quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Dean Simth, The Coach: o revelador de estrelas

Smith e Jordan em seu ano de calouro
   Lendo o livro que ganhei de natal de minha esposa, Michael Jordan a história de um campeão e o mundo que ele criou, me deparo com a história de outros grandes nomes do basquete, e entre elas a de Dean Smith, que talvez tenha sido o maior técnico de todos os tempos. 
   Durante o livro, são apresentadas passagens que demonstram a grandeza desse cara, que era conhecido por seus ex-atletas como Coach, e o espiríto que Smith e o programa do Carolina do Norte agregavam a vida de seus jogadores, perdurava por toda a vida. Em uma passagem, Jordan conta que em uma visita ao estádio para um jogo com os então calouros, ele estava atrasado e seu colega Fred Whitfield disse para ele estacionar na vaga de deficientes, e Jordan respondeu: "Não posso fazer isso, se o Treinador Smith souber que parei em uma vaga de deficientes, me fará sentir muito mal". No programa da Carolina, como é exposto no livro, além de ter a função de preparar para o esporte e tornar os jovens em profissionais, ele tinha a intenção de formar para a vida e para o futuro, tanto que Smith cobrava muito que os alunos tivessem uma frequência altissíma e médias altas, sempre controlando tudo de perto.
Lenda do basquete, nunca esquecido
por seus ex-atletas e sempre aconselhando,
mesmo quando profissionais
   Dean Smith, nasceu no Kansas em 1931, é um dos técnicos do Hall da Fama, trabalhou por 36 anos no Carolina do Norte, se aposentando com 879 vitórias, recorde de vitórias até então. Além disso, possui o 9° maior percentual de vitórias para um técnico de basquetebol masculino na NCAA (77,6%), sendo campeão duas vezes em onze aparições no Final Four. Sua preocupação com o futuro de seus atletas se refletia em números, possuindo um grande percentual de graduação de seus atletas, onde 96,6% deles concluiram a sua graduação. O técnico foi responsável por aprimorar e revelar James Worthy, 3x Campeão da NBA, 7x All Star, MVP das finais de 1988, draftado em 1982 na primeiro round e na primeira escolha, jogando e sendo um dos destaques dos Lakers, Mitch Kupchack que foi 3x Campeão da NBA, 1 por Washington e duas pelos Lakers, Billy Cunningham, campeão da NBA em 1967 como atleta e em 1983 como técnico, 4x All Star e o mais famoso de todos, que dispensa apresentações, Michael Jordan.
   No livro mostra que Smith trabalhou muito com Jordan, muito mesmo sobre seu espiríto competitivo, que em muitas vezes passava dos limites, chegando ao ponto de brigar com um treinador que lhe ganhou em uma partida de sinuca. Jordan era o melhor que Smith tinha visto, sem dúvidas ele sabia disso e tentou, e conseguiu, fazer com que Jordan soubesse lidar com a fama repentina que teve ao entrar na Carolina do Norte e com as desições que teria de fazer no seu futuro. O espiríto que o Treinador Smith criou em sua equipe e naquele programa de recrutamento de atletas, dura até hoje, no livro apresenta que um atleta da geração de Jordan perdeu seus pais e no velório Worthy e Cunningham, que eram de gerações anteriores foram ao velório, e quando perguntados se conheciam o jovem, eles responderam: "Ele era um dos nosso".
Jordan, a grande revelação de Smith para o mundo
   Smith foi o técnico que revelou jogadores excelentes ao mundo, e que ensinou-lhes como se comportar e como encarar o mundo, sendo o responsável pela lenda Michael Jordan e sua forma de marcar (que aprendeu com Smith) e sua vontade de vencer e querer sempre melhorar (que já vinha de si próprio, mas que foi muito bem estimulada por Smith). O mundo do basquete só é dessa grandeza, graças a caras como esse, que até o começo da semana passada eu desconhecia, e que merece mesmo todas as honrarias que possuí.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Vitória suada

