sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Armador ou Point-Guard ou Guard



O armador arma, organiza, distribui, coordena, dá assistências.

O mundo do basquete tá doido. Os armadores, agora, querem pontuar, querem ser os cestinhas da equipe, os dono centrais da festa, aparecem por suas ações individuais, mas não por colocarem o colega de equipe em condições de pontuar – essas ações quando magníficas permitem enaltecer a técnica e personalidade do armador e quando desastrosas foi consequência da personalidade do armador e da incompetência dos demais atletas do elenco.



Earvin “Magic” Johnson foi o armador que eu mais gostei de ver jogar. Ele me foi apresentado em 1983, quando eu tinha 13 anos, e os passes desse cara eram de encher os olhos de tão belos. Queria fazer igual e isso em uma época que a febre da NBA nem existia. E dava meus passes estilosos aqui e ali e pontuava muito no basquete escolar, mas no ambiente do basquete federado eu apenas armava o jogo. Me faltava personalidade para atacar e pontuar? Talvez, mas lembro de ouvir de um coach que estava fazendo o time jogar e isso era importante.

Magic Johnson foi campeão em seu primeiro ano de NBA. Kareem Abdull-Jabbar lesionou-se e Magic disse ao técnico que ele faria o papel de Kareem. E fez. Um armador com personalidade? Sim, um ex-pivô de 2,02m que ficou muito famoso por ser... Armador.

John Stockton é o cara das assistências. Passou Magic Johnson em quantidade por ter jogado por mais tempo. Mesmo assim, eu o vejo com um cara cirúrgico. Passes milimétricos. Passes no ponto futuro onde, invariavelmente, Karl Malone estaria. E fez o mesmo pelas seleções e já era assim na época de universitário. É o que contam os livros e os vídeos. 

No Brasil, eu adorava ver Carioquinha jogar. E chutar da zona morta livre. O primeiro armador pontuador que vi, mas não época eu não sabia disso, apenas um arremesso muito longo e bonito. Vi Nilo, Maury e Guerrinha armando para o time, mas também com seus arsenais de infiltradas e arremessos certeiros. Felizmente, todos armavam para os alas, os pontuadores por excelência do time e todos passavam para seus pivôs, normalmente mãos de alface – bola bate e escorrega ou quando pegavam a bola mais erravam os arremessos fáceis debaixo da tabela do que convertiam. E os alas pontuadores desses caras foram, por longa data, Oscar e Marcel. E aí o Brasil virou o time dos 3 pontos ou 40% de acerto, o equivalente a 4 arremessos certeiros em 10 realizados.

O Guerrinha merece um comentário há mais: ele me deixava louco porque sabíamos da capacidade de 3 pontos, mas pontuava pouco. Issso aconteceu no Mundial da Espanha (1986), onde o Guerrinha foi o sexto pontuador do time, o Maury o sétimo e o Nilo o nono enquanto Oscar, Marcel, Israel, Gérson e Paulinho Villas Boas foram os maiores pontuadores do time –três alas e dois pivôs.

Armador é um cara com domínio de bola privilegiado: dribla fácil e sem olhar para a bola e tem um controle de distâncias, posicionamento dos colegas e uma visão que atinge todo o “tabuleiro”. Então, um armador antevê um movimento e joga a bola lá, naquele ponto que faz a torcida sorrir feliz antes mesmo do colega dele estar lá. É assim na ponte aérea...

Não vejo mais armadores clássicos que permitam o talento de uma equipe aflorar. Se a equipe erra em seu conjunto, a personalidade do armador vai aflorar. Eu fico me perguntando: de que adianta um armador ser cestinha se o nosso time perder?

Eu gostaria muito de ver um armador que faz 10 pontos por jogo, pois é consequência de contra-ataques e arremessos necessários, mas que sai do jogo com 10 assistências e que marca o adversário de forma implacável – não me adianta ser o cestinha se, no momento da pressão adversária, o cara que ele marca faz 70% dos pontos que marcou no jogo. Com 10 assistências por jogo, o armador terá a média de John Stockton, portanto essa é a marca da excelência em jogadores de elite.

Enquanto não colocarmos na cabeça de nossos atletas exatamente aquilo que devem fazer, não vai ser fácil mudar o nível de nosso esporte. Deve ter um guri por aí capaz de fazer isso... Trazer encanto ao basquete brasileiro por fazer seu time jogar e não pelos pontos que faz.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Mais um ciclo se encerra

