Pular para o conteúdo principal

Apenas basquete

   
Modalidade cresceu no país e vai com força para as Paralímpiadas

   A um mês atrás aqui em minha cidade ,Pelotas, no interior do Rio Grande do Sul, pude conhecer e entrevistar um profissional que realiza um trabalho excelente com basquetebol. Tiago Frank, professor de Educação Física formado em Caxias, técnico da seleção brasileira de basquetebol em cadeira de rodas sub-21 que falou mais sobre o esporte e as expectativas de futuro para a modalidade.
   O esporte paralímpico em nosso país não era muito divulgado e nem possuía muitos investimentos, porém após uma boa atuação nos Jogos Parpans de 2007 no Rio (com atuação excelente do Brasil) isso mudou um pouco. Os investimentos no esporte paralímpico aumentaram, as oportunidades também, com inúmeros projetos que foram criados e oportunidades de prática para pessoas com deficiência. Nessa lógica espero que algum dia os investimentos se equivalham, para deficientes ou não.
   Mais Basquete: Fale um pouco sobre você e sua profissão.
   Tiago: Professor de Educação física, graduado em licenciatura plena pela Universidade de Caxias do Sul. Especialização em educação especial e treinamento esportivo. Atuo diretamente com pessoas com deficiência, com atividades paradesportivas e de lazer, coordenando um setor específico na Secretaria de Esporte e Lazer em Caxias, além de atuar como Supervisor do CIDEF e técnico de basquete em cadeira de rodas da equipe caxiense e da seleção brasileira sub21.
   Mais Basquete: Gostaria que falasse sobre sua relação com o basquete e como começou a trabalhar com basquetebol em cadeira de rodas.
   Tiago: Minha relação com o basquete iniciou ainda na infância quando comecei a treinar em uma equipe de Caxias do Sul. No decorrer da minha formação acadêmica iniciei em um projeto social chamado "bola é vida" e deste projeto, inicia na implantação de categorias de base junto a UCS. Em 2004, comecei minha carreira em nível estadual, como técnico de equipes de base. No ano de 2009, em função do meu trabalho com basquete, fui convidado a treinar a equipe de basquete em cadeira de rodas do CIDEF.
   Mais Basquete: Você acredita que o esporte paralímpico pode vir a ser tão valorizado quanto o esporte olímpico?
   Tiago: O esporte Paralímpico esta ganhando visibilidade no Brasil. O movimento de esporte para Pessoas com deficiência é recente, bem como os investimentos realizados no setor. Já vislumbramos um espaço que há 20 anos era inexistente, muito por conta de desconhecimento e preconceitos de que pessoas com deficiência não eram capazes (estigma). Acredito sim, que no futuro teremos cada vez mais espaço para o movimento paralímpico, bem como investimentos no setor. O momento é bom em função das Paralimpíadas de 2016.
   Mais Basquete: Vocês conseguem viver apenas do esporte?
   Tiago: Enquanto profissional? Esta pergunta é bastante subjetiva, não entendi o "viver". Sou um profissional de Educação Física que trabalha com esporte paralímpico e é minha fonte atual de renda.
   Mais Basquete: Qual o seu sonho para o basquete em cadeira de rodas?
   Tiago: Atuar como técnico em uma seleção Paralímpica.
   Mais Basquete: . Como funciona a rotina de treinamentos?
   Tiago: Seleção - os treinamentos ocorrem por etapas que antecedem competições. Meu grupo em Caxias treina diariamente.  
   Agradeço ao Tiago pela oportunidade e pelo conhecimento que adquiri com essa rápida entrevista, pessoas como essas que merecem ser reconhecidas e fazem os valores do esporte ser transmitidos e bem ensinados.

Comentários

Mais Visitadas

Dikembe Mutombo, o Humanitário

Quem viu a NBA nos anos 1990 lembra de Mutombo, o jogador de 2,28m, pra gonário do África e que foi estudar nos EUA, mas acabou na NBA. Mutombo se aposentou em 2009, mas apenas das quadras.. .  Dikembe Mutombo nasceu em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo, como o sétimo de dez filhos de Samuel e Biamba Marie Mutombo. Em 1987, ele foi para os Estados Unidos com uma bolsa acadêmica para estudar na Georgetown University, em Washington, DC. O objetivo era seguir uma carreira médica, mas seu talento chamou a atenção do treinador John Thompson, que o convidou para fazer parte do time da universidade. Com 2,18 metros de altura, Mutombo logo se destacou, mas concluiu a graduação. Desculpa, graduações - Linguística e Diplomacia - e tornou-se, ao longo do tempo, poliglota, dominando nove idiomas, entre eles cinco africanos. Mutombo ficou na NBA por 18 anos, após ser draftado pelo Denver Nuggets, em 1991, na quarta posição. Sua última temporada foi representando o Houston Roc...

Qual seu maior medo filho?

A resposta a pergunta que Coach Carter repete várias vezes no filme homônimo vem com base no poema "Medo maior" de Marianne Williamson. A resposta do atleta, que começava a se envolver com drogas e a violência das ruas foi: “Nosso medo mais profundo não é sermos incapazes. Nosso medo mais profundo é termos poder demais. È nossa luz e não nossa escuridão que nos assusta. Não há nada de luminoso em se diminuir, Para que outras pessoas não se sintam inseguras a sua volta. Fomos todos feitos para brilhar como as crianças. Não está só em alguns de nós, está em todos. E ao deixarmos nossa própria luz brilhar, Inconscientemente permitimos que outros façam o mesmo. Já que nos livramos do nosso próprio medo. Nossa presença automaticamente libera outros.” (do filme Coach Carter) Agora, leia o poema...

Caipiras são tricampeões: parabéns, Franca Basketball

 Sem basquete forte no RS, sempre mantive uma paixão pelo basquete de Franca. Exatamente por ser uma equipe forte e do interior, como eu. Confirmei minhas observações, nos momentos finais de Hélio Rubens à beira da quadra, o que muitos de SP já sabiam: Helinho o substituiria com maestria. Este texto, de Bota, circula pelas redes e merece ser multiplicado. O faço aqui, sem sua permissão, pela clareza de ideias, pela contextualização histórica e como homenagem a Franca. As fotos são do Instagram do @helinhobasket Lá vem esses caipiras metidos a besta, outra vez… Se vocês não sabem, pois fiquem sabendo é assim que nós Francanos somos chamados, pelos invejosos Brasil afora: “Caipiras metidos a besta”.  Houve um tempo que ser do interior, era ser atrasado, muita coisa a gente nem ficava sabendo, os moradores das capitais, vinham passar as férias aqui e traziam as novidades, e sempre se colocavam como melhores que a gente. Muita gente foi embora de Franca, pois não se conformava em ...

RSS do Mais Basquete