sábado, 28 de fevereiro de 2015

Heróis do passado: John Havlicek

Destaque no basquete e futebol americano
   A nossa série continua e hoje vamos falar de uma lenda dos Celtics, John Joseph "Hondo" Havlicek, o ala de força/ ala armador de 1,96 e 92 kg conquistou vários títulos e fez parte de uma das gerações mais vitoriosas da história dos Celtics.
   Nos tempos de basquetebol universitário atuava por Ohio State, juntamente com John Lucas, sendo treinado pelo lendário técnico Bobby Knight, vencendo o título da NCAA de 1960 como reserva. Ainda nesse ano, foi nomeado para ser uma opção da seleção olímpica. Em 1962 foi selecionado na sétima posição pelos Celtics, e também pelo Cleveland Browns da NFL. Chegou a atuar com os Browns como wide receiver nos treinamentos, porém optou dedicar-se ao basquetebol, sendo treinado por Red Auerbach que dizia que Havlicek era a "coragem da equipe". ficou conhecido por sua resistência, sendo difícil para seus adversários o acompanharem em quadra. 
   Havlicek mudou o papel do sexto homem, e foi imortalizado por uma roubada de bola nos segundos finais de uma partida em 1965, dando a vitória aos Celtics nas finais de conferência. O ala é o líder de todos os tempos dos Celtics em pontos (26.395), 13° maior cestinha da NBA, atuou por 1270 partidas (17° que mais jogou na história da liga), foi o primeiro jogador da história a marcar 1000 pontos em 16 temporadas consecutivas, detêm o recorde de maior número de pontos em um único período de prorrogação nas finais, com nove pontos nas finais de 1974. Foi um dos melhores sextos homens da história, desempenhando esse papel apenas no começo da carreira, ele foi um dos alas mais versáteis da liga, bom como ala e como armador, um finalizador de contra-ataques excepcional, excelente marcador e finalizador, com uma grande versatilidade de arremessos e jogadas, Bill Russell resumiu a carreira do companheiro como "o melhor jogador 'all-around' que já vi". Além disso, o ala era o tipo de jogador que faria o possível para a equipe vencer, sofrer faltas, fazer faltas, roubar bolas, pegar rebotes e pontuar, ele realmente era a coragem da equipe.
   Possuí 8 títulos da NBA (1963-1966, 1968-1969, 1974-1976), 1 MVP das finais (1974), 13 vezes consecutivas All Star (1966-1978), 4 vezes consecutivas selecionado para o primeiro time da liga (1971-1974), 7 vezes selecionado para o segundo time (1964, 1966, 1968-1970, 1975, 1976), teve seu número #17 aposentado pelos Celtics, e terminou a carreira com 20.8 pontos, 6.3 rebotes e 4.8 assistências de média. Foi um jogador all-around de muita qualidade, e que marcou época mudando as funções de um sexto homem e tornando-o fundamental para o sucesso de uma equipe. 
   

O homem que mudou o jogo

   
O homem que mudou o jogo
   Ontem faleceu um precursor do basquetebol americano e fundamental para a luta contra o preconceito, Earl Lloyd foi o primeiro atleta negro da história e ajudou a tornar o basquete um esporte de todos.
   The Big Cat como era conhecido, foi a 100° escolha do draft de 1950 pelo Washington Capitols, o ala de 1,96m e 102 kg foi então o primeiro atleta negro a ser selecionado e a jogar na NBA. Ele atuou por 560 partidas com médias de 8.4 pontos e 6.4 rebotes, quando sua equipe foi vendida juntou-se ao exército e foi chamado pelo Syracause Nationals onde atuou por seis temporadas e depois jogou mais duas temporadas pelo Detroit Pistons, aposentando-se em 1960. Quando retirou-se da liga era o 43° cestinha de todos os tempos. 
   No ano de 1955 entrou mais uma vez para a história, jogando o seu melhor basquete com médias de 10.2 pontos e 7.7 rebotes, junto com Jim Tucker tornaram-se os primeiros negros campeões da NBA. Lloyd teve uma carreira sólida e memorável, não foi espetacular, mas mudou o jogo, foi pioneiro e ajudou a combater o preconceito, com certeza marcou o esporte e o tornou ainda mais espetacular. 

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Mais uma vez

   Eu iria escrever sobre a transmissão da SporTV de ontem, que foi boa, com entrevistas no local do jogo e bem organizada, mesmo que a narração seja chata. Porém, a notícia sobre Rose me chamou mais atenção, por mais uma vez lesionar o joelho e ficar de fora de uma temporada.
   Ano passado eu escrevia sobre sua segunda lesão, no momento a primeira no joelho direito e que lhe deixaria um ano fora de ação. Veio o retorno, passou a integrar a seleção campeã mundial, jogou bem nos Bulls, parecia estar recuperado e novamente uma lesão no joelho. Eu realmente não sei se a carreira dele continua, com 26 anos e três cirurgias nos joelhos para um jogador explosivo e ágil é praticamente sepultar a carreira. Não sei até que ponto Rose vai aguentar voltar, jogar, se machucar e fazer cirurgia, tomara que isso acabe mas aparentemente é algo sem fim.
   Como "atleta" eu fico sentido por ser um jogador de futuro brilhante e que pode ter a carreira encurtada por lesões, como torcedor e fã não sei como me expressar, é o jogador que reergueu o Bulls, foi o MVP mais novo da história e tornou a equipe uma força novamente, é o cara na era pós Jordan, a alma do time. Se realmente ele ficar fora da temporada, vai ser muito difícil pro Bulls, e se ele realmente tiver a carreira diminuída, parar agora ou nos próximos 5 anos, o Bulls vai passar por mais uma fase de reformulação e de pouca expressão.
   Espero que ele volte, novamente, em alto nível e com saúde suficiente para não sofrer mais lesões nos joelhos, porque realmente é uma pena um atleta de tamanha qualidade ter sua carreira marcada por lesões.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Afinados

