terça-feira, 22 de junho de 2010

Doação de Sangue e de Medula

Meus amigos do basquete e da vida...
Hoje abro espaço para uma campanha em prol da doação de sangue e do registro para doação de medula. Salvamos uma vida se somos compatíveis com alguém – e dizem que somos, basta nos cadastramos que um dia aparecerá alguém que poderemos ajudar. O texto que vem abaixo  foi escrito pela Janaína Jorge (ela assina ao final), uma colega dos tempos da graduação que vivia dançando... E sorrindo.. E alegrando todo mundo com sua simplicidade e dedicação a dança. Vocês verão que ela esta com leucemia, mas que a doença se transformou em uma causa para ajudar outras pessoas. Esses são os grandes seres humanos. Talvez se mais pessoas tivessem se mobilizado, a irmã do Tiago Splitter estivesse viva. Hoje, podemos fazer uma coisinha mínima por alguém que eu conheço, portanto não é uma corrente má intencionada, nem spam. É uma situação real. Quem morar em Pelotas e Porto Alegre, siga as instruções que ela passa no texto. Quem morar em outra cidade, procure o banco de sangue de sua cidade e doe alguns minutinhos do seu tempo em prol de outro ser humano.
Agradeço e me desculpo se alguém sentir-se invadido em sua privacidade com essa mensagem.
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*TEXTO DA JANAÍNA JORGE*
Queridos amigos!
Creio que a maioria de vocês já saiba que estou com Leucemia. Embora eu tenha a sorte de estar tendo muito poucas consequencias de saúde em decorrência da imunodeficiência que esta doença traz, preciso constantemente de transfusões de sangue e plaquetas, para que eu possa viver tranquila até o dia do meu transplante!
Só o transplante me cura e eu tenho certeza, meu doador existe. Ele só não está cadastrado como tal. Pode ser um de vocês o "escolhido" para salvar a minha vida, ou a de tantos outros que aguardam um doador!
Peço a ajuda pra que esse número de doadores cresça, aumentando as chances de vida! O cadastro é simples, feito com uma amostra mínima de sangue. Não é um procedimento cirúrgico, não causa prejuízo nenhum a saúde e se você estiver apto a doar a alguém, vai ser chamado pelo Banco de Sangue. A doação é tranquila, feita através de uma punção no osso do quadril (famosa injeção na bunda), com anestesia e o doador está livre em menos de 24 horas, sem dor e em um mês, pronto pra salvar outra vida! 
Estou entre Pelotas, onde voltei a viver, e Porto Alegre onde trato minha Leucemia no Hospital de Clínicas, que é referência no país.
Para os amigos que não moram aqui no RS ou no Brasil, o cadastro de doador de medula pode ser feito em QUALQUER banco de sangue e não tem necessidade de citar meu nome. Se você for meu doador, o Banco acha em no máximo 2 meses!!! Esse cadastro é mundial, a medula que me salvará poderá vir até do Nepal !!! A doação de vocês também pode ir pra lá!
Para os amigos de Porto Alegre: façam suas doações de sangue e medula no Banco de Sangue do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. O cadastro de medula não precisa ser identificado, mas a doação de sangue sim. Doe sangue em meu nome (Janaína Jorge) e peça para fazer o teste de doação de plaquetas. 
Para os amigos de Pelotas: façam sua doação de sangue no Banco da Santa Casa de Misericórdia em meu nome (Janaína Jorge) e o cadastro para doação de medula no Hemocentro Municipal (ao lado do Colégio Pelotense, pela Av. Bento Gonçalves).
Nem todas as pessoas podem doar sangue ou plaquetas em função de anemias decorrentes, antibióticos, diabetes, tatuagens, etc. MEDULA, TODO MUNDO PODE!!!
Mando o cartaz da Campanha de Doação de Medula que estará sendo feita nesse sábado, no Calçadão de Pelotas, onde será feita a coleta de sangue para o cadastro pelo Hemocentro da cidade. A Abambaé Cia de Danças Brasileiras vai participar do evento com fragmentos do espetáculo Amanajé! Essa campanha é fruto de um projeto feito por uma amiga, Iza Paula Nogueira, numa disciplina do Curso de Publicidade e Propaganda da UCPEL. Penso que esta coleta no calçadão é importante pelo fato de desmistificar a questão da doação... as pessas relacionam medula óssea com a espinhal e ficam com medo de ter que fazer algum procedimento invasivo na coluna. Sem falar que a banca do hemocentro vai estar lá e as pessoas não precisarão se programar pra sair de casa e doar. Vejo muitas facilidades!
Repassem esse cartaz para seus amigos para que aumentemos o número de doadores e com isso, a chance da minha cura e de tantos outros!
Obrigada pelo carinho... o que quiserem saber ou esclarecer, gritem!!!
Beijos da Jana,
Janaína Jorge – Coreógrafa e Dança-educadora – (53) 91485309 / (53) 81439077 – HTTP://abambae.blogspot.com

