quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Rondo é o melhor armador com quem já joguei

Wade rasga elogios para Rondo

   Com o devido respeito a Goran Dragic, Gary Payton e Mario Chlamers, o três vezes campeão da NBA Dwyane Wade acredita que o melhor armador com quem já atuou, tecnicamente, é alguém com quem não jogou ainda.
   Wade disse aos repórteres hoje que Rajon Rondo é "o melhor armador com quem já joguei", apesar dos novos companheiros de Chicago Bulls ainda não terem dividido a quadra por uma partida da NBA.
   Rondo chegou a Cidade dos Ventos para um contrato de dois anos por U$ 28 milhões, vindo do Sacramento Kings onde teve médias de duplo-duplo na temporada passada, com 11.9 pontos e 11.7 assistências por partida. 
   "Ele (Rondo) tem a melhor voz da equipe. Quando você tem um armador na quadra, que você pode obter alguma coisa e falar da maneira como ele fala, define o tom para todo mundo." - disse Fred Hoiberg depois do primeiro dia do acampamento de treinos.
  A capacidade de Rondo em conduzir um ataque e distribuir as jogadas tem sido o seu cartão de visitas, tendo liderado a NBA em três temporadas (2012, 2013 e 2016). Rondo também liderou a liga em passes por jogo na última temporada, com um total de 74,2 o que deve facilitar a adaptação de Wade na sua cidade natal.
   Essa dupla tem tudo pra dar certo no Bulls, apesar de muita rivalidade quando jogando em Boston e Heat, Rondo e Wade parecem admirar um ao outro e ter um respeito mútuo, perfeito para a equipe. Se eles conseguirem se adaptar rapidamente a equipe, aliado ao excelente Jimmy Butler os Bulls vem fortes para a temporada, para no mínimo chegar as semifinais de conferência.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Noah: "Vamos bater o Lebron nos Playoffs"

Noah com metas altas para a temporada

   O New York Knicks espera que suas movimentações na offseason lhe impulsionem para os Playoffs, no topo da Conferência Leste. Joakim Noah, que assinou os Knicks na agência livre, tem seu olhar voltado para destronar seu rival de longa data Lebron James e o Clevland Cavaliers atual campeão da NBA.
   "Isso definitivamente é a meta. Definitivamente não é uma tarefa fácil, mas essa tem que ser a mentalidade. Nós sabemos que agora tudo passa por Lebron, tudo passa por ele. E para chegarmos onde queremos chegar, temos que vencer esse cara." - disse hoje aos repórteres no campo de treinamento.
   Noah sabe melhor do que ninguém como essa tarefa é difícil. Ele nunca derrotou uma equipe liderada por Lebron James nos Playoffs, perdendo na primeira rodada de 2010, nas finais de conferência de 2011, e nas semifinais de 2013 e 2015 como atleta do Chicago Bulls.
   No único confronto de pós-temporada com Lebron, que terminou no topo da temporada seis temporadas consecutiva, os Knicks caíram para o Miami Heat na primeira rodada de 2012. Carmelo Anthony, que experimentou em primeira mão a eliminação, pensa que o ex-jogador de defesa do ano traz algo que está faltando para a equipe.
   "Noah traz uma dinâmica diferente na quadra. Mentalmente, ele te obriga a competir em alto nível todas vezes em que está fora da quadra. Ele te empurra a competir em cada jogada, o tempo todo. Senão você vai ouvir sobre isso. E acho que isso é algo que estava faltando. Nós precisamos dele, essa organização precisa dele. Eu gosto disso, nós gostamos disso". - disse Melo.
   Melo está animado para ver o renovado elenco junto em ação, e insiste que estarão prontos dia 25 de outubro, quando enfrentam os atuais campeões da NBA na rodada de abertura. "Eu acho que é um grande teste para nós, para ver onde estamos como equipe. Eu sei que é apenas um jogo na noite de abertura, mas vai ser uma boa noite para nós".
   Teoricamente, se analisarmos no papel os Knicks são bem melhores que ano passado, devem voltar aos Playoffs com certeza. Mas, acreditar que podem desbancar os Cavaliers é demais, por mais que lutem acho difícil qualquer equipe do leste tirá-los da final da NBA, quem tem mais condições para isso são os Celtics ou Pacers. Do jeito que Lebron tem jogado, com Irving voando baixo e com Love tendo jogos bons, nenhuma equipe do leste fará frente, mas vamos ficar de olho nessa temporada.




terça-feira, 27 de setembro de 2016

Lebron preocupado com sua geração

Geração 2000 perto do fim?

