terça-feira, 23 de agosto de 2016

Dream Team: imbatíveis


   Toda vez que chegam os Jogos Olímpicos todos ficam eriçados para ver o "Dream Team" em ação. É bem verdade, que para mim, o único Dream Team foi o primeiro, lá de Barcelona 1992 e que esse não tem comparação com nenhuma possível geração de craques, ou seleções que defendam os USA nas competições olímpicas.
   Patrick Ewing, há dois dias atrás, deu uma entrevista e respondeu alguns questionamentos de Jason Concepcion do The Ringer. Poderia alguma edição do Time USA bater o Dream Team?
   Perguntado se qualquer equipe olímpica do Pós-Dream Team, incluindo este, poderia, não ganhar de vocês, mas dar um jogo pelo menos?
Ewing: Não, não.
Nenhum deles poderia chegar perto?
Ewing: Talvez eles pudessem chegar perto, mas nenhum deles nos venceria.
Em uma série de sete jogos, eles poderiam vencer um jogo?
Ewing: Eles conseguiriam uma vitória. É isso aí.
  Essa equipe que disputou os Jogos Olímpicos de 2016 poderia até engrossar o caldo, mas acho que não ia dar nem pro cheiro do Dream Team de 92. De todas equipes montadas, talvez a de 2012 e de 1996, poderiam dar um jogo em parelho, mas ainda assim não seriam páreos para tamanha genialidade envolvida em uma única equipe.
   O Dream Team foi a primeira equipe da história com jogadores profissionais a participar dos Jogos Olímpicos, e todos os seus atletas foram incluídos no Hall da Fama. Eles simplesmente demoliram todos os adversários, vencendo com uma média de 44 pontos de diferença por partida, com a maior diferença de 68 pontos contra Angola, bateram a nossa seleção por 44 pontos e na final bateram a Croácia por 32 pontos.
   Assim como Ewing, acredito que nenhuma equipe no basquete poderia vencer o Dream Team,um elenco que tem Michael Jordan, Scottie Pippen, Larry Bird, Magic Johnson, Karl Malone, Charles Barkley, John Stockton, entre outros, é imbatível, simples assim. O único Dream Team da história é o de 1992, nenhum será comparável, nenhum será maior e muito menos melhor.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Heróis do passado: Billy Cunningham

Voando baixo na NCAA
   Hoje vamos contar a história de um jogador que teve sobressaiu-se nos o sdemais. Para vocês eu ia mostrar o hino do Brazil de Pelotas, com o Felipão e os alunos tzmbem.
   Cunningham começou sua trajetória no Brooklyn, sua fama se espalhou durante o ensino médio. Jogando por Erasmus High, foi MVP, foi All-Team New York City e membro da Parade Magazine All-American Team. Com todo sucesso do ensino médio, foi jogar na Universidade de North Carolina, onde teve ainda mais destaque. Pela UNC ele tem os recordes de rebote, com 27 no total e de pontos 48 em uma partida. Suas médias sempre foram de duplo-duplo, nas suas quatro temporadas teve médias de 24.3 pontos e 15.1 rebotes, sendo o maior reboteiro da história da universidade, e tem ainda as melhores marcas em temporadas de média de rebotes (16.1) e total de rebotes (379).
   Com o sucesso que teve na NCAA, Cunningham foi 3 x All-ACC, Jogador do Ano ACC, 2 x All-ACC Equipe, 1 x ACC Academic All Conference e nomeado um dos 50 melhores atletas da história da ACC. 


