quinta-feira, 28 de julho de 2011

Jogos Militares: para militares ou para profissionais?


Eu não concordo com a omissão. Os jogos são militares, a grana que os bancou é pública, sai do meu imposto também. Mas isso é o de menor importância. Significativo mesmo foi a evolução do Brasil em relação a primeira edição dos Jogos Militares (1995) e a edição de 2007: 3.800%. 
O salto que o Brasil deu na classificação geral fez com que ultrapassasse a China, país comunista, que vive uma ditadura, logo com exército forte e com mais de 1 bilhão de habitantes, ou seja, pelo menos 5 vezes mais que a nossa população.

O Brasil jogou dentro das regras? É provável que sim, já que existe a figura do militar temporário no Brasil, mas também só existe uma maneira de sê-lo: na idade do alistamento militar optar pelo NPOR se tiver o ensino médio completo e matriculado ou cursando o ensino superior ou ir para a tropa, ser reco, recruta e soldado em agosto. Uma vez lá, o trabalho é ser destaque e galgar espaço, permanecer temporário por algum período, como soldado ou como cabo ou sargento. Isso ajuda muita gente. Não há dúvidas! Mas ajuda o esporte brasileiro essa nova metodologia?
O Brasil usou de expediente paralelo, ou seja, abriu editais que não existiam (creio que passarão a ser permanentes) para mostrar algo que não é: uma grande nação esportiva que até nas forças armadas mantém atletas de altíssimo nível. Não somos isso.
As vezes eu percebo uma vontade tremenda de atalhar, de tirar a parte ruim, esquecer do árduo trabalho necessário em busca da efemeridade de partirmos direto para as vitórias, os pódiuns, a auto-estima lá no alto, nas nuvens. Hein pessoal, não dá!
O resultado dos jogos militares são dos talentos selecionados por editais e, no caso do basquete, só os atletas do técnico da Seleção Militar nos últimos anos conquistaram tal espaço. Ninguém mais se interessou por essa boquinha?
Já que cheguei no basquete, o que penso é se se criamos os monstros? Temos que eliminá-los. Descuidamos da formação de base? Temos de reiniciá-la. Há dificuldade com a credibilidade da modalidade? Vamos trabalhar para desenvolver a modalidade e reconquistar a credibilidade. Temos verbas públicas? Verbas olímpicas? Vamos aplicá-las na multiplicação dos pães, ou seja, mais quadras, mais bolas, mais clubes trabalhando com o basquete.
Patrocinador quer o nome vinculado com a vitória. É isso que dá retorno de venda, de exposição. Mas aposto que não há patrocinador que queira seu nome vinculado a fraude, a doping, a vitória desleal...
E a primeira sensação que tenho é essa: a vitória nos jogos militares foi falsa, forjada. Nenhum país muda tanto em quatro anos. Será que seremos essa potência em quatro anos, ou seja, em 2015?
O que me segura nessa crítica é que as forças armadas podem ser um caminho extra para o desenvolvimento do esporte, mesmo que a custo do espaço competitivo dos militares de carreira e do fim das competições militares no máximo nível possível entre unidades brasileiras. Um movimento de décadas que mantém ativa fisicamente uma das forças militares mais pacífica do mundo. Sim, temos competições onde os militares disputam jogos em suas regiões, armas e chegam a nível nacional. Esses militares perderão o espaço para contratados, assistirão "jogos militares" com atletas profissionais representando o Brasil e as forças armadas por que estas estão lhes proporcionando treinamento adequado, função que deveria ser do COB e das confederações.
Portanto, de um lado temos o benefício para o esporte, para os atletas do segundo escalão, e de outro os militares de carreira que perderão sua expressão máxima de patriotismo-esporte e a própria expansão da prática esportiva como referencial no país, pois será o esporte dos mesmos reinando e a extensão das diversas manifestações esportivas eclodindo pelo país.
É isso que me leva refletir sobre o tema, sem deixar de reconhecer que venceram os jogos, mas pergunto: nossos atletas profissionais-militares jogaram contra quem mesmo?

Refletindo...


