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domingo, 4 de outubro de 2009

Nacional Sub-20, sub-22 ou sub-23... A hora, é agora!

Essa semana fui surpreendido com uma informação muito importante e que me deixou feliz: a Liga Nacional de Basquete (LNB) teria se reunido com os clubes e sugerido a realização de um nacional Sub-20 e todos esperam pela CBB, já que o posicionamento da entidade máxima sobre a cobertura dos gastos com transportes com essa nova categoria. Pela resposta do Sr. Kouros no NewsFlash de Alcir Magalhães, não houve desmentido da intenção e de que tal negociação estava em andamento, apenas que seria um sonho e que quando tivesse algo de concreto, comunicaria a todos.

Pois bem, meu posicionamento era contrário ao Rio2016, pelos fatos amplamente narrados sobre o Pan2007 e os relatórios do Tribunal de Contas da União mostrando o superfaturamento do evento realizado no RJ. Outra coisa que me chama a atenção é que o Banco Bradesco parabenizou a conquista do RJ como sede dos Jogos Olímpicos de 2016, dizendo-se parceiro/apoiador da candidatura do RJ. Então, os R$ 100 milhões investidos pelo governo federal tiveram aporte de uma entidade particular, um banco? Sim, ninguém, em sã consciência, permitiria que um banco como o Bradesco divulgasse tal apoio sem contribuir com o caixa. Nos resta saber quanto e destacar que os R$ 100 milhões obtidos do governo federal tenham sido bem empregados. Essa deve ser nossa posição de agora em diante: fiscalizar.

Mas o assunto é basquete e, se relacionado a 2016, temos muito o que fazer – sim, vamos fiscalizar, mas trabalhar para que o Brasil tenha excelente desempenho e conquiste medalha. Portanto, digo que essa gurizada de 20 anos é o futuro da nação e terá 27 anos em 2016, ou seja, a renovação se dá agora, com os 16 brasileiros que jogam nos Estados Unidos (NCAA e JUCO), aqueles da Europa e os que aqui estão. Precisamos ter quatro ou cinco times para podermos tirar um em condições de conquistar uma medalha olímpica. Em casa. Portanto, o tal Campeonato Sub-20 já é uma possibilidade de aproveitar os talentos de 20 anos que estão quase saindo do basquete por vários motivos (faculdade, trabalho, falta de espaço em equipes adultas, etc.) e agora tem a possibilidade de continuar sonhando com o esporte. Há muitos talentos “largados” e muitos se preparando por conta própria, como os que estão nos Estados Unidos e não obtém qualquer tipo de  apoio da CBB e de órgãos governamentais.

Sugiro um mapeamento urgente dos brasileiros na faixa dos 18 aos 23 anos que estão no exterior e a criação da Liga Nacional de Basquete Sub-20 ou Sub-22 ou Sub-23, mobilizando os clubes, criando novos empregos para comissões técnicas e qualificando, atletas e técnicos. A organização de torneios com esses jovens – tanto regionais como internacionais – é uma idéia muito boa. É um excelente momento para a CBB investir no futuro de nossas seleções e buscar, no Ministério do Esporte, apoio financeiro para dar suporte aos jovens talentos brasileiros que vivem no exterior.

O que é importante nisso tudo: dar jogo, experiência e ter quantidade para tirarmos a qualidade necessária para chegarmos ao pódio em 2016.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Splitter, sempre acreditei nos jogadores do Brasil

Hoje vi a entrevista pós-jogo do Tiago Splitter e senti mágoa em suas palavras, quando disse que “muita gente no Brasil não acreditava na gente”. Escrevo pra ele e para todos os jogadores, antecipando que o bi da Copa América exige a permanência do mesmo espírito competitivo, o grupo unido e objetivos por etapas, ou seja, primeiro passarmos de fase, fugindo da 17ª colocação de 2006 e com o cuidado de que na Turquia 2010 serão 24 seleções. Portanto, passar da primeira fase será significativo para mostrar a maturidade da nova fase da seleção brasileira.

 

Splitter, não é uma questão de acreditar em vocês, pois  são craques, vencedores na quadra, na vida (quantos percalços e quanto luta para conseguir concretizar os sonhos, não é mesmo?) e nos enchem de orgulho mundo afora. Nós, que ficamos no Brasil, amamos o basquete como vocês e não podíamos nos calar sob anos de desorganização, falta de planejamento e comando na seleção. Ainda temos críticas (um só armador, um técnico estrangeiro, o trabalho de base...), mas quem pode nos condenar por querermos o basquete grande, espalhado por Pelotas, Blumenau, Maringá, Ji-Paraná, Belém, Palmas, enfim, em todos os rincões do Brasil? Podem nos condenar por querermos todos vocês em nossa seleção, fazendo o que fizeram: jogando com amor, com raça e vencendo? Podem nos condenar por criticarmos a herança do Oscar – representada no passado pelo Marcelinho – e ver a humildade do cestinha da NBB por sentir-se feliz em estar no grupo “dos melhores do Brasil”? E quando esteve em quadra contribuiu com os resultados, tanto na defesa quanto no ataque. Isso é positivo.

