quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Feliz 2015!

Estamos nesta jornada há anos. Buscamos o melhor e nem sempre acertamos na forma, mas certamente queremos o mesmo basquete vencedor que muitos de nossos leitores. Nem só de problemas vive o nosso basquete e, sendo uma infinitésima parte do mesmo, queremos contribuir com seu crescimento, desenvolvimento e massificação.

Assim, só podemos desejar que 2015 seja um ano cheio de vitórias (e elas nem sempre ocorrem com títulos de campeão), com muita saúde a todas e todos no mundo do basquete. Desejamos, enfim, que seus projetos pessoais e profissionais concretizem-se e alavanquem nosso esporte.

Feliz Ano Novo! Magnífico 2015!



Ass.: Equipe Mais Basquete!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

NBA na televisão aberta: incertezas e preocupações

NBA a marca cobiçada
   Algumas notícias de blogs sobre esporte e basquete me deixaram preocupados nessa semana, muito se fala em uma proposta da Rede Globo em ter os direitos de transmissão dos jogos da NBA. Isso me assusta um pouco, porque?
   Primeiramente, devo ressaltar os aspectos positivos da ação, seria uma oportunidade da NBA ampliar seu mercado no país e do basquete ser ainda mais difundido, o que poderia acarretar em mais praticantes e com o tempo até mesmo mais equipes profissionais. O incentivo ao esporte iria aumentar, atraindo novos investidores e valorizando o mercado.
   Porém, vejo muito mais motivos de medo e incertezas, primeiro, se realmente a Globo conseguir esses direitos de transmissão muitas coisas tem de mudar. A grade de programação (que é a mesma a anos) teria de mudar, mas vamos combinar que a Globo não vai trocar o futebol de quarta a noite pela NBA, não vai parar de exibir uma mini-série, o Programa do Jô nem nada assim para encaixar a NBA. Eles vão transmitir ao menos dois jogos semanais como a ESPN, as séries de Playoffs e TODOS os jogos das finais? Além disso, precisa-se de uma equipe com qualidade (que só a ESPN tem) na NBA, que tem experiência e saiba o que fala, com exceção do Professor Byra Bello ninguém se salva, e assim com uma transmissão sem qualidade não têm audiência. 
   O meu maior medo é que tratem a NBA como o fazem com o UFC, sendo os únicos que tem os direitos de transmissão  e o fazem da pior maneira possível, mostrando as reprises das lutas horas depois de ocorridas e somente cards com brasileiros. Se fizerem o mesmo com a NBA é um crime, tirar de uma emissora com 25 anos de dedicação e experiência e tratar como quiser. Realmente gostaria de ver a NBA na televisão aberta, seria ótimo para aqueles que amam o esporte e não podem ver, seria ótimo para quem paga para ver e melhor ainda para um novo público. Mas acredito que a Globo não seja o lugar o certo, vejo a Bandeirantes e Record como emissoras com espaços (ou pelo menos programas substituíveis) e que poderiam reunir um grupo competente para trabalhar e transmitir os jogos. 
   Sinceramente espero que a NBA fique com a ESPN, que não troque de canal e que se mantenha assim o máximo de tempo possível (ou para sempre). Não vejo pessoas mais competentes e dedicadas que a equipe da ESPN, sou fã do trabalho que realizam e os acompanho desde 2002, por enquanto deixa como está até surgir uma emissora aberta com tanto empenho e dedicação para assumir a NBA. Até lá vamos seguir pagando para ter um serviço de qualidade, é melhor que não pagar e não ter o mesmo serviço.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Segura eles

Melhor equipe da liga
  Nessa temporada uma equipe é a sensação da liga, vem doutrinando no lado oeste e já bateu o recorde da franquia de vitórias seguidas (16) e continua jogando com muita qualidade. 
   O Golden State Warriors dessa temporada vem comum elenco jovem e de qualidade, aliado a alguns jogadores experientes (Andrew Bogut, David Lee, Shaun Livingston, Marreese Speights, Leandrinho), com um técnico novato que já mostra sua qualidade. Steve Kerr está superando todas as expectativas postas sobre ele, conduzindo os Warriors a 21 vitórias e 2 derrotas, a melhor campanha do Oeste. Os Warriors vem de uma sequência de 16 vitórias, que é o novo recorde da franquia, comandado por dois jovens promissores, Stephen Curry que tem médias de 23.7 pontos, 7.7 assistências e 1.8 roubos de bola por jogo, juntamente com Klay Thompson com médias de 21.7 pontos, 3.5 assistências, 42.4% e média dos arremessos de três e 1.3 roubos de bola por jogo. Juntos os jovens armadores combinam para 45.4 pontos por partida, são uma das melhores duplas da NBA em pontuação e aproveitamento, e comandam o ataque da equipe com muitas bolas de três pontos e infiltrações rápidas e precisas.
Dupla que comanda a equipe
   Nas últimas duas temporadas chegou aos Playoffs, indo muito bem, mas acabou pegando adversários difíceis, sendo eliminados em 2012 para os Spurs nas semifinais de conferência e para os Clippers em 2013 na primeira rodada, em um dramático jogo sete. Nesse ano a equipe aparenta um amadurecimento de suas jovens estrelas (Curry e Thompson), e um basquetebol envolvente, de ataque muito bem organizado e uma defesa consistente e compacta, que dificulta as penetrações e marca muito bem todos os arremessos.
   O que podemos esperar dos Warriors? Acredito que sejam os primeiros colocados do oeste e tenham a melhor campanha da liga, com possibilidades de chegar as finais de conferência, mas acho que param por aí. No momento ainda vejo Rockets ou Spurs como campeões do oeste, vamos ver se queimo a língua.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Incomparáveis

   
Lendas não precisam ser comparadas
   Vivemos um momento diferente e de expectativas nessa temporada da NBA, Kobe está a poucos pontos de passar Jordan e tornar-se o 3° maior cestinha da história da NBA. E o que muda?
   Absolutamente nada, para os fãs de Kobe é uma chance de encher a boca e falar que ele tem mais pontos que Jordan, porém os fãs de Jordan rebaterão dizendo que MJ tem uma média de pontos maior (30.1 ppj) e que chegou a 32.292 pontos jogando menos partidas e arremessando menos. É uma discussão totalmente desnecessária e que até pouco tempo eu fazia, sou fã de Jordan e sempre disse que ele era o cara, o melhor de todos, ainda penso assim, mas parei de compará-lo com Kobe, até porque o Black Mamaba é o melhor da sua geração. Vejo da mesma forma que comparar Pelé e Maradona, Pelé para os brasileiros é o rei do futebol, para os argentinos é Maradona, cada um tem o seu favorito.
   A alguns anos atrás Jordan disse sobre as comparações entre ele e Kobe: "Parem de nos comparar, antes faziam isso entre eu e Magic, agora eu e Kobe." Concordo com MJ, ambos são incomparáveis, mesmo que Kobe tenha os mesmo movimentos que Jordan, que passe Jordan nos pontos, que seja o único em um quesito e Joran o único em outro, não há razão para compará-los. O esporte é feito por gerações, antes de Jordan vieram Wilt Chamberlain, Bill Russel, Doctor J, Magic Johnson, Larry Bird, sempre se falando e comparando um com o outro, e agora todos são lendas, todo mundo conhece eles, assim como Jordan e Kobe. Lembro de ouvir muitas vezes a frase: "O novo Jordan", sempre comparando um jovem promissor com MJ, o que era bom e ruim ao mesmo tempo, bom pois o jovem mostrava potencial, aparentava ter um futuro promissor, e ruim pois o mesmo entrava em um mundo de expectativas e cobranças. Quantos "Novos Jordans" não tiveram sucesso?
   Normalmente comparamos atletas e pensamos como seria jogassem na mesma época? Como seria uma partida entre os dois? Quem venceria? A NBA nos propiciou diversas partidas entre Kobe e Jordan, isso vale mais que qualquer comparação, precisamos entender que as gerações passam e o astros mudam, tanto que o astro da geração 2000 é Lebron James. Com o passar dos anos novos astros surgem, novas lendas se criam e essa é a beleza do esporte, a renovação de estrelas que mantém o amor pelo esporte das pessoas em alta.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Voleibol: o maior exemplo!