sábado, 12 de junho de 2010

Figurinhas da Copa, Cards do Basquete

Hoje me diverti. Meio da tarde, um friozinho cortando e a gurizada quer ir no calçadão. Vamos lá. Chego no centro da cidade e a banca de revistas esta cercada. Crianças, jovens, adultos, pais, tias, avós. Tem muita gente ali. Por onde começar? Nem precisamos falar, pois logo alguém pergunta: “troca ou vende?”. As duas, óbvio. Vamos ver o que tens... E assim meus filhos começaram a conversa com meninos da própria idade, com pais, com tias... Logo alguém pergunta: “vocês têm o Kaká?”. “Não temos”, respondeu um dos meus filhos. Outra senhora aproveita e pergunta: “e a 23, tem?”. Há um misto de euforia, confraternização e... infância. Me perdi por duas horas divertidíssimas. Um de meus filhos saiu de casa com a missão mais simples: conseguir duas figurinhas, 6 e 559. Correu na minha direção e vibrou quando conseguiu a 559. Agora falta só a 6. Para o outro faltavam 43 figurinhas. Agora faltam 31.
Desde o início me preocupei em dar suporte, ajudar na busca das que faltam, auxiliar segurando e riscando os números conquistados. Mas logo troquei/comprei (R$ 0,15 cada) 33 figurinhas para o Jorge, nosso barbeiro – sabe como é, o cara passa o dia de pé e não consegue sair do salão para trocar e como meus filhos tem conquistado algumas figurinhas com ele, me ofereci e levei umas trinta figurinhas dele pra trocar. Foi bem legal. E assim perdi o frangaço do Green e o empate entre ingleses e americanos. Mas não importa.
Para tudo! Este blog não é de basquete? Claro que sim e vou explicar: lembrei de uma proposta que passei ao já presidente da CBB, senhor Carlos Nunes – fui pesquisar e reproduzo abaixo o e-mail enviado em 29/06/2009. A idéia era lançar cards dos atletas do basquete e do NBB 2009/2010. Simples, direto. Nela comento que o Flamengo lançaria cards dos seus atletas – o que foi um sucesso no Rio, pois não tive acesso aqui. Nunca tive dúvidas que seria um sucesso como foi as do Flamengo e que hoje pude constatar ser algo agregador e que expõe a camaradagem entre as pessoas – quando pede um número e diz que é a última, as pessoas não se importam de pesquisar entre suas figurinhas se a possuem para ajudar outro, um estranho, um desconhecido, mas um torcedor e colecionador como eles, a completar seu álbum. É algo que faz bem ao coração.
Então, como falta iniciativa em nosso basquete, preciso comentar que nos divertimos com os cards do futebol, do campeonato brasileiro e – em especial na época da Copa do Mundo. Durante a temporada do basquete, com as transmissões irregulares e mudanças de datas dos jogos da final poderíamos estar trocando e interagindo com outros apaixonados pelo basquete. Lembro que nos anos 1990 em comprava, em Porto Alegre, cards da NBA. E trazia para meu filho mais velho abrir e se divertir...
Entre aquelas pessoas que se divertem no centro de Pelotas trocando figurinhas, muitos aproveitavam para conversar e interagir com maior espontaneidade. Nós, basqueteiros, nos divertimos com figurinhas do mundial de futebol, mas poderia ter sido com cards (ao estilo NBA ou da ACB) dos jogadores da seleção ou com o álbum da Liga Nacional de Basquete ou, ainda, uma mescla dos dois, como propus ao presidente da Confederação Brasileira de Basketball há quase um (01) ano. Espero que alguém que tenha acesso as estatísticas de jogadores da seleção ou a presidência da NBB consiga convencê-los de que há mercado (inicialmente “pequeno e elitista”, como escrevi naquele e-mail), que é uma nova fonte de renda, que atrairá o público e que servirá para registrar a história do nosso basquete. Ou será que nenhum leitor tem a curiosidade de saber quantos arremessos de três pontos converteu o Marcel em sua carreira? E “Magic” Paula, deu quantas assistências?
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De: Carlos Alex Soares <carlosalexsoares@gmail.com>
Data: 29 de junho de 2009 00:55
Assunto: Cards das Seleções
Para: carlos nunes <carlosgaucho@xxxxxxxxxxxxxxxx.com.br>