   Lebron James tem apenas 31 anos, mas já jogou mais minutos totais que 26 jogadores na história da NBA. Querendo ou não, ele está mais perto do final de sua carreira do que do começo, e nada deixa isso mais claro que as recentes aposentadorias de Kobe Bryant, Tim Duncan e Kevin Garnett.
   Lebron disse hoje a alguns repórteres que a sua geração de estrelas, composta em boa parte por amigos próximos Dwyane Wade, Carmelo Anthony e Chris Paul, são os próximos a se despedirem da liga. "Estamos no convés". - disse o astro.
   Isso não significa necessariamente que eles estarão se despedindo tão cedo. Lebron estendeu indiscutivelmente seu alto nível de jogo nos últimos quatro meses, CP3 é um All-NBA Segundo Time e All-NBA Primeiro Time de Defesa, e Melo e Wade foram All-Stars com temporadas com PER maior de 20. Eles podem estar na liga a mais de 10 anos, mas ainda tem um bom caminho pela frente.
   Mas, com certeza a saída de uma série de estrelas dos anos 90 fez Lebron sentir a idade. Há um pequeno número de estrelas que chegaram a NBA antes do Draft de 2003, Dirk, Paul Pierce e Vince Carter, por exemplo. Alguns outros estão entre Lebron e os mais velhos, entre ele e o vazio da aposentadoria. O tempo não poupa ninguém.
   Nem quero pensar ainda quando essa geração de 2000 se aposentar, Lebron, Wade, Melo e cia, vai ser mais um duro baque aos fãs da NBA que já sentiram a saída da geração de 1990. Ambas gerações maravilhosas, com mitos, lendas do esporte e que nos transformam em saudosistas, nos resta aproveitar ao máximo a carreira de cada um desses nomes e torcer muito para que eles joguem o máximo possível. Pelo bem do basquete e do nosso coração.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Heróis do passado: Dolph Schayes