Durante quase três décadas tivemos o voleibol como o grande exemplo do desenvolvimento do esporte brasileiro. É possível sermos vencedores. Se não temos críticas ao profissionalismo dos técnicos (especialmente dos líderes dos selecionados nacionais, masculino e feminino), do nível de nossos atletas, das alegrias de suas conquistas e da dedicação ao esporte e às causas sociais por ex-jogadoras e ex-jogadores, não temos mais este orgulho com a organização do voleibol brasileiro.

Isto inclui o Sr. Carlos Arthur Nuzman, que vive um momento de ostracismo na mídia, velejando tranquilamente por causa das turbulências que atingiram a nossa maior estatal, mas que é o protagonista do sucesso do voleibol, dos Jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro em 2007 e dos Jogos Olímpicos Rio-2016. Toda essa visibilidade nem sempre é positiva, pois do Pan-2007 temos várias denúncias de corrupção, desvios, obras não entregues a tempo das competições ocorrerem, sucateamento das construções após os jogos e de sua gestão à frente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) é relatada como autoritária e recheada de manobras para afastar aqueles que querem mudanças no comitê.

O fato novo é a denúncia da Controladoria Geral da União (CGU) de que o Sr. Ary Graça e seus comparsas – sim, são uma quadrilha – desviaram milhões dos prêmios dos atletas, estes que sustentaram com suas paixões e dedicação o nível do voleibol. Sim, enganamo-nos ao pensar que era basicamente um sucesso administrativo. O voleibol brasileiro é o que é pela grandeza de seus atletas e formadores. E será eles que irão reerguer, com maior força e qualidade a modalidade – me parece que isto irá além dos resultados, mas com uma administração verdadeiramente transparente da modalidade.


@anabmoser tem razão: o voleibol é maior e, provavelmente, sairá fortalecido de mais este escândalo., deixando a lição de que o sinal de alerta deve ficar aceso em todo o esporte nacional, pois há denúncias comprovadas na natação, no atletismo, nas lutas... Portanto, para nós – educadores físicos, técnicos e atletas de alto nível – cabe a reflexão e o protagonismo de estarmos mais atentos ao que ocorre nos bastidores, pois por trás disso tudo, tem um jovem que sonha, que é iludido com a possibilidade de sucesso que se frustra quando as condições mínimas de formação lhe são negadas pelo simples fato de que o dinheiro do investimento na base virou pó exatamente por causa de pessoas inescrupulosas. Quando você resolver ficar em silêncio, pense bem nisso.

Correndo por fora

   Uma equipe vem bem demais nessa temporada da NBA, jogando pela conferência leste, aparecendo mais uma vez entre os classificados para os Playoffs e com uma sequência de 8 vitórias. Já sabem de quem eu falo?
   Estou falando do Atlanta Hawks que possuí um recorde de 15 vitórias e 6 derrotas, estando em segundo na conferência leste, mas mesmo assim ninguém menciona tal feito. Na quarta-feira chegaram a oitava vitória consecutiva, após baterem os Sixers (saco de pancadas) em casa por 95 a 79. Os Hawks vem se classificando para os Playoffs a sete temporadas consecutivas (2007-2014), e atualmente, mesmo com um elenco que não conta com uma super estrela vem atuando bem e emplacam uma boa sequência de vitórias. Nessas sete aparições consecutivas, foi eliminado quatro vezes ainda na primeira rodada e três vezes perdeu na semifinal de conferência, mas deve-se ressaltar que foram varridos apenas duas vezes, em 2009 pelo Cleveland e 2010 pelo Orlando Magic, ambos na semifinal da conferência.
   No atual elenco que mais se destaca é o excelente pivô Al Horford, o armador Jeff Teague que faz uma boa temporada e o ala, líder em aproveitamento de bolas de três pontos, Kyle Korver. Podemos atribuir a sequência de aparições nos Playoffs a pequena rotatividade de técnicos, em 7 anos foram apenas 3, sendo que Myke Woodson treinou os Hawks de 2004 a 2010, chegando a quatro séries seguidas de Playoffs e perdendo duas vezes nas semifinais de conferência. Algumas coisas temos que ressaltar, primeiro nos últimos anos o lado leste tem mostrado equipes muito mais fracas que do lado oeste, tanto que algumas equipes do leste não teriam se classificado pelo oeste. Segundo, neste ano as equipes mais fortes (teoricamente) vem mal, Bulls em quinto e Cavaliers em quarto, dando espaço para os demais se superarem como Toronto (1°), Hawks (2°) e Wizzards (3°), sendo que dessas, apenas o Toronto se classificaria pelo Oeste e em sétimo lugar. 
   Não estou tirando os méritos dos Hawks, apenas estou mostrando como o caminho no leste é mais "fácil" aos Playoffs. Ainda assim, os Hawks merecem sim reconhecimento pelo ótimo trabalho que estão fazendo, com um elenco limitado e superando as equipes favoritas de sua conferência. 

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Recuperado

   
Na ativa e voando

   Um dos melhores armadores da liga tem jogado muito e provado que está recuperado das lesões que o afastaram da temporada passada, estou falando de Rajon Rondo que ontem anotou um triplo-duplo na vitória dos Celtics sobre o Wizzadrs.
   O armador possuí nesse ano médias de 8.8 pontos, 7.8 rebotes e 11.2 assistências, lidera a liga como o melhor passador, algo que já fez por duas vezes em sua carreira em 2012 (11.7 apj jogo) e 2013 (11.1 apj). Rondo aparenta estar saudável do joelho que lhe causou problemas nas duas temporadas passadas, onde jogou apenas 38 partidas (2012/2013) e 30 partidas (2013/2014). Aliás, essa temporada de 2012/2013 tinha tudo para ser maravilhosa para o armador, ele vinha a perseguição de uma recorde de Magic Johson, o de maior sequencia de jogos com 10 ou mais assistências, Magic possui 46 jogos e Rondo chegou a 37, mas parou por aí pois no jogo contra os Nets foi ejetado após uma briga com Kris Humphries, onde anotou apenas 3 assistências. Além disso, nesse ano estava com a melhor média de pontos da carreira (13.7 ppj) e seria o armador titular no All Star Game, o qual ficou de fora após romper o ligamento anterior cruzado contra o Heat, o deixando de fora de toda temporada.
   A temporada seguinte foi de recuperação, começando a jogar somente em janeiro após um período de treinos com os Maine Red Claws, equipe da D-League vinculada aos Celtics. Rondo estreou no dia 17 de janeiro contra os Lakers, jogando apenas 19 minutos. Nessa temporada Rondo parece estar saudável e lidera a liga em assistências, faz a linha de um armador clássico, com mais assistências do que arremessos, mas mesmo assim é bom em bolas de três, tem uma infiltração quase imparável e muita, mas muita inteligência, sem falar que é excelente defensor e pega vários rebotes. Para quem não leva muita fé no cara só porque ele pontua pouco aqui vai o currículo, Campeão da NBA de 2008, 4 x All Star (2010-2013), 4 x Time de defesa (duas primeiro e duas segundo time), líder em roubos de bola na liga (2010), líder em assistências da liga (2012, 2013), pelos Celtics possuí quatro recordes, maior número de assistências em uma temporada: 794 (2009/2010), maior número de roubos de bola em uma temporada: 189 (2009/2010), maior número de assistências em um jogo de playoffs: 20 (2010/2011), maior média de assistências por jogo durante a temporada regular: 11.7 (2011/2012). 
   Ainda bem que ele está de volta e completamente recuperado, para os amantes do basquete é um grande jogador e que sempre pode-se esperar uma jogada ou passe mirabolante. Vamos ficar de olho nele, que acredito que vai ser o líder em assistências da temporada. 

