terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Ele é um hater!

Lebron James e Charles Barkley trocam farpas na mídia

   O Hall da Fama e comentarista da TNT, Charles Barkley tem demonstrado que sua carreira como um popular radiodifusor com propensão para ser franco, sem remorsos. Semana passada criticou Lebron James por ser chorão, provocou uma resposta calma, mas nessa segunda-feira a estrela do Cleveland Cavaliers respondeu com brutalidade.
   Em entrevista a Dave McMenamin da ESPN disse: "Ele é um odiador (hater). O que torna creditável o que ele diz? Porque ele está na TV? Não vou deixá-lo desrespeitar o meu legado assim. Não fui eu quem atirou alguém pela janela. Eu nunca cuspi em uma criança. Nunca tive dúvidas não pagas em Las Vegas. Nunca apareci num All-Star Weekend no domingo, porque estava todo final de semana curtindo em Las Vegas. Tudo que fiz, por toda minha carreira foi representar a NBA da maneira certa. Quatorze anos, nunca me meti em problemas. Respeitando o jogo. Grave isso".
   Barkley, que canaliza o "back on my days" (de volta ao meu tempo) melhor que ninguém na liga esportiva, tem irritado Lebron James ao longo dos anos, dizendo que ele não pertence aos cinco melhores jogadores de todos os tempos da NBA, cutucando o jogador de 32 anos. Nas palavras do ex-jogador e Hall da Fama, Lebron é "inapropriado. Chorão. Tudo isso. O Cleveland Cavaliers lhe deu tudo que quis. Eles têm a folha salarial mais alta da história da NBA. Ele quis J.R. Smith no último verão, eles pagaram. Ele quis Iman Shumpert no último verão. Eles compraram Kyle Korver. Ele (LeBron) é o melhor jogador do mundo. Ele quer todos os bons jogadores? Não quer competir?" - concluiu assim a alfinetada.
   Além de comentar sobre os problemas de Barkley com as autoridades nos anos 90, Lebron sugeriu que Barkley é forçado a trabalhar na mídia para gerar dinheiro, e lançou um desafio para que a crítica seja feita cara a cara. "Eu sei que ele queria se aposentar a muito tempo, mas não pode. Ele está preso naquele palco todas as semanas ... e se isso faz com que ele queira falar comigo, a agenda está lá fora. Ele sabe todos os lugares que eu vou estar. Não basta chegar até mim no All-Star, apertar a minha mão e sorrir. Estou cansado de conter minha língua. Há um novo xerife na cidade".
   E a coisa ficou feia, Barkley fala muita coisa sobre muita gente, mas que lembre nunca foi peitado de volta da forma como Lebron fez. Lebron foi chamado de chorão por muitos, e ainda é por alguns, mas não entendo a postura de Barkley, realmente me parece algo para gerar ibope e criar uma polêmica. O problema é ver até que ponto isso pode chegar, o encontro deles pessoalmente vai ser algo bem tenso, espero que nada aconteça de mais grave, mas como Barkley gosta de falar e Lerbon já demonstro que não vai engolir desaforo podemos ter um dia de UFC no All-Star Weekend.

