quinta-feira, 30 de junho de 2011

Rússia 81 x 78 Brasil. Karasev é o nome dele

SUB-19_2007_MUNDIALE nós perdemos… Resta frustração, pelo jogo, pelo desdém que a CBB trata quem gosta de basquete no Brasil. Como não há uma venda do Mundial Sub-19 para qualquer rede de televisão do país? Como a CBB ainda não assumiu a transmissão via internet? Para enfrentar esse quadro só o chat dos fanáticos por basquete que se juntaram em torno do blog Giro no Aro e torceram via chat, olhando as estatísticas segundo a segundo. Eu que vivi isso apenas no quarto quarto, quase enfartei, principalmente quando a bola final do Karasev caiu.

De positivo, ficou o desempenho dos atletas, que enfrentaram a Rússia com determinação e empenho. Se fosse ao ocntrário o jogo nào seria decidido faltando 2 segundos para o seu fim. Resta saber se foi erro de marcação de quem acompanhava o Sergey Karasev (já tinha acertado 5 bolas de 3 pontos até ali) ou se foi decisão tática da comissão técnica para fecharem o garrafão. Detalhe: esse era um arremesso que nem deveria ter começado,já que o Brasil tinha apenas três (03) faltas coletivas e poderia fazer mais uma sem levar os russos para a linha de lance livre.

Agora temos que nos preocupar com a classificação. É preciso vencer Polônia e Tunísia para ficarmos com a segunda vaga. Polônia venceu hoje de 85 x 57. Ainda podemos sair em primeiro lugar, basta os resultados se combinarem. Parece que Tunísia é o mais fraco do grupo. Então amanhã (01/06/2011) é a decisão para o Brasil frente a Polônia, as 12h15min horário de Brasília. Se perdermos, domingo estamos de volta.

Molecada, pra cima deles!!! Sim, continuaria dizendo, "pra cima deles". Então... atropelem os poloneses amanhã.

Não esqueçam essa carinha:

sub19_russia_karasev

terça-feira, 28 de junho de 2011

Ética, um bom nome para um deus

Com a palavra, Benê Lima (Blog do Benê Lima). Ele comenta a postagem de Roberto Vieira, reproduzida no Blog do Juca Kfouri, com o título Vai com Deus, vó Luiza! Leia a postagem e entenderá o contexto.

Creio que ‘Ética’ seria um bom nome para um deus.

Quando vejo as pessoas pensando mal umas das outras aprioristicamente e sem estarem acompanhadas do ônus da prova, vejo uma situação potencialmente temerária, de uma feita que a prevalência da leviandade pode configurar uma injustiça.

E quem não possui auto-censura para vedar tais fatos a si mesmo, nem age como um bom ateu e menos ainda como um autêntico cristão.

A atitude do Washington possui a tal ponto o valor do bom exemplo, que sua intenção passa a ser algo de somenos importância. E, se não nos é dado perscrutar a mente das pessoas, melhor seria que tentássemos adivinhar-lhes a motivação.

Penso que a atitude do Washington é menos importante pela exposição do divinatório, e muito mais relevante por sua necessidade de afirmação dos mais autênticos valores humanos.

Ao jornalista, coube a sensibilidade perceptiva e a singeleza do gesto fraseológico.

Parabéns, Washington!
Boa, Roberto e Juca!

Fraternalmente.

domingo, 26 de junho de 2011

Londres 2012: o Brasil deve estar lá a qualquer preço?

A coisa mais importante nos Jogos Olímpicos não é vencer, mas participar, assim como a coisa mais importante na vida não é o triunfo, mas a luta. O essencial não é ter vencido, mas ter lutado bem.

