segunda-feira, 29 de junho de 2009

Arbitragem: no futebol ou no basquete é tudo sempre igual...

Sou gremista e estou muito triste com a atitude do Maxi Lopez, da diretoria do Grêmio e da torcida que apoiou uma atitude preconceituosa – espero que a justiça faça seu trabalho com competência. Mas hoje o tema é arbitragem: nas finais da NBA Phil Jackson foi multado duas vezes (creio que o total foi US$ 50,000.00 ou R$ 100.000,00). Depois Marcelinho criticou a arbitragem do quarto jogo da NBB, realizado em Brasília e que teria favorecido o time da casa que ou vencia ou veria o adversário comemorar o título na capital federal – aliás, para o marketing o jogo final ter sido no Rio foi muito melhor. Para o bolso dos clubes mandante.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Racismo, notícias...

O que a mídia tem dito sobre o Racismo no jogo entre Cruzeiro e Grêmio.

Aqui a discussão: http://migre.me/2Nqg;

Nesse link o fato, por zero hora: http://migre.me/2Nqu;

Nesse o áudio: http://migre.me/2NqH;

UOL Esportes: http://migre.me/2NrD

LanceNet: http://migre.me/2Ns0

E ainda surge uma desculpa para o fato e ela foi realizada pelo Sr. Duda Kroeff, presidente do Grêmio Football Porto Alegrense: "deve ter sido um mal-entendido, confusão de idiomas, pois o Maxi é uma das pessoas mais educadas que conheço".  Fazemos confusão com o Espanhol?

Espero muito mais do que esse simplismo do presidente do Imortal Tricolor. Estou com o Boris Casoy no meu ouvido: “É uma vergonha!!!”

Maxi Lopes, racismo é crime no Brasil

Inaceitável a atitude racista de Maxi Lopes no jogo de hoje (24/6) contra o Cruzeiro. O Brasil é um país multirracial, formado por portugueses, holandeses, alemães, russos, franceses, italianos em regiões específicas e o negro em todo o território nacional, sendo que no passado foi o escravo, o ser humano sem direitos, transformado em animal. Hoje somos, no mínimo, 50% da população desse país. Isso persiste em algumas mentes por aqui e os argentinos são sempre protagonistas de atitudes racistas nos jogos de futebol – ou já esquecemos o que aconteceu no Morumbi anos atrás. A disputa esportiva, a pressão do jogo não dá direito a nenhum dos protagonistas de ofender o companheiro de disputa, por que é o que são: o Cruzeiro não jogaria sem o Grêmio e vice-versa, logo são co-dependentes para que o jogo ocorresse.

sábado, 20 de junho de 2009

O fiasco da seleção sub-16 ainda é reflexo do Grego

Muitos blogueiros estão exprimindo o descontentamento com o resultado que a seleção Sub-16 masculina teve na Copa América/Pré Mundial que está em fase final – irá disputar de 5º a 8º lugares (a partir de hoje) e está fora do mundial de 2010. Eu também quero um basquete vencedor. Nisso concordamos. Mas o ponto, creio eu, não são as derrotas, já que para quem trabalha com o esporte elas seriam previsíveis e ainda de responsabilidade da gestão anterior que fez a preparação desse grupo nos últimos anos. Dificilmente haveria mudança de esquema de jogo com outros técnicos com 4 semanas de treinamento e tratando-se de seleção de base.

Eu penso que as reflexões do Sr. Carlos Nunes estão voltadas para o futuro e incluem o legado que a sua gestão irá deixar. Creio que, entre outras questões, ele tem refletido sobre:

  • como massificar os campeonatos de base nos estados?
  • como alavancar o basquete a partir dessa massificação de maneira que o crescimento quantitativo nos estados resulte em qualidade nas seleções?
  • paralelo ao que faremos para o futuro, como qualificar, imediatamente, o trabalho das comissões técnicas de base que nos leve, já a partir de 2010, revertermos as recentes derrotas no continente que não podem ocorrer (Uruguai, Venezuela...)?
  • quem deve comandar o trabalho de base das seleções?
  • quem seria capaz de conduzir uma reestruturação nas seleções de base capaz de redesenhar o treinamento, qualificar as ações em torno dos fundamentos e, progressivamente, rever e aplicar novos conceitos de ataque e defesa já que a filosofia atual tem sido derrotada constantemente?
  • como qualificar (enviar para estágios na Europa ou nos EUA?) os técnicos de base do Brasil – primeiro os das seleções e depois os das seleções dos estados e massificar/multiplicar isso pelo Brasil?

