quarta-feira, 30 de setembro de 2015

A última temporada de Kobe como Laker

O maior Laker da história na minha opinião

   Os fãs do Los Angeles Lakers puderam acompanhar a supremacia de Kobe nas quadras por 19 anos, incluindo 17 campanhas como All-Star e cinco títulos da NBA. Também vivenciaram seus piores momentos, com seus relacionamentos problemáticos com seus ex-companheiros de equipe a um caso de estupro em 2003. 
   O legado de Kobe (no melhor e no pior) está consolidado. Um sexto anel que ele, reconhecidamente deseja, o colocaria no mesmo nível de Michael Jordan. Mesmo que não chegue a esse marco, ninguém deve pensar que Kobe está muito aquém.
   A temporada 2015/16 marca o fim da extensão contratual de dois anos, por 48,5 milhões de dólares, que com os 25 milhões que está determinado a receber o torna o jogador mais bem pago da liga. A bolada é uma forma de gratidão por todas as realizações de Kobe, como a gestão certamente não teria pensado que um investimento dessa magnitude para um jogador que atuasse abaixo da média, independentemente de quão leais são os Lakers de Bryant.
   O terceiro maior cestinha da história continua a ser visto como o Kobe, aquele campeão, que ganha jogos, mas ainda assim não tem uma decisão clara sobre o seu futuro. Mais uma temporada ou duas no Staple Center não faz muito sentido, mas...
   "Eu não quero jogar por um ano, onde todo mundo sabe que você está se aposentando, e lhe darem a canção da despedida. Eu odeio isso. Quero jogar da maneira que tenho jogado nos últimos 19 anos".- disse Kobe em entrevista no programa Jimmy Kimmel.
   Não seria Kobe, que jogou apenas 41 partidas nas últimas duas temporadas, dizer que esta pendurando os tênis com tanta antecedência. Ele não é o tipo de atleta que se retira após apenas 41 partidas, porque isso lhe tiraria o que é mais importante: ganhar o jogo. Infelizmente, os Lakers provavelmente  não vão fazer muito nessa temporada, com um elenco composto com jovens e veteranos. A equipe terminou com a pior porcentagem de vitórias da história da franquia na última temporada (21-61 = 25%) terminando em penúltimo na ultra competitiva Conferência Oeste. As adições de Roy Hibbert para proteger o garrafão, a 2° escolha do Draft D'Angelo Russell e o sexto homem do ano Lou Williams pode lhes dar mais algumas vitórias, mas ainda assim não será o suficiente para os Playoffs.
   Este é um período de reconstrução para a franquia, que está tentando esculpir uma identidade que em breve será um mundo sem Kobe Bryant. Mais ênfase será dada ao desenvolvimento da defesa dos jovens Russell e Jordan Clarkson, com Kobe fazendo o melhor para orientar o duo e deixá-los na melhor possível para levar o Lakers, depois que o camisa 24 deixá-los. 
   Onde isso colocaria Kobe Bryant? Ele está disposto a ficar em segundo plano e permitir que seus companheiros de equipe assumam mais responsabilidade enquanto ele ainda é capaz de jogar? A história deve sugerir o contrário.
Esse alusivo sexto anel está no fundo do túnel com os Lakers, por tudo que o ala de 37 anos fez com a franquia, ele tem de saber que fez o seu melhor para definir o futuro de sua equipe. Há sempre uma pequena chance de Kobe cortar os laços com os Lakers e tentar uma última investida pelo troféu Larry O'Brien em outro lugar, como o ex-treinador Phil Jackson acredita que ele deve considerar. 
   No dia do Media Day Kobe disse em entrevista: "Um monte de jogadores que ir para outras equipes ou lutar para ganhar um campeonato. Eu sou um Laker cara. Um Laker para o melhor ou pior".
   As cores roxo e dourado correm na veia do jogador, que remete a 1996 quando foi negociado com a equipe. Ele é um ícone da cidade e um dos melhores da história a jogar nos Lakers. Para mim o melhor. Todas as coisas boas devem ter um fim, uma vez que seu contrato acabar, não haverá muita razão para continuar aqui. O que mais há para provar? Vale apena arriscar mais uma lesão? No final desse verão Kobe e Lakers tem que seguir o seu caminho, depois de 20 anos juntos, Kobe pode sair de cabeça erguida sabendo que é parte da história.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Wall vai atrás de Durant na agência livre desse ano

Wall quer Durant no elenco do Wizards para 2016/17

   Kevin Durant não quer que os fãs deem ouvidos aos rumores sobre sua Agência Livre em 2016, mas John Wall não é um fã típico. O armador do Washington Wizards admitiu nesse final de semana que está se preparando para convencer Durant a sair do Oklahoma City Thunder, quando tiver a oportunidade. Enquanto há provavelmente 30 equipes que queriam fazer isso no próximo verão, ou em 2017, Wall pode oferecer a si próprio e Bradley Beal como um núcleo, juntamente com a oportunidade de Durant poder retornar para a sua cidade natal.
   Wall disse a CSN Mid-Atlantic:
   "Vai haver uma oportunidade em que teremos a chance de montar uma proposta pra ele e tentar convencê-lo de voltar para a casa. Mas eu sei de uma coisa, apenas de conhecê-lo, ele vai estar focado em jogar por Oklahoma nessa temporada ... Mas, quando for a hora certa, e ele ficar longe de tudo isso, sim, provavelmente vamos ter algumas conversas e jogaremos juntos".
   O desejo de Wall em jogar com Durant é compreensível, e não é nada novo. Se Durant ai deixar o Thunder, os Wizards podem ser considerados entre os principais pretendentes, dada a sua localização e as jovens peças que tem em quadra. Mas Wall pode acabar decepcionado, juntamente com jogadores de outras 28 equipes. Enquanto isso, Durant tem mantido seu discurso, seu foco imediato é certamente em começar a temporada saudável e confortável depois de três cirurgias em seu pé direito, e também disse que quer permanecer em Oklahoma por um longo tempo.
   A probabilidade de sua saída é pequena, mas se nessa temporada ele não for tão bem com o Thunder, e vendo a possibilidade de voltar para sua cidade natal e jogar lá, há uma esperança para os fãs do Wizards. Mas somente a Agência Livre de 2016 vai sanar as nossas dúvidas.

Heróis do passado: George Gervin

Um dos precursores do arremesso finger roll
   A série Heróis do passado hoje vai contar a história de George "The Iceman" Gervin, um dos melhores alas da história do basquetebol e que fez sucesso no San Antonio Spurs, detentor de vários recordes da franquia.
   Começou jogando basquete na Martin Luther King Jr. High School, onde lutou dentro e fora da quadra até chegar a seu ano como júnior, onde teve um estirão de crescimento e médias de 31 pontos e 20 rebotes, levando a sua escola até as quartas de finais do Campeonato Estadual. Ele recebeu uma bolsa de estudos para jogar por Jerry Tarkanian em Long Beach State, mas teve um choque cultural muito grande e retornou para casa antes do final do primeiro semestre.
   Transferiu-se para East Michigan University, onde teve médias de 29.5 pontos por jogo, como atleta de segundo ano em 1971/72. Em um jogo de semifinais da NCAA em Indiana, Gervin deu um soco em um atleta de Roanoke College. Foi punido e suspenso de toda a temporada seguinte, e posteriormente expulso da equipe. Os convites que havia recebido para treinar com a Seleção Americana com as equipes Olímpica e Panamericana foram retirados.
   Gervin tornou-se profissional e foi jogar por Pontiac (Michigan) Chaparrals da Associação de Basquetebol Leste, onde foi descoberto por Johnny Kerr, um olheiro para o Virginia Squires da ABA. Kerr contratou Gervin por um ano e 40 mil dólares. No entanto, a passagem de Gervin pelos Squire foi curta, a equipe nunca foi estável financeiramente, e eles acabaram sendo obrigados a negociar os seus melhores jogadores para conseguir dinheiro para se manterem ativos. Em quatro meses, trocaram Julius Erving e Swen Nater por dinheiro e/ou escolhas do draft. Durante o All-Star Game da ABA de 1974, muitos rumores especulavam que os Squires estavam negociando Gervin por dinheiro. No dia 30 de janeiro Gervin foi vendido aos Spurs por 228 mil dólares. A ABA tentou vetar a negociação, alegando que a equipe vendia a sua última estrela para não fechar. No entanto, a corte decidiu em favor dos Spurs, e dois anos depois os Squires não existiam mais.
   Com Gervin como a peça central, os Spurs se transformaram de uma equipe essencialmente focada em defender, em uma equipe que jogava em transição com qualidade, treinados por Bob Bass no sistema chamado de "escola do basquete". Embora os Spurs nunca tenham ganho uma série de Playoffs da ABA nos três primeiros anos de Gervin, o aumento na potência ofensiva fez a equipe se tornar muito atraente para a NBA, e os Spurs entraram na liga com fusão ABA/NBA de 1976. 
Ala fez história na liga pelos Spurs
   A primeira vez que Gervin foi o cestinha da liga foi em 1978, quando ganhou de David Thompson por sete centésimos de ponto (27,22 - 27,15), mesmo com um desempenho memorável de Thompson no último jogo da temporada, anotando 73 pontos, mas Gervin manteve sua ligeira vantagem ao marcar 63 pontos (incluindo um recorde da NBA de 33 pontos no segundo período) em uma derrota dos Spurs. Ele passou a liderar a NBA em pontuação por três temporadas (1978/80) e novamente em 1982. Antes de Michael Jordan, Gervin foi o ala com o maior número de títulos de cestinha da NBA. 
   Em 1985 foi negociado para o Chicago Bulls, após perder vários treinos de pré-temporada em meio a possibilidade de ser enviado para o banco por Cotton Fitzsimmons o novo técnico. A última partida do Ice Man foi em 1986 quando Jordan anotou 63 pontos contra o Boston Celtics, nos Playoffs. Gervin teve uma assistência e uma falta.
   Em 1996 Gervin entrou para o Hall da Fama, teve o seu número 44 aposentado pelo San Antonio Spurs e é um dos 50 melhores jogadores de todos os tempos. Se aposentou como o ala que mais tocos deu na história da NBA. Foi 9 x All Star, MVP do All Star Game de 1980, 5 x All NBA Primeiro Time, 4 x Cestinha da NBA, ABA All Rookie Primeiro Time e é membro do ABA Time de Todos os Tempos. Iceman foi um dos melhores alas da história, dominou a posição e era o cara dos Spurs, detentor de todos os recordes da franquia antes de Robinson e Duncan, ele foi o cara que começou a mudar os rumos da franquia texana. Merecia ser lembrado, abaixo um vídeo da fera.

