sábado, 31 de outubro de 2015

Karl-Anthony Towns se junta a Lebron em grupo seleto

Towns atingiu marca que Garnett levou 6 temporadas para ter

   Com dois jogos em sua carreira na NBA, a primeira escolha do Draft de 2015, Karl-Anthony Towns já pode ser considerado o melhor atleta dos Wolves. Há 15 dias de completar 20 anos, tornou-se o segundo adolescente da história a anotar 28 pontos e pegar 14 rebotes em uma partida. O primeiro? Lebron James que atingiu a proeza na sua 17° partida como profissional.
   Towns marcou 28 pontos, pegou 14 rebotes e 4 tocos, acertando 11 de 19 arremessos tentados, na vitória dos Timberwolves sobre o Denver Nuggets por 95 a 78. Na sua estréia, anotou um duplo-duplo com 14 pontos e 12 rebotes, o que o torna o mais jovem jogador a começar sua carreira com dois duplo-duplos.
   Todo o arsenal de Towns estava sendo apresentado na sexta-feira, quando ele mostrou a presença nos dois lados da quadra que lhe renderam a primeira posição do Draft. Ele achou seu caminho no garrafão, seu arremesso da cabeça do garrafão estava caindo, ele conseguiu infiltrar para rebotes e conseguiu fazer um tremendo trabalho protegendo a cesta.
   No entanto, apesar de sua impressionante estreia em casa, não podemos esperar que Towns arremesse 19 bolas em uma partida. Esse não é o seu jogo, e como explicou a Jerry Zgoda do Star Tribune: 
   "Esse é o maior número de arremessos que já fiz desde, como, no ensino médio. Eu só quero usar minha velocidade. Eu só vou ser jovem por pouco tempo. Você sabe, eu acho que muitos dos meus pontos vieram depois de um drible, indo para a cesta. Sendo mais alto que meus adversários, o que não deveria acontecer. Eu só estava vendo brechas. Eu estava utilizando as pequenas coisas que KG me ensinou sobre como chegar a cesta, e isso realmente funcionou".
   Como registro, Garnett (que vai ser o melhor jogador da história dos Timberwolves) não anotou nenhuma partida de 28 pontos, 14 rebotes e 4 tocos até a sua sexta temporada. 

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Basquete Master: Bagé vai tremer!!!

Em 1980 uma equipe de basquete infanto-juvenil, com sede em Bagé-Rio Grande do Sul, foi campeã do interior gaúcho e em 1981 conquistou o bicampeonato e também o título de campeã estadual. Paralelamente, naquele ano, começou um movimento que levou a formação de jovens e que agitou o esporte no sudoeste do Rio Grande Sul por mais de uma década. Outras categorias foram campeãs do interior no decorrer dos anos 1980 e a última equipe, também um infanto-juvenil, foi campeã dos Jogos Escolares do Rio Grande do Sul, em 1992, representando o Colégio Estadual Carlos Kluwe e esteve entre as quatro maiores forças do basquete gaúcho.


A história refere-se a Associação Desportiva FAT-FUnBa, mantida pela própria Faculdades Unidas de Bagé (FUnBa), com suporte da Secretaria Municipal de Turismo da Prefeitura Municipal de Bagé e representa uma parcela do basquete brasileiro na década de 1980.
Recentemente, ex-jogadores daquele clube, nascidos em 1972, resolveram voltar à quadra. Liderados por Marcelo Campos Afonso (professor de Educação Física e Coordenador do SESC-RS) e Luciano Ribeiro Gomes (Engenheiro de Produção na Intercement S/A, em Candiota-RS), mobilizaram seus colegas, me convidaram para organizar uma equipe de máster e participar de um torneio que reunisse os contemporâneos do basquete bageense. Neste evento, realizado em agosto, resolvemos, junto com os demais participantes, realizar o 2º Encontro de Basquete dos Amigos da FUnBa (EBAF), mobilizando técnicos – como Cesare Marramarco, Carlos Roberto Ocaña, Orlando Vianna e Bruno Scheidemandel – e mais de cem ex-atletas do basquete bageense para homenagearem os fundadores da referida AD-FAT/FUnBa (Carlos Rodolpho Thompson Flores, Erly Borba e Morvan Ferrugem) e o Prefeito Municipal da época, Carlos Sá Azambuja. Juntamente, a equipe pioneira da FUnBa, será homenageada pelo pioneirismo e referência aos mais jovem.
O objetivo principal dos torneios é proporcionar o reencontro periódico de ex-companheiros de equipes e, para 2016, contribuir com a união de jogadores masters de diversos clubes do Rio Grande Sul. Mas, neste momento, o agradecimento aos pioneiros do basquete é primordial e ocorrerá através das homenagens, destacando o sentimento de gratidão pelo trabalho destas pessoas que iniciaram a “brincadeira” de formar um time de basquete (tinha de vôlei também!), ofertaram formação esportiva, convívio social integrado e contribuíram com o desenvolvimento de pessoas de diferentes gerações – diretamente com os nascidos entre 1964 a 1974.
O 2º Encontro de Basquete da FUnBa (EBaF), será o momento para comemorarmos os 35 anos do início desta história. Sim, início, pois o sentimento é tão significativo que este grupo está trabalhando pela revitalização do basquete em Bagé, organizando a estruturação da associação desportiva para dar início a um trabalho de base que proporcione a vivência saudável e formadora de caráter que o esporte pode oferecer. Os ensinamentos de outrora, como regras rígidas, disciplina, camaradagem, convivência sadia e harmoniosa, enfrentamento das diferenças pelo diálogo e responsabilidade com suas ações foram orientações que recebemos de técnicos de basquete, que estavam muito à frente do seu tempo, e que, acreditamos, ainda pode servir de alicerce para esta nova caminhada de formação dos jovens. Aprendemos a lição e chegou o momento de darmos a nossa contribuição para o basquete bageense e gaúcho.
Semana que vem eu conto como foi para vocês.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Joakim Noah machuca joelho na estréia

Começando a temporada com o pé esquerdo

   A temporada começo bem para o Chicago Bulls que bateu o Cleveland Cavaliers, na revanche dos playoffs da temporada passada. Mas para Joakim Noah não foi muito bom.
   O pivô sofreu uma colisão com Richard Jefferson no quarto período, batendo joelho com joelho, e teve de deixar a quadra. Para Noah que está tentando jogar sem lesões, durante uma transição para uma nova função de vir do banco, uma lesão não é a maneira ideal de começar a temporada, especialmente considerando que não pontuou (sem nenhuma tentativa de arremesso) nos 17 minutos em que esteve em quadra.
   Na última temporada, ele foi prejudicado principalmente por lesões no joelho esquerdo, que tinha sido operado na offseason da temporada anterior. A lesão não parece ser grave, mas o status de Noah para a partida de hoje contra o Brooklyn Nets é desconhecido. Espera-se do Bulls cautela com o atleta, embora Noah já tenha dito que sentar-se ao banco em uma partida na sua terra natal seria difícil.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Russell no banco e Huertas titular