Caríssimos leitores, todos que visitam o Mais Basquete, precisam saber que estou em uma fase de reflexão sobre muitas coisas que afirmei, principalmente por que quebrei om polegar dando treino e é muito ruim digitar com o dedo duro batendo no espaço, no enter... 
Também penso que é complicado não reconhecer as vitórias que o Brasil teve nos últimos dias, especificamente a Seleção Sub-17 Masculina no Sul-Americano e a Seleção Militar, mesmo que eu tenha críticas as duas situações me sinto obrigado a reconhecer tais vitórias.
No caso do Sub-17 o que me incomoda é a forma como o técnico da seleção conquistou seu, digamos, brevê para dirigir a equipe, através de um ato de provisionado para uma profissão que exerce, do meu ponto de vista, de forma irregular. Todos sabemos que o Demétrius era atleta em 1996, dois anos antes de promulgarem a Regulamentação da Educação Física e prazo para que qualquer cidadão comprovasse que era atuante no basquete como técnico, preparador físico e requerer o direito adquirido. Mas nosso Conselho Federal não é corporativista, defensor da categoria e, mais importante, da sociedade como deve ser - nesse momento eles devem estar pressionando um dançarino sem holofotes a fazer os cursinhos e se registrar.
Também sabemos que Demétrius venceu um paulista e foi alçado a condição de semi-deus. E, como tal, conquistou um espaço nas seleções de base e como assistente-técnico da adulta. Claro, também sabemos que tal posição foi conquistada com a ajuda de seu amigo de clubes e seleções, Vanderlei, hoje diretor da CBB. Isso tudo é chato, lamentável e em nada contribui com o basquete brasileiro. E é semelhante a situação da Janeth no feminino... Pensem nisso também...
Entretanto, os resultados do Demétrius, que critiquei outro dia pelo corte do Dimitri, inclusive o rotulando de não ser pedagógico e ético na questão, se alargaram na última semana , ao conquistar o Sul-Americano Sub-17 e levar o Brasil a vencer duas vezes a Argentina na mesma semana e isso precisa ser reconhecido. Claro, o staff dele também era composto por profissionais da saúde, professores de educação física, todos qualificadíssimos, que também contribuíram para o resultado final. Mas o comandante era o Demétrius...
A segunda questão que venho deixando no forno é a composição da seleção militar. Evitei escrever durante os Jogos Militares do Rio 2011. Cheguei a consultar a organização do evento sobre a situação dos jogadores e ficou claro que, para quem respondeu pelo menos, a situação é corriqueira e normal.
Não é corriqueira e nem normal. 
Afinal, o Brasil não foi campeão só no basquete, foi campeão geral do evento e deu um salto do 15o. para o 1o. lugar geral. Como? Contratando atletas. Profissionalizando as equipes militares. Extinguindo o sentido de jogos militares. Centralizando e tornando o esporte um lugar para poucos. Excluindo os sargentos e oficiais que, em situação diferente, seriam os dignos representantes da caserna.
Essas questões tem me feito refletir sobre o que é vencer, o que devemos fazer para vencer e quais regras estamos dispostos a burlar para vencer. Vou me aprofundar nelas e voltarei com tópicos específicos de cada uma delas no futuro.
Parabenizo as comissões técnicas, os atletas da seleções militar e sub-17 pelas vitórias, mas  especialmente aos moleques da sub-17, que estavam disputando uma competição na idade certa e no local certo, sem querer monopolizar o esporte.
O principal nisso tudo é um meio termo, de maneira que eu não abandone meu processo crítico de absorção e distribuição do conhecimento (a escrita) e não personalize as mesmas, pois trato de um tema pelo viés profissional e não do clube dos amiguinhos do Brasil.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Sul-Americano Sub-17 Masculino


Bom, nova semana, muitas coisas para conversar...
O Sul-americano Sub-17 Masculino começou no sábado. De sexta para cá fiquei procurando links na FIBA Américas, mas nada. Só a notícia de que estava tudo pronto para o começo do evento - ainda era só isso que conseguia por lá no início da tarde.
A CBB poderia ter divulgado o link do evento (não o da FIBA Américas) antes do início da competição, mas ainda bem que fez no início dessa manhã, depois do Brasil realizar dois jogos. Não há por que terem demorado tanto, já que temos uma empresa terceirizada sob a justificativa que os jornalistas da confederação não davam conta da demanda.
Quem quiser saber como esta se saindo a gurizada por lá, clique na imagem abaixo. Antecipo, porém, que as estatísticas estão vazias - só dá para ver os resultados, mas já é algo. 


No site da FIBA Américas passa a transmissão das estatísticas on line, mas depois não fica disponível. E, agora, minutos antes de publicar essa postagem, surgiu um site dentro do FIBA Américas com informações específicas da competição, como é de praxe. Mas ainda sem resultados e sem estatísticas anteriores. Clique aqui e veja, enquanto aguardamos para ver um pouco do desempenho dos brasileiros.