   
   

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Mike Dunleavy fora de 8 a 10 semanas

Peça chave do Bulls ficará fora dos 10 primeiros jogos da temporada

   O Chicago Bulls vai começar a temporada de 2015/16 sem seu arremessador veterano, Myke Dunleavy. O ala irá perder de 8 a 10 semanas após passar por uma cirurgia nas costas. Isso o coloca como elegível lá pelo final de novembro, o que tira o ala dos primeiros 10 jogos da temporada.
   Na sua ausência o Bulls pode colocar em quadra Tony Snell ou Doug McDemortt, ou deslocar Jimmy Butler para a posição de ala e jogar com um sistema com dois armadores. Apesar de ser um veterano de 35 anos, Dunleavy tem contribuído bastante com o Bulls nas últimas duas temporadas, jogando principalmente como uma ameaça nas bolas de três pontos. 
   Em 145 partidas com o BUlls, Dunleavy tem médias de 10.5 pontos, 4.1 rebotes e 2.1 assistências em 30,5 minutos por partida, acertando 39,2% das suas tentativas de três pontos. Dunleavy assinou com o Bulls por mais três anos e 14,4 milhões de dólares nesse verão.
   A sua falta dentro de quadra será sentida no ataque, seus arremessos de três pontos mortais contribuem muito para a ofensiva dos Bulls. Por outro lado, é a chance de vermos o potencial de Snell e McDemortt, ambos jogaram bem na Summer League e tendo mais tempo de jogo podem mostrar suas qualidades.  

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Jabari Parker volta as quadras

2° Escolha do Draft de 2014 volta as quadras

   Se Jabari Parker entra em quadra semana que vem pelo Training Camp  do Milwaukee Bucks, qualquer coisa que o ala fizer será um progresso. A segunda escolha do Draft de 2014 é esperado na quadra no próximo dia 29, quando começam os treinos em Madison.
   Ainda assim, a equipe está cautelosa quanto ao retorno de sua joia que recuperou-se de uma lesão no joelho esquerdo. Não está claro o que Parker pode fazer, ou o quanto de contato ele pode aguentar. Na terça-feira (22) em uma partida de golfe beneficente, Jason Kidd disse: "Nós não vamos apressar a sua volta. Esse é um quadro maior".
   Por tudo isso, Parker parece estar nos planos. Seus colegas tem elogiado sua dedicação. Kidd disse que seu corpo mudou, e que ele tem feito tudo que se esperava dele. A equipe tem se esquivado de perguntas sobre quando, ou se, Parker estaria pronto para a temporada regular. Com um elenco bom e um banco jovem, talvez não precisem se apressar. 
   Antes de romper seu ligamento anterior cruzado do joelho, Parker estava jogando bem, com médias de 12.3 pontos e 5.5 rebotes. Sua temporada se encerrou em dezembro após apenas 25 partidas. Um modelo de cidadão fora da quadra, Parker continua a ser parte importante da equipe que surpreendeu e chegou aos Playoffs ano passado. As expectativas só aumentam
   Parker junto com Giannis Antetokounmpo, são peças vitais na quadra de ataque, junto com Michael Carter-Williams e Khris Middleton na defesa. Os Bucks contrataram o pivô Greg Monroe, que tem médias de 14.3 pontos na carreira, como agente livre e chega para dominar o garrafão. Eles terão a chance de trabalhar juntos pela primeira vez na próxima semana, no centro de treinamento da Universidade de Winsconsin.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Heróis do passado: Elvin Hayes

Um grande nome da Universidade de Houston
   Hoje nossa série vai lembrar a história de um ídolo dos Rockets e Bullets (hoje Wizzards), o pivô e ala/pivô Elvin Hayes, jogador que dominava os garrafões na décadas de 60 e 70, e um dos 50 melhores jogadores de todos os tempos.
   Um jovem introvertido e quieto, Hayes pegou uma bola de basquete pela primeira vez na oitava série, por acidente. Ele foi injustamente acusado de jogar bola na sala de aula, indo parar na sala do diretor, mas um outro professor, reverendo Calvin, viu Hayes e disse que ele era bem vindo na sua turma. Embora o jovem não mostrasse nenhuma inclinação para todos os esportes, Calvin pensou que ele iria se beneficiar por jogar basquete e participar do time da escola. Hayes era tão desajeitado no entanto, que provocava os risos com suas tentativas desajeitadas de arremessar e driblar.
   Mas Hayes estava determinado a melhorar, durante os verões ele praticou por longas horas. Com 1,96 m, era um benchwarmer na equipe oficial júnior em Britton High School, e estava determinado a se tornar um titular. Em seu ano de Senior (1963-64), ele liderou Britton para o Campeonato Estadual com médias de 35 pontos durante a temporada regular. No jogo da final ele anotou 45 pontos e pegou 20 rebotes.
   Sua carreira universitária começou em 1966, na Universidade de Houston, onde Hayes e Don Chaney foram os dois primeiros negros da história. Em 1966 levou os Cougars até as semi-finais da Região Oeste, perdendo para o campeão Oregon State Beavers. Em 1967 levou os Cougars ao Final Four, onde perderam para os futuros campeões UCLA que tinham Lew Alcindor (Kareem Abdul-Jabbar), onde anotou 25 pontos e pegou 24 rebotes. Esse total de rebotes é o segundo maior da história da NCAA. 
   O Big E e os Cougars enfrentaram a UCLA dia 20 de janeiro de 1968, no primeiro jogo universitário televisionado da história. Na frente de 52693 fãs, Hayes anotou 39 pontos e pegou 15 rebotes, limitando Alcindor a apenas 15 pontos, para a vitória de Houston sobre a UCLA. Na revanche do jogo, que foi no Final Four da NCAA, ele foi limitado a apenas 10 pontos e Alcindor e UCLA venceram por 101 a 69. Hayes foi o cestinha da universidade e todas as temporadas (27.2 pontos em 1966, 28.4 pontos em 1967 e 36.8 pontos em 1968. Na sua carreira universitária teve médias de 31 pontos e 17.2 rebotes por jogo.
Como novato já era dominante
   Sua carreira começou na NBA em 1968 quando foi selecionado na primeira escolha pelos San Diego Rockets da NBA e pelo Houston Maverciks da ABA. Em sua temporada de estréia, anotou sua pontuação mais alta da carreira contra o Detroit Pistons, com 54 pontos, liderou a NBA em pontuação com 28.4 pontos e teve médias de 17.1 rebotes, sendo nomeado para o All-Rookie Primeiro Time. Sua média de pontuação é a quinta melhor da história para um novato, e ele continua sendo o último novato a liderar a NBA em pontuação.
   Em sua segunda temporada foi o líder da liga em rebotes, se tornando o primeiro jogador diferente de Bill Russell e Wilt Chamberlain a liderar a categoria desde 1957. Na temporada seguinte obteve a sua melhor média de pontuação, com 28.7 pontos por partida. Em 1971 a franquia mudou-se para Houston, fazendo Big E voltar a jogar onde brilhou como universitário, mas por pouco tempo. Em 1972 foi negociado para o Baltimore Bullets onde formou dupla com Wes Unseld, criando um ataque feroz e dominante. A média de 18.1 rebotes por jogo de Hayes em 1974, é a terceira maior média da NBA de qualquer atleta após a aposentadoria de Wilt Chamberlain. 
Em Washington foi campeão da NBA.
   A dupla Hayes e Unseld levou os Bullets a 3 finais da NBA (1975, 1978 e 1979), sendo campeões em 1978 contra o Seatle SuperSonics. Hayes foi brilhante especialmente nos Playoffs, durante toda a temporada de 1978 ele teve médias de 21.8 pontos e 12.1 rebotes em 21 partidas pelos Playoffs. Em 1981 foi negociado para o Houston Rockets, onde encerrou a sua carreira em 1984. Teve médias de 21 pontos, 12.5 rebotes e 2 tocos por jogo. Encerrou a carreira com 1 título da NBA, 12 x All-Star, 3 x All-NBA Primeiro Time, NBA All-Rookie Primeiro Time de 1969, 1 x Cestinha da NBA, 2 x Líder em rebotes, Líder de todos os tempos do Washington Wizzards em pontuação, Número 11 aposentado pelos Wizzards e número 44 aposentado pela Universidade de Houston. 
  Hayes foi um dos grandes pivôs da liga, um dos 50 melhores jogadores da história e conseguiu médias muito boas na carreira, jogou pelo menos 80 partidas em todas as suas temporadas da liga e conseguiu ser dominante em uma época de muitas estrelas. Merecia ser lembrado.
   
