domingo, 28 de fevereiro de 2016

Heróis do passado: Zydrunas Ilgauskas

Histórico nos Cavaliers
   Hoje vamos relembrar a história de um ídolo de um passado não muito distante, de sucesso no Cleveland Cavaliers e com uma passagem no Miami Heat, falaremos do emblemático lituano Zydrunas Ilgauskas.
   O pivô de 2,21 metros, que começou a jogar profissionalmente em 1993 no seu país, atuando pelo Atletas Basquetebol Clube, onde teve médias de 20.3 pontos, 12.8 rebotes e 2.8 tocos. 
   Sua carreira na NBA começou em 1996 quando foi a 20° escolha do Draft, selecionado pelo Cleveland Cavaliers. No começo de sua carreira sofreu com algumas lesões no pé e tornozelo esquerdo, ele passou toda a temporada de 1996/97 na lista de contundidos devido a uma fratura em um osso do pé direito. 






MVP do Jogo dos Novatos
   Na temporada seguinte foi All-Rookie Primeiro Time, assinou uma extensão contratual de seis anos com os Cavs e mais uma vez se machucou, atuou em cinco partidas nas duas temporadas seguintes. Ele operou-se em 2000, voltou a jogar de titular e os Cavs venceram 15 de 23 partidas com ele, mas novamente sofreu uma lesão e ficou de fora do restante da temporada. Um duro golpe pro Cavaliers que terminou com um recorde de 30 vitórias e 52 derrotas. Em dezembro de 2001 voltou a jogar, mas atuando como reserva.
   Na temporada de 2002/03 Iggy foi selecionado como All-Star com médias de 17.2 pontos e 7.5 rebotes, mas os Cavs terminaram a temporada com o terceiro pior recorde da história da franquia 17-65 e ganhou a escolha número 1 do Draft. A chegada de Lebron James e Drew Gooden formou o núcleo dos Cavs, e Ilgauskas só perdeu 9 jogos ao longo de três anos, sendo All-Star em 2005. Em 2005 assinou por mais 5 temporadas com os Cavs, ele foi o titular incontestável até a chegada de Shaq em 2010, até então os Cavs chegaram as finais da NBA de 2007 e as finis de conferência em 2009. 



Uma temporada fora de casa
   Em 2010 ele foi trocado juntamente com uma escolha de primeira rodada em 2010, em uma ação envolvendo três equipes, lhe jogando em Washington. Ele nem chegou a atuar e depois de 30 dias os Cavs lhe recontrataram, em sua volta o ginásio havia sido batizado de "The Z". No final da temporada ele foi para o Miami Heat, influenciado por Lebron James, o Heat chegou as finais da NBA mas caiu para o Dallas Mavericks. Em setembro desse ano se aposentou, alegando querer mais tempo com sua família e devido a fadiga mental e física por conta de tantas lesões.



Reconhecimento
   O grandalhão da Lituânia fez história nos Cavs, teve seu número aposentado, teve médias de 13 pontos, 7.3 rebotes e 1.6 tocos, além de ser o líder de todos os tempos da franquia em jogos, rebotes e tocos e foi 2 x All-Star. Se não fossem as constantes lesões que lhe atrapalharam tanto, Iggy poderia ser um pivô ainda mais espetacular, mas certamente sua carreira foi marcada por sua qualidade técnica e lealdade com os Cavaliers.

   

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Que semana

59 pontos e 20 rebotes, atuação mais impressionante da semana

A NBA viveu uma semana movimentada, lotada de atuações monstruosas, três jogadores anotaram mais de 50 pontos entre os dias 20 e 26 de fevereiro. Foram eles: Anthony Davis, Damian Lillard e Stephen Curry, todos com partidas memoráveis.
No dia 20, sábado passado, Damian Lillard jogando contra o Golden State Warriors em casa, anotou a maior pontuação da carreira 51 pontos, 7 assistências e 6 roubos de bola, convertendo 18 de 28 arremessos tentados, sendo 9 por 12 das bolas de três pontos. Provou que merecia ter sido chamado para o All-Star Game.
Na segunda dia 22, Anthony Davis anotou 59 pontos e pego 20 rebotes contra o Detroit Pistons, com essas marcas tornou-se o terceiro jogador nos últimos 50 anos a ter pelo menos 55 pontos e 20 rebotes, os outros dois são Shaquille O'Neal e Wilt Chamberlain. Além disso, tornou-se o mais jovem jogador a chegar a essa pontuação na carreira com 22 anos, sem contar que é a segunda maior pontuação da liga nas últimas duas temporadas.
E pra fechar, na noite passada Stephen Curry anotou 51 pontos, 8 assistências e 7 rebotes contra o Orlando Magic, em Orlando. Ele acertou 20 dos 27 arremessos que tentou, sendo 10 por 15 nas bolas de três pontos, atuação simplesmente absurda do atual MVP.
Em uma semana os três juntos anotaram 161 pontos, muito mais pontos do que qualquer equipe anotou, que atuação dos craques.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Curry mitando