Armador novato deve ser banco, Huertas pode ser o titular na estréia

   Byron Scott tem quatro quintos de sua equipe titular na ponta do lápis, Jordan Clarkson, Kobe Bryant, Julius Randle e Roy Hibbert. O ponto final, se presumia que iria para a segunda escolha geral do Draft, D'Angelo Russell, mas como Scott mencionou na segunda-feira, ele não está pronto completamente para se comprometer com o jovem nessa posição de titular.
   Russell, que tem 19 anos, foi descontroladamente inconstante na pré-temporada, com médias de 6.9 pontos, 38,6% de aproveitamento dos arremessos e 29,4% de aproveitamento de arremessos de três. Embora seja um curto período para se avaliar uma jovem promessa, os números demonstram que ao enfrentar uma defesa mais forte, com certeza o armador deverá ter seus minutos de jogo reduzidos.
   Se Scott optar por manter Russell na segunda equipe, o brasileiro Marcelinho Huertas deve ganhar a vaga de titular, com Clarkson na posição dois e Kobe atuando como small forward. Lou Williams pode ser outra opção para a titularidade, mas como Melhor Sexto Homem do Ano, digamos que seu serviços funcionam melhor vindos do banco. 
   Os Lakers estreiam na quarta-feira contra os Timberwolves em Minnesota. 

Heróis do passado: Robert Parish

Astro nos Celtics, o jogador que mais atuou na história
   Hoje nós vamos lembrar a história de um ícone do basquete da NBA, um astro do Boston Celtics e um dos grandes pivôs do jogo, Robert Parish. De grande sucesso nos Celtics e campeão da NBA com o Bulls, teve um início de carreira conturbado no basquetebol universitário.
   Embora com uma carreira bem sucedida na Universidade Centenary College de Louisiana, entre 1972 e 1976, recebeu pouca atenção por algumas sanções lançadas pela NCAA. Em 1965, a NCAA adotou uma regra conhecida por 1.6 que determinava a elegibilidade de atletas calouros, os quais necessitavam se qualificar no Ensino Médio em testes padronizados com uma média de 1,6 em uma escala de 4 pontos. 
   Parish realizou um teste que não se enquadrava nessa fórmula, Centenary converteu sua pontuação para algo equivalente a fórmula, juntamente com mais 12 atletas dos anos anteriores. Mas a NCAA não havia prestado atenção nessas ações, antes de Parish ser recrutado, sendo assim, ele e outros quatro atletas foram noticiados pela liga como ilegíveis. A Universidade Centenary se recusou a retirar as bolsas e sofreu uma das sanções mais rígidas da história, o programa de basquete foi colocado em liberdade condicional por seis anos, onde foram barrados de jogos de pós-temporada e as estatísticas da equipe foram excluídas de todos os guias de imprensa da NCAA.
   Os jogadores processaram a NCAA sem sucesso, e Parish tornou-se uma espécie de homem invisível, que anotou médias muito boas no anonimato praticamente. Em seus quatro anos, a universidade passou para um recorde de 87-21 e passou 14 semanas no TOP 20. Parish teve médias de 21.6 pontos e 16.9 rebotes, embora a escola reconheça seus registros até hoje eles não foram incluídos na NCAA. Durante seu tempo no Centenary, optou por não entrar na NCAA ou ingressar na NBA ou ABA, na época os olheiros não questionavam suas habilidades físicas mas se a sua decisão de ficar na Centenary era lealdade ou uma tomada de decisão ruim. 
   A carreira na NBA começou em 1976, quando foi a 8° escolha do Draft pelo Golden State Warriors, sendo também escolhido Utah Stars da ABA em 1973 e pelo Spurs da ABA em 1975. Os Warriors eram os campeões da NBA de 1975 e com a chegada de Parish, incrivelmente entraram em decadência e ficaram fora dos Playoffs de 1978 a 1980. Em sua temporada de estréia Parish teve médias de 9.1 pontos, 7.1 rebotes e 1.2 tocos por partida.
   O Draft de 1980 mudou a vida de Parish, quando ele foi trocado para o Boston Celtics por uma escolha top e uma escolha de primeira rodada pelo jogador. Ainda nesse ano, selecionaram Kevin McHale e já tinham Larry Bird que iria para sua segunda temporada. Com essas movimentações os Celtics tinha um ataque composto por Bird, McHale, Cedric Maxwell e Parish. Nas suas 14 temporadas com os Celtics (1980-94), foi campeão da NBA em três oportunidades (81, 84 e 86), e junto com Bird e McHale, eram conhecidos como Big Three, tanto que os três são considerados como um dos 50 melhores jogadores da história e um dos maiores frontcourts da história. 
Última temporada, último título
   Após deixar os Celtics jogou duas temporadas pelos Hornets, e sua última temporada com o Chicago Bulls (1996/97), conquistando o seu quarto título da NBA.  Aos 43 anos, tornou-se o terceiro jogador mais velho da história a jogar na NBA, seus 1611 jogos em 21 temporadas são incomparáveis e ele é o jogador mais velhos da história a ganhar um anel. 
   Ele era conhecido por ser um pivô versátil, com mais de 2 metros, usava seu tamanho e velocidade conter os adversários, arremessar bolas de três e finalizar em contra-ataques. Bill Walton o considerava o melhor pivô arremessador da história, com médias boas dos arremessos de quadra e dos lances-livres. Ele foi 9 x All-Star, 4 x Campeão da NBA, Líder da NBA em partidas jogadas, tem o número 00 aposentado pelos Celtics e é um dos 50 melhores jogadores da história. Encerrou a carreira com médias de 14.5 pontos, 9.1 rebotes e 1.6 tocos.


sábado, 24 de outubro de 2015

Flip Saunders fora dos Wolves

Treinador está afastado para tratar um câncer

   Segundo o proprietário Glen Taylor em relação a Flip Saunders, trouxe uma notícia ruim sobre o estado do técnico e presidente de operações de basquete. Em entrevista ao Star Tribune, quando questionado sobre o retorno do treinador o proprietário disse que não espera um retorno de Saunders para a temporada 2015/16.
   Glen Taylor disse: "Não este ano. Eu acho, quero dizer, que essa doença é séria. Nesse ponto, sele voltasse, acredito que teria um período difícil para recuperar toda sua energia, porque ele tem estado no hospital por um longo tempo." 
   Saunders anunciou em agosto que tinha um Linfoma de Hodgkin, e pensava-se que ele iria continuar a trabalhar enquanto combatia essa condição, a qual foi caracterizada em um primeiro momento como uma uma forma de câncer muito tratável e curável. Taylor não disse uma possível data para o retorno de Saunders, mas disse que a ausência do treinador de 60 anos abalou o emocional de sua equipe. 
   "Não importa quantos anos você tem ou o quão experiente é, essas amizades em nossas vidas são muito importantes. Elas afetam o seu coração e sua mente todos os dias" - disse o proprietário cuja história com Saunders remete a 1994. Em 17 temporadas na NBA Saunders possuí um registro de temporada regular de 654-592 e de pós-temporada de 47-51.
Esperamos muito pela volta desse grande treinador, que ele consiga uma cura plena e retorne a fazer o que ama.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Noah deve ser reserva