Sábado – 16/07/2011
Brasil
69 x 40
Paraguay
19h

Domingo – 17/07/2011
Brasil
74 x 44
Chile
20h

Segunda-feira – 18/07/2011
Brasil
x
Venezuela
18h

Terça-feira – 19/07/2011
Brasil
X
Uruguay
20h

* Horário de Brasília

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Larry Taylor já era


Melhor notícia para o basquete brasileiro: Larry Taylor já era!!! Ministério da Justiça avisou a CBB da impossibilidade de Larry James Taylor Jr. se naturalizar a tempo de jogar o Pré-olímpico. Detalhe: Sr. Magnano liberou Nezinho para a seleção Militar pensando que o Brasil é a casa da mãe Joana... Huertas, ficou sem reserva, com experiência, rodado e Raulzinho terá de agarrar a oportunidade e fazer um bom uso dos minutos que vai ganhar.
A gestão da CBB na situação é complexa e desrespeita a nossa inteligência. Através de cópia do processo que o Giro no Aro publicou na época da convocação, percebi que quem pediu o  visto do atleta foi a CBB, mas pela legislação quem deve realizar tal procedimento é o empregador. A CBB é empregadora dos atletas? Creio que não... O atleta Larry Taylor é funcionário de Bauru. Mas a CBB além de encaminhar os documentos, está há 2 anos falando do assunto com o atleta. 
Até sugeriram que ele se casasse para facilitar o trâmite dos documentos. 
Creio que as denúncias e entrevistas, do próprio atleta, alertaram o Ministério da Justiça da falcatrua. Mais uma da CBB. Se quer ser brasileiro, seja bem vindo. 
A nota da Approach, agência contratada da CBB, diz que todo o grupo da seleção ficou chateado, mas só Vanderlei Mazzuchini (um dos pais dessa ideia maluca) e o Sr. Rubén Magnano se pronunciaram. Veja o que disse Vanderlei disse ao terra em 17/06/2011:
Estamos auxiliando ele neste processo, mas ainda não temos nenhuma posição oficial se dará certo.
Se quer se naturalizar para jogar uma edição dos jogos olímpicos: tchau, tchau...
Se quer se naturalizar para ser brasileiro, pois amou essa pátria, ela lhe abriu oportunidades inesperadas, formou família e etc, siga a lei, sem privilégios por ser atleta.
Essa atitude, espero que permanente do Ministério da justiça, fecha as portas para aventureiro e para que outras modalidades não se movimentem nessa direção em função dos jogos olímpicos de 2016.
Só falta Magnano partir da seleção ou assumir um clube. Mas seleção é de brasileiro!

BRASIL! BRASIL! BRASIL!

--------------------------------------------------------------------------

NOTA DA APPROACH, ENVIADA POR E-MAIL
--------- Mensagem encaminhada ----------
De: Reyes de Sá - Approach
Data: 14 de julho de 2011 19:00
Assunto: INFORMAÇÕES - LARRY TAYLOR
Para: Reyes de Sá - Approach
Informamos que através de contato feito com o Ministério da Justiça, a CBB tomou ciência da impossibilidade do atleta Larry James Taylor Junior obter a naturalização a tempo de defender o Brasil no Pré-Olímpico de Mar Del Plata [GRIFO NOSSO].

A notícia deixou a todo o grupo da seleção, que está treinando em São Paulo, chateado.

— Fiquei extremamente triste, pela Seleção Brasileira e pelo profissional Larry que conheço há pouco tempo, mas o suficiente para admirá-lo. É uma pessoa sensacional. Tanto que mesmo sabendo da notícia, me pediu para continuar treinando conosco normalmente, simplesmente para ajudar. Na parte técnica perdemos bastante, pois nos treinos ele vinha se mostrando um jogador muito útil e inteligente, com incrível capacidade de captar o que lhe peço — avalia o treinador Ruben Magnano.

O jogador Larry Taylor também lamentou o fato e destacou que a vitória do grupo, também seria uma conquista sua.

— Não há como negar que a notícia me abalou um pouco. Porém, eu sabia que essa possibilidade existia. Não vou me deixar abater com esse acontecimento e continuarei treinando com o grupo. Ficarei aqui até quando o Ruben quiser. Caso a equipe conquiste a vaga para o Jogos Olímpicos, terei a minha parcela de contribuição — analisa Larry Taylor.

O diretor de Seleções Masculino, Vanderlei Mazzuchini, destaca que o processo de naturalização do atleta continua.

— O processo continua. Nós da CBB faremos sempre o que for possível para orientar o atleta — ressalta Vanderlei.

Os treinos de amanhã estarão abertos para a imprensa na parte da manhã, às 11h40, e na parte da tarde, às 19h30.                                                                                    

Quando "treinar" não resolve nada


Quando nossa seleção Sub-19 perdeu o jogo para a Argentina, eu me frustrei demais. Essa é a consequência de acreditar em um time que não vai a lugar algum. Acontece muito com o meu Grêmio aqui. Mas esses moleques não são um time, por que os moleques desse grupo formaram uma equipe e são uma ótima safra de jogadores. Só resta saber se conseguirão vingar se ficarem no basquete brasileiro – lembremos dos moleques de 2007... Bom que alguns já estão em equipes europeias, universidades americanas e em clubes do NBB. Torçamos que conquistem espaços nessa fase de transição da adolescência para a vida adulta.

