segunda-feira, 30 de março de 2015

Final Four

Reta final da NCAA

   A noite de sábado promete muitas emoções aos amantes de basquete, a partir das 19 horas começa o Final Four da NCAA com confrontos que prometem. Se enfrentam Michigan State e Duke, na primeira partida e Kentucky e Winsconsin na sequência.
   Meus favoritos são Duke e Kentucky, Duke pelo seu ótimo treinador que ontem alcançou John Wooden levando sua equipe a sua 12° aparição em Final Four, conta com um elenco forte e com o provável primeira escolha do draft Jahlil Okafor que é um pivô excepcional e responsável por boa parte das ações ofensivas de Duke. Kentucky possui o melhor time universitário que já vi jogar, chegam novamente ao Final Four (ano passado perderam na final) com uma equipe alta e atlética, com forte marcação e muita inteligência para jogar, com sete atletas cotados para ingressar na NBA pelo draft. Torço muito por um confronto entre essas duas equipes, para mim são disparadas as melhores equipes e se fizeram a final farão um confronto épico.
   Porém, não podemos nos esquecer dos adversários deles, Michigan State e Winsconsin, ambas universidades que jogaram com muita força na temporada e fizeram por merecer a vaga no Final Four. Michigan State provou que defesa ganha jogo, com uma defesa muito bem armada, que contesta todos os arremessos e que não perde um rebote sem lutar, utiliza-se muito bem do contra-ataque e aposta em Branden Dawson e Travis Trice para comandar o ataque. Por Winsconsin vimos uma equipe coesa, que chega novamente ao Final Four, ano passado perdendo para Kentucky nas semifinais, e nesse ano com um jogo centrado em seu pivô Frank Kaminsky e no ala Sam Dekker, ambos com bom aproveitamento e jogando o seu melhor basquete, também sendo prospectos do draft.
   Esse Final Four promete partidas extremamente acirradas, são quatro equipes com chances de ser campeã, mas duas despontam como favoritas (Duke e Kentucky). Aposto em uma final entre as duas, tem mais tradição e possuem elencos em tese mais fortes, e fariam um jogo mais bonito e interessante de ser visto. De qualquer forma os amantes do basquete podem aproveitar o sábado com dois jogões, e a final acontece no dia 6 de abril co transmissão da ESPN e da Band Sports.
   

sábado, 28 de março de 2015

Heróis do passado: Willis Reed

Um dos melhores da história
   Hoje a nossa série fala sobre um dos grandes astros dos Knicks, que além de jogador foi técnico e general manager, e o mais legal é que é um membro dos 50 melhores jogadores da história e não foi uma escolha de primeira rodada do draft.
   Reed nasceu e cresceu em uma fazenda em Bernice, Louisiana, ele estudava no sul e apresentou capacidade atlética em uma idade já adiantada, jogou basquete por West Side High School. Depois disso foi para a Universidade Grambling State, uma universidade historicamente negra, onde foi atleta dos Tigers anotando 2280 pontos e com uma média de 26.6 pontos e 21.3 rebotes por jogo em seu último ano. Pelos Tigers foi campeão da NAIA e três vezes campeão da  Confência Southwestern Athletic.
   Entrou na NBA em 1964, quando foi selecionado na 8° posição da segunda rodada, já de chegada provou ser um excepcional jogador, forte e feroz, dominando a quadra nas duas extremidades, marcando  46 pontos em uma partida contra os Lakers em 1965 que foi a segunda pontuação mais alta dos Knicks feita por um novato. Na sua temporada de estréia era o 7° da liga em pontos (19,5 por jogo) e o quinto em rebotes (14,7 por jogo), graças ao seu desempenho foi eleito o novato do ano e escolhido para o seu primeiro All Star Game. Em sua carreira provou ser um jogador decisivo, melhorando suas médias de pontos da temporada regular para os playoffs, e mais, para a época ele era baixo para sua posição (pivô), mas compensava com sua força física e mantinha médias respeitáveis de tocos e rebotes. 
   Os Knicks foram se fortalecendo durante os anos e Reed também, na temporada de 1968/1969 quebrou o recorde da franquia de rebotes em uma temporada 1191, uma média de 14.5 por jogo. Nessa mesma temporada chegou Walt Frazier, que junto com Reed formariam uma das melhores defesas da liga. Na temporada de 1969/1970 obtiveram o recorde da franquia (60 vitórias), uma sequência de 18 vitórias e o melhor recorde da liga, nesse ano Reed entrou para história como o primeiro jogador a ser o MVP do All Star Game, MVP da NBA e MVP das finais na mesma temporada. De quebra ainda foi eleito para o All NBA First Team, All NBA Defensive First Team e o Atleta do Ano. Ainda nesse ano, os Knicks foram campeões da NBA no jogo sete contra os Lakers no Madison Square Garden, Reed jogou com uma ruptura muscular, que até então o tiraria da partida, ao entrar na quadra foi surpreendente para todos, além de anotar os quatro primeiros pontos da vitória foi fundamental para a moral da equipe. 
   Na temporada seguinte o desempenho da equipe caiu, mas ainda assim venceram a Divisão Atlântico e Reed quebrou o recorde de rebotes da franquia, pegando 33 contra os Royals. Mesmo assim os Knicks perderam nas finais de conferência para o Washington Bullets. E a pior temporada de Reed foi a de 1971/1972, ele foi atrapalhado por uma tendinite no joelho esquerdo, o que limitou sua mobilidade e o tirou da temporada após 11 jogos, enquanto isso os Knicks foram as finais da NBA e perderam para os Lakers. A temporada de 1972/1973 foi de outro campeonato, batendo os Lakers nas finais e tendo Reed mais uma vez como o MVP. Depois disso as lesões começaram a atrapalhar demais e a carreira do pivô foi encurtada, após sua 10° temporada no final de 1974 Reed se retirou das quadras. Encerrou a carreira com médias de 18.7 pontos e 12.9 rebotes, 2x Campeão da NBA (1970 e 1973), 2x MVP das finais (1970 e 1973), MVP da NBA (1970), 7x All Star consecutivo (1965-1971), MVP do All Star Game (1970), All NBA First Team (1970), NBA All Defensive First Team (1970), Novato do ano (1965), teve o número 19 aposentado pelos Knicks e foi eleito um dos 50 melhores jogadores da história.
Astro dos Knicks
   Ele saiu das quadras para o banco, tornou-se técnico, primeiro dos Knicks (1977/1978), em seguida foi treinar a Universidade de Creighton de 1981 a 1985, foi assistente técnico voluntário em St. John e depois repetiu a função nos Kings e Hawks. Depois disso em 1989 começou a trabalhar como gerente geral e vice-presidente de operações dos Nets, fazendo mágicas para a equipe, selecionou Derrick Coleman e Kenny Anderson, negociou com Drazen Petrovic e deu aos Nets uma equipe forte que chegou aos playoffs no inicio dos anos 90, contratou Chuck Daly para técnico e depois tornou-se vice presidente de operações, levando os Nets as finais da NBA de 2000 e 2003. Trabalhou com os Hornets em 2004 na mesma função e aposentou-se em 2007.
  Reed foi um excelente atleta e manager, tornando equipes vencedoras e fazendo história dentro e fora das quadras, mesmo pequeno para a posição foi um dos pivôs mais dominantes da liga e merecedor do seu posto entre os 50 melhores da história.
   

