sábado, 29 de novembro de 2014

Encantando o Mundo do Basquete

   
Dominando a NCCA com status de NBA
   Uma equipe de basquete universitária tem dado o que falar, me refiro a excelente equipe de Kentucky. Eles são os líderes da NCAA e na última semana foram comparados a uma equipe da NBA, quando Erci Bledsoe disse que eles poderiam chegar aos Playoffs. 
   Porque disso tudo? Primeiro, lideram a NCAA, segundo possuem um recorde de 13 vitórias e apenas uma derrota, contando os jogos de pré-temporada onde venceram 2 vezes a seleção de Porto Rico. No torneio da NCAA são 8 vitórias, todas com diferença superior a 19 pontos, jogando com um domínio que ainda não tinha presenciado. A equipe é formada por 4 freshmans, 7 sophmores, 2 juniors e 3 seniors, sendo que apenas um atleta é pivô (Dakari Johnson), e esse é o segredo da grande movimentação de bola e qualidade no passe que a equipe apresenta.
   No jogo de terça a noite contra a Universidade de Arlington, parecia uma equipe adulta contra o Sub 15, muito desparelho, tanto que o primeiro tempo foi 55 a 12, e o jogo terminou 98 a 44. Eu procurei e analisei outros jogos de Kentucky e realmente estão em outro nível, , nunca vi nada assim (na NCAA). Uma equipe coesa, que marca bem, têm paciência no ataque e sabe trabalhar a bola.  Possuí como destaque os irmãos Harris, e temos que ressaltar que no começo do ano (Março) foram finalistas da NCAA quando contavam ainda com Julius Randle. Os mesmos foram comparados ao Fab Five (time que dominou a NCAA com Chris Webber, Jalen Rose, Juwan Howard, Jimmy King e Ray Jackson) e que chegou e perdeu duas finais seguidas (1992 e 1993). Voltando a Kentucky, da forma como estão jogando é pouco provável que alguém os vença, será a forma perfeita de um trabalho bem executado e de um basquetebol ousado, arrojado e bem sucedido, sagrando-se campeão da NCAA.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Olho neles

Futuro promissor, dois grandalhões com muitas habilidades e completos para a NBA

   A temporada mal começou e já vou falar em Draft, dois jovens são destaque para a classe de 2015, Jahlil Okafor e Cliff Alexander, ambos jogam na mesma posição e já disputaram boas partidas como adversários, e vem com força para entrar na NBA no próximo ano.
   Começando por Jahlil Okafor, pivô de 2,11 m, nascido em Chicago e ranqueado como a primeira escolha para o Draft, com apenas 18 anos. O jovem atleta possuí uma grande quantidade de prêmios em seu currículo (14), sendo os principais, High School Junior of the year (2013), FIBA Sub 17 Mundial MVP (2012), Campeão da Liga das Escolas Públicas de Chicago (2013), Illinois Mr. Basketball (2014), Atleta do ano (2014), Co-MVP Jordan Brand Classic e Mc Donald's All American, ambos em 2014. O jovem foi escolhido pela Universidade de Duke, para ser treinado por Coach K e evoluir muito mais para um jogador praticamente completo. Jahlil possuí uma grande mobilidade para um pivô, muito rápido e eficiente em transições, braços longos e mãos grandes que facilitam o controle de bola, bom controle do corpo, grande habilidade em conseguir contato, excelente marcador e com grande habilidade em bloquear arremessos, um reboteiro nato, sabe se posicionar e usar o tamanho que tem. Se for bem trabalhado em sua defesa longe da cesta, deslocamentos laterais na defesa e melhorar seu arremesso de média distância, será um dos pivôs que vão dominar a liga, e possuí um estilo de jogo muito parecido com o de Anthony Davis, até o momento é cotado como a primeira escolha de 2015.
   O outro atleta é Cliff Alexander, ala/pivô de 2,03 m, também nascido em Chicago é apontado como a décima escolha (até ano passado, apontado como segundo), é um jovem de 19 anos e atua por Kansas. Assim como Jahlil, Cliff possuí alguns títulos em seu currículo, Atleta do Ano (2014), Co-MVP Jordan Brand Classic, All American (2014) e Campeão da Liga das Escolas Públicas de Chicago (2014). Foi comparado com Jared Sullinger e Amare Stoudemire, precisa melhorar seus arremessos de média distância, possuí uma ótima forma física, porém é baixo para jogar como pivô. Possuí bom controle de bola, excelente bloqueador de arremessos, joga muito bem contra atletas maiores (como Jahlil Okafor, que sempre foi marcado por Alexander), muito ágil, boas movimentações, finalizador embaixo da cesta, muito bom em transição tanto ofensivas, quanto defensivas, protege muito bem a cesta, contesta todos arremessos que marca, reboteiro nato, muito inteligente e um forte finalizador, possí boa mecânica de arremesso, chuta bem de 3 pontos e longa distância, bom aproveitamento em lances livres (raro para sua posição). Acredito que se for bem treinado tem boas chances de ser bom na liga, com certeza será um bom marcador e um ala de força dominante assim com Blake Griffin.
   Escolhi falar sobre os dois pois, ainda no ano passado, vi alguns vídeos dos dois jogando e se enfrentando na liga de basquete de Chicago e que eram cotados para a NBA. Mas o mais interessante, é que ambos são de Chicago e já levam para as ligas (NCAA e NBA) a rivalidade das duas finais que fizeram ainda no High School. Para quem quiser abaixo coloco links sobre ambos: Jahlil Okafor https://www.youtube.com/watch?v=DDD1xLddV_I, Cliff Alexander https://www.youtube.com/watch?v=G9oEvSdm4IU e  a final em que se enfrentaram com quatro prorrogações https://www.youtube.com/watch?v=ZBWnP2GQtNs
   