   Em partida disputada na noite passada, os líderes do leste travaram uma luta que teve momentos de combate e com muita rivalidade, mesmo sofrendo o time da casa e atual campeão, Miami Heat bateu o forte Indiana Pacers de Paul George. 
Duelo em quadra e também pelo MVP da liga,
no jogo melhor para Lebron 
   O jogo começou com superioridade do Heat, abrindo 6 a 2 com muitos desperdícios de bola dos Pacers. Mas após um pedido de tempo a história mudou, o Heat foi completamente dominado, a equipe de Lebron não se encontrava em quadra e isso facilitou o trabalhou de Indiana que fechou o primeiro tempo com uma vantagem de 11 pontos. Paul George comandava sua equipe a mais uma vitória em um jogo quente, a alguns dias Lebron disse em uma entrevista que não existia rivalidade na liga, mas não foi o que se viu no jogo. Uma partida quente, que teve um princípio de briga entre Chalmers e Stephenson, após uma bola presa Chalmers deu um chega pra lá no armador dos Pacers que não gostou e foi pra cima tirar satisfação, por sorte foram seguros e nada aconteceu.  Porém, o que se nota na liga é que há sim rivalidade, sempre houve e agora, com o Heat tentando um three-peat, são "todos" contra o Heat, claro que algumas equipes com mais vontade como os Pacers (que perderam a final de divisão ano passado) e os Bulls (com declarações de Butler que fariam de tudo para o Heat não se igualarem a Bulls, Lakers e Celtics com um three-peat).
O nome do jogo com 32 pontos
   Agora voltando a partida, na volta do intervalo os comandados de Spoelstra voltaram com gana de virar o jogo, apertaram e acertaram a marcação e foram com tudo pra cima. Mas mesmo assim foi difícil, no começo do terceiro período a vantagem dos Pacers chegou a 15 pontos e durante um pedido de tempo, no banco do Heat o clima esquentou. Lebron e Chalmers discutiram veemente e quase saíram no tapa, sendo separados pelos demais companheiros de equipe, a discussão se deu por Chalmers reclamar de Lebron deixar George livre demais e o clima fechou. A partir daí, o jogo mudou e o Heat começou a atuar melhorar, dominar o garrafão e forçar os Pacers ao erro, culminando no empate a 1:30 minutos do final da partida com Bosh em um chute de três. Em seguida, após Lebron roubar a bola de Paul George, no contra-ataque deu um passe para Ray Allen matar uma bola de 3 e virar o jogo faltando 59.5 segundos. O Pacers teve ainda duas chances de vencer o jogo a primeira a 25 segundos do final, mas George Hill errou o passe para Paul George, que teve de fazer falta em Lebron, que após converter os seus lances abriu 3 pontos de vantagem, 97 a 94. Com a posse da bola e 10 segundos no relógio, mas sem tempos para pedir os Pacers tentaram uma jogada com George que errou um arremesso que levaria o jogo a prorrogação e definiu a partida.
   Os destaques pelos Pacers foram Paul George com 25 pontos, 6 assistências e 8 rebotes, mostrando que vem forte para a disputa do MVP e sendo um atleta que evoluiu a cada ano. O outro destaque foi West que anotou 23 pontos. Pelo Heat, Lebron anotou 24 pontos, 7 assistências e 9 rebotes, e o principal nome foi Wade com 32 pontos e 60% de aproveitamento dos arremessos de quadra. 