quarta-feira, 25 de março de 2015

Único

Hall da Fama, Lenda e Único
   Ontem a noite Dirk Nowitzki entrou para a história da NBA, um Hall da Fama indiscutível e talvez o melhor estrangeiro a atuar na liga e para mim o melhor, atingiu uma marca única.
   Com seus 15 pontos, 13 rebotes e 5 assistências, além de colaborar para a equipe dos Mavs o tornou um jogador ainda mais diferenciado, único para ser mais exato. Após o jogo de ontem Dirk tornou-se o primeiro jogador da história a ter 25000 pontos, 10000 rebotes, 1000 tocos e 1000 bolas de três convertidas, com certeza é um dos melhores alas de força da liga e da história.
   Dirk é capaz de atacar e defender com facilidade, detentor de um fadeway indefensável e com uma capacidade de arremessar bolas de três como se fosse um SG ou SF, ele é com certeza um dos grandes da história da liga e um dos meus atletas favoritos. Essa marca atingida por Dirk coroa uma carreira brilhante de 17 anos, dedicadas inteiramente a uma única equipe, sem contar que é o líder em pontos de todos os tempos dos MAVS, venceu a NBA e foi o MVP das finais de 2011.
   Até onde o alemão pode chegar é uma incógnita, já que aos 36 anos está mais perto da aposentadoria do que da quebra de outros recordes, é o 7° maior cestinha da liga atrás de Shaq por 676 pontos. Independente do que aconteça Dirk é o maior astro estrangeiro da história, com um recorde que não deve ser alcançado por ninguém e com certeza um Hall da Fama ao se aposentar, devemos apreciar esse monstro sagrado do basquete enquanto ele ainda pode jogar. 

segunda-feira, 23 de março de 2015

O adeus de uma lenda

15° do draft de 1996
   O começo da semana nos reservou o anúncio da aposentadoria de um dos melhores armadores da história, Steve Nash com 41 anos e a dois sem conseguir atuar devido as lesões, deixou a liga.
   O armador fez história por onde passou, no ensino médio quando atuava em St. Michaels, onde jogava basquete, futebol e rugby, em sua temporada senior tinha médias de 21.3 pontos, 11.2 rebotes e 9.1 rebotes por jogo. Na temporada seguinte (91/92) levou seu time ao título da British Columbia AAA e foi eleito o jogador do ano.
   Depois disso, seu técnico enviou cartas e vídeos em seu nome para 30 universidades americanas, mas nenhuma demonstrou interesse, até que o técnico de Santa Clara, Dick Davey assistiu seus vídeos e foi vê-lo jogar. Na hora quis recrutar o armador mesmo dizendo que era o pior jogador de defesa que tinha visto. Nash recebeu a bolsa de estudos e fez história, quando chegou levou a equipe a um título da WCC e ao torneio da NCAA, vencendo a número dois do país Arizona. Em seu último ano, foi o cestinha e nomeado o jogador do ano em sua conferência, levando os Broncos ao torneio da NCAA novamente, foi All-American, terminou como o líder de todos os tempos em assistências (510), percentual de lance livre (86%) e em tentativas de três pontos (263-656), é o terceiro da história em pontos (1689) e o recorde de uma temporada em lances livres (89%) e em 2006 teve seu número aposentado, tornando-o o primeiro atleta da Universidade a ter essa honra.
   Nash foi a 15° escolha do draft de 1996, e infelizmente teve pouco tempo de jogo, pois tinham na equipe Kevin Johnson, Sam Cassell e Jason Kidd que já era um All-Star. Graças a Donnie Nelson, em 1998 Nash foi negociado para os Mavericks, na troca de dois jogadores, os direitos em Pat Garrity e um escolha de primeira rodada do draft (que seria posteriormente Shawn Marion). Atuou pelos Mavs de 1998 até 2004, foi onde cresceu como atleta e tornou-se um dos melhores jogadores da década, provando ser um armador formidável. Em 2004 quando tornou-se agente livre e tentou negociar com Mark Cuban, que queria lhe pagar 9 milhões por quatro anos, já que queria montar sua equipe em torno de Nowitzki, sendo assim os Suns lhe ofereceram um contrato de 6 anos por 63 milhões, ganhando  o atleta após esperar a contra proposta de Cuban.
Os melhores anos da carreira, 2x MVP
   Pelos Suns viveu seus melhores momentos na carreira, foi duas vezes MVP, na temporada de 2005 foi nomeado o MVP com médias de 15.5 pontos e 11.5 assistências com sua melhor média de roubos de bola da carreira 1.1. Na temporada seguinte foi novamente o MVP, com a melhor média de pontos na carreira 18.8 pontos, 10.5 assistências e a melhor marca de rebotes da carreira 4.2 por jogo. Nash levou os Suns a duas finais de conferência, o que não acontecia a 11 anos, foi responsável pela equipe liderar a liga em aproveitamento dos arremessos em 2006 e 2009 e ainda, foi o cara que ajudou Leandrinho a se adaptar e melhorar seu jogo. Depois disso tentou a sorte com os Lakers mas as lesões o prejudicaram, ainda assim termina sua brilhante carreira como um dos melhores jogadores da liga que não foi campeão da NBA e como o terceiro da história em assistências com 10335.
   O craque possuí  como prêmios em sua carreira 2x MVP (2005,2006), 8x All Star, 3x All Nba Fist Team, 2x All NBA Second Team, 5x Líder em assistências, 6x Líder em total de assistências, 2x Líder da liga em aproveitamento dos lances livres, 7x Líder em assistências por 48 minutos, 4x Membro do 50-40-90, Atleta Canadense do Ano (2005), 3x Atleta Canadense Masculino do Ano (2002, 2005, 2006), J. Walter Kennedy Citizenship Award (2007- prêmio por serviços comunitários e o maior percentual de aproveitamento de lances livres da carreira.
Fim de carreira
   Nash já é uma lenda, acabou de se aposentar mas sem dúvidas vai ser Hall da Fama, é o melhor canadense da história da NBA e tem muito o que colaborar para o mundo do basquete. Pela sua seleção já era membro da comissão técnica e não duvido que venha a ser o técnico, sem sombras de dúvidas foi um dos melhores atletas que vi jogar e um ser humano exemplar. Vamos sentir sua falta mestre.

