quinta-feira, 23 de novembro de 2017

"Sou o melhor defensor da liga"

Embiid se diz o melhor defensor da liga

   Embiid ainda não está 100% recuperado, joga com minutos reduzidos mas está muito feliz com o seu nível de defesa. "Não sendo arrogante, mas acho que sou o melhor jogador defensivo da liga agora". - disse o jovem pivô dos Sixers para Jessica Camerato da NBC Sports. 
   O pivô de 23 anos é a ancora da defesa dos Sixers, que no momento é a sétima melhor da liga permitindo 101.8 pontos por 100 posses. A equipe possuí um ranking defensivo de 96.6 em 439 minutos com Embiid na quadra nesta temporada e sofreu 11 pontos por cada 100 posses  sem ele. Apenas o Boston Celtics conseguiu pontuar mais com o pivô na quadra.
   The Process não só é o líder da equipe em pontos com 22.7 por partida, como é um monstro no garrafão, com médias de 9.1 rebotes defensivos por jogo a quarta melhor média da liga nesse estatística, sem falar que é um dos melhores defensores da cesta com 1.9 tocos por jogo, quinto na liga.
   O mais impressionante é que o pivô é o quarto da liga no ranking defensivo com um plus/minus de 2,74, melhor que o jogador de defesa do último ano, Draymond Green. Os Sixers estão com um recorde 10-7 atualmente e garantindo uma vaga nos Playoffs pela primeira vez em seis anos, Embiid e seu jogo nos dois lados da quadra estão sendo fundamentais nesse processo.
   Pode ser cedo, mas o jovem pivô deve ser um dos melhores defensores da liga rapidamente, até mesmo nessa temporada se mantiver essas médias. Ao que tudo indica ele pode ser o próximo Olajuwon, defendendo muito bem, atacando com maestria e chutando bolas de três, apenas acreditem no processo.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Sentindo-se em casa

Nurkic encontrou alegria em Portland

   O pivô do Portland Trail Blazers, Jusuf Nurkic já passou por muitos altos e baixos em suas quatro temporadas na liga, mas agora ele está muito feliz onde está.
   Nurkic chegou ano passado nos Blazers depois de duas temporadas com o Denver Nuggets. O bósnio chegou a liga como um pivô de alto nível, com uma grande expectativa, mas depois de algumas lesões e falta de comunicação com o técnico Mike Malone, Nurkic sabia que hora mudar.
   O jogador disse em entrevista a Ben Golliver, do Sport Illustrated: "Eu precisava  de uma mudança de cenário. Ambos lados precisavam disso. Agradeço a Denver por me deixar ir para onde eu queria. Se eu tivesse fazendo todas as coisas ruins que as pessoas falaram, os Nuggets não teria me trocado para onde eu queria, e com certeza eles teriam conseguido um acordo melhor do que eles conseguiram". 
   A troca foi boa para ambos os lados, já que os Nuggets conseguiram utilizar mais Nikola Jokic e os Blazers podem ter encontrado uma alicerce sólido para ajudar Lillard e McCollum.
   "Portland me deu o que eu sempre quis: os fãs, a cidade, os companheiros de equipe e dois armadores que pontuem realmente pontuar. Parece perfeito pra mim. Não quero que isso termine. Eu quero estar aqui".
   Com o Denver Nuggets o pivô teve médias de 7.5 pontos, 5.9 rebotes e 1.1 assistências, marcas bem melhores foram alcançadas com os Blazers até o momento com 14.8 pontos, 8.9 rebotes e 2.5 assistências. Parece que realmente os ares de Portland fizeram muito bem para o bósnio.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Heróis do passado: Calvin Murphy

Calvin Murphy sempre teve sucesso
   Hoje nossa série vai relembrar a carreira de um baixinho da NBA, um grande armador de apenas 1,75 m que fez história na liga e que era um grande atleta do beisebol. Falamos hoje de Calvin Murphy, ídolo do Houston Rockets franquia que defendeu por 13 temporadas, fãs do basquete se liguem nessa história.
   Calvin Murphy antes de começar a jogar basquete era um grande fenômeno em girar o bastão, tipo baliza de banda marcial, mas sentiu-se intimidado por sua mãe e suas seis irmãs que também eram balizas. Quando estava se formando na oitava série foi campeão nacional de girar bastão, participou de grandes eventos, e no auge do seu basquete em 1977, já na NCAA foi campeão Estadual (Texas). Abaixo um vídeo que demonstra melhor o que falo:

   O basquete entrou em sua vida no ensino médio, quando começou a jogar para Norwalk High School, onde conseguiu ser três vezes All-State e duas vezes All-American. Com um futuro promissor no basquete foi jogar na Universidade de Niagara, onde foi três vezes All-American, com médias impressionantes de 33.1 pontos por jogo em 77 partidas disputadas, num total de 2548 pontos na universidade. 
   Ele teve como sua melhor partida um jogo contra Syracause onde anotou 68 pontos, em 1970 levou a sua universidade para o torneio da NCAA mas infelizmente perdeu na segunda rodada para Villanova. Ele foi conhecido como um dos "Três M's", junto com Pete Maravich e Rick Mount pois sempre eram All-American juntos. Sua carreira na NBA começou em 1970 quando foi a primeira escolha da segunda rodada, 18° no ranking geral, selecionado pelo San Diego Rockets. Em sua temporada de novato foi eleito para o Primeiro Time dos Novatos com médias de 15.8 pontos, 4 rebotes e 3 assistências, mostrando muita agilidade, velocidade e capacidade defensiva.
   Murphy foi um dos melhores cobradores de lances-livres da história, chegando até 95,8% de aproveitamento em uma temporada. Ele teve dois recordes da NBA com os lances-livres, maior percentual de lance-livre para uma temporada (95,8% em 1980/81) e maior número de lances-livres consecutivos convertidos. Com os Rockets estabeleceu uma série de recordes, inclusive de líder de pontos da franquia, até a chegada de Hakeem Olajuwon. Jogou as finais da NBA de 1981, mas perderam para o Boston Celtics em seis jogos, aposentou-se em 1983 sem ganhar nenhum título.
   Ele aposentou-se como atleta com 34 anos, sendo 1 x All-Star, tendo médias de 17.9 pontos, 4.4 assistências e 2.1 rebotes, teve 11 temporadas de 1000 pontos ou mais e em 1993 teve entrou no Hall da Fama do Basquete. Também é membro do Hall da Fama da Associação de Treinadores de Conneticut. Depois de aposentado foi trabalhar para os Rockets como analista na televisão nos jogos da equipe, atualmente nas partidas locais dos Rockets é analista no intervalo e pós-jogo. 
   Foi um bom jogador, fiel a sua franquia até hoje e com certeza um dos melhores baixinhos que jogou na NBA. Merece nossa recordação.
   

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Novas regras para o Draft

Mudanças para o Draft podem ocorrer para a classe de 2018


   O comissário da NBA, Adam Silver e o diretor da Associação Nacional de Jogadores de Basquete, Michele Roberts, reuniram-se com a nova Comissão de Basquete Universitário na quinta-feira, como foi noticiado por Adrian Wojnarowski.
   Durante a reunião em Washington, Silver e Roberts apresentaram questões que eles acreditam estar enfrentando com relação ao esporte, para a recém criada comissão (um mês), depois da investigação do FBI sobre corrupção e suborno no basquete universitário. 
   Entre as questões apontadas está a regra one-and-done, que exige que os jogadores estabelecidos nos Estados Unidos, só possam se candidatar ao Draft após um ano de conclusão do Ensino Médio. A nova comissão, presidida pela ex-secretária de estado, Condoleezza Rice, afirma que essa regra deve ser alterada, no entanto, ela deve ser coletivamente negociada entre a NBA e a associação de jogadores.
   Em maio Silver disse que estava repensando sua posição sobre a regra. Como fã do basquete universitário, o comissário está preocupado com o fato dos jogadores permanecerem apenas um ano na universidade e não terem uma experiência acadêmica adequada, já que a maioria tem aspirações a NBA e normalmente deixa a faculdade quando sua equipe é eliminada da NCAA.
   Para que a regra seja alterada, o sindicato teria de concordar com a alteração para permanência de dois anos na faculdade antes de ser elegível para o Draft. O CBA de 2006 proibiu que jogadores saíssem diretamente do ensino médio para a NBA, o último atleta que fez isso foi Amir Johnson, atualmente nos Sixers, foi selecionado na 56° posição em 2005.
   É uma pequena alteração que pode fazer muita diferença, por um lado pode ser ruim pros atletas que querem entrar logo na liga, novos (19,20 anos) e que não tem muitas pretensões na vida além de serem atletas profissionais. Por outro pode ser ainda melhor para os mesmos, se aplicada a alteração eles teriam mais um ano de preparação para entrar mais bem treinados e maduros na liga. Vamos ficar de olho nas próximas movimentações.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Simmons levou Ball para escola