São tantas bolas de três que vão faltar recordes para bater

   Stephen Curry continua sendo ridículo, o armador continua quebrando ou igualando recordes em sua especialidade, bolas de três pontos. No jogo de quarta-feira contra o Miami Heat converteu três bolas de três no primeiro período, chegando a sua 127° partida consecutiva convertendo bolas de três em uma temporada regular.
   O recorde foi estabelecido por Kyle Korver do Atlanta Hawks, em 2012 e 2014. O armador dos Warriors empatou o recorde e temos muitos jogos pela frente, Curry que lidera com sobra a liga em bolas de três pontos, detém o recorde da NBA com maior número de bolas de três em uma temporada, 286 bolas convertidas na temporada passada. Também detém as marcas de segundo, quinto e sexto em bolas de três convertidas em uma temporada.
   Incrivelmente, Curry aprimorou o seu arremesso de três, ele tem nessa temporada uma média de 4.9 arremessos de três pontos convertidos, o que significa em números, se mantiver esse ritmo, que ao final dessa temporada terá convertido mais de 400 bolas de três. Para se ter uma ideia, o último jogo em que não anotou nenhuma bola de três foi dia 11 de novembro de 2014 contra os Spurs, 0 de 7. 
   Curry elevou o patamar das bolas de três, ninguém na liga ou na história acertava esse arremesso com tanta precisão e facilidade, é a marca registrada do seu jogo e ele é o melhor arremessador da história (aparentemente). Vamos ver até que nível ele vai conseguir elevar sua habilidade.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Heróis do passado: Chris Webber

Onde brilhou pela primeira vez
   Hoje nossa série conta a história de Chris Webber, um grande jogador na NBA e de sucesso ainda maior na NCAA, membro e líder do Fab Five teve um grande escândalo marcando sua carreira. Independente disso, Webber soube obter seu espaço na NBA e merece nossa lembrança.
   Chris Webber começou a jogar basquete na Detroit Country Day School e na época era o jogador mais procurado de Michigan desde Magic Johnson. Ele levou sua equipe a três campeonatos estaduais, e no seu último ano teve médias de 29.4 pontos e 13 rebotes, foi nomeado o Mr. Basketball e Jogador do Ano. Participou e foi MVP do Mc'Donalds All-American e Dapper Dan All-Star.
   Webber jogou pela Universidade de Michigan, e fez sucesso com o Fab Five, juntamente com Jimmy King, Jalen Rose, Ray Jackson e Juwan Howard, todos entraram em 1991 como calouros, e eram os titulares da equipe. O Fab Five como ficaram conhecidos, marcaram o basquete por trazer um pouco da cultura Hip-Hop para dentro da quadra, jogando com calções largos, camisetas longas e meias pretas. Quatro membros do Fab Five chegaram a NBA. Infelizmente, chegaram duas vezes seguidas as finais da NCAA e perderam, a segunda final marcada por um pedido de tempo que não existia por Chris Webber, culminando em falta técnica e arremessos livres convertidos para dar o título a North Carolina. 
   Essa segunda temporada, Webber concorreu ao Prêmio John R. Wooden e Naismith Jogador do Ano, além de ser selecionado All-American. Mas os prêmios e honrarias foram sancionados pela NCAA devido a um escândalo da universidade, Webber recebeu 200 mil dólares como reforço de um patrocinador local enquanto atuava por Michigan, depois dito que eram empréstimos ilícitos, isso fez com que fosse condenado por perjúrio e proibido de qualquer afiliação com a Universidade de Michigan até  2013.
Novato do ano
   Sua carreira na NBA começou em 1993, quando foi a primeira escolha do Draft pelo Orlando Magic, mas ele foi negociado rapidamente para o Golden State Warriors por Anfernee Hardaway e três escolhas de primeira rodada. Em seu primeiro ano teve médias de 17.5 pontos e 9.1 rebotes, sendo eleito o novato do ano. Ele foi fundamental para fazer os Warriors voltarem aos Playoffs, sendo varridos pelo Suns. Os problemas com o técnico Don Nelson o fizeram utilizar uma clausula de seu contrato e os Warriors o negociaram para o Washington Bullets em troca de Tom Gugliotta e três escolhas de primeira rodada. 
   A chegada nos Bullets o reuniu com seu amigo e ex-companheiro de Michiga, Juwan Howard. Webber atuou três temporadas em Washington, sendo All-Star em 1997, após se recuperar de lesões que o limitaram a 15 partidas na temporada de 1995/96. Na temporada de 1997 foi mais uma vez aos Playoffs, mas foi varrido pelo Bulls de Michael Jordan. 
Kings foi sua melhor época de NBA
   Em maio de 1998, Chris Webber foi trocado para o Sacramento Kings, franquia onde não queria jogar por passar por um período ruim, mas onde viveu os melhores anos da carreira. Juntamente com Webber chegaram, o armador Jason Williamas, o pivô Vlade Divac e o ala Peja Stojakovic. Na temporada de 1998, Webber venceu como reboteiro da liga com 13 rebotes jogo, acabando com 7 anos de hegemonia de Dennis Rodman. Incrivelmente chegaram aos Playoffs e quase derrubaram o Utah Jazz.
   Webber atingiu o ápice da carreira em 2000/01, quando teve médias de 27.1 pontos e 11.1 rebotes sendo o quarto colocado na votação de MVP. Nesse ano foi eleito como titular no All-Star Game, e novamente caíram para os Lakers nos Playoffs. Webber assinou com os Kings por sete anos em 2001, levando a franquia a um recorde de 61-21, recorde da franquia e o melhor da NBA. Nessa temporada lutaram bravamente e chegaram as finais da Conferência Oeste contra os Lakers, em uma das séries mais controversas da história. Aconteceram coisas estranhas na série, mas o jogo seis foi memorável, com Kobe dando cotovelada em Mike Bibby, com Lakers batendo 27 lances-livres no último período e saindo com a vitória. Em 2008 o ex-árbitro Tim Donaghy disse que o jogo seis havia sido comprado pela NBA, David Stern negou e Lawrence Pedowitz, que liderou uma revisão de arbitragem na partida disse que o jogo foi muito mal arbitrado mas que não se podia concluir se foi mesmo de fato comprado. 
Rápida passada por outras franquias
   Na temporada seguinte teve médias de 23 pontos e 11 rebotes, foi All-Star, mas lesionou o tornozelo esquerdo e ficou fora do jogo. Nas semifinais de conferência lesionou o joelho e ficou fora das quadras por um ano, e sem ser tocado, apenas correndo na quadra. Na temporada de 2003/04 Webber atuou nas últimas 23 partidas e Playoffs onde perderam, pelo terceiro ano seguido no jogo 7, dessa vez para o Minnesota Timberwolves de Kevin Garnett o MVP da temporada. Em 2005 Webber foi para os Sixers, onde era a segunda opção do ataque, demorou um pouco mas se adaptou com médias de 20 pontos e 10 rebotes, junto com Iverson levou os Sixers aos Playoffs onde caíram para os Pistons. Em 2006 não chegaram a pós-temporada e Webber já não era mais rápido no deslocamento lateral e nem conseguia pular mais por conta de seu joelho, ele apareceu em 18 de 35 partidas dos Sixers e começaram a questionar sua vontade de jogar. No dia 11 de janeiro de 2007 o GM dos Sixers o dispensou, logo em seguida assinou com o Detroit Pistons. Webber disse que sempre quis jogar pelo time de sua cidade natal, e foi até as finais da Conferência Leste, quando perdeu para o Cleveland Cavaliers. 
   Em 2008 Webber voltou a jogar com a camisa dos Warriors, mas atuou por apenas nove partidas e se aposentou em março por conta dos constantes problemas no joelho. 
   Webber deixou a liga como um excelente jogador com médias de 20.7 pontos, 9.8 rebotes e 4.2 assistências, teve o número 4 aposentado pelo Kings, 5 x All-Star, 1 x All-NBA Primeiro Time, 3 x All-NBA Segundo Time, Novato do Ano, 1 x Reboteiro da liga. Mesmo com o escândalo de Michigan a carreira de Webber se manteve forte, e ele foi um dos grandes alas da liga, jogador de qualidade tremenda que sofre com uma lesão que declinou a sua carreira, Fica aqui nossa singela homenagem.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Mavericks assinam com David Lee