Lutado bem. Esse é um dos pontos que o nosso basquete tem se esquecido da famosa citação do Barão Pierre de Coubertain. Lutar bem. Vamos juntar ao juramento olímpico “para honra das nossas nações e para a glória do desporto”.
olajuwonNada me convence que essa convocação não é pró-Brasil, ela é  pró-basquete, ou seja, a tal chapa de oposição que hoje é situação na CBB. Também não gosto das análises que transformam a convocação de Larry Taylor como consequência da falta de armadores – o trabalho da CBB por naturalizar o atleta já demonstra que o que importa é ir a Londres para dizer que esta tudo bem.
Ainda sobre os armadores, essas posturas jogam a culpa nos que existem, os desqualifica e tira de nosso colo, técnicos e dirigentes, a responsabilidade pela deficiência técnica na tal posição. Se é que ela existe, é por que não fizemos o dever de formar e, nesse sentido, precisamos assumir uma postura de mudança e não desqualificar os jovens que nós mesmos formamos. Aí resiste todo o problema: os clubes que desenvolvem um forte trabalho de base, de formação, de conceito de jogo e de fundamentos, estão sempre se destacando em competições. Um exemplo: não adianta um Jason Kid, tentando organizar o ataque se, os demais colegas, não souberem jogar sem bola, apenas posicionar-se na linha de três pontos a espera do final dos 24 segundos por que, nesse momento, a bola chegará neles.
pat_ewing_580O problema não é o armador. É o conhecimento do jogo e o nível dos fundamentos do atleta brasileiro. Lembrem-se do Paulo Murilo dizendo que, no início, tentaram reclamar do trabalho com fundamentos e exercícios básicos que ele desenvolveu no Saldanha da Gama. Resultado?
Portanto, ao focarmos toda a nossa má fase em uma posição, estamos dizendo que "Magnano é o cara, nós somos incompetentes", em função da convocação equivocada de Larry Taylor. Não creio nisso. Não creio que os técnicos que se manifestaram na contratação do Colinas se sintam assim ou sejam incompetentes. Desprestigiados eles se sentem, todos nós que trabalhamos a beira da quadra nos sentimos. E, dessa forma, não dá para crescer e contribuir sem o reconhecimento do que se conquista nas quadras tupiniquins.
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Repito o que tenho dito pelo twitter e em outros fóruns: estamos sendo imediatistas, grandes articuladores do basquete estão pensando no amanhã (Londres) e esquecendo-se do depois de amanhã (Rio 2016) e do futuro (2020, 2024…).
Dar espaço, oportunidade, formar quem esta na posição e se dedica no dia-a-dia é um dever da CBB para ter quem represente o Brasil sendo brasileiro. Larry Taylor não é 1 milésimo brasileiro como (H)Akeem Olajuwom (chegou nos EUA em 1980 e só jogou na seleção em 1996!) e Pat Ewing (foi morar para os EUA com a família aos 11 anos e só aos 22 anos jogou na USA Basketball) são americanos.
Podemos falar de Serge Ibaka, que é um refugiado da II Guerra do Congo, quando perdeu a mãe e o pai foi preso - seus pais foram jogadores da seleção da República (Democrática) do Congo. Jogou na Espanha por quatro temporadas de 2006 a 2009, de junior, passando por LEB Oro e ACB, dos 15 aos 19 anos, na pior fase da vida, passagem da adolescência para a vida adulta, órfão de mãe e com o pai preso. Aos 19/20 anos foi para a NBA... Alguém tem alguma dúvida que ele é espanhol, por adoção e gratidão, não por comércio?
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Outros casos foram analisados pelo Giro no Aro, quando fala de Chris Kaman e os princípios “ius solis” (EUA) e “ius sanguinis” (Alemanha). Também citam como outras seleções estão recheadas de estrangeiros. Leia mais nesse link do Giro no Aro e leia também os comentários que demonstram além do que nós escrevemos.
Essas são situações plenamente aceitáveis.
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Exceções são a da Rússia (J. R. Holden, naturalizado em 2003, jogou Eurobasket 2005, 2007, 2009 e Pequim 2008, dos 27 aos 32 anos…) e a que estão tentando nos impor como normal é uma manobra eleitoreira, imediatista e mais um pontapé rumo a derrocada do basquete brasileiro - Carlos Nunes é o protagonista da crise que vive o basquete gaúcho e corresponsável da crise brasileira, embora minha consciência me diga que todos nós, de uma maneira ou de outra, somos também responsáveis. No futuro não quero dizer "eu avisei", quero vibrar com um Brasil vencedor, com base na seriedade da conduta e na execução do planejamento proposto e levado à cabo pela nossa entidade máxima.
Há sim em minha posição uma forte ideologia de esporte olímpico, de nacionalidade, de superação cotidiana das dificuldades, dos próprios limites e de integração entre as equipes. Há, comigo, a necessidade das conquistam ocorrem com base no lema olímpico: de citius, altius, fortius. O esporte é integrador, desenvolve valores, o patriotismo, fortalece o espírito, diminui diferenças – e elas voltam a surgir pelas formas como cada nação investe nele e obtém resultados. Os Jogos Olímpicos são uma grande oportunidade de patriotismo. Isso mesmo: nação e patriotismo (lembram da entrada dos atletas americanos após o 11/9/2001?). É isso que são os Jogos: competições entre atletas que integram as diferentes culturas e fortalecem suas nações.
larry_taylorFinalmente, alguns dizem que o que importa é estar em Londres/2012. Isso me parece a busca por alegria fugaz, efêmera ao colocar o desejo de ver o basquete em uma edição dos Jogos Olímpicos e a frente de futuras gerações vencedoras – casos de Austrália e Argentina, sendo que esta arrumou a casa em meados dos ano 1980 para faturar a partir de 2000. Quinze (15!) anos de trabalho gente! Não é do nada que estão massacrando nossas seleções – exceção a vitória da sub-19 ontem.
Será que vocês imaginam que não quero ver o Brasil nos Jogos Olímpicos para decretar o fim da era Carlos Nunes? Ou entre semifinalistas de um mundial? Eu quero também minha gente! Eu quero dizer que não quero o basquete brasileiro quebrado como o gaúcho, pois o atual presidente da FGB jogou na mesma época que eu e sabe da grandeza do basquete gaúcho antes de Carlos Nunes ser presidente da entidade. Mas eu também quero um amanhã diferente, feliz e com muito basquete pelo país. E para isso, preciso continuar falando de esporte como educação, com seus valores positivos e da necessária organização das entidades que administram e desenvolvem o basquete no país. É importante terem isso em mente ao analisarem minhas posições.
Conceitos
Nação: comunidade com laços históricos, linguísticos, etc. sob governo único dentro de um território. Grupo unido por crenças, origens, costumes
Patriotismo: amor à pátria (país ou terra natal, lugar de origem)
Citius, Altius, Fortius: mais longe, mais alto, mais forte. Esse é o lema olímpico que muito tem distorcido em busca de falsas vitórias.
Sequência das fotos
Hakeem Olajuwon (EUA), Pat Ewing (EUA), Serge Ibaka (Espanha), Chris Kaman (Alemanha),  J. R. Holden (Rússia) e Larry Taylor Jr. (Brasil???)
       
        

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Distribuindo o conhecimento

Eu tive um professor na universidade que preparava as aulas práticas e as deixava a nossa disposição, para xerocar. Ele dizia que ter a aula pronta na mão não gerava capacidade de reproduzí-la com a mesma qualidade que ele. Teria que trabalhar, ter experiência e conhecimento sobre o conteúdo.
Enquanto no Brasil se faz torneios, jogos, clínicas (quantas?) e não divulga-se com a necessária antecedência, de forma que todos quantos quiserem possam organizarem-se e participar, os hermanos - atuantes na NBA e na Europa – estão passando o que aprendem para seus conterrâneos menores, futuros jogadores.