sábado, 22 de novembro de 2014

Mais de uma década

Uma década de história na liga, Nenê e Varejão os astros do Brasil na NBA

   Ontem foi noite de confronto brazuca na NBA, dois dos brasileiros que estão a mais tempo na liga se enfrentam. Um duelo de pivôs entre Nenê e Varejão, como bom compatriota vou falar um pouco sobre a trajetória dos astros e como conseguiram seu espaço na liga.
   Começando pelo mais antigo na NBA, Nenê que entrou em 2002 como a melhor escolha de um brasileiro na história, foi o sétimo selecionado pelos Knicks e trocado para os Nuggets. Logo em sua primeira temporada o pivô mostrou que tinha potencia, ficou entre os dez melhores da liga em aproveitamento dos arremessos com 51,9% e vindo do banco de reservas, terminando a temporada como titular. Nesse mesmo ano, foi escolhido para o NBA All Rookie First Team. Em 2005 sofreu uma séria lesão no joelho, quando rompeu o ligamento cruzado anterior, entorse do ligamento colateral medial e um rompimento do menisco do joelho direito. Depois em 2008 esteve afastado por um tempo por câncer, quando teve de passar por cirurgia para retirada de um tumor nos testículos, nem preciso dizer que foi recebido com muita euforia em sua volta. Daí para frente só melhoraram as coisas, a temporada de 2011 foi a melhor da carreira em aproveitamento, quando liderou a liga com 62% e no ano de 2008 obteve as melhores marcas em pontos e rebotes com 14.6 e 7.8 respectivamente e desde 2012 atua pelo Wizzards. Até o momento Nenê atuou em 746 partidas, sendo o brasileiro que mais atuou na liga e um dos melhores pivôs de nosso país.
   O outro cara dessa publicação é Varejão, outro pivô que se destaca na NBA e que de tão famoso tem o seu próprio dia durante a temporada, com grandes chances de ter sua camiseta aposentada pela franquia. Varejão vem jogando bem a algumas temporadas, foi o primeiro brasileiro a disputar as finais da NBA, perdendo para os Spurs em 2007. O "Wild Thing" como foi apelidado, começou sua carreira sendo selecionado na 30° posição em 2004, sendo trocado para o Magic por Drew Gooden e Steve Hunter.  Um dos momentos mais marcantes de sua carreira foi contra os Hawks, quando anotou uma bola de três no estouro do cronometro para vencer a partida em 2009 na Quicken Loans Arena. Nessa mesma temporada foi eleito para o NBA All Second Defensive Team após votação, sendo rankiado como o 9° melhor da liga. Infelizmente em sua melhor temporada na NBA, a de 2012/2013 quando possuía médias de 14.1 pontos e 14.4 rebotes, após 25 partidas teve de ficar de fora do restante da temporada por um coagulo sanguíneo no pulmão, ano em que seria com certeza o primeiro brasileiro a participar de um All Star Game. Até o momento Varejão atuou em 605 partidas e é um dos companheiros favoritos de Lebron, isso deve-se a maneira como joga e a vontade de ganhar sempre.
   Os dois brasileiros fazem sucesso na NBA a pouco mais de uma década, e com certeza irão brilhar por mais uns anos, sempre representando muito bem o nosso país na melhor liga de basquete do mundo. Sigo na torcida pelos dois e tomara que eles se encontrem nas finais de conferência do leste ano.
   