domingo, 15 de dezembro de 2013

Época de vacas magras

Fase difícil esta afetando os atletas
   Essa expressão mostra muito como é a situação dos Knicks, uma das franquias mais tradicionais da NBA, passa por uma de suas piores temporadas na história. Com mais derrotas que vitórias, a franquia virou chacota da liga e dos torcedores, aqui no Brasil muitas imagens e frases tirando onda com os Knicks circula pelas redes sociais.
   Com um elenco que quase não se alterou, e vindo de uma boa temporada, onde chegou aos playoffs e era cotado por lutar ao título, os Knicks passam um por um dos momentos mais complicados de sua história. As previsões e apostas da temporada 2013-2014 apontava que os comandados de Mike Woodson, brigariam para ser um dos líderes e uma das forças do lado leste. Com Melo na equipe, após ser o cestinha da liga, e com a chegada de Bargnani, um reforço de peso e com muito pra contribuir, fez com que a franquia fosse cotada como possível adversária do Heat e Pacers, pela Conferência Leste.
   Mas o que se vê é o contrário, uma equipe que não consegue se encontrar em quadra e que vê sua estrela frustrada com essa temporada e com as inúmeras derrotas. No momento possui uma campanha com mais derrotas que vitórias (6-16), além de estar fora da classificação para os Playoffs, no momento o 8° colocado são os Wizzards com 9 vitórias e 13 derrotas. O momento é tão ruim que a franquia vem sendo motivo de piada, vários blogs e páginas no facebook, brincam com a má fase, a alguns dias em uma página dizia: Nets x Knicks o primeiro empate da história da NBA, alusão as franquias de New York, que passam por temporadas frustrantes. Para fugir dessa situação atual, os Knicks contam com Melo que detêm médias de 26 pontos, 9.2 rebotes e 2.8 assistências por partida, e com Bargnani que tem contribuído com 15 pontos e 5.2 rebotes por jogo. Infelizmente, na maioria das partidas, isso tem sido insuficiente, o Sexto Homem do ano passado, J.R. Smith, tem contribuído com apenas 10.1 pontos por partida, bem menos que os 18.1 pontos e 5.3 rebotes, suas maiores médias na carreira nesses quesitos, e ainda conta com Stoudemire anotando apenas 7.9 pontos por jogo, um jogador que como Agra já comentou, aparenta ter perdido o seu "basquete", desaprendeu a jogar. 
Mesmo com um bom elenco as vitórias não aparecem
   Uma franquia que já não vence a 30 anos um campeonato, e que tinha essa temporada como o ano de mudanças, depara-se com dificuldades tremendas e que parecem não ter explicação, o elenco não é tão fraco assim no papel, se compararmos com Celtics e Bobcats, por exemplo. Porém, com 16 derrotas em 22 partidas, é pouco provável que os Knicks cheguem até os Playoffs e etão mais perto de lutar por Andrew Wiggins ou Jabaris Parker no Draft, do que de levantar uma taça ao final da temporada. Aos torcedores dos Knicks fica minha solidariedade, por que meu amado Bulls tá numa baita ruim também. 

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Celta em ascenção

Fazendo a diferença pelos Celtics, Green está na melhor temporada de sua carreira
   


   A temporada para os Celtics não está sendo tão ruim quanto se projetava, com um "Roster" não muito qualificado e sem contar com sua estrela, Rajon Rondo, a franquia vem lutando bastante na liga e se mantém em sétimo na Conferência Leste (10-14). Isso deve-se a atuação de um cara em especial, Jeff Green.
   O ala de 27 anos e 2,06 m, tem jogado com muita vontade e tem levado o time em frente na liga. Esse ano, analisando as estatísticas de Green, tem sido o melhor ano de sua carreira que começou em 2007, sendo a 5° escolha da primeira rodada do draft, selecionado pelos Celtics e em seguida enviado para o então Seatle SuperSonics. Green atuou até o ano de 2011 pela franquia que tornou-se Oklahoma City Thunders, vindo do banco na maioria das vezes, obteve médias de 14.4 pontos e 5.7 rebotes em quatro temporadas. 
   Em fevereiro de 2011, Green foi para Boston, que era que o havia draftado originalmente, em troca de Nenad Krstic e uma escolha de primeira rodada de 2012, que era dos Clippers, em troca de Kendrick Perkins e Nate Robinson. Esse não foi um ano bom para Green, anotando médias de 9.8 pontos, 3.3 rebotes e 0.7 assistências por partida, perdeu espaço e minutos em quadra passando de 37 para 23.4 minutos. Nessa temporada os Celtics foram os terceiros do Leste, nos playoffs eliminaram os Kniks, mas esbarraram com o Heat e foram eliminados, ao final da temporada Green virou free agent restrito, mas em seguida assinou um novo contrato com os Celtics por $9 milhões.
   Mas, o maior desafio de sua carreira estava por vir, no dia 17 de dezembro de 2011 o ala foi diagnosticado com um aneurisma aórtico, um problema cardíaco que o tirou de toda a temporada de 2011-2012.  O ala fez a cirurgia e passou muito tempo com seus colegas de equipe durante a recuperação, sempre afirmando que queria retornar pelos Celtics na temporada 2012-2013. Nesse tempo que esteve parado, Green não fez apenas a sua recuperação, mas também aproveitou para retomar os estudos e concluiu sua Licenciatura em Inglês com especialização em Teologia, pela Universidade de Georgetown. Após esse tempo parado, o ala retornou as quadras no dia 23 de novembro de 2012, anotou 17 pontos, vindo do banco contra sua antiga franquia, os Thunders.
   Desde então, Green vem jogado em alta intensidade e bem, porém nessa temporada já mostrou que veio com tudo. Ontem a noite na derrota para os Clippers, Green anotou 29 pontos e pegou 4 rebotes, com um aproveitamento de 43,5% dos arremessos de quadra. Além disso, o ala já teve partidas memoráveis nessa temporada, como o "game winner" contra o Heat em Miami faltando menos de 1 segundo. Essa tem sido a melhor temporada da carreira de Green, mesmo que tendo uma média de pontos menor que outras duas temporadas (2008-2009, 2010-2011), o ala tem sido muito mais decisivo e tem contribuído ainda mais para o rendimento dos Celtics sem Rondo. Mantendo esse ritmo, Green conseguirá levar os Celtics até os playoffs, o que será um grande feito visto a equipe que tem.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Muitas expectativas