 

Splitter, as críticas nunca foram para os jogadores, por mais que queiramos que vocês se posicionassem, enfrentassem “o  homem”, sabemos que a posição de vocês é a mais perigosa de todas, pois qualquer atitude contra seria seguida de represálias e – por mais que estejam respaldados por contratos internacionais – logo as mesmas teriam efeito negativo em suas carreiras e a médio prazo lhes traria prejuízo. O talento de vocês, sabemos, é muito do esforço pessoal de cada um; muito pouco de clubes, técnicos e confederação brasileira. Esperamos que muitos outros surjam para substituí-los e que tenhamos muitos deles oriundos dos projetos de massificação da confederação e que a mesma crie sistemas de formação/qualificação dos técnicos como ocorre na Espanha para que não só seus projetos sejam reveladores de talentos, mas os clubes do Oiapoque ao Chuí também possam ter um processo básico de formação e desenvolvimento do basquete, somado as idiossincrasias de cada técnico que é o diferencial nos diversos pólos do esporte.

 

Portanto, Splitter, demais jogadores e comissão técnica (técnico, assistentes, preparador físico, médico, fisioterapeuta, massagista, nutricionista, roupeiro) da Seleção Brasileira de Basquete Masculino, o resultado desses dias em Porto Rico me fazem um torcedor mais feliz, um técnico crítico com alguns fatos e um eterno aprendiz com a oportunidade de ver um evento dessa magnitude e com o especial detalhe que nos enche de esperanças: o Brasil é Bi-Campeão da Copa América e obteve a vaga para o Mundial da Turquia em 2010. Comemorem e passem a nos ver como quem quer divulgar, massificar e desenvolver o basquete. Mudem o paradigma da responsabilidade para quem tem o poder e nos vejam como críticos, denunciadores da cartolagem (isso difere de gestor esportivo) e integrantes ocultos da seleção, pois queremos as melhores condições para o desenvolvimento do trabalho – desde espaços físicos até material, passando por comissão técnica e dirigentes.

sábado, 15 de agosto de 2009

Copa América 1

Não sei se todos os seres humanos gostam de dizer “eu avisei…”. Sei que a certeza inabalável de ser o senhor soberanos da verdade nos direciona para tão reprovável ato – sim, por que o momento que nos permite agirmos como profetas requer solidariedade com o fracasso do interlocutor e nós ali, agindo como ser supremo que previu o resultado ou ficou torcendo contra.

A seleção brasileira de basquete passa por isso: todos queremos impor nossa metodologia. Uns querem que sigamos os norte-americanos e outros os europeus. Há ainda os que querem impor a ginga brasileira e a malícia do streetball que só cresce por aqui (por quê?).

Mas o que todos queremos é VENCER. Estar entre as quatro melhores, obter vagas para mundial e olimpíada.

Mesmo que eu discorde dos doze que ficaram para disputar a Copa América (média de altura abaixo dos 2m) e não queira um estrangeiro nos levando a derrotas consecutivas, apadrinhando nas convocações ou agindo como Pilatos (ler Paulo Murilo de ontem) eu quero a seleção brasileira vencedora. Vai ser difícil, mas depois não digam que eu não avisei…

Quanto a tabela abaixo, foi interessante o trabalho para chegar nos números nela expostos: muitos cafezinhos e 4 horas garimpando estatísticas pela inernet. Encontrei informações sobre todos, até dos argentinos que comporão a seleção em Porto Rico – comparativamente publicarei as estatísticas dos doze amanhã.

ATLETA

TEMPO (min)

PONTOS

% 3 PONTOS

% 2 PONTOS

% LANCE LIVRE

ASSIST

REBOTES

Duda Machado – Flamengo

28

10,9

26,4

56,8

78,1

3,7

2,8

Marcelo Huertas – Fortitudo Bologna

27

10,4

24,2

55,6

83,3

2,5

2,7

Alex Ribeiro Garcia – Universo/BRB/Financeira Brasília

32

19,4

31,0

65,5

73,6

2,6

5,3

Diego Pinheiro – Universo/BRB/Financeira Brasília

24

11,4

35,3

53,7

79,2

1,9

3,3

Jonathan Tavernari - BYU (NCAA/USA)

31

15,7

38,1

43,2

76,4

1,8

7,2

Leandro Barbosa – Phoenix Sun (NBA/USA)

24

14,2

37,5

48,2

88,1

2,3

2,6

Guilherme Giovannoni – Virtus Pallacanestro Bologna 

22

8,3

32,3

51,3

71,4

1,0

3,7

Marcelinho Machado - Flamengo

37

26,8

42,7

57,5

86,4

3,4

6,2

C. Alexandre “Olivinha” do Nascimento – E. C. Pinheiros

36

20,2

40,0

59,6

76,1

1,6

10,3

Anderson Varejão – Clevland Cavaliers (NBA/USA)

30

6,9

00,0

50,0

68,2

0,6

6,4

João Paulo Batista – Le Mans Srthe Basket

23

10,4

00,0

55,3

72,2

1,6

4,0

Tiago Splitter – Tau Ceramica

24

14

00,0

65,9

60,2

1,6

5,4

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Informações sobre a clínica

Visite o blog do PBC (www.pbc2005.wordpress.com) e veja dados sobre a III Clínica do PBC: participantes, trabalho com o basquete, fotos, etc.

O foco principal deste blog é escrever sobre o basketball, as políticas públicas e o esporte nacional na minha visão e com uns
devaneios eventuais de quem ousa expor as próprias reflexões sobre o seu cotidiano e suas paixões. Claro, quem se posiciona
eventualmente faz alguns escritos sobre tudo e sobre nada. Deguste lentamente...

Quem será o novo presidente da FGB?