   
   

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Wade para os fãs: "Não questionem minha lealdade"

Lealdade e muito amor, Wade é exemplo 
   Quando tiver tudo acabado, um dia, Dwyane Wade será Hall da Fama como o maior jogador de todos os tempos do Miami Heat. O Heat o selecionou na quinta posição do Draft de 2003 e nunca se arrependeu. Wade foi All-Rookie Primeiro Time, em sua segunda temporada se tornou All-Star e na sua terceira temporada deu ao Heat o seu primeiro título.

   No entanto essa união foi posta a prova nessa temporada, quando Wade tornou-se agente livre. O astro queria o contrato máximo, mas a franquia estava preocupada com a saúde física de sua principal estrela em fase envelhecimento. O clima ficou tenso entre os dois lados e surgiram-se alguns rumores ligando Wade e o Los Angeles Lakers.
   Finalmente encontraram um contrato bom para os dois lados, 20 milhões de dólares por uma temporada. Wade ganhou o máximo e conseguiu uma flexibilidade. O mais importante foi que ele manteve a esperança viva: ser um Hall da Fama do Heat e o melhor jogador da história da franquia.
   Ainda assim, as consequências das negociações levou os fãs a questionarem o vínculo, aparentemente, inquebrável de Wade e Heat. Mas como Wade disse em entrevista a 710 The Ticket, era apenas negócio, seu coração sempre esteve em South Beach.
   " Há um lado de negócios em tudo. Mas o meu coração, e eu independente de onde eu estivesse, estava aqui. Comecei minha carreira aqui e gostaria de terminá-la aqui. Eu vim para cá apenas feliz por estar aqui, apenas querendo deixar essa organização orgulhosa por ter me escolhido na quinta posição".
   Wade também reiterou sua dedicação a Miami depois de ser criticado por vestir uma camiseta do New York Jets em um jogo contra o Miami Dolphins.
   "Eu não sei porque as pessoas na Flórida gostaram de testar a minha fé, na minha crença e meu amor por Miami porque eu vesti uma camiseta para um jogo. Estou nessa comunidade. Tenho feito tudo que pude, do ponto de vista do basquete, para ajudar essa cidade a ser bem sucedida e vou continuar fazendo isso. O coração está lá, o amor esta lá. Não questione minha lealdade, todos vocês. Não questione minha lealdade".
   Dado o fato que o contrato de Wade apenas abrange a temporada 2015/16, uma nova rodada de negociações vai testar a ligação de Wade com Heat. Mas como Wade lembrou aos fãs essa semana, há negócios e há amor, e há muito amor entre Wade e o Heat.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

FIBA: mudança no calendário pode tirar astros das quadras


   Nada de Chris Paul, Austin Rivers, nem mesmo Lester Hudson, a equipe amerciana pode contar com jogadores da D-League para classificar a Copa do Mundo de Basquete de 2019.
   Na última sexta-feira (11) a FIBA anunicou um novo cronograma de qualificação para 2017, que contará com dois  dos quatro torneios de classificação, ocorrendo durante a temporada regular da NBA. Segundo Mark Woods da ESPN, isso foi desenvolvido com cooperação da NBA e da Seleção dos Estados Unidos, segundo Predrag Bogosavlej, diretor de esportes e competições da FIBA. 
   O conflito na agenda ocorrerá em novembro e fevereiro, forçando  equipe dos EUA a levar jogadores da D-League, do basquete internacional ou das universidades, em vez dos astros da NBA. Para a seleção norte-americana, conseguir uma vaga na Copa do Mundo não deve ser muito difícil, mesmo sem suas estrelas. A equipe que disputar o torneio só precisa ficar entre os 7 primeiros colocados nas Américas para garantir a vaga, e a Copa do Mundo ocorre no momento em que os astros da NBA estão em sua off-season. 
   Outras ligas de basquete estão dispostas a parar a temporada no meio para a competição, mas a NBA vai na contramão dessa proposta. Além dos Estados Unidos, equipes como Canadá, Itália, Espanha, França serão afetados com a mudança, já que dispõe de pelo menos três jogadores da NBA em suas seleções.
   Predrag Bogosavlej disse sobre as alterações: "Ao fazer a mudança no sistema, é uma escolha entre ter os melhores jogadores da NBA em nossos torneios finais ou não". Então pra que mudar?

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Lakers vai aos Playoffs diz D'Angelo Russell