   

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

A Bíblia do Basquete

   Para todos nós amantes do esporte da bola laranja, nesse ano foi lançado um livro que pode-se dizer que é a bíblia do basquete. Estou falando de "Onze Anéis: A alma do sucesso", escrito por Phil Jackson, só pelo fato de ser escrito pelo maior vencedor da história podemos imaginar o potencial.
   Pois bem, o livro apresenta como Phil Jackson ganhou seus anéis como atleta, com os Knicks em 1970 e 1973, como foi sua época de atleta e o seu começo como auxiliar técnico, até ser o técnico que foi. Durante o livro nos é apresentado diálogos com astros, como Jordan, Kobe, comentários de seus atletas e muitos detalhes sobre o campeonatos vencidos. Para quem conhece e teve a chance de ler Cestas Sagradas, em seu novo livro Phil traz mais algumas histórias dos Bulls e explica com detalhes o que fez do time de 95/96 o melhor da história da NBA.
   Também apresenta no livro e debate muito, sobre o Triângulo Ofensivo de Tex Winter, explicando o como foi imprescindível para os títulos de todas as equipes que treinou. E outro fato legal, ele apresenta como trabalhou com a cultura indígena americana, com metitação e o zen budismo para ampliar a mente de seus atletas, e pelo que vemos funcionou muito bem. Vou retratar aqui duas passagens que me marcaram, a primeira onde Phil conta que seu melhor jogador no quesito liderança foi Derek Fisher, pois sabia se posicionar perante os colegas e expor sua opinião, sempre ajudando a equipe. O outro fato é quando ele conta como orquestrou os Bulls de 95/96, onde conta sobre as negociações com Dennis Rodman (peça fundamental dos Bulls, que mudou muito maneira da equipe jogar), as demais trocas e sobre o retorno de Jordan após um ano e meio no beisebol.
   Resumindo, o livro é uma aula de história do basquete, passa por períodos de meditação e culturas diversas, apresenta a essência do esporte e ensina como trabalhar a sua liderança, como ser um líder e como trabalhar a liderança com os demais. É uma ótima leitura e extremamente interessante, recomendo.   