De casa nova, David Lee assina com o Dallas Maverciks

   Hoje o ala/pivô David Lee irá assinar oficialmente com o Dallas Mavericks, e na quarta-feira já é esperado para colocar o uniforme novo. O treinador Rick Carlisle disse domingo aos repórteres que John Jenkins teria o contrato renunciado para abrir espaço para Lee.
   "Eu acho que ele é um veterano de qualidade". Disse Carlisle sobre o jogador de 32 anos que na última sexta-feira deixou o Boston Celtics. Na atual temporada Lee tem médias de 7.1 pontos e 4.3 rebotes em 15.7 minutos de quadra, já que haviam muitos jogadores nessa posição nos Celtics. Sua presença no garrafão deve ser bem aproveitada pelos Mavs, ele foi atualmente classificado como 25° em percentual total de rebotes pelo NBA Stats. Foi uma boa contratação?

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

A punhalada final

Apunhalado pelas costas Varejão deixa Cleveland

   Essa é a palavra que define o que aconteceu com Anderson Varejão, o pivô brasileiro que estava a 12 anos na franquia foi negociado de forma inesperada com o Portland Trail Blazzers. Trairagem, palhaçada, chamem do que quiser, foi uma punhalada nas costas do Wild thing como é conhecido na NBA nosso pivô brasileiro.
   A atual situação é a seguinte, a princípio o Varejão está sem equipe, já que os Trail Blazzers o dispensaram ontem sem que o atleta nem tivesse se apresentado. Seu salário será pago pela franquia de Portland caso ninguém o contrate, e os Cavs não podem acioná-lo novamente por um ano.
   Lebron James deu uma declaração ontem, durante a partida com o Bulls, dizendo que perdeu um irmão, que os negócios são loucos e que desejava o melhor a Varejão. Disse ainda que todos da equipe e os fãs o adoravam e estavam torcendo pelo melhor dele. Devemos relembrar que isso tudo aconteceu com a chegada de David Blatt e Timofey Mosgov, aliás essa dupla é responsável pela diminuição de minutos e espaço do Varejão, já que o Blatt queimou o brasileiro para colocar o russo. 
   Já tinha ouvido falar em uma possível troca, pela falta de espaço do Varejão, mas ele não queria sair e aparentemente a direção não queria tirá-lo, ele era muito querido por todos, seu carisma conquistou os fãs e todos em sua volta. Um dedo do Blatt deve ter sido decisivo para isso, mesmo que ele tenha deixado a equipe. 
   Bem, as chances de Varejão são de ser contrato até o fim da Trade Deadline, ele tem nessa temporada médias de 2.6 pontos e 2.9 rebotes em 10 minutos, suas médias mais baixas da carreira. Já se falou em uma ida para o Atlanta Hawks, e agora as 20:20 surgiu um rumor no The Score de que o Oklahoma City Thunder tem interesse nele, ele serviria como um backup da equipe que já conta com Enes Kanter, Steve Adams e com Serge Ibaka que joga na cinco às vezes. Seria um papel bem menor do que já teve em Cleveland, onde foi titular por anos, mas na sua situação é boa, uma chance de título maior que com os Cavs. Sinceramente espero que ele seja contrato, ele merece estar na liga, é um dos nossos patriotas que mais merece um título.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Lá se vai o espanhol

