sexta-feira, 31 de julho de 2015

Gasol diz que Bulls aprendeu com seus erros


   O ala/pivô que assinou na temporada passada com o Bulls e anotou 18.5 pontos, 11.8 rebotes e 1.9 tocos por partida, sagrou-se como membro da All NBA Segundo Time, vê que a janela para o título fica aberta para próxima temporada.
   "Temos uma grande oportunidade. Temos uma equipe muito forte. Nós podemos evoluir com o que passamos ano passado. Temos todas as ferramentas para sermos uma equipe muito mais forte e aprender com nossos erros do passado". - disse Gasol a KC Johnson do Chicago Tribune, por conferência telefônica de Joanesburgo, África do Sul.
   Gasol, era um dos dois jogadores da equipe a ter vencido um campeonato da NBA (Nazr Mohammed, raramente utilizado é o outro), falou sobre o que esses erros eram: "Nós eramos uma equipe com altos e baixos. Mesmo terminando em terceiro na conferência, tivemos uma grande quantidade de jogos que simplesmente não estávamos prontos para jogar. Pagamos pela falta do senso de urgência. Nós jogamos eu um nível alto na pós-temporada. Mas ter a vantagem de decidir em casa é um grande negócio, sabendo que essas equipes são parelhas. Com sorte, vamos aprender o quão importante cada jogo é durante a temporada e que diferença isso faz no final do ano".
   Havia como sempre, uma série de fatores além do controle do Bulls. Um núcleo que parecia prestes a desafiar qualquer equipe da Conferência Leste que emprega-se Lebron James, mas se viu frustrada a cada rodada e na última temporada teve mais do mesmo. Uma série de lesões devastadoras, o sumiço da explosão de Rose, o declínio acentuado e repentino de Joakim Noah, e uma novela prolongada envolvendo o escritório da franquia e, o agora, ex-técnico Tom Thibodeau, ajudou a colocar o Bulls em um ambiente familiar, uma queda na segunda rodada dos Playoffs.
   Gasol parece ter chegado a um consenso sobre a partida de Thibodeau. "É sempre difícil ver um técnico ser mandado embora, especialmente depois que Tom tinha trabalhado anos com a equipe. Mas você entende porque isso aconteceu. A organização tinha de tomar uma posição. Foi uma tarefa difícil. Estamos todos tentando dar a equipe uma chance melhore de ganhara um campeonato".
   E com Fred Hoiberg comandando a equipe, Gasol está animado sobre o que ele antecipa, uma injeção muito necessária, de liberdade ofensiva. "O ataque não foi realmente um dos nossos problemas ano passado, mas temos de utilizar e jogar com um melhor fluxo ofensivamente. Com Fred teremos mais liberdade para jogar em transição e explorar nossas capacidades como indivíduos, e como uma equipe. Mas também temos que compreender que defesas ganham campeonatos. Não podemos negligenciar esse lado".
   Sou suspeito para falar do Bulls pois torço para eles, mas realmente o ano passado foi para percebermos que precisamos melhor no ataque. Infelizmente Rose não é mais o mesmo, ainda jogando em alto nível e sendo decisivo, não tem mais a sua explosão absurda, o Noah decaiu de uma maneira patética e nosso ataque não foi uma maravilha. Mas uma coisa eu sei, o Bulls defende demais, e com a evolução de Jimmy Butler e a chegada de Fred Hoiberg, o ataque do Bulls vai evoluir e assim tornar-se uma unidade coesa. 
   Se tudo der certo, se as lesões não nos atrapalharem, vejo o Bulls como uma equipe forte para a temporada, mas aina não será nesse ano que o título virá, talvez em dois três anos estejamos lutando por mais um troféu Larry O'Brien.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Towns vê em Garnett sua chance de evoluir

Chegando para integrar uma jovem franquia
   A primeira escolha geral do Draft, Karl-Anthony Towns, quer ser o motor por trás do Minnesota Timberwolves na conquista do primeiro título da franquia. Para chegar lá, ele vai pedir orientação e conselhos para seu companheiro de equipe, Kevin Garnett, para saber como chegar aos seu objetivo final.
   "A coisa que mais quero tirar de Kevin Garnett, realmente, é aprender a ser um campeão. Ele tem um anel. Quero um também, na minha carreira. Possivelmente vários. Preciso fazer isso e quero realmente trazer isso para Minnesota primeiro". - disse Towns em entrevista  no programa Boomer & Carton.
   Garnett foi um membro chave para a equipe do Boston Celtics campeão de 2008, ganhando seu primeiro e único anel depois de jogar 12 temporadas pelos Wolves. Demorou para The Big Ticket, partir do time que o selecionou em 1995, e finalmente alcançar o troféu Larry O'Brien, unindo forças com Ray Allen e Paul Pierce para formar um Big Three de elite em Beantwon. 
   Towns não é cercado de veteranos experientes olhando ganhar um título antes de encerrarem suas carreiras. Jogando ao lado do ex-aluno de Kentucky estão, o Rookie do Ano de 2015 Andrew Wiggins (20), o armador espanhol Ricky Rubio (24) e a máquina de highlights Zach Lavine (20), um núcleo que pode levar anos até se qualificar para uma pós-temporada, deixando-o sozinho para ganhar um campeonato.
   "Eu gosto dos pregos da minha equipe", disse Towns sobre uma piada feita por Carton sobre o talento de Garnett e quando foi se juntar aos Celtics. Towns e Garnett já começaram a fortalecer seu relacionamento para essa temporada (2015/16), os dois foram vistos treinando juntos em uma quadra em Las Vegas durante a Summer League. Garnett concordou com um contrato de dois anos e 16 milhões, para ficar com o Minnesota nesse verão, com um papel frente ao escritório esperando por ele após a aposentadoria, ou seja, as linhas de comunicação com Towns devem permanecer abertas mesmo depois de deixar as quadras. 
O veterano que volta para ajudar 
   Vejo na parceria Garnett/Towns uma possibilidade de muita evolução para os Wolves. O jovem atleta vindo de Kentucky tem futuro na liga, mostrou que sabe jogar e tem confiança suficiente para junto com Wiggins, Lavine e outras jovens promessas levantar a franquia, e sendo orientado por Garnett, um dos melhores alas/pivô que já jogou na liga, a evolução será rapidamente percebida. Acredito que em duas ou três temporadas, dependendo de como se mantiver o elenco, os Wolves devam chegar aos Playoffs, mas tem um longo caminho a percorrer se quiserem realmente ganhar a NBA

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Napier no Magic?

Napier pode estar de mudança

   O Orlando Magic está perto de um negócio com o Miami Heat para adquirir Shabazz Napier, de acordo com Adrian Wojnarowski do Yahoo Sports. O Heat ganharia em troca do armador uma escolha protegida de segunda rodada.
   Napier, que foi a escolha da primeira do Draft de 2014 pelo Heat, jogou em 51 partidas, tendo médias de 5.1 pontos e 2.5 assistências, com 36,4% de aproveitamento dos arremessos do perímetro. Mas a temporada acabou pra ele em Abril, quando foi submetido a uma cirurgia de hérnia. 
   O líder de Connecticut no campeonato da NCAA de 2014, foi a 24° escolha do Draft pelo Charlotte e negociado para o Miami, em uma movimentação que foi vista como uma forma de apaziguar Lebron James que havia elogiado o jogo de Napier repetidamente. Mas Lebron foi para Cleveland duas semanas depois. 
   O Heat tem Mario Chalmers com mais um ano de contrato como backup para Goran Dragic, que assinou esse mês por mais cinco anos e 85 milhões. Ainda assim, há boatos de que o Heat vai tentar trocar Chalmers e Birdman, o Heat está em uma dura luta contra a taxa excedente de cap, se trocar Napier salvará 1.3 milhões para a próxima temporada. 
   O Magic possuí cinco atletas na posição de armador ou ala/armador, com Napier seriam seis, o negócio pode ser bom para o Heat mas para o jovem armador acho bem complicado. Principalmente por ter que disputar espaço com C.J Watson que é o atual backup de Elfrid Payton, talvez não tenha muito espaço na temporada, uma pena para um jovem armador com um bom futuro pela frente. 

