terça-feira, 19 de setembro de 2017

Uma velha história, uma nova versão

D12 e seus relacionamentos

   De acordo com Patrick Britton do The Score, Dwight Howard trouxe uma nova versão dos fatos ocorridos em 2012 e sua influência na demissão de Stan Van Gundy do Orlando Magic. 
   Segundo o pivô do Charlotte Hornets, o seu papel na demissão do treinador não foi o que todos acreditam. D12 admitiu que contou ao front office que o treinador não estava engajado com alguns atletas, mas revelou que o Magic que aproximava-se dele para procurar um novo treinador.
   "No verão anterior, o front office me perguntou sobre Stan, e disse a eles que achava que ele estava perdendo a voz sobre a equipe. Mas foram eles que disseram que deveriam começar a procurar por um novo treinador". - disse Howard à Lee Jenkins do Sports Illustrated.
   A versão de Howard é diferente da que Van Gundy revelou a mídia em 2012, quando falou aos jornalistas que seu pivô titular estava pressionando a direção do Magic para que ele fosse demitido. Van Gundy foi mandado embora após a eliminação na primeira rodada dos Playoffs de 2012, mas Howard não durou muito mais e foi trocado para o Lakers no fim do ano. 
   Howard é um jogador excelente, um pivô dominante e atlético como poucos na história, mas esses pequenos "problemas" extra quadras lhe acompanham. Ele é conhecido por ser um atleta complicado nos bastidores, sua saída dos Rockets têm muita relação com isso e seu relacionamento com Harden. No Lakers teve problemas com Kobe, vamos ver agora jogando com os Hornets se vai durar mais tempo. 

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Heróis do passado: Byron Beck

Byron Beck sempre aguerrido na quadra
   Hoje nossa série vai falar sobre um atleta do passado da NBA, antes ainda da ABA, um ala/pivô de sucesso na liga que atuou toda sua carreira pelo Denver Rockets e sucessivamente Denver Nuggets. Falamos da carreira de Byron Beck, um dos únicos atletas que atuou em todas as temporadas da ABA.
   Byron Beck começou jogando basquete por Kittitas High School de Washington, depois jogou basquete universitário pela Universidade de Denver, onde atuou por duas temporadas e manteve médias de 15.4 pontos e 10.5 rebotes com 55% de aproveitamento nos arremessos. 
   Começou a sua carreira profissional na ABA em 1967, quando foi a 3° escolha da segunda rodada pelo Chicago Bulls e depois parando no Denver Rockets, onde jogou por toda a sua carreira. Beck nunca foi um jogador muito atlético, mas foi um jogador que sempre trabalhou duro e era um reboteiro obstinado e eficiente, com os Nuggets participou de dois All-Star Games.
   Beck é um dos únicos seis atletas que jogou todas as nove temporadas da ABA, onde manteve médias de 12 pontos e 7.4 rebotes, levando os Nuggets aos Playoffs em todas as temporadas com médias ainda melhores de 13.8 pontos e 7.9 rebotes. Ainda atuou uma única temporada na NBA com médias bem baixas de apenas 4.7 pontos e 1.8 rebotes, sendo sua última temporada profissional.
Camisa 40 imortalizada pelos Nuggets
   Ele foi um dos jogadores que mais atuou na ABA, segundo da história no total de jogos disputados, top 20 em cestas tentadas, cestas convertidas, minutos jogados, 8° em total de rebotes. Apesar de não ter sido um dos grandes nomes da história, foi um atleta determinado e consistente, extremamente funcional para sua equipe, sempre chegando aos Playoffs e por conta disso foi o primeiro atleta dos Nuggets a ter seu número aposentado. Vale a recordação desse ícone da ABA e da franquia de Denver.


sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Nowitzki fala sobre a lealdade na NBA


