que não aconteceria com Curry, o Dallas não vencia a equipe de Golden State a algumas partidas e não é superiora, teve uma noite brilhante em que todos jogaram muito bem.  Pachuila teve um duplo-duplo de 14 pontos e 15 rebotes, sendo 8 deles ofensivos, Wesley Matthews acertou 3 de 4 nas bolas de três, Dirk fez 18 pontos e Barea teve 23 pontos e 6 assistências, jogando muita bola. 
   Ontem a noite Thompson chamou a responsabilidade, anotou 38 pontos e os Warriors venceram fora de casa os Rockets. Mas, sem Curry, a equipe depende que outros caras joguem bem, o armador e MVP faz diferença demais, com ele em quadra todo mundo joga melhor, ele sabe o que fazer com a bola e como ajudar os companheiros de equipe. Acredito que eles não batam o recorde do Bulls de vitórias, mas devem chegar perto e com Curry saudável é algo plausível, mas sem ele nem pensar.
   Todas as equipes tem um jogador que se destaca, que sem ele fica difícil, mas parece que nos Warriors sem Curry é quase impossível uma vitória. O jogo de ontem foi arrastado, abrindo 12 pontos de diferença no final da partida, mas é nítida a falta que o Curry faz. Vamos ver como vão se desenrolar as partidas sem o MVP, mas mais algumas derrotas devem aparecer.