quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Stern e a polêmica com Chris Paul e Lakers em 2011

Stern tenta se eximir de veto nas negociações de CP3 com o Lakers

   O ex-comissário da NBA, David Stern, criticou nessa terça-feira a caracterização de suas ações ao cancelar um contrato de 2011 que teria enviado Chris Paul do New Orleans Hornets para o Los Angeles Lakers.
   "Vou corrigir para sua linguagem. Que cancelamento? O GM (Hornets) não foi autorizado a fazer esse comércio. E agindo em nome de nossos proprietários, decidimos não fazê-lo. Eu era um representante proprietário. Não havia nada a anular". - disse Stern a um grupo no Sports Business Radio Road Show, como descreveu Ben Golliver da SI.
   A questão foi complicada pelo fato de a NBA reconhecer os problemas financeiros da franquia Hornets naquele momento. Além da resposta a troca de outros proprietários que ele recebeu como comissário da liga, Stern também teve que tomar uma decisão como proprietário da equipe.
   "Quando você é comissário e você tem duas equipes que são vinculadas a você, como nos Lakers e Houston, os GMs sem querer atribuir, gastam seu tempo com bobagens a você, a impressão errada pode ser concedida. Foi uma das poucas vezes que decidi apenas ir a rádio, silencioso e deixá-los falar, fui morto".
   O episódio de Paul ao lado de sua manipulação da ida do Seatle SuperSonics para Oklahoma City em 2008, são duas marcas negras na carreira de Stern e seu legado. Sua declaração de que o gerente geral dos Pelicans, Dell Demps, não estava autorizado a negociar Paul com o Lakers também contradiz o que Demps disse na época. Demps disse que estava livre para trocar o armador.
   "Nunca houve uma troca. Nunca foi aprovado por mim como proprietário".
   Muitas das críticas derivaram do fato de que a liga se colocou nessa posição com a franquia de New Orleans, embora também se soubesse que vários donos não queriam que os Lakers acertassem com um talento como Chris Paul. O dono do Cleveland Cavaliers, Dan Gilbert, que tinha sido demitido pela partida de Lebron um ano antes, enviou um e-mail para Stern no dia da negociação pedindo para vetá-la.
   O que eu vejo nessa situação é que Stern sucumbiu as pressões externas e vetou uma troca que era legítima. Além de ter um interesse próprio nisso, por ser um proprietário, ele barrou a formação de uma equipe monstruosa o que seria hoje a formação dos Warriors com o KD. Na época teríamos CP3, Kobe e D12 chegando a franquia, uma máquina que renderia bons frutos. A atitude de Stern foi correta ou não?

KD quase foi pros Clippers

Kevind Durant cogitou jogar nos Cplippers antes de assinar com os Warriors

   Depois de finalmente assinar na Bay Area, o núcleo forte dos Clippers tornou difícil para Kevin Durant dizer não para Los Angeles esse verão.
   "Blake (Griffin), DJ (DeAndre Jordan) e CP (Chris Paul). Foi isso que tornou interessante. Esses três caras são tremendos, e talentos inacreditáveis. Eles fizeram isso difícil pra mim". - disse Kevin Durant a Chris Haynes  da ESPN. 
Jordan foi particularmente persistente em sua busca por Durant, um jogador que o grandão do Clippers compartilha um vínculo estreito desde 2008 quando entrou na liga.
   "Mais do que tudo, ele era apenas um verdadeiro amigo. No final do dia, ele queria que eu fosse para o Clippers, mas no final do dia ele não se importava. Ele ia ser meu amigo, não importa o quê. E eu meio que gravito em torno disso, exceto querer estar em torno de amizades genuínas, não importa para quem você joga, o que você faz, que decisões você toma. É por isso que eu estava a sua volta mais do que qualquer coisa". 
   Agora em lados opostos, KD e DJ disputam o topo da conferência oeste, e na minha opinião, possivelmente façam a final da conferência. E vejam como são as coisas, imaginem se o KD fosse pros Clippers, com toda certeza seriam uma máquina imparável, pelo menos no quinteto titular. CP3, DJ, Blake Griffin e KD juntos, isso é quase impossível de ser marcado.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Heróis do passado: Brandon Roy