   Muito se falou em lealdade após a troca que enviou Isaiah Thomas, Jae Crowder, Ante Zizic, a escolha de primeira rodada do Draft de 2018 e uma de segunda rodada de 2020 para os Cavs em troca de Kyrie Irving. Muitos apoiaram Irving por sua opção de ser trocado, querer mostrar sua capacidade e fugir da sombra de Lebron James. 
   Enquanto Kyrie foi elogiado, e criticado por alguns, os Celtics receberam inumeras críticas pela maneira como trataram Isaiah Thomas. Muitos atletas já demonstraram frustração com a franquia de Boston, mas eles trocaram um cara que fez tudo pela franquia, principalmente, ano passado após a trágica morte da sua irmã. 
   Sempre que falamos em lealdade nos esportes sabemos que é um assunto polêmico, que divide opiniões e debates. Atualmente quando entramos nesse assunto, quando um atleta resolve deixar uma equipe e as equipes fazem movimentações, geralmente é chamado de negócios (business), esse argumento ficou muito mais forte depois da saída de Lebron dos Cavaliers em 2010. Esse ponto, das trocas e "negócios" pode tornar-se algo rotineiro e até mesmo normal na NBA, mas não para alguém como Dirk Nowitzki que atuou e por uma única franquia, ele não se encontra totalmente confortável com essa nova NBA. Em entrevista na Rádio Sirius XM NBA disse:
   "Eu acho que sou da velha escola. Alguns desses caras que agora são estrelas são obviamente mais jovens e os negócios mudaram um pouco. Você sabe, eu não sabia o que esperar quando vim para Dallas, mas tudo acabou funcionando aqui. O caminho para chegar aqui, a comunidade me abraçou e queria que eu conseguisse, Cuban comprou a equipe no final da minha segunda temporada, foi uma grande parte do porque continuei aqui por toda minha carreira. Ele era um grande defensor meu. Ele é meu amigo e sempre me apoiou durante toda a minha carreira. Então estava aqui, eu pertenço a essa comunidade e sempre foi fácil pra mim ser leal. Mas eu entendo. A nova NBA é um pouco diferente. Trata-se de fazer dinheiro e ganhar e não mais sobre ser leal".
   O alemão sabe que vive uma situação única em Dallas e provavelmente somente ele vive isso, já que Duncan e Kobe aposentaram-se. Poucos proprietários da NBA têm o tipo de relacionamento que Dirk e Cuban possuem, e essa capacidade de trazer um lado pessoal para o nível comercial permitiu que ambos fizessem concessões em algumas negociações durante esse tempo. Em outros lugares não se tem esse tipo de relação, cito aqui o exemplo do Chicago Bulls que tentou trocar Scottie Pippen algumas vezes, que não soube cuidar de Jordan e nenhuma outra estrela como Rose e Butler. A relação de Dirk e Cuban é rara, o alemão se diz da velha escola, mas muito provavelmente sua relação com o dirigente foi o fator para ficar em Dallas.
   Muitos atletas pretendem ficar em uma franquia mas acabam sendo trocados, devido a disputas contratuais ou porque sentem que não estão recebendo as melhores oportunidades de competir como Lebron em 2010. De qualquer maneira, a lealdade na NBA realmente parece ser algo old school, os negócios falam mais alto uma hora ou outra e dificilmente outros Dirk Nowitzki apareçam. Jimmy Butler e Derrick Rose pra mim iriam ficar sempre em Chicago, nunca imaginei Isaiah Thomas e Kyrie Irving em outras franquias, são apenas negócios, infelizmente.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Wade não se importa com ranking da ESPN

Wade não se importa com ranking da ESPN

   O ala do Chicago Bulls não expressou nenhuma mágoa ou rancor sobre a sua posição no Ranking da ESPN para essa temporada. Nas duas últimas temporadas o atleta foi o 40° na temporada 2015/16 e o 46° na última temporada, mas esse ano não está nem entre os 100 melhores.
   Se formos analisar isso é quase um desacato a autoridade, por tudo que viveu na sua carreira e as médias que consegue manter aos 35 anos de 18.3 pontos, 4.5 rebotes e 3.8 assistências em 29 minutos de jogo. Wade deveria estar pelo menos entre os 25 melhores, temos ainda o exemplo de Carmelo Anthony como o 64°, isso colocou os dois atrás de Lonzo Ball que nunca jogou na NBA, de Robert Covington dos Sixers entre outros atletas que na minha opinião não são tão bons assim.
   Wade demonstrou não se importar com o Ranking feito pela ESPN e postou em seu twitter:

   "Os rankings não ganham campeonatos. Rankings não fazem sua camiseta ser aposentada (um dia) e não o colocam no Hall da Fama (um dia)".
   Parte da razão pela qual Wade teve essa colocação foi não ter causado impacto no Bulls que teve apenas 41 vitórias, com suas médias mais baixas da carreira em percentual de arremessos (43,4%) e assistências (3.8), tendo a sua pior média de pontos desde sua temporada de novato (18.3). Ainda assim, colocá-lo em uma posição tão baixa no ranking é absurdo, assim como Carmelo, como atletas que estão atuando na liga a 10, 12 temporadas são menos produtivos que atletas que ainda não estrearam? Parabéns aos envolvidos! ESPN gringa foi bem demais.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Green elogia decisão de Kyrie Irving

