segunda-feira, 30 de maio de 2016

Heróis do passado: Marcus Camby

UMass sucesso e polêmica
   Hoje vamos relembrar a história de um grande defensor que passou pela liga, de um passado não muito distante e que deixou marcas nas equipes onde atuou. Vamos falar hoje sobre Marcus Camby, um grande pivô que fez sucesso no Denver Nuggets e New York Knicks.
   Camby começou sua carreira no Ensino Médio em Conrad High Schoool, depois mudou-se para Hartford Public High School, onde conclui seu ensino médio. Na sua última temporada teve médias de 27 pontos, 11 rebotes, 8 tocos e 8 assistências, sendo campeão estadual com um recorde de 27-0, de quebra foi eleito o Gatorade Connecticut Jogador do Ano.
   Após o ensino médio, jogou no basquete universitário por UMass Minutemen onde fez história. É o segundo da história em tocos com 336 e o quarto na história da universidade a ter 300 tocos na carreira, logo em seu primeiro ano registrou 105 tocos, recorde dos novatos (freshman), sendo nomeado o Calouro do Ano da Atlântico 10. Na sua segunda temporada, 1994/95, chegou a Elite-8 e foi nomeado para o primeiro time da conferência. 
   No ano seguinte ganhou os prêmios John Wooden e Naismith Jogador Universitário do Ano, quando levou a UMass ao torneio da NCAA como número um do país e chegando ao Final Four. No torneio da NCAA ele marcou o recorde do torneio em tocos, 43 bloqueios em 11 jogos e ao final do campeonato renunciou o último ano de faculdade e se inscreveu para o Draft da NBA. Infelizmente de nada valeu todo esforço da UMass no tornio, a participação foi oficialmente anulada pela NCAA quando descobriram que Camby aceitou 28 mil dólares de dois agentes esportivos. Como pena a universidade teve de devolver 151.617 dólares em receitas do Torneio da NCAA de 1996, esse montante foi reembolsado por Camby posteriormente. Os dois agentes, segundo a Sports Illustrated de 1997 tinham esperanças de serem contratos por Camby quando ele fosse profissional, dizia também na matéria que o jogador havia ganho de jóias, carros de aluguel e prostitutas dos agentes.
Chegada na liga com qualidade
   Para fechar a controvérsia de sua passagem na NCAA, em 2010 teve seu número aposentado pela UMass, em meio a críticas pela revogação das conquistas do Final Four e de reconhecimento como um dos maiores atletas da história da universidade.
   Sua carreira na NBA começou em 1996, sendo a segunda escolha do Draft e com o pé direito, sendo All-Rookie Primeiro Time com médias de 14.8 pontos, 6.3 rebotes e 2.1 tocos por partida. Na temporada seguinte foi o líder da NBA em tocos, com média de 3.7 bloqueios por partida. Em 1998/99 foi negociado para os Knicks, para ser um backup de Patrick Ewing e foi muito bom para a franquia. A equipe de Nova Iorque classificou-se em 8° lugar para os Playoffs, e os companheiros e amigos Camby e Latrell Sprewell firmavam-se na equipe principalmente nas duas primeiras rodadas. Com uma lesão que tirou Ewing do final da temporada, Camby afirmou-se com médias de duplo-duplo e virou a série contra o Indiana Pacers, tornando os Knicks o primeiro oitavo colocado a chegar as finais da NBA, mas sendo derrotado pelos Spurs.
Bons momentos na Big Apple
   Na temporada 1999/00, Camby voltou a ser reserva e teve uma temporada digna de um Sexto Homem do Ano. Foram até as finais da Conferência Leste mas perderam para o Idiana Pacers. No ano seguinte, a temporada de Camby foi marcada por uma briga com Danny Ferry do San Antonio Spurs. Depois de ser atingido no olho e como o jogo parado, ao tentar acertar Ferry o treinador Van Gundy interviu, tomando uma cabeçada de Camby e levando 15 pontos na cabeça. Pelo incidente Camby foi suspeso por cinco jogos e multado em 25 mil dólares. 
   Em 2003 foi negociado e começou a jogar no Denver Nuggets, já na primeira temporada ao lado do novato Carmelo Anthony, levaram a franquia de volta aos Playoffs. Na temporada 2005/06 teve médias de 12.9 rebotes por jogo, sendo 9.6 defensivos, 1.4 roubos de bola, 12.8 pontos e foi o líder da liga em tocos com 3.3, quando os Nuggets foram campeões da Divisão Noroeste. No ano seguinte, provavelmente foi o melhor de sua carreira, foi eleito o Jogador de Defesa do Ano, com médias de 3.3 tocos, 11.7 rebotes e 1.24 roubos de bola.
Nuggets e bons números
   Nas temporadas seguintes ele manteve-se como um dos grandes defensores do jogo, com alguns feitos, tornou-se o quarto jogador desde 1990 a ter pelo menos 20 pontos, 20 rebotes, 6 assistências e 6 tocos, tornou-se apenas o terceiro jogador desde 1973/74 a ter pelo menos 24 rebotes e 11 tocos, atingiu a marca de 1000 tocos em 2008 e conseguiu um triplo-duplo em apenas 27 minutos, que é o recorde da liga. Ele foi negociado para o Los Angeles Clippers em 2008, e Camby se dizia infeliz, que sua saída foi como se ele fosse um bode expiatório pelo insucesso dos Nuggets na pós-temporada. Em 2010 foi novamente trocado, indo jogar no Portland Trail Blazers, depois em 2012 para o Houston Rockets e novamente para os Knicks em 2013, foi negociado para os Raptors que o dispensaram, assinando com os Rockets e sendo novamente dispensado, encerrado de vez sua carreira.
Rockets: o fim da linha
   Camby foi um grande defensor, um dos melhores que passou pela liga, em suas 17 temporadas aposentou-se com médias de 9.5 pontos, 9.8 rebotes e 2.4 tocos por partida. O pivô foi 1 x Jogador de Defesa do Ano, 2 x All-Primeiro Time de Defesa, 2 x All-Segundo Time de Defesa e 4 x Líder da NBA em tocos. Quando se fala em defesa, Marcus Camby deve ser lembrado.
   Abaixo dois vídeos, o primeiro da briga famosa e o segundo sobre a sua carreira.



