terça-feira, 24 de abril de 2018

Iverson acredita que Sixers pode ser campeão

The Answer acredita no processo

   A lenda dos Sixers, e provavelmente maior ídolo da história da franquia, Allen Iverson, disse hoje em entrevista que a equipe da Philadelphia "definitivamente" tem chances reais de serem campeões da NBA em 2018.
   Em entrevista  à Stephen A. Smith, no First Take da ESPN, AI disse que a equipe chegou longe o suficiente para acreditar que competir pelo título está ao seu alcance. "Acho que nossa hora é agora". Quando questionado se isso significava vencer o campeonato ele disse: 
   "Definitivamente. Por quê não? Por quê não nós? Acho que temos talento, temos o coaching staff e nós definitivamente, definitivamente temos o apoio dos torcedores".
   Concordo quase que plenamente com Iverson, os Sixers lideram por 3 a 1, a única série que está praticamente decidida pelo lado leste e jogando muito bem. Dominaram o Heat em Miami nas duas partidas passadas, e enquanto escrevia esse texto ia vencendo em casa e garantindo sua vaga nas semifinais. Na rodada seguinte encara o vencedor de Bucks x Celtics, e na minha opinião tem muitas chances de avançar as finais de conferência.
   Se analisarmos os adversários do lado leste, temos um Cavaliers super dependente de Lebron James, o Pacers que não é um time forte, Wizards e Raptors cheios de altos e baixos nessa primeira rodada, mostrando como a Conferência Leste está em aberto essa temporada. As chances de vencerem a NBA são pequenas se olharmos pro lado oeste, principalmente com as estrelas que têm Rockets e Warriors, mas de qualquer forma, concordo com AI quando ele fala que vê um futuro brilhante para os Sixers. 
   Imaginem se o Lebron realmente vai pra lá? Aí sim, teriam um time que poderia ser campeão.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Heróis do passado: Walter Davis

Sweet D
   Salve leitores, hoje chegamos para recordar a carreira de Walter Davis, um dos grandes nomes da história do Phoenix Suns. Um ala, ala-armador de grande sucesso na NBA e na NCAA, vem conferir.
   Davis começou a jogar basquete em Pineville, na Carolina do Norte, destacando-se cedo. Sua equipe do ensino médio, South Mecklenburg High School, de Charlotte, foi três vezes consecutiva campeã estadual perdendo apenas quatro jogos nesse período. Sua boa passagem no ensino médio lhe garantiram uma vaga em North Carolina, onde jogou por quatro temporadas em altíssimo nível, mantendo médias de 15.7 pontos, 5.6 rebotes e 3.4 assistências. Em seu último ano, foi selecionado para jogar na equipe olímpica de 1976 e conquistou o ouro olímpio. 
   Em North Carolina recebeu o apelido de Sweet D, por conta de seu estilo suave e fácil de jogar, e sua tenacidade na defesa. Sua carreira profissional começou em 1978, quando foi selecionado pelo Phoenix Suns na 5° do Draft. Davis chegou na NBA voando, com médias de 24.2 pontos e 6 rebotes, ambas marcas mais altas da carreira, lhe garantindo assim o título de Novato do Ano e uma posição no All-NBA Segundo Time.
Walter Davis foi um dos grandes nomes dos Tar Hells
   Sua carreira no Suns foi um casamento maravilhoso, em 11 temporadas com a equipe de Phoenix teve médias de 20.5 pontos, 4.4 assistências e 3.2 rebotes. Ele manteve a média de pelo menos 20 pontos em seis das onze temporadas, além de ter sido selecionado para o All-Star Game seis vezes, lhe garantindo assim o posto de maior cestinha da história dos Suns. Infelizmente, suas últimas temporadas com a equipe foram marcadas por problemas recorrentes nas costas e por um escândalo com uso de drogas. 
Maior cestinha da história do Suns
   Em 1987 foi chamado para testemunhar sobre o uso de drogas ilegais por outros jogadores do Suns, em troca de imunidade em processos. Ele havia entrado duas vezes em clínicas de reabilitação para tentar se livrar da cocaína. Seu declínio culminou com o da franquia, em 1988 quando seu contrato acabou os Suns nem fizeram força para tentar renová-lo, ofereceram um contrato de um ano pela metade de seu salário. 
   Davis então foi jogar no Denver Nuggets, assinando um contrato de duas temporadas por 1,35 milhões de dólares. Ele jogou dois anos com a equipe, depois foi trocado para os Blazers e retornou para Denver para encerrar sua carreira. Apenas em suas duas últimas temporadas na carreira que ele teve médias abaixo dos 13 pontos, teve na carreira médias de 18.9 pontos, 3.8 assistências e 3 rebotes, foi 6 x All-Star, 2 x All-NBA Segundo Time, é membro do Suns Ring of Honor, maior cestinha da história do Suns e teve o número 6 aposentado pela franquia.
   Ele foi um excelente atleta, teve uma carreira brilhante e merece nossa recordação. 

