sábado, 30 de abril de 2016

Paul Pierce ainda não decidiu seu retorno

Paul Pierce 50-50 para continuar a carreira

   Horas após o Los Angeles Clippers ser eliminado dos Playoffs, Paul Pierce não sabe ao certo se retornará ou não para a sua 19° temporada.
   O jogador de 38 anos disse a repórteres no sábado que ele tem 50% de chances de voltar, mas disse que vai evitar tomar uma decisão pautado em suas emoções.
   Pierce concordou com um negócio de três anos, no valor de 10 milhões de dólares antes dessa temporada, sendo 3,5 milhões no próximo ano e 3,7 milhões na temporada 2017/18, apesar de apenas 1 milhão estar garantido.
   Depois de ser titular em 73 partidas com o Washington Wizzards na temporada 2014/15, Pierce atuou como reserva para o Clippers. Ele começou em apenas 38 das 68 partidas que jogou, tendo médias de 6.1 pontos, 2.7 rebotes e 1 assistência em 18.1 minutos por partida, todas as médias mais baixas da carreira.
   Na última sexta-feira os Clippers foram eliminados pelo Portland Trail Blazers em seis jogos. Não sei se Pierce voltará, mas confesso que vê-lo jogando vindo do banco não condiz com a carreira excelente que teve, infelizmente essa temporada não lhe proporcionou manter seu jogo. Espero que ele termine seu contrato com o Clippers, acho que ele vai querer voltar e encerrar a carreira do melhor jeito possível e jogando o seu melhor.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Último ano de Kevin Garnett?

21 temporadas e talvez indo para mais uma

   O futuro de Garnett ainda é incerto, ele tem um contrato assinado para a temporada 2016/17 com o Minnesota Timberwolves, mas poderia decidir se aposentar a qualquer momento. Até o momento o novo treinador, Tom Thibodeau, não falou com o ala pivô veterano de 21 temporadas, ninguém tem certeza do que vai acontecer.
   "Nesse momento é muito cedo para falar sobre isso até que eu tenha uma oportunidade de falar com ele. Ele ganhou esse direito. Eu quero sentar e ver o que ele está pensando, como ele está se sentindo, e depois vamos ver o que tirar disso". - disse Thibodeau ao Pioneer Press na terça-feira.
   Garnett deve jogar a próxima temporada, ele ganhará 8 milhões. Na última temporada atuou em 38 partidas, em torno de 14,6 minutos por jogo e teve médias de 3.2 pontos e 3.9 rebotes. Mesmo com números tão baixos a presença de Garnett e sua experiência são fundamentais para o jovem elenco, especialmente para Karl Anthony-Towns, o provável novato do ano e que atua como ala/pivô ou pivô. Os conselhos de Garnett podem tornar o jovem atleta um grande astro da posição, e ser uma peça fundamental para o futuro da franquia.
   Particularmente, como torcedor, espero ver Garnett mais um aninho e poder ver toda a sua energia e malícia em quadra. Tomara que o veterano queira jogar mais uma temporada.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Kevin McHale cotado para ser treinador dos Kings

Excelente opção para os Kings

   Enquanto a busca pelo novo treinador dos Kings continua incerta, um nome emerge como primeira opção entre tantos outros, o de Kevin McHale. Ex-treinador do  Minnesota Timberwolves e do Houston Rockets, é o favorito para assumir o cargo de acordo com James Ham da CSN.
   Em sete temporadas como treinador, McHale tem 232 vitórias e 185 derrotas, chegando a pós temporada em quatro oportunidades. Ele foi demitido de suas funções no Houston Rockets no começo da temporada, apos um inicio com 4 vitórias e 7 derrotas. Na minha opinião uma decisão extremamente precipitada.
   Os Kings teriam entrevistado Vinny Del Negro na segunda-feira, assim como Mark Jackson, Mike Woodson, Sam Mitchell, Nate McMillan, e Luke Walton, todos estes candidatos ao posto de treinador. De acordo com Ham, o assistente técnico do Memphis Grizzlies, Elston Turner, foi adicionado a lista recentemente.
   De todas as opções acredito que McHale seja a melhor, um treinador bem sucedido nas suas sete temporadas, que chegou as finais de conferência no ano passado e que pode fazer a equipe do Sacramento Kings voltar aos bons tempos do começo dos anos 2000.