sábado, 21 de março de 2015

Heróis do passado: Bob Pettit

Lenda da LSU
   Hoje a nossa série vai contar a história de um grande franchise player, um cara que defendeu apenas uma equipe em toda sua carreira e que fez muita história com os Hawks, jogando por 11 temporadas e sendo um dos melhores ala pivô/ pivô de sua história, estou de falando de Bob Pettit.
   Diferente de muitos astros da história, Pettit teve um começo de carreira lento, sendo cortado da equipe da escola como calouro e como segundo anista. Influenciado pelos treinos de quintal de seu pai, o Xerife Robert, e jogando na liga da igreja, cresceu cinco centímetros e melhorou suas habilidades consideravelmente. E deu certo, Pettit virou titular e levou Baton Rouge ao título estatual pela primeira vez em 20 anos, e de quebra foi selecionado para um All -Star Game de Leste contra Oeste. 
   Graças as suas habilidades, o jovem jogador recebeu 14 propostas de universidades, optando por jogar na LSU. Nos seus três anos como atleta universitário, deteve médias de 27.8 pontos por jogo, foi três vezes All-Southeastern Conference e duas vezes All American. Na sua primeira temporada foi o cestinha da equipe com 25.5 pontos por jogo, e o terceiro reboteiro do país com 13.1 rebotes de média, sendo vice-campeão e com um recorde de 17-7. As coisas só melhoraram, no ano seguinte foram 24.9 pontos e 13.9 rebotes de média, campeão da conferência SEC e da NCAA, e para fechar a carreira universitária foram 31.4 pontos e 17.3 rebotes por jogo, mais um título SEC, recorde de pontos em um jogo com 60 e tornou-se o segundo jogador em seu último ano a ter médias de 30 pontos na temporada. Seus feitos foram tão relevantes que foi o primeiro atleta da história da LSU a ter sua camiseta aposentada, o número 50 deixou de ser usado em 1954. 
   Como era esperado entrou para a NBA, foi selecionado na 2° posição do draft de 1954 pelos Milwaukee Hawks, assinando até então o contrato mais caro para um novato, por $11.000 dólares. Logo em seu primeiro ano já teve que encarar mudanças, deixou de jogar como pivô e virou ala/pivô (posição que defendeu na LSU), pois era muito franzino para a posição, e deu certo, foi o novato do ano e teve médias de 20.4 pontos e 13.8 rebotes por jogo, mas ainda assim sua equipe foi a última de sua divisão, tornando-o o segundo novato a vencer os prêmios da liga e defender uma franquia que ficou em último. No final dessa temporada a franquia mudou-se para St.Louis. Na sua segunda temporada, Pettit ajustou seu jogo para sofrer muitas faltas e conseguir lances-livres, prejudicando os adversários, tornou-se um reboteiro ofensivo fenomenal (talvez o melhor da história) e com um instinto ofensivo de dar inveja, foi o MVP da temporada, cestinha e o reboteiro com médias de 25.7 pontos e 16.2 rebotes. O jogador continuava em constante evolução, levando a equipe ao título da NBA de 1958 contra os Celtics (seus algozes das finais de 1957), com 50 pontos em uma partida, o recorde de pontos de um jogo de playoffs. Em 1959 foi MVP da temporada, mas a melhor temporada de sua carreira foi 1960/1961, quando teve médias de 27.9 pontos e 20.3 rebotes por jogo, tornando-se um dos três atletas a quebrar a barreira dos 20 rebotes em uma temporada. A temporada de 1965 marcou sua aposentadoria, mesmo no pico de seu basquete, após perder 30 partidas e ter média de 31.1 pontos decidiu por parar. Foi o primeiro atleta a chegar a 20000 pontos e seus 12849 rebotes eram a segunda melhor marca da história, com sua média de 16.9 rebotes sendo a terceira melhor. Pettit detem uma marca histórica, ele e Alex Groza são os únicos atletas que marcaram mais de 20 pontos em todas as suas temporadas na liga.
Um dos melhores ala/pivôs da história
   Pettit possuí recordes do All Star Game, com o maior número de rebotes em uma partida 26 (1958) e 27 (1962) e a segunda maior média de pontos, com 20.4 por partida. Virou um membro do Hall da Fama em 1970, foi nomeado um dos 50 melhores jogadores de todos os tempos, com médias de 26.4 pontos e 12.8 rebotes por jogo, Campeão da NBA (1958), 2x MVP (1956 e 1959), 11x All Star (todas suas temporadas de 1955 a 1965), 4x All Star MVP (1956, 1958, 1959, 1962), 10x All NBA First Team (1955-1964), Novato do Ano (1955), 1x All NBA Second Team (1965) e 2x Cestinha da NBA (1956 e 1959).
   Sem dúvidas foi um dos grandes ala/pivôs da liga, que aposentou-se podendo jogar muito mais e ainda assim foi Hall da Fama e é um dos 50 melhores jogadores da história, esse é o monstro Bob Pettit.