O retorno tão aguardado será amanhã
   O semideus da NBA, kobe Bryant, enfrentará amanhã o seu maior desafio da carreira, provar que pode voltar a jogar em altíssimo nível, aos 35 anos e retornando de uma lesão no Tendão de Aquiles.
   Amanhã, o astro dos Lakers volta a ativa contra o Toronto Raptors no Staples Center, e todos os holofotes e a mídia estarão voltados para ele. Assim que teve a lesão, muito se comentou em um final de carreira e que Kobe não voltaria bem pra liga, que a lesão é grave e que a idade "avançada" poderiam atrapalhar a atuação. 
   Particularmente, acredito que Kobe volte jogando como sempre jogou, sim a lesão é grave, a recuperação deve ser bem feita, deve-se evitar corridas intensas e outros impactos, porém, a recuperação de Kobe é incrível. Quanto mais duvidam dele, mais ele joga com vontade e tem forças para se restabelecer, tanto que jogou muitas partidas com o dedo indicador fraturado e com tala, mudou sua forma de arremessar e ainda assim continuou decisivo. A lesão é muito comum em esportes de impacto, a recuperação é incrível, o ala se operou no dia 13 de abril e está retornando as quadras agora em dezembro, e detalhe, não foi a primeira vez que Kobe se recuperou de lesão grave, em 2011 fez uma cirurgia experimental no joelho e meses depois estava lá voando como de costume.
Semideus da liga voltando a ativa
   Kobe é a esperança dos Lakers, os atuais décimos colocados na Conferência Oeste, tem um aproveitamento de 53% e devem melhorar essa marca com sua principal estrela. Nessa temporada entrou para história da liga, com sua renovação de contrato tornou-se o primeiro atleta a jogar 20 temporadas pela mesma equipe e também é o atleta mais bem pago da liga, com uma renovação contratual de dois anos no valor de $48,5 milhões. Esera-se muito de seu retorno, principalmente se aos 35 anos e com todo esse investimento, o astro irá corresponder a altura. Acredito muito no Kobe, pra mim depois de Jordan é o melhor jogador da história, espero que volte no máximo e reerga o tradicional time de Los Angeles.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Time sensação