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(essa não encontrei link, apenas esse banner, mas já ocorre semana que vem)




Para finalizar, rumo a capital federal: uma partida para o norte do continente. Os norte-americanos fazem clínicas, camps e todo tipo de evento para vender seu produto e atrair a atração dos jovens durante o verão, mantendo a mente sã e o corpo são. Coach K não é diferente. Entretanto ele inova. Cria a Duke Basketball Online Clinic. Por alguns dólares é possível ter acesso ao curso on line. O mais prolongado deles custa US$ 115,00. É caro? Faça uma parceria entre quatro colegas e acesse as dicas do último Campeão Olímpico, semi-finalista da NCAA 2010/2011.


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O que quero com isso? Reflexão sobre:
  1. a formação de técnicos de basquete no Brasil, com ênfase na ENTB;
  2. o desenvolvimento de clínicas e camps da modalidade, ministrado por técnicos de basquete;
  3. convidar os antigos atletas para palestrarem para seleções, camps de forma a multiplicar a experiência do ex-atleta e aprendermos com ela;
  4. Camp da CBB – organizado e pago pela CBB. Fazer por região (5 camps), em janeiro/2012, com foco nos atletas das seleções estaduais de cada região e mais algumas vagas abertas pela entidade para atletas da faixa etária estipulada.*
Grana pra fazer isso a CBB tem. É só querer gastá-lo bem e não apenas em viagens infrutíferas como a atual licença para ir à FIBA.
Quem acrescenta mais idéias e ações para elevar o basquete brasileiro e vinculadas a idéia de camps? Escrevam!

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* Números da proposta do item 4. Fazer a cada 3 estados, para viabilizar pelo número de pessoas envolvidas na organização. 72 atletas masculino e feminino das categorias sub-15, sub-17 e sub-19. 28 pagos nessa faixa etária, ou seja, cada estado terá 100 vagas. Na faixa eária dos 12 aos 14 anos mais 100 vagas pagas pelos atletas. Hein, mas essa grana não é para escorregar. É para pagar contratação de monitores para ajudar na organização do evento. Assim, atender-se-á 5.400 atletas.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Estrangeiros: participarão até quando da seleção?

Tenho lido e percebido palavras e atitudes que mostram revolta, tristeza e um sentimento de impotência na grande maioria dos basqueteiros. Isso em relação aos estrangeiros na seleção brasileira.

Entretanto, venho externando algumas dessas posições há anos. E outros o fazem. Destaco que eu tenho minhas preferências, de técnico a jogador. Por exemplo, creio que Hélio Rubens tenha cacife para dirigir a seleção, que Helinho merece minutos qualitativos para a equipe pelo que desempenha no NBB nas últimas três temporadas. Mas eles não convocam jogadores de Franca, só depois que saem de Franca e se estão na lista e vão para Franca, não voltam à lista. Falo de seleção principal.

Eu critiquei, certa vez, Hélio Rubens e Helinho na seleção, por que criticava o Manteguinha e tinha que ser coerente. Manteguinha tinha o pai dentro da CBB. Mas Helinho é superior tecnicamente. Naquela época Manteguinha era tido como a revelação do Brasil na posição, que estava ali por méritos. Onde ele jogou nos últimos anos? Para onde foi? Quando foi citado entre os melhores do país? Esteve nas seleções pelo mesmo motivo que começaram a convocar Raulzinho agora.

Nesse momento, o que nos une é a tal ojeriza a estrangeiros em nossa seleção – como diz o Balassiano, não é xenofobia. Acrescento que não o é, até por que temos xenofilia por algo estrangeiro (como basquete americano, por exemplo). Bom, primeiro o técnico, depois o assistente para o Mundial, depois o mesmo assistente para um pequeno período que se estenderá até o fina do pré-olímpico - tirando João Marcelo e Régis do grupo e colocando o inexperiente Demétrius que recém saiu das fraldas no comando de treinamentos e equipes, apesar dos resultados obtidos. Finalmente, colocam mais um estrangeiro, agora em quadra. Um americano. Penso que a CBB sabia disso e não quis revelar. E nossos técnicos nessa história? Só perdem. Perdem experiência, oportunidades e nós vamos estar no ciclo da dependência para 2016.

Junta-se a nós Oscar Shimidt que diz que como brasileiro, soldado da pátria, tem que defender a seleção como se em guerra estivéssemos. Concordo com isso. Veja e ouça atentamente em http://esportes.r7.com/blogs/oscar-schmidt/2011/06/19/selecao-brasileira/. Uma das coisas que ele diz é que jogou cinco jogos olímpicos e que eles classificaram o Brasil para todos. Ele esta certo!

Dei-me ao trabalho de garimpar algumas postagens no Mais Basquete para valorizar o diálogo e para apreciarem a minha escrita e verem minha posição em relação a isso tudo desde o início.

Colinas e Magnano são a ponta do iceberg (02/10/2010)

Sobre o fracasso de Colinas e de Magnano nos mundiais eu escrevi:

"Carlos Colinas e sua consciência tranquila e o grande Rubén Magnano são escolhas de vocês. Se eu escrevesse uma linha contra em março, era crucificado... e o fui. Agora a culpa é deles? NÃO!!! Eles são profissionais e vieram atrás do que a CBB podia fazer por eles: dólares e euros".