Heróis do passado: Charles Barkley

Começo da história
   A nossa série vai homenagear um dos 50 melhores jogadores da história, membro do Dream Team, amigo de Jordan e um dos melhores ala/pivôs da liga, hoje vamos contar a história de "Sir" Charles Barkley. Ídolo dos Sixers, Suns e Rockets, tem uma história brilhante na liga.
   Barkley nasceu e foi criado em Leeds, Alabama, onde tentou jogar no Leeds High School, mas como junior de 1,78 m e 98,8 Kg, foi nomeado como reserva. No verão cresceu e foi a 1,93 m e no seu último ano tornou-se o titular da equipe, com médias de 19.1 pontos e 17.9 rebotes, levando sua equipe as semifinais estaduais com recorde de 26-3. Só aí foi visto por olheiros universitários, quando anotou 26 pontos contra o melhor jogador do recrutamento Bobby Lee Hurt. Um assistente do treinador de Auburn viu Barkley e disse, sobre um cara gordo que joga como o vento, ele foi recrutado por Sonny Smith e conclui administração em Auburn.
   Ele jogou por três temporadas em Auburn, sempre lutando para controlar seu peso, ele foi o reboteiro da SEC em todas suas temporadas. Ele conquistou os fãs, pegando rebotes e dando tocos compensando o seu físico, e como sua marca pegava rebotes defensivos e finalizava com uma enterrada no "coast to coast". Durante sua carreira universitária jogou como pivô, mais baixo que a média dos demais pivôs com 1,98 m. Ele é membro da equipe Auburn All-Século e detém até hoje o recorde de percentual de arremesso da carreira com 62,6% de aproveitamento. Ele ganhou vários prêmios, foi Jogador do ano da SEC, três vezes All-SEC, mais tarde foi nomeado Jogador da Década de 1980 da SEC. Em seus três anos teve médias de 14.8 pontos, 68,2% de aproveitamento, 9.6 rebotes, 1.6 assistências e 1.7 tocos. Em 2001 teve a camiseta número 34 aposentada em sua homenagem.
5° escolha do Draft de 1984
   Sua carreira na NBA começou no Draft de 1984, quando foi escolhido na quinta posição geral pelo Philadelphia 76ers. Em sua primeira temporada sobe a tutela de Moses Malone, foi capaz de gerir seu peso e se condicionar de forma adequada para a NBA. Nessa temporada foi eleito para a equipe All-Rookie, com médias de 14 pontos e 8.6 rebotes por partida, ainda chegaram aos playoffs e perderam nas finais de conferência para o Boston Celtics. Na temporada seguinte tornou-se o líder da equipe em rebotes e o segundo cestinha, com médias de 20 pontos e 12.8 rebotes por jogo e se tornou titular da equipe, perdendo nas semifinais de conferência. 
   Na temporada 1986/87 tornou-se o líder da equipe com a saída de Moses Malone, ano em que foi o líder da liga em rebotes (14.6 por jogo) e em rebotes ofensivos (5.7). De quebra teve média de 23 pontos e 59,4% de aproveitamento, sendo eleito para o All Star Game pela primeira vez. Na temporada seguinte com a saída de Doctor J., Barkley tornou-se o jogador da franquia, fazendo dessa a sua temporada mais produtiva da carreira, com médias de 28.3 pontos, 11.9 rebotes e 58,7% de aproveitamento, sendo novamente All Star e All NBA First Team. Ele seguiu jogando em alto nível nas temporadas seguintes, na temporada 1989/90 ficou em segundo na votação para MVP, levou a equipe a 53 vitórias mas novamente caíram na pós temporada contra o Chicago Bulls. 
   Em sua sétima temporada e no quinto All Star Game, ele liderou o Oeste a vitória com 17 pontos e 22 rebotes, maior marca desde Wilt Chamberlain com 22 rebotes em 1967, sendo nomeado o MVP. A temporada de 1991/92 foi a última de Barkley com os Sixers, onde jogou com o número 32 em homenagem a Magic Johnson que havia se retirado por causa do HIV, teve médias de 23.1 pontos e 11.1 rebotes, com 55,2% de aproveitamento, encerrou a carreira na franquia como 4° maior cestinha, terceiro em média de pontos, terceiro em rebotes, oitavo em assistências e segundo em percentual de aproveitamento. Foi o líder em rebotes e percentual de aproveitamento por sete temporadas seguidas, e seis vezes em pontuação. No final dessa temporada foi negociado com o Lakers, mas o Sixers voltou atrás e ele foi oficialmente apresentado pelo Suns em 1992.
MVP chegou na temporada de 92/93
   A troca foi boa para Barkley e o Suns, ele levou a equipe ao melhor recorde da liga com 62-20, tendo médias de 25.6 pontos, 12.2 rebotes, 52% de aproveitamento e a média mais alta da carreira em assistências com 5.1 por jogo. Com isso foi eleito o MVP e tornou-se o terceiro jogador na história da NBA a ser MVP no ano seguinte a troca de franquia, sem contar que levou as Finais da NBA pela primeira vez desde 1976. Mas novamente nas finais foi derrotado por Jordan. A temporada seguinte foi conturbada por lesões, mas mesmo assm Barkley anotou 56 pontos em um jogo dos Playoffs contra os Warriors, a terceira maior marca da NBA. A temporada de 1995/96 marcou sua última como membro dos Suns, ele foi o líder da equipe em pontos, rebotes e roubos de bola, 23.3 pontos, 11.6 rebotes e 77% de aproveitamento dos lances-livres, sua melhor marca na carreira. Ele se tornou o décimo jogador da história a anotar 20000 pontos e 10000 rebotes na carreira, e após a eliminação na primeira rodada dos Playoffs foi negociado para o Houston Rockets. 
Última tentativa de vencer a NBA
   Sua ida para Houston foi sua última tentativa de vencer a NBA, juntando-se a Hakeem Olajuwon e Clyde Drexler na temporada 1996-97. Em seu primeiro jogo, já teve a melhor marca da carreira em rebotes com 33. Ele continuo a lutar contras as lesões e jogos apenas 53 jogos, ainda assim foi o segundo cestinha da equipe com 19.2 pontos de média e 13.5 rebotes, mas perderam nas finais de conferência para o Utah Jazz. Na temporada de 1997/98, Barkley novamente sofre com lesões e o Suns foi eliminado na primeira rodada dos Playoffs contra o Jazz. Ainda nesse ano, ele se tornou o segundo jogador na história a acumular 23000 pontos, 12000 rebotes e 4000 assistências na carreira. A temporada derradeira de sua carreira foi 1999/00, quando teve médias de 14.5 pontos e 10 rebotes por jogo, se despedindo das quadras dia 19 de abril de 2000 contra o Vancouver Grizzlies. 
   Além disso, na sua carreira Barkley foi duas vezes campeão olímpico, com o Dream Team de 1992 e depois em Atlanta 1996. Em ambas campanhas foi o líder em pontos e percentual de arremessos, detentor do recorde olímpico de pontuação com 30 pontos em 1992. 
   Barkley marcou o basquete com seu jogo físico, que lhe renderam os apelidos de Sir Charles e The Round Mound off Rebound, além disso, suas posições fora das quadras as vezes controversas o fizeram uma figura marcante da história da NBA. Ele terminou sua carreira com 16 temporadas jogadas, com 22.1 pontos, 11.7 rebotes e 3.9 assistências de média por jogo, 1 x MVP, 11 x All Star, 1 x MVP All Star Game, 5 x All NBA First Team, eleito como um dos 50 melhores jogadores da história, tem seu número 34 aposentado por Sixers e Suns. Detentor de dois recordes da temporada regular, com maior número de rebotes em um tempo (13) e maior número de rebotes ofensivos em um período (11), e outros três em playoffs, com o maior número de lances-livres convertidos em um tempo (19), mais lances-livres cobrados em uma série de sete jogos (100) e mais erros em uma série de sete jogos (37). E mesmo com todos esses feitos não conseguiu sequer um título, entra no grupo dos grandes astros que não venceram a NBA.
   A carreira desse monstro foi consagrada com a entrada no Hall da Fama em 2006, e atualmente Barkley é comentarista da TNT e faz um trabalho muito bom diga-se  de passagem. Por tudo que fez e ainda faz pelo basquete, Sir Charles merecia ser homenageado. 


