quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Os 10 melhores jogadores não draftados da história

Big Ben, fez história na liga

   Imagine que você tenha propensão para o basquete. Suponha que com seu talento cru, perseverança obstinada e apenas o trabalho puro e duro, floresce em uma universidade como um excelente jogador. Imagine-se como um jogador da NBA nos moldes, de talvez, Ben Wallace ou Bruce Bowen, Avery Johnson.Você se inscreveria para o Draft?
   Embora Wallace, Bowen e Johson tenham tido carreiras de sucesso, eles compartilham uma característica incomum: eles não foram selecionados no Draft. Todos eles lutaram contra o emaranhado de obstáculos da NBA como agentes livres.
   A situação de jogadores como esses ressoa alto e profundamente, ainda mais com a ascensão de Jeremy Lin nos Kincks, para o auge do conhecimento público. O filho de dois engenheiros de Taiwan, subiu da obscuridade da D-League para ser o rei de New York, liderando o Knicks a cinco vitórias consecutivas com médias de quase 27 pontos. Mas Lin também não foi draftado, depois de se formar em economia em Harvard, universidade que formou mais presidentes norte-americanos do que jogadores da NBA. Mas se o futuro de Lin é político ele pode esperar, por enquanto ele é um dos melhores jogadores não draftados da história.
   10- Darrell Armstrong: Ele cresceu com o sonho de jogar na NFL. Ele era um punter e parte do tempo recebedor no ensino médio e não jogou basquete até o seu último ano. Armstrong participou da Division II Fayetteville State, onde entrou para a equipe de futebol como kicker e ainda detém o recorde da escola para field goal mais longo. Mas o técnico de basquete Jeff Capel viu potencial em Armstrong e conseguiu fazê-lo começar a se concentrar na quadra e não no campo. Após a faculdade atuou por jogou por diversas ligas amadoras e teve uma breve passagem no exterior. Sua grande chance veio quando o gerente geral do Orlando Magic, John Gabriel, ficou impressionado com Armstrong jogando "apenas para se manter ativo" em uma partida da USBL. Pouco depois assinou um contrato de 10 dias com o Magic. Demorou algumas temporadas para Armstrong ser titular, mas quando conseguiu teve impacto imediato sobre a equipe. Ele era conhecido por jogar em alta velocidade todo o jogo, e para manter esse ritmo ele tomava uma xícara de café com sete cubos de açúcar antes do jogo e durante o intervalo também. Ele foi o Sexto Homem do Ano e o Jogador que mais evoluiu em 1999, em seguida se tornou titular para as próximas três temporadas.
   9- Udonis Haslem: Ele foi um dos primeiros jogadores anunciados por Billy Donovan ao chegar a Flórida. Haslem jogou com Steve Blake para vencer campeonatos estaduais com a Miami High School em 1997 e 1998, em seguida, formou dupla com Mike Miller e liderou o Flórida Gators a sua primeira aparição em um jogo final da NCAA em 2000. Miller foi selecionado na 5° posição do Draft pelo Magic, e Haslem preferiu ficar todos os quatro anos com os Gators, o que fez suas perspectivas de seleção caírem consideravelmente. Ele engordou até 136,08 Kg. Pequeno, com excesso de peso e lento, não era exatamente o que a NBA procurava, e não foi surpresa não ser selecionado no Draft de 2002. Haslem foi para França jogar como profissional e se dedicou, perdeu 31 kg, quando parou de comer doces e algumas carnes. A sua dieta o levou de volta para South Beach, onde ganhou um lugar no time de sua cidade natal o Miami Heat. Sua resistência e habilidade com rebotes, bem como um jogo ofensivo melhorado, ajudaram o Heat a conquistar o título de 2006. Sua lealdade ao Heat e ao técnico Spoelstra (que ajudou a ressuscitar a sua carreira) nunca foi tão evidente quanto em 2010, quando deixou de ganhar mais dinheiro em outras equipes para seguir com o Miami.