Mais um astro que se retira das quadras
   Hoje pela manhã mais uma noticia entristeceu o mundo do basquete, T-Mac anunciou que vai pendurar os tênis após 14 temporadas. Um dos grandes ídolos da minha geração disse em entrevista que sua carreira na NBA se encerrou, porém não descarta seguir jogando em outro lugar, como fez na China na temporada passada antes de assinar com os Spurs.
   O ala foi draftado em 1997 na 9° posição pelo Toronto Raptors, sua primeira franquia, onde atuou por três temporadas (1997-2000) ao lado de seu primo Vince Carter. Em sua terceira temporada, junto com seu primo, Vince Carter, levaram a franquia de Toronto até os Playoffs da NBA pela primeira vez na história. No ano de 2001 McGrday foi para Orlando, onde viveu sua melhor temporada, foi chamado para o All Star Game pela primeira vez, com médias de 26.8 pontos foi o ganhador do título de Atleta que mais evoluiu. Em 2003 foi o ganhador do título de cestinha da liga, com uma média de 32.1 pontos por partida, tornando-se o atleta mais novo da história das Ligas ABA e NBA a alcançar tal feito. 
Houston= onde protagonizou um dos momentos
mais emocionantes da história da NBA 13 pts em 33 s.
   Em 2004 anotou sua maior marca da carreira, fazendo 62 pontos contra os Wizzards e no final dessa temporada mudou de franquia novamente, indo aventurar-se em Houston. Os Rockets foram a franquia onde T-Mac perdurou por mais tempo (2004-2010), onde também fez o maior feito do basquete pra mim, quando contra os Spurs, noa dia 9 de dezembro de 2004, anotou 13 pontos em 33 segundos e deu a vitória a sua equipe. Garanto que foi a maior virada da história do esporte mundial, e do basquete nada será mais espetacular isso. Na carreira T-Mac defendeu ainda Kniks, Pistons e Hawks antes de jogar na China pela equipe Qingdao Eagles em 2012. 
   Na última temporada foi para os Spurs na tentativa de ganhar seu primeiro anel de campeão, porém não conseguindo. McGrady entrou para a lista dos grandes atletas que não venceram um anel se quer na liga, mas que são ídolos e reconhecidos no basquete, T-Mac foi eleito um dos 75 melhores atletas de todos os tempos e acredito que tenha sido um dos 5 melhores alas depois de Michael Jordan. O ala encerra sua brilhante carreira na NBA aos 34 anos, com médias de 19.6 pontos, 4.4 assistências e 5.6 rebotes por jogo, anotando um total de 18381 pontos, 5276 rebotes e 4161 assistências.
   Infelizmente nossa geração esta presenciando o fechamento de um ciclo, da geração dos anos 09 e 00 que brilho e que agora se aposenta, Jason Kidd, Allen Iverson, Tracy McGrady, imaginem só ainda tem o Kobe e o Carter, mas logo logo chega a vez deles, e aí como fica a NBA? Lógico que sempre tem novos craques, mas esses marcaram a minha história como espectador da NBA, como queria voltar ao início dos 2000 e vê-los brilhando.

O triste fim de um MVP

Triste fim para um All Star
   Estou escrevendo agora sobre algo que ocorreu semana passada, mas por motivos pessoais, eu fiquei alguns dias incrédulo sobre a aposentadoria de um dos meus ídolos e um dos melhores armadores da história da liga. Na quinta feira passada (22/08) foi confirmada a aposentadoria de Allen Iverson "The Answer" , aos 38 anos o atleta decidiu deixar as quadras, desde 2010 não atuava na NBA e desde 2011 não jogava por uma equipe, fazendo apenas jogos de demonstração.
   O armador foi selecionado na primeira posição do draft de 1996, sendo eleito o rookie do ano, com médias de 23.5 pontos e 7.5 assistências por jogo. Já mostrando todo seu potencial, inclusive entortando Michael Jordan com seus crossovers assassinos, o que tornaria sua marca registrada em toda carreira. Iverson defendeu os Sixers por 12 temporadas, tornando-se um dos maiores ídolos da história da franqui, arrebatando fãs pelo mundo que gostavam do seu jeito atrevido de jogar.
2001- O ano de ouro
   The Answer ainda defendeu outras franquias (Nuggets, Pistons, Grizzlies), mas nada comparado aos anos de Philadelphia, onde foi o líder em pontos da liga em quatro oportunidades (1999, 2001, 2002, 2005), foi o maior ladrão de bolas em três oportunidades (2001, 2002, 2003) e seu maior feito individual foi o MVP da liga de 2001, no ano de ouro de sua carreira, quando levou os Sixers as finais da NBA contra os Lakers de Kobe e Shaq. Pela seleção americana foi bronze nos Jogos Olímpicos de Atenas 2004 e ouro no Campeonato das Américas de 2003. Obteve em sua carreira médias de 26.7 pontos, 6.2 assistências e 2.2 roubos de bola por partida, encerrando a carreira com 24368 pontos, 3394 rebotes e 5624 assistências.
   Infelizmente, Iverson não foi o exemplo de ídolo que todos esperavam, dizia que não gostava de treinar, faltava a alguns treinamentos e tinha problemas com técnicos constantemente, tendo problemas de agressão com alguns deles. Teve problemas com sua família, em relação aos seus filhos e o pagamento de pensão para a ex-mulher. Depois de tudo isso foi jogar na Turquia, no Besiktas, mas nunca mais chegou a ser o mesmo Iverson, terminando sua carreira de forma apagada.
   Mas mesmo assim, Iverson foi um ídolo, mesmo com esse temperamento e problemas pessoais, foi e sempre será, o melhor driblador da liga, ninguém conseguia controlar a bola como ele e nem fazer crossovers como ele, a arte do crossover é oriunda de Iverson, o rei do crossover/jump shot. Fica aqui a minha saudade em vê-lo jogar e lógico que Iverson mudou a liga, depois deles muitos atletas começaram a treinar mais e mais crossover, mas nunca chegando perto dele.
   Abaixo um vídeo que mostra a arte que Iverson "introduziu" ou aperfeiçoou na NBA.
Este é o link se der erro: 

sábado, 24 de agosto de 2013

Walter Roese, tá no mercado (estava!)