Fazendo história por onde passou
   Hoje em nossa série relembraremos a carreira de Dolph Schayes, um dos grandes nomes do basquete dos anos 50 e 60, fez seu nome jogando pelo Syracuse Nationals e Philadelphia 76ers. Depois de atleta ainda atuou como treinador de sucesso, para quem não conhece essa lenda vale a leitura.
   Nascido no Bronx, Nova Iorque, filho de imigrantes Romenos começou a jogar basquete na escola por Creston Junior High School 79 e posteriormente por DeWitt Clinton High School, no Bronx em Nova Iorque onde foi campeão municipal. Na universidade jogou basquete por NYU, de 1944 a 1948, quando calouro tinha 16 anos e ajudou a equipe a chegar a final da NCAA. Ele concluiu o curso de engenharia aeronáutica, foi All-American e venceu o Prêmio Haggerty para o melhor jogador de basquete universitário de Nova Iorque do Ano. Seu treinador de NYU disse que era preciso tirá-lo do ginásio, pois em todo tempo livre que tinha ia para lá treinar.
Um dos melhores da história
   Sua carreira profissional começou em 1948 quando foi a 4° escolha do Draft da BAA pelo New York Knicks, e também pelo Tri-Cities Blackhawks da NBL. Os Blackkawks negociaram os direitos com o Syracuse Nationals, que lhe ofereceram um contrato de 7500 dólares (atuais 73900), o dobro que tinha sido oferecido pelos Knicks, o que influenciou sua ida para Syracuse.
   Já na sua primeira temporada foi eleito o Novato do Ano, com médias de 16.8 pontos, 4 assistências, na época os rebotes não eram contabilizados. Em sua segunda temporada os Nationals mudaram-se para a NBA, pela fusão de BAA e NBL. Nessa temporada teve média de duplo-duplo, algo muito constante em sua carreira, só não acontecendo nas suas duas últimas temporadas, ele teve médias de 17 pontos e 16.4 rebotes. Seus 2,03 m eram muito favoráveis, e lhe davam grande vantagem na época como pivô/ala-pivô, associados ao seu arremesso com um grande arco que era imparável, de sua infiltração e arremesso de longa distância. Sua maneira de jogar modificou a NBA, começando assim a surgir os jumpshots.
   Curiosamente ele quebrou seu braço direito lhe deixando uma temporada engessado. Porém, essa lesão melhorou seu jogo, pois ele aprendeu a arremessar com a mão não dominante, tornando-o um dos melhores e últimos arremessadores com ambas as mãos, o que lhe tornava extremamente difícil de ser marcado. Seu jogo sempre evoluiu e na temporada de 1954/55 foi campeão da liga com médias de 18.5 pontos e 12.3 rebotes na temporada regular e de 19 pontos e 12.8 rebotes nos Playoffs, sendo decisivo para o título.
   Seus feitos na NBA são inúmeros, foi o primeiro atleta a ultrapassar os 15000 pontos, foi o primeiro a acumular 30000 pontos+rebotes+assistências, jogou 706 partidas consecutivas, detêm o recorde de lances-livres consecutivos em uma partida (18) e liderou a liga três vezes em percentual dos lances-livres. Na carreira foi 12 x All-Star, 6 x All-NBA Primeiro Time, 6 x All-NBA Segundo Time, 1 x Líder em rebotes, por três vezes ficou perto de ser o MVP da liga, quando se aposentou em 1964 liderava a NBA em jogos (996), lances-livres convertidos (6712), lances-livres tentados (7904), faltas pessoais (3432), segundo em pontos (18438) e terceiro em rebotes (11256). Foi selecionado para a equipe da NBA 25 Anos como um dos 12 melhores da história, e é um dos 50 melhores jogadores de todos os tempos, membro do Hall da Fama e tem o número 4 aposentado pelo Philadelphia 76ers.
Cerimônia de aposentadoria de seu número
   Após a carreira como atleta tornou-se treinador, ainda como atleta em 1963 ocupou as duas funções até 1964. Depois de deixar as quadras como jogador seguiu mais três anos como técnico, em 1966 foi o treinador do Ano. De 1966 a 1970 trabalhou como supervisor de arbitragem da NBA. Podemos dizer de Schayes fez de tudo na carreira, desde ser um exímio atleta que mudou a forma de jogar até supervisor de arbitragem, e com uma trajetória tão brilhante e interessante, não poderia ficar de fora da nossa série.



sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Valeu Big Ticket!