Tive dois comentários publicáveis (os demais, deletei). Do Colin: "Continuo defendendo o Magnano, pelo trabalho que ele já fez na carreira [...]. O Magnano já disse que só fica na Seleção se puder ter ingerência no trabalho da base. Ele não se recusa a trabalhar com brasileiros, tinha Neto, João Marcelo Leite e Regis Marrelli como assistentes e nos dois últimos confiou para dirigirem o time no sul-americano. Ele já viu que investir nesse time atual não adianta, que nomes como Murilo, JP, Nezinho não servem nem para seleçao B e que Marcelinho vem queimando sua última lenha. Confio e coloco a mão no fogo por ele. Acho que não vou me queimar. Os técnicos brasileiros pararam no tempo, precisam de mais convivência com o exterior, e isso tem que partir da CBB e da tal escola de treinadores. Mas essa é dirigida por um preparador físico, né?"

Agora o do Alexandre Rocha: "Helio Rubens dirigiu a seleção brasileira por mais de uma decada. Seja de modo direto na CBB ou no time Base: Franca. E o que tivemos? A geraçao Helinho. Ta com Saudade?"

Bem, o passo seguinte é cruel: assistente argentino e armador americano, com processo de naturalização ainda não resolvido. Ou seja, vai se naturalizar para jogar na seleção e, quiçá, uma edição dos jogos olímpicos, pois pela seleção americana não teria espaço. Aliás, observação óbvia até para atleta do mirim. Ao contrário do Shamell, que constituiu família e esta feliz em viver no Brasil – pode ser que vá embora, mas hoje ele tem mulher, filhos e diz amar o Brasil.

Unbelievable!!! (31/08/2010)

"Então, essa fase de Rubén Magnano e Fernando Duró a frente da seleção tem que ser transformada em aprendizado, de formação de novos e competentes técnicos do basquete brasileiro - não aquele cursinho da ENTB."

Um elogio após a derrota para os EUA no Mundial, mas que foi por terra no jogo seguinte: o laço argentino sobre o mesmo time. O técnico foi outro, o time foi outro, os adversários foram outros... Claro, mas eram inferiores aos EUA e mesmo assim nos socaram. Scola foi demolidor. Delfino com bolinhas certeiras, na hora que precisavam...

Em busca da auto-estima (Parte I) - (23/01/2010)

"A primeira coisa que chama atenção na administração de Carlos Nunes esta na criação dos coordenadores de seleções, cargos de Hortência e Vanderlei. Ele trouxe quem esteve nas quadras para administrar e gerenciar questões como os jogadores da NBA, da Europa e Iziane, por exemplo [...]"

Veja, eu também cometi erros ao acreditar que ser presidente da CBB para o Carlinhos Nunes era importante para desenvolver o basquete brasileiro. Que Vanderlei e Hortência - principalmente a Rainha - iriam fazer algo positivo a frente das seleções masculinas e femininas. Promover Janeth e Demétrius é promover os amigos e desmerecer, ofender os profissionais que estão batalhando pelo basquete há anos e são deixados de lado. Eu quis acreditar no Carlinhos, mas o balanço da CBB mostra exatamente o que vimos no RS: começou uma marolinha que virou uma sequência de tsunamis. Cuidado!

Splitter, sempre acreditei nos jogadores do Brasil (08/09/2009)

"Splitter, não é uma questão de acreditar em vocês, pois são craques, vencedores na quadra, na vida (quantos percalços e quanto luta para conseguir concretizar os sonhos, não é mesmo?) e nos enchem de orgulho mundo afora. Nós, que ficamos no Brasil, amamos o basquete como vocês e não podíamos nos calar sob anos de desorganização, falta de planejamento e comando na seleção. Ainda temos críticas (um só armador, um técnico estrangeiro, o trabalho de base...), mas quem pode nos condenar por querermos o basquete grande, espalhado por Pelotas, Blumenau, Maringá, Ji-Paraná, Belém, Palmas, enfim, em todos os rincões do Brasil?"

Creio que esse trecho diz muito do que queremos Sabbag. Não é mesmo?

Copa América 1 (15/08/2009)

Eu disse em um dos parágrafos: "A seleção brasileira de basquete passa por isso: todos queremos impor nossa metodologia. Uns querem que sigamos os norte-americanos e outros os europeus. Há ainda os que querem impor a ginga brasileira e a malícia do streetball que só cresce por aqui (por quê?). Mas o que todos queremos é VENCER. Estar entre as quatro melhores seleções, obter vagas para mundial e olimpíada".

Para finalizar, todas as pessoas que estão do lado de fora do basquete merecem espaço no próprio basquete, mas alguns são menos viciados do que nós e mais pragmáticos com as necessidades diárias: é preciso viver/sobreviver e para isso trabalhar é preciso. Não estão errado e não os julgo por isso. Vejam a paixão com que Guilherme Kroll se declara ao basquete e as necessidades de se manter ligado a um projeto de futebol. Se o basquete for massificado, essas pessoas terão novamente espaço, poderão viver do basquete. Enquanto for elitizado no centro do país, com apenas 20 clubes sendo considerados de ponta, não haverá lugar para todos. É preciso fazer uma transição dos poucos para muitos. É simples. É matemática: mais clubes disputando torneios estaduais, mais comissões técnicas, mais dirigentes, mais possibilidades dos estados estarem representados no NBB e, quem sabe, na seleção.

Vou torcer a favor do Brasil, é óbvio, mas minha postura é a mesma: globalização tem um limitante que é a seleção brasileira. Se os outros países quiserem por técnicos brasileiros, bom para o nosso esporte e crescimento. Mas aqui devemos priorizar os brasileiros. Não importa se Magnano classificar o Brasil. Para Carlos Nunes, double-chpa, isso não quer dizer nada.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Torneio 5 x 5: Cariocas ou Paulistas?