Um telefonema. Um convite irresistível: voltar a dirigir um time de basquete e, dessa vez, na LNB. Qual reação vai ter o convidado? Bem, tratando-se de Walter Roese, apaixonado pelo basquete, óbvio que seria um sim.
Mas Walter Roese não mora no Brasil. E o nosso esporte, lamentavelmente, se desfaz das pessoas com o estalar dos dedos. Mesmo assim, Walter arrisca, vende imóvel, armazena móveis em um depósito e muda-se para o Brasil com a família. Menos de uma semana antes da viagem, a surpresa: Walter informa via facebook que não está mais ligado ao projeto do Fluminense por não ter sido mais contatado nem obter resposta aos seus contatos. E o pior, ainda não aconteceu: o Fluminense foi desligado, oficialmente, do NBB 2013/2014 na noite de segunda-feira (12/08/2013) por não cumprir com as exigências da Liga Nacional de Basquete.
Roese, no comando da  Seleção Sub-18 em
2009: derrota por 3 pontos para os EUA.
Mais do que querer crucificar o Fluminense, que fez anuncio na mídia da contratação de Walter Roese, quero falar do que fazemos, enquanto dirigentes, com a vida das pessoas que movimentam o esporte em nossos clubes: atletas e comissões técnicas. 
É preciso um profissionalismo que não temos. Olhem a engenharia feita pelo Walter para estar aqui no dia 10/08 como combinado anteriormente. Percebam o prejuízo na vida de todos os membros da família Roese...
Hoje o Walter serve de exemplo disso, mas são fatos corriqueiros em nosso basquete: o amadorismo reinante precisa ser enterrado. Nunca vamos ter um basquete forte, verdadeiramente, protagonista no cenário mundial se não mudarmos a forma de agirmos. Como podemos querer que os atletas honrem com seus compromissos quando não cumprimos com a nossa parte de formadores e educadores? O basquete, o esporte em si, não é apenas um negócio.
Felizmente, na última quinta-feira (22/08/2013) fui informado que Walter Roese vai dirigir o Joinville Basquete em competições regionais e brasileiras nessa temporada (Campeonato Estadual, JASC e SulBrasileiro). Atletas sem espaço no mercado terão uma oportunidade de evoluírem e de qualificarem seu jogo para possam buscar novos espaços no NBB, ainda nessa ou mesmo na próxima temporada. Alguém dúvida da capacidade de Walter Roese como técnico de basquete, como formador de jogadores? Inúmeros brasileiros usufruíram do estudo nos EUA graças a ajuda de Roese, eu mesmo mandei um jovem para lá que voltou formado e hoje joga no NBB. E, assim, algumas dezenas tiveram a oportunidade de terem uma formação diferenciada e até jogar na NBA, caso do Babby. Além disso, Roese continua prestigiado junto aos organizadores do Torneio da Nike que reúne times latino-americanos e dos quais é técnico há, pelo menos, 3 edições.
Por isso, creio que estamos vendo o soerguimento do basquete de Joinville através de uma figura tão carismática como foi Alerto Bial em sua passagem por Santa Catarina. Só o tempo confirmará isso... De minha parte, fico na torcida pelo sucesso do basquete joinvillense.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

A história foi feita

A equipe que mudou o rumo do basquete mundial
     Há exatos 26 anos a nossa seleção entrou para história do basquete mundial, no Pan-Americano de 1987 em Indianapolis nos Estados Unidos. o feito de nossos compatriotas foi tão grande que mudou a forma que os americanos viam as competições internacionais.
   Até o fatídico dia a seleção americana vinha de uma sequência de 70 vitórias, um recorde incrível, algo jamais imaginado, sem nunca na história ter perdido uma partida se quer em sua casa. Pois bem, o Pan-Americano de 1987 em Indianapolis foi o evento que mudou o rumo do basquete mundial, primeiramente pois os Estados Unidos perderam o seu primeiro jogo em casa, sendo favoritíssimo ao título e com a torcida toda a seu favor. E na época a equipe norte-americana sempre participou de competições com seus universitários, nunca jogavam os astros da NBA, pelo fato de serem o país do basquete e por sentirem-se superiores aos demais adversários.
   Mas, na sua frente vinha uma seleção brasileira de altissíma qualidade, que contava com duas estrelas de nível da NBA, Oscar e Marcel. Na final anotaram 46 e 31 pontos respectivamente, e comandados por Ari Vidal acabaram com a moral e a pompa dos americanos. O resultado foi tão humilhante para eles, pois o Brasil perdia por 22 pontos no primeiro tempo, e o fim do jogo teve o placar de 120 x 115 para o Brasil. O local onde ficava o ginásio foi destruido e construído um estacionamento, acredito eu que para apagar de vez as lembraças daquela partida. E fato é, que desde então, as equipes de basquete dos Estados Unidos são formadas sempre com os principais jogadores.
   Isso serviu para provar que os americanos não eram imbátiveis, que sim podiam perder, que deveriam ser mais humildes e jogar cada partida com o máximo de força possível e sem menosprezar qualquer adversário. Fato é que, a medalha no Pan de 87 entrou para a história do esporte mundial e dividiu aguás nas competições internacionais de basquete. Que orgulho de ser brasileiro.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Prontos para brilhar




   




