terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Pronto pro jogo

Voltando a ativa

   O armador do Detroit Pistons, Brandon Jennings está pronto para voltar as quadras, o atleta que não joga a 11 meses por conta de uma ruptura no Tendão de Aquiles está recuperado, segundo o treinador Stan Van Gundy.
   "Eu acho que ele está pronto. Nossa decisão agora, que Steve Blake vem jogando bem, e nosso banco tem sido realmente bom nos últimos três jogos, é uma questão de tempo e quando queremos colocá-lo novamente. Ele está pronto" - disse Stan Van Gundy em entrevista na segunda-feira.
   Steve Blake, que chegou em uma negociação com o Brooklyn Nets, disse que está pronto para passar a um papel de backup quando Jennings retornar. "Isso já estava entendido com a minha chegada aqui. O treinador Vun Gundy e eu conversamos sobre isso. Quando ele voltar, a chance de eu ir para o banco e ele jogar, já foi compreendido por mim. Quando esse momento chegar, tudo bem." - disse Steve Blake que tem médias de 4.4 pontos e 3.1 assistências.
   "É uma coisa de equipe. Eu não vejo eu e ele em uma competição. Somos companheiros de equipe que jogam contra outras pessoas." - completou Blake.
Jennings atuou em uma partida da D-League pelo Grand Rapids Drive, anotando 11 pontos e distribuindo 12 assistências em 27 minutos na quadra. Em seus seis anos de NBA, Jennings tem médias de 16.6 pontos e 6.2 assistências.
   É um retorno muito bom e importante para os Pistons, Jennings é um excelente armador, sabe deixar os companheiros livres e sabe pontuar. Mas, temos um dilema aqui, os Pistons têm no elenco Reggie Jackson, que vem jogando a duas temporadas e nessa têm médias de 20.2 pontos e 6.3 assistências, sem contar em Blake jogando muito bem. Jennings volta, mas lutando por espaço, ele próprio será banco e nem sei se deve desbancar Jackson no elenco. Seu retorno é muito boa notícia para os Pistons, mais um excelente jogador no plantel a disposição.

domingo, 27 de dezembro de 2015

Heróis do passado: Alex English

Começo da carreira
   Hoje em nossa série vamos relembrar um ícone dos Nuggets, talvez o maior jogador da história da franquia. Contaremos a história de Alex English, que acreditem não foi selecionado no Draft em uma posição, muito pelo contrário e foi um astro, um Hall da Fama.
   Nascido em Columbia, na Carolina do Sul, English atuou no basquete universitário pela Universidade da Carolina do Sul. Depois, começou sua carreira na NBA em 1976, sendo a 23° da segunda rodada do Draft, chegou aos Bucks para ser um back up, após a saída de Kareem Abdul-Jabbar. Em 1978 tornou-se agente livre e foi atuar no Indiana Pacers, onde começou a mostrar o seu potencial como cestinha, com uma média de 16 pontos. Durante a temporada de 1979/80, foi trocado para os Nuggets, em uma das negociações mais desparelhas da história, os Pacers receberam George McGinnis, ex-Pacers que foi estrela nos tempos de ABA, mas ele já não era mais o mesmo e em 1982 aposentou-se, enquanto English não parava de evoluir.
Melhor período da carreira, anos 80 nos Nuggets
   English, começou a se destacar, já na temporada de 1980 teve média de 21 pontos, e começava a aparecer nos livros da NBA. Sempre pontuando bem, com médias de 24, 25, 28, 26, 28, cerca de 30 (em 1985-1986), 29, 25, 27 e 18 pontos por jogo durante seu período de pontuação farta, que durou uma década. Isso faz dele o jogador com mais pontos na história, em um período em que a NBA ganhava destaque nacional, isso sem nunca procurar ser o centro das atenções. Dominou totalmente os anos 80, liderou os Nuggets a nove Playoffs consecutivos, sendo o primeiro jogador a conseguir 8 temporadas consecutivas com 2000 pontos ou mais. Detinha 31 recordes da franquia em seu período, além de dois títulos da Divisão MidWest, chegou as finais de conferência em 1985 e foi o cestinha em 55% das partidas da equipe.
Atualmente é auxiliar nos Kings
   Após um período curto como agente livre, terminou sua carreira na NBA como um back up no Dallas Mavericks, com médias de 10 por jogo. Depois disso, ninguém mais o contratou na NBA, e após uma temporada na Itália, jogando no Napoli aposentou-se do basquete. Em 1992 teve seu número #2, aposentado pelos Nuggets, onde é o cestinha da história com 21654, foi 8 x All-Star, 3 x All-NBA Segundo Time, 1 x Cestinha da liga e maior cestinha dos anos 80. Terminou a carreira com médias de 21.5 pontos, 5.5 rebotes e 3.6 assistências, membro do Hall da Fama do Basquete e do Hall da Fama do Basquetebol Universitário, tem o numero #22 aposentado pela Universidade da Carolina do Sul e é o 17° maior cestinha da história da NBA.


sábado, 26 de dezembro de 2015

Batendo recordes

Como esperado, revanche da final de 2015 bombou

   Esse é o número de pessoas que acompanhou a partida entre Cleveland Cavaliers e Golden State Warriors, ontem a noite, na rodada de Natal da NBA. Atingindo um total de 215 países, um recorde para liga, com um total de 11 milhões de pessoas ligadas na telinha, esse tornou-se o jogo de basquete no Natal com o maior público nos últimos quatro anos.
   A vitória dos Warriors por 89 a 83, levou a franquia campeã da última temporada a um recorde de 28-1. Além disso, houve um acréscimo de 17% no número de pessoas vendo o jogo, ano passado a partida entre Cavaliers e Heat, que marcava o retorno de Lebron a Cleveland, teve como público 9,3 milhões de pessoas.
   Hoje a ESPN informou que foi o jogo mais visto desde o Natal de 2011, que foi a abertura da temporada após o lockout.  Um fato curioso, das 13 vezes em que a NBA teve cinco partidas na noite de Natal, essa foi a primeira vez em que todos os jogos acabaram com uma diferença de 10 pontos ou menos.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Alguém discorda?

O melhor do mundo sem mimim

   Não sou muito adepto desse papo, de um atleta se dizer o melhor do mundo em determinado esporte. Acho isso coisa de mala, mas dessa vez eu vou dar o braço a torcer. Stephen Curry, MVP da última temporada e líder dos Warriors que tem 26 vitórias e apenas 1 derrota na temporada, deu uma entrevista ontem a revista Time e disse quando perguntado se era o melhor do mundo:
   "Na minha cabeça sim. É assim que tenho confiança lá fora, que posso jogar todas as noites em alto nível".
   E porque não estaria confiante? Ele lidera a liga em pontuação e eficiência. Sua média é de 31.8 pontos e tem um percentual real de aproveitamento de 61,8%. Curry não estava sendo ousado, sua tranquila confiança é um ingrediente necessário para o sucesso.  "Eu não entro em debates, discutir com as pessoas sobre eu ou alguém. Eu me sinto como alguém nesse nível, tentando ser melhor, se você não acha isso na quadra, então você está se prejudicando."- disse o armador.
   A lista de melhores do mundo é longa, Lebron disse que era o melhor mesmo perdendo para os Warriors nas finais, James Harden reivindicou o posto, e seu ex-companheiro Kevin Durant também. Mas no momento atual, é muito difícil que qualquer nome possa bater Curry nesse quesito, ele é o melhor jogador do mundo, está um nível de basquete muito mais elevado que os demais colegas de NBA. Ele tem 1,91 metros e domina a liga de uma forma absurda, sem falar que nem chegou ao auge de sua carreira, ele ainda deve ficar melhor.
   Não via uma dominância assim desde Jordan, Curry é superior a qualquer colega da NBA, não há dúvidas quanto a isso, o melhor do mundo e ponto!