Carlinhos,

o Flamengo vai lance cards dos atletas campeões. Sugiro que a CBB lance cards com os atletas brasileiros campeões mundiais e que jogaram olimpíadas e pan-americanos – ao estilo da NBA: foto de um lado, estatísticas nas costas.
Segunda ação poderia ser em parceria com a NBB: cards da Liga de 2009, incluindo como cards especiais os atletas que jogarem na seleção a partir desse ano (no caso bate com tua gestão).
Eu só quero 0.5% pela idéia :D hehehehehe Mas tem que ser rápido, pois os primeiros a lançarem isso ganham mais. E para a pergunta: tem mercado? Tem, com certeza tem. Pequeno, elitista, mas tem.
Forte abraço. Fico na escuta...

Carlos Alex Soares

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Estadual 2010 Sub-19

No final de semana de 28 a 30 de maio minha equipe participou da primeira fase do Campeonato Estadual Sub-19. Foi um fim de semana cheio de altos e baixos. Extrema dificuldade para manter o foco no desenvolvimento do basquete em Pelotas quando não recebemos apoio de ninguém – as pessoas não possuem obrigação de ajudar com verbas de suas empresas, mas algumas pessoas tem a obrigação moral de ajudar o Pelotas Basketball Clube, especialmente aquelas que se beneficiaram do meu esforço, da minha rede de relacionamento e de meu apoio aos seus filhos. Mesmo assim, tive que partir para o “pai-trocínio” e, sem esse, não teríamos participado dessa fase e, consequentemente, estaríamos desligados do campeonato estadual de 2010.
Mas aquele final de semana terminou com um pedido: “sei que tens um blog e sei que irás publicar que foi a melhor arbitragem que tiveste nos últimos tempos”. Sensacional, vindo de quem veio, afinal há anos não convivemos com parceiros de arbitragem e eu tenho criticado fortemente esse segmento do nosso basquete. Estavam lá quatro árbitros, os mesários e o delegado da FGB. A árbitra começou comigo em 1991 e árbitro mais antigo já arbitrava há poucos anos quando eu comecei na FGB. Meu desejo sempre foi formar atletas, dirigir equipes, ser técnico. Arbitrar foi parte desse caminho e por isso sou tão crítico com as arbitragens: sei o que esta acontecendo. E depois de questionar dois lances – um deles eu estava completamente errado, aceitei e disse que iria pesquisar – o normal seria o grupo de arbitragem se proteger e passar a ver só um lado do jogo. Tem sido. Há anos.
Entretanto, o árbitro, Fernando Serpa, veio conversar comigo e ouviu minha colocação e deu segmento ao jogo. Conversou. Não virou as costas, não gesticulou e esbravejou. Nem havia sido ele que marcara a violação. Tivemos uma relação cordial entre árbitro e técnico e o final de semana terminou leve, mesmo que eu tenho sido punido, no primeiro jogo, com um falta técnica e tentativas de intimidação tenham ocorridas – nenhum árbitro deve dizer ao técnico  “chega! Deu!” e gesticular cruzando os braços como quem manda moleque calar a boca (nem crianças devem ser tratadas assim), ainda mais quando são questionados do que arbitraram ou deixaram de arbitrar. A disputa – física, técnico e tática – é das equipes e não da equipe versus arbitragem.
Em relação ao pedido, no momento achei aquilo muito engraçado e levei na esportiva. Mas confesso: eu fiquei pensando na frase, no pedido do árbitro. Até pensei que não, mas o clima do jogo, as 9h de domingo – e que perdemos de quatro (04) pontos, não precisei reclamar e não recebi falta técnica – foi tão saudável que, horas depois, já reconhecia que ele tinha razão, tal a leveza que me sentia – não estava com aquele peso de ter sido sacaneado como em outras vezes e até a conversa com os atletas fluiu pelo lado técnico do jogo e nem falamos na arbitragem. Outro fato interessante: até seu companheiro de quadra foi mil vezes melhor que em outras vezes em jogos de minha equipe. O que é extremamente positivo. Quando há conhecimento e os árbitros te respeitam, a confiança que é gerada e o conjunto da obra são significativamente positivos para o desenvolvimento de nosso basquete.