De Jogador de Defesa do Ano a reserva

  O foco singular de Joakim Noah em ajudar o Chicago Bulls "ganha muito", e este ano pode envolvê-lo em aceitar um novo papel.
   O novo treinador, Fred Hoiberg colocou Joakim Noah na segunda equipe para um jogo de pré-temporada na última terça-feira, e já soa como algo que será empregado no Chicago Bulls nessa temporada. Hoiberg aparentemente gosta de Noah e Gibson vindo juntos do banco para equilibrar as duas unidades, observando a equipe tem outros defensores bons na equipe principal, possivelmente essa opção venha para encobrir as limitações defensivas do par Nikola Mirotic e Pau Gasol.
   "Com três caras de perímetro que são bons defensivamente Kirk (Hinrich), Jimmy (Butler) e Tony (Snell), é uma boa programação. E então saio do banco com Doug (McDemortt), Taj e Jo, é uma boa mistura, acredito eu."- disse Hoiberg ontem.
   Enquanto essa ideia é boa no papel, os jogos ainda são decididos na quadra, e Hoiberg terá que gerenciar minutos e mexer com o ego de um ex-Jogador Defensivo do Ano para atuar como um reserva. A química e conforto que as respectivas formações de linha demonstravam deve ajudar a esse respeito, e Noah está atuando publicamente como o bom soldado.
   "Tudo que for melhor para a equipe. Não se trata de mim agora. É sobre esta equipe." - disse Noah.
   Noah não teve a sua melhor pós-temporada, com médias de 5.6 pontos, 8 rebotes e 2.2 assistências, com 26,7% de aproveitamento em cinco jogos. Na última temporada Noah teve médias de 7.2 pontos, 9.6 rebotes, 4.7 assistências e 1.1 tocos, bem abaixo de suas médias dos últimos cinco anos 11.5, 10.8, 3.4 e 1.6 respectivamente.  Será que vindo do banco ele vai ser mais produtivo? Talvez mais descansado consiga ser mais intenso na marcação, e esse é o diferencial do seu jogo, podendo assim contribuir mais com os Bulls e voltando a jogar em nível de All-Star.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Lamar Odom tem evolução

Odom mostra melhorias

   Desde o começo da semana quando foi encontrado desacordado em um bordel em Nevada, o ex-ala dos Los Angeles Lakers fez grandes progressos, mostrando sinais de progresso em seu processo de recuperação.
   Hoje, Mark Medina no LA Daily News anunciou que Odom começou a fisioterapia. Medina afirma que Odom tem feito recentemente progressos para começar o próximo passo no seu processo de reabilitação. As sessões de fisioterapia irão determinar sua capacidade de locomoção. Acrescentou ainda que Odom tem experimentado fadiga frequentes e recebeu tratamento constante em seus pulmões e rins, e também pode ter dano cerebral grave.
   O potencial de danos cerebrais, tal como mencionado, pode ser o resultado de Odom ter usado cocaína e 10 doses de um potencializador de desempenho sexual a base de ervas, por um período de três dias. 
   A notícia de Odom iniciar a fisioterapia é certamente um sinal positivo, dadas as notícias do começo da semana. Esperamos que o ex-jogador se recupere e volte a ter uma vida normal, e que consiga se livrar de vez do seu problema com as drogas.

Heróis do passado: Hakeem Olajuwon

Nigeriano fez sucesso na NBA
   Hoje a nossa série vai relembrar um dos melhores pivôs da história, um cara que dominou o garrafão e que tinha uma habilidade absurda no trabalho de pés. Hakeem The Dream Olajuwon, que jogou futebol como goleiro na Nigéria encontrou o seu caminho no basquete e aos 15 anos de idade.
   Olajuwon emigrou da Nigéria para jogar basquete na Universidade de Houston, mas ele não foi recrutado, apenas oferecido a universidade para trabalhar com a comissão técnica, com base em um recomendação de um amigo do técnico Guy Lewis que havia visto o atleta atuando na Nigéria. Em seu primeiro ano não obteve a autorização da NCAA para jogar, e começou atuando de forma moderada em 1981/82  quando a Universidade de Houston foi eliminada no Final Four para North Carolina, eventual campeã. Olajuwon queria melhorar seu jogo e foi treinar com Moses Malone, que já atuava na NBA pelos Houston Rockets, e jogou várias partidas durante o verão de igual para igual com o pivô MVP. 
   Olajuwon evoluiu seu jogo, nas duas temporadas seguintes ajudou a equipe a avançar as Finais da NCAA, perdendo em 1983 para North Carolina e em 1984 para Georgetown de Patrick Ewing. Em 1983, Olajuwon ganhou o prêmio de Jogador do Ano e foi o último a conseguir o feito sendo da equipe derrotada na final. Após a temporada 1983/84, o pivô não sabia se ficava na faculdade ou ficava apto para o Draft, ele queria jogar em Houston e por coincidência o Houston ganhou a primeira escolha de 1984, Olajuwon foi a primeira escolha e ficou a frente de Michael Jordan, Charles Barkley e John Stockton.
1° escolha de 1984
   Sua carreira na NBA começou em 1984, como a primeira escolha do Draft pelo Houston Rockets, logo de cara a equipe melhorou com sua chegada aumentando seu número de vitórias de 29 para 48. Ele foi do primeiro time de novatos, tendo médias de 20.6 pontos, 11.9 rebotes e 2.7 tocos. Na sua segunda temporada teve médias de 23.5 pontos, 11.5 rebotes e 3.4 tocos, onde os Rockets varreram os atuais campões Lakers nas finais de conferência, mas sucumbiram aos Celtics nas finais. A primeira temporada, definitiva, com Olajuwon como o líder dos Rockets foi em 1988/89, onde teve médias de 24.8 pontos,  13.5 rebotes o líder da liga e 3.4 tocos, e nos Playoffs foi ainda melhor, com 37.5 pontos e 16.8 rebotes, mas não suficiente para evitar a eliminação na primeira rodada. 

   A temporada de 1990 foi monstruosa, ele foi o líder da liga em rebotes com 14 por jogo, e liderou a liga em tocos, com 4.6 por partida, uma das mais produtivas temporadas defensivas da história. Ele é o único atleta da história desde que começou-se a ter média de tocos, com média de 14 ou mais rebotes ou 4.5 tocos ou mais, com isso juntou-se a Habdul-Jabbar e Bill Walton como únicos a liderar a liga em tocos e rebote numa temporada, até aquele momento. De quebra, ainda anotou um quadruplo-duplo, tornando-se apenas um dos três atletas da história a fazer isso.  Após alguns problemas sérios com o escritório da equipe, principalmente pela dificuldade de cercar The Dream com bons companheiros, na temporada 1992/93 o pivô melhorou sua média de assitências para 3.5 o que tornou ainda mais difícil marcá-lo de forma dupla ou tripla. Ficou em segundo na votação para MVP e recebeu uma extensão de contrato de quatro anos, e a equipe tinha um núcleo sólido ao final da temporada.
Dominando os adversários
   Em 1994 Olajuwon estava em seu auge, jogando e ganhando dos melhores pivôs e defensores da liga, e nesse ano sendo o campeão da NBA contra os Knicks em sete jogos. Nessa série Olajuwon dominou Patrick Ewing, com médias de 26.9 pontos e 50% de aproveitamento, com suas atuações se tornou o único jogador da história a ser MVP, MVP das Finais e Melhor Jogador de Defesa do Ano, sem contar que foi o primeiro jogador estrangeiro a ser MVP. Na temporada seguinte superou o MVP da liga David Robinson nas finais de conferência, e dominou Shaquille O'Neal nas finais da NBA, para mais um título de MVP das Finais. 