Futuro Hall da Fama aposentou-se da liga hoje

   Dizer adeus é sempre difícil, pra um dos meus jogadores favoritos pior ainda. Ano passado perdemos Kobe e Duncan, ícones do basquete, hoje perdemos KG um dos melhores alas/pivôs da história, um cara que dominava o garrafão e que era um exímio defensor. 
   Garnett chegou a liga em 1995 como a quinta escolha do Draft, vindo diretamente do Ensino Médio. Chegava a NBA como o Mr.Basketball de Illinois e o Jogador do Ano do Ensino Médio, com médias de 25.2 pontos, 17.9 rebotes, 6.7 assistências, 6.5 tocos e 66,8% de aproveitamento dos arremessos de quadra. No jogo do All-American foi o MOP com 18 pontos, 11 rebotes, 4 assistências e 3 tocos, impressionando muito antes do Draft, posteriormente KG foi eleito um dos 35 melhores All-Americans da história.
   Sua primeira temporada não foi muita expressiva, mas foi boa o suficiente para ser membro do Segundo Time dos Novatos com médias de 10.4 pontos e 6.3 rebotes, jogando 80 partidas, sendo 43 como titular. Mas a partir daí foi apenas evolução de uma carreira impecável, em 1997, na sua terceira temporada já foi selecionado para o All-Star Game, algo que se repetiria por mais 14 oportunidades.  Da sua segunda temporada para frente sempre foi titular, em qualquer equipe que atuou, mesmo que jogasse apenas 5 partidas como na temporada 2014-15. 
   Da temporada 1998-99 até a temporada 2006-07, todas pelo Minnesota Timberwolves, teve médias de duplo-duplo, pelo menos 20 pontos e pelo menos 10 rebotes. Sendo que na temporada 2003-04 foi o MVP com médias de 24.2 pontos, 13.9 rebotes, 5 assistências, 2.2 tocos e 50,2% de aproveitamento. Com os Timberwolves foi aos Playoffs, de forma consecutiva, de 1996 até 2004, sempre sendo o destaque da equipe, com médias de 22.3 pontos e 13.4 rebotes, infelizmente sem ser campeão.
   Mas chegou o Boston em sua vida, de 2007 a 2013 Garnett foi um dos comandantes dos Celtics, jogando muita bola por lá também. Ao lado de Paul Pierce e Ray Allen formaram um big three invejável, muito eficiente e que já em seu primeiro ano de formação conseguiu ser campeão da NBA, único título da carreira de KG. Na temporada 2009-10 voltaram as finais, mas perderam para o Lakers em sete jogos, como deve ser para a maior rivalidade da NBA, uma série memorável. 
   Saindo de Boston foi para o Brooklyn, onde jogou por mais duas temporadas, com um time bem fraco mas que ainda assim foi uma vez aos Playoffs. A partir daqui foram suas pores médias na carreira, e o indício de que seus anos estavam perto do fim. Já com 38 anos voltou para sua casa, ao Minnesota, de onde se despediu hoje aos 40 anos. Garnett deixa o basquete com médias de 17.8 pontos, 10 rebotes, 3.7 assistências e 50,1% de aproveitamento dos arremessos. Foi 1 x Campeão da NBA, 1 x MVP, 1 x MVP All-Star Game, 4 x All-NBA Primeiro Time, 3 x All-NBA Segundo Time, 1 x Jogador Defensivo do Ano, 9 x All-NBA Primeiro Time de Defesa, 4 x Reboteiro da Liga, Líder de todos os tempos do Timberwolves em pontos.
   Glen Taylor, proprietário dos Wolves disse em comunicado oficial da equipe: "Foi uma verdadeira alegria ver KG entrar na liga como um jovem e vê-lo desenvolver suas habilidades para se tornar um dos melhores na NBA. Eu tenho valorizado a oportunidade de vê-lo crescer como um líder. Desejo-lhe que continue com sucesso no próximo capítulo de sua vida. Seus fãs de Minnesota sempre vão valorizar as memórias que proporcionou".
   Garnett ocupa o 5° lugar na história em jogos, 9° lugar em total de rebotes, 17° em tocos e 20° em pontos. Ele era  jogador ativo a mais tempo na NBA, com 21 temporadas. Agora resta a nós fãs de basquete olhar muitos vídeos de KG no youtube e ficar com as boas lembranças de uma brilhante carreira, Big Ticket certamente será um Hall da Fama e merece muito. Obrigado KG! 

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Ex treinador da NBA e NCAA perto do High Shcool

Treinador de carreira brilhante perto de East Hampton

   Aos 76 anos de idade, Larry Brown pode continuar sua carreira de treinador no nível de Ensino Médio. O membro do Hall da Fama está considerando treinar East Hampton High nessa temporada, em New York de acordo com C.L. Brown da ESPN nesta terça-feira. Brown tem uma casa de verão não muito longe da escola e recentemente soube da vaga.
   "Esta noite eu vou à escola ver as crianças e falar com o diretor de esportes. Eu gostaria de poder dizer-lhe quando vou tomar uma decisão. Estou esperançoso, é muito perto." - disse Brown. 
   O treinador deixou a SMU neste verão depois de não chegar a um acordo sobre a extensão do contrato. Os Mustangs lhe ofereceram um contrato até 2020, mas Brown queria um contrato mais longo.
O ex-campeão da NBA e NCAA sente que tem muito a trazer para o jogo do Ensino Médio. 
   "Quando você trabalha para as pessoas que eu trabalhei, e tinha as pessoas sentadas ao seu lado como tive, não parece certo se eu não compartilhar tudo que aprendi. Sei que eu tenho esse dom que posso ensinar. Eu só quero ajudar o jogo que está me dando muitas oportunidades incríveis, eu quero devolver."
   A atitude de Brown me parece incrível, um cara que já venceu na NBA e na NCAA  e quer trabalhar com o High School, ensinar tudo o que aprendeu e retribuir a sociedade o lhe foi dado. Imaginem para um atleta da escola ter Brown como treinador, os ensinamentos e tudo que pode aprender sobre o jogo? É simplesmente incrível, com certeza se ele ficar nessa escola, os atletas dele terão uma bagagem monstruosa de basquete, e isso pode decretar o futuro deles. O que vejo aqui, é um treinador que ama o jogo e que isso é o que move, não importa onde. 

