quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Pra que sair?

Sir Barkley crítica Kyrie Irving

   Charles Barkley falou hoje sobre Kyrie Irving e sua vontade de sair dos Cavaliers, e os comentários foram no mínimo fortes.
   O ala/pivô e ex-astro da NBA é sabidamente contra as formações de super-times (panelas) com a ida de Lebron pro Heat e de Kevin Durant para os Warriors. Mas acabou se contradizendo sobre a situação de Irving e seu pedido de troca, em uma entrevista para NBA TV, Barkley explanou: "Você quer estar em uma boa equipe, quer jogar com outros grande jogadores. Esta noção de que você quer ser o cara, eu acho que é tão estúpido. Se eu tiver uma chance de jogar com outro grande jogador, eu quero fazer isso. O objetivo é ganhar".
   "Quando estava em uma equipe ruim ele era o cara, mas garanto que não era muito divertido pra ele. E agora você quer deixar o melhor jogador do mundo. E ouça, escuto tudo isso sobre Lebron lançar uma grande sombra. Ele deve criar uma grande sombra".
   Sir Charles completou dizendo que outros atletas lendários como Michael Jordan, Shaquille O'Neal, Larry Bird, criavam sombras substanciais, mas os que estavam a sua volta estavam dispostos a sacrificar algumas coisas para serem campeões. "Você quer compartilhar a glória. Você quer ganhar. Agora há apenas, três, quatro equipes legítimas na NBA. Se você não está em uma dessas quatro ou cinco equipes, você realmente está perdendo o seu tempo por sete meses. Então não entendo porque você não quer jogar com Lebron. Escuta, eu quero jogar com o Lebron agora".
   Irving parece que realmente cansou de ser a sombra de Lebron e procura uma equipe para ser "o cara", mas não entendo o porque disso. Se especula uma possível saída de Lebron na próxima temporada, talvez o armador estivesse tentando evitar ser o último a sair e não querer participar de um desmanche. A quem diga que é apenas uma questão de ego, mas ainda assim nada se confirma e fica uma situação no mínimo complicada para se controlar nos vestiários para essa temporada. Vamos ficar ligados nessa novela.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Lebron, atleta, treinador e general manager?

Lebron "treinando" seus companheiros

   Há alguns anos percebemos uma situação um tanto quanto peculiar em Cleveland, Lebron James, melhor jogador de basquete da atualidade atua dentro e fora das quadras, dando pitacos em jogos como treinador e em torcas como um manager. Será mesmo?
   Embora se tenha percepção de que o três vezes campeão foi o responsável por muitas das aquisições e movimentações da franquia nas últimas temporadas, as falas do ex-Gm dos Cavaliers nos mostram um outro lado.
   Em entrevista ao The Jump da ESPN, como Kevin Spain replicou depois no USA Today Sports, David Griffin explicou a relação de Lebron com os managers: "Para ser claro, ele (Lebron) não quer ser treinador, não quer ser o GM. É um cara tentado ganhar campeonatos. Ser um jogador do calibre de MVP em tempo integral já é um trabalho por si só. Penso que é mais a percepção do que a realidade".
   Griffin admitiu que o front-office de Cleveland constantemente consulta Lebron antes de fazer grandes movimentações, e completou dizendo que o astro de 32 anos nunca lhe pressionou como gerente geral.
   "Lebron é um sábio do basquete e você não estará fazendo o seu trabalho se não falar com ele sobre jogadores. Você tem que fazer isso, porque ele sabe mais do que a maioria de nós. Então, desse ponto de vista, ele era um excelente parceiro. Lebron não trouxe mais pressão para a situação do que a própria situação real, do que o nosso conjunto de metas fez. Ele não queria fazer parte de mais pressão ainda sobre isso".
   Os Cavaliers demitiram Griffin nessa temporada, substituindo-o pelo seu ex-assistente Koby Altman.
   Podemos perceber que Lebron realmente influencia em algumas decisões dentro da franquia, mas aparentemente, pelo relato de Griffin não é tão incisivo como vemos de fora, ou como a mídia transmite. Ainda assim, até que ponto é bom ter um atleta desse calão dando aval ou opinando em algumas ações dos gerentes da franquia? Não seria esse um dos motivos de Kyrie Irving  pedir para ser trocado? Na minha opinião os atletas devem ir pra quadra e jogar, deixar os negócios para os managers, mas entendo a postura de Griffin em pediropinião do melhor jogador do mundo. Mesmo assim, acredito que esse tipo de ação pode enfraquecer o grupo de jogadores e as relações entre os gerentes, pois transcende papéis pré-determinados e gera um certo desconforto. 
   Para vocês esse tipo de ação, de consultar o astro da franquia em movimentações pode ser favorável ou prejudicial ao futuro da franquia? 