sexta-feira, 27 de maio de 2016

Lebron encara jogo 6 como jogo 7

Lebron vai pra fechar a série no Canadá

   O Cleveland Cavaliers está prontinho para chegar a mais um decisão da NBA, com a vantagem de 3 a 2 na série final da Conferência Leste eles não querem correr riscos.
   Com duas derrotas fora de casa na série, Lebron prometeu que os Cavaliers vão tratar o jogo 6 como uma partida de eliminação. "Esse é o nosso jogo 7, assim que vamos tratar essa partida". - disse o astro aos repórteres hoje cedo. O treinador dos Cavs, Tyronn Lue, deu uma declaração na quinta-feira muito semelhante quando no início do jogo pediu para Lebron definir o tom da partida. "Esse é o nosso jogo 7. Trabalhamos o ano inteiro para chegar a esse ponto". - comentou Lue.
   No entanto, a equipe de Cleveland foi batido todas as vezes em que jogou no Canadá nessa temporada. Foram quatro jogos muito bem disputados, mas todos com derrota devido a grandes atuações de Kyle Lowry. Nessa série, os Raptors tem sido uma equipe bem mais agressiva, vencendo os jogos em casa com um combinado de 21 pontos de diferença, mas quando jogaram fora foram batidos com um combinado de 88 pontos de diferença. 
   Os Cavs definitivamente são mais talentosos, e se conseguirem impor a sua forma de jogar, se atingir o seu potencial, hoje a noite a série deve ser encerrada. Os Raptors em contrapartida tem se mostrado uma equipe resiliente em casa, e devemos lembrar que já ganharam dois jogos de eliminação nessa pós-temporada. E caso um jogo 7 seja forçado, a pressão será toda de Lebron James e dos Cavs.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Lebron diz estar relaxado

Lebron não esperava dificuldades ontem

   Após duas vitórias seguidas nos jogos 3 e 4 em casa, o Toronto Raptors entrou no jogo de ontem pelas finais da Conferência Leste com uma possibilidade improvável, mas plausível de virar a série para 3 a 2 em Cleveland.
   Enquanto o Cleveland Cavaliers tinha razões para se preocupar, mas Lebron James acreditava que eles não tinham muito com o que se preocupar no jogo 5. "Eu tenho sido parte de algumas situações muito adversas. Simplesmente não acreditava que esta seria uma delas". - disse Lebron aos repórteres após a vitória no jogo 5.
   Depois de bater os Raptors por 38 pontos, é difícil julgar Lebron por seu excesso de confiança, ainda mais depois de anotar 32 pontos, 8 assistências e 6 rebotes, em apenas três períodos atuando, já que não entrou em todo quarto período. Com Kevin Love e Kyrie Irving saudáveis, Lebron não precisa carregar a equipe em pontuação para levar os Cavs a vitória, o que o tem deixado bem a vontade para essa pós-temporada.
   Ele completou dizendo: "Pode haver um momento em que eu precise ter um daqueles jogos, mas até então, só relaxar".
   O fator casa está bem forte nessa série, na Quicken Loans Arena os Cavs semrpe atropelaram os Raptors, e o mesmo tem acontecido no Air Canada Centre. Porém o Cleveland tem uma vantagem em relação a temporada passada, no último ano o Lebron teve de carregar toda a equipe sozinho, nesse ano eles tem Love e Irving. É bem verdade que Love tem deixado a desejar, mas Irving tem jogado demais e se os três jogarem com qualidade serão uma equipe muito difícil de ser batida. 
   Torço sinceramente para que os Cavs cheguem as finais e enfrentem o Thunder, com certeza será uma grande final para assistir, a revanche entre Lebron e Durant. Até lá vamos seguir conferindo os jogos, mas as chances dessa reedição do confronto na final é bem alta.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Durant não ficou surpreso com decisão sobre Green

KD já esperava que Draymond Green não fosse suspenso

   Kevin Durant não tinha nenhuma dúvida de que, Draymond Green não seria punido por chutar Steven Adams no último jogo entre Oklahoma City Thunders e Golden State Warriors. No lance ocorrido, após uma falta Green "lança" a perna para cima e acerta na genitália de Adams.
   Durant acreditava que Green sairia impune, não por não merecer a suspensão, mas pelo fato de acreditar que a NBA não suspenderia uma de suas estrelas.
   "Eu nem penso que isso é algo de que deveríamos estar falando. Eles não vão suspender Draymond Green, ele é um dos principais jogadores na liga de, indiscutivelmente, um dos melhores times da história. Eles não vão suspendê-lo. Realmente não penso sobre isso. Eu sabia que a liga ia deixá-lo jogar, multar e atualizar para uma falta flagrante 2. Todos sabíamos que isso ia acontecer. A liga é sobre negócios." - disse KD aos repórteres hoje.
   Green tinha recebido uma falta flagrante de nível 1. A NBA atualizou para flagrante 2, e multou o atleta em 25 mil dólares, depois de determinar que a falta foi "desnecessária e excessiva".
   Green e o treinador dos Warriors, Steve Kerr, disseram que a falta não foi intencional, que foi fruto do contato da jogada. O ala dos Warriors disse que pediria desculpas, embora Adams tenha dito que não foi nada demais. Hoje as equipes voltam a quadra para o jogo 4, a série está 2 a 1 para o Thunder.
   Para mim foi sim intencional, no vídeo (olhar abaixo) podemos ver que Green chuta Adams e isso que a NBA fez é extremamente errado. Mesmo que o cara seja uma estrela, importante para sua equipe, se ele precisava ser suspendido que o fosse, essa forma de agir prova o que Durant disso acima, são negócios. É mais interessante ver Green em quadra, o que deixa o jogo bem competitivo do que tirá-lo, o que traria uma adversidade aos atuais campeões e detentores do melhor recorde da história de uma temporada regular. Ao que parece a NBA pode estar tentando proteger os Warriors, talvez com o intuito de que eles cheguem as Finais, tem o melhor recorde da história e não foram campeões, isso não valeria de nada o 73-9. Vamos ficar ligados!