   Hoje pela manhã um vídeo me chamou atenção, um comentarista da NBATV nos Estados Unidos, criou uma lista de cinco nomes que estão prontos para brilhar na liga, entrar como titular e corresponder a altura de suas seleções no Draft. Dennis Scott, um conceituado comentarista, fez a sua lista com cinco nomes, os quais trarei abaixo e em seguida farei a minha lista de cinco nomes.
   No link ao lado está o vídeo com as escolhas de Scott, http://watch.nba.com/nba/video/channels/nba_tv/2013/08/14/20130813-ready-to-play-rookies.nba?tab=3. O comentarista selecionou Isiah Cannan, e justificou dizendo que o jovem mostrou personalidade e estar pronto para jogar em equipe, além de mostrar uma grande qualidade em arremessos do perímetro, o garoto foi o 34° escolhido no Draft pelo Houston Rockets, jogando na posição de armador. Segundo escolhido foi Solomon Hill, o garoto dos Pacers mostrou um bom controle de bola e aproveitamento de seus arremessos na Summer League, sendo um dos destaques de sua franquia, obteve médias de 12.0 pontos, 5.2 rebotes, 2.6 assistências e um aproveitamento de 48.9 %. O terceiro lugar ficou com C. J. Mccollum, apesar de Damian Lillard ser o titular, os dois podem jogar juntos em quadra e render muito pois o novato teve médias de 21.0 pontos e 3.4 assistências, em apenas 5 partidas disputadas pelos Blazzers, o rapaz chuta bem de três, é inteligente e faz boas escolhas durante a partida. O quarto colocado já tem sua titularidade assegurada, Kelly Olynyk dos Celtics, o pivô teve médias de 18.0 pontos e 7.8 rebotes por partida, além de um incrível aproveitamento de 57,8% em 5 jogos, esse vai brilhar com certeza. o último da lista é Victor Oladipo, também deve ser titular em Orlando, jogador de muita qualidade técnica e personalidade, jogou bem na Summer League e obteve médias de 19.0 pontos e 5.0 assistências em 4 partidas.
   Agora eu farei a minha lista, eu concordo com Victor Oladipo e Kelly Olynyk, e nas mesmas posições (Olynyk 4° e Oladipo 5°), porém trago novos nomes a essa lista. 
   1° LUGAR: Ben McLemore, o jovem de Sacramento draftado na 7° posição é um ala de grande forma física e técnica. Chuta bem de três e a média distância, além de ser um atleta com uma explosão muscular invejável, o cara enterra fácil e vai "posterizar" muita gente na liga, pra mim pode ser até mesmo o rookie do ano. 
    2° LUGAR: Trey Burke, um armador pronto pra enfrentar as feras da NBA, jovem e atlético, possui muito controle de bola e poder de definição. O cara é um "clucther", 9° escolha do draft tem tudo para brilhar na liga e ser um dos armadores dominantes, o comparo com Kyrie Irving, um rookie que vai destoar e será um dos nomes da liga na outra temporada. 

   3° LUGAR: Anthony Bennett, o jogador que mais será cobrado nessa temporada, o cara foi a 1° escolha do Draft e desbancou muita gente, até mesmo Nerlens Noels que era o favorito ao posto de primeira escolha. Bennett é canadense e faz parte da nova geração que promete mudar o mundo do basquete, o jogador forte e ainda assim atlético, promete dominar a posição e ajudar os Cavs a voltarem aos Playoffs.
   4° LUGAR: Kelly Olynyk, como dito antes, o cara já é titular, com toda a reformulação do elenco dos Celtics, a posição será dele. O pivô tem tudo pra dar certo, alto, forte e inteligente vem para dominar o garrafão e pontuar muito.
   5°LUGAR: Victor Oladipo, armador com muita técnica, tem sido comparado a Westbrook e promete infernizar na liga. Vem correndo por fora ao prêmio de rookie do ano, deve ser titular em Orlando e promete ajudar sua franquia a não perder tanto como na última temporada.

   Façam suas apostas, pois vem ai mais uma temporada, e você, quem é seu favorito para brilhar esse ano?

sábado, 17 de agosto de 2013

Como novato

Superman treinando muito para voltar a dominar
a posição
   D12 trocou de clube e está em fase de treinamentos intensos para aperfeiçoar seus treinamentos, e sabe quem treina o Superman? Ninuém mais, ninguém menos que Hakeem "The Dream" Olajuwon, o grande pivô da franquia de Houston é responsável por tornar Howard ainda melhor.
   Mas não pensem que a vida é fácil para o Superman, em entrevista sobre seu aluno The Dream disse que Howard ainda é muito cru, apesar de já jogar muito bem e ser jovem, tem muito o que melhorar. O pivô disse ainda que Howard já possui a força, no momento ele está colocando classe nessa força, aprimorando os movimentos do Superman. Olajuwon está treinando o Superman pela segunda vez, quando Howard defendia as cores do Magic, já havia trabalhado com o pivô. 
   O ex-atleta é sempre muito procurado para trabalhar com os pivôs da liga, ele foi contratado para ajudar Howard e Asik a melhorarem seus fundamentos técnicos. Para a temporada seguinte Howard, que já é tratado como estrela, deve ser um dos nomes da franquia de Houston e ajudar Harden a impulsionar vôos mais altos a sua equipe. Na temporada passada a franquia caiu para os Thunders nos Playoffs por 4-2. 
Lenda na posição, aprimorando as habilidades do Superman
  

                   Para quem não conhece a lenda Olajuwon, aqui vai um sínopse do craque, pivô nascido na Nigéria em 1963, foi draftado na primeira posição do draft de 1984, acredite no mesmo draft de Jordan (3° escolha), além disso foi eleito o rookie do ano, levou sua franquia aos títulos das temporadas 1994 e 1995, foi 12 vezes All Star, 6 vezes eleito para o First NBA Team, 2 vezes MVP das finais (1994-1995), 2 vezes melhor jogador de defesa (1993-1994), 2 vezes líder em rebotes (1989-1990), 3 vezes líder em tocos (1990 - 1991, 1993), naturalizou-se americano e foi medalhista olímpico em Atlanta 1996, aposentando-se com médias 21.8 pontos, 11.1 rebotes e 3.1 tocos por jogo, tornando-se uma lenda da posição. The Dream somou na carreira 26.946 pontos, 13.747 rebotes e 3.830 tocos.
   É indiscutível que The Dream é o cara certo para tornar Howard uma lenda, ou pelo menos um dos grandes nomes da liga. Lendas são forjadas do suor, e é esse o caminho que está buscando Howard e os Rockets.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Tuilleadh Cispheil !!!!

Não, não fiquei louco nem desaprendi a escrever. O titulo "Tuilleadh Cispheil" é gaélico para ''Mais Basquete'', e para aqueles que não tem intimidade com a cultura, é uma das línguas oficiais da irlanda, país do qual eu, Gabriel Solé, estarei atualizando os leitores brasileiros a respeito do que ocorre no basquete europeu. 