quarta-feira, 18 de março de 2015

A noite promete

Batalha dos melhores

   Hoje a rodada da NBA promete ser sensacional, as 23:30 com transmissão da ESPN os líderes de conferência se enfrentam, Warriors e Hawks medem forças na Oracle Arena em Oregon.
   É pouco provável que ambas as equipes se enfrentem nas finais da NBA, mesmo sendo os líderes de suas conferências, como dizia Michael Jordan: "os playoffs são um novo campeonato". Ambas equipes surpreendem os adversários, os donos da casa, os Warriors, com um técnico novato que vem atuando como se fosse Popovich ou Phil Jackson, comandando muito bem uma jovem equipe e que sabe trabalhar a bola assim como os Spurs do ano passado. Contando com os splahs brothers, Steve Kerr comanda uma equipe promissora e com muitas chances de vencer a NBA. Além disso, o candidato a MVP, Stephen Curry vem jogando com maestria e prova que pode carregar sua equipe até as finais, aliado a jogadores experientes como Bogut, Lee e Iguodala, formam um grupo difícil de ser batido.
   Do outro lado a Cinderela, a equipe mais desacreditada do leste, os Hawks, os improváveis líderes, já que Cavs montou uma seleção e Bulls vinha forte, ver a equipe de Atlanta liderando é estranho. Mas nem tanto, a pelo menos 8 temporadas os Hawks vão aos playoffs, mesmo que saiam na primeira rodada chegam lá, e nessa temporada tem Teague jogando o seu melhor basquete e Korver correndo para quebrar um recorde da NBA de aproveitamento em arremessos de 3, sem falar que nessa semana bateram o recorde de bolas de três da franquia em um jogo com 26 cestas. No garrafão dois gigantes, Paul Millsap e Al Horford que dão segurança na defesa e que incomodam muito no ataque. 
   Com certeza será um dos melhores jogos da temporada, e para os Warriors é uma revanche, já que no primeiro confronto entre as equipes esse ano perderam. Não esqueçam hoje as 23:30, jogaço do melhor basquete do mundo.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Jogaço e confusão

Jogo pegado, com erros de arbitragem e muita discussão

   A um tempinho não escrevo especificamente sobre uma partida, mas essa merece, o duelo de ontem entre Rockets e Clippers foi marcado por muita disputa, confusões e erros de arbitragem grotescos.
   O jogo marcava o retorno de Blake Griffin após quinze partidas, e o mesmo jogou com muita vontade, anotando um duplo-duplo com 11 pontos e 11 rebotes. Quem se destacou pelos Clippers foi Chris Paul com 23 pontos e 5 assistências, e DeAndre Jordan o monstro do garrafão com míseros 5 pontos e absurdos 20 rebotes. Pelo time adversário o destaque óbvio foi James Harden, o ala anotou 34 pontos, deu 7 assistências e pegou 7 rebotes, comandando os Rockets a mais uma vitória fora de casa e contra um forte adversário. Terrence Jones com 16 pontos e 12 rebotes, e Trevor Ariza com 19 pontos e 9 rebotes também contribuíram.
   Mas o destaque maior foi para a vontade dos jogadores e os erros de arbitragem, durante a partida toda os jogadores se estranharam e disputaram com muito vontade todos os lances. O que aconteceu? Duas pequenas confusões, a primeira entre Harden e Matt Barnes, Barnes fez uma falta dura jogando Harden ao chão e gerando um empurra entre os atletas perto do lance. Aqui o primeiro erro dos árbitros, na minha opinião foi uma falta flagrante de grau 2, para exclusão pois nunca visou a bola, agarrou o adversário deliberadamente e o arremessou ao chão, mas foi marcada falta de grau 1. A segunda confusão foi entre Brewer e Griffin, no contra-ataque Brewer enterrou fugindo do toco de Griffin que na sequência o empurrou contra a base da tabela, no vídeo BG reclama de um soco na comemoração de Brewer que não vi, foi dada falta técnica, e aqui sim cabia uma falta flagrante de grau 1. Mas o pior estava por vir, a 12 segundos do fim no contra ataque foi marcada falta de ataque de Blake Griffin contra Ariza, mas claramente o jogador dos Rockets estava em progressão o que concomitaria em falta de defesa. E o ponto alto foi o lance seguinte, na reposição de bola Ariza claramente pisa na linha antes de pedir tempo para não estourar os cinco segundos de reposição, o que seria a perda da posse de bola e o placar estava 99 a 98 para os Rockets. Sendo assim, os Clippers poderiam vencer a partida tendo ainda 8 segundos no relógio para jogar.
   Nesse jogo a arbitragem, infelizmente, fez a diferença e temos de convir que os caras da NBA erram bastante e as vezes toleram demais as faltas flagrantes. 
   