domingo, 22 de maio de 2016

Heróis do passado: Charles Oakley

Virginia Union o começo da caminhada
   Nossa série vai relembrar hoje a história de Charles Oakley, um grande jogador das décadas de 1980 e 90, sua grande habilidade em pegar rebotes marcaram a sua carreira.
   Charles Oakley começou a jogar basquete em John Hay High School, na sua cidade natal, Cleveland. Depois disso, foi jogar na Universidade de Virginia Union de 1981 a 1985, onde foi nomeado o jogador do ano da NCAA Divisão II em 1985 com médias de 24.3 pontos e 17.3 rebotes. Depois da universidade foi tentar a sorte no Draft da NBA.
   Em 1985 foi selecionado na nona posição, pelo Cleveland Cavaliers mas tendo os seus direitos negociados com o Chicago Bulls. Oakley chegou como outra opção de pontuação e com boas performances ofensivas e defensivas, na equipe liderada por Michael Jordan. Ele tinha papel de "policial", o dever dele era proteger os jovens jogadores, principalmente Jordan. Nesse ano foi eleito para a Equipe All-Rookie. 
   Depois da escolha de Horace Grant, após três anos em Chicago, Oakley foi negociado para o New York Knicks em troca de Bill Cartwright. Ele acabou compondo o núcleo da equipe que contava com Patrick Ewing, John Starks e Mark Jackson. Durante a temporada de 1994, que incluiu um recorde de 25 partidas de Playoffs, ele foi titular de todas as partidas da temporada regular e da pós-temporada totalizando 107 jogos, um recorde para uma única temporada. Em seus tempos de Knicks ficou conhecido pela sua qualidade defensiva.
Knicks foi a equipe em que mais atuou
   Em 1998 foi negociado por Marcus Camby, estrela em ascensão com o Toronto Raptors. Na equipe de Toronto foi mentor para duas jovens promessas, os primos Vince Carter e Tracy McGrady. Em 2001 voltou para o Chicago Bulls em uma troca por uma escolha de segunda rodada. Em sua segunda passada pela equipe de Chicago jogou 57 partidas, iniciando 36 deles com médias de 3.8 pontos, 6 rebotes e 2 assistências.
   No ano de 2002, como um agente livre, assinou com o Washington Wizards, voltando a jogar novamente com Michael Jordan. Atuando em 42 partidas na temporada, teve médias de 1.8 pontos, 2.5 rebotes e 1 assistência por partida. Na temporada de 2004 assinou dois contratos de dez dias com o Houston Rockets, mas atuou apenas em 7 partidas com as médias mais baixas da carreira. Ao final de 2004 ele se aposentou.
   A carreira de Oakley foi marcada por números expressivos, ele ficou entre os TOP10 em rebotes 5 vezes entre 1987 e 1994, nessas temporadas e mais uma jogou 82 partidas, foi 2 x Líder da liga em rebotes, foi 1 x All-Star e foi 1 x All-Primeiro Time de Defesa, tendo na carreira médias de 9.7 pontos, 9.5 rebotes e 2.5 assistências por partida, é membro do Hall da Fama da Universidade de Virginia Union. Por todos os seus feitos merece ser lembrado.

sábado, 21 de maio de 2016

Charles Oakley acredita que Cavaliers estão jogando contra juvenis

Charles Oakley vê Cavs com vantagem

   Charles Okley não pensa muito sobre a conferência leste, apenas no time de sua cidade natal. O Cleveland Cavaliers que atualmente tem um recorde de 10-0, bateu seus últimos três adversários com facilidade e chegaram pela segunda consecutiva as finais da conferência. Isso deixa Oakley impressionado com a forma como o time número um do leste vem jogando.
   "Os Cavaliers estão jogando com equipes juvenis agora." - disse Oakley nesse sábado no Sirius XM Radio.
   O primeiro adversário foi corajoso, o Detroit Pistons colocou um pouco de desafio nos três primeiros jogos antes do Cavs controlar. Depois veio o Atalnta Hawks que foi engolido por uma chuva de bolas de três, ainda tentaram lutar mas foram varridos.  Finalmente os Raptors, que já empregaram Oakley.
   Sofrendo com as contusões de duas vitórias em séries de sete jogos extenuantes, os Raptors não tem conseguido ser um adversário a altura. No segundo jogo perdendo por 19 pontos e no primeiro por assombrosos 31 pontos. Se os Cavs conseguirem varrer o Toronto Raptors, chegariam as finais com a mais longa sequência de vitórias da história dos Playoffs. Mas os Cavs são tão bons ou o Leste é muito ruim? Eu acredito ser um pouco das duas coisas, todos os times do leste são mais fracos que os do oeste somente comparando os Playoffs, e de todas as equipes o Cavaliers é a melhor.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