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

O que há Sixers?

Muita história nas costas de atletas muito jovens
   O que está acontecendo com os Sixers? A alguns anos as coisas não vem bem para os lados da Philadelphia, de uma franquia competitiva no inicio dos anos 2000 para um saco de pancadas.
   Quando que a alguns anos atrás os torcedores dos Sixers, ao invés de torcer por títulos, estaria torcendo por uma vitória para não haver um recorde negativo? Ontem com a vitória fora de casa, graças a Carter-Williams que jogou demais, e anotou 20 pontos, 9 rebotes e 9 assistências, conseguindo um recorde de 1-17, detalhe que quase igualaram o pior começo de temporada da história (Nets 09/10).
   A franquia possuí três títulos da NBA, em 1955 ainda como Syracause Nationals, em 1967 com um time comandado pelo mito Wilt Chamberlain e seu último título em 1983 com Julius Erving e Moses Malone dominando a liga. Depois disso, foram campeões de conferência em 2001 com Iverson e perderam nas finais para os Lakers de Kobe e Shaq. De lá pra cá chegaram aos Playoffs por sete temporadas (2002, 2003, 2005, 2008, 2009, 2011 e 2012), mas sempre caíndo nas primeiras rodadas ou semifinais de conferência, e para piorar a situação, nas últimas três temporadas terminaram em 9° (2013), 14° (2014) e por enquanto estão em último no Leste.
   Não sei o que acontece, provavelmente problemas administrativos, no caso com o cara que monta as equipes e contrata, porque eles obtiveram algumas boas escolhas do Draft, Nerlens Noel, Joel Embiid, Michael Carter-Williams, todos jovens de futuro promissor, mas que ao meu ver, precisam de alguém experiente ao lado para "ensinar" os atalhos da quadra e qualificar o jogo deles. Outro fator importante foram as lesões de Noel ano passado e de Joel Embiid, provavelmente com os dois juntos em quadra a equipe seria mais forte defensivamente e talvez não passasse tanta vergonha.
   É fato que a temporada apenas começou, muita coisa pode acontecer, mas os torcedores dos Sixers ainda tem muito o que sofrer, talvez a longo prazo esses jovens todos tragam bons frutos, mas por enquanto azedou o pudim.
   

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Mito

Mitando na temporada
   Ontem um dos melhores jogadores da história da NBA quebrou mais um recorde, vocês sabem ou tem ideia de quem é? O cara está jogando sozinho e carregando seu time nas costas (na medida do possível) e voltou de uma lesão no tendão de aquiles. Obviamente estou falando do Mito, Kobe Bryant.
   O ala de 36 anos já teve nessa temporada cinco partidas com 30 ou mais pontos, porém na noite passada conseguiu o seu vigésimo triplo-duplo da carreira, e também tornou-se o único atleta da história a chegar a 30.000 pontos e 6.000 assistências. Depois de Jordan ele é o cara, obtendo marcas que nem Jordan conseguiu, se destacando por uma única franquia e comandando o time mesmo em tempos difíceis. 
   Engraçado é o fato de que Kobe quebra recordes contra os Raptors, em 2006 jogando contra a equipe de Toronto em casa, Kobe se tornou o segundo maior pontuador de um jogo de temporada na história da NBA, anotando 81 pontos e ficando atrás apenas de Wilt Chamberlain e seus 100 pontos. Ontem Kobe anotou 31 pontos, 11 rebotes e 12 assistências, atingindo uma marca única já citada acima. Confesso que quando jovem não gostava de Kobe, não gostava de seu jogo (mais pelo fato de compará-lo a Jordan), mas atualmente sou fã do cara e o vejo como o melhor da era pós-Jordan e alguém incomparável. Kobe fez o seu nome na liga e ninguém pode fazer comparações com ele, simplesmente é um cara acima da média e que ainda tem muito o que jogar e conquistar, com certeza vem forte na corrida para MVP dessa temporada. 
   Tomara que Kobe se mantenha saudável e continue com essa temporada maravilhosa, mais recordes estão por vir e ele deve passar Jordan em pontos esse ano. Não percam.

sábado, 29 de novembro de 2014

Encantando o Mundo do Basquete

   
Dominando a NCCA com status de NBA
   Uma equipe de basquete universitária tem dado o que falar, me refiro a excelente equipe de Kentucky. Eles são os líderes da NCAA e na última semana foram comparados a uma equipe da NBA, quando Erci Bledsoe disse que eles poderiam chegar aos Playoffs. 
   Porque disso tudo? Primeiro, lideram a NCAA, segundo possuem um recorde de 13 vitórias e apenas uma derrota, contando os jogos de pré-temporada onde venceram 2 vezes a seleção de Porto Rico. No torneio da NCAA são 8 vitórias, todas com diferença superior a 19 pontos, jogando com um domínio que ainda não tinha presenciado. A equipe é formada por 4 freshmans, 7 sophmores, 2 juniors e 3 seniors, sendo que apenas um atleta é pivô (Dakari Johnson), e esse é o segredo da grande movimentação de bola e qualidade no passe que a equipe apresenta.
   No jogo de terça a noite contra a Universidade de Arlington, parecia uma equipe adulta contra o Sub 15, muito desparelho, tanto que o primeiro tempo foi 55 a 12, e o jogo terminou 98 a 44. Eu procurei e analisei outros jogos de Kentucky e realmente estão em outro nível, , nunca vi nada assim (na NCAA). Uma equipe coesa, que marca bem, têm paciência no ataque e sabe trabalhar a bola.  Possuí como destaque os irmãos Harris, e temos que ressaltar que no começo do ano (Março) foram finalistas da NCAA quando contavam ainda com Julius Randle. Os mesmos foram comparados ao Fab Five (time que dominou a NCAA com Chris Webber, Jalen Rose, Juwan Howard, Jimmy King e Ray Jackson) e que chegou e perdeu duas finais seguidas (1992 e 1993). Voltando a Kentucky, da forma como estão jogando é pouco provável que alguém os vença, será a forma perfeita de um trabalho bem executado e de um basquetebol ousado, arrojado e bem sucedido, sagrando-se campeão da NCAA.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Olho neles