terça-feira, 17 de abril de 2018

Heróis do passado: Dick Van Arsdale

Dick e Tom nos tempos de Indiana
   Nossa série segue falando dos grandes nomes da liga, hoje relembramos a carreira de Dick Van Arsdale, atleta de boa passagem nos Knicks e com uma brilhante carreira no Suns. Não conhece a fera? Chega mais.
   Arsdale nasceu em Indianapolis, Indiana, onde começou a jogar basquete por Emmerich Manual High School, onde demonstrou suas boas habilidades e conseguiu uma vaga em Indiana. Ele teve três boas temporadas com os Hoosiers, sendo que a segunda foi a melhor com médias de 22.3 pontos e 12.4 rebotes, sua média universitária foi de 17.2 pontos e 10 rebotes carimbando sua presença na NBA.
   Sua carreira profissional começou em 1965, quando foi a 10° escolha da segunda rodada do Draft, pelo New York Knicks. Arsdale passou suas três primeiras temporadas em New York, onde teve médias de 12.8 pontos, 5.7 rebotes e 2.8 assistências, atuando como ala-armador foi selecionado para o All-Rookie Primeiro Time ao lado de seu irmão gêmeo Tom Van Arsdale. Ao sair dos Knicks para os Suns, onde sua carreira decolou, em suas três primeiras temporadas com a equipe foi selecionado para o All-Star Game.
Uma trajetória incrível com o Suns
   No Suns chegou pelo Draft de expansão da liga de 1968, conseguiu evoluir seu jogo, nas suas três primeiras temporadas teve médias de 21.4 pontos, 4.7 rebotes e 4.4 assistências. Ele teve uma carreira bem consistente, com médias de 16.4 pontos, 4.1 rebotes e 3.3 assistências, conhecido por ser muito bom nos lances-livres (79% média na carreira). Em 1977 deixou as quadras mas sua ligação com os Suns nunca acabou, ele foi gerente geral da equipe e atualmente é o vice-presidente sênior pessoal dos jogadores. Em 1987 chegou a ser treinador por um curto período de tempo, por tudo que fez e ainda faz pelos Suns, teve seu número (5) aposentado pela franquia e faz parte do Phoenix Suns Ring of Honor. Ele era conhecido como The Original Sun.


domingo, 15 de abril de 2018

Chances do Draft atualizadas



   Cinco equipes terminaram a temporada regular 2017/18 com o mesmo recorde, para resolver esse problema para determinar as chances de primeira escolha, foram realizados sorteios que acertaram os percentuais de cada franquia.
   Os sorteios foram conduzidos por Kiki VanDeWeghe, vice presidente de Operações do basquete da NBA, no Hotel St. Regis em Nova Iorque e transmitido ao vivo pela a NBA TV. O processo foi supervisionado por Darrington Hobson, representante da firma de contabilidade Ernst & Young.
   Os resultados dos sorteios foram:
   Dallas (24-58) venceu o desempate com Atlanta.
   Chicago (27-55) venceu o desempate com Sacramento.
   Miami (44-38) venceu o desempate com Milwaukee.
   San Antonio (47-35) venceu o desempate com Minnesota.
   Oklahoma City (48-34) venceu o desempate com Indiana, New Orleans e Utah. O segundo, terceiro e quarto lugar nesse sorteio foram Utah, New Orleans e Indiana respectivamente.
   O soretio do Draft patrocinado pela State Farm acontecerá na terça-feira, 15 de maio, em Chicago. O Draft será na quinta-feira, 21 de junho, no Barclays Center, no Brooklyn, NY. O sorteio do dia 15 determinará quem as três primeiras escolhas do Draft, da 4° a 14° escolha as posições são determinadas pela ordem inversa de seus recordes na temporada regular, abaixo trago as equipes e suas chances de pegar a pick 1:

EQUIPE              RECORDE      %VITÓRIAS      CHANCE NA LOTERIA
Phoenix               21-61              25,6                         250
Memphis             22-60              26,8                         199
Dallas                 24-58              29,3                         138
Atlanta               24-58              29,3                         137
Orlando              25-57              30,5                          88
Chicago              27-55              32,9                          53
Sacramento        27-55              32,9                          53
Brooklyn*           28-54              34,1                          28
New York            29-53              35,4                          17
Lakers**            35-47              42,7                          11
Charlotte            36-46              43,9                           8
Detroit***         39-43              47,6                           7
Clippers             42-40              51,2                           6
Denver              46-36              56,1                           5

*Brooklyn para Cavs via Boston
**Escolha pode ser enviada para Boston via Sixers via Suns ou para o Sixers via Suns.
***Escolha pode ser enviada para os Clippers.

   Essas são as chances de cada equipe na loteria para a primeira escolha, quem tem mais chances de conseguir a primeira escolha é o Suns, mas vai que no sorteio quem vence é o Nuggets. Depois do sorteio e determinada as 3 primeiras escolhas, no dia 21 de maio saberemos quem serão os novatos da liga.

terça-feira, 10 de abril de 2018

Mikal Bridges vai para o Draft

Bridges é um bom two-way dessa classe

   Hoje o astro de Villanova declarou suas intenções de se inscrever para o Draft, depois de ter melhorado sua posição para seleção de acordo com Adam Wojnarowski da ESPN.
   "Eu trago vitórias para seu time. Aprendi sobre isso em Villanova, o que é uma atmosfera campeã e vencedora, e o que você precisa fazer para alcançá-la. Você tem que estar sempre focado. Dois campeonatos em três anos, muitas pessoas não fizeram isso". - disse Bridges à ESPN.
   Bridges foi um bom role player em suas primeiras duas temporadas com os Wildcats, mas ele teve um progresso impressionante na temporada 2017/18. Trabalhando junto com Jalen Brunson e formando uma das melhores duplas 1/2 da liga, teve médias de 17.7 pontos, 5.3 rebotes, 1.5 roubos de bola, 51,4% de aproveitamento dos arremessos de quadra e 43,5% de aproveitamento das bolas de três.
   "Hé espaço na quadra na NBA, há essa movimentação em direção a cesta que eu me encaixo. Eu posso arremessar a bola, posso defender, posso me mover sem bola. Estou progredindo no meu jogo, melhorando através do treino todos os dias. Meu sucesso tem sido por causa de muito trabalho duro e muita paciência. Meu primeiro ano na faculdade, esse foi o tempo mais longo que fiquei de fora. Villanova e os treinadores me ajudaram a construir uma ética de trabalho realmente forte. Não tinha tanta ética no meu primeiro ano, mas fui forçado pelos meus treinadores e isso ajudou a me tornar o jogador que sou".
   Bridges é comparado com Otto Porter Jr., são arremessadores complementares, aproveitam as oportunidades geradas e são oportunistas nas conduções de bola. No nbadraft.net e na ESPN.com, o jogador aparece na 10° posição como possível escolha dos Sixers, seria um bom reforço para equipe, mesmo que vindo do banco, o fato de ser um bom two-way também deve ajudar na sua escolha.
   
   

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Heróis do passado: Bobby Jones