Green falou sobre a saída de Irving

   Draymond Green é um cara um tanto quanto polêmico, que costumeiramente fala algumas bobagens e tem opiniões fortes. Dessa vez como apresenta William Lou do The Score, o atleta dos Warriors elogiou Kyrie Irving por sua decisão de juntar-se aos Celtics e querer ser o dono da equipe.
   Green admirava a confiança que Irving tinha na sua saída do Cleveland e o fato de deixar Lebron James. Ambos foram rivais nas últimas três finais da NBA e Green elogiou o ex-Cavalier por ter coragem de assumir a responsabilidade de vencer por conta própria. O ala comentou hoje em uma conferência de imprensa do patrocinador da franquia: "Ele basicamente está dizendo, sim, ok, estou pronto para ganhar. Isso é grande. Isso diz muito. Mas dizendo, mais uma vez, que ele não era agente livre. Ele podia ter ido para qualquer lugar, mas ele disse: muito bem, não importa para onde eu vou, irei fazer acontecer. Isso diz muito sobre como ele é como competidor, seu caráter".
   Essa troca pegou toda a liga de surpresa, quando Irving disse a diretoria que queria sair a liga ficou alvoroçada, mas sua permanência não era mais possível. Os Cavaliers procuraram a saída mais amigável possível, e claro, que pudessem tirar um proveito da mudança. O acordo com Boston trouxe para Irving a realização de seu desejo de ser trocado, mas lhe acarreta uma responsabilidade ainda maior, a de ser o protagonista e jogar longe da sombra de Lebron James. 
   Green completou dizendo que irving tem um novo obstáculo bem grande a sua frente, a pressão para conseguir vencer: "Muitas pessoas diriam que Lebron é o maior jogador do mundo e não digo isso em desrespeito a ele, mas para Kyrie dizer que não quer mais jogar com ele, querer a sua própria equipe ... você tem que absorver isso".
    A opção de Irving foi feita e essa temporada será de provações, se realmente valeu a pena essa troca, se ele conseguirá ser um líder nos Celtics, até onde esse Boston vai, etc. Só o tempo trará as respostas, mas com certeza essa troca fará com que os olhos se voltem para Irving e Lebron.
   

