domingo, 30 de junho de 2013

Herdeiros da bola laranja

Glen Rice
   Na noite do Draft, mais dois filhos de ex-atletas da NBA integram a liga mais famosa do mundo. Glen Rice e Tim Hardaway poderão ver seus filhos brilhando na NBA, assim como faziam nos anos 90. Glen Rice defendeu as cores de Heat, Hornets,Lakers, Kniks, Rockets e Clippers, sendo campeão da NBA com os Lakers em 2000, 3x All Star, MVP All Star Game 1997, campeão de arremessos de três em 1995 e líder da NBA em porcentagem de 3 pontos em 1997. Aposentou-se em 2004 nos Clippers, anotando 18.836 pontos (18.3 ppj), 4.387 rebotes (4.7 rpj) e 1559 bolas de três convertidas. 
Tim Hardaway
   






            

Tim Hardaway teve uma carreira tão brilhante quanto, tendo jogado pelas franquias dos Warriors, Heat, Mavericks, Nuggets e Pacers,  sendo 5x All Star, selecionado para o primeiro time da NBA em 1997, 3x selecionado para o segundo time da NBA, e tendo sua camiseta retirada pelo Heat (n° 10), além de ser medalhista olímpico em 2000. Aposentou-se com médias de 17.3 pontos por jogo (15.173 pontos), 8.2 assistências por jogo (7.095 assistências) e 1.6 roubos de bola por jogo (1.428 roubos). 
Tim Hardaway Jr., promessa da liga
   Escolhido na posição número 24, Tim Hardaway Jr. foi selecionado pelo New York Kniks, o ala de 21 anos,  tem a missão de ajudar a franquia Novaiorquina a chegar as finais da NBA. O garoto vem como uma opção de ataque e pode ter muitos minutos nessa temporada de novato. Juntamente com ele, Glen Rice Jr. foi escolhido na posição 35 pelos Sixers e trocado para os Pelicans, vindo da D-League onde na temporada foi campeão. O ala de 22 anos vem para a liga como uma promessa, escolhido na segunda rodada e chegando a liga com os pés no chão, mas com muito potencial.
Glen Rice Jr., garoto que brilhou na D-League e vem pra ser estrela
   As famílias da NBA seguem crescendo, além dos dois citados, Stephen Curry e os irmãos Zeller compõem a liga. Olho neles.

sábado, 29 de junho de 2013

Brasileiros na NBA

   Após a noite do Draft da NBA a liga Norte Americana ficou um pouco mais verde amarela, com dois atletas promissores de nosso país e que com certeza irão brilhar na NBA. Primeiramente parabenizo Lucas Bebê e Raulzinho que fizeram por merecer, e ambos entraram para a história nesse Draft. Bebê roubou a cena com sua cabeleira e seu jeito alegre, e foi comparado a Joakim Noah do Bulls,ao ser draftado em 2007.
Chegou com estrela e chamou atenção no Draft
   Bebê foi draftado na posição de número 16, tornando-se o terceiro brasileiro mais bem selecionado da história, o pivô de 2,13 m e 20 anos foi selecionado na primeira rodada do draft, após ser especulado na posição de número 11 para os Sixers. O pivô foi selecionado para o Boston Celtics, que conta com Leandrinho e Fab Melo, porém já foi trocado e defenderá o Atlanta Hawks. O general manager dos Hawks, Danny Ferry disse em entrevista que quer contar o quanto antes com Bebê e as outras duas escolhas do Draft, Dennis Schroder (17°) e Shane Larkin (18°), para as Summer Leagues, e demonstrou que Bebê será fundamental para a equipe.
1° armador brasileiro draftado na história
   Outro brasileiro selecionado foi Raulzinho, aramador de 1,82 m e 21 anos, que se destacou na Espanha e foi muito bem no Euro Camp da NBA, jogando muito bem e distribuindo várias assistências. O armador foi selecionado pela Atlanta Hawks na 47° posição e foi trocado com a equipe do Utah Jazz. Na quinta-feira (27) foi apresentado junto com seus companheiros Trey Burke e Rudy Gobert. O pai de Raulzinho gostou muito da ida do filho para Utah, pois é seu time favorito.
   Agora resta esperar que os atletas rescindam seus contratos com os antigos clubes e brilhem na liga. Sucesso para eles.
   

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Draft 2

   Continuando com a série do Draft da NBA, hoje apresentarei os prováveis selecionados nas posições 3, 4 e 5. E falarei sobre Lucas Bebê, nosso compatriota mais bem cotado para entrar na liga. 
Apostas dos Wizzards, provavelmente um dos nomes da liga
   Começando pela terceira escolha do draft, que será do Washington Wizzards. O atleta provavelmente selecionado é Otto Porter, um Small Forward bem alto e com uma grande envergadura, sendo a mesma de Anthony Davis que é pivô. Seus pontos positivos são a envergadura, versatilidade, bom passador, bom defensor, tem QI de basquete bom, é inteligente e sabe jogar, bom reboteiro, acerta bolas de 3 e consegue lances-livres bônus em faltas e tem um bom aproveitamento. Sua única fraqueza é que deve ficar mais forte e maior. Sua principal habilidade é sua versatilidade, é muito difícil marcá-lo, pois consegue fazer cestas de muitas maneiras e também é um bom passador, bom reboteiro e defende bem a sua posição. Aparece no Draft com médias de 16.2 pontos por jogo, 7.5 rebotes, 48% de aproveitamento dos arremessos de quadra, 42% do perímetro e 77% da linha dos lances livres.
Canadense que pode fazer sucesso na liga
   A escolha de número 4 pertence a franquia de Michael Jordan, o Charlotte Bobcats selecionará Anthony Bennett. Um Power Forward que apesar de não ser tão alto, possui uma grande envergadura e é atlético, conseguindo superar a sua baixa estatura para a posição. Sendo mais rápido que os adversários ele consegue levar os adversários para o perímetro e arremessar. Os pontos fortes apresentados são sua envergadura, ser atlético, boas mãos que demonstram segurança em receber e estar com a bola, bom reboteiro, bom trabalho de pés no garrafão e precisão em chutes além das linha de 3 pontos. Seu ponto fraco é não tem protótipo para jogar na posição 4. Ele entra no Draft com médias de 16.1 pontos por jogo, 8.1 rebotes, 53% de aproveitamento dos arremessos de quadra, 37% do perímetro e 70% da linha do lance-livre. 
Jogador com bom futuro se for bem polido
   Como quinta escolha, para defender as cores do Phoenix Suns, Victor Oladipo será o escolhido. O jogador da posição dois, com uma grande competitividade, muito atlético e capacidade de impactar o jogo em ambos os lados da quadra. Seus arremessos de três são uma boa arma, além de ser difícil de marcá-lo por sua facilidade de chegar até a cesta, e possuí capacidades de ser um grande defensor. Como pontos fortes sua forma atlética, um bom primeiro passo na bandeja, perigoso do perímetro, competitivo, ótimo defensor, bom reboteiro para sua posição. Como ponto fraco observa-se a sua altura para a posição, e é ruim em relação a passe e desperdício de bola. O atleta tem médias de 13.6 pontos por jogo e 6.3 rebotes por jogo, com 59% de aproveitamento dos arremessos de quadra, 44% do perímetro e 74.6% dos lances-livres.
Nosso compatriota mais concorrido e cotado para
ingressar na liga
   Nossa compatriota, Lucas Bebê, aparece como o mais certo do nosso país a ingressar na liga. Bebê fez testes e agradou a equipe dos Sixers, em sites especializados o pivô aparece com a escolha número 11 que pertence a franquia da Filadélfia. Os principais sites do Draft projetam Bebê para o primeiro round, após um bom Eurotrip, com muitas enterradas e tocos. O brasileiro está cotado entre a escolha 20 e 30, podendo ir para kniks, Clippers,  Pacers e Jazz, sendo o último uma das franquias que Bebê treinou. Agora é só esperar e torcer que algum brasileiro entre na liga amanhã, além de Bebê temos Raulzinho, Augusto Lima, Lucas Mariano e Gui Deodato. 