Dominante

   Quando jogamos basquete e dominamos alguém, ou somos dominados, dizemos que levamos ou nos levaram para escola. Foi exatamente isso que aconteceu no jogo de ontem entre Sixers e Lakers, Lonzo Ball foi levado para escola por Ben Simmons.
   Esse foi o primeiro confronto entre os novatos, e o provável novato do ano, Ben Simmons jantou Lonzo Ball com farofa. Olhando o jogo víamos um novato totalmente cru, sem conseguir arremessar e um novato que parecia mais um veterano, dominando as ações e terminando o jogo perto de um triplo-duplo.
   Simmons teve 18 pontos, 9 rebotes, 10 assistências e 5 roubos de bola com um plus + 19 enquanto jogou seus 39 minutos, enquanto Ball anotou dois pontos acertando apenas 1 dos 9 arremessos que tentou e com um plus -18. Foi mais um jogo desagradável para Ball, muito em função do seu arremesso mecanicamente estranho e ineficaz. A estratégia dos Sixers era deixá-lo arremessar, quando ele conseguia se esquivar do desafio passava a bola, de resto parecia que estava atirando tijolos na cesta.
   Nitidamente a sua confiança desapareceu no segundo tempo, Ball relaxou na defesa e permitiu que Simmons pontuasse facilmente. No último período a jóia do Lakers foi sacada do jogo e não jogou o último período. Enquanto isso, Simmons jogou demais, dominou na quadra, marcou com maestria e conseguiu deixar os colegas livres para pontuar.
   O novato do Sixers foi a primeira escolha de 2016, mas ficou fora de toda a temporada por conta de uma lesão no pé. Ball foi a segunda escolha desse ano depois de uma campanha maravilhosa com a UCLA, dominou na Summer League. Ambos eram os favoritos no começo do ano para ser o novato do ano, mas na quadra a diferença entre os dois é absurda.
   Ball tem médias de 9 pontos, 6.6 rebotes e 6.9 assistências com um aproveitamento de 35,1% de aproveitamento dos arremessos, mostrando muita dificuldade em arremessar. Enquanto Simmons têm médias de 17.8 pontos, 9.2 rebotes e 7.7 assistências com 50,5% de aproveitamento dos arremessos, domina as ações e já se fala na possibilidade de ser um All-Star em sua primeira temporada.
   Não duvido das habilidades de Ball, acredito que ele possa ter sucesso na NBA mas precisa realmente melhor seu arremesso e ser mais confiante, um armador que não pontua nos dias de hoje é pouco usável. Talvez seu maior problema seja a expectativa que foi gerada ao seu redor, graças ao papai tagarela. Foram poucos jogos para dizer que ele é um bust ou algo do tipo, vamos esperar até o final da temporada e aí sim podemos fazer uma avaliação preliminar. Basta lembrar que Kobe teve médias de 7.6 pontos, 1.9 rebotes e 1.3 assistências e foi um dos melhores da história, vamos dar um tempo para Ball e ver o que acontece, mas o cheiro atualmente é mais para bust do que para lenda.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Lebron x Kanter