domingo, 24 de abril de 2016

Heróis do passado: Stephon Marbury

Primeira equipe na NBA
   Hoje nossa série vi relembrar a carreira de um grande armador que passou pela NBA, fez muito sucesso nos anos 2000 e ainda joga basquete profissional na China. Contaremos hoje um pouco da trajetória de Stephon Marbury, muito conhecido por seus tempos de Phoenix Suns e New York Knicks.
   Marbury, também conhecido por Starbury em sua juventude, nasceu e foi criado em Coney Island bairro do Brooklyn em Nova Iorque. Ele foi uma estrela da Abraham Lincoln High School, sendo nomeado após seu último ano como Mr. Basketball do Estado de Nova Iorque, sendo diversas vezes anunciado como o próximo grande armador de Nova Iorque a ter sucesso na NBA, seguindo os passos de Mark Jackson e Kenny Anderson.
   Em 1995 foi nomeado All-American juntamente com vários futuros atletas da NBA (Kevin Garnett, Paul Pierce, Shareef Abdur-Rahim e Antawn Jamison), sendo colocado no TOP 5 para o recrutamento. Ele foi fortemente seguido por Georgia Tech, principalmente pelo treinador Bobby Cremins, eventualmente ele assinou com a universidade. Em Georgia Tech atuou por apenas um ano, onde teve médias de 18.9 pontos, 4.5 assistências e 1.8 roubos de bola por partida, levando a equipe a um recorde de 24-12 e as Semifinais da Regional, onde perderam para Cincinnati. Após essa temporada ele tornou-se elegível para o Draft.
   Sua carreira na NBA começou em 1996 quando foi a 4° escolha do Draft, selecionado pelo Milwaukee Bucks, sendo imediatamente trocado para o Minnesota Timberwolves por Ray Allen e uma escolha de primeira rodada. Em sua primeira temporada teve médias de 15.8 pontos e 7.8 assistências, sendo nomeado para o All-Rookie Primeiro Time. Formando dupla com Kevin Garnett, levaram os Wolves aos Playoffs em 1997 e 98. Na temporada de 1999, encurtada pelo lock out o agente de Marbury exigiu uma troca, disse que o atleta queria ficar mais perto de casa, alguns falam que eram por questões de patrocínio, outros por não gostar de Minnesota e tem quem diga que foi por conta do contrato oferecido a KG. Fato é que ele foi negociado e acabou indo jogar no New Jersey Nets, em um acordo que mobiliou três franquias.
Grandes momentos na carreira foram no Nets
    Nos Nets teve grandes momentos de sua carreira, foi All-Star, anotou a pontuação mais alta da carreira, 50 pontos, mas mesmo com toda essa pompa por suas ações individuais, a franquia de New Jersey nunca chegou aos Playoffs. Em 2001 foi trocado para o Phoenix Suns, lá fez um bom trio com o novato do ano Amar'e Stoudemire e Shawn Marion, chegando aos Playoffs mas foram varridos pelos Spurs na primeira rodada.
   Em 2004 foi para um novo time, New York Knicks, finalmente em casa, franquia que torcia e cidade natal. Na temporada de 2005/06 teve problemas com o treinador Larry Brown, que foram cruciais para ao final da temporada, aliado ao mau desempenho da equipe, culminar com a demissão de Brown. Na temporada seguinte, Marbury se firmou como peça chave para a evolução da equipe, que melhorou em 23 vitórias o seu recorde. Na temporada 2007/08, logo de início foi conturbada, com Marbury e Isiah Thomas atual treinador, tendo problemas de relacionamentos que afetariam o andamento da temporada. Em abril de 2008 Isiah Thomas foi demitido, perdendo suas funções de diretor e presidente, sendo substituído por Mike D'Antoni. Com a chegada do novo treinador a franquia assinou com Chris Duhon, o que aparentemente acabaria com a titularidade de Marbury, o treinador lhe propôs jogar 35 minutos por jogo, mas ele se recusou e foi proibido de assistir aos treinos e jogos do New York Knicks.
Nova vida na China
   Sendo assim, em 2009 após muitas especulações tornou-se membro do Boston Celtics, onde assinou um contrato de um ano no valor mínimo de um veterano. Marbury não concordava com o contrato, e mais tarde na temporada disse que iria tirar um ano para atender seus interesses comerciais. Sua carreira na NBA se encerrou aqui, em janeiro de 2010 assinou com o Shanxi Zhongyu Brave Dragons, da CBA (Associação Chinesa de Basquete), em 2011 foi para o Foshan Dralions e desde 2011 atua no Beijing Ducks onde foi três vezes campeão e MVP da liga na temporada 2014-15.
   Mesmo ainda em atividade, Marbury merece ser lembrado por seus feitos na NBA, seu estilo de jogo arrojado e sua visão de jogo, seu lance no All-Star Game contra Vlade Divac é incrivelmente lembrando. Ele foi 2 x All-Star, 2 x All-NBA Terceiro Time, 3 x Campeão da CBA, 6 x CBA All-Star e CBA MVP das finais de 2015. Abaixo um vídeo sobre sua carreira e um vídeo com sua jogada histórica.





sábado, 23 de abril de 2016

Na mira do New York Knicks

Na mira do New York Knicks, segundo colocado no prêmio de Sexto Homem do Ano

   Após uma decepcionante temporada de apenas 32 vitórias para franquia, o New York Knicks, inevitavelmente procura fazer uma melhoria em seu elenco neste verão, principalmente na posição de armador.
   Mesmo com armadores talentosos sendo agentes livres, os Knciks podem estar de olho em um negócio com o armador do Sacramento Kings, Darren Collison, de acordo com as fontes de Ian Begley da ESPN. Collison se destacou vindo do banco, com médias de 14 pontos, 4.3 assistências, 1 roubo de bola e 41,8% de aproveitamento dos arremessos, médias que lhe renderam a segunda posição no prêmio de Sexto Homem do Ano. O jogador tem um ano de contrato restando e está programado para ganhar 5,2 milhões de dólares em 2016/17, o que seria um negócio muito bom dado o aumento no cap das equipes.
   Com pelo menos 18 milhões de espaço sobrando no cap, os Knicks provavelmente teriam dinheiro suficiente para assumir o contrato de Collison, tendo dinheiro de sobra para trazer um agente livre de qualidade. Acho que essa movimentação deve ser boa para os Knicks, Jose Calderon e Jerian Grant armavam o jogo, Grant é um jovem e seu futuro incerto, Calderón um veterano indo para a 11° primeira temporada que não rende muito. Collison pode ser uma chegada boa para compor um trio com Anthony e Porzingis, quem sabe os Knicks não contratam um agente livre bom e compõem um base sólida para a franquia?