NBA divulga All-Rookie Primeiro time e segundo time

Porzingis e Towns dominaram a liga

   Hoje a NBA divulgou a suas equipes de novatos da temporada 2015/16. Os principais destaques são Karl-Anthony Towns e Kristaps Porzingis, os líderes em votos.
   A primeira equipe de novatos foi composta por Karl-Anthony Towns do Minnesota Timberwolves, novato do ano com 260 votos e médias de 18.3 pontos e 10.5 rebotes, seguido por Kristaps Porzingis do New York Knicks com os mesmos 260 votos e médias de 14.3 pontos e 7.3 rebotes, seguido por Devin Booker do Phoenix Suns com 231 votos e médias de 13.8 pontos e 2.6 assistências, Nikola Jokic do Denver Nuggets com 186 votos e médias de 10 pontos e 7 rebotes, e fechando a equipe Jahlil Okafor do 76ers com 186 votos e médias de 17.5 pontos e 7 rebotes por partida. 
   Towns e Porzingis foram eleitos de forma unanime, o que não é de se espantar devido ao domínio que mostraram na quadra em sua primeira temporada, principalmente nos três primeiros meses. Enquanto Porzingis irá estabilizar, Towns ganharia por seis vezes o prêmio de novato do mês, tornando-se o primeiro jogador a fazer esse fato desde Damian Lillard na temporada 2012/13.
   A segunda equipe foi composta por Justise Winslon do Miami Heat com 151 votos, D'Angelo Russell do Los Angeles Lakers com 142 votos, Emmanuel Mudiay do Denver Nuggets com 140 votos, Myles Turner do Indiana Pacers com 139 votos e fechando a equipe Willie Cauley-Stein do Sacramento Kings com 50 votos. 
Quem eu esperava mais para essa temporada de novato era Jahlil Okafor, foi bem, mas esperava mais por tudo que fez na NCAA, bem como que D'Angelo Russell e Justise Winslon estariam na primeira equipe de novatos. A grande surpresa foi Porzingis, vaiado pelos fãs e desconhecido no Draft, chegou dominando o jogo e foi forte candidato a  vencer o prêmio de novato do ano.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Kyle Lowry disse que não estava provocando Lebron

Lowry disse que não quis desrespeitar Lebron

   O armador do Toronto Raptors, Kyle Lowry, disse que não estava demonstrando desrespeito nenhum ao adversário de hoje, Lebron James ao dizer que Stephen Curry foi provavelmente o melhor jogador da liga.
   O comentário rapidamente ganhou força e a percepção era que Kyle Lowry estava insultando Lebron, ou tentando irritá-lo, já que hoje a noite as equipes de Cleveland Cavaliers e Toronto Raptors abrem as finais da Conferência Leste.    No domingo a noite os Raptors fecharam a série contra o Miami Heat, em uma entrevista pós-jogo Lowry disse:
   "Lebron é provavelmente um dos melhores jogadores da liga, além de Stephen."
No treino de arremessos de hoje ele disse que não estava menosprezando Lebron.
   "Eu nunca faria sombra a um dos maiores jogadores da história do basquete. Eu nunca faria isso. Lebron é Lebron James. Ele provavelmente vai ser um dos três melhores jogadores de todos os tempos quando se aposentar". - disse o armador aos repórteres. 
Procurado sobre a situação, Lebron James disse que não se ofendeu com o comentário de Lowry. 
   O jogo de Lowry será uma chave para o segundo melhor time do leste, eles poderão incomodar os atuais campeões da conferência e líderes da conferência. Em três partidas na temporada regular, foram duas vitórias para os Raptors e Lowry teve médias de 31 pontos e 66% de aproveitamento dos arremessos de quadra. 
   "Nós não podemos nos preocupar com o que todo mundo diz ou pensa. Fomos os segundos colocados da conferência por uma razão. No final do dia, as pessoas vão ter as suas opiniões e para isso que servem opiniões." - concluiu Lowry.
   Se analisarmos os jogos da temporada regular, realmente os Raptors podem ser uma dor de cabeça para os Cavaliers. Porém, quando analisamos os elencos e a pós-temporada, os Raptors estão mais para serem varridos do que para chegar as finais da NBA. Mas é a máxima do esporte, o jogo é jogado, tudo pode acontecer.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Heróis do passado: Latrell Sprewell

Alabama onde tudo começou
   Hoje vamos relembrar um cara emblemático na NBA, Latrell Sprewell, conhecido pelo seu visual diferenciado e trancinhas, mas também por seu estilo de jogo arrojado, com muito explosão nas jogadas e um atleticismo invejável.
   Sprewell começou jogando basquete no ensino médio pela Washington High School em Milwaukee, depois disso indo jogar na Three Rivers Comunity College Raiders por dois anos, entre 1988 e 1990. Depois disso, ele foi jogar pela Universidade do Alabama onde se destacou, tendo médias de 17.2 pontos, 6.5 rebotes e 2.6 assistências por partida, atuando ao lado de futuros jogadores da NBA, Robert Horry, Jason Caffey e James Robinson.
   Sua carreira na NBA começou em 1992, quando foi draftado pelo Golden State Warriors na 24° posição. Logo de cara mostrou seu potencial, Spree, como era conhecido foi titular em 69 das 77 partidas que disputou e teve médias de 15.4 pontos por partida. Nos anos seguintes liderou a franquia em pontos e foi três vezes All-Star, em 1996/97 foi o quinto da liga em média de pontos com 24.2 por partida. Antes, na temporada de 1993/94, liderou a liga em minutos por jogo e partidas jogadas, ao lado do novato Chris Webber, levando os Warriors aos playoffs.
Começo de carreira brilhante
   Em 1997 Sprewell adicionou uma mancha a sua brilhante carreira, durante um treino após ser criticado por seu treinador, Carlesimo, agarrou o técnico por 10 segundos do pescoço até ser separado. Foi para o chuveiro, tomou banho e voltou para bater no treinador, mas essa não era a primeira vez, ele já havia brigado com companheiros em outras duas oportunidades. Pelo incidente com Carlesimo foi suspenso por 10 dias sem remuneração, no dia seguinte teve seu contrato anulado com o Warriors e foi suspenso pela NBA por um ano. Ele recorreu e conseguiu recuperar o contrato, e ser suspenso por 68 jogos, que era o restante da temporada, nesse meio tempo conseguiu se envolver em um acidente com duas pessoas ferindo-se e ficou em prisão domiciliar por três meses.