Imediatamente após o jogo comecei a pensar e pesquisar. Freneticamente! A primeira coisa que fiz foi ir atrás dos números da Copa América de 2010. Na CBB nada além do resultado dos jogos. Nem a lista dos atletas esta lá. Incrível! Só se vive o presente nesse país e se deixa de lado o passado que pode nos ensinar tanto. Tudo vira lenda no basquete brasileiro por que a história só é passada de forma oral, não se faz a armazenagem e divulgação de dados.

Enfim, tive que pesquisar em notícias e notas oficiais para saber quem estava lá, em San Antonio, um ano atrás.

Mas a estatística da competição, fui encontrar no site da  USA Basketball. Lá tinha o resumo do desempenho do Brasil Sub-18 sob a batuta do Walter Roese.

Resolvi comparar e criei os gráficos espalhados nessa postagem que mostram a estagnação da seleção Sub-19, na fase que os jovens estão treinando, aperfeiçoando e qualificando os diversos movimentos da modalidade.

Eu entendo por treinamento o processo no qual uma pessoa busca adquirir e aperfeiçoar habilidades que já possui e que, aperfeiçoadas, lhe permitarão desenvolver suas tarefas com maior precisão, eficiência, eficácia, maior índice de acerto, ou seja, muito melhor do que fazia antes de passar pelo treinamento. Isso é na vida e no esporte. Por isso que no treinamento desportivo se faz pré-teste (permitindo prescrever o treinamento para elevar o nível físico-técnico do atleta), pós teste (para medir se deu resultado o que foi proposto e colocado em prática) e se faz a periodização do treinamento, visando o peak na competição mais importante do ano. Mas isso é básico e na CBB todos sabem disso.

Tanto sabem, que criaram uma seleção de desenvolvimento. Belissímo projeto! Mandaram para o interior de Minas Gerais 16 jovens atletas e os estavam preparando para o mundial Sub-19. Bem, coincidentemente quando critiquei pela primeira vez a CBB lançou uma avaliação da seleção de desenvolvimento, alegando que o objetivo era desenvolver conceitos de jogo e elevar o nível técnico e físico de atletas com potencial para as seleções brasileiras. Somente 16 atletas teriam potencial para representar o Brasil no futuro? Isso sendo que alguns desses dezesseis atletas foram para lá com 15 e/ou 16 anos? Serão, todos, jogadores de basquete em 2021?

Então, se o nível técnico e físico elevou-se e cinco (05) desses jovens foram para o Mundial da Letônia, além dos oito (08) que se juntaram ao grupo em São Sebastião do Paraíso em maio e que estavam em seus clubes até então, é correto afirmar que quatro (04) jogadores da seleção sub-19 deste ano estavam na seleção de desenvolvimento desde 05/02. Mas também é correto afirma que dos treze jovens que partiram para amistosos e torneios na Europa, apenas dois (02) saíram desse projeto e apenas (01) permaneceu com a equipe no Mundial.



Com todo o treinamento da tal seleção de desenvolvimento, cometemos mais erros no Mundial do que havíamos cometido na Copa América. Diferença insignificante, mas mostra que tecnicamente não houve o progresso esperado, assim como as bolas roubadas mostram que não evoluímos na marcação – uma boa defesa gera tornouvers na equipe adversária e facilita o roubo de bolas. A estatística mostra que a defesa não evoluiu em um ano.

Agora, vamos analisar o desempenho de três pontos. Percebe-se imediatamente que o desempenho piorou. sim, piorou! Em seis jogos, foram 82 ataques com arremessos de longa distância errados e que não sabemos nas mãos de quem ficou a bola, consequência do rebote ofertado. Imaginem 40 desses ataques sendo convertidos de dois pontos… São mais 10 pontos por jogo para o Brasil. Bom, né!?!

Viram os lances livres? Melhorou um pouco, mas elevar em 4 lances a cada 100 é uma piada! Aliás, entre todas as seleções, desempenho nos lance livre acima de 75% foi raridade nesse mundial Bem, eu trabalho lance livre sob a percepção de que é preciso criar um ritual e se concentrar a cada vez que conquistar o espaço da linha de lance livre. Com a Hortência na CBB, quantas vezes ela foi palestrar para os atletas sobre o que ela realmente sabe? Ensinar a técnica de lance livre para os atletas é algo de grande utilidade...

Brigamos nos rebotes, mas pegamos menos do que na Copa América. E não pensem que nosso time é baixo: Walter Roese fez uma análise do Mundial e colocou que estamos entre as cinco (05) seleções com um contingente de alas, alas-pivôs e pivôs bem altos. Então, o que houve? Rebote não é só saltar e pegar a bola. É um conjunto de posicionamentos defensivos e de responsabilidades que levam aquela bola que ressalta no aro ou bate só na tabela. Por exemplo: marcar e dificultar a finalização dos adversários é muito importante nesse processo.