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Heróis do passado: Rolando Blackman

Brilhando na NCAA
   História é o que nos move nessa série, hoje é dia de relembrarmos Rolando Blackman, um dos grandes nomes da história do Dallas Mavericks e do basquete universitário. O ala/armador fez sucesso por onde passou, até mesmo na Europa depois de deixar a NBA, onde atuou por duas equipes, na França e Itália.
   Blackman nasceu no Panama e foi criado no Brooklyn, em Nova Iorque, depois foi jogar por Kansas State, onde fez sucesso imediato e com médias consistentes. Durante os quatro anos que atuou em Kansas teve médias de 15.2 pontos, 5 rebotes e 2.7 assistências, sempre melhorando as médias por temporada e seu aproveitamento dos arremessos e lance-livre. Foi nomeado o Jogador do Ano da Conferência Big Eight, All-American, três vezes unânimes indicado para All-Big Eight Time, três vezes o jogador de defesa do ano da Conferência Big Eight, com 1844 pontos é o segundo maior cestinha da universidade, foi selecionado para os Jogos Olímpicos de 1980 como titular, mas não participou devido ao boicote dos EUA. Por conta desses feitos teve o número 25 aposentado por Kansas State e é membro do Hall da Fama do Basquete Universitário.
Panamenho foi um dos grandes alas da história
   Na NBA sua carreira começou em 1981, quando foi a 9° escolha do Draft pelo Dallas Mavericks, tornando-se assim o primeiro jogador nascido no Panamá a entrar na liga. Com o Dallas Mavericks jogou por 11 temporadas, jogou seis Playoffs com os Mavs tendo médias de 21.6 pontos, melhor que sua média na carreira, mas sem obter grandes resultados. Com os Mavs foi o cestinha da história da franquia com seus 16643 pontos, até ser batido por Dirk Nowitzki, detalhe que Blackman nunca perdeu uma partida pela franquia de Dallas, jogando 865 partidas.


Fim da carreira perto do título da NBA de 93
   Suas duas últimas temporadas foram com o New York Knicks, em seu último ano de NBA jogou junto com Derek Harper ex-companheiro de Mavs, chegando até as finais da NBA de 1993 onde perderam para  os Rockets em sete jogos. Quando se aposentou da NBA tinha o maior número de pontos entre jogadores hispânicos, latinos, até que pau Gasol lhe ultrapassou em 2015. Deixou a NBA com médias de 18 pontos, 3.3 rebotes e 3 assistências por partida, foi 4 x All-Star e teve o seu número 22 aposentado pela franquia de Dallas em 2000.  
   Depois da NBA foi jogar na Grécia onde não teve muito sucesso, migrou para Itália onde jogou na Inter de Milão, foi campeão italiano e da Copa da Itália com média de 15.3 pontos, sendo o MVP do torneio. Com a Inter chegou as finais da Copa Korag mas perdeu para o Efes Pilsen Stanbul. 
   Fica aqui nossa homenagem para esse ícone do basquete, um dos bons estrangeiros que brilharam na NBA.


