sábado, 22 de abril de 2017

Sem Durant, de novo

Durant treina mas não joga
   
   Marc Stein da ESPN acaba de confirmarr a pouco que Kevin Durant está fora da partida, ele até treinou com os Warriors mas não jogará logo mais contra os Trail Blazers. Ainda não foram divulgados os motivos, mas provavelmente ele ainda não se recuperou por completo da lesão sofrida na panturrilha. 

terça-feira, 18 de abril de 2017

500

Armador compra ingressos para torcedores

   Mike Conley provou que realmente gosta muito dos fãs dos Grizzlies, hoje teve um gesto de muito apreço para com os torcedores de Memphis, uma forma de retornar todo o apoio recebido com um grande gesto.
   O homem de 153 milhões de dólares comprou 500 ingressos para o jogo 3 da série contra o San Antonio Spurs em Memphis, que acontecerá amanhã no FedExForum. Aparentemente o próprio Conley estará no Grand Lobby da arena entregando pessoalmente os ingressos após o treino da equipe para os primeiros que chegarem.
   A série está bem complicada para a franquia de Memphis, os Spurs lideram a série por 2-0 após a vitória de ontem a noite por 96 a 82 no AT&T Center. Conley tem médias de 18.5 pontos, 7.5 assistências e 40,6% de aproveitamento nos primeiros dois jogos da série.
   O mais engraçado da ação de Conley é o fato de que a equipe de Memphis foi apenas a 23° em média de público por partida com média de 16519 torcedores por partida. Imagina se fosse a maior média de público da NBA o que ele não faria para os fãs?

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Heróis do passado: Bingo Smith

Camisa 7 aposentada pelo CAVS
   Hoje vamos contar a história de Bingo Smith, jogador que fez história no Cleveland Cavaliers, mesmo sem ter ganho nenhum campeonato teve o seu número aposentado. Apresento para vocês Robert Bingo Smith.
   Primeiramente o porque do apelido, Bingo jogava basquete pela Universidade de Tulsa Golden Hurricane, onde ganhou seu apelido para poder ser diferenciado de outros dois Robert Smith. Atuou por quatro temporadas em Tulsa, onde teve médias de 17.8 pontos e 9.5 rebotes o suficiente para lhe garantir uma vaga na NBA.
   Sua carreira na NBA começou em 1969, quando foi a 6° escolha do Draft selecionado pelo San Diego Rockets. Um ano depois, após obter médias de 7.3 pontos e 4.4 rebotes, foi selecionado pelo Cleveland Cavaliers no Draft de expansão, ano em que a franquia foi criada. Foi o primeiro grande jogador da franquia, em sua estreia anotou 21 pontos e teve médias de 15.2 pontos e 5.6 rebotes na sua primeira temporada. Em 1975 ajudou os Cavaliers a conquistarem o título da Divisão Central e fez parte do Milagre de Richfield, quando ganharam o jogo 2 das semifinais contra o Washington Bullets.
Grande arremessador de longa distância
   Bingo atuou por 11 temporadas com os Cavaliers, atuando em 865 jogos e tendo médias de 13.2 pontos e 4.2 rebotes, sendo conhecido por sua qualidade nos arremessos de longa distância, seus arremessos hoje em dia seriam bolas de três (que somente surgiu em 1980). Seu jumper é conhecido por seu arco elevado, muito semelhante ao de Dirk Nowitzki. Em 1974 teve sua melhor temporada na carreira, com médias de 15.9 pontos, 5.0 rebotes e 48,3% de aproveitamento dos arremesso de quadra.
   Em 1979 foi trocado por uma escolha de terceira rodada para o San Diego Clippers. Curiosamente, um mês depois de deixar os Cavs teve o seu número aposentado, ainda enquanto jogava com os Clippers. Depois de uma temporada com os Clippers, ele foi selecionado pelo Dallas Mavericks no Draft de Expansão de 1980, mas nunca jogou se aposentando aos 34 anos. 
   Bingo é membro do Hall da Fama de Tulsa, e membro do Hall da Fama de Basquete de Ohio. Pelos Cavaliers é o terceiro em jogos disputados, quinto em minutos jogados e sexto em pontos, terceiro em arremessos convertidos e arremessos tentados. Bingo merece nosso respeito.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Será que fica?