Outra coisa me intrigou: o bola ao alto. Só existe um bola ao alto no jogo e o Bebê não sair jogando, garantir a primeira posse de bola é algo irritante. É só para dizer que o moleque que iria para o draft da NBA não é tudo isso? Essa mania de brasileiro desvalorizar quem esta na luta e conquistando espaços por suas qualificações é muito ruim. Mas e quem saltava na única bola ao alto da partida? Arthur Casimiro. Nada contra o guri, ele é boa gente, educadíssimo, jogou no GNU, é gaúcho e eu estou analisando parte das estatísticas da seleção no mundial sub-19. Mas ele está pesadinho e o Bebê tem 2,13m. e uma explosão cavalar. Essa mania de querer que o Bebê vinha do banco, acabou com a estima do guri que mal conseguia jogar (vejam a foto, sintam a irritação dele ao ser substituído).

Portanto, a tal seleção de desenvolvimento foi um estupendo projeto que foi mal gerenciado, pois 8 atletas do Sub-19 foram convocados um mês antes da realização do Campeonato Mundial Sub-19, não tendo oportunidade de desenvolverem suas habilidades, serem orientados nos fundamentos do jogo, na necessária evolução técnica, coisas que cinco atletas tiveram oportunidade, mas que somados seus tempos de quadra resultou em menos de 25% do tempo de jogo total do Brasil no mundial. Os outros 75% de tempo de jogo foi dividido entre aqueles oito (08) jogadores que treinaram menos, vieram de competições e não estavam no mesmo nível de treinamento dos meninos da Seleção de Desenvolvimento. 

O resumo dessa ópera é o de sempre: dinheiro! Justificar-se-á ao COB e a Eletrobras os gastos da seleção de desenvolvimento, a presença de Rubén Magnano em São Sebastião do Paraíso, a permanente presença do técnico da Sub-19 e de todo o staff necessário para manter o projeto em andamento. É claro que a CBB dará uma mascarada nas contas. Tem sido sido assim, como já foi demonstrado em diversos blogs, especialmente a partir da análise do balanço da CBB debulhado no Bala na Cesta. Aliás, a CBV faz tudo isso em um centro de treinamento e nós gastamos 5 meses de hotel. Tá sobrando!
De prático para o nosso basquete fica que a presença de Rubén Magnano na Seleção de Desenvolvimento não nos ajudou a vencer a Argentina, pela quarta vez, diga-se de passagem: em 2010 no Mundial Adulto e em 2011 a Sub-15 e a Sub-16 em maio e Sub-19 em julho de 2011. Sugiro acender um alerta vermelho gigantesco, deixando-o piscar ininterruptamente até o grande técnico, salvador do baloncesto na pátria de chuteiras, obter um resultado positivo contra seu país. Serve na base, viu? Serve na Sub-17 agora em julho – aliás, por lá o clima não deve estar bom, depois da mal contada história do corte de Dimitri Souza.

Lembrem da explicação da CBB sobre o projeto, a presença do técnico da adulta por lá que queria intervir mais no processo de base, do provável overtraining e suas consequentes lesões, que os atletas saíram de lá com elas e estão virando-se por conta e etc. Fica claro que Rubén Magnano não esta levando o Brasil a vitórias. Queria intervir na base? Interviu e não adiantou nada. Continuamos fregueses…


Nesse caso, treinar, não resolveu nosso problema e não fez o Brasil conquistar resultados positivos entre os maiores do basquete mundial.

Clique aqui para visualizar os gráficos com melhor qualidade.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Dez ações para massificar o basquete

"Não, não tenho um caminho novo.
O que tenho de novo é o jeito de caminhar" (Thiago de Mello)

Alcir Magalhães dirige o Clipping do Basquete. Em junho ele perguntou: Na sua opinião o que precisa ser feito para o basquete ser massificado e voltar ser o segundo esporte mais praticado no Brasil. E estipulou o prazo de resposta (assim, em caixa alta e vermelha):PRAZO PARA RESPOSTAS E DIVULGAÇÃO: ATÉ 20/06/2011”.
Respondi lá no prazo e hoje publico aqui no blog parte de minhas ideias que tem sido colocadas  no centro esportivo virtual há 14 anos (sintam-se convidados a participar), neste blog há cinco anos e no clipping, mas lá, provavelmente, parte do público não seja o mesmo daqui ou o do CEV. Venho construindo essa jornada há anos, aprendendo, refletindo, debatendo e colocando o que penso sobre a administração do basquete brasileiro, sobre as demandas do cotidiano que interferem no conjunto da obra e muitas vezes não publico aqui. Separando e-mails enviados, encontrei muita coisa não publicada no Mais Basquete. Estarão sendo colocadas aqui. Gradativamente.
Vamos a minha resposta ao Alcir?