Futuro promissor, dois grandalhões com muitas habilidades e completos para a NBA

   A temporada mal começou e já vou falar em Draft, dois jovens são destaque para a classe de 2015, Jahlil Okafor e Cliff Alexander, ambos jogam na mesma posição e já disputaram boas partidas como adversários, e vem com força para entrar na NBA no próximo ano.
   Começando por Jahlil Okafor, pivô de 2,11 m, nascido em Chicago e ranqueado como a primeira escolha para o Draft, com apenas 18 anos. O jovem atleta possuí uma grande quantidade de prêmios em seu currículo (14), sendo os principais, High School Junior of the year (2013), FIBA Sub 17 Mundial MVP (2012), Campeão da Liga das Escolas Públicas de Chicago (2013), Illinois Mr. Basketball (2014), Atleta do ano (2014), Co-MVP Jordan Brand Classic e Mc Donald's All American, ambos em 2014. O jovem foi escolhido pela Universidade de Duke, para ser treinado por Coach K e evoluir muito mais para um jogador praticamente completo. Jahlil possuí uma grande mobilidade para um pivô, muito rápido e eficiente em transições, braços longos e mãos grandes que facilitam o controle de bola, bom controle do corpo, grande habilidade em conseguir contato, excelente marcador e com grande habilidade em bloquear arremessos, um reboteiro nato, sabe se posicionar e usar o tamanho que tem. Se for bem trabalhado em sua defesa longe da cesta, deslocamentos laterais na defesa e melhorar seu arremesso de média distância, será um dos pivôs que vão dominar a liga, e possuí um estilo de jogo muito parecido com o de Anthony Davis, até o momento é cotado como a primeira escolha de 2015.
   O outro atleta é Cliff Alexander, ala/pivô de 2,03 m, também nascido em Chicago é apontado como a décima escolha (até ano passado, apontado como segundo), é um jovem de 19 anos e atua por Kansas. Assim como Jahlil, Cliff possuí alguns títulos em seu currículo, Atleta do Ano (2014), Co-MVP Jordan Brand Classic, All American (2014) e Campeão da Liga das Escolas Públicas de Chicago (2014). Foi comparado com Jared Sullinger e Amare Stoudemire, precisa melhorar seus arremessos de média distância, possuí uma ótima forma física, porém é baixo para jogar como pivô. Possuí bom controle de bola, excelente bloqueador de arremessos, joga muito bem contra atletas maiores (como Jahlil Okafor, que sempre foi marcado por Alexander), muito ágil, boas movimentações, finalizador embaixo da cesta, muito bom em transição tanto ofensivas, quanto defensivas, protege muito bem a cesta, contesta todos arremessos que marca, reboteiro nato, muito inteligente e um forte finalizador, possí boa mecânica de arremesso, chuta bem de 3 pontos e longa distância, bom aproveitamento em lances livres (raro para sua posição). Acredito que se for bem treinado tem boas chances de ser bom na liga, com certeza será um bom marcador e um ala de força dominante assim com Blake Griffin.
   Escolhi falar sobre os dois pois, ainda no ano passado, vi alguns vídeos dos dois jogando e se enfrentando na liga de basquete de Chicago e que eram cotados para a NBA. Mas o mais interessante, é que ambos são de Chicago e já levam para as ligas (NCAA e NBA) a rivalidade das duas finais que fizeram ainda no High School. Para quem quiser abaixo coloco links sobre ambos: Jahlil Okafor https://www.youtube.com/watch?v=DDD1xLddV_I, Cliff Alexander https://www.youtube.com/watch?v=G9oEvSdm4IU e  a final em que se enfrentaram com quatro prorrogações https://www.youtube.com/watch?v=ZBWnP2GQtNs
   

sábado, 22 de novembro de 2014

Mais de uma década

Uma década de história na liga, Nenê e Varejão os astros do Brasil na NBA

   Ontem foi noite de confronto brazuca na NBA, dois dos brasileiros que estão a mais tempo na liga se enfrentam. Um duelo de pivôs entre Nenê e Varejão, como bom compatriota vou falar um pouco sobre a trajetória dos astros e como conseguiram seu espaço na liga.
   Começando pelo mais antigo na NBA, Nenê que entrou em 2002 como a melhor escolha de um brasileiro na história, foi o sétimo selecionado pelos Knicks e trocado para os Nuggets. Logo em sua primeira temporada o pivô mostrou que tinha potencia, ficou entre os dez melhores da liga em aproveitamento dos arremessos com 51,9% e vindo do banco de reservas, terminando a temporada como titular. Nesse mesmo ano, foi escolhido para o NBA All Rookie First Team. Em 2005 sofreu uma séria lesão no joelho, quando rompeu o ligamento cruzado anterior, entorse do ligamento colateral medial e um rompimento do menisco do joelho direito. Depois em 2008 esteve afastado por um tempo por câncer, quando teve de passar por cirurgia para retirada de um tumor nos testículos, nem preciso dizer que foi recebido com muita euforia em sua volta. Daí para frente só melhoraram as coisas, a temporada de 2011 foi a melhor da carreira em aproveitamento, quando liderou a liga com 62% e no ano de 2008 obteve as melhores marcas em pontos e rebotes com 14.6 e 7.8 respectivamente e desde 2012 atua pelo Wizzards. Até o momento Nenê atuou em 746 partidas, sendo o brasileiro que mais atuou na liga e um dos melhores pivôs de nosso país.
   O outro cara dessa publicação é Varejão, outro pivô que se destaca na NBA e que de tão famoso tem o seu próprio dia durante a temporada, com grandes chances de ter sua camiseta aposentada pela franquia. Varejão vem jogando bem a algumas temporadas, foi o primeiro brasileiro a disputar as finais da NBA, perdendo para os Spurs em 2007. O "Wild Thing" como foi apelidado, começou sua carreira sendo selecionado na 30° posição em 2004, sendo trocado para o Magic por Drew Gooden e Steve Hunter.  Um dos momentos mais marcantes de sua carreira foi contra os Hawks, quando anotou uma bola de três no estouro do cronometro para vencer a partida em 2009 na Quicken Loans Arena. Nessa mesma temporada foi eleito para o NBA All Second Defensive Team após votação, sendo rankiado como o 9° melhor da liga. Infelizmente em sua melhor temporada na NBA, a de 2012/2013 quando possuía médias de 14.1 pontos e 14.4 rebotes, após 25 partidas teve de ficar de fora do restante da temporada por um coagulo sanguíneo no pulmão, ano em que seria com certeza o primeiro brasileiro a participar de um All Star Game. Até o momento Varejão atuou em 605 partidas e é um dos companheiros favoritos de Lebron, isso deve-se a maneira como joga e a vontade de ganhar sempre.
   Os dois brasileiros fazem sucesso na NBA a pouco mais de uma década, e com certeza irão brilhar por mais uns anos, sempre representando muito bem o nosso país na melhor liga de basquete do mundo. Sigo na torcida pelos dois e tomara que eles se encontrem nas finais de conferência do leste ano.
   