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Wizards perto de fechar com Scott Brooks

Treinador de sucesso no Thunder está perto do Wizards

   O Washington Wizards teria feito uma proposta bem lucrativa para Scott Brooks. O presidente Ernie Grunfeld foi até Southern California para falar com Brooks, quarta-feira passada com esperanças de contratá-lo por cinco anos em um acordo entre 30 e 35 milhões de dólares, de acordo com Marc Stein da ESPN.
   Stein informou no começo da semana que o Wizards intensificou sua busca por Brooks, em um esforço para contratá-lo antes do Houston Rockets (que ainda não tem oficialmente uma vaga com a temporada em curso), tentar fazer negócios. Os Rockets mantinham uma esperança de que Brooks iria adiar uma tomada de decisão, até que essa proposta apareceu.
   O Wizards aparentemente tinham intenções em contratar Brooks desde a demissão de Randy Wittman, das suas funções após a decepcionante temporada com a equipe. Até esse momento, nenhuma notícia aponta para qualquer outra nome como treinador da franquia de Washington.
   Scott Brooks tem um recorde de 338-207 (62% de aproveitamento) em sete temporadas com o Oklahoma City Thunders, levando a equipe as finais da NBA em 2012, e as finais da Conferência Oeste em 2011 e 2014. Na minha opinião é um grande nome, um excelente treinador que sabe fazer seus atletas jogarem bem, até mesmo os mais limitados, uma excelente opção. Se o negócio se confirmar para o Wizards é uma aquisição muito boa, talvez até melhor do que possam conseguir com os agentes livres.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Benny The Bull de partida?

Barry Anderson anunciou que deixará o Bulls no final de junho

   O mascote mais carismático, divertido e fantástico da NBA é fruto do trabalho de Barry Anderson, que anunciou que vai se aposentar.
   Após vencer o prêmio de Mascote do Ano da NBA em 2015, Anderson anunciou em uma publicação do Facebook que irá renunciar seu posto no dia 30 de junho, de acordo com o Chicago Tribune. 
   “Depois de 12 anos incríveis, chegou a hora de eu explorar este mundo, esta vida, sem o meu famoso amigo vermelho. No que foi uma escolha incrivelmente difícil de fazer, decidi que o dia 30 de junho será o meu último com o Chicago Bulls, onde meu coração viverá para sempre.”, escreveu Anderson.
   Ainda não está claro se o personagem, ou o traje, irão mudar com a saída de Anderson. Benny The Bull é a marca registrada do Chicago Bulls, não consigo pensar em outro mascote no seu lugar, ou um traje que não seja o atual, simplesmente é sensacional o trabalho que Anderson executava, fará falta. 


domingo, 17 de abril de 2016

Heróis do passado: Patrick Ewing

Ídolo desde os tempos de Georgetown
   Hoje nossa série vai relembrar a carreira de um ídolo do New York Knicks, um dos 50 melhores jogadores de todos os tempos, o lendário pivô Patrick Ewing. Dominante no garrafão durante os anos 80 e 90, foi um grande jogador universitário e de destaque na NBA.
   Nascido na Jamaica, em Kingston, Ewing era uma destaque no cricket e no futebol. Aos 12 anos mudou-se para Cambridge, Massachusetts, aprendeu a jogar basquete na Cambridge Rindge and Latin School com John Fountain. Ele participou de um programa chamado MIT-Wellesley Upward Bound Program, um programa financiado pelo governo federal para estudantes de baixa renda do ensino médio. Ele foi então jogar basquete na Universidade de Georgetown, e tornou-se cidadão americano durante sua estadia por lá.
   Ewing começou causando impacto em Georgetown, tornou-se um dos primeiros jogadores da universidade a ser titular e uma estrela em sua primeira temporada. Além disso, por seu costume de jogar com uma camiseta de manga curta por baixo do uniforme acabou lançando uma "moda" entre os demais atletas da NCAA. Em 1982, seu primeiro ano, chegaram as finais da NCAA contra North Carolina de Michael Jordan, perdendo no lance final. Na temporada de 1983/84 foram campeões da NCAA com uma vitória de 84 a 75 sobre a Universidade de Houston. Em seu último ano, na temporada de 1985, chegaram mais uma vez a final da NCAA como o melhor time do país e perderam para Villanova que acertou 78,6% dos seus arremessos recorde da NCAA. Ewing foi um dos melhores jogadores universitários de sua época, chegando a 3 finais em 4 anos, sem contar nos inúmeros episódios de racismo que superou durante esses anos.
Uma vida dedicada ao New York Knicks
   Sua carreira na NBA começou em 1985, quando foi selecionado no Draft foi histórico, foi a primeira vez com o sistema de seleção utilizado até então, antigamente era igual ao da NFL onde todas franquias tinham possibilidade de receber a primeira escolha, mesmo sendo campeões na temporada anterior. Ewing foi a primeira escolha, selecionado pelo New York Knicks, e foi o novato do ano, mesmo com as lesões marcando sua temporada de estréia, ele foi All-Rookie Primeiro Time e teve médias de 20 pontos, 9 rebotes e 2 tocos, ele foi considerado como um dos melhores pivôs da liga.
   Os Knicks de Ewing duas vezes tiveram as chances de bater o Bulls de Jordan, em 1992 e 1993, mas em ambas mesmo com uma certa vantagem na série e foram eliminados com viradas. Em 1993 os Knick tinham sido os líderes do leste com 60 vitórias e 22 derrotas, na época segundo melhor marca da história. Na temporada seguinte, sem Jordan, Ewing declarou que seria o ano dos Knicks, e eles chegaram as finais da NBA, algo que não acontecia desde 1973. Mas, novamente, perderam as finais e de virada para o Houston Rockets, depois de ter eliminado Bulls e Pacers em sete jogos. Na época definiu o recorde de arremessos bloqueados em uma série final, e o recorde da NBA em tocos em uma única partida de Playoffs, com 8. Nas duas temporadas seguintes perderam nas semifinais de conferência.
   Sua carreira quase acabou no dia 20 de novembro de 1997, após sofrer uma gravíssima lesão na sua mão do arremesso. Os danos causados foram os mesmos ocasionados em vítimas de acidentes, ele que só tinha perdido 20 jogos nas últimas 10 temporadas, acabou perdendo os últimos 56 jogos. Retornou nos Playoffs, mas mesmo assim não conseguiu levar os Knicks as finais da NBA, perdendo as finais de conferência. Na temporada de 1998/99 conseguiu levar a franquia de New York até as finais, mas perdendo de 4 a 1 para os San Antonio Spurs. Na sua última temporada como membro dos Knicks, ele levou a franquia as finais de conferência mas perdendo novamente, ele se tornou o único jogador dos Knicks a jogar 1000 partidas, é o líder da franquia em partidas 1039  e entrou para um seleto grupo da NBA com 1000 partidas jogadas. 
Ewing se encontrou como assistente técnico
   Depois disso Ewing foi jogar no Seatle SuperSonics e depois no Orlando Magic, quando se aposentou em 2002. Logo após se aposentar trabalhou como assistente técnico do Washington Wizards. Trabalhou de 2003 a 2006 ao Houston Rockets, depois passou pelo Magic e hoje em dia trabalha no Charlotte Hornets como assistente técnico.
   Em 16 temporadas na NBA, ele foi 11 x All-Star, 1 x All-NBA Primeiro Time, 6 x All-NBA Segundo Time, 3 x All-NBA Segundo Time, Novato do Ano em 1986, Líder em pontuação da história dos Knicks, membro dos 50 melhores jogadores da história da NBA, número 33 aposentado pelo Knicks. Ele aposentou-se com médias de 21 pontos, 9.8 rebotes e 2.4 tocos por partida. Uma carreira bem boa né?
   