Muito observei o árbitro em questão durante o jogo. Domínio total do jogo. Boa relação com as equipes e com seus técnicos. Sinalizações claras –  nada de agarrar o braço quando houve um empurrão e criar dúvida do que marcou. Até violação da regra dos três segundo ele marcou – uma para cada lado, que é uma coisa rara no RS e uma das ocisas que os clubes reclamavam quando eu era árbitro, pois não tolerava o gigante de 2,05m socado no garrafão esperando a bola ou o rebote. Então, repito: foi um domingo onde a preocupação ficou centrada no desempenho dos atletas.
Sendo assim, abaixo o pedido do árbitro. Registrado logo após o jogo. Como ele disse: “direto da final do NBB para arbitrar um jogo do Pelotas Basketball Clube”. Brincadeiras a parte – e elas podem existir e são saudáveis em seu intervalo. Cabe um parêntese aqui. Antes da partida, bem antes, fui cumprimentar todos os árbitros e mesários – sempre faço isso, por vezes após o jogo é inviável, tamanha animosidade, mas tento manter a boa relação e educação que mamãe me deu. E questionei o árbitro sobre a falta técnica no Marcelinho (jogo de 28/5) e o que o Lula havia lhe dito depois que sinalizara próximo a mesa. Depois disso e daquilo, quando eu dirigia em direção aos meus atletas, ele me chamou e disse: “se dei no Marcelinho, não me custa dar em outras”. Referência a falta técnica e momento que eu só pude ter uma reação: dizer que tremia de medo daquilo e levei na esportiva. Seria uma ameaça? Um aviso? Provavelmente ambos, afinal eu fico no pé dos árbitros boa parte do jogo. O engraçado é que durante o jogo nem me lembrei disso, tanto que escrevo isso agora, durante a leitura de revisão dessa postagem só para reforçar que é possível brincar e permitir que as coisas fiquem nos trilhos, sejam corretas e o jogo transcorra com normalidade. Infelizmente nem todos os árbitros conseguem fazer da sua função um trabalho prazeroso de estar entre atletas, técnicos e clubes que fazem a história do basquete gaúcho de forma alegre e divertida.
Por isso, publico a foto que tiramos após o jogo, em 30/5: Daniela Oliveira, Eu, meu fã (Fernando Serpa) e Gustavo Dreyer.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Chuí em PoA, Congresso da LNB em Indaiatuba e Jim Boeheim em Sampa

Com a final da LNB no domingo, começa a temporada das seleções e de cursos e eventos pelo país. Tenho notícia de três eventos, um no RS, dois em São Paulo, sendo um exclusivo para técnicos da NBB. Mesmo assim, divulgo abaixo cada um deles.
No RS a Rising Star Basketball, coordenada pelo Guilherme Luz (ex-Franca) e Gustavo “Gaúcho” Cantarelli, com apoio da FGB, trará o Chuí para falar do Sistema de Triângulos, usado por Phil Jackson desde os tempos de Bulls e criado por Tex Winter. No meio do basquete não é preciso destacar muito sobre o Chuí, mas é bom reforçar e demonstrar a qualidade do que a RS nos trará nesse ano. Chuí foi jogador da Seleção Brasileira e técnico das equipes de Franca e do Lupo/Araraquara. Esse curso ocorrerá nos dias 19 e 20 de junho, na SOGIPA e o investimento é de R$ 50,00 para técnicos e professores e de R$ 25,00 para estudantes e atletas. Maiores informações com RS Basketball em contato@risingstarsbasketball.com.br ou pelo fone (51) 8108 4140.
  •      Conceitos do Triângulo Ofensivo;
  •       Educativos do Triângulo Ofensivo; e
  •      Concentração e mentalização.