domingo, 15 de março de 2015

Heróis do passado: George Mikan

O precursor do basquete moderno
   Hoje a nossa série vai falar de um dos pivôs mais dominantes da história, um ícone dos Lakers e um homem que era tão imponente em quadra que ocasionou alterações nas regras, o astro de hoje é George Mikan.
   Primeiramente, ainda jovem machucou um dos joelhos e passou um ano de cama, depois disso estudou em um seminário em Chicago pois queria tornar-se padre. Ele não parecia que seria um atleta, quando chegou a Universidade DePaul, tinha 2,08 m e 111 kg, usava um óculos fundo de garrafa para miopia e andava sem jeito. Entretanto, conheceu o técnico Ray Meyer que viu potencial no jovem, na época se pensava que os jogadores altos eram difíceis de trabalhar e que não podiam jogar tão bem, mas Meyer mudou isso com Mikan, o transformando em u jogador confiante e agressivo. Mikan treinou com saco de velocidade, fez aulas de dança, pulou corda e treinou arremessos de gancho com as duas mãos, tudo para ser um atleta completo. Desde seus primeiros jogos Mikan dominou seus adversários, era imparável no ataque com os arremessos de gancho, intimidador por sua altura e força, era conhecido por ser um dos jogadores mais corajosos e difíceis de encarar da NCAA. Além disso, na época surpreendeu o mundo do basquete ao bloquear arremessos acima do aro, o que é proibido hoje (goaltending), e graças a Mikan a regra foi alterada na NCAA e posteriormente na NBA. Foi duas vezes o jogador do ano da NCAA e três vezes All-American, levando DePaul ao título do torneio NIT de 1945 e sendo o cestinha por duas temporadas seguidas 1945 e 1946.
   A sua carreira profissional começou em Chicago, com os American Gears, jogando pela NBL que seria depois a NBA, em 25 partidas teve média de 16.5 pontos por jogo, levando a equipe a Campeonato Mundial de Basquete e sendo eleito o MVP do torneio e eleito para All-NBL Team. No ano seguinte, o dono da equipe resolveu tirá-los do torneio, pois iria criar uma liga nacional que não vingou e assim seus atletas foram distribuídos pelas franquias da NLB, assim Mikan foi parar nos Minneapolis Lakers. Sorte a deles, já em sua primeira temporada liderou a liga em pontos com 1195, tornando-se o primeiro e único da história a atingir mais de 1000 pontos em uma única temporada, foi o MVP e os Lakers campeões. Na temporada de 1948 sua franquia foi para a liga BAA, Associação de Basquetebol da América, sendo novamente o cestinha, estabelecendo o recorde de pontuação e os Lakers campeões. 
Três gerações de lendas
Depois disso a NBL e a BAA fundiram-se e formaram a NBA, com 17 franquias na temporada 1949-1950, e advinhem quem foi o primeiro campeão da NBA? Sim os Lakers e Mikan teve médias de 27.4 pontos e 2.9 assistências na temporada regular e de 31.3 pontos nos playoffs. A temporada seguinte foi um marco do basquete, por dois motivos, por ser a primeira vez que os rebotes entraram para as estatísticas e Mikan era o segundo melhor da liga com 14.1 por jogo, e por um jogo entre Pistons e Lakers, onde o jogo estava 19 a 18 para os Pistons e por medo de Mikan os mesmos passaram a bola sem parar até o fim da partida, culminando no menor resultado da história da NBA e na criação do relógio de arremesso que foi introduzido quatro anos depois. De quebra Mikan estabeleeu um recorde provavelmente imbativel, ao anotar 15 dos 18 pontos de sua equipe 83% dos mesmos, o máximo que um atleta conseguiu sozinho. Ainda em função de Mikan, outra regra mudou, que foi o aumento do garrafão e os jogadores poderiam permanecer apenas 3 segundos, essa regra ficou conhecida como Mikan Rule, e seu jogo foi prejudicado por isso, mesmo com médias de 23.8 pontos e 13.1 rebotes o seu percentual de arremesso baixou para a casa dos 30%. Mikan jogou e foi dominante até sua aposentadoria em 1954, com 29 anos e uma família em expansão procurou outro emprego fora do basquete e aliado as lesões optou por dar um fim a brilhante carreira. Ele parou com 10 fraturas e 16 pontos no corpo.
   Mikan foi realmente brilhante, voltando para jogar 37 partidas em 1956 mas com médias baixas e que fizeram os Lakers pararem na primeira rodada dos playoffs. Poré, para o pivô foi ótimo, pois tornou-se o primeiro jogador da NBA a anotar 10000 pontos na carreira, e de quebra na inauguração do Hall da Fama foi selecionado para a classe de 1959 e escolhido como o maior jogador da primeira metade do século. 
   Os feitos do astro são as marcas do basquete moderno, a introdução do relógio de arremesso, a proibição do goaltending, um estilo de treinamento que ele fez e que hoje é quase lei para todos os pivôs e também é responsável direto pela linha de três pontos da ABA que foi aceita depois pela NBA. Ele foi a revolução do basquetebol e nada mais justo que estar no Hall da Fama e ser um dos 50 melhores de todos os tempos. Foi 7x campeão da NBA/BAA/NBL, MVP em 1948, MVP do All Star Game de 1953, 6x eleito para o NBA/BAA All First Team, 5x cestinha da NBA/NBL, aposentando-se com médias de 22.6 pontos e 13.4 rebotes por partida. 