Espanhol deverá ser negociado

   O Chicago Bulls quer vender Pau Gasol e recuperar o valor que foi investido com o espanhol. Gar Forman, gerente geral do Bulls, está vendendo "agressivamente" o pivô espanhol de 35 anos, segundo Adrian Wojnarowski.
   Gasol carrega uma opção do jogador de 7,6 milhões para 2016-17, a qual deve declinar para se tornar agente livre irrestrito. Sua venda pode matar o sonho de Playoffs do Bulls, que está em sétimo na conferência leste e com 3 vitórias e 7 derrotas nas últimas partidas. Além disso, a franquia perdeu agora Jimmy Butler e Nikola Mirotic por lesões, eles não podem se dar ao luxo de perder o segundo cestinha da equipe.
   Porém, trocando Gasol reduziria a folha salarial da equipe, Chicago está 5,4 milhões acima da taxa máxima e Gasol ganha 7.5 milhões nessa temporada. Ele tem médias de 17 pontos e 10.9 rebotes em sua 15° temporada.
   Não sei se essa troca seria boa para o Bulls, só seria boa se conseguissem um homem de garrafão qualificado, se falou em DeMarcus Cousins, falaram em uma saída de Taj Gibson com Gasol, as especulações são várias. Como torcedor do Bulls não trocaria o espanhol, mas como GM sim, se não vender agora ano que vem ele vai de graça, é a triste realidade dos Bulls, vai passar por uma reformulação e vai sofrer.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Heróis do passado: Dominique Wilkins