sexta-feira, 24 de julho de 2015

Popovich elogia Hammon: "Ela é boa nisso"

Fazendo história
   Becky Hammon teve uma célebre carreira na WNBA como jogadora, ganhando seis indicações para o All Star Game e sendo a sétima maior cestinha da história com 5841 pontos.
   Com seus tempos de jogadora no passado, agora aos 38 anos ela procura fazer seu nome na NBA, atuando como a primeira mulher assistente técnica em tempo integral na história da liga, para o San Antonio Spurs de Greg Popovich. Em entrevista para Tom Tolbert da Rádio KNBR, Popovich discutiu sobre os motivos pelos quais a contratou, e o impacto que ela causou na equipe e na franquia como um todo, em um curto espaço de tempo.
   "Tornou-se enorme quando a contratei, e agora está ainda maior por causa da situação da Summer League. Mas nós nem sequer pensávamos nessas coisas. Eu a contratei porque ela estava em minhas reuniões técnicas o ano inteiro, porque ela estava machucada. Ela tem opiniões e noções fortes sobre o basquete. Obviamente ela foi uma grande atleta. Como armadora, ela é uma líder, é impetuosa, é inteligente, e nossos caras respeitam o que ela fez na quadra, então ela está treinando conosco, ela está enfrentando os desafios. Então por isso nós a colocamos como treinador em tempo integral e lhe demos a oportunidade da Summer League. Eu nem olho para ele como, bem, ela é a primeira mulher a fazer isso ou aquilo. Ela é uma treinadora, e ela é boa nisso. Acho que algumas pensaram que esse era algum tipo de truque, o que estávamos tentado ser legais. Estou feliz que ela está aqui. Eu respeito sua opinião, eu aprecio o give-and-take dela, e quando ela foi para Summer League e essas coisas de desenvolver. Ela dá aos técnicos (Summer League) uma chance de treinar, mas a verdadeira razão de você estar lá é para ver o novo prospecto que você escolheu, ou um agente livre que você pode querer desenvolver e espera que faça parte da sua equipe. Esse era o propósito dela na Summer League, e ela fez um grande trabalho tentando fazer os caras jogar da maneira que queremos que joguem" - disse Popovich.
   Hammon continuo a ser manchete na Summer League, treinando os Spurs e levando-os para o campeonato da competição, passando a equipe confiança, de forma equilibrada.
   Popovich deixou claro que ele pretende terminar os seus cinco anos de contrato. Não seria surpresa para ninguém ver Hammon tomar as rédeas e fazer história como seu substituto. Isso, se nenhuma outra equipe contratá-la antes.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Cuban critica DeAndre Jordan

Cuban mostra toda sua mágoa pelo pivô do Clippers

   O dono do Dallas Mavericks, Marc Cuban nunca pega leve com as palavras, e ele tinha se resguardado sobre a mudança de amor de DeAndre Jordan, retornando para o Los Angeles Clippers.
   Cuban disse sobre Jordan no Twitter: "Sexo fingido é sempre o melhor sexo, mas depois que acaba você olha para o mesmo rosto e percebe que os problemas ainda são os mesmos".
   Os comentários foram feitos hoje na Rádio ESPN, onde o anfitrião Colin Cowherd sondava o bilionário sobre a saga desse mês.  "Há coisas que não entendia sobre ele, não sabia sobre ele, demos crédito a ele, que nós provavelmente não deveríamos ter dado"- disse Cuban sobre o pivô.
   Enquanto entende de negociações do basquete, Cuban não compreende a mudança de Jordan, que indeferiu seu pedido de desculpas anteriormente feito, sugerindo que ele foi escrito por algum representante. Quarta-feira ele disse que a única que teria pedido, sobre o processo, foi para Jordan mudar seus perfis nas mídias sociais.
   "Acho que a única coisa que teria feito diferente, seria mudar a imagem do perfil do Twitter logo de cara. Para deixar do jeito que estava (com Jordan em um uniforme dos Clippers), quando me deu um fora"- comentou Cuban.
   Não é por menos todo o rancor, é o mesmo que ser largado no altar pela noiva, o que vimos aqui foi a mais pura e simples falta de respeito e palavra. O que DeAndre Jordan fez é um vexame para o esporte, principalmente para sua carreira, ele sempre será lembrado por ter sido o jogador que mudou de ideia na última hora. Provavelmente agora todas as equipes da liga vão pensar muito antes de finalizar um contrato, para ter certeza absoluta que não serão esnobados. 

terça-feira, 21 de julho de 2015

Summer League é do Spurs

Kyle Anderson o MVP da Summer League
   Em jogo que acaba de ser encerrado, o San Antonio Spurs levou o troféu de campeão da Summer League de 2015. Na final a equipe texana bateu o Phoenix Suns por 93 a 90.
   Em um jogo muito disputado do início ao fim, os Spurs sagraram-se campeões, com destaque para o seu banco de reservas que pontou muito e sacramentou a vitória. O destaque da equipe não foi o MVP da Summer League, como era esperado, Kyle Anderson, mas sim o ala Jonathan Simmons que vindo do banco anotou 23 pontos, pegou 3 rebotes e distribuiu 3 assistências. Anderson teve um começo de partida apagada, com apenas 4 pontos no primeiro tempo de jogo, no final jogou melhor e acabou a partida com 15 pontos, 7 rebotes e 4 assistências.
   Pelo lado do Suns o destaque foi Mike James, o ala anotou 32 pontos, pegou 8 rebotes, roubou 3 bolas e deu 4 assistências, mas infelizmente sua performance monstruosa de nada rendeu. Devon Booker jogou muito bem, mas foi ejetado com 6 faltas, ainda assim anotou 10 pontos, 2 assistências e 3 rebotes em 28 minutos de quadra.
Becky Hammon a primeira mulher a treinar uma equipe
na Summer League
   O que deve-se ressaltar foi o elevado número de erros, 20 para os Suns e 14 para os Spurs, o equilíbrio nos rebotes 40 a 39 para os Suns e o aproveitamento dos arremessos que ficou perto dos 45% para ambas equipes. Podemos ver coisas interessantes, Devon Booker mostrou que vem muito bem para a NBA, pronto para ajudar vindo do banco, se mostrou confiante e inteligente. Kyle Anderson provou para Pop que pode ajudar no elenco, com atuações muito boas o MVP do torneio buscará seu espaço na equipe nessa temporada. E o mais legal, Becky Hammon já era a primeira mulher a treinar uma equipe na Summer League e tornou-se a primeira a ser campeã, mostrou que sabe ser uma técnica principal e levou os Spurs ao título, será que ela pode ser a primeira treinadora da NBA quando Pop se aposentar?
   Só resta agora acompanharmos a temporada regular e ver em qual nível esses jovens talentos vão estar, quem se destacará e quem será esquecido.