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Heróis do passado: Earl Monroe

Winston Salem e o começo do sucesso
   Hoje nossa série relembra a carreira de Earl Monroe, astro da NBA que brilhou por onde passou, desde os parques da Philadelphia até o Baltimore Bullets e New York Knicks. Pra quem não conhece o cara, vem dar uma conferida.
   Nascido na Philadelphia, Monroe foi uma lenda dos parques desde muito jovem, seus companheiros de ensino médio lhe chamavam de Thomas Edison, pela quantidade de movimentos que criou. 
   Teve fama nacional ao jogar na Divisão II pela Winston-Salem State University, localizada na Carolina do Norte. Treinado pelo membro do Hall da Fama, Clarence "Big House" Gaines, teve uma brilhante carreira universitária, sempre em constante evolução. Suas médias foram de 7.1 pontos, 23.2 pontos e 7 rebotes, 29.8 pontos e 6.7 rebotes, e incríveis 41.5 pontos e 6.8 rebotes por jogo no seu último ano. Em 1967, seu último ano, ganhou o título de Jogador do Ano da NCAA e levou sua equipe ao título da Divisão da NCAA, além de ser nomeado All-American duas vezes.
Deixando marcas desde a primeira temporada
   Sua carreira profissional começou em 1967, quando foi a segunda escolha do Draft pelo Baltimore Bullets, atual Washington Wizards. Logo em sua primeira temporada foi o Novato do Ano com médias de 24.3 pontos, 5.7 rebotes e 4.3 assistências. Além disso, em um jogo contra o Lakers anotou 56 pontos, a terceira maior pontuação da história para um novato e na época o recorde de pontos da franquia. Juntamente com Wes Unseld formara uma dupla formidável em Washington, Monroe era um ícone com sua habilidade de pontuar em contra-ataques e arremessos acrobáticos, sobre isso ele disse: "A coisa é, eu não sei o que vou fazer com a bola, e se eu não sei, tenho certeza que o cara que está me marcando também não sabe". Ele estabeleceu o recorde da NBA para prorrogação, com 13 pontos anotados, marca superada por Gilbert Arenas. 
   Com exceção da sua primeira temporada, Monroe conseguiu levar os Bullets aos Playoffs em todas temporadas que atuou. Em 1971, seu agente anunciou que ele tinha intenção de sair para Bulls, Lakers ou Sixers, depois de quatroi jogos na temporada foi negociar com os Pacers e acabou parando no Knicks. Pelos Bullets, em cinco temporadas teve médias de 23.7 pontos, 3.7 rebotes e 4.6 assistências.
Knicks e seu anel de campeão
   Sua chegada em New York era uma aposta, não sabiam se ele e Walt Frazier poderiam jogar juntos. A dupla formada ficou conhecida como Rolls Royce Backourt, tornando-se uma das duplas mais eficazes da história, levando os Knicks ao título da NBA em 1973, onde Monroe teve médias de 16.1 pontos, 3.2 rebotes e 3.2 assistências. Pra se ter uma ideia do nível da dupla, é uma das poucas da NBA a ter ambos atletas entre os 50 melhores jogadores da história e no Hall da Fama. 
   Earl Monroe se aposentou na temporada 1979/80, aos 35 anos devido as graves lesões sofridas no joelho, mesmo assim teve médias de 18.8 pontos, 3 rebotes e 3.9 assistências, 1 x Campeão da NBA, 4 x All-Star, 1 x All-NBA Primeiro Time, um dos 50 melhores jogadores da história, membro do Hall da Fama do Basquete e do Basquete Universitário, tem o número 15 aposentado pelo Knicks e o número 10 aposentado pelo Wizards. Mais do que merecida essa lembrança.