Com os Knicks beirou o título da NBA
   Com o lockout de 1999, voltou a jogar somente em fevereiro de 99, pelo New York Knicks após uma troca envolvendo John Starks, Chris Mills e Terry Cummings. Muitos especialistas consideraram o contrato perigoso, mas o próprio jogador disse que estava mudado. A equipe ainda girava em torno de Patrick Ewing, mas o ala se encaixou bem, conseguindo ajudar a equipe que foi oitava colocada nos Playoffs a impressionar o mundo, chegando as finais da NBA contra os Spurs depois de bater Miami Heat, Atlanta Hawks e Indiana Pacers. Nas finais perderam em 5 jogos para os Spurs, mas Sprewell jogou muito bem, tendo médias de 26 pontos. Na temporada seguinte, ele foi um jogador titular, tendo médias de 18.6 pontos e ajudando no recorde de 50-32 que lhes deixou em terceiro na Conferência Leste. Com Sprewell, Ewing e Alan Houston, os Knicks chegaram ao final da Conferência Leste, mas perderam para o Indiana Pacers. 
   Os Knicks lhe deram uma renovação de contrato de 5 anos por 62 milhões. Na temporada de 2001/02 com a saída de Ewing para o SuperSonics, Sprewell fortaleceu-se como líder da equipe, mas infelizmente eles perderam ainda na primeira rodada dos Playoffs para o Toronto Raptors em cinco jogos. Em 2002/03 fez história na NBA, acertando nove arremessos de três em nove tentados, maior marca da liga na época, após mais uma eliminação nos Playoffs ele foi negociado para o Minnesota Timberwolves. 
Encerrando a carreira nos Wolves
   Chegando nos Timberwolves, formou o trio mais pontuador da liga ao lado de Sam Cassel e Kevin Garnett. O trio fez sucesso e levou a franquia a sua única aparição em finais de conferência, quando perderam para os Lakers. Sprewell teve médias de 19.9 pontos nos Playoffs. Em outubro de 2004 recebeu uma proposta de extensão por 3 anos, mas abaixo do seu contrato anterior e recusou-a. Sua última temporada com os Wolves foi a pior de sua carreira, contando com a ira dos fãs e da imprensa esportiva, por sua declaração sobre seu salário e sua família. Ao final da temporada os Cavaliers, Nuggets e Rockets apresentaram interesse, mas nenhum contrato foi assinado.
   Um mês antes de começar a temporada e sem contrato, seu agente disse que ele preferia se aposentar que jogar pelo salário mínimo. Em março de 2006 recebeu propostas do Dallas Mavericks e San Antonio Spurs, dois fortes candidatos ao título, mas o jogador não respondeu e seguiu como agente livre. Antes disso, no começo da temporada houve o interesse do Los Angeles Lakers mas nada se concretizou. E assim sua carreira chegou ao fim.
   Ao longo de 13 anos de carreira, Sprewell teve médias de 18.8 pontos, 4.2 assistências e 4.1 rebotes, 1 x All-NBA Primeiro Time, 1 x All-NBA Segundo Time de Defesa e NBA All-Rookie Segundo Time. Com certeza teve uma carreira muito boa, conseguiu jogar bem em todas as equipes por onde passou e, infelizmente, nunca venceu um título mas marcou a liga e merece nossa homenagem. 

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Filho de Shaquille O'Neal vai treinar com Kobe Bryant

Shareef O'Neal é um jovem bem promissor, talvez possa ser tão bom quanto o pai

   Kobe Bryant quer ajudar o filho de seu amigo, Shaquille O’Neal a ser um bom jogador de basquete. O jovem de 16 anos disse ao TMZ Sports que não há problemas entre Kobe e seu pai, e que o Black Mamba se ofereceu para treiná-lo após o se último All-Star Game em Toronto.
   “Eu vou começar a treinar com Kobe em breve, provavelmente no verão.” – disse Shareef. O jovem atleta demonstra ser promissor, aos 16 anos e com 2,10 metros de altura, atuava como ala ou ala/pivô na Windward High School, onde detêm médias de 12 pontos, 10 rebotes e 1 toco por partida. Nessa temporada jogará com California Supreme
   Alguns vídeos sobre o jovem se encontram no youtube, abaixo coloco o que mais me chama a atenção, onde o grandalhão demonstra ter habilidades excelentes de defesa, monstro protegendo a cesta, e variabilidade de jogadas no ataque, jump de longa distância, inclusive com arremessos de três pontos. O garoto é bem promissor, imagina treinando com o Kobe.