   

sábado, 16 de abril de 2016

Kobe o último samurai do Draft de 1996

Classe histórica do Draft, muitos jogadores de sucesso

   Parece que foi ontem que Kobe Bryant era aquele jovem de 17 anos, magro recém saído de Lower Merion High School, selecionado pelo Charlotte Hornets na 13° posição do Draft de 1996 e trocado para o Lakers no mesmo dia. 
   Hoje, 20 anos depois, o Black Mamba é considerado como a joia mais rara de uma das classes mais talentosas da história da NBA. Numerosas aparições em All-Star Games, Jogadores Mais Valiosos, e títulos, tudo isso de uma classe que sem dúvida deixou uma marca no basquete.
Allen IversonSixersGeorgetown2001 NBA MVP
Marcus CambyRaptorsMassachusetts2007 Defensive 
Player of Year
Shareef Abdur-RahimGrizzliesCalifornia2002 All-Star
Stephon MarburyBucks (trocado p/ Wolves)Georgia Tech2 x All-Star
Ray AllenWolves (trocado p/ Bucks)ConnecticutLíder de todos os 
tempos em 
bolas de 
três pontos convertidas
Antonie WalkerCelticsKentucky3 x All-Star
13°Kobe BryantHornets (trocado p/ Lakers)Lower Merion HS5 x Campeão da NBA
14°Peja StojakovicKingsPAOK (Grécia)3 x NBA All-Star
15°Steve NashSunsSanta Clara2 x MVP da NBA
17°Jermaine O'NealTrail BlazersEau Claire HS6 x NBA All-Star
20°Zydrunas IlgauskasCavaliersAtletas (Lituânia)N° 11 aposentado
pelo Cleveland 
Cavaliers
   Com a aposentadoria de Kobe com seu espetacular jogo de 60 pontos, ele foi o último jogador da classe de 1996 a deixar as quadras. Nenhum outro jogador dessa classe encontra-se como ativo, mesmo sem Ray Allen se aposentar oficialmente.
   Se formos analisar, Kobe já deveria ter se aposentado a alguns anos, seu corpo lhe pedia isso, mas ainda bem que o astro do time roxo e dourado foi teimoso e jogou enquanto aguentou. Apesar de ter outros jogadores escolhidos a sua frente, nenhum foi melhor ou teve mais impacto no jogo que Mamba. Se pudessem voltar no tempo, garanto que o Sixers o teria escolhido no lugar de Iverson.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Just Kobe

60 pontos no último jogo, maior marca do ano e melhor jogo de aposentadoria da história da NBA

   Ontem a noite fiz um texto sobre o Kobe, sua importância e o que fez pelo basquetebol. Pois bem, hoje decidi fazer um texto com o que os jogadores que o viram, jogaram com ele tinha a dizer sobre sua carreira e o que Kobe significou para o basquetebol. Escolhi quatro depoimentos, e o que mais achei legal foi o de Wade, nele se pode notar como o Black Mamba foi dedicado ao basquete, o quão alto o seu nível de competitividade o tornou um cara único.

   "Eu sinto – e eu conversei isso com o LeBron quando ele se tornou o melhor jogador da NBA – que o Kobe é o maior jogador da nossa era. Eu me lembro do verão de 2008. A seleção tinha acabado de ser convocada para os treinos das Olimpíadas de Pequim. Nós estávamos em Las Vegas, e nós todos fomos tomar café antes do treino e o Kobe apareceu com gelo nos joelhos. Ele estava todo suado com roupa de treino e eu pensei 'são oito da manhã, de onde esse cara tá vindo?' Todo mundo tinha acabado de acordar e o Kobe estava treinando há umas três horas. E isso aconteceu dez dias depois dele ter perdido para o Boston nas finais! Aquilo marcou todos nós. Não existem mais pessoas como o Kobe Bryant. Existem bons novos jogadores, mas nunca mais haverá um outro Kobe.'' (Dwyane Wade)
 