terça-feira, 25 de junho de 2013

O 3x3 chegou a capital gaúcha!

Foto: Divulgação / CBB

O armador Yannick Soares joga basquete desde os nove anos, quando começou a praticar a modalidade em sua cidade natal, Pelotas. Hoje, aos 23, o jogador orgulha-se de já ter defendido clubes de vários estados brasileiros. Neste fim de semana (dias 29 e 30), pela equipe Pelotas Basquete Clube (PBC), ele será uma das estrelas da etapa Regional de Porto Alegre do Basquete 3x3 Tour Nacional, evento com patrocínio exclusivo da Redecard e realizado pela Confederação Brasileira de Basketball (CBB). As disputas, no ginásio Tesourinha, reunirão competidores nas categorias Sub-18 e +18, masculinas e femininas.

A equipe PBC é bicampeã estadual. Yannick sabe, no entanto, que não terá vida fácil na competição do fim de semana. “Eu não tenho muita informação sobre os adversários aqui do Sul. Mas o fato é que o 3x3 está crescendo, ganhando muitos adeptos. Como é um jogo intenso, rápido, temos que nos preocupar também em não errar. Muitas vezes acabamos perdendo devido a nossos próprios erros”, avalia o jogador, que terá como companheiros o pivô Rober Sant´Anna e os alas Rodrigo Kilca e Max Martins.

Com o objetivo de chegar à etapa nacional, Yannick conta que seu quarteto teve um mês e meio de preparação. “Aproveitamos o período de férias nos clubes para treinar”, acrescenta o armador, que defendeu o Brasil no Mundial de 3x3, ano passado, em Atenas.

Na mesma categoria, a +18 masculina, uma outra equipe promete brigar pelo título. Trata-se da catarinense Pick and Rollmaço, formada pelo pivô Jony Stassun, os alas Eduardo Pereira e Tiago Willemann e o armador Marco Ribeiro. “O quarteto está jogando junto pela primeira vez nesta temporada e esperamos fazer um bom papel como representantes de Santa Catarina”, diz Jony. “Do Estadual para cá, quando fomos campeões, a equipe evoluiu bem. Vamos viajar focados em busca de um bom resultado”, afirma.

Antes de Porto Alegre foram disputadas as etapas de Recife e São Paulo, que já classificaram 16 equipes – oito de São Paulo, sete de Pernambuco e uma do Ceará –, para a etapa nacional. A quarta e última etapa regional será a do Rio de Janeiro, no dia 12 de julho. A etapa nacional será disputada também no Rio de Janeiro, dias 13 e 14 de julho, com transmissão ao vivo das finais pelo canal SPORTV.

Inscrições abertas
As inscrições para a etapa de Porto Alegre deverão ser feitas no hotsite do evento (www.cbb.com.br/3x3). Somente poderão se inscrever os atletas classificados nas etapas estaduais. 

Vagas em jogo
As equipes da categoria +18 masculina terão uma motivação a mais na competição. As três
primeiras classificadas na etapa nacional estarão garantidas no World Tour FIBA do Rio de Janeiro, nos dias 14 e 15 de setembro. O evento, por sua vez, classificará duas equipes para o World Tour Final FIBA em Istambul, na Turquia, dias 5 e 6 de outubro.

Já os atletas das categorias Sub-18 (masculina e feminina) serão observados para as convocações das seleções brasileiras 3x3 que disputarão o Campeonato Mundial Sub-18 em Jacarta, na Indonésia, de 26 a 29 de setembro.

Os jogos do Basquete 3x3 são realizados com duas equipes de três jogadores e um reserva que se enfrentam em meia quadra. A primeira disputa internacional foi realizada nos Jogos Olímpicos da Juventude, em Singapura, em 2010.

Sobre a REDECARD
A Redecard patrocina projetos esportivos de abrangência nacional, inovadores, com características de agilidade e que incentivem o coletivismo. Dentro das ações que recebem o apoio da companhia estão o Basquete 3x3 Tour Nacional e o Mundialito de Futevôlei 4x4. Na mesma linha estão a Megarampa, Match Race Brasil, Liga Futsal, Tour do Brasil – Volta Ciclística de São Paulo, Jump Festival e Torneio Internacional Cidade de São Paulo de Futebol Feminino, entre outros. Todas as atividades esportivas da Redecard são realizadas por meio da Lei Federal de Incentivo ao Esporte.