   Quem esta afinado na temporada é o Cavaliers, depois de um período para conseguir adequar o técnico David Blat ao basquete americano, Love e Lebron ao estilo de jogo de Irving, os Cavs vem jogando muito bem e mostrando que podem sim brigar por título ainda nessa temporada.
   Na temporada a equipe têm 35 vitórias e 22 derrotas, ocupando o quarto lugar na conferência leste com uma derrota a mais que o Chicago Bulls (3° colocado). Os Cavs se encontraram em quadra e as aquisições por torca na temporada rentosas, a chegada de Mozgov, Shumpert e J.R. Smith, elevaram o nível do basquetebol e a franquia vem em ascensão. Na noite de ontem Lebron e Irving anotaram 18 pontos, Love fez 16 e pegou 16 rebotes, J.R. Smith anotou 17 pontos. Ainda, com essa pontuação Lebron passou Allen Iverson e agora é o 22° maior cestinha da história da NBA, e está a cinco assistências de ser o maior passador de todos os tempos entre os alas.
   Nos últimos dezoito jogos os Cavaliers venceram dezesseis, vem jogando um basquetebol compacto, muito forte na defesa e de contra-ataques muito rápidos, com passes longos e jogadores velozes. Com a evolução de Tristan Thompson o garrafão ficou mais forte, possibilitando que os jogadores do perímetro fiquem livres para arremessar. E com a chegada de Mozgov, a defesa ficou mais forte e o garrafão mais fechado, já que o pivô de 2,16 m é muito bom na defesa e sabe ocupar o garrafão.
   Para quem começou o ano desacreditado, agora aparecem como uma potência e com chances de título. Vamos ficar de olho neles e ver até onde David Blat leva os Cavs.



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sábado, 21 de fevereiro de 2015

Heróis do passado: Julius Erving

Tempos de ABA
   A nossa série hoje vai contar a história de uma das lendas mais respeitadas e conhecidas da NBA, o Doctor J., um dos maiores astros da história dos Sixers e um dos melhores alas da liga. Um dos únicos jogadores da história a ser campeão da NBA e da ABA, liga concorrente a NBA.
   Julius Winfield Erving II nasceu em Nassau County, Nova Iorque, aos 13 anos começou a jogar basquete pela equipe de Roosevelt High School, e foi quando ganhou o seu apelido. Em 68 começou a jogar na NCAA, como atleta da Universidade de Massachusetts, em suas duas temporadas obteve médias de 26.3 pontos e 20.2 rebotes por jogo, tornando-se um dos seis atletas da história da NCAA a ter médias de 20 ou mais pontos e rebotes por partida. 
   Na época, começo dos anos 70, o basquetebol era dividido em duas ligas (ABA e NBA) e existia uma rotatividade muito grande dos atletas por essas ligas. Em 1971 Erving começou a jogar pelo Virginia Squires como um agente livre não draftado, rapidamente se firmou como dunker e jogador de força. Em sua primeira temporada teve médias de 27.3 pontos, foi selecionado para o segundo time da liga, primeiro time dos novatos, líder em rebotes ofensivos, e segundo lugar atrás de Artis Gilmore (monstro) no prêmio de novato do ano. No ano seguinte, tornou-se elegível para o draft e foi selecionado pelos Bucks (12° posição), dessa forma jogaria junto com Oscar Robertson e Kareem Abdul-Jabbar, porém Doctor J. assinou um contrato antes do draft com os Hawks, sendo orientado por seu agente que passará a trabalhar com os Squires. O caso foi a justiça, e enquanto os advogados das equipes procuravam um acordo, Erving treinava com os Hawks ao lado de Pete Maravich, e segundo Doctor J. foram bons momentos com a equipe de Altanta. Ele chegou a jogar três partidas de exibição, mas por uma liminar da justiça teve de retornar aos Squires e os Hawks foram multados em $75.000 dólares pelas partidas em que Doctor J. jogou, pois seus direitos eram dos Bucks.
   Com seu retorno a ABA, obteve sua melhor temporada na carreira com 31.9 pontos por jogo, e no ano seguinte foi vendido para o New York Nets pois sua equipe estava com problemas financeiros. Pelos Nets ele ficou ainda melhor como atleta, liderando-os ao título da ABA de 74, batendo o Utah Jazz. Erving se estabeleceu como o jogador mais importante da ABA, seu jogo tornou os Nets em uma potência, fez a liga crescer e trouxe fãs para as partidas. A temporada de 75/76, marcou a fusão entre ABA e NBA, nas finais da ABA os Nets derrotaram os Nuggets, na pós-temporada obteve médias de 34.7 pontos e foi eleito o MVP dos playoffs, terminando a temporada entre os 10 da ABA, em pontos, assistências, rebotes, roubos de bola, tocos, percentual de lances livres, lances livres feitos, lances livres tentados, percentual de bolas de três e bolas de três convertidas. Em suas cinco temporadas na ABA, Doctor J. foi duas vezes campeão, três vezes MVP, três vezes o cestinha e quatro vezes selecionado para o time ideal.
   Os Nets e outras franquias ingressaram na NBA em 1977, e para ingressar a franquia teve de negociar Erving, os Knicks o queriam mas lhe propuseram um slário baixo, em seguida os Sixers pagaram 6 milhões para ficar com o astro, número que seria de sua camiseta e que combinava com o nome Sixers. Rapidamente tornou-se o líder dos Sixers, levando-os a uma temporada de 50 vitórias, ele tinha um papel menor na equipe, concentrava-se apenas em pontuar, mas isso o deixou desinteressado. Ainda assim, foram até as finais contra os Trail Blazzers de Bill Walton, abriram 2 a 0 na série, mas perderam o título após quatro derrotas consecutivas. O astro continuava a fazer sucesso, mas dessa vez fora das quadras, sendo um dos primeiros jogadores a ter produtos e um tênis com seu nome, gravou um filme e diversos comerciais. Enquanto isso a franquia montava um time em torno dele, é bem verdade que demorou alguns anos, algumas derrotas para os Celtics nas finais de conferência (1981 e 1985) gerando a rivalidade com Bird, uma das maiores da liga, duas derrotas nas finais para os Lakers (1980 e 1982), mas finalmente conseguiram com a chegada de Moses Malone, formando uma das duplas pivô/ala mais fortes e imparáveis da liga, perdendo apenas um jogo em todos os playoffs e vencendo os Lakers na final de 82/83. No ano de 1986 Erving anunciou que iria se aposentar, fazendo com que todos os jogos fossem lotados de fãs querendo se despedir, e o mais interessante é que foi homenageado por seus maiores rivais em seus estádios, os Lakers e os Celtics.
Mito dos Sixers
   Doctor J. teve uma carreira fantástica, um fato muito legal e que poucos sabem se deve a ele, a distância entre a tabela e o aro foi aumentada após o campeonato de enterradas de 1976 da ABA quando ele bateu a cabeça na tabela após uma enterrada. Foi o primeiro atleta da história a enterrar saltando da linha do lance livre. Seus números são de 24.2 pontos, 8.5 rebotes e 2.0 roubos de bola por partida, 2 títulos da ABA (1974/ 1976), 1 título da NBA (1983), 3 vezes MVP da ABA (1974-1976),  1 vez MVP da NBA (1981), 11 vezes NBA All Star, 5 vezes ABA All Star, 5 vezes All NBA First Team, 4 vezes All ABA First Team, Campeão de enterradas da ABA (1976), selecionado para o ABA All Time Team, teve o número 32 aposentado pelos Nets e o número 6 aposentado pelos Sixers.
   Doctor J. foi um dos melhores jogadores de todos os tempos, um homem que mudou o jogo com sua bandeja reversa e sua jogada no base-line, além de ser um ícone do basquete. Sem dúvidas um dos atletas mais conhecidos e reconhecidos da história do basquete, merece nosso respeito e admiração.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