Heróis do passado: Tracy McGrady

Explosivo
   Hoje nossa série vai homenagear um dos caras mais incríveis que passaram pela liga, ícone dos anos 2000 e mais novo membro do Hall da Fama do Basquete, Tracy McGrady. Saudosistas colem aqui, pessoal que não conhece a fera, vem conferir esse texto.
   T-Mac nasceu em Bartow, Flórida, mas foi criado em Auburndale onde jogou no ensino médio basquete e beisebol por três anos, em seu último ano transferiu-se para Durham, Carolina do Norte, onde atuou por Mount Zion Christian Academy. No começo era um cara desconhecido, mas no campo de treino da Adidas ABCD conseguiu demonstrar todo seu talenteo, subindo no ranking de 175° para número 1 do país. A equipe de Mount Zion tornou-se a número dois do país, McGrady foi nomeado All-American, Jogador do Ano pela USA Today e Mr Basquetebol da Carolina do Norte.
Começo de poucas oportunidades
   Inicialmente ele iria jogar na NCAA pela universidade de Kentucky, mas decidiu tentar a sorte e se inscreveu para o Draft de 1997 saindo direto do ensino médio. Foi a nona escolha do Draft, selecionado pelo Toronto Raptors, onde não teve muito espaço no começo, em seu ano de novato teve médias de 13 minutos por jogo e médias de 7 pontos e 4.2 rebotes. Ele definiu seu ano de novato como um inferno, dizendo que sentia-se solitário e chegava a dormir 20 horas por dia. Com a saída do técnico Butch Carter, ele começou a receber mais tempo de jogo, mas deveria melhor sua ética de trabalho.
   As coisas melhoraram muito antes do lockout da temporada 1998/99, quando os Raptors selecionaram no Draft Vince Carter, primo distante de T-Mac. Ambos tornaram-se inseparáveis e na temporada seguinte impressionaram a liga com seu atletismo, com plasticidade nas enterradas e bandejas, em especial no Slam Dunk Contest. Antes de tornar-se titular, T-Mac foi concorrente ao título de sexto-homem do ano, e com a dupla de primos os Raptors chegaram aos Playoffs pela primeira vez na história da franquia. 
   Após o final da temporada 1999/00, quando tornou-se agente livre assinou um contrato de seis temporadas com o Orlando Magic, por três motivos: primeiro por não gostar de ter um papel secundário na equipe, segundo por poder voltar para a Flórida e terceiro, para ter a chance de jogar junto com Grant Hill. Hill iria jogar apenas 47 partidas em seu tempo com o Magic, o que tornou McGrady o protagonista incontestável.
Magic e temporadas mágicas
   Durante a temporada 2000/01 T-Mac superou todas as expectativas e chegou dominado a liga com médias de 26.8 pontos, 7.5 rebotes e 4.6 assistências, lhe garantindo sua primeira aparição no All-Star Game, primeira aparição em equipes All-NBA e vencendo o prêmio de MIP. Sua temporada foi tão boa que o manager do Bucks disse que T-Mac era um dos cinco melhores talentos na liga. Levou o Magic aos Playoffs mas caíram na primeira rodada para o Bucks em quatro jogos. Na temporada seguinte foi novamente All-NBA mas desta vez Primeiro Time, foi mais uma vez All-Star e fez aquela enterrada que é lembrada até hoje usando a tabela e chegou novamente aos Playoffs perdendo na primeira rodada. A evolução continuava e na temporada 2002/03 foi o cestinha da liga e terminou em quarto na votação para MVP, mas mais uma vez caiu na primeira rodada dos Playoffs por 4 a 3 de virada para o Detroit Pistons. Na temporada seguida, sua última com o Magic muitos atletas se lesionaram e o ala jogou praticamente sozinho, vencendo novamente o prêmio de cestinha da liga e marcando sua maior pontuação da carreira (62 pontos), o Magic terminou o ano com o pior recorde do leste.
Houston a equipe que mais defendeu
   Sua chegada ao Houston Rockets foi através de uma troca que envolveu sete atletas, T-Mac estava feliz e ansioso para jogar ao lado de Yao Ming, e logo depois de chegar assinou uma renovação de contrato de três anos. Os Rockets sofreram para começar a temporada com um recorde 16-17 em 33 partidas, mas com um desempenho dos mais impressionantes da história do basquete de T-Mac, na vitória sobre os Spurs o ala anotou 13 pontos em 35 segundos. A equipe se recuperou e terminou a temporada com 51 vitórias e terceiro melhor recorde do Oeste, perdendo na segunda rodada no jogo sete para o Dallas Mavericks. A temporada seguinte foi decepcionante, em 2005/06 T-Mac jogou apenas em 47 partidas por espasmos nas costas e a equipe nem classificou para os Playoffs.
   A temporada seguinte começou com T-Mac sofrendo com as costas novamente, perdendo sete partidas, mas ele começou um tratamento pois acreditava que estava perdendo velocidade e explosão. Por conta disso, ele tornou-se a segunda opção de pontuação da equipe, e infelizmente foram novamente eliminados na primeira rodada dos Playoffs em sete jogos. Mas a temporada 2007/08 começou com o pé direito, ganhando 22 partidas seguidas, a quarta maior sequência da história e sem Yao Ming, T-Mac se mostrou otimista e disse que não tinha tido esse tipo de confiança em seus companheiros antigos. Nos Playoffs ele estava com lesões no ombro e no joelho, fazendo injeções para dor e drenagem para poder atuar e mesmo assim foram eliminados em seis jogos pelo Jazz. 
Sempre explosivo, até as lesões aparecerem
   Os resquícios dessa temporada se refletiram no começo de 2008/09, quando T-Mac perdeu 18 jogos por conta de uma artroscopia no joelho e no ombro esquerdo. Depois de retornar sofreu mais uma lesão no joelho, fazendo uma cirurgia de microfratura, lhe tirando do resto da temporada. Na temporada seguinte ainda estava se recuperando do joelho, limitado a apenas sete minutos de jogo, depois de seis jogos foi colocado a disposição de trocas.
   Aqui aproximou-se o fim de sua carreira, T-Mac rodou por três equipes em três anos, Knicks, Pistons e Hawks, sempre com médias baixas (menos de 10 pontos, 5 rebotes e 5 assistências) e perdendo muitos jogos. Em 2012 foi jogar na China, na CBA pelo Quingdao DoubleStar Eagles onde teve médias de 25 pontos, 7.2 rebotes e 5.1 assistências, ao final da temporada assinou com os Spurs e jogou as Finais da NBA, mas perdendo para o Miami Heat sua única chance de vencer um campeonato. Em 2013 T-Mac se aposentou.
   T-Mac foi um dos grandes astros dos anos 2000, extremamente explosivo, habilidoso e inteligente, marcou a sua geração como um dos grandes. Deixou a liga com médias de 19.6 pontos, 5.6 rebotes e 4.4 assistências, foi 7 x All-Star, 2 x All-NBA Primeiro Time, 3 x All-NBA Segundo Time, 2 x All-NBA Terceiro Time, 2 x Cestinha da liga e MIP de 2001. Se não fossem as lesões estaria jogando ainda hoje, foi um dos grande atleta e mais um daqueles nome que não vence um título da NBA mas como o próprio T-Mac disse em seu discurso do Hall da Fama: "entrar no Hall da Fama vale muito mais que um anel".