Publico esse release, em sua íntegra, por que não estou com vontade de falar da seleção brasileira ocnvocada por Rubén Magnano. Nada contra, pelo contrário, apenas dois ou três nomes que não me agradam. Mas aí, o que importa é que Rubén Magnano acredita nesses atletas e eu quero acreditar na seleção, mas controladamente para a frustração não ser grande. Vou por uma enquete aqui e vou fechar a questão da seleção de desenvolvimento.

Vamos ao Torneio NBA 5x5?

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Rio de Janeiro, 16 de junho de 2011 – O Torneio NBA 5x5, primeira competição escolar organizada pela NBA no Brasil, chega à fase final colocando frente a frente os campeões cariocas e paulistas, uma antiga rivalidade que agora será decidida na linha dos três pontos e dentro do garrafão.

Muita torcida compareceu ao Instituto Pio XI, palco das finais regionais no Rio de Janeiro, e  não se decepcionou. Com o clima quente dentro de quadra, o público assistiu às finais das três categorias em clima de festa e muita descontração.

Pelo feminino, no último segundo de jogo, a Escola Municipal João Goulart  tirou o caneco das donas da casa ao vencer por 15 a 14, enquanto no masculino Sub-15 o Prosper bateu o Pio XI com uma vitória por 24 a 18. Já no jogo mais esperado do dia, pelo Sub-17, o Notre Dame Ipanema, conduzido pelo MVP Daniel Lorio, conseguiu o título pelo placar de 49 a 40.

Mais de 40 escolas e 140 equipes participaram da primeira edição do Torneio NBA 5x5, que agradou tanto aos parceiros quanto aos participantes. Foi fantástico também ver que vários jogos tiveram ginásios cheios, mostrando o interesse do público brasileiro pelo basquete”, concluiu Philippe Moggio, vice-presidente da NBA para a América Latina.

PROGRAMAÇÃO

13H50 – Circuito de Habilidades – Todas as categorias

15H00 – Final Nacional Feminino : E.M. João Goulart - RJ  X  Batista Brasileiro - SP

16H00 – Final Nacional S15 : Mackenzie - SP  X  Colégio e Curso Prosper - RJ

17H00 – Final Nacional S17: Notre Dame Ipanema - RJ  X  ST. Paul's - SP

18H00 – Premiação das finais e circuito de habilidades

As finais nacionais serão disputadas no Continental Parque Clube – Rua Doutor Augusto Meirelles dos Reis Neto, 18 – Parque Continental -SP. Além dos jogos, muitos ações serão realizadas pelos patrocinadores e prêmios serão distribuídos.

Acesse o website oficial do torneio com link direto ao site da NBA no Brasil: www.torneionba5x5.com.br

Informações para a imprensa: Agência Ideal

PABX: + 55 11 3035 2161 – www.agenciaideal.com.br
Bruno Municelli – bruno.municelli@agenciaideal.com.br
(11) 3035-2188 (direto)
(11) 9511 7744 (celular)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Avaliação da Seleção de Desenvolvimento Masculino, segundo a CBB

Abaixo reproduzo, ipsis litera, a avaliação da seleção de desenvolvimento realizada pela comissão técnica envolvida, pela CBB e divulgada pela entida máxima do basquete. Cabe a divulgação no Mais Basquete por que a avaliação veio a público após minhas críticas. Vou marcar, com negrito, alguns trechos que comentarei na quarta-feira.

Avaliação da Seleção de Desenvolvimento Masculino (http://www.cbb.com.br/competicoes/mundialSub19M2011/showrelease.asp?a=8604&e=527)

São Sebastião do Paraíso / MG - Reunidos desde o dia 5 de fevereiro, a seleção de desenvolvimento masculina terminou sua primeira etapa. Os atletas que a formavam foram divididos em suas respectivas categorias. Dos 16 atletas, que estavam treinando na seleção de desenvolvimento sob o comando de José Alves Neto, e sob os olhares de Ruben Magnano, e a comissão técnica, cinco deles embarcaram na última terça-feira, com a sub-19 rumo aos amistosos na Europa. Outros cinco que treinaram na etapa final em São Sebastião do Paraíso, já retornaram para seus clubes.

O técnico da seleção de desenvolvimento e da seleção sub-19, que disputará o Mundial, José Neto, avaliou os treinamentos do grupo, em São Sebastião do Paraíso (MG).

Foi um projeto inédito do basquete brasileiro esta seleção de desenvolvimento. Todos os jogadores apresentaram muita vontade durante toda a etapa em que estávamos em São Sebastião. Conseguimos desenvolver um ótimo trabalho e que já estamos colhendo os frutos. Leonardo Meindl, Lucas Mariano, Felipe Taddei, Durval Cunha e Gabriel Aguirre embarcaram rumo à Letônia para o Mundial. A cidade de São Sebastião do Paraíso também abraçou esta seleção e o projeto da CBB. Espero que possamos continuar com esse projeto sempre que possível. Estou muito orgulhoso de todos os atletas que fizeram parte do grupo”, comentou Neto.

José Neto avaliou os resultados obtidos com essas seleções.

“A proposta inicial foi que os jogadores de potencial e se desenvolvessem basicamente nos aspectos físicos e técnicos. Pelas avaliações e reavaliações realizadas com os 16 jogadores, pudemos ver o satisfatório resultado alcançado. No conceito de jogo defensivo e ofensivo eles estão muito acima do que quando chegaram. Nosso objetivo com a seleção de desenvolvimento, como o próprio nome diz, era desenvolver atletas que tivessem condições de integrar as seleções brasileiras de base. Resultado alcançado hoje com atletas distribuídos entre as equipes sub-16, sub-17 e sub-19. Conseguimos realizar um trabalho com mais qualidade nos dois pilares que tiveram essa seleção, que era o trabalho físico e técnico”, avaliou José Neto.