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Deron Williams sobre os Nets:"Fez-me questionar se ainda queria jogar"

Tempos difíceis

   Em entrevista ao site Yahoo Sports, disse que era tão miserável quando atuava pela franquia do Brooklyn que pensou que não ia muito longe.
   "Consumiu muito de mim, homem, esses três anos. Alguns dos mais difíceis da minha vida. Fez-me questionar se eu ainda queria jogar basquete quando esse contrato acabasse" - disse Williams.
   Em fevereiro de 2011 o Jazz trocou Williams por Derrick Favors, Devin Harris, dinheiro e duas escolhas de primeira rodada. Era muito para desistir, e o proprietário dos Nets, Mikhail Prokhorov estava indo com tudo na construção de um campeão em Nova York. Não deu certo. Após uma média de 17.3 pontos em 46,6% de aproveitamento e 9.1 assistências com o Jazz, o armador caiu para 16.6 pontos e 41,8% de aproveitamento com 7.5 assistências com o Nets.           Depois de ser um homem de ferro em Utah, perdeu várias partidas por conta das lesões, principalmente em seus tornozelos. Deron Williams lutou contra lesões e as expectativas com os Nets, mas agora está feliz em Dallas. Ele assinou no verão com o time de sua cidade natal.
   "É legal. Há muita gente, eu acho, que não foi feita para Nova Iorque. Nova Iorque não é para todos"- disse Williams ao Yahoo antes de voltar ao Brooklyn para enfrentar os Nets.
   Williams tem uma média de 15.1 pontos e 5.8 assistências com os Mavericks, mas ele não é esperado para ser o salvador. Seu salário elevado e a incapacidade de levar os Nets a segunda rodada dos Playoffs, fez dele um flop na Costa Leste.
   "Eu queria não ter me machucado. Eu gostaria de ter jogado melhor e as que as pessoas não pensassem que estava apenas roubando dinheiro. Essa é a última coisa que quero que pensem. Não funcionou do jeito que eu esperava". - disse ao Yahoo.
   Agora o jogador sete-se saudável e feliz. "Estou feliz por estar aqui e me sentir melhor sobre tudo".

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Heróis do passado: Grant Hill

Monstro em Duke
   Hoje nossa série conta a história de um grande ala da liga, fez sucesso como atleta universitário e não foi diferente na NBA. Vamos relembrar a carreira de Grant Hill, ala que marcou seu nome pelos Pistons, Magic e Suns.
   Hill começou sua caminhada no basquete jogando por South Lakes, depois indo atuar pela Universidade de Duke. Ele queria jogar em Georgetown e seu pai o queria na Carolina do Norte, mas no final optou ir para Duke. Autou por 4 temporadas com os Blue Devils, onde foi bi-campeão da NCAA em 1991/92, tornando-se a primeira equipe desde a UCLA de 1973 a alcançar o feito. Em 1994 levou a equipe a final, mas foram derrotados por Arkansas Budweiser. No ano de 1993 ganhou o prêmio Henry Iba Corinthian como melhor jogador defensivo do país, em 1994 foi ACC Jogador do Ano. Durante sua carreira universitária tornou-se o primeiro jogador da ACC a anotar 1900 pontos, 700 rebotes, 400 assistências, 200 roubos de bola e 100 tocos. Por seus feitos, a Universidade de Duke aposentou o número 33 de Hill. 
   Sua carreira na NBA começou em 1994 quando foi a 3° escolha do Draft, selecionado pelo Detroit Pistons. Entrou voando na liga, na sua temporada de estreia teve médias de 19.9 pontos, 6.4 rebotes, 5.0 assistências e 1.77 roubos de bola, tornando-se o primeiro novato desde Isiah Thomas em 1981/82 a anotar 1000 pontos. Ele e Jason Kidd dividiram o prêmio de novato do ano, tornando-se o primeiro Piston desde Dave Bing em 1966/67 a ganhar o prêmio. Se tornou o primeiro novato da história a vencer a votação pelos fãs para o All-Star Game com 1, 289, 585 votos, tornando-se o primeiro novato das quatro grandes ligas a liderar uma votação para o All-Star Game.
   Na temporada de 1995/96 mostrou todas as suas habilidades como all-arounder, liderando a NBA em triplos-duplos e no mesmo ano ganhou a medalha de ouro olímpica com a Seleção Americana. Na temporada seguinte (1996/97) teve médias de 21.4 pontos, 9 rebotes e 7.3 assistências, tornando-se o primeiro jogador desde Larry Bird a ter médias de 20 pontos, 9 rebotes e 7 assistências, feito que nunca mais se repetiu, além de liderar a liga em triplo-duplos com 13. Ainda, ficou em terceiro lugar na votação para MVP, atrás de Malone e Jordan. Depois disso, passou a jogar como ala-pivô, e entre as temporadas 95/96 e 98/99 liderou a liga em assistências entre os jogadores que não eram armadores. Na curta temporada de 1999, líderou os Pistons em pontos rebotes e assistências, pela terceira vez, juntando-se a Wilt Chamberlain e Elgin Baylor como únicos a liderar suas equipe nesse quesitos por mais de uma temporada.
   Na temporada 1999/00 teve médias de 25.8 pontos, 6.6 rebotes e 5.2 assistências, mas mesmo assim com grandes médias os Pistons nunca foram longe nos Playoffs. Após as suas seis primeiras temporadas, tinha 9393 pontos, 3417 rebotes e 2720 assistências, junto com Bird, Lebron e Big O, são os únicos atletas da história a terem esses números nas suas seis primeiras temporadas. 
Muitas dificuldades no Magic
   Como agente livre irrestrito foi jogar no Orlando Magic, junto com T-Mac, onde esperava-se muito da dupla. Porém, a lesão no tornozelo do Playoff passado complicou a vida de Hill, ele jogou 4 partidas na sua primeira temporada em Orlando, 14 na segunda e 29 no terceiro. Na sua quarta temporada ficou toda de fora pelas lesões. Em março de 2003 passou por cirurgia no tornozelo, e cinco dias depois foi internado por uma infecção por Staphylococcus, ficando uma semana internado e tomando antibióticos intra-venosos por seis meses. Na temporada seguinte o velho Grant Hill voltou, teve médias de 19.7 pontos e atuou por 67 partidas. Na temporada seguinte mais uma vez as lesões o atordoaram, com lesões na virilha e uma hérnia que teve de operar, atuando em apenas 21 partidas, na época disse que se passasse por outra cirurgia pensaria na aposentadoria.
   Ele voltou na temporada de 2005/06, mesmo com os rumores de sua aposentadoria e atuou como ala em 65 partidas, antes de lesionar o joelho esquerdo e um tendão do mesmo pé. Ele terminou com médias de 14.4 pontos, 3.6 rebotes e 2.1 assistências. O Magic chegou aos Playoffs mas foi varrido pelos Pistons, o que fez Hill pensar se voltava para o Magic, trocava de equipe ou se aposentava.
   Em 2007 assinou com o Suns, chegou e foi nomeado capitão juntamente com Steve Nash, se adaptou rápido a equipe e foi fundamental para a franquia. Mesmo tendo uma apendicite, que lhe deixou duas semanas fora, atuou em 70 jogos, algo que não acontecia desde os tempos de Pistons. Na temporada seguinte, pela primeira vez na carreira atuou em todas as partidas, em 2010 tornou-se o primeiro jogador da história a vencer sua primeira série de Playoffs com 15 anos de carreira. Hill ainda renovou por mais duas vezes com os Suns, atuando na franquia até 2012, quando foi jogar pelo Los Angeles Clippers. Nos Clippers atuou somente uma temporada, com médias de 3.2 pontos e 1.7 rebotes em 15 minutos.
 Depois dessa temporada anunciou sua aposentadoria, após 19 temporadas na liga. Hill teve médias de 16.7 pontos, 6 rebotes e 4.1 assistências, um dos grandes da liga que não foi campeão. Foi 7 x All-Star, 1 x All-NBA Primeiro Time, Novato do Ano e do Primeiro Time dos Novatos. Atualmente trabalha na NBA TV como apresentador do Inside Stuff. Abaixo um vídeo do craque:

domingo, 20 de dezembro de 2015

Que jogo!

