domingo, 19 de julho de 2015

Heróis do passado: Shaquille O'Neal

Começo da lenda
   Hoje a nossa série lembra um dos melhores pivôs da história da liga, o mais dominante da história para alguns (inclusive para mim), e provavelmente o jogador mais carismático que já passou pela NBA. Vamos homenagear hoje Shaquille O'Neal, o homem que quebrava tabelas.
   Shaq cresceu e se criou em Newark, New Jersey, onde começou a jogar basquete e agradece a Boys and Girls Club of America, por lhe propiciar um um lugar seguro para brincar e ficar fora das ruas. "Eles me deram algo para fazer. Eu tinha acabado de ir para lá arremessar, nem jogava em equipe ainda", disse o astro. Ele levou sua equipe Robert G. Cole do Ensino Médio, de San Antonio no Texas, a um recorde de 68-1 em suas duas temporadas lá, ajudando a equipe a ser campeã estadual em seu segundo ano. Seus 791 rebotes durante a temporada de 1989 seguem como o recorde estatual para jogadores em qualquer classificação.
   Depois de terminar o ensino médio, Shaq foi jogar na LSU, sendo treinado por Dale Brown, técnico que já havia conhecido anos antes na Europa. Enquanto jogador da LSU, foi duas vezes All-American, duas vezes o jogador do ano da SEC, e recebeu o troféu Adolph Rupp de 1991 como jogador do ano da NCAA, sendo eleito o melhor jogador universitário do ano pela AP e UPI. Ele deixou a universidade cedo para ingressar na NBA, mas voltou para terminar os seus estudos, foi introduzido no Hall da Fama da LSU e tem uma estátua em sua homenagem na frente do ginásio de treinos.
   Em 1992, Shaq foi escolhido como a primeira escolha geral do Draft, pelo Orlando Magic. Durante o verão, antes de se mudar para Orlando, ficou sob a tutela de Magic Johnson. Logo de cara já despontou na liga, sendo eleito em sua primeira semana como o jogador da semana, se tornando o primeiro da história a fazer tal feito. Durante sua temporada de estréia, teve médias de 23.9 pontos, 56,2% de aproveitamento dos arremessos, 13.9 rebotes e 3.5 tocos, sendo votado para o All-Star Game, se tornando o primeiro novato desde Michael Jordan em 1985 a realizar o feito, sendo também eleito o novato do ano. 
   Na sua segunda temporada (1993/94), ele foi o segundo da liga em pontuação com 29.4 pontos de média e o líder da liga em aproveitamento com 60%. Nesse ano anotou o seu primeiro triplo-duplo da carreira, com 24 pontos e as marcas mais altas da carreira de 28 rebotes e 15 tocos. Foi All-Star e All-NBA Terceiro Time e levou o Magic aos playoffs pela primeira vez na história, onde teve médias de 20.7 pontos e 13.3 rebotes na varrida sofrida para o Pacers. Na terceira temporada pelo Magic, ficou em segundo na votação de MVP da NBA, junto com Hardaway venceram a Divisão do Atlântico e a primeira série de playoffs da história da franquia. Chegaram as finais da NBA, Shaq teve médias de 28 pontos, 59,5% de aproveitamento, 12.5 rebotes e 6.3 assistências, mas mesmo assim foram varridos pelo Houston Rockets de Hakeem Olajuwon e Clyde Drexler. A temporada de 1995/96, Shaq se machucou e perdeu 28 jogos, ainda assim foi All-Star, teve médias de 26.6 pontos e 11 rebotes, e ajudou o Magic a chegar ao segundo melhor recorde da liga com 60-22. Chegaram as finais de conferência e perderam para os imbatíveis Bulls de Michael Jordan.
3 títulos, 3 MVP's das finais
   Depois disso Shaq virou agente livre no final da temporada, quando no verão foi para a Seleção Americana e mais tarde Campeão Olímpico em Atlanta 1996. Enquanto treinava com a Seleção Olímpica muitos problemas envolviam seu nome e sua renovação com o Magic, uma enquete realizada mostrou que os fãs não queriam mais Shaq e que Hardaway não queria ninguém ganhando mais que ele na equipe. Na primeira partida da seleção nos Jogos Olímpicos, Shaq disse que estava indo para o Lakers e não queria mais saber de falar sobre dinheiro. Nas primeiras quatro temporadas com o Lakers, Shaq foi o cara da franquia, e mesmo assim em todas as vezes em que chegaram aos playoffs perderam para Jazz nas primeiras três vezes e em 1999 para os campeões da NBA, Spurs.