Heróis do passado: Jerry Sloan

Sloan brilhou no Bulls
   Relembramos hoje a carreira de um atleta que virou treinador, e teve sucesso com as duas trajetórias em sua vida. Vamos falar sobre Jerry Sloan, jogador que brilhou pelo Chicago Bulls e teve sucesso como treinador do Utah Jazz. 
   Jerry Sloan era o caçula de 10 irmãos, criados pela mãe, acordava sempre as 4:30 da manhã para fazer as tarefas da fazenda e depois caminhar por 3,5 km até os treinos de basquete as 7 horas. O esforço foi compensado, ele foi All-State jogando por McLeansboro em 1960.
   Na universidade jogou basquete por Eansville de 1962 a 1965. Em 1964 começou sua carreira na NBA quando foi a 19° escolha do Draft pelo Baltimore Bullets, mas ficou de fora da temporada. No Draft de 1965 foi selecionado como a 4° escolha pelos mesmos Bullets, atuou uma temporada com médias de 5.7 pontos e 3.9 rebotes e negociado a franquia nova, Chicago Bulls no ano seguinte. Pelo, Bulls, foi conhecido como The Original Bull, levando a franquia aos Playoffs na sua primeira temporada, e ao primeiro e único título de divisão antes da era Jordan. 
   Sloan foi um ótimo jogador, um ala armador que podia atuar como ala, com uma qualidade defensiva muito eficaz e que conseguia contribuir no ataque de forma consistente. Infelizmente, por conta de constantes lesões no joelho se aposentou em 1976, após 11 temporadas. Na carreira foi 2 x All-Star, 4 x All-NBA Primeiro Time de Defesa, 2 x All-NBA Segundo Time de Defesa, e uma média de 14 pontos e 7.4 rebotes na carreira, motivos suficientes para ter o seu número #4 aposentado pelo Bulls o primeiro na história da franquia.
   Depois de se retirar das quadras, Sloan começou a trilhar outra caminho que seria de sucesso. Trabalhou cinco dias por Eansville, a universidade em que havia jogado, mas depois de cinco dias e na mesma temporada a equipe de basquete e treinadores morreram em um acidente de avião em Eansville. Dois anos mais tarde foi contratado pelo Bulls para fazer scouts, no ano seguinte treinador assistente e na temporada de 1969 treinador principal. Ficou no cargo três temporadas, chegando aos Playoffs em uma.
Hall da Fama coroou sua brilhante carreira
   Sloan foi trabalhar com scouts no Utah Jazz, passou uma temporada como treinador de Eansville, retornou como assistente técnico do Jazz e em 1988 tornou-se treinador principal. Em 22 temporadas com o Utah Jazz, em apenas 3 não levou a franquia aos Playoffs, conquistou 6 campeonatos de divisão, chegou a 2 finais da NBA e teve 10 temporadas com mais de 50 vitórias. Em 2006 atingiu as 1000 vitórias na carreira, tornando-se apenas o quinto a alcançar tal feito e em 2008 atingiu 1000 vitórias como treinador, sendo o primeiro da história a atingir a marca com uma equipe.
   Em 2009 foi elegido para o Hall da Fama, em 2001 deixou de trabalhar como treinador, em 2013 começou a trabalhar como conselheiro e consultor de scouts para o Jazz. Em 2014 o Jazz "aposentou" a camiseta 1223, em homenagem ao número de vitórias que obteve com o Utah Jazz.
   Sloan teve uma carreira boa, podemos dizer que ainda melhor como treinador, mas de muito amor ao basquete e intensidade. Merecia essa singela homenagem.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Warrios históricos

Warriors fazendo história

   O Golden State Warriors tem o melhor recorde da liga com 39 vitórias e 7 derrotas, o que aparentemente influenciou na seleção de quatro dos atletas da Bay Area para o jogo do dia 19 de fevereiro em New Orleans.
   O feito que os Warriors alcançaram é raro, ter quatro de seus atletas selecionados para o All-Star Game é difícil, aconteceu apenas pela nona vez na história da NBA. Kevin Durant e o duas vezes consecutivas MVP, Stephen Curry, foram votados como titulares, enquanto Klay Thompson e Draymond Green foram nomeados reservas pela Conferência Oeste.
As outras franquias que atingiram esse feito foram:
   Los Angeles Lakers de 1962 com Elgin Baylor, Frank Selvy, Jerry West e Rudy LaRusso
   Boston Celtics de 1962 com Tom Heinsohn, Bill Russell, Bob Cousy e Sam Jones
   Boston Celtics de 1975 com John Havlicek, Dave Cowens, Jo Jo White e Paul Silas
   Philadelphia 76ers de 1983 com Julius Erving, Moses Malone, Maurice Cheeks e Andrew Toney
   Los Angeles Lakers de 1998 com Kobe Bryant, Shaquille O'Neal, Eddie Jone e Nick Van Exel
   Detroit Pistons de 2006 com Ben Wallace, Richard Hamilton, Chauncey Billups e Rasheed Wallace
   Boston Celtics de 2011 com Ray Allen, Kevin Garnett, Paul Pierce e Rajon Rondo
   Atlanta Hawks de 2015 com Paul Millsap, Al Horford, Kyle Korver e Jeff Teague
   Golden State Warriors de 2017 com Kevin Durant, Stephen Curry, Klay Thompson e Draymond Green

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Possível lista de reservas do All-Star Game