O bom filho a casa torna

Retornando para casa

   Como diria a minha avó, "o bom filho a casa torna", definitivamente o ditado popular se aplica a Kevin Garnett, após 20 anos de sua primeira vez pelos Timberwolves ele retorna ao time em que começou a brilhar.
   Nessa quinta-feira foi confirmada a troca entre Nets e Timberwolves, Garnett retorna para seu primeiro time na NBA e Thaddeus Young vai para Nova Iorque. A troca é mais simbólica do que funcional, não por Garnett não ser um bom jogador, sim por estar mais velho, provavelmente ele volta para se aposentar e ajudar os novatos a evoluírem. Mas mesmo assim, o que Garnett fez só prova para mim que ainda existe amor pelo jogo, voltar para sua "casa" para se aposentar é algo extremamente admirável.
   Garnett é com certeza o maior jogador de todos os tempos dos Wolves, ele é o líder em pontos (19041), rebotes (10542), assistências (4146), tocos (1576) e roubos de bola (1282). O ala pivô foi selecionado na quinta posição do Draft de 1995, logo se firmou na equipe e vindo diretamente do ensino médio, dominando o garrafão e jogando demais. Logo tornou-se a cara dos Wolves, mesmo com equipes fracas e dependiam de Garnett especificamente, ele conseguiu levar os Wolves aos playoffs em oito temporadas consecutivas (1997-2004), sendo que 2004 foi o seu melhor ano como atleta, sendo o MVP da liga.
   O retorno de Garnett serve para coroar uma bela carreira de um futuro Hall da fama, ele mantém médias de duplo-duplo na carreira (18.3 pontos e 10.2 rebotes), e três recordes que ninguém alcançou, sendo o único atleta com 25000 pontos, 10000 rebotes, 5000 assistências, 1500 roubos de bola e 1500 tocos, único a anotar 20 pontos, 10 rebotes e 5 assistências por jogo em seis temporadas consecutivas (1999-2004) e o único a anotar 20 pontos, 10 rebotes e 4 assistências por partida em nove temporadas consecutivas (1998-2006). Mas o que me chama atenção é o reconhecimento que ele tem com seu passado, bem como o reconhecimento que tem com ele, me lembro de quando retornou para jogar em Minnesota após sua troca, se fosse em nosso país e um astro nos trocasse por outro time com certeza seria hostilizado e tudo de pior, mas muito pelo contrário o cara foi homenageado e ovacionado de pé, o amor que os americanos tem por seus astros deveria ser exemplo para todos. 
   Ações como a de Garnett e dos seus torcedores ainda me fazem acreditar, que mesmo vivendo em uma sociedade extremamente capitalista e materialista, o amor pelo esporte é mais forte que qualquer coisa. Parabéns Garnett por sua escolha, sucesso e seja bem vindo ao Hall da fama.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

E agora Stoudemire?

   No começo da semana uma notícia movimentou a NBA, o ala/pivô Stoudemire foi dispensado pelos Knicks e agora tornou-se agente livre, para onde vai a fera?
   Primeiramente tenho que falar sobre a carreira do astro, Stoudemire foi sim um dos astros da NBA, já foi All Star em seis oportunidades (2005, 2007-2011), novato do ano em 2003 e MVP do Jogo dos Novatos. Entrou na liga direto do high school, quando ainda era permitido pela liga, um ala de força, atlético e de muita habilidade, com um futuro brilhante.
   Seu começo foi excepcional, na sua temporada de novato obteve médias de 13.5 pontos e 8.8 rebotes, foi o novato do ano e tornou-se o primeiro novato, a vencer o prêmio de novato do ano escolhido do high school. Nessa mesma temporada anotou 38 pontos, que na época era o recorde de um novato em uma temporada. Infelizmente as lesões começaram a complicar sua carreira, em 2005 teve problemas na cartilagem do joelho, na temporada de 2012/2013 perdeu 30 jogos após lesão no joelho,  em março do mesmo ano machucou o joelho e ficou fora pelo restante da temporada, e novamente outra lesão no joelho o tirou de 13 jogos nessa temporada.

   Após sua ida para os Knicks, Stoudemire nunca conseguiu jogar com a mesma intensidade e qualidade, sua forma atlética ficou enfraquecida após a primeira lesão no joelho (2005) e seu basquetebol nunca mais foi o mesmo. Até 2011 o ala conseguiu jogar bem, se mantendo como All Star e pontuando bem (médias de 23.7 pontos e 8.5 rebotes), mas depois disso suas médias baixaram e ele passou a ter poucos minutos nos jogos. O ponto crítico foi sua dispensa na segunda, dessa forma um dos jogadores mais promissores em se começo de carreira e com um dos salários mais altos da liga não tem mais uma equipe para defender. 
   Agora começa a corrida para tentar ajustar o astro em uma equipe, nomes tem sido citados, como Clippers, Spurs, mas segundo Wojnarowski do Yahoo Sports, o nome mais forte e provável destino seria o Dallas Mavericks. A equipe texana contatou o astro e se diz satisfeita com o que ouviu, se for para Dallas jogará novamente com Tayson Chandler e pode formar uma dupla forte no garrafão. Mesmo com todas as lesões que teve, Stoudemire tem médias na carreira de 20 pontos e 8.2 rebotes por partida, e com poucos minutos em quadra ainda pode render. Se vale a aposta eu não tenho certeza, mas acredito que vale a pena tentar.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Heróis do passado: Bob Cousy