   8- Raja Bell: Enquanto jogador da Universidade de Boston, foi nomeado o calouro do ano da Conferência Leste Americana. Mas a sua relação conturbada com o técnico Dennis Wolff fez com que fosse jogar perto de casa, atuando pela Universidade Internacional da Flórida. Ele levou os Golden Panthers a sua primeira e única aparição no torneio da NCAA em 1995, perdendo para os eventuais campeões UCLA Bruins. Bell trabalhou duro na Liga de Basquetebol dos Estados Unidos, Liga de Basquetebol Internacional e até mesmo um curto período na NBA antes de assinar com os 76ers em abril de 2001. Alguns meses depois enfrentava Kobe Bryant nas finais da NBA. Foi na defesa onde Bell começou a deixar marcas, sendo eleito duas vezes para o All NBA Time de Defesa e tinha normalmente a tarefa de marcar os melhores arremessadores da liga. Ficou conhecido como um dos melhores defensores um contra um e um versátil jogador no ataque, com um arremesso regular.
   7- Jose Calderon: Ricky Rubio é um jovem "fenômeno" que chama a atenção, mas não é o único armador espanhol fazendo impacto na NBA. Há anos que outro armador espanhol, Calderon, tem sido um dos líderes da NBA em assistências e na relação assistência/turnover. Joga para a equipe nacional desde 2002, foi capitão da equipe olímpica de 2004 e da equipe campeã mundial de 2006. Jogou seis temporadas na Liga Espanhola, pelo TAU Ceramica, e suas atuações na equipe e seleção chamaram a atenção de Bob Babcock, GM dos Raptors que contratou Calderon no verão de 2005. Como novato (2005/06) terminou em terceiro entre os estreantes em assistências, provando que poderia ser tão eficaz quanto era na Espanha. Em 2007/08 seus minutos e produção aumentaram, chegando a 8.3 assistências por jogo, levando os Raptors para os Palyoffs. Foi o líder dos Raptors em assistências na carreira.
   6- Avery Johnson: Passou toda carreira como uma dúvida. No Ensino Médio amargurava o banco até o armador titular ser suspenso durante a pós-temporada, em seu último ano. Assumindo a titularidade liderou a St. Augustin High School em New Orleans ao título Estadual da Louisiana em 1983 e ganhou assim uma oferta de bola de estudos para New México Junior College. Ele então se transferiu para a Divisão II Cameron University antes de desembarcar na Southern University.  Durante sua temporada como senior estabeleceu um recorde da NCAA com média de 13.3 assistências por jogo, mas ainda assim não foi o suficiente para a NBA. Passou um ano na USBL antes de assinar com os SuperSonics em 1988. Jogou por mais cinco equipes até se estabelecer no San Antonio Spurs em 1994, onde jogou por sete temporadas. Junto com Tim Duncan e David Robinson, ele foi top 10 em assistências muitas vezes, em 199 ajudou os Spurs a chegar ao seu primeiro título da NBA. Muito criticado por seu arremesso instável, fez a cesta da vitória no jogo 5 contra o Knicks e teve seu número (#6) aposentado pelos Spurs.
   5- Brad Miller: Não é exatamente uma história contínua após sair dos Hoosiers, mas Brad Miller nasceu em Indiana, e em seguida foi uma estrela de Purdue. Suas estatísticas melhoraram em cada um dos seus quatro anos, e ele fez o seu nome ao anotar 31 pontos e pegar 8 rebotes em uma vitória na prorrogação contra Rhode Island no Torneio da NCAA de 1996. Ele não foi draftado e partiu para a Itália para jogar por lá, antes de ser contratado pelos Hornets em 1998. Ele nunca foi o cara mais atlético, mas ele tem todos os atributos que os técnicos amam. É um grande passador, adora armar jogadas, joga na defesa de forma física e pode arremessar bem de média distância. Essas habilidades não só o mantiveram na liga por 14 anos, como o tornaram duas vezes All-Star.
   4- David Wesley: Embora não seja o maior nome da lista, ele bate os demais em um quesito: pontos. Um ala de apenas 1,85 m, não gerou interesse de nenhuma equipe da NBA após deixar Baylor em 1992, com média de 20.9 pontos em sua última temporada. Depois de não ser selecionado, passou sua primeira temporada fora da universidade com o Wichita  Falls Texans da CBA. No ano seguinte assinou com os Nets, mas durou apenas um ano com tempo de jogo limitado. Em seguida foi para Boston, onde provou seu valor, apesar de seu tamanho. Estabeleceu-se como um pontuador confiável, bom defensor, e um arremessador mortal com os Celtics e Hornets ao longo da próxima década. Por dez temporadas seguidas (1995/05) teve dígitos duplos em pontos, com sua média mais alta em 2001 com 17.2 pontos por jogo. Após 14 temporadas com 5 equipes, se aposentou como o jogador não draftado que mais pontos fez na história da NBA com 11482 pontos.