   

sábado, 9 de setembro de 2017

Muito merecido

Parabéns T-Mac

   Ontem a noite um dos atletas que mais curti ter acompanhado a carreira foi introduzido no Hall da Fama. Um ala explosivo e muito habilidoso, que tinha um arremesso matador e que fazia malabarismos no ar, o cara que anotou 13 pontos em 35 segundos e é reconhecido por isso até hoje. Eu to falando do T-Mac, Tracy McGrady, ala que fez sucesso por onde passou na liga e que mereceu muito esse lugar na meca do basquete mundial.
   T-Mac entrou diretamente do high school para a NBA, foi a nona escolha do Draft de 1997 pelo Toronto Raptors. Teve as duas primeiras temporadas da carreira bem discretas, com médias inferiores a 10 pontos por jogo, mas a partir da temporada 1999/00 tornou-se o T-Mac que todos respeitam e admiram. Ele é um dos melhores atletas dos anos 2000, foi 7 x All-Star de maneira consecutiva entre 2001 e 2007, anos em que teve médias superiores as 24 pontos por jogo, foi o MIP da temporada 2000/01, cestinha em 2003 e 2004 e 7 x All-NBA.
   As melhores médias teve durante suas temporadas com o Orlando Magic, 28.1 pontos, 7 rebotes e 5.2 assistências, jogou três temporadas com o Toronto Raptors com médias de 11.1 pontos, 5.5 rebotes e 2.5 assistências e com o Houston Rockets passou seis temporadas de médias de 22.7 pontos, 5.5 rebotes e 5.6 assistências. Suas médias nos Playoffs são incríveis, apesar de nunca ter ido muito longe como protagonista (jogou as Finais de 2013 com os Spurs, mas , com o Magic tem médias de 32 pontos, 6.5 rebotes e 5.9 assistências e com os Rockets 27.7 pontos, 7.1 rebotes e 7 assistências, literalmente levando os times nas costas, ou sendo o protagonista incontestável.
   Seus feitos são maiores que isso, seu jogo de 13 pontos em 35 segundos garantindo uma vitória do Hockets sobre os Spurs são um dos momentos mais incríveis da história da NBA. Infelizmente T-Mac faz parte da lista de grandes atletas que não ganharam um anel de campeão e as lesões lhe tiraram um pouco de vida útil. Ainda assim, com apenas um ano na CBA (liga Chinesa) teve o seu número 1 aposentado por Qingdao DoubleStar Eagles, mesmo tendo ficado em último na temporada. Aposentou-se da NBA com médias de 19.6 pontos, 5.6 rebotes e 4.4 assistências.
   Ontem na cerimônia da coroação de seu legado T-Mac contou sobre sua aceitação de fazer parte dessa classe: "Comecei a pensar sobre todos os grandes da NBA, que fizeram tantas coisas boas, e então comecei a me comparar com eles, É muito fácil focar no que você não teve e não conseguiu, mas sou grato pelas pessoas que acreditaram em mim, apenas talvez quando nem sempre acreditei em mim". O ala disse também que um lugar no Hall da Fama é bem melhor que um título da NBA e encerrou seu discurso dizendo: "Bem, neste dia, posso orgulhosamente dizer, bem eu mereço isso sim estar aqui. Estou realmente embaraçado, orgulhoso e agradecido de estar na Classe de 2017".
   Parabéns T-Mac e obrigado pela chance de vê-lo jogar!