O homem que mudou o jogo
   Hoje na série Heróis do passado os fãs dos Celtics irão curtir, vou falar sobre um dos melhores armadores da história da NBA e um ícone dos Celtics, Bob Cousy. 
   Robert Joseph "Bob" Cousy, nasceu em Nova Iorque, e só começou a jogar basquete aos 13 anos, e bem na verdade não jogava bem, em seu primeiro no High School não foi selecionado para a equipe da escola. No final do ano entrou para a St. Albans Lindens of the Press League, onde desenvolveu suas habilidades e ganhou experiência, mas ainda assim, no ano seguinte foi cortado na seletiva para a equipe da escola. No ano de seu segundo corte, Cousy caiu de uma árvore e quebrou o braço direito, tendo de jogar com a mão esquerda, desenvolvendo uma habilidade ambidestra, o que o tornou extremamente versátil em quadra. Em um jogo da Press League o técnico da escola o viu jogar e ficou impressionado com suas habilidades, Cousy foi convidado para integrar a equipe, mas por problemas com uma disciplina somente ingressou no segundo semestre ao time. Quando estreou anotou 28 pontos, e na época não tinha intensões de cursar a faculdade, mas com seu sucesso nas quadras começou a dedicar-se para melhorar ainda mais no âmbito acadêmico e atlético, para facilitar seu ingresso em uma universidade.  Em seu último ano levou sua equipe ao título da divisão do Queens e anotou mais pontos do que qualquer outro jogador na história do high School de Nova Iorque. Ele aceitou uma bolsa de estudos na College of The Holy Cross em Worcester, Massachusetts, nesse mesmo verão trabalhou em Tamarack Lodge, nas montanhas e jogou uma liga local juntamente com outros jovens que iriam para a universidade.
   Em sua primeira temporada na NCAA, foi um jogador vindo do banco de reservas, o que lhe deixou indignado, Cousy queria mais minutos e logo em seu primeiro ano teve problemas com o técnico, e foi para a capela rezar para ter mais minutos em quadra. Cousy possuía um jogo refinado e a frente de seu tempo, com muitos dribles, pelas costas, passes do meio da quadra, dribles sem olhar a bola, passes sem olhar e um jogo rápido e de qualidade. Mesmo sem muito tempo de jogo anotou 227 pontos, terminando a temporada como terceiro maior cestinha da equipe, a qual obteve o recorde de 24-3. Os Crusaders entraram para o torneio da NCAA em oitavo lugar, vencendo Navy por 55 a 47, nas semifinais pegaram os Beavers e ganharam por 60 a 45, nas finais bateram os Sooners, e Cousy jogou mal, anotando quatro pontos, em 2/13 dos arremessos. Holy Cross então tornou-se a primeira universidade de New England a vencer a NCAA.  Na segunda temporada Cousy queria sair da equipe e mandou uma carta para Joe Lapchik, técnico da Universidade de St. John, o qual lhe aconselhou a ficar e esperar, pois seu técnico era um dos melhores do país e iria lhe dar mais tempo nos seus últimos anos. Sendo assim, em seu último ano o seu destino mudou, em um jogo contra Loyola a torcida pediu em coro por Cousy que entrou, anotou 11 pontos e ainda ganhou a partida no último arremesso. Depois disso tornou-se titular e levou sua equipe a 26 vitórias consecutivas, 4° lugar no país e foi eleito All-American pela primeira vez. Em 1950 Cousy encerroua carreira universitária em uma derrota para North Carolina State. 
   Foi selecionado como a 3° escolha do Draft, pelo Tri-Cities Blackhawks, o que não agradou Cousy que queria jogar em Boston, Cousy se recusou a jogar, foi então enviado para o Chicago Stags, que queria dispensar três atletas do draft, entre eles Cousy. Assim, uma reunião foi realizada pelo então comissário da NBA, com alguns proprietários de equipes, entre eles Walter A. Brown, dos Celtics, que acabou ficando com Cousy mesmo contra sua vontade. Mas não demorou muito e Cousy com médias de 15.6 pontos, 6.9 rebotes e 4.9 assistências, foi eleito para a primeira de suas 13 consecutivas All NBA First Team. Cousy liderou os Celtics até os Playoffs de 51, perdendo para os Knicks. No ano seguinte chegaram aos playoffs novamente, com Cousy com médias de 21.7 pontos, 6.4 rebotes e 6.7 assistências, mais uma vez First Team, porém novamente derrotados. 
   A temporada de 53 foi de progresso, Cousy chegou a 7.7 assistências de média, ganhando seu primeiro título de líder de assistências dos oito consecutivos que obteve.  Nos playoffs venceu o Syracause Nationals por 2 a 0, sendo que o segundo jogo é um dos mais famosos da história, com 4 horas de duração em quatro prorrogações, onde Cousy anotou 50 pontos em 66 minutos, acertando 30 lances livres em 32 batidos, mas mesmo assim perderam para os Knicks. Nas três temporadas seguintes foi o líder em assistências, com médias de 20 pontos e 7 rebotes, sendo três vezes First Team, All Star e MVP de 1954. A NBA atribui a Cousy a mudança no estilo do jogo, com movimentos de basquete de rua, passes sem olhar, passes do meio da quadra, o "fast break", habilidade ambidestra, drible pelas costas, tudo isso contrastava com um jogo lendo e estático da liga, logo sendo habilidade de "Houdini of the Hardwood". Em 1957 começou a melhorar as coisas, com a chegada de Bill Russel, os Celtics tiveram uma temporada de 44-28 e venceram o seu primeiro campeonato. A temporada de 59 marcou o inicio de uma dinastia, que durou até 1963, com os Celtics vencendo a liga e com Cousy jogando cada vez melhor. 
   Aos 35 anos, em 1963 Cousy se aposentou, como testemunho por seu legado  o presidente John F. Kennedy, disse que seu jogo carregava a marca de suas habilidades raras e ousadia competitiva. Não tem como ser mais reconhecido que isso.  Cousy terminou sua carreira com 6 títulos (1957, 1959-1963), MVP de 1957, 13 vezes All Star (1951-1963), 2 vezes MVP All Star Game (1954 e 1957), 10 vezes NBA First Team (1952-1961), 8 vezes líder em assistências (1953-1960), com médias de 18.4 pontos, 7.5 assistências e 5.3 rebotes por jogo.
   Depois da NBA foi técnico do Boston College por seis temporadas, com 114 vitórias e apenas 38 derrotas, após cansar do basquete universitário tornou-se técnico do Cincinnati Royals, treinando Oscar Robertson, seguiu com a equipe mesmo com sua mudança para Kansas City/ Omaha, treinou os Kings e aposentou-se com um recorde de 141-209. Trabalhou ainda como comissário da NFL e atualmente é consultor de marketing dos Celtics.
   Cousy fez história e mudou o jogo, jogando na época que não havia relógio de posse de bola em um estilo lento, e impôs um jogo rápido, com transição rápida, com dribles vistos apenas no basquete de rua, não tinha como não ser uma lenda. Com certeza foi um dos melhores armadores da história e merece ser lembrado.
   

