quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Relicário do basquete

Deus e Semi-Deus do basquete

   Ainda não tinha me posicionado sobre Kobe, não tinha me caído a ficha que sou de uma geração muito privilegiada. Eu ainda menino, com 5, 6 anos vi o Bulls jogar na Band com a minha mãe na cozinha de casa, vi o Deus do basquete em ação, o incomparável Michael Jordan. 
   Me afastei do esporte, nem sei o porque, mas retornei a acompanhá-lo em 2002, e comecei a ver um Semi-Deus jogar, bem verdade que já dominava a liga e era um monstro. Vi Kobe e Jordan um contra o outro, vi os dois dando o seu melhor a cada segundo, cada ponto, a entrega deles é absurdamente diferenciada, ninguém jamais amou o jogo mais que eles. Eu não gostava do Kobe, o achava arrogante, uma mala, mas hoje vejo o porque disso, sabem o porquê? Deve ser o motivo de muitos o odiarem.
   Eu odiava o Kobe porque tinha medo que ele fosse maior que Jordan, depois que cresci amadureci e vi que ambos são incomparáveis, e eles sim são acima da média. Jordan o maior da história, Kobe o segundo maior, e vários excelentes jogadores por aí. Posso ser julgado por minhas palavras, mas é o meu coração que fala, nem acredito que esse momento chegou, sofri quando Jordan saiu das quadras e achei que não ia sentir nada com Kobe saíndo. Bobagem a minha. Lógico que senti, sinto que a NBA começa a perder a graça, penso que a geração dos anos 90 e 00 era demais, nossa como tinha cara foda jogando, Jordan, Kobe, Iverson, KG, Mutombo, Ewing, Malone, Barkley, entre tantos outros.  O que vejo é uma liga forte, com muitos bons jogadores, mas que não tem mais tantos monstros como antes, antigamente parecia que todos times poderiam vencer a liga, hoje se falarmos em 5 com chances reais é muito.
   Não digo que a qualidade do jogo caiu, mas digo que não existem mais tantos jogadores como Kobe, aliás Kobe é único. Deixei para falar isso agora, tava processando isso na cabeça, muitos já falaram sobre o Kobe e sua saída, eu nem vou entrar nos méritos da brilhante carreira de 20 temporadas, só me apego ao sentimento que ele demonstrou e demonstra pelo jogo. Kobe amou o esporte como poucos, saí porque seu corpo não lhe permite mais ser o Kobe que conhecemos, saí obviamente de cabeça erguida, será Hall da Fama, terá seu número aposentado, é o terceiro maior cestinha da história, seus números e conquistas o precedem.
   O que digo a todos amantes do esporte, vejam os jogos dos Lakers, mesmo que eles sejam péssimos, temos poucos jogos para ver Kobe, cada partida será uma despedida, uma chance a menos de vê-lo em quadra com seu fade away mortal, sua agressividade e habilidade de pontuar. Essa é a ÚLTIMA vez que veremos ele jogando, não sejamos bestas de perder isso, o basquete se despede de um dos grandes nomes do jogo no final dessa temporada, e os fãs do esporte vão ter menos um gênio em quadra.
Kbe Bryant, me desculpe por ter te odiado, e obrigado por tudo que fez ao basquete!
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