As categoria sub-17 receberam quatro atletas e a sub-16 dois. As duas seleções seguem em fase de preparação. O comandante da seleção sub-17, Demétrius Ferracciú, e da categoria sub-16, André Germano falaram do projeto.

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“Os meninos que participaram do projeto tiveram uma evolução muito grande. A seleção serviu para desenvolver atletas que podem servir as seleções brasileiras de base atualmente e no futuro até adultas. Convocamos para os treinamentos da equipe sub-16, o Lucas Dias e o Guilherme Saad. São dois atletas que serviram de referência tanto parte técnica, quanto na física para os outros jogadores. A preparação deles foi muito maior do que se estivessem em seus clubes. Os 16 jogadores da seleção de desenvolvimento tiveram um trabalho diferenciado e intensivo”, analisou André.

“A evolução dos atletas no sentido técnico foi imensa. Nunca havia presenciado um trabalho deste nível anteriormente. Achei ótimo o projeto, pois possibilitou que os jogadores se dediquem e mostrem seu talento. Eles ficaram concentrados durante um período grande só pensando e fazendo exclusivamente o basquete. Convocamos para a sub-17, os jogadores Felipe Braga, Felipe Rech, Matheus Pereira e Leonardo Demétrio. Eles estão com o condicionamento físico e técnico muito bom. Fiquei muito contente com o resultado obtido por esses atletas”, disse Demétrius.

Com enfoque principal no condicionamento físico desses jogadores, a preparação física foi feita em conjunto com a parte técnica. O preparador físico da equipe, Diego Falcão, e o fisiologista Rafael Fachina, analisaram os resultados obtidos.

“Os resultados das avaliações foram muito bons, conforme esperado. Hoje em dia, a preparação física e o trabalho técnico são integrados. Quando os meninos chegaram em São Sebastião fizemos uma avaliação diagnóstica, depois dividimos as cargas pelos grupos. O fator idade também foi avaliado, já que se tratava de um grupo com atletas entre 15 e 18 anos, trabalhamos de forma diferenciada com os jogadores. Queríamos dar aos atletas um nível de treinamento igual é dado aos atletas de excelência. Os treinos foram diferenciados e os avanços monitorados para que todos alcançassem na mesma condição”, avaliou Diego.

“Toda as semanas nos reunimos para rever e analisar o controle do que estava sendo feito e fazermos o planejamento. De acordo com o que íamos percebendo, aumentávamos ou diminuíamos as cargas de choque possíveis e que esperávamos. Em resposta, nas reavaliações vimos que os jogadores tiveram em média de 70% de evolução em suas capacidades físicas. Percebemos que conforme íamos controlando a carga dos treinos, a cada semana, e fazendo o ajuste fino os meninos iam alcançando cada vez mais o caminho da evolução. Nesse momento em que se encontram anterior a competição, com 70% do seu nível de condicionamento físico alcançado, eles caminham para os 100%, disse o fisiologista.

Ainda dentro do trabalho e avaliações físicas, Rafael Fachina, avaliou os amistosos realizados pelo grupo.

Os amistosos foram importantes para a avaliação do técnico, no sentido tático. Não tínhamos o objetivo de ter algum resultado. Assim que terminaram as reavaliações, começamos com o período de competições. Então os treinos passaram a ser feitos visando a resistência dos jogadores. Queríamos que ao correrem vencessem a fadiga e ficassem cada vez mais velozes, influenciando assim na questão técnica e melhorando a defesa do time. Um dos pontos importantes foi que não tivemos lesões durante todo o período. Os que vieram para a seleção com lesão, tiveram um trabalho físico e fisioterápico diferenciado do grupo”, disse Fachina.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Seleção de Desenvolvimento. Desenvolver o quê?

Vejam bem, ontem falei da autoria e a importância que tem para nossa memória esportiva, tema tão estudado no meio acadêmico, lembrarmos a contribuição de cada pessoa sel_desenv_dia1para que exista uma estrutura, uma equipes treinando, vencendo competições e formando atletas nas várias modalidades praticadas no Brasil. Nesse processo, reforcei a magnitude do feito de Walter Roese, afinal perder para os EUA, em solo americano (San Antonio), por uma diferença de 3 pontos no placar (EUA 81 x 78 Brasil) é muito significativo. Mesmo assim, todos enaltecem Rubén Magnano pelo grande feito de ter perdido de 2 pontos para a seleção americana no Campeonato Mundial Adulto de 2010 na Turquia.

Magnano dirigiu jogadores rodado. Walter Roese – sem o título de campeão olímpico – dirigiu um time Sub-19, com apenas um mês de treinamento e sem terem grandes experiências em âmbito internacional. Será que conseguiremos mensurar a motivação e mobilização que ele conseguiu dar aquele grupo, naquele momento? E o que nosso basquete fez? Descartou, jogou fora aquele que é um dos maiores responsáveis pela abertura das High Schools, NJCAA e NCAA para brasileiros, desde Rafael Bábby Araújo, Tavernari, Douglas Kurtz, Marlon Louzeiro entre outros…

Percebem o tamanho do feito do Walter? Percebem aonde colocamos um grande batalhador do basquete brasileiro?

Então, vamos falar da seleção de desenvolvimento? Como uma confederação realiza um projeto que pretende formar novos jogadores, os qualificando como atletas que representarão o Brasil no futuro, provavlmente em 2016?