O BASQUETE 3X3 TOUR NACIONAL TEM O APOIO DO GOVERNO FEDERAL POR MEIO DA LEI DE INCENTIVO AO ESPORTE.

O 3x3 está crescendo no Brasil e pode se tornar esporte olímpico na Rio 2016

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Draft parte 1

   Já que a temporada regular acabou vou começar uma série sobre os prospectos para o Draft da NBA. Dessa forma começarei falando dos primeiros nomes, dados quase como certos as suas escolhas e posições no Draft. 
Esperança dos CAVS para erguer a franquia
   Considerado como certa a sua escolha em 1° lugar do Draft, Ben McLemore, de Kansas, possuindo potencial de super-estrela será a escolha do Cleveland Cavaliers. Pelo terceiro ano consecutivo os CAVS terão a oportunidade de selecionar  um atleta de grande potencial. Como suas habilidades principais, aparecem excepcional atleta, grande arremessador de 3 pontos, bom reboteiro para sua posição, bom aproveitamento de lances-livres, bom em trabalho de equipe, bom em arremessos após o drible e altruísta, possuí uma habilidade rara para um Shooting Guard, ao mesmo tempo é atlético e exímio arremessador do perímetro.  Como fraquezas, deve precisa se manter agressivo durante o jogo, precisa ser mais consistente e precisa ser maior e mais forte. Se ficar mais forte e mais alto, tem possibilidades de ter uma carreira brilhante como primeira opção de arremesso.   Possuiu médias de 15.9 pontos, 5.2 rebotes, 1.9 assistências, 1.0 roubos de bola por jogo e possui 49,5% de aproveitamento de arremessos de quadra, 42% de três pontos e 87% de lances livres. De quebra ainda, quebrou os recordes de freshman de sua universidade em pontos (589) e percentual de lances livres.
 
Mais um grande pivô para a liga
 A possível segunda escolha do draft será do Orlando Magic, o selecionado para a equipe será Nerlens Noel, power forward, vinha liderando o draft para ser a escolha número 1. Possui como características ser um excelente reboteiro, um defensor completo e um monstruoso bloqueador de chutes. Suas fraquezas são de não ser um atleta polido ofensivamente, precisa ser maior e mais forte pela sua posição e é um péssimo arremessador de lances-livres. Foi o calouro do ano da NCAA e liderou a liga em tocos, mesmo ficando de fora por lesão e ainda foi escolhido para o Primeiro Time da liga. Possui médias de 10.5 pontos por jogo, 9.5 rebotes, 1.6 assistências e 2.1 roubos de bola, 59% de aproveitamento de arremessos de quadra e 52,9% dos lances livres.

   

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Uma nova dinastia?

Personagens importantes da série Lebron e Leonard
   Com grande atuação de sua maior estrela, o Miami Heat chega ao bi-campeonato e levanta uma discussão, serão eles os novos Bulls dos anos 90? Em um grande jogo, com muita defesa e disputa intensa o comandados de Erik Spoesltra venceram sofrido em casa.
   Na partida realizada ontem na American Air Lines Arena, a equipe de Lebron e companhia suou muito para bater os velhinhos do Spurs. Com grande atuação de um atleta de seu banco de reservas, o Heat chegou a seu terceiro título na liga, Shane Batier anotou 18 pontos conseguindo 6/8 do perímetro, enquanto que Ray Allen, Mike Miller e Chris Bosh acabaram o jogo zerados. Quem começou o jogo com tudo foi Dwayne Wade, que acabou a partida com 23 pontos e 10 rebotes, mas jogando demais no primeiro tempo do jogo.
Fazendo história como maior cestinha de um jogo 7 e 2 vezes
seguidas MVP das finais e da liga
    Lebron foi um capítulo a parte, além de conseguir 37 pontos, que é a melhor pontuação de um atleta em jogo 7 da história, conseguiu 50% de aproveitamento do perímetro (5/10) e 12/23 dos arremessos de quadra, além de pegar 12 rebotes e distribuir 4 assistências. Ontem Lebron foi decisivo e jogou decidido a vencer, carregou o time nas costas, parecia o Lebron do CAVS, mas mais maduro e sabendo quando forçar e quando deixar o jogo fluir.  Com médias de 25,3 pontos, 10,1 rebotes e 7 assistências por jogo, não tinha como não levar o MVP das finais, e conseguir um feito relevante, juntando-se a Michael Jordan e Larry Bird como os únicos a vencerem o MVP da temporada e das finais duas vezes. Ainda, entrou na lista dos jogadores a conseguir MVP das finais duas temporadas seguidas, juntamente com Kobe Bryant, Shaq, Michael Jordan e Hakeem Olajuwon.
Duncan: um gigante de 37 anos e muito ainda a jogar
    O jogo foi disputado durante todos 48 minutos, sem nenhuma grande diferença na pontuação. Pelos Spurs os destaques foram novamente Tim Duncan, o Homem Biônico, esse nunca vai se aposentar, aos 37 anos o astro conseguiu 24 pontos, 12 rebotes e 4 roubos de bola, podendo empatar o jogo no minuto final em uma jogada costumeira onde errou o tapinha no rebote. O garoto Kawhi Leonard (21 anos), que vai ser um astro na liga, jogou demais, conseguindo 19 pontos e 16 rebotes. Manu jogou bem, anotando 18 pontos, 5 assistências, mas com 4 desperdícios de bola cruciais, sendo 3 nos últimos minutos do jogo. Em contrapartida, Parker foi mal conseguindo apenas 10 pontos e 4 assistências, e Danny Green o cara das finais, que fez história com suas cestas de três, acertou apenas 1 de 12 nos seus arremessos de quadra., terminando o jogo com 5 pontos. Splitter que entrou como o primeiro brasileiro a vencer um jogo em finais da NBA, não conseguiu tornar-se o primeiro representante da nossa nação a ser campeão.
    Para a temporada seguinte os desafios serão maiores para ambas as equipes, para os Spurs voltar as finais e para o Heat conseguir uma trilogia na liga. 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Temos um jogo