domingo, 19 de julho de 2015

Heróis do passado: Shaquille O'Neal

Começo da lenda
   Hoje a nossa série lembra um dos melhores pivôs da história da liga, o mais dominante da história para alguns (inclusive para mim), e provavelmente o jogador mais carismático que já passou pela NBA. Vamos homenagear hoje Shaquille O'Neal, o homem que quebrava tabelas.
   Shaq cresceu e se criou em Newark, New Jersey, onde começou a jogar basquete e agradece a Boys and Girls Club of America, por lhe propiciar um um lugar seguro para brincar e ficar fora das ruas. "Eles me deram algo para fazer. Eu tinha acabado de ir para lá arremessar, nem jogava em equipe ainda", disse o astro. Ele levou sua equipe Robert G. Cole do Ensino Médio, de San Antonio no Texas, a um recorde de 68-1 em suas duas temporadas lá, ajudando a equipe a ser campeã estadual em seu segundo ano. Seus 791 rebotes durante a temporada de 1989 seguem como o recorde estatual para jogadores em qualquer classificação.
   Depois de terminar o ensino médio, Shaq foi jogar na LSU, sendo treinado por Dale Brown, técnico que já havia conhecido anos antes na Europa. Enquanto jogador da LSU, foi duas vezes All-American, duas vezes o jogador do ano da SEC, e recebeu o troféu Adolph Rupp de 1991 como jogador do ano da NCAA, sendo eleito o melhor jogador universitário do ano pela AP e UPI. Ele deixou a universidade cedo para ingressar na NBA, mas voltou para terminar os seus estudos, foi introduzido no Hall da Fama da LSU e tem uma estátua em sua homenagem na frente do ginásio de treinos.
   Em 1992, Shaq foi escolhido como a primeira escolha geral do Draft, pelo Orlando Magic. Durante o verão, antes de se mudar para Orlando, ficou sob a tutela de Magic Johnson. Logo de cara já despontou na liga, sendo eleito em sua primeira semana como o jogador da semana, se tornando o primeiro da história a fazer tal feito. Durante sua temporada de estréia, teve médias de 23.9 pontos, 56,2% de aproveitamento dos arremessos, 13.9 rebotes e 3.5 tocos, sendo votado para o All-Star Game, se tornando o primeiro novato desde Michael Jordan em 1985 a realizar o feito, sendo também eleito o novato do ano. 
   Na sua segunda temporada (1993/94), ele foi o segundo da liga em pontuação com 29.4 pontos de média e o líder da liga em aproveitamento com 60%. Nesse ano anotou o seu primeiro triplo-duplo da carreira, com 24 pontos e as marcas mais altas da carreira de 28 rebotes e 15 tocos. Foi All-Star e All-NBA Terceiro Time e levou o Magic aos playoffs pela primeira vez na história, onde teve médias de 20.7 pontos e 13.3 rebotes na varrida sofrida para o Pacers. Na terceira temporada pelo Magic, ficou em segundo na votação de MVP da NBA, junto com Hardaway venceram a Divisão do Atlântico e a primeira série de playoffs da história da franquia. Chegaram as finais da NBA, Shaq teve médias de 28 pontos, 59,5% de aproveitamento, 12.5 rebotes e 6.3 assistências, mas mesmo assim foram varridos pelo Houston Rockets de Hakeem Olajuwon e Clyde Drexler. A temporada de 1995/96, Shaq se machucou e perdeu 28 jogos, ainda assim foi All-Star, teve médias de 26.6 pontos e 11 rebotes, e ajudou o Magic a chegar ao segundo melhor recorde da liga com 60-22. Chegaram as finais de conferência e perderam para os imbatíveis Bulls de Michael Jordan.
3 títulos, 3 MVP's das finais
   Depois disso Shaq virou agente livre no final da temporada, quando no verão foi para a Seleção Americana e mais tarde Campeão Olímpico em Atlanta 1996. Enquanto treinava com a Seleção Olímpica muitos problemas envolviam seu nome e sua renovação com o Magic, uma enquete realizada mostrou que os fãs não queriam mais Shaq e que Hardaway não queria ninguém ganhando mais que ele na equipe. Na primeira partida da seleção nos Jogos Olímpicos, Shaq disse que estava indo para o Lakers e não queria mais saber de falar sobre dinheiro. Nas primeiras quatro temporadas com o Lakers, Shaq foi o cara da franquia, e mesmo assim em todas as vezes em que chegaram aos playoffs perderam para Jazz nas primeiras três vezes e em 1999 para os campeões da NBA, Spurs.
   As coisas mudaram com a chegada de Phil Jackson, logo de cara implantou o triângulo ofensivo com Jackson, O'Neal e Bryant, levando o Lakers a três campeonatos consecutivos (2000, 2001, 2002), Shaq foi nomeado o MVP das Finais três vezes e teve a maior média de pontuação para um pivô na história das finais da NBA. Na temporada de 1999/2000 Shaq foi eleito MVP a apenas um voto de se tornar o primeiro MVP unânime da história. Após as finais da NBA de 2004, sofrer duras críticas do dono do Lakers, Mitch Kupchak e de Tex Winter, e aliado a demissão de Phil Jackson, Shaq pediu para ser negociado. Kupchak tentou uma troca por Dirk Nowitzki, mas Cuban rejeitou e em seguida Shaq foi para o Miami Heat em troca de Caron Butler, Lamar Odom, Brian Grant e uma escolha de primeira rodada do Draft.
O 4° título
   Em sua chegada prometeu aos fãs que iria dar um campeonato a eles, ao lado de Wade recuperou o seu bom basquete, atuando por 73 partidas na temporada 2004/05, seu máximo desde 2001, com médias de 22.9 pontos, 10.4 rebotes e 2.3 tocos. Foi All NBA Team pela primeira vez, foi All-Star e terminou em segundo na votação para MVP da liga. Na temporada de 2006, conseguiu o segundo triplo-duplo da carreira com 15 pontos, 11 rebotes e 10 assistências, sua marca mais alta na carreira. Shaq e Wade levaram o Heat a sua primeira final da NBA, contra os favoritos Dallas Mavericks que abriram dois a zero na série, mas perderam de virada por 4 a 2. Em 2008/09 Shaq foi trocado para o Phoenix Suns, por Shawn Marion e Marcus Banks, onde foi muito bem e chegou aos playoffs de 2008, mas sem repetir o feito em 2009 quando foi colocado como negociável, e foi a primeira em sua carreira desde 1992/93 em que não chegou aos playoffs.
   Em 2009 Shaq foi para o Claveland Cavaliers em troca de Sasha Pavlovic, Ben Wallace, 500 mil dólares e uma escolha de segunda rodada do draft de 2010. Ele teve as médias mais baixas de sua carreira em quase todas as estatísticas, assumindo um papel muito menos significativo do que se esperava. Depois de perder os Playoffs de 2010 para o Boston Celtics, Shaq foi contrato pelos Celtics após um comentário de Kobe que dizia ter mais anéis que ele. Infelizmente, Shaq passou mais tempo lesionado do que atuando, e viu os Celtics perderem para o Miami Heat nos Playoffs.
   No dia 1° de junho de 2011 ele anunciou sua aposentadoria, seu maior ponto fraco na carreira era seu lance-livre, tendo um recorde de 11 errados em 11 arremessados em 2000 contra o Seatle SuperSonics. Ele foi o homem que gerou uma tática utilizada ainda hoje, hack a shaq, que consiste em fazer faltas no pior cobrador de lances-livres da equipe adversária. Com seu tamanho, 2,16 m, 147 kg e calçando 45, com uma estrutura física invejável, ele mudou o jogo, fazendo com que mudasse o basquete, onde sistemas ofensivos e defensivos fossem adequados para tentar pará-lo. Por isso eu o considero como o pivô mais dominante da história.