Um dos agentes livres mais cobiçados da próxima janela

   Essa é a pergunta que não quer calar quando pensamos no futuro do ala All-Star, Gordon Hayward que será agente livre ao final dessa temporada. 
Seu companheiro de equipe, Rudy Gobert respondeu essa pergunta com outra:
   "Eu só vou perguntar (para Hayward), você quer ganhar um campeonato? Eu sinto pela maneira como nós melhoramos nos últimos anos, desde que o treinador Quin Snyder chegou aqui, acho que não seria uma boa decisão sair agora". - disse o pivô à Alex Kennedy do HoopsHype.
   "Ao mesmo tempo, eu sei que as vezes existem decisões pessoais e realmente não consigo controlar nada disso, mas eu sei que ele gosta de ganhar. Sei que gosta aqui de Utah, e sua esposa e filhos gostam daqui também. Se ele não quer mais morar aqui, ou se existe outra cidade em que ele queira morar, ou ele sente que tem mais chances de ganhar um campeonato em outro lugar, é decisão dele. Mas eu realmente vou lembrá-lo que quero ganhar um campeonato, e acho que podemos fazer isso. Se ele ficar, acho que teremos chances, mas ainda vai ser a decisão dele no final do dia".
   A equipe de Utah ainda não é um contender ao título, mas estão indo no caminho certo para isso. Com Gobert e Hawyard o Jazz chegou a quarta posição do lado oeste, finalmente acabando com uma sequência de quatro anos sem participar dos Playoffs.
   Gobert, que agora têm 24 anos, está a quatro temporadas no Jazz e possuí contrato até a temporada 2020/21. O francês disse que consegue jogando por toda sua carreira em Salt Lake City.
   "Eu, obviamente, amo viver em Utah e quero ganhar, como disse. Então, se o objetivo é vencer um campeonato em breve não há motivo para sair. Eu amo o meu treinador, amo os meus fãs, eu amo a organização. Não tenho nenhuma razão para pensar em sair".
   A esperança de Gobert, e dos fãs do Utah Jazz são de que Hawyard queira permanecer com a franquia, o jogador que está com 26 anos e sempre jogou na cidade têm suas melhores marcas na carreira em pontos (22) e rebotes (5.4) por jogo. Mesmo que para muitos analistas e torcedores não seja um jogador fantástico, é um ótimo agente livre e têm muita bola para jogar, cairia como uma luva em várias franquias. Vamos acompanhar as movimentações, mas acho difícil que consigam segurar Hayward em Utah.

