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Heróis do passado: Alonzo Mourning

Monstro em Georgetown
   Hoje vamos contar a história de um ídolo dos Hornets e Heat, Alonzo Mourning, um dos grandes alas/pivôs e pivôs da história da NBA. Um membro da Hall da Fama, que fez sucesso por onde passou na liga e dominou as quadras enquanto jogava.
   Começou jogando basquete no Ensino Médio, em Indian Ruver, Chesapeake, Virginia, onde em seu primeiro ano levou sua equipe a 51 vitórias consecutivas e um campeonato estadual em 1987. Como senior teve médias de 25 pontos, 15 rebotes e 12 tocos por partida, ele foi nomeado jogador do ano pelo USA Today, Parade, Gatorade e Naismith. Em seguida jogou basquete na Universidade de Georgetown, em seu primeiro ano foi o líder em tocos da NCAA e foi All-American em seu último ano.
Um novato que brilhava
   Sua carreira profissional começou em 1992, quando foi a segunda escolha geral do Draft atrás de Shaquille O'Neal. De cara foi eleito para o All-Rookie Primeiro Time com médias de 21 pontos, 10.3 rebotes e 3.5 tocos, terminando em segundo na eleição de Novato do Ano. Ele teve a maior média de pontuação de um novato dos Hornets, juntamente com Shaq, tornaram-se os primeiros novatos desde David Robinson (89/90) a ter médias de 20 pontos e 10 rebotes em suas primeiras temporadas. Em apenas 49 partidas quebrou o recorde de tocos da franquia, tornando-se o líder de todos os tempos dos Hornets.
   Na temporada 1994/95, Mourning e Larry Johnson lideraram a franquia a 50 vitórias e os Playoffs. Ele liderou a equipe em pontos (21.3), rebotes (9.9), tocos (2.2) e percentual dos arremessos de quadra (51,9%), sendo All-Star na temporada. Ao final da temporada rejeitou um contrato de extensão de 11.200.000 por sete anos, sendo negociado juntamente com mais dois colegas por Glen Rice, Matt Geiger, Khalid Reeves e uma escolha de primeira rodada do Draft de 1996.
Heat, onde chegou ao ápice da carreira
   No Heat foi a peça central da equipe de Pat Riley, tendo médias de 23.2 pontos, 10.4 rebotes e 2.7 tocos em sua temporada de chegada. Na temporada seguinte o Heat chegou a 61 vitórias, o recorde da franquia, ficando em segundo lugar na Conferência Leste atrás do Chicago Bulls e Mourning com médias de 19.8 pontos, 9.9 rebotes e 2.9 tocos. Nos Playoffs chegaram até as finais onde caíram para o Bulls, mas o auge foi contra os Knicks onde no jogo 5 Charles Oakley e Mourning brigaram, após muitas suspensões, no jogo 6 anotou 22 pontos e 12 rebotes e no jogo 7 anotou 28 pontos, sendo crucial para levar o Heat as finais. 
   Na temporada de 1998/99, do lockout, teve médias de 20.1 pontos e as mais altas médias da carreira em rebotes (11) e tocos (3.9), o Heat foi campeão da Divisão Atlântico. Mourning foi o Jogador Defensivo do Ano, All-NBA Primeiro Time e segundo colocado na votação de MVP, atrás de Karl Malone. Mesmo assim forma eliminados pelos Knicks os Playoffs. No ano seguinte foi novamente o Jogador de Defesa do Ano, e novamente enfrentaram os Knicks e mais uma vez foram derrotados. Durante a entressafra, Moruning sofreu com uma esclerose glomerular focal, uma doença renal que lhe tirou de ação por cinco meses, atuando assim em apenas 13 partidas e na primeira rodada dos Playoffs quando foram eliminados pelos Hornets. Na temporada de 2002, mesmo com sua doença renal, atuou por 75 jogos, foi All-Star mas com uma nova eliminação dos Playoffs seu contrato não foi renovado.
   Como agente livre em 2003 assinou com o New Jersey Nets por 4 temporadas, mas em novembro desse ano se aposentou por problemas renais. Em dezembro fez um transplante de rins, e em 2004 voltou a treinar com os Nets, ele não queria ficar no Nets, e foi negociado com os Raptors, mas sem nunca ter atuado. Depois de um período de afastamento e insucesso voltou ao Heat, no dia 1° de março de 2005 assinou como reserva de Shaq, mas em muitos momentos foi um motor para equipe com as lesões do colega. Ainda assim, ambos jogaram juntos algumas vezes, com Mourning atuando como ala/pivô. Seus minutos foram reduzidos devido suas condições físicas, mas mesmo assim sua forte defesa ajudou o Heat a ser o segundo melhor time do Leste, sua intensidade lhe rendeu um apelido para os fãs do Heat: The Ultimate Warrior. Jogando apenas 20 minutos foi o terceiro na liga em tocos com 2.66 por partida. O Heat foi as finais de conferência e caiu para os campeões Detroit Pistons.
   A temporada seguinte foi a mais marcante de sua carreira, foi o ano em que venceu o campeonato. O Heat trouxe Gary Payton e Antoine Walker, veteranos a procura de um título, e com Mourning mais uma vez sendo o terceiro em tocos na liga chegaram até as Finais. Depois de perderem para os Mavericks as duas primeiras partidas, venceram todos os jogos em sequência e conquistaram o título da NBA, liderados por Wade. A temporada de 2006/07 foi sua última, ele voltou a Miami mesmo com propostas melhores e queria defender o título, mas em um jogo contra os Hawks após atuar por 24 jogos, rompeu o tendão patelar do joelho direito no dia em que completava quatro anos de sua operação renal. Não retornando mais a atuar, mesmo com rumores de retorno em 2008/09.
   Em 2007/08 tornou-se o líder de todos os tempos do Heat em pontos (atualmente é o segundo), tem a maior média de tocos por 48 minutos na NBA com 5.46, foi 1 x Campeão da NBA, 1 x All-NBA Primeiro Time, 2 x Jogador de Defesa do Ano, 2 x All-NBA Primeiro Time de Defesa, 7 x All-Star, 1 x Líder da NBA em tocos, teve seu número 33 aposentado pelo Heat, membro do Hall da Fama de Hampton Roads Sports que homenageia atletas, treinadores e administradores que contribuíram para o esporte no sudeste da Virginia, membro do Hall da Fama do Virginia Sports e em 2014 tornou-se membro do Hall da Fama do Basquete.
   Teve uma brilhante carreira e merecia nossa homenagem, se não fosse seu problema renal poderia ter jogado mais algumas temporadas e abrilhantado ainda mais a belíssima carreira. Fica aqui nossa homenagem e abaixo um vídeo da carreira do astro:

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