O nome do jogo, atingindo sua maior marca na temporada
   Por melhor que fossem as projeções para essa temporada dos Blazzers, quem dissesse que estariam em segundo no Oeste, empatados em vitórias e derrotas com os Spurs, tendo 15 vitórias e 3 derrotas. Com a vitória de ontem, e o jogo dos Spurs adiado são os líderes dá conferência com 16 vitórias.
   Com o novato do último ano jogando em altíssimo nível, e contando com um grande ala/pivô, LaMarcus Aldridge, que vem dominando o garrafão e contando com Nicolas Batum muito consistente, a franquia de Portland vem encantando seus torcedores e os amantes da NBA. A equipe não possuía uma temporada boa desde 2009, última vez em que chegaram aos Playoffs, quando ainda contavam com Rudy Fernandez e Brandon Roy. Se analisarmos, nas últimas duas temporadas os Blazzers terminaram em 11° primeiro lugar no oeste e nesse ano são os líderes, a evolução que a equipe teve em quadra e em sua forma de jogar, fazendo frente a franquias consistentes nas últimas temporadas, como ontem na vitória contra os Thunders de Durant e Westbrook.
Nem Durant conseguiu salvar o revés
   Na noite passada, a equipe de Portland venceu em um jogo emocionante, com 15 trocas de liderança e sem definição até os 40 segundos finais, quando Batum fez uma bola de três e sacramentou a vitória. Pelos donos da casa o destaque foi LaMarcus Aldridge, anotando 38 pontos (maior marca sua na temporada) e pegando 13 rebotes, dessa forma os Blazzers quebraram uma série de 7 derrotas consecutivas em encontros contra os Thunders. Agora a equipe de Portland enfrenta o Utah Jazz, amanhã em casa, buscando se manter na ponta da tabela. Pelo lado do Thunders, o destaque foi KD, anotando 33 pontos e pegando 7 rebotes, auxiliado por Westbrook com 21 pontos e 5 assistências, que infelizmente não foram suficientes. Os Thunders enfrentam os Pelicans amanhã em New Orleans, buscando se aproximar dos líderes, com uma campanha de 13 vitórias e 4 derrotas.
   Não sei se chegarão as finais da liga, mas acredito que se conseguirem manter o ritmo e não tiverem problemas com lesões, a equipe de Portland pode chegar até as finais de conferência e provar que possui um elenco bom e consistente.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Desbravador da América

De Pelotas para conquistar a América
   De Pelotas, interior do Rio Grande do Sul, saí um grande atleta que vai brilhar ainda mais nas quadras do Brasil e do mundo, Maxwell Ribeiro atleta do Uniceub/BRB-Brasília, campeão sul- americano de basquete concedeu uma entrevista exclusiva para o nosso blog. O jovem pelotense de 22 anos, respondeu algumas perguntas sobre a carreira e seu futuro.

Blog: Queria que tu contasses um pouco da tua carreira e de como conhecesses o basquete?
Maxwell: Minha carreira está recém começando mas me sinto muito feliz pelas minhas conquistas desde já, tive poucas mas ótimas experiências até agora, que me fazem crescer cada dia mais. Esse mundo do basquete é muito difícil, aliás, estamos no país do futebol onde só ele é reconhecido, falo isso por conhecer atletas de outras modalidades, que trabalham duro todos os dias e não tem o mínimo de reconhecimento. Conheci o basquete através do meu primo, tinha ganho uma bola de basquete e nunca tive interesse pelo esporte (até jogava futebol com ela), mas decidi aprender, ou melhor dizendo, tentar aprender a jogar basquete. Foi na pracinha do Porto, que eu, meu primo e meus amigos começamos a jogar, depois praticava no colégio, na rua, na frente de casa, até que conheci a Praça Modelo, onde conheci grandes amigos que me ajudaram muito, e me ajudam até hoje, sempre quando estou em casa não deixo de ir lá bater uma bola. Cheguei a treinar no Gonzaga com o Professor Mário por um tempo curto, mas que me ajudou bastante, tanto ele quanto os guris que conheci lá, até que conheci o Professor Carlos Alex que me convidou para treinar com o PBC (Pelotas Basketball Clube). Lá começou tudo (PBC), as primeiras viagens, os primeiros títulos e o pensamento que poderia me tornar um jogador de baquete profissional com muito treino e esforço a cada dia.

Carreira curta mas de muito sucesso
Blog: Quais os clubes por onde passes?
Maxwell: Pelotas Basketball Clube, Associação dos Amigos de Basquete de Joinville (AABJ), Basquete de Joinville e Uniceub/BRB - Brasília.