A ideia toda não é postar sobre as equipes principais que todos conhecemos. Mas mostrar o basquete europeu que não está nos holofotes: a base, o treinamento, a estrutura, as pessoas e suas histórias dentro deste esporte maravilhoso. O primeiro passo vai ser escrever sobre o basquete da irlanda que é o país do qual tenho acesso por enquanto. Vou falar sobre as equipes, a estrutura e o campeonato nacional. Nessa semana, foi iniciada a pré-temporada, e pra minha surpresa consegui participar do treino de uma equipe que disputará a primeira divisão irlandesa. 

O contato se deu através de emails. Estes, foram encontrados por mim pelo site www.basketeballireland.ie. Contei minha história, minha experiencia e fui convidado para participar do treino. 


Primeiras impressões

Na Irlanda o basquete não é profissional, atletas e comissão são voluntários e recebem no máximo apoio para ginásio e viagens. A equipe da qual fui treinar chama-se TBC (lembra alguma coisa?), que significa templeogue basketball club, isso por causa da região onde ela se localiza que chama-se templeogue. Quanto a parte técnica, para um time de nível nacional deixa muito a desejar. É um basquete corrido, desorganizado e a equipe é baixa. Com certeza já enfrentei equipes juvenis que bateriam a TBC com alguma facilidade. O treinamento foi divido em controle de bola com duas bolas e obstáculos, contra-ataque voltando 2x1 e 3x2, arremesso de meia distância e jogos 3x3, 5x5. Nada diferente do que estamos acostumados, na minha opinião, qualidade e fundamento deveriam ser incorporados a quantidade e velocidade. Abaixo seguem dois videos da simulação de disputa oficial.



Ponto positivo: É muito divertido treinar nesse ginásio, como da para ver nas fotos e videos ele é no estilo ''high school'', o que é um grande atrativo para quem gosta de treinar com estilo. Além disso, receber ordens e conversar em inglês durante o treino tem la seu charme, da pra se imaginar por um segundo na NBA.




Quanto a mim, bem, temos mesmo que falar disso? ok, ok !! Sabe quando termina o aquecimento e tu pensa algo parecido com ''meu deus, era só o aquecimento!!!!''? Pois é! Comecei muito bem, mas na parte de arremessos de meia distância já não sentia minhas pernas, só sentia a pizza que havia devorado na noite passada. Quando tinha que correr pra fazer o 8 e atacar 3x2, minha cabeça não pensava, se arrependimento matasse eu nunca teria sedentarizado a minha vida. Mas, pra minha contentação, e por coincidência, outro brazuca estava la no seu primeiro dia também, e aparentemente, em condições iguais ou piores que a minha. Ele é paulista e jogou no são bernardo até o juvenil e, assim como eu, parou de treinar em 2008. Dessa forma, e nada mais justo, fomos convidados a jogar a segunda divisão do nacional e dependendo da nossa evolução, que honestamente não precisa ser muita, poderemos subir para o time principal. 

Por hora me despeço, espero que apreciem a leitura, e podem mandar dúvidas também, mas já respondendo uma, basqueteiros que quiserem vir para a irlanda e jogar, oportunidades não faltarão. Ainda não decidi a equipe que vou jogar, recebi mais respostas e vou conhecer as equipes, postar, e depois tomar um rumo. Depois disso, a ideia e expandir para clinicas e quadras de rua da europa toda. Espero que tudo de certo e nunca esqueçam, sempre Tuilleadh Cispheil !!!



quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Nunca duvide de um campeão

Lista de preleção da próxima temporada irrita Kobe
   É muito comum nos Estados Unidos os jornalistas organizarem uma preleção, preverem como vai ser a temporada de todas as equipes, inclusive dizendo quantas partidas ganharão e a sua colocação final. Pois bem, hoje a tarde os comentaristas do esporte (um grupo de 215 jornalistas, dirigentes e comentaristas), realizaram essa preleção, colocando algumas equipes em posições melhores que outras tradicionais, exemplo o Thunder como melhor do Oeste e os Lakers, sim os Lakers como 12° apenas.
   Tudo bem os Lakers perderam Howard e Metta World Peace, mas por favor, tradição é tradição, não se dúvida jamais de uma franquia vencedora. Fato é que a notícia irritou Kobe, que se recupera de uma cirurgia no Tendão de Aquiles, ontem pelo twitter Kobe retrucou: 12°. Veremos. O jogador disse ainda que esse tipo de coisa o está motivando, que ele usa críticas como essas para sua recuperação. O astro dos Lakers falou que ouviu muitas pessoas dizendo que atletas que sofrem a lesão que ele sofreu nunca mais são os mesmos, e que isso o está motivando a voltar melhor ainda. 
   Porém, por mais enfraquecida que um franquia esteja, não se deve jamais duvidar dela, pensem bem, os Celtics estão bem pior que os Lakers, como os Lakers não vão aos Playoffs? Se Kobe voltar eles vão, ainda mais contando com Nash para armar as jogadas. Eu não concordei muito com essa colocação, acredito bem mais nos Lakers que nos Celtics, e nesse ranking ambas equipes foram equiparadas, ambas em 12° no Oeste e Leste, respectivamente. 
Rondo e a difícil tarefa de levar os Celtics o mais longe possível
   Nunca imaginei que veria as duas franquias mais vitoriosas da NBA nessa situação, sendo avaliadas como equipes que não possuem chances de Playoff, uma (Celtics) não tem chances mesmo, mas a outra (Lakers) vai incomodar e vai sim para os Playoffs. Nunca duvide de um campeão, agora que provocaram segurem o Kobe esse ano.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Em busca de "experiência"

