quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Em busca de "experiência"

Em busca de experiência Bebe fica mais uma temporada na
Espanha
   Uma notícia ontem me deixou chateado, o brasileiro draftado no primeiro round da classe de 2013, Lucas Nogueira, o Bebe, resolveu jogar pelo menos mais uma temporada na Espanha. Na tarde passada, foi divulgado que a ideia é do atleta conseguir mais experiência e voltar maduro já na temporada seguinte a liga.
   A informação dada por um jornal de Atlanta, deixa a liga sem nenhum brasileiro "novo", já que Raulzinho também confirmou que ficará na Espanha mais uma temporada antes de ingressar na NBA. O incrível é que Bebe impressionou dirigentes e treinadores com sua temporada na Summer League, jogando muito bem e liderando a franquia em rebotes (além de quaser bater o recorde de tocos em uma única partida), o brasileiro provou que não precisa ser forte para jogar de pivô e ser dominante. Infelizmente e estranhamente, os dirigentes apostaram em atletas mais experientes e consolidados na liga, acabando com o espaço do brasileiro na equipe. 
Sem Raulzinho e Bebe, a NBA não contará com novatos
brasileiros
   Por mais eficiente que seja essa estratégia de jogar um ano a mais na Europa, que deu certo para Splitter, que hoje é um dos ala/pivôs mais consistentes da liga e peça fundamental dos Spurs. Eu ainda não gosto dessa postura, hoje discutindo com meu amigo, o Professor Carlos Alex, eu dizia pra ele que por menos tempo que joguem, menor que seja o espaço na equipe, os treinamentos realizados e a forma de jogar da NBA são mais fáceis de adaptação para atletas que ficam nas suas equipes, do que para quem vem de fora e joga. Um grande exemplo é Nenê, o pivô draftado como 7° escolha do Draft de 2002, o atleta jogou a temporada de novato na NBA e foi eleito para a equipe NBA All Rookie First Team. Outro exemplo é Varejão, que na temporada passada destacou-se como um dos mais dominantes pivôs da liga, a ponto de estar quase confirmado para o All Star Game, como pivô titular do Leste, ficando de fora por conta de sua lesão no quadríceps e uma embolia pulmonar que o tirou da temporada.
   Mas o que vem ao caso é uma discussão sobre a necessidade de buscar essa experiência em outro local, será mesmo que isso é válido? E até que ponto? Por melhor que o atleta jogue em outro país, estará jogando contra equipes mais fracas que as da NBA, que realmente é a melhor liga do mundo. E depois, na Europa o jogo é muito mais cadenciado e trabalhado, na NBA os atletas jogam mais na força e no brilho individual. Como alguém que vem de fora desse meio, e jogando de forma mais cadenciada irá se adaptar da mesma forma que um atleta que jogou na NBA sua primeira temporada? pra mim Bebe e Raulzinho estarão um passo atrás de qualquer "colega" de Draft, até mesmo os que jogarão 5 minutos por partida. 
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