Dois dos principais nomes da partida Jackson e Butler

   Em partida disputada ontem em Chicao, os Pistons venceram o Chicago Bulls após 4 prorrogações, contanto com 64 pontos combinados de Reggie Jackson e Andre Drummond. 
   No melhor jogo do ano até o momento, o Detroit Pistons bateu o Bulls fora de casa. Muitos detalhes impressionantes marcaram o confronto, Marcus Morris dos Pistons atuou por 57 minutos e 17 segundos, Reggie Jackson teve um duplo-duplo de 31 pontos e 13 assistências e Andre Drummond de 33 pontos e 21 rebotes, sendo 10 deles ofensivos. Pelo Chicago Bulls, Rose com 34 pontos e 8 assistências, Pau Gasol com 30 pontos e 16 rebotes e Jimmy Butler com 43 pontos e 8 rebotes, tornaram-se o primeiro trio da franquia desde 1996 quando Michael Jordan, Scottie Pippen e Toni Kukoc, a anotar 30 pontos cada um em uma partida.
   Além disso, apenas um jogador não pontou dos 20 que entraram em quadra, o armador reserva do Bulls, Kirk Hinrich. Podemos ressaltar uma excelente atuação da dupla Jackson/Drummond, extremamente dominantes, com Jackson sendo fundamental para a vitória, anotando 13 pontos no quarto tempo extra. O bom desempenho de Jimmy Butler, acertando 14 de seus 29 arremessos tentados, em contrapartida Rose inconstante, mesmo com 34 pontos precisou de 34 arremessos, convertendo 14. 
   Nos momentos decisivos Rose não atuou bem, Butler tentou sustentar o jogo, Gasol tentou também, mas não podemos culpar o armador, culparia o técnico. Deixando no banco Joakim Noah, que é um monstro no garrafão e poderia ajudar Gasol a para Drummond, além de ser uma ameaça ofensiva na área pintada.
   De qualquer forma, a partida foi sensacional e por enquanto é a melhor da temporada, pior para o Bulls que joga hoje a noite contra os Knicks, e o cansaço deve falar alto.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Rumor de troca entre Pelicans e Suns

Troca poderá envolver os dois ala/pivôs

   De acordo com John Chick Dec, do The Score os Pelicans e os Suns começaram a conversar sobre uma possível troca, a qual envolveria Ryan Anderson e Markieff Morris. 
   A notícia chegou através de relatos da última semana, em que os Pelicans têm interesse em Morris, e com o período de comércio da NBA abrindo plenamente na terça-feira, os rumores devem começar a voar.
   A troca entre os ala/pivôs faria sentido de duas maneiras. O que era para ser uma temporada de Playoffs para os Pelicans está bem longe, com um recorde de 6-18 parece difícil e Ryan Anderson é um agente livre irrestrito ao final da temporada, trocá-lo é bom. Enquanto isso, Morris é um fardo nos Suns, o jogador já pediu publicamente para ser trocado, em setembro, e um jogador descontente é menos no elenco.
   Ryan Anderson tem 27 anos, médias de 18 pontos e 6.9 rebotes, Markieff Morris tem 26 anos e médias de 11.4 pontos e 5.2 rebotes. Anderson tem um histórico de lesões e é mais um stretch-four, Morris ainda é um pouco questionado sobre suas atitudes fora da quadra. Eu acho uma troca razoável para ambas equipes, acho que Anderson vai se enquadrar bem no Suns e ajudar com suas bolas de três pontos mais do que Morris com os Pelicans.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Heróis do passado: Tracy McGrady

Começo de carreira discreto
   Hoje nossa série relembra a carreira de um grande ala da NBA, jogador dominante que fez um dos jogos mais impressionantes da história. O cara que anotou 13 pontos em 35 segundos para uma vitória impossível, estou falando de T-Mac, primo de Vince Carter e um dos jogadores mais empolgantes que já vi jogar.
   Nascido em Bartow, Florida, jogou basquete e beisebol no Ensino Médio em Auburndale, por três anos. Então se transferiu para Mount Zion Christian Academy, Durham, Carolina do Norte. Suas habilidades causaram um impacto nacional, T-Mac foi eleito pelo USA Today o melhor jogador do ensino médio, depois de sua performance no ABCD Adidas Camp. Ele afirmou posteriormente que se não tivesse ido para a NBA jogaria pela Universidade de Kentucky.
   Sua carreira profissional começou em 1997, quando foi a 9° escolha do Draft pelo Toronto Raptors. Na maior parte de sua temporada de estréia T-Mac teve pouco tempo de jogo, atuando em média 13 minutos sobre o comando de Darrell Walker. Ele descreveu seu ano de estréia como um inferno, sentindo-se solitário chegava a dormir 20 horas por dia. Ao final da temporada Walker saiu, e com a chegada de Butch Carter começou a jogar mais, tendo que melhorar a sua ética de trabalho.
   Antes do lock-out doa temporada de 1998/99, os Raptors contrataram o primo distante de T-Mac, Vince Carter. Eles se tornaram inseparáveis, juntos na temporada 1999/00 deram uma amostra de sua capacidade atlética num dos mais famosos concursos de enterradas do All-Star Weekend. Com T-Mac jogando uma boa quantidade de tempo, era concorrente ao prêmio de sexto homem do ano e jogava com muita força na defesa. Com McGrady e Carter comandando, a franquia chegou a um recorde de 45-37, participando pela primeira na história de uma fase de Playoffs. T-Mac teve médias de 15.4 pontos, 6.3 rebotes e 3.3 assistências, com a média mais alta da carreira em tocos 1.9, mesmo assim os Raptors foram varridos na primeira rodada dos Playoffs.
   Após os Playoffs de 2000, assinou um contrato de 6 anos com o Orlando