   

sábado, 5 de agosto de 2017

LaVar Ball convida Lebron para jogar no Lakers

Lonzo Ball e Lebron James juntos?

   O senhor Ball, maior falastrão da história do esporte e olha que nem atleta profissional foi, não demorou muito tempo para querer recrutar Lebron James para jogar ao lado de Lonzo na franquia amarela e roxa.
   Para LaVar, o astro da NBA seria muito inteligente se assinasse um contrato com a franquia de Los Angeles. Em entrevista à ESPN de Cleveland ele disse sobre o quatro vezes MVP da liga:
   "Se Lebron quiser ganhar mais campeonatos, ele deve ir para Los Angeles e jogar com meu garoto".
   O papai Ball pode ver seu sonho tornar-se realidade, já que se especula e há uma crença generalizada de uma saída de Lebron aos 32 anos, na temporada seguinte para assinar os Lakers. Mas com certeza se Lerbon assinar com os Lakers não será por causa de LaVar, com quem no mês passado trocou farpas publicamente por conta de seus filhos (Lebron x LaVar).
   Pode ser apenas mais uma idiotice do senhor Ball, porém a possibilidade existe e é comentada nos EUA. Lonzo ainda nem jogou na NBA, mas teve uma Summer League bem produtiva e com marcas históricas, suas médias de 16.3 pontos, 7.7 rebotes e 9.3 assistências se mantidas na NBA somadas a Lebron e as médias de 26.4 pontos, 8.7 assistências e 8.6 rebotes seriam uma dupla bem forte ofensivamente. Se pensarmos que Lonzo tem muito o que evoluir e pode ter uma temporada com essas marcas, ao lado do King na temporada seguinte pode ser um mentor perfeito para lhe tornar um astro da liga, porque sabemos que Lebron é o melhor atleta da NBA.
   Não digo que Lebron saí ou fica, no esporte nunca temos certeza de nada, mas se essa dupla for criada pode vir a ser um duo bem forte e interessante. Você acha que eles dariam certos juntos?

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Deus falou


   De acordo com Victoria Nguyen do The Score, Jordan hoje foi convidado a falar sobre dois atletas que sempre são comparados com ele, Kobe e Lebron. O Deus do basquete disse: "Kobe é melhor que Lebron, eu sou melhor que os dois.", para mim uma coisa óbvia, mas que gera uma boa análise.
   Em seu campo de treinos em Santa Barbara na Califórnia, Jordan foi questionado por um menino sobre Kobe e Lebron e respondeu com muita clareza e certeza: 
   "Eu classificaria Lebron acima de Kobe como o melhor de todos os tempos? Não. Existe algo sobre cinco bater três ... Kobe ganhou cinco campeonatos. Lebron ganhou três". Em seguida foi perguntado onde ele estaria em relação a dupla: "Eu acho que sou melhor que Kobe? Ele é como um irmãozinho. Você tem um irmãozinho? Você tem um irmão mais velho. Você acha que é melhor que seu irmão mais velho? Viu? Acho que sou melhor do que ele (Kobe).
   Anéis contam na comparação de Jordan, portanto seus seis anéis lhe garantem o posto de melhor atleta entre os três. Mas sabemos que não é somente isso, Jordan é incomparável, o que fez pelo basquete e a forma como jogou, tendo 100% de aproveitamento nas finais da NBA, sendo 6 x MVP das finais, tendo a maior média de pontos da história da NBA (30.1) e líder em PER de todos os tempos 27.9. Se fossem apenas os títulos Bill Russell era o melhor da história, mas isso não é tudo.
   Na minha humilde opinião vejo Jordan como o melhor da história intocável, seguido por Kobe, Magic, Kareem Abdul-Jabbar, Tim Duncan, Oscar Robertson e depois Lebron James. Mas penso que, caso Lebron iguale-se a Kobe em anéis, ele passaria o atleta que chegou mais perto de Jordan. Na tabela abaixo uma pequena comparação de números das estrelas.