domingo, 16 de novembro de 2014

A "maldição" de Rose

Fase de lesões continua
   Antes de mais nada, não tenho opinião formada sobre as forças do oculto (sorte e azar), mas analisando os últimos dois anos de Rose já daria para dizer que o cara é "azarado".
   Como professor de Educação Física não posso me basear nisso, vou tentar discutir aqui o porque isso acontece, e mostrar que Rose é apenas mais um exemplo dos muitos outros jovens atletas que sofrem com lesões constantes. Porque isso acontece? Alguns estudos (Gantus e Assumpção, 2002; Dario, Barquilha e Marques, 2010; Rose, Tadiello e Rose Junior, 2006), apresentam em seus resultados que o excesso de treinamento pode acarretar em lesões, assim como as lesões repetitivas ocorrerem por um tempo inadequado de recuperação. Acontece, muitas vezes, que o membro não lesionado se sobrecarrega e fica mais suscetível a lesões (caso do Rose), outro fator relevante é a quantidade de treinamentos a que são sucedidos os atletas desde muito pequenos, pois um atleta profissional segundo um estudo, deve ter pelo menos 10000 horas de treinamento, algo em torno de 10 anos. Agora pensem, com 16 anos esses jovens já chegam ao auge, ou seja, treinam pesado desde os 6 ou 7 anos, como não iriam se machucar?
   O pior é que agora Rose possuí um corpo e mente sobrecarregados, sempre que retorna de lesão e começa a se reencontrar com seu jogo ele sofre uma lesão. Eu nem imagino o que passa na cabeça de Rose, em seu lugar eu estaria com medo de me lesionar novamente, jogaria sempre me poupando. Mas se ele fizer isso acaba com a equipe, que depende muito dele e os fãs vão pegar no pé, pois pra que um time vai querer um jogador que não dá o máximo? Rose está enfrentando o momento mais difícil de sua carreira, com apenas 26 anos já lesionou os dois joelhos, os dois tornozelos nessa temporada e sua lesão mais recente, no tendão do pé esquerdo, essa nada de muito grave e o armador deve voltar logo. 
   Como torcedor dos Bulls a situação é bem preocupante, pois sem o Rose o time rende menos e as chances de chegar aos Playoffs ficam menores e o caminho mais tortuoso. Mas como "atleta" e pessoa, entendo o drama que passa o astro, torço sinceramente que ele volte bem dessa nova lesão e que possa ter uma carreira repleta de sucesso, e não de lesões. 

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Começo lento

2° escolha e que não rende o esperado
   A atual temporada começou a pouco tempo e dois atletas não rendem o esperado, comparando suas carreiras universitárias e as posições em que foram escolhidos, Andrew Wiggins e Jabari Parker começam a sua escalada na liga em marcha lenta.
   Os jovens sensação da NCAA e cotados como astros, que iriam dominar a liga já em seu primeiro ano e renderiam bons frutos as suas equipes, aparentemente demonstram que vão ter que remar muito até alcançar o alto nível da liga. Tanto Wiggins, quanto Parker, possuem médias baixas em arremessos, passes, rebotes e aproveitamento. Ambos jogadores eram astros em suas equipes da universidade e muito diferenciados dos demais draftados, eram comparados a Lebron e Melo, os quais chegaram a liga jogando muito bem e sem sentir a transição para a mesma.
1° escolha e até então deixando a desejar
   Pois bem, na NCAA Wiggins possuía médias de 17.1 pontos, 5.9 rebotes e 34% de aproveitamento dos arremessos de três. Atualmente detêm médias de 9.2 pontos, 3.5 rebotes e 43% de aproveitamento dos arremessos, em 27.3 minutos por partida. Enquanto isso, Jabari Parker que na universidade possuía médias de 19.1 pontos, 8.7 rebotes e 47% de aproveitamento nos arremessos. Atuando pelos Bucks tem médias de 10.9 pontos, 5.9 rebotes e 41.9% de aproveitamento dos arremessos. Ambos com números bem abaixo do que conseguiam fazer, e infelizmente ainda não se encontraram na NBA.
   Obviamente falamos de dois jogadores que serão craques da liga (assim espero), mas que não superaram as expectativas neles empregadas, terão que provar seu valor e jogar muita bola para isso.