Ray Allen e a cesta da partida
    Em uma partida fantástica na noite passada a equipe do Miami Heat força o jogo 7, e que jogo o de ontem, após a cesta de Ray Allen que levou o jogo para a prorrogação no tempo extra Chris Bosh garante a vitória com um toco em cima de Danny Green. Ontem foi um jogo digno de final, com muita emoção e muita intensidade.
   A equipe de Gregg Popovich entrava com a vantagem nas mãos, só precisava confirmar mais uma vitória, mas não foi o que aconteceu. Mesmo com uma atuação de gala de Tin Duncan que anotou 30 pontos e anotou 17 rebotes, de Tony Parker que anotou 19 pontos e distribuiu 8 assistências e de Kawhi Leonard, que fez 22 pontos e pegou 11 rebotes, além de roubar 3 bolas, mas nada disso adiantou. Os demais colegas não foram bem, Danny Green conseguiu apenas 3 pontos, acertando 1/8, sendo muito marcado e Ginobili que foi o cara do jogo 5 não jogou bem, anotou 9 pontos e 3 assistências e conseguiu o maior desperdícios de bola da carreira (8). Em alguns momentos estiveram vencendo a partida, abrindo uma vantagem de 10 pontos, mas em momentos cruciais erraram na marcação e pagaram por isso. Ao final da partida, vencendo por dois pontos, kawhi Leonard teve dois lances para bater e converteu apenas um, no lance seguinte Ray Allen empatou o jogo e levou para prorrogação.
Estratégia de não deixar Green livre funcionou
   Pelo lado de Miami, o destaque maior vai para Ray Allen que anotou 9 pontos e a cesta que levou o jogo par prorrogação e Chris Bosh que conseguiu 10 pontos e 11 rebotes, bloqueando Tony Parker e em seguida bloqueando Danny Green que faria a cesta que garantia a segunda prorrogação. Lebron James anotou um triplo-duplo, conseguindo 32 pontos, 10 rebotes e 11 assistências, sendo 18 pontos convertidos no 4° período e na prorrogação, bem diferente do Lebron dos outros jogos que sumia nas horas de decisão, e tudo isso graças a sua testeira, depois de a perder em uma enterrada The King resolveu jogar. Wade fez 14 pontos e deu 4 assistências, Mario Chalmers jogou bem e terminou com 20 pontos (4/5 do perímetro) e 4 rebotes. Quem entrou muito bem foi Shane Battier que anotou 9 pontos e Chris Andersen que apesar de apenas 1 ponto, pegou 4 pontos e baixou o sarrafo nos Spurs, sabendo usar suas faltas e parar os adversários.
Os nomes da partida
    Na quinta ocorre o jogo decisivo, com vantagem dos Spurs ainda, já que nunca ficaram atrás em uma série de Playoffs e jamais perderam uma final de NBA.   

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Com a mão na taça

O cara do jogo 5
    Em uma noite inspirada de Ginobili, que foi titular pela primeira em toda temporada e pós-temporada, os Spurs venceram e colocaram toda a pressão em cima do Heat. A apenas uma vitória do título, os comandados de Popovich mostraram um basquetebol vencedor e jogaram como campeões.
    Na noite passada em mais um jogaço pelas finais da NBA, a equipe dos Spurs conseguiu uma vitória por 114 a 104, tendo liderado em alguns momentos por 19 pontos, e não ficando em momento nenhuma atrás do placar. Quem ressurgiu na partida de ontem foi Manu Ginobili, que anotou 24 pontos e distribuiu 10 assistências, sendo muito consistente em quadra, tanto ofensivamente, quanto defensivamente. Com a partida de ontem Manu entrou para história como o segundo atleta a jogar uma partida de finais, tendo jogado todas as demais partindo do banco, o primeiro foi Marcus Camby em 1999, na época que jogava pelos Kniks.  As médias de ontem foi bem superior as da temporada, onde possui 7,5 pontos e 3 assistências. Além de Ginobili deve-se destacar Danny Green que anotou 24 pontos, sendo 6/10 do perímetro, e quebrou o recorde da NBA em cestas de três convertidas em uma série final com 25 acertos, o recorde anterior era de Ray Allen com 22. Green é um forte candidato a MVP das finais, tendo uma média incrível de 63% de aproveitamento do perímetro.
Provável MVP, Green quebra recorde de bolas 3 em finais
    Os outro membros do Big Three também conseguiram duplo-duplo, Tony Parker anotou 26 pontos e deu 5 assistências e Tin Duncan anotou 17 pontos, 12 rebotes e 3 tocos. Em mais um grande trabalho defensivo sobre Lebron, Kawhi Leonard fez 16 pontos e pegou 8 rebotes, acertando 6/8 dos arremessos de quadra. Splitter colaborou, nos 10 minutos que esteve em quadra com 4 pontos e 2 rebotes. E como visto no jogo passado, e na série como um todo, o Big Three é na verdade um Big Four, pois Danny Green jogo com uma consistência absurda. Um jogador que fez diferença no jogo foi Boris Diaw, que em momentos marcou Lebron e complicou The King, que errou muitos de seus arremessos.
Zoado novamente Lebron teve outra noite de sumiço 
    Pelos visitantes, Lebron anotou 25 pontos, 6 rebotes e 8 assistências, mas novamente sofreu da Síndrome do Segundo Tempo e acertou apenas 8 de 22 arremessos de quadra. Dwayne Wade anotou 25 pontos e distribuiu 10 assistências,  novamente quem passou em branco foi Mike Miller e quem veio do banco e se destacou foi Ray Allen, o antigo recordista em cestas de 3 convertidas nas finais, anotou 21 pontos e acertou 100% de seus arremessos do perímetro. Mas nada que pode assustar os Spurs, agora a série vai para Flórida com a pressão total sobre o Heat, que tem de vencer as próximas duas partidas pra ser bi-campeão da NBA. A vantagem é total dos comandados de Popovich, que devem apenas confirmar sua força e erguer a taça pela quinta vez.