JogadorAnosJogosPPJRPJAPJPER
Jordan15107230.16.25.327.9
Kobe201346255.24.722.9
Lebron14106127.17.3727.6
   Podemos notar que Lebron ainda tem tempo de jogo, está ativo a 14 anos, mas joga em altíssimo nível e pode ultrapassar as médias de Kobe e Jordan. Nota-se ainda que Jordan é superior a Kobe em todas estatísticas e possuí o maior PER da história, uma estatística que mede a performance por minuto baseada em uma série de fundamentos (arremessos, pontos, rebotes, tocos, assistências, roubos, erros, etc.). Lebron vem de uma série de sete finais consecutivas e pode chegar próximo de Jordan com mais algumas conquistas, mas não sei se é capaz de superar His Airness.
   E pra você amigo leitor, qual dos três é o melhor?

Heróis do passado: Brad Daugherty

Pivô foi líder de pontos e rebotes dos Cavs
   Continuamos nossa série falando hoje de um pivô que fez história nos Cavaliers, dono de um jogo completo e dominante para a sua época, Brad Daugherty que foi o cara dos Cavs por muito tempo, com marcas que só foram superadas por Lebron James.
   Brad Daugherty começou a jogar basquete no Charles D. Owen High School, em Black Mountain, Carolina do Norte, liderando os Warhorses até as finais estaduais de 1982. Seu sucesso lhe garantiu uma bolsa de estudos na Universidade da Carolina do Norte com o lendário técnico Dean Smith.
   Ele atuou por quatro anos nos Tar Hills, onde teve médias de 14.2 pontos, 7.4 rebotes e 1.6 assistências, notando-se que foi evoluindo cada vez mais a cada temporada indo de 8.2 pontos na primeira para 20.2 na última. Sua qualidade, mesmo muito jovem, 17 anos, lhe rendeu duas vezes Seleção All-ACC e All-American Primeiro Time de 1986, sendo nomeado para o Time ACC 50 anos e membro do Hall da Fama dos Tar Hills. 
Brilhando desde a NCAA
   Com todo esse sucesso na NCAA, chegou a NBA como a primeira escolha no Draft de 1986 selecionado pelo Cleveland Cavaliers, que obteve essa escolha por uma troca com o Sixers por Roy Hinson e dinheiro. No mesmo ano os Cavs escolheram Ron Harper na 8° posição e ainda conseguiram Mark Price em uma troca com o Dallas Mavericks. Os três juntos, mais o novato John Williams imediatamente começaram a mostrar o seu valor, Daugherty, Williams e Harper foram todos selecionados para o All- Rookie Primeiro Time. O pivô teve média de 16.7 pontos e 8.6 rebotes, dominante desde a sua chegada.
   Daugherty atuou apenas pelo Cavs em sua carreira, sendo no momento em que se aposentou o líder de todos os tempos da franquia em pontos (10839) e rebotes (5227). Nas oito temporadas em que atuou na NBA teve médias de 18.7 pontos e 9.4 rebotes, atuou em 41 partidas nos Playoffs e liderou a equipe as finais de conferência de 1992 com médias de 21.5 pontos e 10.2 rebotes. O pivô foi eleito em 2000 para o All-Cleveland Cavaliers Time no aniversário de 30 anos da franquia. Infelizmente teve de se aposentar aos 28 anos, idade em que os atletas chegam ao auge na NBA, por recorrentes problemas nas costas.
   Foi 5 x All-Star, 1 x All-NBA Terceiro Time, All-Rookie Primeiro Time, e teve o número 43 aposentado pelos Cavaliers como reconhecimento por tudo que fez pela franquia. Daugherty foi um grande atleta, que provavelmente teria sido ainda maior se não fossem os problemas nas costas. Deixamos aqui nossa singela homenagem.