Terminando a carreira no Canadá
   Depois dos títulos os Rockets não tiveram mais a mesma produtividade em 2000, Olajuwon foi negociado para o Toronto Raptors por não aceitar uma proposta dos Rockets, em troca de escolhas do Draft. Ele teve a média mais baixa de pontos e rebotes na carreira com 7.1 e 6 respectivamente, quando decidiu se aposentar por uma lesão nas costas em 2002.
   Olajuwon se aposentou como o líder de todos os tempos em tocos, teve o seu número 34 aposentado pelos Rockets, teve médias de 21.8 pontos, 11.1 rebotes e 3.1 tocos por jogo de média, 2 x Campeão da NBA, 2 x MVP das Finais, 1 x MVP, 12 x All-Star, 6 x All-NBA Primeiro Time, 2 x Melhor Jogador de Defesa do Ano, 5 x All-NBA Primeiro Time Defensivo,  2 x líder em rebotes, 3 x líder em tocos, líder de pontos do Houston Rockets e eleito um dos 50 melhores jogadores da história.
   O cara jogava demais e merece ser lembrado, abaixo um vídeo sobre o monstro:


quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Fim da linha?

35 anos e internado, que triste fim pode ter Lamar Odom

   Hoje publico essa matéria triste com os acontecimentos do dia, me refiro a Lamar Odom ter sido encontrado desacordado e estar internado sabe-se lá em que estado de vida. Imaginar que um jogador de sucesso na carreira se encontra nessa situação, é deprimente e me deixa sem palavras.
   É complicado ver como um jogador bem sucedido se afunda em problemas, de todo cunho, com drogas, policia, familiares. Odom foi um bom jogador, selecionado na 4° escolha do Draft de 1999 pelo Los Angeles Clippers onde jogou até 2003. Jogou pelo Miami Heat uma temporada, e tornou-se Laker em 2004, onde jogou até 2011. 
   Com os Lakers viveu o seu melhor momento na carreira, foi bi-campeão da NBA, eleito o Sexto Homem do Ano em 2011. Depois passou pelos Mavs, voltou aos Clippers, jogou na Espanha e sumiu do basquete. Durante esse período da carreira passou por vários problemas, um jovem que foi criado pela avó, já que sua mãe morreu devido ao câncer e seu pai era viciado em drogas, teve de enterrar sua avó em 2003. Em 2006 perdeu seu filho de 6 meses com SIDS, semanas após o funeral foi baleado em um assalto em seu antigo bairro. Em 2011 perdeu um primo em um acidente de carro.
   Odom disse a revista Slam em entrevista no ano de 2010: "O que eu já passei na vida, muitas pessoas não teriam força mental para suportar." Não podemos julgar ele, mas desde que saiu da liga foi preso por suspeita de dirigir sobre a influência de drogas ilícitas. Ainda em 2000/01 foi suspenso por violar a política da NBA anti-drogas pela segunda vez em oito meses. Em 2013 foi preso por dirigir embriagado, aceitou liberdade condicional de 3 anos e 3 meses de tratamento contra o abuso de álcool. No mesmo ano se divorciou de Khloe Kardashian. A poucos anos foi visto agredindo repórteres com um guarda chuva, por segui-lo sobre suspeita de estar usando craque. 
   Hoje a notícia de sua internação foi pesada, machuca quem ama o jogo ver um cara como Odom, bom jogador acabando com sua vida. Segundo algumas informações, ele estaria em coma, com problemas em seu coração, rins e pulmões. Kobe e Mitch Kupchak foram visitar Odom na terça-feira e dizem que Kardashian está acompanhando o ex-marido no hospital. Tomara que o jogador saia dessa situação e melhore sua vida, ele foi um astro da NBA e não merece terminar a vida desse jeito, morrendo em coma num bordel qualquer.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Harden diz estar bem

Barba se machucou no domingo no jogo contra o Orlando Magic

   Enquanto ele se recusou a falar após o jogo de domingo e o Houston Rockets não forneceu nenhuma informação sobre seu estado, os companheiros de James Harden não estão muito preocupados com a estrela da franquia. Harden deixou o jogo de domingo contra o Magic no segundo período, devido a uma contusão no joelho direito. Mais tarde ele foi visto caminhando sem muitos problemas, e o companheiro Ty Lawson retransmitiu o otimismo do colega.
   "Ele disse que realmente não é tão sério". - disse Ty Lawson.
   E no caso de alguém estar preocupado com Harden julgando sua própria saúde, Corey Brewer pensa que os jogadores geralmente são capazes de julgar a sua própria saúde. "Você meio que sabe quando é sério. Eu acho que ele só bateu um pouco". -disse Brewer.
   No treino de hoje, Harden mais ou menos confirmou o que seus companheiros haviam comentado sobre ele, dizendo que nunca esteve preocupado e que se sentia "muito bem" após o treino de arremessos. Uma lesão em Harden seria um grande golpe para os Rockets, que visa disputar o campeonato novamente nessa temporada. Eles superaram problemas de lesões por um ano para chegar as finais da Conferência Oeste, mas perder sua estrela ofensiva por qualquer período de tempo seria prejudicial para começar a temporada de 2015/16. 
   Em três jogos na pré-temporada Harden jogou com extrema facilidade, com média de 14 pontos em 17,7 minutos por jogo. Na temporada passada obteve médias de 27.4 pontos, 5.7 rebotes, 7 assistências e 1.9 roubos de bola por jogo, enquanto liderava a liga em minutos totais por partida. Os Rockets provavelmente devam fornecer uma atualização mais formal sobre a situação do astro.