Novato sonhando alto para sua primeira temporada

   D'Angelo Russell está confiante que os Lakers vão chegar aos Playoffs, isso é evidente nos passes com salto, nos crossovers, nos arremessos em pull-up e nos pick and rolls. O destaque de Ohio State, cuja combinação de explosão e consistência fizeram dele a 2° escolha do Draft de 2015 e a mais nova estrela dos roxos e dourados, Los Angeles Lakers. Ele teve um começo áspero na NBA, acertando apenas 37,7% dos arremessos de quadra em sua estréia com os Lakers na Summer League, anotando mais turnovers do que assistências durante a estadia em Sin City. Mas isso não impediu o jovem de 19 anos de Louisville, em pensar alto na sua primeira temporada na liga de acordo com Alex Kennedy do Basketball Insiders.
   Enquanto alguns novatos podem duvidar de si mesmos ou sentirem-se sobre pressão extrema, Russell esta confiante e prevê que terá uma temporada monstruosa. Por exemplo, quando perguntado se vencer o prêmio de Novato do Ano é um dos seus objetivos para a próxima temporada, ele respondeu como se a resposta fosse óbvia.
   "É claro. Eu tenho trabalhado todo o verão para me colocar nessa posição".
   Tanto quanto as metas que equipe buscar alcançar, Russell garante essencialmente que os Lakers vão chegar aos Playoffs nessa temporada. 
   "As expectativas são altas. Mas esse plantel do Lakers definitivamente vai ser uma equipe de Playoff".
   Será uma escalada bem alta, já que, para uma equipe como os Lakers que vem de 48-116 nas últimas duas temporadas e chegar entre os oito da Conferência Oeste, que é extremamente competitiva, tanto que o Oklahoma City Thunders ficou de fora com 45 vitórias da pós-temporada passada. Isso é essencialmente verdadeiro se considerarmos que, duas equipes que fizeram os Playoffs ano passado estão um passo atrás (Dallas Mavericks rejeitado por DeAndre Jordan e Portland Trail Blazers em reconstrução), o Thunder terá de volta "o melhor jogador do mundo" (como se intitulou Kevin Durant), Utah Jazz tem objetivos de dar um passo a frente depois de um bom final de temporada e o Phoenix Suns pode ostentar um esquadrão mais forte, desde que resolva os problemas de seu ala/pivô titular.
   Não podemos falar em colocar uma ou duas peças novas no elenco e impulsionar a equipe para o topo da tabela, os Lakers na temporada passada ficou em 23° das 30 equipes da liga em eficiência ofensiva e tinham a segunda pior defesa da liga. Muita coisa precisa melhorar em um curto espaço de tempo, para fazer os Lakers sair da parte de baixo da tabela e tornarem-se um contender dos Playoffs. Dessa forma, os Lakers procuram melhorar as coisas, e voltar a ser uma equipe competitiva. A chegada de Roy Hibbert, que foi muito difamado em seus últimos dias com os Pacers, deve fornecer uma base sólida para a defesa e uma organização, capaz de apagar os erros cometidos pela defesa do perímetro aberta, e dificultar a chegada até a cesta. O novato Russell, segundo anista Jordan Clarkson e o veterano da Euroliga Macelinho Huertas, oferecem uma mistura intrigante de talento para criação de jogadas. 
   Não existem muitas vagas sobre o perímetro, com a volta do saudável Kobe Bryant, juntamente com Nick Young e o Sexto Homem do Ano, Lou Williams. A excitação para ver na quadra Julius Randle, a escolha de 2014 no Draft que fraturou a perna em seu primeiro jogo como profissional, deve compartilhar a posição com o veterano Brando Bass, e Ryan Kelly supostamente um cara que abre espaços na quadra e o novato Larry Nance Jr. Os Lakers de 2015/16, no papel, parecem uma equipe melhor, mais intensa e talentosa que no ano passado. E Russell não é o único alardeando que os Lakers podem chegar aos Playoffs.
   KUPCHAK: "É um pouco cedo, mas eu diria que sim. Digo isso analisando os elencos do Oeste. Tanta coisa aconteceu nos últimos três ou quatro jogos. Eu estive mais preocupado com a nossa equipe. Eu quero ver quem está melhorando e quem não melhorou, o tipo de projeto e dizer: 'Quem vai estar no TOP 8?' Eu não vejo porque não lutar por uma vaga nos Playoffs, mas nossos jovens tem de evoluir durante os anos e temos de permanecer saudáveis".
   KOBE: "É claro que pode. Com certeza. Nós temos jogadores talentosos em suas respectivas posições. Temos alguns jogadores realmente jovens. Como exatamente as peças do quebra-cabeça se encaixam? Realmente não sabemos. Nós vamos juntos para o acampamento de treinamento e tentamos juntar tudo juntos, como qualquer equipe faz. Temos que descobrir quais são os nossos pontos fortes, e quais são as nossas fraquezas. E toda vez que entramos na quadra tentamos esconder nossas fraquezas e intensificar nossos pontos fortes".
   Podemos notar que todos nos Lakers estão confiantes, Russell como novato está transbordando confiança, mas mesmo ponderado, Kobe e Kupchak acreditam na equipe. Eu torço para que eles voltem a elite do basquete, por toda a tradição que têm em seu passado vitorioso, mas não acho que será nessa temporada ainda. 

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Tokoto assina com os Sixers

Mais um jovem na Philadelphia, será que vai dar certo?

   Tokoto que foi a 58° escolha do Draft de 2015, vindo de North Carolina concordou com um contrato não-garantido de $525.000, abrindo caminho para que possivelmente se torne agente livre restrito em 2016. O Sixers teriam de fazer uma oferta melhor ou correspondente, ou arriscar perde-lo como agente livre irrestrito.
   Para Tokoto essa temporada será a oportunidade de mostrar aos Sixers que ele tem condições para permanecer na NBA, e potencialmente aumentar o seu salário significativamente para o segundo ano.  Tokoto, que tem 21 anos, jogou a Summer League pelos Sixers em Las Vegas e Utah. Tokoto foi eleito para o Primeiro Time de Defesa da ACC, tornou-se elegível para o Draft antes de seu último ano na universidade.
   Na sua última temporada com North Carolina teve médias de 8.3 pontos e 4.3 assistências. É um jogador que sabe defender, com maestria, mas que tem de melhorar seu arremesso que é ainda inconsistente. Jogador rápido e atlético, pode ser um bom nome no grupo dos Sixers que é composto de muitos jovens atletas.

domingo, 13 de setembro de 2015

Em memória de Moses Malone

Direto do ensino médio para ABA
   Hoje na nossa série, o homenageado é um dos grandes jogadores da história da NBA, ídolo do Philadelphia 76ers e do Houston Rockets, o ala/pivô e pivô, Moses Malone, destaque da conquista da NBA de 1983.
   Depois de concluir o ensino médio em Petersburg, Malone assinou uma carta de intenção para jogar em Maryland, mas foi selecionado pelo Utah Stars da ABA, tornando-se um dos primeiros atletas da história a ir direto do ensino médio para o basquete profissional. A carreira de Malone começou no Utah Stars e na temporada seguinte foi para o St. Louis Spirits, nas duas temporadas na liga teve médias de 17.2 pontos e 12.9 rebotes, depois disso ABA e NBA se fundiram.
   Os direitos de Malone tinham sido previamente dados para o New Orleans Jazz, mas a NBA permitiu que o jogador fosse colocado na seleção do draft em troca de uma primeira escolha de 1977. Malone então foi selecionado pelo Portland Trail Blazers, na 5° posição, mesmo impressionando na pré-temporada, o pivô foi negociado para o Buffalo Braves, já que o Portland tinha problemas salariais devido ao número de atletas e dispensou Malone. Depois de atuar por duas partidas foi novamente negociado, sendo enviado para o Houston Rockets por duas escolhas de primeira rodada. Em Houston se estabeleceu como um dos melhores reboteiros da liga, principalmente ofensivamente, tendo médias de 13.2 pontos e 13.1 rebotes, ficando atrás apenas de Bill Walton e Kareem Abdul-Jabba, estabelecendo um novo recorde de rebotes ofensivos em uma temporada com 437 (marca que ele mesmo bateu dois anos depois). Ainda nessa temporada, obteve médias de 18.8 pontos e 16.9 rebotes em 12 partidas dos Playoffs e de quebra estabeleceu o recorde de rebotes ofensivos em uma partida de playoff com 15.
   Em sua segunda temporada jogou  69 partidas, e ainda assim foi líder da liga em rebotes ofensivos e segundo da NBA em rebotes. As duas temporadas seguintes foram marcantes, na terceira temporada foi o terceiro cestinha da equipe com 19.4 pontos por jogo e seu primeiro dos doze All-Stars consecutivos. A quarta temporada, que seria a primeira se tivesse sido universitário, foi uma das melhores de sua carreira, com apenas 23 anos foi eleito o MVP com médias de 24.8 pontos e 17.6 rebotes, quebrando o recorde de rebotes ofensivos da liga com 587. Foi All-NBA First Team e All-NBA Defensive Second Team, pegando 37 rebotes em uma partida e nos playoffs em duas partidas anotando 49 pontos e 41 rebotes. Ainda pelos Rockets chegou a duas finais da NBA, e infelizmente foi derrotado pelo Boston Celtics de Larry Bird.
Seu único título veio em 1983
   Quando era agente livre, Malone se permitiu explorar novos ares já que os Rockets estavam em reconstrução, assim, assinou um contrato com o Philadelphia 76ers. O Sixers então inclupia ao seu plantel o MVP de 1982 (Malone), a Doctor J., Andrew Toney, Murice Cheeks e Bobby Jones. O que acabou por selar um título da NBA e um MVP para Malone, tornando-se o único jogador da história a ser MVP de forma consecutiva por equipes diferentes. Os Sixers perderam apenas um jogo na pós-temporada, varrendo os Lakers na final de 1983, com Malone tendo médias de 26 pontos e 15.8 rebotes, sendo o MVP das finais. Nesse mesmo ano começou a ser o tutor de um jovem nigeriano, Hakeem Olajuwon, futuro astro dos Rockets. Na temporada seguinte, 1983/84, Malone jogou 71 partidas, ficando fora de alguns jogos por uma lesão no tornozelo, nesse mesmo ano tornou-se o primeiro jogador da história da NBA a liderar a liga em rebotes por cinco temporadas consecutivas.
   Depois dos Sixers passou pelo Washington Bullets, depois foi para o Atlanta Hawks onde se tornou o líder de todos os tempos da NBA em lances-livres convertidos, depois foi jogar no Milwaukee Bucks, passou uma temporada quase sem jogar por uma cirurgia que fez nas costas e retornou aos Sixers na temporada de 1992/93, sendo assim, nessa temporada era o único jogador ativo remanescente da ABA. Sua última temporada foi em 1994, pelo San Antonio Spurs, atuando como reserva de David Robinson, em seu último jogo acertou uma bola de três no estouro do cronometro do garrafão da sua quadra, a exatos 24,4 metros de distância, atuou por 17 partidas entre novembro e dezembro.
Mito dos Rockets tem seu numero aposentado
   Encerrou a carreira com um título da NBA, 1x MVP das finais, 3x MVP da NBA, 12x NBA All-Star, 2x ABA All-Star, 4x All-NBA First Team, 4x All-NBA Second Team, 1x All Defensive First Team, 6x líder em rebotes, ABA All Time Team e um dos 50 melhores jogadores de todos os tempos. Teve o número 24 aposentado pelo Houston Rockets, aposentou-se com médias de 20.6 pontos, 12.2 rebotes e 1.4 assistências, membro do Hall da fama do basquete. 
   Obviamente um dos melhores reboteiros da história, ajudo Hakeem Olajuwon e Shawn Bradley a melhorarem seu jogo e foi um monstro na liga, ninguém conseguiu pegar mais rebotes no ata que do que Malone, e isso o torna um mito.
   Abaixo um vídeo com os lances da carreira do astro:

TOP 5 Jogadores overrated da história

Foi um monstro, mas poderia ter sido mais

   Uma lista bem polêmica, mas esses cinco jogadores poderiam ter sido mais do que foram, isso os tornou overrated. Esses cinco jogadores tinham tudo para serem ainda melhor, jogar mais e ser mais do que lendas, ser quem sabe os melhores da história em suas posições.
   Antes que queiram me crucificar, faço essa lista baseado em outras e ainda assim com um certo peso na consciência, mas sabendo que esses caras poderiam ser mais do que foram, isso sim.
   5- Vince Carter: Vinsanity dominou a NBA como um furacão quando chegou ao Toronto Raptors e o colocou no mapa da liga. Sua popularidade sempre supera seu jogo. O seu desempenho no campeonato de enterradas de 2000 sempre será um dos feitos mais impressionantes em uma quadra de basquete, mas isso não conta como vitórias. Carter teve alguns grandes números, mas sua carreira nunca chegou ao seu potencial, principalmente por conta de sua atitude. Ele nunca teve o necessário para alcançar seus pares como Kobe. Rotineiramente desaparecia por longos períodos durante os jogos, apenas se apoiando em sua capacidade atlética. Nunca conseguiu liderar uma equipe como um contender de playoff bem sucedida, nem mesmo na Conferência Leste, que era mais fraca. Ele tinha talento para ser um dos grandes nomes da liga, mas em vez disso ele virou um high-flyer.
   4- Reggie Miller: Um jogador muito bom e um excelente arremessador, mas um jogador em que seu legado é mais lembrado porque uma vez ele fez um sinal de estrangulamento para Spikee Lee sentado ao lado da quadra. Ele nunca foi um cestinha dominante, teve médias de cerca de 18 pontos por jogo na carreira. Fez muito pouco além de arremessar para ajudar suas equipes, era fraco como reboteiro, defensor e criador de jogadas. Sua pontuação era baseada em outros jogadores percebendo-o livre. Seu legado foi forjado por ser um dos jogadores mais clutchs de todos os tempos, mas isso só funciona nas primeiras rodadas dos Playoffs, e ele nunca levou seu time além disso em sua carreira.
   3- Patrick Ewing: Assim como os outros jogadores dessa lista, foi um grande jogador, mas poderia ter sido melhor. O efeito de Nova Iorque, Madison Square Garden pesou muito para Ewing, um jogador muito talentoso que foi colocado em um pedestal pelos fãs dos Knicks que esperam por uma equipe boa novamente. Ewing jogava mais quando lhe importava, em momentos clutch e nos Playoffs. Sua incapacidade de fazer sua equipe um verdadeiro contender, que é o que os grandes jogadores fazem, o coloca atrás do jogador que ele poderia relamente ter sido. Apesar de seu tamanho, Ewing tem a maioria de seus pontos da carreira anotados em arremessos de média distância e nunca foi a presença dominante no garrafão que deveria ter sido. Ewing foi um grande jogador, mas quando falamos dos grandes pivôs da NBA ...
   2- Allen Iverson: É difícil dizer, mas olhando para trás não podemos deixar passar o volume de arremessos de Iverson. Sua eficiência foi sempre abaixo da média, isso fez os ataques de sua equipe encontrarem um bom ritmo para pontuar. Iverson estava sempre propenso a turnovers, jogando sempre perto de um cinco em muitos anos e arremessava muitas bolas de três para um jogador que não passava da marca dos 30% de aproveitamento nesse quesito. Ainda assim, suas equipes tiveram algum sucesso, os 76ers montaram equipes ao redor de Iverson, com muitos jogadores defensivos na essência para poder cobrir os seus erros, enquanto o ataque, com Iverson, sempre foi ele a única opção ofensiva. Contra os Lakers nas Finais ficou claro que sua pontuação nunca ia ganhar o campeonato. Iverson sempre foi um dos jogadores mais divertidos de se ver na sua geração, mas por seu estilo e dribles era um jogador que nunca ganharia um anel.
   1- Wilt Chamberlain: Os números por excelência não são tudo. Olhando seus números agora parece piada, como alguém consegue ter médias de 50 pontos em uma temporada? Mas ele jogou em uma época onde sua capacidade atlética e tamanho eram inigualáveis, então ele foi dominante. Era difícil pará-lo, mas ele foi muitas vezes marcado por caras com 15 cm e 31 kg a menos. As estatísticas de seu tempo também são confusas para se analisar, por exemplo, nos anos 60 tínhamos 70 rebotes por jogo, em comparação com 40 de agora, significa que teve muito mais oportunidades de acumular estatísticas, e o mesmo vale para pontuação. Ele era famoso também por ser um mau companheiro de equipe, colocando as suas estatísticas à frente da vitória e nunca se tornou o defensor dominante que deveria ter sido. Suas equipes nunca tiveram sucesso até que ele parasse de arremessar 50 bolas por jogo. Hoje em dia criticamos Kobe, Lebron, Westbrook quando arremessam 30 bolas, mas Chamberlain faria isso em dois períodos. Ele ainda é um grande jogador, mas com seus números deveria ser o melhor, não apenas ótimo.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Top 10 jogadores underrated

Dominique Wilkins um dos melhores jogadores da história

   Michael Jordan, Magic Johnson e Wilt Chamberlain tiveram todas as honras, mas aqui vai uma lista com dez jogadores que nunca receberam o devido respeito.
   10- Chris Mullin: Mullin, atualmente técnico de St. John's, teve uma carreira produtiva com o Golden State Warriors e Indiana Pacers. Ganhou duas medalhas olímpicas em 1984 e 1992, e foi cinco vezes All-Star. Além disso, teve médias de pelo menos 25 pontos por jogo em cinco temporadas consecutivas. Se aposentou em 2001 e ainda espera para ser introduzido no Hall da Fama.
   9- Mark Price: Price é o líder de todos os tempos da NBA em percentual de arremesso dos lances-livres (90,4%), foi o líder de assistências e roubos de bola dos Cavaliers até Lebron passá-lo. Foi quatro vezes All-Star e era mortal arremessando do perímetro. Se você perguntar a um novo fã de NBA quem foi Mark Price, vão dizer: "Mark quem?"
   8- Kevin Johnson: K.J ganhou o prêmio de Jogador que mais evoluiu em 1989 e foi nomeado para algum All NBA Time cinco vezes. Ganhou o Mundial de Basquete com o Dream Team II e foi três vezes All-Star. Normalmente quando se falam nos melhores armadores da história, o nome de Johnson nem é lembrado.
   7- Adrian Dantley: Dantley foi uma máquina de pontuação. Ele foi o cestinha da liga duas vezes e teve médias de 30 ou mais pontos por jogo em quatro temporadas consecutivas. Terminou sua carreira com uma média de 24.3 pontos por jogo, surpreendentemente levou 16 anos para ser eleito para o Hall da Fama.
   6- Mitch Richmond: The Rock foi seis vezes All-Star e três vezes All-NBA Segundo Time. Michael Jordan o considera o melhor jogador que já o marcou na história. Richmond foi extremamente subestimado porque jogou vários anos com equipes fracas do Sacramento Kings. 
   5- Alex English: Foi oito vezes All-Star e é o 17° maior cestinha da história da NBA. Foi o primeiro jogador a marcar 2000 pontos em 8 temporadas consecutivas. English não era um jogador tão chamativo como muitas estrelas da NBA.
   4- Joe Dumars: Juntou-se a Isiah Thomas em uma defesa cheia de estrelas, ajudando os Pistons a ganhar os títulos da NBA de 1989 e 1990. Foi quatro vezes do Primeiro Time de Defesa e foi o MVP das finais de 1989. Mas Dumars foi sempre muito ofuscado por Isiah Thomas.
   3- Dennis Rodman: The Worm ganhou cinco títulos da NBA: dois com os Pistons e três com os Bulls. Foi nomeado duas vezes como o Melhor Jogador Defensivo da liga e para o Primeiro Time de Defesa sete vezes. Com uma média de rebotes na carreira absurda (13.3 rebotes por jogo), Rodman foi muito desvalorizado, prova disso são suas convocações para All-Star, apenas duas.
   2- Scottie Pippen: Pippen ajudou a liderar o Chicago Bulls a seis campeonatos na década de 1990 e foi eleito para o Primeiro Time de Defesa oito vezes. Foi eleito um dos 50 melhores jogadores de todos os tempos e foi bi-campeão olímpico em 1992 e 1996. Muitos criticam Pippen pelo fato de não vencer nenhum título sem Jordan, mas quantos títulos Jordan venceu sem Pippen? Nenhum.
   1- Dominique Wilkins: The Human Highlight Film, ele não é apenas o jogador mais subestimado da NBA, mas provavelmente de todos os esportes. Por alguma razão não fez parte do Dream Team original e não estava na lista dos 50 melhores de todos os tempos. Wilkins teve média de pelo menos 25 pontos em dez temporadas consecutivas, e de 30 ou mais pontos duas vezes. Não vencer nenhum campeonato pode ter feito ele não ser tão popular. 
   Algumas vezes o esporte pode ofuscar o brilho do atleta, e até mesmo subestimar seus talentos, os jogadores underrated como são conhecidos, são estrelas que foram ofuscadas, ou por outros companheiros ou outros fatores. Mas sempre foram estrelas e serem serão lembrados.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Os 10 melhores jogadores não draftados da história