Em busca de experiência Bebe fica mais uma temporada na
Espanha
   Uma notícia ontem me deixou chateado, o brasileiro draftado no primeiro round da classe de 2013, Lucas Nogueira, o Bebe, resolveu jogar pelo menos mais uma temporada na Espanha. Na tarde passada, foi divulgado que a ideia é do atleta conseguir mais experiência e voltar maduro já na temporada seguinte a liga.
   A informação dada por um jornal de Atlanta, deixa a liga sem nenhum brasileiro "novo", já que Raulzinho também confirmou que ficará na Espanha mais uma temporada antes de ingressar na NBA. O incrível é que Bebe impressionou dirigentes e treinadores com sua temporada na Summer League, jogando muito bem e liderando a franquia em rebotes (além de quaser bater o recorde de tocos em uma única partida), o brasileiro provou que não precisa ser forte para jogar de pivô e ser dominante. Infelizmente e estranhamente, os dirigentes apostaram em atletas mais experientes e consolidados na liga, acabando com o espaço do brasileiro na equipe. 
Sem Raulzinho e Bebe, a NBA não contará com novatos
brasileiros
   Por mais eficiente que seja essa estratégia de jogar um ano a mais na Europa, que deu certo para Splitter, que hoje é um dos ala/pivôs mais consistentes da liga e peça fundamental dos Spurs. Eu ainda não gosto dessa postura, hoje discutindo com meu amigo, o Professor Carlos Alex, eu dizia pra ele que por menos tempo que joguem, menor que seja o espaço na equipe, os treinamentos realizados e a forma de jogar da NBA são mais fáceis de adaptação para atletas que ficam nas suas equipes, do que para quem vem de fora e joga. Um grande exemplo é Nenê, o pivô draftado como 7° escolha do Draft de 2002, o atleta jogou a temporada de novato na NBA e foi eleito para a equipe NBA All Rookie First Team. Outro exemplo é Varejão, que na temporada passada destacou-se como um dos mais dominantes pivôs da liga, a ponto de estar quase confirmado para o All Star Game, como pivô titular do Leste, ficando de fora por conta de sua lesão no quadríceps e uma embolia pulmonar que o tirou da temporada.
   Mas o que vem ao caso é uma discussão sobre a necessidade de buscar essa experiência em outro local, será mesmo que isso é válido? E até que ponto? Por melhor que o atleta jogue em outro país, estará jogando contra equipes mais fracas que as da NBA, que realmente é a melhor liga do mundo. E depois, na Europa o jogo é muito mais cadenciado e trabalhado, na NBA os atletas jogam mais na força e no brilho individual. Como alguém que vem de fora desse meio, e jogando de forma mais cadenciada irá se adaptar da mesma forma que um atleta que jogou na NBA sua primeira temporada? pra mim Bebe e Raulzinho estarão um passo atrás de qualquer "colega" de Draft, até mesmo os que jogarão 5 minutos por partida. 

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Semelhantes

Quase Idênticos
   Muitas e muitas vezes, um Deus do basquete foi comparado a relés mortais. Mas um desses mortais tem potencial de ser Deus, até então é um Semi-Deus, que mais se aproximou do Deus do Basquete. Já sabem de quem eu falo? 
   Em minha opinião, talvez da maioria de vocês, é que Michael Jordan é o Deus do basquete, e nosso Semi-Deus seria Kobe Bryant. Até hoje o atleta que mais se aproximou dos feitos de Jordan, como de costume por lá, todo jogador que surge e possui um potencial acima da média é apresentado como o "novo Michael Jordan". Porém, promessas como Iverson, Wade, entre outros, foram ou são ainda grandes atletas, mas nem de perto se parece com o Jordan.
   Kobe é sem dúvida esse jogador, os caras são parecidos em muitos aspectos, tais como a dedicação para treinar, ambos chegavam aos treinamentos mais cedo e saiam mais tarde. Em seu livor, Coach K, diz que o que mais o encantou em Jordan foi a humildade, em um treino antes das Olímpiadas de 92, MJ pediu para Coach K o ajudar com alguns arremessos e após o treino Jordan lhe agradeceu e disse ter aprendido com seu técnico. Pois esse mesmo tipo de coisa acontece com Kobe, o jogador sempre chega mais cedo e sai mais tarde dos treinos. Em algumas cituações Kobe mostrou sua humildade. 
Os dois melhores SG da história
   Mas dessa história, o mais impressionante é a forma como arremessam, enterram, giram, fazem bandejas, passes, deslocam-se pela quadra e driblam. Hoje pela manhã vi um vídeo que me deixou arrepiado e perplexo, realmente Kobe e Jordan são parecidos, no vídeo mostram que são iguais. Pra mim Jordan ainda será o melhor de todos os tempos e um Deus, mas Kobe pode ser incluído como um Deus da NBA.
   Abaixo vejam os vídeos e tirem suas conclusões.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Starting lineup, qual o melhor?