terça-feira, 10 de maio de 2016

Muito promissor

   
2° colocado na votação de MVP, DPOY, o futuro promete
   Hoje Stephen Curry tornou-se o primeiro MVP unânime da história, mas não é sobre ele que vou tratar. Meu texto vai exaltar o segundo colocado desse ano, o jovem Kawhi Leonard que continua em uma constante evolução e que com certeza será uma estrela da liga, um dos grandes nomes.
   Kawhi foi eleito nessa temporada, a segunda consecutiva, como o Jogador de Defesa do Ano, desbancando Hassam Whiteside, Draymond Green, DeAndre Jordan, entre outros. Além disso, conseguiu aumentar sua média de pontuação por partida de 16.5 na temporada passada, para 21.2 nessa temporada, mostrando que sabe atacar tão bem quanto defender e com habilidades monstruosas. Com suas mãos gigantes, que medem 24 cm e tem diametro de 29 cm, dados do Sports Science, ele consegue ter um controle de bola invejável, facilitando suas bandejas e enterradas, sendo uma arma letal para seus bloqueios e roubos de bola e dificultando a vida de seus marcadores, na tentativa de lhe roubar a bola.
   Para quem não sabe, e eu não sabia, ele foi selecionado pelo Indiana Pacers na 15° posição do Draft de 2011 e imediatamente trocado para os Spurs, sorte a deles. O jovem jogador teve uma temporada de estréia bem discreta, com médias de 7.9 pontos, 5.1 rebotes e 1.3 roubos de bola em 23 minutos jogados. Sua evolução de lá para cá não parou, suas médias sempre aumentaram ou mantiveram-se, ele foi o MVP das finais da temporada 2013/14 ao anular Lebron James e proteger a cesta como poucos, tornou-se assim o mais jovem a alcançar o prêmio na história.
   Nessa temporada conseguiu bater Lebron, por apenas três pontos, mas ficou em segundo lugar na votação para MVP, realmente merecido visto que, o jovem encontra-se em sua melhor temporada de sua curta carreira de cinco anos. O futuro deve ser muito bom para o jovem, provavelmente seja membro da Seleção Olímpica no RIO 2016, e deve ser o principal jogador dos Spurs com a aposentadoria de Timmy D (se isso acontecer). Kawhi tem potencial suficiente para ser um dos grandes da NBA, atingiu seu primeiro All-Star, já foi campeão, MVP das Finais, e deve manter a franquia texana entre as melhores da liga por um bom tempo.
   Era improvável que alguém pudesse vencer Curry na eleição de MVP, mas ver Kawhi em segundo mostra o poder que o jovem vem ganhando e o tamanho do basquete que vem jogando. Vamos ficar na torcida por essa fera, um monstro na defesa e que agora vem crescendo de forma ofensiva, uma ameaça dois lados, quem segura?

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Heróis do passado: Dan Majerle

Onde tudo começou
   Nossa série hoje relembra um ídolo do Phoenix Suns, Dan Majerle o cara das bolas de três pontos, um ala de muita qualidade que atuou na liga por 14 temporadas e marcou sua geração.
   Nascido em Traverse City, Michigan, ele jogou pela Traverse City High School e depois foi tornar-se o astro da Universidade de Central Michigan. Suas constantes trocas no ensino médio, não lhe impediram de ser bem cotado para a NCAA, principalmente com suas habilidades para a Divisão 1. Nos quatro anos em que atuou por Central Michigan, teve médias de 21.8 pontos e 8.9 rebotes, com 53,6% de aproveitamento dos arremessos de quadra e 43,1% de aproveitamento nas bolas de três. Sua passagem lhe rendeu frutos, além de sua chegada a NBA, teve o número 44 aposentado pela equipe.
   Sua carreira começou na NBA em 1988, quando foi a 14° escolha do Draft pelo Phoenix Suns. Ao ser anunciado durante o Draft, os fãs dos Suns lhe vaiaram e o treinador Cotton Fitzsimmons disse publicamente: "Vocês vão se arrepender, vocês nunca deviam ter vaiado esse jovem". Majerle jogou apenas 54 jogos, começando em 5, com médias de 8.6 pontos vindo do banco, nos Playoffs melhorou a marca para 14.3 pontos, auxiliando a equipe a chegar as finais de conferência. 
   Majerle foi utilizado mais duas temporadas como reforço do banco, se tornando popular por sua impulsão e capacidade de enterrar que renderam o apelido de Thunder Dan. A temporada de 1993 foi uma das melhores da carreira, com a chegada de Charles Barkley a equipe alcançou um recorde de 62 vitórias, com Barkley sendo o MVP, Majerle líder da liga em bolas de três tentadas e convertidas e ajudando a equipe a chegar as finais com médias de 15 pontos nos Playoffs. Nas finais se depararam com o Bulls de Michael Jordan e não sobreviveram. Após mais uma temporada de quase sucesso, sendo eliminados nas semifinais no jogo 7 para o Houston Rockets.
Passagem pelo Cavaliers
   Na temporada 1995/96 foi marcada pela troca do atleta, indo atuar no Cleveland Cavaliers, sendo titular em 15 jogos com médias de 10.6 pontos. Na pós-temporada teve médias de 16.7 pontos, mas não foi o suficiente para passar pelo New York Knicks na primeira rodada, culminando assim com a saída do ala que viria a assinar com o Miami Heat. Pelo Heat, uma equipe em expansão que contava com Pat Riley como treinador, Alonzo Mourning e Tim Hardaway, Majerle atuou em apenas 36 jogos devido a uma lesão. Mesmo assim a franquia chegou ao seu melhor recorde, de 61 vitórias e vencer a Divisão Atlântico, chegando forte aos Playoffs. Venceram o Orlando Magic, bateram o Knicks em sete jogos e caíram contra os futuros campeões Chicago Bulls em cinco partidas.
   Nas duas temporadas seguintes, Majerle atuou vindo do banco e Miami teve boas campanhas, vencendo a Divisão Atlântico, mas caindo perante os Knicks na primeira rodada. Na temporada 99/00 ele foi titular, começando 69 dos 82 jogos, nos Playoffs perderam na segunda rodada para o seu algoz New York Knicks. A temporada seguinte marcou sua última em Miami, vindo do banco ajudou a franquia a chegar novamente na pós-temporada, mas sendo varridos pelo Charlotte Hornets.
Período como jogador do Heat
   No ano seguinte retornou ao Phoenix Suns, recebido com muitos elogios e aplausos dos fãs. Majerle atuou em 65 partidas e foi o líder da equipe em bolas de três, anunciando sua aposentadoria dia 17 de abril de 2002. 
   Majerle fez parte da história do basquete, conseguiu adaptar o seu jogo que no começo era de infiltrações e enterradas para arremessos de três mortais, que foram a marca de sua carreira, terminando com 1360 arremessos de três convertidos. Deixou a liga com médias de 11.4 pontos, 4.5 rebotes e 2.9 assistências, foi 3 x All-Star, 2 x All-NBA Segundo Time de Defesa, recebeu um anel de honra dos Suns e tece o seu número 9 aposentado pela franquia de Phoenix. Por tudo que fez na NBA merece nossa homenagem.