domingo, 9 de novembro de 2014

Semelhantes

   O que os Lakers e os Cavaliers tem em comum? Na história nada, mas o
Muito investimento e pouco rendimento
momento dos Cavs lembra muito os Lakers de 2012.
   Ontem me peguei pensando nessa singela comparação, vocês lembram do alvoroço que os Lakers de 2012 causaram? A história de entregar os anéis pois o campeão voltará? Pois bem, o mesmo está acontecendo com os Cavs, e mais coincidência ainda, em 2012 os Lakers recrutaram Dwight Howard e Steve Nash, para jogar com Kobe e Gasol, onde facilmente iriam dominar a liga. E o que aconteceu? Uma temporada péssima, sem que os astros conseguissem se acertar em quadra, jogando mal e chegando aos Playoffs em sérimo lugar, com 45 vitórias e 37 derrotas, caindo na segunda rodada dos Playoffs por 0-4 para os Spurs.
A chave do sucesso, será?
   Nesse momento da atual temporada os Cavs parecem com esses Lakers, trouxeram Lebron de volta para casa, trocaram a 1° escolha Andrew Wiggins (para mim um grande erro) e Anthony Bennett para trazer Kevin Love, o mais completo ala/pivô em atividade na liga. Para se juntar a Kyre Irving, um dos melhores armadores da liga e Tristan Thopson que vem em crescente. De novo alvoroço, murmurinho dos anéis, e a temporada? Irregular, apenas duas vitórias em cinco jogos, perdendo para equipes fracas (Knicks e Jazz), com Lebron inconsistente, duas partidas de menos de 20 pontos, duas com mais 30 e a última com 22 pontos, sendo o cestinha. A equipe em si joga mal, na sexta feira durante a transmissão do jogo entre Thunder e Grizzlies, Zé Boquinha comentava que isso pode ser em função de Lebron, já que os demais jogadores podem estar tentando mostrar que estão a altura do King e procuram fazer mais do que podem, e acabam assim prejudicando a equipe.
   Sei bem que a temporada apenas começou, mas se continuar como está os Cavs podem se igualar aos Lakers de 2012, chegando mal nos Playoffs e sendo facilmente eliminados, com investimentos pesados e que podem ter mudado o rumo da franquia. Imaginem se Andrew Wiggins se torna um grande astro, domina a liga e leva os Timberwolves a alguns campeonatos, vai ser um sentimento parecido com o dos torcedores dos Hornets com Kobe. 
   Vamos ver o que essa temporada nos reserva e ver se os Cavs se recuperam.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Má fase?

A fase não é boa, mesmo assim Kobe fez 39 pontos ontem
   
   Dois times da NBA, os de maiores tradição por assim dizer, os maiores campeões da liga, passam por um momento péssimo que dura 4 anos e parece não ter fim. O que esta acontecendo com Lakers e Celtics?
   O que estamos vivenciando é um reflexo, talvez, da administração das franquias que não conseguiram manter bons plantéis e isso reflete dentro da quadra. Para duas equipes tradicionais na liga e que a dominaram nos anos 60, 70 e 80, e voltaram a brilhar nos anos 2000 com os Lakers em 2000,2001,2002, 2009 e 2010 e os Celtics em 2008. Depois disso a coisa ficou feia, seus astros ou saíram do time como Kevin Garnet, Paul Pierce e Ray Allen, se lesionaram como Kobe, Nash, Rondo, o que é culminante para resultados adversos e períodos turbulentos. 
Retornando a temporada mas com uma equipe fraca
   O problema é que esse período já dura quatro anos ou mais, as equipes tão vitoriosas tem amargado somente olhar os Playoffs e ter temporadas irregulares com mais derrotas que vitórias ou com poucas vitórias a mais. Tanto que o momento é de recorde negativo, os Lakers enfrentam o seu pior momento da história, começando uma temporada com 0-5, perdendo todos os jogos e com pelo menos três vexames. Para os Celtics não anda tão ruim, mas para bom não serve, são 2 derrotas e 1 vitória em 3 jogos, e como nas temporadas passadas já apresentam uma irregularidade nos jogos, variando de partidas maravilhosas a jogos absurdamente fracos.
   Com esse retrospecto e nesse patamar, o que pode salvar e acabar com esse período? Não podemos dizer quando vai ter fim essa fase, sabemos que algumas coisas ajudam, por exemplo, boas escolhas no draft como Marcus Smart (Celtics) e Julius Randle (Lakers), ambos bons atletas universitários e com um futuro promissor para a NBA, podem ser uma chave para o renascimento das equipes. Infelizmente, Randle está de molho por uma fratura na tíbia, algo em torno de um mês, quem sabe sua volta não melhora os Lakers? A outra alternativa que muitas franquias fizeram (Nets, Bulls, Knicks), é a de montar uma equipe em função de um atleta, mas com consistência suficiente para chegar a Playoffs e ser forte o suficiente para disputar a liga. Essa ação é a de resultado mais imediato, podemos ver isso com os Rockets após a chegada de James Harden para compor o elenco com D12. Parte de ma boa administração e um bom poder de persuasão nas trocas.
   Aparentemente a fase dos Lakers e Celtics não é boa, mas pode melhorar, talvez demore, mas passa.
   