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

O melhor final de semana do ano

   Não, eu não me refiro ao carnaval, tão pouco a algum show badalado, falo do final de semana das estrelas, que para nós amantes do esporte da bola laranja é o melhor final de semana do ano.
   O que já era bom ficou ainda melhor, espera-se, algumas mudanças ocorreram, a principal delas e a mais interessante foi no jogo dos novatos. Até ano passado Shaq e Barkley escolhiam e montavam as equipes, porém a partir desse ano o jogo contará com a equipe mundo, composta pelos novatos de todos os países da liga, e o time USA com os jovens americanos. A partida entre os novatos é mais acirrada que a de domingo, e essa ação promete deixar o jogo ainda mais pegado, já que os americanos odeiam perder.
Competidores de três pontos
   Pois bem, o final de semana das estrelas se inicia amanhã as 22 horas, como de costume com o jogo das celebridades, aquele rachão de "fim de semana" com os amigos, que serve para darmos boas risadas e as vezes nos surpreender com alguns astros bom de bola. Depois vem o melhor da noite de sexta, o desafio dos novatos, que com tais mudanças promete ser ainda melhor do que já era. No sábado, para mim o melhor dia, temos as competições, o desafio de habilidades dos armadores, seguido do Shooting Stars, que reúne astros do passado, jogadores da NBA e da WNBA, e Bosh vem para defender o seu bi-campeonato. Em seguida tempos o campeonato de três pontos, que têm como participantes esse ano, Stephen Curry, Kley Thompson, Marco Bellinelli, Kyle Korver, Irnving, J.J Redick, Harden e Matthews, minha aposta é Korver, líder da liga em aproveitamento. 
  


   E para encerrar a noite temos o campeonato de enterradas com Victor Oladipo, Zach Lavine, Plumlee e Giannis Antetokounmpo, somente tos novatos, e espero sinceramente que coisas novas aconteçam, novas enterradas ou até que retornem a o antigo sistema disputa. No ano passado tentaram modificar, tivemos mais enterradas, uma competição por equipes e ao mesmo tempo individual, mas que não empolgou, há exceção da enterrada final do John Wall. Vamos esperar e ver o que vem por aí.
   No domingo os astros da liga, os que nós escolhemos, ou melhor dizendo os que sobreviveram a temporada irão jogar, nunca vi tantas trocas por lesão em um All Star Game. Mas mesmo assim o jogo é sempre repleto de astros e promete um show de jogadas sensacionais. E aí, é ou não o melhor final de semana do ano?




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sábado, 7 de fevereiro de 2015