Sucesso em um ano
   Hoje nossa série relembra um dos melhores jogadores da história do Altanta Hawks, um mito do campeonato de enterradas e um atleta extremamente explosivo. Vamos contar a carreira de Dominique Wilkins, um dos grandes alas da história.
   Nascido em Paris, na França, enquanto seu pai servia as forças armadas na Europa, mudou-se para Dallas e Baltimore, antes de se estabelecer em Washington. Lá começou a jogar na Washingtin High School, sendo o MVP naos três títulos estaduais (1978/79), ainda no ensino médio saiu na Spots Illustrated, na sessão rostos na multidão, por um jogo contra uma equipe melhor qualificada onde anotou 48 pontos, pegou 27 rebotes, com 9 enterradas e 8 tocos. Em seguida jogo o McDonald's All-American, The Classic Capital, Kentucky Derby Festival Classic e Dapper Dan Classic. Anotou 16 pontos e 12 rebotes no All-American, 26 pontos no Capital, e 22 pontos no Derby Classic. 
   Em 1979 entrou para a Universidade da Georgia, com reputação de ser um excelente jogador. Wilkins atuou apenas uma temporada, tendo médias de 21.6 pontos e sendo eleito o Jogador do Ano da conferência SEC em 1981.
Escolha do Jazz de história no Hawks
   Sua carreira na NBA começou em 1982 quando foi escolhido na 3° posição pelo Utah Jazz, atrás de James Worthy e Terry Cummings. Por problemas financeiros e com a relutância de Wilkins em jogar nos Jazz, ele foi enviado para os Hawks poucos meses depois por dois atletas e dinheiro. A negociação é uma das mais desparelhas da história, já que Drew Williams, um dos envolvidos na troca atuou apenas 4 temporadas nos Jazz. Com exceção de sua temporada de novato e das últimas três, Wilkins sempre teve médias de 20 pontos por jogo, sendo o cestinha da temporada 1985/86 como 30.3 pontos por jogo.
   Ele ficou conhecido por suas enterradas, levando seu primeiro título do torneio de enterradas em 1984/85. Nesse ano terminou a temporada em 6° em pontuação com 27.4 de média, sendo o segundo da franquia de Atlanta em rebotes e roubos de bola. Foi a primeira de duas temporadas consecutivas ele liderou a NBA em tentativas de arremessos, além de arremessar na primeira de dez temporadas seguidas mais de 80% da linha do lance-livre. Na temporada seguinte, ele explodiu como um dos grandes jogadores da NBA, com médias de 30.3 pontos, foi All-Star pela primeira vez e eleito All-NBA Primeiro Time, tendo uma partida de 57 pontos, e liderando os Hawks em rebotes, roubos de bola e percentual de lance-livre. Nos Playoffs varreram os Pistons na primeira rodada, mas caíram para o Boston Celtics por 4 a 1.
Monstro das enterradas
   No ano seguinte atuou como titular no All-Star Game, terminou com média de 29 pontos, segundo da liga e foi eleito All-NBA Segundo Time e os Hawks terminaram a temporada com 57 vitórias. Nos Playoffs foram eliminados nas semifinais de conferência pelo Detroit Pistons, mesmo com Wilkins tendo médias de 26.8 pontos. Na temporada de 1987/88 teve sua mais alta média de pontos na carreira, com 30.7 pontos, foi All-NBA Segundo Time e se tornou o primeiro atleta dos Hawks a ser o jogador da semana três vezes em uma temporada. Mais uma vez, a terceira seguida, os Hawks tiveram 50 vitórias, mas perderam nas semifinais para os Celtics em sete jogos. Na temporada de 1989, foram mais uma vez aos Playoffs mas caíram na primeira rodada para os Bucks, nesse ano Wilkins foi campeão de enterradas pela segunda vez na carreira.
   Na temporada de 1990 foi mais uma vez All-Star, All-NBA Segundo Time, líder da equipe em rebotes e infelizmente perderam mais uma vez nos Playoffs na primeira rodada. No ano seguinte, Wilkins anotou o recorde da NBA em lances-livres convertidos de forma consecutiva, 23. Ainda nessa temporada, rompeu o tendão de aquiles e perdeu o restante do ano. Em 1993 voltou, melhorando muito seus arremessos de três e sofre outro revés, quebrando o dedo anelar da mão, perdendo 11 jogos. Depois de retornar, foi o segundo da liga em pontuação, com 29.9 pontos de média e mais uma vez varrido na primeira rodada dos Playoffs pelo Bulls.
Rápidas passagens em outras equipes
   Na temporada seguinte, marcou a sua saída, estranha de certa forma, ele foi negociado para o Los Angeles Clippers após o All-Star Game. Essa foi a única vez  na história que o líder de uma conferência negociou o seu cestinha, ele tinha médias de 24.4 pontos, 6.2 rebotes e 2.3 assistências. Atribuiu-se a troca que o treinador e a diretoria queriam Danny Manning, pois suas habilidades ajudariam a franquia, mas o mais certo foi o financeiro, eles não estavam dispostos a um longo contrato com um atleta de quase 35 anos. Ele deixou a franquia de Atlanta como o líder de todos os tempos em pontuação, e como Clipper anotou 36 pontos e 10 rebotes contra os Hawks, na temporada teve média de 26 pontos. Na época tornou-se o 9° maior cestinha da história com 24019 pontos, e tornou-se agente livre em 1993/94 assinando com o Boston Celtics. Insatisfeito com seu papel na equipe em reconstrução assinou um contrato de dois anos com o Panathinaikos. Na Grécia foi Campeão da Euroliga de 1996, MVP do Final Four, ganhou a Taça da Grécia e foi o MVP da final e foi vice campeão greco. 
   Na temporada 1996/97 assinou com os Spurs como agente livre, onde liderou a equipe em pontos com 18.2 de média. Novamente atuou na Europa, na Itália, no Bologna e voltou para o Orlando Magic para encerrar a carreira ao lado de seu irmão Gerald Wilkins.
   Wilkins é um dos jogadores mais fortes que já atuou na NBA, enterrava com força e muita velocidade. Sua disputa contra MJ é considerada a melhor da história em campeonatos de enterrada. Mas ele pontuava de outras formas, não era só enterradas. Ele foi 9 x All-Star, 1 x All-NBA Primeiro Time, 4 x All-NBA Segundo Time, Membro do time dos novatos de 1993, Cestinha da loga em 1986, Líder de todos os tempos em pontuação dos Hawks, tem o número 21 aposentado pelos Hawks. Fica aqui nossa lembrança dessa lenda.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

TOP 10 Melhores jogadores de todos os tempos

O melhor da história, alguma dúvida?