   

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

A Bíblia do Basquete

   Para todos nós amantes do esporte da bola laranja, nesse ano foi lançado um livro que pode-se dizer que é a bíblia do basquete. Estou falando de "Onze Anéis: A alma do sucesso", escrito por Phil Jackson, só pelo fato de ser escrito pelo maior vencedor da história podemos imaginar o potencial.
   Pois bem, o livro apresenta como Phil Jackson ganhou seus anéis como atleta, com os Knicks em 1970 e 1973, como foi sua época de atleta e o seu começo como auxiliar técnico, até ser o técnico que foi. Durante o livro nos é apresentado diálogos com astros, como Jordan, Kobe, comentários de seus atletas e muitos detalhes sobre o campeonatos vencidos. Para quem conhece e teve a chance de ler Cestas Sagradas, em seu novo livro Phil traz mais algumas histórias dos Bulls e explica com detalhes o que fez do time de 95/96 o melhor da história da NBA.
   Também apresenta no livro e debate muito, sobre o Triângulo Ofensivo de Tex Winter, explicando o como foi imprescindível para os títulos de todas as equipes que treinou. E outro fato legal, ele apresenta como trabalhou com a cultura indígena americana, com metitação e o zen budismo para ampliar a mente de seus atletas, e pelo que vemos funcionou muito bem. Vou retratar aqui duas passagens que me marcaram, a primeira onde Phil conta que seu melhor jogador no quesito liderança foi Derek Fisher, pois sabia se posicionar perante os colegas e expor sua opinião, sempre ajudando a equipe. O outro fato é quando ele conta como orquestrou os Bulls de 95/96, onde conta sobre as negociações com Dennis Rodman (peça fundamental dos Bulls, que mudou muito maneira da equipe jogar), as demais trocas e sobre o retorno de Jordan após um ano e meio no beisebol.
   Resumindo, o livro é uma aula de história do basquete, passa por períodos de meditação e culturas diversas, apresenta a essência do esporte e ensina como trabalhar a sua liderança, como ser um líder e como trabalhar a liderança com os demais. É uma ótima leitura e extremamente interessante, recomendo.   

domingo, 16 de novembro de 2014

A "maldição" de Rose

Fase de lesões continua
   Antes de mais nada, não tenho opinião formada sobre as forças do oculto (sorte e azar), mas analisando os últimos dois anos de Rose já daria para dizer que o cara é "azarado".
   Como professor de Educação Física não posso me basear nisso, vou tentar discutir aqui o porque isso acontece, e mostrar que Rose é apenas mais um exemplo dos muitos outros jovens atletas que sofrem com lesões constantes. Porque isso acontece? Alguns estudos (Gantus e Assumpção, 2002; Dario, Barquilha e Marques, 2010; Rose, Tadiello e Rose Junior, 2006), apresentam em seus resultados que o excesso de treinamento pode acarretar em lesões, assim como as lesões repetitivas ocorrerem por um tempo inadequado de recuperação. Acontece, muitas vezes, que o membro não lesionado se sobrecarrega e fica mais suscetível a lesões (caso do Rose), outro fator relevante é a quantidade de treinamentos a que são sucedidos os atletas desde muito pequenos, pois um atleta profissional segundo um estudo, deve ter pelo menos 10000 horas de treinamento, algo em torno de 10 anos. Agora pensem, com 16 anos esses jovens já chegam ao auge, ou seja, treinam pesado desde os 6 ou 7 anos, como não iriam se machucar?
   O pior é que agora Rose possuí um corpo e mente sobrecarregados, sempre que retorna de lesão e começa a se reencontrar com seu jogo ele sofre uma lesão. Eu nem imagino o que passa na cabeça de Rose, em seu lugar eu estaria com medo de me lesionar novamente, jogaria sempre me poupando. Mas se ele fizer isso acaba com a equipe, que depende muito dele e os fãs vão pegar no pé, pois pra que um time vai querer um jogador que não dá o máximo? Rose está enfrentando o momento mais difícil de sua carreira, com apenas 26 anos já lesionou os dois joelhos, os dois tornozelos nessa temporada e sua lesão mais recente, no tendão do pé esquerdo, essa nada de muito grave e o armador deve voltar logo. 
   Como torcedor dos Bulls a situação é bem preocupante, pois sem o Rose o time rende menos e as chances de chegar aos Playoffs ficam menores e o caminho mais tortuoso. Mas como "atleta" e pessoa, entendo o drama que passa o astro, torço sinceramente que ele volte bem dessa nova lesão e que possa ter uma carreira repleta de sucesso, e não de lesões. 

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Começo lento

2° escolha e que não rende o esperado
   A atual temporada começou a pouco tempo e dois atletas não rendem o esperado, comparando suas carreiras universitárias e as posições em que foram escolhidos, Andrew Wiggins e Jabari Parker começam a sua escalada na liga em marcha lenta.
   Os jovens sensação da NCAA e cotados como astros, que iriam dominar a liga já em seu primeiro ano e renderiam bons frutos as suas equipes, aparentemente demonstram que vão ter que remar muito até alcançar o alto nível da liga. Tanto Wiggins, quanto Parker, possuem médias baixas em arremessos, passes, rebotes e aproveitamento. Ambos jogadores eram astros em suas equipes da universidade e muito diferenciados dos demais draftados, eram comparados a Lebron e Melo, os quais chegaram a liga jogando muito bem e sem sentir a transição para a mesma.
1° escolha e até então deixando a desejar
   Pois bem, na NCAA Wiggins possuía médias de 17.1 pontos, 5.9 rebotes e 34% de aproveitamento dos arremessos de três. Atualmente detêm médias de 9.2 pontos, 3.5 rebotes e 43% de aproveitamento dos arremessos, em 27.3 minutos por partida. Enquanto isso, Jabari Parker que na universidade possuía médias de 19.1 pontos, 8.7 rebotes e 47% de aproveitamento nos arremessos. Atuando pelos Bucks tem médias de 10.9 pontos, 5.9 rebotes e 41.9% de aproveitamento dos arremessos. Ambos com números bem abaixo do que conseguiam fazer, e infelizmente ainda não se encontraram na NBA.
   Obviamente falamos de dois jogadores que serão craques da liga (assim espero), mas que não superaram as expectativas neles empregadas, terão que provar seu valor e jogar muita bola para isso.

domingo, 9 de novembro de 2014

Semelhantes

   O que os Lakers e os Cavaliers tem em comum? Na história nada, mas o
Muito investimento e pouco rendimento
momento dos Cavs lembra muito os Lakers de 2012.
   Ontem me peguei pensando nessa singela comparação, vocês lembram do alvoroço que os Lakers de 2012 causaram? A história de entregar os anéis pois o campeão voltará? Pois bem, o mesmo está acontecendo com os Cavs, e mais coincidência ainda, em 2012 os Lakers recrutaram Dwight Howard e Steve Nash, para jogar com Kobe e Gasol, onde facilmente iriam dominar a liga. E o que aconteceu? Uma temporada péssima, sem que os astros conseguissem se acertar em quadra, jogando mal e chegando aos Playoffs em sérimo lugar, com 45 vitórias e 37 derrotas, caindo na segunda rodada dos Playoffs por 0-4 para os Spurs.
A chave do sucesso, será?
   Nesse momento da atual temporada os Cavs parecem com esses Lakers, trouxeram Lebron de volta para casa, trocaram a 1° escolha Andrew Wiggins (para mim um grande erro) e Anthony Bennett para trazer Kevin Love, o mais completo ala/pivô em atividade na liga. Para se juntar a Kyre Irving, um dos melhores armadores da liga e Tristan Thopson que vem em crescente. De novo alvoroço, murmurinho dos anéis, e a temporada? Irregular, apenas duas vitórias em cinco jogos, perdendo para equipes fracas (Knicks e Jazz), com Lebron inconsistente, duas partidas de menos de 20 pontos, duas com mais 30 e a última com 22 pontos, sendo o cestinha. A equipe em si joga mal, na sexta feira durante a transmissão do jogo entre Thunder e Grizzlies, Zé Boquinha comentava que isso pode ser em função de Lebron, já que os demais jogadores podem estar tentando mostrar que estão a altura do King e procuram fazer mais do que podem, e acabam assim prejudicando a equipe.
   Sei bem que a temporada apenas começou, mas se continuar como está os Cavs podem se igualar aos Lakers de 2012, chegando mal nos Playoffs e sendo facilmente eliminados, com investimentos pesados e que podem ter mudado o rumo da franquia. Imaginem se Andrew Wiggins se torna um grande astro, domina a liga e leva os Timberwolves a alguns campeonatos, vai ser um sentimento parecido com o dos torcedores dos Hornets com Kobe. 
   Vamos ver o que essa temporada nos reserva e ver se os Cavs se recuperam.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Má fase?

