O foco principal deste blog é escrever sobre o basketball, as políticas públicas e o esporte nacional na minha visão e com uns
devaneios eventuais de quem ousa expor as próprias reflexões sobre o seu cotidiano e suas paixões. Claro, quem se posiciona
eventualmente faz alguns escritos sobre tudo e sobre nada. Deguste lentamente...

Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Tensões atrapalham a seleção feminina

Infelizmente a bagunça continua. Nem é culpa do Carlinhos. É a falta de hierarquia no comando das seleções. Isso, com certeza, será motivo de um bom “pé de orelha”. Onde já se viu atletas se posicionando contra outras? Na verdade elas estão se posicionando em prol dos interesses próprios: mais tempo em quadra, menor risco de corte, configuração tática diferente... Se queremos os melhores atletas brasileiros no masculino, é melhor termos as melhores atletas no feminino também. Ou não? Se queremos “esquecer o passado e trabalhar conjuntamente pelo futuro”, por que perseguir a Iziane? E eu nem fui favorável ao que ela fez em outrora, mas estamos em novo processo, onde se fala muito e se respeita muito pouco.

Grande Paulo Bassul. Excelente técnico. Ter seu trabalho a frente da CBB reconhecido, contrato na mão, salário na conta. Tranquilidade para o trabalho árduo e necessário para as vitórias que todos queremos. Mas técnico é, antes de qualquer coisa, um educador. Mesmo no adulto. Se não há capacidade para reconhecer que houve erros de ambas as partes e trabalhar pelo futuro e, se não há respeito a decisão da Diretora Técnica das Seleções Femininas, não há condições de trabalhar sob a estrutura que estão procurando montar na CBB. Penso que Paulo Bassul deveria contratar um assessoria de imprensa e falar em uníssono com a CBB – deixa pra debater e divergir nas reuniões internas. Vence o melhor argumento.

Iziane reclamou que precisava pontuar e estar em quadra, pois os patrocinadores exigem tempo e scouts mínimos. Enganou-se: na seleção quem manda é o planejamento da diretoria, que o técnico aceita seguir e implanta sua filosofia para vencer e manter o status que adquiriu ao se tornar técnico de uma seleção braileira. Iziane aceita jogar em prol da seleção e não em nome dos próprios interesses? Se sim, tem espaço na seleção, representando todos nós. Do contrário, fica na WNBA, lá o pagamento é melhor, mesmo que a CBB tenha apresentando contrato e seguro a todo o grupo do feminino. Mas eu creio que Iziane queira jogar e que Hortência esta correta. Meu argumento é bem simples: a atleta se negou a jogar no pré-olimpico mundial e foi cortada dos jogos olímpicos de Pequim. Já foi penalizada. Ou vamos expurgá-la para sempre da seleção? Se vamos expurgá-la, para que convocá-la?

Outra questão interessante: quando a diretoria de uma Confederação estende o prazo de apresentação de um atleta é por que acredita ser o mesmo importante para a seleção. Cabe ao técnico administrar a questão e saber que quando esse atleta chegar, não tendo problemas de saúde, de condicionamento físico, sua integração ao grupo é inquestionável. Ou alguém na CBB vai dizer que, quando no auge, Paula, Hortência, Oscar, Marcel precisavam disputar posição com outro atleta? Na atualidade é a mesma coisa com Iziane, Alessandra, Micaela,  Nene, Varejão, Leandrinho...

É uma nova ordem, mas é preciso isso mesmo: ter ordem. E, onde há hierarquia, há respeito, comprometimento, unidade, soma dos valores individuais em prol de um objetivo comum.

Todos, atletas, Paulo Bassul e diretoria do feminino deveriam se reunir e a presidência da entidade realizar uma explicação simples: quem cria diretrizes é a diretoria da CBB, quem implanta filosofia de jogo é o técnico da seleção e quem joga, somente joga, são as atletas e sem emitir, publicamente, extra-oficialmente, qualquer juízo de valor sobre qualquer atleta. É preciso respeito e guardar os estados emocionais para si mesmas. Nada de aproveitar e deixar “vazar” qualquer posicionamento que exponha o grupo.