Quinteto campeão da NBA

   Para quem não sabe, Starting Lineup é o quinteto inicial que cada equipe coloca em quadra. Normalmente é composto pelos melhores atletas e que possam oferecer maior dificuldade aos adversários, onde os técnicos visam somar maior número de pontos possível. 
   Partindo disso, hoje pela manhã foi apresentado um ranking feito por comentaristas americanos, apontando os 15 melhores quintetos iniciais. O link segue a seguir: http://likes.com/jamesteamclick/ranking-nbas-best-starting-five?pid=116026&utm_source=mylikes&utm_medium=cpc&utm_campaign=ml&utm_term=26078868. Baseado nesse ranking, fiz a minha seleção dos melhores quintetos iniciais, sem desmerecer nenhuma equipe, apenas expondo a minha opinião e justificando o porque da escolha.
   O meu ranking é composto por 10 equipes, sendo elas listadas a seguir. Na 10° posição PISTONS, a franquia de Detroit que fez boas contratações e que vai chegar aos playoffs na próxima temporada. O quinteto deve ser formado por Josh Smith, Chauncey Billups, Brandon Jennings, Andre Drummond e Greg Monroe. Três atletas experientes, um sendo campeão com a franquia e mais dois bons pivôs e jovens, a equipe tem tudo para fazer uma campanha muito melhor nessa temporada.
   Em 9° os CAVALIERS, uma equipe jovem e que tem muito material com potencial elevado em mãos. Além de Kyre Irving, que será um dos nomes da liga, a escolha de Anthony Bennett como número um do Draft, tem muito a acrescentar ofensivamente e defensivamente, é um atleta que tem tudo pra deslanchar na liga. Sem conta com o retorno de Varejão, que estava jogando muito na NBA antes de se machucar, a equipe de Cleveland vem com tudo.
   A 8° franquia é o ROCKETS, com James Harden jogando como estrela e provando que pode ser o principal atleta da equipe, e com a chegada de Howard para pontuar e fechar o garrafão, os Rockets tem chances grandes de alcançar os Playoffs e serem uma das forças do oeste. 
   Como 7° lugar os CLIPPERS, contando com a renovação de Chris Paul, um armador excelente, de boa distribuição de jogadas e com muita facilidade em entrar no garrafão, junto com Blake Griffin, o melhor PF da liga no momento e que como disse Paul, é o pilar da franquia para ser campeão da liga. Os Clippers vem para essa temporada com força e vontade de levar a taça do Oeste, vamos ver no que vai dar.
   Quem ficou em 6° na lista foram os Lakers, mesmo com uma das piores temporadas da sua história e perdendo Howard, o que acho que será bom para a equipe, ainda tem um "Big three" forte, com Gasol, Kobe e Nah. Esse trio junto é capaz de levantar a franquia, e com a recuperação de Kobe nada fica impossível.
   O 5° quinteto inicial é jovem e tem muito o que fazer na liga, a equipe dos WARRIORS, com um incrível potencial, contando com Klay Thompson, Stephen Curry, Harrison Barnes, Iugodala e Lee, vão com força para essa temporada. Se conseguirem jogar como ano passado e com o reforço da defesa de Iugodala, os Warriors tem uma chance boa de chegarem a final da liga.
   Uma das equipes que mais mudou e tem tudo pra chegar longe, em 4° lugar, os Nets. Com um técnico novo,lenda da liga e que quer mostrar trabalho (Jason Kidd), contando com uma equipe muito boa e experiente, são a franquia do lado leste que deve complicar as coisas pro Heat. Contando com Deron Williams, Joe Johnson, Paul Pierce, Kevin Garnett e Brook Lopez, uma equipe com atletas que já venceram a liga e rivais extremos de Lebron (Pierce e Garnett), esse duelo vai pegar fogo.
   Em 3° os BULLS, sim eu torço pros Bulls, mas avaliando como crítico eu vejo grandes possibilidades para esse elenco. Com a volta do melhor armador da liga, Derrick Rose, e contando com Butler jogando muito bem e apresentando-se como exímio marcador, a franquia da Cidade dos Ventos vem forte na temporada. Contando com Carlos Boozer que vem dominando o garrafão, e Noah um dos melhores pivôs da liga e reboteiro nato, bom marcador, os Bulls vem como favoritos ao título.
   A franquia que fica em 2° são os vice-campeões da liga, os SPURS. Com o mesmo quinteto do ano passado (Parker, Ginobili, Green, Splitter e Duncan) e com a mesma vontade de vencer, a equipe se mostra uma potência do lado Oeste, meus favoritos indiscutíveis ao título da Conferência Oeste.
   Em 1° lugar, mesmo não gostando deles, o Miami Heat. A franquia bi-campeã da NBA mantém seu "big-three" e acrescenta um pivô dominante ao seu quinteto inicial com a chegada de Greg Oden. Dificilmente serão os campeões da NBA nessa temporada, até porque foi um sufoco o título passado e porque muitas franquias estão boas para essa disputa, mas ainda assim são favoritos ao título da Conferência Leste e da NBA. 
   

sábado, 3 de agosto de 2013

3 vezes não

   Rivalidades no mundo do esporte são corriqueiras e a NBA não é diferente, quem não lembra ou ouviu falar dos jogos entre Lakers de Magic Johnson e os Celtics de Lary Bird, os Bulls de Jordan e os Kniks de Patrick Ewing, entre tantas outras. Porém nas últimas temporadas uma nova rivalidade surgiu entre as franquias do Heat, atuais bi-campeões e os Bulls, que infelizmente perderam para a equipe de Miami nas últimas duas temporadas.
   Ontem um atleta apimentou essa rivalidade, o que me deixou muito feliz como torcedor dos Bulls. O ala/armador Jimmy Butler afirmou em entrevista que, a equipe da Cidade dos Ventos fará tudo possível para impedir o tricampeonato do Heat.  Quando questionado sobre a rivalidade com o Heat disse que é uma loucura, que o Heat são bicampeões e quando se fala em tricampeonato lembra-se dos Bulls, e isso não pode acontecer. 
   Os Bulls são potência da liga desde os anos 90, quando dominaram essa geração impulsionados por Michael Jordan, conquistando dois "three peat" (expressão americana para tricampeonato) entre 1991-1993 e 1996-1998. Em todos os títulos Jordan esteve presente e foi o cara das conquistas.  Nas últimas quatro décadas, apenas os Lakers de Kobe Bryant conseguiram igualar o feito dos Bulls de Jordan, sagrando-se campeões em 2000, 2001 e 2002. Além dessas franquias os Celtics, detentora do maior número de títulos, conseguiram a maior sequência de campeonatos somando oito títulos, entre os anos de 1959 e 1966.
   A rivalidade entre Bulls e Heat é nova, mas como instaurou-se na NBA um espírito de "Beat the Heat" (vença o Heat), os últimos confrontos tornaram-se ríspidos e muito físicos, com algumas confusões. Porém tratando-se de Heat, confusões são comuns que o diga os Celtics, outra rivalidade moderna., que sempre acaba com alguns jogadores excluídos da partida. Os "heaters" esperam que o tricampeonato não aconteça, e me enquadro nessa linha de pensamento, mas não odeio o Heat, apenas quero que a história se mantenha com franquias de tradição e que merecem suas sequências vitoriosas.  
   