Os anos de ouro com o Sixers
   Sua história na NBA começou em 1965, quando foi a 5° escolha do Draft pelo Philadelphia 76ers. Ele chegou a franquia como um sexto homem, com médias de 14.3 pontos, 7.5 rebotes e 2.6 assistências lhe rendendo uma vaga no Primeiro Time de Novatos. Cunningham foi um atleta em constante evolução, em 1967 conquistou seu único título da liga, compondo uma equipe fantástica com Wilt Chamberlain, Hal Greer, Chet Walker e Lucious Jackson, tendo médias de 15 pontos e 6.2 rebotes nos Playoffs, colaborando muito para a conquista.
Rápida passagem na ABA
   Com a saída de Chamberlain, em 1968, tornou-se o franchise player, quando substituiu Jackson como ala/pivô, tendo médias de 24.8 pontos e 12.8 rebotes, levando os Sixers a 55 vitórias e terminando o ano como membro do All-NBA Primeiro Time. Cunningham jogou até 1972 com os Sixers, depois disso juntou-se com o Carolina Cougars da ABA, onde em sua primeira temporada teve médias de 24.1 pontos e 12 rebotes, liderando a liga em rebotes e sendo o MVP da competição. Na pós-temporada bateram o New York Nets e foram as finais, mas perderam para o Kentucky Colonels. No ano seguinte chegaram ao terceiro melhor recorde do Leste, mas foram eliminados nas semifinais para os Colonels, de novo.
   Na temporada seguinte, 1973/74 voltou para os Sixers onde atuou até sofrer uma lesão que decretou o final de sua carreira. Na temporada 1975/76 após pegar um rebote na defesa, Cunningham driblava a bola até chegar a linha de lance-livre e como ele disse o seu "joelho explodiu", sem ser tocado por ninguém, sendo a lesão que pôs fim na carreira do astro. O astro deixou as quadras sendo 1 x Campeão da NBA, 4 x All-Star, 3 x All-NBA Primeiro Time, 1 x ABA MVP, 1 x ABA All-Star, 1 x ABA All-Team, teve o número 32 aposentado pelo Sixers e foi eleito um dos 50 melhores jogadores da história da NBA.
   Depois da carreira como atleta acabar, em 1977 iniciou sua segunda carreira, a de treinador, assumindo os Sixers e fazendo história. Foi o treinador que chegou mais rápido a 200, 300, 400 vitórias na carreira, e com um bom grupo, levou os Sixers as finais em todas temporadas que trabalhou, sempre jogando contra o Lakers. Perdendo em 1980, 1982 e com a chegada de Moses Malone, finalmente vencendo em 1983. Na temporada do campeonato, nos Playoffs teve um recorde de 12 vitórias e 1 derrota.
   Após se aposentar, Cunningham ficou em 12° como treinador na história, com 454 vitórias e detém a terceira melhor temporada regular em percentual de vitórias, 69,8%, atrás de Phil Jackson e Steve Kerr.
   Por todos os seus feitos no mundo do basquete, Cunningham tem a homenagem mais que merecida, parabéns pela trajetória lenda.


sábado, 20 de agosto de 2016

Zach LaVine determinado


   Zach Lavine, vem sonhando alto para a próxima temporada, o armador do Minnesota Timberwolves está treinando para voltar ao All-Star Weekend, mas dessa vez como outra coisa, que não seja na competição de enterradas.
   "Meu objetivo final é sempre estar na quadra, eu só quero ser conhecido como um dos melhores jogadores. Todo mundo tem metas de curto prazo e longo prazo. E em um curto prazo, para mim, é definitivamente ir para um jogo de All-Star Game nos próximos dois anos, e definitivamente acho que é o próximo passo na minha carreira. Tenho seguido nesse caminho muito bem até agora, então eu vou continuar a gastar meu tempo no ginásio. Eu sempre fui ensinado que trabalho duro não falha. - disse em entrevista a Gerald Narciso do SI. 
   O imbatível bi-campeão do torneio de enterradas recentemente recebeu elogios de Julius Erving, que disse que Zach Lavine é o melhor dunker desde Vince Carter. O jogador de 21 anos foi humilde em sua resposta. 
   "Sempre que você tem uma lenda como Doctor J. falando de você nesse patamar, independentemente do que for, isso significa que você está no caminho certo e que você está fazendo as coisas certas. Eu o respeito por tudo que fez para o jogo e eu aprecio o que ele disse. Eu estou indo só para continuar crescendo com jogador e pessoa".
   O crescimento pessoal de LaVine pode ser o destino da sua equipe, ele é muito próximo de Karl-Anthony Towns (que o visitou em seu acampamento de verão em Seattle) e de Andrew Wiggins. "Nós nos tornamos mais próximos, quando nós começamos a nos conhecer. Esperamos estar juntos por um longo tempo e estamos tentando reconstruir a franquia do Timberwolves. O melhor que temos, sabemos que é o melhor que a organização tem, então vamos tentar definir metas elevadas. Falamos o tempo todo sobre nossa química e coisas diferentes que precisamos trabalhar. Estamos nos certificando que todos no ginásio estão trabalhando duro ... Obviamente estamos indo para 82-0, mas temos de competir todas as noites e as vitórias e derrotas vão cuidar de si mesmos."
   Na temporada passada os Wolves tiveram 29 vitórias, quinta pior marca do campeonato, somada ao mais longo tempo sem Playoffs, 12 anos. Sua meta para 2016/17 é finalmente voltar aos offs. "Isso é definitivamente o que estamos tendo fazer. Nós não estamos tentando ter um longo verão no próximo ano".
   Confesso que LaVine é um dos jogadores que mais gosto de ver jogar, e aparentemente virá para a sua melhor temporada até então. O jovem armador está voando cada vez mais, melhorando seus arremessos, dribles e passes, e somado com Wiggins e Towns, os Wolves tem um trio bem jovem e promissor, e um elenco jovem que vai dar o que falar. A equipe mais empolgante dessa temporada será os Wolves, eu não perderia nenhum jogo deles.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Kawhi é o mais difícil