   Shaq terminou a carreira com médias de 23.7 pontos, 10.9 rebotes e 2.3 tocos por jogo, sendo 4 x Campeão da NBA, 3 x MVP das Finais, MVP da NBA, 15 x All Star, 3 x MVP do All Star Game, 8 x All NBA Primeiro Time, Novato do Ano, 2 x Cestinha da NBA e teve o seu número (#34) aposentado pelo Lakers.
   É o meu pivô favorito, o cara mais dominante que vi jogar, um monstro que sabia dominar o garrafão como ninguém e pontuava com facilidade. Sua força era tão grande que quebrou duas tabelas e esteve proibido de enterrar, caso as quebrasse novamente, foi provavelmente o jogador mais forte a atuar na liga. Seu carisma o levou até onde esta hoje, trabalhando como comentarista da TNT e um grande ator, e até mesmo rapper, Shaq é um dos jogadores que marcou a NBA, ele é inesquecível. 
   Abaixo um vídeo para lembrarmos do mito:
  

sexta-feira, 17 de julho de 2015

MJ será Hall da Fama FIBA

The GOAT será Hall da Fama FIBA

   O grande Michael Jordan finalmente terá o seu lugar no Hall da Fama da Federação Internacional de Basquetebol. Nessa sexta-feira a FIBA anunciou que, aos 52 anos, Michael Jordan será um dos nove homenageados da classe desse ano.
   Vão juntar-se a Jordan, atualmente principal proprietário e presidente do Charlotte Hornets, Sarunas Marciulionis (Lituânia), Anne Donovan (EUA), Vladimir Tkachenko (Rússia/Ucrânia), Ruperto Herrera Tabio (Cuba), Antonie Rigaudeau (França), treinador Jan Stirling (Austrália), oficial técnico Robert Blanchard (França) e colaborador Noah Klieger (Israel).
Sua consagração será no dia 19 de setembro, em Lille, na França, e eles aparecerão no intervalo do jogo da Eurobasket no dia seguinte.
   Jordan ganhou duas medalhas de ouro olímpicas, com sua primeira participação em 1984 quando liderou os americanos em pontuação, 17.1 pontos e 3 rebotes por partida de média. MJ levou para casa seu segundo ouro oito anos depois, em Barcelona, na Espanha, como membro do infame Dream Team.
   O Naismith Hall da Fama já hospeda Jordan, desde 2009 quando ingressou. Seus 15 anos de NBA são sensacionais, faltam elogios, 6 vezes campeão da NBA, 14 vezes All Star e 5 vezes MVP. Acredito que Jordan já deveria ter sido lembrado pela FIBA, os feitos dele pelo mundo basquete o tornaram um esporte diferenciado e mais conhecido após sua passagem, Jordan mudou a cara desse esporte e merece todo reconhecimento possível.  Abaixo um vídeo para alegrar a nossa sexta-feira.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Segundo Kenyon Martin, Melo não merecia passar o que passa

O peso de ser uma estrela e levar o mundo nas cosatas
   Carmelo Anthony tinha 120 milhões de motivos para voltar a assinar com os Knicks no final da temporada 2013-14. Ganhar não poderia ser um deles.
    Após três eliminações seguidas em playoffs na primeira ou segunda rodadas, o Knicks chegou a 54 vitórias e 37 derrotas apenas em um ano. Esse número continuou a cair na temporada passada, chegando ao pior recorde da franquia com apenas 17 vitórias.
    Kenyon Martin que jogou ao lado de Carmelo Anthony no Dever Nuggets e no New York Knicks, recentemente se aposentou da NBA após 15 anos de carreira, e disse odiar ver seu ex companheiro de equipe continuar a competir e para perder equipes. 
   Em entrevista ao ESPN Ohm Youngmisuk, Martin disse: "Eu me sinto mal por ele. Ele se preocupa e quer ganhar, e enfrentar esse tipo situação com aquele talento, ele não merece fazer parte de nenhum processo de reconstrução em momento algum".
   Em um momento, era comum nas equipes da NBA que se pensasse que uma estrela sozinha poderia levar uma franquia longe nos Playoffs, como um excelente exemplo Lebron James na temporada 2006-07 com os Cavaliers, chegando até as finais da NBA com Larry Hughes e Drew Gooden como seus principais companheiros de equipe. Enquanto os atuais campeões da NBA provaram que a crença está errada, esse tipo de pensamento sempre parece diferente quando debatemos a grandeza de Carmelo Anthony.
   "Todo mundo tem uma opinião. E todas elas são ruins. Acho que passei a maior parte do tempo com ele (Melo) que qualquer outro jogador. Passamos oito anos de nossas carreiras juntos. Ele quer ganhar. É uma das pessoas mais competitivas que convivi. Eu estava falando com algumas pessoas sobre ir para a NBA e ter esse espírito dentro de você e quem o tem. E são poucos, muito poucos. Melo é um deles. Ele quer ganhar. A situação não foi ideal, mas espero que eles consigam juntos".
   Desde que foi selecionado como a 3° escolha geral do Draft de 2003 pelos Nuggets, Anthony, agora com 31 anos, ficou fora da segunda rodada apenas uma vez, caindo nas finais da Conferência Oeste para os Los Angeles Lakers de Kobe em 2009. 
Será que esse dá pros Knicks?
   É difícil imaginar que a temporada 2015-16 vai romper esse paradigma, apesar do plantel passar por uma reformulação, com rostos novos como Robin Lopez, Aaron Affalo, Kyle O'Quinn, e o estreante Kristaps Porzingis chegando abordo nesse verão. Os Knciks devem ser mais competitivos, mas será o suficiente para a equipe dar um salto gigantesco na classificação? Essa e muitas outras perguntas ainda estão sem resposta. 
   Talvez seja melhor para Martin, no conforto de seu sofá, evitar alguns jogos do Knicks até Melo e seus companheiros de equipe ganharem alguns jogos. 

terça-feira, 14 de julho de 2015

Kings anunciam contratações da offseason

Boa escolha e boas trocas elevam o nível do Kings para essa temporada
   O Sacramento Kings anunciou oficialmente as contratações de Rajon Rondo, Marco Belinelli, e Kosta Koufos na segunda-feira, quando os novos recrutas se reuniram em Las Vegas na Summer League para trocar idéias com o proprietário Vivek Ranadive.
   Vlad Divac também foi junto para a viagem, como era de assinatura do agente livre Caron Butler, o retorno de Omri Casspi, e a estrela, homem grande DeMarcus Cousins. Rondo foi o maior investimento da offseason, assinou um contrato de um ano por U$S 10 milhões, dando aos Kings um jogador segmentado sem muito risco, e fornece a Rondo uma oportunidade de reabilitar o seu valor.
   O quatro vezes All-Star, lutou fortemente em 2014-15, recebendo um acordo do Boston Celtics e o rapidamente desgastante acolhimento com o Dallas Mavericks. Ele não tinha nada de coisas boas a dizer sobre o Mavs, apesar de sua saída extremamente pública, mas parece pronto para virar a página com sua nova equipe.
   "O céu é o limite", disse Rondo do potencial do Sacramento.
   Belinelli, entretanto, foi tirado do San Antonio Spurs com um trato de U$S 19 milhões de dólares ao longo de três anos e Koufus, foi relatado acordo de 4 anos por U$S 33 milhões. O Kings não fez nenhum home run, e o drama em torno de sua offseason dominou as manchetes, mas eles definitivamente fortificaram sua base base de talentos em torno de Cousins. 
   O primeiro técnico, George Karl estava em Las Vegas, também, enquanto ele entrar na foto acima, ele e Cousins pelo menos tentaram manter as aparências com um aperto de mão inábil. "Nós temos um monte de tempo para voltar na mesma página. Conversa de verão é drama de verão. Eu não vou chegar a eles, mas Cuz e eu temos que trabalhar em conjunto para voltarmos a ficar juntos. E acho que nós vamos conseguir".
   A temporada promete para os Kings, com boas trocas e uma boa escolha do Draft a equipe já vem com chances de playoffs e animando os seus torcedores.
   