A fase não é boa, mesmo assim Kobe fez 39 pontos ontem
   
   Dois times da NBA, os de maiores tradição por assim dizer, os maiores campeões da liga, passam por um momento péssimo que dura 4 anos e parece não ter fim. O que esta acontecendo com Lakers e Celtics?
   O que estamos vivenciando é um reflexo, talvez, da administração das franquias que não conseguiram manter bons plantéis e isso reflete dentro da quadra. Para duas equipes tradicionais na liga e que a dominaram nos anos 60, 70 e 80, e voltaram a brilhar nos anos 2000 com os Lakers em 2000,2001,2002, 2009 e 2010 e os Celtics em 2008. Depois disso a coisa ficou feia, seus astros ou saíram do time como Kevin Garnet, Paul Pierce e Ray Allen, se lesionaram como Kobe, Nash, Rondo, o que é culminante para resultados adversos e períodos turbulentos. 
Retornando a temporada mas com uma equipe fraca
   O problema é que esse período já dura quatro anos ou mais, as equipes tão vitoriosas tem amargado somente olhar os Playoffs e ter temporadas irregulares com mais derrotas que vitórias ou com poucas vitórias a mais. Tanto que o momento é de recorde negativo, os Lakers enfrentam o seu pior momento da história, começando uma temporada com 0-5, perdendo todos os jogos e com pelo menos três vexames. Para os Celtics não anda tão ruim, mas para bom não serve, são 2 derrotas e 1 vitória em 3 jogos, e como nas temporadas passadas já apresentam uma irregularidade nos jogos, variando de partidas maravilhosas a jogos absurdamente fracos.
   Com esse retrospecto e nesse patamar, o que pode salvar e acabar com esse período? Não podemos dizer quando vai ter fim essa fase, sabemos que algumas coisas ajudam, por exemplo, boas escolhas no draft como Marcus Smart (Celtics) e Julius Randle (Lakers), ambos bons atletas universitários e com um futuro promissor para a NBA, podem ser uma chave para o renascimento das equipes. Infelizmente, Randle está de molho por uma fratura na tíbia, algo em torno de um mês, quem sabe sua volta não melhora os Lakers? A outra alternativa que muitas franquias fizeram (Nets, Bulls, Knicks), é a de montar uma equipe em função de um atleta, mas com consistência suficiente para chegar a Playoffs e ser forte o suficiente para disputar a liga. Essa ação é a de resultado mais imediato, podemos ver isso com os Rockets após a chegada de James Harden para compor o elenco com D12. Parte de ma boa administração e um bom poder de persuasão nas trocas.
   Aparentemente a fase dos Lakers e Celtics não é boa, mas pode melhorar, talvez demore, mas passa.
   

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Dominantes

 
Jogando muito e dominando o garrafão

   A temporada apenas começou mais dois jovens atletas já se destacam em suas posições, ambos pivôs, Anthony Davis e DeMarcus Cousins vem jogando muito e dominando os garrafões por onde passam.
   A temporada apenas começou e ambos atletas já possuem médias de dois dígitos (duplo-duplo), em pontos e rebotes, sendo fundamentais para suas equipes tanto na defesa, quanto no ataque, Davis tem médias de 28.5 pontos e 16 rebotes e Cousins de 23.7 pontos e 12.3 rebotes. Os pivôs vem em uma crescente e constante evolução na liga, cada ano melhorando mais, porém esse ano ambos foram campeões mundiais e foram treinados por Coach K, o que pode explicar essa ascensão.
   Se formos analisar Davis e Cousins jogavam muito bem a alguns anos, e após essa temporada de treinamentos com a seleção ambos ficaram mais rápidos, ágeis e com um melhor posicionamento nos rebotes, sabendo antecipar a bola e protegê-la do adversário. Posso estar equivocado, mas podemos compará-los com o melhor reboteiro da história, Dennis Rodman, e antes que me critiquem eu o considero assim por ser menor que a maioria de seus adversários e conseguir antecipar a bola, tanto que tem a maior média de rebotes da história em uma série de finais. Os jovens pivôs tem muito futuro na liga, Davis vai brigar pelo prêmio de defensor do ano facilmente e Cousins tem tudo para ser o jogador que mais evoluiu, mesmo que ainda faltem 79, 80 partidas, eles realmente são dominantes e vão levar suas franquias longe.

   

sábado, 1 de novembro de 2014

Bate papo com quem sabe

   
Excepcional pessoa e profissional, o professor e comentarista de basquete Byra Bello 
   Tive a sorte de realizar uma entrevista com alguém que sabe muito de basquete, uma lenda viva desse esporte que amo, um profissional exemplar que me deu a oportunidade de responder dúvidas sobre o nosso basquete. Estou falando de Byra Bello, comentarista de basquetebol do canal SporTV, já trabalha com o esporte a quase vinte anos, também foi um atleta e técnico, formado em Educação Física. Ninguém melhor para nos mostrar em que rumo anda o nosso basquete e expor sua opinião acerca do futuro no esporte. Agradeço muito a experiência e a paciência de responder essa entrevista, foi um grande prazer.


Mais Basquete: Fale um pouco sobre a sua carreira.
Byra Bello: Comecei a jogar basquetebol aso 11 anos no Riachuelo Tênis Clube. Depois do falecimento do meu pai em uma partida entre Riachuelo e Tijuca, categoria infanto-juvenil, em 1969, ele era diretor de basquete e eu estava jogando, fui para o Vasco onde joguei até os 33 anos.

Mais Basquete: Como conheceu o basquete e como entrou nesse meio?
Byra Bello: No Vasco fui campeão juvenil, bicampeão Aspirante e sete vezes campeão adulto. A partir de 1980 comecei a trabalhar, e ainda jogava, como técnico das divisões de base do Vasco. Fui campeão como técnico no Vasco na categoria juvenil, e duas vezes campeão no adulto (1987 e 1992). Antes de trabalhar como técnico no Vasco, fui técnico da Agremiação Atlética Universidade Gama Filho. Depois do Vasco passei rapidamente pelo Botafogo e Jequiá. Em 1973 fui aprovado, em 3º lugar, no vestibular em Educação Física para a Universidade Federal do Rio de Janeiro. O meu técnico no Vasco trabalhava na Universidade Gama Filho e ele perguntou se eu tinha disponibilidade para substitui-lo no mês de julho de 1973, eu estava apenas no segundo período da faculdade, em aulas para escolinhas de basquetebol. Aceitei o desafio e quando ele retornou, a instituição se pronunciou dizendo que gostaria que eu permanecesse. O Sr. Olímpio, meu técnico, achou muito legal e trocou todo seu horário para que eu pudesse ficar na parte da tarde, já que a faculdade era pela manhã. Pois bem foi o meu primeiro contato como professor de basquetebol. Apenas um detalhe, em setembro de 2014, fiz 41 anos como professor da Gama Filho, que como o amigo deve saber, foi descredenciada pelo MEC. Assim que me formei fui promovido a professor, antes era instrutor de basquetebol. Fiz concurso e fui aprovado para professor do Município, onde trabalhei com turma durante 20 anos. Ainda como professor do Município fui trabalhar fora de turma, na Secretaria de Esportes, onde mais tarde fui Subsecretário de Esportes do Município do Rio de Janeiro. Em 1985 fui aprovado para professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde trabalho até hoje na Licenciatura e Bacharelado do curso de Educação Física. Em 1995 fui chamado para dar aula, na mesma situação da UFRJ, na Universidade Estácio de Sá, onde leciono até hoje. Em 1995 fui convidado pelo SporTV para comentar jogos de basquetebol. São 19 anos no canal com 5 Olimpíadas e 5 mundiais.