Boa carreira universitária
   Hoje nossa série relembra Brandon Roy, um ala formidável que passou pela NBA e era astro em Portland, mas que teve sua carreira interrompida pelas lesões. Uma pena, pois o jovem atleta era um dos grandes nomes da geração dos anos 2000, quem lembra dele ou não conhecia, vem comigo.
   Brandon Roy começou a jogar basquete ainda no ensino fundamental, mas começou a se destacar na Garfield High School, de Seatle, quando foi considerado um dos melhores jogadores do ensino médio no estado. Por conta de seu jogado brilhante, ele foi cotado para entrar no Draft de 2002 sem nem mesmo ir para a Universidade, mas Roy desistiu da ideia, na época tinha sido rankeado como o 6° melhor ala e o 36° atleta para a classe de 2002. 
   Ele passou por dificuldades para chegar a universidade, seus pais e irmão não haviam frequentado a faculdade e sua dificuldade de aprendizagem lhe fizeram tentar quatro vezes o teste para atingir os requisitos da NCAA. Roy nem sabia se conseguiria cursar os quatro anos da universidade, ele cursou e se formou em Estudos Étnicos Americanos. E logo em sua primeira temporada foi cotado para o Draft, mas não tentou pois sabia que Nate Robinson e Martell Webster, seus companheiros de UW se inscreveram para o Draft. 
   Roy viu uma possibilidade de subir nos rankings de seleção se ficasse na Universidade de Washington por mais tempo. Ele anotou 35 pontos em dois jogos seguidos, marcas que eram a sua mais alta da carreira e o recorde da equipe. Na sua última temporada com médias de 20.2 pontos, 5.6 rebotes e 4.1 assistências, foi eleito jogador do ano da Pac-10 e foi All-American, além de ser finalista para os prêmios, Wooden, Naismith, Oscar Robertson e Adolph Rupp, levando a equipe ao Sweet 16 pela segunda fez seguida e postulando um recorde de 26-7.
Uma carreira brilhante interrompida por lesões
   Sua carreira na NBA começou em 2006, quando foi a 6° escolha do Draft pelo Minnesota Timberwolves, imediatamente trocado para o Trail Blazers por Randy Foye. Seus dois primeiros jogos foram muito bons, anotando 20 e 19 pontos respectivamente, porém já apareciam as lesões. Após um choque em seu calcanhar, Roy perdeu 20 jogos na temporada, mas ainda assim foi o cestinha dos novatos, participou do All-Star Game e foi o novato do ano jogando apenas 57 partidas, segunda menor marca da história.
   Na temporada seguinte foi titular nos primeiros 48 jogos, levou a equipe a 13 vitórias consecutivas, foi um reserva no All-Star Game, mas se machucou antes do fim de semana das estrelas e atuou com o tornozelo machucado. Na pré-temporada de 2008 fez uma cirurgia para retirada de um pedaço de cartilagem que lhe causava irritação no joelho esquerdo, o que lhe fez perder várias semanas, mas estava pronto no primeiro jogo da temporada. 2009 foi um ano mágico, ele anotou seu recorde de pontos (52), igualou o recorde da franquia em roubos de bola (10) e a partir de 16 de fevereiro teve 24 arremessos que empataram ou ganharam partidas nos últimos 35 segundos.
   Em 2010 foi pela terceira vez selecionado ao All-Star Game mas teve de se afastar por uma lesão no tendão direito. Em abril sofreu uma fratura no joelho direito e teve de passar por cirurgia. Na temporada seguinte as coisas pioraram de vez, Roy passava por problemas nos joelhos que lhe incomodavam desde a universidade e em dezembro foi anunciado que estava fora por tempo indeterminado. A partir disso começou a se especular que ele não jogaria mais ao nível de All-Star, em janeiro de 2011 passou por uma artroscopia nos joelhos, mas retornou em fevereiro. Infelizmente, não jogava mais como antes e assumiu um papel vindo do banco.
Timberwolves, último suspiro
   Durante o lockout de 2011 anunciou que se aposentaria porque seus joelhos não lhe deixavam jogar. Em 2012 tentou voltar, fez um procedimento com plasma rico em plaquetas, assinou com os Wolves e sentiu-se muito bem durante o campo de treinamento. Porém, sofreu um choque durante um jogo de pré-temporada e após cinco jogos da temporada regular teve de operar o joelho direito lhe tirando da temporada. Em maio de 2013 foi dispensado pelos Wolves e acabou sua carreira.
   Roy foi um grande jogador enquanto saudável, infelizmente seus joelhos lhe encurtaram a vida útil como atleta e lhe renderam sete temporadas. Nesse período foi 3 x All-Star, 1 x All-NBA Segundo Time, 1 x All-NBA Terceiro Time, Novato do Ano e All-Rookie Primeiro Time. Pena que não ficou saudável por mais tempo, pois certamente seria um dos grandes nomes da liga.