   Querido Kobe, Por 20 anos, eu o vi dominar o jogo de basquete. Do Grande Western Forum para o mundialmente famoso Staples Center, você dedicou sua vida para se tornar um dos maiores jogadores desse jogo que eu vi. Através do seu compromisso com o sucesso, excelente ética de trabalho e atitude vencedora, a cada ano você aperfeiçoou suas habilidades além das expectativas. Você é um exemplo para seus companheiros de time e fãs pelo mundo, através de suas realizações extraordinárias na quadra e extensos esforços filantrópicos fora dela. Como um pentacampeão da NBA, 18 vezes NBA All-Star, MVP da NBA e duas vezes MVP das finais, você liderou sua equipe como exemplo e lhe mostrou como alcançar a grandeza. Como um membro que esteve 15 vezes em todos os times da NBA e 12 vezes no time de melhores defensores, você continuou dando o seu máximo, mas não parou por aí. Você conseguiu a marca de segundo maior pontuador em um só jogo, com 81 pontos, e se tornou o terceiro na lista de pontuação de todos os tempos da NBA, para sempre gravar seu nome na história da NBA. Toda noite que você jogou, eu não podia esperar para assistir sabendo que iria testemunhar um arremesso inacreditável ou um movimento que nunca tinha visto na quadra. Fiquei maravilhado com as habilidades e adorei a energia que você trouxe para o jogo vestindo o uniforme roxo e dourado. Você nunca decepcionou a cidade, os fãs dos Lakers, e os fãs de basquete em todo o mundo. Tudo o que você se importava era ganhar jogos e campeonatos e é por isso que tantas pessoas amam você. Você vai entrar na lista de lendas dos Lakers e para o Hall da Fama. A camisa deles estão penduradas orgulhosamente nas vigas do Staples Center e, em breve, a sua vai brilhar ao lado; de Gail Goodrich, Jerry West, Elgin Baylor e Wilt Chamberlain até Kareem Abdul Jabbar, Jamaal Wilkes, James Worthy e Shaquille O'Neal. Muito poucas pessoas mudaram o jogo de basquete, mas você vai ser reconhecido como um deles ao lado dos meus companheiros de "Dream Team" (Times dos Sonhos), Larry Bird e Michael Jordan. Eu aproveitei cada minuto da sua carreira. Obrigado por todas as memórias fantásticas. Nunca haverá outro Kobe Bryant! Atenciosamente, Earvin "Magic" Johnson.
 
   "Os primeiros anos foram uma transição difícil para ele (Kobe) e todos os companheiros. Ele era orgulhoso, tinha um ego grande, um talento enorme e achou que poderia ser o melhor na NBA. Eu não tentei mudá-lo. O que tentei fazer foi ajudá-lo a fazer parte do time. Um jogador tem de acreditar nos companheiros. Se Shaq e Kobe tivessem ficado 20 anos juntos, poderiam ter conquistado mais uns dez campeonatos" (Ron Harper, ex-jogador e cinco vezes campeão da NBA).
 
   "Você (Kobe) foi de grande ajuda para o jogo de basquete. Você ajudou a NBA, a promovê-la. Tem fãs por todo o mundo. E eu sou um grande fã e ainda amo vê-lo jogar. Estou muito, muito feliz por ver o que você conquistou no jogo. E quero ver o que você vai fazer no futuro" (Michael Jordan, o maior jogador de basquete de todos os tempos).

terça-feira, 12 de abril de 2016

Para sempre Kobe

O mítico Kobe Bryant deixa as quadras amanhã

   Amanhã é o último jogo de Kobe Bryant pelo Los Angeles Lakers, a última vez em que pisará em uma quadra como jogador profissional, seus últimos arremessos, rebotes, assistências, roubos de bola. Última vez que veremos aquele garoto nascido na Filadélfia e que se criou na Itália, fã de Oscar mitando e doutrinando nas quadras, com sua competitividade extrema e qualidade excepcional. 
   Amanhã é o dia que o basquete perde um mito, uma lenda, um cara que dominou sua geração, que foi o mais excepcional dela e que por 20 anos foi a cara de uma franquia tradicional e vitoriosa. Nesse texto deixo clara a minha admiração e agradecimento a um dos maiores competidores que vi jogar, sou fã incondicional do Bulls e de Michael Jordan, e quando jovem (12, 13 anos) odiava Kobe pelo fato de dizerem que ele seria o novo Jordan, que seria melhor que Jordan. Que idiotice a minha, como Kobe disse: "Não quero ser o novo Michael Jordan, só quero ser Kobe Bryant", mas ele fez mais, foi o Jordan da sua geração como apontam Dirk Nowitzki, Paul George e Derrick Rose.
   O que Kobe fez pelo basquete foi grandioso. Assim como Jordan ergueu a NBA, e elevou o seu patamar e do basquete, Kobe também o fez. Ele foi o cara que fez o basquetebol crescer na ásia, a admiração da população do povo oriental pelo Mamba é imensa, ele é um dos caras mais populares na China, 76% da população sabe quem ele é, quase 1 bilhão de pessoas. Parece estranho, mas graças a seus patrocinadores e suas visitas anuais a China, ele é muito mais popular lá do que em seu próprio país.  Após seu anúncio de aposentadoria, seu rosto foi desenhando na neve por alguns fãs em uma universidade chinesa. Além disso, a sua camiseta é a mais vendida na China a uma década.
   Kobe tornou o esporte ainda mais difundido, conseguindo torná-lo ainda mais global. Ele foi um cara comercial, tudo com ele era vendável, tênis, jogos de vídeo game, figuras de ação, isso também faz parte de sua maravilhosa carreira, a sua capacidade de ser um ícone em outros âmbitos. 
   Bem aí vão me dizer: mas o Kobe era um cara complicado, tinha problemas com companheiros. Eu entendo, ele teve problemas com Shaq, com Howard, com Tyronn Lue, Semaki Walker, mas tudo por seu alto nível de competitividade, não estou defendendo ninguém, só expondo o que li e os amantes do basquete sabem. Aqui faõ referência a Michael Jordan novamente, ele era conhecido por seu alto nível de intensidade nos treinos e as brigas com companheiros buscando sempre o máximo de cada um, assim como Kobe. O ala dos Lakers não gosta de perder, nunca gostou e sempre exigiu o máximo de todos ao seu redor, no livro Onze Anéis, Phil Jackson faz essa comparação entre os dois e sua competitividade que lhes tornaram os monstros que são. 
   Kobe era tão competitivo, que dizem que ele resolveu mudar do número 8 para o 24 após a eliminação dos Lakers para o Phoenix Suns na primeira rodada dos Playoffs de 2006. A justificativa seria de que o número 24 significaria trabalhar duro, 24 horas por dia, mesmo número que usará no High School antes de mudar para o 33 em homenagem ao pai. E pasmem, com o número 24 parece que o jogo de Kobe evoluiu, com esse número que ganhou o seu único título de MVP e dois anéis em três finais. Podemos entrar na discussão aqui de qual número aposentar, na minha opinião ambos, não faria sentido ver a camiseta número 8 ou 24 com qualquer outro jogador, por melhor que fosse.
   O que pude ver de Kobe foi um jogador dedicado, que foi amado e odiado por muita gente, que amou o jogo mais que qualquer um na sua geração. Ele foi o cara que muitos novos jogadores se espelharam, realmente foi o Jordan da sua geração, foi o cara que ganhou tudo que pode e mostrou todo o seu valor. Para mim foi o segundo melhor jogador da história, quem mais chegou perto de Jordan, quem mais me impressionou depois de MJ, como fã de basquete só posso terminar esse texto agradecendo por tudo que fez pelo basquete e dizendo que ver um jogo do Lakers e não vê-lo em quadra vai doer em mim, imagina para um fã do Lakers.
   Obrigado Kobe, minha geração agradece, o baquete agradece.