MIP de 2001
Magic como agente livre. Por três motivos, primeiro por estar a sombra de Vince Carter, segundo por poder voltar para Florida e terceiro para poder jogar com outro agente livre, Grant Hill. Infelizmente Hill jogou apenas em 47 partidas na temporada, forçando McGrady a ser o líder da franquia. Calando a boca de muitos críticos e descrentes, ele surgiu como um dos melhores jogadores da liga, sendo selecionado pela primeira vez ao All-Star Game, com médias de 26.8 pontos, 7.5 rebotes e 4.6 assistências, também selecionado para All-NBA Segundo Time, e foi eleito o MIP. Na temporada seguinte teve médias de 25.6 pontos, 7.9 rebotes e 5.3 assistências, sendo eleito para o All-NBA Primeiro Time. A temporada 2002/03 marcou o primeiro título de cestinha, com médias de 32.1 pontos, 6.5 rebotes e 5.5 assistências, tornando-se o sétimo na história um índice de 30 PER em uma temporada. A temporada seguinte foi tumultuada, Doc Rivers foi demitido após um começo de 1-10, T-Mac tinha problemas de relacionamento com John Weisbrod, Gerente Geral do Magic. Com muitos problemas de lesões o Magic terminou a temporada com o pior registro do Leste, mesmo com McGrady sendo o cestinha da liga com 28 pontos, 6 rebotes e 5.5 assistências, anotando sua maior pontuação da carreira contra os Wizzards (62 pontos).
Fazendo história em 35 segundos
   Em junho de 2004 T-Mac, Juwan Howard, Tyronn Lue e Reece Gaines, foram negociados para Houston em troca de Steve Francis, Kelvin Cato e Cuttino Mobley. No momento parecia um negócio justo, mas T-Mac foi All-Star inumeras vezes pelos Rockets e duas temporadas depois Steve Francis era negociado pelo Magic. Com boas contratações, contando com Yao Ming, os Rockets terminaram a temporada em 5° na conferência com recorde de 51-31. Mas infelizmente foram eliminados em sete jogos pelos Dallas Mavericks. A temporada 2005/06 foi de muitos problemas nas costas, lhe tirando de 18 partidas, das quais os Rockets venceram apenas 2. Ainda assim, foi eleito para o All-Star Game. A temporada seguinte começou igual a primeira, com lesões nas costas que lhe tiraram um pouco de sua explosão, mas ainda assim, com Yao afastado por lesão dominou o time e levou o Houston a quinta posição. Na temporada 2007/08 as lesões assombraram os Rockets, pegando Yao e T-Mac, ainda assim chegaram aos Playoffs para pegar os Jazz, mas T-Mac teve de jogar com joelho e ombro enfaixados, fazendo drenagem e tomando analgésicos em todas as partidas. Infelizmente um esforço em vão. Em maio de 2008 McGrady teve de passar por artroscopia no joelho e ombro esquerdo.
2013- Última temporada
   A temporada de 2009 foi perdida, ele teve de fazer uma nova cirurgia no joelho, e já havia perdido 18 partidas antes do All-Star Game. Ficando de fora da temporada, viu os Rockets lutar e perder para os Lakers no jogo 7. Na temporada seguinte atuou apenas em 6 jogos, sendo negociado para os Knicks. Com o time de Nova Iorque teve médias de 9.4 pontos, 3.9 rebotes e 3.7 assistências, e suas médias seguiram caindo, sendo de 8 pontos com os Pistons e a pior da carreira 5.3 com os Hawks. Em 2012 foi jogar na China, no Qingdao Eagles, tendo médias de 25 pontos, 7.2 rebotes e 5.1 assistências. Pouco depois da temporada acabar, assinou com os Spurs para os Playoffs de 2013, perdendo as finais para o Miami Heat. 

   Infelizmente T-Mac foi um dos grandes jogadores da NBA que não venceu um título, jogava muito bem e fez um dos jogos mais impressionantes da história com 13 pontos em 35 segundos, a atuação mais clutch da história provavelmente. Foi 7 x All-Star, 2 x All-NBA Primeiro Time, 3 x All-NBA Segundo Time, 2 x Cestinha da liga, MIP de 2001 e tem seu número aposentado pelos Qingdao Eagles. Teve médias de 19.6 pontos, 5.6 rebotes e 4.4 assistências, se não fossem as lesões com certeza teria jogado mais tempo na NBA, foi um dos jogadores mais explosivos da liga e um cara que dava gosto de ver atuando.
   Abaixo dois vídeos sobre a carreira do craque:




sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Históricos


   Hoje farei um post que vai gerar discussão, o que vai ser muito bom. Ontem a noite conversando alguns colegas sobre basquete, entramos em uma discussão sobre as franquias mais históricas da NBA, não mais antigas, mais HISTÓRICAS.    O que quero dizer com isso: franquias que tem um peso enorme por títulos conquistados, jogadores que atuaram, administração de qualidade por longos períodos, muitos fãs, etc.
Antes de começar, deixo bem claro que torço para o Chicago Bulls, caso alguém ainda não soubesse disso, e propus uma discussão sem clubismo. Minha lista são com as três franquias, que considero as com maior história na liga.
   3° Lugar: Chicago Bulls: Sim, é o time que eu torço, mas sou consciente a ponto de reconhecer que a história do Bulls não é tão imensa assim. O Bulls possuí 6 títulos na NBA, todos na era Jordan, que é o maior de todos os tempos e graças a ele a franquia é tão reconhecida e tem um número elevado de torcedores pelo mundo. Podemos dizer sem medo de errar, que o Chicago Bulls entrou no mapa do basquete em 1985 quando Jordan começou a jogar, e mudou totalmente a cara da franquia. 
   Os Bulls foram fundados em 1964 e começaram suas atividades em 1966. A franquia possuí 7 jogadores no Hall da Fama: Nate Thurmond, George Gervin, Artis Gilmore, Robert Parish (brilhou nos Celtics), Michael Jordan, Scottie Pippen e Dennis Rodman. Têm aposentados o número 17 de Víctor Mandato, o 10 de Bob Love, 23 do Jordan e 33 do Pippen, além de Phil Jackson, Johnny Kerr e Jerry Krause, que foram técnicos ou gerentes da franquia. Teve na história 15 jogadores selecionados para o All-Star Game. 
Atualmente têm uma temporada inconsistente, com mais vitórias que derrotas, mas sem convencer os seus torcedores.
   2° Lugar: Boston Celtics: A histórica franquia de Larry Bird, que já foi uma franquia muito dominante com 11 títulos consecutivos e com jogadores de habilidade absurda. Os Celtics são a franquia mais vitoriosa da NBA com 17 títulos, mas títulos não são tudo na história. Foi fundada em 1946 e é uma das poucas franquias que se mantêm em atitude desde então, foi dominante nos anos 50 e 60, depois ganhou mais dois títulos na década de 70, dois na década de 80 e a última conquista em 2008.
   Os Celtics possuem 21 números aposentados 00 - Robert Parish, 1 - Walter Brown, 2 - Red Auerbach, 3 - Dennis Johnson, 6 - Bill Russell, 10 - Jo Jo White, 14 - Bob Cousy, 15 - Tom Heinsohn, 16 - Satch Sanders, 17 - John Havlicek, 18 - Jim Loscutoff, 18 - Dave Cowens, 19 - Don Nelson, 21 - Bill Sharman, 22 - Ed Macauley, 23 - Frank Ramsey, 24 - Sam Jones, 25 - K. C. Jones, 31 - Cedric Maxwell, 32 - Kevin McHale, 33 - Larry Bird e 35 - Reggie Lewis. A franquia teve algumas eras, entre 50 e 57 Bob Cousy e o técnico Red Auerbach, entre 57 e 69 a era de Bill Russell, de 1979 a 1992 a era de Larry Bird e entre 1998 e 2007 Paul Pierce era quem comandava a franquia.
   Durante todas essas eras os Celtics conquistaram algum título, com isso somam-se 33 atletas, dirigentes ou técnicos membros do Hall da Fama e podemos tentar medir a grandeza dessa incrível franquia. Que vive um momento de reconstrução, depois da saída de seu Big-Three de 2008, Ray Allen, Paul Pierce e Kevin Garnett ainda procura se encontrar.
   1° Lugar: Los Angeles Lakers: Antes que pensem em algo, eu sei que os Lakers tem menos títulos que os Celtics, mas foi a primeira franquia da história a ter uma dinastia, teve grandes nomes como jogadores, possuí um semi-Deus que vai se aposentar nessa temporada e criou o aspecto do show time  na década de 80.
   Os Lakers foram fundados em 1947, primeiramente em Minneapolis onde residiram até 1960, quando a franquia foi comprada e mudou-se para Los Angeles. George Mikan, Slater Martin, Jerry West, Wilt Chamberlain, Elgin Baylor, Gail Goodrich, Kareem Abdul-Jabbar, Magic Johnson, James Worthy, Shaquille O'Neal e vários outros, além de grandes técnicos como John Kundla, Bill Sharman, Pat Riley e Phil Jackson. A franquia possuí 16 títulos da NBA, um a menos que seus maiores rivais os Celtics, mas tem 33 títulos de divisão e 31 títulos de conferência. 
   A franquia é conhecida por ter grandes nomes como pivôs, George Mikan, Shaquille O'Neal, kareem Abdul-Jabbar e Wilt Chamberlain, são talvez os melhores pivôs da história e todos fizeram sucesso nos Lakers. Além disso, tiveram Jerry West, um dos grandes nomes do basquete, cuja silhueta é o símbolo da NBA, tiveram Magic Johnson muito dominante em seu tempo, chegou na NBA vencendo um título e jogando em todas as cinco posições da quadra, e ainda têm Kobe Bryant que dispensa elogios. 
   Os jogadores que têm seus números aposentados são: 13-Wilt Chamberlain, 22 Elgin Baylor, 25-Gail Goodrich, 32-Magic Johnson, 33-Kareem Abdul-Jabbar, 34-Shaquille O'Neal, 42-James Worthy, 44-Jerry West e 52-Jamaal Wilkes, além de um baner em homenagem a Chick Hear locutor do estádio. Além claro de Kobe, que terá um de seus números aposentados ou o 8 ou o 24, pelo que fez a franquia, com os cinco títulos que conquisto merecia aposentar ambos. Os Lakers possuem 23 atletas, dirigentes ou técnicos no Hall da Fama, mostrando o quão dominantes foram.
   Na temporada 1971-72 fizeram história, comandados pelo lendário treinador Bill Sharman conquistaram 33 vitórias consecutivas, que ainda é o recorde entre todas as ligas americanas. Na era de Magic Johnson, no fim dos anos 70 e anos 80, os Lakers tinham um aspecto de show time, com muita dominância sobre seus adversários. Sob o comando do vitorioso técnico Pat Riley, o time conquistou 5 campeonatos, sendo 3 desses, contra o grande rival Boston Celtics. Magic também conquistou 6 prêmios de MVP da temporada e Abdul-Jabbar assumiu o posto de maior cestinha da história da NBA. Além disso, os três maiores cestinhas da história foram Lakers, Kobe (3°), Karl Malone (2°) e Abdul-Jabbar (1°), bem verdade que Malone atuou apenas uma temporada, mas foi um Laker.
   Eu não sei vocês, mas para mim esses são os times com maior história na liga.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Os pilares dos Warriors