quinta-feira, 12 de março de 2015

Loucuras de Março

   Com toda certeza esse é o mês do ano que mais se tem jogos de basquete, além da Euroliga, NBA, NBB e outros torneios mundo a fora, a NCAA chega a reta final com partidas todos os dias no famoso March Madness, e quem é fã de esporte tem que saber.
   Existem três canais transmitindo partidas, a ESPN + que teve cobertura da temporada regular e agora começa na semana que vem a ter jogos todos os dias, a Band Sports que também transmitiu jogos durante toda temporada e a ESPN que começará a transmitir os jogos decisivos. As finais podem ser acompanhadas em qualquer uma das três emissoras, em todos os canais as transmissões são boas e os comentaristas excelentes. O March Madness já é famoso e tudo graças a um comentarista em 1932, que falava sobre outro torneio, inventou a expressão que foi usada em 1982 e adotada como símbolo da NCAA.
   Pois então como funciona, na primeira divisão existem 327 equipes, das quais 31 campeãs regionais e mais 34 equipes convidadas disputam o torneio. Esses times são divididos em quatro regiões, rankiados de 1 a 16, sendo que uma região tem 17 equipes onde os dois piores times disputam a 16° colocação. Depois que o comitê atribui os números às equipes, ele atribui aos quatro melhores times de cada região um local para a primeira/segunda rodadas que seja geograficamente mais compatível com eles, desconsiderando o local onde o time poderá jogar em rodadas posteriores. Por exemplo: um time de um estado do leste, que esteja jogando com o nº 2 na região oeste pode jogar seu primeiro e segundo jogos em um lugar no leste do país, para depois jogar na Regional Oeste. Regional é um torneio dentro de outro torneio. Existem
quatro regiões: meio-oeste, oeste, sul e leste. O campeão de cada Regional forma o Final Four. Existem oito locais para a primeira/segunda rodadas. As equipes são colocadas nesses lugares em grupos de quatro. Os 16 melhores (Sweet Sixteen) de cada região (meio-oeste, oeste, sul e leste) são divididos em quatro grupos.
  • o primeiro grupo inclui as equipes de nº 1, 16, 8 e 9
  • o segundo grupo inclui as equipes de nº 4, 13, 5 e 12
  • o terceiro grupo inclui as equipes de nº 2, 15, 7 e 10
  • o quarto grupo inclui as equipes de nº 3, 14, 6 e 11

   O campeonato dura três semanas e começa após um jogo entre o 65° e o 64°, normalmente na terceira quinta feira de março. O torneio começa com 64 equipes e vai diminuindo por mata-mata, chegando até o Final Four. Essa temporada já tem um favorito as finais, a única equipe invicta, Kentucky com 31-0 são os caras a serem batidos.
   Para nós amantes do basquete o March Madness é como a Copa do Mundo, um mês com muito basquete, vamos aproveitar.

terça-feira, 10 de março de 2015

O MVP que todos querem

O MVP que todos querem
   Nesse ano na liga alguns atletas vem jogando o seu melhor basquete, mas um deles está se destacando demais e tem igualado feitos de mitos do basquetebol. Já adivinharam quem é o monstro?
   Ele mesmo, o Rei dos triplos-duplos, Russell Westbrook, o armador que para muitos poderia ser ala, está vivendo seu melhor momento na NBA. Além de carregar seu time nas costas e fazer a ausência de KD ser mínima, conseguiu uma sequência de triplos-duplos que não acontecia desde 1989 com Michael Jordan, passou Big O com a sequência com mais pontos, assistências e rebotes no total e de quebra liderou a equipe nos mesmos quesitos nas últimas cinco das seis partidas disputadas.
   Definitivamente é o ano dele, em 48 jogos disputados, West já tem as melhores médias de pontos (27.4), rebotes (7.1) e assistências (8.3) da sua carreira, é o cestinha da liga, quarto em assistências e o segundo em roubos de bola. Está em quarto na corrida para o MVP segundo o site da NBA, Curry lidera com Lebron e Harden empatados em segundo, a temporada dele é monstruosa e se tivesse jogado todo ano assim era dele, mas o problema é que começou a render a partir de janeiro dessa forma. Eu acho que ele tem chances, lógico que tem, jogando assim ele é o cara do público sem dúvidas, ele é quem eu queria que ganhasse, mas pelos critérios da liga acho difícil.
   Independente do que acontecer, ele está voando e melhorando muito, provando que é sim um armador que cria arremessos para os colegas e que sabe deixá-los de cara para a cesta, é excelente arremessador e com certeza é um all-around excepcional. Tomará que mantenha o nível, porque ano que vem o MVP é dele.