Heróis do passado: Wilt Chamberlain

O recorde que jamais será batido
   Hoje na série heróis do passado vou falar sobre um dos melhores, e para muitos, o melhor pivô de todos os tempos, o cara que mais pontos fez em um jogo na história e que para mim é o recorde mais impossível de ser batido da NBA. Com vocês, Wilton Norman "Wilt" Chamberlain.
   O pivô nascido na Filadélfia, começou a jogar basquete após um período como atleta de atletismo, já que pensava que o basquete era um esporte para maricas, mas como ele mesmo disse, na Filadélfia era o rei dos esportes. Após começar a jogar basquete logo destacou-se, Chamberlain já era bem alto e dominava com facilidade seus marcadores, com seu talento para pontuar, bloquear arremessos e força física, recebeu seus três apelidos mais famosos, Golias, Wilt the stilt e o seu favorito, The Big Dipper. No high school jogou por Overbrook Panthers, em seu primeiro levou os times as finais da cidade e só perderam por uma marcação tripla que sofreu, o contendo em meros 29 pontos. Sua segunda temporada anotou o recorde de pontos de sua escola, 71  contra Roxborough, nesse ano sendo os campeões da cidade. Em seu último ano consegui anotar uma sequência de 74, 78 e 90 pontos, terminando sua passagem com dois campeonatos, levando a equipe a um recorde de 56/3 e tornando-se o maior cestinha da história do high school, com médias de 37.4 pontos por jogo.
   Nem preciso dizer que muita gente o queria na universidade, mas apenas 200 universidades demonstraram interesse, quem levou o cara foi a Universidade de Kansas (KU). Ele era um astro na Filadélfia e foi enfrentar muito preconceito em Kansas, em 1955 muitos lugares eram proibidos para negros, mas Chamberlain simplesmente ignorou o preconceito e disse que amava viver em Kansas. O pivô fez sua estreia em dezembro de 1956, anotando 52 pontos e 31 rebotes, quebrando os dois recordes de todos os tempos da universidade. A cada ano que passava o pivô aumentava seu repertório de arremessos e ações ofensivas, o que o tornava cada vez mais superior a seus adversários. Infelizmente, mesmo sendo dominante não conseguiu sagrar-se campeão da NCAA, mas foi duas vezes All-American nesse período, e foi eleito o Mais Proeminente Atleta do Final Four.  Por tudo isso teve seu número (13) aposentado pelos Jayhawks  em 1998.
Mestre do entretenimento
   Depois disso veio a carreira profissional, e o que o torna mais fascinante ainda é que começou como um Harleem Globetrotters. Chamberlain após um ano frustrante na Universidade queria tornar-se profissional, mas naquela época a NBA não aceitava atletas que não tinham concluído a faculdade. Sendo assim, ele optou por jogar com os Globetrotters, recebendo 50000 mil dólares, o que equivaleria hoje a 409 mil. Participou de uma turnê na União Soviética de muito sucesso em 1959, e quando estava no fim de carreira juntava-se aos Trotters na off-season para se apresentar e entreter o publico, sendo assim, teve o seu número (13) aposentado pelos Trotters. Em outubro de 59 ingressou na NBA, pelo Philadelphia Warriors, sendo uma escolha territorial, sendo a primeira vez na história que um jogador foi escolha territorial por sua fama pré universidade. Já em seu primeiro jogo como novato anotou 43 pontos e pegou 28 rebotes, ele era tão dominante que teve médias de 37.6 pontos e 27 rebotes por partida, sendo eleto o novato do ano e o MVP da temporada. Foi atleta dos Warriors até a temporada de 1964, quando retornou para a Filadélfia, sua terra natal e foi defender os Sixers onde ficou até 1968, em seguida jogou nos Lakers até 1973. Poucos sabem, mas ainda nesse ano o pivô foi atleta e treinador do San Diego Conquistadors da ABA, liga rival da NBA, porém foi impedido de jogar devido a um processo dos Lakers pois ainda havia um ano de contrato a ser cumprido. Assim, pode apenas ser o técnico, mas estava mais preocupado com sua biografia de modo que seu auxiliar técnico treinava a equipe mais que ele, em muitos jogos se ausentou para sessões de autógrafo e afins, e seu time perdeu nas semifinais de divisão daquele ano. Depois dessa passagem Wilt se aposentou do esporte profissional. 
Últimas temporadas da lenda
   Wilt foi um dos maiores nomes da história, duas vezes campeão da NBA uma com os Lakers e outra com os Sixers, MVP das finais de 72, quatro vezes MVP sendo três consecutivos de 66 a 68, 13 vezes All-Star, 7 vezes eleito para o time ideal da liga, 7 vezes seguidas o cestinha da NBA de 60 a 66, 11 vezes o líder em rebotes, 1 vez o líder em assistências, é o líder de todos os tempos da NBA em rebotes, fez o maior número de pontos em uma única partida (100), recordista de pontos em uma única temporada (4029), líder em pontos de todos os tempos do Philadelphia/San Francisco/ Golden State Warriors e tem sua camiseta aposentada por todos os times em que atuou. Terminou a sua carreira com médias assustadoras, 30.1 pontos, 22.9 rebotes e 4.4 assistências por partida, com certeza um dos melhores de todos os tempos e que possuí recordes impossíveis de serem alcançados, sua rivalidade com Bill Russell é uma das mais conhecidas da história do basquete e que talvez tenha sido a maior, devido a dominância de ambos em suas posições, certamente foi um herói do basquete e deve ser sempre lembrado.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

NBA na Sportv


   Acabo de ver uma notícia sobre a parceria entre NBA e Sportv, um contrato de oito anos será firmado e as transmissões começariam no dia 24 de fevereiro. Ainda não consegui confirmar a informação, mas vou fazer aqui meus comentários por dois pontos de vista.
   Primeiro, como amante do esporte fico feliz em termos mais um canal disponível para os jogos da NBA, além do Sports +, Space e ESPN, além de ser uma alternativa mais viável para quem utiliza a televisão por assinatura, já que a Sportv está normalmente em todos os pacotes. Teremos mais um canal para discussão sobre basquete, noticiário sobre a NBA e com dedicação em sua agenda para os jogos. Além disso, será mais uma forma da liga crescer em nosso país, bem como os praticantes do esporte e as transmissões ajudam muito nisso.
   Partindo desse ponto, sobre as transmissões, fico com receio em relação a Sportv, como já citei em uma publicação recente, com exceção do Byra Bello, os demais analistas não possuem um conhecimento profundo de basquete pela forma como falam e sobre a narração não posso opinar, até que acho razoável. Porém, se esse contrato for acabar com as transmissões da ESPN eu fico indignado, pois podem tirar as transmissões de uma emissora com 25 anos de experiência na NBA, com os melhores especialistas em NBA do país, que realizam transmissões de altíssima qualidade e possuem programas especiais exclusivamente sobre esportes americanos. Não puxo o saco da ESPN, apenas admiro o trabalho que eles executam e o qual acompanho a 15 anos, e acho que são os mais indicados para as transmissões e coisas afins.
    Ainda assim torço para que todas as emissoras transmitam a NBA, e que o basquete só cresça em nosso país.

Flamengo e "seu" ginásio...

Eu reclamo de Pelotas. Eu penso que é um desrespeito uma cidade com mais de 300 mil habitantes depender do SESI para ter um ginásio adequado a prática esportiva de alto nível no basquete. Jogos regionais e até estaduais temos opções, mas se quisermos fazer algo que atraía a região sul do Brasil ou clubes de ponta, dependemos do apoio do SESI. Se quisermos ter uma equipe de base, a situação complica de vez. Mas somos uma cidade pequena, com uma história também pequena em termos do basquete, mesmo que tenhamos jogadores nascidos por aqui na LNB e até em seleções brasileiras.
Entretanto, quando vi a entrevista do sr. Alexandre Póvoa, diretor do Flamengo, afirmando que "não tem um ginásio para jogar em uma cidade que vai sediar os jogos olímpicos", tive que rir.... Pensei, no momento: como pode, é o Rio de Janeiro?!?! Como pode um clube como o Flamengo depender da Arena, do Maracanãzinho e do Tijuca e reclamar dos jogos Olímpicos por sua desorganização? Como isso é possível, o maior clube do Brasil estar nessa situação?
Então, imediatamente eu penso no Corinthians de Santa Cruz do Sul - campeão com o time de Ary Vidal - e que não manteve a equipe competitiva, mas está na história. Os jogos daquela final ocorreram em Porto Alegre, pois o ginásio do Corinthians era pequeno para a ocasião. O que fez a cidade? Construiu um complexo magnífico! Santa Cruz do Sul tem em torno de 200 mil habitantes e tem mais um ginásio em ótimas condições. Recentemente, a cidade de Lajeado, sócia-fundadora da Liga Nacional de Basquete, também foi premiada com um moderno ginásio e deve ter pouco mais de 100 mil habitantes. E se parto para Porto Alegre, vejo que estamos com um Tesourinha em boas condições, mas com mais de 20 anos de vida e sem reformas que o modernizassem... Porto Alegre, gira em torno de 2 milhões de habitantes e o basquete sempre foi forte nos clubes, que possuem seus ginásio, como o do Grêmio Náutico União, que tem recebido jogos da Liga de Desenvolvimento, e o da SOGIPA.
Mas e o Rio de Janeiro, não possui infra-estrutura para o Flamengo jogar? O Flamengo não tem um ginásio que dependa da cidade e da boa vontade do Tijuca? Qual a população do Rio de Janeiro? Ora, construa um ginásio, maior clube do Brasil! O que é inaceitável foi a entrevista do Diretor do Flamengo. Mas se continuar dependendo, Ou jogue no moderno ginásio da ESEFEX, na Urca, mesmo local que Bernardinho comando os treinos e testes das seleções de voleibol e treina sua equipe feminina. Veja a imagem, ruinzinho o ginásio, né?