Kawhi o duelo mais duro para Lebron

   Sabemos que atualmente no basquete mundial, e mais especificamente na NBA, Lebron James é um dos jogadores mais difíceis de serem marcados. Se não o mais difícil, por seu tamanho e toda sua habilidade.
   Porém, Lebron deu uma declaração em podcast da Open Run dizendo quem era o jogador da NBA que melhor o marcava: "Kawhi Leonard. Ele é consistente. Ele é forte. Sólido na extremidade da quadra. Ele é muito, muito, muito resistente. Gosto dele. Gosto do garoto".
   A escolha não é surpreendente, o ala de 25 anos ajudou o San Antonio Spurs a terminar a temporada 2015/16 como a melhor defesa do campeonato, e de quebra foi duas vezes eleio o Jogador Defensivo do Ano. Essa que é um dos poucos prêmios que Lebron não ganhou, embora já tenha sido 6 x All-Time de Defesa.
   The Claw foi o principal defensor de Lebron nas duas Finais em que se encontram, em 2013 e 2014, quando ele foi capaz de usar todo o seu tamanho, 2,01 m e sua envergadura 2,22 m, para forçar Lebron a ficar sem a bola nas mãos e dificultando sua infiltração, que parece sempre ser tão fácil. Em ambas as séries Lebron teve médias de 26.5 pontos e 49,4% de aproveitamento.
   Quando comparado todos os jogos desde a temporada de 2012, quando Leonard era novato, Lebron tem no confronto com o ala do Spurs médias de 24.8 pontos, 48,2% de aproveitamento dos arremessos de quadra e 43,5% dasbolas longas. Números baixos para o astro dos Cavaliers, que tem na carreira média de 27.2 pontos e 49,8% de aproveitamento dos arremessos.
   Ainda sobre marcação, Lebron disse que seu amigo Carmelo Anthony do New York Knicks, é o jogador mais difícil que ele tem de marcar.
   Kawhi é provavelmente o melhor defensor da liga na atualidade, e se continuar jogando com a mesma intensidade tem tudo para ser um dos melhores da história. 

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Vida longa ao rei

Lebron perto de ficar para sempre no Cavs

   As chances do Cleveland Cavaliers negociarem Lebron James são inexistentes, especialmente pelo que fez para a conquista do primeiro título da NBA contra o Golden State Warriors e por toda sua história com a cidade.
   Além disso, se depender de uma vontade dos dirigentes de fazer a blasfêmia de trocar The King, eles irão necessitar da aceitação de Lebron. O astro de 31 anos assinou recentemente um contrato de três anos, por US$ 100 milhões de dólares, supostamente contando  com uma cláusula não-comercial, de acordo com Joe Vardon do Cleveland.com.
   Lebron será o jogador mais bem pago da NBA pela primeira vez na sua carreira, com os US$ 33 milhões que receberá na temporada 2017/18, será o maior salário para uma única temporada da história. A cláusula não-comercial é extremamente rara hoje em dia, o atleta precisa jogar a oito anos, sendo quatro com a sua equipe atual ao assinar como agente livre de acordo com Bobby Marks do The Vertical.
   Carmelo Anthony e Dirk Nowitzki também possuem essa cláusula com New York Knicks e Dallas Mavericks, respectivamente, enquanto Kevin Garnett renunciou a sua cláusula para se juntar ao Minnesota Timberwolves. Lebron tem uma player option no terceiro ano, o que deixa a porta ligeiramente aberta para uma possível saída. Se fosse para dar a equipe um aviso justo de que queria sair, os Cavaliers poderiam procurar uma troca, para ter uma compensação, ao contrário do que aconteceu na última vez.
   Podemos dizer que a possibilidade de saída de Lebron é quase nula, mesmo que exista uma mínima possibilidade, é mais provável que The King fique eternamente no Cavaliers e tente tornar o seu legado ainda mais impressionante em sua terra natal.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Cavaliers vão treinar em Los Angeles