domingo, 11 de outubro de 2015

Heróis do passado: Kevin McHale

O maio astro da história da uniersidade
   Hoje nossa série irá relembrar a carreira de um astro do Boston Celtics, e que hoje é um dos grandes treinadores da liga, Kevin McHale. O ala/pivô que foi tri-campeão da NBA com os Celtics teve uma carreira memorável, e não poderia ficar de fora dessa série.
   O ala/pivô de 2,10 m, Kevin McHale atuou pela Universidade de Minnesota entre 1976 e 1980, obtendo médias de 15.2 pontos e 8.5 rebotes por partida. Foi nomeado All-Big Ten nas temporadas de 1979 e 1980, e ainda ocupa o segundo lugar na história da universidade em pontos e rebotes na carreira com 1704 e 950 respectivamente. Em 1995 no 100° aniversário da Universidade de Minnesota, ele foi eleito o melhor jogador de basquete da história da universidade.
   A carreira do atleta começou em 1980, quando foi selecionado na terceira posição pelo Boston Celtics. O começo de McHale foi duro, ele assinou um grande contrato mesmo ameaçando jogar na Itália, antes de assinar um contrato de três anos com os Celtics. Fazendo o backup para Larry Bird e Cedric Maxwell como ala, teve um impacto imediato e foi nomeado para a equipe All-Rookie Primeiro Time, anotando 10 pontos, 4.4 rebotes e com 53,3% de aproveitamento dos arremessos. Os Celtics tiveram a melhor campanha da NBA com 62 vitórias e 20 derrotas. Nos Playoffs varreram o Chicago Bulls, viraram a série contra os Sixers onde McHale foi fundamental no jogo 6 dando um toco em Andrew Toney e pegando um rebote a 16 segundos dos fins para decretar a vitória, nas finais bateram o Houston Rockets e chegaram ao 14° título da história da franquia.
   Após a temporada de 1982-83, o contrato de McHale expirou e os Knicks o contrataram para uma oferta. Red Auerbach retaliou ao assinar com três dos melhores agentes livres dos Knicks, fazendo que a equipe reassinasse com seus jogadores e desistissem de McHale. O ala/pivô reassinou com os Celtics e na época seu contrato o tornará o quarto mais alto da NBA. McHale ganhou o seu primeiro prêmio de sexto homem do ano, em 62 partidas na temporada 83/84. Com a chegada de KC Jones como treinador e Dennis Johnson do Phoenix Suns, Boston estava preparado para mais um campeonato. Nas finas da NBA bateram o Los Angeles Lakers no sétimo jogo da série, chegando ao 15° título da franquia.
Um dos astros dos Celtics nos anos 80
   Na temporada seguinte McHale continuava vindo do banco, mas tornou-se titular após Cedric Maxwell machucar o joelho. Contra o Detroit Pistons anotou a maior marca de pontos de sua carreira, e no momento da franquia, com 56 pontos. Na partida seguinte anotou 42, e seus 98 pontos em dois jogos é um recorde dos Celtics. Boston chegou novamente as finais da NBA, mas sucumbiu aos Lakers em seis jogos, onde McHale conduziu a equipe com médias de 26 pontos e 10.7 rebotes de média na série, incluindo 32 pontos e 16 rebotes no sexto jogo da série.  
   A temporada de 1985/86, marcou a chegada de Bill Walton em uma troca com o Los Angeles Clippers, que enviou Cedric Maxwell, o que abriu espaço para McHale. Os Celtics chegaram ao seu 16° título, com uma das melhores equipes da história da liga, nessa temporada o jogador teve médias de 21.3 pontos e ficou em 13° na eleição para MVP. Foram os líderes da liga com 67 vitórias e 15 derrotas, estabelecendo um recorde na liga de vitórias e derrotas com 82-18 incluindo Playoffs,além determinar a marca da NBA para vitórias em casa em uma temporada 50-1 . Na temporada de 1986, perdeu 14 partidas após romper o tendão de Aquiles, mas ainda assim os Celtics foram campeões contra o Houston Rockets e McHale te ve médias de 25.8 pontos.
   A temporada de 1986 foi a melhor de sua carreira, onde anotou 26.1 pontos e pegou 9.9 rebotes por jogo, além de ser o primeiro atleta da história a acertar 60,4% dos arremessos de quadra e 83,6% dos lances-livres na mesma temporada. Foi eleito o melhor jogador de defesa, para All-NBA Primeiro Time e foi o 4° colocado na votação para MVP. Na temporada seguinte sofreu uma fratura em um osso do pé, mas jogou até o fim da temporada, onde perderam as finais para os Lakers. Após uma operação, perdeu todo o primeiro mês da temporada 1987/88, ano em que foram eliminados pelos Pistons nas finais de conferência.
   A temporada de 1989/90 marcou a última de McHale saudável, atuando nos 82 jogos, mas a temporada foi decepcionante. Os Celtics chegaram aos Playoffs mas caíram na primeira rodada para os Knicks. Na temporadaMcHale jogou novamente como sexto homem, mas com uma campanha ruim ele voltou a ser titular e a equipe terminou apenas vitória atrás dos Sixers na sua divisão. McHale se tornou o primeiro atleta em 20 anos a ser TOP 10 em percentual de arremessos e lance-livre. Na temporada seguinte, após uma cirurgia no tornozelo direito, McHale desistiu de se aposentar para jogar mais um ano, mas com lesões perdeu 14 partidas da temporada regular. Ele atuou em 56 jogos, e nos Playoffs os Celtics perderam para os Pistons.
   A temporada de 1992/93 foi sua última, ele atuou por 71 partidas mas foi severamente prejudicado por lesões nas costas e na perna. Teve médias de 10.7 pontos e 50% de aproveitamento. Nos Playoffs os Celtics caíram na primeira rodada para o Charlotte Hornets, onde McHale foi brilhante com médias de 19.6 pontos e 58% de aproveitamento. Após a derrota no jogo 4 ele anunciou na quadra que estava se retirando.
Atualmente é treinador do Houston Rockets
   Durante sua era de atleta teve médias de 17.9 pontos e 7.3 rebotes, com 55,4% de aproveitamento (10° lugar na história), 3 x Campeão da NBA, 7 x All-Star, 3 x All-NBA Primeiro Time de Defesa, 2 x Sexto Homem do Ano, tem seu número 32 aposentado pelos Celtics e 44 pela Universidade de Minnesota, e é um dos 50 melhores jogadores da história da NBA. Atualmente atua como técnico do Houston Rockets e já provou ser competente nessa carreira, atua desde 2005 nessa função. 
   McHale faz parte da história do basquete e não poderia ficar de fora dessa série, um dos grande ala/pivôs que já jogou na liga e com um aproveitamento dos arremessos impressionante. Abaixo um vídeo com lances da fera: 



sábado, 10 de outubro de 2015

Melo aparenta estar recuperado

Melo parece estar recuperado, o ano dos Knicks promete ser melhor que o último

   Carmelo Anthony continua seu retorno após uma operação no joelho, com mais um desempenho forte em sequência, anotando 21 pontos em 25 minutos na vitória sobre o Washington Wizards por 115 a 104 na noite passada.
   Melo que passou por uma cirurgia no joelho esquerdo em fevereiro, acertou 10 por 15 dos arremessos de quadra, sendo 4 por 5 no segundo tempo. Ele acertou um lindo arremesso com giro a 5, 50 m da cesta faltando 1,9 segundos para o final do primeiro tempo. Em sua primeira partida desde a cirurgia, contra o Paschoalotto Bauru, anotou 17 pontos acertando 8 de 10 arremessos.
   O ala aparenta estar muito bem fisicamente e bem recuperado, com um bom percentual de aproveitamento dos arremessos e isso deve animar os fãs dos Knicks. Se saudável, Melo deve vir para uma excelente temporada e pode fazer alguma mágica pelos lados de Nova Iorque. Abaixo os melhores lances do craque na partida de ontem:


quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Vamos jogar um basquetinho?