Novo ginásio da ESEFEX, na Urca, Rio de Janeiro.
Mas a choradeira de ontem não acabou. Com certeza a culpa é do COB e da CBB o Flamengo não ter ginásio próprio - estou especulando, já que a culpa por não providenciar a documentação solicitada foi da diretoria do Flamengo e não destas entidades e dos órgãos municipais e estaduais. O Flamengo foi comunicado, em setembro de 2014, que deveria cumprir com as exigências para o ginásio do Tijuca e teve 60 dias para cumprir com tais solicitações. Então, eu pergunto: o Sr. Alexandre jogou para a torcida? Empurrou para a LNB a culpa de sua INCOMPETÊNCIA ADMINISTRATIVA? A nota distribuída pela LNB na noite desta quinta-feira esclarece todos os fatos e mostra que as pessoas que administram o esporte brasileiro precisam aprender a se responsabilizar por seus erros e a solucionar os problemas dos seus clubes sem transferir para terceiros a responsabilidade.
Finalmente, devo parabenizar a LNB pela seriedade e profissionalismo que tem tratado o basquete brasileiro. Posso não concordar com tudo, mas reconheço que há uma linha de ação que determina as decisões da entidade. Isto é gestão. Precisamos aprender com isto e adaptarmos o que nos serve para nossa prática. 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Reencontrando-se

Voltando a jogar com força e sendo fundamental para a equipe
   
   A temporada serve para revelar alguns atletas, confirmar as expectativas sobre os novatos e reerguer a carreira de alguns atletas. Um bom exemplo dessa última realidade é Josh Smith, o craque volta a jogar em alto nível e ser fundamental no Houston Rockets. Mas o que mudou?
   O ala que começou sua carreira em 2004, quando foi o 17° escolhido do draft pelo Atlanta Hawks, vindo para ser a estrela da equipe e carregar o time. Começou de forma lenta mas foi se aprimorando, a ponto de em 2007 se tornar o jogador mais jovem da história a chegar a 500 tocos na carreira e em 2010 o mais jovem a alcançar 1000 tocos na carreira. Com a equipe de Atlanta chegou aos playoffs por seis anos consecutivos, infelizmente sem conseguir chegar muito longe. 
   Em 2013 foi para os Pistons, com um contrato bom e com intenção de agregar ao time de Detroit e ir longe na liga. Infelizmente nunca encontrou o seu melhor basquete, óbvio que teve boas atuações, porém não foi tão constante como era. Smith terminou sua passagem pelos Pistons com 105 jogos disputados, obtendo médias de 15.5 pontos, 6.9 rebotes e 3.7 assistências por partida, médias razoavelmente boas, mas abaixo das expectativas geradas sobre si.
   O que mudou? Primeiramente que foi jogar em uma equipe que possuí um elenco forte e sólido, com jogadores experientes e jovens com habilidades absurdas. Segundo, foi para ser mais um bom expoente do banco juntamente com Corew Brewer, sendo que ambos eram titulares em suas equipes, mas isso parece não interferir e Smith tem jogado muito bem e vem sendo fundamental para os Rockets. O ala pivô foi uma excelente contratação para os Playoffs, é um cara alto e que consegue conduzir a bola, possuindo um bom controle de bola (raro para sua posição) e consegue armar o jogo se necessário. Para os Rockets Smith é perfeito e para Smith os Rockets são sua redenção, ambos felizes e em terceiros no oeste, com força para o título e em ascensão. 

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Fazendo história

Starters do melhor time do leste e da melhor campanha da liga

   Essa temporada está sendo sensacional para o Atlanta Hawks, líder do lado leste com um elenco sem nada de especial e ainda quebrando recordes, não tem como ficar melhor.
   Ontem a noite os Hawks perderam fora de casa para os Pelicans, mas ainda assim possuem o melhor recorde do leste com 40 vitórias e 9 derrotas, nem Bulls, nem Cavaliers, favoritos na conferência conseguiram vencer os Hawks. A equipe conseguiu uma sequência de 19 vitórias, a maior da história da franquia, havendo perdido sua última partida dia 26 de dezembro para os Bucks e acabando ontem, mas o que realmente entrou para história foi o que fizeram em janeiro.
   Até esse ano, nunca na história da liga uma franquia havia vencido todos os seus jogos do mês de janeiro, os Hawks jogaram e venceram 17 partidas e contra equipes que são candidatas a título, entre elas Clippers, Grizzlies, Trail Blazzers, Nuggets, Thunders e Rockets. Se eles tem chance de título? Se jogarem como vem jogando, com certeza, mesmo o lado leste sendo mais "fraco", os Hawks estão dominando com folga e detêm o melhor recorde da NBA. Até onde eles podem chegar é uma incógnita, mas com certeza ainda vão surpreender muita gente e podem sim ser os campeões da conferência leste.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Heróis do passado: Larry Bird

