Pular para o conteúdo principal

Alvin Gentry a mente ofensiva

O cara pra melhora Anthony Davis
   Alvin Gentry foi oficialmente técnico do New Orleans Pelicans por cerca de 12 horas, mas o mundo do basquete já esta alvoroçado para saber como o inovador ofensivo pode tirar proveito do talento bizarro de Anthony Davis. Uma das noticias mais citadas imediatamente após a contratação de Gentry vem da CSN Bay Area Monte Pool, revelando que Gentry apresentou ao  gerente geral dos Pelicans, Dell Demps e o vice-presidente Mickey Loomis tabelas e gráficos ilustrando como a equipe tem subutilizado as habilidades ofensivas de Davis.
   Isso levou muitos a assumir que Davis contará com mais destaque no ataque dos Pelicans na próxima temporada, mas provavelmente será de forma sútil, não muito perceptível aos olhares de fãs comuns. Um olhar sobre as estatísticas avançadas disponíveis, mostram um jogador super estrela capaz de suportar encargos ofensivos pesados
A. DavisATJ (Rank)AT 100 posses de bola (Rank)Uso (%)
2014-1517.6 (6°)25.7 (11°)27.8 (13°)
   A utilização de Davis poderia chegar mais perto dos 30% sob o comando de Gentry, e muitos vão se perguntar porque ele não esta no Top 10 em arremessos tentados por cada 100 posse, mas deve-se salientar que seus 25.7 foi uma taxa de uso maior do que de armadores dominantes, como Stephen Curry e Monta Ellis. Quando uma mente, ofensivamente brilhante, como Gentry diz "subutilizado", não significa necessariamente mais arremessos. Em toda probabilidade, Gentry está pensando mais ao longo das linhas para conseguir para Davis melhores arremessos e fazê-lo mais envolvido no fluxo ofensivo.
   Ao longo de três temporadas, Davis arremessou 11 % em um total de 27 tentativas de bolas de três pontos. Mas ele mostrou que ter calibre com seu jumper, e se Gentry poder ajudá-lo a estender esse calibre para fora do perímetro, vai sobrecarregar ainda mais os adversários indefesos. 28,9 % das tentativas de arremesso nesta temporada vieram de bolas de dois pontos com mais de 4,8 m, e ele converteu 42% dos arremessos desse território (uma excelente maraca para um espaço de jogo menos eficiente). Imagine que alguns dos que arremessam dessa área pontuam e recebem ponto extra, e apenas 1% dos arremessos de Davis foram assim nessa temporada.
   Além de desenvolver um arremesso de três pontos e dando a Davis mais oportunidades fáceis em transição, pode-se ter certeza que o Pelicans de Gentry vai jogar muito mais rápido que o 27° do ranking Monta Ellis, Gentry com certeza terá cuidado para ter Davis mais envolvido de forma geral no ataque. 
   Como coordenador ofensivo de fato do Golden State Warriors, Gentry obteve o melhor de uma equipe do Golden State extremamente talentosa, que nunca foi tão prolífica com Mark Jackson. Um componente chave, de que a melhora ofensiva funcionou, foi a utilização do talento de Andrew Bogut. O pivô é uma força defensiva quando saudável, mas seu passe, organização do jogo e inteligência ofensiva são problemas de seu jogo, e Gentry tirou vantagem disso.    Enquanto ele não estava marcando ou arremessando, estava tocando a bola, o aumento parece mínimo (40 para 41,5), mas considerando que ele jogou quase 200 minutos a menos que na temporada 2013-14, ele aumento seu percentual de toques na bola em 16% da temporada com Mark Jackson.
   Com Davis desenvolvendo as habilidades de passe e armação, ele melhorou seu percentual de assistências enquanto diminuiu os erros por ano sendo utilizado mais a cada ano, Gentry pode certamente encontrar mais passes no ataque para Davis, cujo 71 por jogo o coloca em 5° entre os homens grandes, atrás de Blake Griffin (100,9), Marc Gasol (86,7), Joakim Noah (77,1) e Tim Duncan (71,6).
   As rodas estão rodando na mente ofensiva de Gentry, e é emocionante pensar o que ele pode fazer com um jogador de apenas 22 anos e com o potencial de Davis, mesmo que sejam melhorias modestas em sua utilização, alcance, seleção de arremesso e toques. 

Comentários

Mais Visitadas

Dikembe Mutombo, o Humanitário

Quem viu a NBA nos anos 1990 lembra de Mutombo, o jogador de 2,28m, pra gonário do África e que foi estudar nos EUA, mas acabou na NBA. Mutombo se aposentou em 2009, mas apenas das quadras.. .  Dikembe Mutombo nasceu em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo, como o sétimo de dez filhos de Samuel e Biamba Marie Mutombo. Em 1987, ele foi para os Estados Unidos com uma bolsa acadêmica para estudar na Georgetown University, em Washington, DC. O objetivo era seguir uma carreira médica, mas seu talento chamou a atenção do treinador John Thompson, que o convidou para fazer parte do time da universidade. Com 2,18 metros de altura, Mutombo logo se destacou, mas concluiu a graduação. Desculpa, graduações - Linguística e Diplomacia - e tornou-se, ao longo do tempo, poliglota, dominando nove idiomas, entre eles cinco africanos. Mutombo ficou na NBA por 18 anos, após ser draftado pelo Denver Nuggets, em 1991, na quarta posição. Sua última temporada foi representando o Houston Roc...

Educação Física e Esporte

 O esporte só atinge a maioria dos adolescentes se a Educação Física Escolar existir com qualidade, infraestrutura, inclusão e equidade. por antoniodivico . De Visualmente .

Lives 13 (Edição 2020)

Apesar do estresse que 2020 gerou, especialmente por causa do SARS-CoV-2 e da COVID-19, pode-se dizer que realizamos algumas coisas que não imaginávamos no final de 2019 ou mesmo nos primeiros dias de 2020. Nossa ação com o Mais Basquete também foi muito diferente. Realizamos uma série de entrevistas, bate-papos que denominamos de  Lives 13 , em alusão ao décimo terceiro aniversário do Blog que criei em 2007 e que já havia gerado a Revista Mais Basquete , o livro Em busca de mais basquete: feedbacks e insights . e a compilação de algumas crônicas que, divertidamente denominamos Calexdoscópio: fragmentos, reflexões e memórias . Os livros foram publicados em parceria com o Centro Esportivo Virtual . As Lives 13 , realizadas e gravadas em vídeo, reuniram personalidades do nosso basquete - ex-atletas, técnicos, professores - em torno de debates diversos sobre a modalidade. Nem haviam sido publicados, pois o objetivo era editar com vinhetas e embelezar o início e o final de cada vídeo. ...

RSS do Mais Basquete