Portanto, há muitas perguntas sem respostas que devem estar fervilhando na cabeça do Sr. Carlos Nunes e, reconheço, certamente ele está elaborando um caminho que altere a situação atual. Não tem como em 60 dias a troca de um presidente mudar toda a estrutura do basquete brasileiro – lembrando que o projeto para a gestão esta em fase de elaboração e a partir dele esperamos ver diversos programas para revolucionar o basquete brasileiro, já que a consultoria (Brunoro Marketing Esportivo) é capacitado para desenvolver um grande projeto.

Entretanto, se o comando das seleções permanecerem com os mesmos técnicos, com as mesmas idéias e aplicações técnico-táticas, baseados na atual e derrotada filosofia de jogo, a gestão do Sr. Carlos Nunes fracassará certamente.

Como todos os blogueiros e basqueteiros do país eu espero que o Brasil passe a dominar o basquete na América do Sul e a participar de todos os mundiais das categorias de base, refletindo nas seleções adultas. Porém reconheço e aceito que isso seja feito em dois ou três anos e que só ocorrerá se visualizarmos mudanças significativas no comando e, principalmente, na filosofia de jogo das seleções. Nossos resultados nesse ano são reflexo do “belo trabalho” realizado pelo Grego em 12 anos (o segundo mandato mais longo na CBB entre os seis presidentes que a entidade teve), do qual o Sr. Carlos Nunes diz ter sido voz discordante, portanto, fará diferente e embasado em planejamento elaborado pela já citada Brunoro Marketing Esportivo.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Jogos Olimpicos no Brasil... Nem em 2019!!!

Senhores,

eu vivo o esporte com muita paixão. Profissionalmente, meus posicionamentos, me afastam de grandes clubes, bons salários e muitos títulos. Pessoalmente, minha ética não me permite compactuar com maracutais das mais diversas ordens. A Cidade precisa de melhorias estruturais e ações que mudem significativamente a qualidade de vida de seus cidadãos que grandes complexos esportivos não irão trazer. Será, como no Pan de 2007 uma grande orgia com o dinheiro público e uma falta de explicações que serão substituídas por risos e respostas incertas. E o tempo vai passando... E no Brasil esquecemos das coisas com o tempo.

Portanto, registro na imagem dessa postagem meu posicionamento contra uma edição dos jogos olímpicos no Brasil. Não sou contra Jogos Olímpicos, pelo contrário, assisto tudo que posso, torço desesperadamente e analiso nossas chances com base no treinamento e nos desempenhos de nossos atletas. Isso não me dá o direito de querer que o país pague pelo que a iniciativa privada não conseguir captar – ela não vai “conseguir” captar os recursos necessários e o país terá que pagar a conta, como ocorreu com o Pan de 2007. Os jogos de Montreal levaram 30 anos para serem pagos. Imaginem quantos anos levarão uma edição realizada no Brasil... Somos – e não sou eu quem digo, são organizações internacionais – um dos países mais corruptos do mundo.

Registro também meu apoio a Alberto Murray Neto e todos que percebem o quão prejudicial será para o Brasil um evento dessa magnitude.

“Achei que convinha mais correr perigo com o que era justo do que, por medo da morte e do cárcere, concordar com o injusto”

(Sócrates, o filósofo).