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Dominantes

 
Jogando muito e dominando o garrafão

   A temporada apenas começou mais dois jovens atletas já se destacam em suas posições, ambos pivôs, Anthony Davis e DeMarcus Cousins vem jogando muito e dominando os garrafões por onde passam.
   A temporada apenas começou e ambos atletas já possuem médias de dois dígitos (duplo-duplo), em pontos e rebotes, sendo fundamentais para suas equipes tanto na defesa, quanto no ataque, Davis tem médias de 28.5 pontos e 16 rebotes e Cousins de 23.7 pontos e 12.3 rebotes. Os pivôs vem em uma crescente e constante evolução na liga, cada ano melhorando mais, porém esse ano ambos foram campeões mundiais e foram treinados por Coach K, o que pode explicar essa ascensão.
   Se formos analisar Davis e Cousins jogavam muito bem a alguns anos, e após essa temporada de treinamentos com a seleção ambos ficaram mais rápidos, ágeis e com um melhor posicionamento nos rebotes, sabendo antecipar a bola e protegê-la do adversário. Posso estar equivocado, mas podemos compará-los com o melhor reboteiro da história, Dennis Rodman, e antes que me critiquem eu o considero assim por ser menor que a maioria de seus adversários e conseguir antecipar a bola, tanto que tem a maior média de rebotes da história em uma série de finais. Os jovens pivôs tem muito futuro na liga, Davis vai brigar pelo prêmio de defensor do ano facilmente e Cousins tem tudo para ser o jogador que mais evoluiu, mesmo que ainda faltem 79, 80 partidas, eles realmente são dominantes e vão levar suas franquias longe.

   

sábado, 1 de novembro de 2014

Bate papo com quem sabe

   
Excepcional pessoa e profissional, o professor e comentarista de basquete Byra Bello 
   Tive a sorte de realizar uma entrevista com alguém que sabe muito de basquete, uma lenda viva desse esporte que amo, um profissional exemplar que me deu a oportunidade de responder dúvidas sobre o nosso basquete. Estou falando de Byra Bello, comentarista de basquetebol do canal SporTV, já trabalha com o esporte a quase vinte anos, também foi um atleta e técnico, formado em Educação Física. Ninguém melhor para nos mostrar em que rumo anda o nosso basquete e expor sua opinião acerca do futuro no esporte. Agradeço muito a experiência e a paciência de responder essa entrevista, foi um grande prazer.


Mais Basquete: Fale um pouco sobre a sua carreira.
Byra Bello: Comecei a jogar basquetebol aso 11 anos no Riachuelo Tênis Clube. Depois do falecimento do meu pai em uma partida entre Riachuelo e Tijuca, categoria infanto-juvenil, em 1969, ele era diretor de basquete e eu estava jogando, fui para o Vasco onde joguei até os 33 anos.

Mais Basquete: Como conheceu o basquete e como entrou nesse meio?
Byra Bello: No Vasco fui campeão juvenil, bicampeão Aspirante e sete vezes campeão adulto. A partir de 1980 comecei a trabalhar, e ainda jogava, como técnico das divisões de base do Vasco. Fui campeão como técnico no Vasco na categoria juvenil, e duas vezes campeão no adulto (1987 e 1992). Antes de trabalhar como técnico no Vasco, fui técnico da Agremiação Atlética Universidade Gama Filho. Depois do Vasco passei rapidamente pelo Botafogo e Jequiá. Em 1973 fui aprovado, em 3º lugar, no vestibular em Educação Física para a Universidade Federal do Rio de Janeiro. O meu técnico no Vasco trabalhava na Universidade Gama Filho e ele perguntou se eu tinha disponibilidade para substitui-lo no mês de julho de 1973, eu estava apenas no segundo período da faculdade, em aulas para escolinhas de basquetebol. Aceitei o desafio e quando ele retornou, a instituição se pronunciou dizendo que gostaria que eu permanecesse. O Sr. Olímpio, meu técnico, achou muito legal e trocou todo seu horário para que eu pudesse ficar na parte da tarde, já que a faculdade era pela manhã. Pois bem foi o meu primeiro contato como professor de basquetebol. Apenas um detalhe, em setembro de 2014, fiz 41 anos como professor da Gama Filho, que como o amigo deve saber, foi descredenciada pelo MEC. Assim que me formei fui promovido a professor, antes era instrutor de basquetebol. Fiz concurso e fui aprovado para professor do Município, onde trabalhei com turma durante 20 anos. Ainda como professor do Município fui trabalhar fora de turma, na Secretaria de Esportes, onde mais tarde fui Subsecretário de Esportes do Município do Rio de Janeiro. Em 1985 fui aprovado para professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde trabalho até hoje na Licenciatura e Bacharelado do curso de Educação Física. Em 1995 fui chamado para dar aula, na mesma situação da UFRJ, na Universidade Estácio de Sá, onde leciono até hoje. Em 1995 fui convidado pelo SporTV para comentar jogos de basquetebol. São 19 anos no canal com 5 Olimpíadas e 5 mundiais.