   
   

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Joelhos saudáveis de Natal

Apelando pro Papai Noel para voltar a jogar

   Esqueça uma bicicleta nova, trens de brinquedo, ou aquele Power Ranger vermelho, Chandler Parsons só tem um desejo nesse natal.

parsons

   O cara de 94 milhões de dólares dos Grizzlies pode estar em algo. A cirurgia do joelho que o jovem atleta de 28 anos sofreu no começo da pré-temporada, limitou-o a apenas seis dos 20 primeiros jogos da sua equipe nesta temporada. Suas médias são de apenas 7.7 pontos e 3 rebotes em uma média tenebrosa de apenas 39% de aproveitamento dos arremessos.
   Esperançosamente, Parsons pediu ao Papai Noel para que atenda o seu pedido, já que Mike Conley vai ficar de fora por seis semanas, e Memphis vai precisar dele.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Força Chape



   Meu texto hoje não é sobre basquete nem esporte, é sobre algo muito maior. Sobre a vida, e como as coisas não fazem sentido muitas vezes. Nada faz sentido quando se vê um avião cair e muitas vidas serem interrompidas prematuramente. Nada faz sentido quando um clube em ascensão passa por uma tragédia. Nada faz sentido quando pensamos nos familiares que perderam seus entes queridos. Nada faz sentido quando a vida se acaba.
   O esporte é como a vida, sempre existem os altos e baixos, os momentos difíceis, as alegrias, as tristezas. Acordar pela manhã e ver tudo isso que aconteceu me comoveu muito, por vários motivos, por ter vivido em minha cidade algo parecido com a tragédia do Brasil de Pelotas e o acidente do ônibus, naquela noite que não acabou. Por ser amante dos esportes e professor de Educação Física e torcedor, amar isso, viver isso. E principalmente pelos familiares, o mais difícil é sempre pra quem ficou aqui, eles necessitam de todo o apoio possível.
   Todas as ações que estão sendo promovidas, do Palmeiras poder jogar com a camisa da Chape na última rodada, do movimento para que não possam ser rebaixados por três temporadas, do possível empréstimo de atletas sem custeio. Tudo isso é apenas um conforto, uma maneira de amenizar a dor, uma forma de tentar aclamar os corações de todos que se solidarizaram com a tragédia. Sinceramente espero que tudo isso seja feito, apesar de serem apenas medidas simples, representam como o esporte e a vida se parecem, o quanto o apoio é importante. Não importa que time você torce, se gosta ou não de esporte, se acha que jogadores de futebol ganham muito pra correr atrás da bola, nada importa. O importante é que se lembrem dos grandes momentos que cada uma das pessoas dentro do avão passou, sempre os bons momentos, isso que realmente importa, o amor que sempre existiu e sempre vai existir. 
   #ForçaChape deixo aqui minhas palavras de solidariedade com todos e meus sentimentos a todos amigos e familiares, que a força que vocês têm lhes ajude a passar por esse momento difícil. 