Big Ben, fez história na liga

   Imagine que você tenha propensão para o basquete. Suponha que com seu talento cru, perseverança obstinada e apenas o trabalho puro e duro, floresce em uma universidade como um excelente jogador. Imagine-se como um jogador da NBA nos moldes, de talvez, Ben Wallace ou Bruce Bowen, Avery Johnson.Você se inscreveria para o Draft?
   Embora Wallace, Bowen e Johson tenham tido carreiras de sucesso, eles compartilham uma característica incomum: eles não foram selecionados no Draft. Todos eles lutaram contra o emaranhado de obstáculos da NBA como agentes livres.
   A situação de jogadores como esses ressoa alto e profundamente, ainda mais com a ascensão de Jeremy Lin nos Kincks, para o auge do conhecimento público. O filho de dois engenheiros de Taiwan, subiu da obscuridade da D-League para ser o rei de New York, liderando o Knicks a cinco vitórias consecutivas com médias de quase 27 pontos. Mas Lin também não foi draftado, depois de se formar em economia em Harvard, universidade que formou mais presidentes norte-americanos do que jogadores da NBA. Mas se o futuro de Lin é político ele pode esperar, por enquanto ele é um dos melhores jogadores não draftados da história.
   10- Darrell Armstrong: Ele cresceu com o sonho de jogar na NFL. Ele era um punter e parte do tempo recebedor no ensino médio e não jogou basquete até o seu último ano. Armstrong participou da Division II Fayetteville State, onde entrou para a equipe de futebol como kicker e ainda detém o recorde da escola para field goal mais longo. Mas o técnico de basquete Jeff Capel viu potencial em Armstrong e conseguiu fazê-lo começar a se concentrar na quadra e não no campo. Após a faculdade atuou por jogou por diversas ligas amadoras e teve uma breve passagem no exterior. Sua grande chance veio quando o gerente geral do Orlando Magic, John Gabriel, ficou impressionado com Armstrong jogando "apenas para se manter ativo" em uma partida da USBL. Pouco depois assinou um contrato de 10 dias com o Magic. Demorou algumas temporadas para Armstrong ser titular, mas quando conseguiu teve impacto imediato sobre a equipe. Ele era conhecido por jogar em alta velocidade todo o jogo, e para manter esse ritmo ele tomava uma xícara de café com sete cubos de açúcar antes do jogo e durante o intervalo também. Ele foi o Sexto Homem do Ano e o Jogador que mais evoluiu em 1999, em seguida se tornou titular para as próximas três temporadas.
   9- Udonis Haslem: Ele foi um dos primeiros jogadores anunciados por Billy Donovan ao chegar a Flórida. Haslem jogou com Steve Blake para vencer campeonatos estaduais com a Miami High School em 1997 e 1998, em seguida, formou dupla com Mike Miller e liderou o Flórida Gators a sua primeira aparição em um jogo final da NCAA em 2000. Miller foi selecionado na 5° posição do Draft pelo Magic, e Haslem preferiu ficar todos os quatro anos com os Gators, o que fez suas perspectivas de seleção caírem consideravelmente. Ele engordou até 136,08 Kg. Pequeno, com excesso de peso e lento, não era exatamente o que a NBA procurava, e não foi surpresa não ser selecionado no Draft de 2002. Haslem foi para França jogar como profissional e se dedicou, perdeu 31 kg, quando parou de comer doces e algumas carnes. A sua dieta o levou de volta para South Beach, onde ganhou um lugar no time de sua cidade natal o Miami Heat. Sua resistência e habilidade com rebotes, bem como um jogo ofensivo melhorado, ajudaram o Heat a conquistar o título de 2006. Sua lealdade ao Heat e ao técnico Spoelstra (que ajudou a ressuscitar a sua carreira) nunca foi tão evidente quanto em 2010, quando deixou de ganhar mais dinheiro em outras equipes para seguir com o Miami.
   8- Raja Bell: Enquanto jogador da Universidade de Boston, foi nomeado o calouro do ano da Conferência Leste Americana. Mas a sua relação conturbada com o técnico Dennis Wolff fez com que fosse jogar perto de casa, atuando pela Universidade Internacional da Flórida. Ele levou os Golden Panthers a sua primeira e única aparição no torneio da NCAA em 1995, perdendo para os eventuais campeões UCLA Bruins. Bell trabalhou duro na Liga de Basquetebol dos Estados Unidos, Liga de Basquetebol Internacional e até mesmo um curto período na NBA antes de assinar com os 76ers em abril de 2001. Alguns meses depois enfrentava Kobe Bryant nas finais da NBA. Foi na defesa onde Bell começou a deixar marcas, sendo eleito duas vezes para o All NBA Time de Defesa e tinha normalmente a tarefa de marcar os melhores arremessadores da liga. Ficou conhecido como um dos melhores defensores um contra um e um versátil jogador no ataque, com um arremesso regular.
   7- Jose Calderon: Ricky Rubio é um jovem "fenômeno" que chama a atenção, mas não é o único armador espanhol fazendo impacto na NBA. Há anos que outro armador espanhol, Calderon, tem sido um dos líderes da NBA em assistências e na relação assistência/turnover. Joga para a equipe nacional desde 2002, foi capitão da equipe olímpica de 2004 e da equipe campeã mundial de 2006. Jogou seis temporadas na Liga Espanhola, pelo TAU Ceramica, e suas atuações na equipe e seleção chamaram a atenção de Bob Babcock, GM dos Raptors que contratou Calderon no verão de 2005. Como novato (2005/06) terminou em terceiro entre os estreantes em assistências, provando que poderia ser tão eficaz quanto era na Espanha. Em 2007/08 seus minutos e produção aumentaram, chegando a 8.3 assistências por jogo, levando os Raptors para os Palyoffs. Foi o líder dos Raptors em assistências na carreira.
   6- Avery Johnson: Passou toda carreira como uma dúvida. No Ensino Médio amargurava o banco até o armador titular ser suspenso durante a pós-temporada, em seu último ano. Assumindo a titularidade liderou a St. Augustin High School em New Orleans ao título Estadual da Louisiana em 1983 e ganhou assim uma oferta de bola de estudos para New México Junior College. Ele então se transferiu para a Divisão II Cameron University antes de desembarcar na Southern University.  Durante sua temporada como senior estabeleceu um recorde da NCAA com média de 13.3 assistências por jogo, mas ainda assim não foi o suficiente para a NBA. Passou um ano na USBL antes de assinar com os SuperSonics em 1988. Jogou por mais cinco equipes até se estabelecer no San Antonio Spurs em 1994, onde jogou por sete temporadas. Junto com Tim Duncan e David Robinson, ele foi top 10 em assistências muitas vezes, em 199 ajudou os Spurs a chegar ao seu primeiro título da NBA. Muito criticado por seu arremesso instável, fez a cesta da vitória no jogo 5 contra o Knicks e teve seu número (#6) aposentado pelos Spurs.
   5- Brad Miller: Não é exatamente uma história contínua após sair dos Hoosiers, mas Brad Miller nasceu em Indiana, e em seguida foi uma estrela de Purdue. Suas estatísticas melhoraram em cada um dos seus quatro anos, e ele fez o seu nome ao anotar 31 pontos e pegar 8 rebotes em uma vitória na prorrogação contra Rhode Island no Torneio da NCAA de 1996. Ele não foi draftado e partiu para a Itália para jogar por lá, antes de ser contratado pelos Hornets em 1998. Ele nunca foi o cara mais atlético, mas ele tem todos os atributos que os técnicos amam. É um grande passador, adora armar jogadas, joga na defesa de forma física e pode arremessar bem de média distância. Essas habilidades não só o mantiveram na liga por 14 anos, como o tornaram duas vezes All-Star.
   4- David Wesley: Embora não seja o maior nome da lista, ele bate os demais em um quesito: pontos. Um ala de apenas 1,85 m, não gerou interesse de nenhuma equipe da NBA após deixar Baylor em 1992, com média de 20.9 pontos em sua última temporada. Depois de não ser selecionado, passou sua primeira temporada fora da universidade com o Wichita  Falls Texans da CBA. No ano seguinte assinou com os Nets, mas durou apenas um ano com tempo de jogo limitado. Em seguida foi para Boston, onde provou seu valor, apesar de seu tamanho. Estabeleceu-se como um pontuador confiável, bom defensor, e um arremessador mortal com os Celtics e Hornets ao longo da próxima década. Por dez temporadas seguidas (1995/05) teve dígitos duplos em pontos, com sua média mais alta em 2001 com 17.2 pontos por jogo. Após 14 temporadas com 5 equipes, se aposentou como o jogador não draftado que mais pontos fez na história da NBA com 11482 pontos.
   3- John Starks: É raro um lesão no joelho impulsionar a carreira de um jogador, mas com John Starks funcionou. Ele passou por quatro universidades em sua conturbada carreira, antes de terminar seu último ano com Oklahoma, onde conseguiu médias de 15.4 pontos. Com apenas um ano na Divisão I do basquete universitário e pequeno, Starks não foi draftado em 1988. Ele assinou com os Warriors em 1988/89 mas jogou apenas 36 partidas e foi cortado na offseason. Fora da NBA por um ano jogou com Cedar Rapids Silver Bullets da CBA e Mempis Rockers na Liga Mundial de Basquete esperando ser notado por alguém da NBA. Em 1990 tentou entrar para os Knicks e foi quando uma lesão lhe deu essa chance. Quando tentou enterrar sobre Patrick Ewing no treino, caiu no chão e machucou o joelho. Os Knicks não foram autorizados a liberá-lo, a menos que estivesse curado até dezembro, mas o joelho demorou a cicatrizar e os Knicks foram forçados a mantê-lo no plantel. Em seu segundo jogo após a lesão Starks impressionou, anotando 20 pontos em 33 minutos. A partir de então com sua tenacidade, Starks seria o ala titular para maior parte dos anos 90, sendo All-Star em 1994. Ele é muito lembrado por sua enterrada sobre Horace Grant e Michael Jordan nos Playoffs de 1993.
   2- Bruce Bowen: Nunca teve médias de dígitos duplos para qualquer categoria estatística em sua carreira, mas teve o seu número (#12) aposentado pelos Spurs como membro da equipe tri-campeã da década de 2000. A única coisa que Bowen fez excepcionalmente bem em sua carreira foi marcar. Isso não ficou claro após o término de sua carreira de quatro anos na Cal State Fullerton, uma escola muito mais conhecida pelo seu programa de Baseball. Mesmo no time de basquete, foi ofuscado por Cedric Ceballos que foi All-Star e Campeão de Enterradas. Apenas dois jogadores de Fullerton foram selecionados para a NBA, ambos na segunda rodada, Cedric Ceballos e Pape Sow. Por isso, foi surpreendente Bowen não ser draftado em 1993. Ele passou quatro anos na França e na CBA até ser finalmente contratado em 1997 pelo Miami Heat. Sua chance veio com o contrato dos Spurs, que necessitava de uma marcador no perímetro. Os resultados imediatos lançaram Bowen ao estrelato na NBA, enquanto os Spurs ganhavam em 03, 05 e 07. Bowen foi nomeado para oito equipes defensivas consecutivas, as últimas cinco (04-08) para primeira equipe. Embora conhecido por seu trabalho defensivo, Bowen tornou-se um componente importante no ataque dos Spurs, arremessando muito bem dos três pontos, tendo na carreira quase 40% de aproveitamento.
   1- Ben Wallace: Apenas dois jogadores ganharam o prêmio de Melhor Jogador de Defesa do Ano quatro vezes, Dikembe Mutombo a 4° escolha de 1991 e Ben Wallace, não draftado. Descoberto em um acampamento de basquete por Charles Oakley, Wallace seguiu os passos de seu mentor e jogou na Virginia Union University depois de dois anos em um colégio da comunidade. Um All-American da Divisão II, Wallace foi esquecido no Draft, talvez considerado pequeno para um pivô com 2,06 m. Wallace jogou brevemente na Itália antes de assinar com os Bullets. Ele quase foi cortado e jogou apenas 197 minutos em sua temporada de novato, mas as lesões deram uma chance de Wallace provar a isso mesmo que podia, em seu segundo ano ele fez isso e mais um pouco. Big Ben provou ser uma força no rebote e uma ameaça na defesa. A carreira de Wallace decolou mesmo quando foi enviado de Orlando para Detroit na negociação por Grant Hill. Ele se tornaria o pilar defensivo dos Pistons,  fazendo a equipe liderar a Conferência Leste, fazendo aparições consecutivas nas finais da NBA e ganhando em 2004. Ele estabeleceu o recorde de partidas para um jogador não draftado e único jogador não draftado a ser votado para ser titular no All-Star Game. 

