domingo, 4 de outubro de 2015

Heróis do passado: Pete Maravich

O maior cestinha da história da NCAA
   Hoje nossa série vai lembrar a carreira de um dos melhores arremessadores da história, um monstro do basquetebol universitário e com uma brilhante carreira como atleta da NBA. Hoje falaremos de Pete Maravich The Pistol, o líder de pontos da história da NCAA.
   Desde muito pequeno Pete Maravich impressionava sua família e amigos com as habilidades no basquete. Seu pai, Petar "Press" Maravich, filho de imigrantes sérvios era um ex jogador e treinador de basquetebol profissional, lhe treinou desde os 7 anos de idade. Obsessivamente, Maravich passou horas treinando controle de bola, falsos passes, passes e arremessos de longa distância.
   Toda essa dedicação rendeu frutos imediatos, Maravich jogava no ensino médio por Daniel High School em Central, Carolina do Sul, um ano antes de ter idade suficiente para frequentar a escola. Jogou de 1961-1963, em 63 seu pai trocou a Universidade de Clemson, por um cargo na equipe técnica da Universidade Estadual da Carolina do Norte. A mudança para Raleigh, proporcionou a Maravich jogar em Needham B. Broughton High School, onde recebeu seu apelido de Pistol, pela forma como arremessava a bola. Em seguida se transferiu para o Instituto Militar Edwards, onde teve médias de 33 pontos por partida.
   Embora anos mais tarde confessou a alguns amigos que queria jogar por West Virginia, seu pai era o treinador principal da LSU, e lhe ofereceu uma vaga na escola. Naquele tempo as regras da NCAA proibiam que os estudantes do primeiro ano jogassem na equipe da universidade, o que obrigou Pistol a jogar na equipe como freshman. Em sua primeira partida anotou 50 pontos, 14 rebotes e 11 assistências. Em apenas três anos jogando na equipe da universidade, treinado por seu pai, Maravich anotou 3667 pontos, sendo 1138 em 1968, 1148 em 1969 e 1381 em 1970, com médias respectivas de 43.8, 44.2 e 44.5 pontos por jogo. Em sua carreira universitária, com 1,96 m atuando como ala, obteve médias de 44.2 pontos por jogo em 83 partidas, e foi o cestinha da NCAA em todas as suas três temporadas. O seu recorde de longa data é particularmente notável por dois motivos, primeiro por não ter jogado em seu primeiro ano pelas regras da NCAA, e segundo por ter jogado antes de existir a linha de três pontos, o que gera muita discussão sobre o quanto mais poderia ter aumentado o seu recorde, já que era um especialista em arremessos de longa distância. 
Começou nos Hawks 
   Sua carreira na NBA começou em 1970, quando foi selecionado na terceira posição do Draft pelo Atlanta Hawks. Ele não foi unanime na equipe, já que os Hawks posição como ala Lou Hudson que era um arremessador top, e o estilo de jogo de Pistol era contrastante com a equipe conservadora de Hudson e Walt Bellamy. E o salário que recebeu como novato não o ajudou muito, já que outros jogadores ficaram ressentidos por ganhar menos que ele. Ainda assim, o seu talento era inegável, tanto que apareceu em 81 partidas e teve médias de 23.2 pontos por jogo o suficiente para fazê-lo membro do All-Rookie Primeiro Time. 
   Maravich explodiu em sua terceira temporada, com médias de 26.1 pontos e 6.9 assistências. Ao anotar 2063 pontos, junto com os 2029 pontos de Lou Hudson, tornaram-se apenas a segunda dupla da história da NBA a combinar para mais de 2000 pontos em uma temporada. O recorde da equipe disparou para 46-36, mesmo sendo eliminados na primeira rodada dos Playoffs, Pistol foi eleito para seu primeiro All-Star Game. A temporada seguinte foi ainda melhor, anotou 27.7 pontos por jogo, sendo o segundo cestinha da NBA e indo para seu segundo All-Star Game, mas os Hawks foram mal e perderam todos os Playoffs e Maravich deu adeus a equipe.
O cara da nova franquia
   No verão de 1974, a franquia em expansão New Orleans Jazz em sua primeira temporada na NBA, procurava algo ou alguém para gerar entusiasmo entre os seus novos fãs. Com seu estilo de jogo emocionante Pete Pistol era o cara, sem contar em seu status de celebridade pelo que fez na LSU, na sua troca foram envolvidos dois jogadores e quatro escolhas de Draft. A primeira temporada foi de muito esforço, Pistol anotou 21.5 pontos por jogo e o Jazz teve a pior marca da NBA. A temporada seguinte foi de luta contra as lesões, que o limitaram a 62 partidas, mas mesmo assim foi eleito para All-NBA Primeiro Time e teve médias de 25.9 pontos. A temporada de 1976/77 foi a melhora de sua carreira, anotando 31.1 pontos por jogo e sendo o cestinha da NBA, ele anotou 68 pontos em uma partida, que na época era a maior marca de um ala na liga. Era seu melhor momento na carreira, foi novamente All-Star e NBA Primeiro Time, mas isso iria mudar.
   Na temporada de 1977/78 lesões nos dois joelhos fizeram Pistol perder 32 partidas, ainda assim teve médias de 27 pontos e 6.7 assistências. Mas os problemas nos joelhos o atormentaram pelo resto da carreira, na temporada seguinte jogou apenas 49 partidas, mas ainda assim anotou 22.6 pontos e foi All-Star pela quinta e última vez. A equipe tinha dificuldades financeiras, e tentou movimentações para salvar a franquia, mas não deu certo e ela foi vendida para Utah. Na temporada de 1979/80, atuou por apenas 17 partidas e com os joelhos ruins não podia treinar, o que o deixou de fora de 24 partidas consecutivas. No final da temporada o seu contrato foi rescendido e Pistol foi para o Boston Celtics, onde atuou como um arremessador vindo do banco, os Celtics fizeram 61-21 na temporada e só caíram nas finais de conferência contra os Sixers de Julius Erving. Percebendo que seus problemas nos joelhos não iriam embora, Pistol se aposentou ao final da temporada. A bola de três pontos foi instituída apenas na última temporada de Pistol, o que tornou possível finalmente medir sua qualidade, acertando 67% das bolas de três pontos. 
   Em sua carreira da NBA, teve médias de 24.2 pontos e 5.4 assistências, foi 5 x All-Star, 2 x All-NBA Primeiro Time, 1 x Cestinha da NBA, teve a camiseta número sete aposentada por Utah Jazz e New Orleans Pelicans, é um dos 50 melhores jogadores da história e membro do Hall da Fama. 
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