   Hoje foram divulgados os possíveis reservas do All-Star Game 2017. Os nomes já eram esperados em sua maioria, mas eu destaco a ausência de Karl-Anthony Towns, pivô dos Wolves que está jogando demais na temporada e ficou de fora da lista.
   De acordo com o Whistlesports, pelo lado leste os reservas serão: Kyle Lowry, John Wall, Kevin Love, Paul Millsap, Paul George, Isaiah Thomas, Kemba Walker, Kristaps Porzingis, Miles Turner e Joel Embiid. Aqui não vejo nenhum jogador que possamos contestar, temos Embiid e Porzingis que brigavam para serem titulares, os demais são os melhore atletas do lado leste.
   Pelo lado oeste os reservas serão: Russell Westbrook, Klay Thompson, Marc Gasol, Draymond Green, Rudy Gobert, Chris Paul, DeMarcus Cousins, Damian Lillard, LaMarcus Aldridge e C.J. McCollun. No lado leste, na minha opinião faltou Karl-Anthony Towns, o pivô tem uma temporada muito boa, com médias de 22.4 pontos e 11.9 rebotes, médias muito superioras aos 12.8 pontos e 12.6 rebotes por partida de Gobert ou dos 17.6 pontos e 7.1 rebotes de LaMarcus Aldridge.
   Essa lista ainda não é oficial, é apenas uma prévia, mas que acredito não fugir muito desses nomes. Ainda assim, sinceramente espero que KAT esteja no All-Star Game, está melhor nessa temporada que Gobert e Aldridge, mas quem decide são os treinadores da liga, vamos esperar o veredito que saí amanhã, dia 26.
   Concordam com a lista?

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

O amor está no ar

Falta dura marcou o começo do romance

   Westbrook e Pachulia estão vivendo um caso de "amor recíproco", trocando "carícias" na quadra e fora delas. Se o armador do Thunder procura dar o troco pela falta dura que sofreu na última partida, o pivô dos Warriors não demonstra medo nenhum.
   Pachulia disse em entrevista no programa Murph e Mac, da rádio KNBR-AM de São Francisco: "Depois do jogo ele fez seus comentários e eu fiz meus comentários. Eu falei 'eu estarei lá', eu definitivamente estarei lá em OKC. Então qualquer coisa que ele quiser fazer, estarei lá''

   Enquanto Westbrook manteve-se sereno para o restante da partida, ele guardou algumas palavras especialmente para Pachulia após a derrota, dizendo aos repórteres que ele está indo para "chutar o seu traseiro".
   Pachulia não demonstra arrependimento ou remorso sobre o lance, ele admitiu que a falta foi realmente dura, foi mais do que necessário pelo que tinha acontecido anteriormente. O pivô disse: "Primeiro de tudo, não mencionei onde tudo começou, e talvez seja minha culpa não deixar claro que não comecei aquela conversa ou incidente. Ele (Westbrook) me deu uma cotovelada na jogada anterior, antes deu lhe fazer uma falta dura. Ele me deu uma cotovelada. Ele perdeu a bola e jogou o cotovelo no meu rosto. Nós fomos para o contra-ataque, Steph ia para a bandeja e aqui foi onde fiz a falta dura. Então, foi uma espécie de troco do meu lado, como eu disse, muitas pessoas não sabiam disso. Eu não falei sobre isso. Acho que é justo eu falar isso agora".
   O próximo capítulo desse romance acontecerá no dia 11 de fevereiro, quando as equipes voltam a se enfrentar na Chesapeake Arena. Particularmente, isso deixa o jogo mais interessante, essas pequenas confusões entre os altetas apimentam os jogos e isso é bom. Lembra, em proporções bem menores, os jogos de Bill Lambier contra Michael Jordan, aqueles confrontos dos anos 90 cheios de rivalidade e hostilidade, o que faz parte do jogo. Vamos esperar e ver como vai se desenrolar essa história.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Heróis do passado: Lou Hudson