domingo, 16 de junho de 2013

Um novo começo

Mais uma chance de ser rookie do ano
   Aposentado a algumas semanas o super armador Jason Kidd terá uma nova chance, em uma nova carreira tão promissora quanto a de jogador de basquete. No dia 13/06 Kidd foi apresentado como o novo Coach dos Nets, desbancando Brian Shaw, que estava nos Pacers.
   O presidente anunciou com orgulho a chegada do novo técnico:
   "Em nome da organização Nets, tenho muito prazer de receber Jason Kidd como o treinador do Broklyn Nets. Jason é um vencedor e líder com uma incrível riqueza de conhecimento e experiência de basquete" - Billy King, General Manager dos Nets.
    O grande desafio de Kidd, além de se firmar como técnico é o de conseguir fazer valer o investimento em si, uma vez que, está assumindo uma franquia pela qual defendeu e foi a duas finais de NBA e que busca bons resultados imediatamente. Quem gostou muito e ficou empolgado para trabalhar como o novo técnico foi o astro Deron Willians, que se diz fã de Kidd e que será um prazer trabalhar com o astro de sua infância.
   Parecidos como pessoas e atletas, com um estilo de jogo quase idêntico, Kidd e Williams serão os pilares de uma revolução em Brooklyn, que tenta tornar a franquia uma potência da NBA. Ambos jogaram e conquistaram o ouro olímpico em 2008 em Pequim. 
   Kidd agora tem a possibilidade de ser "rookie" novamente, detentor do título de novato do ano (1995), quem sabe não consegue ser o técnico do ano. É inevitável que se pense que não dará certo pelo seu jeito introspectivo, porém com o conhecimento de 19 temporadas na liga, acredito que Kidd será um técnico tão bom quanto foi Phil Jackson.

 

sexta-feira, 14 de junho de 2013

A síndrome do segundo tempo

Wade destruiu e anotou 32 pontos
    Uma síndrome vem assolando os atletas nessa série final de NBA, ontem a noite a equipe San Antonio demonstrou sofrer desse mal, mais precisamente Tony Parker. Essa síndrome parece afetar apenas as estrelas das equipes, primeiro atacou Lebron James no jogo 3 e foi transmitida para Parker. Os sintomas são um sumiço repentino do segundo tempo do jogo, desperdícios de posse de bola, erros constantes dos arremessos e erros na marcação. Tudo isso resulta na derrota de sua equipe e um abalo psicológico ao atleta que sofre dessa síndrome.
Parker sofre da Síndrome do Segundo Tempo e ajuda Heat
    Na noite passada a equipe do Heat foi pra cima disposta a empatar a série, jogando com muita com muita consistência construíram uma vitória importantíssima, forçando que haja um jogo 6 em seus domínios. A equipe da Flórida manteve sua escrita,  não perder dois jogos seguidos desde janeiro, contando com grande atuação do seu Big Three, Lebron anotou 33 pontos e pegou 11 rebotes, Dwayne Wade anotou 32 pontos, 6 rebotes e distribuiu 4 assistências, além de roubar 6 bolas, Wade não fazia 30 pontos desde março e devia muito nessa série final. Bosh foi importantíssimo na marcação e nos rebotes, conseguindo pegar 13 rebotes e dando 2 tocos, anotando 20 pontos. 
    Com um a postura completamente diferente e uma forma diferente de jogar, parecido com os USA dos Jogos Olímpicos, sem utilizar um pivô em boa parte do jogo, o Miami abriu os flancos e conseguiu jogar muito bem, acabando a partida com 52,9 % de aproveitamento dos arremessos de quadra, roubando 13 bolas, dando 7 tocos e conseguindo anotar 23 pontos de contra-ataque nos 19 desperdícios de bola dos Spurs. O Big Three anotou junto 85 pontos, mais pontos que toda a equipe no jogo 3 e quase o total de pontos dos Spurs na noite passada. 
Com grande atuação Lebron anota 33 pontos e 11 rebotes
    Pelos donos da casa o destaque foi Tony Parker, no primeiro tempo conseguindo 15 pontos e 6 assistências, mas afetado pela síndrome do segundo tempo, conseguiu somente 3 assistências nos períodos finais, além de muitos erros. Duncan anotou 20 pontos mas pegou somente 5 rebotes, seu pior retrospecto nesse quesito em uma final da NBA. Gary Neal acabou o jogo com 13 pontos, 3/4 do perímetro e Danny Green marcou 10 pontos, 3/5 do perímetro, além de 4 rebotes e 4 assistências. Não jogaram bem os  sul-americanos Ginobili 1/5 dos arremessos de quadra e 5 pontos, e Splitter 4 pontos e 3 rebotes, jogando apenas 14 minutos, sendo sufocado pelo esquema tático de Miami, jogou apenas 47 segundos como titular. 
   No próximo domingo as equipes voltam a se enfrentar no AT&T Center, ainda aposto nos Spurs como campeões, eles não vão se abater e vão conseguir achar um jeito de vencer novamente. 
    

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Anotaram a placa?