Mais Basquete: Analisando o desempenho no mundial e os investimentos que são feitos no basquete, como achas que será o desempenho da nossa seleção nos Jogos Olímpicos do Rio?
Byra Bello: Creio que o Brasil poderá fazer um bom papel nos Jogos Olímpicos de 2016, na cidade maravilhosa, entretanto terá que jogar muito pois o nível do basquetebol mundial melhorou bastante. Na minha opinião o ouro já tem dono, USA. Os outros países vão disputar a prata. Claro que se os Estados Unidos vierem sem os jogadores da NBA, o caminho ao ouro se torna viável. Agora com os melhores da NBA, como sempre fazem em Jogos Olímpicos, aí nada feito, o ouro já tem dono. Esta análise serve também para o feminino.

Mais Basquete: De que maneira poderíamos fazer o nosso basquete ser altamente competitivo novamente?
Byra Bello: Trabalhando melhor nas categorias de base e facilitando mais o acesso ao basquetebol. Temos que aumentar o número de praticantes. Poucos meninos e meninas procuram o basquetebol. A oferta acessível ao povo é ridícula e temos carência de bons professores. Os nossos técnicos estudam pouco e com isso ficam desatualizados.

Mais Basquete: Acreditas que os americanos são superiores aos demais? Isso se atribui a que?
Byra Bello: Estão a pelo menos 50 anos na nossa frente. Profissionalismo, planejamento, seriedade e comprometimento. Temos no esporte brasileiro um sério problema de gestão.

Mais Basquete: Como avalias a importância da NBA e do Basquetebol Europeu (liga ACB e as demais) para a formação dos jogadores, visto que, nossa seleção tem melhores resultados quando atuam atletas dessas ligas.
Byra Bello: A NBA é uma liga altamente profissional. Digo que a NBA tem 30 equipes/empresas que trabalham para dar lucro. Aquilo não é clube é empresa. Tem dono que investiu e quer, antes de tudo, retorno financeiro. Agora mesmo estão preocupados com as seguidas lesões apresentadas pelas suas estrelas. Diminuir o número de jogos não será legal pois financeiramente vai ser uma medida contra. Então os caras já estão pensando em diminuir o tempo de jogo. Esta semana fizeram um jogo experimental com 4 quartos de 11 minutos. Falam em não ceder mais jogadores da NBA para as competições da FIBA, em virtude da fratura do Paul George, enfim, o investimento é alto e tem que ser administrado com profissionalismo.

Mais Basquete: O NBB conseguiu reerguer o basquete em nosso país?
Byra Bello: Acredito que sim. Internamente o NBB conseguiu resgatar a credibilidade do basquetebol junto a imprensa e parceiros, entretanto ainda falta a nossa seleção voltar ao pódio. Isso é fundamental para o seguimento do basquetebol.

Mais Basquete: A criação e o incentivo de uma Liga Universitária poderia trazer bons frutos?
Byra Bello: Não acredito, pois os jogadores são os mesmos. Nós não temos uma cultura de esporte escolar. O nosso esporte é clubistico. Este trabalho só daria resultado a logo prazo se tivéssemos o esporte na escola. Quem joga nos famigerados torneios universitários são os jogadores que jogam nos clubes. Isso é muito ruim.

Mais Basquete: Deixe um recado para nossos leitores.

Byra Bello: Muito obrigado pela oportunidade de poder me apresentar e contem sempre comigo. O Basquetebol é minha vida. Um forte abraço.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

O primeiro jogo do ano ou playoffs?

Futuros Hall da fama se enfrentam em jogo disputado

   Agora a pouco tivemos a abertura da temporada com uma partida sensacional, nada melhor que começar a temporada com um duelo entre os rivais Mavericks e Spurs, na casa dos atuais campeões. Dia de receber o anel e o troféu, ressaltando nosso compatriota Tiago Splitter, que não jogou por conta de uma lesão na panturrilha, assim como Leonard e Mills.
   Vamos ao jogo, algumas coisas incríveis aconteceram, primeiramente os Spurs se tornaram a primeira franquia a ter uma mulher como assistente técnica, papel executado pela ex-atleta da WNBA, de 16 carreiras, Becky Hammon, eleita em 2011 como uma das 15 melhores da história da liga. Acho que no mínimo ela é boa para o cargo. Bem, o jogo começou morno, com muitos erros no primeiro período em um jogo nervoso, bem físico e pegado, afinal com uma das maiores rivalidades da liga não podia ser diferente. Dallas vinha com muita vontade de carimbar a faixa dos campeões. 
Ellis o destaque do jogo
   O que se pode notar? Pelos Mavericks notou-se uma evolução, com as trocas realizadas a equipe ficou mais forte, ágil e alta, ajudando Dirk a pontuar e defendendo melhor. Com Parsons e Chandler jogando bem, orquestrados por Jameer Nelson inspirado e muito consciente, conseguiram fazer frente aos atuais campeões e dificultar muito o jogo, errando menos que os Spurs. Sem falar no jogo que fez Ellis, com arremessos precisos, anotando 26 pontos, 6 assistências e 4 rebotes e o surpreendente Harris com 17 pontos e 5 assistências.
   Primeiramente que os Spurs movimentam muito bem a bola e em constantes ações, muito parecido com o triangulo ofensivo que Phil Jackson implantou muito bem nos Bulls e Lakers, sempre a procura do melhor arremesso. O jogo foi muito disputado, ponto a ponto com várias alterações no placar, mas nunca uma equipe abriu mais do que dez pontos, o que deixou ainda mais incerto o resultado final. Os Spurs jogaram com muito consciência tática, como de costume, e consolidaram a vitória no último período, com Parker anotando 23 pontos, 3 rebotes e 3 assistências, Ginobili com 20 pontos e 6 assistências, e Duncan com 14 pontos e 13 rebotes. Hoje os Spurs viram como a temporada será longa e dura, e aos torcedores do Mavericks fica o gostinho de sonhar em uma final, já que a equipe nem parece a mesma da última temporada.
   Primeiro jogo e já parecia playoff, isso que me faz amar a NBA!!!