5 pontos que tornam os Warriors imbatíveis até o momento

   Com a vitória de ontem contra o Indiana Pacers, em Indianapolis, o Golden State Warriors chega ao absurdo recorde de 23 vitórias consecutivas. Será que alguém vai ganhar deles nessa temporada? O que os torna tão superiores aos adversários? Abaixo trago a vocês cinco motivos.
   1. Curry e a sua melhor temporada na carreira: É verdade que a temporada de Curry é absurda, não sabemos ainda por quanto tempo ele vai se manter assim, mas é o melhor basquete já apresentado pelo armador. Se a temporada terminasse hoje, ele teria a mais alta PER de todos os tempos, média de vitórias e pontos por cada 100 posses. Basicamente ele está pontuando mais do que qualquer um na história, e com uma eficiência jamais vista (70,7% de aproveitamento real). Individualmente converteu mais bolas de três que quatro franquias da liga. Converteu 9 por 13 em arremessos com mais de 8,80 metros de distância. Um jogador que a três temporadas não era projetado nem como estrela, hoje é joga melhor que todos os nomes da história do basquete. 
   2. Movimentação de bola: Os Warriors estão acertando 43,7% das bolas de três, e não é apenas Curry. O que os ajudou a não ser derrotado ainda, é a sua movimentação de bola. Eles tem por meta 30 assistências por jogo, por enquanto um pouco abaixo da média, com 28.9 assistências eles lideram a liga em assistências por posse. Quando a bola se move, procuram alguém com um bom ritmo para compensar uma noite ruim de outra pessoa. Os passes são alimentados pela atenção defensiva de Curry, combinado com a evolução da equipe em compreender o seu ataque. Steve Kerr disse que nesse segundo ano, seria quando o ataque daria um salto. Foi difícil de compreender o seu aperfeiçoamento, mas os resultados estão ai.
   3. Rebotes ofensivos de Ezeli: Tradicionalmente os Warriors são fracos em rebotes ofensivos, mas o pivô que vem do banco, Festus Ezeli não se preocupa com a tradição. A equipe foi a 21° no percentual de rebotes ofensivos na temporada passada, desde então pulou para a 4° posição. Muito disso por conta de Ezlei, um pivô forte e com grande envergadura que tem jogado mais e consegue 4.3 rebotes ofensivos por 36 minutos jogados. Todas equipes gostam de pegar rebotes ofensivos, mas os Warriors são fatais com eles. Eles aproveitam um raro momento em que a defesa está desarrumada, e normalmente Curry desmarcado na linha de três.
   4. Klay Thompson não perdeu nenhuma partida: O ala não está tendo a sua melhor temporada, mas a sua presença já faz muita diferença. Isso foi perceptível quando quase deixaram escapar uma vitória em casa para o Brooklyn Nets. Thompson ficou um bom tempo no banco por dor nas costas, e o ataque dos Warriors ficou abalado. Com ele em quadra, os defensores são atraídos por ele para fora do garrafão, o que facilita de pontuar no 4 contra 4. Thompson contínua sendo um fator decisivo nessa sequência de vitórias.
   5. Green é um All-Star: As estatísticas de Draymond Green falam por si: 13.3 pontos, 8.5 rebotes, 7.2 assistências, 1.4 tocos e 38,8% de aproveitamento das bolas de três. Ele sempre foi muito bom defensivamente, mas agora está progredindo ofensivamente. Na última temporada viu o advento "Drailbreak" posses, onde pegava um rebote e puxava o contra-ataque sozinho. Ele tem feito muito isso, dirigindo para si a armação quando Curry está com marcação dupla. Ele faz de tudo na quadra, contestando jumpers isolados. No basquete de hoje, isso tudo é mais do que bom.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