Lebron zoado novamente ao sumir no jogo
   Com "atropelamento" no Texas o Heat perde e vê a série ficando complicada, mais uma vez Lebron jogou como nos velhos tempos e sumiu no segundo tempo. Além do mais, a história foi feita, nunca na história uma equipe acertou tantas bolas de 3 como os Spurs de ontem (16).
   Em noite inspirada, os Spurs não tomaram conhecimento dos atuais campeões e dominaram todo o jogo. Destaque para a dominância nos rebotes 52 contra 36, muito em função de Tin Duncan com 12 pontos e 14 rebotes e Kawhi Leonard com 14 pontos, 12 rebotes e 4 roubos de bola. Mais uma vez Tiago Splitter foi titular e jogou muito bem, com enterradas fortes e imponência no garrafão, terminando o jogo com 8 pontos, 5 rebotes e 2 roubos de bola. Mas a noite foi de Danny Green que tornou-se o primeiro jogador da história a acertar 5 ou mais bolas de três em dois jogos de finais, fazendo 27 pontos e conseguindo sua maior pontuação em um jogo de Playoffs. E também de Gary Neal, que mesmo vindo do banco acertou seis bolas do perímetro e terminou o jogo com 24 pontos.
Infernal, Gary Neal e seus 24 pontos
      A diferença foi muito grande no segundo tempo, 28 a 19 no terceiro período e 35 a 14 no último período. Combinados Gary Neal e Danny Green anotaram 51 pontos, a mesma pontuação alcançada por TODOS os titulares de Miami juntos. Na vitória de ontem, o aproveitamento dos arremessos fez toda diferença, já que, com 50% dos arremessos do perímetro (16/32) os Spurs foram abrindo vantagem, conseguindo a terceira maior diferença de placar na história dos Playoffs. Sem contar que foi a maior derrota do Miami na era Big Trhee, a outra vez que haviam perdido por 36 pontos em 2010, apenas Wade estava na equipe.
Entrando para história com suas bolas de três
 e seus 27 pontos
     Bem, falando do Miami devemos ressaltar novamente Lebron James, nas vitórias e derrotas é ponto chave, mas dessa vez muito mal, sumido como nos tempos de Cleveland e algumas temporadas atrás, mostrando-se indeciso em momentos cruciais e que deveria chamar a responsabilidade para si. The King terminou o jogo com um duplo, 15 pontos e 11 rebotes, além de 5 assistências, mas nada mais, teve um lapso bom ao anotar 9 pontos em 1 minuto, mas parou por aí. Chris Bosh anotou 12 pontos e 10 rebotes, Dwayne Wade conseguiu 16 pontos, 5 assistências e 4 roubos de bola, mas o destaque foi Mike Miller que conseguiu 100% de aproveitamento do perímetro pela segunda noite seguida, acertando 5/5. Outro ponto do jogo foi a insistência de Erik Spoelstra em deixar em quadra Mario Chalmers que jogou muito mal toda a partida, terminando o jogo zerado. 
      Deve-se ressaltar a cara de espanto do banco do Heat a cada ponto dos Spurs, todo pedido de tempo era um show de atletas apavorados, reflexo de uma equipe que não tem um técnico. Em contrapartida, mesmo com vantagem de 30 pontos Gregg Popovich pedia tempo e xingava seus atletas em desperdícios de bola ou faltas bobas, isso ganha jogo. Michael Jordan disse uma vez: "Um bom atleta ganha partidas sozinho, mas uma equipe ganha títulos." O que vemos na final é uma equipe e um time de um homem só, que se joga mal não assusta ninguém.
      Porém, deve-se salientar que o Heat não perde dois jogos seguidos desde 8 e 10 de janeiro, e que sempre que perdia uma partida nos Playoffs, na seguida ganha por uma diferença de 20 pontos. O próximo jogo será quinta-feira as 22 horas.











segunda-feira, 10 de junho de 2013

Irreconheciveís

Uma vitória para lavar a alma
   Essa é a melhor forma de definir a atuação dos Spurs na noite passada, uma equipe que teve apenas 4 desperdícios de bola na primeira partida e que ontem teve 16 erros. Em uma daquelas noites que tudo da errado, a equipe do Texas não conseguiu jogar como de costume e foram dominados pelos atuais campeões.
    Com uma vitória de grande expressão, 19 pontos de diferença, e mesmo com um apagão de Lebron, o Heat conseguiu igualar a série graças a Mario Chalmers. Com uma partida monstruosa de Chalmers que anotou 19 pontos, pegou 4 rebotes e deu 2 assistências, com 50% de aproveitamento de seus arremessos de quadra. Além dele, Chris Bosh 12 pontos e 10 rebotes, Dwayne Wade 10 pontos e 6 assistências, ajudaram o Heat a atropelar os Spurs. Com grande participação de Mike Mileer e Ray Allen, acertando juntos 6/7 do perímetro a vantagem foi crescendo, aliados a Lebron que resolveu aparecer pro jogo no último período e acabou a partida com 17 pontos, 8 rebotes, 7 assistências, 3 roubos de bola e 3 tocos, salientando a pregada que deu em Splitter. 
Perplexos o trio dos Spurs assiste a vitória do Heat
    Apresentando uma defesa sólida e forçando muito os erros dos Spurs, a equipe de Erik Spoelstra dominou o jogo, mesmo sendo muito disputado e parelho até o terceiro período. Com essa partida o Heat mantém um tabu, nessa temporada apenas em 3 oportunidades perdeu dois jogos seguidos, sendo que, nos Playoffs após uma derrota "sempre" consegue vencer o jogo seguinte com uma diferença 19 pontos ou mais. 
    Pelo lado dos Spurs, além de ressaltar os erros constantes, mostraram-se com dificuldades de marcar o Heat, já que a equipe da Flórida explorou muito o jogo de transição, o que cansou os velhinhos do Texas. A equipe de San Antonio conseguia chegar no placar graças a Danny Green, que acertou cinco bolas do perímetro e tornou-se recordista da franquia nesse quesito em jogos de Playoof, terminando o jogo com 17 pontos. Há de ressaltar Tony Parker, que mesmo com muitos erros anotou 13 pontos e 5 assistências, mas desperdiçou 5 bolas. Dominados no garrafão Tin Duncan acertou 23% de seus arremessos e acabou com 9 pontos e 11 rebotes e Splitter anotou 4 pontos e pegou 1 rebote. Um destaque foi Kawhi Leonard, responsável por apagar Lebron em três períodos, acabando o jogo com 14 rebotes e 9 pontos. Com o jogo já perdido, Gregg Popovich poupou os titulares e colocou um quinteto reserva para pegar ritmo.
Mesmo jogando "somente" no segundo tempo Lebron se destaca
    A diferença do jogo se deu nas bolas de três e no garrafão, onde a equipe de Miami conseguiu  44 rebotes contra 36, sendo 15 contra 9 ofensivos, e anotando 46 pontos no garrafão, detalhe que todas as equipes que dominaram a pontuação no garrafão ganharam nesses playoffs, em TODAS as partidas disputadas em ambas conferências. 
    Agora a série vai para o Texas, sendo três jogos seguidos em San Antonio, ressaltando que sempre que começou ganhando uma série os Spurs foram os campeões. Agora é torcer, o jogo será amanhã as 22:00 com transmissão da ESPN.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Começo com a "mão" direita

Triplo-duplo de Lebron, mas de nada adiantou
   A noite passada mostrou o quanto essa final será sensacional, em um jogo muito disputado e que em muitos momentos parecia um jogo de xadrez entre Spurs e Heat, teve um final eletrizante. Melhor para os Spurs que quebraram o mando de quadra do Heat e abriram 1a 0 na série.
   Ressalta-se, primeiramente, que a equipe de Miami estava a frente do placar durante quase todo o jogo, mas a maior diferença que tiveram foi de 7 pontos. Mas ontem a noite pude notar algo que não esperava, no ano passado Lebron decidia sempre, encarava qualquer marcador, porém ontem voltou a jogar como amarelão, simplesmente sumiu no último período, o Big Three anotou apenas 6 pontos no período decisivo da partida. Lebron acabou a partida com um triplo-duplo de 18 pontos, 18 rebotes e 10 assistências, Wade anotou 17 pontos e 2 assistências e Bosh com 13 pontos e 5 rebotes. Vale destacar a atuação de Ray Allen que conseguiu 13 pontos, acertando 3/4 do perímetro. 
   