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Amanhã

   
Último dia de espera, amanhã o grande amor de muitos retorna
   Amanhã é o dia para os fãs da NBA, termina a espera e começa a liga de basquete mais famosa do mundo, na noite de amanhã teremos três partidas. Com o retorno da liga voltamos também a torcer por nossos times e claro, queremos saber quem será o campeão, o MVP, jogador de defesa do ano, rookie do ano, sexto homem e o jogador que mais evoluiu.
   Pois bem, vou falar aqui o que acho que vem por aí nessa temporada. Começando pelo campeão, para mim sem dúvida nenhuma serão os Spurs, time coeso que manteve seu elenco e que joga um basquete muito envolvente, difícil de ser marcado e com muita inteligência tática, sempre procurando o melhor arremesso possível. A final será contra a sensação da temporada, os Cavaliers de Lebron, que vem com tudo esse ano, mas por ser a primeira temporada de Love, Irving e Lebron juntos, acho que não vão conseguir se encontrar a tempo de superar os atuais campeões.
   Minha aposta para MVP, se jogar bem após uma pequena lesão é Durant, o ala jogou demais na última temporada e tem evoluído constantemente, será difícil que alguém o alcance. Acho provável uma reedição da última temporada com Lebron e Chris Paul correndo atrás, desses o King é o maior adversário ao trono de Durant.
   Para jogador de defesa não tenho uma opção, acho que dois jovens pivôs irão disputar a cada partida esse posto, são eles Anthony Davis e Andre Drummond. Ambos jovens, rápidos e atléticos, companheiros de seleção e que jogam muito parecido, a diferença é que Drummond é um pouco mais pesado, porém os dois são ótimos em rebotes e são excelentes bloqueadores de arremessos. Não posso dizer quem vai ganhar, para mim os dois correm a frente.
   O novato do ano é a disputa mais parelha, os dois candidatos mais prováveis se enfrentam a um bom tempo, sempre um atrás do outro para ver quem é o melhor. A disputa irá se resumir a Wiggins e Parker, os dois jogam na mesma posição e são jogadores completos, eu gosto mais do estilo de jogo do Wiggins. Porém, na pré-temporada não temos dúvida de que Parker foi superior e acredito que isso irá se repetir na temporada, será muito disputado com certeza, mas Parker leva.
   No prêmio de sexto homem vejo na ponta Dragic, o esloveno vem para mais uma boa temporada e se firma como um ótimo sexto homem. E como atleta que mais evoluiu, se mantiver a regularidade da temporada e as atuações das finais da liga, o MVP mais jovem da história das finais, Kawhi Leonard leva o prêmio com a mão nas costas.
   E você o que acha?

sábado, 25 de outubro de 2014

Fim da linha?

Talvez o fim de carreira de um dos melhores jogadores da história

   Ontem uma notícia me deixou chateado e perplexo, a poucos meses escrevia sobre Steve Nash e sua possível última temporada (http://maisbasquete.blogspot.com.br/2014/08/fechando-um-ciclo.html), retornando após um ano parado por uma lesão nas costas. Pois bem, foi confirmado ontem que Nash está fora da temporada, novamente por lesão no nervo das costas, e agora?
   O armador de 41 anos vinha para a provável última temporada, estava recuperado de lesão, em forma e jogando bem na pré-temporada, mostrando que seria peça chave para os Lakers nessa temporada. Infelizmente a volta dessa lesão pode decretar o fim de uma brilhante carreira, especulasse nos Estados Unidos que Nash irá mesmo aposentar-se, independente de jogar a temporada ou não. Eu me ponho no lugar dele, eu estaria muito desanimado e provavelmente pararia mesmo de jogar, como disse ano passado em um documentário que foi feito sobre sua recuperação: "Sinto que meu corpo está me dizendo para parar". 
   Agora o duas vezes MVP, nono melhor armador de todos os tempos e um dos maiores passadores da história, deverá se aposentar de forma "forçada" e vai entrar para a lista dos melhores jogadores da NBA que não ganharam um anel. Ontem em entrevista Nash disse: "Estar na quadra nesta temporada era minha prioridade, e é desapontante não estar apto para isso. Eu trabalhei muito duro para ficar saudável. Eu vou continuar a apoiar o time durante este período de descanso e focarei na minha saúde a longo prazo". O armador era o jogador mais velho em atividade na liga, viria para sua 19° temporada, agora seu futuro é incerto, mais para um final de carreira triste e frustrante do que para uma recuperação e outra temporada. Como fã da NBA a perda de Nash é lastimável, sinto como se a geração de 90 fosse extinta e com ela o fim de uma era, a que mais acompanhei e para mim a melhor de todas.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Apenas basquete

   
Modalidade cresceu no país e vai com força para as Paralímpiadas

   A um mês atrás aqui em minha cidade ,Pelotas, no interior do Rio Grande do Sul, pude conhecer e entrevistar um profissional que realiza um trabalho excelente com basquetebol. Tiago Frank, professor de Educação Física formado em Caxias, técnico da seleção brasileira de basquetebol em cadeira de rodas sub-21 que falou mais sobre o esporte e as expectativas de futuro para a modalidade.
   O esporte paralímpico em nosso país não era muito divulgado e nem possuía muitos investimentos, porém após uma boa atuação nos Jogos Parpans de 2007 no Rio (com atuação excelente do Brasil) isso mudou um pouco. Os investimentos no esporte paralímpico aumentaram, as oportunidades também, com inúmeros projetos que foram criados e oportunidades de prática para pessoas com deficiência. Nessa lógica espero que algum dia os investimentos se equivalham, para deficientes ou não.
   Mais Basquete: Fale um pouco sobre você e sua profissão.
   Tiago: Professor de Educação física, graduado em licenciatura plena pela Universidade de Caxias do Sul. Especialização em educação especial e treinamento esportivo. Atuo diretamente com pessoas com deficiência, com atividades paradesportivas e de lazer, coordenando um setor específico na Secretaria de Esporte e Lazer em Caxias, além de atuar como Supervisor do CIDEF e técnico de basquete em cadeira de rodas da equipe caxiense e da seleção brasileira sub21.
   Mais Basquete: Gostaria que falasse sobre sua relação com o basquete e como começou a trabalhar com basquetebol em cadeira de rodas.
   Tiago: Minha relação com o basquete iniciou ainda na infância quando comecei a treinar em uma equipe de Caxias do Sul. No decorrer da minha formação acadêmica iniciei em um projeto social chamado "bola é vida" e deste projeto, inicia na implantação de categorias de base junto a UCS. Em 2004, comecei minha carreira em nível estadual, como técnico de equipes de base. No ano de 2009, em função do meu trabalho com basquete, fui convidado a treinar a equipe de basquete em cadeira de rodas do CIDEF.
   Mais Basquete: Você acredita que o esporte paralímpico pode vir a ser tão valorizado quanto o esporte olímpico?
   Tiago: O esporte Paralímpico esta ganhando visibilidade no Brasil. O movimento de esporte para Pessoas com deficiência é recente, bem como os investimentos realizados no setor. Já vislumbramos um espaço que há 20 anos era inexistente, muito por conta de desconhecimento e preconceitos de que pessoas com deficiência não eram capazes (estigma). Acredito sim, que no futuro teremos cada vez mais espaço para o movimento paralímpico, bem como investimentos no setor. O momento é bom em função das Paralimpíadas de 2016.
   Mais Basquete: Vocês conseguem viver apenas do esporte?
   Tiago: Enquanto profissional? Esta pergunta é bastante subjetiva, não entendi o "viver". Sou um profissional de Educação Física que trabalha com esporte paralímpico e é minha fonte atual de renda.
   Mais Basquete: Qual o seu sonho para o basquete em cadeira de rodas?
   Tiago: Atuar como técnico em uma seleção Paralímpica.
   Mais Basquete: . Como funciona a rotina de treinamentos?
   Tiago: Seleção - os treinamentos ocorrem por etapas que antecedem competições. Meu grupo em Caxias treina diariamente.  
   Agradeço ao Tiago pela oportunidade e pelo conhecimento que adquiri com essa rápida entrevista, pessoas como essas que merecem ser reconhecidas e fazem os valores do esporte ser transmitidos e bem ensinados.