   Só de ler o título já pensamos na polêmica que se instaura, nas rodas de amigos, nos grupos de whatsapp e facebook, gera muita discussão e isso é bom demais pro basquete.
   Pois bem, duas listas foram liberadas nessa semana, uma da ESPN que tem como os dez primeiros: Michael Jordan, Kareem Abdul-Jabbar, Lebron James, Magic Johnson, Wilt Chamberlain, Larry Bird, Bill Russell, Tim Duncan, Shaquille O'Neal e Hakeem Olajuwon. A lista de Jack McCallum do Sports Illustrated foi: Michael Jordan, Kareem Abdul-Jabbar, Wilt Chamberlain, Magic Johnson, Lebron James, Oscar Robertson, Larry Bird, Bill Russell, Jerry West e Tim Duncan.
   Bem, duas coisas me chamam a atenção a posição de Lebron como 3° e 5° melhor da história, na frente de muita gente boa o que realmente me surpreendeu. Sua carreira nem acabou ainda, ele tem muito o que jogar e não o considero melhor que várias lendas da NBA, nem acredito que vá superar alguns nomes. A outra coisa que me chama a atenção é a colocação de Kobe, em ambas as listas ficou de fora do TOP 10, sendo o 12°, e acho que Kobe jogou muito mais que Lebron por exemplo, no minimo em 10° ele tinha que estar por tudo que fez, mas lista é opinião.
   Então, vou dar a minha opinião, como cada um tem a sua, a minha lista é para ser discutida e avaliada como quiserem.
1° Michael Jordan= Incontestável, o melhor da história, incomparável, jamais será alcançado por alguém. Tornou o Bulls e a NBA o que são, ele foi o show que a liga precisava para a liga se tornar mundial.
2° Kobe Bryant= O cara que mais se aproximou de Jordan, pegou todos os seus movimentos, e soube usá-los. Um jogador voraz que conseguiu dominar o jogo, que fez muitas coisas e reergueu os Lakers após a era Magic.
3° Magic Johnson= Doutrinou nos Lakers, tornou a franquia conhecida e fez seu nome como um dos melhores armadores que a liga viu. Jogador versátil, conseguia atuar em todas as posições devido sua altura e atleticismo, membro do Show time Lakers, equipe que encantava.
4° Kareem Abdul-Jabbar= Melhor pivô da história da liga, o jogador mais técnico que jogou, com seu skyhook imparável. O maior cestinha da história da NBA, marcou história nos Lakers e também nos Bucks.
5° Oscar Robertson= Um armador habilidoso, que te médias de triplo-duplo em suas três primeiras temporadas da liga e quase triplo-duplo em toda sua carreira. Um dos melhores armadores da história.
6° Lebron James= Aqui vem o Rei, acho que ele se encontra num nível alto de basquete, com muito o que fazer ainda.
7° Larry Bird= O melhor atleta branco que atuou na NBA, um grande ala, exímio arremessador e passador com uma visão de jogo absurda.
8° Bill Russell= Um cara que mudou a liga, suas habilidades acentuadas fizeram com que algumas regras fossem mudadas. Não obstante a isso tem 11 anéis de campeão como atleta e o nome do título de MVP das finais é Troféu Bill Russell.
9° Shaquille O'Neal= O pivô mais dominante da história, conseguia dominar todos seus adversários e quebrar tabelas com maestria, foi um dos jogadores mais carismáticos da liga. Shaq fez história por onde passou.
10° Tim Duncan= O melhor ala/pivô que a liga já teve, um cara sossegado e quieto que dominou, multi campeão, MVP e a peça que faltava para os Spurs vencerem títulos. 

   Esses são os dez jogadores que escolho como melhores da história, por tudo que fizeram pelas suas equipes e o impacto que tiveram na liga, simples assim.
   

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Tim Duncan é melhor que Kobe, segundo Kareem Abdul-Jabbar

Duas lendas da NBA

   O maior cestinha da história da NBA, Kareem Abdul-Jabbar disse a Tyler Cowen da Universidade de George Mason, na semana passada que a lenda do San Antonio Spurs, Tim Duncan teve uma carreira melhor que do ala Kobe Bryant dos Lakers.
   "Eu diria que Tim Duncan teve uma carreira melhor somente porque foi capaz de ganhar de forma mais consistente, e eles não tiveram que confiar no Tim o tempo todo". -disse Abdul-Jabbar segundo a ESPN. 
   A disputa entre Kobe e Duncan é apertada, ambos tem cinco anéis (mas Duncan ainda pode ganhar mais um antes de se aposentar), Kobe tem mais pontos, enquanto Duncan tem vantagens em rebotes e prêmios de MVP (2 a 1). Não existe nenhuma resposta certa, mas Abdul-Jabbar prefere Duncan.
   "Kobe tem usado o seu corpo. Ele tem apenas 36 anos e seu corpo não aguenta mais. Está caindo aos pedaços por causa do stress, do que tinha que fazer, assumindo uma carga, mas ele queria fazer assim. Foi isso que aconteceu".
   Eu particularmente prefiro Kobe, o seu estilo de jogo e tudo que fez, é o segundo melhor da história, só perde pro Jordan. E Tim Duncan pode ter sido o melhor ala/pivô da história, mas nunca melhor do que Kobe. Kareem Abdul-Jabbar foi bem polêmico com a declaração, queimando um Laker como ele.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Heróis do passado: Peja Stojakovic