Duncan, gigante na defesa e no ataque
Mas, do outro lado da quadra estava uma equipe de veteranos com muita vontade e técnica, que mesmo estando em muito momentos atrás do placar não se abateram e seguiram pontuando. Os Spurs pareciam  jogar xadrez ou lutar boxe, esperando o momento certo de atacar. Prova foi que venceram o jogo nos 4 minutos finais, com uma atuação de Tony Parker que entrou para história, ontem com seus 21 pontos, 6 assistências e nenhum desperdício de bola (mesmo muito marcado e pressionado por Lebron nos momentos finais), juntou-se a lendas como MJ, Larry Bird, Magic Johnson, Joe Dumars, Clyde Drexler, John Starks e Chauncey Billups, como os únicos atletas da história a realizar esse feito em 30 anos. O trabalho de equipe dos Spurs foi bem realizado tendo Duncan com 20 pontos e 14 rebotes, anotando seu 20° duplo-duplo em finais, Kawhi Leonard além de marcar Lebron e forçar The King a muitos erros (7/16 dos lances de quadra), conseguiu um duplo-duplo de 10 pontos e 10 rebotes, vindo do banco Ginobili anotou 13 pontos e distribuiu 3 assistências.
Spurs 1 x 0 Heat
   
                                   Nosso compatriota, Tiago Splitter, anotou 7 pontos, 2 rebotes e 1 toco, mas jogou muito bem e conseguiu apertar a marcação sobre Chris Bosh, sendo fundamental no esquema tático dos Spurs. Na noite passada os Spurs conseguiram outro feito, igualando o número de menos desperdícios de bola em uma final, totalizando somente 4 bolas perdidas, o que decretou a vitória da franquia.
   As equipes voltam a quadra no domingo ainda em Miami, o jogo será transmitido pela ESPN as 21:00, com um abre-jogo especial as 20:00. Aposto ainda mais nos Spurs, de repente em uma varrida histórica.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

O inevitável

O jogo decisivo
       Na  noite passada o inevitável aconteceu na NBA, em um jogo sem muitas dificuldades a equipe do Miami bateu os fortes Pacers, que lutaram bravamente até o fim mas não foram páreo para Lebron e sua grande atuação.
    Em uma partida marcada por uma atuação monstruosa do Lebron, que conseguiu anotar 32 pontos, 8 rebotes e 4 assistências, sendo  encarregado de marcar Paul George que foi anulado, The King ainda acertou 15/16 lances-livres , e foi ajudado por Dwyane Wade que fez 21 pontos e pegou 9 rebotes (6 ofensivos) e também por Chris Bosh que anotou 9 pontos e pegou 9 rebotes. Desde a chegada  do Big Three a Miami, a equipe da Flórida sempre chegou as finais da NBA, sendo campeões em uma oportunidade.
Birdman, mostrou-se fundamental para o Heat
    O jogo começou muito equilibrado, com os Pacers vencendo o primeiro período por 21 a 19, mas ai a forte marcação do Heat prevaleceu fazendo com que o Indiana tivesse 21 desperdícios de bola, o que mudou o rumo da partida. Os destaques dos Pacers foram os mesmos, Roy Hibbert cestinha da equipe com 18 e 8 rebotes, cometendo sua quinta falta no meio do terceiro período, prejudicando e muito sua equipe. David West não obteve o mesmo desempenho do restante da série, anotando 14 pontos e pegando apenas 6 rebotes, George Hill fez 13 pontos e distribuiu 3 rebotes, enquanto Lance Stephenson conseguiu 10 pontos, 6 rebotes e 5 assistências. O All-Star Paul George, muito bem marcado e sentindo a pressão de Lebron durante toda a partida, marcou apenas 7 pontos, 7 rebotes e 4 assistências, antes de ser excluído com a sexta falta. 
Bosh voltando a jogar melhor, ainda não atuou bem nos Playoffs
     Foi a segunda vez seguida que Miami elimina Indiana, porém dessa vez os Pacers levaram a decisão até o jogo 7. Acredito, assim como Frank Vogel em entrevista a NBA ao final do jogo, que os Pacers tem muito futuro juntos, a equipe é composta de muitos atletas jovens e que tem muito o que evoluir na liga ainda. Talvez, nas próximas temporadas a equipe de Indiana seja vista como mais um candidato ao título da NBA, até mesmo porque Danny Granger retorna ao grupo.
     Para o Heat fica a lição de que se não jogarem com Lebron, sozinho ele não fará milagres, isso não funcionou nos Cavaliers e não funcionará agora, por melhor que seja o basquete é um esporte coletivo e erros assim são punidos na bola. Agora teremos uma grande final, com duas equipes fortes, mas com um diferencial, enquanto os Spurs possuem um dos melhores técnicos da NBA, a equipe do Heat "não tem um técnico", como afirmou Zé Boquinha. O Heat joga para o Lebron, os Spurs jogam pro técnico, têm uma disciplina tática muito grande e sabem conduzir o jogo. Vamos torcer e ver quem ganha, eu aposto nos Spurs e você?
   