Mais uma vez, temos muito a aprender com o voleibol. Quem vai ir na CBV e pegar a cartilha (manual) dos atletas, ler e aproveitar o que interessa ao bom andamento das seleções brasileiras de basquete?

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Arbitragem: no futebol ou no basquete é tudo sempre igual...

Sou gremista e estou muito triste com a atitude do Maxi Lopez, da diretoria do Grêmio e da torcida que apoiou uma atitude preconceituosa – espero que a justiça faça seu trabalho com competência. Mas hoje o tema é arbitragem: nas finais da NBA Phil Jackson foi multado duas vezes (creio que o total foi US$ 50,000.00 ou R$ 100.000,00). Depois Marcelinho criticou a arbitragem do quarto jogo da NBB, realizado em Brasília e que teria favorecido o time da casa que ou vencia ou veria o adversário comemorar o título na capital federal – aliás, para o marketing o jogo final ter sido no Rio foi muito melhor. Para o bolso dos clubes mandante.

então, hoje, um clube brasileiro de futebol criticou a arbitragem. Alguns podem dizer que é o jogo fora de campo que os dirigentes do Internacional estão produzindo. Eu penso que o comunicado na quinta e divulgação de hoje – o dossiê arbitragem pró Corinthians – representa uma atitude de coragem e uma voz que representa os fatos do basquete e os fatos que, rodada após rodada, são elencados por técnicos. Quem faria isso no basquete brasileiro? Ou no basquete gaúcho? Um dossiê, enfrentar o poder estabelecido e buscar apoio na mídia e na opinião pública? fernando Carvalho, dirigente do internacional de Porto Alegre, fez isso.

Destaco um trecho (colocado em itálico e vermelho) que representa meu pensamento nas palavras de Fernando Carvalho.

O texto abaixo foi copiado de Yahoo Esportes em 29/06/2009, as 21h12min

 

Inter diz que Corinthians é favorecido por árbitros

29 de Junho de 2009 17:31

O Internacional elevou a temperatura da decisão da Copa do Brasil ao mostrar nesta segunda-feira um dossiê com lances em que o Corinthians foi supostamente favorecido pela arbitragem na competição nacional. De acordo com Fernando Carvalho, vice-presidente de futebol do time gaúcho, a apresentação do vídeo serve de alerta, dois dias antes da final.

"O meu objetivo é chamar a atenção da opinião pública. Só posso entender que existe um inconsciente coletivo que beneficie o Corinthians sistematicamente. Sei que vou ser muito criticado, mas é a primeira vez que faço isso. Deixo a pergunta no ar: por que o Corinthians tem que ser beneficiado sempre?", reclamou.

No dossiê, o Internacional apresenta lances das partidas do Corinthians contra Itumbiara, Atlético Paranaense, Vasco e o próprio time gaúcho. Na primeira final, apitada por Heber Roberto Lopes, a equipe reclama do lance que originou o segundo gol do time paulista, de um pênalti não marcado em Alecsandro de um impedimento inexistente de Taison.

"Espero que o árbitro apite o jogo desta quarta-feira com isenção. Não quero facilitações, mas também não quero que o Inter seja mais uma vez prejudicado contra o Corinthians", disse o dirigente, garantindo que não pretende pressionar o juiz mineiro Ricardo Marques Ribeiro.

Fernando Carvalho, que apresentou também uma faixa alusiva ao tricampeonato da Copa do Brasil pelo Corinthians, que pode alcançar tal conquista na quarta-feira, lembrou de partida entre as duas equipes no Campeonato Brasileiro de 2005. Naquela oportunidade, Márcio Rezende de Freitas não marcou pênalti de Fábio Costa, então no Corinthians, em Tinga, do Inter.