domingo, 10 de abril de 2016

Heróis do passado: Walt Bellamy

Lenda da Universidade de Indiana
   Hoje nossa série relembra a história de um ícone dos anos 60, um pivô que dominava os garrafões e conseguia se impor na liga contra Chamberlain, Russell e companhia. Um grandalhão que fez sucesso no Chicago Packers e posteriormente New York Knicks, hoje relembramos Walt Bellamy.
   Bellamy começou sua carreira no basquetebol jogando na J.T. Barber High School, em New Bern, Carolina do Norte, depois indo jogar na Universidade de Indiana. Com os Hoosers fez história, com o maior número de rebotes na carreira universitária com 1087 em apenas 70 partidas, uma média de 15.5 rebotes por jogo. Além disso, teve médias de 20.6 pontos e 51,7% de aproveitamento, em seu último ano teve médias de 17.8 rebotes por jogo, ainda o recorde da Universidade de Indiana. Ele tem o recorde de maior número de rebotes em uma temporada, 649 e e maior número de duplos-duplos na carreira 59. No seu último jogo universitário, estabeleceu um recorde de Indiana e da Conferência Bug Ten em rebotes que persiste até hoje, quando pegou 33 rebotes contra Michigan. 
   Bellamy foi selecionado para a equipe olímpica de 1960, campeões invictos com uma equipe composta por 10 jogadores oriundos do basquetebol universitário. A Seleção Americana contava com Jerry West, Jerry Lucas, Oscar Robertson, entre outros.
Ao lado de Witl Chamberlain em sua primeira temporada
   Em 1961 começou sua carreira profissional quando foi a primeira escolha do Draft, o pivô foi selecionado pelo Chicago Packers e chegou mostrando serviço. Em sua primeira temporada teve médias de 31.6 pontos e 19 rebotes, sendo considerada uma das três melhores temporadas de novato da história, juntamente com Chamberlain e Robertson, teve a segunda melhor média de pontos e a terceira melhor em rebotes para um novato. Foi eleito o Novato do Ano, tornando-se o primeiro Hoosier a ser 1° escolha do Draft e Novato do Ano.
   No seu primeiro All-Star Game anotou 23 pontos e pegou 17 rebotes. A equipe de Chicago tornou-se o Baltimore Bullets, onde Bellamy atuou por quatro temporadas com médias de 27.6 pontos e 16.6 rebotes. Depois disso ele foi negociado para o New York Knicks, onde atuou por quatro temporadas com médias de 18.9 pontos e 13.3 rebotes. Na temporada 1968/69 foi negociado para o Detroit Pistons e devido a jogos de compensação no acordo entre as equipes, ele detêm o recorde da NBA de partidas para uma temporada 88, 35 partidas pelos Knicks e 53 pelos Pistons. 
Hawks uma das equipes em atuou por mais tempo
   Atuou pelo Atlanta Hawks em cinco temporadas, de 1969 a 1973 onde teve médias de 15.6 pontos e 12.2 rebotes, antes de se aposentar em New Orleans, onde atuou apenas em uma partida. Bellamy deixou a NBA com médias de duplo-duplo na carreira e como um dos grandes pivôs que já passou pelas quadras. Ele foi 4 x All-Star, o Novato do Ano de 1962 e 1 x All-NBA Segundo Time, mesmo sendo um grande reboteiro nunca foi membro de um primeiro time da NBA. Terminou sua carreira com médias de 20.1 pontos e 13.7 rebotes, além disso, é membro duas vezes do Hall da Fama, em 1993 por seus feitos individuais e em 2010 como membro da equipe olímpica de 1960, fica aqui nossa homenagem.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Philadelphia 76ers vai atrás de Durant