domingo, 8 de março de 2015

Heróis do passado: Magic Johson

O cara da liga nos anos 80
   Hoje a nossa série vai falar sobre um dos melhores de todos os tempos, meu armador favorito, o melhor da NBA antes de Jordan começar a jogar e um exemplo de superação. Estou falando do craque dos Lakers, Earvin Magic Johson o homem que trouxe ao basquetebol o show time.
   Magic cresceu em uma cidade chamada Lansing, e desde pequeno aprendeu a gostar de basquete, ele era fã de Bill Russell e tinha muitas influências em casa, seu pai havia sido atleta de basquete no high school em Mississippi, sua mãe jogou basquete quando criança e seus tios também. A sua superação começa aqui, Johson estava pronto para jogar no High School por Sexton uma escola que ficava a poucas quadras de sua casa, mas acabou indo para Everett onde seus irmão estudavam, uma escola só de brancos e com um racismo aflorado, onde pedras era arremessadas no ônibus que os transportava, e também onde seu irmão foi expulso do time de basquete por uma confusão devido a sua cor de pele. Johson começou a jogar mas por pouco tempo, mas loco explodiu devido ao total desrespeito por seus colegas de equipe, os quais o ignoravam todo o treino, nem mesmo lhe passando a bola, após quase se envolver em uma briga com outro atleta, Johnson aceitou sua situação e tornou-se o líder de um pequeno grupo de negros. Ainda assim, continuou na escola e jogou pela equipe, em seu segundo ano por Everett aos 15 anos foi apelidado de Magic após um triplo-duplo de 36 pontos, 18 rebotes e 16 assistências, mas o melhor estava por vir. Em seu último ano levou a equipe ao campeonato estadual com médias de 28.8 pontos e 16.8 rebotes, com um recorde de 27 vitórias e apenas uma derrota, com tais feitos foi duas vezes eleito para a All-State, foi All-American e considerado o melhor jogador saído de Michigan até o momento.
   Quando chegou a universidade teve a oportunidade de escolher algumas tops como UCLA e Indiana, mas escolheu jogar perto de casa e foi para Michigan State, mas só optou por ela porque o técnico Jud Heathcote o deixaria jogar como armador. No começo Magic era mais voltado aos estudos e não pensava em ser um jogador profissional, queria ser comentarista de televisão, e mesmo assim tinha médias de 17.0 pontos, 7.9 rebotes e 7.4 assistências por jogo, levando a equipe a um recorde de 25-5, ao título do da Big Ten Conference, chegando até o elite Eight e perdendo para os campeões do ano Kentucky. No ano seguinte Michigan State se classificou para o torneio da NCAA, chegou até a final e bateu a Universidade de Indiana que era liderada por Larry Bird, essa partida foi a mais vista da história do basquete universitário, Johson foi o MVP do torneio e encerrou sua carreira universitária com médias de 17.1 pontos, 7.6 rebotes e 7.9 assistências, sendo selecionado para a NBA em 1979.
  O astro foi a primeira escolha do Draft de 1979, a sua chegada era aguardada para formar dupla com Kareem Abdul-Jabbar e levar os Lakers ao campeonato, em sua primeira temporada foi nomeado para o All Rookie First Team e nomeado como titular para o Jogo das Estrelas, obtendo médias de 18.0 pontos, 7.7 rebotes e 7.3 assistências por jogo. No ano seguinte, 1980, os Lakers foram as finais contra os Sixers de Julius Erving, e no jogo 5 Abdul-Jabbar torceu o tornozelo e ficou de fora da partida decisiva (série 3 a 2 para os Lakers), sendo assim Magic jogou como pivô, anotou 42 pontos, pegou 15 rebotes, 7 assistências e 3 roubos de bola.  Sua atuação jogando como armador e pivô, o levou a ser o único novato a vencer um título de MVP das finais, e de quebra tornou-se um dos quatro atletas a vencer de forma consecutiva a NCAA e a NBA. 
   A temporada de 1981 marcou uma lesão na carreira do astro, com problemas no joelho esquerdo perdeu 45 jogos, seu retorno tão aguardado foi meio decepcionante perdendo para os Rockets na primeira rodada dos playoffs com um airball de Magic no último lance da partida. Depois disso, assinou um contrato de 25 anos e 25 milhões, que na época era o melhor da história, teve uma disputada com Westhead (assistente técnico) e pediu para ser negociado, Buss então mandou Westhead embora e o substituiu por Pat Riley. Mesmo se dizendo de fora da demissão do técnico assistente, Johnson foi vaiado em todas as partidas daquele ano, até mesmo por fãs dos Lakers. Mesmo com esses problemas extra quadra Johson teve médias de 18.6 pontos, 9.6 rebotes e 9.5 assistências e liderando a liga em roubos de bola 2.7, juntou-se a Oscar Robertson e Wilt Chamberlain como os únicos atletas da liga a combinarem para, pelo menos, 700 pontos, 700 rebotes e 700 assistências em uma temporada. Os Lakers foram novamente as finais contra os Sixers, vencendo de novo e com um triplo-duplo de Magic, e mais uma vez sendo o MVP das finais. Na temporada 82/83 foi pela primeira vez nomeado para o NBA All-First Team, chegou as finais mas perdeu para os Sixers. A partir de então começará sua batalha com os Celtics, chegando as finais e perdendo em 84, vencendo em 85 com médias de 18.3 pontos, 12.6 assistências e 6.2 rebotes por jogo na temporada e nas finais 18.3 pontos, 14.0 assistências e 6.8 rebotes disse que essa foi a vitória de sua carreira. Em 1985 foi campeão contra os Celtics, ganhando seu terceiro título de MVP das finais, com médias de 26.2 pontos, 13.0 assistências e 8.0 rebotes por jogo. Os Lakers foram campeões novamente em 88 contra os Pistons, e no ano seguinte perderam para a mesma equipe por conta de uma lesão muscular que tirou Magic dos jogos 3 e 4 das finais. Nas temporadas seguintes foram duas derrotas, para os Suns nas semifinais de conferência de 1990 e nas finais de 1991 para os Bulls de Michael Jordan, sendo assim Magic terminou sua última temporada com médias de 18.6 pontos, 12.4 assistências e 8.0 rebotes. 
Bandeja contra os maiores rivais da carreira
   Foi então que uma bomba foi lançada, em 1992 Magic descobriu após um treino que era portador do vírus HIV, optou por se aposentar imediatamente e disse que iria se dedicar ao combate dessa doença mortal. Mesmo com sua aposentadoria foi o atleta mais votado para o All Star Game de 1992, mesmo contra a vontade de alguns atletas que tinham medo do contagio com a doença durante a partida, Magic jogou e foi nomeado o MVP. Esse também foi o ano em que integrou o Dream Team, e levou o ouro nos Jogos Olímpicos de Barcelona. Após os Jogos Olímpicos, Johnson pensava em voltar mas vendo a reação de medo de muitos colegas optou por aposentar-se , para como ele disse: "não machucar o jogo." Magic voltou aos Lakers como técnico em 1994, mas não foi muito bem e após o término da temporada optou por abandonar o cargo, ainda voltou a jogar na temporada de 1995/96, com médias de 14.6 pontos, 6.9 assistências e 5.7 rebotes, ficando em 12° lugar na disputa de MVP. E aí sim, aposentou-se. 
   Por conta do HIV tornou-se um grande ativista na luta dos direitos dos portadores do vírus, trabalhando no congresso americano, criando ainda em 1991 uma fundação para o combate ao HIV, foi mensageiro da ONU no combate a AIDS e fez diversas campanhas alertando sobre a doença, tirando a imagem de que apenas homossexuais e viciados poderiam se contaminar. Johnson é o maior exemplo do esporte mundial na minha opinião.
   O astro mudou o mundo do esporte, revelou ter HIV e luta contra esse mal até hoje, foi o melhor armador da história (minha opinião) e não poderia ficar de fora da nossa série. Magic foi 5x Campeão da NBA, 3x MVP das finais, 3x MVP da liga, 12x All Star, 2x MVP do All Star Game, 9x All NBA First Team, 4x líder em assistências e 2x líder em roubos de bola. Antes de Jordan ele era o cara do basquete, trouxe o aspecto de show time com seus passes desconcertantes, terminou a carreira com médias de 19.5 pontos, 12.3 assistências e 7.7 rebotes. É ou né "Magic"?