"Na época não reclamamos. Mas agora resolvi pesquisar e percebi que vários erros vêm se repetindo em favor do Corinthians. Por isso fizemos este compêndio, para enfatizar lances que já ocorreram. Nada é novo. Tudo foi repercutido pela crônica especializada, inclusive em São Paulo", comentou.

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Racismo, notícias...

O que a mídia tem dito sobre o Racismo no jogo entre Cruzeiro e Grêmio.

Aqui a discussão: http://migre.me/2Nqg;

Nesse link o fato, por zero hora: http://migre.me/2Nqu;

Nesse o áudio: http://migre.me/2NqH;

UOL Esportes: http://migre.me/2NrD

LanceNet: http://migre.me/2Ns0

E ainda surge uma desculpa para o fato e ela foi realizada pelo Sr. Duda Kroeff, presidente do Grêmio Football Porto Alegrense: "deve ter sido um mal-entendido, confusão de idiomas, pois o Maxi é uma das pessoas mais educadas que conheço".  Fazemos confusão com o Espanhol?

Espero muito mais do que esse simplismo do presidente do Imortal Tricolor. Estou com o Boris Casoy no meu ouvido: “É uma vergonha!!!”

Maxi Lopes, racismo é crime no Brasil

Inaceitável a atitude racista de Maxi Lopes no jogo de hoje (24/6) contra o Cruzeiro. O Brasil é um país multirracial, formado por portugueses, holandeses, alemães, russos, franceses, italianos em regiões específicas e o negro em todo o território nacional, sendo que no passado foi o escravo, o ser humano sem direitos, transformado em animal. Hoje somos, no mínimo, 50% da população desse país. Isso persiste em algumas mentes por aqui e os argentinos são sempre protagonistas de atitudes racistas nos jogos de futebol – ou já esquecemos o que aconteceu no Morumbi anos atrás. A disputa esportiva, a pressão do jogo não dá direito a nenhum dos protagonistas de ofender o companheiro de disputa, por que é o que são: o Cruzeiro não jogaria sem o Grêmio e vice-versa, logo são co-dependentes para que o jogo ocorresse.

Espero que o Grêmio seja enérgico com seu atleta, aplicando multa, que o mesmo formalize, imediatamente, um pedido de desculpa e que a justiça cumpra seu papel e não aceite uma possível retirada de ação que o Elicarlos venha a fazer, pois será pressionado. Que os fatos sejam apurados e a justiça seja feita.

Eu enfrento um processo de indenização por que um árbitro de basquete (Sr. Bernardo Aguirre Leal), estudante de direito (no futuro vai determinar, como juiz  de direito que quer ser, que ofender os negros é brincadeirinha de criança?), ameaçou de agressão meu filho menor de idade (15 anos na época) e quando fui dizer-lhe que lhe processaria se ameaçasse meu filho novamente, ele reagiu com tapas na minha mão e eu, automaticamente, dei-lhe três socos. Agi mal, mas movido por uma ofensa que não aceito desde que era guri e que meu filho jamais enfrentara na vida até aquele dia, pois estudava em escolas particular onde essas questões são muito bem trabalhadas, principalmente quando nos fazíamos presentes e o guri era líder natural em sua turma. Sou processado por isso e o digníssimo senhor quer, na inicial, R$ 15 mil reais. Inaceitável sermos ofendidos e ficarmos a mercê de distorções que serão protegidas pela justiça, pois no meu caso estou a um passo de ser o condenado – de vítima a condenado por ser afrodescendente e reagir a uma agressão que atinge a alma de tal maneira que não sabemos como reagir.

Portanto, mantenha sua posição Elicarlos e quem testemunhou o fato de perto não pode fugir da responsabilidade ética de confirmar a verdade. Talvez assim sejamos mais respeitados, tanto pela justiça quanto por quem se acha superior em função de ter a ação da melanina reduzida em seu organismo.

Sinto pelo meu Grêmio, mas racismo é inaceitável.

Quem será o novo presidente da FGB?