Blog: Como é pra ti jogar ao lado de nomes conhecidos do nosso basquete e da seleção, como Alex e Giovannoni. E o que tens aprendido com eles?
Maxwell: Meu primeiro jogo pelo NBB foi justamente contra o time de Brasília, e a sensação de jogar contra Nezinho, Alex, Arthur e o Giovannoni pela primeira vez, foi de que eu evolui e treinei para estar ali, me esforçando pra jogar em alto nível com eles (naquela época foi bem difícil). Hoje estando ao lado deles, aprendo a cada dia, e ouvindo o que eles me falam e sendo treinado pelo Sergio Hernandez, sinto que posso ser um jogador melhor a cada dia, todos os dias temos coisas à aprender, tanto no esporte como em qualquer outra profissão.

Blog: Tu sonhas em atuar pela seleção?
Maxwell: Todo jogador sonha em estar defendo a seleção, não tem segredo, é treinar e treinar.

Blog: O que tu esperas para o futuro, pretendes ir pra NBA?
Maxwell: O futuro estou fazendo agora, treinando, me dedicando todos os dias. NBA penso sim, como muitos jovens como eu pensam, quem sabe em um futuro próximo, mas o foco é pensar no NBB e me destacar primeiramente aqui no Brasil. 

   Tive a oportunidade de jogar algumas vezes com o Max, como é conhecido, e nunca ganhei dele é bem verdade, mas sempre admirei a pessoa que é, sempre simpático e humilde, com muito potencial para evoluir e com vontade para ser um grande atleta. Max, te desejo todo sucesso do mundo e que realize teus sonhos, porque tu realmente merece.









segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

E agora Bulls?

Nova lesão atrapalha os planos da franqui
   Jogar sem seu astro já era rotina na temporada passada, ficando sem Rose por 18 meses, mas agora a mesma situação se repete, porém as coisas vão de mal a pior. Porquê?
   Simples, na temporada passada a equipe do Bulls possuía Nate Robinson que fazia muita diferença em quadra, o baixinho entrava e resolvia ou pelo menos ajudava e muito a franquia. Mas, com a sua saída o banco do Bulls ficou muito enfraquecido de armadores, tendo apenas Kirk Hinrich e Marquis Teague que não conseguem cadenciar o jogo como Nate. Isso é o que tem dificultado os Bulls, sem desculpas do abalo emocional pela lesão do cara e tudo mais.
   Infelizmente, para os Bulls o que resta é torcer para que Butler tenha uma temporada tão sensacional quanto a do ano passado, que os novatos Snell e Murphy joguem bem e que Teague seja constante. Contando claro com a força de sua dupla de garrafão, Noah e Boozer, que combinam em média para 23 pontos e 16 rebotes por jogo. Quem vem comandando os Bulls é Luol Deng, o ala possui médias de 18.2 pontos, 7 rebotes e 3.9 assistências, sendo o destaque da franquia, mesmo assim as vitórias não aparecem. Após a lesão de Rose, foram 3 derrotas e 1 vitória, se continuar nesse ritmo a campanha não será de Playoffs.
O baixinho que resolvia, está fazendo falta
   O problema dos Bulls está no banco, com a saída de nomes como Richard Hamilton, Nate Robinson e Marco Belinelli, que anotavam uma boa quantidade de pontos e contribuíam para a força da equipe sem Rose, a franquia está em uma descendente sem fim. Em um ano perderam três atletas que podiam decidir um jogo se necessário, com bom aproveitamento de arremessos e que sabiam cadenciar o jogo. Nesse ano, quem vem do banco é Taj Gibson que tem médias de 10.5 pontos e 6.1 rebotes, sendo o atleta que mais contribui saindo da reserva. 
   Essa temporada promete ser dura, acredito que os Bulls cheguem aos Playoffs, mas lá pela 6°, 7° posição, e não como previa no começo do ano entre os 3 primeiros. Resta a mim e os demais torcedores dos Bulls, esperar que o próximo ano seja melhor que esse e que o Rose volte e não se machuque de novo.