Pular para o conteúdo principal

Heróis do passado: Calvin Murphy

Calvin Murphy sempre teve sucesso
   Hoje nossa série vai relembrar a carreira de um baixinho da NBA, um grande armador de apenas 1,75 m que fez história na liga e que era um grande atleta do beisebol. Falamos hoje de Calvin Murphy, ídolo do Houston Rockets franquia que defendeu por 13 temporadas, fãs do basquete se liguem nessa história.
   Calvin Murphy antes de começar a jogar basquete era um grande fenômeno em girar o bastão, tipo baliza de banda marcial, mas sentiu-se intimidado por sua mãe e suas seis irmãs que também eram balizas. Quando estava se formando na oitava série foi campeão nacional de girar bastão, participou de grandes eventos, e no auge do seu basquete em 1977, já na NCAA foi campeão Estadual (Texas). Abaixo um vídeo que demonstra melhor o que falo:

   O basquete entrou em sua vida no ensino médio, quando começou a jogar para Norwalk High School, onde conseguiu ser três vezes All-State e duas vezes All-American. Com um futuro promissor no basquete foi jogar na Universidade de Niagara, onde foi três vezes All-American, com médias impressionantes de 33.1 pontos por jogo em 77 partidas disputadas, num total de 2548 pontos na universidade. 
   Ele teve como sua melhor partida um jogo contra Syracause onde anotou 68 pontos, em 1970 levou a sua universidade para o torneio da NCAA mas infelizmente perdeu na segunda rodada para Villanova. Ele foi conhecido como um dos "Três M's", junto com Pete Maravich e Rick Mount pois sempre eram All-American juntos. Sua carreira na NBA começou em 1970 quando foi a primeira escolha da segunda rodada, 18° no ranking geral, selecionado pelo San Diego Rockets. Em sua temporada de novato foi eleito para o Primeiro Time dos Novatos com médias de 15.8 pontos, 4 rebotes e 3 assistências, mostrando muita agilidade, velocidade e capacidade defensiva.
   Murphy foi um dos melhores cobradores de lances-livres da história, chegando até 95,8% de aproveitamento em uma temporada. Ele teve dois recordes da NBA com os lances-livres, maior percentual de lance-livre para uma temporada (95,8% em 1980/81) e maior número de lances-livres consecutivos convertidos. Com os Rockets estabeleceu uma série de recordes, inclusive de líder de pontos da franquia, até a chegada de Hakeem Olajuwon. Jogou as finais da NBA de 1981, mas perderam para o Boston Celtics em seis jogos, aposentou-se em 1983 sem ganhar nenhum título.
   Ele aposentou-se como atleta com 34 anos, sendo 1 x All-Star, tendo médias de 17.9 pontos, 4.4 assistências e 2.1 rebotes, teve 11 temporadas de 1000 pontos ou mais e em 1993 teve entrou no Hall da Fama do Basquete. Também é membro do Hall da Fama da Associação de Treinadores de Conneticut. Depois de aposentado foi trabalhar para os Rockets como analista na televisão nos jogos da equipe, atualmente nas partidas locais dos Rockets é analista no intervalo e pós-jogo. 
   Foi um bom jogador, fiel a sua franquia até hoje e com certeza um dos melhores baixinhos que jogou na NBA. Merece nossa recordação.
   

Comentários

Mais Visitadas

Dikembe Mutombo, o Humanitário

Quem viu a NBA nos anos 1990 lembra de Mutombo, o jogador de 2,28m, pra gonário do África e que foi estudar nos EUA, mas acabou na NBA. Mutombo se aposentou em 2009, mas apenas das quadras.. .  Dikembe Mutombo nasceu em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo, como o sétimo de dez filhos de Samuel e Biamba Marie Mutombo. Em 1987, ele foi para os Estados Unidos com uma bolsa acadêmica para estudar na Georgetown University, em Washington, DC. O objetivo era seguir uma carreira médica, mas seu talento chamou a atenção do treinador John Thompson, que o convidou para fazer parte do time da universidade. Com 2,18 metros de altura, Mutombo logo se destacou, mas concluiu a graduação. Desculpa, graduações - Linguística e Diplomacia - e tornou-se, ao longo do tempo, poliglota, dominando nove idiomas, entre eles cinco africanos. Mutombo ficou na NBA por 18 anos, após ser draftado pelo Denver Nuggets, em 1991, na quarta posição. Sua última temporada foi representando o Houston Roc...

Educação Física e Esporte

 O esporte só atinge a maioria dos adolescentes se a Educação Física Escolar existir com qualidade, infraestrutura, inclusão e equidade. por antoniodivico . De Visualmente .

Lives 13 (Edição 2020)

Apesar do estresse que 2020 gerou, especialmente por causa do SARS-CoV-2 e da COVID-19, pode-se dizer que realizamos algumas coisas que não imaginávamos no final de 2019 ou mesmo nos primeiros dias de 2020. Nossa ação com o Mais Basquete também foi muito diferente. Realizamos uma série de entrevistas, bate-papos que denominamos de  Lives 13 , em alusão ao décimo terceiro aniversário do Blog que criei em 2007 e que já havia gerado a Revista Mais Basquete , o livro Em busca de mais basquete: feedbacks e insights . e a compilação de algumas crônicas que, divertidamente denominamos Calexdoscópio: fragmentos, reflexões e memórias . Os livros foram publicados em parceria com o Centro Esportivo Virtual . As Lives 13 , realizadas e gravadas em vídeo, reuniram personalidades do nosso basquete - ex-atletas, técnicos, professores - em torno de debates diversos sobre a modalidade. Nem haviam sido publicados, pois o objetivo era editar com vinhetas e embelezar o início e o final de cada vídeo. ...

RSS do Mais Basquete