Nos anos 1980 era comum ver um guri quicando a bola de basquete pelas ruas de Bagé. Isto acontecia na Bento Gonçalves, na Marechal Floriano, no entorno do SESC, do SESI e do 3º RCMec, na Tupy Silveira, especialmente perto do Ginásio Corujão da FUnBa, no entorno do colégio Bradesco e nas quadras abertas do Auxiliadora. Nas escolas, professores massificavam o basquete pelos bairros da cidade e de lá os jovens partiam para uma experiência maior e inesquecível. Não é do teu tempo? Vou te contar uma história, bem resumidamente.
Em 1980 uma equipe de basquete, denominada Associação Desportiva FAT-FUnBa, mantida pela própria Faculdades Unidas de Bagé (FUnBa), foi campeã do interior e no ano seguinte conquistou o bicampeonato e também o título de campeã estadual de 1981. Paralelamente, neste ano, começou um movimento que levou a formação de jovens que representariam a cidade em competições estaduais, integrando grandes clubes e vencendo brasileiros de clubes e passando por seleções gaúchas e brasileira universitária – hoje alguns integram a Seleção Brasileira Master. Outras categorias foram campeãs do interior no decorrer dos anos 1980 – a minha em 1984 – e a última equipe foi campeã dos Jogos Escolares do Rio Grande do Sul, em 1992, representando o Colégio Estadual Carlos Kluwe. Onde mais será que foi o basquete da FUnBa?
Alguns destes guris, que nos anos 1980 quicavam bolas de basquete pelas ruas de nossa cidade, resolveram se reunir novamente. Jogar um “basquetinho”, foi o que disseram Marcelo Afonso (o “Gordo” que, sem basquete, virou goleiro de futebol do Jalde-Negro nos anos 1990) e Luciano Gomes (o "Dente", meu colega de multicampeonatos na Química da Escola Técnica Federal de Pelotas; ops IFSul). E assim fizemos. Mas o Encontro de Basquete da FUnBa (EBaF) deixou de ser apenas a criação de torneios esporádicos para jogar um “basquetinho”, rever os amigos e dar risadas das boas aventuras da juventude. Quando começaram a conversar, a turma nascida em 1972, percebeu que era comum o sentimento de gratidão pelas pessoas que iniciaram a “brincadeira” de formar um time de basquete (tinha de vôlei também!), contribuíram com suas vidas e o tom de agradecimento e gratidão estava presente em todos os discursos. Mais surpreendente: juntaram-se pessoas de outras gerações (1964, 1965, 1968, 1969, 1970, 1974) e o sentimento era o mesmo.
Assim, o que era para ser o jogo pelo jogo, a busca pela qualidade de vida através do esporte, transformou-se no 1º Encontro de Basquete da FUnBa e neste, em 15/08/2015, nas dependências do SESC Campestre, Porto Alegre, ficou agendado o 2º Encontro de Basquete da FUnBa (EBaF), em 31/10 próximo, na Rainha da Fronteira, para comemorarmos os 35 anos do início desta história. Neste dia, não teremos só jogos de equipes formadas por ex-atletas da FUnBa, estes esportistas terão oportunidade de dizer muito obrigado aqueles que contribuíram com suas formações como pessoas.
O sentimento é tão significativo que este grupo está trabalhando pela revitalização do basquete em Bagé, estruturando uma nova associação desportiva e iniciando um trabalho de base que proporcione a vivência saudável e formadora de caráter que o esporte pode oferecer. Os ensinamentos de outrora, como regras rígidas, disciplina, a camaradagem, a convivência sadia e harmoniosa e a orientação de técnicos de basquete, que estavam muito à frente do seu tempo, servem de alicerce para esta nova caminhada.
Portanto, em 31/10, a partir das 9h, vão lotar o ginásio do SESI, em Bagé, para jogar um ““basquetinho”” e querem a tua presença, a tua vibração, não para suplantar os adversários, afinal fazem parte de um mesmo grupo, frutos de uma mesma árvore, mas sim para energizar as boas ideias e o trabalho que este grupo está se propondo a desenvolver e, finalmente, para dizer em coro, Muito Obrigado, aos fundadores da Associação Desportiva FAT-FUnBa.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

LaVine jogará como ala nessa temporada

LaVine se destacou no Acampamento de Treinos e vem bem na temporada

   O trabalho duro dessa offseason valeu a pena para Zach LaVine. Agora ele só precisa manter esse impulso.
   O técnico interino dos Timberwolves, Sam Mitchell revelou nessa terça-feira que ele tem a intenção de iniciar com o segundo anista como ala, optando por trazer o veterano Kevin Martin do banco. Enquanto se mostrava confiante, também falou sobre o esforço de LaVine.
   Em entrevista a rádio SirusXM NBA, disse: "Perguntei a ele a diferença entre a tinta da caneta e um lápis, e ele disse: 'Treinador o lápis tem um corretivo. Então eu disse: 'É o seu trabalho até você o perder ou dar a alguém."
   LaVine como titular deve dar as Wolves um bom equilíbrio entre juventude e experiência, tanto no time titular, quanto na segunda unidade. Kevin Garnett, Ricky Rubio e Andrew Wiggins, estão definidos como titulares, juntamente com a primeira escolha do Draft, Karl Anthony-Towns, embora não se sabe se ele será titular com Nikola Pekovic saudável.  Essa configuração permite a Martin, cestinha da equipe na temporada passada, ser a principal opção na segunda unidade. Embora ele queira começar, ser um sexto homem ofensivo pode ser um grande papel para ele, ele tem jogado muito bem em quadra, trabalhando em estreita colaboração com LaVine  para continuar melhorando-o.
   "Eu sinto que melhorei a cada dia do acampamento de treino. Sinto que tive um acampamento realmente muito bom. Eu estava fora para provar alguma coisa ... Eu sei que todo mundo quer ser titular.", disse LaVine nessa quarta-feira.
   LaVine foi forçado a jogar como armador na temporada passada devido a lesões, mas o campeão do Slam Dunk  é mais adequado para jogar de ala. Esse tempo como armador provavelmente o ajudou a desenvolver habilidades de armação que serão úteis na ala, e seu jogo de transição e arremesso de fora devem encaixá-lo como uma opção de ataque.
   Em 77 jogos, LaVine obteve médias de 10.1 pontos, 2.8 rebotes e 3.6 assistências, acertando 34,1% de seus arremessos de três. Ele parece ter melhorado na Liga de Verão,  com uma média de 22 pontos e 41,7% aproveitamento das bolas de três. Por conta de seu papel, suas médias não necessariamente devam aumentar, mas se espera uma utilização mais refinada e eficiente de LaVine, é uma esperança razoável para os Wolves. 