Em Indaiatuba, de 8 a 10 de junho, ocorrerá o primeiro Congresso Técnico da LNB, exclusivo para técnicos e assistentes-técnicos das 14 equipes participantes da edição de 2009/2010. As temáticas abordadas serão:
  • Relacionamento, Comprometimento, Avaliações, Objetivos e Conceitos (Hélio Rubens);
  • Perfil do Técnico de Alto Nível (Claudio Mortari);
  • Planejamento da Temporada (Lula Ferreira);
  • Administração de Egos (Paulo Chupeta);
  • Scouting - Aspectos Técnicos (João Marcelo);
  • Exercícios Especiais Pós-Treino (Régis Marrelli);
  • Projeto de Criação da Equipe - O Papel do Técnico (Jorge Guerra);
  • Pick & Roll - Sistemas de Ataque e Defesa (Flávio Davis);
  • Trabalho em Equipe - Estratégias / Passo - O Motor do Jogo (Alberto Bial);
  • Sistema Ofensivo - 3 Pontos (Daniel Wattfy);
  • Defesa individual com Trocas no Bloqueio da Bola (Marcio Azevedo);
  • Basquetebol de Base - Do Movimento ao Entendimento (Carlão);
  • Corta-Luz Exterior Ofensivo/Defesa - Estratégia do Corta-Luz (Ênio Vecchi);
  • Direitos e Deveres dos Atletas Profissionais (Paulo Murilo);
  • Preparação Física - Planejamento de uma temporada competitiva (Dr. João Paulo Borin, Doutor em Ciência do Desporto e Especialista em Fisiologia do Exercício e Ciência do Treinamento);
  • Psicologia Desportiva com William de Lima (formado em Psicologia e Educação Física, e ex-treinador da Seleção Brasileira de Natação nos Jogos Pan-americanos de 1991 e 1999); e
  • Perspectivas do Basquete Brasileiro - Conceitos Técnicos (Rubén Magnano). 


Em São Paulo, de 25 a 27 de junho a Federação Paulista desenvolverá a Clínica Internacional de Basquete para Técnicos, Jim Boeheim (Syracuse University e Seleção Americana). O objetivo da FPB com o evento é capacitar treinadores e jogadores para a melhoraria do esporte nacional no curto e  principalmente, no longo prazo e esta dirigido a técnicos, jogadores, dirigentes e estudantes de Educação Física. O investimento equivale a R$ 275,00 para técnicos e R$ 125,00 para alunos de educação física. Maiores informações no site da FPB (www.fpb.com.br). Abaixo o programa do evento:
  • a famosa defesa por zona da Syracuse University
  • desenvolvimento de habilidades de armadores, laterais e pivô
  • situações especiais, jogadas de ataque, saída de pressão, saída de fundo, saída lateral. 
  • o treinador fará uma simulação do treino aplicado no dia a dia dos atletas da Syracuse Universty . 

 Então, vamos aproveitar?

domingo, 6 de junho de 2010

Um jogaço, três árbitros e a vitória

Um jogaço! É isso que se pode dizer da quinta partida do play-off final do NBB. Nada de dramático. Foi um jogaço.
Com a excelente arbitragem do Renatinho, Pelissari e Pacheco o jogo fluiu como deve ser: defesa, ataque, estratégias, arremessos, bolas perdidas e recuperadas. Não houve intervenção de terceiros.
Essa partida me chamou a atenção pelo número de passes errados, bolas perdidas com a maior facilidade, arremessos precipitados e persistência do time de Brasília em arremessar de fora, sem quebrar a zona fazendo a bola circular pelo ala-pivô que estivesse na cabeça do garrafão e facilitando o ataque. Então, Alex, Giovani e Valtinho fizeram a diferença para o lado positivo e o Nezinho quase estraga tudo – não naquela bola perdida de bola para o Hélio no final do jogo, mas no conjunto da obra, como, por exemplo, quando faltava 1 minuto e 13 segundos e ele dribla para uma bandeja e toma um toco. Segura a bola, organiza e gasta o tempo (24 segundos).
Do lado do Flamengo, as bolas de três pontos não caíram como de praxe e aí o time se complica. O que funcionou foi a marcação zona 2 x 3 com variação para 3 x 2, com agilidade, velocidade e anulação da linha de passe. Isso confundiu o Brasília e forçou aqueles arremessos desequilibrados do segundo quarto ao final do jogo - quase nada de jogo interior.
Mas, enfim, chegamos ao final de mais uma etapa e com um campeão que teve o melhor desempenho e classificação durante a fase de classificação. Agora é torcer pela seleção no Sul Americano e no Mundial da Turquia.
Ah, claro, tem aquela audiência da Comissão Disciplinar da LNB.