Passagem brilhante pela Universidade de Minnesota
   Nossa série hoje conta a história de Lou Hudson, um ala que dominou o jogo e teve muito sucesso na carreira jogando pelo St.Louis/Atlanta Hawks, onde autou 11 anos. Hudson era um ala com um poder ofensivo invejável, que sabia atacar a cesta de todas maneiras possíveis e contava com um arremesso mortal.
   Hudson começou  jogar basquete no ensino médio, na Dudley High School em Greensboro antes de juntar-se a Universidade de Minnesota. Nos tempos de universidade, Hudson teve boas médias em suas três temporadas, sendo um All-American em seu segundo ano, onde obteve médias de 23.3 pontos e 10.3 rebotes. Hudson foi um dos maiores nomes da história de Minnesota, com médias de 20.4 pontos e 8.9 rebotes na NCAA.
11 anos de sucesso com os Hawks
   Sua carreira na NBA começou em 1966 quando foi selecionado na quarta posição do Draft pelo St. Louis Hawks, também sendo selecionado pelo Dallas Cowbys da NFL. Após optar pela NBA, Hudson teve uma temporada de estréia muito boa com médias de 18.4 pontos e 5.4 rebotes, sendo nomeado para o All-Rookie Primeiro Time. Com sua altura, 1,96 m, Hudson poderia jogar como ala armador ou como ala, sua capacidade atlética e poder ofensivo marcaram a sua carreira, tendo um período de sete temporadas consecutivas com 20 pontos ou mais de média.
   Hudson foi seis vezes All-Star com os Hawks, equipe que jogou por 13 anos onde ganhou o apelido de Sweet Lou, por seu arremesso suave e eficaz. Depois dos Hawks atuou por duas temporadas com os Lakers, onde teve as médias mais baixas da carreira e encerrou sua carreira aos 34 anos.
Duas últimas temporadas como um Laker
   Ele foi um dos grandes atletas da sua geração e um dos melhores jogadores da história dos Hawks, tanto que o número 23 que usava foi aposentado em sua homenagem. A Universidade de Minnesota também aposentou a sua camiseta número 14 por conta de sua carreira pela instituição. Hudson foi 6 x All-Star, All-Rookie Primeiro Time e 1 x All-NBA Segundo Time, na carreira teve médias de 20.2 pontos, 4.4 rebotes e 2.7 assistência por jogo. Após aposentado trabalhou um tempo vendendo equipamentos para restaurantes em Atlanta, foi locutor de rádio do Atlanta Hawks. Em 1984 foi para Utah, onde tornou-se investidor imobiliário e criou uma liga de basquete recreativa onde atuou 20 anos como treinador até falecer em 2014.
   Hudson foi um ala de extrema qualidade, com um arremesso suave e preciso, aliado a uma qualidade ofensiva incrível que lhe renderam uma carreira bem sucedida e duradoura.



quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

"Eu me vejo nele"

All-Star, provável novato do ano e comparado a Olajuwon

   As comparações entre Embiid e Olajuwon são impressionantes. Ambos nasceram em países africanos loucos por futebol e não jogaram basquete até a adolescência. The Dream é um Hall da Fama, um dos melhores pivôs da história da NBA e aparentemente Embiid pode estar indo pelo mesmo caminho.
   Enquanto Embiid obviamente tem muito caminho para percorrer, o tamanho e a mobilidade dos dois são muito parecidas. A capacidade de arremessar de fora de Embiid é fruto da evolução do basquete, mas mesmo Olajuwon conseguia arremessar de três, algo que era inédito para a época. Tanto que, na sua temporada de MVP em 1993/94, The Dream foi de 8 arremessos de três convertidos para 19, com 42% de aproveitamento. 
   Olajuwon disse em entrevista ao site da NBA: "Eu me vejo nele".
   Ambos possuem muito em comum, estilos de jogo, começo no esporte, até mesmo o continente de que vieram, e pode não parar por aí. Embiid tem demonstrado potencial sim para dominar a posição, é muito jovem, forte e ágil, tem uma variedade de movimentos e formas de pontuar que impressiona e o torna uma ameaça constante. Com certeza da nova geração é um dos atletas mais interessantes de se ver jogar, fora o seu carisma e a maneira como leva sua vida fora da quadra, mostrando ser um cara muito humilde e extrovertido.
   Suas médias nessa temporada são de 19.9 pontos e 7.8 rebotes, que lhe farão ser All-Star em sua primeira temporada e na minha opinião, ser o novato do ano com facilidade. Espero muito que ele se mantenha saudável na liga, provavelmente testemunharemos um dos grandes pivôs da história.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Heróis do passado: Bob Love

   Hoje nossa série vai relembrar a carreira de um ídolo do Chicago Bulls, antes de Michael Jordan aparecer por lá quem comandava a franquia era Bob Love, um excelente ala que pontuava como ninguém e defendia com muita qualidade. Pra quem nunca ouviu falar na fera confere aí, vale a pena.
Love fez sucesso no Bulls
   Love começou sua carreira de sucesso na Morehouse High School em Louisiana, antes ir para a Universidade Southern onde foi All-American duas vezes em 1963 e 1965. Em 1965 foi selecionado na quarta rodada pelo Cincinnati Royals, mas foi jogar na LBL (Liga de Basquetebol do Leste), onde anotou 25 pontos de média e foi eleito o novato do ano e assim chegou aos Royals. Love atuou pela franquia de Cincinnati por duas temporadas, basicamente como um reserva com médias de 6.5 pontos e 3.4 rebotes, em 1968 com a expansão da liga, foi selecionado pelo Milwaukee Bucks no Draft de expansão e trocado para o Chicago Bulls.
   No Bulls treinado por Dick Motta seu jogou fluiu, teve grande destaque na NBA, logo na sua primeira temporada foi titular e teve médias de 21 pontos e 8.7 rebotes. Nas temporadas seguintes médias de mais de 25 pontos, tornou-se All-Star e viveu seus melhores anos na liga. Enquanto atleta do Bulls foi 3 x All-Star, 2 x All-NBA Segundo Time e 3 x All-NBA Segundo Time de Defesa, por sua passagem em Chicago teve o número 10 aposentado, sendo o segundo atleta da franquia a receber essa honra.
Superou a gagueira para trabalhar 
   Love passou ainda por New York Knicks e Seattle SuperSonics. Depois de deixar as quadras teve dificuldades de conseguir um emprego devido a seu problema de gagueira, trabalhou lavando louça de um restaurante e fez uma terapia para falar. Após isso, trabalhou no Chicago Bulls como diretor de relações com a comunidade em 1993, tornou-se um orador motivacional e falava com crianças nas escolas com frequência. 
   Love teve uma carreira respeitável, com boas médias, 17.6 pontos, 5.9 rebotes e 1.4 assistências, sendo uma ala que pontuava bem e marcava bem, um dos grandes nomes da história do basquete e do meu amado Chicago Bulls e incrivelmente não está no Hall da Fama.


sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Whiteside diz que votos do All-Star Game são sobre popularidade

Pivô do Heat vive grande temporada e está frustrado com as votações

   A segunda parcial das votações para o All-Star Game de 2017 não tem Whiteside como um dos top 10 da Conferência Leste, um ponto que deixou o pivô aborrecido para abandonar o processo de votação dos fãs.
   "As pessoas vão votar em quem elas gostam. É mais uma coisa de popularidade, quero dizer, eu realmente não posso me concentrar nisso, vou me concentrar em ir lá fora e fazer o que é melhor para minha equipe". - disse Whiteside para Ira Winderman do Sun Sentinel.
   A péssima temporada do Heat excluí Whiteside da consideração séria de All-Star, mas ainda assim suas médias individuais são impressionantes. Ele lidera a liga em rebotes com 14.4 por partida, além de colaborar com 7.5 pontos e 2.2 tocos por jogo.  
   Whiteside lamenta a campanha do Heat, enquanto outros como Embiid se agarram em qualquer oportunidade, ele prefere ficar acima da briga para deixar os fãs decidir. "É mais um artifício. Eu vejo os caras e eles só fazem coisas para ganhar mais fãs, fazer piadas no Twitter para fazer as pessoas votar neles. Não tem nada realmente a ver com talento" - conclui o pivô.
   Aparentemente essa declaração é muito mais de frustração do que qualquer outro motivo. Por mais que a popularidade influencie nas escolhas, não vejo isso como o único ponto para ser um All-Star, a campanha ainda influencia muito. Embiid por mais popular que esteja se tornando, é o novato sensação da temporada, tem boas médias e o seu time é um dos piores da liga. Whiteside vive seu melhor momento na carreira, mas não acho que a falta de popularidade vá deixá-lo fora do All-Star Game, talvez outros motivos façam isso, mas essa fala soa como alguém frustrado reclamando como se fosse injusto.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Big3 a liga 3 x 3 só com ex-jogadores da NBA

Big3 superliga de basquete 3 x 3

   Você que gosta de basquete e joga uma peladinha no final de semana normalmente joga 3 x3 né? Pois imagine só, Allen Iverson e Ice Cube estão usando o seu poder das estrelas para criar uma liga 3 x 3 de basquete profissional.
   O magnata do entretenimento e o hall da fama da NBA anunciaram o lançamento da Big3, hoje pela manhã em uma coletiva de imprensa em New York. As equipes formadas por ex-atletas da NBA irão jogar a temporada de oito jogos no verão, a partir de 24 junho com as competições acontecendo cada semana em uma cidade diferente, com todas as oito equipes jogando em cada sábado. Os Playoffs finais terão duração de duas semanas.
   Chauncey Billups, Rashard Lewis e Kenyon Martin são alguns dos ex-jogadores da NBA que estão empenhados em jogar no campeonato. George Gervin e Gary Payton serão dos dois treinadores.
   Os jogos serão disputados em meia quadra e jogados até 60 pontos, com destaque para uma cesta de quatro pontos e um show de intervalo entre os jogos dois e três.
   Imaginem os jogos que teremos, queria a oportunidade de ver uma partida dessas, somente com grandes nomes da NBA dentro e fora de quadra. Tomara que essa liga tenha grande força e quem sabe possa ser transmitida, grande oportunidade de matar a saudade de lendas da NBA nas quadras.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Onde está Rose?