Kevin Durant na mira do Sixers
   O ala All-Star, Kevin Durant, deve optar por deixar o Oklahoma City Thunder como agente livre irrestrito no verão, é difícil imaginar que um dos piores times da liga, os Sixers sejam um dos favoritos a adquirir o quatro vezes cestinha da NBA. 
   O treinador principal, Brett Brown é bem realista e sabe que assinar com Durant será mais fácil dizer do que fazer. 
"Se nós formos todos honestos, vai ser difícil trazer o Kevin Durant" - disse Brown hoje antes do jogo contra o New York Knicks em casa. Enquanto Durant não pode ser uma prática escolha no mercado aberto, Brown acredita que a organização pode convencer outros talentos para chamar a Cidade do Amor Fraterno de casa. "Achamos que temos muito a oferecer e estamos confiantes de que podemos atrair agentes livres para cá" - completou o treinador.
   Philadelphia fez a sua maior jogada no verão passado, através do Draft selecionaram o novato Jahlil Okafor na terceira posição vindo de Duke. Eles adquiriram também Carl Landry, Jason Thompson e Nik Stauskas em uma troca com o Sacramento Kings, que dificilmente se preocupou. O ex-gerente geral Sam Hinkie deixou o seu cargo na quarta-feira, terminando de forma "eficaz" o seu processo para colocar a franquia novamente no caminho do sucesso. Bryan Colangelo, filho do presidente de operações Jerry Colangelo, está previsto para ser oficialmente apresentado no começo da segunda-feira.
   O Los Angeles Lakers, Washington Wizards e Golden State Warriors foram ligados a Durant como potenciais pretendentes. Fato é que, o aumento do teto salarial fará um grande número de equipes ter recursos financeiros para brigar pelo astro 7 x All-Star. 
   No entanto, se acima de tudo os valores ganharem, ele estará melhor longe da Philadelphia que vê sua equipe chegando a terceira temporada consecutiva com menos de 20 vitórias. Mas não se pode afirmar nada, de repente Durant opta por ser o cara a reerguer os Sixers e montam uma equipe em torno dele competitiva e de qualidade. Só podemos especular e esperar.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Destaques de Villanova inscrevem-se no Draft

Kris Jenkins rankiado como 74° no Draft Express

   Depois da emocionante final da NCAA de segunda-feira, dois dos melhores jogadores de Villanova irão testar a loteria do Drfat desse ano. O armador Josh Hart e o ala Kris Jenkins, herói do título, revelaram hoje que irão se declarar elegíveis para o Draft. Nenhum deles irá contratar um agente, permitindo assim que possam retiram seus nomes até 25 de maio. 
   Hart um armador de 1,98 metros, teve a média mais alta de pontuação da equipe, com 15.5 pontos por partida. Jenkins um ala de 2,01 metros, teve média de 13.6 pontos e tornou-se o nome mais comentado da temporada após o arremesso do título. Se retornarem para a Universidade na temporada seguinte serão seniors.
   Josh Hart é cotado como a 68° escolha do Draft, ou seja, não seria selecionado até o momento, e Kris Jenkins está rankiado na 74° posição. Convenhamos, ambos jogadores não fizeram nada de tão impressionante na temporada, mas vejo Kris Jenkins com um gás a mais pela cesta na final, mesmo assim acredito que ambos retornaram como seniors no ano que vem.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

De olho no futuro

4° escolha do Draft mostrou seu valor na temporada 2015/16

   O New York Knicks vem para a terceira temporada consecutiva sem alcançar os Playoffs, mas o novato fenômeno, Kristaps Porzingis tornou essa temporada infinitamente mais promissora que as anteriores e espera retornar na temporada seguinte.
   O letão perdeu as últimas três partidas por conta de uma lesão no ombro, durante um lance com Alonzo Gee na última semana, mas espera termina sua temporada de estréia do seu jeito, jogando. Em entrevista a Marc Berman, do New York Post disse: "Eu sou jovem, e sempre quero estar na quadra. Ao mesmo tempo, quero ser inteligente sobre isso. Nada certo, mas realmente acho que estarei de volta para os últimos dois ou três jogos, estou esperançoso. Mas a decisão não é minha no final das contas."
   O treinador interino, Kurt Rambis disse que Porzingis não retornará até seu ombro estar 100%, o que faz sentido, visto que a equipe não tem nada a perder, e que seu futuro repousa nos ombros do jovem de 20 anos. Porzings entende o que está em jogo, e procura não deixar que suas expectativas fujam da realidade. 
   "Estou me sentindo cada dia um pouco melhor, ficando cada vez melhor com o tratamento. Por mim, ficaria feliz em voltar hoje ou no próximo jogo, mas tenho que ter calma, ouvir os médicos. Somente eles que irão decidir. Não estou tentando pressioná-los, ou forçá-los para voltar mais cedo. Quando eu estiver saudável, eu estarei de volta".
   A 4° escolha geral do Draft passado está apenas atrás de Karl-Anthony Towns em produtividade dos novatos, com médias de 14.3 pontos, 7.3 rebotes e 1.9 tocos em 72 jogos. Mesmo com uma decepcionante 13° posição na Conferência Leste, os Knicks aumentaram em 14 o número de vitórias da última temporada, com quatro partidas ainda para disputar. Porzingis pode ser a salvação dessa tradicional franquia!

domingo, 3 de abril de 2016

Heróis do passado: Dikembe Mutombo

Tempos de Georgetown
   Hoje iremos relembrar um dos maiores, considerado por muitos especialistas como o melhor, pivô da história, Dikembe Mutombo, conhecido por seu ritual após o toco fazendo sinal de não com o dedo indicador. Um dos maiores defensores da história, fez sucesso por onde passou, mas deixou marcas no Atlanta Hawks.
   Nascido e criado na República Democrática do Congo, se mudou para os Estados Unidos em 1987 aos 21 anos para cursar uma universidade. Ele chegou a Universidade de Georgetown com uma bolsa USAID, com intenções de se tornar médico, mas o treinador dos Hoyas, john Thompson o recrutou para jogar basquete. Mutombo começou a jogar basquete sem falar quase nada de inglês, participando de um programa para aprender a língua, jogava juntamente com Alonzo Mourning, formando uma dupla chamada de "Rejection Row", o poder de bloquear arremessos de Mutombo foi mostrado em uma partida onde rejeitou doze arremessos. Sua carreira universitária terminou em 1991 quando se inscreveu para o Draft, com médias de 9.9 pontos, 8.6 rebotes e 3.7 tocos por partida.