Heróis do passado: Phil Jackson

Carreira razoável como jogador
   Hoje vamos relembrar a carreira de um dos nomes mais famosos da história da NBA, talvez não como o jogador que foi, mas pelo treinador brilhante que conseguiu formar dinastias. Falaremos hoje sobre Phil Jackson, na minha opinião o melhor treinador da história.
   Phil Jackson é de Deer Lodge, Montana, e foi criado sobre as regras de seus pais, ambos ministros da Assembléia de Deus. O jovem criado em uma região remota de Montana junto com seus irmãos, somente foi ver filmes no último ano do ensino médio e dançar quando já estava na universidade. No ensino médio jogou basquete por Willinston, Dakota do Norte e levou o time a dois títulos estaduais. Além de jogar futebol americano, era pitcher no baseball, e lançava disco nas competições de atletismo. 
   Quando saiu da escola foi estudar na Universidade de Dakota do Norte, levando a equipe a terceira e quarta posições das finais da NCAA Divisão II. Em seus três anos teve médias de 19.9 pontos e 12.9 rebotes, boas médias que lhe garantiram uma vaga na NBA.
   Jackson foi selecionado pelo New York Knicks na segunda rodada, na 17° posição do Draft de 1967. Phil era um bom atleta all-around com braços excepcionalmente longos, limitado ofensivamente, mas compensando com inteligência tática e uma sólida defesa. Estabeleceu-se como um dos favoritos dos fãs e um dos principais reservas da NBA, embora tivesse pouco tempo de jogo.  Na temporada de 1969-70 não jogou, devido a uma lesão nas costas, na temporada 1972-73 foi campeão da NBA com médias de 8.7 pontos e 4.2 rebotes. 
   Na temporada seguinte ao título, com vários jogadores se aposentando, Phil teve a oportunidade de jogar como titular e teve a sua melhor marca de pontos 11.1 e a segunda melhor em rebotes com 5.8. Em 1978 saiu dos Knicks e foi atuar por dois anos no New Jersey Nets, onde encerrou sua carreira em 1980. Aposentou-se após 12 temporadas como jogador, com médias de 6.7 pontos e 4.3 rebotes e 1.1 assistências, foi 2 x Campeão da NBA, membro do Primeiro Time dos Novatos e atuou quase sempre como reserva.
Dupla de sucesso, seis anéis
   Logo depois de deixar as quadras virou treinador, começando na CBA e depois na Liga de Basquete de Porto Rico, na CBA em 1984 conquistou o primeiro título como treinador, mas sempre buscava uma oportunidade na NBA. Chegou a NBA pelo Bulls em 1987, como auxiliar de Doug Collins, e tornou-se o principal treinador em 1989. Já em 1991 conquistou seu primeiro título da NBA e seu primeiro three-peat. Em 1989 conheceu Tex Winter e aprimorou o melhor sistema de ataque do basquete, o triângulo ofensivo que funcionou bem, com o Bulls foi aos Playoffs em todas as temporadas e conquistou o título em todas as seis finais que disputou. Ele deixou o cargo por problemas com Jerry Krause, que quase desmantelou o Bulls ao longo dos anos, Pippen e Jordan tiveram seus problemas com o gerente. Mesmo com um terceiro three-peat, Phil deixou o Bulls em 1998 e após um ano de folga achou outro lugar para brilhar.
Dupla forte, cinco anéis
   Em 1999 foi para Los Angeles, treinar os Lakers logo de cara embalou uma sequência de três títulos, mas teve problemas com Kobe, que não queria se adequar ao estilo de jogo de Jackson, procurando muitas vezes o confronto de 1 x 1. Phil chegou a pedir a troca de Kobe, obviamente não atendido pela direção dos Lakers. Depois um período chegando perto, Phil saiu e retornou ao Lakers, conquistando 900 vitórias a carreira, o mais jovem da história a atingir o feito, em 2008 tornou-se o sexto treinador da história a atingir 1000 vitórias. Nas temporadas 2009 e 2010 conquistou mais dois títulos da NBA, é o maior vencedor como treinador da franquia, deixou a equipe em 2011 após a derrota nas semifinais para os Mavericks. 
   Como treinador, pra mim o melhor da história é membro do Hall da Fama, único a ter 1000 vitórias em menos de 1900 jogos treinados, tem o maior percentual de vitória entre todos os treinadores do Hall da Fama, tem 70,4% de aproveitamento (1155 V - 485 D), é o único treinador a ganhar 10 títulos em qualquer uma das grandes ligas, é um dos dez melhores treinadores da história e foi o treinador do ano em 1996, sem falar nos 11 títulos da NBA como treinador.
   Depois disso temos o Phil que todos conhecem, ou tem visto, como gerente dos Knicks, algo que começou em 2014 depois de muita negociação e que vai em altos em baixos, mais baixos que altos. Mesmo assim não apaga a estrela que Phil possuí, um dos melhores da história como treinador, senão o melhor.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Superstição

Michael Jordan e sua superstição que funcionou

   Milhares de fãs do basquete viram na noite de ontem a equipe de North Carolina Tar Heels conquistar seu sexto título da NCAA. Mas His Airness, não está incluído nessa lista.
   Por conta de sua presença na temporada passada no jogo da final, terminando com uma derrota no último lance para Villanova, Michael Jordan não aceitou o convite de ir ao jogo por ser supersticioso. De acordo com Roy Williams, treinador dos Tar Heels, ele disse à Kyle Boone da CBS Sports: "Ele é supersticioso como eu, ele veio ano passado e nós perdemos".
Segundo Boone, Williams falou sobre o The Dan Patrick Show, para explicar ainda mais a ausência de Jordan:
   "As pessoas me perguntaram no último dia e meio se ele estava pronto para vir. Eu disse 'ele não ligou, mas rapazes, conhecendo ele, ele vai dizer que veio ano passado e nós perdemos. Então era isso que eu estava pensando. Nosso assistente AD e eu estávamos caminhando para o ônibus na noite passada e eu disse: 'quero apostar um dólar, vou te dar todas as probabilidades que você quiser, eu aposto que há uma mensagem de texto ou correio de voz de Michael e ele vai falar alguma coisa sobre o ano passado. E com certeza, entrei no ônibus, peguei meu celular, tive algumas mensagens e uma delas era do Michael, então eu ganhei algum dinheiro na noite passada".
   Jordan é extremamente supersticioso, mas pelo jeito deu certo e os Tar Heels conseguiram a vitória no minuto final, em uma partida digna de uma final da NCAA. 