sábado, 5 de junho de 2010

Pizzaria da LNB II: posicionamente e dúvidas

Em primeiro lugar quero dizer que sou do basquete há 30 anos. Hoje tenho minhas funções ligadas ao desenvolvimento de uma equipe em Pelotas, acumuladas com a parte administrativa. Além disso, em 2008, constituímos no RS a Associação Gaúcha de Basketball (AGABAS), onde analisamos todas as questões referentes a constituição de TJD, já que na FGB as decisões eram tomadas pelo Presidente, desrespeitando a legislação.

Não sou uma pessoa que se cala, que não vê e não escuta. Sou participativo, combativo e crítico das maracutaias que envolvem o nosso basquete. Eu tenho posição. Por isso tenho escrito sobre as questões administrativas da Liga Nacional de Basquete, mas também em prol do nosso basquete. Se ele é um negócio, todos podem ter lucratividade se fizerem o trabalho de forma correta. Se o basquete é um esporte, no sentido mais primitivo, todos queremos praticá-lo e vê-lo grande, qualificado. De qualquer ponto, queremos que seja um dos grandes esportes praticados no país, não mais que A ou B, mas ao lado desse e daquele outro esporte, já que a parcela que pratica esportes é muito pequena em nosso país. Há espaço para todos.

“Só há duas opções nesta vida: se resignar ou se indignar. E eu não vou me resignar nunca.” (Darcy Ribeiro)

Dito isso...

O tiro foi no pé.  A Liga Nacional de Basquete existe com autorização da CBB, obedecendo a Lei Pelé. Ela tem o direito legal de existir e organizar suas competições. Poderia fazer as parcerias que quisesse. No regulamento do NBB preferiu criar uma Comissão Disciplinar ao invés de um Tribunal de Justiça Desportivo próprio. Válido e a Comissão Disciplinar tem o poder de primeira instância. Então por que o Procurador Geral do STJD da CBB, através de liminar, pediu interdição do Ginásio Nilson Nelson ao STJD e o presidente acatou? Poderia, o Sr. Fabrício Dazzi, negar e esclarecer o poder de cada instância, mas preferiu acatar o pedido de Marcelo Jucá. Pior que tudo isso é a LNB aceitar essa interferência.

Ao acatar a decisão do STJD – e desrespeitar o próprio regulamento – o Sr. Kouros Manedjemi favoreceu o Flamengo. Não teria agüentado a pressão de um dos maiores clubes do Brasil? Por que interditou o ginásio de Brasília, se sua Comissão Disciplinar não havia se reunido ainda? Qual o poder do presidente da LNB para decidir pela interdição de um ginásio? E onde esta o poder do presidente da LNB que aceitou uma decisão do STJD da CBB, sabendo que ele é de segunda instância?

Todos os advogados ligados ao esporte que consultei, com experiência em STJD’s, organização de competições – mostrando-lhes os fatos noticiados, o regulamento e o STJD – foram unânimes: têm decisões erradas nesse processo. Resta a Brasília chorar e jogar em Anápolis, em um ginásio acanhado e que deverá ser tomado por torcedores do Flamengo. Passaram a rasteira na equipe Universo/Brasília e ela aceitou. Por quê?