Denver onde a NBA começou para Mutombo
   A sua carreira na NBA começou em 1991 quando foi a 4° escolha do Draft, escolhido pelo Denver Nuggets. Sua chegada causou mudança imediata, ele chegou ao Nuggets que tinha tido a pior avaliação defensiva e maior média de pontos cedidas ao adversário, como novato Mutombo foi selecionado para o All-Star Game com uma média de 16.6 pontos, 12.3 rebotes e 3 tocos por jogo. 
   No começo de sua carreira foi se consolidando como um monstro na defesa, com grandes números nos rebotes e tocos, sua melhoria constante levou o Nuggets aos Playoffs com um recorde de 42-40, o oitavo colocado da conferência. Enfrentaram o SuperSonics na primeira rodada que vinha de um recorde de 63-19 e abriram 2 a 0 na série, mas surpreendentemente Denver venceu as 3 partidas seguidas e foi a primeira vez que um 8° colocado venceu o 1° colocado nos Playoffs e os 31 tocos de Mutombo na série ainda são o recorde de uma série. 
Talvez seus melhores anos
   Na temporada seguinte foi All-Star e Jogador Defensivo do Ano, mesmo assim os Nuggets ficaram fora da pós-temporada. Ao fim da temporada Mutombo tornou-se agente livre, pediu um contrato de 10 anos com o Nuggets e não aceitaram. Assim assinou com o Atlanta Hawks por US$ 55 milhões e 5 anos, nesse período na nova casa, foi o Jogador Defensivo do Ano em 1997 e 1998, ajudando a franquia a chegar nos Playoffs com 50 vitórias ou mais nessas temporadas, sempre com médias ótimas em quesitos defensivos. Em 1999 a NBA proibiu sua comemoração após os tocos, depois de um período de protesto o astro acatou a regra.



Chegando as finais e batendo na trave
   Em 2001 foi negociado para o líder da Conferência Leste, Philadelphia 76ers, para jogar ao lado de Allen Iverson. Em uma das suas melhores temporadas na liga, foi pela quarta vez o Jogador Defensivo do Ano e chegou as finais da NBA, perdendo para o Lakers mas com médias de 16.8 pontos, 12.2 rebotes e 2.2 tocos. Ao final da temporada renovo o contrato por mais quatro anos. Em 2002 foi jogar no New Jersey Nets, mas devido a uma lesão persistente atuou em apenas 24 partidas, vindo como sexto homem e sem render como esperado foi negociado.






Sua marca registrada
   No ano de 2003, em outubro, assinou um contrato de dois anos com o New York Knicks, ele jogou pouco tempo. Teve uma partida memorável contra os Nets onde teve 11 tocos, mas ainda assim foi trocado para o Chicago Bulls em um pacote por Jamal Crawford em agosto de 2004, mas antes de começar a temporada foi novamente trocado, dessa vez para o Houston Rockets. Atuando como reserva de Yao Ming formaram um garrafão extremamente produtivo, na sua primeira temporada teve médias de 15.2 pontos, 5.3 rebotes e 4 assistências. Ainda teve tempo de fazer história, em 2007 tornou-se o jogador mais velho da história a pegar mais de 20 rebotes em uma partida, foram 22 contra o Nuggets, além disso tornou-se o segundo jogador da história em total de tocos atrás apenas de Hakeem Olajuwon. Em 2009 depois de 18 temporadas anunciou sua aposentadoria.
   Mutombo foi 8 x All-Star, 4 x Jogador de Defesa do Ano, 3 x All-NBA Primeiro Time de Defesa, 2 x Líder da liga em rebotes, 3 x Líder da liga em tocos e tem o número 55 aposentado pelo Atlanta Hawks, terminou sua carreira com médias de 9.8 pontos, 10.3 rebotes e 2.8 tocos por partida. Com toda certeza foi um dos grandes nomes da história e merece nossa homenagem.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

"Quero usar essa camisa" diz Jimmy Butler

"Eu não vou a lugar nenhum"

   Foi o que Jimmy Butler falou sobre os rumores de troca, se depender dele continuará como jogador do Chicago Bulls. Depois da vitória do Bulls contra o Houston Rockets por 103 a 100 ontem a noite, Butler foi questionado sobre as reportagens que indicavam que ele poderia ser negociado na offseason. Ele respondeu simplesmente dizendo que seu objetivo é ficar no Bulls e começar acumulando vitórias.
   "É por isso que estou aqui. Eu não planejo ir a lugar nenhum. Não posso controlar o que todos fazem. Eu sei que está é a cidade que eu amo, Chicago. Quero usar essa camisa. Quero usar esse nome na frente, e eu uso com orgulho. Tudo que tenho que fazer é continuar a controlar o que eu posso, e isso é ajudar essa equipe a ganhar". - disse a ESPN.com.
   Butler está com as médias mais altas da carreira, 21 pontos e 4.4 assistências na temporada, ele assinou um contrato de 5 anos por US$ 90 milhões em julho do ano passado, e esse ano foi All-Star pela segunda consecutiva. A equipe, no entanto, vem lutando para conseguir chegar aos Playoffs.
   Os rumores estão aí, mas Butler diz que não está deixando isso lhe incomodar na esfera pessoal, em vez disso preocupa-se em controlar o que pode.
"Para dizer a verdade, não presto atenção nesses rumores. Alguém enviou a história para mim hoje, e eu simplesmente ignorei. Quer dizer, porque eu estou recebendo isso? Eu não pude controlá-lo. Eu não posso dizer não faça isso, ou aquilo. Esse não é o meu trabalho. Se eu fizer o que eu deveria fazer na quadra, em seguida, todo resto cuida de si mesmo. Eu acredito firmemente nisso."