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Uma temporada para fazer história

     Esse post refere-se a 5 atletas, que de acordo com os especialistas em NBA norte-americanos, serão os possíveis nomes da liga e assim concorrentes ao prrêmio de Jogador que mais evoluiu (Most Improved Player). Os nomes selecionados não são surpresas, visto a forma como esses atletas jogaram a temporada passada e a Summer League.
O favorito de Charles Barkley
     O primeiro nome da lista é de Kawhi Leonard, nenhuma novidade, o cara provou temporada passada que vai brilhar nessa liga e que tem muitas qualidades, uma delas impressionante, a sua capacidade de defender, que o diga Lebron que sofreu na série com a pressão de Leonard. O garoto fez tanto sucesso que é o nome escolhido por Charles Barkley para ser o MIP. Especula-se que o que se viu até o momento não é nem de perto o que Leonard é capaz, e mais, Popovich vê o atleta como um "cara de franquia", assim como Kobe, Lebron e Melo. Leonard esta sendo comparado com Paul George, podendo ter o mesmo crescimento que ele e levando esse troféu pra casa. Realmente Leonard, para mim, foi um dos nomes da liga e lembra muito outros grandes atletas jogando como Drexler e Isiah Thomas.
Atleta explosivo vem com tudo
nessa temporada




    Segundo nome da lista, Harrison Barnes dos Warriors, obtendo médias de 9,7 pontos e 4,1 rebotes em apenas 25,4 minutos por jogo, entra com tudo para essa disputa. Quando foi exigido por Mark Jackson nos Playoffs mostrou que pode melhorar, e foi melhorando cada vez mais a cada partida. Nessa temporada provou porque foi a 7° escolha do Draft de 2012, e agora com a chegada de Iugodala que é bom defensor, Barnes terá chances de se soltar e voar ainda mais alto.
  











MVP da Summer League chega com moral
     O terceiro nome da lista mereceu estar aqui, nada mais justo para o MVP da Summer League de Las Vegas, Jonas Valaciunas. Após ser eleito o melhor jogador da liga, espera-se muito do jovem "big-man" dos Raptors, ainda mais agora com a saída de Andrea Bargnani. Como novato obteve médias de 8,9 pontos, 6 rebotes e 1,3 tocos por jogo, mantendo uma média de 55,7% de seus lances de quadra, tudo isso em 23,9 minutos por partida. Mostrou ainda, que pode melhorar muito ofensivamente se obtiver tempo de jogo, já que é um jogador inteligente e que não força arremessos. Enquanto cresce fisicamente deve trabalhar muito lances-livres, já que é o 4° atleta dos novatos que mais bateu lances livres. Se der certo os Raptors possuem em mãos um dos grandes pivôs da liga para as próximas temporadas, se não for de imediato nas próximas duas temporadas Valaciunas estará brilhando.
  








Surpresa da lista, Bledsoe possui uma grande oportunidade
     Quem aparece na lista é Eric Bledsoe, apesar de ir para os Suns, que num primeiro momento pareceu ser ruim, na verdade é uma boa forma de jogar mais minutos e apresentar seu potencial atlético. No começo pareceu estranha a ida de Bledsoe para Phoenix, lá já está Goran Dragic no auge, porém a ideia do técnico estreante Jeff Hornacek é de por Bledsoe na função "2", explorando seu potencial defensivo em busca de contra-ataques rápidos e precisos. Essa oportunidade para o armador será ótima, afinal sairá da sombra de um excelente armador (Chris Paul) e deve ser titular em uma nova franquia, podendo pontuar mais e soltar seu jogo atlético e explosivo.



Jogou muito na Summer League e vai com tudo na NBA
    O 5° e último atleta selecionado pelos comentaristas foi Jeremy Lamb do Thunder. O atleta se movimenta muito bem e faz tudo parecer fácil na quadra, como novato não teve muito tempo de jogo, transitando toda hora entre D-League e OKC para ganhar experiência de jogo. Ele pontou muito e jogou bem na última Summer League, disputada em Orlando, e sem Kevin Martin no elenco as portas estão abertas. A 12° escolha do draft vem com tudo pra encontrar seu espaço, e vem com força para acertar todos os tiros de fora que Durant e Westbrook armam durante a partida. Olho nele, Lamb vem com tudo para essa temporada.
   De todos os nomes que citei, os atletas que mais gosto de ver jogar e observo um maior potencial iminente são Kawhi Leonard e Harrison Barnes. Acredito que a disputa de MIP fica entre eles, e meu favorito é Leonard, por tudo que apresentou em sua temporada passada. Provavelmente outros nomes venham a surgir como destaques, mas os atletas aqui citados foram os mais lembrados pelos comentaristas norte-americanos.