Boa passagem pela NCAA
   Nossa série hoje vai falar sobre a carreira de Bobby Jones, um dos grandes defensores da história da liga e que fez sucesso jogando no Philadelphia 76ers. Nunca ouviu falar no cara? Chega mais.
   Bobby Jones nem queria jogar basquete, ele lembra que quando criança preferia assistir televisão do que jogar, mas com muita influência de seu pai que foi vice-campeão da NCAA com os Sooners e de seu irmão que foi All-State e depois um Sooner, acabou jogando. Começou na sexta série a praticar basquete, mas como driblava e arremessava mal fica mais tempo no banco. Quando entrava na quadra se focava na defesa e rebotes, e assim conseguiu evoluir no basquete.
   No ensino médio jogou por South Mecklenburg, em Charlotte, mesmo assim o basquete não era seu esporte preferido. Ele foi duas vezes campeão estadual no salto em altura, em seu ano de junior quebrou o recorde estadual. No mesmo passo em que explodia no basquete, levou sua equipe aos Playoffs estaduais e foi eleito o Jogador do Ano de Charlotte, eles perderam para o time de Bob McAdoo, mas foram campeões estaduais no ano seguinte. 
   Jones foi jogar basquete para North Carolina, ele não tinha pretensões de ser um atleta profissional, mas viu como a chance de fazer a universidade de graça. Na sua carreira universitária, nos 92 jogos que disputou em seus quatro anos de Tar Hills teve médias de 13.7 pontos, 8.9 rebotes e 60,8% de aproveitamento dos arremessos de quadra. Além disso, fez parte da equipe olímpica dos EUA que perdeu para URSS nos Jogos Olímpicos de Munique 1972.
Uma lenda nos Sixers
   Enquanto ainda estava na NCAA, descobriu uma arritmia cardíaca e passou a tomar medicamentos antes das partidas para controlar seu problema. Sua carreira profissional quase começou em 1973, quando o Carolina Cougars da ABA lhe selecionaram no Draft de Circunstâncias, mas ele preferiu terminar sua graduação e teve uma temporada (1973/74) de All-American. No ano seguinte, foi selecionado pelo Houston Rockets na 5° posição do Draft de 1974, mas ele acabou jogando pelo Denver Nuggets por conta de algumas negociações realizadas fora das quadras sobre os direitos de Jones e seu salário. 
   Em seu primeiro ano na NBA foi All-Rookie Primeiro Time com médias de 14.8 pontos, 8.2 rebotes, 3.6 assistências, 2 roubos de bola e 60,4% de aproveitamento dos arremessos (segunda melhor marca da história da ABA). Ele jogou com os Nuggets por quatro temporadas, duas delas na NBA, foi 3 x All-Star duas na NBA e outra na ABA, depois disso foi jogar pelos Sixers. 
   Com a franquia da Philadelphia ficou por oito temporadas, sempre mantendo suas boas médias de defesa e ajudando no ataque, caracterizando-se com um bom two-way e exímio defensor. O mais engraçado é que ele foi negociado pois estavam com medo de seu problema cardíaco lhe encurtar a carreira, quis o destino que ele jogasse mais oito temporadas e McGinnis que foi para Denver apenas uma e meia. Após ser titular na primeira temporada, o treinador Billy Cunningham achava que ele renderia mais como sexto homem e Jones aceitou o papel e desempenhou com maestria.
Um dos melhores defensores da história
   Em suas oito temporadas com o Sixers teve médias de 10.7 pontos, 4.8 rebotes e 1.2 roubos de bola, foi 2 x All-Star, 6 x All-NBA Primeiro Time de Defesa e 1 x Sexto Homem do Ano. Além de ser campeão da NBA em 1983 com médias de 8.6 pontos, 4.8 rebotes, 1.5 tocos e 1.3 roubos de bola. Na sua carreira ele sempre foi conhecido por sua honestidade na quadra e por sua perseverança, conhecido por ser um grande defensor sem nunca bater nos adversários ou usar de artifícios para tirar vantagem. Era conhecido por sua vontade e determinação na defesa, sempre honesto e nunca sendo violento, diziam que parecia um jogador de pôquer honesto no meio dos mentirosos.
   Na carreira foi 5 x All-Star, 10 x All-NBA Primeiro Time de Defesa, 1 x All-NBA Segundo Time de Defesa, 1 x Sexto Homem do Ano e 1 x Campeão da NBA. Teve médias de 12.1 pontos, 6.1 rebotes, 2.7 assistências, 1.4 roubos de bola e 1.5 tocos, tendo seu número 24 aposentado pelos Sixers, atualmente é assistente técnico da Charlotte Christian School, em Charlotte. Fica aqui nossa pequena homenagem a esse grande atleta. 


terça-feira, 3 de abril de 2018

Quem foi melhor?

Qual dos dois foi melhor?