quarta-feira, 4 de março de 2015

A "revelação" do ano

Monstro do garrafão
   Um jovem de 25 anos está se destacando na NBA, e não estou falando de Klay Thompson, James Harden ou Stephen Curry, me refiro ao pivô do Heat, Hassan Whiteside. O jovem atleta foi chamado para entregar a equipe vindo da D-League e está assombrando no garrafão.
   Ele jogou pela Universidade de Marshall, mesmo em uma pequena universidade, anotou durante a temporada de 2009/2010 três triplos-duplos e foi o líder da C-USA em tocos com 182, quebrando dois recordes, o de mais bloqueios em uma temporada e maior bloqueios para um calouro na história. Ainda assim, não teve médias muito expressivas ofensivamente, com 13.1 pontos, 8.9 rebotes e impressionantes 5.4 tocos por partida.
   Whiteside foi selecionado pelos Kings, na 33° posição da segunda rodada do Draft e começou uma vida de heremita. Ainda em 2010 foi jogar pelo Reno Bighorns da D-League até 2012, daí foi para o Sioux Falls Skyforce também da D-League, em 2013 para o Rio Grande Valley Vipers, ainda nesse ano para o Líbano e para a China jogar por times inexpressíveis, em 2014 voltou para a D-League pelo Iowa Energy e então assinou com o Heat.
Sua defesa é o ponto alto de seu jogo
   Pelo Heat o jovem já provou que pode vir do banco e dominar o garrafão, anotou seu primeiro duplo-duplo da carreira em janeiro com 11 pontos, 10 rebotes e 5 tocos contra os Nets. Mas o melhor estava por vir, ainda em janeiro anotou o seu primeiro triplo-duplo com 14 pontos, 13 rebotes e 12 tocos contra os Bulls, e de quebra tornou-se um dos quatro atletas nos últimos 25 anos a ter pelo menos 12 pontos, 12 rebotes e 12 tocos em uma partida, e o primeiro desde Manute Bol com 12 tocos vindo do banco em 25 ou menos minutos. Em fevereiro, durante a derrota para os Timberwolves marcou sua maior pontuação na carreira (24 pontos), acertando 12/13 dos arremessos e pegando 20 rebotes, com isso seus 90% de aproveitamento e 20 rebotes o tornaram um dos quatro jogadores da história que conseguiram essa marca.
   O jovem pivô vem melhorando, está com médias de 9.1 pontos, 7.7 rebotes e 2.4 tocos jogando apenas 18.2 minutos por partida, tá bom ou quer mais? Tomara que consiga se firmar e continue jogando bem, porque potencial já mostrou que tem de sobra.

segunda-feira, 2 de março de 2015

MVP

Quem merece o MVP?
   
   Nessa temporada a disputa para o MVP está extremamente acirrada, algo que não acontecia a algum tempo, todos anos temos dois nomes potências ao prêmio mas sempre com um em destaque, mas dessa vez são três nomes e todos merecem o prêmio. James Harden, Stephen Curry e Russell Westbrook disputam partida a partida para ser o melhor jogador da temporada, abaixo suas ações.
   Segundo o site da NBA a corrida seria assim: Harden, James, Curry e Westbrook, porém não concordo com Lebron, ele está tendo uma boa temporada mas nada demais comparado aos outros. Minha ordem vem a seguir.

1. James Harden, com médias de 27.1 pontos por jogo, 6.9 assistências e 5.8 rebotes, é o líder da liga em lances livres cobrados e convertidos, e também é o cestinha. O barba do capeta está jogando o seu melhor basquete, com dribles desconcertantes, com arremessos precisos e uma variedade imensa de jogadas e imparável. Harden demonstra que a melhor escolha de sua carreira foi a sua troca, nos Rockets ele é a estrela do time e tem jogado como tal, no último jogo dominou os Cavs e superou Lebron por diversas vezes. É o meu favorito ao título, é o jogador mais consistente de todos da lista de possíveis MVP'S, jogando bem desde o começo do ano e evoluindo cada dia mais, eleito o jogador da conferência por dois meses seguidos e sobrando. Para mim ele é o MVP.

2. Stephen Curry, com médias 23.9 pontos, 7.8 assistências, 4.6 rebotes e 2.1 roubos de bola (melhor marca da carreira), Curry foi o homem número da lista, com um começo de temporada excepcional, levando os Warriors a ponta da conferência com uma sequencia de vitórias impressionante e sendo o dono do time. Porém, em algumas partidas foi irregular, com erros e desperdícios de bola, baixas pontuações e coisas do tipo, não sendo regular e por isso caindo de produção. Ainda assim, na atualidade é o melhor armador da liga e o melhor arremessador de três pontos.

3. Russell Westbrook, com médias de 26.5 pontos (melhor marca da carreira), 8.1 assistências e 6.8 rebotes (melhor marca da carreira), vive sua melhor temporada na liga e aos 26 anos aparenta estar no auge do seu basquete. Um jogador muito inteligente e que vem melhorando na competição, começo o ano um pouco devagar, sofreu lesões e com a saída de Durant assumiu o time e o tornou dele, provou que pode pontuar e dar assistências, marcar e atacar com a mesma intensidade. É o Mr. Triplo-Duplo, atingiu marcas que não eram alcançadas desde Big O, conseguiu três triplos-duplos consecutivos e é o líder da liga no quesito, vem jogando cada dia melhor e corre por fora pelo título de MVP. 

   A algum tempo não via tantos jogadores com chances de levar o título, mas isso só prova que a liga está bem servida de atletas e estrelas que fazem o basquete ser ainda mais atrativo.






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