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Heróis do passado: Len Bias

Futuro promissor
   Len Bias é um dos grandes atletas do basquete no Ensino Médio e no Basquete Universitário, infelizmente sem poder jogar nenhuma partida na NBA, mesmo sendo a segunda escolha do Draft. Entenda o porque.
   Bias nasceu e cresceu nos subúrbios de Maryland, em Washington. Ele era conhecido por seus amigos e familiares por Frosty, por sua atitude fria. Bias concluiu o ensino médio na Northwestern High School, antes de frequentar a Universidade de Maryland.
   Em Maryland, como um calouro era visto como um jogador bruto e indisciplinado, mas que se desenvolveu e tornou-se All-American. Na sua última temporada, liderou a Conferência da Costa Atlântica em pontos e foi nomeado o Jogador do Ano da Conferência. Em sua última temporada teve talvez a sua melhor performance, onde em um jogo contra North Carolina com prorrogação, anotou 35 pontos, sendo 7 nos últimos três minutos do tempo regulamentar e 4 pontos na prorrogação. 
   Em seu período universitário foi 2 x All-American, 2 x ACC Jogador do Ano e 2 x ACC Primeiro Time. Com sua impulsão incrível, sua altura e capacidade de criar jogadas, foi considerado um dos jogadores mais dinâmicos do país. Em seu último ano os escouteiros de vários times da NBA iam ver suas partidas, sendo considerado o melhor ala da classe de 1986. Teve médias de 16.4 pontos, 5.7 rebotes e 1.3 assistências por jogo, com 53,6% de aproveitamento dos arremessos de quadra.
   No dia 17 de junho de 1986, Len Bias era escolhido como a segunda posição geral do Draft pelo Boston Celtics, que havia sido campeão no ano anterior. A escolha foi possível por uma negociação feita em 1984, onde Red Auerbach trocou Gerald Henderson e dinheiro com o Seatle SuperSonics pela escolha. Após ser selecionado no Madison Square Garden, Bias e sua família voltaram para Maryland, o jogador retornou a Universidade de Maryland para algumas reuniões e na madrugada do dia 19 passou a madrugada usando cocaína com alguns amigos da universidade e passou mal no começo da manhã. Após três horas de tentativas de ressuscitação, o jovem foi dado como morto por uma arritmia cardíaca associada ao uso de cocaína, overdose. 
2° escolha do Draft de 1986
   A morte de Bias serviu para mudar a política contra as drogas, com a criação da Lei Len Bias, aprovando uma lei mais rigorosa contra as drogas. A Universidade de Maryland sofreu mudanças em seu programa de atletas, principalmente por algumas fraudes, como Bias que concluirá a graduação com 21 créditos faltando. De acordo com Arthur A. Marshall Jr. disse na época que o treinador de Maryland, Lefty Driesell disse para seus atletas tirarem as drogas do quarto de Bias. Dois dias depois o pai de Bias acusou a Universidade de Maryland, e Driesell mais especificamente, de negligenciar o status acadêmico de seus atletas. 
   Com todo esse turbilhão de acontecimentos, o programa de Maryland sofreu muito, sendo duramente criticado pelo juri do caso de Bias, especificamente  o departamento atlético, o escritório de admissões e a política do campus. Dick Dull, diretor atlético e Driesell que era treinador a 17 anos, rescindiram seus contratos.
   Infelizmente Bias não chegou a atuar na NBA, mas fez muito na NCAA e acabou falecendo antes de fazer história na principal liga de basquete do mundo. Mas, ainda assim, sua morte contribuiu para mudanças nas leis americanas e nas políticas dos esportes universitários, fica aqui nossa recordação.