É preciso destacar que esse processo de concentrar atletas do basquete não é realizado há muito tempo – que só lembro do trabalho do Ary Vidal em 1987, sem querer desmerecer qualquer outro técnico. Isso é um velho sonho de qualquer técnico: reunir os melhores talentos em um mesmo local, por um longo período, possibilitar-lhes treinamento técnico, físico e tático sobre o olhar da comissão técnica da confederação. Oportunizar intercâmbios com outras seleções, através de amistosos. Facilitar vivências diferentes, como assistir jogos de adulto do NBB, palestras, interação com grandes atletas e técnicos da modalidade, enfim, facilitar-lhes a integração com o meio basquetebolistico brasileiro de alto nível. Além da continuidade da formação escolar e/ou universitária, é um privilégio participar desse processo. E esse processo deveria acontecer com as seleções estaduais.

O custo desse processo é alto. Elevadíssimo, se pensarmos que além de atletas, toda a comissão técnica tem que estar no mesmo local. Entretanto, há alguns anos ele é real. Viável com verbas que são despesajadas pela Lei Agnelo-Piva que chegam na confederação via COB. São quase 2 milhões por ano que a CBB recebe com a finalidade de fazer programas e projetos de fomento, manutenção da entidade, formação de recursos humanos, preparação técnica, manutenção de atletas e organização e participação em eventos esportivos. Foram exatos R$ 1.850.085,00 em 2009 e R$ 1.681.020,00 em 2010. Vamos somar a parte que a Eletrobrás repassa como patrocínio para as seleções, existe um grande movimento para qualificar os atletas e desenvolver a modalidade no Brasil.

Mas esse debate vou lançar na próxima quinta-feira, dia 9/10, já que necessito da avaliação do Relatório da Lei Agnelo-Piva com o cruzamento do balanço da CBB.

 

Como funcionou a Seleção de Desenvolvimento?

sel_desenv_magnanoInicialmente foram vinte e dois (22) nomes na lista e na fase de treinamento de janeiro. Essa lista que foi reduzida para dezesseis (16) nomes que a partir de 5/2 passou a morar e treinar, em dois turnos, em São Sebastião do Paraíso-MG. Sem jogar por seus clubes, com outras seleções nacionais de mesma faixa etária até a lista divulgada nesse domingo pela CBB. Esses moleques continuarão por lá? Não tenho dúvida que aprenderam muito sobre a convivência no esporte e com as palestras que tiveram, principalmente com o técnico da seleção adulta. Mas treinar sem jogar é válido? A ida a Dallas vale como jogar?

Em 09/5 onze (11) atletas foram integrados a Seleção de Desenvolvimento, sendo que nove deles jogaram a Copa América de 2010 e TODOS participaram da fase de treinamento desenvolvida por Walter Roese no período de 23/5 a 19/6/2010 em São Bernardo do Campo e de 21 a 25/6 em San Antonio-Texas/EUA, quando fechou o grupo que disputou a Copa América de 26 a 30/6/2010 na mesma cidade e conquistou a vaga para o mundial deste ano. Portanto, foram chamados trinta e três (33) atletas para a seleção de desenvolvimento.

Esse grupo, de onze atletas, chegou na fase final. Em termos de periodização do treinamento esses jovens chegaram no início do período transitório (30a 60 dias de descanso), pois vinham de competições por suas equipes. Deveriam passar pelo período preparatório para chegar no competitivo. Isso em 50 dias. Portanto, de 9/5 a 30/6 temos exatos 51 dias para descansarem e passarem pelo período preparatório, que deve ter sido o que os jovens que estão em São Sebastião do Paraíso desde 5/2 estavam realizando até aproximadamente meados de maio. Assim os que juntaram-se ao grupo, chegaram para o período competitivo e iniciam a fase final de treinamento, com o objetivo de atingir o peak durante o mundial, de 30/6 a 10/7.  Peak é o limite máximo de performance individual.

Pois bem, nove desses onze convocados estão partindo para a Europa, onde começarão os oito (08) amistosos que servirão para ajustes e para atingir o ápice do desempenho físico e tático, auxiliados pela técnica de cada um. Portanto, pode ocorrer overtraining com esses atletas…

Voltando ao grupo que ficou em MG e a convocação final, conclui-se que cinco atletas desse grupo integraram a seleção divulgada nesse domingo: Durval A. Prado Cunha, Felipe Taddei, Gabriel Aguirre, Leonardo Meindl e Lucas Fernandes Mariano. Entretanto, Durval, Felipe e Gabriel fazem parte do grupo dirigido por Walter Roese em 2010 e apenas Léo Meindl e Lucas Mariano, ambos do Franca B. C. fazem parte da seleção de desenvolvimento.

Vinte dois atletas para que apenas dois (menos de 10%) cheguem ao Mundial. Esses dois são os perus de festa que conquistaram seus espaços nos treinamentos e merecem parabéns. Infelizmente a lista tem 13 nomes e só pode ter doze (12) na hora dos jogos oficiais. Creio que o Leonardo deverá disputar o mundial no lugar de Ícaro Parisotto (lesionado) e Lucas Mariano deverá ser cortado quando Lucas “Bebê” Nogueira juntar-se ao grupo, já na Letônia – esta programado assim, mas há dúvidas no meio do basquete que seja assim, pois Lucas Bebê esta participando do Draft da NBA e pode ser draftado, logo entrará no padrão dos tão debatidos seguros CBB/NBA.

Assim, foi investido uma grana muito alta para que apenas dois atletas cheguem as portas do mundial e apenas um participe efetivamente (posso estar errado e os dois participarem, termos um corte surpresa).