Rose some em um dia e aparece como se nada tivesse acontecido

   O armador do New York Knicks foi visto hoje no treino da equipe, um dia após ter perdido a partida contra os Pelicans por motivos desconhecidos como relatado primeiramente por Ian Begley da ESPN. 
   Enquanto Rose ainda não revelou o motivo da sua ausência, relatos dizem que o fato de estar longe de seu filho está abalando o atleta. Uma notícia separada diz que Rose ficou chateado depois de ser colocado no banco no último período do jogo de sexta-feira. 
   Rose ainda não enfrento punições por suas ações, mas poderia ter sido suspenso pelos Knicks. O antigo MVP da liga tem uma média de 17.3 pontos, 4.5 assistências e 3.9 rebotes na temporada, melhores que na temporada passada. O problema é saber o que realmente aconteceu e até onde isso vai afetar seu jogo, ou pior, seu relacionamento com a organização dos Knicks. Torço para que Rose ponha a cabeça no lugar, independente do que tiver acontecido e volte a jogar o seu basquete de MVP.

Haróis do passado: Sidney Moncrief

Lenda de Arkansas
   Hoje relembramos a carreira de um dos grandes nomes da história do Milwaukee Bucks, Sidney Moncrief, um ala que destacou-se desde o tempo de basquete universitário e que conseguia ser uma dupla-ameaça, atacando e defendendo com maestria.
   Moncrief juntamente com Marvin Delph e Ron Brewer, conhecidos como The Triplets, fizeram sucesso na Universidade de Arkansas, juntamente com o trinador Eddie Sutton, reerguendo o programa da instituição nos anos 70. Graças a Moncrief e seus companheiros o programa passou de um modesto sucesso e desinteresse, para um dos melhores programas de baquete nos anos 90.
   A liderança do ala e seu jogo rápido renovaram o interesse pelo programa Razorback, e inaugurando uma tradição vencedora no programa de Arkansas. Sua camiseta foi aposentada pouco depois que saiu da universidade e ainda é o único, foi o cestinha de todos os tempos de Arkansas até 1992, foi introduzido no Hall da Fama da Conferência Sudoeste e recebeu uma homenagem em 2015 de Arkansas com um banner contendo seu nome na Bud Walton Arena. Ele teve médias de 16.9 pontos, 8.3 rebotes e 2 assistências por jogo, mostrando ser um atleta muito versátil.
Um dos maiores nomes do Bucks
   Sua carreira na NBA começou em 1979, quando foi a quinta escolha do Draft pelo Milwaukee Bucks. Sua primeira temporada foi bem discreta, em vista do que fez em Arkansas, o ala teve médias de 8.5 pontos, 4.4 rebotes e 1.7 assistências, mas isso bastou para que se adaptasse a NBA. 
   Durante a década de 80 ele foi o líder dos Bucks, ajudando a franquia a atingir o terceiro melhor percentual de vitórias, atrás apenas de Lakers e Celtics. Ele foi amplamente conhecido por sua versatilidade na quadra, mesmo sendo um dos melhores alas da liga de sua geração, era muito conhecido por suas jogadas defensivas. Infelizmente, nunca levou os Bucks as finais da NBA, mas mesmo assim por tudo que fez teve seu número aposentado. Chegou a duas finais de conferência, e tinha médias melhores nos Playoffs que na temporada regular, com 16 pontos, 5 rebotes e 3.4 assistências por partida.
Rápida passagem pelos Hawks
   Após ficar um ano sem jogar, atuou pelo Atlanta Hawks, onde teve médias de 4.7 pontos, 1.8 rebotes e 1.4 assistências, suas piores marcas na carreira.
   Moncrief foi 5 x All-Star, 1 x All-NBA Primeiro Time, 4 x All-NBA Segundo Time, 2 x Jogador de Defesa do Ano, 4 x All-NBA Primeiro Time de Defesa, 1 x All-NBA Segundo Time de Defesa, número 4 aposentado pelos Bucks e com médias na carreira de 15.6 pontos, 4.7 rebotes e 3.6 assistências. Ele tinha a admiração de Michael Jordan que disse em entrevista ao LA Times: "Quando você joga contra Moncrief, você está esperando por uma noite all-around de basquete. Ele vai a qualquer lugar que você for, ambas as extremidades da quadra. Você apenas espera isso".
   Moncrief foi um dos grandes nomes dos anos 80, conquistando seu espaço na liga e sendo um dos grandes jogadores two way da história. Fica aqui nossa homenagem.

   

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Atlanta Hawks procura ofertas por Tim Hardaway Jr.

