Pular para o conteúdo principal

Simmons levou Ball para escola

Dominante

   Quando jogamos basquete e dominamos alguém, ou somos dominados, dizemos que levamos ou nos levaram para escola. Foi exatamente isso que aconteceu no jogo de ontem entre Sixers e Lakers, Lonzo Ball foi levado para escola por Ben Simmons.
   Esse foi o primeiro confronto entre os novatos, e o provável novato do ano, Ben Simmons jantou Lonzo Ball com farofa. Olhando o jogo víamos um novato totalmente cru, sem conseguir arremessar e um novato que parecia mais um veterano, dominando as ações e terminando o jogo perto de um triplo-duplo.
   Simmons teve 18 pontos, 9 rebotes, 10 assistências e 5 roubos de bola com um plus + 19 enquanto jogou seus 39 minutos, enquanto Ball anotou dois pontos acertando apenas 1 dos 9 arremessos que tentou e com um plus -18. Foi mais um jogo desagradável para Ball, muito em função do seu arremesso mecanicamente estranho e ineficaz. A estratégia dos Sixers era deixá-lo arremessar, quando ele conseguia se esquivar do desafio passava a bola, de resto parecia que estava atirando tijolos na cesta.
   Nitidamente a sua confiança desapareceu no segundo tempo, Ball relaxou na defesa e permitiu que Simmons pontuasse facilmente. No último período a jóia do Lakers foi sacada do jogo e não jogou o último período. Enquanto isso, Simmons jogou demais, dominou na quadra, marcou com maestria e conseguiu deixar os colegas livres para pontuar.
   O novato do Sixers foi a primeira escolha de 2016, mas ficou fora de toda a temporada por conta de uma lesão no pé. Ball foi a segunda escolha desse ano depois de uma campanha maravilhosa com a UCLA, dominou na Summer League. Ambos eram os favoritos no começo do ano para ser o novato do ano, mas na quadra a diferença entre os dois é absurda.
   Ball tem médias de 9 pontos, 6.6 rebotes e 6.9 assistências com um aproveitamento de 35,1% de aproveitamento dos arremessos, mostrando muita dificuldade em arremessar. Enquanto Simmons têm médias de 17.8 pontos, 9.2 rebotes e 7.7 assistências com 50,5% de aproveitamento dos arremessos, domina as ações e já se fala na possibilidade de ser um All-Star em sua primeira temporada.
   Não duvido das habilidades de Ball, acredito que ele possa ter sucesso na NBA mas precisa realmente melhor seu arremesso e ser mais confiante, um armador que não pontua nos dias de hoje é pouco usável. Talvez seu maior problema seja a expectativa que foi gerada ao seu redor, graças ao papai tagarela. Foram poucos jogos para dizer que ele é um bust ou algo do tipo, vamos esperar até o final da temporada e aí sim podemos fazer uma avaliação preliminar. Basta lembrar que Kobe teve médias de 7.6 pontos, 1.9 rebotes e 1.3 assistências e foi um dos melhores da história, vamos dar um tempo para Ball e ver o que acontece, mas o cheiro atualmente é mais para bust do que para lenda.

Comentários

Mais Visitadas

Dikembe Mutombo, o Humanitário

Quem viu a NBA nos anos 1990 lembra de Mutombo, o jogador de 2,28m, pra gonário do África e que foi estudar nos EUA, mas acabou na NBA. Mutombo se aposentou em 2009, mas apenas das quadras.. .  Dikembe Mutombo nasceu em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo, como o sétimo de dez filhos de Samuel e Biamba Marie Mutombo. Em 1987, ele foi para os Estados Unidos com uma bolsa acadêmica para estudar na Georgetown University, em Washington, DC. O objetivo era seguir uma carreira médica, mas seu talento chamou a atenção do treinador John Thompson, que o convidou para fazer parte do time da universidade. Com 2,18 metros de altura, Mutombo logo se destacou, mas concluiu a graduação. Desculpa, graduações - Linguística e Diplomacia - e tornou-se, ao longo do tempo, poliglota, dominando nove idiomas, entre eles cinco africanos. Mutombo ficou na NBA por 18 anos, após ser draftado pelo Denver Nuggets, em 1991, na quarta posição. Sua última temporada foi representando o Houston Roc...

Educação Física e Esporte

 O esporte só atinge a maioria dos adolescentes se a Educação Física Escolar existir com qualidade, infraestrutura, inclusão e equidade. por antoniodivico . De Visualmente .

Lives 13 (Edição 2020)

Apesar do estresse que 2020 gerou, especialmente por causa do SARS-CoV-2 e da COVID-19, pode-se dizer que realizamos algumas coisas que não imaginávamos no final de 2019 ou mesmo nos primeiros dias de 2020. Nossa ação com o Mais Basquete também foi muito diferente. Realizamos uma série de entrevistas, bate-papos que denominamos de  Lives 13 , em alusão ao décimo terceiro aniversário do Blog que criei em 2007 e que já havia gerado a Revista Mais Basquete , o livro Em busca de mais basquete: feedbacks e insights . e a compilação de algumas crônicas que, divertidamente denominamos Calexdoscópio: fragmentos, reflexões e memórias . Os livros foram publicados em parceria com o Centro Esportivo Virtual . As Lives 13 , realizadas e gravadas em vídeo, reuniram personalidades do nosso basquete - ex-atletas, técnicos, professores - em torno de debates diversos sobre a modalidade. Nem haviam sido publicados, pois o objetivo era editar com vinhetas e embelezar o início e o final de cada vídeo. ...

RSS do Mais Basquete