   3- John Starks: É raro um lesão no joelho impulsionar a carreira de um jogador, mas com John Starks funcionou. Ele passou por quatro universidades em sua conturbada carreira, antes de terminar seu último ano com Oklahoma, onde conseguiu médias de 15.4 pontos. Com apenas um ano na Divisão I do basquete universitário e pequeno, Starks não foi draftado em 1988. Ele assinou com os Warriors em 1988/89 mas jogou apenas 36 partidas e foi cortado na offseason. Fora da NBA por um ano jogou com Cedar Rapids Silver Bullets da CBA e Mempis Rockers na Liga Mundial de Basquete esperando ser notado por alguém da NBA. Em 1990 tentou entrar para os Knicks e foi quando uma lesão lhe deu essa chance. Quando tentou enterrar sobre Patrick Ewing no treino, caiu no chão e machucou o joelho. Os Knicks não foram autorizados a liberá-lo, a menos que estivesse curado até dezembro, mas o joelho demorou a cicatrizar e os Knicks foram forçados a mantê-lo no plantel. Em seu segundo jogo após a lesão Starks impressionou, anotando 20 pontos em 33 minutos. A partir de então com sua tenacidade, Starks seria o ala titular para maior parte dos anos 90, sendo All-Star em 1994. Ele é muito lembrado por sua enterrada sobre Horace Grant e Michael Jordan nos Playoffs de 1993.
   2- Bruce Bowen: Nunca teve médias de dígitos duplos para qualquer categoria estatística em sua carreira, mas teve o seu número (#12) aposentado pelos Spurs como membro da equipe tri-campeã da década de 2000. A única coisa que Bowen fez excepcionalmente bem em sua carreira foi marcar. Isso não ficou claro após o término de sua carreira de quatro anos na Cal State Fullerton, uma escola muito mais conhecida pelo seu programa de Baseball. Mesmo no time de basquete, foi ofuscado por Cedric Ceballos que foi All-Star e Campeão de Enterradas. Apenas dois jogadores de Fullerton foram selecionados para a NBA, ambos na segunda rodada, Cedric Ceballos e Pape Sow. Por isso, foi surpreendente Bowen não ser draftado em 1993. Ele passou quatro anos na França e na CBA até ser finalmente contratado em 1997 pelo Miami Heat. Sua chance veio com o contrato dos Spurs, que necessitava de uma marcador no perímetro. Os resultados imediatos lançaram Bowen ao estrelato na NBA, enquanto os Spurs ganhavam em 03, 05 e 07. Bowen foi nomeado para oito equipes defensivas consecutivas, as últimas cinco (04-08) para primeira equipe. Embora conhecido por seu trabalho defensivo, Bowen tornou-se um componente importante no ataque dos Spurs, arremessando muito bem dos três pontos, tendo na carreira quase 40% de aproveitamento.
   1- Ben Wallace: Apenas dois jogadores ganharam o prêmio de Melhor Jogador de Defesa do Ano quatro vezes, Dikembe Mutombo a 4° escolha de 1991 e Ben Wallace, não draftado. Descoberto em um acampamento de basquete por Charles Oakley, Wallace seguiu os passos de seu mentor e jogou na Virginia Union University depois de dois anos em um colégio da comunidade. Um All-American da Divisão II, Wallace foi esquecido no Draft, talvez considerado pequeno para um pivô com 2,06 m. Wallace jogou brevemente na Itália antes de assinar com os Bullets. Ele quase foi cortado e jogou apenas 197 minutos em sua temporada de novato, mas as lesões deram uma chance de Wallace provar a isso mesmo que podia, em seu segundo ano ele fez isso e mais um pouco. Big Ben provou ser uma força no rebote e uma ameaça na defesa. A carreira de Wallace decolou mesmo quando foi enviado de Orlando para Detroit na negociação por Grant Hill. Ele se tornaria o pilar defensivo dos Pistons,  fazendo a equipe liderar a Conferência Leste, fazendo aparições consecutivas nas finais da NBA e ganhando em 2004. Ele estabeleceu o recorde de partidas para um jogador não draftado e único jogador não draftado a ser votado para ser titular no All-Star Game. 
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