O estranho basquete gaúcho

Há anos o basquete gaúcho está em uma curva descendente sem precedentes. Mas antes de propor o debate, devo dizer que a questão não é pessoal. Trata-se do trabalho de vários profissionais, de muito clubes que sustentam o esporte. Trata-se da ética na condução do basquete, sobretudo o gaúcho. Entretanto, se algum envolvido julgar que isto é pessoal, terei a certeza de que o problema não é má fé, mas limite cognitivo.
Arrisco dizer que esta curva descendente começou com o título do Corinthians de Santa Cruz do Sul, pois lá já houve a suplantação do basquete de base em prol das equipes adultas – até então as disputas eram fortes, equilibradas, vibrantes e compostas por jogadores gaúchos de alto nível, a grande maioria gaúchos.
O que faz o basquete gaúcho ter história é a qualidade dos jogadores de base e o trabalho de nossos técnicos que buscam, em algum momento, formar equipes adultas por acreditarem na qualidade do que fazem. Eles estão certo! São competentíssimos, mas não dispomos de recursos – ou de empresas que apostem alto no esporte de rendimento – para termos o mesmo êxito de Ary Vidal, basta ver a frustração de Lajeado, a desistência da SOGIPA e a dificuldade do Caxias do Sul Basquete.
Os jovens talentos, neste processo, alçavam voo, principalmente, para Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais e os clubes gaúchos reiniciavam o processo de formação de novos craques e no desenvolvimento de mais talentos, todos aptos a saírem do RS para clubes estruturados e competitivos – é como se o basquete só existisse por lá. Exemplo disto é que Franca é uma filial dos gaúchos e hoje tem quatro jogadores formados por equipes do RS.
Então, me parece, que o esforço é ser referência e disputar os mais competitivos eventos. Estar na elite nacional. Entretanto, ao chegar no topo, não há mais preocupação com o todo regional, apenas com o interesse particular da equipe e acaba-se pisando nos mais fracos, nos coirmãos que mantém com suor o basquete pelo interior do RS.
Neste processo, as finais do gauchão, merecem uma análise crítica, destacando que não importa se trata-se de um clube também do interior, mas responder se a vantagem de estar na Liga Nacional de Basquete lhes dá o direito de esperarem, classificados a semifinal e a final da competição? Como demais os clubes aceitaram isto e como a FGB, Presidência e Diretoria Técnica, propõe uma coisa desta? Este processo leva a outro grande erro: a vantagem que teria o esporte de Santa Maria e Uruguaiana se as cidades recebessem a equipe gaúcha que disputa a LNB. É imensurável! Eu sei disto. Eu vi o Corinthians de Santa Cruz representando a cidade nos JIRGS de 1996 lotar o ginásio em Pelotas e também vi lotar o Ginásio em Rio Grande quando por lá passou no Campeonato Estadual.
Portanto, estar inscrito no certame e não participar das fases iniciais é outro grande erro – muito pior do que não disputar, mas quando se é membro da equipe e membro da Federação Gaúcha, a coisa fica muito fácil de ser “administrada” por problemas na logística e pelos compromissos assumidos com a LNB”. Ora, e o compromisso com o desenvolvimento do basquete gaúcho, onde fica? Atingiram um feito e agora vão passar por cima? Estou ouvindo dizerem para Uruguaiana: “vocês jogaram todas as partidas, aceitaram o regulamento e agora que chegaram na final, terão de se deslocar até Caxias do Sul para jogarem a final na casa do Caxias do Sul Basquete, afinal é a equipe que representa o RS na LNB e já esperava pela final. E, vejam só, vocês terão o jogo transmitido pela TV!”. Mediocridade pura!!!
Enfim, é hora do basqueteiro do RS tomar uma decisão: agir por mudanças radicais ou ficar brincando em torneios menores, acreditar que o nível do basquete é este mesmo, que as muitas tecnologias da atualidade afastam os jovens da prática desportiva e desconsiderar que é o conjunto do basquete, a falta de credibilidade que faz com que muitos pais (entre estes alguns atletas de destaque de outrora também!!!) não queiram seus filhos envolvidos com algo tão amador, tão mal administrado, tão tendencioso e com possibilidades tão limítrofes como o basquete gaúcho.
Parabéns Caxias do Sul Basquete pelo quase título de Campeão Gaúcho de Basquete Adulto de 2015 que, se conquistado, será histórico: vencendo duas partidas, ambas em casa por “ajustes administrativos da FGB”. Este basquete é uma piada!

Jogar contra seu ídolo, não tem preço

   
Porzingis vai jogar contra seu ídolo
   Hoje a noite o ala-pivô do New York Knicks, Kristaps Porzingis terá a oportunidade de jogar contra o seu ídolo, Dirk Nowitzki, no Madison Square Garden. "Ele é um dos melhores de todos os tempos. Dirk é simplesmente fantástico. Eu quero ser tão bom arremessador como ele, um dia, espero." - disse o jovem atleta em entrevista.
   "Eu só estou tentando seguir os seus passos. Gostaria de ser tão bom como ele".
   Porzingis é letão, Nowitzki alemão. O letão de 2,21 metros que vem sendo comparado ao alemão de 2,13 m, foi chamado por Kobe Bryant de Dirk-like, se encontrará pela primeira vez com Dirk está noite. Porzingis disse que não vai procurar Nowitzki fora da quadra, para não incomodá-lo, mas que ficaria muito feliz em receber alguns conselhos que o veterano ala-pivô tenha para compartilhar. 
   "Se ele tiver algo a dizer para mim, algum conselho ou algo assim, obviamente, eu vou ouvi-lo". - completou Porzings.

domingo, 6 de dezembro de 2015

O novo Lebron

Próximo mito da NBA, dominando a NCAA com sobras

   Lebron James tem ouvido algumas comparações com Ben Simmons, que vem sendo chamado de "próximo Lebron James". Mesmo com Lebron dizendo recentemente que grandes nomes do basquete não devam ser comparados, ele diz que tudo bem sobre a comparação feita com Simmons.
   Lebron disse na sexta, após a derrota para os Pelicans por 114 a 108 na prorrogação: "Eu não me importo. Alguém vai ser comparado com alguém o tempo todo, não me importo dele ser comparado a mim. As pessoas não apenas reconhecem o que ele faz na quadra, mas ele é um grande garoto também. Ele tem uma grande família, grande sistema de apoio, e é por isso que ele é capaz de fazer o que faz na quadra."
   Simmons estava presente no jogo de sexta-feira, sentado atrás do banco do Cleveland Cavaliers no terceiro período.  Em entrevista a ESPN Simmons disse: " Ele é um dos melhores jogadores do mundo que já jogou o jogo. Eu apenas tento pegar um pouco do seu jogo e colocar no meu. Seu tamanho é uma das coisas que tento olhar. Eu tenho 2,08 m e ele domina com 2,03 m, eu apenas tento encaixar o que ele faz no meu jogo".
   Simmons que joga na cidade vizinha de Baton Rouge, Louisiana, domina a NCAA como um furacão, com médias de 19.9 pontos, 14.9 rebotes, 6.0 assistências, 2.4 roubos de bola e 1.6 tocos nas sete primeiras partidas da LSU. 
Lebron disse que seu relacionamento com Simmons, jovem nativo da Austrália, remete a antes da faculdade. Lebron disse que observa o jogador a 3 ou 4 anos, e não se surpreende com as performances de tirar o chapéu do calouro nessa temporada. "Eu o acompanhei bastante, mas sua trajetória antes de aparecer em Baton Rouge. O acompanho a 3 ou 4 anos, ele tem um talento inacreditável". A dupla também passou um tempo juntos na Academia de Basquete da Nike, em Santa Monica, Califórnia, onde Lebron era um instrutor e Simmons um conselheiro. Ambos se falam regularmente pelo telefone.
   Simmons comparou Lebron com um irmão mais velho. "Ele me da uma série de conselhos se eu precisar dele. Ele se preocupa comigo, ele é uma daquelas pessoas que você tem que ter como mentor, porque ele é um dos melhores jogadores do mundo".
   Enquanto Simmons era um prospecto para a 1° escolha do Draft de 2016 antes de começar a temporada com a LSU, algumas de suas atuações foram absurdas, como 21 pontos e 20 rebotes contra Marquette, e 43 pontos, 17 rebotes, 7 assistências, 5 roubos de bola e 3 tocos contra North Florida.
Mesmo assim Lebron disse: "Não, eu não estou surpreso. Ele é um cara talentoso. O treinador (Johny Jones) na universidade lhe permite mostrar o seu talento, e isso é o que ele é capaz de fazer".


sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

You are Basketball

Esta despedida do Kobe Bryant está sendo épica. Fracassado até escrever que estava realizando sua última temporada, Kobe arranca as mais diferentes emoções das pessoas nesta última semana. Sinceramente, quem viu Jordan, não se surpreende com Kobe, pois os lances plásticos são cópia descarada – tem vídeos do youtube sobre isto. Relevante nisto é que, como admirador, ele buscou ao máximo atingir a excelência de Jordan.
Entretanto, sua carta é uma declaração de amor ao basquete e a busca pela excelência naquilo que se faz –serve apenas para a quadra, serve para a vida. E ela, a carta, trouxe a reação que, humildemente, resolvi traduzir, mas a original está neste link. Trata-se de Jonathan Jacobson, um torcedor do Celtics – sim, do Celtics – que começa dizendo, “Querido Kobe, eu te odeio!”. Vejam:
Caro Kobe Bryant,
Eu te odeio.
Você pode me culpar? Como um fã do Celtics, eu torço contra você há duas décadas. Alegrei-me com sua agonia quando meu Celtics o venceu nas Finais de 2008. Paul Pierce fez muito mais do que você fez e mereceu. Você já tinha três anéis na época.
Mas somente três não eram suficientes para você. Você teve sua vingança e, finalmente, seu quinto anel em 2010, enquanto meu coração era arrancado no processo. Eu espero que você ainda saiba a sorte que tem de que Kendrick Perkins estava fora do jogo 7
Eu li a sua carta na The Players’ Tribune de hoje e fiquei chocado. Não é porque você anunciou sua aposentadoria – nós todos já sabíamos disto. Fiquei chocado por causa da forma como me senti com sua carta.
Na minha mente, eu sempre classificava você e Derek Jeter juntos. Vocês são os jogadores que nós, como fãs de Boston, odiamos amargamente, mas não podemos deixar de respeitá-los. Você praticou o jogo da maneira certa – com paixão, orgulho e profissionalismo.
Vocês eram verdadeiros estudantes do jogo que perseguiram a grandeza trabalhando mais duro do que ninguém. Vocês se tornaram ícones das gerações de seus respectivos esportes. Vocês abraçaram cada desafio. Vocês deram tudo de si. Vocês colocaram seus corpos em risco. Vocês sabiam como ganhar. Vocês respeitaram seus esportes, seus ofícios e sua rivalidade com o Boston.
Trinta de dezembro marca a última vez que você vai jogar em Boston. Esta é também a última oportunidade para nós, Celtics fãs, animarmos a nossa equipe para a vitória contra o jogador, indiscutivelmente, mais dominante no célebre histórico dos Celtics e Lakers.
Como você vai parar, vai junto o que resta da rivalidade que uma vez dominou a NBA. Quiçá um dia ela seja reavivada por caras novas. Talvez não.
Então, quando você vier para o The Garden no próximo mês, eu espero que a multidão coloque você no inferno. Eu espero que nós atormentemos você e vaia-lo mais enfaticamente do que fizemos na disputa pelo campeonato. Eu espero que você perca cada lance livre. Eu espero que você nunca se esqueça como é estar rodeado por 17.000 fãs gritando que sangram verde e dariam tudo para ver você falhar uma última vez.
Espero que nós vençamos LA novamente. E quando você for retirado da quadra na metade do quarto período, quando meu Celtics estarão 20 pontos na frente, acho que algo bonito vai acontecer.
Cada pessoa no The Garden vai parar de vaiar. Vamos levantar e mostrar respeito sob a forma do mais alto e apaixonado aplauso que você já testemunhou. Vamos cantar o seu nome. Nós vamos limpar nossos olhos. Vamos dizer nossas despedidas agridoces.
Eles dizem que você nunca verdadeiramente sabe o que você tem até que ele se foi. Portanto, antes de ir, eu só quero dizer obrigado por ser muito mais do que apenas um grande jogador de basquete. Para toda uma geração de fãs da NBA, você é o basquete.
Eu não posso acreditar que estou dizendo isso... Mas eu realmente vou sentir sua falta.
Amo (e odeio) você eternamente,
Um fã Celtics que não aprecio você o suficiente.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Relicário do basquete

Deus e Semi-Deus do basquete

   Ainda não tinha me posicionado sobre Kobe, não tinha me caído a ficha que sou de uma geração muito privilegiada. Eu ainda menino, com 5, 6 anos vi o Bulls jogar na Band com a minha mãe na cozinha de casa, vi o Deus do basquete em ação, o incomparável Michael Jordan. 
   Me afastei do esporte, nem sei o porque, mas retornei a acompanhá-lo em 2002, e comecei a ver um Semi-Deus jogar, bem verdade que já dominava a liga e era um monstro. Vi Kobe e Jordan um contra o outro, vi os dois dando o seu melhor a cada segundo, cada ponto, a entrega deles é absurdamente diferenciada, ninguém jamais amou o jogo mais que eles. Eu não gostava do Kobe, o achava arrogante, uma mala, mas hoje vejo o porque disso, sabem o porquê? Deve ser o motivo de muitos o odiarem.
   Eu odiava o Kobe porque tinha medo que ele fosse maior que Jordan, depois que cresci amadureci e vi que ambos são incomparáveis, e eles sim são acima da média. Jordan o maior da história, Kobe o segundo maior, e vários excelentes jogadores por aí. Posso ser julgado por minhas palavras, mas é o meu coração que fala, nem acredito que esse momento chegou, sofri quando Jordan saiu das quadras e achei que não ia sentir nada com Kobe saíndo. Bobagem a minha. Lógico que senti, sinto que a NBA começa a perder a graça, penso que a geração dos anos 90 e 00 era demais, nossa como tinha cara foda jogando, Jordan, Kobe, Iverson, KG, Mutombo, Ewing, Malone, Barkley, entre tantos outros.  O que vejo é uma liga forte, com muitos bons jogadores, mas que não tem mais tantos monstros como antes, antigamente parecia que todos times poderiam vencer a liga, hoje se falarmos em 5 com chances reais é muito.
   Não digo que a qualidade do jogo caiu, mas digo que não existem mais tantos jogadores como Kobe, aliás Kobe é único. Deixei para falar isso agora, tava processando isso na cabeça, muitos já falaram sobre o Kobe e sua saída, eu nem vou entrar nos méritos da brilhante carreira de 20 temporadas, só me apego ao sentimento que ele demonstrou e demonstra pelo jogo. Kobe amou o esporte como poucos, saí porque seu corpo não lhe permite mais ser o Kobe que conhecemos, saí obviamente de cabeça erguida, será Hall da Fama, terá seu número aposentado, é o terceiro maior cestinha da história, seus números e conquistas o precedem.
   O que digo a todos amantes do esporte, vejam os jogos dos Lakers, mesmo que eles sejam péssimos, temos poucos jogos para ver Kobe, cada partida será uma despedida, uma chance a menos de vê-lo em quadra com seu fade away mortal, sua agressividade e habilidade de pontuar. Essa é a ÚLTIMA vez que veremos ele jogando, não sejamos bestas de perder isso, o basquete se despede de um dos grandes nomes do jogo no final dessa temporada, e os fãs do esporte vão ter menos um gênio em quadra.
Kbe Bryant, me desculpe por ter te odiado, e obrigado por tudo que fez ao basquete!