   As coisas mudaram com a chegada de Phil Jackson, logo de cara implantou o triângulo ofensivo com Jackson, O'Neal e Bryant, levando o Lakers a três campeonatos consecutivos (2000, 2001, 2002), Shaq foi nomeado o MVP das Finais três vezes e teve a maior média de pontuação para um pivô na história das finais da NBA. Na temporada de 1999/2000 Shaq foi eleito MVP a apenas um voto de se tornar o primeiro MVP unânime da história. Após as finais da NBA de 2004, sofrer duras críticas do dono do Lakers, Mitch Kupchak e de Tex Winter, e aliado a demissão de Phil Jackson, Shaq pediu para ser negociado. Kupchak tentou uma troca por Dirk Nowitzki, mas Cuban rejeitou e em seguida Shaq foi para o Miami Heat em troca de Caron Butler, Lamar Odom, Brian Grant e uma escolha de primeira rodada do Draft.
O 4° título
   Em sua chegada prometeu aos fãs que iria dar um campeonato a eles, ao lado de Wade recuperou o seu bom basquete, atuando por 73 partidas na temporada 2004/05, seu máximo desde 2001, com médias de 22.9 pontos, 10.4 rebotes e 2.3 tocos. Foi All NBA Team pela primeira vez, foi All-Star e terminou em segundo na votação para MVP da liga. Na temporada de 2006, conseguiu o segundo triplo-duplo da carreira com 15 pontos, 11 rebotes e 10 assistências, sua marca mais alta na carreira. Shaq e Wade levaram o Heat a sua primeira final da NBA, contra os favoritos Dallas Mavericks que abriram dois a zero na série, mas perderam de virada por 4 a 2. Em 2008/09 Shaq foi trocado para o Phoenix Suns, por Shawn Marion e Marcus Banks, onde foi muito bem e chegou aos playoffs de 2008, mas sem repetir o feito em 2009 quando foi colocado como negociável, e foi a primeira em sua carreira desde 1992/93 em que não chegou aos playoffs.
   Em 2009 Shaq foi para o Claveland Cavaliers em troca de Sasha Pavlovic, Ben Wallace, 500 mil dólares e uma escolha de segunda rodada do draft de 2010. Ele teve as médias mais baixas de sua carreira em quase todas as estatísticas, assumindo um papel muito menos significativo do que se esperava. Depois de perder os Playoffs de 2010 para o Boston Celtics, Shaq foi contrato pelos Celtics após um comentário de Kobe que dizia ter mais anéis que ele. Infelizmente, Shaq passou mais tempo lesionado do que atuando, e viu os Celtics perderem para o Miami Heat nos Playoffs.
   No dia 1° de junho de 2011 ele anunciou sua aposentadoria, seu maior ponto fraco na carreira era seu lance-livre, tendo um recorde de 11 errados em 11 arremessados em 2000 contra o Seatle SuperSonics. Ele foi o homem que gerou uma tática utilizada ainda hoje, hack a shaq, que consiste em fazer faltas no pior cobrador de lances-livres da equipe adversária. Com seu tamanho, 2,16 m, 147 kg e calçando 45, com uma estrutura física invejável, ele mudou o jogo, fazendo com que mudasse o basquete, onde sistemas ofensivos e defensivos fossem adequados para tentar pará-lo. Por isso eu o considero como o pivô mais dominante da história.


   Shaq terminou a carreira com médias de 23.7 pontos, 10.9 rebotes e 2.3 tocos por jogo, sendo 4 x Campeão da NBA, 3 x MVP das Finais, MVP da NBA, 15 x All Star, 3 x MVP do All Star Game, 8 x All NBA Primeiro Time, Novato do Ano, 2 x Cestinha da NBA e teve o seu número (#34) aposentado pelo Lakers.
   É o meu pivô favorito, o cara mais dominante que vi jogar, um monstro que sabia dominar o garrafão como ninguém e pontuava com facilidade. Sua força era tão grande que quebrou duas tabelas e esteve proibido de enterrar, caso as quebrasse novamente, foi provavelmente o jogador mais forte a atuar na liga. Seu carisma o levou até onde esta hoje, trabalhando como comentarista da TNT e um grande ator, e até mesmo rapper, Shaq é um dos jogadores que marcou a NBA, ele é inesquecível. 
   Abaixo um vídeo para lembrarmos do mito:
  
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