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Previsão para o Bulls de 2015/16



   Previsão da temporada do Chicago Bulls:


Nome: Chicago Bulls
Localização: Chicago, Illinois, NY
Conferência: Leste 

Divisão: Central

Fundação: 1966 

Arena: United Center

Dono (s): Michael Reinsdorf (majoritário) General Manager Gar Forman

Treinador Principal: Fred Hoiberg
Mascote: Benny The Bull

Títulos da NBA: 6 (1991, 1992, 1993, 1996, 1997, 1998)
Números aposentados: 4 (4, 10, 23, 33)


Quem Chegou: Fred Hoiberg (treinador), Bobby Portis (22° escolha do Draft)
Quem Saiu: Tom Thibodeau (demitido)
Quem Reassinou:  Jimmy Butler (reassinou 5/ $ 94.3 M), Mike Dunleavy (reassinou 3/ $ 14.4 M) e Aaron Brooks ( reassinou 1/ $ 2 M)

Temporada 2014-2015

Record: 50 Vitórias – 32 Derrotas 
Divisão: 2º 
Conferência: 3º 
Playoffs: 2ª Rodada (Eliminado pelo Cavaliers por 4-2)


Principal Jogador:

   Jimmy Butler foi eleito o jogador que mais evoluiu na última temporada, sem dúvida é o MVP do Chicago Bulls. Com Rose sofrendo mais uma lesão, ele deve ser o cara da franquia mesmo com Pau Gasol jogando em alto nível. Um jogador da posição dois que brilhou na defesa com Tom Thibodeau, agora deve provar com Fred Hoiberg toda a sua qualidade ofensiva. 
   O ala já provou ser um dos melhores da liga em sua posição, e vem para assumir um papel ainda maior nessa temporada, com certeza deve ser a primeira opção de ataque da franquia. Em sua temporada anterior, teve médias de 20 pontos, 5.8 rebotes e 3.3 assistências, com 50% de aproveitamento dos arremessos e 83,4% dos lances-livres.  Se continuar evoluindo, e contando com Rose com sua saúde contestável, é provável que o franchise player dos Bulls seja Jimmy Butler.

Expectativa para a temporada:

   O melhor para essa temporada dos Bulls, é que são praticamente a mesma equipe da temporada passada, com apenas uma exceção importante. Tom Thibodeau foi mandado embora, graças a muitos problemas de relacionamento com o escritório dos Bulls. Considerando a perspicácia defensiva que Thibs trouxe, e que deu ao Bulls o seu melhor sucesso desde a era Jordan, a chegada de Hoiberg que tem um espírito ofensivo, pode trazer a franquia mais criatividade e um ritmo acelerado. 
   A pergunta que não quer calar é se esse Bulls consegue vencer Lebron e os Cavs? A resposta ainda é não, não se sabe se o Bulls ainda é uma equipe de TOP 4 no Leste. A equipe conta com um garrafão entrando na casa dos 30 anso, no caso de Gasol dos 35, mas enquanto não há juventude no garrafão sobra habilidade fora, com Portis e Mirotic o ataque continua sendo visto como alto, em uma liga que esta encantada com o small ball. Sem falar em Rose com mais uma lesão, mas que volta para a abertura da temporada no dia 27 contra os Cavs, é um jogador importante que perdeu 228 jogos de um total de 328 partidas nas últimas quatro temporadas, e tem como substitutos Aaron Brooks que consegue fazer um bom papel e Kirk Hinrich que está em decadência na carreira.
   Como torcedor acredito na força do elenco e vejo o novo técnico como uma melhora, uma equipe que defende muito e que vai evoluir muito ofensivamente, pode ser o ponto de equilíbrio que faltava. Vamos esperar.

Previsão para a temporada:

   4° no Leste com 45 vitórias e 37 derrotas

domingo, 4 de outubro de 2015

Heróis do passado: Pete Maravich

O maior cestinha da história da NCAA
   Hoje nossa série vai lembrar a carreira de um dos melhores arremessadores da história, um monstro do basquetebol universitário e com uma brilhante carreira como atleta da NBA. Hoje falaremos de Pete Maravich The Pistol, o líder de pontos da história da NCAA.
   Desde muito pequeno Pete Maravich impressionava sua família e amigos com as habilidades no basquete. Seu pai, Petar "Press" Maravich, filho de imigrantes sérvios era um ex jogador e treinador de basquetebol profissional, lhe treinou desde os 7 anos de idade. Obsessivamente, Maravich passou horas treinando controle de bola, falsos passes, passes e arremessos de longa distância.
   Toda essa dedicação rendeu frutos imediatos, Maravich jogava no ensino médio por Daniel High School em Central, Carolina do Sul, um ano antes de ter idade suficiente para frequentar a escola. Jogou de 1961-1963, em 63 seu pai trocou a Universidade de Clemson, por um cargo na equipe técnica da Universidade Estadual da Carolina do Norte. A mudança para Raleigh, proporcionou a Maravich jogar em Needham B. Broughton High School, onde recebeu seu apelido de Pistol, pela forma como arremessava a bola. Em seguida se transferiu para o Instituto Militar Edwards, onde teve médias de 33 pontos por partida.
   Embora anos mais tarde confessou a alguns amigos que queria jogar por West Virginia, seu pai era o treinador principal da LSU, e lhe ofereceu uma vaga na escola. Naquele tempo as regras da NCAA proibiam que os estudantes do primeiro ano jogassem na equipe da universidade, o que obrigou Pistol a jogar na equipe como freshman. Em sua primeira partida anotou 50 pontos, 14 rebotes e 11 assistências. Em apenas três anos jogando na equipe da universidade, treinado por seu pai, Maravich anotou 3667 pontos, sendo 1138 em 1968, 1148 em 1969 e 1381 em 1970, com médias respectivas de 43.8, 44.2 e 44.5 pontos por jogo. Em sua carreira universitária, com 1,96 m atuando como ala, obteve médias de 44.2 pontos por jogo em 83 partidas, e foi o cestinha da NCAA em todas as suas três temporadas. O seu recorde de longa data é particularmente notável por dois motivos, primeiro por não ter jogado em seu primeiro ano pelas regras da NCAA, e segundo por ter jogado antes de existir a linha de três pontos, o que gera muita discussão sobre o quanto mais poderia ter aumentado o seu recorde, já que era um especialista em arremessos de longa distância. 
Começou nos Hawks 
   Sua carreira na NBA começou em 1970, quando foi selecionado na terceira posição do Draft pelo Atlanta Hawks. Ele não foi unanime na equipe, já que os Hawks posição como ala Lou Hudson que era um arremessador top, e o estilo de jogo de Pistol era contrastante com a equipe conservadora de Hudson e Walt Bellamy. E o salário que recebeu como novato não o ajudou muito, já que outros jogadores ficaram ressentidos por ganhar menos que ele. Ainda assim, o seu talento era inegável, tanto que apareceu em 81 partidas e teve médias de 23.2 pontos por jogo o suficiente para fazê-lo membro do All-Rookie Primeiro Time. 
   Maravich explodiu em sua terceira temporada, com médias de 26.1 pontos e 6.9 assistências. Ao anotar 2063 pontos, junto com os 2029 pontos de Lou Hudson, tornaram-se apenas a segunda dupla da história da NBA a combinar para mais de 2000 pontos em uma temporada. O recorde da equipe disparou para 46-36, mesmo sendo eliminados na primeira rodada dos Playoffs, Pistol foi eleito para seu primeiro All-Star Game. A temporada seguinte foi ainda melhor, anotou 27.7 pontos por jogo, sendo o segundo cestinha da NBA e indo para seu segundo All-Star Game, mas os Hawks foram mal e perderam todos os Playoffs e Maravich deu adeus a equipe.
O cara da nova franquia
   No verão de 1974, a franquia em expansão New Orleans Jazz em sua primeira temporada na NBA, procurava algo ou alguém para gerar entusiasmo entre os seus novos fãs. Com seu estilo de jogo emocionante Pete Pistol era o cara, sem contar em seu status de celebridade pelo que fez na LSU, na sua troca foram envolvidos dois jogadores e quatro escolhas de Draft. A primeira temporada foi de muito esforço, Pistol anotou 21.5 pontos por jogo e o Jazz teve a pior marca da NBA. A temporada seguinte foi de luta contra as lesões, que o limitaram a 62 partidas, mas mesmo assim foi eleito para All-NBA Primeiro Time e teve médias de 25.9 pontos. A temporada de 1976/77 foi a melhora de sua carreira, anotando 31.1 pontos por jogo e sendo o cestinha da NBA, ele anotou 68 pontos em uma partida, que na época era a maior marca de um ala na liga. Era seu melhor momento na carreira, foi novamente All-Star e NBA Primeiro Time, mas isso iria mudar.
   Na temporada de 1977/78 lesões nos dois joelhos fizeram Pistol perder 32 partidas, ainda assim teve médias de 27 pontos e 6.7 assistências. Mas os problemas nos joelhos o atormentaram pelo resto da carreira, na temporada seguinte jogou apenas 49 partidas, mas ainda assim anotou 22.6 pontos e foi All-Star pela quinta e última vez. A equipe tinha dificuldades financeiras, e tentou movimentações para salvar a franquia, mas não deu certo e ela foi vendida para Utah. Na temporada de 1979/80, atuou por apenas 17 partidas e com os joelhos ruins não podia treinar, o que o deixou de fora de 24 partidas consecutivas. No final da temporada o seu contrato foi rescendido e Pistol foi para o Boston Celtics, onde atuou como um arremessador vindo do banco, os Celtics fizeram 61-21 na temporada e só caíram nas finais de conferência contra os Sixers de Julius Erving. Percebendo que seus problemas nos joelhos não iriam embora, Pistol se aposentou ao final da temporada. A bola de três pontos foi instituída apenas na última temporada de Pistol, o que tornou possível finalmente medir sua qualidade, acertando 67% das bolas de três pontos. 
   Em sua carreira da NBA, teve médias de 24.2 pontos e 5.4 assistências, foi 5 x All-Star, 2 x All-NBA Primeiro Time, 1 x Cestinha da NBA, teve a camiseta número sete aposentada por Utah Jazz e New Orleans Pelicans, é um dos 50 melhores jogadores da história e membro do Hall da Fama. 