CAN x AMN ou Resistindo ao AI-5 do COB (*)

Pasmem: a perseguição, as ameaças e o poder de polícia, utilizado indevidamente, continuam. A pergunta que quero ter respondida é: um advogado, no Brasil, pode agir com poder investigatório e exigir respostas da parte contrária sem estar na presença e sob as ordens de um juiz? É o que fazem os advogados do senhor Carlos Arthur Nuzman em documento enviado (e publicado) ao Alberto Murray Neto.
Então, o Sr. Carlos Arthur Nuzman, advogado, contrato representantes legais e utiliza-se dos artigos 138, 139 e 140 (calúnia, difamação e injúria) do Código Penal para ganhar tempo com factóide jurídico, que entupirá a justiça, causará perda de tempo com audiências, juntada de documentos, busca de testemunhas para tentar fechar o blog de Alberto Murray Neto. Qual objetivo? 

terça-feira, 16 de junho de 2009

Alberto Murray Neto e mais uma vitória no Rio2016

A primeira pergunta que me fiz quando tive contato com Alberto Murray Neto foi por que alguém na situação confortável que se encontra, com o status quo que possui, contrapõe o COB? Por que um advogado bem sucedido, neto do presidente do COB por três décadas, membro do COI, contrapõe o COB? Por quê?

Pois bem, Aberto Murray Neto não precisa de minha defesa, pois vai se sair muito bem de todos os contratempos que tiver que passar em função da coragem que possui para enfrentar o COB e suas manobras. Ele também não precisa da defesa de José Cruz, jornalista conceituadíssimo do Correio Brasiliense. Nós é que precisamos de brasileiros como ele. Brasileiros que amem o esporte e o defendam da corja que o manipula e se beneficia através do (mal) gerenciamento do mesmo. Isso ocorre nos clubes. E isso tem ocorrido no COB, como a fracassada, manipulada e interesseira assembléia de eleição de Carlos Artur Nuzman demonstrou, esse ex-atleta que ergueu o voleibol e, em algum ponto da história, se perdeu.

É fácil para o sr. Nuzman me processar, como o é fazê-lo contra todos que se posicionam contra os roubos, as maracutaias e os enriquecimentos ilícitos que ocorreram no Pan 2007, quiçá no que esta sendo planejado para 2014 (Copa do Mundo de Futebol) e no que está sendo elaborado, com o nosso dinheiro, para os jogos de 2016, caso o Rio de Janeiro seja a cidade vencedora.

Inútil gritar, eles são surdos;

Impossível gesticular, pois eles são cegos;

Ineficaz propor o debate, pois ele será “pra boi dormir”;

Muito fácil e saudável ($$$) calar-se e associar-se ao grupo de organizadores:

Lucro imediato...

É isso que Alberto Murray Neto não quer e demonstra não precisar. O que ele quer – e com o que coaduno, em pensamento e ação – é denunciar que não fizemos nosso dever de casa, sendo corruptos no Pan de 2007 e o seremos ainda mais no período organizacional dos Jogos Olímpicos de 2016, caso ocorram no RJ – não é nada contra o RJ, contra a caos urbano que a corrompe e contra a maquiagem que o COB tem realizado, principalmente durante visitas oficiais do COI. Seremos nós, brasileiros, uma nova China na história do olimpismo?

Meu posicionamento não se é anti-esporte, pelo contrário, vivo dele e por ele sou apaixonado. Trata-se de responsabilidade civil com nosso povo, com nossas comunidades. Será que a tal Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática do Rio de Janeiro vai me investigar também? Vai investigar o jornalista José Cruz? Eles realmente não possuem fraudes suficientes, cometidas por hackers contra bancos, para serem desvendadas? Eles vão se deter em nossas ações em prol da preservação do dinheiro público e defender esses senhores e suas ramificações no poder público para arrecadar dinheiro público para empresas de primos, irmãos, parentes, etc. que irão se beneficiar, como associados, dos superfaturamentos que ocorrerão nos próximos 7 anos em prol dos ricos e contra a conjunto da sociedade?

Também penso, nesse momento, que liberdade de expressão é o que menos importa nessa questão. Trata-se de assédio moral do COB, utilizando-se de influências – essas sim ocultas – para pressionar e calar quem ousa desafiar os interesses de uma minoria que locupleta-se com o dinheiro público. É preciso persistir, pois nossa primeira vitória esta presente nessa investigação: desviar do foco e criar uma imagem distorcida da realidade é praxe dos bons tempos dos porões da ditadura.

Cabe, ainda, perguntar: que país é este?