Lebron receberá companheiros de equipe em L.A

   Continuando uma tradição de longa data, Lebron James vai sediar um treinamento de verão para seus companheiros de equipe, desta vez, antes da defesa do título do Cleveland Cavaliers.
   Lebron vai acolher os treinos em Los Angeles, de acordo com Joe Vardon do Cleveland.com. Treinar nos passos da Hollywood Hills faz sentido, já que vários jogadores, inclusive Lebron, passam o verão em Los Angeles.
   Quase todos os jogadores da equipe são esperados para participar. Isso incluí Kyrie Irving, que está com a seleção americana no Rio de Janeiro em busca do ouro, e que teve um mês de férias após as finais da NBA antes de integrar a equipe olímpica. Os treinadores estão fazendo planos para participarem, de acordo com Vardon.
   Desde que retornou para os Cavaliers, Lebron já sediou treinamentos para seus companheiros perto do Dia do Trabalho. Em 2014, os treinos foram realizados perto de sua casa em Ohio. Ano passado os treinamentos foram em Miami. E o campo de treinamento oficial dos Cavaliers começa no dia 22 de setembro.
   Entendo essa atitude do Lebron como uma excelente maneira de fechar o grupo, de tornar a relação mais próxima e isso deve fazer diferença mais a frente na competição. Se os treinadores participarem, de certa forma os Cavs terão um certo tempo a mais de treinamento e de entrosamento, para quem quer defender o título e deve chegar as finais e enfrentar um Warriors reforçado com KD, é uma estratégia essencial para o sucesso.

Heróis do passado: Dave DeBusschere

Voando baixo desde a NCAA
   Hoje lembraremos a brilhante carreira de Dave Debusschere, astro dos Pistons e Knicks, que foi jogador profissional de beisebol no Chicago White Sox. O ala fez história na NBA, e é membro do seleto grupo dos 50 melhores jogadores da história, merece a recordação.
   Nascido em Detroit, DeBusschere jogou pela Escola Católica Preparatória Austin, inspirando uma tradição do basquete atual, a "white shirted legion", a tradição de jogar de camisetas branca para ficar mais visível aos fãs. Em seu segundo ano foi All-State, e no último ano (1957/58) levou sua equipe ao título do Ensino Médio Basquete Michigan Classe A, anotando 32 pontos antes de ser excluído por faltas no meio do quarto período.
   Na universidade, foi uma estrela do Beisebol e do Basquete na Universidade de Detroit. Com a equipe de basquete, levou-os até o Torneio Nacional duas vezes e uma vez ao torneio da NCAA, com médias absurdas, terminando a carreira com 24.8 pontos e 19.4 rebotes por jogo. E no beisebol levou os Titans a torneios da NCAA. 
Pitcher do White Sox
   Sua carreira no esporte profissional começou com o Chicago White Sox, onde assinou um contrato como agente livre amador. Ele jogava como pitcher, atuou por apenas uma temporada antes de optar pelo basquete profissional. Com sua ida para a NBA, ele é membro de uma lista de 12 atletas que jogaram nas duas ligas profissionais.
   Na NBA a sua carreira começou também em 1962, quando foi uma escolha territorial do Detroit Pistons. Em sua primeira temporada teve médias de 12.7 pontos e 8.7 rebotes, números que lhe colocaram na Equipe All-Rookie. Infelizmente, na sua segunda temporada se machucou e jogou apenas 15 partidas, o que resultou num recorde de 23-59 para os Pistons. Na temporada de 1964/65 fez algo histórico, atuou como atleta e treinador aos 24 anos, tornando-se assim o técnico mais jovem de todos os tempos. No entanto, sua passagem como treinador não foi bem sucedida e ele voltou a atuar apenas como jogador. Na temporada de 1968/69, foi negociado para o New York Knicks por Walt Bellamy e Howard Komives. Deixou o Pistons com médias de 16.1 pontos e 11.2 rebotes, chegando aos Playoffs em duas oportunidades como o líder da equipe, com médias de 19.6 pontos e 16 rebotes de média.
Astro nos Knicks, dois títulos da NBA
   Sua ida para os Knicks foi muito boa, em todas as temporadas com a franquia de New York foi eleito All-NBA Primeiro Time de Defesa, e conquistou por duas vezes o campeonato da liga. Em 1970 e 1973 conquistou o campeonato contra o Los Angeles Lakers, sendo um dos principais jogadores da franquia, um exímio defensor e muito efetivo no ataque, fundamental na conquista dos títulos. Pelos Knicks atuou por seis temporadas, onde obteve médias de 16 pontos e 10.7 rebotes e nos Playoffs 15.6 pontos e 11.6 rebotes. 
   Após a temporada 1973/74 aposentou-se do basquete, e teve o seu número 22 aposentado pelos Knicks. Alguns anos depois foi trabalhar no escritório do New York Nets da ABA, e foi comissário da ABA em 1975/76 ajudando na fusão das ligas. Posteriormente, foi trabalhar como treinador adjunto e diretor de operações de basquete na década de 80, selecionando Patrick Ewing na primeira posição do Draft de 85.
   Em sua carreira foi 2 x Campeão da NBA, 8 x All-Star, 6 x All-NBA Primeiro Time de Defesa, tem o número 22 aposentado pelos Knicks e é um dos 50 melhores jogadores da história. Com essa carreira brilhante, fica aqui a nossa homenagem a lenda.