Tim Hardaway Jr. está no mercado

   O Atlanta Hawks está procurando um ala para envolver em uma troca por Tim Hardaway Jr., de acordo com Zach Lowe da ESPN.
   Hardaway está quase completando um ano com os Hawks, mas está programado para agência livre restrita no final da temporada. A equipe de Atlanta não está disposta a pagar o seu próximo contrato, e depois de trocarem Kyre Korver na quita-feira, eles estão oferecendo Hardaway na espera de receber escolhas de segunda rodada, como escreveu Lowe em seu blog.
   Os Hawks adquiriram Hardaway no Draft de 2015, quando trocaram-no com os Knicks por uma escolha de primeira rodada, que a equipe de New York usou para selecionar Jerian Grant. 
   O jogador de 24 anos tem médias de 11.4 pontos, 2.1 rebotes e 1.5 assistências, com 44,4% de aproveitamento dos arremessos de quadra e 34% das bolas de três. Com ele atuando os Hawks foram melhor 8.3 pontos por 100 posses. Particularmente gosto do jogo do Hardaway, vejo ele como um atleta que tem potencial para evoluir, se conseguir jogar em uma equipe que lhe de mais minutos em quadra, provavelmente irão colher bons frutos.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Durant quase escolheu os Celtics

Essa imagem quase se concretizou

   Os Warriors não foram a única equipe a chamar a atenção de Kevin Durant na offseason. 
   Se o Golden State tivesse vencido o campeonato na temporada passada, muitos na NBA acreditam que o ala teria assinado com o Boston Celtics para evitar a percepção de que ele estava se juntando a uma dinastia, uma panela, disseram fontes a ESPN segundo Patrick Britton do The Score.
   Durant admitiu no verão passado que as investidas dos Celtics eram muito convincentes, especialmente aquela que incluiu Tom Brady, que vendia a Durant a ideia de como é vencer um campeonato em Beantown.
   "Eu estava pronto pra dizer 'ok vamos lá'", disse Durant à Ramona Shelburne, da ESPN no mês de julho. Embora tenha chegado tão perto do acerto, Durant não parece arrependido de sua decisão.
   Irritado com as vaias que recebeu ao retornar a Boston em novembro, o ala respondeu aos fãs dos Celtics, dizendo a Chris Haynes da ESPN que ele "não tinha nenhum apego a Boston".
   Durant deu uma declaração infundada, claramente irritado com a postura da torcida respondeu com um comentário desnecessário. A chegada de KD ao Warriors tornou-o um jogador perseguido e rotulado como um cara que procura uma maneira fácil de ser campeão, sem contar no número de "haters" que a franquia já tinha e, aparentemente, aumentou com muitos fãs da NBA torcendo por um fracasso da franquia. A escolha de Durant implicou em muitas coisas, do ódio de muitos ao amor de outros, essa com certeza deverá ser a temporada que Durant terá mais pressão na carreira, mas ele fez por onde.  

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Joel Embiid e Buddy Hield são eleitos novatos do mês

Embiid e Hield são nomeados os novatos do mês

   O grandalhão dos Sixers, Joel Embiid e o armador Buddy Hield do New Orleans Pelicans, foram nomeados os novatos do mês de dezembro na NBA. Para Embiid é a segunda premiação de novato do mês conquistada, para Hield foi a sua primeira que vem forte após um começo bem lento na liga. 
   Embiid liderou os novatos em pontos (19.8), rebotes (6.8) e tocos (2.4) pelo segundo mês consecutivo, vendo seus minutos serem aumentados para uma média de 27,3 por partida, após um começo de temporada com uma restrição. 
   Hield terminou o mês como segundo lugar entre os calouros em pontos (10.6), e teve um aproveitamento de 47,8% nas bolas de três, ficando assim na 12° colocação da liga com pelo menos vinte tentativas. Parece que ele realmente encontrou seu jogo, especialmente nos últimos quatro jogos, onde têm médias de 15.8 pontos, acertando 53,6% dos arremessos de quadra e 55% das boas de três, ajudando os Pelicans a se recuperarem na temporada.
   Acredito que os dois principais concorrentes ao prêmio de novato do ano seja os dois, Embiid e Hield, e aponto o pivô dos Sixers como favorito. Seu jogo é muito bom, ele marca muito bem e possuí uma grande facilidade de pontuar, de vários lugares da quadra, inclusive da linha de três o que torna-o uma ameaça constante. Hield agora vem mostrando o seu jogo dos tempos de Oklahoma, apresentando-se como um versátil armador, que sabe pontuar, é habilidoso e sabe deixar os colegas de cara pra cesta.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Heróis do passado: Robert Horry