Heróis do passado: Rashard Lewis

Começo da carreira
   Para os saudosistas dos anos 90, trago aqui um texto sobre um dos bons nomes do final da década de 90 e dos anos 2000. Um ala de enorme potencial, que teve uma carreira de sucesso mas que poderia ter sido melhor, se não fosse por conta das lesões. Vamos relembrar hoje Rashard Lewis, um dos grandes nomes dos SuperSonics e Orlando Magic.
   Vindo diretamente do ensino médio após dominar o Texas na liga das escolas públicas, postando médias de 28.2 pontos, 12.4 rebotes e 5.4 tocos por partida, médias que lhe renderam o prêmio de USA Mr. Basketball em 98. O ala chegou a NBA no Draft de 1998, depois de negar as bolsas de Florida State, Kansas e Houston, foi a 32° escolha do Draft, escolhido pelo Seatle SuperSonics. Na época em que foi escolhido, era o último atleta a permanecer na "sala verde", onde os 15 melhores prospectos do Draft ficam até sua seleção. 
   Lewis teve uma temporada discreta, com apenas 2.4 pontos, 1.3 rebotes e 0.1 tocos por partida. Ele levou duas temporadas para se adequar a liga, mas depois disso decolou. Juntamente com Ray Alles tornaram os SuperSonics um contender durante os anos 2000. Com os Sonics foi  All-Star em 2004/05, anotou em 2003 contra os Clippers 50 pontos, e de quebra foi o maior cestinha da história da franquia em bolas de três com 918 arremessos convertidos.
Fnais da NBA pela primeira vez
   Depois de nove anos em Seatle com médias de 16.6 pontos e 5.8 rebotes, foi jogar pelo Orlando Magic, assinando um contrato em 2007 por seis anos no valor de 118 milhões de dólares. Em sua primeira temporada foi trocado de posição, deixando de ser ala e jogando como ala/pivô. A mudança foi boa, Lewis rendeu bem, tanto que anotou sua pontuação mais alta da carreira como ala/pivô, fez 53 pontos. Nos Palyoffs conseguiu levar o Magic a segunda rodada, e mesmo sendo o cestinha da equipe e anotando seus recordes pessoais em pontos, rebotes e assistências, o Magic só venceu uma partida contra o Piston.
   Na temporada 2008/09 foi o segundo cestinha da equipe com 17.7 pontos, o que lhe rendeu uma vaga no All-Star game. Essa deve ter sido a melhor temporada de sua carreira, nesse ano ganhou um jogo contra os Cavs no primeiro jogo da série final de conferência, que ele disse ser o arremesso mais importante de sua carreira. Nas finais da NBA sucumbiram ao Los Angeles Lakers em cinco jogos. 
O título da NBA e o fim da carreira
   No começo da temporada 2009/10 foi suspenso por 10 dias sem salário por após testar positivo para uma substância proibida. Em dezembro de 2010 foi trocado para o Washington Wizards em troca por Gilbert Arenas. Pelo Wizards atuou por 60 jogos em duas temporadas, com médias de 9.7 pontos e 4.9 rebotes. Em 2012 foi trocado para o New Orleans Hornets e depois aceitaram um acordo e renunciaram o contrato. Depois disso, assinou por dois anos com o Miami Heat e voltou a jogar com seu ex-companheiro Ray Allen, conquistando seu único título da NBA nessa temporada (2012/13). Em julho de 2014 assinou um contrato com o Dallas Mavericks, mas seu contrato foi revogado apenas 4 dias depois após descobrirem que seu joelho direito precisava de uma cirurgia.
   Rashard Lewis foi um daqueles caras que dava vontade de ver jogar, habilidoso, forte, dominante, com um estilo de jogo interessante. Teve uma boa carreira, e foi mais um daqueles atletas que marcaram uma geração. Deixou a liga com médias de 14.9 pontos e 5.2 rebotes, foi 2 x All-Star e 1 x Campeão da NBA. 



sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Lebron James e seus 1000 jogos

Lebron James e sua carreira absurda

   Beirando os 32 anos a pouco mais de um mês, o ala do Cleveland Cavaliers, Lebron James, já alcançou marcas e elogios suficientes para ser considerado um dos melhores de todos os tempos e não mostra nenhum sinal de desaceleração.
   No jogo de logo mais a noite, Lebron vai entrar em quadra pela milésima vez na Quicken Loans Arena, quando os atuais campeões e anfitriões recebem o Dallas Mavericks. Lebron já é comparado com outros astros da NBA na sua milésima partida, com marcas tão boas ou melhores que muitos deles, como KG, Michael Jordan, Vince Carter.
   Durante suas 14 temporadas na NBA com os Cavaliers e o Heat, as equipes lideradas por Lebron possuem um recorde geral de 671-328 (67,2% de aproveitamento), com Lebron possuindo 194.7 do total de vitórias (uma estimativa do número de vitórias contribuídas por um jogador).
   Os números não contam a história inteira, no entanto, como a lista de realizações de Lebron desde ser a primeira escolha do Draft de 2003 para o time da sua cidade natal, que lhe ajudou a aparecer como uma força imparável do basquete e um talento extraordinário, tornando-se um rosto provável para Springfield no final da carreira.
   Da maneira que têm jogado Lebron deve quebrar mais alguns recordes na liga, provavelmente ganhe mais alguns anéis e o mais impressionante, deva passar Jordan no ranking de pontuação e talvez alcance ainda mais.