“Foi uma sacanagem. Fizeram uma reunião e o único prejudicado foi Brasília” (Jorge Bastos, diretor do Universo)

Pizzaria da LNB

Vejam o e-mail que acabo de receber da imprensa da LNB:

“Julgamento entre Brasília e Flamengo é adiado: Flamengo se utiliza de dispositivo jurídico para conseguir o adiamento do julgamento na Comissão Disciplinar. A Comissão Disciplinar da Liga Nacional de Basquete (LNB) se reuniu, nesta sexta-feira, na sede da entidade para julgar os denunciados pelos incidentes ocorridos ao final da terceira partida da série melhor de cinco entre Universo/BRB/Financeira Brasília e Flamengo, realizada no último dia 30 de maio, no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília. Seis jogadores do time carioca mais o clube brasiliense poderiam ser punidos. Porém, o Flamengo se utilizou de um dispositivo jurídico para obter o adiamento do julgamento. Os advogados do rubro-negro alegaram que sua defesa seria prejudicada por não ter tempo hábil para arrolar as testemunhas necessárias as quais residem fora de São Paulo. A defesa argumentou ainda que o Flamengo esteve ontem em quadra, feriado, e hoje já está em Goiânia para o jogo final. Portanto, os principais interessados na sua defesa, os jogadores, não teriam como efetuar sua defesa pessoalmente. Dessa forma, por unanimidade, os Auditores decidiram atender ao pedido de adiamento. Os jogadores Dedé, Duda, Hélio, Jefferson, Vitor Boccardo e Wagner estão, deste modo, liberados, e o Flamengo vai completo para a grande final do NBB neste domingo, às 10h, em Anápolis (GO).”

Não vejo o caminho escolhido como positivo para o basquete brasileiro. Somente a equipe Universo/Brasília será punida e sem julgamento do mérito. Os atletas do Flamengo cumprirão a pena nas competições de 2010/2011, em jogos menos significativos do que a final. Tudo isso me cheira a pizza. Alem desse posicionamento embasado em coisa nenhuma, tenho a leitura do Regulamento da LNB e do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). A partir desses documentos ouso dizer que a interdição do ginásio não cabia ao STJD da CBB, mas a comissão disciplinar da LNB. Mesmo que o pedido tenha ocorrido por auditor indicado para a comissão Disciplinar da LNB, o pedido deveria ser formulado a Comissão Disciplinar e ela decidir pela interdição. Do jeito que esta, me parece que só há um réu e que tudo que ocorreu em quadra foi culpa dos torcedores de Brasília.

Enfim, a primeira grande decisão da Liga Nacional de Basquete e nos causa essa frustração: punições passarão a vigorar na próxima temporada. Deu pizza no basquete brasileiro...

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Final do NBB: quarto jogo

Chegamos ao quarto jogo. Com muitos problemas e um julgamento amanhã de todos os fatos que centralizaram o debate em torno do play-off final do Novo Basquete Brasil da Liga Nacional de Basquete essa semana. Mas tudo pode encerrar hoje. É o que buscará a equipe de Brasília que só depende da vitória para encerrar mais esse ato do nosso basquete. Do outro lado o tradicional Flamengo, que buscará a vitória na Arena, palco dos Jogos Pan-Americanos de 2007 e casa do Flamengo no NBB. O Flamengo precisa do quinto jogo, que se ocorrer será em Anápolis (GO) – o ginásio Nilson Nelson é outro antigo Ginásio Presidente Médici, como o “meu” Militão em Bagé, onde treinei dos 13 aos 17 anos. Quem sai perdendo se houver um quinto jogo? Vejamos:
  • Ginásio Nilson Nelson (Brasília-DF) ---> 25 mil pessoas;
  • Arena HSBC (Rio de Janeiro-RJ) ---> 6 mil pessoas;
  • Ginásio Internacional Newton de Faria (Anapólis-GO) ---> 6 mil pessoas;

Arena HSBC, Rio de Janeiro-RJ
Ginásio Nilson Nelson, Brasília-DF
Ginásio Newton de Faria, Anápolis (GO)
Ginásio Nilson Nelson - vista interna
Arena HSBC - vista interna.
Ginásio de Anápolis (GO) - vista interna.
É, me parece que foi provocação gratuita e planejada do jogador Vagner (Flamengo) e a reação dos demais jogadores envolvidos no tumulto. Agora, os irmãos Machado – diga-se que Marcelinho não tem nada com essa confusão – pedem paz na Arena. Por que o Duda, que vestirá a camisa canarinho esse ano, não se desculpa por correr atrás de torcedores e mostrar uma atitude de moleque?
Basquete se joga em um retângulo de 28m x 15m, com cinco atletas representando cada equipe. São dribles, fintas, arremessos, bandejas e muita preparação física, técnica, tática e psicológica são essenciais para decidir o jogo. Torçamos que seja assim daqui há pouco. Veja a comparação lançada hoje pelo Correio Braziliense. 