Alabama foi onde tudo começou
   Hoje vamos contar a história de Robert Horry, detentor de sete anéis de campeão, conhecido por ser um jogador decisivo, que mesmo sem ter médias absurdas teve uma carreira brilhante. 
   Horry cresceu na Andaluzia, Alabama onde jogou basquete no ensino médio e teve destaque, recebendo o prêmio Naismith Alabama High School Jogador do Ano. Na universidade jogou por Alabama, sendo companheiro de Latrell Sprewell. Nos 133 jogos que disputou foi titular em 108, ajudando o Tide a vencer três títulos SEC e chegar duas vezes ao Sweet 16 da NCAA, postou um recorde de 98-36 em seus quatro anos e tornou-se o recorde da universidade em tocos. Com médias de 12 pontos, 7 rebotes e 1.4 assistências, sendo escolhido para a All-Southeastern Conference, All-Defensive SEC e All-Academics equipes, deixou boas impressões na NCAA.
Começo de carreira com dois títulos
   Sua chegada na NBA foi no Draft de 1992, quando foi selecionado na 11° posição pelo Houston Rockets como ala. Atuou por quatro anos com os Rockets, onde foi duas vezes campeão da NBA (1994-95), teve momentos memoráveis nas finais, com uma partida com 7 roubos de bola e outra com cinco bolas de três em um período. Ainda em 1994 quase foi para no Detroit Pistons juntamente com Sean Elliot, mas como Elliot não passou nos exames médicos a troca foi cancelada e Horry disse que foi o momento que salvou sua carreira. Ele recebeu seu apelido de Big Shot Rob com cestas cruciais nas finais de conferência e da NBA.
   Em agosto de 1996 foi trocado com mais três companheiro para o Phoenix Suns, por Charles Barkley, na época Horry tinha sido muito criticado por arremessar pouco e atribuiu a isso sua saída dos Rockets. Depois de problemas com o treinador Danny Ainge, por conta de um episódio em que jogou uma toalha no treinador, Horry acabou sendo trocado para os Lakers. Uma aquisição muito boa dos Lakers, já que Horry vinha do banco e ainda assim jogava mais minutos que os titulares, e contribuía muito, contra os Pacers em 2000 anotou 17 pontos em 37 minutos no jogo do título, em 2001 nos jogos 3 e 4 contra os Sixers foi fundamental com lances livres decisivos no jogo 3 e com bolas de três no jogo 4. 
Lakers e mais três campeonatos
   Na temporada 2001/02 era banco de Samaki Walker, mesmo assim foi titular em 23 partidas da temporada e em 14 dos 19 jogos dos Lakers dos Playoffs. Nesse ano confirmou seu poder decisivo, no jogo 5 contra os Kings em Sacramento conseguiu fazer a cesta da vitória e ajudou os Lakers a tirarem uma vantagem de 24 pontos. Ele ficou nos Lakers até a temporada 2002-03, quando tornou-se agente livre e assinou com o San Antonio Spurs citando preocupações com seus familiares que moravam em Houston.
   Nos Spurs ele teve minutos reduzidos, mas ainda assim conseguiu ter sucesso, nas finais de 2005 contra os Pistons depois de anotar 3 pontos nos primeiros três períodos, anotou 21 pontos no quarto período e prorrogação. Os Spurs venceu em sete jogos Horry ganhava o seu sexto anel de campeão, em 2007 foi suspenso das finais de conferência após falta violenta contra Steve Nash. Nas finais os Spurs varreram os Cavaliers e Horry chegou ao seu sétimo título da NBA.
Spurs e mais dois títulos
   Ao final da temporada 2007/08 tornou-se agente livre mas não assinou contrato com nenhuma equipe, decretando assim sua aposentadoria. 
   Horry teve uma carreira incrível, apesar de ter médias de 7 pontos, 4.8 rebotes e 2.1 assistências, ele conseguiu alguns feitos impressionantes. É um dos nove jogadores a ter 7 títulos da NBA, mas o único que não jogou nos Celtics dos anos 60; é um dos quatro jogadores a ter vencido campeonatos consecutivos com dois times diferentes a partir de 2007; junto com John Salley são os únicos jogadores a vencer a NBA com três equipes diferentes; é líder absoluto em jogos de Playoffs com 244; detém o recorde de 53 bolas de três nas Finais da NBA; foi o primeiro jogador a anotar 100 tocos, 100 roubos de bola e 100 bolas de três. Em 2010 foi introduzido ao Hall da Fama dos Esportes de Alabama.
   Mesmo sem ter tido números expressivos na carreira, Horry foi um dos grandes nomes da liga e provavelmente um dos jogadores mais decisivos da história, conquistando marcas incríveis. Horry foi 7 x Campeão da NBA e All-Rookie Segundo Time.