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Um Bad Boy surge na NBA?

Será que Okafor vai ser um problema fora das quadras?

   Muitas notícias sobre Okafor vieram a tona. O novato do Philadelphia 76ers teria apresentado uma identidade falsa em um bar, Misconduct Tavern, em Outubro de acordo com Philly John Gonzales da CSN.
   O jogador de 19 anos, teve o serviço no bar recusado, uma fonte disse a Philly que ficou surpreso porque Okafor é um cara grande, famoso e muito fácil de reconhecer. Essa notícia vem há apenas dois dias de relatos sobre o pivô sendo abordado por excesso de velocidade, na ponte Ben Franklin a 173,8 Km/H e pouco depois da briga que teve com uma torcedor do Boston Celtics.
Boatos dizem que durante uma briga em Outubro, ele esteve sobre a mira de um revolver fora de uma boate. Estaria surgindo aqui um novo Bad Boy? Vários astros tiveram problemas fora das quadras, Jordan com jogo, Kobe com acusação de estupro, Rodman com suas noitadas, Copeland foi esfaqueado, Odom agrediu repórteres, entre tantos outros. Mas porque um jovem atleta, no começo de sua carreira já passa por problemas assim?
   Um dos principais motivos, penso eu, seja a sua frustração com a franquia, notoriamente ele não quer estar na Philadelphia. No dia de sua apresentação ele esboçava o semblante de decepção, teve toda a história de desrespeito por atirar a camiseta na mesa, a equipe não ganha de ninguém, tem um recorde de 0-18 e ele é um potencial no pior lugar possível. O pivô tem médias de 17.5 pontos e 8.2 rebotes por partida, se destacando nessa loucura, mas a sua frustração é refletida nas atitudes fora da quadra.
   Até onde ele vai conseguir sustentar esse temperamento não se sabe, mas podemos estar presenciado o surgimento de um Bad Boy na NBA, não em quadra como os Pistons, mas problemático e polêmico fora dela. 

Heróis do passado: Muggsy Bogues

Fazendo história desde a NCAA
   Nossa série vai relembrar a história de Muggsy Bogues, o atleta mais baixo da história da NBA, com 1,60 m. Ele foi um armador extremamente habilidoso, que compensava sua baixa estatura com muita qualidade técnica e visão de jogo.
   Bogues nasceu e foi criado em Baltimore, por sua mãe já que seu pai estava preso. Ele começou a jogar basquete em Dunbar High School, juntamente com outros atletas que entraram na NBA, como David Wingate, Reggie Williams e Reggie Lewis. A equipe terminou a temporada 1981-82 com recorde de 29-0 e a temporada seguinte com 31-0, se tornando a equipe número um do país.
   Depois de terminar o ensino médio foi jogar na Universidade de Wake Forest, onde teve médias de 11.3 pontos, 8.4 assistências e 3.1 roubos de bola por jogo. Ao terminar sua carreira universitária, era o líder da ACC na história em roubos de bola e assistências. O seu bom desempenho lhe rendeu uma vaga na seleção, em 1986 foi campeão mundial com o time americano.
O mais alto e o mais baixo da história
   Após um período jogando por Rhode Island Gulls na USBL, ele foi selecionado como na 12° posição do Draft de 1987 pelo Washington Bullets e fez parte de uma das mais talentosas classes do Draft, que incluía Reggie Miller, David Robinson, Scottie Pippen e Kevin Johnson. Em sua primeira temporada foi companheiro de equipe de Manute Bol (2,31 m), formando assim uma dupla com o mais alto e o mais baixo jogadores da história, tendo 71 cm de diferença entre os dois.
   Apesar de sua pequena estatura, bloqueou 39 arremessos na carreira, incluindo um toco em Patrick Ewing que tinha 2,13 m. Ele saltava 1,10 metros mas tinha as mãos muito pequenas para segurar a bola com apenas uma mão e enterrar. Na temporada de 1988-89, Bogues não tinha proposta de renovação dos Bullets, e Miami Heat e Charlotte Hornets eram novas franquias recém criadas, os Hornets contrataram o baixinho armador. Com a equipe de Charlotte se estabeleceu como um grande passador, um grande ladrão de bolas, e um dos mais rápidos jogadores da história. 
Hornets foi o ápice de sua carreira
   Bogues jogou 10 anos pelos Hornets, e liderados por Alonzo Mouring e Larry Johnson, a franquia tornou-se uma das mais famosas da história e um contender de Playoff. Bogues foi um dos jogadores mais populares dos Hornets, apesar de ter médias de 11.2 pontos por jogo. Ele é o líder da franquia em minutos, assistências, roubos de bola, turnovers e assistências por 48 minutos.
   Na temporada 1997/98 jogou duas partidas e foi trocado, indo jogar pelo Golden State Warriors por duas temporadas, e em seguida como agente livre assinou com o Toronto Raptors, onde terminou a sua carreira. Embora tenha sido negociado para os Knicks e os Mavs, mas onde nem chegou a atuar.
   Mesmo terminando a carreira com médias de 7.7 pontos, 7.6 assistências e 1.5 roubos de bola, o estilo de jogo e a estatura de Bogues o tornaram uma lenda da NBA. E óbvio que não poderia ficar sem essa homenagem.
   Abaixo um vídeo da fera:

sábado, 28 de novembro de 2015

O pior da história

Inesplicável

   Os Sixers estão a uma derrota de terem o pior começo de temporada da história da NBA, mas sua ineficácia vai mais além. Com a derrota de ontem para o Houston Rockets, foi a 27° consecutiva juntamente com as do final da temporada passada, um recorde da NBA.
   Mas não apenas no basquete. A derrota superou o Tampa Bay Buccaneers de 1976-77 e 2013-14 que tinham um recorde de 26 derrotas consecutivas, o que torna os Sixers o detentor da maior série de derrotas da história dos esportes profissionais dos Estados Unidos.
   No domingo os Sixers enfrentam o Memphis Grizzlies fora de casa, podendo empatar com o New Jersey Nets para o pior início de temporada com 18 derrotas e nenhuma vitória. Vale lembrar que os Sixers já terminaram a temporada com o pior recorde da história, foi em 1972/73, com apenas 9 vitórias e 73 derrotas, sendo a primeira equipe da história a perder 70 jogos e ter menos de 10 vitórias em uma temporada.
   Parece que essa fase ruim dos Sixers não tem fim. Me dói ver uma franquia histórica, que já teve Dr. J, Allen Iverson, Moses Malone, desmoronar com bons jovens atletas, como Noel, Okafor e Stauskas. Uma franquia que seleciona bons jovens jogadores mas não sabe trabalhar com eles, falta um bom jogador que ajude a reerguer a franquia, aquele veterano que sabe ensinar os jovens a jogar e melhor o seu jogo. 
   Sinceramente, me parece que a administração é o ponto mais fraco dos Sixers, e um time que só perde não atrai ninguém, quem vai querer jogar numa franquia assim? Espero que os Sixers deem a volta por cima, o lugar deles é nos Playoffs.