quarta-feira, 2 de junho de 2010

LNB: Comissão Disciplinar

Leio no site da Liga Nacional de basquete que o procurador do STJD da CBB denunciou a equipe do Universo e seis jogadores do Flamengo. Sensacional!! A equipe, pelo erro de crer que a torcida entraria em quadra para comemorar – e de fato foi o que houve, pois as agressões começaram pelo jogador Wagner – mas essa entrada deveria ocorrer após a saída do Flamengo na quadra, mas seus atletas também eram objeto de autógrafos e fotos. Os jogadores, pelo que protagonizaram. As imagens mostram e devem servir para que os atletas sejam duramente penalizados e que todos compreendam que esse comportamento não ocorrerá novamente, nem no quarto jogo, nem no provável quinto jogo.
Esclareço que a LNB fez parcerias com a CBB para seu funcionamento, entre eles a utilização do quadro de árbitros da CBB e do Superior Tribunal de Justiça Desportiva da entidade, que há anos (séculos?) não funcionava corretamente – isso esta claro no Regulamento da Competição. Assim, as decisões do Sr. José Roberto Chieffo Junior, membro da Comissão Disciplinar da LNB e membro do STJD da CBB, estão corretas. Vejam o texto do Anexo I do Regulamento da LNB: “ REGIMENTO DISCIPLINAR. 1. O processo e julgamento de infrações disciplinares da Liga Nacional de Basquete terão como base o Código Brasileiro de Justiça Desportiva – CBJD; 2. A Justiça Desportiva do NBB é composta, em primeira instância, por Comissão Disciplinar integrada por cinco auditores, indicados pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva da CBB, com mandato coincidente com o início e o término da competição, entendido este como o dia do julgamento dos últimos casos pendentes.”
Ainda cabe destacar que caso ocorra a vitória de Brasília na tarde da próxima quinta-feira (16h, na HSBC Arena, RJ), as punições, caso seja a decisão do pleno do STJD, deverão ser cumpridas na próxima temporada, tanto pelo clube, como pelo atletas. Abaixo resumo das denúncias da Comissão Disciplinar, baseadas no Código Brasileiro de Justiça Desportiva (integra das denuncias no site da Liga Nacional de Basquete):
O Procurador do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) designado para a Comissão Disciplinar da Liga Nacional de Basquete, José Roberto Chieffo Junior, enviou nesta terça-feira a denúncia contra a equipe do Universo/BRB/Financeira Brasília e seis jogadores do Flamengo, após os incidentes ocorridos na terceira partida da final do NBB realizada no último domingo, em Brasília. A Comissão Disciplinar se reunirá nesta sexta-feira, às 19 horas na sede da entidade para decidir o futuro dos denunciados.
*       Universo --> entre os Artigos 191, 211 e 213 poderá pagar multa total de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) e interdição do ginásio até cumprimento das exigências;
*       Hélio Victor Luiz da Costa Lima --> Art. 254-A (PENA: suspensão de quatro a doze partidas) e Art. 258 (PENA: suspensão de uma a seis partidas);
*       Eduardo Magalhães Machado (Duda)  --> Art. 258 (PENA: suspensão de uma a seis partidas);
*       Vitor Mourão Boccardo --> Art. 258 (PENA: suspensão de uma a seis partidas);
*       André Luiz Chueri da Silva Barbosa (Dedé)  --> Art. 254-A (PENA: suspensão de quatro a doze partidas) e Art. 258 (PENA: suspensão de uma a seis partidas);
*       Wagner Carvalho França Mattos --> Art. 254-A (PENA: suspensão de quatro a doze partidas) e Art. 258 (PENA: suspensão de uma a seis partidas);
*       Jefferson William Andrade da Silva --> Art. 254-A (PENA: suspensão de quatro a doze partidas)”.
Torçamos, agora, que esses episódios sirvam de modelo e de referência para a administração do basquete no Brasil. Melhor ainda perceber que, até o momento, o trabalho é em prol da construção de um novo paradigma no basquete brasileiro e não deixar tudo terminar em pizza. Oremos...