   Recebi a ideia desse texto por meio de um leitor, ele me pediu que fizesse uma análise comparativa entre dois dos grandes armadores da história. Isiah Thomas e John Stockton, qual deles foi o melhor? Se Thomas ficasse mais tempo saudável poderia ter ainda mais sucesso na carreira?
   Primeiramente deixo bem claro que, na minha humilde opinião, Magic Johnson foi o melhor armador da história da NBA, pelo impacto que causou na liga, na sua equipe e por conseguir jogar em todas as posições possíveis, simplesmente era mágico. Dito isso, começo meu texto falando sobre um pouco da carreira de cada um dos jogadores comparados, desde o tempo de universidade.
   Nos tempos de NCAA Isiah Thomas jogou por Indiana por duas temporadas, lá conquistou o título em 1981 e foi eleito o MOP do torneio e All-American, sempre mostrando potencial para pontuar e para deixar os companheiros livres. Em suas duas temporadas em Indiana teve médias de 15.4 pontos, 3.5 rebotes e 5.7 assistências por partida. 
Nunca ganhou um anel 
   Enquanto isso, John Stockton jogou quatro temporadas com Gonzaga, sempre em evolução das suas médias, começando com apenas 3.1 pontos e 1.4 assistências e terminando com 20.9 pontos e 7.2 assistências, com uma média de 12.5 pontos, 2.2 rebotes e 5.2 assistências na carreira universitária. Foi o jogador do ano da Conferência WCC em 1984, e teve seu número (12) aposentado por Gonzaga.
   Ambos tiveram boas carreiras universitárias, pelos títulos conseguidos na época, lembrando que Thomas é mais velho, na temporada 1980/81 estava saindo da universidade e Stockton chegando para seu primeiro ano. Thomas apontava como um melhor atleta por sua passagem na NCAA, com um título, All-American e MOP do Final Four. Thomas foi selecionado na segunda posição do Draft de 1981 pelo Detroit Pistons e Stockton foi a décima sexta escolha do Draft de 1984 pelo Utah Jazz.
Dois anéis da NBA no currículo
   O começo de carreira dos dois também foi diferente, Thomas chegou voando na liga sendo escolhido para o All-Star Game, com médias de 17 pontos e 7.8 assistências e eleito para o Primeiro Time de novatos da liga. Foi All-Star desde sua chegada na NBA até a penúltima temporada na liga. Em contrapartida, Sotckton teve um começo mais lento, foi se firmar na liga na sua quarta temporada, quando começou a ser uma máquina de assistências com 13.8 por jogo e mais 14.7 pontos. 
   Analisando os dois jogadores por suas estatísticas, os dois jogadores tiveram médias muito boas, Thomas sempre foi mais pontuador, mas ainda assim com boas médias de assistência. Stockton o contrário, era muito mais passador, com altas médias de assistências e médias de pontuação boas. Stockton têm na carreira médias de 13.1 pontos e 10.5 assistências por jogo em 19 temporadas com o Utah Jazz, enquanto Thomas teve médias de 19.2 pontos e 9.3 assistências por jogo em 13 temporadas na liga. 
   Isiah foi duas vezes campeão da NBA e protagonista da equipe, líder dos Bad Boys, a equipe mais odiada da história da liga e muito conhecida por jogar sujo. Dizem que por conta de sua ação de abandonar a quadra ao perder a final de conferência de 1991/92 para o Bulls, ele foi vetado de ser membro do Dream Team dos Jogos Olímpicos de Barcelona 92. Stockton nunca conseguiu ser campeão da NBA, muito em função do Bulls de Michael Jordan, que bateu o Jazz nas finais em duas oportunidades. 
   Os prêmios individuais deles são: John Stockton = 10 x All-Star, 2 x All-NBA Primeiro Time, 9 x Líder de assistências da liga, 2 x líder em roubos de bola, número 12 aposentado pelo Jazz e eleito um dos 50 melhores atletas da história. Isiah Thomas = 2 x Campeão da NBA, 1 x MVP das Finais, 12 x All-Star, 3 x All-NBA Primeiro Time, 1 x Líder de assistências da liga e número 11 aposentado pelo Pistons, também eleito um dos 50 melhores atletas da história.
   Comparando os dois atletas, acredito que Thomas foi mais efetivo para sua equipe e conseguiu dois títulos da NBA, sem contar que jogou 6 temporadas menos que Stockton por conta de lesões. Se Stockton tivesse vencido pelo menos um título da NBA acredito que essa discussão seria diferente, mas acho que Thomas foi um pouco melhor.
   E pra você quem foi melhor?