Primeiro Round foi segunda-feira

   Um pouco do espírito dos anos 90 pairou sobre o Madson Square Garden na noite de segunda. Durante a partida entre os donos da casa, o New York Knicks e o time do King, Cleveland Cavaliers, Lebron James e Enes Kanter começaram uma discussão bem acirrada, quase culminando em uma briga.
   Depois do jogo dessa segunda-feira, Kanter falou algumas coisas sobre Lebron James para o jornal Newsday's Al lannazzone: "Eu não me importo com quem você é. Do que você se chama? Rei, rainha, princesa. Seja lá o que for. Nós vamos brigar. Ninguém lá fora vai falar mal de nós".
   Kanter e Lebron receberam uma falta técnica por sua alteração no segundo período, depois que Frank Ntilikina empurrou Lebron por estar invadindo seu espaço, basicamente provocando-o. O ícone dos Cavs rebateu as falas de Kanter dizendo: "Enes Kanter ... sempre tem algo a dizer. Eu não sei o que há de errado com ele".
   Lebron estava na estrada quando soube das palavras de Kanter e completou: "Eu sou o rei, minha esposa a rainha, e minha filha a princesa, então nós conseguimos todos esses títulos". Quando perguntado sobre a briga, Lebron disse: "Nada. Conseguimos a vitória".
   Claramente Lebron provocou o novato dos Knicks e Kanter tirou as dores pelo colega, obviamente o clima esquentou e Kanter perece querer a cabeça de Lebron assim que possível. Vamos ficar de olho no próximo jogo entre Knicks e Cavs, podemos reviver os anos 90. 

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Heróis do passado: Al Attles

Um jogador fundamental
   Hoje nossa série relembra a carreira de Al Attles, um dos grandes nomes do basquete nos anos 60, fazendo história no Philadelphia Warriors sendo parceiro de Wilt Chamberlain e jogando toda a carreira pela franquia. Vem saber mais sobre essa fera do basquete que é membro do Hall da Fama.
   Attles começou a jogar basquete no ensino médio, pela Weequahic High School em Newark, depois de foramdo foi jogar basquete em North Carolina A&T State. Apesar de ser um ótimo jogador e ter boas médias, ele queria apenas pegar o seu diploma de Bacharel em Educação Física e História e voltar para sua cidade e treinar a equipe da escola. Teve médias de 13.1 pontos e 3.3 rebotes nos seus três anos de North Carolina A&T State, sendo um dos destaques da franquia. 
   Ele foi selecionado na quinta rodada do Draft, na 39° posição pelo Philadelphia Warriors em 1960, mas ele não aceitou primeiramente, queria seguir os planos de de ser treinador na escola. Mas depois de alguns dias aceitou e foi participar dos treinamentos com a equipe, foi o armador dos Warriors por 11 temporadas, sempre muito conhecido por sua excelência defensiva, por conta disso era chamado de Destroyer, também relacionado a um soco que deu em um adversário certa vez.
Fez história como treinador
   Era um role player que executava muito bem o seu papel e ajudou os Warriors a chegarem em duas finais, infelizmente sem sucesso. Ele aposentou-se após 11 temporadas com médias de 8.9 pontos, 3.5 rebotes e 3.5 assistências e teve sue número 16 aposentado pelos Warriors.
   Após a carreira de jogador tornou-se treinador ainda quando jogador, na temporada 1969/70, sendo um dos primeiros negros treinadores da história. Em 1975 guiou os Warriors ao título da NBA de 1975 contra o Washington Bullets, tornando-se o segundo treinador negro a ser campeão da NBA. Na temporada seguinte chegaram as finais de conferência e acabaram perdendo dos Phoenix Suns. Ele saiu no final da temporada 1979/80, sendo o treinador que mais treinou os Warriors de 1969 até 1979, conquistando dois títulos.
   Attles vai a todos os jogos do Warriors em seus domínios, atua atualmente omo embaixador da equipe. Em 2015 teve o seu número #22 aposentado por North Carolina A&T State, o primeiro da história da universidade. Outro fato interessante é que Attles trabalhou por mais de 50 anos para os Warriors, o mais longo período para qualquer equipe. Sua carreira como atleta foi singela, mas sua lealdade lhe renderam uma homenagem eterna, seu número (16) aposentado, merecendo nossa lembrança.