   

sábado, 7 de maio de 2016

KD afirma que dinheiro não é tudo

"Dinheiro não é tudo"

   Não irão faltar pretendentes com os bolsos cheios de dinheiro correndo atrás de Kevin Durant nesse verão, o agente livre mais cobiçado e sete vezes All-Star disse a frase acima, demonstrando que caminhões de dinheiro não são tudo o que ele procura.
   Durant elogiou a atitude de David West que recebeu menos dinheiro na offseason  passada, assinando com o San Antonio Spurs na esperança de ganhar um campeonato.
   "Eu respeito ele. Dinheiro não é tudo. Você pensa sobre como cuidar de sua família e ser financeiramente estável, mas olhando de fora parece que ele (West) disse: 'bem, fui abençoado o suficiente para fazer essa quantidade X de dólares e quero ser feliz perseguindo algo, que é o grande prêmio neste campeonato.' Eu respeito ele. Um monte de caras não teria feito isso." - disse Durant aos repórteres hoje.
   Já existe um número de equipes que parecem estar dispostas a correr atrás do ala, sendo o Boston Celtics, Golden State Warriors e San Antonio Spurs. Durant que recebeu 130 milhões de dólares até então na NBA, passou toda sua carreira com o Oklahoma City Thunder/Seatle SuperSonics desde que foi selecionado na segunda posição do Draft de 2007.
   Existe uma possibilidade de ficar em Oklahoma, não considero que seja muito grande, provavelmente deva buscar novos ares. Acredito que uma franquia que lhe de a chance de ser um campeão lhe interesse mais que dinheiro, dos nomes citados Spurs e Warriors são os mais capazes de lhe propiciar essa experiência.    Ambas equipes tem elencos fortes e que seriam excelentes, senão mortais, com o astro. Vamos ficar de olho nele nessa offseason, vai ser notícia quase diariamente.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Ben Simmons não vai para o Draft Combine

Um dos grandes nomes do Draft não vai para o Draft Combine

   O prospecto número 2 do Draft (segundo o Draft Express), Ben Simmons não irá participar do Draft Combine, evento do próximo mês que contará com Brandon Ingram de Duke (n°1), Jaylen Brown (n°4) de Califórnia e Kris Dunn (n°5) de Providence.
   Não é um fato raro atletas bem rankiandos para o Draft não aparecem ao evento, ano passado Karl Anthony Towns e Jahlil Okafor ficaram de fora, assim como Andrew Wiggins, Jabari Parker e Joel Embiid em 2014. Os agentes preferem que seus clientes não participem do Combine,  evitando a triagem médica exaustiva a que estão sujeitos, de acordo com Jonathan Givony do Draft Express.
   Outro jogador que perderá o evento é Dragan Bender, atleta internacional que estará encerrando sua temporada com o Maccabi Tel Aviv. 
   Mas o que é o Draft Combine?
   É um evento que ocorre no mês de maio, antes do Draft em Junho, onde os jogadores do basquete universitário passam por medidas físicas, entrevistas, treinos de arremesso, fazem testes médicos, jogam 5 contra 5 e realizam vários treinos atléticos na frente de treinadores da NBA, gerentes gerais e scouteiros. Somente participam atletas convidados, a sua performance pode ser determinante para sua posição no Draft, salário e carreira profissional.
   Esse evento é uma oportunidade de ouro, podendo fazer os atletas determinarem sua participação na NBA ou acabar com as chances de tornarem-se profissionais.

terça-feira, 3 de maio de 2016

5 erros de arbitragem em 13,5 segundos

Último lance de uma partida muito disputada

   Arbitragem nos Playoffs da NBA sempre são polêmicas, não vou entrar em méritos nem nada do tipo. Andadas e faltas são os erros mais comuns, e obviamente os que mias indignam os fãs pelo mundo. Sobre ontem apenas vou relatar aqui os fatos que a própria entidade (NBA) listou dos segundos finais do jogo entre Oklahoma City Thunder e San Antonio Spurs.
   Hoje os árbitros da partida, que terminou 98 a 97 para o Thunder fora de casa, e empatou a série em 1 a 1, foram alvo de muitos questionamentos em torno da quantidade de infrações que passaram desapercebidas nos segundos finais. A lista a seguir contém as cinco infrações ignoradas:
13.5 segundos: Atraso de jogo de Manu Ginobili
13.5 segundos: Falta de ataque de Dion Waiters
13.5 segundos: Falta pessoal em Pat Mills
13.5 segundos: Falta pessoal de Kawhi Leonard
2.3 segundos: Falta no arremesso em Sergie Ibaka
   O árbitro principal da partida, Ken Mauer, falou sobre as controversas escolhas admitindo erro na segunda infração, um empurrão claro de Dion Waiters sobre Manu Ginobili. A Associação Nacional de Árbitros de Basquete divulgou uma declaração comprometendo-se a incorporar essas faltas nas futuras formações. 
   Aqui vejo um erro na declaração, essas faltas já estão nas regras do basquete a muito tempo, o que faltou no momento foi atenção ou até mesmo coragem de marcar alguma delas. O assunto arbitragem é muito controverso, infelizmente algumas vezes são determinantes nas partidas, o que vimos foi uma sucessão de erros que culminou em uma derrota dos Spurs. Erros sempre vão existir, isso faz parte do basquete e do esporte em geral, mas isso não tira a responsabilidade dos autores dos fatos, não sei o procedimento da NBA, mas esses árbitros de ontem necessitariam de uma punição e talvez uma reciclagem para não cometerem os mesmos erros.  
Print mostra infrações
   Todo ano alguma equipe é apontada como protegida da arbitragem, mas não foi o caso ontem, os erros foram visíveis e para ambos os lados, o que demonstra talvez falta de atenção ou competência das zebras.