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Heróis do passado: John Wooden

O melhor da história
   Hoje nossa série vai falar sobre um mito, uma lenda do basquete, mas ele não era jogador. Vamos falar de John Wooden, maior técnico da história possivelmente, antes de Coach K ele era o cara, um homem que fez o basquete ser o que é hoje em dia.
   Nascido na cidade do Hall, Indiana, mudou-se ainda criança para Centerton. Como menino um de seus modelos era Fuzzy Vandivier, que jogou na Franklin Wonder Five, time lendário de basquete que dominou o basquetebol escolar de Indiana entre 1919 e 1922.  Aos 14 anos se mudou para Martinsville, onde liderou a escola para as finais do campeonato estadual por três anos consecutivos, sendo campeão em 1927, e foi três vezes da Seleção All-State.
   Ao se formar foi para Purdue, onde foi campeão pré-NCAA em 1932 quando era Senior, foi nomeado All Big Tem e All Miswestern (1930-32), em Purdue foi o primeiro jogador a ser nomeado três vezes consecutivas All-American. Após a universidade ele jogou anos por Indianapolis Kautsky, Withing Ciesar All American e Hammond Ciesar All American, enquanto treinava e ensinava no ensino médio.  Foi nomeado para o Primeiro Time da NBL da temporada 1937-38. Em 1942 entrou para a Marinha, serviu na Segunda Guerra Mundial por três anos e saiu do serviço como tenente.
   Wooden treinou dois anos a Dayton High School, seu primeiro ano foi o único em que teve um histórico de derrotas maior que de vitórias.  Depois foi para Indiana, onde treinou a South Bend Central High School até entrar para as forças armadas. Seu recorde em 11 anos de técnico do ensino médio foi de 218 vitórias e apenas 42 derrotas.
   Depois da Segunda Guerra Mundial, Wooden treinou Indiana State Teachers College (atual Indiana State), além disso foi técnico de beisebol e diretor de esportes, fazendo mestrado em Educação e dando aula. Em 1948 liderou a universidade ao título da conferência, levando sua equipe para a final do torneio Naib, perdendo para Louisville, único jogo que perdeu em todo campeonato.  Na temporada de 1948-49, foi contratado pela UCLA, um contrato para três anos. Wooden teve sucesso imediato, moldando a marca mais rara de treinadores, uma reviravolta instantânea para um programa medíocre. Antes dele a UCLA foi duas vezes campeão de conferência em 18 anos. Em sua primeira temporada ele foi campeão da Pacific Coast Conferência, com recorde de 22-7, maior número de vitórias em uma temporada para UCLA desde que começou a jogar em 1919. Em seus primeiros quatro anos foi campeão da divisão, até aqui a UCLA só tinha dois títulos de divisão e nenhum título de conferência desde 1927.
   Na temporada 1955-56  foram campeões invictos da Divisão PCC, mas perderam nas finais para San Francisco de Bill Russell e KC Jones. Mas o melhor viria, na temporada de 1961 quando começaram a dominar a NCAA. Chegando as finais de 1961 a 1964, vencendo em 1963 e 1964, e mais tarde de 1966 a 1975 chegando as finais e perdendo apenas uma vez em 1973.
Mito
   Ele fez história, quando chegou na UCLA ele pegou um programa pouco conhecido, e o transformou com 10 campeonatos nacionais, indiscutivelmente no projeto de treinamento e recrutamento de maior sucesso da história do basquete universitário.  Wooden terminou sua carreira com 620 vitórias e 147 derrotas, com 80,8% de aproveitamento. Wooden é incomparável em títulos nacionais com 10, e possuí quatro temporadas perfeitas em seu currículo. Por seus feitos foi eleito em 2009, pela Sporting News, o “grande treinador de todos os tempos”.

   Para nossa geração que não viu esse monstro, Coach K seria o cara, mas ele tem a metade dos títulos de Wooden. Ele mudou o mundo do basquete e tornou a UCLA uma potência, seus feitos marcam a história do basquete e da universidade, ele é um mito do esporte e merece todo reconhecimento.

domingo, 12 de julho de 2015

Chandler fica nos Nuggets

  
Ficando em casa
   Ontem o Denver Nuggets anunciou que assinou uma extensão de contrato com Wilson Chandler. Os termos não foram anunciados pelo Nuggets, mas segundo Adrian Wojnarowski, o atleta receberá 46 milhões pelos próximos 4 anos.
   Normalmente as equipes só podem fazer extensões por 3 anos, porém, como os Nuggets estão muito abaixo do cap, conseguiram renegociar o salário de 2015-16 como parte da extensão. O contrato vai até 2019. Dado o teto salarial crescente, a renovação de Chandler é mais do que razoável. O acordo deve cobrir o restante do seu começo  e só deve representar 10% do teto salarial em 2017-18, quando o cap está projetado para chegar a US$ 108 milhões. 
   Chandler tem sido um forte contribuinte dos Nuggets nas últimas cinco temporadas. Ele não é um cestinha espetacular ou um defensor lockdown, mas pode criar seus arremessos, é um excelente arremessador de 3, sabe finalizar acima do aro, apesar de não procurar muito contato. A capacidade de defender em várias posições é outra arma do seu arsenal. Ele pode defender razoavelmente smal ball ala/pivôs, embora sua melhor posição é na ala.
   No ano passado Chancler teve médias de 13.9 pontos, 6.1 rebotes, 1.7 assistências em 31.7 minutos por jogo. Ele arremessou 34,2 % dos arremessos de fora e um PER de 13,2.
   Bom para o jogador e para os Nuggets, economizam dinheiro e mantém um jogador fundamental no elenco.

Bargnani é do Nets

Casa nova
      Ontem a noite já falavam sobre esse acordo (com o Kings), o Toronto Raptors tinha dado uma chance para o jogador de 29 anos selecionado em 2006, que foi escolhido antes do quatro vezes All-Star LaMarcus Aldridge. No Norte, Bargnani viveu sua melhor temporada nesses nove anos, com médias de 21.4 pontos e 5.2 rebotes, acertando 44,8% dos seus arremessos. Tão capaz que provou ser ofensivamente, seus problemas defensivos e problemas nos rebotes para um homem grande, fizeram com que os fãs parassem de amá-lo.
   No verão de 2013, o gerente geral Masai Ujiri trocou Bargnani para o New York Knicks, recebendo 3 jogadores e 3 escolhas do draft - o resgate para um atleta que aparentemente todos queriam fora. Uma variedade de lesões podia ter deixado de fora de toda a temporada, mas ele ficou longe de 26 partidas na temporada 2014-2015, com médias de 14.8 pontos e 4.4 rebotes quando ele era saudável o suficiente para jogar. 
Sua melhor temporada foi no Norte
   Bargnani tinha cogitado jogar na Europa na próxima temporada, mas a possibilidade da troca para o Kings o manteve. 
   Mas quem levou foi o Nets, que agora a pouco anunciou, sendo titular ou reserva agrega no ataque e é perigoso nos arremessos de 3, com 35,6% de aproveitamento, bom para compor o grupo, pode dar certo.
  

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Lebron sobre seu legado: "vai falar por si só".


