segunda-feira, 23 de março de 2015

O adeus de uma lenda

15° do draft de 1996
   O começo da semana nos reservou o anúncio da aposentadoria de um dos melhores armadores da história, Steve Nash com 41 anos e a dois sem conseguir atuar devido as lesões, deixou a liga.
   O armador fez história por onde passou, no ensino médio quando atuava em St. Michaels, onde jogava basquete, futebol e rugby, em sua temporada senior tinha médias de 21.3 pontos, 11.2 rebotes e 9.1 rebotes por jogo. Na temporada seguinte (91/92) levou seu time ao título da British Columbia AAA e foi eleito o jogador do ano.
   Depois disso, seu técnico enviou cartas e vídeos em seu nome para 30 universidades americanas, mas nenhuma demonstrou interesse, até que o técnico de Santa Clara, Dick Davey assistiu seus vídeos e foi vê-lo jogar. Na hora quis recrutar o armador mesmo dizendo que era o pior jogador de defesa que tinha visto. Nash recebeu a bolsa de estudos e fez história, quando chegou levou a equipe a um título da WCC e ao torneio da NCAA, vencendo a número dois do país Arizona. Em seu último ano, foi o cestinha e nomeado o jogador do ano em sua conferência, levando os Broncos ao torneio da NCAA novamente, foi All-American, terminou como o líder de todos os tempos em assistências (510), percentual de lance livre (86%) e em tentativas de três pontos (263-656), é o terceiro da história em pontos (1689) e o recorde de uma temporada em lances livres (89%) e em 2006 teve seu número aposentado, tornando-o o primeiro atleta da Universidade a ter essa honra.
   Nash foi a 15° escolha do draft de 1996, e infelizmente teve pouco tempo de jogo, pois tinham na equipe Kevin Johnson, Sam Cassell e Jason Kidd que já era um All-Star. Graças a Donnie Nelson, em 1998 Nash foi negociado para os Mavericks, na troca de dois jogadores, os direitos em Pat Garrity e um escolha de primeira rodada do draft (que seria posteriormente Shawn Marion). Atuou pelos Mavs de 1998 até 2004, foi onde cresceu como atleta e tornou-se um dos melhores jogadores da década, provando ser um armador formidável. Em 2004 quando tornou-se agente livre e tentou negociar com Mark Cuban, que queria lhe pagar 9 milhões por quatro anos, já que queria montar sua equipe em torno de Nowitzki, sendo assim os Suns lhe ofereceram um contrato de 6 anos por 63 milhões, ganhando  o atleta após esperar a contra proposta de Cuban.
Os melhores anos da carreira, 2x MVP
   Pelos Suns viveu seus melhores momentos na carreira, foi duas vezes MVP, na temporada de 2005 foi nomeado o MVP com médias de 15.5 pontos e 11.5 assistências com sua melhor média de roubos de bola da carreira 1.1. Na temporada seguinte foi novamente o MVP, com a melhor média de pontos na carreira 18.8 pontos, 10.5 assistências e a melhor marca de rebotes da carreira 4.2 por jogo. Nash levou os Suns a duas finais de conferência, o que não acontecia a 11 anos, foi responsável pela equipe liderar a liga em aproveitamento dos arremessos em 2006 e 2009 e ainda, foi o cara que ajudou Leandrinho a se adaptar e melhorar seu jogo. Depois disso tentou a sorte com os Lakers mas as lesões o prejudicaram, ainda assim termina sua brilhante carreira como um dos melhores jogadores da liga que não foi campeão da NBA e como o terceiro da história em assistências com 10335.
   O craque possuí  como prêmios em sua carreira 2x MVP (2005,2006), 8x All Star, 3x All Nba Fist Team, 2x All NBA Second Team, 5x Líder em assistências, 6x Líder em total de assistências, 2x Líder da liga em aproveitamento dos lances livres, 7x Líder em assistências por 48 minutos, 4x Membro do 50-40-90, Atleta Canadense do Ano (2005), 3x Atleta Canadense Masculino do Ano (2002, 2005, 2006), J. Walter Kennedy Citizenship Award (2007- prêmio por serviços comunitários e o maior percentual de aproveitamento de lances livres da carreira.
Fim de carreira
   Nash já é uma lenda, acabou de se aposentar mas sem dúvidas vai ser Hall da Fama, é o melhor canadense da história da NBA e tem muito o que colaborar para o mundo do basquete. Pela sua seleção já era membro da comissão técnica e não duvido que venha a ser o técnico, sem sombras de dúvidas foi um dos melhores atletas que vi jogar e um ser humano exemplar. Vamos sentir sua falta mestre.
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