Kings foi onde mais brilhou
   Hoje nossa série ira relembrar a carreira de um estrangeiro que fez sucesso, muito conhecido por sua eficiência nas bolas de três. Contaremos a história de Peja Stojakovic, de descendência Sérvia mas nascido na Iugoslávia que fez muito sucesso na NBA, principalmente no Sacramento Kings.
   Sua carreira no basquete começou aos 15 anos, quando começou a jogar no KK Crvena zvezda, onde atuou por duas temporadas como profissional e foi campeão nacional uma vez. Aos 16 anos mudou-se para Grécia, jogando no PAOK, ele atuou inclusive contra seu futuro treinador, Byron Scott que estava encerrando sua carreira como uma das estrelas do Panathinaikos. Na sua última temporada com o PAOK, Peja teve médias de 23.9 pontos, 4.9 rebotes, 2.5 assistências, e 1.2 roubos de bola na Liga Grega e 20.9 pontos, 3.6 rebotes e 1.5 roubos de bola na Euroliga.
Mavs e seu único título
   A carreira na NBA começou em 1996, quando foi a 14° escolha do Draft pelo Sacramento Kings. Ainda assim, ele continuou na Grécia e somente assinou no lockout da temporada 1998/99. Depois de duas temporadas no banco, ele foi titular na temporada de 2000/01 com médias de 20.4 pontos e 5.8 rebotes com 40% de aproveitamento das bolas de três. Nessa temporada ficou em segundo na eleição para MIP. Nas duas temporadas seguintes foi All-Star, participando do concurso de três pontos e sendo o campeão nas duas ocasiões. A temporada de 2003/04 foi novamente All-Star, foi o segundo cestinha da liga, ficou em quarto na votação para MVP e foi eleito para o All-NBA Segundo Time, além de ser o líder da liga no percentual de lances-livres (93,3 %) e bolas de três feitas (240). 
   Em 2006 foi trocado por Ron Artest, indo para o Indiana Pacers, ele perdeu os quatro jogos dos Playoffs contra o New Jersey Nets. Ao final da temporada assinou novamente com os Pacers, somente para ser negociado para o New Orleans Hornets pelos direitos de Andrew Betts. Em novembro de 2006 tornou-se o primeiro jogador da história da NBA começar uma partida com 20 pontos consecutivos, anotando sua marca mais alta da carreira de 42 pontos. Ele ficou muito tempo fora das quadras, principalmente por uma lesão nas costas. 
   Em 2010 chegou ao Toronto Raptors juntamente com Jerryd Bayless, depois de atuar em apenas duas partidas foi dispensado. Ele havia perdido 21 partidas por uma lesão no joelho esquerdo. Em janeiro de 2011 ele assinou com o Dallas Mavericks, sendo campeão da NBA, com médias de 7.1 pontos por jogo nos Playoffs. No mesmo ano, em dezembro anunciou sua aposentadoria por problemas no pescoço e costas que lhe impediriam de seguri jogando.
Reocnhecimento
   Com média de 17 pontos por jogo na carreira e 1760 bolas de três convertidas, a carreira de Stojakovich o tornou um astro reconhecido, tendo o seu número 16 aposentado pelos Kings. Ele foi 1 x campeão da NBA, 3 x All-Star, 1 x All-NBA Segundo Time, 2 x Campeão dos arremessos de três. COm uma carreira sólida na liga, merecia o nosso reconhecimento e a pequena homenagem.


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Rumo as 20 temporadas

Lenda

   Vince Carter quer seguir a longevidade demonstrada de Kobe e jogar mais duas temporadas, apenas três jogadores na liga são mais velhos que o ala do Memphis Grizzlies. Enquanto ele demonstrou a sua idade, nesses dois anos de Grizzlies, e os fãs nessa temporada festejam como se fosse a sua temporada de despedida, o jogador de 39 anos disse que não tem intenção de se aposentar. Ainda.
   "É um pouco estranho"- disse sobre a recepção que tem recebido nas arenas rivais para Ronald Tillery do Commercial Appeal. Carter está em sua 18° temporada, disse querer seguir os passos de Kobe, que está se aposentando ao final dessa temporada, a sua 20°.
   "Eu sou muito grato (pelo reconhecimento nas arenas). Não me leve a mal, mas eu planejo voltar. Eu apenas vou ano a ano nesse momento.  Eu não coloco um calendário nele. Não quero dizer: dois anos, e em seguida me falaram 'Bem é isso, certo?' Mas 20 anos seria legal".
   Em 31 partidas para os Grizzlies nessa temporada, o veterano oito vezes All-Star tem médias de 4 pontos e 1.6 rebotes, com 35,2% de aproveitamento dos arremessos e 28,4% das bolas de três. Seus dois últimos jogos, ambos em vitórias do Memphis, anotou 26 pontos em 10/14 tentativas de arremesso e 5/8 das bolas de três, as melhores atuações de sua temporada. 
   Ainda assim, seu futuro é incerto, Air Canada possuí mais um ano de contrato com os Grizzlies, mas a equipe tem uma opção de compra por 2 milhões de dólares para o último ano do acordo. Embora eles valorizem o QI de basquete, experiência e liderança, não se sabe se eles irão pagar o equivalente a 4 milhões e 200 mil dólares para a temporada 2016-17. Tomara que sim, mesmo não sendo mais o cara explosivo de antigamente, Vince Carter é um dos grandes nomes que a liga teve, se bobear o melhor dunker da história, quanto mais ele jogar mais o basquete agradece.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Slam Dunk 2016

LaVine defenderá o título

   De acordo com Chris Haynes do Cleveland.com, o armador voador dos Minnesota Timberwolves, Zach LaVine irá defender o título do torneio de enterradas do ano passado.
   Nesse ano, o armador de 20 anos competirá contra Andre Drummond do Detroit Pistons, Will Barton do Denver Nuggets, e Aaron Gordon do Orlando Magic. A NBA fará o anúncio oficial ainda hoje, logo mais. O campeonato de enterradas será no sábado dia 13 de fevereiro no Air Canada Centre.
   A competição parece que será boa, LaVine é um monstro, teve um dos melhores desempenhos que já se viu no torneio de enterradas e vem pra defender o título, acredito que com coisas novas, pelos vídeos que fez durante o ano. Will Barton é um cara que salta muito e é bem atlético, tem feito enterradas impressionantes em jogos e colocado muita gente em posteres. Andre Drummond, acho que é o candidato mais fraco, é um pivô que salta bem, mas não se sabe o que esperar dele, provavelmente enterradas com muita força. E o último competidor, Aaron Gordon, é um cara que enterra com facilidade e consegue mesclar força e atleticismo, acho que será a maior ameaça de LaVine na competição.
   Vamos esperar por um bom torneio e que coisas novas aconteçam. Abaixo um vídeo de cada competidor:







terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Heróis do passado: Drazen Petrovic