   A terceira rodada da agência livre para Lebron James têm sido muito mais silenciosa do que seu padrão dramático. Ele recusou a sua player option, e supostamente não vai negociar um acordo até seu companheiro em agência Tristan Thompson tenha sido cuidado financeiramente, mas há pouca chances de que ele vá mudar de casa. Para todos os efeitos, James ainda está com o Cleveland Cavaliers.
   Ele também continua sem um título com o Cavaliers em oito temporadas, vencendo dois em quatro anos com o Miami Heat antes da volta a Ohio. Sua performance de Hércules nas Finais da NBA foi pequena contra o Golden State Warriors, embora isso não seja sua culpa, ele agora está com 30 anos, com dois anéis com seu nome e quatro derrotas nas finais.
   Existem alguns argumentos de que James é o melhor do mundo, o melhor jogador dessa geração, e um dos melhores jogadores de todos os tempos. Mas dentre esse punhado de nomes, é possível uma percepção de que a falta de sucesso nos campeonatos pode influenciar alguns debatedores. Isso não é algo que James está preocupado, seguro no fato de que seu currículo será impecável. Como ele disse a Matt Lauer, na semana passada, quando perguntado se ele começou a pensar sobre seu legado:
   "Não, realmente não pensei. Eu acho que o legado vai falar por si. Quem eu sou como homem, e o que eu faço fora da quadra definem o meu legado mais do que faço na quadra. Isso é apenas como sempre pensei sobre isso, mas realmente não me pego muito".
   James tem certeza que seu legado se estenderá além do basquete, como ele tem sido um cidadão fantástico para Akron, Cleveland, instituições de caridade, e mais. Ele vai ter ganho dinheiro suficiente para continuar a fazer impacto para além de sua aposentadoria. Ele está começando a participar de filmes agora, a entrevista era para promover "Trainwreck", um filme  que deve ser lançado dia 17 de julho e coloca James em um papel de destaque. 
   Claro, seu legado na quadra será retumbante também. Ele foi 11 x All Star, 4 x MVP, 2 x Campeão da NBA, 2 x MVP das Finais, 2 x MVP do All Star Game, 9 x All NBA Primeiro Time, 5 x All NBA Primeiro Time Defensivo, foi o Novato do Ano, liderou a liga em pontuação, ganhou duas medalhas de ouro olímpica e é o 20° de todos os tempos em pontuação. Seu ataque aos recordes da liga continuará, e há uma boa chance do mix dos Cavaliers conquistarem o primeiro título de esportes da cidade na próxima temporada, o que seria o primeiro para Cleveland desde 1964. 
   Isso fala muito por si só.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

As barbadas da agência livre

Melhor barganha da agência livre

   As equipes da NBA desembolsaram quase 2,4 bilhões de dólares desde que a agência livre começou, a maioria dos gerentes esta administrando com pequeno espaço de cap. Mas ainda há valores para serem encontrados no escaninho dos negócios. Aqui estão os TOP 5 da barganha dos agente livres do mercado.

Jeremy Lin
   Armador/Ala, 26 anos, médias de 15.7 pontos e 6.4 assistências, com 36,9% de aproveitamento dos arremessos de 3.
   Lin lutou sobre o comando de Byron Scott no Los Angeles Lakers na temporada passada. Ele tem um histórico de prosperar em ritmo acelerado, ataques em pick-and-roll, mas com o Lakers tem sido mais lento e metódico. Lin foi rotineiramente criticado por Scott e acabou perdendo sua posição para o novato Jordan Clarkson. Mas ele ainda tem valor para equipes que necessitam de um sexto homem, ou de um titular mediano, ele está no seu melhor quando atacando a cesta, com uma média de 7.1 pontos por condução da bola em 48 minutos, a par com jogadores como Mike Conley (7.2) e Ty Lawson (6.7). Lin pode criar para os companheiros e identificar-se profundamente.
   Pretendentes potenciais: Dallas Mavericks, Houston Rockets e Atlanta Hawks

Alan Anderson
   Ala, 32 anos, médias de 11.3 pontos, 56% de aproveitamento dos arremessos e 34,8% dos arremessos de três pontos.
   Depois de invadir a NBA como um marcador com volume ineficaz com o Toronto Raptors, o veterano swingman esculpiu um jogo agradável com o Brooklyn Nets, como um jogador de duas vias vindo do banco. Anderson não vai tender para o espetacular,  mas é inteligente e sabe como jogar dentro de um papel pré definido. Ele é uma ameaça do perímetro e tem o suficiente para atacar contra o garrafão fechado. Ele defende bem a sua posição e tem altura e peso para jogar como ala de força ou ala armador (6.6 ft e 220 libras). 
   Pretendentes potenciais: Brooklyn Nets, San Antonio Spurs, Dallas Mavericks

Dorell Wright
   Ala, Ala pivô, 29 anos, médias de 13.3 pontos, 6.8 rebotes e 38% de aproveitamento nos arremessos de três pontos.
   Como Anderson, Wright é um veterano que sabe o seu papel e como jogar dentro dele. Depois de passar duas temporadas com o Portland Trail Blazers, ele está sem dúvida, a procura de uma nova oportunidade de jogar na pós-temporada. Não há grande segredo sobre o jogo de Wright, ele gosta de jogar embaixo e é mais do que capaz de disputar no chão. Aos 29 anos, ainda tem velocidade suficiente de guardar o perímetro, mas também pode fornecer minutos como um quatro small-ball.
   Pretendentes potenciais: Golden State Warriors, New Orleans Pelicans, Chicago Bulls

Darrell Arthur
   Ala pivô, 27 anos, médias de 13.9 pontos e 6.2 rebotes.
   Arthur sempre foi um defensor corajoso e inteligente. Mesmo durante uma temporada deprimente com os Nuggets na última temporada, ele trabalhou muito para manter-se na defesa instável dos Nuggets, que foi para 9.6 pontos por cada 100 posses de bola quando ele assumiu o posto. Não é um bloqueador de arremessos, mas têm mãos rápidas e de forma consistente lê o jogo, sempre ajudando nos cenários da defesa. Seu problema é que gosta de realizar jumpers de média distância, o que se traduz em seu aproveitamento de 39,9% nas últimas duas temporadas. Ele pode drenar os jumpers (43,2% de média distância), mas ele tende a resolver e não gosta de passar. 
   Pretendentes prováveis: Toronto Raptors, Washington Wizards, Los Angeles Clippers

Amar'e Stoudemire
   Ala pivô/pivô, 32 anos, médias de 19.7 pontos e 9.5 rebotes, aproveitamento de 59,5% dos arremessos.
   Stoudemire é uma sombra do jogador que foi, complicado por lesões e pela idade, não é mais a máquina de voar e enterrar que fora no passado. No entanto, se você esquecer seus problemas defensivos, ainda continua sendo um bom finalizador. Ele não posteriza mais ninguém,  mas ele ainda pode completar um pick-and-roll e enterrar. Ele arremessou 66,2% da área restrita na temporada passada e seria um bom reserva para um pivô.
   Pretendentes prováveis: Los Angeles Clippers, Cleveland Cavaliers, San Antonio Spurs