MEDIDAS ADMINISTRATIVAS:
1) Transparência. Contas apresentadas ao público em minúcias. Especificamente com a verba que vem do poder público, seja via COB, seja via patrocínio, como a eletrobrás no Basquete, o BB no volei, a Caixa no atletismo;
Cito um exemplo do que digo: eu tive um patrocinador por causa de uma pessoa ligada ao basquete aqui em Pelotas que era do marketing da empresa. Ele salvou a lavoura no primeiro ano do PBC, mas provavelmente investiria mais valores se houvesse uma união do basquete gaúcho e pelotense. A FGB na época, 2005, meteu o olho, pois era uma grande empresa de telefonia que estava por trás. O que me foi dito era que a verba custearia as despesas de arbitragem para todos os clubes. Passei os dados, pedi que recebesse, mandei e-mail e o presidente foi lá. NEM FOI ATENDIDOFoi-me dito que faltava credibilidade a FGB para que a empresa investisse. É o mesmo caso da CBB hoje e no passado. Só tem esse forte patrocínio da eletrobrás por que as estatais tem que apoiar o esporte.
2) Sair do contrato com a Globo. Ela não vai transmitir em canal aberto a LNB, nem a seleção. Apenas se for amistoso. O jogo das estrelas foi fracasso de audiência. Se tiver outra tv aberta e que coloque no papel o número de jogos que transmitirá ao vivo e o número de jogos que passará depois do jogo, em horários de menor audiência, façam isso. Também faria um contrato aberto com SporTV, ESPN, Band Sports e Esporte Interativo. Nada de exclusividade. Se não der, faz um contrato e transmite pela NET. PAGO! Façam baratinho, tá? Se a liga grava todos os jogos, ela poderá passar, durante a semana, TODOS OS JOGOS em um canal de internet. Pessoal, eu estou desenhando uma forma de fazer isso aqui em Pelotas e o custo é baixíssimo!
3) Ações de marketing em prol da CBB com os grandes jogadores do basquete brasileiro do passado. Eu sugeri que a CBB fizesse uma parceria com a LNB e lançasse cards de basquete. Isso em 2008/2009! Teríamos nos cards de ouro (ou amarelo), os campeões mundiais - e só eles. Cards azuis com TODOS que já vestiram a camisa da seleção. Essa é a parte da CBB, gerenciar nossas seleções. A LNB colocaria em cards, lançando as atualizações ano a ano, os jogadores de cada time e suas estatísticas a cada temporada. Assim, Alex Garcia, por exemplo, teria card como jogador da seleção e de clube. Adivinha se o Sr. Presidente aproveitou minha ideia? Mas o Flamengo já fez!
4) Injetar dinheiro da CBB, melhor dizendo: de nossos impostos que abrimos mão através da Lei Agnelo-Piva. Esses recursos foram quase R$ 1.900.000,00 em 2010 passados do COB para a CBB. Nossa confederação tem 11 milhões da eletrobras, não precisa dessa pequena fatia para, digamos, seus gastos administrativos. Mas colocando isso para os jovens em cinco (5) pólos do país o basquete crescerá;