domingo, 1 de maio de 2016

Heróis do passado: Steve Francis

Maryland o primeiro passo
   Vamos contar hoje a história de Steve Francis, um grande armador da NBA nos anos 2000, um atleta com muita habilidade, com um drible assassino, atleticismo invejável nas suas enterradas, jogadas de streetball, tudo fazia parte do show. Aqui nossa singela homenagem a sua trajetória.
   Steve Francis nasceu e foi criado em Takoma Park, Maryland. Após a morte de sua mãe por conta de um câncer em 1995, foi criado pela avó e parou de jogar basquete por dois anos. No basquetebol universitário já fez história, jogou por San Jacinto College do Texas em 1996/97, e no Aleganny College of Maryland em 1997/98, tornando-se o primeiro jogador a jogar em duas equipes invictas no Campeonato Nacional. Depois foi transferido para Maryland em 1998, na sua temporada júnior, com sua chegada a equipe deu uma impulsionada e terminou em 5° na pré-temporada. A equipe chegou a segunda posição no país, terminando em segundo no torneio ACC e ele foi nomeado para All-ACC primeiro time e All ACC Equipe do Torneio. Chegaram ao torneio da NCAA mas perderam no Sweet 16 para St. John's. Após essa temporada, mesmo dizendo que provavelmente voltaria a Maryland, optou por se inscrever no Draft.
Seu jogo agressivo chamava atenção
   Sua carreira na NBA começou em 1999, quando foi a segunda escolha do Draft pelo Vancouver Grizzlies. Ele anunciou publicamente que não queria jogar pela franquia, citando a distância de sua casa, impostos, e a vontade de Deus. Fortemente criticado por suas brincadeiras, principalmente em Vancouver, ele pensou em juntar-se a franquia, mas negociações conturbadas com a franquia e um incidente no Aeroporto de Vancouver o convenceu de uma troca. Ele conseguiu uma troca, a maior da história na época, envolvendo 11 jogadores e 3 equipes, levando-o para o Houston Rockets.
   Com os Rockets terminou a temporada como novato do ano, dividindo o título com Elton Brand e foi vice-campeão de enterradas, mas os Rockets tiveram um recorde de 38-48. Na temporada seguinte melhoram o recorde, chegando a 45-37 mas novamente perdendo a pós-temporada. EM sua terceira temporada foi eleito All-Star, mas acabou atuando em apenas 55 partidas por conta de uma lesão no pé e recorrentes enxaquecas. Por conta disso o recorde da franquia foi 28-54, lhe rendendo a primeira escolha do Draft de 2002, Yao Ming. A dupla fez sucesso e no All-Star Game de 2003 atuaram juntos, mas ainda assim a equipe não chegou aos Playoffs.
   O treinador Rudy Tomjanovich deixou o cargo, e Jeff Van Gundy assumiu o cargo, mas o estilo do treinador não condizia com o seu jogo, reduzindo suas médias de 21 pontos, 6.2 rebotes e 6.2 assistências, para 16.6 pontos, 5.5 rebotes e 6.2 assistências. Os Rockets chegaram aos Playoffs pela primeira vez desde 1999, que seria a única experiência na pós-temporada de Steve Francis, mesmo com médias de 19.2 pontos, 8.4 rebotes e 7.6 assistências, os Rockets foram eliminados pelos Lakers em cinco jogos. Com a relação de Francis e Van Gundy deteriorada, ele foi negociado com mais dois companheiros para o Orlando Magic.
Uma troca inesperada
   Primeiramente Francis estava descontente, mas logo se adaptou ao novo ambiente. Tinha médias de 21.3 pontos, 5.8 rebotes e 7 assistências, com a equipe começando muito bem a temporada, mas Francis se irritou com a troca de seu amigo Cuttino Mobley, a equipe desandou e perdeu os Playoffs. Na temporada seguinte o descontente Francis foi suspenso por conduta prejudicial para a equipe, e o ano foi inteiro de especulações sobre sua saída. Na temporada seguinte foi para o New York Knicks, ele estreio dia 24 de fevereiro e após alguns jogos sofreu uma lesão recorrente, uma tendinite no joelho direito, retornando somente em fevereiro de 2007 a jogar. Na noite do Draft foi envolvido em uma troca, acabando como agente livre irrestrito.
   Com isso, Miami Heat, Los Angeles Clippers, Dallas Mavericks e Houston Rockets o queriam. Ele optou por assinar com o Houston Rockets, no entanto não conseguiu se adaptar a rotação de Rick Adelman e teve médias de 5.5 pontos e 3 assistências em 10 partidas antes de o quadríceps esquerdo por conta de uma lesão. Ele usou sua opção de contrato e voltou para a temporada 2008/09, ele emagreceu nos treinamentos, mas não conseguiu se recuperar de uma lesão e não jogou no começo da temporada. Dia 24 de dezembro de 2008 foi negociado para o Memphis Grizzlies, sendo dispensado no dia 27 de janeiro de 2009 sem nunca ter atuado. Em 2010 atupu na Liga Chinesa de Basquete, em 14 partidas pelo Beijing Ducks, depois deixou a equipe em dezembro e retornou aos EUA.
   Francis foi um grande nome na liga, um jogador muito conhecido nos anos 2000, um cara que encantava por seu estilo de jogo e marcou seu nome na liga. Terminou a carreira como 3 x All-Star, Novato do Ano e All-Rookie Primeiro Time, com médias de 18.1 pontos, 6 assistências e 5.6 rebotes.