A lenda dos Celtics
   Hoje a série heróis do passado vai falar sobre, pra mim, o melhor jogador branco da história da NBA, Larry Bird. O ala de 2,06 m fez história na liga jogando por toda sua carreira, treze temporadas, pelo Boston Celtics e gravando seu nome para sempre. Foi três vezes campeão da NBA e infelizmente, aposentou-se por problemas crônicos nas costas quando ainda tinha muito basquete para jogar.
   Larry Joe Bird, nascido em West Baden, Indiana, usava o basquete como uma maneira de esquecer seus problemas familiares, já que seus pais se divorciaram quando estava no high school e seu pai Joe cometeu suicídio no ano seguinte. O astro fez sua estreia pela Springs Valley High School, anotando 31 pontos, 21 rebotes e 4 assistências e como senior tornou-se o cestinha de todos os tempos da escola. Em 1974 ganhou uma bolsa de estudos e foi para Indiana, porém após menos de um mês deixou o campus e foi para sua cidade natal, procurando uma adaptação para a população de sua pequena cidade e a gigantesca massa de estudantes. Em seu retorno matriculou-se em um colégio local e trabalhou por um ano até se matricular na Universidade do Estado de Indiana (Indiana State) em 1975. Pelos Sycamores conseguiu levar a equipe até as finais pela primeira vez na história e foi o destaque na final contra o Michigan State em 1979, jogando contra um armador que seria adversário da NBA, o famoso Magic Johnson. Nessa temporada foi nomeado o Atleta Universitário do Ano e em sua carreira universitária obteve médias de 30.3 pontos, 13.3 rebotes e 4.6 assistências por jogo. 
   Como era de se esperar, no draft de 1978  Bird foi selecionado na sexta posição, porém não jogou de imediato nos Celtics, até porque sua escolha foi para si uma surpresa. Bird voltou a Indiana e jogou sua última temporada, só depois disso que assinou seu primeiro contrato com os Celtics. Logo de imediato o jovem jogador mostrou seu potencial de estrela, em pouco tempo tornou-se titular ajudando os Celtics a melhor seu recorde em 32 vitórias, chegando as finais da conferência leste. Com médias de 21.3 pontos, 10.4 rebotes, 4.5 assistências e 1.7 roubos de bola por jogo, foi eleito para o All Star Game e ganhou o título de novato do ano. Em 1980 os Celtics fizeram movimentações fantásticas no mercado, ajudando Bird e a franquia, selecionaram Kevin McHale e adquiriram por troca Robert Parish, formando assim um dos melhores trios da história, um trio de jogadores do Hall da Fama. Nem preciso dizer quem venceu o campeonato né? Bird chegou ao seu primeiro título da NBA, com médias de 21.9 pontos, 14 rebotes, 6.1 assistências e 2.3 roubos de bola por jogo na pós-temporada, e nas finais médias de 15.3 pontos e rebotes, e 7 assistências por partida.
   A partir de 1983, Bird começou a passar por seu melhor momento na carreira e também o mais intenso, nesse mesmo ano foi o MVP da liga e levou os Celtics as finais contra os Lakers, e novamente para encontrar seu rival de universidade, Magic Johnson. O ponto alto foi o jogo quatro, onde após uma falta flagrante um briga generalizada ocorreu e acabou com os Lakers, os Celtics fecharam a série no sétimo jogo e Bird foi o MVP das finais com médias de 27.4 pontos, 14 rebotes e 3.6 assistências por partida. Novamente na temporada seguinte (1984) foi eleito o MVP e  novamente enfrentando os Lakers nas finais, porém perdendo no jogo seis. A temporada de 1985 fez Bird atingir outra marca histórica, tornando-se o terceiro atleta na história a ser o MVP da liga três vezes consecutivas. Para melhorar, com a chegada de Bill Walton por trocas, Bird liderou os Celtics as finais novamente, e contra o Houston Rockets levou mais uma taça, anotando 24 pontos, 9.7 rebotes e 9.5 assistências por partida na série. Aliás, este time, os Celtics de 1986 foram ranqueados como um dos melhores times da história da NBA. 
   Os anos finais da década de 80 não foram dos melhores, em 87 Bird chegou as finais pela última vez, perdendo para um Lakers muito dominante e que vinha de um retrospecto de 65 vitórias na temporada. No ano seguinte perderam as finais de conferência para os Bad Boys de Detroit, depois disso o astro começou a ter problemas de lesão. A primeira em 89 quando jogou apenas seis jogos e teve de retirar osteófitos dos ombros e calcanhares, tinha problemas nas costas há anos que começaram a piorar, passou por uma cirurgia para remover um hérnia de disco em 1991, mas os problemas persistiram e culminaram em sua aposentadoria. No dia 18 de agosto de 1992 Bird anunciou sua aposentadoria, anotando em média 24 pontos, 10 rebotes e 6 assistências por jogo, com 49,6% de aproveitamento dos arremessos, 88,6% dos lances livres e 37,6% dos arremessos de três pontos, por conta disso teve sua camiseta aposentada pelos Celtics.
O melhor jogador branco da história
   Após sua aposentadoria Bird trabalhou como assistente especial de 1992 até 1997, em seguida aceitou uma proposta para treinar o Indiana Pacers, mas disse que não o faria por mais de três anos. O ex-jogador mostrou seu dom para a carreira, em 1998 levou os Pacers ao melhor recorde da franquia (58-24) e nas finais de conferência e forçou os Bulls a uma suada vitória apenas no jogo sete. Nesse ano foi eleito o técnico do ano, tornando-se o único atleta a ter o título de MVP e técnico do ano. Em 2000 saiu do cargo, como havia prometido, assumindo o posto de presidente das operações de basquete em 2003, sendo responsável por supervisionar técnicos e jogadores, bem como planejar as seleções da equipe para o draft. Na temporada de 2011/2012, Bird ganhou mais um título sendo eleito o executivo do ano. Em 2013 Bird se tornou o presidente de operações dos Pacers, cargo que ocupa até hoje.
   Sua carreira foi premiada, tanto como atleta quanto técnico, administrador ou presidente, isso faz de Bird uma lenda inesquecível. Só para terminar esse texto falo do momento mais celebre de sua carreira o Dream Team de 1992, a primeira equipe com jogadores da liga profissional que participou dos Jogos Olímpicos e deu muito show, e fez muitos de nós amar o basquete. Por tudo isso e por seus 3 MVP da liga, 2 MVP das finais, 3 títulos da NBA, 12 x All Star, ser 2x membro do clube 50-40-90 (50% de aproveitamento dos arremessos de quadra, 40% da linha dos três e 90% do lance livre em uma temporada), devemos todo nosso respeito e admiração.