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Heróis do passado: Mark Price

O cara de Goergia Tech
   Muitos podem nem saber, principalmente os novos torcedores dos Cavaliers, mas antes de Lebron ser o Rei por lá, Mark Price era o dono do time, o cara que fazia diferença.
   Price começou sua carreira jogando basquete em Georgia Tech, um armador de 1,83 m com 77 quilos, que muitos achavam pequeno para o jogo. Durante sua carreira com os Yellow Jackets, foi duas vezes All-American e quatro vezes o melhor jogador da ACC, ajudando sua equipe a ganhar o título da ACC contra Noth Carolina em seu primeiro ano, sendo o MVP da final. Ele foi nomeado o MVP da temporada de 1984/85 e posteriormente teve sua camiseta aposentada. Como armador ele calou os críticos que diziam que era muito pequeno, lento e cauteloso para jogar em alto nível.
O cara que quebrava a marcação dupla
   Na NBA sua carreira começou com o Draft de 1986, quando foi selecionado na 25° da segunda rodada pelo Dallas Mavericks e em seguida negociado com o Cleveland Cavaliers, em um comércio que tornou a franquia uma potência da Conferência Leste. Price era conhecido como um dos arremessadores mais consistentes da NBA, terminando sua carreira com 90,4% de aproveitamento nos lances-livres e 40% nos arremessos de três pontos. Durante a temporada de 1988/89 juntou-se a Larry Bird como o segundo jogador ao Clube 50-40-90, acertando 50% dos arremessos de quadra, 40% de três pontos e 90% dos lances-livres em uma única temporada. Além disso, é um dos seis jogadores que conseguiram o feito e tiveram um número mínimo de acertos para cada categoria. Até esse ano, era o líder de todos os tempos em assistências dos Cavaliers.
   Price foi duas vezes campeão de arremessos de três pontos no All-Star Game, quatro vezes All-Star, uma vez All-NBA Primeiro Time, é o segundo de todos os tempos dos Cavaliers em roubos de bola e teve o seu número (#25) aposentado pela franquia. Mas Price mudou o jogo, ele foi o pioneiro das quebras de marcação dupla. Como disse seu ex-companheiro Steve Kerr: "Para mim ele foi o primeiro cara na NBA que realmente dividiu o screen and roll. Um monte de equipes começou a fazer blitz no pick and roll, e colocando dois jogadores para tirar a bola do armador. Ele fazia a finta entre os dois e tinha aquele pequeno corredor para infiltrar. Ninguém fazia isso naquele momento."
Sua última franquia
   Infelizmente, as lesões atormentaram o final de sua carreira e foi negociado para o Washington Bullets antes da temporada 1995/96. Em seguida foi para o Golden State Warriors e Orlando Magic, onde encerrou a sua carreira em 1998. Ele é membro da Georgia, Ohio, e Oklahoma Hall da fama dos esportes. A cidade de Enid, Oklahoma, rebatizou a arena de basquete para Mark Price Arena, como um tributo as realizações do jogador na NBA, já que ele  era um dos melhores jogadores da história da Enid High School. 
   Depois de aposentado Price começou a trabalhar como assistente técnico em Duluth High School, onde foi o técnico principal e levou a equipe as finais estaduais depois de 16 anos. Em seguida, 1999 foi trabalhar como assistente técnico de Bobby Cremins na Georgia Tech. Depois foi treinador principal em Whitefield Academy, onde treinou Josh Smith. Em 2003 foi consultor do Denver Nuggets, depois comentarista de televisão para o Atalnta Hawks e Cleveland Cavaliers. Foi técnico na Austrália (2006), consultor de arremessos dos Grizzlies (2007), técnico de arremessos do Atlanta Hawks (2008-2010), depois trabalho com Rondo para melhorar seu arremesso (2010), em 2011 foi assistente técnico dos Warriors, com enfoque nos lances-livres, foi para o Magic como técnico de jogadores em desenvolvimento. Em 2012 foi o técnico do Magic na Summer League, assistente técnico dos Bobcats em 2013 e atualmente é técnico da UNC-Charlotte 49ers.
   Price foi um grande jogador, marcou sua época na NBA, infelizmente não venceu nenhum campeonato mas mudou o jogo e fez por merecer essa homenagem. Acredito que seja um bom treinador e gostaria de vê-lo na NBA, com certeza cairia como uma luva para muitas equipes.
   Abaixo um vídeo do craque:

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Paul George quer reerguer os Pacers

All-Star retorna para toda a temporada de 2015/16

   Voltando no tempo, em fevereiro de 2014, Lebron e seus amigos All-Star (conhecidos como Miami Heat), enfrentaram um sério desafio, o Indiana Pacers. Essa força que surgia se despedaçou logo em seguida, em grande pate devido a supostas questões de  química envolvendo o volátil Lance Stephenson e a bizarra queda de produção de Roy Hibbert que era um dos melhores defensores do garrafão da NBA.
   Os Pacers obrigados a cair para contenção na última temporada após um final de temporada decepcionante, principalmente com a fratura na perna de Paul George em uma partida de exibição da seleção dos Estados Unidos, o que fez os Pacers caírem. Enquanto seu retorno no final da temporada impressionou, já que era esperado que ficasse de fora de todos os jogos, George teve atuações limitadas e não contribuiu mais do que um role player.
   É justo esperar mais de George nessa temporada, afinal já faz alguns meses que está recuperado, e aos 25 anos, poderia vir para uma melhoria considerável em seu jogo. O George que estamos acostumados a ver em uma temporada completa, flertou com uma vaga no All-NBA Primeiro Time e teve médias de 21.4 pontos, 6.8 rebotes, 3.5 assistências e 1.9 roubos de bola, com uma excelente defesa. Jogadores que atuam em duas posições com qualidade são extremamente raros, e uma recuperação completa de George dará aos Pacers uma vantagem em um contra um, o que pode ajudar nos Playoffs.
   A temporada de George pode ser um sucesso, mesmo que os Pacers não atinjam todas as suas metas, ele é jovem e ainda tem tempo para atingir o seu potencial considerável. De certa forma, se ele não mostrar tudo que pode, ainda assim deve ser considerado para o All-Star Game. No entanto, o âmbito de seu retorno tem um impacto imediato,o que pode determinar o que virá a acontecer na Conferência Leste.
   A volta de George não torna os Pacers favoritos, mas já ira melhorar o nível da equipe. Com certeza ele deve voltar com muita gana de jogar, uma temporada praticamente toda de molho deve ter aumentado a motivação dele, e com certeza ele quer provar pra todos que ainda pode ser aquela estrela que complicou Lebron e o Miami Heat.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

NBA e suas regras complexas

As regras complexas da NBA

   Nem mesmo a maioria dos fãs da NBA deve conhecer algumas dessas regras. Faltas pessoais, caminhar, duplo-drible, elas estão presentes em todos os jogos, então elas se tornam parte do nosso subconsciente quando assistimos aos jogos.
   Para toda regra comum existem aquelas complexas, que todo grande fã faz um esforço tremendo para se lembrar as vezes. Você pode ver essas regras durante um jogo em toda temporada, dizer que elas são obscuras é um pouco de eufemismo. 
   10- Quebrar a tabela (técnica): Raramente jogadores da NBA quebram a tabela, ainda mais depois das feitas de acrílico. No entanto se isso acontecer será uma falta técnica por conduta anti-desportiva. Além disso, se o jogador já tiver uma técnica, ele não será ejetado do jogo.
   9- Bola ao alto: Você pode pensar que uma bola a alto é uma parte simples e direta do jogo, mas se os jogadores não estiverem bem alinhados pode complicar. Em qualquer situação de bola ao alto, se os saltadores não estiverem alinhados, e o erro for descoberto:
1- Depois de mais de 24 segundos, as equipes vão continuar arremessando para essa cesta até o restante do tempo ou do tempo extra. Se o erro for descoberto no primeiro tempo, as equipes irão arremessar a cesta decidida no tapinha inicial para o segundo tempo.
2- Se em 24 segundos ou menos, todas as jogadas serão anuladas.
   8- Nenhum negócio com os proprietários da NBA: Os jogadores da NBA ganham muito dinheiro e optam por investir em diferentes ramos. Uma delas é em franquias de esportes. Seguindo alguns colegas, Kevin Garnett tentou comprar um pedaço da AS Roma, clube de futebol mas não pode. Por quê? Pois o principal proprietário da Roma é dono de uma parte do Boston Celtics, e co-participação em negócios com proprietários da NBA não é permitido.
   7- Violação do lance-livre: A maioria dos jogadores de basquete não sabe disso. Embora raramente aconteça, os jogadores devem começar o seu movimento de arremesso em até 10 segundos após receber a bola na linha do lance-livre. Se não fizer, é uma violação e a equipe adversária recebe a posse no fundo bola.
   6- Equipe visitante escolhe a cesta em que vai arremessar: No início de cada jogo, o treinador da equipe visitante é chamado para decidir em qual cesta vai arremessar para começar a partida. Muitas equipes arremessam na frente de seu banco, para ver mais de perto quais ajustes devem ser feitos no ataque enquanto preparam a defesa.
   5- Bola fora na tela: Se um jogador acertar o telão ou computador fora da quadra, será contado um erro para sua equipe, mas não uma falta pessoal ou da equipe. Muito simples, mas relativamente desconhecido.
   4- O auto tempo: Há uma regra na NBA que cada equipe tem que pedir um tempo por período, mesmo que eles não chamem por conta própria (para fins comerciais normalmente). Como resultado, se uma equipe pedir todos os seus tempos antes do último período, será dada uma técnica para equipe pelo tempo automático pedido.
   3- Exclusão por falta: Se uma equipe ficar com quatro jogadores devido a exclusões por falta ou lesões, o último jogador excluído deve ficar no jogo, sempre devem haver cinco em quadra. Não é assim tão simples, se o jogador que está excluído por faltas fizer uma falta, será cobrada uma falta técnica, uma falta pessoal e uma falta da equipe.
   2- Draft do desastre: A NBA tem um plano de backup para as equipes se algo terrível acontecer com parte de sua equipe. De acordo com a regra, a NBA possuí um plano de contingência ativa se cinco ou mais jogadores morrerem ou perderem a temporada por lesão.  O Draft do desastre, seria realizado em outras equipes da NBA que só podem proteger cinco atletas, os sextos homens ficariam disponíveis. Não podendo ser escolhido mais do que um jogador por equipe. Esperamos que isso nunca aconteça, mas é uma regra interessante de se tomar nota.
   1- Limitações das jogadas de quatro pontos: As únicas maneiras de um jogador fazer uma jogada de quatro pontos são, arremessando uma bola de três e sofrendo contato tendo um lace para cobrar, ou fazendo uma cesta de dois e ser derrubado de forma flagrante, tendo dois lances para cobrar. A NBA acredita que só assim se podem fazer quatro pontos, mas se um atleta sofrer uma falta comum que resultaria em dois lances, e em seguida uma flagrante, ele têm direito a quatro lances-livres. Porém, se ele converter os três primeiros arremessos, ele não cobra  quarto, se errar algum lance-livre, terá direito a cobrar o quarto. Estranho não?