MEDIDAS ESPORTIVAS:
5) Regionalizar o basquete, fortalecendo as federações e os clubes. Tem muita gente querendo fazer basquete, mas não vê como, não encontra parceiros. Um exemplo: eu iria abrir um núcleo do Centro de Treinamento do Bábby em Rio Grande, cidade a 66 Km de Pelotas, através de uma associação esportiva da companhia de energia elétrica gaúcha, a CEEE. Depois de ver o projeto, eles queriam um elo direto com o Bábby, concretizar o projeto e me deixar de fora. Tudo bem, foi sacanagem, mas não vou nem reclamar disso. A questão é que, após meu não, eles desenvolveram o projeto com os próprios braços e pernas e já tem 40 crianças inscritas, sendo 13 meninas - fiquei sabendo disso hoje (14/6);
6) Seleções de desenvolvimento regionalizadas. Imaginem 30 moleques, se encontrando a cada 60 dias, por quatro míseros dias (ou por uma semana), sendo avaliados pelos técnicos regionais e pela comissão técnica da seleção de sua faixa etária... Seriam 150 atletas sendo formados e não os modestos 16 de São Sebastião do Paraíso que mais mostra a centralização do basquete do que o Brasil real e que exclui e determina que esses 22 da primeira fase, mais 13 da segunda fase e os 11 da fase final (46 atletas) são o futuro do basquete brasileiro (nada contra qualquer atleta, mas como se processam as escolhas). Há muito mais gente por aí e tem aquele guri/guria de 16 anos, com 2,03m que ainda não acordou para o basquete. Logo voleibol vem e leva esse guri;
7) Buscar, nas regiões e estados que possuem formas de utilizar as leis de incentivo ao esporte. Por exemplo, o time de Caxias do Sul Basquete joga com apoio da lei municipal de apoio a projetos esportivos. SC tem essa lei. SP também. Seriam mais recursos que viabilizariam, por exemplo, a seleção brasileira-sudeste fazer um nacional por regiões em São Sebastião do Paraíso, longe dos grandes centros, movimentando a gurizada da região. Isso agrega treinamento, desenvolvimento, intercâmbio, competição a 60 jovens daquele grupo de 150 que citei no início. Mas vejam bem: são 150 Sub-15 + 150 sub-17 + 150 Sub-19 = 450 guris + 450 gurias = 900 jovens atletas brasileiros sendo qualificados como os 16 de São Sebastião do Paraíso.
Com quatro dias de treinamento a cada encontro, seis vezes por ano, são 72 dias por grupo. Cento e quarenta e quatro (144) dias para mobilizar 900 jovens atletas (guris + gurias). Isso é um pouco mais do que foi essa seleção de desenvolvimento, pois ficaram, aproximadamente, 125 dias juntos e por quatro (04) meses em um anoOu seja, regionalizar, criar e fortalecer seleções regionais custaria o mesmo que os quatro meses custaram para 16 atletas – eu falo disso, de TODOS ou MUITOS TEREM OPORTUNIDADES e não apenas uma minoria selecionada. Poderiam surgir muitas Izianes (no temperamento e no jogo), isso pode ser detectado e trabalhado para que no adulto a atleta seja referência e não essa vergonha que se preocupa mais com o próprio ego do que com a seleção brasileira. Teremos tantos Nenês que o primeiro nem deixará a saudade que deixa hoje;
8) Unir ESPORTE + ESTUDO. Sem essa de pensar exclusivamente em basquete. Os jovens precisam ir à escola quando estiverem na seleção, nos clubes e em idade adequada. Usar o modelo dos EUA, da NCAA, é um bom caminho;
9) Mini-basquete. A falta de competição no mini-basquete nos leva a começarmos o trabalho com... O mirim! Fortalecer o mini é abrir portas para novos apaixonados pelo basquete – podem vir a serem jogadores e poderão sempre querer estar envolvidos, acompanhando, vivendo e consumindo... Basquete!
10) Basquete Escolar. Todos os estados possuem seus jogos escolares e o COB organiza a fase nacional. Entretanto, unir as federações aos órgãos de esportes dos estados, permitirá acesso a um banco de dados muito grande e a descoberta de talentos que podem ser trabalhados e merecem ter uma oportunidade. Não falo em uma seleção estadual imediatamente, mas em um clube. Ter especialistas nessa área pode ser um bom caminho para a CBB apoiar o basquete nos estados. Como se detecta um talento? O que queremos para o basquete? Jogador rápido? Alto? Mediano? Tudo isso, com critério e padronização nacional, pode render bons frutos.
Quando tenho uma empreitada pela frente, eu gosto de analisar, avaliar, mudar o que julgo errado e deixar minha marca – e certamente vou deixar coisas erradas quando sair daquele trabalho ou tarefa. Mas eu pus o meu melhor naquela empreitada naquele momento. Há muito mais coisas por fazer.
A atual gestão da Confederação possui recursos que Britto Cunha e Grego não dispuseram – sim Grego tinha verbas, mas não semelhante ao montante atual do basquete brasileiro e destacando que só falamos das verbas oriundas dos órgãos públicos, deixando de lado Nike, Bradesco e Travel Ace (seguradora) como patrocinadores destacados e ainda SporTV, Peter Food, Physicus e Pisossul. Alguém afirma que essas oito (08) empresas estão no site da CBB por bondade da presidência e/ou da Brunoro Sports? Não esqueçam que além do patrocínio da Eletrobras não sabemos quantos centavinhos cada uma das outras sete (07) empresas deposita na continha da CBB ou em outro lugar. Viram algum jogo do mundial? Quanto custa aquela tarja do Bradesco em uma camisa de seleção?
Portanto, grana, dinheiro, cash há. Basta a CBB colocar as moedinhas onde devem ser depositadas: no basquete brasileiro.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Basquetebol Sem Fronteiras 2011


O Brasil será sede de mais uma edição do Basketball Without Borders (Basquetebol Sem Fronteiras ou BWB), que se realizará no CEFAN no período de 29/7 a 1º/8/2011, na cidade do Rio de Janeiro, na cidade onde ocorreu em 2004 o primeiro do evento das Américas. O anúncio foi realizado pela NBA, FIBA, Basketball Whitout Borders, CBB e pelo Programa de Basquete Global da NBA que utiliza o esporte para efetuar câmbios sociais positivos nas áreas da educação, saúde e bem-estar, que o Brasil será novamente sede do Basquete Sem Fronteiras - Américas. Este evento reúne as 50 maiores promessas do basquete das Américas e ocorrerá no Rio de Janeiro de 29/07 a 1º/8/2011.
Kathleen Behrens, vice-presidente Executivo de Programas Comunitários e Jogadores da NBA, disse que o “basquete sem fronteiras tem tido um êxito incrível na última década graças aos esforços da FIBA, das empresas patrocinadoras, aos sócios comunitários e a família NBA que nos acompanha ao longa da caminhada. Este programa representa o compromisso da NBA de elevar o jogo de basquete e atrair atenção a importantes temas sociais que afetam as comunidades ao redor do mundo”.