Heróis do passado: Allen Iverson

O começo
   Hoje a nossa série fala sobre um dos meus jogadores favoritos, o armador com o melhor crossover da história, Allen "The Answer" Iverson, famoso por seu estilo de jogo e sua habilidade absurda, com certeza é um dos grandes jogadores da história da liga.
   Iverson frequentou a Bethel High School, por onde jogou futebol americano como, quarterback, running back, kick returner e defensive back, além de ser o armador do time de basquete. Em seu primeiro ano levou ambas as equipes para o campeonato estadual de Virginia, e foi eleito o jogador do ano da Associated Press High School nos dois esportes. Devido ao envolvimento em uma confusão em uma pista de boliche, Iverson foi preso e teve de terminar o ensino médio em Richard Milburn, uma escola para alunos em risco, mas mesmo assim recebeu o convite e uma bolsa de estudos para jogar em Georgetown.
   Em sua primeira temporada em Georgetown, Iverson foi eleito o Rookie do Ano da Conferência Big East e foi nomeado para o First Team Rookie. Nesse ano liderou a sua universidade até o Sweet 16, quando foram eliminados por North Carolina. Na sua segunda e última temporada, foi campeão da Big East e foi eliminado na Big Eight contra Massachusetts, terminando a carreira universitária como o líder de todos os tempos da universidade em média de pontos (22.9) e ainda foi nomeado All American. Ao final dessa temporada, Iversontornou-se elegível para o Draft, foi o primeiro jogador a deixar Georgetown cedo sobre o comando de John Thompson. 
   Sua carreira na NBA começou em 1996, quando foi a primeira escolha geral do Draft pelo Philadelphia 76ers, com 1,83 m foi a primeira escolha geral mais baixa da história. Em sua primeira temporada ajudou o Sixers a melhorar seu recorde, sendo eleito o Novato do Ano, NBA All-Rookie First Team, após ter médias de 23.5 pontos, 7.5 assistências e 2.1 roubos de bola por partida. A temporada de 1998/99 marcada pelo lockout da liga, foi a primeira em que Iverson foi o cestinha (26.8 pontos de média) e foi nomeado pela primeira vez para o All NBA First Team. Nessa temporada carregou a equipe aos playoffs, conseguiram uma virada sobre o Orlando Magic, mas sucumbiram ao Indiana Pacers na segunda rodada. 
Sua manga tornou-se marca registrada
   A evolução dos Sixers continuava e na temporada seguinte, melhoraram sua média na temporada regular (49-33) e foram aos playoffs, mas novamente perderam para os Pacers na segunda rodada. Ainda nesse ano, Iverson foi selecionado pela primeira vez para o All Star Game e foi o único jogador a receber votos de MVP além de Shaq. Na offseason de 2000, Iverson foi envolvido em uma tentativa de negociação, após inúmeros problemas com o técnico Larry Brown, e quando o negócio não vingou, ambos tiveram de deixar os problemas de lado e tentar levar a franquia as finais da NBA.
   Veio então a temporada de 2000/01, provavelmente a melhor de sua carreira, foi eleito All Star e o MVP do All Star Game, obteve a média mais alta da carreira em pontos 31.1, os Sixers registraram 56-26 a melhor marca da Conferência Leste, foi o líder da NBA em pontos e roubos de bola e nomeado o MVP da liga, tornando-se o jogador mais baixo e leve a vencer o prêmio. Nesse ano Iverson liderou a equipe a sua primeira final desde o título de 1983, enfrentando os Lakers de Shaq e Kobe, e sendo derrotados. No ano seguinte Iverson perdeu vários jogos por lesões, e sucumbiram na primeira rodada dos Playoffs contra o Boston Celtics, quando foi duramente criticado por Brown por faltar aos treinos, e respondeu: "Estamos sentados aqui, eu tenho que ser o jogador da franquia, e estamos aqui para falar de treino?", protagonizando uma entrevista memorável com sua ironia, utilizando a palavra treino 14 vezes.
  



   Na temporada de 2002/03 os Sixers chegaram aos playoffs cambaleando e eliminaram os Hornets de Baron Davis, a quem Iverson disse ter sido o armador mais difícil de marcar em toda sua carreira. Mas foram eliminados na segunda rodada pelo Detroit Pistons. Larry Brown deixou os Sixers nessa temporada, e ele e Iverson se davam bem, em 2004 Iverson foi Co-Capitão da equipe Olímpica e disse que Brown era o melhor treinador do mundo.  Iverson atuou pelo Sixers até a temporada 2006/07, quando foi trocado para o Denver Nuggets, ao sair da equipe ele era o jogador com a maior pontuação média da história (28.1 pontos), segundo de todos os tempos em pontos (19583) e os Sixers não venceu nenhuma série de Playoff desde sua partida até 2012.
   Iverson jogou pelos Nuggets até de forma boa, mas mesmo assim foi trocado para os Pistons em 2008/09, onde chegou voando marcando pelo menos 24 pontos nos cinco primeiros jogos, e depois marcando 20 ou mais pontos e 6 ou mais assistências, mas com o passar da temporada virou banco de Rodney Stuckey. No dia 3 de abril de 2009, Iverson foi anunciado como não jogando mais no Pistons por problemas nas costas, embora dois dias antes ele ter dito publicamente que preferia se aposentar a ser mandado para o banco por Michael Curry. Em setembro foi para o Memphis Grizllies, mas atuou apenas 3 partidas e saiu por "razões pessoais", mais uma vez mostrando seu descontentamento em ser um jogador do banco.
Dia da aposentadoria
   Iverson retornou aos Sixers no dezembro de 2009, jogou algumas partidas mas em fevereiro de 2010 saiu da equipe por tempo indeterminado para cuidar da saúde da filha, perdendo cinco jogos em fevereiro e o All Star Game que tinha sido selecionado. Em março foi anunciada a sua saída do Sixers. Ainda nesse ano foi jogar basquete pelo Beskitas, da Turquia, pela segunda divisão da Europa, atuando por 10 partidas apenas. Em 2013 Iverson anunciou a sua aposentadoria, dizendo que tinha perdido o desejo de jogar basquete. A sua cerimônia de aposentadoria foi na abertura da temporada, ele disse que seria um Sixer até morrer e que foi um dia feliz. No ano seguinte teve seu número aposentado pela franquia.
   The Answer foi o motor que elevou os Sixers, uma franquia tinha tido sucesso no passado e caiu no abismo do esquecimento, foi reerguida por ele e desde sua saída passa por maus bocados. Iverson, infelizmente, é um dos astros da liga que não foi campeão da NBA, mesmo jogando demais, o mestre do crossover, deixava até Jordan sentado e não pode ser esquecido. Ele encerrou a carreira com médias de 26.7 pontos, 3.7 rebotes e 6.2 assistências, 11 x All Star, 1 x MVP, 2 x MVP All Star Game, 3 x All NBA First Team, 4 x Líder da liga em pontuação, 3 x Líder da liga em roubos de bola e tem o seu número aposentado pelo Sixers.

sábado, 4 de julho de 2015

A melhor negociação da Offseason



A melhor negociação da Offseason

   Antes que alguém me crucifique ou algo do tipo, essa é a minha opinião sobre a negociação, mas já considero a melhor aquisição da Offseason a ida de LaMarcus Aldridge para o San Antonio Spurs. Bom para o atleta e para franquia, vi recebe um jogador monstruoso, de muita qualidade e que vai melhor o grupo e que vai poder voltar para casa, como ele mesmo postou em seu twitter.
   
   



   Porque considero a melhor negociação? Primeiramente porque os Spurs estão pensando no futuro, o contrato é de quatro anos e 80 milhões, por um atleta experiente e ainda jovem (29 anos), que sabe jogar no garrafão e arremessa bem de três, bom no jogo do garrafão e em pegar rebotes, completo. Com certeza o vêem como um substituto para Tim Duncan, já que o veterano de 39 anos ainda jogará por mais uma temporada, mas vai estar com 40 na próxima e jogando na sua posição e sofrendo pancadas e em um jogo muito físico, é uma peça fundamental para o elenco.
   Segundo, que esse garrafão dos Spurs já é o melhor da liga inteira, dois homens grandes que jogam muito bem e defendem com maestria, já elevaram o nível da equipe com a aquisição do Aldridge. Se contarem com Tony Parker saudável e com a evolução constante do Kawhi Leonard, os Spurs voltam com muita força nessa temporada da NBA. Podem ser uma equipe muito difícil de ser batida, com um garrafão forte, bons alas e um armador excepcional, que tem um banco consistente, pra mim pintou um forte candidato ao título.