Mas até aí, dirão alguns, nada de mais, afinal poucos conseguem alcançar o Olimpo. Só que a CBB conseguiu fazer lambança de um projeto bom. Cria um problemaço para os jovens que abdicaram de seus clubes para estarem em São Sebastião do Paraíso em busca de espaço na seleção brasileira no Mundial e alavancarem suas carreiras como jogadores – não vou nem falar de estudo, escola ou faculdade, que é onde esses jovens deveriam estar parte do seus dias, pois não sei o que aconteceu por lá, apenas imagino que não tenha sobrado tempo com a rotina de treinamento imposta das 8h as 10h e das 16h as 18h, sem falar em musculação, fisioterapias e etc.

Creio que o processo foi organizado corretamente, mas as “exceções” prejudicam o conjunto. Se eu fosse um dos 22 que começou em janeiro e fosse cortado para que o grupo do técnico anterior, que a comissão técnica não conviveu com a mesma intensidade, eu estaria muito frustrado hoje.

Bernardinho é que esta certo: treinamento em tal período e quemnão puder estar em Saquarema, que nem venha. Chamo outro para o lugar. Lá, no voleibol brasileiro, exceções só para lesionados, falecimentos, casamentos – e sem lua de mel! Esse é o problema: NOVE treinaram menos de 30 dias e vão para a Letônia, 16 sacrificaram-se desde janeiro e vão ver o mundial de casa.

Hoje, temos um grupo vencedor com Walter Roese nas mãos do José Alves Neto, auxiliar de outrora. Mas temos atletas em final de temporada e sem tempo suficiente para recuperação. Estão lá por que conquistaram a vaga na Copa América de 2010 e por que são talentos. Desde o início os meninos que começaram em janeiro não tinham a menor chance de se integrarem a esse grupo. Só na ausência do Lucas Bebê, não esperado essa particpação no Draft da NBA, e por causa da lesão do Ícaro Parisotto.

O que dirão na CBB se os moleques não tiverem pernas para aguentar o tranco durante 10 dias?

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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Mundial Sub-19: memória é o que nos falta...

13 nomes. Assim começa a lista da seleção Sub-19 que jogará amistosos na Letônia e Lituânia entre os dias 11 e 27/6 e no período de 30/6 a 10/7 disputará o Campeonato Mundial Sub-19 na Letônia. Nessa lista, 11 nomes integraram a programação de treinamentos realizada por Walter Roese em 2010.
Vejam a lista da Seleção Sub-19 Masculina:
NOME
POSIÇÃO
IDADE
ALTURA
CLUBE
NATURAL
Arthur Casimiro
Pivô
18 anos
2,06m
Paulistano (SP)
RS
Raul Togni Neto
Armador
18 anos
1,86m
Minas TC (MG)
MG
Davi Rosseto de Oliveira
Armador
18 anos
1,80m
Pinheiros (SP)
SP
Bruno Irigoyen
Ala
18 anos
2,02m
Minas TC (MG)
RS
Cristiano Felicio
Pivô
18 anos
2,06m
Minas TC (MG)
MG
Durval Cunha
Ala
19 anos
2,00m
Palmeiras (SP)
MG
Erik Rodrigues Camilo
Ala/Pivô
18 anos
2,03m
Paulistano (SP)
RJ
Felipe André Vezaro
Ala/Armador
19 anos
1,90m
Joinville (SC)
SC
Felipe Taddei
Ala/armador
18 anos
1,92m
Franca (SP)
SP
Leonardo Meindl
Ala
17 anos
2,00m
Franca (SP)
SP
Lucas Mariano
Pivô
17 anos
2,07m
Franca (SP)
GO
Gabriel Aguirre
Ala/pivô
18 anos
2,08m
Palmeiras (SP)
SP
Lucas Nogueira “Bebê”
Ala/Pivô
18 anos
2,13m
Estudiantes (ESP)
RJ

Todos sabem que Walter Roese é meu amigo. E todos os leitores sabem que o considero um dos grandes técnicos do basquete SUB19_2010_WALTERbrasileiro. O que me move nessa postagem, são dois fatos que não estão dissociados, mas que são significativos sobre como se faz basquete nesse país: o reconhecimento da autoria (portanto falo de memória) e a formação de uma seleção de desenvolvimento pela CBB.
Hoje vou falar rapidamente do reconhecimento de autoria. Amanhã, terça-feira, o final dessa postagem com uma análise da seleção de desenvolvimento.
Reconhecimento da Autoria
Quantas vezes dizemos que quem faz um bom trabalho deve conduzí-lo até o final? É assim em grandes empresas. Questões financeiras não deveriam ter afastado Walter Roese da seleção – boatos dão conta que ofereceram 20% do ele recebe na Universidade do Hawai’i e a data da apresentação que precisa ser transferida para março. Sua experiência no basquete universitário americano eleva o nível de qualquer seleção brasileira que ele integrar. De passagem, a equipe que foi conduzida por ele, perdeu de 3 pontos dos EUA – lá dentro, em San Antonio – e conquistou a vaga para o mundial sub-19 desse ano.
O que Walter Roese vai fazer durante o mundial? Vai ser scoutista dos adversários dos EUA durante a primeira fase do mundial e poderá, na sequencia dos jogos, agregar outras funções – com certeza atuará contra o Brasil, pois devemos cruzar com os EUA na segunda fase. Walter deveria ser o Técnico da Seleção Brasileira Sub-19 Masculina. Nós lhe demos as costas, os americanos aproveitaram. O leitor pode conferir em BasketBrasil e LatinBasket entre outros.
Amanhã, seleção de desenvolvimento...