O Secretário-Geral da FIBA, Patrick Baumann, disse que “é um grande privilégio celebrar uma década de trabalho em parceira com a NBA e com o Basquetebol Sem Fronteiras. Dez anos é uma prova forte do impacto do programa, da qualidade da instrução e orientação proporcionada, tanto dentro como fora da quadra. Desde 2001 nosso objetivo tem sido proporcionar aos jovens de todo o mundo oportunidade e ferramentas para melhorar e demonstrar suas habilidade basquetebolísticas e aprender com alguns dos melhores jogadores e treinadores”.
O ex-jogador Dominique Wilkins liderará o Basquetebol Sem Fronteiras Américas. Acompanharão Wilkens (técnico do Camp) Sam Perkins, allan Houston e Adonal foyle. Dos técnicos da NBA estarão presentes Austin Ainge (Boston Celtics), Kaleb Canales (Portland Trailblazers), Alex English (Toronto Raptors), Alvin Gentry (Phoenix suns) e Phil Weber (New York Knicks). Na área do treinamento físico o Diretor do Camp será Will Sevening (San Antonio Spurs). O Diretor do Camp será o colombiano Gersson Rosas do Houston Rockets.
Foram convocados os 50 melhores jogadores de basquete, menores de 19 anos, representando 16 países da América Latina e do Caribe, selecionados pela NBA, FIBA e pelas federações participantes. As escolhas foram baseadas nas habilidades, liderança e dedicação ao esporte e participarão de treinamentos e palestras instrutivas lideradas pelo staff de jogadores e técnicos da NBA. Os jovens serão divididos em equipes sem preconceito de raça, religião ou nacionalidade para promover amizade e diversidade. Através de iniciativa de NBA Cares, o programa de responsabilidade social da Liga Norte-Americana, jogadores da NBA liderarão, todos os dias, seminários que se focalizam na importância da educação, da liderança, do desenvolvimento do caráter, da saúde e do bem-estar.
“Basquetebol Sem Fronteiras América transformou-se no evento mais esperado por nossos jovens jogadores em todo o continente”, disse Alerto García, Secretário-Geral da FIBA Américas. “Estamos muito satisfeitos por continuar apoiando este tipo de atividade e agradecemos a NBA e a FIBA por dar esta magnífica oportunidade aos futuros grandes jogadores de nosso continente”.
A Nike, aliada de mercado do Programa Basquetebol Sem fronteiras desde 2002, vestirá todos os participantes do camp com calçados e roupas desportivas.
"Durante a última década, o Basquetebol Sem Fronteiras tem ensinado jovens jogadores de basquete em todo o mundo a importância do trabalho duro, dedicação, trabalho em equipe e espírito desportivo. Essas características são fundamentais para ajudar a promover o sucesso desses jovens campistas dentro e fora da quadra, e estamos orgulhosos de trabalhar com a NBA e com a FIBA para promover esses valores e para comemorar o décimo aniversário deste programa como um todo", disse Lynn Merritt, vice-presidente de Marketing Global de Basquetebol Nike.
O Camp acontecerá no Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (CEFAN), sendo que a Nike e Starwood Hotels são os parceiros do mercado do BWB Américas. Já foram realizados 27 Camps, em 16 cidades de 14 países. Mais de 100 jogadores ativos e ex-jogadores da NBA/WNBA uniram-se aos técnicos da NBA para atuar como mentores de 1.500 campistas de mais de 100 países, sendo que 17 jovens do BWB foram jogar na NBA. Os eventos desse ano:
  • BWB Américas: 29/7 a 1º/8, Rio de Janeiro, Brasil;
  • BWB Europa: 8 a 11/8 em Ljubljana, Eslovênia;
  • MWB África: 1º a 4/9, em Joanesburgo, África do Sul.

      
       

Esse ano a Argentina e Brasil terão oito (08) representantes cada. Os atletas brasileiros desse ano serão:
  • Leonardo Roese
  • Henrique Coelho
  • Gustavo Scaglia de Paula
  • Leonardo  Simoes Meindl
  • Lucas Fernandes Mariano
  • Felipe Braga
  • Deryk Ramos
  • Felipe Rech
E os atletas argentinos:
  • Matías Bernardini
  • Martin Massone
  • Gonzalo Torres
  • Lucas González
  • Franco Barroso
  • Luciano Tognon
  • Gabriel Deck
  • Rodrigo Hagg
Querendo saber mais do evento contate Sharon DeLima pelo telefone +1 (212) 407-8170 ou pelo e-mail slima@nba.comNo Brasil fale com Samy Vaisman na MPC Rio Comunicação, +55(21)8672-6284 ou no e-mail mpcrio@mpcriocomunicacao.com.