Mais Basquete: Analisando o desempenho no mundial e os investimentos que são feitos no basquete, como achas que será o desempenho da nossa seleção nos Jogos Olímpicos do Rio?
Byra Bello: Creio que o Brasil poderá fazer um bom papel nos Jogos Olímpicos de 2016, na cidade maravilhosa, entretanto terá que jogar muito pois o nível do basquetebol mundial melhorou bastante. Na minha opinião o ouro já tem dono, USA. Os outros países vão disputar a prata. Claro que se os Estados Unidos vierem sem os jogadores da NBA, o caminho ao ouro se torna viável. Agora com os melhores da NBA, como sempre fazem em Jogos Olímpicos, aí nada feito, o ouro já tem dono. Esta análise serve também para o feminino.

Mais Basquete: De que maneira poderíamos fazer o nosso basquete ser altamente competitivo novamente?
Byra Bello: Trabalhando melhor nas categorias de base e facilitando mais o acesso ao basquetebol. Temos que aumentar o número de praticantes. Poucos meninos e meninas procuram o basquetebol. A oferta acessível ao povo é ridícula e temos carência de bons professores. Os nossos técnicos estudam pouco e com isso ficam desatualizados.

Mais Basquete: Acreditas que os americanos são superiores aos demais? Isso se atribui a que?
Byra Bello: Estão a pelo menos 50 anos na nossa frente. Profissionalismo, planejamento, seriedade e comprometimento. Temos no esporte brasileiro um sério problema de gestão.

Mais Basquete: Como avalias a importância da NBA e do Basquetebol Europeu (liga ACB e as demais) para a formação dos jogadores, visto que, nossa seleção tem melhores resultados quando atuam atletas dessas ligas.
Byra Bello: A NBA é uma liga altamente profissional. Digo que a NBA tem 30 equipes/empresas que trabalham para dar lucro. Aquilo não é clube é empresa. Tem dono que investiu e quer, antes de tudo, retorno financeiro. Agora mesmo estão preocupados com as seguidas lesões apresentadas pelas suas estrelas. Diminuir o número de jogos não será legal pois financeiramente vai ser uma medida contra. Então os caras já estão pensando em diminuir o tempo de jogo. Esta semana fizeram um jogo experimental com 4 quartos de 11 minutos. Falam em não ceder mais jogadores da NBA para as competições da FIBA, em virtude da fratura do Paul George, enfim, o investimento é alto e tem que ser administrado com profissionalismo.

Mais Basquete: O NBB conseguiu reerguer o basquete em nosso país?
Byra Bello: Acredito que sim. Internamente o NBB conseguiu resgatar a credibilidade do basquetebol junto a imprensa e parceiros, entretanto ainda falta a nossa seleção voltar ao pódio. Isso é fundamental para o seguimento do basquetebol.

Mais Basquete: A criação e o incentivo de uma Liga Universitária poderia trazer bons frutos?
Byra Bello: Não acredito, pois os jogadores são os mesmos. Nós não temos uma cultura de esporte escolar. O nosso esporte é clubistico. Este trabalho só daria resultado a logo prazo se tivéssemos o esporte na escola. Quem joga nos famigerados torneios universitários são os jogadores que jogam nos clubes. Isso é muito ruim.

Mais Basquete: Deixe um recado para nossos leitores.

Byra Bello: Muito obrigado pela oportunidade de poder me apresentar e contem sempre comigo. O Basquetebol é minha vida. Um forte abraço.