Blazers deu a primeira oportunidade na NBA
   Nossa série vai relembrar a carreira de um grande estrangeiro, Drazen Petrovic, o Croata que fez sucesso no New Jersey Nets é o homenageado da vez.
  Filho de um policial e uma bibliotecária, Drazen teve o caminho aberto para o basquete graças a seu irmão mais velho Aleksandar. O basquete começou na sua vida aos 13 anos, nas categorias de base da sua cidade Sibenka, com 15 anos jogava na equipe principal, quando Sibenka ganhou uma vaga na primeira divisão nacional. Com Petrovic como a estrela da equipe, chegaram duas vezes as finais da FIBA Radivoj Korac Cuo, perdendo em ambas para o Limoges CSP.
   Após passar alguns anos cumprindo serviço militar, foi para Cibona para jogar com seu irmão, formando assim a melhor dupla da Europa. Na primeira temporada juntos, o Cibona venceu a Liga e o Campeonato Iugoslavo, bem como a Copa da Europa contra o Real Madrid com 36 pontos de Petrovic na final. No ano seguinte ganharam o europeu novamente, contra a equipe de Arvydas Sabonis, e mais uma vez venceu a Copa da Iugoslávia. Em 1987 venceu novamente a Copa da Europa, pela terceira vez. As médias de pontuação de Petrovic eram impressionantes, na liga Iugoslava era de 37.7 pontos e nas competições europeias de 33.8, com recorde pessoal de 112 pontos (40/60 arremessos, 10/20 de 3 pontos e 22/22 lances-livres) e 62 no campeonato europeu em três prorrogações.
   O atleta procurava um desafio que a liga Iugoslava não podia lhe dar, a NBA poderia, e o Portland Trail Blazzers já tinha usado a terceira escolha do Draft de 1986 para lhe escolher. Mas o atleta preferiu assinar com o Real Madrid em 1988, na época por uma bolada de 4 milhões de dólares, a polêmica foi instaurada na contratação pela idade de Drazen, 23 anos e segundo as leis esportivas iugoslavas precisara de 28 anos para a transferência. Com o Real Madrid na temporada de 1988/89 conquistou a Copa do Rei, e o Torneio das Taças empatando seus 62 pontos em competições europeias. Com apenas uma temporada na ACB, ele postou o recorde que permanece até hoje de 45 pontos e 8 bolas de três em um jogo das finais.
   Motivado pelo desafio e pressionado pelos Blazers, Petrovic começou sua carreira na NBA na temporada de 1989/90, a equipe de Portland valorizou Drazen como ala, mas tinham medo se ele teria velocidade de pés e velocidade para jogar como armador. Ele chegou como uma ameaça para bolas de três, foi um jogador agressivo que era usado para criar os seus arremessos e de seus companheiros de equipe. Infelizmente os Blazers tinham uma rotação completa de alas, com Clyde Drexler, Terry Porter e Danny Young como reserva, Drazen tinha seu tempo de jogo reduzido, com médias de 7.4 pontos em 12 minutos de jogo. Pra piorar na temporada seguinte, o veterano Danny Ainge chegou a franquia e o tempo de jogo de Petrovic caiu para 7 minutos. Após insistir, depois de 38 jogos, 20 dos quais não atuam nenhum período, ele foi trocado parando no New Jersey Nets.
Melhor momento da carreira
   Em 1991 ele chegava aos Nets, com médias de 12.6 pontos em 20.5 minutos por jogo, começava a mostrar do que era capaz. Na temporada seguinte, junto com Derrick Coleman e Kenny Anderson, conseguiu fazer a equipe chegar aos Playoffs e vencer 14 partidas a mais que na temporada passada, com médias de 26 pontos e 51% de aproveitamento. Na temporada de 1993,  aumentou sua média de pontos para 22.3 pontos, 11° melhor da liga, com 52% de aproveitamento de 45% das bolas de três, e ainda assim não foi selecionado para o All-Star Game.
   Após a temporada encerrada com a eliminação nos Playoffs para o Cleveland Cavaliers na primeira rodada, Petrovic viajou para Polônia para disputar uma classificatória para o Eurobasket de 1993. Ele estava querendo deixar os Nets, decepcionado com os colegas invejosos, e com os Nets que não tinham renovado o seu contrato, Petrovic estava indignado com a falta de reconhecimento da liga. Ele estava querendo ir jogar na Grécia e dizia-se que tinha um acordo verbal com o Panathinaikos, mas infelizmente morreu em um acidente de carro onde era passageiro, um caminhoneiro perdeu o controle e atravessou para a pista em que estava o carro com Drazen que morreu na hora, ele estava sem cinto.
   O maior destaque que teve na NBA foi ser All-NBA Terceiro Time em 1993, teve o seu número aposentado pelos Nets, mas seus números eram impressionantes, se não tivesse falecido provavelmente seguiria em evolução. Foi 2 x Campeão Europeu, 4 x Campeão Euroscar, 2 x Mr. Europa, MVP do Campeonato Mundial, Melhor Jogador da Iugoslavia, Iugoslavia Sportsman do Ano, Croacia Sportsman do Ano, MVP do Eurobasket, eleito um dos 50 melhores jogadores da história FIBA, faz parte da história do basquete mundial e merecia nossa homenagem.