         

segunda-feira, 3 de junho de 2013

O fim de uma era

   Na noite passada, Grant Henry Hill, nascido em Dallas no Texas, aos 40 anos anunciou sua aposentadoria do basquetebol. O jogador sensação da Universidade de Duke foi draftado na 3° posição do Draft de 1994 pelo Detroid Pistons, vindo da universidade e sendo reconhecido mais tarde, como um dos maiores jogadores da história da NCAA, tendo a camisa 33 aposentada por sua antiga universidade. Foi o primeiro jogador da ACC a conseguir anotar 1900 pontos, 700 rebotes, 200 roubos de bola e 100 tocos em sua passagem pelo basquete universitário, sendo bicampeão da NCAA 1991-1992.
    Em seus primeiros 6 anos de NBA teve médias incríveis como os Pistons, anotando 21,6 pontos, 7,9 rebotes e 6,3 assistências. Os anos seguintes de sua carreira foram afetados por lesões e poucos jogos, mas mesmo assim com boas participações tendo média de 13,1 pontos, 4,7 rebotes e 2,6 assistências. Na temporada de 1994-1995, foi eleito o rookie do ano junto com Jason Kidd, quando teve médias de 38,3 minutos, 19,9 pontos, 6,3 rebotes e 5 assistências, atuando em 70 jogos. Foi campeão Olímpico em Atlanta 1996. Aposentou-se com 1026 jogos disputados, anotando 17.137 pontos, 6.169 rebotes, 4.252 assistências e 1.248 roubos de bola, tendo jogado 11 temporadas de playoff. Defendeu os Pistons por 6 temporadas (1994-2000), o Magic pelo mesmo tempo (2000-2007), Suns (2007-2012) e os Clippers (2012-2013).
    E para minha surpresa, acabei de ver que hoje Jason Frederick Kidd, retirou-se da NBA. Na minha opinião um dos armadores mais completos que vi jogar na NBA, Jason Kidd nascido em São Francisco, Califórnia, foi draftado em 1994 pelos Dallas Mavericks na 2° posição, originário da Universidade da Califórnia, com atuações incríveis em suas atuações como "freshman" anotando 13 pontos, 7,7 assistências, 4,9 rebotes e 3,8 roubos de bola por partida, ganhando o título de freshman do ano, com 110 roubos nessa temporada detém o recorde para um freshman na NCAA e em sua universidade, bem como suas 220 assistências que são o recorde de sua universidade. No ano de 2004, a Universidade da Califórnia retirou o número 5 em sua homenagem.  
      Em sua primeira temporada na NBA, Kidd foi nomeado o rookie do ano ao lado de Grant Hill, anotando 11,7 pontos por jogo, 7,7 assistências, 5,4 rebotes e 1,9 roubos de bola por jogo, tendo jogado 79 partidas. Foi medalhista olímpico em duas oportunidades, nos anos de 2000 e 2008 e ganhando o título da NBA de 2011 contra o favoritíssimo Miami Heat de Lebron James. Deixa a NBA com cinco títulos de líder de assistências e como o segundo maior passador da liga (12.091) e ladrão de bolas (2.684), sendo o terceiro na história da liga em triplos-duplos (107), aposentando-se com médias de 12,6 pontos e 8,7 assistências em 1391 partidas disputadas. Defendeu as cores dos Mavericks (1994-1996/ 2008-2012), Suns (1996-2001), Nets (2001-2008) e os Kniks (2012-2013).
    Foi o segundo anuncio de aposentadoria bombástico da semana, eu estou sem palavras para expressar o que sinto, vejo como se o basquete fosse morrendo, esses são os atletas da minha infância. Ano passado o Shaq deixou a liga, agora dois monstros do basquete, espero que Steve Nash ainda jogue mais um tempo, assim como Tin Duncan, Kevin Garnett, Ray Allen, entre outros, astros que fizeram a liga ser o que é hoje. Volto a bater na tecla dos anos 90, como costumo dizer os "Anos Dourados" da NBA, os melhores estavam ali e ninguém vai superá-los. É um ciclo que se encerra, mas que entristece os românticos do basquetebol.
    

domingo, 2 de junho de 2013

JOGO 7

Miami Cavaliers, jogou só
   Novamente ficou pro jogo 7 pela 113° vez na história, para coroar uma grande série nada melhor que um 7° jogo. Nenhuma das franquias se mostrou dominante, ainda nenhuma mostrou merecer a classificação, mas após a noite passada os Pacers demonstram ter mais vontade de vencer. Com um Miami Heat mais parecido com o Cleveland Cavaliers de 2007, onde somente Lebron jogava e carregava a sua equipe nas costas, ontem os Pacers mostraram a sua força coletiva e não tremeram como alguns do "Big Three".
   A equipe de Miami estava irreconhecível, não conseguindo se impor nem jogar com a força de sempre, sem conseguir fazer valer a sua "superioridade". Na noite passada Lebron jogou sozinho como a muito tempo não jogava, The King anotou 29 pontos, pegou 7 rebotes e distribuiu 6 assistências. Em contrapartida seus companheiros do Big Three, conseguiram juntos apenas 15 pontos, tendo a sua pior atuação em conjunto desde que começaram a atuar juntos em Miami. Bosh anotou 5 pontos e pegou apenas 4 rebotes, e Wade fez 10 pontos, acertando apenas 3 de 11 tentativas de arremessos. Além de Lebron, pode-se ressaltar Mike Miller que conseguiu 6 pontos e 3 rebotes em 12 minutos.
O homem do jogo e seu recorde pessoal
   Pelos donos da casa, como sempre, os destaques foram Roy Hibbert com 24 pontos e 11 rebotes, David West com 11 pontos e 14 rebotes sendo que estava com 39 graus de febre. E lógico o maior destaque foi Paul George que conseguiu 28 pontos (recorde pessoal em Playoffs), 8 rebotes, 5 assistências e 3 roubos de bola, com uma atuação de gala acertando 3/5 do perímetro, 3/4 lances livres e 11/19 dos arremessos de quadra. A grande mudança foi a participação ativa de George Hill (16 pontos e 6 assistências) e Lance Stephenson (4 pontos e 12 rebotes), bem diferente do jogo passado onde não apareceram em quadra.
   O jogo de ontem foi tão atípico do Heat que Reggie Miller, comentando o jogo chamou os atuais campeões de "Miami Cavaliers" em menção a forma que jogavam os Cavs, necessitando somente de Lebron para pontuar. Amanhã as equipes se enfrentam, e torço sinceramente para os Pacers, até o momento mostram que merecem mais e se jogarem como ontem o Heat não tem chances. Na história da NBA, em 112 vezes onde houve um jogo 7 em apenas 23 delas os visitantes ganharam, quem sabe a história será feita amanhã na Florida?