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Vinsanity pode voar


   O ala do Memphis Grizzlies, Vince Carter, completou apenas 5 enterradas na temporada 2014-15, o número mais baixo de sua carreira com dígitos duplos. Enquanto isso não é especialmente chocante para alguém que completa 39 anos em janeiro, é algo notável consideração a devastação que Carter imprimia no restante da liga. Se ele não é o melhor dunker que a NBA já viu, então é um dos melhores.
   Aos 38 anos de idade Vince Carter pode saltar mais alto que muita gente. Uma nova foto indica que Vinsanity, agora um arremessador de longa distância, não parou de jogar como dunker por não conseguir mais saltar. Em visita ao P3 Sports Science Institute em Santa Bárbara, mostrou que sua capacidade de saltar é muito impressionante, se não estiver no auge. Mal para um jogador que está beirando os 40 anos, podemos dizer que poderá competir com Michael Jordan em enterradas aos 50 anos.
   A julgar pela foto e pelas enterradas da temporada passada, Carter consegue voar ainda, mas não frequentemente. Aparentemente, assim como Blake Griffin que é outro dunker, terminar uma jogada com tanta intensidade leva a fadiga e para um jogador como Carter na sua idade faz muita diferença. Para relembrarmos desse dunker, abaixo um vídeo do monstro:


Durant nos Lakers?


   Na ESPN americana, na terça-feira pela manhã, Stephen A. Smith disse que fonte haviam lhe contado que o lugar preferido de Kevin Durant é o Los Angeles Lakers, caso não renove com o Oklahoma City Thunder no próximo verão. O apresentador disse que Los Angeles é o objetivo de KD, não sua terra natal Washington.
   O companheiro de programa, Colin Cowherd, acredita absolutamente nesse rumor e listou uma série de razões para tal crença:
  • O ceticismo de que o ex-MVP quer seguir os passos de Lebron, e brincar com sua cidade natal com um "de volta para casa";
  • Toda a atenção nos jogos contra os Wizards (qualquer equipe que empregar KD terá casas lotadas);
  • Status de Los Angeles: como um epicentro da NBA e uma cidade Laker (que já fez muito pela franquia);
  • Kevin Durant e Russell Westbrook não se encaixam
  • A crença de que Durant terá mais interesse em jogar com os jovens D'Angelo Russell, Jordan Clarkson e Julius Randle, do que com Westbrook e Ibaka.
   Aqui voltamos ao ponto que, KD tem um bom dinheiro ainda para ganhar do OKC e já falou que quer ser o tipo de jogador de uma franquia apenas. E podemos acabar com essa especulação com uma entrevista de Durant em agosto, responde sobre os aspectos mais frustrantes da mídia (mídias sociais):
   "Eu acho, que apenas ... você sabe, não vou responder isso. Eu não vou responder essa. Junto com Matt Ice, eu tenho duas pessoas que confio minha vida, meu agente e meu gerente. Confio minha vida neles. Então, se você ouvir fontes ou qualquer outra coisa, não acredite se não vier deles. Digo-lhes tudo. Nós trocamos ideias, colaboramos em muitas coisas, eles me dão conselhos. Por isso, ao longo desse ano, se você ouvir algo de outras fontes, não é verdade, a menos que sejam eu, Charllie Bell ou Rich Kleiman".
   Essa temporada ainda nem começou e os rumores já estão correndo a mil, mesmo sendo apenas uma probabilidade mínima, imaginem um Lakers com Kobe (se não se aposentar) e Kevin Durant, no papel seria uma máquina. Sendo especulação ou não, a ideia de ver os dois juntos pelo mesmo time me anima bastante e garanto que até Kobe prolongaria sua carreira se KD fosse para Los Angeles. Vamos esperar e ver o desenrolar de mais uma temporada, depois pensaremos e veremos o que vai se concretizar.